EXPECTATIVAS DEAPRENDIZAGEM 2013Expectativas de aprendizagem dos anos iniciais doEnsino Fundamental – 1º ao 5º ano – e ori...
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM DELÍNGUA PORTUGUESA11OANO NO ENSINO FUNDAMENTALAo final do 1º ano do Ciclo I, o aluno deverá ...
2OANO NO ENSINO FUNDAMENTALAo final da 2º ano (1asérie) do Ciclo I, o aluno deverá ser capaz de: participar de situações ...
3º ANO NO ENSINO FUNDAMENTALAo final do 3º ano (2asérie) do Ciclo I, o aluno deverá ser capaz de: participar de situações...
4OANO NO ENSINO FUNDAMENTALAo final da 4º ano (3asérie) do Ciclo I, o aluno, deverá ser capaz de: participar de situações...
5OANO NO ENSINO FUNDAMENTALAo final da 5º ano (4asérie) do Ciclo I, o aluno deverá ser capaz de: participar de situações ...
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS FUNDAMENTAIS SOBRE ASEXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM(OU “TROCANDO EM MIÚDOS...”)Por Kátia Lomba Bräklin...
ALGUMAS PERGUNTAS FUNDAMENTAISO QUE REPRESENTAM AS EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PARA A PRÁTICA EDUCATIVA?As expectativas d...
interna do gênero (ordem temporal se for um relato de experiência vivida, um diário de viagem...);sobre os procedimentos d...
Em um sistema de ensino – como o público estadual, por exemplo, – as expectativas estão definidas emum âmbito mais amplo q...
Os critérios de seleção de conteúdos são, portanto, de duas naturezas, pelo menos: política – no seusentido mais profundo ...
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Expectativas de aprendizagem 2013

  1. 1. EXPECTATIVAS DEAPRENDIZAGEM 2013Expectativas de aprendizagem dos anos iniciais doEnsino Fundamental – 1º ao 5º ano – e orientaçõesrespectivas.Anos Iniciais do EnsinoFundamental (1º ao 5º ano)
  2. 2. EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM DELÍNGUA PORTUGUESA11OANO NO ENSINO FUNDAMENTALAo final do 1º ano do Ciclo I, o aluno deverá ser capaz de: participar de situações de intercâmbio oral do cotidiano escolar (rodas de conversa, rodas deleitura, rodas de estudo etc.), ouvindo com atenção, formulando perguntas e fazendo comentáriossobre o tema tratado; planejar sua fala, adequando-a a diferentes interlocutores em situações comunicativas docotidiano escolar (rodas de conversa, rodas de leitura, rodas de estudo etc.); apreciar textos literários e participar dos intercâmbios posteriores à leitura2; ler - com assistência do professor ou colegas - textos de diferentes gêneros, (contos, textosinstrucionais, textos expositivos de divulgação científica, notícias etc.), com diferentes propósitos,apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto, as características de seu portador, dogênero e do sistema de escrita; ler por si mesmo textos conhecidos, tais como parlendas, adivinhas, poemas, canções, trava-línguas, além de placas de identificação, listas, manchetes de jornal, legendas, histórias emquadrinhos, tirinhas, rótulos etc.; compreender o funcionamento alfabético do sistema de escrita, ainda que escreva com errosortográficos; escrever alfabeticamente textos que se costuma saber falar de cor3, tais como: parlendas,adivinhas, quadrinhas, canções, trava-línguas, entre outros; recontar histórias conhecidas, recuperando a sequência dos episódios essenciais e algumascaracterísticas da linguagem do texto lido pelo professor; reescrever coletivamente - ditando para o professor ou colegas – trechos de contos conhecidos,considerando, do texto fonte, as ideias principais e algumas características da linguagem escrita edo registro literário; produzir textos de autoria coletivamente (bilhetes, cartas, verbetes de curiosidades) e completarhistórias cujo final se desconhece, ditando para o professor ou colegas ou escrevendo de própriopunho; reescrever textos e produzir textos de autoria coletivamente, com apoio do professor para planejaro que vai escrever; e para reler o que está escrevendo, tanto para controlar a progressão temáticaquanto para avançar nos aspectos discursivos e textuais; revisar textos coletivamente com o apoio do professor, tanto durante o processo de textualizaçãoquanto depois de finalizada a primeira versão.1 Documento elaborado por Telma Weisz e Kátia Lomba Bräkling com a colaboração da Equipe CEFAI, Equipe de Formadores doPrograma Ler e Escrever e profissionais do Ensino Fundamental da Rede Pública Estadual.2 A natureza desta participação e como ela evolui será tratada, a seguir, nas orientações didáticas.3 Os textos referidos são da tradição oral, por isso são selecionados. Em hipótese alguma se deve propor que os alunos memorizem aforma escrita destes textos.
  3. 3. 2OANO NO ENSINO FUNDAMENTALAo final da 2º ano (1asérie) do Ciclo I, o aluno deverá ser capaz de: participar de situações de intercâmbio oral do cotidiano escolar (situações de exposição oral erodas em geral), ouvindo com atenção, formulando perguntas, comentando e dando sua opinião,sobre o tema tratado; planejar sua fala, adequando-a a diferentes interlocutores em situações comunicativas docotidiano escolar (situações de exposição oral e rodas em geral) com maior e menor formalidade; apreciar textos literários e participar dos intercâmbios posteriores à leitura4; ler - com assistência do professor ou colegas - textos de diferentes gêneros, (contos, lendas,fábulas, mitos, textos instrucionais, de divulgação científica, notícias), com diferentes propósitos,apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto, as características de seu portador, dogênero e do sistema de escrita; ler por si mesmo textos conhecidos, tais como parlendas, adivinhas, poemas, canções, trava-línguas, além de placas de identificação, listas, manchetes de jornal, legendas, histórias emquadrinhos, tirinhas, rótulos etc.; compreender o funcionamento alfabético do sistema de escrita, ainda que escreva com errosortográficos (ausência de marcas de nasalização, hipo e hipersegmentação, entre outros); escrever alfabeticamente textos que se costuma saber falar de cor5, tais como: parlendas,adivinhas, quadrinhas, canções, trava-línguas, entre outros; recontar histórias conhecidas, recuperando a sequência dos episódios essenciais e suas relações decausalidade, assim como algumas características da linguagem do texto lido pelo professor; reescrever - ditando para o professor ou colegas e, sempre que possível, de próprio punho -histórias conhecidas (contos, lendas, fábulas), recuperando, do texto fonte, os episódios essenciaise algumas características da linguagem escrita e do registro literário; produzir textos de autoria (bilhetes, cartas, textos instrucionais, verbetes de curiosidades) ecompletar histórias cujo final se desconhece, coletivamente ou de forma independente, ditandopara o professor ou colegas ou escrevendo de próprio punho; reescrever textos e produzir textos de autoria, com apoio do professor ou de parceiros, paraplanejar o que vai escrever; e para reler o que está escrevendo, tanto para controlar a progressãotemática quanto para avançar nos aspectos discursivos e textuais; revisar textos coletivamente com o apoio do professor ou em parceria com colegas, tanto duranteo processo de textualização quanto depois de finalizada a primeira versão.4 A natureza desta participação e como ela evolui será tratada a seguir, nas orientações didáticas.5 Os textos referidos por serem da tradição oral. Em hipótese alguma se deve propor que os alunos memorizem a formaescrita destes textos.
  4. 4. 3º ANO NO ENSINO FUNDAMENTALAo final do 3º ano (2asérie) do Ciclo I, o aluno deverá ser capaz de: participar de situações de intercâmbio oral do cotidiano escolar (apresentações de trabalhos,participação em seminários, mesas redondas etc.), ouvindo com atenção, formulando erespondendo perguntas, explicando e compreendendo explicações, contribuindo com opiniões enovas informações sobre o assunto tratado; planejar sua fala, individualmente ou em grupo, adequando-a a diferentes interlocutores emsituações comunicativas do cotidiano e mais formais do âmbito escolar (apresentações detrabalhos, participação em seminários, mesas redondas etc.), a partir de anotações feitas com acolaboração dos colegas; apreciar textos literários e participar dos intercâmbios posteriores à leitura6; ler textos - com assistência do professor - para estudar os temas tratados nas diferentes áreas deconhecimento (de enciclopédias, veiculados na internet, publicados em jornais impressos, revistas,etc.), utilizando procedimentos básicos de estudo; ler, por si mesmo, textos de diferentes gêneros (contos, fábulas, mitos, lendas, poemas,instrucionais, notícias, reportagens etc.), apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto, ascaracterísticas de seu portador, da linguagem própria do gênero e do sistema de escrita; utilizar recursos para compreender ou superar dificuldades de compreensão durante a leitura(pedir ajuda aos colegas e ao professor, reler o trecho que provoca dificuldades, continuar a leituracom intenção de que o próprio texto permita resolver as dúvidas ou consultar outras fontes); recontar histórias conhecidas, recuperando os episódios essenciais e suas relações de causalidade,assim como as características da linguagem do texto lido pelo professor ou por si mesmo; reescrever de próprio punho histórias conhecidas, recuperando, do texto fonte, os episódiosessenciais e as características da linguagem escrita e do registro literário; produzir textos de autoria, (cartas e postais; indicações literárias; relatos de experiência vivida ouficcionalizada; folhetos de divulgação de temas transversais estudados em classe; diários pessoais,da classe, de leitura ou diários de viagem reais ou ficcionais) e completar histórias cujo final sedesconhece, com apoio do professor, em parceria ou de forma independente, escrevendo depróprio punho e utilizando recursos da linguagem escrita; reescrever textos e produzir textos de autoria, com apoio do professor ou de parceiros, paraplanejar o que vai escrever; textualizar, utilizando-se de rascunhos; e reler o que está escrevendo,tanto para controlar a progressão temática quanto para avançar nos aspectos discursivos etextuais; revisar textos coletivamente com a assistência do professor ou em parceria com colegasconsiderando - em diferentes momentos - as questões da textualidade (coerência, coesão)7, aortografia e a pontuação, tanto durante o processo de escrita quanto depois de finalizada aprimeira versão.6 A natureza desta participação e como ela evolui será tratada nas orientações didáticas.7 As questões relativas à coesão e à coerência em cada ano serão tratadas nas orientações didáticas.
  5. 5. 4OANO NO ENSINO FUNDAMENTALAo final da 4º ano (3asérie) do Ciclo I, o aluno, deverá ser capaz de: participar de situações de intercâmbio oral do cotidiano escolar tanto menos formais quanto maisformais (seminários ou outros tipos de apresentação oral de resultados de estudo): ouvindo comatenção, intervindo sem sair do assunto tratado, formulando e respondendo perguntas,justificando suas respostas, explicando e compreendendo explicações, manifestando e acolhendoopiniões, fazendo colocações que considerem as falas anteriores e contribuam com novasinformações sobre o assunto tratado; planejar sua fala, individualmente ou em grupo, adequando-a a diferentes interlocutores emsituações comunicativas mais formais no âmbito escolar tais como seminários ou outros tipos deapresentação oral de resultados de estudo, a partir de anotações feitas com a colaboração doscolegas; apreciar textos literários e participar dos intercâmbios posteriores à leitura8; ler textos para estudar os temas tratados nas diferentes áreas de conhecimento (de enciclopédias,veiculados na internet, publicados em jornais impressos, revistas, etc.), com assistência doprofessor ou em parceria; utilizar – no processo de ler para estudar - procedimentos como: copiar a informação queinteressa, grifar trechos, fazer anotações etc.; selecionar textos no processo de estudo e pesquisa, em diferentes fontes apoiando-se em títulos,subtítulos, imagens, negritos, em parceria ou individualmente; ler, por si mesmo, textos de diferentes gêneros (contos, fábulas, mitos, lendas, crônicas, poemas,textos teatrais, da esfera jornalística etc.), apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto,as características de seu portador, da linguagem própria do gênero e do sistema de escrita; utilizar recursos para compreender ou superar dificuldades de compreensão durante a leitura(pedir ajuda aos colegas e ao professor, reler o trecho que provoca dificuldades, continuar a leituracom intenção de que o próprio texto permita resolver as dúvidas ou consultar outras fontes); reescrever, de próprio punho, em parceria ou individualmente, histórias conhecidas, modificando onarrador ou o tempo ou o lugar, recuperando as características da linguagem escrita e do registroliterário; produzir textos de autoria em parceria ou de forma independente (cartas de leitor; indicaçõesliterárias; relatos de experiência vivida ou ficcionalizada; textos expositivos sobre temas estudadosem classe; diários pessoais, da classe, de leitura ou diários de viagem reais ou ficcionais),escrevendo de próprio punho, utilizando recursos da linguagem escrita e do registro adequadoao texto (jornalístico, acadêmico-escolar, literário, etc); produzir contos, de forma coletiva e com orientação do professor, escrevendo de próprio punho,utilizando recursos da linguagem escrita e do registro literário; reescrever e produzir textos de autoria, com apoio do professor ou de parceiros para planejar oque vai escrever (considerando o contexto de produção); textualizar, utilizando-se de rascunhos; ereler o que está escrevendo, tanto para controlar a progressão temática quanto para avançar nosaspectos discursivos, textuais e notacionais; revisar textos coletivamente com a assistência do professor ou em parceria com colegasconsiderando - em diferentes momentos - as questões da textualidade (coerência, coesão)9, aortografia e a pontuação, tanto durante o processo de escrita quanto depois de finalizada aprimeira versão.8 A natureza desta participação e como ela evolui será tratada a seguir, nas orientações didáticas.9 As questões relativas à coesão e à coerência em cada ano serão tratadas nas orientações didáticas.
  6. 6. 5OANO NO ENSINO FUNDAMENTALAo final da 5º ano (4asérie) do Ciclo I, o aluno deverá ser capaz de: participar de situações de intercâmbio oral do cotidiano escolar, tanto as menos formais, quanto asmais formais (como seminários, apresentações orais de resultados de estudo, debates): ouvindocom atenção, intervindo sem sair do assunto tratado, formulando e respondendo perguntas,justificando suas respostas, explicando e compreendendo explicações, manifestando e acolhendoopiniões, argumentando e contra-argumentando; participar de debates sobre temas da atualidade alimentados por pesquisas próprias em jornais,revistas e outras fontes; planejar e participar de situações mais formais de uso da linguagem oral no âmbito escolar (comoseminários, apresentações orais de resultados de estudo, debates), sabendo utilizar algunsprocedimentos de escrita e recursos para organizar sua exposição; apreciar textos literários e participar dos intercâmbios posteriores à leitura10; ler textos para estudar os temas tratados nas diferentes áreas de conhecimento (de enciclopédias,veiculados na internet, publicados em jornais impressos, revistas, etc.), em parceria ouindividualmente; utilizar – no processo de ler para estudar - procedimentos como: copiar a informação queinteressa, grifar trechos, fazer anotações, organizar esquemas que sintetizem as ideias maisimportantes do texto e as relações entre elas etc.; selecionar textos no processo de estudo e pesquisa, em diferentes fontes apoiando-se em títulos,subtítulos, imagens, negritos, em parceria ou individualmente; ler, por si mesmo, textos de diferentes gêneros (contos, fábulas, mitos, lendas, crônicas, poemas,textos teatrais, da esfera jornalística etc.), apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto,as características de seu portador, da linguagem própria do gênero e do sistema de escrita; utilizar recursos para compreender ou superar dificuldades de compreensão durante a leitura(pedir ajuda aos colegas e ao professor, reler o trecho que provoca dificuldades, continuar a leituracom intenção de que o próprio texto permita resolver as dúvidas ou consultar outras fontes); reescrever, de próprio punho, em parceria ou individualmente, histórias conhecidas, modificando onarrador ou o tempo ou o lugar, recuperando as características da linguagem escrita e do registroliterário; produzir textos de autoria em parceria ou de forma independente (cartas de leitor; indicaçõesliterárias; textos expositivos sobre temas estudados em classe; textos da esfera jornalística dentrode projetos de produção de jornais – murais ou impressos), utilizando recursos da linguagemescrita e o registro adequado ao texto (jornalístico, literário, acadêmico-escolar, etc); produzir contos, em parceria ou individualmente, com a assistência do professor, utilizandorecursos da linguagem escrita e do registro literário; reescrever e produzir textos de autoria, com apoio do professor ou de parceiros para planejar oque vai escrever (considerando o contexto de produção); textualizar, utilizando-se de rascunhos; ereler o que está escrevendo, tanto para controlar a progressão temática quanto para avançar nosaspectos discursivos, textuais e notacionais; revisar textos coletivamente com a assistência do professor ou em parceria com colegasconsiderando - em diferentes momentos - as questões da textualidade (coerência, coesão)11, aortografia e a pontuação, tanto durante o processo de escrita quanto depois de finalizada aprimeira versão.10 A natureza desta participação e como ela evolui será tratada nas orientações didáticas.11 As questões relativas à coesão e à coerência em cada ano serão tratadas nas orientações didáticas.
  7. 7. ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS FUNDAMENTAIS SOBRE ASEXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM(OU “TROCANDO EM MIÚDOS...”)Por Kátia Lomba Bräkling12ANTES, AS INTENÇÕESA intenção deste documento é criar um espaço de reflexão a respeito dos aspectos que precisam serconsiderados ao se tomar as expectativas definidas como um parâmetro orientador das aprendizagenspretendidas para os alunos. Nesse sentido, serão discutidos neste documento aspectos como:a) O que representam as expectativas de ensino para a prática educativa?b) Para que definir expectativas de aprendizagem?c) De que maneira as expectativas devem se atualizar na sala de aula?d) Que critérios foram adotados na definição das expectativas?e) O que é preciso para realizar a progressão de determinados conteúdos, como o estabelecimento decoesão dos textos, ou a participação de rodas de leitores, que implica na análise e apreciação dediferentes materiais de leitura?Esperamos que respostas a questões como estas possam contribuir para uma maior compreensão tantodo que representam, efetivamente, as expectativas de aprendizagem no processo de ensino, quanto dolugar que devem ocupar na ação educativa, contribuindo para que não sejam vistas como mero recursoauxiliar do processo de ensino, do qual se lança mão nos momentos finais do processo avaliativo.Ao contrário, esperamos que, além de definirem as aprendizagens pretendidas pelo aluno, sejamcolocadas como orientador efetivo do processo de ensino, da ação do professor na sala de aula.12 Consultora da CEFAI e Supervisora de Língua Portuguesa do Programa Ler e Escrever.
  8. 8. ALGUMAS PERGUNTAS FUNDAMENTAISO QUE REPRESENTAM AS EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PARA A PRÁTICA EDUCATIVA?As expectativas definem as intenções básicas de aprendizagem de um determinado processo de ensinopara um determinado período de tempo. Dito de outro modo, as expectativas definem a proficiênciamínima que se pretende que seja constituída pelo aluno ao final de um processo de ensino específico, oqual pode ser determinado por diferentes períodos de tempo (mês, semestre, ano, segmento de ensino,por exemplo). No caso das expectativas em foco, o período corresponde a cada ano escolar dos anosiniciais do Ensino Fundamental.As expectativas definem, portanto, a proficiência básica – e fundamental - que se pretende que o alunoconstrua no período determinado, e não o máximo possível a ser conseguido.Em contrapartida, ao definirem o que se espera que o aluno aprenda, as expectativas determinamnecessidades de ensino.PARA QUÊ DEFINIR EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM?Definir expectativas de aprendizagem, muito mais do que uma atividade meramente institucional – sejado Ministério de Educação, seja da Secretaria de Estadual ou da Escola -, deve ser compreendido comoprocedimento fundamental para orientar o processo de ensino, dotando-lhe de objetividade, clareza eprogressão coerentes tanto com as concepções assumidas para orientador o trabalho educativo – emespecial as relativas à aprendizagem e ao objeto de ensino -, quanto com as implicações didáticas dasmesmas.Dito de outra forma, podemos afirmar que definir o que se pretende que o aluno aprenda estárelacionado intrinsecamente com todas as concepções que orientam o trabalho educativo cotidiano emcada sala de aula.Por exemplo, no processo de ensino precisamos:a) saber de que modo o aprendizado acontece, pois só tendo clareza disso podemos definir ummovimento metodológico adequado ao trabalho docente e selecionar o modo de realização dastarefas mais adequado às necessidades atuais do aluno: se coletivamente, com mediação do professor;se em parceria com colegas; se de maneira independente, sempre de acordo com as apropriaçõesrealizadas pelo aluno ao longo do processo de ensino;b) conhecer o objeto de ensino em foco, suas características, suas nuances, para que seja possíveladequar as atividades didáticas às possibilidades de aprendizagem dos alunos em cada momento doprocesso de aprendizado.Por exemplo, se sabemos que compreender o sistema de escrita pode acontecer de maneiraconcomitante à compreensão de conhecimentos relativos à organização e produção textual, podemosorganizar o trabalho de sala de aula realizando atividades de produção coletiva de textos, mediadaspelo professor e tendo-o como escriba13. Nestas, o foco serão os conhecimentos relativos àsespecificidades do texto, em si: sobre o léxico mais adequado a um contexto literário, por exemplo;sobre a sequenciação dos enunciados, tomando como referência as características de organização13
  9. 9. interna do gênero (ordem temporal se for um relato de experiência vivida, um diário de viagem...);sobre os procedimentos de planejar o texto, redigi-lo, revisá-lo, entre outros aspectos.Os conhecimentos relativos ao sistema de escrita serão trabalhados paralelamente, em outrasatividades que sejam mais adequadas para que o aluno os tome como objeto de estudo. Assim, não épreciso esperar que o aluno compreenda o sistema de escrita para, depois, compreender o processode textualização; ou seja, não é preciso esperar que o aluno saiba grafar para propor que produzatextos;c) identificar quais são os conteúdos que precisam ser ensinados, qual é a sua natureza, para que sejapossível prever atividades de ensino que permitam ao professor trabalhá-los junto aos alunos e, aestes, aprendê-los. É preciso, por exemplo, considerar que os alunos precisam aprender tanto sobre anatureza do sistema de escrita e da linguagem escrita (conteúdo conceitual), quanto sobre comoplanejar, textualizar, revisar um texto (procedimentos de escritor), ou, ainda, sobre como conversarcom outros escritores a respeito de material em produção por ele próprio ou produzido por outrosescritores (comportamento escritor) e utilizar as sugestões e comentários dos colegas para rever – ounão – o seu texto.Se no processo de ensino esses aspectos todos são fundamentais, então são eles que devem, também,orientar a definição das expectativas de aprendizagem. Assim sendo, essa definição levou emconsideração a necessidade de:a) tomar como referência a competência que se pretende que o aluno tenha ao final de um período(mês, semestre, ano, segmento), definindo-a e caracterizando-a (o que implica em remeter-se aosobjetivos de ensino definidos no plano educativo);b) selecionar conteúdos considerados importantes para a constituição dessa proficiência – neste caso, asproficiências leitora e escritora (o que significa conhecer o objeto de ensino, sua natureza eespecificidades);c) considerar o que o aluno pode aprender – e de que maneira - em cada momento do processo deaprendizado, de modo a atingir a competência definida (o que implica: identificar o que já foiapropriado pelo aluno e o que falta aprender; considerar a especificidade do conteúdo e aspossibilidades de aprendizado em cada momento; reconhecer qual o modo de organização da tarefamais adequado para o aprendizado em cada momento do processo).Cada um desses aspectos foi considerado no trabalho de definição das expectativas de aprendizagem -em separado e de maneira articulada -, o que possibilitou a organização de uma progressão,indispensável no processo de ensino.Conforme já dissemos, ao definirmos expectativas de aprendizagem, determinamos também o que épreciso ensinar a todos os alunos. Ou seja, ao orientarem o processo de ensino, as expectativas tambémprocuram garantir que todos os alunos tenham oportunidade de aprender as mesmas coisas – ainda quecada um vá aprender de acordo com suas possibilidades pessoais e de acordo com seu repertórioanteriormente constituído.Nesse sentido, podemos mesmo dizer que a definição de expectativas é um instrumento que democratizao aprendizado.DE QUE MANEIRA AS EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM DEVEM SE ATUALIZAR NA SALA DE AULA?Todos concordamos que é fundamental para a escola definir o que é necessário que o aluno aprenda emcada momento da sua vida escolar, sem o que fica muito difícil – para não dizer impossível - planejar otrabalho pedagógico e desenvolvê-lo de modo a contribuir para que o aluno aprenda o que precisa paratornar-se proficiente.
  10. 10. Em um sistema de ensino – como o público estadual, por exemplo, – as expectativas estão definidas emum âmbito mais amplo que o da escola, e cada escola deve tomá-las como referência.Mas, definir as expectativas, por si só – ou adotar as que já estão definidas -, não é suficiente para aorganização e desenvolvimento do trabalho na escola. É necessário, mas não suficiente.No desenvolvimento do trabalho educativo cotidiano é preciso ajustá-las às necessidades atuaisimediatas dos alunos, o que significa, por um lado, compreender o que o aluno já sabe – naquelemomento específico - sobre o objeto do conhecimento em foco, ou seja, identificar seu conhecimentoprévio relativo ao aspecto selecionado – e, por outro, definir o que precisa aprender a respeito – naquelemomento específico - para tornar-se proficiente.Isso significa que, ainda que tenhamos finalidades, objetivos, metas, precisamos ajustá-los –inevitavelmente – ao aluno que frequenta cotidianamente as salas de aula de nossas escolas, durante cadamomento do processo de aprendizado.E o que essa tarefa supõe?Fundamentalmente, supõe conhecer muito bem os aspectos envolvidos no processo de ensino. Maisespecificamente, supõe compreender os critérios utilizados na definição das expectativas aquiapresentadas: de seleção dos conteúdos e de progressão dos mesmos. Só assim é possível adequar asexpectativas propostas à escola do nosso cotidiano, ajustando-as às suas especificidades sem que issosignifique perder de foco a proficiência que deve ser constituída pelos alunos.É a esse processo de compreensão que dedicaremos nossa conversa a partir deste ponto.QUE CRITÉRIOS FORAM ADOTADOS NA DEFINIÇÃO DAS EXPECTATIVAS?CRITÉRIOS DE SELEÇÃO DOS CONTEÚDOSOs critérios de seleção de conteúdos adotados para a definição das expectativas relacionam-se com aproficiência leitora e escritora pretendida para o aluno, as quais se encontram apresentadas nosdocumentos de orientação curricular elaborados pela Secretaria. Neles, entende-se que o domínio dalinguagem verbal é condição de cidadania, sendo, portanto, indispensável à formação do aluno.Basicamente, esse domínio refere-se a todos os conhecimentos que o aluno precisa ter para participar demaneira adequada e suficiente das diversas práticas de linguagem que se realizam nas diferentescircunstâncias sociais de comunicação sejam elas orais ou escritas.A proficiência pretendida envolve, portanto, a aprendizagem – e o ensino – de vários conhecimentos delinguagem verbal que se inter-relacionam: saber produzir um texto em linguagem escrita, sabercomunicar-se oralmente considerando a especificidade de cada situação comunicativa, compreender osistema de escrita, saber grafar um texto, elaborar um texto com coerência, identificar efeitos de sentido –e valores veiculados – nos textos lidos, utilizar recursos linguísticos adequados às intenções designificação que se tem, redigir um texto com correção gramatical e ortográfica, entre outros aspectos.Evidentemente, tais conteúdos são decorrentes da maneira como se compreende a linguagem oral, alinguagem escrita, a escrita, a leitura e as relações entre elas.Fundamentalmente, os conteúdos são selecionados, por um lado, em função daquilo que se consideranecessário que o aluno saiba sobre o objeto de conhecimento em jogo – a linguagem verbal – e, poroutro, em decorrência da maneira como se compreende esse objeto, o que determina quais serão osconteúdos específicos a serem ensinados e a maneira como isso será feito.
  11. 11. Os critérios de seleção de conteúdos são, portanto, de duas naturezas, pelo menos: política – no seusentido mais profundo – e teórica – com todas as implicações metodológicas e didáticas das posiçõesassumidas.CRITÉRIOS DE PROGRESSÃO DOS CONTEÚDOSFundamentalmente, os critérios de progressão dos conteúdos são decorrentes dos seguintes aspectos:a) da maneira como compreendemos o objeto de ensino em questão: a linguagem verbal, a língua, aescrita e as práticas que as envolvem, incluindo todos os aspectos que as constituem, sejam elesconceituais ou procedimentais;b) do modo como concebemos que o aluno aprende, seja considerando a maneira pela qual se apropriade determinado objeto – como a escrita, por exemplo, e as hipóteses que vai constituindo atécompreender a sua natureza –, seja levando em conta o modo como o ensino precisa organizar-se,prevendo ou não: a colaboração com outros parceiros (aprendizagem em colaboração; movimento metodológico aser adotado no desenvolvimento do trabalho); a retomada de aspectos já discutidos para aprofundamento e ampliação de compreensões emoutro momento (organização em espiral do trabalho educativo).Desse modo, na progressão das expectativas um conteúdo é previsto em cada um dos diferentes anos deescolaridade tomando-se como referência esses dois aspectos que podem ser traduzidos nos seguintescritérios fundamentais:a) o tipo de conteúdo (capacidades, procedimentos, comportamentos);b) a complexidade – e a natureza – do conteúdo em foco;c) o grau de autonomia com que se espera que o aluno realize as tarefas propostas.

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