Embocadurapalhetaesuperagudosno saxofone

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  • 1. Embocadura, Palheta eSuperagudos  no Saxofone STUDIO NOBRE GRAVANDO COM QUALIDADE
  • 2. As diferentes embocaduras do SaxOlá leitor. Meu nome é Ivan Meyer, e a partir de hoje serei responsável por esta coluna deSax aqui no Cifra Club. Espero poder trazer muitas novidades e conhecimento, divulgar astécnicas sobre este instrumento com toda segurança pra vocês!Vamos falar nesta Dica Técnica de um dos assuntos mais polêmicos para os saxofonistas: atal da "embocadura certa". Cada músico possui boca, arcada dentária, cavidade bucal elábios diferentes, além da variedade de boquilhas e palhetas. Tudo isso influencia nasembocaduras. Tentamos encaixar a boquilha em nossa boca e, dependendo de nossoslábios, arcada dentária e cavidade bucal, vamos ter respostas diferentes, de acordo com aposição da boquilha na boca.Há várias maneiras de se colocar a boquilha na boca. Essa maneira específica é por nóschamada de embocadura. Existem vários tipos de embocaduras, como também hádiferentes boquilhas e palhetas. Temos que formar um conjunto equilibrado e único paranosso próprio uso. O mesmo conjunto (embocadura, boquilha e palheta) não funciona bemcom outro saxofonista e vice-versa, justamente pela diversificação de lábios, arcadasdentárias e cavidade bucal.A confusão sobre qual a melhor palheta, boquilha ou embocadura a ser usada pelosaxofonista é também comum em outros instrumentos de sopro, como o clarinete, flautatransversal, trompete, trombone, oboé, etc. Isso porque somos diferentes e temosrespostas diferentes ao que somos expostos.Podemos classificar a embocadura do sax em dois grupos básicos: alguns saxofonistasadotam o apoio dos dentes superiores na boquilha e outros não, sendo que cada um dosestilos tem suas próprias variantes.Não estou afirmando que devemos ter maneiras diferentes de fazer a embocadura, mas simfalando que, em minha experiência como professor aqui e fora do Brasil, pude observar asdiversas embocaduras adotadas pelos saxofonistas, profissionais ou amadores, e cada tipotem suas qualidades.A diferença básica entre os dois tipos de embocadura é: O apoio dos dentessuperiores na boquilhaUma corrente de saxofonistas adota e usa o apoio dos dentes. Outros, em vez de usar odente, utilizam o lábio para dar firmeza à embocadura, o que não acontece, pois o lábio nãotem a consistência de um dente.Você deve estar se perguntando: qual é a melhor embocadura? Se você tem essa dúvida, éporque ainda está usando o lábio. Quem usa o apoio dos dentes não tem essa dúvida! Vejaa figura abaixo.
  • 3. A grande confusãoA confusão começou há muito tempo, quando o Brasil era escasso em métodos e bonsprofessores. Havia (e existe até hoje) um método importado que eu não vou citar, é claro ,um dos mais conhecido para saxofone, adotado pelas escolas , conservatórios e igrejasevangélicas. Sua explicação de como se fazer a embocadura é um absurdo, uma aberraçãomusical, embora tenha exercícios escritos que são gostosos de executar.Quantos músicos tiveram arruinada a sua carreira pelo uso deste "método" de se fazer aembocadura sem o uso dos dentes superiores no apoio da boquilha? Ele indica somente oapoio dos lábios superiores e inferiores voltados para dentro, seguido de um golpe seco coma língua para fazer vibrar a palheta e produzir o som com a sílaba "tu". Que falta deinformação! Veja a Figura 2.Professores que confiaram nesse método não tiveram e nunca teriam a intenção de ensinarerrado. Simplesmente, eles não conhecem outra maneira de fazer embocadura, e isso émuito triste.Que fique claro que minha intenção é ajudar a mudar esse quadro em nosso país. Para isso,precisamos se conscientizar do problema e, principalmente, como tratá-lo. Posso afirmar,
  • 4. porém, que é crescente o número de saxofonistas que adotam e mudam sua embocadurapara o apoio dos dentes. Prova disso são os novos saxofonistas evangélicos, com destaqueem bandas gospel, todos eles donos de uma ótima técnica e sonoridade.Como deve ser a embocadura?O uso dos lábios é aconselhável somente para quem não tem os dentes superiores oupossui algum tipo de ponte móvel ou algum outro problema com a raiz do dente. Consulteum dentista e mostre o seu problema em relação à boquilha. Se necessário, peça ao seuprofessor para conversar com o dentista para expor como é feito esse apoio dos dentes naboquilha ou mostre esta matéria com os desenhos das embocaduras, pois isto pode ajudá-lo a encontrar uma solução para seu problema. Não é necessário morder a boquilha e,mesmo que você use uma dentadura, ponte móvel ou dente postiço, isso não éimpedimento para o uso da embocadura de apoio com os dentes. Esse apoio só deverá serevitado caso venha trazer algum dano à sua saúde. Sem esses sintomas, você deve usar oapoio dos dentes superiores na boquilha.Caso venha sentir algum tipo de dor, consulte seu dentista pois isso não é normal, e vocêpode estar com algum problema.Posição da boquilha na bocaRepare que vários saxofonistas conhecidos têm a boquilha mais para a esquerda ou direitae não necessariamente no centro, onde sentem mais firmeza no apoio dos dentes. Muitasvezes, essa sensação é ocasionada pela diferença de altura entre os dentes frontaissuperiores.Uma seção de limagem no dentista, para tirar a diferença de altura, pode ser a solução paraapoiar a boquilha em ambos. Contudo, é sabido que usá-la mais para um lado ou para ooutro não traz conseqüências para o saxofonista. O que não pode acontecer é o saxofonistaficar trocando de lado a toda hora. Devemos encontrar o melhor apoio, aquele com o qualvocê se sinta confortável. Assim, seu organismo cuidará de desenvolver os músculos maisusados na embocadura, como mostra a Figura 3.
  • 5. Apoiando os dentes superiores na boquilhaQuando somente usamos os lábios para segurar a boquilha em nossa boca, sem o uso dosdentes superiores, a afinação fica seriamente comprometida em passagens rápidas ou deintervalos distantes, e o músico não tem domínio dos graves e tampouco dos agudos, poisnão trabalha os harmônicos, que necessitam da precisão de abertura feita com o apoio dosdentes (tanto para os graves como para os agudos). Desse modo, a sonoridade é pequenae a resistência superbaixa. Se, ainda assim, o músico tira um som bonito, não se engane! Oefeito dura pouco, pois o lábio não tem resistência para manter o som ou segurar aafinação.O atrito com os dentesRepare naquelas boquilhas de massa ou metal em que, no lugar de contato da boquilha como dente, existe outro material (geralmente uma resina protética). Isso evita que o atrito dodente com a boquilha origine um furo no local de apoio. As boquilhas de massa que seguemessa corrente de embocadura têm uma resina diferente, de vez em quando com cordiferente também, que garante a vida útil do acessório. O processo é o mesmo para asboquilhas de metal, caso contrário o atrito entre o metal e o dente destruiria o dente. Nessecaso, é melhor substituir a resina da boquilha do que perder o dente; o desgaste do denteem contato com o metal pode chegar até a raiz e danificá-lo.Não tenha medo de mudar ou experimentar. Você só vai crescer se tentar novos caminhos.Sei que, no começo, saxofonistas que usam somente o lábio têm receio de colocar osdentes superiores na boquilha. Geralmente, sentem cócegas ou arrepios. Pode-se colocarum pedaço de papel contact ou couro colado sobre a parte de apoio dos dentes, ou comprarem casas especializadas adesivos para este fim.Assim, criamos um tipo de amortecedor da vibração da boquilha. Depois, com o tempo,você se acostuma e poderá até tirá-lo.Sinto que ao colocar um contact ou couro na boquilha, alteramos o som dela para "maisaveludado". Outra dica interessante é colocar um pedacinho de pelica nos dentes inferiores,caso seus dentes sejam do tipo serrilha. Sem o atrito do lábio inferior com os dentesinferiores, você vai tocar por várias horas. Isso é comum entre os saxofonistas maisexperientes que no carnaval trabalham durante vários dias e horas e em condições que osobrigam a tocar muito forte. Quem já fez carnaval sabe do que estou falando....Mantendo o apoio dos dentesDevido ao fato de o contato do dente não estar sendo total, é preciso apoiá-lo com umapequena pressão para baixo. Neste caso, a altura da correia é fundamental. Se ela estiveralta, forçará o contato da boquilha com o dente, tirando todo o peso do sax sob o maxilarinferior e deixando-o livre para ter a precisão no controle de vibratos, harmônicos e todosos matizes do som.Mas, se apoiar o dente na boquilha e manter a correia baixa, com o tempo ou durante umaexecução, você poderá transferir por descuido o peso do sax para o maxilar inferior, ficandoimpedido de executar múltiplas funções. Isso é fatal. De nada adianta apoiar corretamenteos dentes e usar a correia baixa, pois assim você perderá o apoio dos dentes superiores naboquilha, além de estrangular toda a passagem de ar e diminuir o espaço entre a boquilha ea palheta, devido ao próprio peso do sax, que tem seu apoio mais no lábio inferior do quenos dentes superiores.Encontrando a altura certa da correiaColoque-se em pé com a coluna ereta. É preciso fazer com que o sax - preso na correia e naposição de tocar - venha em direção aos dentes superiores e não à altura do queixo. Casoisso aconteça, não abaixe a cabeça para fazer a embocadura, nem projete a coluna parafrente a fim de alcançar a boquilha. Lembre-se de levantar a correia, fazendo com que aboquilha encaixe embaixo dos dentes superiores, mantendo uma pequena pressão. Vocêterá sua garganta livre e aberta para a passagem do ar, e estará evitando o peso do saxsobre o maxilar inferior, o que tira seus movimentos e controle. O maxilar inferior é uma
  • 6. das peças mais importantes desse conjunto. Ele é responsável pelas impostações dosgraves e projeções dos agudos, vibrato e inflexões tonais.Teste do tudelEmbora simples, este teste é muito eficaz para saber se estamos com o apoio correto dosdentes. Para isso, basta pedir que alguém balance o tudel enquanto você toca: se suacabeça acompanhar o movimento do tudel como se fosse uma única peça, você estará coma embocadura certa. Porém, se balançarem o tudel ao tocar, a boquilha deslizar pelos seusdentes, desafinar ou perder o som, é sinal de que está faltando o apoio dos dentes. Quemdeve estar fazendo o papel de fixação é o lábio - e o lábio é mole, não fixa nada. Isso deveestar acontecendo por causa da correia baixa. Levante-a e ganhe firmeza no seu som.Como saber se sua embocadura está firmeToque uma música, escala cromática e uma nota longa. Enquanto isso, faça um grandecírculo com o sax. A cabeça deve acompanhar o movimento junto com o tronco. Com ocorpo e a cabeça se movendo de um lado para o outro, se você não perder a sonoridadenem tiver alte-rações no som, então podemos dizer que você está com a embocadura usadapelos grandes saxofonista. É lógico que ela dá trabalho para ser entendida, mas a diferençaestá justamente aí! É que ela dá "muito trabalho" para quem a usa, principalmente trabalhoem shows, trabalho em orquestras de bailes, trabalho em gravações, em acompanhamentode artistas, em escolas...Captou a mensagem? Dá um trabalho...Como saber se estamos tocando com a embocadura relaxadaÉ muito fácil: basta tocar a nota DO sem a chave de agudos ou registro (aquela que usasomente a mão esquerda). Quando ela estiver soando, você então aperta o maxilar contra apalheta e a sua nota DO vai virar um DO #. Caso isso não ocorra, é porque você está com aembocadura tensa (veja a Figura 4). Para corrigi-la, faça então o contrário.Toque a nota relaxando o maxilar, para fazer com que ela desça meio tom. Esta deverá sera sua posição de embocadura. Você deve afinar as outras notas da escala em relação a estanota relaxada, mantendo a afinação entre elas sem tensionar o maxilar. Desse modo, terámuito mais campo dinâmico e de inflexões tonais. Não se esqueça de nunca "bater a línguapara começar o som no sax. Você deve colocar o ar em movimento espiral por dentro dosaxofone emitindo a sílaba HOO (assim batizada pelo mestre Demétrio Lima, que é expertno assunto), utilizando somente o diafragma que colocara em movimento o ar parado,criando uma correnteza que projetará o seu som e na qual poderá articulá-lo à vontade,sem o perigo de engarrafá-lo dentro do sax. Caso não conheça esse processo, fiquetranqüilo, pois este será nosso próximo assunto.Agora, mãos à obra. Regule e acerte sua embocadura. Não custa nada tentar; se você nãotentar, não irá conhecer suas possibilidades sonoras.
  • 7. Como ajustar suas palhetasA principal tarefa da palheta é funcionar como uma válvula de ar que abre e fecha sobre aboquilha em várias velocidades. A freqüência dessa operação controla o timbre do som, e édeterminada pelo tamanho e formato da coluna de ar resultante da vibração. Considerando-se a formidável tarefa com que se confronta esse pequeno pedaço de bambu, nãosurpreende que tanto esforço seja despendido na sua seleção e ajuste, uma vez que apalheta é a responsável pela geração de som do saxofone.Ajustamento da palhetaÉ inútil gastar tempo ajustando uma palheta se o bambu não tiver sido amadurecidoapropriadamente. O teste simples, demonstrado a seguir, pode poupar considerávelesforço: Pressione com a unha do polegar a parte superior do corpo da palheta. Se omaterial resistir, o bambu é velho e superamadurecido. Se ele for macio e marcarfacilmente, ainda está verde. Uma leve marca que diminui com o fim da pressão indica umapalheta adequadamente envelhecida.Um outro excelente teste envolve o reconhecimento do arco de maturidade.Quando bem amadurecida, a palheta apresenta uma marca escura abaixo da superfície docorpo, se sua base for mergulhada em cerca de 3 cm de água por alguns minutos. Essamarca deverá ser de cor marrom alaranjada. Se apresentar uma cor amarelada, ou nãoaparecer marca alguma, a palheta deve ser deixada maturando por um ano ou mais antesde ser testada novamente.Se, após umedecer a parte posterior, como descrito acima, você soprar na borda maisgrossa da peça, pequenas bolhas aparecerão ao longo da lâmina da palheta. Essas bolhasnão poderão ser grandes ou em profusão, uma vez que isso indicaria que a palheta é porosademais. Devemos lembrar que palhetas grandes terão tubos maiores que as palhetapequenas. Escolha uma palheta que resista à passagem do ar através de seus tubos, masque não o impeça completamente.Algumas tentativas para determinar a quantidade ideal de ar que deve passar serão úteis.Esses testes funcionam somente com palhetas novas.A lista mínima de ferramentas para o ajuste das palhetas inclui: • Um pedaço de vidro plano de cerca de 10x15 cm. Os cantos devem ser abaulados, a fim de evitar ferimentos nas mãos. • Um aparador de palhetas, escolhido com cuidado, pois o formato do corte deve adequar-se à ponta da boquilha. Leve algumas palhetas velhas e sua boquilha à loja para determinar o formato adequado de corte. • Um pequeno formão de três faces. É uma barra de aço temperado de três faces lisas com três bordas afiadas, para raspar madeira. • Lixa de Junco. Para acabamento ou alterações mínimas. É barata e pode ser adquirida em uma loja de instrumentos de sopro. • Folha de Lixa no. 600 • Lâmina comum de barbear
  • 8. • Lixa de unhasO ajuste deverá ser adiado até que a palheta tenha passado por um período de testes. Aspalhetas mudam suas características rapidamente quando usadas pela primeira vez, e umajuste feito antes de testá-las apropriadamente pode dificultar uma posterior correção. Oprocedimento sugerido é usar a palheta por um curto período de tempo na primeira vez eentão deixá-la de lado por um dia. Tente tocar por mais tempo no segundo dia e nos diassucessivos, até sentir que as características da palheta se estabilizaram.Normalmente, a palheta estará mais macia após ser utilizada umas poucas vezes, mas issonão é sempre verdade - algumas vezes tornam-se mais rígidas!Você pode testar o equilíbrio e a flexibilidade da palheta, pressionando sua ponta contra aunha do polegar e deslizando-a contra a unha em toda sua extensão. Cheque o equilíbriodos dois lados da ponta da palheta, utilizando o indicador contra o polegar de ambas asmãos.Palheta muito moleApare primeiro a ponta da palheta, tirando muito pouco por vez. Umedeça bem a palhetaantes de apará-la e assegure-se que ela esteja centrada apropriadamente. A pressa nesseprocedimento geralmente arruina a palheta; é fácil retirar um pouco mais da ponta dapalheta, mas é impossível acrescentar. Normalmente, 1, 5 mm é o limite no qual a palhetapode ser reduzida com sucesso. Após a palheta ter sido aparada, os cantos devem serarredondados e a curva ajustada à curvatura da boquilha. Para isso, use a folha de lixa para
  • 9. madeira, esfregando muito levemente em direção à parte central da palheta.Palheta muito duraUma palheta que parece dura demais pode ser mais dura de um lado do que do outro.Assim é possível termos uma palheta com a resistência desejada apenas em um dos lados.Este tipo de palheta será difícil de soprar e deve ser balanceada. Isso pode ser verificadocolocando-se a boquilha na embocadura de maneira que somente um lado da palheta vibre,alternando-se então para o outro lado.Quando ambos os lados são aproximadamente iguais e rígidos demais, um ajuste geraldeverá ser feito. Se um dos lados da palheta for mais duro para soprar, este deverá serajustado antes de quaisquer outros ajustes. Observar a ponta da palheta em frente de umaluz forte indicará onde o ajuste deve começar.A lixa de junco é melhor para equilibrar a ponta e os lados da palheta. Antes de usá-la,mergulhe a parte final da lixa de junco em água, até que ela se torne flexível. Segure entãouma das pontas e corte-a com uma lâmina de barbear. Use a ponta aparada da lixa dejunco com o indicador, assegurando-se que as fibras estejam em ângulo reto às da palheta,como na figura a seguir.Sempre esfregue na direção da ponta,mas deixe para reduzir a espessura da ponta maisextrema da palheta por último. No balanceamento, a parte da palheta a ser ajustada é deaproximadamente 1,5 cm a 0,3 cm da ponta.Proceda o ajuste a partir do centro para oslados,de maneira que o coração da palheta não seja atingido.O coração é o início da área de resistência e raramente deveria ser tocado.A palheta deveriasempre ser balanceada corretamente antes dessa área ser considerada.Se a palheta estiver ainda muito dura após o ajuste, raspe levemente com o formão de trêsfaces ao longo dos lados da lâmina da palheta.Se isso não atingir o propósito,remova umpouco de toda a lâmina da palheta, mas raspe muito levemente a área do coração.Deve ser raspado por igual do centro para os lados da lâmina em direção à ponta.Se umamarca clara aparecer no coração da palheta, a melhor coisa a fazer é jogá-la fora - seuproblema de coração foi fatal. Defeito Área Ferramenta Observações Muito mole Ponta Aparador Corte bem pouco. Teste a cada corte.
  • 10. Som grave e sem cor Ponta Aparador Corte bem pouco. Teste a cada corte.Falta de ressonância 1& 2 Lixa de Junco BalancearSom sem brilho quando 1& 2 Lixa de Junco Balancear. Tirar de ambos os lados se ainda muito duratocado suavemente.Duro de soprar 2 Lixa de Junco Afinar ambos os lados e balancearFalta ressonância no 2 Lixa de Junco Balancear e afinar se necessárioregistro baixo Lado inferior Colocar a lixa sobre o vidro e esfregar levemente a facePonta grossa após aparar Lixa para madeira da ponta inferior da palheta até cerca de 1 cm da pontaPalheta apita 2 Lixa de Junco BalancearNotas altas difíceis de 2& 1 Lixa de Junco Afinar gradualmente com leves esfregadaatacar suavementeRegistro alto sem brilho 3 Lixa de Junco Teste após algumas poucas esfregadasFalta projeção no registro Mova 3 para trás a partir da ponta. (Isto pode reduzir 3 Lixa de Juncosuperior tempo de vida da palheta)Falta ressonância no 4 Lixa de Junco Levemente em 3 tambémregistro médioRegistro baixo muito denso 6 Formão de três faces Termine com Lixa de JuncoFalta generalizada de Lixa para madeira Lixe as bordas laterais da palheta se esta for larga para 7&8ressonância sobre o vidro a boquilhaApós ajuste, toca bem mas 6-5-4-3 Formão de três faces Afine igualmente as áreas indicadasé duro soprarFace inferior da palheta Face inferior Lâmina de barbear Esfregar suavemente em direção à pontanão plana Lixa para madeira Esfregar levemente para trás e para frente sempre naFace inferior não lisa Face inferior sobre o vidro direção dos grãos Conheça o Fórum de Sax do Cifra Club!
  • 11. Os super agudos do SaxPara se tocar no registro dos superagudos, é preciso conhecer e dominar as embocaduras dosaxofone. Estas podem ser comparadas à de um trompete, que, na mesma posição dededilhado, fazem várias notas com mudanças na embocadura.Esse mecanismo é desconhecido pela maioria dos saxofonistas que tentam em vão tocar ossuperagudos lançando mão somente das posições, criando uma concepção errada de que,apertando ao máximo o lábio, conseguiremos atingir os agudos. Dessa forma, o que resultasão os apitos.As posições dos agudos são pouco divulgadas e ajudam a frustrar o estudante, que entãocomeça a atribuir a culpa por não dominar os superagudos às posições, à boquilha, àpalheta, ao instrumento, namorada, cachorro, síndico, etc. Então ele espera que, com osanos de estudo, sua embocadura fique mais fiel. Mas os anos passam, o saxofone passa depai para filho e nada de sair os superagudos.De vez em quando sai um agudo, mas ele sempre falha na hora que se precisa dele. Então,começa a achar que os superagudos é dom de alguns.Os saxofonistas têm que conhecer e dominar as suas várias embocaduras que se diferenciampor : • Pressão dos lábios sob a palheta • Velocidade do ar • Espaço interno da boca • Posição da língua, que, dependendo do lugar onde se posicionar (mais para cima ou para baixo), mudará a emissão do harmônico e, conseqüentemente, a nota emitida.Com a mesma posição de agudo, podemos fazer 4 ou 5 notas diferentes.Antes de começar com os exercícios para dominar os agudos, é preciso ter consciência dealguns fatos : • o motor do saxofone é a boquilha, a estabilidade é a palheta e a aerodinâmica é o instrumento. Nós somos o condutor.1ª parte - BoquilhasA primeira coisa que um saxofonista fala a outro é: que boquilha você usa? Essa tal boquilhajá é uma lenda. O que sabemos é que a mesma boquilha tem som diferente (timbre),dependendo de quem a toca.Existem boquilhas que têm o som mais brilhante e outras com o som mais fosco(aveludado). Há boquilhas de metal ,massa, fechada, com a câmara aberta ou fechada,coloridas, enfim, uma variedade que nos deixa confusos. Estão inclusive inventandoboquilhas com acessórios, é uma confusão só!Agora, certeza mesmo é que cada pessoa tem uma arcada dentária e uma boca diferente,fazendo com que a mesma boquilha seja ótima para uns e ruim para outros.Algumas boquilhas foram inventadas com o intuito de facilitar a emissão de agudos(harmônicos) e outras são mais apropriadas para os graves. O que você precisa, juntamentecom seu professor, é encontrar uma boquilha bem equilibrada para o seu tipo deembocadura.Em São Paulo, muitos conheceram o mestre Bove, que consertou por décadas os saxofonesde diversos músicos. Uma das coisas interessantes que ele fazia era mexer nas boquilhas,
  • 12. colocando Durepox dentro para alterar a câmara interna. Conseguia assim mudar ascaracterísticas de som da boquilha (de grave/aveludado para um som mais brilhante),facilitando a emissão dos agudos e liberando o músico da mudança de boquilha. Atualmente,Aldo Bove Filho continua executando esta arte.A boquilha é uma das peças mais importantes para a emissão dos agudos. Seus preços sãomuito variados.Há boquilhas desenvolvidas para projetar harmônicos que, com certeza, são mais fáceis paraa execução dos agudos. Isso não quer dizer que boquilhas que têm som mais aveludado ougrave não toquem nos agudos. Elas tocam, mas com o som mais apagado, sem brilho. Tem-se a impressão de soar menos nos agudos.Procure uma boquilha que seja mais brilhante. Seu professor deverá conhecer várias comessas características.2ª Parte - PalhetasPalhetas. Gosto de todas, desde que possa prepará-las a meu gosto! (consulte a matériatécnica do Informativo Weril nº 120 - Regulagem De Palhetas).Em uma caixa com 10 palhetas, é muito difícil encontrar duas iguais. Cada uma tem suapersonalidade. Umas são boas para graves, outras para agudos, outras um horror.O melhor é saber preparar suas palhetas para o seu jeito de tocar e não ter que se adaptar acada palheta. Isso atrapalha, pois seu som não cria uma personalidade. Numa determinadasemana está metálico, noutra dá apitos ou não tem som nos graves. Assim não dá pé!Temos várias marcas, todas muito boas para serem reguladas como você gosta. Algumaspalhetas se parecem com bambu, mas são de fibra. Seu som assemelha-se às de bambu. Ointeressante é que esta palheta dura até seis meses ou mais, mantendo-se estável semenvergar ou perder suas características sonoras. Você não perde tempo regulando palhetas eestuda mais, conhecendo melhor o seu som (elas também são bem diferentes entre si epodem ser reguladas. Utilize uma lixa dágua bem fina e umedecida para fazer os ajustes).Saiba que as palhetas são de lua e também mudam com as marés. Existem palhetas queliberam mais harmonia que as outras. Com o tempo, ao emitir uma única nota rapidamente,você notará se ela é boa para agudos, graves ou bem equilibrada.3ª Parte - EmbocaduraAqui mora o perigo. A embocadura é tudo no agudo. Comparo-a à construção de um prédio:quanto mais alto ele for, mais profunda deve ser sua base.A embocadura para se tocar em 2 oitavas utilizada pela maioria dos saxofonistas não é amesma para se tocar em 4 oitavas. Aquela que você usa para tocar com sucesso até hojedeve estar funcionado bem entre o Ré da primeira oitava e o Ré da terceira oitava. Agora, sevocê tem problemas fora desta região, significa que a sua embocadura está fora de lugar.Não diria errada, pois a embocadura que uso para tocar nos agudíssimos é a que você estáusando, enquanto adoto uma outra para tocar nessa região mais grave.Aí está o segredo! Para tocar nos superagudos, começo pelos graves. Quanto mais relaxadosos graves, mais campo para os agudos, ou seja, quanto mais aberto o ângulo entre boquilhae palheta na região grave, maior será minha margem de extensão, pois, à medida que subopara os agudos o ângulo da boquilha se fecha. Se você começar com ela fechada, ao chegarnos agudos terá tal esmagamento da palheta com a boquilha que nenhum ar passará. Osegredo é começar os graves o mais relaxado possível, quer dizer, com o ângulo entre apalheta e a boquilha o mais aberto possível. Você terá que descobrir que pode tocar a notado meio tom abaixo soando um Si sem mexer na boquilha, somente relaxando o lábioinferior em relação à palheta, como se fosse uma batata quente na boca. Toque a nota Ré
  • 13. mantendo a relação de um tom entre o Dó, mas não esqueça que este Dó está com aafinação meio tom abaixo do normal. Isso foi feito com o relaxamento do lábio inferior. Sevocê tocar o Mi, ele também terá que manter a afinação relativa ao Dó, que, por sua vez,continua baixo.Ao completar uma oitava fazendo a relação acima, e mantendo a afinação das notas entreelas, o Dó oitavado acima estará mais relaxado, com mais volume e brilho.Em relação à boquilha e à palheta, o ângulo agora é maior. Então, você terá mais ângulo deboquilha para os agudíssimos. Da outra forma, você não teria mais ângulo entre palheta eboquilha.4ª Parte - AfinaçãoComo resolver a afinação do sax em relação ao diapasão?Após abaixar a afinação da posição de Dó no saxofone, fazendo soar um Si, você agora afinapela boquilha, abrindo ou fechando. É importante não mexer a boca. Com isso, vocêconseguirá tocar os graves com mais facilidade, pois sua boquilha está aberta na boca.Antes você estava com a afinação do Dó alta em relação à afinação real do saxofone. Em vezde abaixar a afinação do sax com o relaxamento da embocadura, você afinava seuinstrumento pelo todel, mas agora aprendeu que se pode afinar pela boca. Isto é,conseguindo o ângulo mais aberto da embocadura, você estará na posição correta para ir atéos agudos, fechando relativamente sem o perigo de, ao chegar na região superaguda, nãoexistir mais ângulo.Só irá tocar os agudos quem conseguir tocar os supergraves, pois eles são a base para sealcançar o alto.
  • 14. Conheça o Fórum de Sax do Cifra Club!