Teorias Construtivistas

4,633 views
4,365 views

Published on

Elaborado pela acadêmica Daurivan Nobre, do curso de ciências exatas com licenciatura em matemática, UEMA... Apresentação de Filosofia da Eucação.

0 Comments
4 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
4,633
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
20
Actions
Shares
0
Downloads
117
Comments
0
Likes
4
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Teorias Construtivistas

  1. 1. Disciplina: Filosofia da Educação Docente: Professora Nívea Alunos: Daurivan Nobre, Vilson Lima, Viusmar Lima, Waleff Leal
  2. 2. As teorias construtivas envolvem proposições referentes a entidades e processos inacessíveis à observação direta, que são postulados com o objetivo de explicar os fenômenos por sua “construção” a partir dessa suposta estrutura fundamental subjacente. Exemplos característicos desse tipo de teoria são a mecânica quântica, a mecânica estatística, o eletromagnetismo, a genética molecular e grande parte das teorias químicas. 2
  3. 3.  “É a ideia que sustenta que o indivíduo - tanto nos aspectos cognitivos quanto sociais do comportamento como nos afetivos - não é um mero produto do ambiente nem um simples resultado de suas disposições internas, mas, sim, uma construção própria que vai se produzindo, dia a dia, como resultado da interação entre esses dois fatores. Em consequência, segundo a posição construtivista, o conhecimento não é uma cópia da realidade, mas, sim, uma construção do ser humano". 3
  4. 4.  Vygotsky vê o sujeito como um ser eminentemente social, na linha do pensamento marxista, e ao próprio conhecimento como um produto social. Ele sustenta que todos os processos psicológicos superiores (comunicação, linguagem, raciocínio, etc.), são adquiridos no contexto social e depois se internalizam. Piaget desenvolveu uma teoria chamada de Epistemologia Genética ou Teoria Psicogenética, onde explica como o indivíduo, desde o seu nascimento, constrói o conhecimento. Esta teoria é a mais conhecida concepção 4
  5. 5. construtivista da formação da inteligência. Piaget vê o professor mais como um espectador do desenvolvimento e favorecedor dos processos de descobrimento autônomo de conceitos do que como um agente que pode intervir ativamente na assimilação do conhecimento. Mario Carretero (CARRETERO, 1997) coloca: "a teoria de Piaget continua oferecendo, na 5
  6. 6. atualidade, a visão mais completa de desenvolvimento cognitivo, tanto pela grande quantidade de aspectos que aborda (desenvolvimento cognitivo desde o nascimento até a idade adulta, desenvolvimento moral, noções sociais, lógicas, matemáticas, etc.) como por sua coerência interna e utilização de uma metodologia que deu origem a resultados muito produtivos durante cinquenta anos de pesquisa." 6
  7. 7. Pressupostos Essenciais Do Modelo Genéticocognitivo De Piaget Esta teoria valoriza igualmente o organismo e o meio. “Em relação ao conhecimento, indica que é a representação da realidade em sistemas organizados de elementos que se relacionam entre si. O indivíduo ao longo de sua vida, constrói diferentes modelos desta realidade, cada vez mais complexos, pois o que tem que entender é que estes modelos apresentam uma certa estabilidade temporal, mas, ao mesmo  7
  8. 8. tempo, estão submetidos a processos de mudança que modificam os sistemas construídos a cada momento.” (MERCHÁN, 2000 – p.49). “Não existe estrutura sem gênese, nem gênese sem estrutura” (Piaget, 1982). Ou seja, a estrutura de maturação do indivíduo sofre um processo genético e a gênese depende de uma estrutura de maturação. Sua teoria nos mostra que o indivíduo só recebe um determinado conhecimento se estiver preparado para recebê-lo. Ou seja, se puder agir sobre o objeto de conhecimento para inseri-lo num sistema de relações. 8
  9. 9. Não existe um novo conhecimento sem que o organismo tenha já um conhecimento anterior para poder assimilá-lo e transformá-lo. A interação com o meio, proporciona modelos ou representações básicas a partir de uma estrutura hereditária já constituída, mas o desenvolvimento do indivíduo lhe vai dotando de conhecimentos sobre a realidade que, ao relacionar-se de outra forma entre si, amplia-se e dá entrada a outros novos conhecimentos, configurando 9
  10. 10. sistemas progressivamente diferenciados e característicos de etapas que se repetem em todos os indivíduos. Portanto a construção da inteligência dá-se, em etapas ou estágios sucessivos, com complexidades crescentes, encadeadas umas às outras. A isto Piaget chamou de construtivismo sequencial. Construtivismo sequencial: o desenvolvimento da inteligência faz-se por complexidade crescente, onde um estágio (nível) é resultante de outro anterior. Estágios: patamares de desenvolvimento que se dá 10
  11. 11. por sucessão (organizações de ações e pensamento características de cada fase do desenvolvimento do indivíduo). 11
  12. 12.  Estágios Do Desenvolvimento Genéticocognitivo Piaget, quando descreve a aprendizagem, tem um enfoque diferente do que normalmente se atribui à esta palavra. Piaget separa o processo cognitivo inteligente em duas palavras: aprendizagem e desenvolvimento. 12
  13. 13. A aprendizagem Para Piaget, segundo MACEDO (1994), a aprendizagem refere-se à aquisição de uma resposta particular, aprendida em função da experiência, obtida de forma sistemática ou não. Enquanto que o desenvolvimento seria uma aprendizagem de fato, sendo este o responsável pela formação dos conhecimentos.  13
  14. 14. Piaget, quando postula sua teoria sobre o desenvolvimento da criança, descreve-a, basicamente, em 4 estágios, que ele próprio chama de fases de transição (Piaget, 1975): Sensório-motor (0 – 2 anos); Pré-operatório ( 2 – 7 anos); Operatório-concreto ( 7 – 12 anos); Operatório Lógico-Formal (12 – 16 anos); 14
  15. 15.  CONCEITOS BÁSICOS DA TEORIA PIAGETIANA Para se compreender o processo de construção do conhecimento, é necessário evidenciar a configuração dos sistemas que integram os processos de como o individuo se desenvolve, adquire novos conhecimentos e a importância da interação entre o sujeito e o objeto. Para tanto, é necessário conhecer com clareza o que significa os seguintes conceitos: 15
  16. 16.  1 - Organização:  2 - Adaptação:  3. Assimilação e Acomodação:  4 - Esquema: 16
  17. 17. A INTELIGÊNCIA – SEU DESENVOLVIMENTO NA TEORIA PIAGETIANA O processo de desenvolvimento é influenciado por quatro fatores, a saber:  1 - Maturação:  2 - Experiência:  3 - Transmissão Social:  4 - Processo de Equilibração:  17
  18. 18.  Intencionalidade e reciprocidade  Estruturar as situações de aprendizagem;  Organizar estímulos;  Manter atmosfera de aprendizagem;  Provocar interesse;  Ouvir atentamente as dúvidas;  Sentir prazer quando os alunos progridem. 18
  19. 19.  Significação  Não deixar o aluno “pendurado” na exploração das tarefas;  Fornecer feedbacks positivos;  Explicitar a importância e valores dos conteúdos. 19
  20. 20. O conhecimento é activamente construído a partir da experiência do aluno.  A aprendizagem é um processo de índole social, e não apenas cognitivo e individual, pelo qual o aluno constrói o seu próprio conhecimento e é influenciado pela cultura e pela interação da base de conhecimentos do aluno com as novas experiências de aprendizagem.  20
  21. 21.  A construção de significados pelos alunos implica o seu envolvimento em atividades de aprendizagem relevantes.  Esses significados não podem ser transmitidos pelos professores aos alunos mas têm que ser construídos (aprendidos) pelos alunos. 21
  22. 22.  Permitir que o aluno se aproprie do processo que conduz a uma solução  O papel do professor é o de desafiar o pensamento do aluno e não o de ditar esse pensamento. 22
  23. 23.  Negociar com os alunos – não impor.  Mas o aluno ser o construtor do seu próprio conhecimento não significa que o aluno aprenda sozinho.  Papel mediatizador / facilitador da aprendizagem do professor.  Deve proporcionar experiência significativas, moderadamente desafiantes. 23
  24. 24.  O Construtivismo nas TIC  Valorizar ideias dos alunos;  Aluno ser visto como um cientista;  Criar experiências desafiantes de aprendizagem;  Provocar insatisfação e desequilíbrio cognitivo – só assim o aluno evolui. 24
  25. 25.  Impõe-se uma avaliação fundamentada no desempenho em projectos e que compreende o: saber investigar, saber organizar, saber analisar, saber fazer, enfatizando o trabalho cooperativo e espírito crítico revelado pelo aluno. 25
  26. 26.  O sujeito não é apenas activo, mas também interactivo, porque constrói os seus conhecimentos na base das relações que estabelece com os outros (interpessoais) e consigo próprio (intrapessoais).  Assim, a aprendizagem cooperativa pressupõe uma troca com os outros para que cada um desenvolva os seus conhecimentos. 26
  27. 27.  Conjunto de métodos, técnicas e estratégias para:  Utilizar em grupos estruturados;  Atingir o desenvolvimento de competências mistas ao nível: ▪ Da aprendizagem ▪ Do desenvolvimento pessoal ▪ Do desenvolvimento social 27
  28. 28.  Característica importante da aprendizagem cooperativa:  Cada elemento do grupo é responsável tanto pela sua aprendizagem como da aprendizagem dos restantes elementos do grupo 28
  29. 29.  Vai muito para além da aprendizagem de conteúdos e competências.  Os métodos utilizados:  Envolvem os estudantes na pesquisa de problemas importantes;  Permitem desenvolver hábitos democráticos de trabalho.  Reflexos positivos na sociedade 29
  30. 30.  Envolve um conhecimento prático e contextualizado  Promove a interacção entre todos os intervenientes no processo  Visa a:  Colaboração;  Comunicação;  Construção de conhecimento. 30
  31. 31.  Estudos no âmbito da psicologia social têm concluído que este tipo de aprendizagem contribui para:       A aprendizagem dos alunos; A melhoria das relações interpessoais; O espírito de cooperação; A entreajuda; O desenvolvimento do pensamento crítico; O aumento do interesse dos alunos. 31
  32. 32.  Características da aprendizagem cooperativa:  Trabalho de grupo;  Heterogeneidade dos grupos (sexo, nacionalidade, etnia, cor, cultura, capacidades, etc.);  Sistemas de recompensa para o grupo (não individuais). 32
  33. 33.  Principais objectivos da aprendizagem cooperativa:  Realização escolar;  Compreensão mútua / melhoria das relações entre as pessoas;  Aquisição de competências sociais de cooperação e colaboração. 33
  34. 34.  A experiência tem papel de relevo neste tipo de aprendizagem, mas os alunos não devem ficar à deriva neste processo  Necessita de ser “acompanhada por uma análise e reflexão sistemáticas” (Arends, 1995, p.366)  Assim, cabe ao professor a tarefa de fomentar:  A eficácia dos alunos;  O raciocínio lógico;  As competências comunicativas. 34
  35. 35. O currículo é apresentado do todo para as partes, com ênfase nos conceitos gerais.  As atividades baseiam-se em fontes primárias de dados e materiais manipuláveis.  Os estudantes são vistos como pensadores com teorias emergentes sobre o mundo.  Os professores geralmente comportam-se de maneira interativa, mediante o ambiente para estudantes. ["Um guia ao lado"]  35
  36. 36.  Os professor busca os pontos de vista dos estudantes para entender seus conceitos presentes para uso nas lições subsequentes.  As avaliação da aprendizagem está interligada ao ensino e ocorre através da observação do professor sobre o trabalho dos estudantes.  Estudantes trabalham fundamentalmente em grupos. 36
  37. 37. Munari, Alberto. Jean Piaget / Alberto Munari; Recife Joaquim Nabuco, Editora Massagana, 2010.  http://www.robertexto.com/archivo5/teoria_constr utivista.htm/  37

×