IV Jornada Acadêmica Discente do PPGCOM-USP
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IV Jornada Acadêmica Discente do PPGCOM-USP

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Apresentação do status da pesquisa de mestrado durante a Jornada Acadêmica Discente do Programa de Pós-Gradução da USP, em 23 de agosto de 2013.

Apresentação do status da pesquisa de mestrado durante a Jornada Acadêmica Discente do Programa de Pós-Gradução da USP, em 23 de agosto de 2013.

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IV Jornada Acadêmica Discente do PPGCOM-USP Presentation Transcript

  • 1. Produção  de  sen,do  na   convergência  TV  e   Second  Screen   Daniele  Rodrigues  -­‐  Mestranda  de  Comunicação  e  Ambiências  em  Redes  Digitais  na  USP     Orientadora:  Professora  Doutora  Elizabeth  Saad   IV  Jornada  Acadêmica  Discente  do  Programa  de   Pós-­‐Graduação  em  Ciências  da  Comunicação  
  • 2. Tema Novos canais de mediação, interatividade e possibilidade de feedback do público, periodicidade instantânea e releitura dos critérios de noticiabilidade são mudanças materiais e conceituais que perpassam a mídia contemporânea. Essa compreensão é pautada no conceito de “tecnosociabilidade”, de CASTELLS et. al. (2007), que considera as TICs não como ferramentas, mas “condições ambientais”. A segunda tela é pautada por essa premissa, ou seja, adiciona uma perspectiva de observação e de significação ao convergir os universos off e online.
  • 3. Tema O comentarista esportivo nem teve tempo de explanar sobre como foi o gol marcado pela Seleção e centenas de milhares de mensagens alusivas ao fato são lançadas em redes sociais digitais como Twitter e Facebook. O apresentador do telejornal inicia a chamada de uma reportagem e, concomitantemente, os telespectadores registram opiniões ou mesmo alertas de que determinado assunto está sendo transmitido naquele instante na televisão.
  • 4. Tema Em setembro de 2011, segundo dados da pesquisa Social TV, do IBOPE Nielsen, esse comportamento era restrito a 27% dos brasileiros com acesso a Internet. A mesma investigação realizada em abril de 2012, 7 meses depois, registrou a marca de 43% de pessoas declarando consumo simultâneo. Desses, 29% fazem comentários online sobre programas televisionados no momento em que assistem, especialmente em redes sociais digitais. No quesito dispersão de atenção, um meio não compromete o outro. Os dados da IAB e comScore indicam que, aproximadamente metade das pessoas que assistem TV e acessam a Internet ao mesmo tempo, presta igual atenção as duas telas (IAB BRASIL, 2013).
  • 5. Recorte de Análise A pesquisa se propõe estudar como a adoção de uma segunda tela participa na construção de sentido de eventos transmitidos pela televisão, tendo por foco os telespectadores que enquanto assistem aos programas estão interagindo nas redes sociais digitais Twitter e Facebook. Além disso, como os programas selecionados para análise trabalham o conteúdo em seus aplicativos oficiais de segunda tela. Por conta da amplitude de variáveis envolvidas, a análise envolverá alguns dias de cobertura jornalística de eventos de diferentes proporções (repercussão nacional e internacional) e segmentos (política, competição esportiva e entrevista). Corpus de análise EVENTO | Editoria Programa + APP REDE GLOBO TV CULTURA Copa das Confederações #Esporte (15 a 30 de Jun/2013) Globo Esporte, Central da Copa e app Com_VC Cartão Verde e app CMAIS+ Votação no Congresso Nacional #POLÍTICA JH e JN e app Com_VC Jornal da Cultura e app CMAIS+ Entrevista Fantástico e app Com_VC Roda Viva e app +CMAIS+
  • 6. A apreciação ocorrerá a partir de dois pontos: 1) Pesquisa observadora sobre o comportamento do público, por meio da análise dos tweets e posts de FB durante a exibição dos programas de televisão selecionados; 2) Utilização de segunda tela pelos veículos, analisando o conteúdo disponibilizado nos aplicativos Com_VC e CMAIS+ e posts durante a exibição dos programas de perfis no Twitter e na Fan Page oficial das atrações e dos apresentadores. Objetivos:
  • 7. Quadro teórico A dissertação será produzida em seis capítulos. Para começar, discussão sobre Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), Cultura da Convergência e Cultura Participativa, tendo por base BAUMAN (2011), CASTELLS (1999), LYOTARD (2001), BAUDRILLARD (1991), CANCLINI (2008), LATOUR (2000), RODRIGUES (1997 e 1999) e SHIRKY (2011). Traçado o cenário tecnológico e social, no capítulo 2 será abordada a emergência da cibercultura no cenário dos media - da TV aos ambientes digitais, a partir de conceitos de JENKINS (2009), WOLF (2009), RODRIGUES (1997 e 1999) e BUCCI (2002 e 2009). Para falar sobre o meio televisivo, a base teórica será discussões de BOURDIEU (1997), MARCONDES FILHO (1988) e CANNITO (2010). E no tocante a redes sociais, RECUERO (2009 e 2012) e SANTAELLA (2010) são essenciais. 1 2
  • 8. Quadro teórico Momento de discorrer sobre segunda tela. Novamente são chamados em cena JENKINS (2009 e 2013), CASTELLS (1999), CANCLINI (2008) e PROULX e SHEPATIN (2012). O termo multiscreen está relacionado em ser impactado por uma mensagem em múltiplas plataformas sem que, necessariamente, haja a intencionalidade do consumo em múltipas frentes. O conceito de segunda tela pressupõe vinculação intencional de uma mensagem apresentada em uma plataforma com outra de um device secundário, potencializando a repercussão do conteúdo e o laço social em virtude da interação com outros espectadores. Da utilização de telas secundárias sob um viés social emerge um fenômeno chamado TV Social, expressão cunhada por Marie-José Montpetit, do MIT, que está relacionado à interação entre os espectadores (entre si e com o programa) por meio da tecnologia. Metaforicamente, coloca o público distante geograficamente na “mesma sala de estar” enquanto assistem e compartilham experiências. 3
  • 9. Quadro teórico No capítulo 04, jornalismo e segunda tela: device, formatos, co-produção/ engajamento, compartilhamento e significação são os elementos e conceitos apresentados no quarto capítulo concluindo a base teórica que será pano de fundo das análises que se seguem. O capítulo 05 concentra as análises que serão divididas em três momentos: - Entrevista, show que inicia na TV e reverberam no digital; - Copa das Confederações, técnicos e torcedores 2.0 (sentimento de pertencimento e participação); - Telejornalismo e sua extensão mobile, assistir à cobertura de uma votação do Congresso Nacional concomitante a interações online. 4 5
  • 10. Metodologia Internet Studies como a linha condutora das discussões dialogando com elementos do Interacionismo Simbólico. Quanto aos procedimentos metodológicos, pesquisa bibliográfica e observação não-participante, especialmente no que se refere à análise da utilização por parte do público das redes sociais digitais como ambientes de segunda tela. Os materiais coletados serão analisados levando-se em conta aspectos da historicidade, totalidade, suportes tecnológicos e contexto no qual se inserem, bem como linguagem e formatos. Com base nessas informações o estudo comparativo entre as amostragens corrobora para vislumbrar como se dá à construção dos sentidos. Para tanto, o estudo será construindo com elementos da Netnografia e da Análise de Redes Sociais (ARS) que corrobora ao permitir compreender a forma e a intensidade da disseminação do conteúdo nos ambientes sociais digitais.
  • 11. Resultados preliminares: recorte Carnaval 2013
  • 12. Considerando o escopo analisado, Twitter e Facebook foram apenas um meio de ratificação e reforço dos processos comunicativos agendados pela TV. Resultados preliminares: recorte Carnaval 2013
  • 13. Resultados preliminares: recorte Carnaval 2013 Para caracterizá-las como um ambiente de complementaridade, os conteúdos precisam ser proprietários, explorando os formatos, linguagens e recursos nativos desse ambiente. Exemplos de situações/recursos que caracterizariam o Carnaval 2013 como um exemplo de evento que explorou as possibilidades das telas complementares na ampliação e enriquecimento do processo de construção social da realidade: 1) Debates entre agentes distantes geograficamente, mas postos na mesma cena discursiva graças à tecnologia; 2) Galerias de fotos resgatando aspectos peculiares dos desfiles; 3) Narrativas usando recursos de transmídia para apresentar os enredos; 4) Link para download de conteúdo exclusivo, oportunizando novas abordagens da experiência retratada pelas emissoras de televisão.
  • 14. O compartilhamento de opiniões à respeito da notícia lida, antes restrito a cartas aos veículos ou conversas de corredor, agora pode ser feita imediatamente, concomitante à exibição da atração e de modo simples – acessando o Twitter. A simplicidade do serviço é um dos fortes elementos que o coloca como plataforma usada na condição de ambiente complementar. Exemplo de marca que se valeu de modo estratégico do Twitter é a Oreo, durante a queda de energia que paralisou o Superbowl. Resultato: post de oportunidade que rendeu 15 mil retweets e 20 mil likes no FB. Resultados preliminares: recorte Carnaval 2013
  • 15. Postura similar poderia ser adotada em vários momentos ao longo da transmissão dos desfiles e das apurações ao invés de se limitar a divulgar links de notícias sobre famosos e as notas. A veiculação de uma linha editorial mais fluída e congruente aos formatos das redes sociais era aceitável nesse caso porque o programa Globeleza, SBT Folia e Band Folia não se enquadram na programação jornalística das emissoras e sim de entretenimento. Conteúdos de cunho lúdico e formatos diferenciados eram esperados. Não foi desta vez! Estudo completo: http://ideas.scup.com/pt/suas-ideias/tv-e-redes- sociais-analise-de-caso-sobre-a-segunda-tela/ Resultados preliminares: recorte Carnaval 2013
  • 16. A hipótese da pesquisa em questão é que o jornalismo ainda está no estágio de “aceitar”, enquanto o entretenimento já adicionou uma quarta palavra nesse sequência – “explorar” esse novo cenário de comunicação. Não foram apenas os meios que mudaram, mas os agentes sociais. Inovações técnicas são default da sociedade da informação. A questão é o que se faz com isso. De modo que uma das principais hipóteses dessa pesquisa é que os sujeitos são os protagonistas desse processo de significação, ao invés dos aspectos técnicos. O modo de “ser e estar no mundo da vida” está sendo “formatado” por novas perspectivas e valores e se faz necessário compreender como esse “receptor/produtor” participa dos processos de significação e as implicações na construção de sentido de eventos transmitidos e repercutidos pela parceria TV e “outras telas”. Em posse dessa análise, pode-se pensar como torná-las mais interessante aos programas e ao público. Considerações
  • 17. Referências BAUMAN, Zygmunt. 44 cartas do mundo líquido moderno. Rio de Janeiro: Zahar, 2011. BORGATTI NETO, Ricardo. In: BARABÁSI, Albert-Lászlo. Linked: a nova ciência dos networks. São Paulo: Leopardo Editora, 2009. p. XX-YY. CANCLINI, Nestor García. Leitores, espectadores e internautas. São Paulo: Iluminuras, 2008. CANNITO, Newton. A televisão na era digital: interatividade, convergência e novos modelos de negócios. São Paulo: Summus, 2010. CASTELLS, Manuel. A era da informação: economia, sociedade e cultura. 4. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999. v. 1. FLÜSSER, Villém. O mundo codificado. São Paulo: Cosac&Naify, 2007. FRAGOSO, Suely; RECUERO, Raquel; AMARAL, Adriana. Métodos e técnicas de pesquisa para Internet. Porto Alegre: Sulina, 2011. JENKINS, Henry et. al. Spreadable media: creating value and meaning in a networked culture. Nova York: New York University Press, 2013. JENKINS, Henry. Cultura da convergência. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2009. LEMOS, Renata; SANTAELLA, Lúcia. Redes sociais digitais. São Paulo: Paulus, 2010. PROULX, Mike; SHEPATIN, Stacey. Social TV: how marketers can reach and engage audiences by connecting television to the Web, social media, and mobile. Nova Jersey: John Wiley & Sons Inc, 2012. eBook em formato ePub. RECUERO, Raquel. Redes sociais na internet. Porto Alegre, Sulina, 2009. SHIRKY, Clay. A cultura da participação: criatividade generosidade no mundo conectado. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.
  • 18. Daniele  Rodrigues  -­‐  Mestranda  de  Comunicação  digital  na  USP/SP     Pesquisa:  Produção  de  sen;do  na  convergência  TV  e  Second  Screen   Orientadora:  Professora  Doutora  Elizabeth  Saad   Área  de  concentração:  Teoria  e  Pesquisa  em  Comunicação   Linha  de  pesquisa:  Comunicação  e  Ambiência  em  Redes  Digitais   São  Paulo,  23  de  agosto  de  2013.