Your SlideShare is downloading. ×
Portugal eukids perigos internet 2011
Portugal eukids perigos internet 2011
Portugal eukids perigos internet 2011
Portugal eukids perigos internet 2011
Portugal eukids perigos internet 2011
Portugal eukids perigos internet 2011
Portugal eukids perigos internet 2011
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×
Saving this for later? Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime – even offline.
Text the download link to your phone
Standard text messaging rates apply

Portugal eukids perigos internet 2011

844

Published on

Portugal eukids perigos internet 2011

Portugal eukids perigos internet 2011

Published in: Education
0 Comments
1 Like
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
844
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1
Actions
Shares
0
Downloads
14
Comments
0
Likes
1
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. RESULTADOSPRINCIPAISO inquérito EU Kids Online aumenta para os 80% entre os jovens com 15 ou 16 anos. Este relatório apresenta os resultados  A internet é mais usada em casa (87%),completos de um inquérito inédito, concebido e seguindo-se a escola (63%). Mas o acesso àconduzido pela rede EU Kids Online, de acordo internet está-se a diversificar – 49% usam-nacom rigorosos standards. Foi financiado pelo no seu quarto e 33% através de um telemóvel ouPrograma Safer Internet da Comissão Europeia outro dispositivo móvel. O acesso por dispositivosde modo a consolidar a base empírica para móveis ultrapassa um em cinco casos napolíticas de segurança na internet. Noruega, Reino Unido, Irlanda e Suécia. Foi entrevistada uma amostra  As crianças têm muitas actividadesaleatória estratificada de 25.142 crianças, com online, potencialmente benéficas: as criançasidades entre os 9 e os 16 anos, utilizadoras da dos 9 aos 16 anos usam a internet para o trabalhointernet, e um dos seus pais, na Primavera/Verão escolar (85%); jogam (83%); vêem clips de vídeode 2010 em 25 países europeus. (76%); e trocam mensagens instantâneas (62%). O inquérito investigou alguns riscos São menos as que publicam imagens (39%) ouonline fundamentais: pornografia, bullying, que partilham mensagens (31%), as que usamreceber mensagens de cariz sexual, contactar uma webcam (31%), sites de partilha de ficheiroscom pessoas desconhecidas, encontros com (16%) ou blogues (11%).pessoas que se conheceu pela internet,  59% das crianças dos 9 aos 16 anosconteúdos potencialmente nocivos criados por têm um perfil numa rede social – incluindo 26%utilizadores e abuso de dados pessoais. com 9 ou 10 anos, 49% dos que têm 11 ou 12 Neste relatório, ‘crianças’ refere-se a anos, 73% dos de 13 ou 14 anos e 82% dos 15 oucrianças e jovens dos 9 aos 16 anos 16 anos. As redes sociais são mais populares nautilizadores da Internet em toda a Europa. Holanda (80%), Lituânia (76%) e Dinamarca‘Usar a internet’ significa qualquer dispositivo e (75%); e menos na Roménia (46%), Turquiaquaisquer lugares onde acedem à internet. (49%) e Alemanha (51%).  Entre os utilizadores de redes sociais,Usos e actividades online 26% têm perfis públicos – mais na Hungria (55%), Turquia (46%) e Roménia (44%); 29% têm O uso da internet está totalmente mais de 100 contactos, embora muitos tenhamintegrado na vida quotidiana das crianças: menos. 43% têm perfis privados de forma a que93% dos utilizadores dos 9 aos 16 anos acedem só os seus amigos possam vê-los, e outros 28%pelo menos uma vez por semana (60% usam declaram que o seu perfil é parcialmente privadotodos os dias ou quase todos os dias). de modo a que os amigos de amigos ou redes As crianças estão a começar a usar a possam também vê-lo. Note-se que 26% refereinternet cada vez mais novas – a média de que o seu perfil é público e que qualquer pessoa oidades do primeiro uso da internet é de sete anos pode ver.na Dinamarca e na Suécia e de oito noutrospaíses do Norte da Europa. Em todos os países, Competências digitaisum terço das crianças com 9 ou 10 anos queusam a internet fazem-no diariamente, o que  Mais uso poderá facilitar a literacia digital e as competências de segurança. Um
  • 2. terço das crianças com 9 a 16 anos (36%) diz que pouco mais de probabilidade de receberema afirmação “Eu sei mais sobre a internet do que mensagens online maldosas ou desagradáveis.os meus pais” é ‘muito verdadeira’, um terço As raparigas parecem sentir-se mais(31%) diz que é ‘algo verdadeira’ e um terço incomodadas do que os rapazes pelos riscos(33%) diz que ‘não é verdadeira’ no seu caso. por que passam. As crianças mais novas tendem a ter  O inquérito abordou vários riscos,falta de competências e confiança. Contudo, a detalhados acima. Considerando todos, 41% dasmaioria dos jovens com 11 a 16 anos consegue crianças europeias com 9 a 16 anos já encontroubloquear mensagens de pessoas que não um ou mais desses riscos.desejam contactar (64%) ou encontrar conselhos  Os riscos aumentam com a idade: 14%de segurança online (64%). Cerca de metade das crianças com 9 ou 10 anos deparou-se comconsegue alterar as definições de privacidade um ou mais desses riscos, subindo para 33% dosnum perfil de rede social (56%), comparar que têm 11 ou 12 anos, 49% dos 13 ou 14 anos ewebsites para avaliar a sua qualidade (56%) ou 63% dos jovens com 15 ou 16 anos.bloquear spam (51%). PornografiaRiscos e danos  14% das crianças dos 9 aos 16 anosO risco não resulta necessariamente em dano, viram nos últimos 12 meses imagens onlinecomo reportaram as crianças. As crianças que que eram “obviamente sexuais – por exemplo,utilizam a internet foram questionadas sobre se mostrando pessoas nuas ou a ter relaçõestinham encontrado um leque de riscos online e, sexuais”.depois, se tinham ficado incomodadas por isso.  Das que viram imagens sexuais ou‘Incomodado’ foi definido como algo que “te fez pornográficas online, uma em três ficousentir desconfortável, perturbado, ou pensar que incomodada pela experiência e, destas, metadenão devias ter visto aquilo”. Os resultados variam (isto é, 1/6 das que foram expostas a imagenspor criança (por exemplo, com a idade e o sexuais, cerca de 2% de todas as crianças)género), por país e por tipo de risco, por isso as sentiu-se bastante ou muito perturbada pelo que viu.generalizações devem ser tratadas com cuidado.  Numa análise por todos os media, 23%  12% das crianças europeias dos 9 aos das crianças viram conteúdos sexuais ou16 anos dizem que já se sentiram pornográficos nos últimos 12 meses – com aincomodadas ou perturbadas por alguma internet agora como uma fonte de pornografiacoisa na internet. Isto inclui 9% das crianças tão comum como a televisão, o cinema ou ocom 9 ou 10 anos. No entanto, a maioria das vídeo.crianças não referiu ter ficado incomodada ou  Os adolescentes mais velhos têm quatroperturbada no seu uso do online. vezes mais probabilidades do que as crianças  Os riscos não são necessariamente mais novas de ter visto pornografia online ouexperienciados pelas crianças como offline e as imagens sexuais que viram online sãodesconfortáveis ou nocivos. Por exemplo, uma mais explícitas. Contudo, as crianças maisem cada oito crianças respondeu já ter visto ou novas sentem-se mais incomodadas ourecebido imagens de cariz sexual online mas perturbadas por imagens sexuais online.isso só constituiu uma experiência nociva para  53% das crianças que ficaramalgumas. incomodadas por ver imagens sexuais online  Pelo contrário, ser alvo de bullying falaram disso a alguém da última vez que issoonline através de mensagens desagradáveis ou aconteceu – 33% disseram a um amigo, 25%prejudiciais é um risco bastante mais raro, vivido disseram ao pai ou à mãe. Contudo, 25% apenaspor uma em cada 20 crianças, mas o risco que as deixaram de usar a internet por uns tempos eparece incomodar mais. poucos mudaram as suas definições de filtros ou  Mais ainda, apenas uma em cada 12 contactos.crianças encontrou-se offline com umcontacto online, e este risco tambémraramente apresenta uma consequência Bullyingdanosa, segundo as crianças.  Em relação ao bullying online, 6% das  Os rapazes, sobretudo adolescentes, crianças dos 9 aos 16 anos já recebeuestão mais expostos a imagens sexuais online, mensagens maldosas ou desagradáveis, e 3%enquanto as raparigas adolescentes têm um enviaram esse tipo de mensagens. Mais de
  • 3. metade das que receberam mensagens de uma em nove das que foram a um dessesbullying ficaram bastante ou muito incomodadas. encontros) ficou incomodada com o encontro. Uma vez que 19% foram vítimas de  Apesar de as crianças de 9 e 10 anosbullying online e/ou offline (comparados com 6% terem menos probabilidade de ter encontradoonline), e 12% exerceram bullying sobre outra offline pessoas que conheceram online, têm maiorpessoa no último ano (comparados com 3% probabilidade de ter ficado incomodadas com oonline), parece ocorrer mais bullying offline do que aconteceu (31% dos que foram a umque online. encontro). A maioria das crianças que recebemmensagens online maldosas ou desagradáveis Outros riscospediu apoio a alguém: apenas um quarto nãofalou a ninguém. Seis em cada dez usaram  O segundo risco mais comum é atambém estratégias online – apagar mensagens exposição a conteúdos potencialmente nocivosofensivas ou bloquear o agressor, medida vista criados por utilizadores. 21% dos jovens de 11 apelas crianças como eficaz. 16 anos já foram expostos a um ou mais tipos desses conteúdos: de ódio (12%), pró- anorexia (10%), auto-mutilação (7%); consumo‘Sexting’ de drogas (7%); e suicídio (5%). 15% dos jovens de 11 a 16 anos  9% das crianças dos 11 aos 16 anosreceberam de amigos “mensagens ou imagens foram vítimas de usos indevidos dos seusde cariz sexual ... [ou seja] falar sobre ter sexo dados pessoais – password (7%), informaçãoou imagens de pessoas nuas ou a ter relações pessoal (4%), e fraudes monetárias (1%).sexuais”, e 3% diz ter enviado ou colocado  30% dos jovens de 11 aos 16 anosonline conteúdos desse tipo. declaram uma ou mais experiências ligadas ao Dos que já receberam mensagens uso excessivo da internet, situação quedestas, quase um quarto ficou incomodado por acontece ‘bastante’ ou ‘muito frequentemente’isso. Mais, dos que ficaram incomodados, quase (por exemplo, negligenciando amigos, trabalhometade ficou bastante ou muito perturbado. Por escolar ou sono).isso, de uma maneira geral, um oitavo dos quereceberam essas mensagens (cerca de 2% detodas as crianças) ficou bastante ou muito Diferenças entre paísesperturbado com as mensagens de cariz sexual.  Comparando os países, a exposição a Entre os que ficaram incomodados pelo um ou mais riscos inclui cerca de seis em dez‘sexting’, cerca de quatro em dez bloqueou a crianças na Estónia, Lituânia, Noruega,pessoa que lhes enviou as mensagens (40%) República Checa e Suécia. Encontrou-se umae/ou apagou as mensagens indesejadas (38%). menor incidência de risco na Turquia, em PortugalNa maioria dos casos, a criança declarou que e na Itália.esta acção ajudou a situação. Estas reacções  As crianças têm mais probabilidade deconstrutivas poderiam ser encorajadas entre mais dizer que foram incomodadas ou perturbadas porcrianças. alguma coisa da internet na Dinamarca (28%), Estónia (25%), Noruega e Suécia (23%) eConhecer offline pessoas Roménia (21%); têm menor probabilidade de dizer o mesmo na Itália (6%), em Portugal (7%) e naconhecidas online Alemanha (8%). A actividade de risco online mais  Quanto mais as crianças de um paíscomum declarada pelas crianças é comunicar usam a internet todos os dias, mais dizem já tercom novas pessoas que não conhecem cara-a- encontrado um ou mais riscos. Contudo, maiscara. 30% das crianças europeias dos 9 a 16 uso também traz mais oportunidades e, semanos que usam a internet já comunicaram com dúvida, mais benefícios.alguém que não conheciam cara-a-cara, uma  São as crianças da Lituânia, Repúblicaactividade que pode ser arriscada mas que Checa, Estónia, França e Suécia que declaramtambém pode ser divertida. uma maior gama de actividades online, enquanto É muito mais raro que as crianças se as da Irlanda e da Turquia declaram menos. Porencontrem offline com pessoas que conheceram outras palavras, o uso da internet acarreta tantoonline. 9% das crianças encontraram-se offline riscos como oportunidades, e a sua separaçãocom pessoas que conheceram online no não é fácil de traçar.último ano. 1% de todas as crianças (ou seja,
  • 4. Conhecimento dos pais  A maioria dos pais (85%) confia no seu papel, sentindo que pode ajudar a criança se esta Os pais de crianças que já viveram um encontrar algo que a incomode online. Os paisdos riscos apontados não se apercebem confiam também na capacidade da criança parafrequentemente disso: lidar com coisas online que a possam incomodar  40% dos pais cujos filhos já viram (79%), e 15% afirma que exercem uma mediação imagens sexuais online afirmam que eles não de forma diferente devido a algo que incomodou a as viram; criança no passado.  56% dos pais cujos filhos receberam  Dois terços das crianças (68%) pensa mensagens desagradáveis ou prejudiciais que os seus pais sabem muito ou bastante online respondem que eles não as receberam; sobre o uso da internet dos mais novos. Contudo, 29% dizem ignorar um pouco os  52% dos pais de crianças que receberam seus pais e 8%, ignorá-los bastante. mensagens sexuais declaram que elas não as receberam;  Menos de metade (44%) das crianças pensa que a mediação parental limita o que fazem  61% dos pais cujas crianças se online, com 11% a dizer que limita bastante as encontraram offline com um contacto online suas actividades. Os jovens de alguns países desconhecem esse facto. sentem-se bastante mais restringidos pela Ainda que a incidência destes riscos mediação parental (por exemplo na Turquia,afecte um pequeno número de crianças em cada Irlanda e Bulgária) do que de outros (por exemplo,caso, destaca-se o elevado nível de Hungria e Países Baixos). 15% prefeririam que osdesconhecimento dos pais. seus pais fizessem um pouco ou bastante mais, e 12% preferiria que os seus pais fizessem menos em relação ao seu uso da internet.  Muitos pais (73%) acreditam que não é muito provável que o seu filho encontre algo que oMediação parental incomode nos próximos seis meses. A maioria dos pais declara falar comos filhos sobre o que estes fazem na internet Outras fontes de conselhos(70%) e ficar por perto quando a criança está autilizar a internet (58%). Mas, segundo as sobre segurançacrianças, um em cada oito pais (13%) parece  Cerca de metade das crianças pensanão fazer nenhuma das formas de mediação que os seus professores se envolveram com oque lhe foram perguntadas. seu uso da internet na maioria das perguntas Mais de metade dos pais tem uma sobre mediação na escola; 73% afirmam queintervenção positiva, como sugerir à criança como os professores fizeram pelo menos uma formase comportar com outros quando se está online de mediação activa questionada.(56%), falar sobre coisas que a podem incomodar  As diferenças de idade merecem(52%), e tê-la ajudado quando surgiu algum atenção: o envolvimento dos professores comproblema (36%). o uso da internet é menor entre as crianças de Os pais também restringem a partilha de 9 e 10 anos.informação pessoal das crianças (85%), a partilha  Há um grau razoável de variaçãode conteúdos (63%) e os downloads (57%). nacional no papel desempenhado pelos Metade dos pais verifica mais tarde a professores, dos 97% de professores na Noruegautilização da internet do seu filho, sendo esta a que se envolvem com a utilização da internet pelaestratégia menos frequente, em comparação com criança a um mínimo de 65% na Itália.o apoio positivo, as orientações de segurança ou  Três quartos (73%) das crianças dizemcriação de regras sobre o uso da internet. que os seus pares os ajudaram ou apoiaram no O uso de ferramentas técnicas de seu uso da internet pelo menos em uma das cincosegurança é relativamente baixo: pouco mais formas perguntadas.de um quarto dos pais bloqueia ou filtra sites  Os pares têm maior probabilidade de(28%) e/ou monitoriza os sites visitados pelo mediar de uma forma prática, ajudando-se unsseu filho (24%). aos outros a fazer ou a descobrir algo quando Crianças e pais consideram a mediação surge uma dificuldade.parental útil, especialmente as de 9 a 12 anos.  44% das crianças declaram ter recebido alguma orientação sobre uso seguro
  • 5. da internet dos seus amigos, e 35% diz que  À medida que o uso da internet se tornatambém deu conselhos a amigos. mais personalizado, o papel de pais e dos Comparando os países sobre fontes professores torna-se mais difícil. Isto coloca umade conselhos de segurança online, parece que maior responsabilidade na indústria para gerira maior parte do aconselhamento é recebida a natureza dos riscos que as crianças encontram,dos pais (63%), depois dos professores (58%) e para garantir que têm as ferramentas de quee depois dos pares (44%). precisam para os evitar ou para lidar com os danos. Também onera as crianças com uma No entanto, para os adolescentes mais maior responsabilidade pela sua própriavelhos e para as crianças de lares com estatuto segurança. Assim, as mensagens de segurançasócio-económico mais baixo, o aconselhamento na internet deveriam procurar promover ados professores supera o dos pais. confiança, a resistência e as competências de Outros familiares (47%) são geralmente cidadania digital entre as crianças.tão importantes como os pares a oferecer  Os esforços da indústria para apoiarconselhos às crianças para uma utilização segura conteúdos positivos bem como a segurança nada internet. internet devem aperfeiçoar-se. As ferramentas A informação recebida pelas crianças técnicas para bloquear, relatar e filtrar devempelos tradicionais media de massas (20%) vem também ser pedras angulares das políticas dadepois, com as fontes online a serem usadas indústria para protecção das crianças, havendoainda menos (12% obtiveram conselhos de necessidade de aumentar o conhecimento sobresegurança em websites). esses mecanismos e de melhorar a sua Os pais obtêm conselhos sobre acessibilidade e usabilidade para ajudar umasegurança na internet sobretudo da família e de melhor adopção por pais e crianças.amigos (48%), depois dos media tradicionais  As crianças também devem ser(32%), da escola dos filhos (27%), dos encorajadas a assumir responsabilidade pela suafornecedores de internet (ISP) (22%) e dos sites própria segurança, tanto quanto possível com um(21%). foco no empowerment, enfatizando um Apenas cerca de 9% dos pais afirma comportamento responsável e a cidadania digital.não querer mais informação sobre segurança  Já que muitas crianças não declaram terna internet. Muitos pais querem bastante mais encontrado os riscos inquiridos, com ainda menosinformação sobre segurança na internet do a declarar ter sido incomodadas ou perturbadasque a que recebem da escola dos filhos e, em pelas suas experiências online, as futurasmenor grau, de produtores e distribuidores. políticas de segurança deverão endereçar recursos e orientação para onde sãoImplicações para as políticas particularmente necessárias – especialmente para crianças mais novas que utilizam a internet. NaOs resultados têm implicações para vários verdade, é vital um novo foco para as políticas,agentes envolvidos na segurança de crianças e para aumentar a consciencialização e para que asjovens na internet: medidas de apoio traçadas se adeqúem às A prioridade para aumentar a necessidades de utilizadores da internet muitoconsciencialização dos pais deveria ser alertá-los mais novos, especialmente por escolas primárias.para a natureza dos riscos que os filhos podem  O treino de competências digitaisencontrar online, encorajando ao mesmo tempo o precisa de uma ênfase e de uma actualizaçãodiálogo e uma melhor compreensão de parte a contínuas, em termos de formação, departe em relação às actividades online dos jovens. dispositivos de segurança e de aplicações, para Os pais prefeririam obter informação garantir que todas as crianças alcancem um nívelsobre segurança na internet em primeiro lugar da básico mínimo e para evitar que existam criançasescola do filho, por isso mais esforços deveriam digitalmente isoladas e incompetentes. Este treinoser conduzidos pelo sector educativo. Contudo, deveria também procurar alargar a gama deuma vez que o uso que os pais e as crianças actividades desenvolvidas pelas crianças, já quefazem das ferramentas da indústria (como muitas fazem um uso limitado das oportunidadesinformação de segurança online, filtros, botões de criativas online.relato de abusos etc) é relativamente baixo, a  Mais ainda, já que menos de metade dasindústria deveria promover uma maior crianças e jovens de 9 a 16 anos declara estarconsciencialização pública, confiança e facilidade muito satisfeito com o nível de provisão online dede uso. que dispõe, com um valor ainda mais baixo entre crianças mais novas, há uma responsabilidade de
  • 6. todos os agentes para assegurar uma maiordisponibilidade de conteúdos positivosadequados à idade para as crianças,especialmente em comunidades linguísticaspequenas.Notas sobre metodologia Este relatório é resultado do trabalho darede EU Kids Online, coordenada pela LSE, comequipas de investigação e consultores destakeholders em cada um dos 25 países e umpainel consultivo internacional. Os resultados iniciais deste relatórioforam apresentados no Safer Internet Forum nodia 21 de Outubro de 2010. O presente relatórioapresenta os resultados completos do inquéritopara os 25 países. Os países incluídos no EU Kids Onlinesão: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre,Dinamarca, Eslovénia, Espanha, Estónia,Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália,Lituânia, Noruega, Países Baixos, Polónia,Portugal, Reino Unido, República Checa,Roménia, Suécia e Turquia. A menos que ospaíses estejam especificados, os resultados sãomédias ponderadas por todos os países. Reconhece-se que é particularmentedifícil medir os aspectos privados ou perturbantesdas experiências da criança. O inquérito foiconduzido nas suas casas, numa entrevista cara-a-cara. Incluiu uma secção de auto-preenchimento para perguntas sensíveis paraevitar que fossem ouvidas pelos pais, por outrosmembros da família ou pelo entrevistador. Para detalhes completos dametodologia do projecto, materiais, relatóriotécnico do trabalho de campo e ética dainvestigação, consulte www.eukidsonline.net.
  • 7. Uso excessivo da internetPORTUGAL EE 50 PT 49 BG 44 78% das crianças portuguesas entre 9 e 16 IE 43 anos usam a internet. UK 43 As crianças e jovens portugueses estão ES 42 entre as crianças europeias que acedem NO 41 mais à internet nos seus quartos (67%) do CY 40 que noutros lugares da casa (26%), uma DK 36 diferença mais acentuada do que a média SE 35 europeia (respectivamente 49 e 38%). EL 33 Portugal é um dos países com menor RO 33 incidência de riscos, abaixo da média CZ 31 europeia (12%): apenas 7% das crianças e FR 30 jovens declarou já se ter deparado com riscos como pornografia, bullying, mensagens de NL 29 cariz sexual, contacto com desconhecidos, BE 28 encontros offline com contactos online, SI 26 conteúdo potencialmente nocivo gerado por FI 26 utilizadores e abuso de dados pessoais. TR 25 Contudo, Portugal é um dos países onde LT 25 mais crianças e jovens declaram já ter AT 24 sentido bastantes vezes que estavam a fazer PL 23 um uso excessivo da internet (49%), muito DE 21 acima da média europeia (30%). HU 20 Apenas 13% crianças e jovens declaram ter IT 17 visto imagens sexuais em sites, e apenas ALL 30 4% dos pais acham que os filhos já as 0 20 40 60 80 100 encontraram. Crianças (11-16 anos) que experienciaram uma ou Entre as crianças e jovens que viram mais formas de uso excessivo da internet, por país, imagens sexuais, uma em quatro declara ‘muito ou bastante frequentemente’ (%) ter ficado incomodada com isso. O risco de bullying online foi referido Que coisas na internet podem incomodar apenas por 2% das crianças e jovens, sendo pessoas da tua idade? menor do que o ocorrido presencialmente (9%), e ambos estão abaixo da média europeia (respectivamente 6 e 19%). “O excesso de violência, de pornografia, Entre as crianças e jovens, 5% respondeu já de produtos comerciais totalmente ter ido a encontros com pessoas que incomodativos e penso que a União Europeia devia usar o seu poder a nível conheceu online e 16% diz manter informático para bloquear sites que todos contactos com essas pessoas, abaixo da nós conhecemos onde podemos média europeia, respectivamente 9% e 30%. encontrar estes conteúdos.” (rapaz, 15 59% das crianças e jovens têm um perfil anos) numa rede social. Destas, 34% tem até 10 contactos e 25% até 50. Entre os jovens “Nas minhas redes sociais aparecer uma utilizadores de redes sociais, 25% tem o perfil pessoa que eu não conheço a falar público, enquanto 7% partilham a morada ou comigo e ameaçarem-me ou também número de telefone (estão entre os que adicionarem como amigo sem saberem menos o fazem em comparação com as quem eu sou, só me adicionarem só por crianças europeias). conhecerem um amigo meu por exemplo, mas não quer dizer que seja só isto que me incomoda.” (rapariga, 10 anos) www.eukidsonline.net www.fcsh.unl.pt/eukidsonline

×