Texto e Discurso – Intertexto e Interdiscurso

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Uma apresentação simples para você compreender os conceitos de texto, textualidade e intertextualidade.

No final da apresentação há um vídeo que pode ser acessado pelo link: http://www.youtube.com/watch?v=3dpy0sRDBc8

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Texto e Discurso – Intertexto e Interdiscurso

  1. 1. TEXTO E DISCURSO – INTERTEXTO E INTERDISCURSO DANIELE LEITE
  2. 2. ENUNCIADO Tudo aquilo que o locutor enuncia, isto é, tudo o que ele diz ao locutário numa situação concreta de interação pela linguagem. (MAGALHÃES &CEREJA, 2009)
  3. 3. TEXTOVERBAL É uma unidade linguística concreta que é percebida na audição (na fala) ou pela visão (na escrita) e tem unidade de sentido e intencionalidade comunicativa. (MAGALHÃES &CEREJA, 2009)
  4. 4. UM TEXTO É SEMPREVERBAL ? Não. Um texto pode ser formado apenas pela linguagem verbal, apenas pela linguagem visual e também pela combinação de mais de uma linguagem: verbal e visual, verbal e musical, verbal, visual e musical. (MAGALHÃES &CEREJA, 2009)
  5. 5. UM TEXTO É SEMPREVERBAL ? Exemplos: Linguagem verbal – uma notícia Linguagem visual – uma pintura Linguagem verbal e visual – uma história em quadrinhos Linguagem verbal e musical – uma música Linguagem verbal, visual e musical – cinema e teatro
  6. 6. DISCURSO É a atividade comunicativa capaz de gerar sentido desenvolvida entre interlocutores.Além do enunciado verbal, engloba também elementos extraverbais, isto é, elementos que estão na situação de produção e que também participam da construção do sentido do texto. (MAGALHÃES &CEREJA, 2009)
  7. 7. DISCURSO Elementos que estão na situação de produção: Quem fala, com quem fala, com que finalidade.
  8. 8. TEXTUALIDADE, COERÊNCIA E COESÃO As palavras abaixo do jeito que estão organizadas, podem ser consideradas um texto? Sempre estava que ela dormindo em sua casa chegava assustada alguém acordava.
  9. 9. TEXTUALIDADE, COERÊNCIA E COESÃO Tente coloca-las em uma ordem que faça sentido Sempre estava que ela dormindo em sua casa chegava assustada alguém acordava.
  10. 10. TEXTUALIDADE, COERÊNCIA E COESÃO Você percebeu que um texto não pode ser construído com frases soltas, desconexas e que alteração das sequências de suas partes pode alterar o sentido do texto. (MAGALHÃES &CEREJA, 2009)
  11. 11. TEXTUALIDADE, COERÊNCIA E COESÃO Para que um texto apresente uma unidade de sentido, para que seja coerente, é necessário tenha textualidade. (MAGALHÃES &CEREJA, 2009)
  12. 12. TEXTUALIDADE É quando um texto apresenta conexões gramaticais e articulação de ideias. Em outras palavras, que apresente coesão e coerências textuais. (MAGALHÃES &CEREJA, 2009)
  13. 13. COESÃO TEXTUAL São as conexões gramaticais existentes entre palavras, orações, frases, parágrafos e partes maiores de um texto.(MAGALHÃES &CEREJA, 2009)
  14. 14. COERÊNCIA TEXTUAL É a estruturação lógico-semântica de um texto, isto é, a articulação de ideias que faz com que numa situação discursiva palavras e frases componham um todo significativo para os interlocutores.(MAGALHÃES &CEREJA, 2009)
  15. 15. PODE HAVER COERÊNCIA SEM COESÃO? Há textos que se organizam por justaposição ou com elipses e, mesmo assim, podem ser considerados textos por seus leitores, pois constituem unidade de sentido. (MAGALHÃES &CEREJA, 2009)
  16. 16. PODE HAVER COERÊNCIA SEM COESÃO? Como exemplo de que pode haver coerência sem coesão, veja este poema do poeta Paulo Leminski.(MAGALHÃES &CEREJA, 2009) Sobressalto Esse desenho abstrato Minha sombra no asfalto (La vie em close. São Paulo:Brasiliense)
  17. 17. INTERTEXTUALIDADE É a relação entre dois textos caracterizada por um citar o outro. (MAGALHÃES &CEREJA, 2009)
  18. 18. INTERTEXTUALIDADE
  19. 19. INTERTEXTUALIDADE As salas e becões assinalados Da oriental praia paulistana Partiram em missão desumana A bater inimigos colorados. Depois do empate duro e fero Três a três em pleno alçapão, Queriam ao menos 1 a 0, E o sonho manter no coração. (José Roberto Tolero) As armas e os barões assinalados Que, da ocidental praia lusitana, Por mares nunca dantes navegados Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados Mais do que prometia a força humana E entre gente remota edificaram Novo reino, que tanto sublimaram (Luís de Camões)
  20. 20. INTERDISCURSIVIDADE Meus oito anos Oh! Que saudade que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais
  21. 21. INTERDISCURSIVIDADE Que amor, que sonhos, que flores Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais [...] Casimiro de Abreu
  22. 22. INTERDISCURSIVIDADE Meus oito anos Oh que saudades que eu tenho Da aurora da minha vida Das horas De minha infância querida Que os anos não trazem mais
  23. 23. INTERDISCURSIVIDADE Naquele quintal de terra Da Rua Santo Antônio Debaixo da bananeira Sem nenhum laranjais Oswald de Andrade
  24. 24. INTERDISCURSIVIDADE Compare os dois poemas dos slides anteriores. Observe que Oswald de Andrade, em seu poema, não apenas cita o poema de Casimiro de Abreu. Ele também o critica.
  25. 25. INTERDISCURSIVIDADE Nesse tipo de relação entre texto há muito mais do que uma simples intertextualidade, há uma relação mais abrangente.Temos dois discursos poéticos diferentes, duas formas de ver a infância.
  26. 26. INTERDISCURSIVIDADE Os elementos da situação de produção se evidenciam:  Quem fez  Para que  Em que momento  Com que finalidade
  27. 27. PARÓDIA É um tipo de relação intertextual em que um texto cita o outro geralmente com o objetivo de fazer-lhe uma crítica ou inverter ou distorcer suas ideias. (MAGALHÃES &CEREJA, 2009)
  28. 28. PARÓDIA
  29. 29. OBRIGADA! @danieleleitte

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