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Enem

  1. 1. Simulado Enem 2011 Professora Karen Davini
  2. 2. Estudantes entram na reta final p para o Enem; confira dicas Com o fim das férias, alunos retomam preparação para as provas. Refazer exames dos anos anteriores é uma forma de estudar. Grande parte dos estudantes brasileiros volta às aulas nesta segunda-feira (1º) com a missão de se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Marcado para os dias 22 e 23 de outubro, o exame já é utilizado no processo de seleção de 83 universidades públicas e institutos federais, segundo o MEC , e cada ano ganha mais importância entre os alunos que disputam uma vaga no ensino superior da rede pública. A menos de três meses da prova, estudantes que farão o exame e professores de escolas que têm notas altas no exame dão dicas do que pode ser feito nesta reta final. Treinamento de leitura, resolução de exercícios e participação de simulados são algumas das principais recomendações. Uma prova de leitura e resistência. Assim o professor de literatura do Colégio Helyos, na Bahia, Alex Freitas Valadares. Na escola, que teve a nona nota mais alta do país no exame de 2009, os alunos que cursam o terceiro ano do ensino médio não têm uma preparação específica para a prova. “As habilidades são trabalhadas durante o ensino fundamental e médio. O treino ocorre ao longo de muito tempo e não é coisa de um ano”, diz Valadares. Para ele, o Enem é uma prova de resistência, pois o aluno tem de responder 180 questões; e de leitura, já que toda questão tem um texto prévio. “Para se dar bem é preciso ler bastante. O aluno que não lê, não escreve bem. Também é necessário treinar a redação.”
  3. 3. <ul><li>Valarades afirma que outras formas de se preparar para o exame é assistir a filmes simbólicos e ler atualidades. “Filmes como &quot;Cisne Negro&quot; e &quot;Babel&quot; trabalham a identidade e instrumentaliza a mente do aluno. Já assuntos como a crise americana e o massacre na Noruega podem ser cobrados.” </li></ul><ul><li>Ana Luiza Carvalho Bessa, de 17 anos, mora em Feira de Santana, na Bahia, e vai prestar o Enem neste ano pela segunda vez. No ano passado, fez como treineira. Ela afirma que, para quem está se preparando para vestibulares mais tradicionais como os da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Enem é uma consequência. “A prova não exige conhecimento específico, é mais lógica e interpretação. Para ir bem no Enem é preciso ter o hábito da leitura porque é mais global. Os outros vestibulares exigem conhecimento específico e detalhes.” </li></ul><ul><li>A estratégia de Ana Luiza para fazer um bom Enem é ser rápida e direta. “São muitas questões, por isso é preciso ser objetivo. A redação sempre traz temas genéricos, mas não dá tempo de fazer grandes abordagens. É necessário investir em uma estrutura simples e objetiva.” Para treinar, a recomendação da vestibulanda é resolver os exames anteriores dos anos anteriores. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Tempo Viviane Coutinho Leal, de 17 anos, faz o terceiro ano do ensino médio no Instituto Dom Barreto, em Teresina, no Piauí. O colégio ficou na segunda colocação no ranking de notas do Enem 2009. A estudante faz exercícios de exames passados e participa de simulados da prova toda semana. “Fico na escola da uma (13h) às nove (21h) e estudo mais umas quatro horas por dia em casa”, diz. </li></ul><ul><li>Viviane vai tentar uma vaga em direito na Universidade Federal do Piauí (UFPI) e na Universidade Federal do Ceará (UFC). Ambas usam a nota do Enem para selecionar estudantes pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU). A jovem vai tentar ainda uma vaga em publicidade na ESPM, em São Paulo. “Agora acho que está na hora de já ter o conteúdo e fazer mais exercícios, treinar exercícios e o tempo”, afirma. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Leitura No Colégio Albert Sabin, em São Paulo, os estudantes participam de simulados de vestibular desde o primeiro ano do ensino médio. Semanas antes do Enem, em outubro, os alunos do terceiro ano terão uma maratona de estudos com questões de exames passados. &quot;Nos simulados, estão trabalhando administração do tempo, concentração e também cada um vai criando um estilo de responder&quot;, disse a coordenadora pedagógica do colégio, Florinda Manuchaguian. </li></ul><ul><li>Além disso, a escola estimula a participação em olimpíadas de conhecimento, como astronomia, robótica e história. “O tipo de questão é parecido com o Enem .&quot; </li></ul><ul><li>Entre os exercícios feitos pelos alunos está o “ mapa conceitual ”. A turma escolhe um tema e cada aluno é incentivado a escrever mais sobre outros conceitos e assuntos relacionados a ele. Em biologia, se o tema for sistema reprodutor, por exemplo, eles falam mais sobre conceitos como gameta, testículo, ovário, útero e fecundação. </li></ul><ul><li>“ No final, forma uma espécie de fluxograma, porque começa a partir da palavra-chave do conteúdo e coloca tudo que aprendeu sobre esse conteúdo. Sempre fazendo links, fazendo flechas em cima de cada palavra. Isso começa lá em cima e vai crescendo. Vai perceber quanto se apropriou daquele conteúdo. Eles gostam de fazer, porque resume”, diz Florinda. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Os estudantes têm ainda uma carga horária mais pesada de português e matemática, disciplinas que ajudam em todas as outras. Há estímulo constante de leitura e oficinas de redação semanais. </li></ul><ul><li>Para o dia da prova, Florinda sugere que os estudantes respondam primeiro as questões mais fáceis. Outra dica é grifar no enunciado aquilo que a pergunta pede. Quando ficar em dúvida, o estudante deve marcar as respostas possíveis e deixar para responder no final. Quando voltar, lê apenas as respostas possíveis e perde menos tempo. </li></ul><ul><li>O preenchimento correto do gabarito é essencial. Florinda diz que o estudante deve responder metade das questões e preencher o gabarito, para não ficar tudo para a última hora. Neste momento, a atenção deve ser redobrada para não errar nenhuma questão. “Temos casos de alunos que pularam uma questão e perderam todas as outras”, diz a coordenadora pedagógica. </li></ul>
  7. 7. Veja dicas para ir bem no Enem: <ul><li>Treine leitura, redação e faça resumos sobre cada tema estudado. </li></ul><ul><li>Faça exercícios de exames passados e prepare-se para responder questões de lógica e interpretação. </li></ul><ul><li>Faça simulados para se acostumar com o tempo de prova e com o preenchimento do gabarito. </li></ul><ul><li>Estude atualidades, lendo notícias e vendo filmes </li></ul><ul><li>No dia da prova, responda primeiro as questões mais fáceis e disciplinas que tem facilidade </li></ul>
  8. 8. Questão 96 do Enem de 2010 As diferentes esferas sociais de uso da língua obrigam o falante a adaptá-la às variadas situações de comunicação. Uma das marcas linguísticas que configuram a linguagem oral informal usada entre avô e neto neste texto é a) a opção pelo emprego da forma verbal “era” em lugar de “foi”. b) a ausência de artigo antes da palavra “árvore”. c) o emprego da redução “tá” em lugar da forma verbal“está”. d) o uso da contração “desse” em lugar da expressão “de esse”. e) a utilização do pronome “que” em início de frase exclamativa.
  9. 9. Questão 96 do Enem de 2010 As diferentes esferas sociais de uso da língua obrigam o falante a adaptá-la às variadas situações de comunicação. Uma das marcas linguísticas que configuram a linguagem oral informal usada entre avô e neto neste texto é a) a opção pelo emprego da forma verbal “era” em lugar de “foi”. b) a ausência de artigo antes da palavra “árvore”. c) o emprego da redução “tá” em lugar da forma verbal“está”. d) o uso da contração “desse” em lugar da expressão “de esse”. e) a utilização do pronome “que” em início de frase exclamativa.
  10. 10. Questão 96 do Enem de 2010 As diferentes esferas sociais de uso da língua obrigam o falante a adaptá-la às variadas situações de comunicação. Uma das marcas linguísticas que configuram a linguagem oral informal usada entre avô e neto neste texto é a) a opção pelo emprego da forma verbal “era” em lugar de “foi”. b) a ausência de artigo antes da palavra “árvore”. c) o emprego da redução “tá” em lugar da forma verbal“está”. d) o uso da contração “desse” em lugar da expressão “de esse”. e) a utilização do pronome “que” em início de frase exclamativa.
  11. 11. FUNÇÕES DA LINGUAGEM
  12. 13. FUNÇÃO EMOTIVA
  13. 16. FUNÇÃO REFERENCIAL
  14. 18. FUNÇÃO APELATIVA
  15. 21. FUNÇÃO FÁTICA
  16. 24. FUNÇÃO POÉTICA <ul><li>“ ...Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,  Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,  Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,  Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,  Que tenho sofrido enxovalhos e calado,  Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;...”           </li></ul><ul><li>( Fernando Pessoa, Poema em linha reta)  </li></ul>
  17. 26. FUNÇÃO METALINGUÍSTICA
  18. 29. &quot;Do pedacinho de papel ao livro impresso vai uma longa distância. Mas o que o escritor quer, mesmo, é isso: ver o seu texto em letra de forma. A gaveta é ótima para aplacar a fúria criativa; ela faz amadurecer o texto da mesma forma que a adega faz amadurecer o vinho. Em certos casos, a cesta de papel é melhor ainda.O período de maturação na gaveta é necessário, mas não deve se prolongar muito. 'Textos guardados acabam cheirando mal', disse Silvia Plath, [...] que, com esta frase, deu testemunho das dúvidas que atormentam o escritor: publicar ou não publicar? Guardar ou jogar fora?&quot;           Moacyr Scliar. O escritor e seus desafios.
  19. 30. RESOLUÇÃO DOS EXERCÍCIOS SOBRE FUNÇÕES DA LINGUAGEM
  20. 31. <ul><li>1. </li></ul><ul><li>Referencial </li></ul><ul><li>Poética </li></ul><ul><li>Referencial e metalinguística </li></ul><ul><li>Fática </li></ul><ul><li>Conativa </li></ul><ul><li>Emotiva </li></ul><ul><li>Metalinguística </li></ul>
  21. 32. <ul><li>  &quot;Gastei trinta dias para ir do Rossio Grande ao coração de Marcela, não já cavalgando o corcel do cego desejo, mas o asno da paciência, a um tempo manhoso e teimoso. Que, em verdade, há dois meios de granjear a vontade das mulheres: o violento, como o touro da Europa, e o insinuativo, como o cisne de Leda e a chuva de ouro de Dânae, três inventos do padre Zeus, que, por estarem fora de moda, aí ficam trocados no cavalo e no asno.&quot; (Machado de Assis) </li></ul><ul><li>FUNÇÃO EMOTIVA </li></ul>
  22. 33. <ul><li>3. </li></ul><ul><li>Referencial </li></ul><ul><li>Referencial </li></ul><ul><li>Referencial </li></ul><ul><li>Poética </li></ul><ul><li>Fática </li></ul>
  23. 34. <ul><li>Poética Que é poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados Que é um poeta? um homem que trabalha um poema com o suor do seu rosto Um homem que tem fome como qualquer outro homem.        (Cassiano Ricardo) FUNÇÕES POÉTICA E METALINGUÍSTICA </li></ul>
  24. 35. FUNÇÃO METALINGUÍSTICA NOS ÚLTIMOS QUADRINHOS
  25. 36. <ul><li>&quot;Meu canto de morte Guerreiros, ouvi. Sou filho das selvas Nas selvas cresci. Guerreiros, descendo Da tribo tupi. Da tribo pujante, Que agora anda errante Por fado inconstante. Guerreiros, nasci: Sou bravo, forte, Sou filho do Norte Meu canto de morte,         Guerreiros, ouvi.&quot;  (Gonçalves Dias) </li></ul><ul><li>FUNÇÃO EMOTIVA </li></ul><ul><li>PREDOMÍNIO DE 1ª PESSOA </li></ul>
  26. 37. <ul><li>Coesão textual : dentro de um texto pode ser pedido conhecimentos de análise sintática , uso dos conectivos, uso de  pronomes relativos  e de períodos compostos; </li></ul><ul><li>variação linguística : o estudante deve ter a percepção de que a língua não é homogênea e que a norma culta é só uma referência; ele deve saber identificar as diferentes formas de falar e saber por que ocorrem; </li></ul><ul><li>gêneros textuais : o aluno deve saber quais são os mecanismos gramaticais que predominam em cada tipo de  texto , como o jornalísitico, o poético  etc. </li></ul><ul><li>uso de tempos e modos verbais : conhecimento essencial para interpretação de textos no Enem; </li></ul><ul><li>figuras de linguagem : são recursos fundamentais da língua, o estudante deve perceber os efeitos de sentido de uma  metáfora , de uma ironia etc. </li></ul>
  27. 38. <ul><li>Páris, filho do rei de Troia, raptou Helena, mulher de um rei grego. </li></ul><ul><li>Isso provocou um sangrento conflito de dez anos, entre os séculos XIII </li></ul><ul><li>e XII a.C. Foi o primeiro choque entre o ocidente e o oriente. Mas os </li></ul><ul><li>gregos conseguiram enganar os troianos. Deixaram à porta de seus </li></ul><ul><li>muros fortificados um imenso cavalo de madeira. Os troianos, felizes </li></ul><ul><li>com o presente, puseram-no para dentro. À noite, os soldados gregos, </li></ul><ul><li>que estavam escondidos no cavalo, saíram e abriram as portas da </li></ul><ul><li>fortaleza para a invasão. Daí surgiu a expressão “presente de grego”. </li></ul><ul><li>DUARTE, Marcelo. O guia dos curiosos. São Paulo: </li></ul><ul><li>Companhia das Letras, 1995. </li></ul><ul><li>Em “puseram-no”, a forma pronominal “no” refere-se. </li></ul><ul><li>(A) ao termo “rei grego”. </li></ul><ul><li>(B) ao antecedente “gregos”. </li></ul><ul><li>(C) ao antecedente distante “choque”. </li></ul><ul><li>(D) à expressão “muros fortificados”. </li></ul><ul><li>(E) aos termos “presente” e “cavalo de madeira”. </li></ul>
  28. 39. <ul><li>Em “puseram-no”, a forma pronominal “no” refere-se. </li></ul><ul><li>(A) ao termo “rei grego”. </li></ul><ul><li>(B) ao antecedente “gregos”. </li></ul><ul><li>(C) ao antecedente distante “choque”. </li></ul><ul><li>(D) à expressão “muros fortificados”. </li></ul><ul><li>(E) aos termos “presente” e “cavalo de madeira”. </li></ul>Resposta comentada (*) Várias estratégias podem ser utilizadas para retomar um ou mais sintagmas nominais em determinado texto, o que promove a progressão semântica e as substituições lexicais. Nesse caso, o pronome “no” retoma tanto o antecedente mais imediato (presente) quanto o antecedente mais distante (cavalo de madeira). Gabarito: E
  29. 40. Iscute o que tô dizendo, Seu dotô, seu coroné: De fome tão padecendo Meus fio e minha muié. Sem briga, questão nem guerra, Meça desta grande terra Umas tarefa pra eu! Tenha pena do agregado Não me dêxe deserdado Daquilo que Deus me deu. PATATIVA DO ASSARÉ. A terra é naturá. In: Cordéis e outros poemas. A partir da análise da linguagem utilizada no poema, infere-se que o eu liríco revela-se como falante de uma variedade linguística específica. Esse falante, em seu grupo social, é identificado como um falante. (A) escolarizado proveniente de uma metrópole. (B) sertanejo morador de uma área rural. (C) idoso que habita uma comunidade urbana. (D) escolarizado que habita uma comunidade do interior do país. (E) estrangeiro que imigrou para uma comunidade do sul do país.
  30. 41. Resposta comentada <ul><li>O vocabulário e as demais construções utilizadas pelo eu lírico revelam que se trata de uma pessoa que conhece a língua que emprega apenas “de ouvido”, pois não domina as regras internas que a compõem. Além disso, a variedade linguística exemplificada é a regional. </li></ul><ul><li>Gabarito: B </li></ul>
  31. 42. <ul><li>Texto 1. </li></ul><ul><li>No meio do caminho </li></ul><ul><li>No meio do caminho tinha </li></ul><ul><li>uma pedra </li></ul><ul><li>Tinha uma pedra no meio </li></ul><ul><li>do caminho </li></ul><ul><li>Tinha uma pedra </li></ul><ul><li>No meio do caminho tinha </li></ul><ul><li>uma pedra ANDRADE, C. D. Antologia </li></ul><ul><li>poética. Rio de Janeiro/ </li></ul><ul><li>São Paulo: Record, 2000. </li></ul><ul><li>(fragmento). </li></ul>
  32. 44. <ul><li>A comparação entre os recursos expressivos que constituem os dois textos revela que </li></ul><ul><li>o texto 1 perde suas características de gênero poético ao ser vulgarizado por histórias em quadrinho. </li></ul><ul><li>(B) o texto 2 pertence ao gênero literário, porque as escolhas linguísticas o tornam uma réplica do texto 1. </li></ul><ul><li>(C) a escolha do tema, desenvolvido por frases semelhantes, caracteriza-os como pertencentes ao mesmo gênero. </li></ul><ul><li>(D) os textos são de gêneros diferentes porque, apesar da intertextualidade, foram elaborados com finalidades distintas. </li></ul><ul><li>(E) as linguagens que constroem significados nos dois textos permitem classificá-los como pertencentes ao mesmo gênero. </li></ul>
  33. 45. <ul><li>Resposta comentada </li></ul><ul><li>A intertextualidade compreende as diversas maneiras </li></ul><ul><li>pelas quais a produção e a recepção de determinado texto depende do conhecimento de outros textos por parte dos leitores, isto é, diz respeito aos fatores que tornam a utilização de um texto (os quadrinhos de Garfield) dependente de outro previamente existente (o poema de Drummond). A finalidade do texto 1 é levar à reflexão, enquanto a do texto 2 é criar um efeito de humor. </li></ul><ul><li>Gabarito: D </li></ul>
  34. 46. A escrita é uma das formas de expressão que as pessoas utilizam para comunicar algo e tem várias finalidades: informar, entreter, convencer, divulgar, descrever. Assim o conhecimento acerca das variedades linguísticas sociais, regionais e de registro torna-se necessário para que se use a língua nas mais diversas situações comunicativas. Considerando as informações acima, imagine que você está à procura de um emprego e encontrou duas empresas que precisam de novos funcionários. Uma delas exige uma carta de solicitação de emprego. Ao redigi-la, você (A) fará uso da linguagem metafórica. (B) apresentará elementos não verbais. (C) utilizará o registro informal. (D) evidenciará a norma padrão. (E) fará uso de gírias.
  35. 47. Resposta comentada <ul><li>A chamada norma culta ou padrão é fundamentalmente a variante linguística usada nas situações escritas de maior formalidade, como na elaboração de uma carta de solicitação de emprego. </li></ul><ul><li>Gabarito: D </li></ul>
  36. 48. O texto a seguir é um trecho de uma conversa por meio de um programa de computador que permite comunicação direta pela internet em tempo real, como o MSN Messenger. Esse tipo de conversa, embora escrita, apresenta muitas características da linguagem falada, segundo alguns linguistas. Uma delas é a interação ao vivo e imediata, que permite ao interlocutor conhecer, quase instantaneamente, a reação do outro, por meio de suas respostas e dos famosos emoticons (que podem ser definidos como “ícones que demonstram emoção”). João diz: oi Pedro diz: blz? João diz: na paz e vc? Pedro diz: tudo trank João diz: oq vc ta fazendo? (...) Pedro diz: tenho q sair agora... João diz: flw Pedro diz: vlw, abc Para que a comunicação, como no MSN Messenger, se dê em tempo real, é necessário que a escrita das informações seja rápida, o que é feito por meio de (A) frases completas, escritas cuidadosamente com acentos e letras maiúsculas (como “oq vc ta fazendo?”). (B) frases curtas e simples (como “tudo trank”) com abreviaturas padronizadas pelo uso (como “vc” – você – “vlw – valeu!). (C) uso de reticências no final da frase, para que não se tenha que escrever o resto da informação. (D) estruturas coordenadas, como “na paz e vc”. (E) flexão verbal rica e substituição de dígrafos consonantais por consoantes simples (“qu” por “k”).
  37. 49. Resposta comentada <ul><li>As pessoas estão cada vez mais utilizando o “internetês”, linguagem usada na internet para agilizar a comunicação. A minimização linguística é uma prática comum e as abreviaturas são uma marca registrada: tal como exemplificado na questão, os usuários </li></ul><ul><li>escrevem “vc” em vez de você e “vlw” em vez de valeu. </li></ul><ul><li>Gabarito: B </li></ul>
  38. 50. FIGURAS DE LINGUAGEM <ul><li>As  figuras de linguagem  ou de  estilo  são empregadas para valorizar o texto, tornando a linguagem mais expressiva. É um recurso lingüístico para expressar experiências comuns de formas diferentes , conferindo originalidade, emotividade ou poeticidade ao discurso. </li></ul><ul><li>As figuras revelam muito da sensibilidade de quem as produz, traduzindo particularidades estilísticas do autor. A palavra empregada em sentido figurado , não- denotativo, passa a pertencer a outro campo de significação, mais amplo e criativo. </li></ul>

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