Tentação
por
nana pauvolih
Episódio 1 – Tentada.

Eu olhei para o céu, mas o sol não estava mais lá. Sentada sobre a areia branca e macia,
eu havia f...
linda, pois era alta, loira e escultural. Usava jeans colado e uma blusinha sexy, colada nos seios
cheios, deixando um ped...
coisa que nunca fiz na vida.
- Acho que vou me divertir muito. – Falei, desejando mesmo aquilo.
No primeiro quiosque vimos...
Como chegamos cedo, foi fácil conseguir uma mesa. Lili correu para uma perto da
enorme pista de dança. Pedimos uma rodada ...
boca do estômago.
Era o homem mais lindo que já vi na vida. Alto, moreno, esguio e musculoso, não
parecia ser desse mundo....
levantou logo.
- Quero aquele pra mim.
- Vai lá pegar. – Debochou Mariane.
- Vou mesmo.- E ela foi.
Fiquei olhando-a, sem ...
- E falou o quê?
- Ah, Clara, só fui simpática e eles gostaram de mim. Me convidaram para sentar com
eles, mas mostrei voc...
Saboreei seu nome na mente, percebendo que ele se tornava cada vez mais real para
mim. Nome de um Deus nórdico. Uma voz, u...
E ele, por que me olhava daquele jeito?
Lili puxou o rosto dele em sua direção. Olhei para Lucas e fiquei corada quando no...
conversando sem parar.
Em determinado momento Lili fez de tudo para Thor dançar com ela e acabei olhandoos. Ela se debruça...
pegarem o barco para a ilha. Levantei com ele, despedi-me de todos com sorrisos e palavras
educadas. A Thor dirigi apenas ...
Várias crianças e adultos ficaram por perto e eu me senti mais relaxada. Estirada de
barriga para cima sobre a canga, com ...
praia curta e branca pelo pescoço, amarrando-a na cintura. Estava com protetor solar, sal no
corpo e com cabelos embaraçad...
E ele acelerou mais. Em um minuto tudo ficou para trás e era só eu e Thor naquele mar
imenso, lado a lado.
Ficamos em silê...
bermuda. Esta deslizou para baixo, expondo a sunga preta, que marcava o grosso volume do seu
sexo. As pernas eram maravilh...
prendiam o meu olhar. Ele ficou perigosamente perto e fiquei sem fala. Apenas um palmo nos
separava e sua perna roçou a mi...
firmemente meu corpo trêmulo enquanto beijava suavemente meu mamilo.
Ver sua cabeça morena em meu peito, sentir sua boca q...
intenso me devorou. Ele me segurou firmemente e prendeu o clitóris entre os dentes, enquanto
sua língua o percorria. Chupo...
- Eu... – Respirei fundo, confusa. – É loucura! Nós mal nos conhecemos e já...
- Está tudo bem. – Ele sorriu e acariciou m...
Eu tremi, excitada e nervosa. Virei o rosto e beijei docemente a sua mão. Então me
inclinei para ele, ansiosa, com um pouc...
Excitada, desci mais a boca, mas parei ao quase me engasgar. Ele me orientou:
- Só seus lábios e sua língua. Relaxe a garg...
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TENTAÇÃO

  1. 1. Tentação por nana pauvolih
  2. 2. Episódio 1 – Tentada. Eu olhei para o céu, mas o sol não estava mais lá. Sentada sobre a areia branca e macia, eu havia ficado tão imersa em meus próprios pensamentos que nem percebi que a noite caía e eu estava praticamente no escuro. Não me levantei ou tive pressa. A sensação estranha e paradoxal de paz e angústia fez com que eu continuasse a olhar o céu mesclado de cinza, prata e negro de mais uma noite que chegava. E a ouvir a suave marola das ondas. Sempre gostei do sol, inclusive costumava lembrar de uma frase de um pintor inglês antes de morrer “O sol é Deus” e concordar com ele. Mas eu adorava a noite. Seus mistérios, os desejos que se realizavam mais facilmente tendo sombras para disfarçá-los, a ideia de que expunha os lados mais escuros das pessoas. E aquela noite não era uma qualquer; era a primeira dos meus vinte e um anos de idade. Meu aniversário, sexta-feira treze, 13 de julho. Alguns consideravam azarento um dia como aquele, mas eu já não acreditava em sorte ou azar. Se fosse assim, acharia que tanto treze na minha vida foi a causa de meus sofrimentos e perdas. Minha mãe me disse que também nasci em uma sexta-feira treze, faltando apenas treze minutos pra a meia- noite. E eu tinha treze anos quando minha irmã gêmea morreu. É, talvez fosse mesmo azar. - Hei, Isabela! Ouvi meu nome e olhei para trás, mas na penumbra enxerguei pouca coisa. De qualquer forma, reconheci a voz de minha amiga Clara e vinha da direção das barracas de camping, alguns metros além de onde eu estava. Havia por ali umas sete barracas e uma delas era a que eu ocupava com Clara e mais duas colegas suas, desde a tarde anterior, quando chegamos. Íamos aproveitar um feriado longo e ficar ali 4 dias. - Oi, estou aqui. – Respondi. - Já está pronta? - Já. Vão agora? - Daqui a pouco. Levantei, sacudindo a areia do simples vestido branco de alcinhas. Passei a tarde quente na praia e já estava com um leve bronzeado, apesar de ter a pele bem clara. Eu usei protetor, por isso não fiquei vermelha. Peguei a sandália rasteira e amarela trançada do chão e caminhei devagar em direção às barracas. Lá estava mais claro, com os lampiões acesos. Algumas pessoas conversavam, outras começavam a preparar fogueiras ou o jantar. Na barraca que eu ocupava, Clara estava sentada numa cadeira de praia perto do lampião aceso, se maquiando enquanto fitava-se em um espelhinho no seu colo. Estava linda como sempre. Mesmo descabelada ou sem maquiagem ela continuaria
  3. 3. linda, pois era alta, loira e escultural. Usava jeans colado e uma blusinha sexy, colada nos seios cheios, deixando um pedaço da barriga sarada de fora. Sorriu para mim e perguntou: - Estou bem ou parecendo um palhaço? É horrível me maquiar com essa luz fraca do lampião. - Você está perfeita. – Sorri também, me agachando para tirar a areia dos pés e calçar minhas sandálias. – Cadê as meninas? - Mariane está trocando de roupa dentro da barraca e a Lili já está pronta e esperando a gente na saída do camping. Ela se adiantou para bater um papo com aquele loirinho surfista que conhecemos hoje na praia. Sabe que ela não perde tempo. – Rindo, Clara começou a guardar seu batom na caixinha de maquiagem. Na verdade, eu não conhecia Mariane ou Liliana direito. Elas eram amigas de Clara, que era minha colega de trabalho. Eu estava ali, acampando com elas, por convite de Clara. Quis passar aquele meu aniversário de vinte e um anos de maneira diferente do que estava acostumada. Por isso aceitei o convite. - Vamos? – Mariane abriu a lona da barraca e saiu, belíssima com short e blusa preta tomara-que-caia. Não era alta como Clara, mas mesmo assim era mais alta que eu, que tinha apenas um metro e sessenta de altura. Mas era o tipo que chamava a atenção onde quer que chegasse, morena, com lisos e compridos cabelos pretos, seios fartos, quadris redondos e uma cinturinha de pilão. Usava sempre roupas curtas e sapatos de salto. Se equilibrava com dificuldade no chão arenoso. - Já acabei. Vou guardar a maquiagem e podemos ir. – Clara entrou na barraca. Eu a acompanhei para pegar minha bolsa. Lá dentro levaria uma lanterna, para iluminar o caminho na volta. Guardamos o lampião, fechamos a barraca e saímos levando em nossas bolsas o que tínhamos de valor. O camping era seguro, mas era melhor prevenir e andar com o dinheiro quando a barraca ficasse vazia. Devido à luz de outros lampiões, não precisamos acender a lanterna. Caminhamos em direção ao portão de saída do camping, que dava em outra extensa praia, essa bem maior e aberta a todos. Dali, chegava-se a diversos quiosques, ao píer cheio de barcos e a uns poucos restaurantes à beira-mar. Tudo era animado e cheio de turistas. - Nossa, hoje vou dançar até de madrugada! – Mariane exclamou animada, andando melhor sobre seus saltos agora que havíamos chegado ao calçadão iluminado. Rebolava, sacudindo os cabelos. – Quero ver você também se acabar, Isabela! Hoje é seu aniversário! A noite é sua! Sorri, sabendo que dificilmente eu me acabaria como elas. Era bem mais calma e tímida que as três. Mas sentia uma vontade louca de me divertir, sair da solidão que tantas vezes me engolfava, rir e esquecer os problemas. Dera o primeiro passo ao aceitar acampar com elas,
  4. 4. coisa que nunca fiz na vida. - Acho que vou me divertir muito. – Falei, desejando mesmo aquilo. No primeiro quiosque vimos Liliana aos risos com um loiro surfista que conhecemos na praia aquela tarde. Eles falavam bem juntinhos e o rapaz não tirava os olhos dela, que jogava charme. Liliana era mais atirada do que Clara e Mariane. Ela dava confiança pra qualquer cara que passasse a sua frente e, como Clara contara, não conseguia viver sem sexo. Clara brincava chamando-a de cachorra, pois parecia viver no cio. Mas Liliana nem ligava e ainda achava engraçado. Adorava também contar suas aventuras sexuais. Eu, que a conhecera somente no dia anterior, já a escutara dizer que até mulher ela topava. - Hei, vadia, vamos logo! Deixe pra paquerar amanhã! – Mariane puxou Liliana pelo braço ao passarmos por ela e sorriu para o loirinho, falando: - Amanhã ela continua te dando mole, gatinho. - Tchau, amor! – Lili acenou para o rapaz, rindo, dando o braço a Mariane. - Hei, Lili... – Começou a reclamar o rapaz abandonado, nada satisfeito. - Amanhã! – Lili mandou-lhe um beijo e nos afastamos. - Ele ficou puto. – Disse Clara. - Amanhã faço um agrado e ele me perdoa. E aí, meninas? Vamos para qual restaurante? - O único que tem pista de dança, é claro. – Respondeu Mariane. - E os maiores gatos do lugar. Dizem que é cheio de riquinhos que vem das enormes casas de veraneio e das ilhas aqui perto. – Explicou Clara. – Lembra quando viemos no ano passado e conhecemos aquele pessoal de Santa Catarina? - Se lembro!- Lili suspirou dramaticamente. – Cada loiro lindo! Ficamos uns cinco dias na casa deles, vivendo de festas, champanhe e orgias! Olhei-as, sem saber se Lili exagerava. Mas elas pareciam saudosas, sorrindo. -Até esquecemos da nossa barraca. - Lembro até hoje do Felipe, aquele loiraço que ficou caidinho por mim. – Disse Mariane. – Às vezes ainda falo com ele pelo facebook. - Você é que ficou caidinha por ele. – Riu Lili. - Cale a boca! – Mariane deu-lhe uma cotovelada. Liliana era tão morena quanto Mariane, só que mais alta e magra, com cabelos cacheados e castanhos. Era a mais velha de nós, com vinte e três anos. Mariane e Clara tinham vinte e dois anos, com diferença de apenas um mês. Eu era a caçula do grupo. Entre brincadeiras e risadas, chegamos ao belo restaurante em frente ao píer. Era espelhado, de dois andares e cercado por plantas exóticas. Era o preferido pelos jovens e turistas, por isso era mais caro. Por ser perto de praia, era informal, mas cheio de gente bonita.
  5. 5. Como chegamos cedo, foi fácil conseguir uma mesa. Lili correu para uma perto da enorme pista de dança. Pedimos uma rodada de chope e logo todas brindaram ao meu aniversário, rindo e me dando os parabéns. É claro que nossa mesa logo chamou a atenção dos outros. Éramos quatro jovens sozinhas, bonitas e alegres. Em poucos minutos alguns rapazes tentaram se aproximar e puxar assunto, mas as meninas não deram muita bola. Clara falou para mim: - Esses garotos não estão com nada. Depois que o restaurante encher, aí sim a gente escolhe o melhor. Não falei nada, um tanto deslocada entre elas. Eram livres, seguras, acostumadas a flertar. Eu era uma simples suburbana acostumada demais a ficar em casa, romântica e sonhadora demais para meu próprio bem. Tomei um grande gole de chope, pensando o que elas deviam pensar de mim. Clara já me conhecia há um ano e sabia muita coisa ao meu respeito. Costumava dizer que eu devia relaxar mais e aproveitar a vida. Por isso insistiu tanto para que eu acampasse com elas. Segundo Clara, se eu começasse a me soltar, seria muito mais feliz. Eu queria mudar e sair de meu mundinho solitário. Não tinha família, vivia para trabalhar, estudar e ficar em casa. Vivia de lembranças tristes, com medo de sofrer, de me envolver com as pessoas. Mas já há algum tempo pensava em mudar, assumir minha idade, viver tudo o que eu podia. O passado me mantinha triste e por isso eu queria um presente que me trouxesse alegria. Por isso estava ali. Pedimos tira-gostos e logo o local começou a encher. Liliana correu para a pista de dança e se acabou sozinha, pulando e se requebrando sob as luzes coloridas, no meio de desconhecidos. - É doida mesmo! – Riu Clara, que preferia dançar só mais tarde. Ela se debruçou na mesa e disse para mim e para Mariane: - Repararam naqueles dois gatinhos na mesa aqui em frente? - E você acha que eu não ia notar? – Mariane sorriu. – Mas são filhinhos de papai. Caras riquinhos. Olhei para a mesa em questão. Dois rapazes morenos conversavam, muito à vontade, tomando cerveja e observando a pista de dança. Eram mesmo muito bonitos e bem tratados, com cara de gente rica. Deviam ter por volta de vinte e cinco ou vinte e sete anos. Naquele momento, mais três rapazes se aproximaram da mesa deles e todos se cumprimentaram animadamente. Mariane falou: - Nossa, o negócio está melhorando. Uau! Sorri, mas foi naquele momento em que o vi. Ele era um dos três que acabara de chegar. Quando meu olhar se fixou nele, senti algo se revolver dentro de mim, como se tivesse vida própria. Fiquei hipnotizada, com um frio na
  6. 6. boca do estômago. Era o homem mais lindo que já vi na vida. Alto, moreno, esguio e musculoso, não parecia ser desse mundo. Com jeans justo e blusa preta, ele parecia o sonho secreto de qualquer mulher. E eu não pude tirar os olhos dele, maravilhada. - Olha aquele moreno de blusa preta. Ele existe mesmo? – Murmurou Mariane, como se lesse meus pensamentos. - Puro sangue. – Concordou Clara. – Eu deixaria ele usar e abusar de mim! - E eu! Eu as ouvi, mas não tirei os olhos dele. Fiquei encantada com seu sorriso, que expunha dentes brancos perfeitos e uma covinha na face. Seus cabelos eram escuros e densos, o rosto de ossos bem feitos e traços másculos, a boca carnuda e sensual. Suas sobrancelhas eram pretas, marcando olhos profundos e claros. A cor não era visível de onde eu estava, mas acho que eram verdes. Límpidos e maravilhosos olhos verde- claros. A blusa justa marcava ombros bem largos, peito musculoso, abdome definido. Suas pernas eram longas e fortes e seu bumbum perfeito. Ele era todo grande, viril, belíssimo. Eu nunca imaginei que pudesse existir um homem assim. - A Isabela está até babando! – Riu Mariane. - Parece que ela quer comer um pedaço dele. – Clara também riu. Senti meu rosto pegar fogo e desviei os olhos dele rapidamente, olhando-as um tanto encabulada, o que as fez rir ainda mais. Mas a imagem dele parecia gravada em minha mente. Senti uma grande vontade de olhá-lo de novo, mas a custo me controlei. - Fique tranquila, querida. – Clara deu um tapinha de leve em minha mão. – Qualquer mulher aqui hoje deve estar tendo pensamentos eróticos com o seu moreno. - Ele não é meu. – Falei, sem graça. - Nossa, que calor! Dancei como uma louca! – Liliana se aproximou afobada da gente, suada, se inclinando para pegar seu copo e beber todo chope de uma vez. – Vamos dançar! - Depois. Olha aquela mesa ali, Lili. O que me diz? – Perguntou Clara. - Que mesa? – Ainda de pé e segurando o copo vazio, Lili nem disfarçou e olhou direto para a mesa com os cinco homens, agora todos sentados. O moreno lindo fazia o pedido ao garçom, afastando uma mecha do cabelo preto que caía em sua testa. Era charmoso e muito masculino. Observei seu braço com músculos perfeitos, com suaves pelos negros. As mãos eram longas e seu relógio parecia de ouro. Voltei a olhar seu rosto marcante, ainda mais fascinada por ele. - Só tem gato ali. Cada uma de vocês fica com um. Deixa que eu cuido de dois. – Lili riu. Depois assoviou, chamando atenção de algumas pessoas. – E aquele ali de blusa preta... caralho! - Fale baixo, maluca! – Clara a puxou para a cadeira, fazendo-a sentar. Mas Lili se
  7. 7. levantou logo. - Quero aquele pra mim. - Vai lá pegar. – Debochou Mariane. - Vou mesmo.- E ela foi. Fiquei olhando-a, sem acreditar que ela ia mesmo falar com o moreno. Acho que até Mariane e Clara ficaram surpresas. Os rapazes conversavam animadamente, enquanto o garçom trazia mais copos e cervejas. Liliana parou ao lado da mesa deles, alta e sensual na sua mini saia com blusinha colada, sorrindo e falando algo com aquele seu jeito dengoso quando estava perto de homens. Eles pararam de falar e a olharam, inclusive o moreno, para quem Lili se dirigia. Até o garçom parou para prestar atenção nela. - Ela não tem jeito. – Clara balançou a cabeça, mas acabou rindo. Eu mal pude respirar, meu olhar se alternando para o rosto inescrutável do moreno e para o sedutor de Lili. Algo que ela disse fez com que todos rissem na mesa e o moreno pareceu se divertir. Retrucou algo e Liliana caiu na gargalhada. - É uma puta de primeira. Já ganhou o cara. As palavras de Mariane me afetaram sem que eu pudesse controlar. Senti uma decepção enorme dentro de mim, ao imaginá-lo com Lili. Era loucura, já que ele não era nada meu. Na verdade, era um completo estranho. Mas eu nunca me senti afetada daquele jeito por ninguém. Não era só a beleza estonteante dele. Algo mais me atraía terrivelmente. Lili continuou falando e apontou para nossa mesa. Todos olharam em nossa direção. Meu coração passou a bater como um louco quando os olhos verdes intensos dele fixaram-se nos meus. Meus sentidos sofreram um baque. Ele olhou diretamente para mim. Meu corpo ficou totalmente descontrolado. Desviei o olhar na hora, abalada, nervosa, trêmula. Olhei para Clara, tentando pensar racionalmente, mas ela sorria cheia de charme para os rapazes da outra mesa. Para ele. - O que aquela louca deve estar falando da gente? – Perguntou Clara. - Que somos suas amigas e que ficaríamos muito felizes em sentar com eles. – Respondeu Mariane. – Se ela conseguir isso, juro que lavo as roupas dela todos os dias que acamparmos. Eu não teria coragem de sentar na mesma mesa que ele. Eu me transformaria em uma massa trêmula, até ter um colapso. Deus do céu, o que estava acontecendo comigo? Criei coragem e olhei para ele novamente, disfarçando. Ele olhava e falava com Lili, interessado, levemente divertido. Por fim ela riu, acenou para eles e voltou para nossa mesa. Peguei meu chope e o bebi sofregamente, olhando para o copo. - E aí? – Mariane indagou na expectativa, enquanto Lili se sentava calmamente. - E aí, o quê? Vocês não viram? Só me apresentei.
  8. 8. - E falou o quê? - Ah, Clara, só fui simpática e eles gostaram de mim. Me convidaram para sentar com eles, mas mostrei vocês e falei que estávamos juntas. Eles nos convidaram para ficarmos todos em uma mesa só. - E então? – Mariane estava com olhos brilhantes. Olhei para Lili na expectativa. - Eu agradeci, mas recusei, é claro. Clara e Mariane ficaram olhando-a sem acreditar. Ela caiu na gargalhada. - Claro que aceitei, suas lerdinhas! Vamos logo! Vocês precisam ouvir a voz daquele moreno! Fiquei até molhadinha! - Ai, Lili, eu te amo! – Mariane riu. – Essa noite promete! - Eu... – Olhei-as. – Não acho boa ideia. - O quê? – Clara riu. – Meu bem, é uma ótima ideia! - Mas nós nem conhecemos esses caras e... - Vamos conhecer agora! – Interrompeu Mariane, me olhando. – Bela, você não é desse mundo! Coragem, menina! Elas já levantavam e eu não soube o que fazer para convencê-las a ficar. Olhei nervosamente na direção dele. Estava de pé, assim como seus amigos, enquanto o garçom puxava mais cadeiras para a mesa deles. Sem alternativa, fui lentamente atrás de minhas colegas. Meu coração bombeava loucamente e eu me sentia a ponto de estourar de tanto nervosismo. Mantive as mãos ao lado do corpo, duras, para não tremer. E procurei não demonstrar nada que sentia. - Voltei! – Lili falou alto para ser ouvida devido ao som da música, ao parar perto da mesa deles. Estavam todos de pé, mas me recusei a olhar diretamente para ele. – E aqui estão minhas amigas: Mariane, Clara e Isabela. Deixa eu ver se lembro o nome de vocês. Thor. Inesquecível esse nome! - É um prazer conhecê-las. A voz percorreu lentamente meus terminais nervosos. Eu não o olhava, mas sabia que era ele. Aquela voz quente, grossa, meio rouca, linda e máscula como ele. Voz de trovão, como seu nome significava. Um arrepio subiu por minha espinha. Liliana continuou: - Este é o Caio. Marcelo, Lucas e ... ai meu Deus! Espera aí, meu amor, vou lembrar seu nome... Justo. Acertei? - Quase. – Um rapaz negro e bonito falou, divertido. – Justiniano. - Por pouco! - Fiquem à vontade. – Disse outro. Todos arrastavam cadeiras e falavam, confundindo palavras com a música alta. Sentei onde imaginei ser o mais longe possível dele. Do Thor.
  9. 9. Saboreei seu nome na mente, percebendo que ele se tornava cada vez mais real para mim. Nome de um Deus nórdico. Uma voz, um nome, talvez um cheiro. Ele existia de verdade. - Você bebe? Alguém me estendeu um copo de cerveja. Era um rapaz sentado ao meu lado. Era claro, com cabelos lisos e belos olhos castanhos. Bonito, sorria para mim. - Obrigada. – Aceitei o copo, rezando para não tremer demais. Eu precisava molhar minha garganta seca. - Você é a Isabela, não? - Sou. Desculpe, mas não guardei seu nome. - Lucas. Bom conhecer você, Isabela. - É um prazer. Ouvia as risadas das meninas e o alvoroço que causavam. Minha mente registrou o tom grave da voz de Thor, mas não consegui ouvir o que ele dizia. Nem ousei olhar em sua direção. Mantive meu olhar ao nível de Lucas. Tomei um longo gole da cerveja gelada. - Tem certeza que está com essas loucas? – Ele brincou e acabei sorrindo. - Sabe que ainda estou me perguntando a mesma coisa? - Você as conhece há muito tempo? - Conheço Clara há um ano. Mariane e Liliana eu conheci ontem. - Você parece bem diferente delas. - Eu sei. – Fiz uma careta. – Sou chata. - Nada disso. Gostei do seu jeito. Aos poucos fui me sentindo mais à vontade e comecei a conversar com Lucas. Ele era muito simpático e agradável. Mas todo o tempo Thor não saía da minha cabeça. Não resisti e procurei-o com o olhar. Fiquei chocada ao fitar seus penetrantes olhos verdes. Ele me olhava fixamente, sério, parecendo nem ouvir o que Lili dizia. Era ainda mais impressionante de perto. Seus olhos não tinham tons marrons ou cinzas. Eram de um verde-claro puro, cristalino, num grande contraste com sua pele morena e seu cabelo quase negro. As sobrancelhas pretas e os cílios espessos tornavam seu olhar ainda mais lindo, misterioso, sensual. Fiquei sem ação. Meu sangue pareceu se tornar mais espesso, impedindo-me de pensar com clareza, de reagir. Deus, ele era perfeito! Aquele rosto anguloso, o queixo firme com covinha, o nariz afilado. E a boca... Não pude acreditar que ele me olhava. Não consegui parar de olhá-lo também. Imaginei como seria tocar seu rosto, passear as mãos por seu cabelo, encostar minha boca na sua... - O que você acha, Isabela? Isabela? A voz de Lucas penetrou minha mente entorpecida. Percebi o que eu fazia, encarando-o.
  10. 10. E ele, por que me olhava daquele jeito? Lili puxou o rosto dele em sua direção. Olhei para Lucas e fiquei corada quando notei que ele parecia divertido, como se soubesse o que estava acontecendo ali. - Escutou alguma coisa que eu disse, Isabela? - Desculpe, eu... - Não precisa explicar. Já me acostumei com o efeito de Thor sobre as mulheres. Olhe para suas amigas. Parecem moscas em volta dele. Quem você acha que ele vai escolher? - Não sei. – Não me ocorreu mentir ou negar, mas fiquei ainda mais constrangida. – Olhe, Lucas... - Ele gostou de você. Surpresa, fiquei quieta. - É sério. Desde que sentou aqui ele está te olhando. - Impressão sua. – Meu coração batia loucamente. Não era possível. Eu não chegava aos pés de minhas colegas. - Acho que não. Também gostei mais de você. Deve saber o quanto é encantadora. Balancei a cabeça, sem poder acreditar. Olhei para Lucas. - Desculpe. Não sei o que dizer. Ele sorriu, parecendo mais jovem. Gostei dele. Mas com Thor na cabeça, ele se tornava sem graça, esfumaçado. Meu Deus, como eu queria voltar a ser eu mesma, sem aquela perturbação toda, controlada e calma! - Vocês todos são amigos? Procurei um assunto ameno. - Sou primo de um amigo de Thor, o Caio, aquele loiro ali. Estamos todos na casa dele. Do Thor. Com exceção do meu primo, conheço os outros há poucos meses. - Entendi. Você mora no Rio de Janeiro mesmo? Parece ter um sotaque paulista. - Acertou. Estou trabalhando no Rio há três anos, mas nasci em São Paulo. - E você trabalha em quê? - Sou advogado recém-formado. E você? Parece bem jovem. Estuda? - Sim, faço faculdade de História. - História? Meu Deus, deve passar os dias mergulhada em leitura. - E você não? - Que remédio, não é? E trabalha? - Sou recepcionista em uma firma de engenharia. Passamos a conversar ainda mais e não ousei me virar na direção de Thor. A tentação era grande, mas eu não queria ficar descontrolada. E era assim que ele me deixava. Bebi mais do que estava acostumada e parei ao ficar um pouco tonta. À nossa volta, todos pareciam animados e falantes. Eu e Lucas éramos os mais comedidos, falando baixo e
  11. 11. conversando sem parar. Em determinado momento Lili fez de tudo para Thor dançar com ela e acabei olhandoos. Ela se debruçava sobre ele, roçando o seio em seu braço, toda dengosa e sensual, puxando-o para dançar. Ele recusou, sorrindo, mas percebi que estava sendo apenas educado. O seu jeito era de alguém seguro, que nunca fazia o que não tivesse vontade. Assim, Lili fez de tudo, mas não o convenceu. Por fim desistiu e foi dançar na pista com um colega dele. Thor pegou seu copo e terminou sua cerveja. Eu fingia escutar o que Lucas dizia, mas controlava o belo moreno com minha visão lateral. Ele não olhava para mim, mas para Mariane, que puxava assunto com ele. A noite seguiu daquele jeito. Em nenhum momento conversei com ele ou me levantei para dançar. Falei um pouco com Clara, com Justiniano, mas a maior parte do tempo fiquei com Lucas. Duas vezes não aguentei e olhei para Thor. Das duas vezes ele me fitou diretamente com aquele seu olhar meio semicerrado, como se pudesse ler a minha alma. E eu rapidamente fugia daquele olhar. Por fim, Clara se debruçou ao meu lado e falou: - Escute, Bela, Thor nos convidou para conhecer a ilha dele. - Ilha? - É, parece que ele tem uma residência privativa em uma ilha pequena aqui perto. Nos convidou para continuar a noite lá, como hóspedes. Aceitamos, tá? Eu a olhei. - Clara, nós nem os conhecemos. Como podemos ir para uma ilha com eles? – Falei baixo para Lucas não escutar. – E se acontecer alguma coisa? - Tomara que aconteça um monte de coisas. – Ela riu. – Escute, bobinha, sei que não está acostumada a sair, mas confie em mim, vai ser ótimo. O pessoal é legal e vai ser só diversão. - Imagino que diversão. – Murmurei. - Ninguém vai nos obrigar a fazer nada. - Quem garante? - Ah, Isabela, não estrague nossa alegria! - Desculpe, não quero isso. Se vocês querem ir, tudo bem. Vou voltar ao acampamento. - Não acredito! – Ela ficou irritada. – Não veio para se divertir? - Eu não vou. – Pelo meu olhar, ela viu que eu não mudaria de ideia. Lucas tentou me convencer a ir, mas me mantive irredutível. Minha vontade era a de sumir dali e voltar correndo para a barraca. Eu sabia exatamente o que eles fariam naquela ilha e só de imaginar Thor com Lili, Mariane ou Clara, meu estômago se revoltava. A sensação era a de que ele me trairia, o que não deixava de ser ridículo. Por fim, Lucas insistiu em me acompanhar ao acampamento e depois voltar para eles
  12. 12. pegarem o barco para a ilha. Levantei com ele, despedi-me de todos com sorrisos e palavras educadas. A Thor dirigi apenas um aceno de cabeça e ele respondeu da mesma maneira, sem deixar de me olhar. Saí do restaurante com Lucas para a noite fresca e clara. Caminhamos lado a lado pelo calçadão. - Por que você não quis ir, Isabela? - Eu já disse que sou chata. - Não é. Acho que está com medo. De nós. Talvez pense que é uma armadilha de um bando de estupradores. - Não é isso. – Olhei-o, afastando o cabelo que o vento jogava em meu rosto. Ele me olhou também. – Só acho que eu não me divertiria. - Como pode saber? Ninguém te obrigaria a nada. -Lucas, esse é meu jeito. Não quero chatear ninguém. -Tudo bem. Quem sabe você muda de ideia, não é? Poderíamos nos encontrar amanhã. O que acha? - Quem sabe? Chegamos ao portão de entrada do camping e me virei para ele. -Aqui está ótimo, Lucas. Obrigada por ter me acompanhado. – Sorri. Ele retribuiu e segurou minha mão. - Posso te dar um beijo de boa-noite? Eu não poderia beijar ninguém com Thor dominando meus pensamentos daquele jeito. Assim, delicadamente, me aproximei e beijei seu rosto. - Boa-noite, Lucas. – Soltei sua mão, acenei e entrei no camping. Cumprimentei os campistas em volta de uma fogueira que iluminava o caminho e praticamente corri para minha barraca. Passei uma noite horrível, rolando de um lado para outro sem conseguir dormir, só pensando em Thor. Sentia angústia, ciúme, raiva pelo que devia estar acontecendo naquela ilha. Com qual das minhas três colegas ele ficaria? Ou seriam todos loucos, mergulhados em orgias? Quem era Thor? Quando o sol raiou cansei de lutar com meus sentimentos confusos e pensamentos. Pus um biquíni branco e corri para dar um mergulho no mar. Nadei até cansar. Depois voltei à barraca, fiz café e tomei uma xícara comendo biscoitos. Voltei à praia com uma Canga, protetor solar e óculos escuros. Fiquei lá, nadando e cochilando, a pele bronzeando uniformemente, enquanto o sol esquentava.
  13. 13. Várias crianças e adultos ficaram por perto e eu me senti mais relaxada. Estirada de barriga para cima sobre a canga, com óculos escuros e olhos fechados, eu quase cochilava, cheia de preguiça. Foi quando senti um arrepio percorrer minha pele inteira. De um momento para outro fiquei imóvel, com o coração dando um salto e acelerando. Eu soube que Thor estava ali. Por fim ouvi sua voz grossa e rouca: - Isabela ... Meu corpo todo reagiu e eu tentei não tremer. Abri os olhos sob os óculos escuros. Ele estava de pé ao meu lado, contra o sol. Usava bermuda e blusa clara, mas não consegui visualizá-lo nitidamente. Respirei fundo e consegui me sentar, correndo os dedos entre meus cabelos longos e ainda úmidos pelo mar. - Oi. – Consegui murmurar, erguendo a cabeça para ele. Não tirei os óculos, com medo que ele notasse o desejo absurdo que consumia meu olhar. – As meninas chegaram? - Não. Resolveram passar o dia na ilha. Vim buscar você. Fiquei sem fala, olhando-o. Ele estava ainda mais lindo, com os cabelos despenteados pelo vento. Parecia enorme de pé ali, com seus ombros largos recortados contra o céu. Não podia ver seu rosto, com o sol por trás dele. Mas sentia o seu olhar. Percebi o exato momento que seu olhar desceu por meu corpo e me tornei muito consciente de que apenas um pequeno biquíni branco me cobria. Fiquei vermelha, sem saber o que fazer. - Vamos? Reagindo, me levantei rapidamente e sacudi a canga. Enrolei-a de qualquer jeito no corpo. Só então o olhei. Seus olhos verdes estavam mais claros que o mar, brilhando intensamente. Seu sorriso era lento e divertido, como se soubesse que me escondi dele. - Olha, obrigada por se preocupar comigo, mas... - Suas amigas disseram que ontem foi o seu aniversário. Hoje é o meu. Vamos comemorar juntos. - É seu aniversário? – Perguntei, surpresa. Ele acenou com a cabeça. – Hã... parabéns. - Vamos? Eu não sabia o que fazer. Segurei a ponta da canga, nervosa e desconfortável. - Faremos um churrasco. Isabela? De repente, decidi que não adiantava fugir. - Vou até a barraca trocar de roupa. - Não precisa. Passaremos o dia na praia. - Então vou só pegar uma saída de praia e minha bolsa. Volto já! Saí correndo antes que eu mudasse de ideia. Entrei na barraca com o coração batendo loucamente, as pernas bambas, estabanada. Tirei a canga de qualquer jeito e meti uma saída de
  14. 14. praia curta e branca pelo pescoço, amarrando-a na cintura. Estava com protetor solar, sal no corpo e com cabelos embaraçados. Passei um pouco de creme neles e os penteei o melhor que pude. Enfiei o pente na bolsa amarela grande, junto com uma camiseta, batom, perfume e uma calcinha. Peguei meu dinheiro, saí e fechei a barraca. Thor estava ali perto. Sem dizer nada, ele me acompanhou para fora do camping. Caminhando ao seu lado, percebi o quanto ele era alto. Minha cabeça chegava apenas à altura de seus ombros. Senti-me pequena e meio ameaçada e meio protegida por ele. Confusa pelo modo como, desde o início, ele teve o poder de mexer comigo. Era loucura ir para a ilha com ele. Éramos estranhos. Muita coisa poderia me esperar naquele lugar. Mas agora eu estava decidida a não voltar atrás. - Por que não foi para a ilha ontem? A pergunta direta dele me pegou desprevenida. - Eu não quis. - Algum motivo particular? Seguíamos lado a lado pelo calçadão movimentado, em direção ao píer. Resolvi contar parte do motivo: - Eu não sabia bem o que aconteceria naquela ilha. - E tem medo do desconhecido. – Era uma afirmação. Não o olhei. E nem respondi. Chegamos ao píer de madeira e o atravessamos. Entre os diversos barcos ancorados ali, Thor dirigiu-se a um belo barco branco, moderno, onde se lia em letras azuis: ANJO. Parei ao seu lado e ele me olhou, estendendo-me sua mão grande, de dedos longos. Ainda de óculos escuros, fitei seus semicerrados olhos verdes. Uma emoção potente percorreu meu corpo, mas eu não fugi. Pus minha mão na sua e ele a segurou com firmeza. Uma corrente poderosa de energia me percorreu tão intensamente com o seu toque que cheguei a estremecer. Ele, obviamente, sentiu. Não disse nada. Apenas me ajudou a subir no barco e depois foi soltá-lo. - Sente-se, Isabela. Vamos partir agora. Eu me sentei enquanto ele pulava no barco e se dirigia para ligá-lo. Como ficou de costas, olhei-o sofregamente. Era lindo de morrer! E que pernas sob a bermuda, longas, musculosas e cobertas de pelos negros! O barco saiu lentamente do píer. Por fim, ele me olhou e convidou: - Venha para mais perto. A visão daqui é melhor. Deixei minha bolsa sobre o banco e me aproximei cautelosamente dele. Segurei-me e só então Thor acelerou o barco. O vento delicioso bateu em cheio no meu rosto. Parecíamos deslizar acima do mar. Sorri, maravilhada, enquanto nos afastávamos mais da praia. Logo gotas salgadas respingavam em nós. - Segure-se, Isabela.
  15. 15. E ele acelerou mais. Em um minuto tudo ficou para trás e era só eu e Thor naquele mar imenso, lado a lado. Ficamos em silêncio, aproveitando a beleza da manhã e a sensação de liberdade e comunhão com a natureza. Eu nem podia acreditar que estava realmente ali, navegando ao lado do homem mais lindo e perturbador que já conheci. - A ilha fica longe? - Cerca de vinte minutos daqui. Tirei os óculos, pois estavam ficando molhados, deixando-os ao meu lado. Senti que Thor me olhou e sem aguentar fitei-o também. Ele disse, sério: - Você tem olhos lindos. Eu estremeci por dentro. Tentei lembrar dos meus olhos e dos vários elogios que recebi por eles. Acho que o que chamava atenção era o fato de serem grandes, com cílios bem longos. E negros como meus cabelos, não castanho escuro, mas de um preto puro e reluzente. Meu apelido na escola tinha sido Branca de Neve, pelo contraste dos cabelos e olhos negros com a pele branca. - Não sou eu que tenho olhos verdes. Ele sorriu e eu quase me derreti. Ficamos em um silêncio gostoso, que aos poucos foi me fazendo relaxar. Em determinado momento, quando parecíamos sozinhos no oceano imenso, divisamos um pequeno amontoado de rochas cinzentas encravado no meio do mar. Percebi que havia pequenas entradas na rocha, formando cavernas. - Que lindo... – murmurei. Thor desligou o motor do barco ali perto. Disse: - A água aqui é cristalina. Venha ver. Nos debruçamos lado a lado na mureta do barco e fiquei maravilhada com a água de um verde exuberante, muito limpa, onde se via os pequenos peixes passando. A cor lembrava os olhos dele. - Já veio aqui? - Nunca. É lindo demais! – Meu olhar percorreu o mar e as pequenas cavernas. - Vamos dar um mergulho. - Não. Acho melhor... - Com medo? Nós nos olhamos e engoli em seco. - Não é perigoso. Costumo nadar aqui. Você vai gostar. Thor em um minuto despiu a blusa pela cabeça e eu mal consegui respirar. Ele era lindo de morrer! Bronzeado, ombros largos, peito musculoso, abdome definido. Tudo emoldurado por sedosos pelos negros. Fascinada, não consegui tirar os olhos dele quando desceu o zíper da
  16. 16. bermuda. Esta deslizou para baixo, expondo a sunga preta, que marcava o grosso volume do seu sexo. As pernas eram maravilhosas, longas e musculosas. Fiquei sem fala, excitada ao extremo. Com muito custo, desviei o olhar para o mar. - Vamos, Isabela. É só um mergulho. Sem saber bem o que fazer e um tanto agitada, tirei a saída de praia com mãos trêmulas e não esperei para ele poder me olhar muito. Mergulhei rapidamente na água fria e deliciosa. Dei várias braçadas em direção às rochas, procurando me acalmar. Parei em frente à entrada da primeira caverna, balançando pernas e braços dentro d’água. - Vamos entrar? Thor surgiu ao meu lado. - Não é perigoso? - Não. A caverna é pequena. Ele nadou naquela direção e o segui. A entrada era estreita. Thor passou com cuidado e lá dentro, na penumbra, me estendeu a mão. Eu olhei para aquela mão, nervosa, mas segurei-a. O toque dele me deixava louca, quente e excitada ao mesmo tempo. Entrei na caverna e ficamos de mãos dadas, batendo os pés para não afundar. Olhei para cima e para os lados. Era toda cercada por rocha e, por ser pequena, a claridade de fora não deixava tudo escuro. A luz criava manchas verdes e azuis na pedra, que se refletiam na água cristalina. - É lindo demais. - Perto da ilha tem uma caverna maior. Você vai gostar. Ele não soltou minha mão. Por fim, foi saindo da caverna e me levando junto. Ao chegarmos lá fora, eu continuava abalada com seu contato. Assim me soltei e comecei a nadar. Foi uma delícia. Nadamos preguiçosamente, lado a lado, indo mais fundo e depois boiando. Por fim fiquei cansada, me balançando preguiçosamente perto da escada do barco, onde me segurei. Observei-o nadar em minha direção com braçadas lentas. Ele parou à minha frente e afastou os cabelos molhados para trás. Seus cílios espessos também estavam molhados. Sua beleza e sua masculinidade eram perturbadoras. Falei, para disfarçar meu desejo: - Adorei o lugar. Mas acho melhor a gente ir. - Está cansada? - Um pouco. - Ou com medo? Ele se aproximou mais e eu fiquei imóvel, me segurando com força na escada. Tentei fingir que estava normal: - Não tenho medo do mar. - E de mim? Engoli em seco. Seus olhos verdes estavam escurecendo nitidamente, enquanto
  17. 17. prendiam o meu olhar. Ele ficou perigosamente perto e fiquei sem fala. Apenas um palmo nos separava e sua perna roçou a minha por baixo da água. Não pude fazer nada mais do que olhar para ele, enquanto Thor segurava a escada ao lado do meu pescoço e encostava-se em mim. A primeira coisa que senti foi sua masculinidade dura contra meu ventre. Antes que eu pudesse pensar, seus lábios macios saborearam os meus. Eu estava paralisada, só meu coração parecia um louco desenfreado em meu peito. Seus lábios brincaram com os meus suavemente e ele inclinou a cabeça e mordiscou meu lábio inferior. Fiquei perdida. Senti uma rajada de emoções novas e desconhecidas percorrendo meu corpo e o desejo por aquele homem deixou-me fora de mim. Soltei a escada e abracei-o pelo pescoço, colando-me toda nele, abrindo minha boca e beijando-o. Beijando-o com lábios, enfiando minha língua ansiosa em sua boca, sentindo seu gosto delicioso. Enroscamos nossas línguas no beijo mais gostoso e impressionante da minha vida. Pensei que eu fosse morrer de tanto prazer. Thor me encostou na escada e me beijou de verdade, profundamente, segurando a escada com uma das mãos e puxando-me para ele com a outra. Suas pernas enroscaram-se nas minhas, seu peito espalmou meus seios, seu membro duro demais pressionou meu ventre. Eu era uma massa sôfrega de desejo, arfante e quente. Meu corpo inteiro participava daquele beijo, meus seios estavam duros, minha vagina latejava tanto que chegava a doer. De repente ele interrompeu o beijo e jogou a cabeça para trás, me olhando. Fitei-o perdida, com as pálpebras pesadas e os lábios inchados. Enquanto me olhava, sua mão subia do meu quadril por minha cintura, pela lateral do meu corpo. Eu tremia sem controle. - Quis fazer isso desde ontem, quando fitei seus olhos pela primeira vez, Isabela. Sua voz baixa, ainda mais grossa e rouca devido ao desejo, juntamente com suas palavras, fizeram-me estremecer. Minhas mãos estavam em seu pescoço, meus dedos mergulhados em seus cabelos molhados. - Desejei fazer muito mais. Arfei quando sua mão parou sob meu seio esquerdo, embaixo d’água. Seu olhar era sensual, quente, penetrante. Não tirou os olhos dos meus quando subiu a mão e deslizou-a pelo meu seio. Mordi o lábio para não gemer quando sua palma roçou o bico duro sobre o tecido molhado. - Thor... - O que você quer? - Me beije... - Sim. Aqui. Sem pressa, ele afastou o biquíni para o lado e expôs todo meu seio esquerdo, redondo, com mamilo rosado. Não tirou os olhos dos meus. Só me ergueu um pouco mais na escada, de forma que a água ficou na altura da minha cintura. Então se moveu para mim, segurando
  18. 18. firmemente meu corpo trêmulo enquanto beijava suavemente meu mamilo. Ver sua cabeça morena em meu peito, sentir sua boca quente sugar meu mamilo, deixou-me completamente abandonada em seus braços. Atordoada, percebi que ele poderia fazer tudo o que quisesse comigo. Completamente tudo. Eu era toda dele. Gemi, com vontade de chorar de tanto prazer. Thor chupou meu mamilo docemente, fazendo meu ventre se contorcer em espasmos incontroláveis. Depois o mordeu, fazendo mais pressão, tornando minha respiração agitada, descontrolável. Ele afastou o biquíni do outro seio e chupou-o também. Eu me ofereci toda, só me segurando nele, meu pé apoiado em um degrau da escada, minha outra perna subindo por seu quadril. Minha vagina doía de desejo, procurando-o instintivamente, querendo-o como nunca quis tanto algo na vida. Sua mão desceu por minha barriga nua, por minha cintura, por meu bumbum. Seus dedos penetraram o elástico do biquíni e desceu-o um pouco pelo meu quadril. Abaixou o biquíni por ele, até parar a calcinha no meio das minhas coxas. Eu deixava ele fazer tudo, ansiosa, querendo mais, entorpecida por tantas sensações avassaladoras. Sua boca sugou meu mamilo com mais força. Sua mão desceu por minha barriga, desceu mais. Gemi. Os dedos percorreram lentamente meus pelos, mergulhando neles dentro da água, até encontrar meu botãozinho já duro de antecipação. Estremeci toda enquanto ele acariciava docemente o meu clitóris com seu dedo. - Thor ... Ah! – Agarrei seus cabelos, pressionando mais sua cabeça em meus seios, louca de desejo. Eu nem conseguia pensar, só sentir, entregue e arfante em seus braços. Abri mais a perna, me oferecendo ao seu dedo, que fazia meu clitóris inchar e minha vagina se convulsionar, quente e muito molhada por dentro. Eu já me masturbara em casa e soube na hora que eu gozaria logo. Talvez ele tenha percebido também, pois afastou a boca do meu seio e me fitou com olhos escuros de desejo. Estava mais lindo do que nunca. Ordenou roucamente: - Suba alguns degraus. Eu não tinha condições de pensar. Apenas obedeci, soltando-o para me segurar na escada e subir. - Mais, Isabela. Meu quadril ficou fora da água. Uma vergonha tardia me fez corar quando percebi meu estado, com os seios expostos, a calcinha no meio das coxas, minha vagina nua na altura de seu rosto. Thor sorriu sensualmente e deslizou o olhar por meu corpo. Antes que eu pudesse pensar mais, ou reagir, ele segurou meus quadris e os trouxe um pouco pra frente. Roçou o nariz afilado em meus pelos negros e me cheirou. Eu arfei, descontrolada. E foi aí que me perdi de vez. Sua língua deslizou por mim e ele lambeu meu clitóris inchadinho. - Ai... – Gemi alto, agarrando-me fortemente aos degraus para não cair quando o prazer
  19. 19. intenso me devorou. Ele me segurou firmemente e prendeu o clitóris entre os dentes, enquanto sua língua o percorria. Chupou-me daquele jeito gostoso, deixando-me melada, descontrolada, a ponto de ter um orgasmo. Mas Thor quis me saborear mais. Enfiou a língua em mim, bebendo o líquido prazeroso que fazia escorrer por ele, se fartando com meu mel, me lambendo e chupando. Por fim explodi no maior orgasmo da minha vida, quente e alucinante, que me fez ondular e murmurar o nome dele, em convulsões ininterruptas. Ele bebia meu prazer, sem me soltar nem um milímetro, fazendo as lágrimas descerem por meu rosto devido ao gozo intenso que não parava, que parecia se multiplicar, que me fazia ondular e gemer sem controle. Fiquei fraca, com os membros pesados, sem saber por quanto tempo mais eu poderia me segurar. Por fim Thor parou, afastou-se um pouco e me olhou. - Você é deliciosa, Isabela. - Thor ... -Venha, vou te ajudar a subir. Ele pôs meu biquíni no lugar e subiu a calcinha. Eu estava fraca demais para fazer qualquer coisa, assim ele me ajudou a subir até o barco e veio atrás de mim. De pé, no meio do barco, olhei-o sem saber como me portar ou o que dizer. Estava abalada demais pelo que tinha acontecido. Encantada demais para fazer algo mais que olhá-lo. Corei ao notar a protuberância rígida em sua sunga e o quanto ele parecia enorme. Percebi que só eu fui aliviada. - Thor, você não... -Tudo bem. – Ele se aproximou e me abraçou. Colei-me a ele, surpresa porque mesmo satisfeita e lânguida eu ainda o desejava com loucura. Tive vontade de tocá-lo por inteiro, beijá-lo, fazer tudo que não fiz como outros homens. Tive vontade de ser toda dele, senti-lo dentro de mim, nunca mais sair dos seus braços. Na ponta dos pés, beijei-o na boca e ele retribuiu na hora. Deslizei minhas mãos por seu peito musculoso e cabeludo, excitada por tocá-lo, meus dedos percorrendo-o com adoração. Não podia acreditar que ele fosse de verdade. E nem que eu estivesse mesmo ali com ele. Mas nenhum sonho poderia ser tão bom. Percebendo minha excitação, Thor sentou-se no banco perto da amurada e me puxou para seu colo. Fiquei sentada sobre seu membro duro e deslizei minha boca por seu rosto, apaixonadamente, louca de desejo. Percorri sua face, seu queixo firme, seu pescoço, em beijos inocentes e inseguros. - Você está tremendo, Isabela. - É por você. Quero te beijar, te acariciar, mas... Ele me segurou e me olhou nos olhos. - Mas o quê?
  20. 20. - Eu... – Respirei fundo, confusa. – É loucura! Nós mal nos conhecemos e já... - Está tudo bem. – Ele sorriu e acariciou meu cabelo perto do pescoço – Nós nos desejamos. É simples. Mas não precisamos fazer mais nada agora. - Mas eu quero. Só consigo pensar em você. Quero te beijar e te dar prazer. Só que não sei bem como fazer. - Você é um doce. – Ele sorriu sensualmente e acariciou minha face. – Pensei que não existissem mais mulheres inocentes como você. Sinto-me até culpado por estar corrompendo essa inocência. - Pode me corromper à vontade. - Tem certeza? - Absoluta. Percebi que o clima esquentou mais. O olhar dele ficou mais escuro e era óbvio o desejo com que me olhava. Não sorria mais. Estava sério quando falou baixo: - Então vamos começar agora. Ajoelhe-se entre as minhas pernas. Senti um baque na boca do estômago. Nervosismo, excitação e uma timidez súbita me fizeram olhar dentro de seus olhos, vendo ali que eu podia entrar em um jogo perigoso. Eu não o conhecia, mas sabia de algum jeito que ele poderia me dominar completamente. Ele poderia me fazer sua escrava, se eu entrasse naquele jogo. O problema era que eu já estava nele, irremediavelmente dominada por aquele homem. E nada me faria fugir naquele momento. Deslizei para o chão e o obedeci. Thor recostou-se um pouco, seguro, fitando-me com um desejo controlado. - Quantas vezes você fez isso, Isabela? - Nunca. – Murmurei, tremendo. Minha timidez ou minha inexperiência deixaram-no mais excitado. Seu olhar percorreume toda, ali ajoelhada entre suas pernas. Éramos apenas nós dois ali no meio do mar, no suave balanço do barco. - Tire a parte de cima de seu biquíni. Quero ver seus seios. Era uma ordem. Suave e quente, mas uma ordem. Engoli a vergonha e o medo daquele jogo desconhecido para mim. Sem palavras, levei os dedos trêmulos ao pescoço e desfiz o laço do biquíni. Fiz o mesmo com o laço das costas. Depois larguei o tecido branco e molhado no chão do barco. Imóvel, eu o olhei. Thor fitou meus seios. Eu sabia que eram bonitos, talvez a parte mais bonita do meu corpo. Eram empinados, redondos, com mamilos pequenos e rosados. - Linda. Ele acariciou meu cabelo longo, liso e os fios negros que caíam pelo meu ombro. Puxou-me mais para perto de si e disse baixinho: - Tire a minha sunga, Isabela.
  21. 21. Eu tremi, excitada e nervosa. Virei o rosto e beijei docemente a sua mão. Então me inclinei para ele, ansiosa, com um pouco de medo. Sem recuar, beijei seu peito duro. Senti seus pelos roçarem meu nariz e seu cheiro delicioso, embriagando-me por ele. Minhas mãos deslizaram para baixo, pelos músculos de sua barriga, até o cós da sunga. Sem parar para pensar no que estava acontecendo, comecei a descer sua sunga. Ele ergueu um pouco os quadris e eu deslizei o tecido molhado por suas coxas musculosas. Só então olhei para seu sexo e arregalei os olhos. Seu pênis, completamente ereto, era enorme e grosso. Eu nunca vira um membro pessoalmente, só em filme ou revista. Era lindo, com a cabeça redonda eveias percorrendo-o. Seus testículos eram perfeitos, pesados, encobertos de sedosos pelos negros. Tirei sua sunga sem conseguir afastar a visão dele. Murmurei, meio chocada: - Você é enorme... -Está assustada? - Um pouco. – Confessei e ele sorriu. - Toque-me. - Não sei se... -Do jeito que você quiser. Timidamente, toquei seu ventre com a mão direita, bem perto de seu membro. Com a boca seca, passei o dedo indicador pela cabeça grande, dura e suave ao mesmo tempo. Fiquei impressionada por que ele pareceu crescer mais. Deslizei o dedo por todo seu comprimento, até a base. - Você é lindo... – Murmurei, excitada, maravilhada. Segurei-o suavemente e acariciei-o como vi as mulheres fazerem nos filmes e Thor gemeu baixinho. Olhei para seu rosto, ansiosa. - É assim? -É. – Ele segurou minha mão e apertou-a um pouco mais em volta de seu membro. Fez com que a movimentasse para cima e para baixo. Depois me soltou. Fiz como ele ensinou, maravilhada ao perceber o prazer que eu dava ele. E que eu sentia. Molhei os lábios com a ponta da língua, sentindo subitamente que eu salivava, desejando beijá-lo ali. Dar a ele o mesmo prazer que ele me dera. - Faça, Isabela. Coloque essa boquinha no meu pau. – A voz dele, grossa e rouca, fez meu coração acelerar. Sem uma palavra, abaixei a cabeça, ainda segurando-o firmemente pela base. Beijei suavemente a cabeça lisa, perto do orifício na ponta. Corada e tremendo, fechei os olhos e abri a boca sobre ele. Estiquei meus lábios para que a cabeça grande passasse por eles. Chupei-o timidamente, sem saber ao certo como fazer. - Isso, Isabela.
  22. 22. Excitada, desci mais a boca, mas parei ao quase me engasgar. Ele me orientou: - Só seus lábios e sua língua. Relaxe a garganta. – Thor segurou meus cabelos ao lado do rosto, mantendo minha cabeça parada. Então meteu um pouco mais o pau dentro da minha boca. Senti-o chegar até a garganta e meus olhos se encheram de lágrimas. Fiz o que ele falou, relaxando, abrindo minha boca molhada. Ele recuou e voltou lentamente, um pouco mais fundo. Prendi o ar, sentindo minha boca cheia. Thor movimentava minha cabeça, sem pressa, me fazendo acostumar a ele. Senti o gosto de seu líquido salgado, o que me excitou ainda mais. Minha vagina estava toda molhada, quente e latejando. - Que gostoso. Olhe para mim enquanto me chupa, Lorenza. Obedeci. Com seu pau indo e vindo por meus lábios, ergui meus olhos para ele,que estava lindo, excitado, com seu rosto másculo marcado pelo prazer, seus olhos pesados fixos nos meus. Apertei minhas coxas uma contra a outra, excitada demais. Chupei-o mais rápido e mais fundo, aprendendo logo, acariciando suas bolas com as mãos. Eu salivava e o lambia por baixo do pau, enfiando-o até o meu limite na garganta, gemendo. -Porra, que boca gostosa... Passei a devorá-lo, louca de prazer, meus olhos nos dele. Thor puxava mais minha cabeça, rápido, ficando duro a ponto de explodir. - Quero que beba tudo, Lorenza. Cada gota que eu derramar em sua garganta. – ordenou baixo e rouco. Eu o obedeceria sem vacilar. Queria tudo dele. Queria seu gosto, seu sêmen dentro de mim. Queria ele todo. Minha vagina latejava, quente demais. Eu apertava minhas coxas, a ponto de gozar também. Então Thor segurou meus cabelos com firmeza e senti as ondulações de prazer em minha boca. Um líquido grosso, quente e salgado se derramou em minha garganta. Engoli-o sofregamente, sugando-o com vontade, enquanto ele tinha um orgasmo. Muito excitada, comecei a gozar com ele, gemendo contra seu pau, agarrando-me a ele. Tomei tudo que ele me deu. Por fim nossos espasmos foram diminuindo. Tirei-o da boca e abracei-o pela cintura, sentando no chão e apoiando minha cabeça em sua coxa. Estava exausta, com a boca ainda com o gosto dele, meu corpo relaxado após dois orgasmos fortes. Thor acariciou meu cabelo. - Vou me viciar em você, Isabela. Sorri. Que bom, pois eu já estava viciada nele.

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