Um estudo sobre software livre nas organizações públicas
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Um estudo sobre software livre nas organizações públicas

on

  • 1,987 views

Este artigo foi elaborado com o intuito de mostrar aos leitores que o processo de adoção de uma solução livre no âmbito da Administração Pública pode trazer vários benefícios, dentre eles ...

Este artigo foi elaborado com o intuito de mostrar aos leitores que o processo de adoção de uma solução livre no âmbito da Administração Pública pode trazer vários benefícios, dentre eles destacam-se: redução de aquisições de softwares proprietários e com isso gerar uma economia para os cofres públicos; e também a melhoria dos processos, que de um modo geral traz resultados satisfatórios para as instituições públicas.
Procurou-se mostrar inicialmente a política de software livre no Governo Federal, logo em seguida alguns conceitos referentes ao software livre bem como os tipos de soluções livres mais conhecidas. Com os resultados obtidos, fica evidente que a implementação de soluções livres no âmbito da Administração Pública, é sim uma alternativa viável e benéfica tanto para as organizações públicas bem como para a população.

Statistics

Views

Total Views
1,987
Views on SlideShare
1,987
Embed Views
0

Actions

Likes
1
Downloads
49
Comments
0

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Um estudo sobre software livre nas organizações públicas Um estudo sobre software livre nas organizações públicas Document Transcript

  • Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação 1 Um estudo sobre Software Livre nas Organizações Públicas Hellen Daiane Pacheco Lima1, Rogério Silva Reis2, Elizabeth d´Arrochella Teixeira3 Brasília, DF - junho/2011Resumo: Este artigo foi elaborado com o intuito de mostrar aos leitores que oprocesso de adoção de uma solução livre no âmbito da Administração Pública podetrazer vários benefícios, dentre eles destacam-se: redução de aquisições desoftwares proprietários e com isso gerar uma economia para os cofres públicos; etambém a melhoria dos processos, que de um modo geral traz resultadossatisfatórios para as instituições públicas. Procurou-se mostrar inicialmente a política de software livre no GovernoFederal, logo em seguida alguns conceitos referentes ao software livre bem como ostipos de soluções livres mais conhecidas. Com os resultados obtidos, fica evidenteque a implementação de soluções livres no âmbito da Administração Pública, é simuma alternativa viável e benéfica tanto para as organizações públicas bem comopara a população.Palavras-chave: Sistema de Informação. Software livre. Linux. AdministraçãoPública. DATAPREV. SERPRO. STJ. INMETRO.1. Introdução Nas palavras de Féres (2005), os grandes e constantes avanços tecnológicosveem diariamente adentrando nas atividades cotidianas da sociedade tanto nasorganizações privadas, bem como nas organizações públicas. Segundo Lopes (2009), o uso das novas tecnologias que vão surgindoconstantemente geram benefícios incontáveis tanto para os que utilizam de formadireta bem como os que utilizam de forma indireta, e com isso a AdministraçãoPública pode também fazer uso dessas novas tecnologias que vem surgindo,visando à melhoria da prestação de seus serviços. “A utilização de ferramentas de TI passa a ser fundamental e com isso os investimentos na aquisição de softwares e hardwares crescem exponencialmente nas contas públicas”. (Lopes, 2009) Para Féres (2005), as organizações públicas não estão mais preocupadas emdiscutir se devem aderir ou não às diversas tecnologias existentes no mercado atual,e sim preocupadas com a maneira em que irão informatizar-se, sendo por meio daaquisição de softwares livres ou proprietários. Daí surge então a disputa entre asduas categorias de softwares. Conforme ressalta Oliveira apud Paesani (2010), tanto o software livrequanto o proprietário são benéficos para o mercado, não havendo assim uma1 Aluna do curso de Bacharel em Sistemas de Informação da Faculdade Alvorada - DF, hellen.daiane86@gmail.com2 Aluno do curso de Bacharel em Sistemas de Informação da Faculdade Alvorada - DF, linux.rogerio@gmail.com3 Mestra em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação, Professora no curso de BSI da Faculdade Alvorada -DF, darrochella.alv@terra.com.br
  • Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação 2classificação de melhor ou pior tendo em vista que os dois apresentam vantagens edesvantagens. Nesse contexto, segundo Falcão et al. (2005) o governo vem adotandomedidas visando a implantação do software livre em todo o Governo Federal,buscando minimizar os altos custos gerados ao se adquirir softwares proprietários. Conforme Decreto s/n, de 18 de outubro de 2000, Art. 1º, no governo deFernando Henrique Cardoso, foi criado o Comitê Executivo do Governo Eletrônico,visando estabelecer fórmulas políticas, estabelecendo diretrizes, coordenando earticulando as ações de implantação do Governo Eletrônico, voltado para aprestação de serviços e informações ao cidadão. Posteriormente no ano de 2003, por meio do Decreto n. 3, de 29 de outubrode 2003, o Presidente da República instituiu Comitês Técnicos, no âmbito do ComitêExecutivo do Governo Eletrônico, com a finalidade de coordenar e articular oplanejamento e a implementação de projetos e ações nas respectivas áreas decompetência, com as seguintes denominações: I Implementação do Software Livre; II Inclusão Digital; III Integração de Sistemas; IV Sistemas Legados e Licenças de Software; V Gestão de Sítios e Serviços Online; VI Infraestrutura de Rede; VII Governo para Governo G2G e VIII Gestão de Conhecimentos e Informação Estratégica. Diante do exposto, ressalta-se que no decorrer do presente artigo o tema emfoco será o item I - Implementação de Software Livre no âmbito da AdministraçãoPública.2. Tema e Justificativa Na definição de Branco (2004), a Administração Pública vem ao longo dosanos ampliando os gastos com licenças de softwares proprietários adquiridas noexterior enviando anualmente, mais de um bilhão de dólares em pagamento delicenças de software, inviabilizando assim o crescimento de empresas de informáticano Brasil. Conforme Sérgio Amadeu citado por Branco (2004), se a tecnologia chegar àpopulação em forma proprietária isso acarretará em uma maior envio de royalitespara o exterior, e no decorrer dessa informatização, será cada vez maior esse envio,exclusivamente no uso dos softwares básicos, no que poderá ser diminuído seutilizado software livre. Segundo Miranda, Vieira e Carelli (2008), a vantagem que mais chama aatenção em adquirir o software livre no âmbito da Administração Pública é a reduçãodos gastos com licenças proprietárias. Ressalta que os recursos financeiros queseriam aplicados no exterior, passam a ser mantidos no Brasil. Conforme citado por Oliveira (2008) “Nos dias atuais, ante a crescente necessidade das repartições públicas acompanharem o progresso tecnológico arcando com o mínimo de custos, os entes públicos encontram uma solução na adoção do software livre.” Nas palavras de Féres (2005), a distribuição e diversificação do grandedesenvolvimento tecnológico se dá pelo fato da adoção do software livre, pois aoaderi-lo as empresas independentemente do seu porte, assim como aqueles que
  • Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação 3conhecem o código tem a possibilidade de melhorar os diversos programas nãoproprietários existentes no mercado, aquecendo a economia do meio, tendo em vistaque gera novas oportunidades de trabalho.3. Objetivos Mostrar que com a implantação do software livre na Administração Pública épossível alcançar uma economia significativa para os cofres públicos, tendo em vistaque a aquisição de softwares proprietários tem gerado custos elevados; admitindo ofato de que tanto o software livre quanto o proprietário são importantes para um bomdesempenho das atividades cotidianas no âmbito da Administração Pública. Mostrar os resultados, sejam eles positivos ou negativos obtidos naAdministração Pública pela política de adoção de software livre, nos diversos órgãosque a compõem.4. Software livre Segundo Campos (2006), o termo software livre ou Free Software define umsoftware que não deve ser apenas utilizado, mas também estudado, copiado,modificado e redistribuído sem restrições, porém esta redistribuição deve seracompanhada de uma licença do tipo GPL ou BSD e deve ser disponibilizadojuntamente com o software seu código fonte. Ainda nas palavras de Campos (2006), o movimento teve início na forma deorganização em 1983 quando Richard Stallman iniciou o projeto conhecido comoGNU e em seguida fundou a Free Software Foundation. Por software livre entende-se aquele em que o autor permite aos seus usuários quatro direitos ou liberdades: (a) a liberdade de executar o programa a qualquer propósito; (b) a liberdade para estudar o programa e adaptá-lo as suas necessidades; (c) a liberdade de distribuir cópias de modo que auxilie a terceiros; (d) a liberdade de aperfeiçoar o programa e divulgar para o público. As duas últimas constituem o que se denomina de cláusula de compartilhamento obrigatório (Falcão et al. 2005)4.1 Tipos de soluções livres Nas palavras de Gomes e Fracalossi (2007), existem vários tipos desoftwares que podem ser adquiridos de forma gratuita na internet, os chamadossoftwares livres, e que podem ser utilizados facilmente, pois possuem uma interfacegráfica com o usuário bem semelhante aos dos softwares proprietários. Dentre elesdestaca-se os mais conhecidos:  Linguagens de programação: Java, Perl, PHP, Lua, Ruby e Tcl;  Compilador Pascal: Free Pascal;  Suíte de escritório: BrOffice e o KOffice;  Editor de imagens: Gimp e o Gphoto;  Navegador de Internet: Mozilla, Firefox, Konqueror;  E-mail: KMail, Evolution, Thunderbird;  Multimídia: XMMS, Noatum, KDE Media Player;  Banco de dados: MySQL, PostgreSQL, Firebird;  Servidor de páginas Web: Apache;  Ambiente para gerenciamento de conteúdo: Zope;  Agente integrador de rede Windows e Unix: Samba;
  • Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação 4  Gerenciamento remoto com criptografia: OpenSSH;  Servidores: Proxy server; DNS server; OpenLDAP, LDAP Server. Segundo Gomes e Fracalossi (2007) dentre os softwares supracitados, o demaior destaque é o servidor Web Apache, pois mais ou menos 75% dos sitesmundiais utilizam-no. Nas palavras de Silva (2010), o que faz a interface do usuário e o computadoré o Sistema Operacional, responsável pelo gerenciamento de recursos e periféricoscomo a memória do computador, impressoras, entre outros; interpretação demensagens e execução de programas. Sendo assim, se faz necessário uma breve apresentação do SistemaOperacional Linux.4.1.1 O sistema operacional Linux Nas palavras de Campos (2006), Linux é um sistema operacional que possuio kernel linux e outras aplicações, que se mantêm por intermédio de váriasorganizações comerciais, dentre elas Red Hat, Ubuntu, SUSE e Mandriva; também,existem projetos comunitários onde conjuntos de softwares são produzidos, testadose em seguida disponibilizados à comunidade. Tratando-se de um software com código fonte aberto, ou seja, aquele quepode ser alterado (qualquer pessoa ou organização que detenha um nível demotivação suficiente pode criar e redistribuir sua própria distribuição Linux, sendo elacomercial ou não), atualmente existem mais de 3000 distribuições registradas emantidas, porém cerca de 20 delas são as mais conhecidas. Ainda nas palavras de Campos (2006) dentre as distribuições mais populares,algumas delas se destacam pela possibilidade de serem executadas diretamentepelo CD, não sendo necessária a instalação integral do sistema no Disco Rígido;alguns exemplos de Live Cds amplamente conhecidos são o alemão Knoppixe obrasileiro Kurumin Campos (2006).4.1.1.1 Algumas distribuições Linux Conforme Silva (2010), a distribuição do Linux é feita por intermédio deempresas, organizações e grupos de pessoas que optaram por distribuir o Linuxjuntamente com um conjunto de aplicativos, sendo eles: editores gráficos, planilhas,bancos de dados, ambientes de programação, editores de texto e diversos outros.Cada distribuição tem suas características específicas, fazendo com que a escolhapor uma ou outra distribuição esteja diretamente ligada à necessidade de cada um;algumas dessas características são: o sistema de instalação, a sua finalidade, alocalização de programas entre outras. Segundo Katherine Noyes as 10 distribuições mais populares do Linux são: Ubuntu, Fedora, Linux Mint, OpenSUSE, PCLinuxOS, Debian, Mandriva, Sabayon/Gentoo, Arch Linux/Slackware, Puppy Linux/Damn Small Linux.
  • Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação 5 Figura 1: Distribuições mais populares do Linux Fonte: Distrowatch4.2.1.1 Ubuntu Ainda nas palavras de Katherine Noyes o Ubuntu até o momento é adistribuição mais popular, é também uma das distribuições, mas aceitas pelos novosusuário do Linux pois, além das diversas facilidades de utilização ele também possuium sistema de migração para usuários de Windows e suporte as mais novastecnologias, O ubuntu é baseado no Debian e tem alguns aplicativos bastanteconhecidos como Firefox e OpenOffice.org; vale ressaltar que existem diversassubdistribuições como Kubuntu, Xubuntu e Lubuntu cada uma delas com um focoespecífico, o que difere cada uma delas é basicamente o ambiente gráfico que vempor padrão em cada um deles, o ambiente gráfico padrão do Ubuntu é o gnome.4.2.1.2 Fedora Ainda segundo Katherine Noyes o fedora é a versão gratuita do Red Hat quepor sua vez é uma distribuição corporativa, devido a esse vinculo direto seusrecursos corporativos são uma grande vantagem da distribuição, possui atualizaçõessemestrais e excelentes recursos de segurança, também recomendada para novosusuários, pois está repleta de melhorias devido à sua crescente popularidade.4.2.1.3 Linux Mint Nas palavras de Katherine Noyes o Linux Mint está em terceiro lugar emtermos de popularidade, é uma distribuição baseada no ubuntu e foi lançada em2006, possui como características principais algumas ferramentas gráficas degerenciamento que são voltadas para o aprimoramento da usabilidade exemplos:
  • Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação 6mintDesktop (para configuração do ambiente desktop), mintInstall (para instalaçãomais fácil de software) e mintMenu (para navegação mais fácil). Outrascaracterísticas que o tornam uma boa escolha para iniciantes em linux e que eleinclui uma vasta quantidade de codecs que nem sempre se encontra nasdistribuições maiores, o que conseqüentemente ajuda a melhorar suacompatibilidade com o hardware.4.2.1.4 OpenSUSE Ainda segundo Katherine Noyes, o OpenSUSE é amplamente popular bemcomo a fundação de produtos SUSE Linux Enterprise Desktop e SUSE LinuxEnterprise Server. O seu utilitário de gerenciamento de pacotes, YaST, é tido comoum dos melhores, além disso na edição em caixinha acompanha uma dasdocumentações impressas mas bem elaboradas já existentes em uma distribuição.O autor considera a classificação de dificuldade dessa distribuição como média.4.2.1.5 PCLinuxOS Ainda nas palavras de Katherine Noyes, o Pclinix OS usa o KDE comoambiente gráfico ao invés do gnome ele é uma versão mais leve do Mandrivadistribuição que será citada posteriormente. Possui um bom suporte a vários drives,plugins para navegadores e etc, também é visto como uma boa escolha parainiciantes em linux porém não possui uma versão 64 bits.4.2.1.6 Debian Ainda segundo Katherine Noyes o Debian é conhecido atualmente por seruma distribuição bastante testada o que diminui muito as possibilidades de erros(bugs), mesmo sendo a distribuição que deu origem ao ubuntu ela é consideradauma distribuição ideal para usuário um pouco mais experiente; essa distribuiçãopossui todos os seus componentes de código aberto o que é muito bom porém issopode se tornar uma barreira pois torna um pouco mais difícil a compatibilidade comsoftwares proprietários como por exemplo drivers de redes wireless. o Debian temsuas atualizações um pouco mais lentas em relação as outras o período de suasversões estáveis varia em um período que varia de um a três anos.4.2.1.7 Mandriva Ainda segundo Katherine Noyes o Mandriva foi conhecido anteriormentecomo Mandrake, essa distribuição possui softwares de última geração que e umasuíte de administração muito boa e bastante completa, tem uma versão de 64 bits;também é famosa por ter sido a primeira distribuição com recursos para notebooksdando suporte automático para essa linha de computadores portáteis. Contudodevido à decisões de seu fabricante, houve uma reorganização da empresa eresultou na incerteza sobre o futuro de sua versão comunitária.4.2.1.8 Sabayon / Gentoo Ainda segundo Katherine Noyes a distribuição Sabayon de origem italiana éuma versão em live CD (que pode ser executado a partir do CD-ROM sem anecessidade de instalar) do Gentoo, que por sua vez é famoso porque permite aotimização de cada componente individualmente. As duas distribuições são
  • Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação 7consideradas distribuições avançadas desse modo voltadas para usuários maisexperientes.4.2.1.9 Arch Linux / Slackware Ainda segundo Katherine Noyes o Arch Linux também é uma distribuiçãovotada primeiramente para usuários mais experientes que desejam otimizar seusistema, quanto ao Slackware é considerado uma distribuição para usuários muitoexperientes em linux, embora ela não esteja entre as dez mais famosas.4.2.1.10 Puppy Linux / Damn Small Linux Ainda segundo Katherine Noyes o Puppy Linux é uma distribuição pequena eotimizada para hardwares antigos ou situações em que haja poucos recursos demáquina. O Damn Small Linux é em partes parecido com o Puppy, porém emboraela também seja uma distribuição pequena possui diversos recursos que incluemassistentes para configuração e instalação de aplicativos, pelo fato de ser pequeno,é possível que ele seja executado a partir da memória RAM do sistema, fazendocom que as aplicações sejam carregadas mais rapidamente e respondam comrapidez aos comandos solicitados pelo usuário.4.3 Software livre na Administração Pública Visto alguns conceitos que se fazem importantes para uma melhorcompreensão da temática do presente artigo e uma melhor familiarização sobre oassunto, inicia-se logo em seguida a apresentação do assunto principal, tendo emvista que este artigo foi elaborado com o intuito de mostrar aos leitores; o processode migração para uma solução livre no âmbito da Administração Pública.4.4 O processo de migração para o software livre na Administração Pública Nas palavras de Silva e Ribeiro (2010) o processo de migração queconstantemente é realizado em diversas empresas bem como em diversos órgãosgovernamentais ocorre na maioria dos casos de forma não planejada. Conforme Branco (2009) para auxiliar os órgãos que compõe a AdministraçãoPública na migração para o software livre foi elaborado um guia, o Guia Livre,disponibilizado para todos os órgãos do governo, bem como para a sociedade emgeral. Destaca ainda que o Brasil é o país pioneiro a ter um documento institucionalcomo o Guia Livre. Objetivos do Guia Livre 1. Ajudar os Administradores a definir uma estratégia para migração planejada e gerenciada. 2. Descrever, em termos técnicos amplos, como pode ser realizada tal migração. As diretrizes pretendem ter um uso prático para Administradores e, portanto, devem ser relevantes e precisas, além de acessíveis e compreensíveis. Este não é um manual de referências técnicas detalhadas. A estrutura pretende tornar possível e facilitar as mudanças à proporção em que os administradores adquiram experiência, tenham segurança e os produtos disponíveis atendam suas necessidades.
  • Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação 8 3. Orientar o conjunto de diretrizes e definições deste Guia aos Padrões de Interoperabilidade do Governo Brasileiro. 4. Criar condições para um maior detalhamento técnico destas migrações na página do governo federal do software livre. (BRANCO, 2009) Segundo FONTES et al. (2010) visando uma redução de gastos com odesenvolvimento de software livre no âmbito da Administração Pública éimportantíssimo que sua utilização não seja limitada no órgão em que foidesenvolvido, porém é importante que ele seja distribuído para os demais órgãos,para que assim não haja necessidade alguma de se desenvolver um sistema emcada órgão, sendo assim o software é projetado e desenvolvido em um setor eposteriormente pode ser distribuído aos demais.4.5 Principais experiências adquiridas nas instituições públicas com a migração para o software livre. Nas palavras de Abreu et al. (2010) a utilização de software livre no âmbito doGoverno Federal ao longo dos anos vêem obtendo um crescimento, principalmentedepois da criação de políticas públicas de incentivo. Sendo assim, alguns órgãosque compõe a Administração Pública assumiram liderança, bem como vários casosde sucesso.4.5.1 Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social - Dataprev Segundo Lopes (2009) uma das primeiras experiências de software livre foiem 1999 na Previdência Social onde se deu início ainda de forma experimental autilização do Linux nos servidores de comunicação, concentradores de base dedados e servidores de arquivos nos Estados de Mato Grosso do Sul e Goiás, queposteriormente, no ano de 2000 o Comitê de Tecnologia da DATAPREV aprovou ouso do software possibilitando a migração para mais de 70 servidores Novell paraLinux. Conforme relata Lopes (2009), no ano de 2001 o ambiente para servidores dearquivos da Novell, custava anualmente em média R$ 472 mil e com a adoção deuma ferramenta Linux, chamada SAMBA os custos foram reduzidos a zero. Informaainda que no início de 2001 o total de servidores Novel era mais de 200 e estespuderam ser reduzidos para menos de 20 no final do mesmo ano. Implicando naredução dos investimentos que antes eram de R$ 40 mil por agência, para R$ 12mil. No ano de 2007 a Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social -DATAPREV, reestruturaram as suas unidades, instaladas nas 27 capitais do país, eem 05 dessas unidades, mais especificamente nos estados de Rio Grande do Sul,Paraná, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Pernambuco criou Células deSoftware Livre. Com a criação dessas células eclodiu alguns produtos que estãodisponíveis no Portal do Software Público. Segue abaixo dois desses produtos:4.5.1.1 Configurador Automático e Coletor de Informações Computacionais –CACIC Segundo Lopes (2009) o CACIC foi o primeiro software público do GovernoFederal, foi desenvolvido pela célula de software livre do estado do Espírito Santo. Osoftware tem a capacidade de fornecer diversas informações do parquecomputacional, bem como suas configurações de hardware, localização física dos
  • Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação 9equipamentos entre outros. Dentre as principais funções deste software destacam-se: a) Coleta informações detalhadas sobre os componentes de hardware instalados em cada computador e disponibiliza aos administradores de sistemas e gestores de tecnologia da informação - TI; b) Coleta diversas informações sobre os softwares instalados em cada computador e disponibiliza aos administradores de sistemas e gestores de T.I.; c) Coleta informações de patrimônio (PIB, série, localização física) de cada computador e disponibiliza aos administradores de sistemas e gestores de T.I.; d) Coleta diversas informações de configuração de rede, variáveis de ambiente, uso do disco, impressoras, pastas compartilhadas e etc.; e) Coleta diversas informações de atualização de segurança dos computadores e de antivírus, permitindo uma atuação pró-ativa dos administradores de T.I.; f) Alerta os administradores cadastrados sempre que forem detectadas situações de alteração de hardware e de localização física; g) Disponibiliza centralizadamente, através de informações consolidadas e detalhadas, a distribuição dos computadores por entidade, órgão, sub- órgão, rede, sub-rede, domínio, sistema operacional, endereço IP, endereço MAC, nome e etc.; h) Permite recuperar informações sobre a localização física dos computadores, por patrimônio, número de série, entidade, órgão, sub-órgão e etc. (LOPES, 2009)4.5.1.2 Sistema de Gerenciamento do Atendimento - SGA Segundo Lopes (2009) o SGA foi criado pela célula do estado do EspíritoSanto para gerenciar o atendimento presencial das Agências da Previdência Social,organiza e controla as filas de atendimento, visando o grau de satisfação dosusuários da Previdência Social tendo em vista que o sistema monitora, controla,mensura e reduz o tempo de espera até o efetivo atendimento de cada serviço. Ainda segundo Lopes (2009) este sistema foi executado sem limitações deuso, pode ser utilizado em qualquer que seja a organização que realiza atendimentoao público, sendo assim ele poderá ser modificado e usado por outras organizaçõesde regime público ou privado. Nas palavras de Lopes (2009) o SGA é totalmente desenvolvido em softwarelivre, contribuiu pelo fim das filas dos trinta e cinco postos de atendimento do INSSbem como, pela disponibilização de aposentadoria em trinta minutos. Apóssolicitações de trinta órgãos públicos a DATAPREV decidiu conceder a ferramenta. Lopes (2009) afirma ainda que ao utilizar softwares de plataforma aberta,livres e públicas, gerou uma economia de mais ou menos R$ 35 milhões, em dezanos de uso, tanto nos produtos quanto nos serviços prestados aos clientes daDATAPREV. 4.5.2 Serviço Federal de Processamento de Dados - SERPRO Conforme dito por Caio Marini (2002) o SERPRO é uma empresa públicavinculada ao Ministério da Fazenda - MF, que presta serviços de TI para o GovernoFederal do Brasil. Desenvolve programas e serviços viabilizando o controle e atransparência sobre a receita e os gastos públicos. Nas palavras de Miranda, Vieira e Careli (2008) a implantação do softwarelivre no SERPRO começou juntamente com o ambiente Windows, tendo em vista
  • Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação 10que não queria ocasionar nenhum tipo de descontinuidade nos trabalhos por elarealizados ou até mesmo impactos negativos para os usuários, clientes e sistemas. Segundo Santos, Almeida e Oliveira (2001) após vários estudos conclui-seque seria necessário inserir inicialmente o software livre em um ambiente web, oCentro de Especialização Unix/Linux - CEUL, do SERPRO de Recife começou afazer uso do SQUID, tipo de servidor Proxy que acelera as páginas da internet, naRede Corporativa do MF de Pernambuco e na Rede da Empresa. Após o uso dosoftware foi realizada uma pesquisa de satisfação com os usuários, pesquisa estaque obteve alto nível de aprovação ao se tratar de performance, estabilidade eeconomia. Baseando-se nesses resultados obtidos o CEUL recomenda utilizar oproduto tanto no ambiente do SERPRO bem como no ambiente de seus clientes. Segundo Miranda, Vieira e Careli (2008) realizou-se pesquisas durante quatroanos para aplicar o Linux em situação real, testes envolvendo experiências desucesso em ambientes de servidores, contemplando ferramentas de correioeletrônico Notes, banco de dados Oracle, servidor web Apache e funcionalidade deProxy e cache. Ainda nas palavras de Miranda, Vieira e Careli (2008) um bom exemplo a serobservado é a migração da ferramenta servidor e clientes de email Notes para o decódigo aberto Correio Carteiro, onde até dezembro de 2006 apresentava-se assim,conforme dados apresentado na figura 2 – andamento da Migração Notes/Carteiropor regional: Figura 2: Andamento da Migração Notes/Carteito por Regional Conforme Miranda, Vieira e Careli (2008) a migração para o software livre nasestações de trabalho foi realizada com a substituição do MSOffice pelo OpenOffice edo internet Explorer pelo Mozilla Firefox a medida em que os usuários iam sefamiliarizando, porém estes eram assistidos pela área de suporte e também tinhamtreinamentos. Atualmente, o Serpro utiliza o BrOffice, versão brasileira doOpenOffice. Posteriormente, após aprovação do CEUL as estações de trabalhopassaram a utilizar a distribuição Fedora Core, e assim as estações passaram aoperar em dual boot, possibilitando assim que os usuários pudessem fazer uso tantodo windows quanto do GNU/LINUX em uma mesma estação. Nas palavras de Miranda, Vieira e Careli (2008) os softwares livres utilizadosem estações de trabalho do Serpro são:
  • Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação 11  Sistema Operacional: Fedora Core 6;  Gerenciador de Janelas: KDE 3.5;  Browser: Firefox 2;  Leitor de e-mail: Thunderbird;  Escritório: OpenOffice 2;  Anti-vírus: Clamav;  Compactador: Ark;  Editor Gráfico: Gimp 2.2;  Multimídia: Kaffeine;  Editor de Imagens: Gwenview;  Gerenciador de pacotes: Yum e Pup;  Editor de HTML: Nvu;  Gravador de CD/DVD: K3b;  Gerenciador de Arquivos: Konqueror;  Suporte remoto: Ssh e Krfb/Krdc;  Gerenciador de Login: GDM;  Mensagem instantânea: Jabber Psi. Conforme relatado por Miranda, Vieira e Careli (2008) o SERPRO obtevebons resultados ao se tratar dos aspectos econômicos com o processo de migraçãopara o software livre. No ano de 2004 conseguiu economizar R$ 10,5 milhões e em2005, R$ 19 milhões. Ressalta que com a migração para o software livre a economiatende a ser gradativa no governo, assim que os órgão públicos o adotarem. Com ainiciativa por parte do SERPRO pode acarretar em um aceleramento do processodecisório quanto ao Linux especificamente, pois a segurança da sua aplicaçãoestaria devidamente comprovada na prática, e também o SERPRO demonstra estábem preparado para dar suporte aos demais órgãos que compõe a AdministraçãoPública ou empresas públicas.4.5.3 Superior Tribunal de Justiça - STJ Conforme Cavalcanti e Castro (2007) a utilização de software livre peloTribunal de Justiça - STJ vêem sendo empregada há bastante tempo na área deinfra-estrutura de redes, e que no ano de 2002 deu-se inicio a um projeto visandoavaliar a aplicação das soluções livres em desktops de usuários finais. Segundo Cavalcanti e Castro (2007) com a utilização do software livre emdeterminados locais da infra-estrutura do STJ, obteve-se uma economia de mais oumenos R$ 279.500,00. Em pesquisas realizadas para verificar o quanto o STJeconomizou ao aderir software livre, conheceram softwares que custa em média R$50.000,00 por licença. Ressaltam que existem alternativas livres que tem a mesmafinalidade, que envolvem apenas um custo indireto de treinamento, e que as vezesse consegue de forma gratuita pela internet. Segundo Cavalcanti e Castro (2007) um fator de extrema importância parasuas pesquisas foram às visitas técnicas realizadas nas organizações, na qualvisaram avaliar as experiências adquiridas com as soluções abertas por estasorganizações, Conforme mostra a tabela 2:
  • Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação 12 Tabela 2: Experiências de outras instituições Instituição Atividades Plano de ação  Migração de estações com  Treinamento imediatamente Windows para Linux; antes da implantação da  Instalação do OpenOffice solução livre; junto com o Microsoft Office  Desenvolvimento de novos e instituição de norma que softwares em plataforma estabelece arquivos de texto Web para acesso a partir SERPRO no formato RTF e textos com de qualquer sistema imagem no formato PDF, operacional e navegador forçando o abandono do Web; formato proprietário;  Ênfase no treinamento à distância com pouca participação presencial;  Primeira migração para  Migração por setor; OpenOffice mal sucedida por  Não usar a solução livre falta de planejamento; com a comercial na CÂMARA  Uso de solução livre para mesma unidade; DOS melhor negociação com  Definição do formato de DEPUTADOS software proprietário; arquivo para os documentos  Não alteração do software gerados nas estações; livre original;  Instalação de visualizadores.  Instalação do DEBIAN nos  Primeiro migração dos servidores e do FEDORA servidores e depois das nas estações; estações;  Instalação do OpenOffice  Migração dos sistemas com desinstalação do legados; MEC Microsoft Office de forma  Treinamento dos usuários gradativa; com o apoio do RH;  A distribuição para estações  Treinar o pessoal de TI é customizada com as antes da migração especificações do MEC (papel de parede, ícones, cores, etc). Fonte: Artigo avaliação para expansão do uso de software livre no Superior Tribunal de Justiça-2007 “O que colocamos em voga é a necessidade de se pagar por um produto cujosimilar livre tem as mesmas funcionalidades, ou pelo menos a maioria delas, queatendem a 99% dos usuários. Cavalcanti e Castro.” (Cavalcanti e Castro, 2007) Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro Segundo Abreu et al. (2010) visando a melhoria na forma de atendimento aosusuários de TI, bem como a adequação na forma de contratação conforme InstruçãoNormativa nº 04/2008/MPOG-SLTI, em 2009 mapearam um processo do serviço deatendimento aos usuários de TI, para que o mesmo pudesse atender as
  • Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação 13expectativas do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e QualidadeIndustrial. Conforme Abreu et al. (2010) a forma de atendimento ao usuário de TI noINMETRO se faz por meio de um chamado telefônico ou via e-mail, neste primeirocontato um atendente faz a triagem do usuário e um atendimento de primeiro nível.Logo em seguida o chamado é registrado no software Gestão Livre de Parque deInformática - GPLI, solução livre disponível em http://www.glpi-project.org, por meioda licença GPL (General Public License), publicada pela Free Software Foundation,para gerir os chamados de helpdesk. No caso do INMETRO a versão utilizada foi a0.72.21 do GPLI, juntamente com as tecnologias Apache versão 2.2.12-1, Mysqlversão 5.1, PHP versão 5.2.4 e Linux Ubuntu Server 9.10 (Karmic-Koala), kernel2.6.31-14-server-SMP.5 Conclusão O processo de inclusão de software livre no âmbito da Administração Públicatem trazido resultados bastante satisfatórios do ponto de vista administrativo eoperacional das organizações. Com as informações mostradas no presente artigo fica claro que são muitosos casos de sucesso dos sistemas que são implantados nessas organizações, parao Governo Federal de uma forma mais abrangente observa-se que a economiaadvinda para o cofre público é um fator importante a ser observado, porém não éapenas esse o ponto principal, e sim diversos outros, bem como performance e aestabilidade dos softwares, que refletem diretamente no nível operacional dosserviços que são prestados pelas organizações públicas. Diante do exposto, conclui-se que embora seja um processo às vezestrabalhoso e demorado, seus resultados são bastante compensatórios tanto paraquem trabalha no serviço público quanto para a população que faz uso dessesserviços, pois poderá contar com um serviço de qualidade e com mais agilidade,pois a inclusão de uma solução livre certamente faz com que a tecnologia estejamais perto de todos e a favor de toda a população.6 Referências BibliográficasABREU, Eduardo Melione; DIAS, Sandra Aparecida; DALCORNO, Luiz C; LANINI,Fabiano Durão. Uso de software livre para gestão do serviço de atendimento aousuário de TI no INMETRO.Disponível em: http://repositorios.inmetro.gov.br/handle/123456789/569Acessado em: 23/05/2011.BRANCO, Marcelo DElia. Software Livre na Administração Pública Brasileira.Disponível em: http://www.livrosgratis.com.br/arquivos_livros/sl000002.pdfAcessado em: 01/05/2011.CAMPOS, Augusto. O que é software livre. BR-Linux. Florianópolis, março de2006.Disponível em: http://br-linux.org/faq-softwarelivre/?q=faq-softwarelivreAcessado em: 19/05/2011.CAMPOS, Augusto. O que é uma distribuição Linux. BR-Linux. Florianópolis,março de 2006.
  • Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação 14Disponível em http://br-linux.org/linux/faq-distribuicaoAcessado em: 20/05/2011CAVALCANTI, Dorval Pacheco e CASTRO, Victor Marcus de Oliveira. Avaliaçãopara expansão do uso de software livre no Superior Tribunal de Justiça – STJ.Disponível em:http://bdjur.stj.gov.br/xmlui/bitstream/handle/2011/17489/Avalia%c3%a7%c3%a3o_Expans%c3%a3o_Uso_Victor%20Marcus%20de%20Oliveira%20Castro%20e%20Dorval%20Pacheco%20Cavalcanti.pdf?sequence=1Acessado em: 22/05/2011.FÉRIES, Marcelo Andrade. A adoção de softwares livres pelas diversas esferasda administração pública: alguns aspectos jurídicos de um ambiente dedisputas econômicas.Disponível em: HTTP://www.egov.ufsc.br/portal/sites/default/files/anexos/32679-40132-1-PB.pdfAcessado em: 13/05/2011.FALCÃO, Joaquim et al. Estudo sobre o software livre.Disponível em: http://www.softwarelivre.gov.br/documentos-oficiais/documentos-oficiais/estudo-sobre-o-software-livreAcessado em: 11/05/2011.FONTES, Roberto Duarte; GOLDSCHMIDT, Juliana Paz. Diretrizes para Promovera Utilização e o Desenvolvimento do Software Livre no Governo FederalDisponível em: http://fontes.pro.br/artigos/softwarelivre/diretrizes.pdfAcessado em: 22/05/2011.GOMES, Marcelo Marques; FRACALOSSI, Weverson Fantin. Software livre naAdministração Pública.Disponível em: http://www.gfsolucoes.net/trabalhos/soflivrepublico.pdfAcessado em: 22/05/2011.LOPES, João Carlos dos Santos. Políticas públicas para TIC a adoção desoluções abertas e softwares públicos O caso DATAPREVDisponível em:http://portal.dataprev.gov.br/wp-content/uploads/2009/12/JoaoLopes_GestPublica_ENAP_2008_Monografia.pdfAcessado em: 01/05/2011.MARINI, Caio. A transformação organizacional do SERPRO no contexto danova gestão pública: exame da experiência recente e impacto para ofortalecimento institucional do setor público brasileiro.Disponível em:http://unpan1.un.org/intradoc/groups/public/documents/CLAD/clad0043708.pdfAcessado em: 23/05/2011.MIRANDA, Viviane Vieira de. et al. O uso de Software Livre no Serviço Federal deProcessamento de Dados (Serpro).
  • Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação 15Disponível em: http://www.foa.org.br/cadernos/edicao/08/11.pdfAcessado em: 01/05/2011.MIRANDA, Viviane Vieira de; VIEIRA, Carlos Eduardo Costa; CARELLI, FlávioCampos. O uso de software livre no SERPRO.Disponível em: http://www.foa.org.br/cadernos/edicao/08/11.pdfAcessado em: 01/05/11.NOYES, Katherine. O que tornam essas 10 distribuições Linux tão populares?Disponível em: http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2010/09/06/o-que-tornam-essas-10-distribuicoes-linux-tao-populares/Acessado em: 21/05/2011.OLIVEIRA, Moraes Leme de. A constituição econômica e a adoção do softwarelivre pela Administração Pública.Disponível em:http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/direitopub/article/view/7567/6652Acessado em: 01/05/11.SANTOS, Arnobio dos; ALMEIDA, Gaubo Amazonas de; e OLIVEIRA, SalatielRobson Barbosa de. O Serpro e o Software Livre.Disponível em:http://pergamum.serpro.gov.br/biblioteca/php/pbasbi2.php?codAcervo=8468&codBib=,&codMat=,&htdig_flag=outrosAcessado em: 22/05/2011.SILVA, Alberto; RIBEIRO, Thiago. Migração do software proprietário para osoftware livre em órgãos públicos e empresas privadas.Disponível em: http://www3.iesam-pa.edu.br/ojs/index.php/computacao/article/view/475/425Acessado em: 20/05/2011.