ALEGUÁ ... GUÁ ...GUÁ          PAULISTANO !          Com o tempo nossas lembranças vão pouco a pouco esmaecendo e ,devagar...
“ TSUNAMI ”                                                      Edu MarcondesViagem para Sri Lanka /Ceilão – Andando nos ...
Não ficaríamos muito mais tempo naquela praia onde entãoestávamos . Assim sendo , depois de meia hora , já estávamos na ca...
molhado . Molhado e muito bem molhado por todos os lados . A águaremanescente na estrada brilhava ao sol como milhares de ...
Percebi que as próximas ondas deveriam certamente invadir aparte térrea da casa . Todos que estavam no lado de fora da cas...
Respondi que nada iria acontecer . Fiquei parado por algunsmomentos pensando o que poderia fazer para salvar o meu pessoal...
Fugas Para : Mosteiro – Colombo - Seguiria             Mesmo havendo passado aqueles momentos de grande perigocontinuávamo...
11,45 , apenas uma hora e pouco depois que eles saíram da praia . Foramsalvos por causa do almoço marcado com Sharlene ;  ...
Saímos logo depois para uma viagem que levou quase 5 horasmas que normalmente poderia ser feita em apenas duas . O receio ...
de alguns e do azar de outros . Fatos incríveis ocorreram , salvando oumatando pessoas . As fotos nos jornais eram impress...
inúteis , que no final só irão atrapalhar pessoas , algumas por excesso , outraspela falta. Irão causar grandes frustraçõe...
VIAGENS COM AS FILHAS - EUROPA / ÁSIA                                                Edu MarcondesLondres – Silverstone – ...
LONDRES          - Pela manhã foi esperar a aterrissagem e pegar a mala . Achei quetudo seria rapido . Errei ! Houve muita...
Isto só foi possível pois o “Santander” é uma das empresaspatrocinadoras da “Renault” .           Alonso se classificou na...
vem da África . A temperatura então aumenta . Fora destes dias existe sempreuma brisa suave , notadamente a noite .       ...
No século XVIII franceses e ingleses tentaram seu domínio einvadiram seu território . Finalmente em 1802 , pelo “ Tratado ...
pouco , mas aparecia . Sem perceber eu estava perdendo potência física emental .            A coisa chegava silenciosa sem...
Depois do almoço preparei minha roupa , fechei a mala e fiqueiesperando a hora de ir com Xavier para o aeroporto . Quando ...
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5º-) Sem meios de defesa o povo de Jersey sentiu-se abandonado . Osdescendentes de ingleses tentaram fugir da ilha . Algun...
15º-) A II ª Guerra Mundial termina em 6 de maio de 1.945 . Menos para oshabitantes de Jersey . Os ingleses não tomam a me...
as Fortificações feitas em Concreto . Em todos locais as bandeiras comsuástica estão como foram encontradas .         D-) ...
Isto alegrava meu coração .       Três dias depois eu estava me despedindo da minha filha , de seumarido Mark e de meu net...
NOVO MILÊNIO - FESTAS , NETOS E COMPRAS                                                           Edu Marcondes50 anos de ...
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– Paris -          No dia 28 de Outubro fomos para Paris em um vôo muito tranqüilo .Ali já tínhamos reservas no “Hotel du ...
No outro dia nossa dedicação total foi para Museus . Pela manhãdireto para o “D’orsay”, onde também almoçamos no seu simpá...
Os prédios públicos , muito bem conservados , sempre tinham umbonito jardim em frente . Madrid marca muito por ser bem arr...
magnifico . No final da tarde tomamos lanche em uma Cafeteria onde Javiertambém é sócio . Lorenzo aproveitou para se diver...
Em outra noite fomos ao futebol ver o Real Madrid no EstádioSantiago Barnabeu . Dois dias depois fomos ao “Circo Du Soleil...
Mark explicou que ela estava dando treinamento em Singapura eque não deu para chegar em tempo . Estava vindo para Hong Kon...
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Bem cedo Mark nos levou até o Embarcadouro para Lantau . Tudomuito fácil . Em 10 minutos já havíamos pago as passagens e j...
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  1. 1. ALEGUÁ ... GUÁ ...GUÁ PAULISTANO ! Com o tempo nossas lembranças vão pouco a pouco esmaecendo e ,devagarzinho... bem devagarzinho , começam a desaparecer. Existem muitashoras de viver e sentir agitar as coisas da vida . Existem apenas poucosmomentos para lembra-las . Mesmo porque , quando realmente a velhicechegar, não teremos certeza que a memória estará em condições pararealmente lembrar todos aqueles bons ou maus momentos vividos . Assim sendo , neste relato estarei contando , além de fatos de minhavida , estórias e casos , ocorridos comigo e com nossos companheiros do ClubAthletico Paulistano . Eles , todos meus amigos , foram e traduzem , desdeminha infância , uma convivência muito feliz em minha vida . Muitos casos são alegres . Alguns tristes . Será na realidade , dentrodeste meu relato e antes de mais nada , minha homenagem para os amigos quejá nos deixaram . Eles farão sempre parte da nossa “Turma do Paulistano” Aqui estarei revivendo momentos fraternos que nos marcaram . Saudades dos irmãos do Paulistano que já se foram : Caio Marcelo Kiehl, Luiz Carlos Junqueira Franco, LuizVicente de Sylos, César Affonseca , Pedro Magalhães Padilha, PauloRibeiro, “Kico” Campassi , Silvio Abreu Jr. , Luiz Fernando Ribeiro daSilva, Armando Salem, Mario Ottobrini, Roberto Claro, Sérgio Machadode Lucca, Osvaldo Doria, Antonio Ciampolini, Caio Pompeu de Toledo,“Jujuba” Moreira da Costa, Roberto Matarazzo, Antonio Duva Neto,“Hélinho”Fuganti, Manoel Leal Mendes, Candido Cavalcanti,“Zequinha”Almeida Prado, “Paulão”Viana, Albano de Azevedo e Souza,José Tambelini , Luiz “Veludo”Pompeu de Toledo, Mario Fix, WallinhoSimonsen, Fernando Simonsen, Paulinho Fleury, Adhemar Zacarias,Godofredo Viana, José Cavalieri, Amedeo Papa, Carlos Dacache, RubensLimongi França, Gilberto Marcondes Trigo, Deoclides Brito, FernandoPondé, Ayrton Baccelar, Mario Guisalberti, Claudio “Ratão”Fagundes ,João Balbi Campos , Antonio Rabello, Fernando Botelho de Miranda. Todos eles nos deixaram , alguns muito cedo , no auge de tudo quea vida poderia lhes proporcionar de melhor . Hoje , no final das tardes de verão , quando o céu fica bem vermelhocom muitas nuvens brancas , mostrando então as nossas cores , sinto a brisaque traz , lá de cima , nosso canto de guerra : “Aleguá ... guá ...guá , Paulistano ... Paulistano ... ! ” Longe ... bem lá longe ... , eles ainda estão torcendo por nós . Edu Marcondes
  2. 2. “ TSUNAMI ” Edu MarcondesViagem para Sri Lanka /Ceilão – Andando nos “Tuc-Tuc”- Chegada doTsunami – Muita Destruição - Fuga para Mosteiro Budista / Colombo –A Caminho das Montanhas / Seguiria – Mudança Temporária deFilosofia Paula nos surpreendeu em nossa viagem para a China . Logoanunciou que iríamos passar o Natal e Ano Novo em Sri Lanka . Estaríamosainda visitando sua amiga Sharlene , em sua casa na Praia de Bentota . A viagem para o Ceilão foi rápida e gostosa , apesar de pequenoproblema com o visto de embarque para lá . Chegamos pelo anoitecer e fomos direto para uma Casa Colonialinglesa . Ela é muito antiga e bonita . Fomos logo depois para a Ceia de Natalque iria acontecer na casa de Sharlene . Tudo aquela noite foi muito agradável. O outro dia , aquela manhã de 26 de Dezembro de 2004amanheceu muito bonita na praia de Ambentota - Sri Lanka , com céu azulmuito límpido e suave brisa vinda do mar . Naquele mesmo dia meu pai estaria comemorando 100 anos .Rezei pela sua alma e pedi sua benção . Por volta das nove horas tomei um suco de laranja e fui levarminha filha Paula até a praia . Ela ficava logo em frente da Casa Colonial , emseguida de um grande coqueiral existente . Íamos em busca de meu netinho Lucca e de Vera Lucia . Nãosabia perfeitamente onde estavam . Eles tinham ido logo cedo fazer castelosna areia . Contudo não seria difícil encontra-los pois as praias ali eramfreqüentadas normalmente por poucas pessoas . Aqueles dias nas praias do antigo Ceilão seriam o fecho de ouropara aquelas maravilhosas férias que Paula e Mark nos estavamproporcionando . Havíamos estado antes por vários lugares da China . Quando começávamos voltar da praia ainda não sabíamos , nemtínhamos a menor idéia , mas naquela hora “ Ele” – o Tsunami ,silenciosamente , já estava a caminho do litoral de Sri Lanka . Aquelas ondasgigantes iriam trazer muita destruição . Muita desolação . Muita tristeza . Entretanto , como o homem põe mas Deus dispõe , por nossasorte havíamos sido convidados para aperitivos e almoço na nova casa deSharlene . Ela era amiga de Paula desde o tempo em que minha filha morouem Cingapura .
  3. 3. Não ficaríamos muito mais tempo naquela praia onde entãoestávamos . Assim sendo , depois de meia hora , já estávamos na casacolonial trazendo meu netinho de 2 anos e Vera Lúcia . Para não atrasarmos ao encontro , rapidamente fomos tomarbanho e trocar de roupa . Roupa leve pois o calor era grande . Já estavachegando a hora de irmos para a casa de Sharlene . Andando nos “Tuc- Tuc” . Pouco tempo depois chegaram os dois pequeninos veículos ,denominados localmente de “Tuc –Tuc”, que meu genro Mark chamara . Ele , Paula e Lucca , como ficaram prontos primeiro , saíramprimeiro , logo em seguida . Vera Lucia , para variar , havia se atrasado umpouco , por isso sairíamos logo depois . Eu gostava de andar naquelepequenino triciclo , com motor de motocicleta , muito comum em todas asregiões do Oceano Índico . O nome “Tuc –Tuc” vinha do barulho que faziaseu motor . Para chegarmos até a nova casa de Sharlene levaríamos 10minutos . Ela fora construída , com mais outras duas , formando uma pequenavila , logo mais adiante , na mesma praia de Ambentota . As três residênciasformavam um belo conjunto , coroado com uma longa piscina situada em umjardim em frente as casas e com bonita vista para o mar azul . O lugar era além do mais muito agradável , cheio de altíssimoscoqueiros que davam diferentes e bonitos cocos , de casca inteiramenteamarela , típicos de toda Sri Lanka . Também no jardim não faltavam esquilosde rabo peludo , muito comuns naquela região . A casa ainda não estavainteiramente pronta pois faltavam alguns detalhes em sua decoração . Lembrava então que ali , no dia anterior , em grupo composto por26 pessoas , algumas locais e outras oriundas da Austrália , Nova Zelândia ,Gran Bretanha e Brasil , tivéramos um agradável almoço de Natal . Naquele grupo estavam ainda os pais , tios , o irmão de Sharlenecom sua namorada . Quase todos presentes eram amigos desde alguns anospois se conheciam de Cingapura . Gostavam de Paula e nos tratavam comsimpatia . Naquele anoitecer natalino , vendo tanta gente , lembrei e sentifalta de meus pais e parentes falecidos . Rezei por eles . Agora , ainda dentro do “Tuc-Tuc” , quando estávamos quasechegando , após uma pequena curva naquela estrada que contornava a praia ,para surpresa nossa encontramos um trecho da estreita rodovia inteiramente
  4. 4. molhado . Molhado e muito bem molhado por todos os lados . A águaremanescente na estrada brilhava ao sol como milhares de diamantes . Estranhamos muito pois não existia a menor possibilidade dehaver chovido . O céu continuava límpido e totalmente azul . Muito azul . Logo depois vi ajuntamento de pessoas . Vi gente correndo masnão dei muita importância . Já estávamos chegado e eu separava as “rúpias”para pagar a corrida no “Tuc –Tuc”. Vera brincou dizendo que ali realmente aestrada fora bem lavada . Inteiramente muito bem lavada com muita água . Sem saber estávamos passando pelo local onde a primeira onda“Tsunami” havia atingido aquele litoral . Ela adentrara pela praia , passara porcima da estrada e atingira a mata do outro lado . Isto aconteceu , pois ali ,naquele trecho , o relevo da praia local era realmente muito baixo , não tendomais de dois metros de altura entre o piso da estrada e o preamar , ou seja : deonde as ondas normalmente se quebram na praia e aquele trecho da estrada . Chegada do Tsunami Pouco depois o “Tuc-Tuc” parou e paguei motorista . Quandocomeçamos entrar na casa percebi , olhando para o jardim e para o mar , quealgo inusitado acontecia . A larga faixa da praia já havia desaparecido em todasua extensão , debaixo de enormes e fortes ondas que o mar estava trazendo .Elas , fazendo muita espuma , estavam agora começando entrar pelo jardim . Uma segunda grande onda , muito forte , bateu na cerca da casalogo depois. Agora o mar , no seu violento recuo , estava levando com seurepuxo um barco de pesca (e ele não era pequeno ) que ainda ontem servira decenário para fotos que tiráramos naquele por do sol . A larga praia deAmbentota estava momentaneamente inteiramente desaparecida . Fiqueipreocupado . Nunca tinha visto aquele tipo de maré em tantos anos quepassara em praias . Rapidamente fomos do jardim para casa . Ainda deu para tiraralgumas fotos , pois logo depois mais outra onda enorme já atingia o terraço ecobria a piscina com violência incrível . Ainda ontem eu brincara ali com Lucca . A piscina subitamenteficou escura , coberta de água e areia , com toda sujeira que o mar trouxe . Asondas agora tinham de tudo : paus , cocos , plásticos e toda espécie de coisasencontradas nas praias . Tudo surgia e desaparecia dentro da força das ondas ,o que já era assustador . Mais assustador era o forte barulho que faziam .Naquele momento aquelas ondas praticamente já elevaram todo o mar parauma altura de mais três metros . Iriam elevar ainda mais .
  5. 5. Percebi que as próximas ondas deveriam certamente invadir aparte térrea da casa . Todos que estavam no lado de fora da casa correrampara dentro . As mulheres e crianças passaram rapidamente para o andarsuperior . Ainda vi quando Vera , Paula e Lucca subiam a escada juntamentecom a babá Cora . Logo em seguida a onda que chegou molhou o piso detodas as salas . Ainda lavou meus pés com força . Alguns dos amigos queriam então fechar as grandes portas quedavam para o terraço e jardim . Falei que seria um grande risco pois elas nãoresistiriam a força do mar . Naquele momento fui voto vencido e as portasforam fechadas . Assim ficaram apenas por alguns rápidos momentos . A nova grande onda chegou bem alta , com mais de quatrometros de altura , bateu violentamente e simplesmente arrancou todas portasde seus batentes e as jogou contra nós . Por sorte ninguém foi atingidofrontalmente . Mas sofremos pequenos ferimentos . Eu machuquei as pernas .Com as ondas ainda vinham toda espécie de paus e cocos que a força do martrazia . Batiam com violência e poderiam ferir seriamente . Os homens começavam agora subir para o andar superior ,quando uma mais alta e mais forte daquelas ondas atingiu as paredes da casa .Eu , o pai e o tio Willie de Sharlene , éramos os últimos na parte de baixo evimos quando todos aqueles grandes e fortes vidros , que formavam parte dasparedes externas , foram simplesmente estraçalhados por aquela onda . Agora até o chão passara a ser perigoso com tantos cacosespalhados . A água do mar já cobria nossas pernas naquele momento . Cairpor ali era risco sério . Quando eu estava começando subir a escada , com tio Willie logoatrás , mais uma onda nos atingiu . Logo em seguida senti que seu repuxo eramuito forte . Puxava realmente .Tive de fazer alguma força para nãoescorregar e cair . Chegando ao segundo piso minha primeira preocupação foiverificar como estavam todos os meus . Lucca meu neto estava tranqüilo comsua babá Cora , tendo Paula ao lado . Tinha nas mãos o carrinho que sobrarade sua coleção que o mar já levara . Mark Browning , meu genro ,demonstrava alguma preocupação . Paula que sempre foi destemida e muitoforte tentava animar as pessoas . Vera Lúcia apesar de durona estavapreocupada e rindo dizia : - “ Que tristeza , viajar tanto para vir morrer longede casa , neste fim de mundo”.
  6. 6. Respondi que nada iria acontecer . Fiquei parado por algunsmomentos pensando o que poderia fazer para salvar o meu pessoal . Chequei aconclusão que seria pouco . Muito pouco mesmo . “Tsunami” passou Somente tive certeza de que nada nos iria acontecer quandocheguei ao terraço superior e olhando para o mar percebi que naquelemomento , rapidamente , da mesma forma como subiu , ele começava abaixar . Realmente tudo estava acontecendo muito velozmente . Não haviademorado mais de 15 minutos. Respirei aliviado e comentei o fato com oaustraliano Mickey . Ele concordou , suspirou e depois sorriu demoradamente,levantando o polegar direito . Pouco depois o mar realmente baixava para níveis praticamentenormais . Descemos e fomos desobstruir a porta de entrada que ficava junto aojardim . Tudo que o mar trouxera de lixo , mais as pesadas espreguiçadeiras demadeira massiça do terraço , estava agora empilhado junto a porta da rua.Tinha tanta sujeira que nem sonhando dava para saber de onde veio. Paula chegou . Vinha contar as noticias que ouvira no radio : _ -“Um terremoto de enorme proporção , com mais de nove pontos na EscalaRichter , ocorrera perto de Sumatra tendo uma larga extensão , precisamenteentre as ilhas Andaman e Nicobar . Foi seguido de vários outros terremotosmenores . Com isto ocorreu um gigantesco deslocamento no solo marítimo e aformação das ondas enormes – “Tsunamis” - que alcançaram mais de 10metros de altura na sua linha de frente ao atingirem as praias . Elas avançarampor todo o Oceano Indico na velocidade aproximada de 900 km/hora , paradepois fazer grandes destruições na Indonésia , Tailândia , Índia , Paquistão ,Myanmar e Sri Lanka . Ainda agora naquele local perto de Sumatra estavamocorrendo outros terremotos de menor intensidade” . Contou que , como nossa praia não ficava na linha principal deavanço das ondas , pois se situava do outro lado da ilha , fomos atingidos commenor violência e menor intensidade pela “Tsunami” . Por isto , apesar dosusto e do banho , estávamos ainda vivos . O grande impacto das ondasenormes , com mais de 10 metros de altura , somente atingira Sri Lanka pelooutro lado da ilha , ou seja lado Leste . Ali o numero de mortos era enorme ea destruição indescritível .
  7. 7. Fugas Para : Mosteiro – Colombo - Seguiria Mesmo havendo passado aqueles momentos de grande perigocontinuávamos muito preocupados , pois poderia ainda ocorrer , comoresultado dos seguidos terremotos , novo maremoto , nova “Tsunami” .Naquele momento não dava para saber com certeza o que poderia acontecer .Alem do mais estávamos em plena Lua Cheia , quando as marés são maisfortes . A chegada de uma nova “Tsunami” poderia ser fatal . Ficou resolvido que imediatamente , pois não tínhamos maioresinformações e opções , deveríamos seguir para um lugar alto , para um templobudista existente nas imediações de onde estávamos . Ele se localizava em ummorro com mais de 60 metros de altura . Ali o perigo poderia ser menor . Todas 26 pessoas amigas foram colocadas em duas peruas que seencontravam na casa . Não me pergunte como . Era o jeito . No caminho já deu para ver um pouco da destruição que a“Tsunami” provocara . Casas mais simples destroçadas , pontes deslocadasassim como o leito da estrada de ferro , animais mortos , florestas destruídas,muito lixo esparramado , barcos jogados no meio da estrada , ônibus e carrosvirados . Alem do mais tinha muita água brilhando ao sol por todos os lados .Não vimos naquele momento , mas sabíamos de muitas pessoas mortas . Tudodebaixo de contrastante e maravilhoso céu azul . Meia hora depois já estávamos nas áreas daquele templo. Todosdemonstrando muita preocupação . Fomos recebidos pelo Lama e seusdiscípulos . Foram gentis e até ofereceram almoço , típico budista , com muitapimenta , legumes e verduras cozidas . Então cada um comentava de seu modo o acontecido e asconseqüências . Os meninos dos australianos Mickey e Moi lamentavam seussapatos que foram levados naquelas ondas . Lucca falava da perda de seuscarrinhos . Sharlene não reclamava dos danos sofridos na casa , apenas repetiaque aquilo jamais havia acontecido antes . Tio Willie falava das portas ecuidava de cortes nas pernas . Paula animava os amigos .Vera Luciaestranhamente não falava nada . Vi nos seus olhos transparecer o perigo.Todos comentavam que tivéramos sorte. Muita sorte até aquele momento . Naquele local cheio de silencio e próprio para meditação comeceicom muita calma analisar nossa situação . Cheguei a conclusão que tivéramosrealmente muita , mas muita sorte mesmo , graças a Deus . Primeiro – Porque Vera Lucia e meu neto Lucca escaparam demorrer na praia quando da chegada da Tsunami . Ela ocorreu por volta das
  8. 8. 11,45 , apenas uma hora e pouco depois que eles saíram da praia . Foramsalvos por causa do almoço marcado com Sharlene ; Segundo – Se a Tsunami nos tivesse alcançado na estrada não seio que poderia acontecer .Os “Tuc- Tuc”não agüentariam o impacto das ondas ; Terceiro – A casa , bem construída , era bastante alta e resistente,suportando as ondas que atingiram mais de 4 metros e meio de altura ; Quarto – A casa tinha um andar superior e não ficamosinteiramente expostos a força das ondas . Apenas sua parte térrea foi atingida ,ficando destruída e inundada . Se a casa fosse somente térrea provavelmenteas conseqüências seriam outras , imprevisíveis e provavelmente terríveis ; Quinto – O mais importante . Estávamos , por muita sorte , dolado bom da ilha onde as ondas foram muito menores . Graças a Deus ! No meio da tarde chegaram mais noticias contando asdevastações ocorridas em todo Oceano Indico . O numero de mortos cresciaassustadoramente a cada instante . A enorme ilha de Sumatra havia sedeslocado 40 metros . O eixo da terra fora ligeiramente alterado . Soubemostambém que a capital Colombo , por sorte em sua localização , fora da frentedas grandes ondas e pela altura de suas praias , não fora atingida . Que a casacolonial onde estávamos hospedados também ficara fora da destruição , pois olocal onde estava situada era bem mais alto que as ondas formadas pela“Tsunami” . Elas atingiram a praia com violência , sem chegar até a casa . Depois de alguma conversa ficou resolvido que iríamos paraColombo . Não ficaríamos na praia de Ambentota pois poderia existir maisproblemas advindos dos terremotos continuados . Naquele instante ficavaclaro que nossa maior preocupação era fugir de novas e possíveis “Tsunamis”. Ficou acertado que primeiro passaríamos na casa colonial parapegar nossas malas . Dali seguiríamos para Colombo onde os parentes deSharlene nos dariam hospedagem . Depois , de acordo com o planejadoinicialmente para nossa viagem , iríamos para um Spa Budista , pertencente aoirmão de Sharlene . Ele se situava bem alto nas montanhas , dentro de umafazenda , no caminho para dois bonitos lugares turísticos denominadosMassalla e Segyria . Lá ficaríamos uma semana , até o dia para nosso vôo deregresso . O dito foi feito e pouco depois já estávamos na casa colonialpegando malas e aguardando condução . Esta inicialmente chegou em numeroinsuficiente . Ficou acertado que primeiro seguiriam as crianças com suasmães . Vera Lucia foi com elas . Todos continuavam temendo a possibilidadede outra “Tsunami”. A espera era angustiante .
  9. 9. Saímos logo depois para uma viagem que levou quase 5 horasmas que normalmente poderia ser feita em apenas duas . O receio de novasondas gigantes fez que muita gente se afastasse da costa . O transito ficoupesado . Parecia filme de terror . Gente correndo para todos os lados commedo das Tsunamis . Pior era a dificuldade para encontrarmos combustível.Nos postos de gasolina haviam filas de carros para abastecimento . E a todoinstante existia a expectativa de surgir nova onda gigante . Ansiedade pairavano ar em cada momento . Aquela sensação e a expectativa eram terríveis . Depois de muitas paradas em postos vazios conseguimos gasolinae finalmente , durante a noite , chegamos em Colombo . Foi um alivio ! Felizmente o grande receio de uma nova Tsunami que nospoderia pegar nas estradas não ocorreu . Infelizmente tivemos grande tristeza ao tomarmos conhecimentodas muitas mortes e assistindo a destruição ocorrida . A televisão mostravafotos , filmes e noticiário sobre a Tsunami . Localidades cingalesas comoGalle , Matara , Kalmunai , Samanturai e Marindu apresentavam grandesperdas humanas e enormes devastações . Também chegavam noticias dasmortes ocorridas em todos paises do Indico . Naquele momento já se falavaem mais de 100.000 mortos . Meu calculo foi que as perdas humanas alcançariam no mínimomeio milhão , pois seria impossível saber realmente o numero dedesaparecidos e quantos ficariam para sempre dentro do mar . Soubemos que os corpos dos mortos eram fotografados , tiradassuas impressões digitais e em seguida enterrados em covas comuns . Era ojeito de evitar epidemias . A CAMINHO DAS MONTANHAS Preocupada com o que poderia ser visto no amanhã seguinte , viatelevisões , minha filha Paula Marcondes ligou para minha irmã Marisa .Falou que todos nós estávamos bem , pedindo ainda que fossem informadosparentes , amigos e os filhos de Vera Lucia . No dia seguinte , fomos para o Spa Budista . No caminho cruzamos com vários comboios de caminhões desocorro portando bandeiras da Cruz Vermelha . Três horas depois estávamos chegando , sem maiores problemas.O Spa era tipicamente budista , na construção e conceito . Ali os dias iriam passar e as noticias sobre o número de perdashumanas crescer. Ficávamos sabendo de tudo pelos jornais que chegavam aténós com a vinda dos novos hospedes . Lendo o noticiário soubemos da sorte
  10. 10. de alguns e do azar de outros . Fatos incríveis ocorreram , salvando oumatando pessoas . As fotos nos jornais eram impressionantes. Nos obrigavama pensar seguidamente sobre aquela tragédia acontecida a beira mar . Segundo alguns geólogos , todo ocorrido com as “Tsunamis”seria uma reação da terra . A teoria se baseava no fato de que a causa principalestaria no calor gerado no mundo pela queima excessiva de petróleo.Aumentando a temperatura , em muito , destruía parte da camada de ozônio . Assim desprotegida , pelo calor gerado e graças aos raios ultra-violeta e outros mais que bombardeam a esfera terrestre com mais intensidade,ocorrem contínuos degelos diretos nas calotas do Pólo Norte e da Antártica .O gelo vinha e vem se transformando em água que corre para o mar . Ospólos perdiam peso seguidamente . Sem o peso normal concentrado nascalotas polares diminuía a pressão no interior da Terra . Desta forma ascamadas internas do planeta tenderiam a novos ajustamentos . Daípossivelmente os terremotos . Eles poderiam ser agora mais contínuos efreqüentes . Aproveitamos todos aqueles dias para descansar , passear eprincipalmente meditar sobre o ocorrido . Era impossível esquecer . Mudança Temporária de Filosofia O lugar ali , naquela parte alta de Sri-Lanka , é lindo , commuitas flores , um grande lago e uma majestosa montanha ao fundo . Ali nãonada de modernidade . Não havia eletricidade , telefone , televisão, radio ,água quente encanada , gelo e nenhum outro conforto moderno. A pouca luzpara as noites vinha de pequenas e românticas lamparinas. Por ali tiveoportunidade de ficar e passear mais alguns dias com meu neto Lucca . A comida , sem nenhum prato oriundo de peixe ou carne dequalquer tipo , era bem apimentada , farta e servida em terrinas colocadas emgrandes esteiras que ficavam no chão , em um lindo local coberto e cercadopor muitas plantas e flores . Lembro que lá dentro existiam inúmeras econfortáveis almofadas . Bebida era limonada ou suco de lima . No início detestei aquela total simplicidade . Entretanto , bemrapidamente , senti os benefícios de uma vida realmente muito mais simples . Comecei , apesar das dificuldades , a gozar de uma imensa paz . Enquanto aguardávamos o dia marcado para pegarmos o avião devolta , vivendo uma vida bem simples , deu para verificar quantas são asmuitas bobagens que hoje fazemos , inteiramente desnecessárias . A sociedademoderna , apegada as coisas materiais , perdeu completamente o senso dovalor intrínseco de cada bem . Cada vez mais precisa de coisas completamente
  11. 11. inúteis , que no final só irão atrapalhar pessoas , algumas por excesso , outraspela falta. Irão causar grandes frustrações . Tudo inteiramente desnecessário . Pela primeira vez passei um “reveillon” na maior tranqüilidade ,sem luxo nem ostentação , mas sentindo a grande alegria por ter ao meu ladoPaula , Mark e Vera Lucia . Alem do mais estava sentindo e vendo o sorrisofeliz de meu neto Lucca Marcondes - Browning – minha continuidade . Dias depois , quando no avião de volta para Hong Kong ,VeraLucia Costa comentando a “Tsunami” que enfrentáramos , disse que não haviachegado nossa hora . “Que só peru morre de véspera ... Que tudo está escrito,“Mactube” – como dizem os árabes . Que tudo é só destino”. Ouvi e depois fiquei pensando quantas vezes eu já estiverarealmente em perigo de vida . Lembrei que já tinha sofrido naufrágio ,desabamento de cinema , batida com destruição total de carro , choque elétricode alta voltagem , tiro nas costas . Levei até tiro na cabeça. Recordei que segundo a lenda , como um gato , por sete vezes ,eu ficara frente a frente com a morte . E nada de muito mal me aconteceu . Saisempre com vida . “ Mactube ” ? Não sei ... Sei que agora preciso tomar muito cuidado , pois após a“Tsunami” não tenho mais novas vidas de reserva . As setes já se tinham ido . 2 Edu Marcondes – 02/2005 P.S. - Dificilmente alguém que esteve presente , dentro realmente de uma “Tsunami”, terá esta oportunidade de escrever testemunhando todos aqueles fatos . Por esta razão , para que o ocorrido não possa virar mais uma “Pagina Esmaecida ”, deixo aqui meu depoimento .
  12. 12. VIAGENS COM AS FILHAS - EUROPA / ÁSIA Edu MarcondesLondres – Silverstone – Menorca – Um Italiano em Menorca – Sono...muito Sono - Jersey – Lembrança da Guerra / Diferente em Jersey – OCasamento de Paula Não haviam passados três meses depois de minha volta de SryLanka , onde estive as voltas com a “Tsunami” , quando recebi ligação deLondres . Ali era onde agora estavam Javier , Alexandra e meu neto Lorenzo .Eles residiam temporariamente na Inglaterra , pois o “Santander” haviaadquirido o controle acionário do tradicional “Banco Abey” da Inglaterra. Junto com a cúpula espanhola Javier estava trabalhando para suadevida incorporação no grupo Santander . O motivo daquele telefonema era convite de Javier para que eufosse passar as férias de Julho, em Menorca , junto com Alexandra e Lorenzo.Iria conhecer a casa que eles haviam comprado , em um lindo condomínionaquela ilha . Javier explicou que ele somente poderia ir nos fins de semana ,pois estava com muitos compromissos e obrigações em Londres . Eles nãopoderiam ser adiados durante aquelas semanas de Julho . Antes disso ele desejava que eu fosse primeiramente passar algunsdias na sua casa de Londres .Teria oportunidade de ir assistir com eles a“Corrida de Formula I em Silverstone” . Ele gosta de “carreras” e é fanáticopelo Fernando Alonso.Sabe que eu também gosto daquele piloto espanhol. Enquanto me preparava para a viagem falei com minha irmãcontando do convite . Dias depois Paula ligou . Então aconteceu outra surpresa . Eu ,naquele momento , estava sendo convidado para ir à Jersey, onde Paula eMark iriam se casar , agora no religioso . Jersey era onde Mark nascera eonde residiam seus pais , Francis e Jimmy , e ainda seus irmãos . Isto aconteceria quando eu estaria voltando de Menorca . Acheiótimo . Também ganharia aquelas passagens . Aceitei o convite . Claro ! Não faltaria por nada naquele casamento . . No dia da viagem , bem na hora de partida , lembrei que não tinha oendereço de Xanda em Londres . Liguei . Por sorte ela estava em casa . O talendereço nunca mais saiu de minha cabeça : Cadogan Place , 31 . O vôo saiu na hora certa . Jantei e dormi a noite toda .
  13. 13. LONDRES - Pela manhã foi esperar a aterrissagem e pegar a mala . Achei quetudo seria rapido . Errei ! Houve muita revista para os passageiros . Como euestava de terno , muito elegante , fui poupado . Passei lentamente naalfândega. Ela estava uma loucura . Só depois soube do motivo . Havia ocorrido um grande atentado terrorista em Londres . Osfiscais ingleses viraram todas as malas do avesso . Fui liberado .. Finalmente ,quando cheguei na saída , procurava e tentava arrumar um taxi . Eu normalmente iria tomar o trem para chegar ao centro da cidade.Entretanto , naquele dia depois do atentado terrorista , as coisas ficaramnebulosas . Poderiam acontecer novos atentados . Nunca se sabe . Eu tinhaido para passear . Não esperei mais nada e mudei de idéia . Nada de coletivos Esperei . Pouco depois a sorte mudou . Consegui o taxi . Em menos de uma hora eu estava abraçando minha filha e meu neto.Entreguei os presentes e fiquei brincando com Lorenzo até que Javier chegou.Foi me cumprimentando com alegria . Depois fui convidado e saímos parajantar em restaurante árabe. Ficava perto da casa . Foi muito agradável , mas não demoramos muito tempo . No outrodia era dia de trabalho . Fomos para casa . Eu fiquei vendo televisão comXanda . O São Paulo Futebol Clube disputava aquela noite a CopaLibertadores das Américas . Ganhamos e , com nossa torcida , a cada gol(foram quatro ) acordávamos Javier . O quarto que reservaram para mim era muito bonito , com grandecama de casal . Ele se abria para um pátio , cheio de plantas e flores . Variasnoites eu dormi com aquelas portas abertas . Quando houve calor . Na Sexta Feira fui com Javier passear por todo o bairro . Fui vendotudo da melhor forma , a pé ! É por ali, em “Knightsbridge” , que se situamas bonitas embaixadas em Londres . Dali , em seguida , fomos até a frente docastelo da Rainha Britânica . Não assistimos a “Troca da Guarda” . Depois voltamos , passando pelo “Hide Park” . Chegamos já noescurecer . SILVERSTONE O programa de Sábado estava feito desde algum tempo . Logo cedoestava um carro esperando para nos levar até Silverstone . O transito foiterrível . Levamos duas horas para chegarmos até a pista . Valeu a pena . Vimos os treinos de classificação , tiramos fotos ,entramos nos “Box de Manutenção” , notadamente aquele da “Renault”. Depois fomos almoçar no Pavilhão de Relações Públicas daquelaescuderia francesa , conhecemos os dois pilotos , almoçamos com os melhoresvinhos e ganhamos uma malinha da Renault . Estava cheia de presentes .
  14. 14. Isto só foi possível pois o “Santander” é uma das empresaspatrocinadoras da “Renault” . Alonso se classificou na “pole position”. Entretanto , resolvemos não enfrentar novamente aquele transitomaluco no Domingo , dia da corrida . Iriamos assistir a Formula I pelatelevisão , em casa , lá naquele gostoso pátio. Mesmo por que Javier estariacozinhando maravilhosa “Paella” para nós . Foi gostoso comer aquela delicia , tomando vinho de Espanha evendo a vitória do Alonso . Depois foi só ir dormir a “Siesta” . Aquela semana seguinte foi muito movimentada . Quase em todasas manhã , logo cedo , eu ia passear no parque que pertencia somente as casasde “Cadogan Place”. Era um parque particular . Para tanto era preciso entrarcom cartão magnético . O lugar trazia para mim muita calma. Era cheio depássaros durante o dia . De raposas pela noite , pois somente depois do sol sepor é que elas apareciam . Fui ao teatro com Alexandra na Terça Feira , assistir “ Guys andDolls” , comédia musical dos anos 50 . Não gostei . Em outro dia nosdirigimos ao centro da cidade . Comprei um conjunto de “Cashemere e Seda”em “Regent Street” e em “Oxford Street” um “Tailleur”. Aqueles erampresentes para Vera . Comprei ainda um carrinho para o Lucca e outro para Lorenzo . Na Quarta Feira fui a pé , sozinho até “Victória Station”, na parteda manhã. Depois fui para o Museu de Historia Natural , onde passei a tarde . Na Quinta Feira pela manhã Alexandra e Lorenzo me levaram paraver o Parlamento , o Tamisa e aquela enorme Roda Gigante denominada “Eyeof London”. A noite jantamos com toda diretoria do Santander em Londres . Na Sexta feira fui com Javier e Xanda em uma boate da moda . Onome , se não me engano , é “Cubanita” ou coisa assim . Só tocava mambo ,salsas e músicas cubanas . R Este tipo de musica está na moda ... mas nãopara meu gosto . Valeu pela boa companhia e para conhecer lugares novos efamosos . MENORCA - Quando Sábado chegou Alexandra seguiu com Lorenzo paraMenorca . Ela foi receber a empregada e preparar a casa . Fui com Javier no Domingo , logo bem cedo , em vôo que foitranqüilo . Durou apenas 100 minutos . O aeroporto de Menorca não é muitogrande . É porem muito moderno e bonito . Fica em Mahon , capital da ilhaespanhola . Alexandra ali já estava com o carro nos esperando . O verão naquelas ilhas Baleares é bem quente , atingindo facilmente35 / 40 graus em alguns dias . Eles acontecem quando sopra vento quente que
  15. 15. vem da África . A temperatura então aumenta . Fora destes dias existe sempreuma brisa suave , notadamente a noite . No caminho para casa fiquei admirando as estradas da ilha . Sãosuper sinalizadas . Quase perfeitas , apesar de estreitas . As “PraçasRotatórias”, nos cruzamentos , obrigavam redução de velocidade e dãoprioridades de passagem , muito certas e bem determinadas. A paisagem se alterna em cada quilometro . Muitas vezes com vistapara o mar . Outras aparecendo pequenas matas junto a suaves elevações .Normalmente por ali se encontram bonitas propriedades rurais . Menorca possui várias e pequenas vilas , espalhadas por todo seuterritório , a maioria na orla marítima . São possuidoras de grandes belezas ,destacando : Saint Luiz , Castell , Ferries , Mercadal , Saint Clements eCiutadella . Mahon é sua capital , já na qualidade de cidade . É muito bonita ,principalmente por suas praias e por sua urbanização . O seu porto , com longa extensão , tem suas docas tomadas porgrandes iates internacionais . Do outro lado temos uma longa avenida quesepara o porto da cidade . Ali existe todo o tipo de comércio , com bonitaslojas de roupas elegantes , restaurantes internacionais ou típicos espanhóis ,exposições de obras de arte , perfumarias, antiquários , lojas de decoração etudo mais necessário para atender vontades e necessidades de milionáriosturistas . Para tanto basta que ele saia do iate e atravesse a rua . Fora disto existem vários museus , teatros , hotéis internacionais ,praças , campos de golfe , bares e clubes noturnos com música ao vivo . Todoano , no mês de Agosto , tem festival de Jazz . Além do mais em Mahonexiste Cassino funcionando diariamente . No que tange ao esporte , são realizadas anualmente competiçõesinternacionais de iatismo , de golfe e de ciclismo . Por trás do porto , nas encostas da montanha , ainda perto do mar ,Mahon possui muralhas muito elevadas que foram construídas 1.400 AC . Atéhoje estão por lá , algumas intactas e outras semi destruídas . A ilha conserva as mais antigas obras registradas pela arqueologiaem toda Europa . Datam de 4.500 anos aproximadamente . São Túmulos depedra em forma de U . Menorca foi durante quase toda sua existência palco de grandeslutas internacionais pelo seu controle . Por isto possui traços das antigasculturas fenícia , cartaginesa e grega . Seu domínio passou por muitos povos :- Romanos , Árabes , Turcos e Aragoneses , sendo que estes últimos ,mediante sua união com Castela em 1492 , formaram a Espanha , atualdetentora da nacionalidade de Menorca .
  16. 16. No século XVIII franceses e ingleses tentaram seu domínio einvadiram seu território . Finalmente em 1802 , pelo “ Tratado de Amiens” aEspanha recebe de volta a ilha das mão dos ingleses . A língua local é derivada do Catalão , que já e´ difícil . O“Minorquim” é mais difícil ainda . A salvação é a língua oficial : Espanhol . A produção da ilha é bem típica e especifica : - Gin de Menorca ,Sapatos tipo Abarcas , Malhas de Algodão e/ou lã , Cereais , Queijo tipoMahon , Frutas e Licores de Frutas . A construção naval é bastantedesenvolvida , existindo inclusive projeto naval próprio , o qual produz barcosdenominados “Minorquins ”. Os cascos são bem diferenciados . De todas as coisas existentes aquela que mais chama atenção é acor de seu Mar . Turquesa nas partes mais rasas e Azul Marinho nas maisprofundas . Muito bonito . Dos mais bonitos . Quando cheguei na casa de Javier notei que todas as demais , tantona região como no condomínio , tinham o mesmo estilo arquitetônico :Mediterrâneo . A casa possui amplas salas , uma suite , dois quartos bons ,banheiro , copa cozinha e ainda tem enormes terraços com mais de 150m2 ,sendo uma parte coberta e outra aberta . Fica em um condomínio horizontal ,com todas casas bem grandes . Também existe ancoradouro próprio dentro docondomínio . Javier possui linda lancha ali ancorada .O condomínio ainda temum Clube de Campo com quadras de tênis , enorme piscina , salão de festas eexcelente restaurante na beira da piscina . No dia que chegamos já fomos de lancha para uma praia com poucagente e mar lindíssimo , extremamente limpo . Lorenzo foi o dono da “festa”nadando peladinho . Depois tomamos um almoço leve , preparado porAlexandra . Na volta daquele passeio fui atacado por um sono irresistível , muitoforte . Eu não sabia por que. Não dava para segurar . Dormi até sentado nalancha . Parecia mais um desmaio . Todo aquele tempo que estive emMenorca estive com um sono que não era bom . Impossível de segurar . Eleiria continuar até em Jersey , onde a temperatura era muito mais amena . Oproblema não era calor . Não me sentia muito bem . Javier reparou . Achou que era pelovinho tomado . Porem , mesmo não tomando vinho , não passava aquele sonoe a cabeça continuava pesadíssima . Comecei a sentir o que nunca existiu para mim em toda vida :Fraqueza ! Não doía nada , mas eu não era o mesmo . Aquilo continuoumesmo no Brasil . Depois daquela viagem , com calma , analisando a coisa toda ,lembrei que , desde o final de 2004, aquele sono aparecia . No início era bem
  17. 17. pouco , mas aparecia . Sem perceber eu estava perdendo potência física emental . A coisa chegava silenciosa sem grandes alardes . Já durava mais de8 meses. . Quando a cabeça pesava eu tinha absoluta necessidade dedormir. Fosse no cinema , no teatro , em visita , em qualquer lugar . Somente no início de 2006 , um ano depois , fazendo exame derotina foi descoberta a causa . Um câncer - Carcinoma - em meu rim esquerdo. Porem o primeiro sintoma apareceu bem antes . Na Sexta feira pela manhã fomos comprar um “Cadeirão” paraLorenzo . Ele estava muito grande para receber comida na boca , inclusiveficando vendo filmes de desenhos animados . Comer deve ser um ato natural .Precisava apreender comer conosco . Por conta própria . Na cidade iríamos encontrar um bom e bonito. Foi ótimo ! Na hora do almoço colocamos o “Cadeirão” ao lado damesa , junto da gente . Lorenzo ficou sentado , com seu prato e sua colher .Gostou . Primeiro fez o maior esparramo na comida . Mas comeu sozinho .Quanto quis . Javier chegou na Sexta Feira pelo fim da tarde . Fui com Xanda eLorenzo recebe-lo no aeroporto . Aquele seria meu último fim de semana emMenorca . Já havia recebido inclusive as passagens aéreas providenciadas porPaula . Praticamente já estava com as malas arrumadas . Como sempre Javier , muito gentil , tinha reservado mesa norestaurante mais charmoso da ilha . Ficava no porto de Mahon . O jantar seriatípico espanhol . Tinha início por volta das 8 horas da noite e não tinha tempopara acabar . Começava com drinques e com “tapas” picantes , para abrir oapetite . Depois vinha a salada . A seguir o vinho , muito bem escolhido , queiríamos tomar . Então aparecia o primeiro prato . Finalmente o prato principal.Fora a sobremesa , o café e o licor para arrematar . Somente lá pelas 23 horas estávamos voltando para casa . Eles foram deitar . Eu fiquei sozinho no terraço , com uma enormeLua Cheia . Ela deixava o mar brilhando na cor laranja . Fiquei com saudadesdo Brasil e dos amigos Domingo , bem cedo , sai com Lorenzo e fomos até a praia emfrente da casa .. Ficamos andando um pouco por ali . Depois resolvi voltar ,antes que Xanda acordasse e , não vendo o filho , fosse “dar a bronca”.
  18. 18. Depois do almoço preparei minha roupa , fechei a mala e fiqueiesperando a hora de ir com Xavier para o aeroporto . Quando chegou omomento Xanda nos levou . Foi difícil ter de me despedir dela e de meu neto . Logo o avião subiu . Fiquei com meus pensamentos .Javier dormiu . Eu iria ficar toda Segunda Feira em Londres . Assim tinha de serpois meu vôo para Jersey sairia de Londres , na Terça Feira , as 7,30 damanhã. . Eu já tinha contratado um taxi , que servia Alexandra , para mepegar as 5,30 horas . Eles eram pontuais e de confiança . Ao anoitecer Javier passou para me pegar . Fomos jantar com seuPresidente . Foi muito agradável .Agradeci a gentileza do convite e mecoloquei a disposição daquele senhor para qualquer coisa no Brasil . Antes de dormir fiz minhas despedidas e agradecimentos ao Javier . Por sair muito cedo não mais iria vê-lo naquela oportunidade . JERSEY Quando cheguei ao salão do Aeroporto , a primeira coisa que vi foium menino correndo para mim . Era Lucca que tinha crescido muito mesmo .Alem do mais ficara muito mais bonito . Minha alegria foi grande em poder abraçar toda aquela parte de minhafamília . Estes momentos ficam inesquecíveis . Dali eles me levaram para conhecer um pouco de Jersey . Seu mar ebem azul e a ilha tem várias praias . É lugar muito bom para veleiros , poisexistem muitos . No topo de uma montanha ao lado de muitas casas na beirado mar e de uma praia existe um grande e maravilhoso castelo chamado :“L’Orgueil” ( O Orgulho) . A ilha é uma das regiões mais floridas que jáconheci . Tem vasos com vários tipos de flores por todos os lados. Jersey está localizada no Canal da Mancha , tendo ao seu lado uma ilhairmã : Guernesey . Fica treze milhas das costas da Normandia – França .Pertenceu aquela nação até as guerras Napoleônicas . Depois passou para aInglaterra . A cidade é toda cortada de estradas bem calçadas e estreitas.Muitas delas sombreadas por grandes arvores . Existem várias localidades que formam pequenas vilas . A sua Capital é Saint Helier . Bonita , florida , cheia de lojas e derestaurantes , onde se come peixadas maravilhosas . O interessante é quequase todos restaurantes pertencem a portugueses que vivem na ilha . Elestambém são os donos dos principais navios de pesca de Jersey . A Ilha deveter mais de 10% de portugueses . Falei muito em português em Jersey .
  19. 19. Depois de um giro pela cidade Mark me levou para conhecer a casa desua mãe – Francis e seu marido Jimmy. Fica fora do perímetro urbano .Osdois foram muitos simpáticos comigo . Por eles fui levado até meu quarto . Em frente da casa existe um típico pasto de Gado Jersey – origináriodaquela ilha . São de cor castanha , não muito grandes e são os reis do bomleite . O pasto não é grande , tendo 200 x 200 metros , com arvores e abrigospara o gado . Eles recebem ração em horas certas , mas vivem soltos . Ficamconfinados apenas por uma cerca elétrica . Não muito longe daquela residência ficam os “Riffs”- Penhascos , deonde é possível avistar toda a costa da Normandia . Fui vários dias andandoaté lá , em companhia do Lucca . Bem no topo , lá em cima , tem uma“Camionete- Lanchonete” onde sempre meu neto ganhava um sorvete. O clima da ilha é muito agradável atraindo sempre muitos turistas ,principalmente no verão quando dobra sua população . Vem gente de todo mundo . Nos próximos dias fui conhecer os irmão de Mark , suas esposas e seussobrinhos . Foram todos muito simpáticos comigo . Lembranças da Guerra - Algo Diferente em Jersey Naqueles dias em que fui conhecendo Jersey senti que existia algumacoisa de diferente na ilha . Não gostam de ser chamados de ingleses , mesmoporque são “britânicos” . Eles se auto denominam de “islanders”. Nãohasteiam a bandeira “Union Jack” – aquela que é azul- vermelha e branca ,feita com listas diagonais e cruzadas . Ela que é vista em todos lugares daInglaterra . Hasteiam a bandeira branca com listas diagonais vermelhascruzadas pelo meio , que é a bandeira de Jersey. Conversa daqui , se pergunta dali , pega-se uma frase acolá , escutamosfatos isolados , lemos em documentos um pouco dos acontecimentos sobre aIIª Guerra Mundial e , subitamente, quando ligamos os fatos , acabamos porentender as várias razões para este procedimento generalizado de prevençãocontra os ingleses . As causas foram e ainda são muitas :1º-) Por ser Membro da “Comunidade Britânica” Jersey sempre pagouImpostos para a Inglaterra , destinados a defesa de sua terra ;2º-) Quando os exércitos ingleses foram batidos na França , o Governador deJersey inquiriu o Ministro de Defesa da Inglaterra , sobre o que seria realizadopara defender Jersey ;3º-) Naquela semana Churchill comunica : “ Jersey não será defendida” !4º-) Naquele mesmo dia todas as tropas inglesas estacionadas em Jersey foramembarcadas para a Inglaterra , com todos seus armamentos ;
  20. 20. 5º-) Sem meios de defesa o povo de Jersey sentiu-se abandonado . Osdescendentes de ingleses tentaram fugir da ilha . Alguns conseguiram .Osdemais , com os descendentes de franceses , celtas e de outras raízes , queeram a grande maioria , não tinham para onde ir;6º-) Os ingleses , como seria necessário pelas leis internacionais , nãocomunicaram que Jersey ficará Sem Defesa e se tornara “ Cidade Aberta”. Istopouparia vidas e destruição . Mas era parte de sua estratégia esconder aocorrência . Os alemães , desconhecendo o fato , bombardeiam Saint Helier eLa Rocque , em 28 de junho ;7º-) Somente dois dias depois do bombardeio , por causa da mortes ocorridas,a Inglaterra ,através dos Estados Unidos que na época era neutro , comunicamsua saida de Jersey . No mesmo dia a BBC comunica o fato para o Mundo ;8º-) A Alemanha através de folhetos informa que desejava entrarpacificamente em Jersey . Pedia que a resposta viesse através de bandeirasbrancas . Elas elas surgiram aos milhares de todas as janelas . Não tinhamoutra opção pois estavam desarmados, desmotivados e abandonados ;9º-) Poucos dias depois os alemães já estavam chegando a ilha pacificamente.Parte da Grã Bretanha havia sido tomada sem luta ;10º-) Durante 5 anos os habitantes da ilha ficam na condição de povoinvadido, com governo estrangeiro e tendo sua terra tomada ; Não termina com a invasão alemã os problemas de Jersey11º-) Quando em Junho de 1.944 as tropas aliadas invadem a Normandia, Oshabitantes de Jersey ouvem o ronco dos aviões , o troar dos canhões e as luzesdas explosões durante a noite . Acreditam que em breve serão libertados .Porem Junho se torna Julho . Logo chega Agosto . O barulho das batalhassome de vez . Tudo foi para frente . Somente eles ficaram , sozinhos edominados pelos invasores ;12º-) Com a tomada da França pelos aliados as Comunicações e oRecebimento de Remédios e Provisões ficam muito mais difícil . Começa afaltar remédios e medicamentos para os velhos e crianças . A Inglaterra nãopermite que sejam enviados suprimentos para Jersey . Alguns remédios sãoconseguidos por comandos alemães , eles que saindo de Jersey , atacam basesaliadas durante a madrugada nas costas da França ;13º-) Somente por muita insistência da Cruz Vermelha a Inglaterra permiteque o Navio “Vega” , com bandeira da Cruz Vermelha , leve remédios esuprimentos essenciais para Jersey ;14º-) O pior acontece quando a insensibilidade de Churchill determina : Nãohaverá mais suprimentos para Jersey . Ele escreve em seu diário :- “ Deixem Jersey ficar na miséria !”
  21. 21. 15º-) A II ª Guerra Mundial termina em 6 de maio de 1.945 . Menos para oshabitantes de Jersey . Os ingleses não tomam a menor providencia no que dizrespeito a ilha . Não dão o menor sinal de vida ! Por mais incrível que pareça ,no dia 8 de Maio os alemães e os “islanders” de Jersey ouvem juntos , naprincipal Praça de Saint Helier , o “Discurso da Vitória “ de Churchill . Osalemães pretendem se entregar , só não sabem para quem !16º-) Somente três dias depois , em 9 de Maio , vai ser possível a rendição dosalemães de Jersey . Os aliados a bordo do “Destroyer Buldog” , recebemnaquele dia a rendição dos generais alemães . Estes fatos , passados mais de 60 anos , não foram esquecidos até hojepelo habitantes de Jersey . Eles não falam nem reclamam diretamente , mascom muita classe e muita firmeza sempre demonstram , até diariamente , o seudescontentamento . É só prestar atenção : A-) Tudo o que existe ou aconteceu dentro de Jersey , no tempo daocupação alemã , que chamava a ilha de “Muralha do Atlantico”estáPerfeitamente Conservado e Organizado por duas associações . Elas sedenominam :“Chanel Islands Ocupation Society” e “Jersey War Tunnel” .Em sua sedes existentes , ao lado de um hospital que foi cavado nasmontanhas , eles tem todos os Arquivos da Guerra feitos pelos alemães , Fotosda Guerra na região , Documentos Alemães , Plantas da colocação dosArmamentos Pesados , das Construções dos “Bunkers” , Relatórios sobreMunições , Relação dos prisioneiros e muitas outras coisas de grandeimportância . Assim guardados e preservados nunca o que aconteceu seráesquecido. Eles fazem história .Obs Todos os documentos que comprovamesta minha narrativa foram conseguidos junto aquelas Associações ; B-) O Hospital Militar Alemão , denominado “H 8” , construídodentro de túneis cavados na rocha de uma montanha , continua perfeitamentepreservado , mas inoperante . Virou com tudo que possuía Museu de Sofrimento dos Islanders. Lá ainda estão as mesas cirúrgicas , os laboratórios , as salas de tratamentos ,as os uniformes de médicos e enfermeiras alemãs , as Bandeiras com aSuástica , Fardas Nazistas e os Arquivos de Pacientes ; C-) Todas as construções militares edificadas pelos alemães estãopreservadas perfeitamente . Visitando os “Bunkers” , interligados porCorredores Subterrâneos , será possível encontrar : Capacetes , Armas ,Fardas, Bandeiras Nazistas , Quepis nazistas e dormitórios . Alem disto o quemais impressiona são : Os Tuneis ligando os Centros de Artilharia / Canhões ,os Trilhos para envios da munição , as Casamatas , As Torres de Observação ,
  22. 22. as Fortificações feitas em Concreto . Em todos locais as bandeiras comsuástica estão como foram encontradas . D-) O “Ingresso para Visitas” para estas diversas áreas são “Cópiasdas Carteiras de Identidade dos “Islanders ” fornecidas pelos alemães , durantea ocupação de Jersey . Todos os portadores daqueles documentos copiadosmorreram na guerra . Eles continuarão a divulgar continuadamente ossofrimentos , a fome, e todas as necessidades possíveis que passaram oshabitantes de Jersey, sem o menor apoio dos ingleses . Estiveram sós . E-) Tudo isto é mantido para lembrança dos ingleses e conhecimentode turistas de muitos países . Porem mais um fato impressiona . Apesar dalíngua oficial ser inglesa , todas as Ruas , Avenidas , Estradas , Praças , Locaise Edificios Públicos possuem Nomes Franceses , escritos em Francês . Os“islanders” fazem questão da perfeita pronuncia quando falam aqueles nomes . O Casamento de Paula Dois dias antes do casamento fui conhecer o Castelo onde aconteceriao casamento . Era muito bonito , cercado por um jardim esplendido . Aliaconteceria toda a cerimônia e o almoço . Paula e Mark ficariam no Castelopor dois dias após a festa da cerimônia de despedida que seria ali mesmorealizada , em Sala Especial . As ultimas providencias foram : A compra da roupa branca do Luccae a compra dos lenços e gravatas dos padrinhos . No dia do casamento fui com Lucca , Francis e Jimmy para o castelo .A cerimônia seria realizada as 13,00 horas . Um orgão abriu a cerimônia . Eu levei Paula até o altar e a deixei com Mark . Ali já estavam ospadrinhos dos noivos . Lucca que levava as alianças logo depois apareceu.Em seguida entregou as alianças para o pai . Foi muito bonito . Graças a Deus a cerimônia foi toda elegante e muito rápida . No final fiquei conversando com uma Juíza de Jersey . Convidei - apara o almoço junto aos noivos . Ela não aceitou . Alegou outroscompromissos. Os convidados já estavam nas mesas comemorando . Quando chegueiaté lá fui convidado para fazer um discurso . Como não estava preparado e fuitomado de surpresa, apenas falei das minhas dificuldades em fazer um bomdiscurso em inglês . Desejei Saúde e Felicidades aos noivos , tanto emInglês como em Português . Fui aplaudido . Surpresa agradável . No fim da tarde , depois de muitas fotografias , beijos e abraços ,foram feitas as despedidas aos noivos . Naquele instante Paula fez o“lançamento de seu buquet de flores” . Ela estava muito feliz .
  23. 23. Isto alegrava meu coração . Três dias depois eu estava me despedindo da minha filha , de seumarido Mark e de meu netinho Lucca . Com eles mais Jimmy e Francis fuilevado para o aeroporto . Iria para Londres e de lá para o Brasil . Estaria com minhas filhas e meus netos ... na lembrança .
  24. 24. NOVO MILÊNIO - FESTAS , NETOS E COMPRAS Edu Marcondes50 anos de Paulistano ––Precisei de “Carro Novo” – Venda da Casa doMorumbi – Meus Netos : Lucca e Lorenzo – Os Netinhos de Vera – AChegada de Minha Netinha Mia Francis . Todos ficavam com perspectivas de novas esperanças pois o novomilênio estava chegando . Muitos queriam realizar muitas coisas pois queestas coisas poderiam mudar a vida para melhor . Eram normalmente osdesejos para quando o novo século despontasse . Este novo século que estavachegando agora , alem de ser novo, podendo trazer novas esperanças , iriatrazer com ele também todos os séculos contidos em um novo milênio . Commil novas oportunidades para todos . Isto poderia e deveria ser muito melhor para muitos Para mim começou com esperanças e cheio de boas surpresas . Mais de Cinqüenta Anos de Paulistano - A boa surpresa aconteceu mesmo antes da chegada no Ano Novo edo Milênio . A Presidência do Paulistano , na pessoa de José Manoel CastroSantos , resolveu em boa hora, não só comemorar Um Século de CAP , comotambém Homenagear todos os sócios com 50 anos ou mais de participação noPaulistano . Para tanto , no dia 29 de Dezembro de 2.000 , determinou simpáticocoquetel que foi realizado nos Salões Sociais do 2º andar , com a participaçãode todos aqueles sócios cinqüentenários que ainda estavam vivos . Só não foi quem não tinha mínimas condições físicas . Na realidade foi uma festa para os velhos amigos , pois os sócios commais de 50 anos de Paulistano não eram muitos , com certeza absoluta , masvelhos amigos , pois naquele tempo o CAP tinha um quadro social reduzido eselecionado . Todos ao presentes se conheciam . Todos se falavam. . Todos seconfraternizavam diariamente . Foi isto que aconteceu novamente . Naquele coquetel reencontramos alguns antigos amigos , os quais jánão víamos por anos , entre eles Eduardo de Paula . Estive ao lado de Vera Lúcia tomando drinques e comemorando comJosé Carlos Leal ( meu cunhado) e Marisa ( minha irmã ) , estive com MyrtesIssa e seu cunhado Waldemar Issa , com o amigo Pamplona e senhora , commeu companheiro de natação Eugênio Amaral , com o amigo Roberto Rudgedo tempo do internato , José Mariano Carneiro da Cunha , José Ayres Neto ,
  25. 25. Caio Moura , Gil Cajado de Oliveira , Eduardo de Salles Oliveira , EdsonMacedo e Eugênio “Pistinguet” Apfelbaun , Coquinho , José Manuel entreoutros tantos . O momento de maior emoção foi quando relembramos todos aquelesque já se foram . Então a saudade bateu em nosso peito , com reflexos emnossos olhos . Precisei de um “Carro Novo” – Logo depois de ter vendido e recebido minha parte da casa doMorumbi , achei que estava na hora de trocar de carro . O meu Gol modelo1995 já estava com quatro anos de uso e resolvi ir vende-lo na Feira deAutomóveis do Anhembi . Cheguei , estacionei e logo na primeira hora eleestava vendido . Era vermelho , estava realmente bonito e em ótimo estado . Logo achei comprador . Quando estava acabando de efetuar o negócio estacionou do meulado um “Fusca”- Cor Prata Metálico . O carrinho não estava somentemaravilhoso mas inteiramente perfeito . Fui falar com o dono que explicouque estava vendendo o Vokswagen pois comprara um outro ainda mais novoque aquele . Achei que era difícil ser mais novo . Fiquei interessado . Ele mostrava a pintura perfeita , sem o mínimo arranhão. Por dentrotodo estofamento de couro e tapetes praticamente novos . Quando o motor1.600 foi ligado o ronco demonstrava a sua qualidade. Um carburador.Cambio e suspensão estavam perfeitos . Procurei mas não achei a menorferrugem . Tinha os paralamas traseiros com faróis grandes – tipo “Fafá deBelém” . Os frisos e todos cromados impecáveis . Rodas e pneus novos . Omodelo era 1.976 mas estava tão impecável como um carro “O Km” echamava muita atenção . Achei que se aquele carro tinha rodado 25 anos e estava naqueleestado maravilhoso , com cuidado que dou aos meus carros , ele rodaria mais25 anos . Assim , o que era importante : - eu nunca mais precisaria maispensar em trocar de automóvel . Aquele “ Fusca” seria sempre um “CarroNovo” para mim . O preço foi um pouco salgado . Um outro do mesmo ano custariametade do que eu estava pagando . Mesmo assim comprei aquele “CarroNovo” . Neste momento chegou o outro Fusca do vendedor . Veio com seufilho . Não só era mais novo . Era praticamente zero quilometro . Antes de ir embora para casa já tinha muita gente olhando e fazendoofertas pelo carrinho . Poderia ter ganho 15% naquela mesma hora . Na Segunda Feira fui buscar o meu “ Fusca ” . Sai com ele todoorgulhoso . Em todo lugar que parava tinha gente olhando para o carrinho .
  26. 26. Estou com ele desde o final de 1.999. Só tenho alegrias . Não dá dorde cabeça, nem manutenção . O único problema é gasolina falsificada ,misturada com “solvente”, que pode detonar o motor do “bichinho” . Até hoje quando estaciono em algum lugar tem gente olhando epaquerando o “Capitão” . Este é o apelido que dei para ele . PS- Não posso mais vender o “Capitão” . Meu netinho Lorenzo , que nasceu em 2003 , agora com 6 anos , viue andou no carrinho . Adorou o “Capitaõ” . Pediu e eu o dei a ele . Mostravafelicidade até no olhar . Depois disse : “Quando crescer vou levar o“Capitão” para a Europa comigo” Venda da Casa do Morumbi – Aconteceu assim : Uma noite de Novembro de 1.999 , Paula ligou deSingapura e deu duas noticias maravilhosas . Primeira : Estava gravida de ummenino que iria nascer em Junho próximo . Fiquei radiante . A noticia donascimento de um neto é coisa maravilhosa . É a continuação de uma família ,sem duvida alguma . Paula prometeu que viria ao Brasil meses depois donascimento da criança . Prometeu ainda que estaria mandando muitas fotos . A outra noticia foi que : Depois de muita luta sua mãe concordaracom a venda da nossa casa do Morumbi . Paula já tinha arranjado umadvogado , que também era seu procurador , para tratar da papelada , postoque já existia um comprador . O advogado era necessário , uma vez que suamãe deixara de pagar impostos da casa junto a Prefeitura e o compradorqueria comprar o imóvel para ser comercial . Assim passou o telefone do seu advogado – Dr. Júlio . No outro dia falei com ele . Depois fui procurado para últimos ajustese ficamos praticamente acertados quanto a venda do imóvel . Duas Semanas depois foi marcada a escritura de venda à vista .Compareci e recebi minha parte . Não foi o melhor preço . Entretanto o imóvel fora definitivamente vendido . Doze ( 12 ) anosdepois do que deveria ter ocorrido . Como dinheiro não pode ficar parado , fui procurar pequenosapartamentos para comprar . Eles seriam locados e dariam uma receita mensal. Comprei pequenos apartamentos em São Paulo . Eles são mais fáceisde alugar e quando um fica vago os demais ainda dão renda . Um só não éseguro , por maior ou melhor que seja . Se o inquilino falhar é preciso pagarcondomínio e impostos . Não entra renda renda alguma . Com vários ,mesmo um falhando , os outros cobrem as despesas . Eles são aptos com doisquartos , sala , copa / cozinha banheiro e vaga de garagem . Alguns tem jardime salão de festas .
  27. 27. Com eles , mais o apartamento da Av. Angélica , as meninas poderãoficar com bons apartamentos para cada uma . Acho que darão uma boa ajuda. A outra parte do dinheiro foi aplicado no Banco Itaú . Ainda estavaprocurando mais um apartamento . Nascimento do Lucca No dia consagrado para Santo Antônio , 13 de Junho de 2.002,nasceu meu primeiro neto , na cidade de Singapura , filho de Mark Browninge de minha filha Paula. Recebeu por isto mesmo o nome de Antony LuccaMarcondes Browning . Antony por que nasceu no dia de Santo Antonio eLucca por que foi gerado naquela cidade italiana . Todo o seu nascimento foi fotografado . Depois disto ele vai aparecerem fotos com a mãe , o pai e o médico . Nasceu bem comprido , parecia maiso “Pernalonga”. Realmente do lado físico muito se parece com o pai A primeira vez que consegui pega-lo deu até tremedeira . Pegar nocolo o primeiro neto é uma responsabilidade grande . Na ocasião ele estavabem gorduchinho e grande . Era seu batismo aqui em São Paulo . Quando estava com quase 3 anos passei 10 dias com ele em Jersey ,na casa dos avós paternos . Gostava de passear comigo , indo até os penhascosque avistam a França . Depois , ele ficava vendo o vôo das gaivotas . Ate´ hoje não parou de crescer . Puxou o pai que é bem alto . Comquatro anos usa roupa de sete . Está mesmo enorme . Gosta de brincar comigoe tem loucura por automóveis pequeninos . Tem ganho uma coleção . Somente uma vez temi por ele antes de tudo mais . Foi quandoestivemos juntos em Sry Lanka . Então aconteceu o “Tsunami” . Ele eraminha preocupação em caso da necessidade de salvamento . Hoje já estafalando razoavelmente bem o português . O que dificulta são as babás que sósabem falar inglês . Mas seu inglês é perfeito . Assim o esforço dele paraapreender outra língua é bem maior do que qualquer outra criança . Mas a mãeinsiste e ele luta para falar nossa língua . Nota : Com um sotaque todo seu ...muito gostoso . Tem ótimo coração e apesar de ser muito mais forte que qualqueroutro menino nunca os agride . Quando muito os afasta carinhosamente . Oque não pode acontecer é deixa-lo bravo . Então sai de perto ...! É um menino bonito , com olhos e cabelos castanhos claros , que vaivirar um moço muito charmoso . Adoro este meu neto . É continuação da minha vida .
  28. 28. Nascimento de Lorenzo - Um ano e um mês depois do nascimento de Lucca veio ao mundomeu segundo neto . Grande alegria ! Iria se chamar Lorenzo . Alexandra meavisou que esperava um bebe quando do batizado do meu outro neto – Lucca .Avisou que o parto poderia ser induzido e Lorenzo nasceria no dia doaniversário do pai – Javier . Foi o que aconteceu em 11 de julho . Um ano e meio depois de seu nascimento ele veio para São Paulo .Adorei ver aquele moléquinho . Era antes de mais nada determinadamenterisonho e simpático . Ria quando gostava das pessoas . Nunca sem razãomenor. Tinha e tem olhos extremamente vivos , demonstrando desde cedomuita inteligência . Gostava de brincadeiras . O dia que ficou comigo e comVera foi ao Paulistano e já brincava em vários tipos de brinquedos e balançospara crianças de idade mais avançada . Não tinha medo . Ele os adora . A segunda vez que estive mais tempo com ele foi em Menorca , ondepassei duas semanas na casa dos pais . Ele já estava com mais de dois anos egostava de uma farra ou uma brincadeira . Estava sempre alegre . Brigava echorava quando a mãe saia de carro sem leva-lo . Da mesma forma quando erapara sair do carro, pois queria ficar dentro dele , pegando a direção e fingindoque estava guiando . Adorava passear de lancha com o pai . Já naquele tempo , com doisanos , falava muito bem . Fazia um esparramo para comer e era necessáriopassar um vídeo do peixinho “Nemo”, que ele gosta , para poder distrai-lo edar comida na boca . Achei aquilo errado, pois comer deve ser um ato natural.Deve ser feito junto a família . Falei com a Xanda . Compramos um cadeirão . Colocamos junto amesa da casa . Ele então comia comigo e com os pais , com a colher naprópria mão . Comia fazendo um pouco de sujeira ( na realidade muita ) ...mas comia sem chorar e sem precisar ficar olhando nada . A ultima vez que esteve em São Paulo impressionou todos muitobem. . Agora , com apenas pouco mais de 3 anos , fala perfeitamente trêslínguas . Inglês por que a Xanda só fala com ele nesta língua . Alem do maiscomo agora eles estão morando em Londres , fala e apreende o idioma inglêsna escola maternal . Fala o português pois todo dia fica e conversa com Mariasua babá .Ela é brasileira . Espanhol fala com o pai , pois que ele assim exige.O que é bom . Dentro em pouco estarão voltando para a Espanha . Serátrilingüe perfeito . Falando três línguas sem sotaque . Quando aqui esteve pela última vez , durante um almoço noPaulistano , contou que tem uma namorada que se chama “Gabi ... Gabriela” .Xanda disse que na escola ele é extremamente paquerado por todasmenininhas . O bichinho é malandro , mas quando perguntado responde que
  29. 29. gosta só de Gabi... Gabriela . Seu bicho favorito é um peixe chamado“Nemo.” Por isto mesmo ficou todo feliz quando lhe dei um “abat-jour”eletrônico , onde os peixinhos estão com Nemo e parecem nadar . Gosta deficar olhando antes de dormir . Aquele meu neto me faz lembrar de um “Edu Moleque” . É outracontinuidade de minha vida . Mexe com meu coração . Os Netos de Vera Vieram um pouco depois dos meus . Foi muito bom , pois até poucotempo eu considerava que tinha 4 netos , dois diretos e dois indiretos . Agoratenho mais dois ... Pedro , filho de Antonio Paulo , e João Paulo filhode PauloHenrique . Em seguida chegou Mia Francis Marcondes Browning , depois aGabriella do Antonio Paulo . Esta última é especial . Uma espoleta ,bonitinha , mandona que a todos cativa com sua maneira de ser . - Mia Francis – Minha Querida Netinha – Não seria possível começar este novo século sem a chegada de umamenininha na família . Paula me contou que durante a sua gestação ela semprefoi uma nenezinha muito calma . Nasceu em 2.005 Hoje , como sempre , continua muito tranqüila . Nasceu de parto normal lá em Seul – Coréia , onde segundo minhafilha não é o melhor lugar para se ter filhos . Isto pelas condições rígidas quelá são impostas pela medicina . Ali a mãe sempre vai sofrer as dores de umparto normal . Cesariana só mesmo em último caso . Mia nasceu comprida , com quase 51 centímetros . Puxou a famíliabritânica de sua avó Francis . Vai ser bem alta . Alem do mais tem semelhança e todo jeito daquela sua avó . Ainda está com pouco cabelo que pelo jeito vai ser castanho escuro .Tem o narizinho arrebitado e parece mesmo com aquelas antigas bonequinhasde porcelana , com a pele muito clarinha . Dá vontade de morder ... Para mim tem a coisa mais gostosa de beijar : duas bochechas rosadase bem formadas . É muito alegre e gosta de dançar no colo da gente . Quandoaparece um desenho na TV o tempo para . Fica olhando fixamente para atelinha . Qualquer barulho mais forte no filme ela assusta . Nunca chora praticamente , nem mesmo para mamar . Se está comfome fica resmungando todo tempo até receber sua mamadeira . Mia é o complemento que faltava para a minha pequena família . Deus que a abençoe . Sempre . .
  30. 30. VIAGENS COM VERA - PAULA E ALEXANDRA Edu Marcondes Conhecendo Europa e Ásia Desde meados de 2002 eu havia combinado , com minha filha Paulae seu marido Mark , que iríamos passar o Natal e Ano Novo com eles emHong Kong . Já estava com muitas saudades dos dois e principalmente de meunetinho Lucca . Alem do mais estava morrendo de vontade de conhecer coisasda China , onde eles estavam vivendo , em Hong Kong . Mark ali trabalhava dirigindo uma Empresa de Investimentos . Quando chegou Setembro , Paula telefonou confirmando queesperava por mim e por Vera . Ela havia passado as férias de Junho noapartamento de Vera , aproveitando para ir até sua fazenda em Sorocaba .Lucca gostara de tudo, principalmente de andar à cavalo . Tirou até fotosmontado em um grande cavalo , porem já velhinho ... Fui então atrás da “Air France” , pois minha pesquisa de preçosindicava ser a melhor .. . O roteiro era simples : São Paulo - Paris - HongKong (ida e volta) . Quando estava tudo acertado e as passagens já compradas recebi umtelefonema da filha Alexandra . Estava indignada . Soube da nossa viagempela tia Marisa . Queria saber como é que eu iria para a França e não chegavaaté Madrid , pelo menos para ver o neto Lorenzo . Argumentava que adistancia era pouca . Uma hora de vôo . Nesta altura Javier entrou naconversa telefônica . Foi dizendo que a passagem de Paris para Madridcorreria por sua conta . Assim fui intimado para ir para Espanha . Respondi que ia conversar com a “Air France” e voltaria falar comeles o mais rapido possível . Liguei imediatamente para a companhia aérea francesa . Parasurpresa minha fui informado que a viagem de Paris para Madrid seria cortesiada própria Air France . A única coisa necessária foi remarcar datas e horáriosdas passagens , o que foi realizado sem problemas . Iria agora passar 70 diasfora . O Roteiro mudou para : S. Paulo – Paris – Madrid – Paris – Hong Kong( ida e volta) . Quando retornei a ligação para Alexandra foi só alegria . Recebiseu novo endereço e deixei tudo combinado . Agora iríamos passar os 4 diasem Paris e depois nosso destino seria Madrid , onde ficaríamos 10 dias ,conforme Alexandra desejava . A China viria depois . Vera Lúcia quandosoube da história gostou e muito . Sempre estava disposta para viajar .
  31. 31. – Paris - No dia 28 de Outubro fomos para Paris em um vôo muito tranqüilo .Ali já tínhamos reservas no “Hotel du Dragon” , que ficava na “Rue duDragon” , em “Saint Germain ” . A indicação era da nossa querida amigaLoélia lá do Paulistano . Não era muito dispendioso e ficava em ótimo local.Logo em frente havia morado Victor Hugo . Ao lado uma “boulangerie” ondetodas as manhas fazíamos nosso desjejum com estudantes da Sorbonne . Chegamos pela manhã e estávamos descansados , pois dormimosmuito bem no avião . Resolvemos sair passeando , apesar de um frio de quasezero graus ! Saímos a pé , de Saint German na direção do Rio Sena . Fomosparando em todos os lugares que gostávamos . Tirando fotos . No caminho percebi que o nariz de Vera estava ficando vermelhode frio . Alem do mais ela estava com dificuldades para respirar com o armuito gelado . Estava colocando um lencinho em frente ao rosto paraenfrentar o frio . Não reclamava nada . Continuamos andando até encontrarmos a Igreja de “Notre Dame” .Vera nem pensou e foi entrando para fugir daquele tempo gelado . Passei amão por sua cabeça e senti que seus cabelos também estavam muito frios . Visitamos a Notre Dame em todos seus principais detalhes .Entendo que existem igrejas menos famosas , que são mais bonitas .Entretanto , ali naquela igreja , vale muito mais a Historia que a envolve . Na saída , antes do almoço , vi , em uma lojinha francesa , chapéusfemininos de feltro para o inverno . Vi também mantilhas , de seda comcashemere . Tudo muito chique , simples e bonito . Não tive duvidas . LeveiVera até lá e ela ganhou seus primeiros presentes na Europa . Um chapéu defeltro combinando com seu casaco e uma mantilha macia que ela achou linda .Ficou bonita e elegante com a mantilha envolvendo pescoço e rosto . Ochapeuzinho ficou na cabeça desde o momento em que ela o experimentou . Depois disto fomos almoçar no Restaurante “Quasimodo” . Temeste nome pois fica ao lado da “Notre Dame” . “Quasimodo” era o tal“corcunda” que vivia na igreja e que salvou a cigana Esmeralda ! Ali a comida era simples ( para comida francesa ) mas bem gostosa . Com Vera devidamente agasalhada tivemos coragem para continuarandando pelas margens do Sena , vendo e conhecendo as belezas do lugar eos artistas pintores parisienses . Depois , quando sentimos que poderiarapidamente escurecer , fomos de volta para o Hotel Dragon em SaintGerman. No caminho paramos no maravilhoso supermercado “Bom Marché”.Compramos frutas , suco de laranja , pães de vários tipos , queijos e frios . Durante a noite fizemos gostoso “pic-nic” em frente da televisão . Ficamos assistindo a opera “Carmen” , em ótima apresentação.
  32. 32. No outro dia nossa dedicação total foi para Museus . Pela manhãdireto para o “D’orsay”, onde também almoçamos no seu simpáticorestaurante . A comida estava maravilhosa ( com todas as letras ) . Por istomesmo nossa visita ao “Louvre” não foi nem a mais demorada , nem a maisinstrutiva . Como deveria ser naquele dia . Mas valeu . Depois de um grandealmoço não é possível visitar museus . Voltamos na manhã do outro dia. Naquela noite resolvemos repetir o “pic-nic” em frente da televisão Antes de dormir combinamos passeio por toda Paris no conhecidoÔnibus Turístico . Você pode tomar e descer em qualquer lugar . Depois coma mesma passagem continuará percorrendo a cidade . Logo cedo pegamos o tal “vermelhinho” e ficamos girando eparando por toda Paris . Nem almoçamos . Em muitos lugares , por ondeparávamos , fomos tomando pequenos lanches . Deliciosos . A noite fomos passear por Saint German . O frio estava demais edepois de alguns quarteirões entramos em um “Café Parisiense” para tomar ochá mais caro do mundo . Muito ruim . Frio por frio , foi melhor andar pelarua gelada e voltar para o hotel . Naquela noite ficamos lembrando da pequena “Boulangerie” ondetodas as manhãs vínhamos tomando desjejuns magníficos . Ele ficava quaseem frente do nosso hotel . Não deu outra . Na manhã de nossa partida fomos para lá bem cedo,tomar o gostoso café matinal naquela “Boulangerie du Dragon” ( este era onome , se não me engano ) . Desta vez foi sem pressa , bem demorado ,saboreando inclusive aquela deliciosa tortinha de morangos . Quando estávamos saindo vimos o taxi chegando . Bem na horacombinada . Pegou as nossas malas e pronto . Fomos diretamente para o aeroporto . Era um dia nacional qualquer.No caminho encontramos ruas cheias de soldados bem uniformizados ecavalos bonitos . Bandeiras tricolores hasteadas em vários locais . Madrid Já dentro do avião , a caminho de Madrid , fiquei desejando que lápoderia estar um pouco mais quente . Logo depois a televisão de bordo ,fixada na poltrona da frente , contava que o frio era praticamente o mesmo queaquele de Paris . Quando saímos do avião o frio foi confirmado . No carro que nos levava para a casa de Alexandra tive oportunidadede ver como Madrid estava realmente linda . As ruas largas , muito limpas ebem arborizadas . O transito funcionando ! Lindas estatuas , Grandes Arcos emuitas Fontes em quase todas as avenidas . Não se andava muito paraencontrar um Parque , com todo aquele verde bem majestoso .
  33. 33. Os prédios públicos , muito bem conservados , sempre tinham umbonito jardim em frente . Madrid marca muito por ser bem arrumada em todosdetalhes . Rapidamente já estávamos no Bairro da Xanda . Chegamos . “Calle de los Alhelies” . A casa de Xanda e Javier temjardim em dois lados , pois é de esquina . Mal tocamos a campainha e acachorrada já ficou latindo . Xanda junto com Lorenzo vieram correndo abrir o portão . Foram muitos beijos e abraços no meio daqueles dois “Poodles”que não paravam de latir . Queriam nossa atenção . “Delon” é um velho cãoconhecido meu , mas a cachorrinha “Lana” era novidade . Fomos entrando levando as malas . As empregadas ajudaram ,apesar dos “poodles” se enfiarem entre nossas pernas , gerando alegria econfusão ao mesmo tempo . A casa , apesar de ser grande , possui apenas dois quartos . Por istomesmo ficamos hospedados no pequeno pavilhão existente junto ao pátiointerno, ao lado da piscina . A suite nele existente é bem pequena mas teminclusive ar condicionado . Ali no verão deve ser muito gostoso , pois depoisde um banho de piscina se pode dormir logo ao lado . No inverno facilita oaconchego de duas pessoas . Tudo ali é apertadinho . Esperamos Javier . Depois dos abraços e entrega dos presentes,fomos com ele jantar em um restaurante típico da Galícia . Muito gostoso .Para variar , ele que gosta de vinho , encomendou um tinto especial . Naquelanoite dormi quentinho e feliz . No outro dia , um Domingo , Javier nos mostrou toda a cidadedando um giro em Madrid com seu carro . Fiquei impressionado com a belezae conservação de todos prédios governamentais . Apesar de alguns pequenos ataques de malcriação , Xanda foi ótimacicerone . Estranhei , pois ela sempre foi ao mesmo tempo meiga e briguenta .Malcriada nunca . Mesmo assim , em todos aqueles dias , nos levou paraconhecermos muitas coisas . Fomos ao maravilhoso Palácio Real . Passeamos em seus jardins eentramos em sua catedral . Fomos a antiga Estação “ La Tocha” ( não guardeio nome direito ) onde almoçamos , tendo em volta seus maravilhosos jardinsde inverno , cheio de plantas tropicais . Atendemos gentil convite da senhora mãe de Javier . Xanda noslevou e nos apresentou . Depois ficamos para comer um cosido típicoespanhol em seu apartamento . Divino e maravilhoso . No outro dia ela nos levou para ver as lojas . Eu acabei ganhandouma japona de inverno e Vera uma casaco comprido . Depois fomos conheceruma Arena de Touros , onde a estatuária é espetacular . Todo lugar e
  34. 34. magnifico . No final da tarde tomamos lanche em uma Cafeteria onde Javiertambém é sócio . Lorenzo aproveitou para se divertir naquele lugar . Toledo – O dia seguinte foi tirado para conhecermos a cidade de Toledo .Fica apenas uma hora de carro de Madrid . Ir para aquele lugar é realizar umavolta ao passado medieval . Todas as construções tem séculos . Castelos,Muralhas e suas ameias , Torreões fortificados , Pontes elevadíças , Mansõescentenárias , Arcos e Portais magníficos . Tudo está perfeitamente conservado. Tudo ali é muito lindo ,principalmente sua Catedral com mais de oito séculos de existência . As ruastortuosas , continuam da mesma forma como foram construídas . Apenas porali , sem destoar a arquitetura, encontramos ótimos restaurantes e muitaslojas. . Adorei aquele passeio , principalmente por que fomos com Lorenzomeu netinho . Escorial -Não poderíamos deixar de conhecer o “El Escorial” . Vera e eutiramos um dia para visitarmos aquela famosa construção . Saímos bem cedopara a Estação indicada . Fomos tomar o trem para chegar a cidadezinha quefica uma hora de Madrid . Está situada no topo de uma montanha . A viagem é maravilhosa , pois o trem tem dois andares eespetacular janelas panorâmicas . Alem do que corre quase 200 km. por hora . A primeira visão Del Escorial , depois que você sobe a montanha ,mexe com seus sentimentos . Aquela imensa construção de pedras é realmenteimponente . Foi construída por ordem de Felipe II , na época o maiorimperador do mundo . Tudo ali foi realizado pelos maiores artistas da época ,inclusive com obras de “El Greco” , muitas das quais encontram-se atualmentedo Museu do Prado – Madrid . Toda a parte de madeiras é da maior qualidadejá vista . Existe uma Sala chamada “Das Batalhas” onde as maiores vitóriasmilitares de Felipe II são demonstradas em afrescos , pintados em parede de50 metros de comprimento . É impossível visitar Espanha e não conhecer ElEscorial . Logo depois de sua saída , descendo a encosta da montanha , em umcaminho coberto por lindas arvores centenárias , você encontrará omaravilhoso “Palácio do Príncipe das Asturias” . Bem , se os dias foram movimentados , imagine as noites . O único dia que jantamos em casa foi quando Vera , Javier e Xandase comprometeram cozinhar uma feijoada para os irmãos , irmãs , cunhados ,cunhadas e amigos da família , sem saber se encontrariam as coisas ,condimentos e pertences para feijoada . Nem sei direito como Vera conseguiue fez . Saiu uma feijoada estilizada , mas saiu . Agradou a todos e ela ganhoupresente. da irmã do Javier . Foi feijoada alegre . Caipirinha não faltou .
  35. 35. Em outra noite fomos ao futebol ver o Real Madrid no EstádioSantiago Barnabeu . Dois dias depois fomos ao “Circo Du Soleil” . Aquelasnoites e nas outras demais fomos jantar fora , sempre com familiares ouamigos de Javier , tomando vinho como ele gosta . Dos melhores e maisfinos. Sempre espanhóis . Vera e eu íamos dormir quentinhos ! Lorenzo estava muito alegre e se divertia com os cachorrinhos . Aquela seria a última manhã que eu brincaria com meu neto naquelaviagem . Esperei Vera chegar para um passeio a pé . Dei um beijo nele e emXanda . Fomos no caminho do centro da cidade . Achei um Correio . Coloquei todos os cartões postais para os amigos do Paulistano .Logo adiante Vera encontrou uma loja onde comprou uma caixinha de músicaem forma de carrossel . Depois , quando chegamos mais adiante , em uma praça amplaconseguiu três mantilhas para levar de presente . Na volta para casa de Xanda eu já estava com saudades de minhafilha, de Lorenzo e de Javier . Também de tudo e de todos . E da Espanha. No fim da tarde : Despedidas e caminho do Aeroporto . CHINA : HONG KONG – LANTAU - MACAU - Hong Kong– A noite , quando entrei no avião , fui lembrando quenaquele vôo teríamos de enfrentar quase 13 horas horas de viagem semescalas. Uma viagem difícil ! Mesmo viajando pela Air France . Havia falado em dias anteriores com Paula , dando o numero dovôo e a hora prevista para chegada . Estávamos combinados que ela estarianos esperando no aeroporto . Chegar sozinho em Hong Kong , sem falarchinês , não dava muita confiança . Em caso de desencontro , como últimasaída , tinha em mãos o endereço de sua casa . Finalmente chegamos . Mais mortos que vivos . Na saída ficamosanalisando aquele espetacular aeroporto . E encontramos dificuldades com oprimeiro encontro com desconhecidas modernidades . Para que ladodeveríamos tomar o “Metro Interno do Aeroporto” para chegar até a saída?Resolvemos seguir a maioria . Deu certo no começo . Depois encontramosduas sadias A e B . Em qual Paula estaria esperando ? Resolvemos que Vera iria pela A e eu pela B . Também deu certo ,pois logo depois Lucca , apesar de seus tres anos , reconheceu Vera e correupara seu colo . Foi ganhando beijos . Em seguida Mark e Cora já estavam aoseu lado . Foram me buscar logo depois. Então fui eu que ganhei beijos eabraços . Com meu netinho Lucca agora em meu colo . E Paula ? Onde estava ?
  36. 36. Mark explicou que ela estava dando treinamento em Singapura eque não deu para chegar em tempo . Estava vindo para Hong Kong . No caminho para casa , Mark nos foi mostrando a cidade .Passamos pela ponte mais extensa do planeta , logo depois do aeroporto .Hong Kong é sem duvida a mais moderna cidade do Mundo . Em tudo e portudo . É muito bonita em sua topografia . Parece o Rio de Janeiro , commontanhas , praias , mar , baías e muito verde . Alem do mais contem o maiornumero de arranha –céus por metro quadrado do mundo . São prédiosenormes, sempre com mais de 50 andares , em sua média . Cada um tentandoser mais arrojado que o outro na arquitetura . Ali todos os taxis são da mesma marca e tem cor vermelha e preto ,fácil de identificar . O transito funciona perfeitamente , apesar das váriaslinhas de bondes com 2 andares e dos muitos ônibus com ar condicionado,saindo para todas direções . Tudo é muito limpo e cheio de jardins . Mark foi explicando que agora a higiene é meta de todosgovernantes chineses . Nisto Hong Kong ainda está na frente de outras cidadesda China . O Governo para tanto , como já aconteceu antigamente nos EstadosUnidos e países da Europa , multa até quem cuspir no chão . Tudo em Hong Kong deve ser sempre o mais moderno existente .Por muitas razões e princípios de mercadologia , bem como por fatoresrelativos aos custos , quase todas as grandes industrias mundiais e/ouempresas com muita importância internacional tem sede ou filial na cidade . Hoje ela já voltou a fazer parte integrante da China . Entretanto ,continua com Administração Especial , até os próximos 2 anos . Ali é o local onde mais encontramos os carros mais caros do mundo:Bentley , Rolls Royce , Ferrari , Porche , Lanborguine . Eles passam por vocêa toda hora . O chinês rico adora ser “snobe”. Discretamente ... Chegamos ao apto de Paula /Mark . Fica no alto de uma colina ,com espetacular vista para a praia e para a baia . Fiquei conhecendo a outrababá do Lucca - Dália . Também a gatinha “Natasha”. Ela é muito linda daraça “ Blue Russian” . Apesar de mansinha Lucca não gosta dela . Fica longe .Acho que puxou o seu rabo e foi arranhado . Paula chegou quando já estávamos indo dormir . Foi uma festa nonosso quarto , com Lucca fazendo a maior bagunça . Nota : Aquela “bagunça”virou tradicional . Todo tempo em que estivemos em Hong Kong , em todas asnoites , Lucca ia para nossa cama e fazíamos barracas com os lençóis , lógicocom ele lá em baixo fazendo folia . Até hoje ele lembra . No outro dia , Sábado , Paula convidou para andarmos nasmontanhas . Calcei um mocassino leve e fomos com ela ,Vera e Mark .
  37. 37. Acontece que “andar na montanha era escalar montanha” . Com aquele sapatoderrapando e saindo do pé não conseguiria escalar nem uma mureta ... quantomais uma montanha . Paramos de subir e fomos andar por uma estradinha emcima das montanhas , vendo de um lado os lagos artificiais que existem nasmontanhas de Hong Kong ( São reservas de água doce ,formadas pelas chuvase pequenos córregos perfeitamente guardadas ) , e do outro lado o mar . Andamos até chegarmos em uma pequena localidade chamada“Stanley” . Ali é o bairro “Paraíso do Turista” . Você poderá comprar tudo :tênis , eletro domesticos , roupas , perfumes , pinturas e até pérolas . Lembroque voltamos depois para lá mais uma vez . Compramos muitas coisas .Vera levou lindo conjunto de pérolas negras . Em outro dia , com Paula eMark , ganhei um tênis e uma calça curta . Adorei , mas deixei claro que : -“sem tênis ou com tênis não iria mais escalar montanhas” . Os meus 72 anosestavam pesando muito para escalar !... Aqueles primeiros dias em Hong Kong foram muito agradáveis . Demanhã eu saia com Vera para passear pelas praias . Andávamos por duashoras. .O inverno ali é muito suave . Pelas tardes conhecíamos locais de HongKong . Em uma delas fomos até o “Centro Velho” onde Vera adquiriu sedaspuras muito bonitas . Fomos e voltamos de bonde. De dois andares ! As noites quase sempre tínhamos reuniões em casas dos amigos eamigas de Paula e Mark . Lembro que a vizinha de Paula , chamada Andréa ,uma brasileira bonita e simpática , casada com um filho de inglês comportuguesa , nos convidou para um jantar brasileiro . Foi muito gostoso ,principalmente pelo carinho demonstrado para outros brasileiros . Outra quenos tratou maravilhosamente foi a amiga de Paula . Ela se chama Emac , égrega e estava com uma filhinha nova . No final , quando de nossa volta,ganhei um “OlhoGrego”, destinado a espantar o “mal olhado” . Quando estávamos sem convite então íamos jantar fora . Mark foisempre muito gentil nos convidando . Pela primeira vez tomei vinho da NovaZelândia . Muito Bom ! Vera também tomou e gostou . China – Lantau – De acordo com informações de um livro sobre turismo na China ,achei que seria um bom passeio visitar a ilha de Lantau . Falei com Mark eele me confirmou que valeria a pena ir até a ilha , pois o lugar é muito lindo ,místico e possui o maior Buda fundido em bronze do mundo . A ida poderia ser feita em Lanchas Especiais – Catamarans . Eramenormes , parecendo mini navios , super rápidas e em uma hora estaríamos lána ilha . Falei com Vera e resolvemos ir até lá no dia seguinte .
  38. 38. Bem cedo Mark nos levou até o Embarcadouro para Lantau . Tudomuito fácil . Em 10 minutos já havíamos pago as passagens e já estávamos abordo , esperando a partida . Nem sentimos quando a lancha partiu . Foi muitosuave mas rapidamente alcançava espantosa velocidade , sem trepidar . Pudeentão reparar que internamente ela mais parecia um avião , com televisão , bara bordo , cadeiras giratórias e muito mais coisas . Fomos comentando o quevíamos e reparando as paisagens passando rapidamente . Quando demos contaestávamos atracando no cais de Lantau . Um ônibus de turismo nos levou até o topo da montanha . Levouquase uma hora , pois o caminho é difícil , costeando a montanha em estradaestreita . Subimos do nível do mar até 1.000 metros de altura . La de cima , em um platô , a vista é incrível . Os aviões que vãopara Macau ou Hong Kong passam mais baixo do que o ponto onde você está .Você vê o avião olhando para baixo . A vista sempre atinge no mínimo 180graus . Você verá então quase todas pequenas ilhas daquela região . Marca muito aquele local uma melodia suave que vai tocandosempre , por toda parte . É mística . Ela parece combinar com a brisa suaveque por ali persiste . O mais importante : De qualquer lado que você olhar paracima verá sempre o enorme Buda de bronze . Ele toma conta da paisagem. . O problema é chegar até ele , que fica no topo de um morro , quetem uma escadaria com 1.000 degraus . Combinei com Vera que subiriaparando em duas etapas . Não deu . Fui obrigado parar cinco vezes para tomarfôlego e chegar ao Buda de Bronze . Para se ter idéia de seu tamanho voulembrar que em sua base existe um museu , relatando a forma de suaexistência e construção , bem como loja de artigos religiosos . Tão difícil como subir é descer de volta . No meio do caminho aperna fica bamba e você é obrigado a parar e refrescar as pernas que jáferveram ... Quando chegamos respiramos um pouco , descansamos as pernas efomos almoçar . O bilhete que você compra para ver o Buda dá direito aoalmoço . Por sinal bom . Voltei dormindo no ônibus , depois no barco . Macau- China Com base no sucesso da primeira viagem de lancha resolvemosrealizar nossa ida para Macau . A viagem seria um pouco mais longa , comhora e meia . Dois dias depois já estávamos a caminho . O barco era aindamaior e ainda mais rapido . Alem do mais aquele tinha dois andares. Fomosna parte de cima para ver melhor , pois a vista do mar e da região é bonita .Como sempre naqueles barcos a viagem foi maravilhosa .

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