Apostila Ministério das Famílias - RCC
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  • 1. APRESENTAÇÃO O ministério para as famílias na RCC do Brasil está lançando sua apostila do módulo básico. Nela foram colocadas as justificativas do porque desse serviço dentro da RCC e consequentemente nos Grupos de Oração. A apostila consta de subsídios próprios para estudo em sua primeira parte, na qual serão encontradas as metas e diretrizes, além da definição dos projetos que hoje são considerados prioritários para que o ministério esteja implantado em uma diocese. Encontramos durante esses anos dioceses, cidades, localidades que iniciaram um trabalho com as famílias dentro da RCC realizando algumas atividades que sem dúvida nenhuma contribuíram para a evangelização das famílias, mas que ainda não manifestam de forma definitiva um trabalho continuado em favor das famílias que se identificam com a espiritualidade da RCC. Por esse motivo os projetos prioritários são os elementos fundantes para que o ministério ganhe corpo em nossas dioceses, cidades e grupos de oração. Sabemos por experiência nesses anos à frente do ministério para as famílias que os demais projetos são conseqüência dos projetos que definimos como fundantes, quando alguns deles são desenvolvidos sem o alicerce a sua subsistência torna-se na maioria das vezes difícil de ser mantida. O objetivo dessa apostila é levar o ministério para as famílias dentro do Brasil à busca de uma unidade, de um maior compromisso com aquilo que o próprio Deus está querendo realizar em nossos grupos de oração através desse trabalho. Nesse intuito a coordenação nacional do ministério tem desenvolvido com os coordenadores estaduais do ministério contato constante, inclusive com uma reunião anual com todos estes, sendo que a primeira foi em março de 2007 e pelo seu fruto ficou definido por todos que anualmente esse conselho se reunirá para que a unidade do ministério possa crescer cada dia mais. A segunda parte dessa apostila contém o modelo de um encontro ao qual chamamos de encontro de implantação. Nesse encontro temos o objetivo de mostrar aqueles que são chamados ou indicados para esse trabalho, a importância, o porquê do trabalho e principalmente a que se destina o ministério para as famílias dentro da RCC. Para o bom desenvolvimento do ministério temos nos utilizado de um “rhema” que o Senhor nos deu que é: “Consagra-te ao teu ministério”. O ministério é um serviço dentro da renovação carismática que exigirá daquele que a ele foi chamado prioridade, pois diversas são as necessidades das famílias, e para tanto exigirá daquele que Jesus convocou para esse trabalho de uma dedicação toda especial, portanto essa palavra de Deus é uma ordem para nós do ministério para as famílias. Nosso saudoso papa João Paulo II nos animou com muitas palavras de incentivo, principalmente quando nos dizia que: “o futuro da humanidade passa pela família”, quando nos exortava com ardor dizendo: “família torna-te aquilo que tu és”, palavras essas que nos abrem a visão para o plano de Deus para a humanidade através da família. O papa Bento XVI por ocasião de nosso aniversário de 35 anos de renovação no Brasil em sua carta de felicitação pelo Congresso Nacional sedimentou a necessidade desse ministério dentro da RCC quando nos pediu que: “A Renovação Carismática do Brasil não medisse os esforços na luta pelas famílias”. O ministério para as famílias é desejo de Deus para toda RCC do Brasil, que essa apostila nos auxilie a realizarmos o desejo de Deus em nossos grupos de Oração. Chamamos carinhosamente Maria de Nossa Senhora das Famílias, pois temos consagrado todo o trabalho para as famílias a ela, a protetora para as famílias. E foi com grande alegria que recebemos de Deus em nossa reunião nacional do ministério uma moção profética em que Deus colocava também São José como protetor do ministério para as familias no Brasil. Que Jesus, Maria e José abençoem todas as famílias do Brasil. Coordenação Nacional do Ministério para as familias na RCC 5
  • 2. SUBSÍDIOS PARA ESTUDO E FORMAÇÃO METAS E DIRETRIZES DO MINISTÉRIO 1- O QUE É MINISTÉRIO PARA AS FAMÍLIAS? É o serviço dentro da Renovação Carismática Católica, responsável pela evangelização, acompanhamento e formação das famílias. Não somos apenas um grupo de pessoas que participa de Grupos de Oração e realiza encontros para evangelização de casais. Queremos ser um trabalho pastoral que leva a vocação de ser família de Deus muito a sério. Nosso olhar está sobre a família como um todo e de qualquer maneira que ela se apresente, oferecendo caminhos para sua santificação para que tenha vida espiritual e social digna, fundamentando tudo isso na experiência do Batismo no Espírito Santo. 2- COMO SURGIU? Surgiu diante da urgência da evangelização do homem em seu contexto na vida social. A família é a primeira célula da sociedade, é o santuário da vida, é onde nasce e cresce a vida humana salva por Jesus na Cruz. É onde o amor floresce e encontra sua mais simples, completa, e profunda forma de se manifestar. É “esperança e alegria” para o homem, como diz João Paulo II. 3- POR QUE FORMAR ESTE MINISTÉRIO EM SEU ESTADO, DIOCESE, CIDADE OU GRUPO DE ORAÇÃO? Para que, através de um trabalho alinhado às moções do Espírito Santo ao Conselho Nacional da RCC, possamos trazer a família para dentro do projeto de DEUS. Este desafio envolve desde a restauração completa das famílias já constituídas, com ou sem problemas, orientação a jovens, preparando-os para se tornarem novas sementeiras da verdade e da luz, até a proteção das crianças, para que estas possam desenvolver o potencial do amor de Deus recebido na sua criação. Sabemos também, que a maioria das pessoas que freqüentam nossos grupos de oração e que nos pedem oração, tem como fonte da maioria de seus problemas a convivência familiar. Por isso nesse momento de amadurecimento da RCC, faz-se necessário um serviço que vise levar a família como um todo a uma experiência do Batismo no Espírito Santo, nascendo dessa forma famílias novas, conduzidas pelo Espírito de Deus. 4- COMO FORMAR ESSE MINISTÉRIO? NA DIOCESE - Através de um casal coordenador Diocesano do Ministério para as famílias, nomeado pela coordenação Diocesana da Renovação. Este casal manterá contato com os coordenadores de cidades, foranias, vicariatos, decanatos e se for o caso Paroquiais dando todo apoio e informações necessárias sobre os rumos do Ministério para as Famílias, de acordo com a Ofensiva Nacional da RCC. NA FORANIA, VICARIATO, DECANATO - Através de um casal escolhido pela coordenação Diocesana do Ministério para as Famílias, em conjunto com os coordenadores Diocesanos da RCC. Este casal ficará responsável pela implantação e pastoreio do Ministério para as famílias na RCC, na forania, decanato, vicariato. NAS CIDADES/PARÓQUIAS - O coordenador da RCC das Cidades, Foranias, Vicariatos, escolherá um casal para animar ou ser o coordenador Paroquial do Ministério para as famílias, que fará com que retiros de primeiro anúncio, seminários de vida no espírito e formação com conteúdo dirigido às famílias aconteçam conforme orientação Nacional, Estadual, Diocesana. 6
  • 3. 5- COMO FAZÊ-LA ACONTECER? De acordo com a realidade de cada local, em comunhão com o Bispo e com o Pároco. Procurar desenvolver, conforme orientações contidas no projeto nacional para o Ministério para as famílias, atividades específicas dando atenção especial aos cônjuges, jovens vocacionados à vida familiar na sua preparação para o casamento, às crianças, aos viúvos e às famílias incompletas. Devemos procurar no que depender de nós, a comunhão com o clero e outros movimentos familiares da igreja para fortalecer o trabalho de pastoral sem, no entanto perder a vocação a que fomos chamados como Renovação Carismática Católica. PRIORIDADES E PROJETOS DE TRABALHO PARA A EVANGELIZAÇÃO DAS FAMÍLIAS 1. Introdução O Ministério para as famílias nesses últimos anos, teve um grande crescimento, fruto esse dos diversos projetos que têm sido desenvolvidos em diversas partes do país, nos diversos estados e dioceses. Em alguns lugares ainda não conseguimos implantar o mesmo por motivos pertinentes a cada localidade. Nossa intenção e meta nesses próximos anos é termos o ministério para as famílias implantado em todo o território nacional, chegando a todos os grupos de oração. Estamos nos empenhando para que cada grupo de oração da RCC do Brasil tenha o seu casal responsável pelo ministério para as famílias, e com alguns dos nossos projetos em andamento. Nesses anos que se passaram, foram anos de semeadura, em que muitas sementes foram lançadas, e assim como o semeador da parábola que Jesus nos conta, elas caíram em vários terrenos. Algumas frutificaram, outras iniciaram sua vida e pararam por aí, outras sem raízes pereceram, e outros se arrefeceram no caminho. É por isso que queremos iniciar esse novo tempo com um ardor novo, clamando um renovo do Espírito para o Ministério para as Famílias, consagrando-nos de uma forma nova ao ministério que nos foi conferido por Deus. Para tanto, gostaríamos de estabelecer algumas prioridades para que o bom andamento do ministério possa acontecer em todos os estados e dioceses. A missão do ministério para as famílias dentro da RCC, tem os mesmos dois momentos fundamentais da missão que Jesus confiou à sua Igreja. Evangelizar (Mc, 16,15ss), e formar (Mt 28,19ss). O evangelizar acontece a partir dos encontros de primeiro anúncio, que se realizarão através das experiências de oração para casais, seminários de vida, dias com as famílias, cenáculos com as famílias, etc. Esses eventos devem multiplicar-se em todas as cidades, dioceses e estados. Porém sem nos esquecermos do segundo passo em nossa missão: -o pastoreio, que envolve a formação dessas famílias que são atraídas para Jesus através dessa evangelização. A formação é fundamental para que as novas famílias cresçam. Jesus nos envia dizendo: “Ensinai-os a viver tudo aquilo que vos prescrevi”, ou seja, em nosso trabalho com as famílias, é necessário ensinar as novas famílias, agora batizadas no Espírito Santo, a viverem como famílias novas, e para tanto necessitarão de auxílio, de pastoreio, tanto por parte da coordenação local do ministério, quanto dos grupos de oração. Por esse motivo gostaríamos de estabelecer algumas prioridades para o bom desenvolvimento do ministério à nível nacional. As prioridades aqui apresentadas não vêm mudar nada daquilo que já está sendo desenvolvido nos estados e dioceses, mas vem organizar, e aprimorar nosso trabalho em favor das famílias. Algumas dioceses não sabem ao certo como começar o trabalho com as famílias, e nem mesmo quais projetos implantar. Essas prioridades vem nortear o caminho da implantação do ministério nos seus diversos níveis. 7
  • 4. O trabalho dentro do ministério para as famílias na RCC hoje, conta com mais de 18 projetos, e outros que o Espírito irá suscitando em cada localidade. O que estabelecemos como prioridades são aqueles que são indispensáveis para o bom desenvolvimento do ministério e que são ao mesmo tempo a base para que todos os demais projetos possam ser desenvolvidos. 2. PRIORIDADES DO MINISTÉRIO PARA AS FAMÍLIAS 2.1 Encontros de Primeira Experiência de oração para casais Esses encontros deverão contar os temas do primeiro anúncio, o Querigma – Amor de Deus, o pecado, Jesus Salvação, etc., sempre com as pregações voltadas para a realidade conjugal e familiar. Todo o anúncio deve ser feito direcionado ao casal, pois além dos participantes serem levados a um encontro pessoal com Jesus, o casal deverá fazer também esta experiência de salvação em seu relacionamento conjugal. Podem ser desenvolvidas dinâmicas próprias para fortalecer o conteúdo do anúncio. Local, nº. de participantes, horários, ficam de acordo com cada realidade local, sempre lembrando que o anúncio Querigmático deve ser realizado de forma completa, sem a ausência de nenhuma das colocações que compõe o anúncio do Querigma. Observações importantes: Quem pode participar da Experiência de Oração para Casais? -de maneira especial, todos os casais que participam do Grupo de Oração -casais cujo cônjuge participa sozinho (a) dos grupos de oração -casais que não participam de movimento algum dentro da paróquia, capela, bairro, etc... E os casais amasiados e de segunda união? -participarão naturalmente como todos os casais que tem sua situação regularizada diante de Deus e da Igreja, sendo que o anúncio do Querigma é uma obrigação nossa para todos os povos. O próprio Jesus nos afirmou que Ele não veio para os justos, mas para os pecadores, não veio para os sadios, mas para os que estão doentes. -algumas questões podem inquietar as coordenações como a questão do que falar sobre o sacramento do matrimônio. Para tanto iremos lembrar que: -na experiência de oração vamos anunciar Jesus, e no anúncio querigmático não vamos acusar os irmãos, mas sim colocar luz sobre o pecado. -na seqüência do pastoreio (passo posterior à experiência), auxiliaremos esses casais na regularização de cada caso, sendo que os amasiados iremos direcioná-los para os cursos de legitimação de nossas paróquias e nos casos de 2ª união, devemos estar prontos para avaliando cada caso direcioná-los para os tribunais eclesiásticos, para que a Igreja dê o seu parecer para cada caso. O papa Bento XVI em sua exortação apostólica Sacramentum Caritatis no nº29, estimulou que cada diocese tenha o seu tribunal eclesiástico para auxiliarem na solução desses casos, por esse motivo, estamos abertos para todos os tipos de casais. -é importante esclarecer que esses casais deverão ter no mínimo 2 anos de convivência definitiva, ou seja, uma relação que já seja solidificada como união conjugal. Quem pregará o encontro? “Casais” que já tenham feito a experiência do Senhorio de Jesus em seu relacionamento conjugal e dêem testemunho desta vivência. É importante esclarecer que para o anúncio para casais, o casal pregador esteja completo. Em muitos lugares temos tido pessoas que pregam sozinhos (as), ou 8
  • 5. seja, sem a esposa ou sem o marido, mesmo que este não seja pregador (a) sua presença fortalece o testemunho de família. São João Bosco já nos falava que: “o que educa não é o que se fala, mas o que se faz”, portanto dentro do ministério para as famílias os melhores pregadores não são os que têm maiores conhecimentos doutrinários ou teológicos, mas sim aqueles que conseguiram fazer de sua casa um local de oração, que descobriram na espiritualidade conjugal a força para perseverarem no caminho do Senhor, renovando seu BES todos os dias no convívio familiar. Dinâmicas próprias para o encontro: a) animação do encontro: -é importante que a animação do evento seja feita por uma pessoa casada, por conhecer a realidade da vida conjugal, evitando assim dinâmicas como “olhe para seu irmão” e sim “olhe para seu marido, esposa”, e de preferência que o esposo ou esposa do mesmo esteja junto para que a dinâmica seja acompanhada pelos participantes. b) orações do encontro: -também as orações deverão dinamizar a relação do casal, tanto na amorização, pedido de perdão, renovação do matrimônio, enfim em todas as orações do encontro. c) sentar-se a mesa para as refeições: -um dos valores que se perdeu no seio das famílias nos tempos atuais foi a consciência da importância da mesa na vida da família, e até mesmo em nossos encontros de RCC por motivos diversos, também nós não temos tido muitas vezes em nossos eventos mesas para as refeições. -queremos que a família retorne para o lugar sagrado da família que é ao redor da mesa, por isso nas experiências de oração para casais pedimos que se tenham mesas para que os casais possam já no encontro fazer a experiência da importância do sentar-se à mesa para as refeições. -é claro que cada localidade adequará as mesas à realidade do local do encontro. Cuidados importantes: -algumas localidades com boa intenção querendo deixar o encontro mais bonito, acabam copiando de outros movimentos de casais na Igreja algumas dinâmicas que muitas vezes são desnecessárias, pois nosso propósito principal é que o casal tenha um reencontro consigo mesmo e uma experiência juntos com Jesus para serem batizados no Espírito Santo e começarem assim uma vida nova como família. -não devemos nos esquecer que nosso movimento tem sua espiritualidade própria e é através da força dos momentos de oração que a graça acontecerá nos corações. -chamamos nossos encontros de “experiência de oração para casais”, pois essa é nossa identidade, evitemos, portanto outros títulos como “retiro para casais”, “encontro para casais”, somos RCC e queremos levar os casais a uma experiência com Deus na oração. 2.2 Grupos de Perseverança para casais Essa segunda prioridade é fundamental para o crescimento do ministério, porque é a continuidade do processo de conversão que o casal iniciou nos encontros de primeiro anúncio. Nas comunidades ou grupos de oração deve ser dado todo apoio para que se formem Grupos de Perseverança para Casais. Estes grupos são importantes para o crescimento espiritual de cada participante por serem fechados, para que o grupo de no máximo 08 ou 09 casais possa adquirir confiança um no outro. 9
  • 6. Aconselhamos que as reuniões do grupo de perseverança sejam quinzenais, para que também o casal e sua família, participem do Grupo de Oração de sua paróquia semanalmente, serão em dias diferentes do GO, e nas casas dos casais, ou onde melhor convir à localidade. Na reunião deverão ser partilhados os problemas pessoais de cada membro e, principalmente, o uso dos dons carismáticos extraordinários. Os casais que participam do grupo de perseverança não devem deixar de participar do grupo aberto para não perderem o momento da pregação e unção querigmática. Estes grupos visam a integração do casal (família) na comunidade para perseverar e entrar em um processo de crescimento que possa levá-los no futuro ao serviço nos diversos ministérios do grupo aberto. Para o bom desenvolvimento e direcionamento do grupo de perseverança para casais, o ministério nacional tem cartilhas para as reuniões quinzenais dos mesmos. Há aqui a necessidade de um casal para acompanhar este grupo (casal animador), que terá como função, acompanhar, e cuidar do crescimento de todos. Deve ser um casal que já tenha algum tempo de participação no grupo aberto e demonstre amadurecimento de fé e conhecimento da graça de Deus quanto aos dons do Espírito Santo. Destes grupos de perseverança deverão por conseqüência surgir novos formadores, pregadores, pessoas dedicadas no serviço às famílias. Os grupos devem manter a identidade do Batismo no Espírito Santo, a utilização dos carismas, de acordo com a própria identidade da RCC. Funções do casal animador: -pastorear os casais que lhe foram confiados; -acompanhar o crescimento espiritual dos casais de seu grupo nas dimensões conjugal e familiar; -ligar antes das reuniões para lembrá-los da mesma; -ligar quando faltarem à reunião do GPC e também do Grupo de oração aberto; -estimular e incentivar que todos os casais se encontrem semanalmente no Grupo de Oração; -indicar e acompanhar os casais nos grupos de oração de suas comunidades paroquiais. Orientações importantes sobre casal animador: -a coordenação do ministério deverá ter periodicamente, pelo menos a cada 45 dias uma reunião com os casais animadores para avaliar o andamento dos grupos de perseverança para casais. -promover a cada 3 meses uma noite de reavivamento para todos os grupos de perseverança, com temas específicos da família e momentos fortes de oração e renovação do BES. -o casal animador é nosso elemento fundamental nesse projeto, portanto a coordenação do ministério local deve também pastorear os casais animadores e seus grupos, visitando esses grupos periodicamente. OBSERVAÇÃO: As experiências de oração, ou seminários de vida para casais, mais os grupos de perseverança e seu pastoreio são de responsabilidade mais direta da coordenação do ministério seja ela em nível de cidade, forania, região pastoral, ou de outra forma que a localidade pastoral for dividida. As demais prioridades estabelecidas a seguir estão diretamente ligadas ao grupo de oração e deverão acontecer a partir e dentro dos grupos de oração, trabalhando assim a ministerialidade orgânica que tanto desejamos viver dentro de nossos grupos. Por entendermos que todos os ministérios são serviços prestados aos grupos de oração, esses projetos vem contribuir para o crescimento dos grupos e para as famílias que deles participam. 10
  • 7. Os projetos abaixo, estão também dentro das nossas seis prioridades, sendo que estes acontecem diretamente dentro dos nossos grupos de oração. 2.3 Ministério para as Crianças nos Grupos de Oração O ministério para as crianças esteve vinculado ao ministério para as famílias durante este tempo de implantação do trabalho com as famílias na RCC. Agora o mesmo está ganhando corpo próprio e para que possa crescer pedimos que todos os grupos de oração tenham uma equipe para esse trabalho, pois não podemos pensar em famílias sem pensar em crianças. Essa prioridade está dentro do projeto do ministério para as famílias, pois torna-se inviável convidarmos os casais, as famílias para os Grupos de Oração se não tivermos nos mesmos quem também trabalhe com nossos filhos. Para tanto, é prioritário que cada grupo de oração se organize para criar o ministério para as crianças, para que toda família possa ser evangelizada e caminhe no seu desenvolvimento na vida espiritual. A formação e o desenvolvimento do ministério para as crianças, serão acompanhados pelo responsável em nível nacional, que fornecerá a devida formação e materiais para o mesmo. É importante esclarecer que os ministérios de estado de vida (família, jovem e criança), devem caminhar juntos, pois todos estão dentro da família. O trabalho associado gerará maiores frutos em favor das famílias na RCC. 2.4 Projeto Consagração dos Lares É uma forma de evangelizar e dispor nossos lares para a palavra de Deus, consiste em uma visita a casa de famílias que freqüentam o Grupo de Oração, consagrando o local e a família moradora ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria. As equipes de visita devem ter uma formação básica no ministério de oração por cura e libertação, pois podem muitas vezes encontrar locais que foram utilizados para magias ou outros ritos não Cristãos, porém é importante elucidar que a equipe de consagração não vai fazer libertação de nenhuma residência, nosso trabalho é o de consagrar nossas famílias a Jesus e Maria. Como a família é uma Igreja domestica o local que se reúne deve ser identificado por objetos e imagens cristãs, inclusive se for possível por um pequeno oratório familiar com a imagem da virgem Maria e a Santa Cruz. A família deve ser consagrada pela oração e os bons propósitos de viver o evangelho e seus desafios dentro da família. Esse trabalho tem dado muitos frutos dentro de nossos grupos de oração. O ministério para as famílias tem material próprio para esse serviço dentro do Grupo de Oração que serve como orientação para o exercício desse trabalho em favor das famílias. Algumas orientações de como organizar a Consagração dos Lares: -a equipe de visita nos lares não deverá ter mais do que 05 pessoas, por motivos de tamanho das residências e até mesmo de praticidade de trabalho; -deverá cada equipe ter ao menos um casal como membros e nunca uma casa ser visitada sem a presença desse casal, pois como nossa intenção é trazer toda essa família para o Grupo de Oração, a presença masculina é importante para o convencimento de membros da família que ainda pensam que: “Igreja é lugar para mulheres”. A casa de quem será visitada? -a casa de quem participa do grupo de oração. Esses são os destinatários da consagração dos lares, a casa daquelas pessoas, homens e mulheres, jovens e até crianças que freqüentam o GO, mas que o restante de seus familiares não, inclusive a casa dos servos e coordenadores. E as pessoas que não freqüentam e querem ser visitadas? 11
  • 8. -a primeira coisa que iremos propor é que comecem a participar do GO, entrem na fila de espera até que sua casa seja também visitada. É requisito importante participar do GO para que a casa seja visitada, pois este trabalho do ministério para as famílias é para o GO. -todas as casas visitadas deverão ser cadastradas para que no futuro tenhamos um banco de dados para o convite de novas experiências de oração para casais, eventos para famílias, etc. 2.5 Projeto Pais Rezando pelos Filhos: Esse projeto tem sua moção inicial fundamentada na unção especial que todos os pais têm como intercessores de seus filhos. Sabemos que nos dias de hoje a educação de filhos tem sido um grande desafio para os pais, mas sem entrar no mérito das causas desta questão queremos com esse projeto realizar um grande momento dos pais que clamam ao céu por seus filhos, e temos visto que quando isso acontece, milagres e prodígios Deus tem realizado em nosso meio. O projeto hoje acontece em dois momentos: -num primeiro momento sugerimos que se marque um dia, que pode ser no dia do grupo de oração ou outro dia além do grupo para que naquela noite, todas as orações sejam voltadas para uma intercessão poderosa em favor dos filhos, com a manifestação dos carismas, clamando por cura, libertação dos pais e dos filhos. Nesta noite de oração tudo é direcionado nessa intenção. Essa noite pode acontecer a cada dois meses e seus frutos são maravilhosos. Um casal ou mais casais deverão conduzir esse momento de oração, já que queremos que sejam os pais, ou seja, pai e mãe clamando ao Senhor por seus filhos, para que também se dê testemunho do pai e mãe que intercedem por seus filhos, diante de uma realidade de que na maioria das vezes é sempre a mulher quem busca a oração. -num segundo momento, estimular e ensinarmos os pais a orarem o terço por seus filhos. Estimular nos grupos de oração que os pais (pai e mãe) rezem um terço na intenção de seus filhos ao menos uma vez na semana. Este projeto é bem simples de ser colocado em prática, já que pode ser estendida a toda paróquia, envolvendo dessa forma toda a comunidade local, pois todos são pais e nos tempos atuais, quais são os pais que não estão precisando orar por seus filhos? 2.6 Pregações com temas para as famílias nos Grupos de Orações Essa é uma das prioridades que temos lutado para colocar em prática em todos os grupos de oração. Trata-se de acertar-se com a coordenação do seu grupo de oração para que periodicamente, talvez a título de sugestão, a cada 45 dias, um grupo de oração com pregação e orações voltadas para a família. Sabemos que a maior fonte dos problemas, dos traumas, decepções, curas emocionais que os membros de nossos grupos de oração trazem, têm sua fonte na vida familiar, portanto, quando o GO reza e prega em favor da família, está levando a cura e a libertação para dentro de nossos lares. Nesse dia o GO será voltado para a família, com animação específica, músicas, oração e pregação. O grupo de oração deverá pedir ao ministério para as famílias que indiquem casais que possam pregar no grupo com testemunho de vida. Lembramos sempre que é importante famílias completas pregando para darem testemunho da ação do Espírito Santo na vida das famílias. 12
  • 9. 3. OUTROS PROJETOS DENTRO DO MINISTÉRIO PARA AS FAMÍLIAS 3.1 Encontros de Aprofundamento de oração para casais Deverão ser realizados sempre após a Primeira Experiência, ou quando se fizer necessário. Os temas poderão ser eleitos conforme a realidade do grupo (Paróquia, Decanato ou Diocese). No entanto, sugerimos alguns temas que parecem ser os mais críticos nos dias de hoje: Relacionamento Conjugal; Sexualidade e Afetividade; Educação e formação dos Filhos; Relacionamento Pais e Filhos; Economia e finanças no lar Cristão. Santidade e vida de oração na família; Relacionamento Social - quem somos e quem é nossa comunidade; Diálogos conjugais e de sentimentos; Espiritualidade na família; Cura e libertação da família. Exigência: Pregadores com grande vivência no relacionamento conjugal e espiritual. Os coordenadores do Ministério, em qualquer nível - Diocesano, Estadual, etc. , devem observar os seguintes aspectos na formação dos pregadores dos encontros: -pessoas que tenham um bom testemunho familiar ou que possam demonstrar como superaram seus problemas. Devem ter o conteúdo da doutrina católica a respeito do tema família; -terem o carisma e a formação para pregadores, agindo em unidade com o ministério de pregadores. Que tenham a espiritualidade da RCC e que tenham vida de oração e busca de santidade de vida. Mesmo que estes pontos pareçam ser subjetivos devemos procurar zelar pela obra que é de Deus. 3.2 Programar encontros ou dias de formação envolvendo toda a família; Através de encontros de lazer e evangelização reunir a família em toda a sua dimensão para oração, formação e celebração. 3.3 Encontros de Preparação para o Casamento ou Encontro de Namorados: Criar encontros de preparação para o casamento dentro da experiência da RCC e de discernimento vocacional. Poderão ser encontros para namorados, noivos ou mesmo pré-matrimoniais dirigindo os jovens para um namoro maduro e casamento estruturado. Poderão ser trabalhados temas como: relacionamento interpessoal, relacionamento conjugal, harmonia sexual, economia doméstica, fidelidade e respeito para com o outro, espiritualidade, nova família que se constitui, a ecologia doméstica (a casa e o ambiente físico do casal). Necessariamente, aqui, os pregadores serão casais em estado regular perante a Igreja e com testemunho de vivência conjugal e espiritual. 13
  • 10. Os encontros deverão ser realizados em horário oportuno de forma a facilitar a participação dos casais (Ex. Domingo pela manhã, Sábado à noite, etc...); conforme a realidade de cada local. Procurar fazer uso de dinâmicas com objetivo de entrosamento e boa comunicação dos participantes. Os momentos de oração – espiritualidade deverão levá-los a querer buscar mais Jesus como Senhor de suas vidas. O ministério para as famílias tem um material de orientação e formação para esses encontros. 3.4 Consultórios Matrimoniais É um pedido do Papa João Paulo II, cuja finalidade vem de encontro às dificuldades enfrentadas pelos casais e famílias de nosso tempo. Para que isto torne-se uma realidade precisamos formar casais que possam atender outros casais, ouvi-los, acolhê-los, e orar com eles, para que Deus os ilumine e os auxilie no encontro da solução de seus problemas. Estes casais que farão atendimentos devem ser pessoas de muito discernimento, conhecedores das problemáticas de um casal (família), muita ética (guardar sigilo), serem formadas pelo Ministério para as Famílias e ministério de cura e libertação, para os momentos de oração. Casais equilibrados e com testemunho de vivência conjugal. Devem ter disponibilidade de tempo em algum momento na semana para que possam criar uma rotina de atendimento de forma que as famílias ou casais interessados em conversar e orar com pessoas mais capacitadas ou experimentadas possam buscar e encontrar ajuda e acolhimento para seus problemas. 3.5 Planejamento familiar A orientação e acompanhamento para novos e antigos casais instruindo-os a viverem as orientações da Igreja quanto ao planejamento familiar, estando sempre abertos a vida, mas dentro da vontade de Deus para cada lar, regular o número de filhos com o uso de métodos aconselhados pela igreja. Deve ser feito através de orientadores conjugais aproveitando, se possível os consultórios matrimoniais, ou mesmo através de pequenos cursos. Estes momentos podem ser aproveitados para rezar pelos casais estéreis, auxiliando-os psicologicamente e espiritualmente, serviço que tem proporcionado bons resultados, seja pela ação extraordinária de Deus, ou seja, pelo conhecimento técnico do método da ovulação. Devemos aproveitar também este espaço para instruir sobre a guarda e adoção, que são fortes gestos cristãos. 3.6 Encontros e reuniões especiais para homens e mulheres, procurando formas diversas de evangelização familiar Encontros ou reuniões só para homens ou só para mulheres, buscando formação para a família e experiência com Deus visando à construção da Igreja doméstica. 3.7 Encontros para os diversos estados do ciclo de Vida Familiar Tendo em vista as dificuldades que a família enfrenta, os coordenadores em diversos níveis, devem estar atentos à necessidade de criar encontros de oração: - primeira experiência e aprofundamentos - específicos para os diversos estados de vida para os membros de famílias que não se encontram reunidas em torno do núcleo pai e mãe. Estes encontros devem atender desde o viúvo(a) ou separado. Deve incluir instrução e encaminhamentos sobre a 14
  • 11. nulidade do casamento e regularização de união sem o sacramento. Em todos os casos o encontro deve acolher a situação das pessoas nesta condição especial e valorizar seu esforço em favor da vida conjugal. Vivenciamos nos últimos anos, acontecimentos que modificaram a estrutura natural da família, alguns como resultados de conseqüências naturais; outros relacionados às mais diversas questões. Podemos encontrar Famílias modificadas que não estão mais com os filhos reunidas em torno do núcleo do Pai e da Mãe . São famílias separadas, divorciadas, amasiadas, viúvas, unilaterais (Pai, Mãe – solteiros). Estas pessoas também precisam ser acolhidas e convidadas a fazer a experiência da Salvação em suas vidas e em suas famílias. Devem trabalhar temas específicos para suas realidades de acordo com as necessidades específicas de cada grupo. O Ministério para as Famílias deve buscar inserí-las nos Grupos de Oração para que experimentem o amor de Deus que se manifesta na comunidade, sejam saradas da exclusão da vida comunitária e possam, com liberdade, fazer a opção pelo Reino de Deus. Para estes encontros ressalta-se a necessidade de os pregadores serem pessoas acolhedoras, conscientes, devidamente preparadas no Espírito e no conhecimento das normas da igreja, com muito discernimento e conhecedores da doutrina cristã sobre estes vários tipos de realidade. Não podem manifestar ou ter preconceitos. 3.8 Projeto Grupos Familiares Formarmos grupos familiares para oração (vizinhos, parentes, amigos, etc.). A família católica pode dar sua contribuição para a transformação da humanidade reunindo em torno de si outras pessoas ou famílias para orar e confraterniza-se com oração e partilha do evangelho. A forma de implementar é simples. Basta as famílias serem motivadas a convidar os vizinhos e parentes para reunirem-se em sua casa para um momento de oração e partilha da palavra. Devem procurar rezar pelas necessidades de todos, e depois encaminhá-los a grupos de oração e a repetirem a iniciativa em suas casas. É importante que estes grupos possam levar toda a família e vizinhos a experimentarem o imenso amor de Deus, de forma pessoal e vivencial. Dentro das características da RCC em cada localidade é desejável que se ore por um novo pentecostes na vida familiar e pessoal de cada presente nas reuniões. 3.9 Encontros Vocacionais Todos somos chamados a uma vocação. A primeira delas é viver a graça do nosso batismo, como Filhos de Deus, feitos à sua imagem e semelhança. Estes encontros visam levarmos os participantes a um discernimento vocacional, seja o matrimônio ou vida religiosa no sacerdócio ou celibato consagrado. Os temas e as dinâmicas deverão ir ao encontro dos questionamentos da vida humana diante das características atuais da sociedade em que se vive. Os encontros poderão ser bimensais, semestrais, de acordo com a realidade de cada localidade. Como resultados destes encontros podem ser estruturadas equipes de pessoas para acompanhamento e discernimento de vocação como parte de um processo de definição do futuro do jovem. Este processo pode ser estruturado para durar um ano ou mais. Nesse aspecto é importante a comunhão dos ministérios de estado de vida, especialmente do Renasem, auxiliando nas pregações, testemunhos e acompanhamento. 15
  • 12. O acompanhamento individual poderá ser feito por casais, religiosos, sacerdotes e psicólogos de acordo com a necessidade de cada caso; A equipe que trabalhará com estes encontros precisará de conhecimento nas várias áreas, serem abertas, acolhedoras, realizadas pessoal e profissionalmente. Temas que poderão ser trabalhados durante os encontros: O sentido da Vida; Vocação humana; Namoro; Casamento; Vida Sacerdotal; Celibato; Vida Religiosa; Profissões. Comunidades novas 3.10 A Família e o Idoso Sabemos que em um determinado momento da vida o idoso precisa do apoio da família e que instituições jamais vão suprir a presença da família para estas pessoas. Portanto, é preciso sensibilizar as famílias e orientá-las sobre este momento da vida humana com suas características para que possam assistir a velhice de seus pais. É desejável que outras famílias possam dispor-se a viver o evangelho emprestando seu ambiente familiar para que pessoas idosas possam desfrutar das bênçãos de Deus no convívio de uma família. A família pode se abrir para adotarem idosos. Com encontros familiares é possível atender esta realidade, com ensinamentos e orientações para que as famílias que têm pessoas nesta condição não as despreze acolhendo suas dificuldades e limitações, demonstrando assim, que o evangelho é para toda e qualquer momento da vida humana. 3.11 Luta Pela Vida É um desafio que exige inclusive uma mudança de mentalidade a respeito da vida e da bioética. Devemos organizar a população católica para lutar contra o aborto em qualquer momento da gravidez, pois no útero uma vida se encontra em desenvolvimento seja qual for a situação na qual foi gerada. Os casais do Ministério para as Famílias podem se colocar como responsáveis ou guardas das crianças durante a gestação e depois do nascimento. A eutanásia e a distanásia devem ser condenadas, pois interferem na ordem natural da vida. A primeira que decide quando alguém deve morrer, em vista de um sentimento de que o sofrimento será cessado, porém, ignora-se muitas vezes o valor do sofrimento dentro da perspectiva cristã. Deus quer curar a enfermidade, mas o sofrimento também tem seu valor santificador, e purificador. A segunda, a distanásia, é o ato de prolongar a vida por meio de aparelhos quando o paciente já se encontra em estado de morte cerebral. Também a manipulação genética, que interfere na ordem da vida ignorando que a estabilidade existente é fruto de um avanço natural, proporciona todas as defesas necessárias para o organismo. Além de que vidas são sacrificadas in-vitro quando estas técnicas são empregadas. 16
  • 13. 3.12 Campanhas de oração e Combate Espiritual Estimular às famílias a reservarem um mínimo de 30 minutos semanais para oração. Famílias que rezam unidas permanecerão unidas. 30 Minutos de oração COM, PELA E PARA E FAMÍLIA uma vez por semana. Dar uma dezena de seu terço para as famílias do mundo do Brasil e pelo Ministério para as Famílias. 3.13 Projeto Famílias Adoradoras Promover conforme a realidade local, periodicamente podendo iniciar-se a cada três meses uma semana de adoração com as famílias, principalmente com os casais que já participam dos grupos de perseverança e grupos de oração, mas também, aberto para todas as famílias que quiserem buscar a graça de Deus através da adoração. O horário pode e deve ser estabelecido conforme a disponibilidade dos casais e das famílias de cada localidade, sabendo-se que nossa intenção é que possamos chegar a ter todos os meses essas semanas de adoração com as famílias. Queremos e necessitamos de famílias adoradoras para que o nome do Senhor seja glorificado por toda terra. Conclusão: Outros projetos estão surgindo desde o início dos trabalhos com o ministério para as famílias dentro da RCC, porque o trabalho com a família é amplo e conforme a realidade de cada localidade, o Espírito suscitará novas formas de levarmos Deus para essas famílias. Novos projetos poderão ser acrescentados sem, porém, nos esquecermos daqueles que são prioritários para a implantação e o bom desenvolvimento do ministério para as Famílias no Brasil. A coordenação do Ministério para as famílias em nível nacional, coloca também a disposição do ministério o site Familias Online, no qual todos os materiais e meios de comunicação para que o ministério possa crescer estarão a disposição. Que nossa Senhora Mãe das nossas famílias abençoe todos aqueles que Deus predestinou para o exercício desse serviço em favor das famílias. Nossa Senhora das Famílias, rogai por nós. BIBLIOGRAFIA DE APOIO SUGERIDA: • • • • • • • • Exortação Apostólica Christifideles Laici Exortação Apostólica Familiaris Consortio Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis Carta Encíclica Evangeliam Vitae Carta às Famílias – 1994 Documentos do Concílio Vaticano II: Gaudium es Spes - Lumen Gentuim - Apostolicam Actuositatem Catecismo da Igreja Católica Conferências Episcopais dos Bispos do Latino-Americanos: Puebla Santo Domingo 17
  • 14. MINISTÉRIO PARA AS FAMÍLIAS NA RCC ENCONTRO DE IMPLANTAÇÃO DO MINISTÉRIO HORÁRIO SÁBADO: 07:30 – CHEGADA 08:00 – CAFÉ DA MANHÃ 08:30 – APRESENTAÇÃO DO ENCONTRO E ORAÇÃO INICIAL 09:20 – 1ª COLOCAÇÃO  DEUS CHAMA AS FAMÍLIAS 10:30 – INTERVALO 11:00 – 2ª COLOCAÇÃO  A REALIDADE DAS FAMÍLIAS HOJE 12:30 – ALMOÇO 14:00 – RETORNO/CANTOS 14:30 – 3ª COLOCAÇÃO  O PORQUÊ E A MISSÃO DO MF NA RCC 16:00 – INTERVALO 16:30 – PARTILHA EM GRUPO  REALIDADE DAS FAMÍLIAS DE NOSSOS GRUPOS DE ORAÇÃO E DA RCC LOCAL 17:20 – EXPOSIÇÃO DA REALIDADE DOS GRUPOS 18:00 – 5ª COLOCAÇÃO  PROJETOS PRIORITÁRIOS DO MINISTÉRIO 19:30 – JANTAR E TÉRMINO DO DIA DOMINGO: 07:00 – MISSA (horário flexível à realidade de sacerdote no dia e local) 08:15 – CAFÉ DA MANHÃ 09:00 – ORAÇÃO DA MANHÃ (COM ORAÇÃO CONJUGAL) 10:00 – INTERVALO 10:30 – 4ª COLOCAÇÃO  PROJETOS DO MINISTÉRIO II 12:30 – ALMOÇO E ENCERRAMENTO DO ENCONTRO OBSERVAÇÕES: -esse horário é bem enxuto devido às dificuldades que se apresentam em muitos lugares com relação ao trabalho, filhos, e outras situações, podendo ser iniciado também no sábado à tarde e estender-se mais no domingo. -em alguns lugares o encontro se realiza em casas de retiros quando de sua implantação, devendo, portanto adequar esse horário ao esquema da casa, e pode ser acrescentada adoração ao santíssimo, oração de cura dos males da família, vigília, oração do rosário pelos casais, partilhas, etc... -cada diocese deverá adequar o horário do evento à sua realidade local. A quem se destina esse encontro? 18
  • 15. A todos aqueles que foram chamados por Deus para trabalhar com as famílias, com aqueles que foram indicados pelas coordenações, e também para os coordenadores de grupo de oração, coordenações de dioceses, regiões, foranias, vicariatos, etc., enfim, todos os servos da RCC, para que todos possam ter uma visão ampliada do chamado de Deus para a RCC de trabalharmos com as famílias que freqüentam nossos Grupos de Oração. 1ª Colocação DEUS CHAMA AS FAMÍLIAS Introdução: -Vamos falar neste encontro desse serviço que Deus nos convida a exercer dentro da RCC que é o ministério para as famílias; -ministério esse que nasceu no coração de toda renovação, pois todos nós fazemos parte de uma família, e temos um desejo no coração que é viver a vontade de Deus em nossas vidas sendo conduzidos pelo Espírito Santo que nos impulsiona; -e o primeiro lugar onde Deus quis desde o início realizar a sua vontade, foi dentro da família, e para melhor entendermos o trabalho com as famílias temos que compreender também o que Deus e a Igreja pensa sobre o ser família; Deus cria a família para ser protagonista do seu plano de amor: -Sabemos que desde o inicio da criação, Deus já tinha um projeto de amor para o homem e a mulher, por isso Deus os criou tão especiais, criou-os a sua imagem e semelhança. Gen 1, 27  Deus criou o ser humano a sua imagem, criou-o a imagem de Deus, criou o homem e a mulher. -nos capítulos iniciais do livro do gênesis vemos que tudo o que Deus criou foi pensando no homem e na mulher, foi pensando no projeto de amor que eles pudessem viver. -a criação do homem e da mulher foi um exercício de partilha de amor do próprio Deus. -Ele não podia limitar seu amor apenas entre a família trinitária, Deus quis irradiar seu amor de uma forma maior, criando o homem a sua imagem e semelhança, para sermos seus filhos, para sermos família de Deus.  CIC 358: “Deus criou tudo para o homem, mas o homem foi criado para servir e amar a Deus e para oferecer-lhe toda a criação”. (ver seqüência) -Deus criou o homem e a mulher puros de coração (Gen 2, 25) para que pudessem viver o amor e a felicidade. -o CIC 374-376 vem nos mostrar que: “o homem e a mulher foram constituídos em um estado de graça especial, chamada justiça original que lhes permitia viverem na intimidade com seu criador”. -criou o homem e a mulher para viverem o matrimônio, que saiu do Seu coração CIC 1603. -criou o homem e a mulher para viverem um com o outro, e em comunhão com Ele. HOMEM + MULHER + DEUS = FAMÍLIA DE DEUS  AMOR ÁGAPE Deus quis ser família com as famílias -desde o começo Deus quer ser família com as famílias. 19
  • 16. -verificando o que nos diz a Igreja no CIC 27, podemos dizer que: A presença de Deus na vida do casal implicará na realização plena do ser humano, pois a felicidade completa, o casamento pleno só é possível em Deus, em consonância com seu plano amoroso. -sabemos que o homem é um ser trinitário  Corpo (ser biológico, sexuado), Mente (com emoções, afetividade, inteligência), Espírito (imagem de Deus), por isso para viver plenamente o casamento, estas três dimensões precisam ser harmonizadas. -muitos casais vivem seus casamentos apenas nas duas dimensões corpo e mente e não vivem um casamento no espírito, dessa forma temos sempre uma felicidade incompleta. -o homem e a mulher só podem viver de forma completa relacionando suas vidas com Deus. portanto: -Deus criou o homem e a mulher para viver em comunhão plena com Ele  CIC 27 -comunhão entre si como casal  CIC 372: “O homem e a mulher são feitos um para o outro: não que Deus os tivesse feito apenas pela metade e incompletos; criou-os para uma comunhão de pessoas, na qual cada um dos dois pode ser ajuda para o outro, por serem ao mesmo tempo iguais enquanto pessoas (osso de meus ossos......) e complementares enquanto masculino e feminino”. -refletindo essa união gerando novas vidas filhos para Deus. O pecado, deformador do projeto de Deus: -quando o pecado entrou no coração da primeira família, veio destruir todo o equilíbrio, toda unidade na vida do casal e a intimidade para com Deus, desestruturando assim a família, a sociedade, enfim toda a humanidade  CIC 400. -em nossos dias a história não está muito diferente com as famílias, que tem se desestruturado; por causa do pecado muitas famílias estão condenadas à morte, porque ainda não experimentaram a salvação. -e a salvação já chegou a nós por meio de Jesus. -quando lemos a história de Noé no antigo testamento, observamos que diante de uma sociedade corrompida pelo pecado, ele e sua família conseguiam viver segundo a vontade de Deus, por isso encontraram graça diante dos olhos de Deus. -obedientes a Deus em tudo, foram salvos do dilúvio ficando dentro da arca. Deus quer salvar as famílias hoje -Deus quer salvar a sua família, e hoje nossa arca é Jesus. A família que tem Jesus como Senhor está salva. -é fundamental que a salvação chegue às famílias. -a família que tem buscado ser obediente a Deus, tem experimentado sua proteção. -Deus quer estar presente em todas as famílias. Porque a salvação é para todos. -Deus deseja ver as famílias vivendo seu projeto de amor hoje. -o convite de Deus é para sua família viver esse projeto:  de ser uma família renovada que tem Jesus como Senhor que viva impulsionada pelo Espírito Santo em comunhão com a igreja Uma família que vive diferente dos moldes do mundo -uma família que viva: o amor o convívio a oração do terço em família o perdão a oração o diálogo a alegria os sacramentos  a leitura da palavra -uma família que viva segundo os valores de Deus. 20
  • 17. -esse é o nosso chamado, nosso primeiro chamado: -ser família hoje, segundo o projeto de Deus, para sermos testemunhas do seu amor para o mundo. DEUS QUER MAIS DE VOCE E DE SUA FAMÍLIA -Deus hoje esta escolhendo sua família para o serviço do seu reino. -como batizados somos chamados a desenvolver uma missão. -assim como narra as escrituras, Deus chamou muitas famílias, muitos casais, hoje está chamando você. -porque a família sempre foi e sempre será a promotora do reino de Deus aqui na terra. -dentre as famílias escolhidas vamos ver o chamado de Abrão e Sarai. GEN 12, 1-3 Deixa a tua terra (todas as suas seguranças) Vai para onde eu te mostrar (não mostra o lugar, mas chama para iniciar um caminho) Farei de ti uma grande nação (famílias batizadas no Espírito Santo) Te abençoarei (capacitação para a missão a ser desenvolvida) serás fonte de benção (unção ministerial) Todas as famílias da terra serão benditas em ti. (promessa) Diante da proposta de Deus, Abrão e Sarai disseram sim. -não tiveram medo de começar vida nova -não tiveram medo das responsabilidades -não se sentiram incapazes diante da missão -apenas confiaram e se entregaram nas mãos de Deus. E como resposta  Gen 12.4 -Partiram......... -Esse mesmo chamado Deus faz hoje para sua família hoje. . -Deixa a tua terra qual é a tua terra hoje? -Preocupações exageradas, comodismo, medo, sentimentos de incapacidade? -Vai para terra onde eu te mostrar o chamado é para algo novo, ministério para as famílias é um serviço novo dentro da RCC , estamos começando o trabalho. -é algo a ser conquistado, nada pronto. -Deus quer nos mostrar todo o trabalho. Farei de ti uma grande nação  Deus quer salvar muitas famílias através deste serviço e quer utilizar-se de você. -Te abençoarei  Deus está conosco, temos a sua benção, sua proteção. -Serás fonte de benção  Deus nos da uma unção especial para desenvolver esse serviço, vai ser fonte em nós. -Todas as famílias da terra serão benditas em ti Seremos testemunhas, e com nosso testemunho muitas famílias serão salvas. O chamado para hoje: -Deus nos chama a viver uma família nova, dentro do seu projeto de amor e nos faz um chamado especial de levar outras famílias a terem esse encontro com Jesus para viverem também seu projeto nas suas vidas. 21
  • 18. -tendo Jesus como Senhor de nossas vidas teremos um mundo novo, vivendo o modelo de famílias novas. -não tenhas medo de dizer sim, de responder ao apelo Deus. -pois assim como Abrão foi sustentado por Deus para realizar sua vontade, Ele também vai sustentar você. -a missão é ampla, grande, mas não estamos sozinhos, tudo está a nosso favor. -a força de Jesus Cristo Ressuscitado está em nós, através da presença do Espírito Santo. -temos o envio do próprio Jesus:  Mc 16.15  evangelizar  Mt 28.19-20  formar, ensinar -esta é a nossa missão, esta é a missão da RCC -esta é a missão da igreja. Conclusão: -se fizermos um minuto de silencio, ouviremos o grito das famílias. -talvez nem precisemos fazer silêncio, pois o grito de socorro está tão forte que é impossível não escutar. -Deus te chama para salvar as famílias. Ele precisa da tua família. -Eu termino esta colocação com uma frase de João Paulo II. FAMILIA TORNA-TE AQUILO QUE TU ÉS -Tenho certeza no meu coração que esta é a vontade de Deus para as famílias. -Ele quer contar com você. QUE A SAGRADA FAMILIA NOS AJUDE NESTA MISSÃO 2ª COLOCAÇÃO A REALIDADE DAS FAMÍLIAS HOJE INTRODUÇÃO: -sabemos que Deus criou a família para si, para viver uma realidade que transcende nossa visão humana. -também vimos que o projeto de Deus está deformado no mundo atual em conseqüência do pecado que se instalou por toda a terra. -o meio, o lugar onde essas conseqüências são mais desastrosas está justamente dentro de nossos lares, no seio das famílias. -Satanás ataca a família no seu âmago, e ataca de todos os lados, pois sabe que quando a família caminhar bem, a sociedade também irá bem. -por esta razão, é que a convivência e a comunhão entre as pessoas se tornaram um grande desafio para nossos tempos. o desafio de sobrevivência nos dias atuais -vivemos num mundo onde existe uma grande dificuldade de sobrevivência. -a dificuldade que existe para a manutenção e sustentação de nossos lares. -dificuldades causadas pelo pecado pessoal, social e comunitário que traz conseqüências penosas para todos nós. -os desajustes sociais são grandes inibidores da vida familiar nos tempos atuais -além disso, vivemos situações diárias que vão criando em nós estados de espírito que muitas vezes variam durante o dia, a semana, etc. -portanto, só a sobrevivência neste mundo, já é um grande desafio nos dias de hoje, principalmente para aqueles que estão longe de Deus. 22
  • 19. -porém vemos também que o maior desafio não está apenas em manter-se e sobreviver neste mundo, mas em conviver com as pessoas nesse mesmo mundo. -e sabemos que tudo isso só é possível se a presença de Deus se fizer dentro de nossos lares. O desafio de conviver com as pessoas Na família: -olhando para as famílias nos dias de hoje, vemos como o projeto de amor, de comunhão e de fecundidade que Deus idealizou para nós, está longe de se tornar uma realidade, pela dificuldade de convivermos com outras pessoas. O que causa dificuldade de convivência? -a causa da dificuldade de convivência tem um nome  pecado familiar Mas qual pecado? -o pecado do egoísmo, do individualismo, a falta de diálogo, a falta de tempo para estar com o outro e com os filhos, tudo isso que tem se difundido abertamente em nosso tempo. -e essa questão se faz presente no casamento, nos lares, em nossas casas e não na casa dos outros como muitas vezes queremos ver. -as dificuldades na convivência conjugal e familiar criam realidades de famílias diversas em nosso meio. -podemos classificá-las a grosso modo em 03 grupos: -famílias infelizes -famílias acomodadas -famílias felizes REALIDADES FAMILIARES DA ATUALIDADE 1) Famílias infelizes: -é grande e tem aumentado assustadoramente o número desse grupo; -também aumentam diariamente os fatores que colaboram para que esse número aumente; -muitos são os fatores que geram o modelo de famílias infelizes: questões de sobrevivência: -a pobreza extrema  falta de fé na misericórdia de Deus -a riqueza extrema  hedonismo (a busca do prazer), materialismo, etc. -a falta de emprego e o baixo salário  desânimo, abatimentos, insatisfação com a vida. -as dificuldades na questão da sobrevivência, geram um outro tipo de anomalia dentro de nossos lares: a dificuldade de convivência familiar que gera os pecados da família: -esses pecados muitas vezes estão acontecendo em nossas próprias famílias -o egoísmo  o meu querer em primeiro lugar, morre no vocabulário do casal: "nós", e cresce o "eu". -efeito do egoísmo  o fechamento para o outro -o individualismo  o melhor para mim, eu tenho minha vida e ela a dela, eu faço de tudo, eu quero e preciso disto ou daquilo, etc... -divisão do dinheiro: cada um tem o seu -lazer individual: pescaria, jogo de futebol, churrasco com os amigos, casa da mãe, dos parentes, barzinhos da vida, etc. -falta de diálogo  que mina o relacionamento familiar é fruto do individualismo. -elementos que contribuem para a falta de diálogo: -televisão (cada quarto da casa tem uma), computador, internet 23
  • 20. -comer na frente da televisão -a mesa da cozinha não tem mais serventia para a família -orgulho e auto-suficiência  sem mim esta casa não anda, eu sou o burro de carga, não preciso de seus palpites, etc... -falta de amor  perde-se a delicadeza nas relações afetivas e sexuais, vão matando o primeiro amor. -falta de perdão  quebra a comunhão, cresce a acusação e diminui o perdoar-se sempre -falta de paciência já não importa mais as opiniões do outro, tudo o que o outro faz me irrita, tira-me do sério -indiferentismo  não existe mais o desejo de um pelo outro por amor, apenas cumprimos nossa obrigação -a falta de amor  destrói a esperança da continuidade familiar -uma só carne volta a ser duas carnes  quebrou-se a comunhão. -todas estas coisas e muitas outras fazem dos lares, casas tristes, doentes, mórbidas, à beira da morte. -sabemos que todos estes fatores são frutos do pecado social, conjugal e familiar que oprime nossas famílias. A solução do mundo: -diante dessa realidade, o mundo nos oferece soluções vividas por muitas pessoas.  o divórcio, a separação é mais fácil desse jeito.  os vícios, o adultério, etc... Conseqüências:  modelos deformados de famílias -desquitados, divorciados -mães sozinhas com os filhos -pais que criam filhos sem mãe -avós criando os netos, longe dos pais -amasiados, 2ª união, filhos ilegítimos -adultério, bigamia, etc... 2) Famílias acomodadas: -talvez este seja o grupo com maior número existente -vivem como num hotel -também falta de tudo um pouco neste tipo de casamento, mas as pessoas se ignoram, são indiferentes umas as outras. -vivem uma falsa vida familiar. -quando recebem visitas, expressam uma falsa alegria e paz familiar. -e se utilizam de antigas frases como: “tudo vai bem, até o dia em que nos agüentarmos”. -é esse tipo de família que Satanás mais aprecia -pois vivem uma vida morna, uma vida falsa e mentirosa, mascarada pela indiferença de uns para com os outros. -são famílias que vivem longe de Deus, dizendo que não necessitam de religião. -também estão nesse grupo os que vivem sua religião na superficialidade. -vão à Igreja todos os domingos -alguns até freqüentam grupos de oração, fazem parte de uma pastoral ou outra, mas não querem se comprometer com nada. Em nossa realidade de RCC: -temos muitos servos e servas que participam do GO, mas que não conseguem trazer seus parentes e se julgam sofredores por isso, no entanto, não mudam de vida, não dão testemunho, por isso não atraem seus familiares para os GOs. 24
  • 21. -o local mais difícil de testemunharmos Jesus Cristo como nosso Senhor é dentro de casa, pois lá não adianta ter máscaras, ou vivemos a busca de santidade, ou não convenceremos ninguém. -temos infelizmente em nosso meio, pessoas que se acostumaram a viver vida espiritual sozinhos. -maridos, esposas, são até servos, mas não trazem seus familiares para a Igreja. -é preciso mudar este quadro dentro da própria igreja, dentro e nossos GOs. 3) Famílias felizes: -graças a Deus ainda existe esperança para o mundo -Deus jamais desistiu do homem e da mulher, nem do seu projeto de formar famílias felizes, plenas de seu amor. -temos encontrado entre aqueles que tiveram um encontro com Jesus, casais que conseguiram vencer todos os pecados do matrimônio, que lutam para manterem vivo o amor verdadeiro, realizandose plenamente. -como é bom quando encontramos alguém que nos fala da sua alegria de ser casado. -Exemplo do casal na lua de mel  “O melhor presente que recebi foi você”. -50 anos depois nas bodas de ouro  “Como a vida tem sido curta para nos amarmos” -são famílias que buscam viver um modo diferente de ser família. -famílias dispostas a trilharem o caminho da santidade conjugal, realizando o sonho de Deus para as famílias  a civilização do amor. Conclusão: -concluir esta colocação com uma dinâmica, levando cada casal do encontro a uma reflexão. -em que grupo nossa família se encaixa? -como vemos este chamado de Deus para nossa família? -estou disposto a colocar minha família dentro do projeto de Deus? 3ª COLOCAÇÃO O PORQUÊ E A MISSÃO DO MINISTÉRIO PARA AS FAMÍLIAS NA RCC INTRODUÇÃO: -diante de tudo o que nos foi apresentado até agora, vemos que é gritante a urgência de uma ação evangelizadora que venha trabalhar numa linguagem específica para as famílias. -algumas pessoas podem até perguntar: MAS PORQUE UMA EVANGELIZAÇÃO DIRIGIDA ESPECIFICAMENTE ÀS FAMÍLIAS? -vimos a realidade que as famílias se apresentam atualmente, é de total desestruturação, e isso tudo porque a família tem sido atacada diretamente por Satanás, através de todos os meios possíveis e imagináveis. Nos dias de hoje o mundo tenta deturpar a imagem da família. -tirando-a cada vez mais de dentro do projeto de Deus. -famílias sem a benção, sem a proteção de Deus, tornam-se famílias desajustadas. -famílias desajustadas tiram a força da fé, do amor, do diálogo, da esperança, da partilha, enfraquecem o valor da vida. e isso acontece desde o princípio: -também no tempo de Jesus os fariseus já faziam isto ler - Mt 19,3-12 -mas foi Deus quem criou a família, e lhe confiou uma missão. -“dominai a terra, crescei e multiplicai-vos” -o papa João Paulo II vai nos falar na conclusão da Familiaris Consortio que: 25
  • 22. “O futuro da humanidade passa pela família” -o inimigo de Deus, sabe disso, conhece a força da família, a fortaleza que se torna uma casa quando todos se aproximam do trono da graça de Deus. -por isso luta incansavelmente para destruí-la. João Paulo II: -precisamos evangelizar as famílias porque: -“o matrimônio e a família constituem um dos bens mais preciosos da humanidade, a Igreja quer fazer chegar a sua voz e oferecer a sua ajuda a quem, conhecendo já o valor do matrimônio e da família, procura vivê-lo fielmente, a quem, incerto e ansioso, anda a procura da verdade e a quem está impedido de viver livremente o próprio projeto familiar" (FC, 1). -porque: “o centro da sociedade humana está na família”. -a Igreja, para cumprir a sua missão, deve esforçar-se por conhecer as situações em que o matrimónio e a família se encontram hoje (FC,4). -este conhecimento é, portanto, uma exigência imprescindível para a obra de evangelização (Idd). Restaurar as famílias, a solução para o futuro da humanidade. -a principal solução para os problemas de nosso mundo está na restauração do verdadeiro modelo de família E COMO É ESSE MODELO DE FAMÍLIA? -aquela que anda nos caminhos do seu Senhor e que conhece a sua missão. João Paulo II nos falou disso em 22 de novembro de 2001: -como instituição natural, a comunidade familiar foi querida por Deus no "princípio", com a criação do homem e da mulher, para o bem dos homens. É para este "princípio" que Cristo chama a nossa atenção, quando os fariseus tentam deturpar-lhe a estrutura (Mt 19, 3-12). Não foi dado aos homens o poder de mudar o projeto original do Criador. 20 anos de Familiaris Consortio: -em novembro de 2001 o papa João Paulo II em comemoração aos 20 anos do documento escrito especialmente para as famílias, na ocasião renovou o apelo aos bispos e a toda a Igreja: “Famílias, torna-te aquilo que és” (FC 17) -diante deste convite, podemos refletir um pouco sobre nossa missão. MISSÃO DA RCC: -Mc 16,15  evangelizar, com poder e autoridade, com carismas. -Mt 28,19-20  formar o povo de Deus para que caminhe nos passos do Senhor. O QUE É O MINISTÉRIO PARA AS FAMÍLIAS? -é importante saber que os Ministérios pelo seu tipo de serviço, estão divididos pelo seu modo de atuação em: -Ministérios de serviço (Pregação, Intercessão, Oração por Cura e Libertação, Promoção Humana, Artes, Fé e Política) -Ministérios de estado de vida (Família, Crianças, Jovem, Universidades Renovadas, Seminaristas, Sacerdotes e Religiosos) -Ministério de formação (Paulo Apóstolo) -Ministério de comunicação Social -isso os diferencia apenas na sua forma de trabalho, mas todos estão a serviço do Grupo de Oração que é a expressão maior da RCC. Objetivo geral dos Ministérios: -em primeiro lugar temos que deixar bem claro qual o papel dos Ministérios dentro da 26
  • 23. Renovação Carismática. -os Ministérios não têm papel administrativo, mas um papel formativo. Portanto, o papel dos Ministérios é dar formação para os diversos ministérios que existem dentro da RCC. -essencialmente para os servos dos Grupos de Oração (Ministério de serviço) -nossa clientela preferencial é o participante do GO (Ministério de estado de vida). Ministérios de Estado de Vida: -o Ministério para as famílias é um Ministério de estado de vida, assim como as crianças, os jovens, os universitários, os Sacerdotes e religiosos, os Seminaristas. -ou seja, ele trata de assuntos específicos ao estado de vida em que as pessoas estão vivendo no momento. -em nosso caso é nossa função desenvolvermos a partir e dentro dos Grupos de Oração uma ação que venha a colaborar com a evangelização e formação das famílias de um modo geral. -é nossa missão nos preocuparmos com a missão de evangelizar e formar as famílias dentro dos valores e conceitos evangélicos através do Batismo no Espírito Santo, na força da oração. Importante: -o Ministério para as famílias está dentro de todos os outros Ministérios, pois todos os membros da RCC fazem parte de uma família, seja qual for sua realidade atual. -por isso é missão do ministério, gerar encontros, dias, mecanismos que possam edificar as famílias de todos aqueles que participam do GO, e daqueles que não participam ainda. -não podemos nos contentar em ficar apenas em Encontrões, Experiências de Oração, Grupos de Perseverança, eles, são apenas uma das partes da missão evangelizadora das famílias. -a missão com as famílias é ampla e complexa, e realizada diante da realidade de cada localidade.  EVANGELIZAR AS FAMÍLIAS -anunciar a Boa Nova de Deus, os conceitos e valores de família que Deus gerou em seu coração.  PASTOREAR E DEFENDER AS NOVAS FAMÍLIAS -acompanhar o nascimento destas novas famílias, auxiliando-as no conhecimento e na vivência diária de uma nova realidade de vida familiar. Portanto, é nosso dever: -levar as famílias à: -terem um encontro com Jesus morto, ressuscitado e glorificado; -renovando suas vidas pela força do Batismo no Espírito; -mostrando como viverem o projeto de Deus em suas vidas, andando nos caminhos do Senhor; -vivenciando os valores e conselhos evangélicos dentro do lar; -envolver a família como um todo, casal, filhos e parentes; -preparando os jovens que buscam o sacramento do matrimônio para uma adesão consciente do projeto de Deus para a família que irão formar; -formando dia a dia o novo modelo de família, a família que vive a partir da oração a presença do Senhor em seu seio. Concluindo a missão do Ministério: -levar à família a tornar-se àquilo que ela é. 27
  • 24. -no discurso do dia 22/10/2001 durante o Encontro com as famílias, o papa João Paulo II inflamou nossos corações dizendo: “Família, crê naquilo que és”. -diante deste apelo vamos dar os passos necessários: nosso 1º passo: -apossarmo-nos de nosso chamado: “sermos um modelo de família cristão para o mundo” Como: -olhando para a família de Nazaré, para outras famílias que buscam viver o projeto de Deus; -tornando-nos referenciais de família, de casais, de pais, de educadores em todos os sentidos, principalmente como Igreja doméstica. Exemplo de família santa: Luis e Maria Beltrame Quatrochi; -“Família, crê naquilo que és”, essa é a ordem da Igreja para nós; -comecemos, então, em nossa própria casa. 2º passo: -sermos evangelizadores da família, como família. -anunciar e formar outras famílias para que a Salvação que Jesus veio nos trazer entre em todos os lares; -sermos defensores dos valores da família; -lutarmos em favor das famílias; -proclamando: “Famílias, torna-te aquilo que és” (FC 17). “FAMÍLIAS, TORNA-TE AQUILO QUE ÉS” (FC 17) O que é ser família segundo o projeto de Deus? -é ser comunidade de vida e amor com uma missão: -guardar, revelar e comunicar o amor. ou seja: -família é o lugar onde: -nasce, cresce e se aprende a viver o verdadeiro amor; -em nosso tempo, já não vemos mais esses referenciais sobre a vida familiar; -não se tem tempo para vivenciar a comunhão familiar da qual a família é depositária; -perdeu-se a consciência de qual é a missão da família; -por isso o papa pede que retomemos o documento “familiaris consortio”, que tem mais de 25 anos, mas que é atualíssimo; -e é ele quem nos dá as diretivas sobre os deveres da família. 04 DEVERES GERAIS DA FAMÍLIA: 1) a formação de uma comunidade de pessoas 2) o serviço à vida 3) a participação no desenvolvimento da sociedade 4) a participação na vida e na missão da Igreja 1) a formação de uma comunidade de pessoas: -quando se fala de uma comunidade de pessoas, fala-se de um lugar onde todos se sentem bem, alegres e felizes de pertencerem aquele lugar. -portanto, sentem-se amados e podem amar livremente, sem reservas, com toda intensidade. -a família é o lugar onde se aprende a viver o amor Mas qual amor?  1Cor 13 28
  • 25. 2) o serviço à vida a) cooperadores do amor de Deus criador -Deus ao criar o homem e a mulher conferiu-lhes um dom especial, dom divino que traz consigo uma missão  a fecundidade “crescei e multiplicai-vos” b) o direito-dever dos pais de educar -educar para os valores essenciais da vida humana -educar para o amor -educar para a castidade -educar para a vida -educar para Deus 3) a participação no desenvolvimento da sociedade -a família bem formada, que vive uma comunhão de amor, que desenvolve o seu papel formativo, contribui para a sociedade formando homens e mulheres com critérios e valores firmados no projeto de Deus. a) família, célula primeira e vital da sociedade b) a vida familiar como experiência de comunhão e participação c) a função social e política da família 4) a família no mistério da Igreja -é dever da família, edificar o Reino de Deus. -a família é a Igreja doméstica -é a 1ª comunidade íntima de vida e amor -é o lugar onde aprendem a serem um só coração e uma só alma -família, lugar onde se aprende a rezar. -escola de oração -pais, educadores da oração. -família, lugar do primeiro encontro com Deus. CONCLUSÃO: “O FUTURO DA HUMANIDADE PASSA PELA FAMÍLIA” -é na família que nascem, crescem e formam-se as vocações; -é da família que surgirão os novos homens e mulheres do futuro; -se tivermos famílias com ritmos dirigidos por Deus, andando na luz do Senhor, teremos um mundo novo onde será visto definitivamente o Reino de Deus. Palavras do papa João Paulo II: Conclusão da FC: “é indispensável e urgente que cada homem de boa vontade se empenhe em salvar e promover os valores e exigências da família” “amem, particularmente a família” “amar a família significa.........” ANEXO PARA DINÂMICA CONJUGAL  A ORAÇÃO CONJUGAL – MARIDO E MULHER JUNTOS: -a oração conjugal é uma condição para o crescimento da espiritualidade do casal -a oração feita em comum marido e mulher, gera frutos de comunhão com Deus e um com o 29
  • 26. outro; -através da oração conjugal, nos revelamos um ao outro na presença de Deus; -diante de Deus, nossas máscaras tendem a cair, não há como sermos falsos diante de Deus; -um dos grandes desafios da oração conjugal é justamente esse medo de revelar sua alma, sua fé, sua vivência interior diante de Deus, pois a oração revela aquilo que somos e manifesta Deus em nossas vidas; -o casal deve lutar para proporcionar esse momento precioso e necessário para sua vida conjugal; -seus efeitos são extraordinários, pois na oração falamos com Deus daquilo que sentimos, que estamos vivendo, e de sua parte Deus nos comunica sua vontade e sua direção para nossas vidas. -a oração é um diálogo, por isso ela tem dois momentos inseparáveis, primeiro, falamos com Deus, depois, escutamos Deus; -muitos casais nos dizem que rezam antes de dormir, alguns até utilizam aquela tradicional: “Com Deus me deito, com Deus me levanto, com a virgem Maria e o divino Espírito Santo”; -alguns ainda, rezam o Pai Nosso, um Creio, Ave-Maria, outros até rezam o terço; -todas essas orações são boas, mas ainda não é a oração conjugal que Deus deseja que vivamos, essa é uma oração mais profunda, ou seja, uma experiência dos dois com Deus; -por isso, não pode ser uma oração rápida, formal, recitada, mas uma oração vocal que brote do coração; -que expresse o que estamos sentindo e vivendo naquele momento como casal e como família. Como fazer a oração conjugal? 1) Falamos com Deus: -em um primeiro momento, é falar em voz alta diante de Deus e do outro aquilo que está em meu coração, enquanto o outro ouve, partilha comigo de minha oração, intercede por mim em seu coração, enquanto me revelo diante de Deus. -depois é a vez de o outro expressar seus sentimentos, seu coração diante de Deus. -é importante expressar sem medo, sem restrições aquilo que está no coração, pois é o íntimo do nosso coração que interessa para Deus. -quando nos revelamos a Deus diante do outro, permitimos que no outro conheça melhor meu interior, minha vida com Deus. 2) Deus fala conosco: -depois desse primeiro momento diante de Deus, que pode ser feito da forma que cada casal achar melhor, usando também um salmo, uma passagem bíblica, etc; -depois de esgotado o que gostaríamos de dizer para Deus, é hora de ouvirmos Deus; -é momento de silenciar nossos corações, de deixar Deus falar em mim; -muitos podem até nos dizer, “mas eu não consigo escutar Deus”; -Deus nos fala de diversas formas: -no silêncio do coração com palavras interiores; -com sentimentos interiores que expressam o sentimento de Deus para nós; Como -através de imagens interiores que expressam a vontade de Deus para nós; escuta -através de uma citação bíblica que o Espírito nos inspira; rDeus -e também através dos fatos de nossas vidas; ? -na oração conjugal, o Espírito Santo de Deus irá utilizar-se de todos esses recursos e outros mais para levar-nos a meditar e descobrir a direção que Deus está dando para nossas vidas. 3) Partilha da escuta e direcionamento familiar -após esse momento, o casal faz um momento de partilha, onde fala daquilo que sentiu, ou está sentindo em seu coração, aquilo que Deus está mostrando para nossas vidas; -após a partilha dos dois, o casal avalia qual a direção que Deus está dando para aquele tempo em sua vida conjugal e familiar; 30
  • 27. -a oração conjugal dessa forma tem força para nos impulsionar por toda uma semana, por isso temos proposto que seja feita dessa forma ao menos uma vez por semana; -nos outros dias, a oração familiar estará dando manutenção a esse momento forte que vivemos como casal; -o fruto da oração conjugal é a harmonia de sentimentos, a harmonia na vida sexual, a harmonia no diálogo, o reflorescimento do amor e dos frutos do amor, como a paciência, mansidão, delicadeza... -pois quando nos expomos à presença de Deus como casal, somos banhados pelo amor purificador e restaurador de Deus em nossas vidas. 31