República da Espada

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República da Espada

  1. 1. A República da Espada Ideologia Republicana <ul><li>República brasileira  aliança entre o café e a espada. </li></ul><ul><li>Café  cafeicultores de São Paulo </li></ul><ul><li>Espada  militares do exército </li></ul><ul><li>Uma aliança antes de tudo tática, em busca de interesses comuns  o inimigo era o mesmo  o império. </li></ul><ul><li>vencido o império, aflorou as diferenças, pois o projeto </li></ul><ul><li>político republicano era bem diferente. </li></ul><ul><li>Após o 15 de novembro, a instituições estão em </li></ul><ul><li>processo de gestação, portanto aceitou-se os militares. </li></ul><ul><li>O contra golpe da monarquia era temido. A espada </li></ul><ul><li>precisava ficar em punho. (1889 – 1894) </li></ul>
  2. 2. Os três projetos de república <ul><li>Uma república liberal  defendida pelos cafeicultores </li></ul><ul><li>de São Paulo. Organizados no PRP – Partido </li></ul><ul><li>Republicano Paulista, apoiados por várias oligarquias, </li></ul><ul><li>Brasil a fora. </li></ul><ul><li>Nesse momento histórico, São Paulo enriquecido, pretendia uma forma de governo descentralizada em um modelo federativo. “Administrar o que é nosso” derrubando o centralismo do império. </li></ul><ul><li>A república liberal deveria fundar-se no ideal norte- americano e nos princípios de federação  autonomia aos estados membros e os ideais de John Locke (1704) </li></ul><ul><li>A soma dos interesses individuais faz o interesse público. </li></ul>
  3. 3. Os diferentes projetos republicanos <ul><li>1889 foi a confluência de alguns sonhos, uma alternativa histórica excepcional para o Brasil, “ a possibilidade de se criar um regime fundado na soberania popular, no exercício pleno da cidadania ampliada”. </li></ul><ul><li>Seria a primeira grande mudança de regime político após a independência. Pois a monarquia sempre viveu à sombra do poder moderador. </li></ul><ul><li>A soberania popular só se faz baseada na vontade popular. </li></ul><ul><li>Vários setores populares sonhavam com a república, mesmo não tendo estes participado da festa. </li></ul>
  4. 4. República liberal <ul><li>O seu ideário seria um sistema de livre competição e liberdades individuais, a separação dos três poderes, a instauração de eleições e a separação entre Igreja e Estado. </li></ul><ul><li>Essa república que nasce no final do XIX, entendia que o poder público era um mero acessório ao poder privado. Esse princípio marcou a (RV) com um caráter de classe, incomparável com os dias atuais. </li></ul>
  5. 5. Uma república jacobina <ul><li>Pelo menos na teoria. Os jacobinos foram considerados radicais para o seu tempo histórico, e a república brasileira nascia falando e se espelhando na (RF). </li></ul><ul><li>Os setores sociais que mais defendiam essas idéias eram os comerciantes, profissionais liberais, setores urbanos intelectualizados. </li></ul><ul><li>Esses setores rejeitavam a monarquia pelo seu imobilismo, pela sua ligação com o escravismo e principalmente por impedir a participação desse na vida pública  voto censitário </li></ul><ul><li>Esses setores defendiam as idéias de Rousseau. </li></ul>
  6. 6. República positivista <ul><li>Partia da condenação à monarquia, vista como um impedimento à evolução da humanidade . </li></ul><ul><li>A idéia de progresso alinhavada com a ordem, daí o grande papel do Estado. </li></ul><ul><li>Uma ditadura republicana  sustentava o ideário positivista. </li></ul><ul><li>A bandeira positivista estava impregnada de valores como o exercício da disciplina e da obediência ao serviço da pátria. </li></ul><ul><li>No ideal positivista o Estado e seus líderes protegem os cidadãos. </li></ul>
  7. 7. Governo provisório – Deodoro da Fonseca <ul><li>O governo provisório deveria conduzir o país até que a nova constituição fosse redigida. E as células da república organizada  Esse caráter provisório deu a Deodoro o apoio dos cafeicultores de SP. </li></ul><ul><li>Deodoro se cercou de positivistas, o que desagradava os cafeicultores. </li></ul><ul><li>Deodoro era um oficial militar ‘troupier’  não tinha grande formação acadêmica, sua experiência era no campo de batalha  acostumado a dar ordens  um verdadeiro autoritário no comando da república. </li></ul><ul><li>O seu autoritarismo, inviabilizou qualquer tipo de acordo com o grupo dos cafeicultores  a falta de habilidade política teve conseqüências nefastas, para a jovem república. </li></ul>
  8. 8. As medidas implementadas por Deodoro <ul><li>Fim da constituição de 1824, e do poder legislativo imperial em todas as suas instâncias. </li></ul><ul><li>Banimento da família imperial. </li></ul><ul><li>Separação entre Estado e Igreja. </li></ul><ul><li>Projeto de naturalização. </li></ul><ul><li>Convocou eleições para uma assembléia constituinte. </li></ul><ul><li> Nomeação de Rui Barbosa para o ministério da fazenda. </li></ul><ul><li> Essa medida foi importante, pois o ministro era um industrialista, essa prerrogativa o colocava lado a lado com os positivistas. </li></ul><ul><li> Primeira vez na história que o Brasil pensava em se industrializar. </li></ul><ul><li> Rui Barbosa emite uma grande quantidade de papel moeda, para investir na indústria, tendo em vista que não temos crédito. </li></ul>
  9. 9. O Governo constitucional de Deodoro da Fonseca (1891) <ul><li>Logo após a promulgação da nova constituição as elites davam por encerrada a participação dos militares, criticavam a desastrosa política econômica e apregoavam o retorno dos militares aos quartéis. </li></ul><ul><li>Os passos seguintes de Deodoro foram catastróficos: </li></ul><ul><li> retardou o máximo as eleições; </li></ul><ul><li> sabotou de todas as maneiras o candidato dos </li></ul><ul><li>cafeicultores, Prudente de Morais. </li></ul><ul><li>Os cafeicultores articularam um candidato a vice, ligado ao exército, cujo o nome foi muito bem aceito entre os deputados eleitores, o marechal Floriano Peixoto. </li></ul><ul><li>Surpreendentemente Peixoto foi o mais votado entre todos os candidatos. (foi eleito vice.) </li></ul>
  10. 10. Novo governo, velhos erros <ul><li>Governo provisório  “ditadura consentida” </li></ul><ul><li>Governo constitucional  período de legalidade, o governo deveria se submeter ao congresso, controlado pelos cafeicultores. </li></ul><ul><li>Os choques foram inevitáveis, eclodiu a primeira grande crise política na república brasileira. </li></ul><ul><li>Velhos erros  Deodoro nomeia o barão de Lucena como ministro da fazenda.  o barão era ligado a monarquia e gerou descontentamento no exército, último reduto de Deodoro. </li></ul><ul><li>Essa nomeação gerou uma grande ira nos cafeicultores.  cresceu a oposição no congresso e Deodoro decreta estado de sítio. </li></ul>
  11. 11. A reação das oligarquias <ul><li>Vária frentes se formaram contra Deodoro. </li></ul><ul><li>Prudente de Moraes, Campos Sales e outros escapam da prisão  articulam uma ação com o respaldo de MG, PE, RG esse último pegando em armas. </li></ul><ul><li>O exército rompe com Deodoro e apóia o marechal Floriano Peixoto. </li></ul><ul><li>O ultimo suspiro de Deodoro se deu diante da greve da Central do Brasil, primeira grande greve política da história do Brasil. </li></ul><ul><li>Ao mesmo tempo a marinha se revolta e aponta os canhões de seus navios para a cidade do RJ. </li></ul><ul><li>Renúncia de Deodoro. </li></ul>
  12. 12. O governo de Floriano Peixoto (1891-1894) <ul><li>Apoiado por muitos, devido ao autoritarismo de Deodoro  uma ameaça à república. </li></ul><ul><li>O enigmático e silencioso Floriano  “ A Esfinge” </li></ul><ul><li>Um presidente popular  e com grandes inimigos. </li></ul><ul><li>Floriano se mostrou um político hábil  uniu em torno de si republicanos radicais e positivista. </li></ul><ul><li>Como um bom militar usou do autoritarismo, dentro dos limites da constituição. </li></ul><ul><li>Para agradar setores tão opostos, tomou medidas de cunho sociais/populares e modernizadoras. </li></ul><ul><li>Ganhou também o apoio dos cafeicultores  republicanos liberais. </li></ul><ul><li>Floriano  a volta a normalidade  o congresso restabelecido e governadores trocados. </li></ul>
  13. 13. Medidas econômicas e populares de Floriano <ul><li>Reduziu os preços dos alugueis populares. </li></ul><ul><li>Demoliu cortiços, construções populares, suspendeu a cobrança do imposto sobre a carne e combateu a especulação. </li></ul><ul><li>Eram medidas inéditas em um Brasil arcaico  O Brasil de Floriano era o RJ  parecia um estranho no resto do Brasil. </li></ul><ul><li>Floriano era um paternalista, e como tal excluía o povo. </li></ul><ul><li>As classes subalternas não possuíam um projeto político próprio  fruto do paternalismo. </li></ul><ul><li>“ Paternalismo  combinado à sujeição agradecida, um estilo governamental que seria muito aprimorado posteriormente, esvaziando qualquer ação política de maior envergadura e duração.” (característica da República Velha) </li></ul>
  14. 14. A economia no governo Floriano <ul><li>Grande estímulo a indústria  linha de crédito </li></ul><ul><li>As leis alfandegárias foram revistas  protecionismo. </li></ul><ul><li>Combate à inflação, a falta de crédito, e o descontrole econômico-financeiro. </li></ul><ul><li>Sofreu com a oposição financeira  exerceu o nacionalismo exacerbado em pronunciamentos e atos. </li></ul><ul><li>Agradou a xenofobia republicana radical. </li></ul><ul><li>A xenofobia contribuiu para a unidade da jovem nação brasileira, escamoteando as desigualdades e as diferenças sócio-políticas. </li></ul><ul><li>O apoio que tinha dos cafeicultores era frágil, e dependia das condições econômicas. </li></ul>
  15. 15. A oposição a Floriano <ul><li>Argumento da inconstitucionalidade de seu governo. Ele não poderia governar, pois Deodoro só permaneceu no poder 9 meses, o que iria contra a constituição. </li></ul><ul><li>Uma parte do exército, se respaldando nesse argumento pediu seu afastamento e realização de novas eleições. </li></ul><ul><li>A reação do presidente foi pronta e dura como manda o regimento militar  afastamento e cadeia para os insubordinados. </li></ul><ul><li>O positivismo no Rio Grande do Sul. </li></ul>
  16. 16. A oposição do Rio Grande <ul><li>Crise política do RG respinga em Floriano </li></ul><ul><li> Júlio de Castilhos (positivista) X Partido Federalista </li></ul><ul><li> Apoio de Floriano a Júlio de Castilho provocou reações em grupos opositores ao governo federal. Os federalistas defendiam um regime central forte, com um regime parlamentarista. </li></ul><ul><li>Maragatos X “pica-paus”  Revolução federalista ganhou outro colorido com a revolta da armada em setembro de 1893. </li></ul><ul><li>A marinha sublevou-se na baia de Guanabara, repetindo a revolta de 1891. </li></ul><ul><li>Esse ato encorajou os federalistas do RG, que avançaram rumo ao Paraná e Santa Catarina. </li></ul>
  17. 17. O fim da República da Espada <ul><li>Floriano derrota a marinha e os federalistas no RG, enquanto aproxima-se as eleições. </li></ul><ul><li>Os paulistas, fieis ao presidente, preparavam o seu sucessor, naquela que foi a primeira eleição através do voto direto da república brasileira. </li></ul><ul><li>O republicano histórico Prudente de Morais, foi escolhido candidato dos cafeicultores  iniciava-se aí, o primeiro governo civil da rep. brasileira. </li></ul><ul><li>O governo de prudente significou o fim da república da espada. </li></ul><ul><li>Foi a vitória também do projeto paulista, de uma república liberal. </li></ul><ul><li>Como hipótese mais aceita dentro da historiografia, para explicar a derrota de positivistas e radicais jacobinos, está a ausência de uma base de classe significativa para viabilizá-lo. </li></ul><ul><li>O republicanismo radical também sucumbiu diante da falta de apoio. </li></ul>
  18. 18. O projeto vitorioso <ul><li>Venceu, a república liberal dos cafeicultores paulista. </li></ul><ul><li>Mas essa república não vai ser nada democrática, se compararmos, com o seu modelo norte-americano. </li></ul><ul><li>No Brasil essa república perpetuou a injustiça social e os privilégios de uns poucos. </li></ul><ul><li>E no mais, a essência de uma república é o voto, e esse era para poucos no Brasil. </li></ul><ul><li>Inaugura-se com Prudente de Morais a república oligárquica controlada pelos cafeicultores. O povo continua à margem do processo. Ora subserviente, ora violento. </li></ul>

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