Mandioca

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Mandioca

  1. 1. Seleção e preparo de material de plantioO plantio da mandioca é realizado com manivas ou manivas-sementes, tambémdenominadas manaíba ou toletes ou rebolos, que são partes das hastes ou ramas doterço médio da planta, com mais ou menos 20 cm de comprimento e com 5 a 7 gemas.Devido a multiplicação vegetativa a seleção das ramas e o preparo das manivas sãopontos importantes para o sucesso da plantação.A seleção e preparo do material de plantio são determinantes para um ótimodesenvolvimento da cultura da mandioca, resultando em aumento de produção compequenos custos. Nesta fase alguns aspectos de ordem fitossanitária e agronômicadevem ser considerados. Dentro do aspecto fitossanitário vale ressaltar que o materialde plantio deve estar sadio, ou seja, livre de pragas e doenças, considerando que adisseminação de patógenos é maior nas culturas propagadas vegetativamente do quenas espécies propagadas por meio de sementes sexuais. Sendo necessário,entretanto, inspeção constante da área com o plantio de onde serão retiradas asramas para avaliar sua sanidade. Devendo ser evitados mandiocais com altaocorrência de bacteriose, broca da haste, ácaros, percevejo de renda, ou que sofreramgranizos ou geadas.Outros aspectos a serem observados são os agronômicos, que apesar de simplesresultam em aumento de produção do mandiocal, e às vezes, sem acréscimo ao custode produção:a) Escolha da cultivar: A escolha da cultivar deverá ser realizada de acordo com oobjetivo da exploração, se para alimentação humana in natura, uso industrial ouforrageiro, e a que melhor se adapte às condições da região. É sempre indicado oplantio de uma só cultivar numa mesma área, evitando-se a mistura de cultivares.Necessitando-se usar mais de uma cultivar, o plantio deverá ser feito em quadrasseparadas.b) Seleção de ramas: As ramas devem ser maduras, provenientes de plantas com 10a 14 meses de idade, e do terço médio da planta, eliminando-se a parte herbáceasuperior, que possui poucas reservas, e a parte de baixo, muito lenhosa e com gemasgeralmente inviáveis ou "cegas". É importante verificar o teor de umidade da rama, oque pode ser comprovado se ocorrer o fluxo de látex imediatamente após o corte.c) Conservação de ramas: A falta de coincidência entre a colheita da mandioca e osnovos plantios tem sido um dos problemas na preservação de cultivares, a nível deprodutor, e muitas vezes resulta na perda de material de alto valor agronômico.Quando as ramas não vão ser utilizadas para novos plantios imediatamente após acolheita, elas devem ser conservadas por algum tempo para não reduzir ou perder aviabilidade. Recomenda-se que a conservação ocorra o mais próximo possível da áreaa ser plantada, em local fresco, com umidade moderada, sombreado, portantoprotegidas dos raios solares diretos e de ventos frios e quentes. O período deconservação deve ser o menor possível, podendo as ramas, serem dispostas verticalou horizontalmente. Na posição vertical, as ramas são preparadas cortando-se asramificações e a maniva-mãe, tendo a suas bases enterradas, cerca de 5 cm, em solopreviamente afofado e molhado durante o período do armazenamento. Quandoarmazenadas na posição horizontal (Foto 7), as ramas devem conservar a cepa oumaniva-mãe e serem empilhadas e cobertas com capim seco ou outro material. Oarmazenamento também pode ser feito em silos tipo trincheira ou em leirões, emregiões onde ocorrem geadas, para proteger as manivas das baixas temperaturas.Vale ressaltar que deverá ser reservada uma área, com cerca de 20% do mandiocal,
  2. 2. como campo de multiplicação de maniva-semente, para a instalação de novosplantios, exceto em áreas com riscos de geadas. Foto 7. Armazenamento de ramas de mandioca na posição vertical, a forma mais comum na Região Centro Sul do Brasil. (foto: José Osmar Lorenzi)d) Seleção e preparo das manivas: As manivas-semente devem ter 20 cm decomprimento, com pelo menos 5 a 7 gemas, e diâmetro em torno de 2,5 cm, com amedula ocupando 50% ou menos. As manivas podem ser cortadas com auxílio de umfacão ou utilizando uma serra circular em motores estacionários, ou mesmo asexistentes em máquinas plantadeiras, de modo que o corte forme um ângulo reto, noqual a distribuição das raízes é mais uniforme do que no corte em bisel. No caso dautilização de facão, o corte é realizado segurando a rama com uma mão dando-lhe umgolpe com o facão de um lado, gira a rama 180 graus, e dá outro golpe no outro ladoda rama cortando a maniva; evitando, assim, apoiar a rama em qualquer superfície,para não esmagar as gemas das manivas.e) Quantidade de manivas: A quantidade de manivas para o plantio de um hectare éde 4 m³ a 6 m³, sendo que um hectare da cultura, com 12 meses de ciclo, produzhastes para o plantio de 4 a 5 hectares. Um metro cúbico de hastes pesaaproximadamente 150 kg e pode fornecer cerca de 2.500 a 3.000 manivas com 20 cmde comprimento.Época de plantioEm todo o Brasil, o mais tradicional é plantar-se a mandioca no início da estaçãochuvosa, a qual coincide com o reinício ou o prosseguimento de um período quente. Éque nessas condições, reúnem-se as duas condições essenciais de natureza climática- umidade e calor - para brotação e o enraizamento das estacas plantadas, ponto departida para o estabelecimento da cultura.Na região Centro-Sul do Brasil, onde os plantios normais sempre foram efetuados noinício da estação chuvosa e quente (setembro - outubro), as pesquisa demonstraramque o plantio antecipado (maio - agosto) apresenta ponderáveis vantagens,
  3. 3. principalmente as ligadas à menor incidência de ervas daninhas, melhor controle deerosão, maior controle de pragas e moléstias e aumento da produtividade (Tabela 14).Nessa região, quando os plantios são realizados entre outubro/novembro é comumaumentarem certos problemas fitossanitários operacionais, ocasionando maiorincidência de larva dos brotos e o favorecimento à propagação da bacteriose. Além dautilização de um material de propagação mais esgotado de reservas, proveniente deconservação ou não. Tabela 14. Efeito da época de plantio na produção de raízes de mandioca no Estado de São Paulo. Diferença sobre o plantio de Época deplantio Produção de raízes (t/ha) outubro (%) Maio 25,8 +66,4 Junho 23,4 +50,9 Julho 27,1 +74,8 Agosto 23,4 +49,7 Setembro 16,6 +7,1 Outubro 15,5 0,0 Fonte: Normanha & Pereira (1950) citados por Lorenzi & Dias (1993).Nos cultivos industriais de mandioca é necessário combinar as épocas de plantio comos ciclos das cultivares e com as épocas de colheita, visando garantir um fornecimentocontínuo de matéria-prima para o processamento industrial.Espaçamento e plantioO espaçamento no cultivo da mandioca depende da fertilidade do solo, do porte davariedade, do objetivo da produção (raízes ou ramas), dos tratos culturais e do tipo decolheita (manual ou mecanizada).De maneira geral, recomenda-se os espaçamentos de 1,00 x 0,50 m e 1,00 x 0,60 m,em fileiras simples, e 2,00 x 0,60 x 0,60 m, em fileiras duplas. Em solos mais férteisdeve-se aumentar a distância entre fileiras simples para 1,20 m.Em plantios destinados para a produção de ramas para ração animal recomenda-seum espaçamento mais estreito, com 0,80 m entre linhas e 0,50 m entre plantas.Quando a colheita for mecanizada, a distância entre as linhas deve ser de 1,20 m,para facilitar o movimento da máquina colhedeira.Se o mandiocal for capinado com equipamento mecanizado, deve-se adotarespaçamento mais largo entre as linhas, para facilitar a circulação das máquinas;nesse caso, a distância entre fileiras duplas deve ser de 2,00 m, no caso do uso detratores pequenos, ou de 3,00 m, para uso de tratores maiores.O espaçamento em fileiras duplas oferece as seguintes vantagens: a) aumenta aprodutividade; b) facilita a mecanização; c) facilita a consorciação; d) reduz o consumode manivas e de adubos; e) permite a rotação de culturas na mesma área, pelaalternância das fileiras; f) reduz a pressão de cultivo sobre o solo; e g) facilita ainspeção fitossanitária e a aplicação de defensivos.Quanto ao plantio da mandioca, geralmente, é uma operação manual, sendo em solosnão sujeitos a encharcamento pode ser feito em covas preparadas com enxada ou em
  4. 4. sulcos construídos com enxada, sulcador a tração animal (foto 8) oumotomecanizados. Tanto as covas como os sulcos devem ter aproximadamente 10 cmde profundidade. Foto 8. Abertura de sulco de plantio com tração animal. (Foto José Osmar Lorenzi)Quando em grande áreas, para fins industriais, utiliza-se plantadeiras mecanizadasdisponíveis no mercado que fazem de uma só vez as operações de sulcamento,adubação, corte das manivas, plantio e cobertura das manivas. Nesse caso, háplantadeiras com duas linhas de plantio, com capacidade para plantar até 5 ha/dia emais recentemente surgiu as de quatro linhas, com o dobro da capacidade de plantioda anterior, porém, com necessidade de tratores com alta potência para sua operação.Nas regiões produtoras da região Centro Sul do Brasil, é significativo o uso dessasmáquinas para a operação de plantio (Foto 9). Foto 9. Plantadeira mecanizadas de mandioca: duas linhas (esquerda) e quatro linhas (direita).Em solos muito argilosos ou com problemas de drenagem, recomenda-se plantar emcova alta ou matumbo, que são pequenas elevações de terra, de forma cônica,construídas com enxada, ou em leirões ou camalhões, que são elevações contínuasde terra, que podem ser construídos com enxada ou arados ou taipadeiras.Quanto à posição de colocação das manivas-semente, estacas ou rebolos no plantio,a mais indicada é a horizontal, porque facilita a colheita das raízes, colocando-se asmanivas no fundo das covas ou dos sulcos. Quando se usa a plantadeira mecanizada,as manivas também são colocadas na posição horizontal. As posições inclinada evertical são menos utilizadas porque as raízes aprofundam mais, dificultando acolheita, sendo, assim, utilizadas apenas para plantios em matumbos ou camalhões.
  5. 5. Consorciação e rotação de culturasOs sistemas de cultivos múltiplos ou policultivos com culturas anuais e fruteiras,agroflorestais e agrosilvipastoris tem sido amplamente utilizados nas regiões tropicais,pelos pequenos produtores. A difusão desses sistemas tem como base as vantagensapresentadas pelos mesmos, em relação aos monocultivos, como o de promovermaior estabilidade da produção, melhorar a utilização da terra, melhorar a exploraçãode água e nutrientes, melhorar a utilização da força de trabalho, aumentar a eficiênciano controle de ervas daninhas, aumentar a proteção do solo contra erosão edisponibilizar mais de uma fonte alimentar e de renda. Neste contexto, a mandioca éimportante como cultura consorte pelo seu ciclo vegetativo longo, crescimento iniciallento, variedades com hábito de crescimento ereto e vigor de folhagem médio,caracterizadando as possibilidades de consórcio, principalmente com culturas anuais.O plantio de culturas associadas nesses policultivos, em uma mesma área, deve serfeito procurando distribuir o espaço da lavoura o mais conveniente possível, buscandouma baixa competição entre plantas pelos fatores de produção como luz, água enutrientes. Esta distribuição das linhas de plantio dependerá das característicasagronômicas de cada uma das culturas envolvidas na consorciação, especialmente ociclo vegetativo, as épocas de cultivo distintas e o porte das plantas.Na Região Centro Sul Brasileira, apesar de boa parte da produção ser obtida degrandes cultivos, com lavouras conduzidas com visão empresarial, é altamentesignificativo o cultivo realizados por pequenos produtores, em particular, os deassentamentos rurais. Nessas condições onde a força de trabalho, basicamente, écomposta pela mão-de-obra familiar, e as áreas são minifúndios, os cultivos múltiplosrevestem de maior importância, porque otimizam o uso mais intensivo dos recursosescassos, representados pela mão-de-obra, terra e capital.De um modo geral, as culturas a serem consorciadas ou os sistemas a seremutilizados pelo produtor, são determinados por aspectos econômicos regionais e aspróprias atividades produtivas na propriedade. A mandioca pode ser utilizada empolicultivos com culturas anuais, perenes, agroflorestas e agrosilvipastotis.Com culturas anuais o arranjo espacial de plantio das linhas de mandioca pode ser emfileiras simples ou em fileiras duplas. Nas fileiras simples recomenda-se a distribuiçãodas plantas em forma retangular com espaçamento de 1,00 a 1,20 m entre linhas e0,60 a 0,80 m entre plantas, sendo que a cultura intercalar é plantada em fileirasalternadas com as de mandioca. Neste caso, recomenda-se o plantio de uma a duasfileiras da cultura intercalar a depender do porte da cultura. Nas fileiras duplas, adistribuição das plantas é realizada reduzindo o espaçamento entre duas fileirassimples para 0,60 m , deixando um espaço maior (2,00 a 3,00 m) até as outras duasfileiras simples, também espaçadas de 0,60 m; onde o espaçamento das fileirasduplas ficam de 0,60 x 0,60 a 0,80 m x 2,00 a 3,00 m. Sendo recomendado, para estecaso, de duas a quatro fileiras da cultura consorciada a depender do porte da mesma.Quanto ao consórcio com cultura perene e em sistemas agroflorestais, as culturasintercalares são utilizadas, além das vantagens já mencionadas, com o objetivo depropiciar retorno econômico durante o período de crescimento das culturas perenes,contribuindo para o custo de implantação das mesmas. Nestas condições, a mandiocaé utilizada como cultura intercalar, onde o número de fileiras a ser utilizada estará emfunção da cultura perene e do espaçamento e arranjo espacial de plantio da mesma.
  6. 6. Vale ressaltar, que nos plantios de sistemas de policultivos ou consorciados deverãoser utilizadas as tecnologias recomendadas para cada cultura componente dosistema.Na cultura da mandioca, em condições de Cerrado, a utilização da prática de rotaçãode culturas, além de outras vantagens, visa principalmente o controle da bacteriose ea depauperação do solo. Assim, recomenda-se que seja realizada pelo menos a cadadois cultivos da mandioca, utilizando outras culturas como gramíneas ou leguminosaspara produção de grãos, ou leguminosas para adubação verde, ou deixando a áreaem pousio. Nesse particular, o sistema de plantio em fileiras duplas da mandioca emconsorciação, reveste de importância para pequenas áreas por permitir a rotação dasculturas em uma mesma área. Outro ponto a destacar é o aproveitamento daadubação residual realizado pela cultura da mandioca.Adubação na cultura da mandi ocaMário Takahashi (  )Sistema sol o-plant aO solo e as plant as f ormam um sistema onde os elem entos sãoconstant emente rem ovidos da f ase sólida do solo e acum ulados nasplantas. Ao mesmo t empo as plantas, na sua decomposição, depositamnutrientes que retornam para a f ase sólida do solo compondo umsistema dinâmico. Fase sólida Solução Parte do solo do solo Raízes aérea Um adubo qualquer aplicado ao solo, primeiramente, entr a emcontato com a f ase sólida do solo e passa para a solução.Poster iormente o elemento pr esent e no adubo entra na planta atravésdas raízes translocando -se para a parte aérea. O adubo não éabsor vido diret amente pelas plantas necessitando ser solubil izado nosolo.Extração de nutrientesA mandioca extrai elevadas quantidades de nutrientes do solo e se nãoadequadamente adubada pode conduzir ao esgotamento do t erreno. Talaf irmativa é correta, mas também se aplica para outras cult uras comopode ser visto na tabela 1.Na comparação com as culturas da cana e do milho, a mandiocapromoveu uma menor extração com relação ao nitrogênio, ao f ósf oro eao potássio.Em termos percentuais, o milho extrai 286% mais nitrogênio e 139%mais potássio do que a mandioca . A cana extrai 40% mais f ósf oro e237% mais potássio que a mandioca.Por est es resultados, é possível obser var não ser ver dadeiro o mito quea mandioca esgota o terreno desde que adequadamente manejadaatravés da adubação e rotação com outras culturas.
  7. 7. Tabela 1. Extração de nutr ientes pelas cultur as da m andioca, cana e milho (alqueires). Parte da planta Produção Nitrogênio Fósforo PotássioCultura |--------------kg-------------| Raiz 60 t 82 30 76Mandioca Total 121 97 132Cana Colmo 250 t 218 74 189 Total 363 136 445Milho Grãos 300 sc 270 54 59 Total 467 98 316 Análise de solo Um aspecto import ant íssimo que poderá orient ar a necessidade de adubação é a análise de solo. Porém, um detalhe que precede a análise no laborat ório, de vital importância, é a coleta adequada das amostras de solo. Uma colet a de amostra mal f eita compromete toda a análise Em área, anter iormente, ocupada por pastagem, dependendo do número de amostras coletadas, ocorreram var iações de 80% para o potássio e de até 176% para o f ósf oro. Portanto em uma área de solo homogêneo é importante a coleta de pelo menos 20 sub -amostras por alqueire que deverão ser bem misturadas para compor uma am ostra a ser encam inhada para o laboratór io. Outro aspecto importante é que cada su b-amostra seja coletada na prof undidade de zer o a 20 cm que é a região de cr escimento principal das raízes de mandioca que absor vem nutrientes. Calagem A mandioca não necessita de grandes quantidades de calcár io para obter boas produt ividades existindo dif erenças na quantidade devido ao tipo de solo e o seu manejo. A quantidade a ser utilizada será calculada mediant e os resultados da análise de solo, devendo o pr odutor consultar um técnico capacitado para tal. O excesso de calagem é mais prejudicial que a f alta desta par a a cultura da mandioca. Respostas à adubação
  8. 8. A resposta da cultura da mandioca à adubação depender á dos teor esiniciais dos nutr ientes presentes no solo. Quanto menores os teores dosnutrientes maiores as chances de resposta devido à adu bação.O resultado da adubação também dependerá da qualidade da ramautilizada, da variedade de mandioca, da época de plant io, doespaçamento, do controle adequado das pragas e das plantas daninhas.Ou seja, a adubação de f orma isolada pouco resultará no i ncr emento daprodut ividade.Outro aspecto importante é que a adubação, af ora o ganho emprodut ividade de raízes poderá melhorar a qualidade industr ial destas,com relação a maior rendimento em f arinha ou f écula.Baseados em result ados exper imentais é possí vel est imar ganhos naprodut ividade de 4% a 38%. Por exemplo, numa produtividade de 80toneladas por alqueire com dois ciclos, será possível obter ganhos deprodut ividade da ordem de 3,2 t oneladas até 25,6 toneladas.Evidentemente a relação custo benef ício da adubação dependerá dospreços do adubo e da raiz de mandioca.Adubação com nitrogênioA aplicação de nitrogênio na cultura da mandioca não tem propiciadoaumento de pr odut ividade de raízes em exper iment os realizados emvár ios locais do Par aná. Na maior ia das vezes o que ocorre é somente oincremento da parte aérea, o que não int eressa para o produt or.Portanto o nitrogênio deverá ser aplicado somente em casos dedef iciência visual extrema durant e o desenvolvimento inicial dasplantas, na quantidade máxima de 100 kg/alqueire de nitrogênio, 40 a60 dias após a brotação das mudas.Como f onte de nitrogênio evit ar o uso da uréia, pr incipalmente em solosarenosos.Adubação com fósf oro e potássioA adubação com fósf oro e potássio deve ser f eita seguindo o sresultados obtidos na análise de solo. Em experimentos realizados emvár ias regiões e tipos de solo no Paraná f oram determinadas asclassif icações par a o f ósf oro e o potássio em teor es desde muito baixoaté alto.As adubações com fósf oro, segundo estas r ecomendações poderão ir de400 a 1.000 kg/alqueire e para o potássio de 150 a 650 kg/alqueire,dependendo da f onte que será utilizada bem como o teor do elementopresente no adubo.A adequada recomendação da quantidade de f ósf oro e pot ássio a seraplicada deverá ser f eita por técnicos agr ícolas e engenheirosagrônomos mediante o uso dos resultados da análise de solo.Época de aplicaçãoA época de aplicação dos f ertilizantes é importante devido a mobilidadedos elementos e ao t ipo de solo.O f ósf oro deve ser aplicado todo no sulco de plantio. Este elemento émuito pouco aproveit ado se f or aplicado em cobertura.O potássio pode ser aplicado no sulco de plantio e em cobertura. Emsolos arenosos é recomendável que o potássio seja aplicado emcobertura. Em sol os mais argilosos o potássio pode ser parceladodevido às menores perdas por lixiviação.
  9. 9. Quando o teor de potássio no solo est iver muito baixo recomenda -se aaplicação da metade da dose no sulco de plantio e o restante emcobertura seja o solo argiloso ou ar enoso. No sulco de plantio, evitar o contato das mudas com o aduboprincipalmente os f ormulados que contêm potássio e nitrogênio.MANDIOCAO cultivo da mandioca é de grande relevância econômica como principal fonte decarboidratos para milhões de pessoas, essencialmente nos países emdesenvolvimento. O Brasil possui aproximadamente dois milhões de hectares é umdos maiores produtores mundiais, com produção 23 milhões de toneladas de raízesfrescas de mandioca. A região Nordeste tradicionalmente caracteriza-se pelo sistemade policultivo, ou seja, mistura de mandioca com outras espécies alimentares de ciclocurto, principalmente feijão, milho e amendoim.Atualmente a demanda de amido de mandioca (fécula) tem crescido de formasubstancial, principalmente pelo setor industrial a exemplo da utilização de fécula namistura de farinha de trigo para fabricação de pães, objetivando reduzir asimportações de trigo, gerando divisas para o país.A mandioca, Manihot esculenta Crantz, é uma planta perene, arbustiva, pertencente afamília das Euforbiáceas. A parte mais importante da planta é a raiz. Rica em fécula,utilizadas na alimentação humana e animal ou como matéria prima para diversasindústrias. Originária do continente americano, provavelmente do Brasil, a mandioca jáera cultivada pelos índios, por ocasião da descoberta do país. Este trabalho reúneinformações técnicas simplificadas, necessárias ao cultivo da mandioca, de resultadosde pesquisas geradas pelos principais órgãos do Sistema Nacional de PesquisaAgropecuária.CLIMA E SOLOÉ cultivada em regiões de clima tropical e subtropical, com precipitação pluviométricavariável de 600 a 1.200 mm de chuvas bem distribuídas e uma temperatura média deem torno de 25ºC. Temperaturas inferiores a 15ºC prejudica o desenvolvimentovegetativo da planta. Pode ser cultivada em altitudes que variam de próximo ao níveldo mar até mil metros. É bem tolerante à seca e possui ampla adaptação às maisvariadas condições de clima e solo. Os solos mais recomendados são os profundoscom textura média de boa drenagem. Deve-se evitar solos muito arenosos e ospermanentemente alagados.PLANTIONormalmente se recomenda o plantio de maio a outubro. Entretanto o plantio pode serrecomendado em qualquer época, desde que haja umidade suficiente para garantir abrotação das hastes.O espaçamento é definido como a distância entre as fileiras de plantas e entre plantasna fileira e variam de 1,0m x 0,60m, em fileiras simples, e 2.0m x 0.60m x 0,60m emfileiras duplas. A posição do tolete na cova é horizontal a uma profundidade de cinco adez centímetros, cobrindo-o com uma leve camada de terra.ADUBAÇÃO E CALAGEMHá evidência que a mandioca tolera as condições de acidez do solo. Entretanto, ossolos devem ser escolhidos, preparados, corrigidos e adubados adequadamente,conforme os resultados de análise química. As adubações orgânicas e fosfatadasrespondem de forma bastante positiva no aumento da produtividade.TRATOS CULTURAIS
  10. 10. São recomendadas em média cinco capinas do mato, sendo três no primeiro ano eduas no segundo ano.PRAGAS E DOENÇASAs principais pragas são: mandarovás, ácaros, percevejo de renda, mosca branca,mosca do broto, broca do caule, cupins e formigas. As doenças mais comuns são:Podridão de raiz, Bacteriose, superbrotamento, viroses. Ao ser constatada qualqueralteração no estado fitossanitário, consultar o órgão competente mais próximo.COLHEITA E RENDIMENTOA colheita deve ser iniciada de acordo com o ciclo da variedade utilizada no plantio e éfeita manualmente, através do arranquio das raízes. As raízes colhidas deverão serprocessadas pela indústria durante as primeiras vinte e quatro horas, para nãocomprometer a qualidade dos seus produtos. A produtividade varia de acordo com asvariedades utilizadas, espaçamento e os tratos culturais empregados na cultura. Aprodutividade média varia de 15 a 20 toneladas por hectare. O rendimento industrialvaria de 25 a 30%, ou seja uma tonelada de raízes produz cerca de 300 quilos defarinha.VARIEDADESA cultura da mandioca apresenta uma grande variabilidade genética, possibilitando umgrande número de variedades disponíveis para recomendação de plantio. Asvariedades são recomendadas de acordo com a finalidade de exploração. Asprincipais cultivares recomendadas para a Bahia são: Cigana, Cidade Rica,Maragogipe, Manteiga, Saracura e Casca Roxa.PRODUTOSOs produtos das raízes para alimentação humana são a farinha, a fécula, o beiju, ocarimã, dentre outros. A fécula é bastante utilizada nas indústrias de alimentos comoem outras indústrias.

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