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Técnico em AdministraçãoLuciana Bazante2013Produção
Presidenta da RepúblicaDilma Vana RousseffVice-presidente da RepúblicaMichel TemerMinistro da EducaçãoAloizio Mercadante O...
INTRODUÇÃO................................................................................................... 31. COMPETÊN...
3ProduçãoINTRODUÇÃOSeja bem vindo à disciplina Produção, do curso de Administração!Discutiremos a importância dessa discip...
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5ProduçãoCompetência 011. COMPETÊNCIA 01 | CONHECER OS INSTRUMENTOS DEPRODUÇÃOO conceito de Produção é muito maior do que ...
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8Técnico em AdministraçãoCompetência 01Figura 6 – Motor a vapor de James WattFonte: Site Explicatorium (2013)Avanços tecno...
9ProduçãoCompetência 01Industrial na Inglaterra, a partir de 1700. O principal elemento revolucionáriofoi à descoberta da ...
10Técnico em AdministraçãoCompetência 01Figura 8 – Produção em massa do carro “modelo T” FordFonte: Blog Engenharia de pro...
11ProduçãoCompetência 01– motivação;– sindicatos;– manutenção preventiva.A partir de 1927, último ano de produção do model...
12Técnico em AdministraçãoCompetência 01Produção, foi desenvolvido por Taiichi Ohno, engenheiro de produção daToyota, pela...
13ProduçãoCompetência 01enviando produtos ao mercado. Podemos dizer que a busca da satisfação doconsumidor é o que tem lev...
14Técnico em AdministraçãoCompetência 01Figura 9 – Modelo de TransformaçãoFonte: Adaptação do livro Administração da Produ...
15ProduçãoCompetência 01processos, a inter-relação entre todos os setores (incluindo a Produção) éextremamente importante ...
16Técnico em AdministraçãoCompetência 01 Trabalho qualificado: não pode ser classificado sem certo grau deaprendizagem; o...
17ProduçãoCompetência 01Competência 01Como você deve ter percebido sem matéria-prima e sem instrumentos deprodução não se ...
18Técnico em AdministraçãoCompetência 01sociedade é formado por suas forças produtivas e pelas relações de produçãoexisten...
19ProduçãoCompetência 01Figura 12 – Modo de produção primitivoFonte: Blog Marcelo Gois (2013) Modo de produção escravista...
20Técnico em AdministraçãoCompetência 01 Modo de produção asiático:O modo de produção asiático predominou no Egito, na Ch...
21ProduçãoCompetência 01Num determinado momento, as relações feudais começaram a dificultar odesenvolvimento das forças pr...
22Técnico em AdministraçãoCompetência 01Capitalismo comercial: a maior parte dos lucros concentra-se nas mãos doscomercian...
23ProduçãoCompetência 01A base econômica do socialismo é a propriedade social dos meios deprodução, isto é, os meios de pr...
24Técnico em AdministraçãoCompetência 022. COMPETÊNCIA 02 | DESENVOLVER O CONHECIMENTO DETÉCNICAS DE LOCALIZAÇÃO, LAYOUT E...
25ProduçãoCompetência 02interdependência lógica entre todas as etapas do processo produtivo, desde omomento em que os mate...
26Técnico em AdministraçãoCompetência 02- Produtos padronizados que fluem entre os postos de trabalho numasequencia previs...
27ProduçãoCompetência 02Figura 20 – Produção contínua: indústria de celuloseFonte: Portal do Reflorestamento (2013)Fatores...
28Técnico em AdministraçãoCompetência 02podendo assim a empresa melhor aproveitar seus recursos com maior grau deliberdade...
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30Técnico em AdministraçãoCompetência 022.3 Arranjo físico (layout)Antes de tudo, é importante que você saiba: a palavra i...
31ProduçãoCompetência 02Figura 23 – Layout de um escritórioFonte: Blog crise social (2013)O planejamento do arranjo físico...
32Técnico em AdministraçãoCompetência 02As escolhas de um arranjo físico podem ajudar consideravelmente acomunicação dos p...
33ProduçãoCompetência 02natureza do trabalho não é possível outra forma de arranjo. São dois os casosbásicos em que o arra...
34Técnico em AdministraçãoCompetência 02mesma área operações ou montagens semelhantes. Os materiais e produtosse deslocam ...
35ProduçãoCompetência 02produção”. Alguns exemplos: lanchonete de supermercado, shopping de lojasde fábrica, feiras e expo...
36Técnico em AdministraçãoCompetência 02Não existe um tipo de processo para cada tipo de arranjo básico, cada tipo deproce...
37ProduçãoCompetência 033. COMPETÊNCIA 03 | CONHECER OS INDICADORES DEPRODUTIVIDADEAs empresas já perceberam que aumentar ...
38Técnico em AdministraçãoCompetência 03comandar o processo produtivo e coordená-lo com os demais setoresadministrativos d...
39ProduçãoCompetência 033° Onde produzir?4° Como produzir?5° Quando produzir?6° Com o que produzir?7° Com quem produzir?A ...
40Técnico em AdministraçãoCompetência 033.2.1 MRP/MRP IIO sistema MRP ("Material Requirements Planning" - Planejamento das...
41ProduçãoCompetência 03Plano mestre: o plano mestre retrata a demanda a ser atendida, já depuradados fatores externos. Is...
42Técnico em AdministraçãoCompetência 03O fluxo de informações de entrada e saída de um sistema de MRP estáilustrado na fi...
43ProduçãoCompetência 03Quando se trata de um software baseado em MRP II, é fornecida umaquantidade bem maior de dados sob...
44Técnico em AdministraçãoCompetência 03Já a programação diária é feita pela adaptação diária da demanda deprodução usando...
45ProduçãoCompetência 03produz somente as peças retiradas pelo processo subsequente, e assim, cadaestágio de fabricação re...
46Técnico em AdministraçãoCompetência 03Segundo a filosofia OPT, para se atingir a meta é necessário que no nível dafábric...
47ProduçãoCompetência 033. A utilização e a ativação de um recurso não são sinônimos.Ativar um recurso, quando sua produçã...
48Técnico em AdministraçãoCompetência 03Considerando as limitações de capacidade dos recursos gargalos, o sistemaOPT decid...
49ProduçãoCompetência 03Um elemento essencial na gestão de qualquer organização com foco emresultados é o uso de indicador...
50Técnico em AdministraçãoCompetência 03Um sistema de indicadores deve estar estruturado de maneira que forneçainformações...
51ProduçãoCompetência 031) Indicadores de Produtividade (eficiência): medem a proporção de recursosconsumidos com relação ...
52Técnico em AdministraçãoCompetência 03____ Total de saídas erradas____ X 100Total de saídas (produtos/serviços)Você conc...
53ProduçãoCompetência 044. COMPETÊNCIA 04 | CONHECER AS BOAS PRÁTICAS EMPRODUÇÃOAté agora, você conheceu passos muito impo...
54Técnico em AdministraçãoCompetência 04Figura 33 – Tipos de controle mais frequentesA Autora (2013)Controlar os prazos qu...
55ProduçãoCompetência 04Nesta Competência, em especial, você já leu algumas vezes a palavraqualidade. Como cliente, você g...
56Técnico em AdministraçãoCompetência 044.2 SustentabilidadeVocê provavelmente já ouviu falar sobre sustentabilidade, mas ...
57ProduçãoCompetência 04Algumas das ações mais comuns para garantir a sustentabilidade dasempresas você poderá conferir a ...
58Técnico em AdministraçãoCompetência 04produção até o destino final com o intuito de diminuir o impacto negativo nasaúde ...
59ProduçãoCompetência 04A partir daí, surgem às especializações da atividade de RH (RecursosHumanos) como recrutamento, se...
60Técnico em AdministraçãoCompetência 04A forma inteligente de comprometê-las é ter uma gestão com elas. Umamaior intensid...
61ProduçãoCompetência 04Ergonomia é um conjunto de ciências e tecnologias que procura a adaptaçãoconfortável e produtiva e...
62Técnico em AdministraçãoCompetência 04Em 1929, tal Instituto foi reformulado e passou a se chamar Instituto dePesquisa S...
63ProduçãoCompetência 04a jornada de trabalho, redução da jornada de trabalho, rotatividade detarefas, etc., mas jamais el...
64Técnico em Administraçãoe do sistema de produção são necessidades imediatas e necessárias ao bomdesempenho das organizaç...
65ProduçãoCompetência 04Vale salientar que a questão ergonômica em uma empresa não se restringe arealizar a análise ergonô...
66Técnico em AdministraçãoCompetência 04ofertado, pois de que adianta aumentar a quantidade de exigências de umcolaborador...
67Produçãoforma, que pode ser difícil até para o cliente exprimir o que considera umproduto de qualidade.Figura 39 – Algum...
68Técnico em AdministraçãoCompetência 04o funcionamento da "empresa de qualidade" gira em torno da oferta doconceito de qu...
EAD Pernambuco - Técnico em Administração- Produção
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  1. 1. Técnico em AdministraçãoLuciana Bazante2013Produção
  2. 2. Presidenta da RepúblicaDilma Vana RousseffVice-presidente da RepúblicaMichel TemerMinistro da EducaçãoAloizio Mercadante OlivaSecretário de Educação Profissional eTecnológicaMarco Antônio de OliveiraDiretor de Integração das RedesMarcelo Machado FeresCoordenação Geral de FortalecimentoCarlos Artur de Carvalho ArêasGovernador do Estado de PernambucoEduardo Henrique Accioly CamposVice-governador do Estado de PernambucoJoão Soares Lyra NetoSecretário de EducaçãoJosé Ricardo Wanderley Dantas de OliveiraSecretário Executivo de Educação ProfissionalPaulo Fernando de Vasconcelos DutraGerente Geral de Educação ProfissionalLuciane Alves Santos PulçaGestor de Educação a DistânciaGeorge Bento CatundaCoordenação do CursoMorgana LeãoCoordenação de Design InstrucionalDiogo GalvãoRevisão de Língua PortuguesaCarlos CunhaDiagramaçãoRenata Otero
  3. 3. INTRODUÇÃO................................................................................................... 31. COMPETÊNCIA 01 | CONHECER OS INSTRUMENTOS DE PRODUÇÃO........... 51.1 Evolução Histórica................................................................ 51.2 Conceitos iniciais................................................................... 131.3 Instrumentos de produção.................................................... 152.COMPETÊNCIA 02 | DESENVOLVER O CONHECIMENTO DE TÉCNICAS DELOCALIZAÇÃO, LAYOUT E ARRANJOS FÍSICOS DE PRODUÇÃO........................ 242.1 Sistemas de Produção ........................................................... 242.2 Tipos de Sistema de Produção............................................... 252.3 Arranjo físico (layout)............................................................ 303. COMPETÊNCIA 03 | CONHECER OS INDICADORES DE PRODUTIVIDADE..... 373.1 Planejamento e Controle da Produção.................................. 373.2 Sistemas Atualmente Utilizados no PCP ................................ 393.3 Indicadores de Desempenho................................................. 484. COMPETÊNCIA 04 | CONHECER AS BOAS PRÁTICAS EM PRODUÇÃO ......... 534.1 Tipos de controle................................................................... 534.2 Sustentabilidade.................................................................... 564.3 Gestão com pessoas.............................................................. 584.4 Ergonomia............................................................................. 604.5 Qualidade.............................................................................. 65REFERÊNCIAS ................................................................................................. 69CURRICULUM DA PROFESSORA PESQUISADORA ........................................... 72Sumário
  4. 4. 3ProduçãoINTRODUÇÃOSeja bem vindo à disciplina Produção, do curso de Administração!Discutiremos a importância dessa disciplina para o Administrador, bem comoidentificaremos os diversos fatores que contribuem positiva e negativamenteno desempenho dos indivíduos em relação ao trabalho realizado.Ao longo da disciplina, responderemos a uma série de questionamentos sobreo tema, bem como outros que podem vir a surgir, como, por exemplo:Qual a relação entre a Produção e a Administração? O que é um processo? Oque é um modelo de transformação? Qual a importância do arranjo físicopara a realização de atividades adequadas? O que é produtividade e comomedi-la? Quais os fatores relevantes envolvidos na produção? Como melhorara produção?Pretendemos esclarecer e discutir todas estas perguntas acima e outras mais.Acreditamos que, ao fim da disciplina, você, prezado (a) aluno, estará apto arespondê-las. Mas não apenas isso: ao final, você, além de obter oconhecimento teórico, entenderá como todos esses fatores o levarão aadministrar adequadamente a Produção.Geralmente, quando se ouve falar em Produção, as pessoas pensam apenasem manufatura. Logo se imagina um local cheio de máquinas, muitas pessoas,insumos, produtos em fabricação, almoxarifados, caminhões, etc. Aliás, essepensamento não está totalmente errado: isso é Produção; no entanto,Produção não é só isso. Escolas, bancos, hospitais, escritórios, que são todasatividades classificadas como serviços, também têm a ver com os conceitos etécnicas que iremos abordar.Produção consiste em adicionar valor aos bens ou serviços durante o processode transformação. Ela é o centro dos sistemas produtivos, sendo responsável
  5. 5. 4Técnico em Administraçãopor gerar os bens ou serviços comercializados pelas empresas. Pode, ainda,ser entendida como o conjunto de atividades que levam à transformação deum bem em outro com maior utilidade. Ela acompanha o homem desde aantiguidade, quando este polia a pedra a fim de transformá-la em umutensílio doméstico.Dessa forma, vamos começar a 1º competência abordando sobre a evoluçãohistórica da Produção e conhecendo alguns conceitos importantes para toda adisciplina. Também conheceremos uma visão geral sobre sistemas deprodução e entenderemos os conceitos de instrumentos e modos deprodução, bem como a sua inter-relação.Na 2º competência, uma vez que já tivemos os conceitos básicos solidificadosna competência anterior, discutiremos sobre os tipos de sistemas deprodução, bem como a importância que o arranjo físico representa para umaadequada produção.Na 3º competência, detalharemos os conceitos de produtividade, eficiência eeficácia e conheceremos sobre as atividades de Planejamento e Controle deProdução - PCP. Entenderemos como mensurar esta produtividade e oconceito de indicadores. Também conheceremos sobre sistemas usados noPCP, MRP e a importância de usar técnicas para melhorar a produção.Encerramos a disciplina na 4º competência, quando falaremos sobre as boaspráticas de produção. Para uma adequada e eficiente produção, é precisolevar em consideração uma série de fatores, como as condições de trabalho,garantir a qualidade do produto que chega ao cliente, a forma na qual aspessoas interagem no processo, a padronização das tarefas, entre outros.Bons estudos!
  6. 6. 5ProduçãoCompetência 011. COMPETÊNCIA 01 | CONHECER OS INSTRUMENTOS DEPRODUÇÃOO conceito de Produção é muito maior do que uma ideia de algo fabril, demanufatura, apesar da sua evolução histórica estar diretamente ligada àhistória da Indústria. Nesta primeira competência, vamos conhecer sobre estaevolução histórica, para entender como chegamos ao conceito atual. A baseda nossa disciplina será sedimentada nesta primeira competência, quandoconheceremos alguns conceitos importantes para toda a disciplina, como ossignificados de um modelo de transformação, de processo, eficiência eeficácia, entre outros. Por fim, conheceremos sobre os instrumentos deprodução e suas características, bem como as operações de produção.1.1 Evolução HistóricaSempre existiram sistemas de produção: as pirâmides egípcias, a GrandeMuralha da China e os aquedutos do Império Romano nos mostram indíciosde produção dos povos da antiguidade.Figura 1 – Pirâmides do EgitoFonte: Reocites (2013)Veja um rápidovídeo sobre aevolução daProdução,acessando o link aseguir:http://www.youtube.com/watch?v=KPWdkYNFQFA
  7. 7. 6Técnico em AdministraçãoCompetência 01Figura 2 – Muralha da ChinaFonte: Brasil Escola (2013)Figura 3 – Aquedutos RomanosFonte: Info Escola (2013)Com o passar do tempo, alguns homens começaram a ter destaque emalgumas tarefas, passando a produzi-las sob encomenda. Surgiam então osartesãos e as primeiras formas de produção organizadas, pois havia prazo deentrega, preço, etc. Vamos conhecer sobre a forma de produção artesanal?A produção artesanal só começou a entrar em decadência com a RevoluçãoIndustrial. Com a descoberta da máquina a vapor por James Watt, tem início oprocesso de substituição da força humana pela força da máquina. Os artesõesdeixam de trabalhar em suas oficinas para serem agrupados nas primeirasfábricas.
  8. 8. 7ProduçãoCompetência 01Figura 4 – Produção artesanalFonte: História no interior (2013)Podemos considerar a produção artesanal como a primeira forma deprodução organizada, uma vez que os artesãos estabeleciam prazos deentrega, consequentemente instituindo prioridades, atendiam especificaçõesestabelecidas e fixavam preços para suas encomendas. Como exemplo deprodução artesanal, há a empresa Panhard e Levassor, que, em 1894, eraconsiderada a principal companhia automobilística no mundo. A produçãoartesanal durou bastante tempo, porém foi substituída por uma nova formade produção. Você sabe o que motivou essa mudança?Figura 5 – Carro artesanal da empresa Panhard e Levassor (P&L)Fonte: Cia. De carros (2013).No ano de 1776, James Watt vendeu o seu primeiro motor a vapor naInglaterra, o que disparou a chamada Primeira Revolução Industrial,substituindo a produção artesanal. A partir de então, passou a ocorrer umacrescente mecanização das tarefas anteriormente executadas de formamanual.
  9. 9. 8Técnico em AdministraçãoCompetência 01Figura 6 – Motor a vapor de James WattFonte: Site Explicatorium (2013)Avanços tecnológicos importantes facilitaram a substituição de mão de obrapor capital e permitiram o desenvolvimento de economias de escala,tornando interessante o estabelecimento de “unidades fabris”.Com isso, surgiram novos conceitos como:– padronização dos produtos;– padronização dos processos;– treinamento e habilitação da mão-de-obra direta;– criação e desenvolvimento dos quadros gerenciais e de supervisão;– desenvolvimento de técnicas de planejamento e controle da produção;– desenvolvimento de técnicas de planejamento e controle financeiro;– desenvolvimento de técnicas de vendas.Os sistemas de produção anteriores a 1700 são chamados de sistemascaseiros, uma vez que a produção era realizada em casa ou em cabanas, ondeos artesãos orientavam aprendizes a executarem o trabalho manual dosprodutos. O sistema caseiro foi substituído com a novidade da Revolução
  10. 10. 9ProduçãoCompetência 01Industrial na Inglaterra, a partir de 1700. O principal elemento revolucionáriofoi à descoberta da máquina a vapor por James Watt (1764), mencionadaanteriormente.Figura 7 – Visão da Revolução IndustrialFonte: Blog História Viva (2013)No fim do século 19, surgiram nos Estados Unidos alguns trabalhos deFrederick Taylor, que era um estudioso das formas de aumentar aprodutividade em processos produtivos. Sua intenção era claramente ligada àeficiência, para tanto, desenvolveu a chamada Administração Científica, queconsiste basicamente em quebrar as tarefas em subtarefas elementares etrabalhar excessivamente para tornar cada uma delas tarefas mais eficiente.Você já ouviu falar do Fordismo? O que Frederick Taylor tem a ver com isso?Por volta de 1910, Henry Ford começou a desenvolver os princípios daprodução em massa, a partir da percepção de um potencial mercadoconsumidor de baixa renda para automóveis e de que a produção artesanalnão era a melhor maneira de produção para este tipo de consumidor, uma vezque os custos eram elevados. Ford aliou os conceitos da intercambiabilidadede peças (de Whitney) à Administração Científica (de Taylor) e acrescenta oconceito de linhas de montagem seriada.Eficácia: trata do OQUE fazer, de fazeras coisas certas nahora certa.Eficiência: trata deCOMO fazer. Fazercerto aquilo que sepropõe a fazer.Produzir sem errosou produzir maiscom menosrecursos (dinheiro,tempo, pessoasenvolvidas, etc.).Exemplo: João eMaria precisavamcomprar 4 tipos defrutas na feira. Joãocomprou 4 tipos egastou R$ 5,00;Maria tambémcomprou os 4 tipose gastou R$ 4,00.Ambos forameficazes, mas Mariafoi mais eficienteque João (utilizoumenos recursospara alcançar aeficácia).
  11. 11. 10Técnico em AdministraçãoCompetência 01Figura 8 – Produção em massa do carro “modelo T” FordFonte: Blog Engenharia de produção (2013)Como resultado, conseguiu fabricar produtos padronizados, com poucavariedade que, a cada aumento de quantidade de produção, reduzia o custodesta.Dessa forma, Ford conseguiu liderar uma indústria que logo se tornou a maiordo mundo, por ter sido o primeiro a dominar os princípios da produção emmassa.Entre as principais características da produção em massa, podemos destacar:– linhas de montagem;– posto de trabalho;– estoques intermediários;– monotonia do trabalho;– arranjo físico ou layout;– balanceamento de linha;– produtos em processo;
  12. 12. 11ProduçãoCompetência 01– motivação;– sindicatos;– manutenção preventiva.A partir de 1927, último ano de produção do modelo T, Ford deparou-se coma demanda em queda. Isto ocorreu porque a empresa General Motors (GM)percebeu que o mercado apresentava uma nova característica: a necessidadede variedade. Desta forma, fazendo uso dos mesmos princípios da produçãoem massa, mas com um aumento na variedade dos produtos, a GM passou aliderar o mercado de automóveis, oferecendo carros de cores e modelosvariados com um preço um pouco maior do que Ford.A produção em massa fez uma revolução na indústria, conseguindoeconomias de escala (os produtos se tornaram acessíveis a um maior númerode pessoas). No decorrer dos anos, no entanto, apareceram as deficiênciasdeste modelo de produção, como a geração de grandes estoques, apadronização dos produtos, a alienação do trabalhador e os altos índices dedesperdício. Como partimos da produção em massa para o Sistema Toyota deProdução?Neste contexto, a partir dos anos 50, surgia uma nova ideia de produção capazde suprir as necessidades de ampla variedade e curta vida útil dos produtos,de qualidade assegurada, de trabalho de acordo com a demanda e reduçãodos custos. Desta forma, surgiu o Sistema Toyota de Produção, que começoua ser desenvolvido a partir de uma visita de Eiji Toyoda, filho do fundador eentão diretor da Toyota, a uma fábrica da Ford nos Estados Unidos.Toyoda voltou de lá com a certeza de que não poderia introduzir o modelo deprodução americano (produção em massa) no Japão, devido às diferençasculturais, econômicas e geográficas e também por perceber alguns dosproblemas daquele tipo de produção. Sendo assim, o Sistema Toyota de
  13. 13. 12Técnico em AdministraçãoCompetência 01Produção, foi desenvolvido por Taiichi Ohno, engenheiro de produção daToyota, pela necessidade de atender à demanda.Entre as principais características do Sistema Toyota de Produção, podemoscitar:– Just in time;– Kanban (é uma palavra japonesa que significa literalmente registro ou placavisível);– Fluxo e nivelamento da produção;– Eliminação de desperdícios;– Células de produção;– Melhoria contínua (Kaizen);– Benchmarking.O Sistema Toyota de Produção foi o modelo de produção que originou achamada produção enxuta.A produção enxuta pode ser considerada uma espécie de “ocidentalização” doSistema Toyota de Produção, na medida em que trouxe seus princípios eferramentas para a realidade das empresas ocidentais, a fim de transformarempresas baseadas na produção em massa em empresas “enxutas”, parasobreviver em tempos de variedade e restrição.Ao longo desse processo de modernização da produção, cresceu emimportância a figura do cliente, em nome do qual tudo se tem feito. Asempresas passaram a perceber que deveriam conquistar os seus clientes,oferecendo os produtos e serviços que estes desejavam, não simplesmenteEm japonês, aspalavras para justin time significam“no momentocerto”, “oportuno”.Uma melhortradução para oinglês seria o just intime, ou seja, emtempo, exatamenteno momentoestabelecido. Intime, em inglês,significa “a tempo”,ou seja, “nãoexatamente nomomentoestabelecido, masum pouco antes,com uma certafolga”. No entanto,o termo, conformeShingo (1996),sugere muito maisque se concentrarapenas no tempode entrega, poisisso poderiaestimular asuperproduçãoantecipada e daíresultar em esperasdesnecessárias.Cada processo deveser abastecido comos itensnecessários, naquantidadenecessária, nomomentonecessário – just-on-time, ou seja, notempo certo, semgeração deestoque. (ROSSETTIet al., 2008, p. 1)
  14. 14. 13ProduçãoCompetência 01enviando produtos ao mercado. Podemos dizer que a busca da satisfação doconsumidor é o que tem levado as organizações a se atualizarem com novastécnicas de produção, cada vez mais eficazes, eficientes e de altaprodutividade.É tão grande a atenção dispensada aos clientes que este, em muitos casos, jáespecifica em detalhes o “seu” produto, sem que isso atrapalhe os processosde produção, tamanha a flexibilidade. Assim, estamos caminhando para aprodução customizada, que sob certos aspectos, é um retorno à produçãoartesanal, sem a figura do artesão, mas aliada às modernas técnicas etecnologias da produção em massa e da produção enxuta.1.2 Conceitos iniciaisPara entendermos melhor a nossa disciplina, é importante conhecermos opróprio conceito de produção, bem como memorizarmos os conceitos demodelo de transformação e processos. Você sabe o que significa um modelode transformação?Um sistema de produção pode ser considerado como um processo que recebeentradas (Inputs) e as transforma em saídas (Outputs) com valor inerente.Independente de se produzir um bem ou um serviço, isso é feito por meio deum processo de transformação. Por transformação entende-se o uso derecursos para mudar o estado ou condição de algo para produzir osprodutos/serviços (outputs). Assim sendo, qualquer atividade de produçãopode ser vista conforme o modelo input (entrada) – transformação - output(saída) (Slack et. al., 2008).
  15. 15. 14Técnico em AdministraçãoCompetência 01Figura 9 – Modelo de TransformaçãoFonte: Adaptação do livro Administração da Produção, SLACK, N., et all. Por LucianaBazante (2013).Detalhando ainda mais o conceito de modelo de transformação ou processode transformação, nos deparamos com o próprio conceito de processo.Figura 10 – Detalhamento de processo no Modelo de TransformaçãoFonte: Adaptação livre, por Luciana Bazante (2013).Processo é o conjunto de meios e atividades inter-relacionados quetransformam recursos (entradas) em produtos/serviços (saídas). Jáconhecemos os conceitos de modelo de transformação e processo, mas o queisso tudo tema ver com produção?Produção consiste em adicionar valor aos bens ou serviços durante o processode transformação. A função produção é o centro dos sistemas produtivos,sendo responsável por gerar os bens ou serviços comercializados pelasempresas. Dessa forma, seguindo a visão das empresas orientadas por
  16. 16. 15ProduçãoCompetência 01processos, a inter-relação entre todos os setores (incluindo a Produção) éextremamente importante para que a empresa atinja bons resultados.Quando cada setor entende o seu papel e a reação que as suas atividadescausam aos demais setores, fica mais fácil que todos definam as suas metasde acordo com o objetivo final da empresa: satisfazer o cliente para alcançarlucro.Nos sistemas de produção de manufatura, as entradas e as saídas sãotangíveis e a transformação é física, e o cliente ou consumidor finalnormalmente não participa do processo de transformação em si, pois recebeo produto depois de pronto. Como exemplo, podemos mencionar estecomputador pelo qual você está vendo as aulas.Já nos sistemas de operações de serviços, as entradas e saídas podem serintangíveis e as transformações podem ser não físicas. O cliente ouconsumidor faz parte do processo de transformação, uma vez que os serviçossó ocorrem quando o cliente o solicita. Como exemplo, podemos mencionar oatendimento de um call Center.Agora que você já conheceu o conceito de produção, que tal mergulhar umpouco naquilo que compõe esse conceito?1.3 Instrumentos de produçãoO processo de produção compõe-se de três elementos associados: trabalho,matéria-prima e instrumentos de produção. Vamos analisar maisdetidamente:1.3. A – TrabalhoÉ a atividade realizada pela pessoa que, utilizando os instrumentos deprodução, transforma a matéria-prima num bem. De acordo com a execução,o trabalho pode ser classificado como:Atenção! A inter-relação é muitoimportante paraaquelasorganizações quedesejam assegurarque programaçõessejam cumpridas,padrões sejamobedecidos erecursos sejamusados de maneiraeficaz, de formaque asnecessidades dosclientes sejamatendidas.
  17. 17. 16Técnico em AdministraçãoCompetência 01 Trabalho qualificado: não pode ser classificado sem certo grau deaprendizagem; o trabalho de um torneiro mecânico, por exemplo, enquadra-se nesta categoria. Trabalho não qualificado: pode ser feito praticamente sem aprendizagem;como por exemplo, temos o trabalho de servente de pedreiro. Obs.: Tanto aatividade manual (operário) como a atividade intelectual (desenhista) sãotrabalhos, desde que tenham como resultado a obtenção de bens e serviços.1.3.B – Matéria-primaOs objetos que, no processo de produção, são transformados paraconstituírem o bem final são chamados de matéria-prima. Ex: as matériasprimas de uma costureira são o tecido, a linha, os botões, os colchetes, etc.Todos estes elementos passam a constituir a roupa, de uma maneira ou deoutra; se faltar uma destas matérias primas, a costureira não poderá produziro vestido.1.3.C – Instrumentos de ProduçãoTodas as coisas que, direta ou indiretamente, nos permitem transformar amatéria-prima num bem final são chamadas Instrumentos de Produção. Ex: nocaso da costureira, os instrumentos de produção são a tesoura, a agulha e amáquina de costura.Conhecendo os três elementos que compõem o processo de produção, vocêacha que podemos produzir algo sem algum deles?Figura 11 – Relação entre Trabalho, Matéria-prima e Instrumentos deProdução.Fonte: Ebah (2013)Antes de seremmatérias-primas,esses elementosencontram-se nanatureza em formade recursosnaturais. Recursosnaturais são oselementos danatureza acessíveise que podem serincorporados àatividadeeconômica dohomem.
  18. 18. 17ProduçãoCompetência 01Competência 01Como você deve ter percebido sem matéria-prima e sem instrumentos deprodução não se pode produzir nada. Eles são os meios materiais para realizarqualquer tipo de trabalho. Por isso, são chamados meios de produção.Segundo a teoria de Karl Marx, meios de produção são o conjunto formadopor meios de trabalho e objetos de trabalho - ou tudo aquilo que está no meioda relação entre o trabalho humano e a natureza, no processo detransformação da própria natureza.Os meios de produção incluem os instrumentos de produção: edifícios deinstalação (fábricas, armazéns, silos etc.), infraestrutura (abastecimento deágua, fornecimento de energia, transportes, telecomunicações, etc.),máquinas, ferramentas, etc.Os objetos de trabalho são os elementos sobre os quais o trabalho humano éaplicado, são recursos naturais (terra, matérias-primas).Segundo a teoria marxista, a força de trabalho humana e os meios deprodução constituem as forças produtivas, as quais, juntamente com asrelações de produção (sociais e técnicas), constituem o modo de produção -escravagista, capitalista, etc.Cada modo de produção corresponde a uma estrutura social - ou seja, ummodo de organização da sociedade - e um determinado padrão de relaçõesentre os membros da sociedade. Ao modo de produção capitalista, porexemplo, corresponde uma estrutura de classes, na qual a propriedade dosmeios de produção determina a posição da burguesia como classe dominante.Então, vamos conhecer um pouco mais sobre os modos de produção?1.3.D – Modos de produçãoO modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus bens eserviços, como os utiliza e os distribui. O modo de produção de umaFORÇASPRODUTIVAS =MEIOS DEPRODUÇÃO +HOMENS(RELAÇÕES DEPRODUÇÃO)
  19. 19. 18Técnico em AdministraçãoCompetência 01sociedade é formado por suas forças produtivas e pelas relações de produçãoexistentes nessa sociedade.Portanto, o conceito de modo de produção resume claramente o fato de asrelações de produção serem o centro organizador de todos os aspectos dasociedade. Veja agora os tipos de modo de produção: Modo de produção primitiva:O modo de produção primitiva designa uma formação econômica e social queabrange um período muito longo, desde o aparecimento da sociedadehumana. A comunidade primitiva existiu durante centenas de milhares deanos, enquanto o período compreendido pelo escravismo, pelo feudalismo epelo capitalismo mal ultrapassa cinco milênios.Na comunidade primitiva os homens trabalhavam em conjunto. Os meios deprodução e os frutos do trabalho eram propriedade coletiva, ou seja, detodos. Não existia ainda a idéia da propriedade privada dos meios deprodução, nem havia a oposição proprietários x não proprietários.As relações de produção eram relações de amizade e ajuda entre todos; elaseram baseadas na propriedade coletiva dos meios de produção, a terra emprimeiro lugar.Também não existia o estado. Este só passou a existir quando alguns homenscomeçaram a dominar outros. O estado surgiu como instrumento deorganização social e de dominação.MODO DEPRODUÇÃO =FORÇASPRODUTIVAS +RELAÇÕES DEPRODUÇÃO
  20. 20. 19ProduçãoCompetência 01Figura 12 – Modo de produção primitivoFonte: Blog Marcelo Gois (2013) Modo de produção escravista/escravagista:Na sociedade escravista, os meios de produção (terras e instrumentos deprodução) e os escravos eram propriedade do senhor. O escravo eraconsiderado um instrumento, um objeto, assim como um animal ou umaferramenta. Assim, no modo de produção escravista, as relações de produçãoeram relações de domínio e de sujeição: senhores x escravos. Um pequenonúmero de senhores explorava a massa de escravos, que não tinham nenhumdireito.Os senhores eram proprietários da força de trabalho (os escravos), dos meiosde produção (terras, gado, minas, instrumentos de produção) e do produto detrabalho.Figura 13 – Modo de produção escravistaFonte: Blog Nova História (2013)
  21. 21. 20Técnico em AdministraçãoCompetência 01 Modo de produção asiático:O modo de produção asiático predominou no Egito, na China, na Índia etambém na África do século passado.Tomando como exemplo o Egito, no tempo dos faraós, vamos notar que aparte produtiva da sociedade era composta pelos escravos, que eramforçados, e pelos camponeses, que também eram forçados a entregar aoEstado o que produziam.Fatores que determinaram o fim do modo de produção asiático:• A propriedade de terra pelos nobres;• O alto custo de manutenção dos setores improdutivos;• A rebelião dos escravos.Figura 14 – Modo de produção asiáticoFonte: Blog Wotsir (2013) Modo de produção feudal:A sociedade feudal era constituída pelos senhores X servos. Os servos nãoeram escravos de seus senhores, pois não eram propriedade deles, masapenas os serviam em troca de casa e comida. Trabalhavam um pouco para oseu senhor e outro pouco para eles mesmos.
  22. 22. 21ProduçãoCompetência 01Num determinado momento, as relações feudais começaram a dificultar odesenvolvimento das forças produtivas. Como a exploração sobre os servosno campo aumentava, o rendimento da agricultura era cada vez mais baixo.Na cidade, o crescimento da produtividade dos artesãos era freado pelosregulamentos existentes e o próprio crescimento das cidades era impedidopela ordem feudal. Já começavam a aparecer relações capitalistas deprodução.Figura 15 – Modo de produção feudalFonte: Ebah (2013) Modo de produção capitalista:O que caracteriza o modo de produção capitalista são as relações assalariadasde produção (trabalho assalariado). As relações de produção capitalistasbaseiam-se na propriedade privada dos meios de produção pela burguesia,que substituiu a propriedade feudal, e no trabalho assalariado, que substituiuo trabalho servil do feudalismo. O capitalismo é movido por lucros, portantotemos duas classes sociais: a burguesia e os trabalhadores assalariados.O capitalismo compreende quatro etapas:Pré-capitalismo: o modo de produção feudal ainda predomina, mas já sedesenvolvem relações capitalistas.
  23. 23. 22Técnico em AdministraçãoCompetência 01Capitalismo comercial: a maior parte dos lucros concentra-se nas mãos doscomerciantes, que constituem a camada hegemônica da sociedade; o trabalhoassalariado torna-se mais comum.Capitalismo industrial: com a revolução industrial, o capital passa a serinvestido basicamente nas indústrias, que se tornam a atividade econômicamais importante; o trabalho assalariado firma-se definitivamente.Capitalismo financeiro: os bancos e outras instituições financeiras passam acontrolar as demais atividades econômicas, através de financiamentos àagricultura, à indústria, à pecuária e ao comércio.Figura 16 – Modo de produção capitalistaFonte: Ebah (2013) Modo de produção socialista:Figura 17 – Modo de produção socialistaFonte: Blog Crise Social (2013)
  24. 24. 23ProduçãoCompetência 01A base econômica do socialismo é a propriedade social dos meios deprodução, isto é, os meios de produção são públicos ou coletivos, nãoexistindo empresas privadas. A finalidade da sociedade socialista é asatisfação completa das necessidades materiais e culturais da população:emprego, habitação, educação, saúde. Nela não há separação entreproprietário do capital (patrão) e proprietários da força do trabalho(empregados). Isto não quer dizer que não haja diferenças sociais entre aspessoas, bem como salários desiguais em função de o trabalho ser manual ouintelectual.Por aqui, concluímos a primeira competência. A seguir, você estudará asegunda competência, quando conhecerá os tipos de sistema de produção e,também, sobre o local físico onde tudo acontece: o layout.
  25. 25. 24Técnico em AdministraçãoCompetência 022. COMPETÊNCIA 02 | DESENVOLVER O CONHECIMENTO DETÉCNICAS DE LOCALIZAÇÃO, LAYOUT E ARRANJOS FÍSICOS DEPRODUÇÃONa primeira competência, conhecemos o conceito de produtividade, vocêlembra? Sendo assim, podemos concluir que, quanto mais produtiva umaempresa conseguir ser, melhor para ela. Nessa competência, iremos conhecero significado de sistema de produção e porque o arranjo físico é relevantepara que esse sistema seja eficiente e eficaz.A escolha de um arranjo físico adequado para o tipo de produção e aosrecursos envolvidos é muito importante para alcançar uma boa produtividade.O contrário também é verdadeiro: caso a empresa cometa um erro na escolhado arranjo físico, pode trazer para si prejuízo, devido a fluxos longos,complicados e que só encarecem a produção.Nessa segunda competência iremos aprender que o layout interferediretamente na produtividade da empresa. Uma das principais vantagens deum arranjo físico bem feito é permitir o melhor desempenho dos funcionáriose dos equipamentos fazendo com que o trabalho flua de forma mais fácil.2.1 Sistemas de ProduçãoUm sistema de produção é um conjunto de partes ou subsistemasinterligados, cujo objetivo é transformar entradas (inputs) em saídas (outputs)na forma de bens e/ou serviços, através de um processo pré-definido.Cada empresa adota um sistema de produção para realizar suas operações eproduzir seus produtos/serviços da melhor maneira possível, garantindo comisso sua eficiência e eficácia (CHIAVENATO, 1991, pg.13). Segundo Chiavenato(1991), sistema de produção é a maneira pelo qual a empresa organiza seusórgãos e realiza suas operações de produção, adotando uma
  26. 26. 25ProduçãoCompetência 02interdependência lógica entre todas as etapas do processo produtivo, desde omomento em que os materiais saem do almoxarifado até chegarem aodepósito como produtos acabados.Devemos sempre ter em mente que a interdependência entre os setores émuito grande e extremamente importante: qualquer alteração em um delesprovoca influência sobre os demais. Todos os setores devem trabalhar demaneira coordenada, balanceados e ajustados entre si.2.2 Tipos de Sistema de ProduçãoA classificação dos sistemas de produção é geralmente baseada no fluxo doproduto e é de grande importância ao permitir a classificação de uma grandevariedade de técnicas de planejamento e gestão da produção. São vários ostipos de sistemas de produção, mas seguem abaixo as classificações maiscomuns:a) Sistemas de produção contínua ou fluxo em linha;Consiste em um sistema de produção onde o equipamento produtivo éorganizado em uma sequencia conforme os passos envolvidos na fabricaçãode um produto.Figura 18 – Sistema de produção contínua/em linhaFonte: Portopédia (2013)- Apresentam uma sequência linear para fazer o produto ou o serviço;
  27. 27. 26Técnico em AdministraçãoCompetência 02- Produtos padronizados que fluem entre os postos de trabalho numasequencia prevista;- Deve haver balanceamento das etapas para que as mais lentas não retardema velocidade do processo;→ Este tipo de sistema pode ser dividido em dois tipos:a.1) Produção em massa (exemplos: indústria automobilística, têxtil, etc.);- Fabricação em larga escala de poucos produtos com grau de diferenciaçãorelativamente pequeno;Figura 19 – Indústria de produção em massa - têxtilFonte: Sindicato dos Metalúrgicos (2013)a.2) produção contínua (exemplos: indústrias químicas, celulose, aço, etc.)Características:- alta eficiência e inflexibilidade;- grandes volumes de produção;- padronização dos produtos;
  28. 28. 27ProduçãoCompetência 02Figura 20 – Produção contínua: indústria de celuloseFonte: Portal do Reflorestamento (2013)Fatores a serem analisados quando da adoção de Sistema de Fluxo em Linha:- a competição forçará o uso da produção contínua por causa da eficiência;- risco de obsolescência do produto;- risco de mudança tecnológica no processo de produção (tempo deamortização);b) Sistemas de produção Intermitente (por lotes ou por encomenda);As situações intermitentes de produção são aquelas nas quais as instalaçõesdevem ser suficientemente flexíveis para manejar uma ampla variedade deprodutos e tamanhos, ou onde a natureza básica da atividade impõemudanças importantes dos insumos. Esse tipo de sistema pode ser em lotesou por encomenda.b.1) Em lotesÉ caracterizado por produzir uma quantidade limitada de um tipo de produtode cada vez. Cada lote é previamente dimensionado para assim poder atendera um determinado volume de vendas previsto para um dado período detempo. Desse modo, os lotes de produção são produzidos um a seguir dooutro. Neste tipo de produção o plano de produção é feito antecipadamente,
  29. 29. 28Técnico em AdministraçãoCompetência 02podendo assim a empresa melhor aproveitar seus recursos com maior grau deliberdade, ao contrário do que ocorre no sistema de produção sobencomenda, no qual o plano de produção é feito após o recebimento dopedido ou encomenda.Você sabia que este tipo de produção em lotes é utilizado por uma infinidadede indústrias, tais como têxteis, de cerâmica, de eletrodomésticos, demateriais elétricos, materiais químicos, etc.?Figura 21 – Produção em lotes – indústria de eletrodomésticosFonte: O diário da região (2013)b.1) Por encomendaEste tipo de fabricação contratada ou feita sob encomenda, é produzidoespecialmente a pedido de um freguês como turbinas, ferramentas ematrizes, maquinaria especial, navios, etc. Os pedidos são em geral denatureza não repetitiva e as quantidades podem variar de uma a centenas deunidades. Neste tipo de produção, cada pedido usualmente gera uma grandevariedade de operações, e o andamento em geral não segue nenhum planopadronizado ou rotineiro. É a encomenda ou o pedido efetuado que vaidefinir como a produção deverá ser planejada e controlada, sendo esta etapado planejamento e controle de produção muito complexa.
  30. 30. 29ProduçãoCompetência 02Figura 22 – Produção por encomenda – construção de navioFonte: Diário do Pré-Sal (2013)Como podemos observar no que foi descrito acima, o tipo de produto que vaiser produzido é que determina o sistema de produção a ser adotado pelaempresa. Em muitos casos, dada à diversidade de produtos que uma empresafabrica ou produz, estas empresas apresentam misturas desses sistemas deprodução. Se o produto é de grande porte e depende da encomenda docliente, então o sistema adotado será a produção sob encomenda. Se poroutro lado, há uma grande variedade de produtos que entram e saem daprodução, e que a empresa vende após estocar, então o sistema adotado seráa produção em lotes. Já se há um ou mais produtos que permanecem emprodução por um longo tempo e que a empresa os vende após estocá-los,certamente o sistema adotado será de produção continua.c) Sistemas de produção de grandes projetos sem repetição.Produto único, não há rigorosamente um fluxo do produto, existe umasequência predeterminada de atividades que deve ser seguida, com pouca ounenhuma repetitividade.- Cada projeto é um produto único.- Não há um fluxo do produto.- Produção em baixos volumes e grande variedade.- Processo de longa duração, com início e fim bem definidos.- Tarefas com pouca ou nenhuma repetitividade.- Intervalos de tempos diferentes.
  31. 31. 30Técnico em AdministraçãoCompetência 022.3 Arranjo físico (layout)Antes de tudo, é importante que você saiba: a palavra inglesa layout significa,em Português, desenho, esquema, exposição. Para simplificar, vamos usar otermo “arranjo físico” com o significado de layout, tudo certo?Arranjo físico é a manifestação física de um tipo de processo. Planejar o layoutda instalação significa planejar a localização desde as máquinas, até osbanheiros e, ainda, os fluxos de materiais e pessoas que circulam na empresa.Você sabia que arranjo físico não é somente uma disposição racional dasmáquinas ou móveis? Também é o estudo das condições humanas detrabalho (iluminação, ventilação, etc.), de corredores eficientes, de comoevitar controles desnecessários, armários e bancadas, etc. O planejamento deum arranjo físico é recomendável a qualquer empresa, grande ou pequena.Com um bom arranjo físico é possível obter resultados surpreendentes naredução de custos de operação e no aumento da produtividade e eficiência.Lembra o significado dessas duas palavras que vimos na primeiracompetência? Na implantação de uma nova empresa, esse planejamento émuito importante.O arranjo físico de uma operação produtiva preocupa-se com a localizaçãofísica dos recursos de transformação. De maneira simples, definir o arranjofísico é decidir onde colocar todas as instalações, máquina, equipamentos epessoas. É uma das características mais evidentes de uma operação produtivaporque é aquilo que a maioria de nós nota quando entra em alguma empresa.Também determinam a maneira segundo a qual os recursos fluem através daoperação.Na figura a seguir, você poderá perceber que o arranjo físico pode seraplicado a qualquer tipo de negócio, em qualquer tipo de empresa.
  32. 32. 31ProduçãoCompetência 02Figura 23 – Layout de um escritórioFonte: Blog crise social (2013)O planejamento do arranjo físico envolve decisões sobre a disposição dasunidades produtivas em uma organização. Você sabia que uma unidadeprodutiva não é apenas um conjunto de máquinas, mas pode ser qualquercoisa que utilize espaço: uma pessoa ou uma equipe, um balcão, umamáquina, uma estação de trabalho, um departamento, uma escada, umdepósito e assim por diante? O objetivo do planejamento do arranjo físico épermitir que os funcionários e os equipamentos operem com mais eficácia.Figura 24 – Layout de uma fábricaFonte: Fábrica virtual (2013)
  33. 33. 32Técnico em AdministraçãoCompetência 02As escolhas de um arranjo físico podem ajudar consideravelmente acomunicação dos planos de produto e das prioridades competitivas de umaorganização. Se um varejista planeja elevar a qualidade de suas mercadorias,o arranjo físico da loja deve transmitir mais exclusividade e luxo.O arranjo físico possui muitas implicações práticas e estratégicas. Alterar umarranjo físico pode afetar uma organização e o modo como ela atinge suasprioridades competitivas ao: facilitar o fluxo de materiais e informações; aumentar a utilização eficiente de mão-de-obra e equipamentos; aumentar a conveniência do cliente e as vendas em uma loja varejista; reduzir os riscos para os trabalhadores; aumentar a moral dos funcionários; melhorar a comunicação.Se o arranjo físico estiver errado, pode levar a padrões de fluxo longos econfusos, estoques de materiais, filas de clientes formando-se ao longo daoperação, tempo de processamento longo e altos custos.A primeira decisão a ser tomada é definir o tipo de processo (leva emconsideração volume e variedade). Em seguida, selecionar o tipo básico dearranjo físico, que é a forma geral do arranjo de recursos produtivos daoperação. Há muitas formas de se arranjarem os recursos produtivos detransformação e podemos encontrar vários tipos de arranjos físicos, mas os 4mais comuns são: Arranjo físico posicionalTambém conhecido por arranjo físico por posição física, é aquele em que oproduto permanece estacionário em uma determinada posição e os recursosde transformação se deslocam ao seu redor, executando as operaçõesnecessárias. Este arranjo é utilizado quando, devido ao porte do produto ou àA mudança dearranjo físico podeser cara, por isso asempresas hesitamem fazê-lafrequentemente. Omelhor é estudarbem para nãocometer erros dejulgamento quantoà definição doarranjo.
  34. 34. 33ProduçãoCompetência 02natureza do trabalho não é possível outra forma de arranjo. São dois os casosbásicos em que o arranjo por posição fixa é amplamente utilizado:1. Quando a natureza do produto, como peso, dimensões e/ou formaimpedem outra forma de trabalho: projetos de grandes construções, comoestradas, arranha-céus, pontes, usinas hidroelétricas, construções emestaleiros, atividades agropecuárias, atividades de extrativismo;2. Quando a movimentação do produto é inconveniente ou extremamentedifícil. Este é o caso de cirurgias, tratamento dentário, trabalhos artesanaiscomo esculturas e pinturas, montagem de equipamentos delicados ouperigosos etc.Figura 25 – Arranjo físico posicional ou de posição físicaFonte: Site Ebah (2013) Arranjo físico por processoAs necessidades e conveniências dos recursos transformadores queconstituem o processo na operação dominam a decisão sobre o arranjo físico.Processos similares ou com necessidades similares são localizados juntos,onde será percorrido um roteiro de processo a processo, de acordo com asnecessidades.O arranjo físico por processo agrupa, em uma mesma área, todos osprocessos e equipamentos do mesmo tipo e função. Por isso, é conhecidotambém como arranjo funcional. Este arranjo também pode agrupar em uma
  35. 35. 34Técnico em AdministraçãoCompetência 02mesma área operações ou montagens semelhantes. Os materiais e produtosse deslocam procurando os diferentes processos de cada área necessária. Éum arranjo facilmente encontrado em prestadores de serviço e organizaçõesdo tipo comercial. Alguns exemplos: hospitais, serviços de confecção demoldes e ferramentas, lojas comerciais etc.Figura 26 – Arranjo físico funcional ou por processoFonte: Site Ebah (2013) Arranjo físico celularÉ aquele em que os recursos transformados, entrando na operação, são pré-selecionados para movimentar-se para uma parte específica da operação, naqual todos os recursos transformadores necessários a atender as suasnecessidades imediatas de processamento se encontram. É uma tentativa detrazer alguma ordem para a complexidade de fluxo que caracteriza o arranjofísico por processo.Procura unir as vantagens do arranjo físico por processo, com as vantagens doarranjo físico por produto. A célula de manufatura consiste em arranjar emum só local, conhecido como célula, máquinas diferentes que possam fabricaro produto inteiro. O material se desloca dentro da célula buscando osprocessos necessários, porém o deslocamento ocorre em linha. Algunsgerentes de produção que se referem ao arranjo celular como “mini linhas de
  36. 36. 35ProduçãoCompetência 02produção”. Alguns exemplos: lanchonete de supermercado, shopping de lojasde fábrica, feiras e exposições etc.Figura 27 – Arranjo físico celularFonte: Site Ebah (2013) Arranjo físico por produtoEnvolve localizar os recursos produtivos transformadores inteiramentesegundo a melhor conveniência do recurso que está sendo transformado.Cada produto, elemento de informação, segue um roteiro definido no qual asequência de atividades requerida coincide com a sequência na qual osprocessos foram arranjados fisicamente. Este é o motivo pelo qual esse tipode arranjo também é chamado de arranjo físico em fluxo ou em linha.Figura 28 – Arranjo físico linear ou por produtoFonte: Site Ebah (2013)
  37. 37. 36Técnico em AdministraçãoCompetência 02Não existe um tipo de processo para cada tipo de arranjo básico, cada tipo deprocesso pode adotar diferentes tipos básicos de arranjo físico.O tipo de operação determina as necessidades de arranjo físico. Por exemplo,em armazéns os fluxos de materiais e custos de retirar itens do estoque sãoconsiderações predominantes. Nas lojas varejistas, a conveniência do cliente eas vendas podem ser predominantes, ao passo que a eficácia dascomunicações e o trabalho em equipe podem ser importantes em umescritório.A escolha do arranjo físico depende em grande parte do tipo de processoprodutivo. Essa escolha também deve levar em consideração fatores como:manter as máquinas e equipamentos acessíveis, entender que devem serconcebidos imaginando que a operação ou demanda sofram alteraçõesfuturas, aproveitar espaço adequado, segurança e conforto da mão de obra.Você está concluindo a segunda competência e está preparado para asinformações da próxima competência: conhecer os indicadores deprodutividade. Você já aprendeu o conceito de produtividade e que ela estádiretamente relacionada à sobrevivência da empresa. Sendo assim, napróxima competência, você conhecerá porque é tão importante planejar aprodução e controlá-la.
  38. 38. 37ProduçãoCompetência 033. COMPETÊNCIA 03 | CONHECER OS INDICADORES DEPRODUTIVIDADEAs empresas já perceberam que aumentar a produtividade, melhorar aqualidade dos produtos e serviços, reduzir custos, aumentando,consequentemente o grau de satisfação do cliente, representa uma visãomoderna de mercado globalizado e extremamente competitivo.As formas modernas de gestão têm sua estrutura baseada em decisões, fatos,dados e informações quantitativas. Deste entendimento, surge a famosafrase: "aquilo que não pode ser medido, não pode ser avaliado" e,consequentemente, não há como tomar decisões sobre.Neste contexto é que surgem os indicadores de desempenho, elemento chavepara uma boa gestão, cuja função é evidenciar a necessidade de ações demelhoria, e verificar se as ações implantadas estão produzindo os efeitosdesejados, bem como a tendência dos mesmos.Vamos conhecer abaixo um pouco sobre o Planejamento e Controle daProdução e sistemas comumente usados em suas atividades, bem como sobrea importância de planejar, medir e gerenciar para o sucesso das empresas.3.1 Planejamento e Controle da ProduçãoSempre que são definidos objetivos, é necessário definir também planos decomo atingi-los, organizar recursos humanos e físicos necessários para a ação,dirigir a ação dos recursos humanos sobre os recursos físicos e controlar estaação para a correção de eventuais desvios. Na administração da produção,este processo é realizado pela função de Planejamento e Controle daProdução - PCP.Podemos denominar o PCP como Programação e Controle da Produção,definindo-o como um conjunto de funções inter-relacionadas que objetivam
  39. 39. 38Técnico em AdministraçãoCompetência 03comandar o processo produtivo e coordená-lo com os demais setoresadministrativos da empresa.Já conhecemos o seu conceito, sendo assim, na figura abaixo você poderávisualizar uma série de fatores que estão envolvidos no planejamento econtrole da produção.Figura 29 – Fluxo de Informações do PCPFonte: Departamento de Engenharia de Produção de Sistemas da UniversidadeFederal de Santa Catarina (2013)Vamos simplificar um pouco mais: o PCP controla a atividade de decidir sobreo melhor emprego dos recursos de produção, assegurando, assim, a execuçãodo que foi previsto no tempo e quantidade certa e com os recursos corretos.Em resumo, o PCP trata dados de diversas áreas, transforma-os eminformações, suporta a produção para que o produto seja entregue na data equantidade solicitada.Podemos dizer que o PCP estará pronto quando forem respondidas asquestões a seguir:1° O que produzir?2° Quanto produzir?
  40. 40. 39ProduçãoCompetência 033° Onde produzir?4° Como produzir?5° Quando produzir?6° Com o que produzir?7° Com quem produzir?A partir da configuração do processo de produção, o PCP irá criar uma cartamapa, documento denominado Plano Mestre de Produção (PMP), que é adiretriz de produção. O plano mestre de produção é um documento que dizquais itens serão produzidos e quando cada um será produzido, emdeterminado período. No seu caso, você está conhecendo um pouco dessesconceitos dentro da disciplina de Produção.3.2 Sistemas Atualmente Utilizados no PCPAs atividades de Planejamento e Controle da Produção podem atualmente serimplantadas e operacionalizadas através do auxílio de alguns sistemas.Conheça agora os mais comuns: MRP / MRPII; JIT; OPTA opção pela utilização de um desses sistemas, ou pela utilização dos mesmosde forma combinada, tem se constituído numa das principais decisões acercado gerenciamento produtivo nos últimos anos.Vamos conhecer um pouco mais sobre os conceitos e as principaiscaracterísticas desses sistemas de produção?
  41. 41. 40Técnico em AdministraçãoCompetência 033.2.1 MRP/MRP IIO sistema MRP ("Material Requirements Planning" - Planejamento dasNecessidades de Materiais) surgiu durante a década de 60, com o objetivo deexecutar computacionalmente a atividade de planejamento das necessidadesde materiais, permitindo assim determinar, precisa e rapidamente, àsprioridades das ordens de compra e fabricação.É um sistema lógico de cálculo que converte a previsão de demanda emprogramação da necessidade de seus componentes. A partir do conhecimentode todos os componentes de um determinado produto e os tempos deobtenção de cada um deles, podemos, com base na visão de futuro dasnecessidades, calcular o quanto e quando se deve obter de cada item, deforma que não haja falta e nem sobra no suprimento das necessidades daprodução.Assim, o MRP como hoje o conhecemos penas se tornou viável com o adventodo computador. O MRP utiliza softwares cada vez mais sofisticados. Elementos de um Sistema MRPLista de material (BOM): é a parte mais difícil e trabalhosa do projeto. Todosos produtos da linha de fabricação devem ser detalhados em todos os seuscomponentes, subcomponentes e peças. É importante manter uma lista demateriais atualizada.Controle de estoques: a informação sobre os estoques disponíveis sãoessenciais para a operação de um sistema MRP. Estoques de segurançadevem ser contemplados nos sistemas MRP, a fim de absorver eventuaisocorrências não previstas, como greves, inundações, etc. Você conhecerámais sobre o assunto na disciplina de Estoques.
  42. 42. 41ProduçãoCompetência 03Plano mestre: o plano mestre retrata a demanda a ser atendida, já depuradados fatores externos. Isto é, aquilo que deve ser efetivamente produzido. Porse tratar de uma previsão, contém as incertezas inerentes ao futuro. Osistema MRP deve contemplar as possibilidades de alteração nas demandasprevistas.Compras: um dos produtos do MRP, como já mencionado, é uma relação dositens que devem ser comprados. A partir dessa listagem o departamento decompras pode atuar. Com o advento das parcerias, é grande o número deempresas que têm seus sistemas interligados, e os pedidos dereabastecimento são feitos diretamente pelo computador. Trata-se do EDI(Electronic Data Interchange) que atualmente está sendo substituído comvantagens pela Extranet/Internet. Você provavelmente já estudou sobre oassunto na disciplina de T.I.Instrumento de planejamento: Permite o planejamento de compras, como jávisto, de contratações ou demissões de pessoal, necessidades de capital degiro, necessidades de equipamentos e demais insumos produtivos.Simulação: Situações de diferentes cenários de demanda podem sersimuladas e ter seus efeitos analisados. É um excelente instrumento para atomada de decisões gerenciais.Custos: Como o MRP baseia-se na "explosão" dos produtos, levando aoconhecimento detalhado de todos os seus componentes, e, no caso do MRP II,de todos os demais insumos necessários à fabricação, fica fácil o cálculodetalhado voltado justamente para o custeio dos produtos.Alguns benefícios trazidos pelo MRP são: redução do custo de estoque;melhoria da eficiência da emissão e da programação; redução dos custosoperacionais e aumento da eficiência da fábrica.
  43. 43. 42Técnico em AdministraçãoCompetência 03O fluxo de informações de entrada e saída de um sistema de MRP estáilustrado na figura 30, a seguir.Figura 30 – Fluxo de informações de um Sistema MRPFonte: Martins, 1993. Departamento de Engenharia de Produção de Sistemas daUniversidade Federal de Santa Catarina.O sistema MRP II ("Manufacturing Resources Planning" - Planejamento dosRecursos da Manufatura) é a evolução natural da lógica do sistema MRP, coma extensão do conceito de cálculo das necessidades ao planejamento dosdemais recursos de manufatura e não mais apenas dos recursos materiais.Como a sigla de Manufacturing Resources Planning (MRP) é a mesma deMaterial Requirement Planning (MRP), convencionou-se chamar a primeira deMRP II.Podemos definir MRP II como um sistema de administração da produção, emque os planos de longo prazo de produção, agregados (que contemplam níveisglobais de produção e setores produtivos), são sucessivamente detalhados atése chegar ao nível do planejamento de componentes e máquinas específicas.
  44. 44. 43ProduçãoCompetência 03Quando se trata de um software baseado em MRP II, é fornecida umaquantidade bem maior de dados sobre o produto, como preço unitário,fornecedores, processo de fabricação, equipamentos, roteiros de fabricação erespectivos centros de custos, mão-de-obra utilizada por categoriasprofissionais, ferramentas utilizadas e respectivo consumo, alterações noBOM e datas a partir das quais entrarão em vigor, etc.O sistema MRP II é um sistema integrado de planejamento e programação daprodução, baseado no uso de computadores. Estes softwares sãoestruturados de forma modular, possuindo diversos módulos que variam emespecialização e números.3.2.2 JIT – Just In TimeNum ambiente JIT, o planejamento da produção se faz tão necessário quantoem qualquer outro ambiente, já que um sistema de manufatura JIT precisasaber quais os níveis necessários de materiais, mão-de-obra e equipamentos.O princípio básico da filosofia JIT, no que diz respeito à produção é atender deforma rápida e flexível à variada demanda do mercado, produzindonormalmente em lotes de pequena dimensão. O planejamento eprogramação da produção dentro do contexto da filosofia JIT procura adequara demanda esperada às possibilidades do sistema produtivo.O planejamento mensal da produção resulta em um Programa Mestre deProdução que fornece a quantidade de produtos finais a serem produzidos acada mês e os níveis médios de produção diária de cada estágio do processo.Com um horizonte de três meses, o mix de produção pode ser sugerido comdois meses de antecedência e o plano detalhado é fixado com um mês deantecedência ao mês corrente. Os programas diários são então definidos apartir deste Programa Mestre de Produção.
  45. 45. 44Técnico em AdministraçãoCompetência 03Já a programação diária é feita pela adaptação diária da demanda deprodução usando sistemas de puxar sequencialmente a produção, como osistema Kanban. A figura 32 exemplifica um modelo de estrutura deprogramação de produção nivelada, adaptado do sistema utilizado na Toyota.Figura 31 – Estrutura de programação da produção nivelada aplicável a umsistema JITFonte: Departamento de Engenharia de Produção de Sistemas da UniversidadeFederal de Santa Catarina (2013)A filosofia JIT procura fazer com que os produtos fluam de forma suave econtínua através das diversas fases do processo produtivo. A ênfase prioritáriado sistema JIT para as linhas de produção é a flexibilidade.Uma vez estabelecido o Plano Mestre de Produção e balanceadas as linhas deprodução, é necessário "puxar" a produção dos componentes através detodos os estágios do processo produtivo para a montagem final dos produtos,ou seja, do final ao início da produção de um produto. Você sabe em quesentido foi falado aqui sobre "puxar" a produção? Consiste em retirar as peçasnecessárias do processo anterior, iniciando o ciclo na linha de montagem final,pois é aqui que chega a informação com exatidão de tempo e quantidadesnecessárias de peças para satisfazer à demanda. O processo anterior, então,
  46. 46. 45ProduçãoCompetência 03produz somente as peças retiradas pelo processo subsequente, e assim, cadaestágio de fabricação retira as peças necessárias dos processos anteriores aolongo da linha.Neste sistema de "puxar" a produção, o controle é feito pelo sistema kanban,que é um sistema de informação através do qual um posto de trabalhoinforma suas necessidades de mais peças para a seção precedente, iniciando oprocesso de fabricação entre estações de trabalho apenas quando houvernecessidade de produção, garantindo assim a eficiência do sistema de "puxar"a produção.O fluxo e o controle da produção em um ambiente JIT, controlado porKanban, é mais simples que num ambiente de produção tradicional. As peçassão armazenadas em recipientes padronizados, contendo um númerodefinido destas, acompanhado do cartão Kanban de identificaçãocorrespondente. Cada cartão Kanban representa uma autorização parafabricação de um novo conjunto de peças em quantidades estabelecidas.Cada setor é responsável pelo fornecimento das peças requisitadas, no prazode reposição, na quantidade estipulada no cartão Kanban e com a qualidadegarantida para evitar paradas desnecessárias do processo produtivo. Lembra-se desse assunto na primeira competência?3.2.3 OPTO OPT ("Optimized Production Technology" - Tecnologia de ProduçãoOtimizada) é uma técnica de gestão da produção, desenvolvida pelo físicoEliyahu Goldratt, que vem sendo considerada como uma interessanteferramenta de programação e planejamento da produção. O OPT compõe-sede dois elementos fundamentais: sua filosofia (composta de nove princípios) eum software.
  47. 47. 46Técnico em AdministraçãoCompetência 03Segundo a filosofia OPT, para se atingir a meta é necessário que no nível dafábrica se aumentem os ganhos e ao mesmo tempo se reduzam os estoques,gargalos e as despesas operacionais.Você sabe o que é um gargalo de produção? Os "gargalos" são todos ospontos dentro de um sistema industrial que limitam a capacidade final deprodução. E por capacidade final de produção devemos entender aquantidade de produtos disponibilizados ao consumidor final em umdeterminado intervalo de tempo. É uma designação do componente quelimita o desempenho ou a capacidade de todo um sistema, que se diz ter umestrangulamento. Trata-se de uma derivação metafórica do gargalo de umagarrafa, na qual a velocidade de saída do líquido é limitada pela dimensão dogargalo.Para exemplificar, imaginemos uma indústria cujo setor de manufatura tenhacapacidade para produzir mil unidades por hora de um determinado produto.Se o setor de embalagem dessa mesma indústria for capaz de embalar apenasoitocentas unidades por hora, teremos aí um gargalo, uma vez que a linha deprodução não poderá trabalhar com sua capacidade total, pois o setorseguinte não é capaz de embalar todas as peças. Ou então, caso a produçãodas mil unidades seja mantida, será necessário estocar produtos nãoembalados, o que significará custos para a empresa.Os princípios da filosofia OPT são:1. Balancear o fluxo e não a capacidade.A filosofia OPT advoga a ênfase no fluxo de materiais e não na capacidade dosrecursos, justamente o contrário da abordagem tradicional.2. O nível de utilização de um recurso não gargalo não é determinado porsua disponibilidade, mas sim por alguma outra restrição do sistema.
  48. 48. 47ProduçãoCompetência 033. A utilização e a ativação de um recurso não são sinônimos.Ativar um recurso, quando sua produção não puder ser absorvida por umrecurso gargalo, pode significar perdas com estoques. Como neste caso nãohouve contribuição ao atingimento dos objetivos, a ativação do recurso nãopode ser chamada de utilização.4. Uma hora perdida num recurso gargalo é uma hora perdida por todo osistema produtivo.Como é o recurso gargalo que limita a capacidade do fluxo de produção, umahora perdida neste recurso afeta todo o sistema produtivo.5. Uma hora economizada num recurso não gargalo é apenas uma ilusão.Uma hora ganha em um recurso não gargalo não afeta a capacidade dosistema, já que este é limitado pelo recurso gargalo.6. Os gargalos governam o volume de produção e o volume dos estoques.7. O lote de transferência pode não ser e, frequentemente, não deveria ser,igual ao lote de processamento.Dentro do contexto da filosofia OPT, a flexibilidade em que os lotes serãoprocessados é essencial para uma eficiente operação do sistema produtivo.8. O lote de processamento deve ser variável e não fixo.Na filosofia OPT, o tamanho lote de processamento é uma função daprogramação que pode variar de operação para operação.9. A programação de atividades e a capacidade produtiva devem serconsideradas simultaneamente e não sequencialmente. Os lead time são umresultado da programação e não podem ser predeterminados.
  49. 49. 48Técnico em AdministraçãoCompetência 03Considerando as limitações de capacidade dos recursos gargalos, o sistemaOPT decide por prioridades na ocupação destes recursos e, com base nasequência definida, calcula como resultado os lead time e, portanto, podeprogramar melhor a produção.Os 9 princípios correspondem a apenas um elemento do OPT, vamos agoraconhecer um pouco sobre o software, que é composto de quatro módulos: OPT: programa os recursos RRC (recurso restritivo crítico) com uma lógicade programação finita para a frente; BUILDNET: cria e mantém a base de dados utilizada; SERVE: ordena os pedidos de utilização de recursos e programa osrecursos considerados não gargalos; SPLIT: separa os recursos em gargalos e não gargalos.Algumas características importantes do OPT, que podem ser bem exploradaspelas empresas são: Facilita a flexibilidade do sistema produtivo de alterar seu mix deprodução; Pode ser usado como um simulador da fábrica, considerando somente osrecursos críticos ou prováveis gargalos nas simulações efetuadas.3.3 Indicadores de DesempenhoAcabamos de conhecer um pouco mais sobre a administração da produção.Entender sobre PCP é essencial para bons resultados de uma empresa. Entre oplanejamento e a execução desse planejamento, muita coisa acontece até sechegar ao produto/serviço final. Medir alguns desses acontecimentos éextremamente importante para tomar as decisões certas para a empresa e éaí que entram os indicadores de desempenho. Vamos conhecer um poucosobre eles?
  50. 50. 49ProduçãoCompetência 03Um elemento essencial na gestão de qualquer organização com foco emresultados é o uso de indicadores de desempenho institucional no processode tomada de decisão.Figura 32 – Indicadores de Desempenho como elemento facilitador àoperacionalização e à tomada de decisãoFonte: GIL, Antônio de Loureiro. Qualidade Total nas Organizações: indicadores dequalidade, gestão econômica da qualidade, sistemas especialistas de qualidade.São Paulo: Atlas, 1992.Para que uma organização possa ser adequadamente gerenciada é necessárioque seus gestores possuam um “painel de instrumento”, com um conjunto deindicadores monitorando o seu desempenho e indicando se está indo bem ounão.Um indicador de desempenho é um dado numérico a que se atribui umameta, que é trazido periodicamente à atenção dos gestores de umaorganização. Representa informações quantitativas, úteis à tomada dedecisão, bem como mede e avalia o comportamento dos aspectos principaisde produtos e de processos. É uma ferramenta básica para o gerenciamentoda empresa e as informações que fornece são essenciais para o processo detomada de decisão. Pode ser obtido durante a realização de um processo ouao seu final.“Não se gerencia oque não se mede;não se mede o quenão se define, nãose define o que nãose entende, não hásucesso no que nãose gerencia.”Deming
  51. 51. 50Técnico em AdministraçãoCompetência 03Um sistema de indicadores deve estar estruturado de maneira que forneçainformações claras e concisas, adequadas ao usuário das mesmas. A chave doaperfeiçoamento é a medida do nível atual de qualidade e, a partir daí, oestabelecimento de um processo que efetivamente eleve este nível. Umsistema de indicadores eficaz ajuda a desvendar o relacionamento entre aempresa ou o processo e seus clientes. A preocupação básica é saber se ocliente está satisfeito, e o que podemos fazer para melhorar.Um sistema de medição bem feito resulta em inúmeros benefícios aoempresário e à empresa, tais como: Informações confiáveis a respeito do que está certo ou errado naempresa; Identificação de pontos estratégicos e priorização de esforços emdireção a eles; Fornecimento de base para consenso sobre problemas, procedimentose soluções, objetividade da avaliação; Possibilidade de acompanhamento histórico; Definições sobre papéis e responsabilidades; Medição de graus de eficiência e eficácia da empresa.Deve haver consciência de que os indicadores são desenvolvidos a partir dolevantamento das ações necessárias para alcançar os objetivos da empresa,ou seja, o gerenciamento do sistema organizacional, pois não surgem “aoacaso”, e a partir das exigências dos diversos interessados, uma vez que elasservem para fornecer informações relevantes sobre o comportamentoesperado da empresa como um todo.Você sabia que são vários os tipos de indicadores de desempenho? Sim, sãovários! Mas, nesta competência, vamos manter o foco em dois dos maisusados:
  52. 52. 51ProduçãoCompetência 031) Indicadores de Produtividade (eficiência): medem a proporção de recursosconsumidos com relação às saídas dos processos.São encontrados dentro dos processos e tratam da utilização dos recursospara a geração de produtos e serviços. Servem para identificar e prevenirproblemas nos processos, estando ligados intimamente aos indicadores dequalidade.Alguns exemplos de fórmulas:____Total Produzido____Recursos Utilizados____ Quantidade de contratos Fechados____ X 100Quantidade de contratos programados - meta2) Indicadores de Qualidade (eficácia): focam as medidas de satisfação dosclientes e as características do produto/serviço.Também conhecidos como indicadores da satisfação dos clientes/usuários,medem como o produto/serviço é visto pelo cliente e a capacidade doprocesso em atender aos requisitos dos clientes. Devem ser aplicados para aorganização como um todo, para um processo e/ou uma área. Devem serbaseados em pesquisas de opinião ou controles, não em impressões ou“achismo”.Alguns exemplos de fórmulas:Total de produtos perfeitosTotal de produtos____ Nº cartas corretas____ X 100Nº cartas digitadasX 100Produtividade =____Saídas_____Entradas
  53. 53. 52Técnico em AdministraçãoCompetência 03____ Total de saídas erradas____ X 100Total de saídas (produtos/serviços)Você concluiu a terceira competência e, com certeza, já aprendeu conceitosmuito importantes para a disciplina Produção. No entanto, falta apenas umpasso mais: a última competência, onde você conhecerá as boas práticas deprodução e entenderá que o conceito de produtividade envolve muitosfatores. Não basta apenas produzir, mas é importante considerar as pessoasenvolvidas, pensar na satisfação do cliente, na preservação do meio ambiente,etc. Chega de falar, vamos à quarta competência!Quando vocêmultiplica a relação deum indicador por 100,está automaticamentelocalizando opercentual (%) desseindicador. Ex.:Nº cartas corretas_ x 100Nº cartas digitadas= % cartas corretas
  54. 54. 53ProduçãoCompetência 044. COMPETÊNCIA 04 | CONHECER AS BOAS PRÁTICAS EMPRODUÇÃOAté agora, você conheceu passos muito importantes para uma adequadaprodução, com bons resultados para a empresa. Nessa quarta e últimacompetência, aprenderá um pouco mais sobre outros fatores que devem serconsiderados em conjunto com a produção.De que adiantaria uma empresa de cursos atingir a meta de treinar 1.000alunos por mês, se a qualidade desse treinamento fosse péssima? Vocêalimentaria o seu indicador de treinamento, mas os alunos não maisretornariam insatisfeitos com a má qualidade do treinamento. E o que vocêdiria de uma fábrica que bate o recorde de produção no mês, mas tem oresultado de cinco pessoas acidentadas?Nessa competência, você terá resposta a esta pergunta: apenas ter a saída deprodutos e serviços é suficiente ou a empresa deve considerar outrosaspectos ao longo do processo?4.1 Tipos de controleSão muitos os tipos de controle que podem ser realizados na produção debens e/ou prestação de serviços, basta à empresa escolher aqueles que lhesão mais interessantes. Como exemplos, podem ser citados: o controle dosprazos, do material, dos custos, do trabalho, da qualidade, etc.Neste item vamos abordar especificamente os mecanismos e instrumentos decontrole do trabalho, que se subdividem, basicamente, em duas áreas:controle das máquinas e equipamentos e controle da mão-de-obra, conformedemonstrado a seguir.
  55. 55. 54Técnico em AdministraçãoCompetência 04Figura 33 – Tipos de controle mais frequentesA Autora (2013)Controlar os prazos que são estabelecidos é muito importante para osresultados da empresa. A razão de existir da empresa é o cliente e se esse nãorecebe seus produtos ou serviços no tempo acordado, não ficará satisfeito epode vir a não mais fazer negócio com a empresa. Vale ressaltar que tambémé importante controlar os prazos dos clientes internos.Para conseguir produtos de qualidade, devem ser tomados cuidados desde omomento em que são selecionados os fornecedores e que os materiais sãorecebidos, bem como armazenados. Os materiais que são usados naelaboração dos produtos ou serviços influenciam diretamente na qualidadedaquilo que chegará ao cliente, portanto, implantar controles nos materiaistrará grandes benefícios para a empresa.Ora, não pode haver lucro se a empresa gasta mais para produzir do que ocusto total do seu produto ou do preço de venda, não é? Se a empresa gastarmais durante a elaboração do produto/serviço do que recebe de volta dosclientes, não se sustentará. Se o preço de um produto ou serviço for muitoalto, o cliente pode não se interessar em comprar. Até se você já vendeupicolés quando criança sabe bem de tudo isso! É simples: é preciso gastarmenos para garantir a produtividade da empresa! Lembra o conceito deprodutividade? Controlar os custos da empresa, então, está diretamenteligado à produtividade.
  56. 56. 55ProduçãoCompetência 04Nesta Competência, em especial, você já leu algumas vezes a palavraqualidade. Como cliente, você gostaria de comprar uma camisa que perde acor na primeira lavagem? Certamente sua resposta é “não”, pois ninguémgostaria. Sendo assim, controlar a qualidade dos processos e dos produtos éimprescindível para manter os clientes e conquistar novos.Por fim, é interessante que as empresas controlem os trabalhos realizados.Dentro desse conceito, podemos detalhar o controle da carga de máquina eda carga de mão de obra.Carga de máquina: é a quantidade necessária de tempo de funcionamento deuma máquina e/ou equipamento, a fim de cumprir um determinado volumede produção. Nesse sentido, entendemos volume de produção como aatividade a ser executada por (ou com) aquela máquina, representado pelotempo de fabricação das peças ou produtos que devem ser processados nessedia de trabalho.Exemplo: uma máquina de costura que precisa ficar 380 minutos funcionandonum dia de trabalho para que sejam costuradas 100 calças a um tempo médiode 3,8 minutos por calça.Carga de mão de obra: significa a determinação dos recursos de mão de obranecessários para cumprir um determinado programa de produção numespecífico período de tempo.Exemplo: digamos que para cumprir determinada atividade sejam necessárias32 horas de trabalho humano. Para realizar esta tarefa num dia de trabalho de8 horas, portanto, será necessário contar com 4 pessoas.O dimensionamento das máquinas e dos equipamentos, bem como aquantificação de pessoas necessárias para operar um sistema produtivo,integra o conjunto de atividades relacionadas à função do Planejamento eControle da Produção (PCP).
  57. 57. 56Técnico em AdministraçãoCompetência 044.2 SustentabilidadeVocê provavelmente já ouviu falar sobre sustentabilidade, mas conhece o seusignificado? Podemos simplificar o seu conceito dizendo que é umacaracterística ou condição de um processo ou de um sistema que permite asua permanência, em certo nível, por um determinado prazo. O uso dosrecursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não podecomprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras.A sustentabilidade nas empresas tem sido foco das discussões sobre atemática que envolve questões não apenas ambientais, mas que tambémvisam o crescente lucro, ou de condições favoráveis às indústrias. Uma dasperguntas centrais das discussões em torno do desenvolvimento sustentáveldas empresas é: como é possível torná-las ecologicamente éticas e ao mesmotempo produtivas (que gerem lucros rápidos)?A forma mais utilizada para tornar a empresa sustentável é, sem dúvida, aadoção de projetos sustentáveis com vistas na geração de energia limpa erenovável, além de medidas de ordens sociais e ambientais que possam servantajosas, como por exemplo, as atitudes que permitam uma geração deemprego sustentável nas comunidades que extraiam a matéria prima utilizadaem uma indústria. Outro exemplo de atitude sustentável é a reeducação dosfuncionários e o treinamento destes para tornar a produção maisecologicamente ética.Figura 34 – Empresa sustentávelFonte: Blog Empresa Verde (2013)
  58. 58. 57ProduçãoCompetência 04Algumas das ações mais comuns para garantir a sustentabilidade dasempresas você poderá conferir a seguir: Coleta seletivaColeta seletiva é o recolhimento dos materiais que são possíveis de seremreciclados, previamente separados na fonte geradora. Dentre estes materiaisrecicláveis podemos citar os diversos tipos de papéis, plásticos, metais evidros.A implantação de sistemas para a coleta seletiva de lixo é uma das soluçõespara a administração do problema da destinação dos resíduos sólidos, o lixo,gerado diariamente nas empresas ou nas cidades. A coleta seletiva possibilitaa diminuição da quantidade de lixo enviada para aterros sanitários ou usinasde tratamento de lixo orgânico, o desenvolvimento das indústrias dereciclagem, a diminuição da extração de recursos naturais, a redução doconsumo de energia e da poluição, e ainda contribui para a limpeza da cidade,para a conscientização dos cidadãos a respeito do tema e gera empregos.Figura 35 – Modelos de coletores de resíduos sólidosFonte: Blog Unidos por Analândia (2013) Tratamento de resíduosO tratamento de resíduos consiste no conjunto de métodos e operaçõesnecessárias para respeitar as legislações aplicáveis aos resíduos, desde a suaCores comumenteusadas nareciclagem: Azul -Papel/Papelão Amarelo -Metal Verde - Vidro Vermelho -Plástico Marrom -Orgânico Cinza - Lixocontaminadoque não seráencaminhado àreciclagem Preto -Madeira Branco - Lixohospitalar/saúde Laranja -ResíduosPerigosos Roxo -ResíduosRadioativosA reciclagem é otermo geralmenteutilizado paradesignar oreaproveitamentode materiaisbeneficiados comomatéria-prima paraum novo produto.
  59. 59. 58Técnico em AdministraçãoCompetência 04produção até o destino final com o intuito de diminuir o impacto negativo nasaúde humana, assim como no ambiente.Quando falamos sobre coleta seletiva, conhecemos sobre os resíduos sólidos,que muitos chamam de lixo. A própria coleta seletiva é uma forma de iniciarseu tratamento, separando-os por tipo para que depois sejam destinados parareciclagem, reaproveitamento, etc.No entanto, outro resíduo muito comum nas empresas é o líquido, tambémchamado de efluentes. Já imaginou uma empresa de produtos químicos quelava os seus tanques com resíduos de produtos diariamente? Para onde iriaessa água, para o lençol freático? Não! Isso contaminaria os nossos rios,mares e comprometeria a vida existente nesses ambientes(consequentemente comprometeria as nossas vidas). Sendo assim, tratar taisresíduos antes de destiná-los ao ambiente é importante para promover asustentabilidade. TreinamentoConscientizar os funcionários sobre a importância de mudar seuscomportamentos dentro e fora da empresa é um dos passos mais importantespara promover a sustentabilidade. Pessoas que têm a consciência de queprecisam preservar o ambiente, de forma que seus filhos e netos possam viverbem, acabam criando um comportamento sustentável, consumindo apenas oque é necessário, jogando lixo apenas em locais apropriados, etc.4.3 Gestão com pessoasEntre as décadas de 50 e 90, surgiu uma nova visão do tratamento daspessoas, criando-se os departamentos de recursos humanos, tratando-ascomo uma extensão dos demais recursos organizacionais, ou seja, igualando-as em importância aos recursos financeiros, recursos materiais, recursosfísicos, etc.Jogue o lixo no lixo!Se você está comalgum lixo na mão,jogue em algumlixeiro. Não jogueno meio da rua, nasmatas, nas praias,no mar ou nos rios.Você jogaria lixo nochão da sua sala?Esses lixos/resíduosque são jogados emqualquer lugarentopem os bueirose causaminundação; matamanimais sufocados;entre muitos outrosmalefícios!Tenha umcomportamentoconsciente!
  60. 60. 59ProduçãoCompetência 04A partir daí, surgem às especializações da atividade de RH (RecursosHumanos) como recrutamento, seleção, treinamento, cargos e salários, etc.A partir do início da década de 90, com a espantosa evolução da tecnologia dainformação, o mundo tornou-se uma aldeia global, com informações maisintegradas, rápidas. Mudanças profundas e radicais impactam profundamentetoda a humanidade em uma velocidade antes nunca vista.Surgiu uma nova época: a Era da Informação ou Era do Capital Intelectual.Uma revolução tão grande trouxe um forte impacto nas pessoas e nasorganizações. Nesse novo contexto, o detentor do capital mais valioso para asorganizações – a pessoa – passa a ser mais valorizado. A criatividade einovação passam a ser requeridas.Veio à necessidade de tratar a pessoa não mais como um “recurso” humanoequiparado aos demais recursos empresariais, mas como um elementodiferenciado para o sucesso organizacional. O “talento” a ser descoberto edesenvolvido. O conceito “gestão de pessoas” surgiu nesse momento.As organizações passaram a buscar mais do que a satisfação, mas a felicidadedos seus parceiros internos admitindo que, dessa forma, conseguiriam atrair ereter os melhores talentos que seriam os elementos-chave para o seusucesso. A responsabilidade sobre a atividade de gestão das pessoas deixoude ser centralizada em um órgão de RH e passou a ser descentralizada paracada gestor de negócios, independentemente de sua área de atuação; estepassou a ser gestor de sua equipe.Com a velocidade da mudança, hoje o conceito “gestão de pessoas” sofreuuma significativa transformação conceitual. Com uma nova geração entrandono mercado de trabalho, deu-se espaço para uma contribuição cada vez maisefetiva do conhecimento desse jovem, ansioso e com ambições legítimas deuma carreira rápida. Seria muito difícil e desafiador fazer a gestão dessas (ousobre essas) pessoas.
  61. 61. 60Técnico em AdministraçãoCompetência 04A forma inteligente de comprometê-las é ter uma gestão com elas. Umamaior intensidade nas interações relativas ao processo decisório de modo queas pessoas se sintam parte do processo de gestão, participando da definiçãodas políticas, das estratégias, da concepção dos projetos e processos e não sóexecutando-os; fornecendo um espaço significativo para o exercício dacriatividade e inovação.Sendo assim, envolver as pessoas é essencial para obter bons resultados.Capacitá-las, escutá-las, proporcionar benefícios, preocupar-se com seu bemestar e segurança, passaram a ser aliados da produtividade.Figura 36 – Pessoas alavancando os resultadosFonte: SIFE – CEFET RJ4.4 Segurança do TrabalhoA segurança do trabalho, além de ter exigência legal, é uma obrigação moraldas empresas. Não se deve mais pensar em fornecer os EPI’s necessários ougarantir condições adequadas de trabalho apenas para cumprir a lei, mas simpor entender que a preocupação com as pessoas deve ser genuína. Não sepode falar de produtividade sem falar de segurança. Uma empresa não podeser considerada produtiva se infringir as suas normas e proporcionar muitosacidentes para que seja possível atingir as suas metas.EPI: Equipamentode ProteçãoIndividual.Exemplos:capacete, luva,protetor auricular,etc.
  62. 62. 61ProduçãoCompetência 04Ergonomia é um conjunto de ciências e tecnologias que procura a adaptaçãoconfortável e produtiva entre o ser humano e o seu ambiente de trabalho,procurando adaptar as condições de trabalho às características do serhumano, resultando no princípio mais importante da ergonomia: adaptar otrabalho ao homem.As atividades que exigem movimentos repetitivos, força excessiva, posturasestáticas ou inadequadas, digitação por tempo prolongado, entre outras,podem levar a dores musculares. Esses tipos de atividades sem alternância,pausas para descanso e/ou mudanças de postura podem ser prejudiciais. Épossível trabalhar com maior segurança e conforto adotando-se algumasmedidas simples, baseadas em exercícios de alongamento e de relaxamentomuscular, que ajudam também a diminuir o estresse, a fadiga, corrigir apostura e reduzir as chances de lesões.A ergonomia como ciência teve sua origem em estudos e pesquisas na área daFisiologia do Trabalho, mais especificamente na fadiga e no consumoenergético provocado pelo trabalho. Estes estudos tiveram como objetivodiagnosticar os problemas que causavam a fadiga no trabalho e,consequentemente, procurar soluções que pudessem eliminar e/ou minimizareste sintoma.Na Inglaterra, durante a 1ª Guerra Mundial (1914 a 1917), fisiologistas epsicólogos foram chamados para colaborar no setor industrial como recursopara aumentar a produção de armamentos com a criação da Comissão deSaúde dos Trabalhadores na Indústria de Munições, em 1915. Com o fim daguerra, esta comissão foi transformada no Instituto de Pesquisa da FadigaIndustrial, que por sua vez, realizou diversas pesquisas sobre o problema dafadiga na indústria.Você sabe o quesignifica a palavraergonomia? Na suaorigem, estapalavra significa:ERGO = trabalho;NOMOS = regras;ou seja, umconjunto de regraspara se organizar otrabalho de formaeficiente e eficaz.
  63. 63. 62Técnico em AdministraçãoCompetência 04Em 1929, tal Instituto foi reformulado e passou a se chamar Instituto dePesquisa Sobre Saúde no Trabalho, sendo o campo de atuação e abrangênciadas pesquisas em Ergonomia. Nele foram realizadas pesquisas sobre posturasno trabalho e seus efeitos, carga manual e esforço físico, seleção etreinamento de trabalhadores, bem como, foram analisadas as consequênciasdas condições ambientais tais como, iluminação, ventilação, etc., na saúde eno desempenho do indivíduo no trabalho, delineando desde então anecessidade de agregação de conhecimentos interdisciplinares ao estudo dotrabalho.Durante a 2ª Guerra Mundial (1939 a 1945), a utilização de equipamentos einstrumentos bélicos, de concepção complexa e de alta tecnologia, exigia dosoperadores, habilidades acima de suas capacidades e em condiçõesambientais desfavoráveis e tensas no campo de batalha.Em função do elevado número de problemas encontrados decorrentes dainadequação ergonômica nos projetos de design dos equipamentos,instrumentos, painéis e consoles de operação, os esforços foram redobradospara adequar estes produtos às necessidades operacionais, à capacidade elimitações dos usuários, pilotos, controladores e operadores, objetivando amelhoria no desempenho, redução da fadiga e dos acidentes. Nasceram aí asprimeiras aplicações práticas da ergonomia; na concepção de projetos dedesign de produtos e postos de trabalho.Na atualidade, percebe-se que a maioria dos problemas ergonômicos estáexatamente onde sempre esteve: no projeto das máquinas, dosequipamentos, das ferramentas, do mobiliário e do posto de trabalho e,evidentemente, agravados pelas inadequações relativas à organização dotrabalho.Desta forma, se não houver a adaptação ergonômica do posto de trabalho osproblemas ergonômicos continuarão a existir. Estes problemas podem serminimizados com ações paliativas, tais como ginástica laboral, pausas durante
  64. 64. 63ProduçãoCompetência 04a jornada de trabalho, redução da jornada de trabalho, rotatividade detarefas, etc., mas jamais eliminados em sua totalidade, pois, com estas açõesnão se combate à causa e sim o efeito.Figura 37 – Exemplo de ginástica laboralFonte: ACHÈ (2013)Tendo como premissa, portanto, que a conquista da qualidade dos produtosou serviços e o aumento da produtividade só será possível com a qualidade devida no trabalho, a questão da ergonomia no posto de trabalho e do sistemade produção não é mais apenas uma necessidade de conforto e segurança,mas sim uma estratégia para a empresa sobreviver no mundo globalizado,bem como para atender requisitos legais e estatutários que regem as leis dospaíses.Levando em consideração o processo de desenvolvimento pelo qual passamos setores industriais e de serviços em nosso país com o processo deautomação e informatização, a adequação ergonômica dos postos de trabalho
  65. 65. 64Técnico em Administraçãoe do sistema de produção são necessidades imediatas e necessárias ao bomdesempenho das organizações.Com o processo de globalização que estamos vivendo, a organização parasobreviver precisa tornar-se mais competitiva, portanto é necessário que elamodernize seus recursos de infraestrutura, tais como máquinas,equipamentos, ferramentas, bem como os processos e métodos de execuçãodo processo produtivo. Para isso é necessário que se qualifique e capacite osseus colaboradores e proporcione boas condições de trabalho aos mesmos.A qualidade e a produtividade do produto ou do serviço estão intimamenteligadas ao posto de trabalho e ao sistema produtivo, e estes deverão estarergonomicamente adequados aos operadores, para que possam realizar suastarefas com conforto, eficiência e eficácia, sem causar danos à saúde física,psíquica e mental.Figura 38 – 7 erros no escritórioFonte: Núcleo Health Care (2013)Competência 04
  66. 66. 65ProduçãoCompetência 04Vale salientar que a questão ergonômica em uma empresa não se restringe arealizar a análise ergonômica para atender a NR-17 de ergonomia doMinistério do Trabalho, como muitos profissionais da área de Segurança doTrabalho fazem e conhecem e, muito menos, a prevenção das chamadasdoenças ocupacionais, tais como as Lesões por Esforço Repetitivo (LER) eDoenças Ocupacionais Relacionadas ao Trabalho (DORT).Mas atenção: a ergonomia não é a única forma de prevenção de acidentes,pois as empresas devem capacitar os seus funcionários a agirem de formasegura, a usarem os EPI’s, a não desativarem proteções das máquinas, amanejarem de forma segura carros, caminhões, motocicletas, etc. Ainda, asempresas devem proporcionar processos seguros aos seus colaboradores,sempre pensando em produtividade de forma a respeitar as condiçõeshumanas.4.5 QualidadeNunca se falou tanto em Qualidade e Produtividade como nos tempos atuais.Por que será? Na verdade, a Qualidade e a Produtividade sempre existiram,com maior ou menor importância e intensidade nas empresas. Acontece quea constante evolução do mundo moderno e, principalmente, o rápidodesenvolvimento da tecnologia, fizeram com que se abrisse um canal muitofluente de informações (como exemplo, o computador, os satélites, atelevisão, a telefonia, etc.).Com a informação, o cliente passou a ficar muito mais conhecedor de seusdesejos e mais exigente, como também as empresas descobriram maisrapidamente o que seus concorrentes estão fazendo de melhor.Daí, a busca contínua de uma melhor qualidade e produtividade.Você lembra-se do conceito de produtividade? Uma interpretação errônea detal conceito é a organização buscar o seu crescimento sem levar em conta aqualidade do que está sendo produzido ou do serviço que está sendoNo Brasil, asNormasRegulamentadoras,conhecidas comoNRs, regulamentame fornecemorientações sobreprocedimentosobrigatóriosrelacionados àsegurança emedicina dotrabalho. Existemcerca de 35 NR’s eessas normas sãocitadas no CapítuloV, Título II, daConsolidação dasLeis do Trabalho(CLT).A NR 17 trata sobreergonomia.
  67. 67. 66Técnico em AdministraçãoCompetência 04ofertado, pois de que adianta aumentar a quantidade de exigências de umcolaborador, se este também produzirá mais defeitos em consequência doaumento do esforço? Ou então a empresa se preocupar somente com oaumento da quantidade produzida ou da oferta de serviços e não levar emconta o retorno de produtos defeituosos do campo, o aumento da reclamaçãodos clientes e os custos de assistência técnica, por exemplo, decorrentes doaumento da produção com baixa qualidade?Qualidade é um conceito subjetivo que está relacionado diretamente àspercepções de cada indivíduo. Diversos fatores como cultura, modelosmentais, tipo de produto ou serviço prestado, necessidades e expectativasinfluenciam diretamente nesta definição. Para uma pessoa o preço podeinfluenciar na percepção de qualidade, para outra, pode ser o prazo deentrega, etc.No que diz respeito aos produtos e/ou serviços vendidos no mercado, hávárias definições para qualidade: "conformidade com as exigências dosclientes", "relação custo/benefício", "adequação ao uso", "valor agregado,que produtos similares não possuem"; "fazer certo à primeira vez"; "produtose/ou serviços com efetividade". Enfim, o termo é geralmente empregado parasignificar "excelência" de um produto ou serviço.Você sabia que a qualidade de um produto ou serviço pode ser olhada deduas visões? Sim, a do produtor e a do cliente. Do ponto de vista do produtor,a qualidade se associa à concepção e produção de um produto que vá aoencontro das necessidades do cliente. Do ponto de vista do cliente, aqualidade está associada ao valor e à utilidade reconhecidos ao produto,estando, em alguns casos, ligada ao preço.Do ponto de vista dos clientes, estes não avaliam um produto tendo em contaapenas uma das suas características, mas várias. Por exemplo, a suadimensão, cor, durabilidade, design, funções que desempenha, etc. Aqualidade tem muitas dimensões e é por isso mais difícil de definir. De tal
  68. 68. 67Produçãoforma, que pode ser difícil até para o cliente exprimir o que considera umproduto de qualidade.Figura 39 – Algumas práticas da qualidadeFonte: Cummins (2013)O cliente não avalia se um produto e ou serviço possui qualidade apenas pelopreço, ou por determinada característica, pelo contrário, a qualidade édeterminada quando o produto e ou serviço atingem a expectativa do cliente.A definição de qualidade deve sempre estar relacionada com a satisfação docliente.Do ponto de vista da empresa, contudo, se o objetivo é oferecer produtos eserviços (realmente) de qualidade, o conceito não pode ser deixado ao acaso.Tem de ser definido de forma clara e objetiva. Isso significa que a empresadeve apurar quais são as necessidades dos clientes e, em função destas,definir os requisitos de qualidade do produto. Os requisitos são definidos emtermos de variáveis como: comprimento, largura, altura, peso, cor,resistência, durabilidade, funções desempenhadas, tempo de entrega,simpatia de quem atende ao cliente, rapidez do atendimento, eficácia doserviço, etc. Cada requisito é em seguida quantificado, a fim de que aqualidade possa ser interpretada por todos (empresa, trabalhadores, gestorese clientes) exatamente da mesma maneira. Lembra-se dos indicadores? TodoCompetência 04
  69. 69. 68Técnico em AdministraçãoCompetência 04o funcionamento da "empresa de qualidade" gira em torno da oferta doconceito de qualidade que foi definido.Um dos pilares da qualidade é a padronização. É importante desenvolverpadrões escritos para que as pessoas saibam o que se espera delas e como seespera que elas realizem. A padronização, ainda, distribui e nivela oconhecimento dentro da empresa, de forma clara e precisa. Além disso, comos padrões estabelecidos, se torna possível estabelecer controles eindicadores, por exemplo, para estudar as causas dos problemas e entendercomo resolvê-los, de forma a aumentar a produtividade.Por fim, a qualidade tem como premissa a melhoria contínua: nunca algo estátão bom que não possa ser melhorado! A empresa deve buscar reduzir custos,melhorar seus processos, desenvolver técnicas para levantar o moral daspessoas, proporcionar melhorias aos produtos existentes, etc.Você chegou até aqui, ao final da disciplina Produção! Como foi essa jornada?Certamente, iniciou a primeira competência se perguntando que relação adisciplina Produção teria com o curso de Administração. Agora, concluindo aúltima competência, você conquistou mais uma etapa do seu crescimento,ganhou mais conhecimento que será aplicado em sua vida profissional.Continue empenhado (a) nas próximas disciplinas e muito sucesso em tudoaquilo que realizar!

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