0
ECOFISIOLOGIA DEPLANTASFORRAGEIRASAluno: Daniel StaciariniCorrêaOrientador: Dr. Aldi Fernandes de Souza FrançaUNIVERSIDADE...
Introdução Ecofisiologia Respostas morfofisiológicas das plantas ao meioambiente; Interações entre as plantas e seu mei...
Objetivos Enfocar as respostas morfofisiológicas dasplantas forrageiras às várias situações a quesão submetidas durante t...
Interações planta-ambienteFIGURA 1 – Modelo conceitual das relações planta-animal no ecossistema pastagem.Fonte: DA SILVA ...
Estratégias de CrescimentoCiclo FenológicoCurtoRápida capturade nutrientesAlta produção deMSRápido declínioda qualidadeMéd...
CiclovegetativoCiclofenológicoFertilidadePMS(t.ha-1)DMO(g.g-1)PB(g.kg-1)1º cicloCurto Alta 5,02a 0,66 102,7aMédio Alta 4,1...
DMO(g.g-1)PB(g.kg-1)Temperatura (oC) Temperatura (oC)FIGURA 2 – Digestibilidade da matéria orgânica (DMO) e teores de prot...
DMO(g.g-1)PB(g.kg-1)FIGURA 3 – Digestibilidade da matéria orgânica (DMO) e teores de proteína bruta (PB) das pastagens EF(...
Estratégias de CrescimentoP. maximum MombaçaP. maximum AruanaB. brizantha MaranduM. minutiflora GorduraB. brizantha Xaraés...
Estratégias de Crescimento Mombaça, Aruana e Marandu acumulammenos massa que os demais, pois priorizam ataxa de alongamen...
Índice de Área Foliar (IAF)Interceptação Luminosa (IL)• IAF = relação entre área foliar e perfilhos.• IL = diferença entre...
Ponto de CorteMassa Total Massa deFolhasMassa deColmosKg MS/ha95% IL 2.230b 1.940b 205b100% IL 4.800a 3.650a 845a28 dias 2...
ÍtemInterceptação Luminosa95% 100%Resíduo Pós-pastejo (cm) 30 50 30 50Massa ForragemPré-pastejo (kg MS ha-1) 4.580 6.127 7...
ForrageiraPeríodo dedescanso 95%IL (dias)Período dedescanso 100%IL (dias)Resíduo pós-pastejo (cm)Observação AutorMombaça22...
Parâmetro¹Interceptação Luminosa (%)85 95 97Carboidratos totais (%) 74,9 76,1 76,6Carboidratos não fibrosos (%) 4,9 5,9 4,...
Interceptação Luminosa em 95% Maior número de perfilhos; Mecanismo de compensação. Maior digestibilidade; Maior eficiê...
Desfolha Lotação contínua ou intermitente; Reduz a área foliar, a taxa de fotossíntese e oestoque de carbono da planta;...
 Após uma desfolhação severa, o suprimento decarbono da planta torna-se inferior à sua demandapara a manutenção e crescim...
FIGURA 4 – Fotomicrografia de meristemaapical.Fonte: SILVA et al. (2008).MeristemaApicalRegião de alocação preferencial de...
Preterimento ou escape Mudanças morfológicas ou fisiológicas que astornarão menos atrativas aos animais; Forma de cresci...
Pastejo RotacionadoPeríododescansoPré-pastejo Pós-pastejoAltura(cm)IAF IL (%) MS(kg ha-1)F/C TCC Perf. m-2 Altura(cm)IAF2,...
NascimentoemortedeperfilhosNascimentoemortedeperfilhosNascimentoemortedeperfilhosNascimentoemortedeperfilhosTempo (tempera...
Idade de corte MS (t/ha) PB (%) FDN (%) FDA (%) Hcel. (%) Cel. (%) Lig. (%)CASTRO et al. (2010) – Capim-tanzânia42 NA NA 6...
Pastejo Rotacionado O capim-tanzânia e o capim-elefanteapresentaram elevação nos teores de fibra àmedida que a idade de c...
Fonte: Adaptado de CEPLAC.GOV.BR e de DIAS-FILHO (2011)Gênero Capim Entrada (cm) Saída Maiorfertilidade (cm)Saída Menorfer...
Pastejo Contínuo A qualidade da pastagem é influenciada: Pela intensidade de pastejo (altura); Pela estação do ano; Fe...
VariávelAltura do pasto (cm)15 30 45FDN folhas (%) 70,9b 72,5a 72,9aLDA folhas (%) 2,7b 3,0a 3,1aPB colmos (%) 5,0a 4,2b 3...
Altura do pastoEstação do anoInverno Primavera VerãoComprimento da lâmina foliar (cm)25 10,3bA 13,2aA 13,3aA15 – 25 7,0cB ...
Capim Altura de pastejo (cm)Aruana 20Massai 35Mombaça e Tobiatã 60Tanzânia 50Humidicola e Braquiária 15Marandu 20Mulato, P...
Sombreamento A resposta das forrageiras ao sombreamento édependente da cultivar e se dá em função daintensidade ou da dur...
TratamentoHorasRFA (μmol fóton s-1 m-2)6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 MédiaSombreado 43 90 497 726 - 425 952 685 803 575 ...
EstaçãoGrau de sombreamento (%)50 18 Pleno SolTaxa de alongamento de folhas (mm perfilho-1 por dia)Verão 16,1aA 11,8bA 14,...
Classificação por tipofuncional Grande variabilidade de espécies de plantas pode limitar aescala dos estudos, limitando s...
Plantas de clima temperado(CRUZ et al., 2002) Tipo A: Vegetação precoce, com altas taxas de crescimento inicial, mas que ...
Captação de recursos(ambientes ricos)Conservação de recursos(ambientes pobres)Tipo A Tipo CTaxa de crescimento elevada;Pic...
 Pastagens compostas por forrageiras tipo A ou B: Alto valor nutritivo no início do primeiro ciclo vegetativo; Rápido d...
Cultivar TApF Filo. TAlF TAlC CFF FVP LFTanzânia 0.09bc 10.28abc 5.23ª 1.74ab 54.44ª 6.00abcd 72.08abcdeMombaça 0.11bc 9.4...
 VERÃO: Grupo 1: B. brizantha Xaraés e Marandu, P.maximum e P. infestum Massai, P. maximumMombaça; Grupo 2: M. minutifl...
 As divergências entre estudos mostram que ametodologia deve ser aprimorada e unificada: RODRIGUES et al. (2012) avaliar...
Considerações Finais Plasticidade Fenotípica: As plantas forrageiras tropicais possuem grande capacidade de adaptaçãoàs ...
Considerações Finais Manejo do Pastejo: O superpastejo pode levar ao desaparecimento da planta,enquanto o subpastejo pod...
Considerações Finais Classificação peloTipo Funcional Pode facilitar os estudos e o entendimento daspesquisas pelos prod...
OBRIGADO
Perfilho aéreoPerfilho aéreo novoPerfilho basilarPerfilho basilar novoMersitema ApicalEsquema de uma gramínea caracterizan...
TT = (T-Tb) x 1day, where T is the mean daily air temperature, calculated from the average of daily minimumand maximum air...
Ecofisiologia de plantas forrageiras
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Ecofisiologia de plantas forrageiras

3,684

Published on

0 Comments
2 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
3,684
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
251
Comments
0
Likes
2
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Transcript of "Ecofisiologia de plantas forrageiras"

  1. 1. ECOFISIOLOGIA DEPLANTASFORRAGEIRASAluno: Daniel StaciariniCorrêaOrientador: Dr. Aldi Fernandes de Souza FrançaUNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁSESCOLA DEVETERINÁRIA E ZOOTECNIAPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL
  2. 2. Introdução Ecofisiologia Respostas morfofisiológicas das plantas ao meioambiente; Interações entre as plantas e seu meio físico,químico e biótico; Conhecer respostas morfogênicas e estruturaisdas plantas aos diversos manejos a que sãosubmetidas.
  3. 3. Objetivos Enfocar as respostas morfofisiológicas dasplantas forrageiras às várias situações a quesão submetidas durante todo o seu cicloprodutivo, como a desfolhação, osombreamento e os manejos. Abordar o sistema de classificação de acordocom o tipo funcional da planta.
  4. 4. Interações planta-ambienteFIGURA 1 – Modelo conceitual das relações planta-animal no ecossistema pastagem.Fonte: DA SILVA & NASCIMENTO JR., (2007).
  5. 5. Estratégias de CrescimentoCiclo FenológicoCurtoRápida capturade nutrientesAlta produção deMSRápido declínioda qualidadeMédioLongoCaptura lenta denutrientesDeclínio gradualda qualidadeMaiorflexibilidade nomanejo
  6. 6. CiclovegetativoCiclofenológicoFertilidadePMS(t.ha-1)DMO(g.g-1)PB(g.kg-1)1º cicloCurto Alta 5,02a 0,66 102,7aMédio Alta 4,11a 0,64 126,4bLongo Baixa 2,42b 0,66 122,4b2º cicloCurto Alta 2,92a 0,69 106,8aMédio Alta 2,28b 0,69 134,2bLongo Baixa 1,53c 0,68 141,4b3º cicloCurto Alta 1,13a 0,74a 138,6aMédio Alta 0,62b 0,71b 147,9bLongo Baixa 0,59b 0,67c 139,0aFONTE: Adaptado de MICHAUD et al. (2012).TABELA 1 – Produção de matéria seca (PMS), digestibilidade da matéria orgânica(DMO) e proteína bruta (PB) dos três tipos de pastagens em três ciclosvegetativos.
  7. 7. DMO(g.g-1)PB(g.kg-1)Temperatura (oC) Temperatura (oC)FIGURA 2 – Digestibilidade da matéria orgânica (DMO) e teores de proteína bruta (PB)das pastagens EF (•), MF (■) e LP (▲) de acordo com o tempo decrescimento (temperatura) no primeiro ciclo fenológico.Adaptado de MICHAUD et al. (2012).
  8. 8. DMO(g.g-1)PB(g.kg-1)FIGURA 3 – Digestibilidade da matéria orgânica (DMO) e teores de proteína bruta (PB) das pastagens EF(•), MF (■) e LP (▲) de acordo com o tempo de crescimento (dias) no segundo (b) e terceiro (c)ciclos fenológicos.Adaptado de MICHAUD et al. (2012).Dias de crescimento Dias de crescimento
  9. 9. Estratégias de CrescimentoP. maximum MombaçaP. maximum AruanaB. brizantha MaranduM. minutiflora GorduraB. brizantha XaraésH. rufa JaraguáPanicum spp. MassaiRODRIGUES et al. (2011)VERÃO
  10. 10. Estratégias de Crescimento Mombaça, Aruana e Marandu acumulammenos massa que os demais, pois priorizam ataxa de alongamento de folhas emdetrimento do perfilhamento; Gordura, Xaraés, Jaraguá e Massai investemno desenvolvimento de novas folhas e novosperfilhos, o que faz com que estas cultivaresapresentem maiores taxas de crescimento.RODRIGUES et al. (2011)
  11. 11. Índice de Área Foliar (IAF)Interceptação Luminosa (IL)• IAF = relação entre área foliar e perfilhos.• IL = diferença entre a quantidade de luz que chegano dossel e a quantidade de luz que atinge o solo.• IAF crítico = situação em que 95% da luz incidenteé interceptada.– Máximo balanço entre os processos de crescimento esenescência - maior taxa de acúmulo de forragem.• IAF ótimo = 100% de interceptação luminosa.– Balanço de carbono nulo - não existe produção líquida.DA SILVA & NASCIMENTO JÚNIOR (2007); DA SILVA et al. (2008); SBRISSIA (2004)
  12. 12. Ponto de CorteMassa Total Massa deFolhasMassa deColmosKg MS/ha95% IL 2.230b 1.940b 205b100% IL 4.800a 3.650a 845a28 dias 2.510b 2.040b 274bTABELA 2 - Massa total, de folhas e de colmos na forragem pré-pastejo em capim-xaraés submetido a três estratégiasde desfolhação.Médias seguidas da mesma letra minúscula na coluna não diferem entre si (P>0,10) pelo testeTukeyFonte: Adaptado de PEDREIRA et al. (2009).86,99% de folhas76,04% de folhas81,27% de folhas
  13. 13. ÍtemInterceptação Luminosa95% 100%Resíduo Pós-pastejo (cm) 30 50 30 50Massa ForragemPré-pastejo (kg MS ha-1) 4.580 6.127 7.403 8.260Massa ForragemPós-pastejo (kg MS ha-1) 1.770 4.000 3.750 4.927Consumido (kg MS ha-1) 2.810 2.127 3.653 3.333Lâmina Foliar (%) 70,9 57,7 60,3 57,5Colmo (%) 14,7 18,9 26,4 22,1Disp. Total de Folhas (kg MS ha-1) 1.992 1.227 2.202 1.916Ciclos de Pastejo 7,0 8,3 6,0 5,8Eficiência de pastejo (%) 63,2 53,7 56,8 48,3Fonte: Adaptado de CARNEVALLI et al. (2006).TABELA 3 – Características do capim-mombaça sob duas interceptações luminosas eduas intensidades de pastejo.
  14. 14. ForrageiraPeríodo dedescanso 95%IL (dias)Período dedescanso 100%IL (dias)Resíduo pós-pastejo (cm)Observação AutorMombaça22 4030PrimaveraCARNEVALLIet al. (2006)24 37 Verão95 115 Out-Inv.Mombaça23 3550PrimaveraCARNEVALLIet al. (2006)25 31 Verão140 186 Out-Inv.Xaraés 22 31 15Set.-2005 aFev.-2006PEDREIRAet al. (2007)Marandu42 4810PrimaveraGIACOMINIet al. (2009)59 60 Verão210 234 Out-Inv.Marandu24 5615PrimaveraGIACOMINIet al. (2009)30 61 Verão215 214 Out-Inv.
  15. 15. Parâmetro¹Interceptação Luminosa (%)85 95 97Carboidratos totais (%) 74,9 76,1 76,6Carboidratos não fibrosos (%) 4,9 5,9 4,9FDN (%) 70,1 70,2 71,7FDA (%) 39,9 40,1 40,5Hemicelulose (%) 30,2 30,1 31,2Lignina (%) 3,4 4,1 3,7Proteína bruta (%) 11,6 10,9 10,0Extrato etéreo (%) 3,2 2,8 2,7Digestibilidade da MS (%) 58,8 50,3 37,1TABELA 4 – Composição bromatológica e digestibilidade aparente da matériaseca do capim-tanzânia de acordo com a frequência dedesfolhação.¹Todos os valores são médias do capim colhido no primeiro e quarto dias de ocupação dospiquetes.Fonte: Adaptado de VALENTE et al. (2010).
  16. 16. Interceptação Luminosa em 95% Maior número de perfilhos; Mecanismo de compensação. Maior digestibilidade; Maior eficiência de pastejo; Mais ciclos de pastejo;(BARBOSA et al., 2011); (CARNEVALLI et al., 2006); (GIACOMINI et al., 2009); (PEDREIRA et al., 2007)
  17. 17. Desfolha Lotação contínua ou intermitente; Reduz a área foliar, a taxa de fotossíntese e oestoque de carbono da planta; Permite a entrada de mais luz no dossel dopasto e reduz a competição entre indivíduos; As plantas desenvolveram estratégias para seadaptarem ao pastejo (preterimento ouescape e tolerância) (DA SILVA &NASCIMENTO JÚNIOR, 2006).
  18. 18.  Após uma desfolhação severa, o suprimento decarbono da planta torna-se inferior à sua demandapara a manutenção e crescimento, o balanço decarbono torna-se temporariamente negativo e asreservas orgânicas passam a ser utilizadas pararespiração e restituição da área foliar até que novasfolhas se desenvolvam e a capacidade fotossintéticado dossel seja restabelecida. A principal adaptação fisiológica das plantas após adesfolhação é a alocação preferencial de carbonopara os meristemas apicais de perfilhos e zonas deexpansão foliar com o objetivo de maximizar oaparecimento e alongamento de novas folhas.TolerânciaSILVA & NASCIMENTO JR. (2006).
  19. 19. FIGURA 4 – Fotomicrografia de meristemaapical.Fonte: SILVA et al. (2008).MeristemaApicalRegião de alocação preferencial de carbono nasplantas após a desfolhação:Meristema apical dos perfilhos e zonas deexpansão foliar (Fitômeros 1 – 8) com o objetivode maximizar o aparecimento e alongamento denovas folhas.Adaptação: Tolerância
  20. 20. Preterimento ou escape Mudanças morfológicas ou fisiológicas que astornarão menos atrativas aos animais; Forma de crescimento Desenvolvimento de estruturas
  21. 21. Pastejo RotacionadoPeríododescansoPré-pastejo Pós-pastejoAltura(cm)IAF IL (%) MS(kg ha-1)F/C TCC Perf. m-2 Altura(cm)IAF2,5 (25) 79,1C 9,1B 95,6A 4.571B 4,6A 182,8A 240,0A 40,7 2,13,5 (33) 97,9B 8,9B 96,5A 5.584AB 3,7B 159,5B 176,5B 44,2 1,54,5 (43) 117,2A 10,9A 96,4A 7.340A 1,7C 163,1B 148,4C 50,0 1,4CV (%) 12,5 15,4 1,5 19,2 21,9 11,3 22,4 - -TABELA 5 – Valores médios de características estruturais e da biomassa de forragem em pastosde capim-mombaça no pré e pós-pastejo, submetidos a períodos de descanso(folhas por perfilho)(1).(1)Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade; IAF, índice deárea foliar; IL, interceptação luminosa; MS, matéria seca por ciclo de pastejo; F/C, relação folha/colmo; TCC, taxa decrescimento da cultura; Perf. m-2, quantidade de perfilhos por área.Fonte: GOMIDE et al. (2007).A IL não diferiu entre os tratamentos;•Intenso alongamento docolmo, permitindo maior penetração daluz;•Maior densidade de perfilhos e seucrescimento prostrado nos piquetes sobperíodo de descanso mais curto, tornandoa interceptação luminosa mais eficiente.Período dedescansoGanho de peso(kg animal dia-1)2,5 0,638A3,5 0,473AB4,5 0,375B
  22. 22. NascimentoemortedeperfilhosNascimentoemortedeperfilhosNascimentoemortedeperfilhosNascimentoemortedeperfilhosTempo (temperatura acumulada) Tempo (temperatura acumulada)Tempo (temperatura acumulada) Tempo (temperatura acumulada)FIGURA 6 – Contribuição do nascimento (valores positivos) e da morte (valores negativos) de perfilhos àdensidade populacional de perfilhos de Chloris gayana sujeito à quatro tratamentos.80H=80% de IL e resíduo de 1,75 IAF; 80L=80% de IL e resíduo de 0,6 de IAF; 100H=100% de ILe resíduo de 1,75 de IAF; 100L=100% de IL e resíduo de 0,6 de IAF.Fonte: MARTÍNEZ CALCINA et al. (2012).
  23. 23. Idade de corte MS (t/ha) PB (%) FDN (%) FDA (%) Hcel. (%) Cel. (%) Lig. (%)CASTRO et al. (2010) – Capim-tanzânia42 NA NA 69,98b 36,10b 33,85 29,79b 6,22ab63 NA NA 71,75b 37,00b 34,66 31,78ab 4,84b84 NA NA 73,95ab 39,73b 34,02 33,64ab 5,82ab107 NA NA 73,32ab 39,95b 33,84 33,15ab 6,20ab126 NA NA 76,64a 43,60a 32,81 34,15a 8,93aSOARES et al. (2009) – Capim-elefante30 12,8 11,4a 62,9b 32,6 NA NA NA45 15,9 10,5ab 65,5ab 33,2 NA NA NA60 18,2 9,1b 70,1a 35,8 NA NA NATORO VELÁSQUEZ et al. (2010) – Capim-tifton 85 (Janeiro – Março)28 NA 11,58a 68,33b 31,60 NA NA 3,55a35 NA 11,69a 69,59a 31,60 NA NA 3,65a42 NA 10,93b 69,02b 31,75 NA NA 2,74bTORO VELÁSQUEZ et al. (2010) – Capim-tifton 85 (Abril – Junho)28 NA 13,42b 68,88 34,07a NA NA 4,87a35 NA 15,19a 68,94 30,34c NA NA 3,52c42 NA 13,44b 70,27 31,86b NA NA 3,90b
  24. 24. Pastejo Rotacionado O capim-tanzânia e o capim-elefanteapresentaram elevação nos teores de fibra àmedida que a idade de corte avançou Tifton sofreu redução do teor de proteínabruta, revelando que a idade da plantainfluencia seu valor nutritivo; É natural a diminuição na qualidade daforragem com o avanço da idade devido àpresença de maior percentual de colmo e defolhas mortas, em relação às folhas verdes.(CASTRO et al., 2010; GOMIDE & GOMIDE, 2001, SANTOS et al., 2010)SOARES et al.,2009;TOROVELÁSQUEZ et al., 2010)
  25. 25. Fonte: Adaptado de CEPLAC.GOV.BR e de DIAS-FILHO (2011)Gênero Capim Entrada (cm) Saída Maiorfertilidade (cm)Saída Menorfertilidade (cm)Pennisetum purpureum Elefante 110-120 40-50 ----Panicum Aruana 30 10 15Massai 45 20 30Mombaça 90 30 50Tanzânia 70 30 50Tobiatã 90 30 40Brachiaria Braquiária 20 5 10Humidicola 20 5 10Marandu 25 15 20Mulato 30 15 20Piatã 35 15 20Xaraés 30 15 20Cynodon Estrela 35 15 25Tífton-85 25 10 15Andropogon A. gayanus 50 25 35Alturas médias do capim indicadas para entrada e saída dos animais em sistemarotacionado.
  26. 26. Pastejo Contínuo A qualidade da pastagem é influenciada: Pela intensidade de pastejo (altura); Pela estação do ano; Fertilidade do solo; Etc.
  27. 27. VariávelAltura do pasto (cm)15 30 45FDN folhas (%) 70,9b 72,5a 72,9aLDA folhas (%) 2,7b 3,0a 3,1aPB colmos (%) 5,0a 4,2b 3,7cFDN colmos (%) 78,2c 79,5b 80,9aLDA colmos(%) 4,0c 4,7b 5,3aDIVMO colmos (%) 47,3a 43,0b 41,1bLâmina foliar pasto (kg ha-1 de MS) 1.170b 1.510a 1.790aOferta de MS pasto (kg MS 100kg PV-1) 13,4c 28,6b 58,7aIngestão MS (kg MS 100kg PV-1) 2,07b 3,04a 2,7abGMD (kg) 0,615a 0,765a 0,775aLotação (UA/ha) 2,8a 2,5ab 2,0bProdutividade (kg ha-1.período) 330a 335a 240bTABELA 6 – Características nutricionais e morfológicas da forrageira e desempenho deanimais em de pastos capim-marandu sob lotação contínua mantidos a 15,30 ou 45 cm de altura.Médias seguidas por letras iguais nas linhas não diferem entre si pelo teste Tukey a 5% de probabilidade.Fonte: Adaptado de PAULA et al. (2012).95% IL (GIACOMINI et al., 2009)
  28. 28. Altura do pastoEstação do anoInverno Primavera VerãoComprimento da lâmina foliar (cm)25 10,3bA 13,2aA 13,3aA15 – 25 7,0cB 12,1bB 13,9aAComprimento do pseudocolmo (cm)25 18,3bA 23,6aA 19,5bA15 – 25 8,7bB 17,0aB 20,0aATaxa de senescência foliar (cm/perfilho.dia)25 0,34bA 0,51aA 0,25bA15 – 25 0,18bB 0,29aB 0,19abAFilocrono (dia/folha)25 98,4aA 10,5bA 8,9bA15 – 25 53,0aB 9,2bA 8,0bAMédias seguidas demesma letra minúsculana linha (Tukey) emaiúscula na coluna (F)não diferem (P>0,10)entre si.Fonte: SANTOS et al.(2011).TABELA 7 – Comprimento (cm) da lâmina foliar e do pseudocolmo, taxa desenescência foliar e filocrono em pastos de capim-braquiáriamanejado sob lotação contínua e com altura fixa ou variáveldurante as estações do ano.Diferentes taxas dealongamento foliar:0,1; 1,4 e 1,5 cm/diaInverno, Primavera eVerão.E de pseudocolmo:0,01; 0,2 e 0,3 cm/diaInverno, Primavera eVerão0,560,80
  29. 29. Capim Altura de pastejo (cm)Aruana 20Massai 35Mombaça e Tobiatã 60Tanzânia 50Humidicola e Braquiária 15Marandu 20Mulato, Piatã e Xaraés 25Estrela 25Tífton-85 15A. gayanus 40Alturas médias do capim indicadas em sistema de pastejocontínuo com lotação variável.Fonte: Adaptado de DIAS-FILHO (2011).
  30. 30. Sombreamento A resposta das forrageiras ao sombreamento édependente da cultivar e se dá em função daintensidade ou da duração desse sombreamento, ouseja, da quantidade de radiação fotossinteticamenteativa (RFA) que a planta deixa de absorver por estarsombreada ou pela quantidade de horas que ela ficasombreada durante o dia. Para DA SILVA et al. (2008), a quantidade de carbonofixado pelo dossel forrageiro depende da qualidadeda RFA absorvida e da eficiência de absorção, quepor sua vez depende do IAF e do ângulo da folha,além de características ópticas das folhas.
  31. 31. TratamentoHorasRFA (μmol fóton s-1 m-2)6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 MédiaSombreado 43 90 497 726 - 425 952 685 803 575 345 84 475Pleno Sol 257 605 939 1732 - 2254 2045 1699 1610 1197 782 204 1211Sombra (%) 83 85 47 58 - 81 54 60 50 52 56 59 62Tratamento PMS(ton/ha)PB(kg/ha)MS(%)PB(%MS)FDN(%MS)FDA(%MS)MM(%MS)Sombreado 1.1 b 92.0 a 25.8 b 7.1 a 68.4 a 32.7 a 7.6 aPleno Sol 1.3 a 58.3 b 29.4 a 5.8 b 69.7 a 33.0 a 6.4 aCV (%) 14.5 15.9 3.3 7.5 2.4 5.7 9.5TABELA 8 – Radiação fotossinteticamente ativa (RFA), produção de matéria seca (PMS) eproteína bruta (PB), níveis de MS, PB, fibra em detergente neutro (FDN), fibra emdetergente ácido (FDA) e matéria mineral (MM) dos sistemas com aroeira(Sombreado) e controle (Pleno Sol).Valores acompanhados de letras diferentes na mesma coluna são diferentes de acordo com o teste Tukey (P<0,05)Fonte: Adaptado de SOUSA et al. (2010).TratamentoDIVMS(%)DIVMO(%)DEMS(k=0,02) (%)Sombreado 67.3 a 70.6 a 42.7 aSol Pleno 67.8 a 71.6 a 41.9 a
  32. 32. EstaçãoGrau de sombreamento (%)50 18 Pleno SolTaxa de alongamento de folhas (mm perfilho-1 por dia)Verão 16,1aA 11,8bA 14,2abAOutono 16,7aA 11,6bA 7,7cBInverno 6,1aB 5,5aB 4,0aCPrimavera 17,9aA 10,0bA 8,2bBTaxa de alongamento de colmos (mm perfilho-1 por dia)Verão 5,3aA 3,4bA 3,8bAOutono 4,1aA 2,5bA 3,2abAInverno 0,49aB 0,33aB 0,24aBPrimavera 5,5aA 2,4bA 3,5bAComprimento final das lâminas foliares (cm)Verão 17,3aB 13,7bB 14,7bABOutono 25,6aA 20,1bA 17,2bAInverno 13,6aB 13,8aB 12,2aBPrimavera 23,3aA 14,9bB 12,4bABDensidade populacional de perfilhos (perfilhos m-2)Verão 390bA 552aA 552aAOutono 447bA 560aA 554aAInverno 224bB 273abB 310aBPrimavera 429cA 498bA 602aAProdução de matéria seca (kg ha-1 por dia)MSLF média 23,9a 21,5a 21,8aMSC média 17,2a 10,7b 16,3aMST média 41,2a 32,2b 38,1abTABELA 9 – Características morfológicase produção de matériaseca do capim-braquiáriasob graus desombreamento.MSLF=matéria seca de lâmina foliar; MSC=matéria seca decolmos; MST=matéria seca total.Médias seguidas por letras iguais, minúsculas nas linhas emaiúsculas nas colunas, não diferem entre si pelo testeTukey, a 5% de probabilidade.Fonte: Adaptado de PACIULLO et al. (2008).Sombreamento excessivoprejudica o perfilhamento58,01% folhas41,75% colmosF/C = 1,3966,77% folhas33,23% colmosF/C = 2,0157,22% folhas42,78% colmosF/C = 1,34
  33. 33. Classificação por tipofuncional Grande variabilidade de espécies de plantas pode limitar aescala dos estudos, limitando sua relevância à região ondesão realizados. A classificação por tipo funcional simplifica essa diversidadeao categorizar as plantas com base em característicasfisiológicas e morfológicas semelhantes. (ANDERSON &HOFFMAN, 2011). Num país de dimensões continentais, como o Brasil, comecossistemas e padrões climáticos variados, a classificaçãodas forrageiras por tipo funcional permitiria maior alcancedas pesquisas por permitir a extrapolação de dados obtidosem uma região para outras regiões, especialmente nosestudos conduzidos com pastagens nativas.
  34. 34. Plantas de clima temperado(CRUZ et al., 2002) Tipo A: Vegetação precoce, com altas taxas de crescimento inicial, mas que não produzemgrandes quantidades de massa. Sua alta precocidade permite intensa e freqüentedesfolhação (alta pressão de pastejo) e a obtenção de feno de alta qualidade. Alta área foliarespecífica (AFE), folhas de curto período de vida, tecidos pobres em lignina e compostossecundários, ciclo fenológico curto. Exemplos: Azevém (Lolium perenne) e Sabre (Poatrivialis); Tipo B: Vegetação um pouco tardia que acumula grande quantidade de biomassa. Permitemflexibilidade no manejo e produzem feno de alta qualidade quando novas. Alta AFE, teor deágua nas folhas alto, período de vida de folhas longo. Exemplos: Pé-de-galo (Dactylisglomerata) e Aveia-falsa (Arrhenatherum elatius). Tipo C: Vegetação tardia e de menor qualidade. Produz feno de baixa qualidade, pode serutilizada em sistemas intensivos, mas são possuem alta qualidade. Baixa AFE e teor de águanas folhas, período de vida das folhas longo, tecidos ricos em lignina e compostossecundários, ciclo fenológico tardio. Exemplo: Red fescue (nome em inglês) (Festuca rubra). Tipo D: Vegetação de ciclo fenológico longo, que leva à seleção pelo animal. Permiteflexibilidade no pastejo devido ao longo período de vida das folhas. Produzem altaquantidade de biomassa e não são adequadas para fenação. Baixa AFE e teor de água nasfolhas, período de vida das folhas muito longo. Exemplos: Bole-bole (Briza media) e Tor-grass(inglês) (Brachypodium pinnatum).
  35. 35. Captação de recursos(ambientes ricos)Conservação de recursos(ambientes pobres)Tipo A Tipo CTaxa de crescimento elevada;Pico de crescimento atingido rapidamente;Digestibilidade e teores de nutrienteselevada;Eficiência de utilização dos minerais do solobaixa.Baixa taxa de crescimento;Pico de crescimento atingido tardiamente;Baixa digestibilidade e teores de nutrientes;Alta eficiência de utilização dos minerais dosolo.Tipo B Tipo DTaxa de crescimento elevada;Pico de crescimento atingido tardiamente;Digestibilidade e teores de mineraissatisfatórios;Eficiência de utilização dos minerais do solomoderada.Baixa taxa de crescimento;Pico de crescimento atingido tardiamente;Baixíssima digestibilidade e teores denutrientes;Altíssima eficiência de utilização dos mineraisdo solo.Fonte: Adaptado de CRUZ et al. (2002).Características das plantas de acordo com seu tipo funcional.
  36. 36.  Pastagens compostas por forrageiras tipo A ou B: Alto valor nutritivo no início do primeiro ciclo vegetativo; Rápido declínio desse valor nutritivo com a maturidadeprecoce das plantas. Pastagens compostas por forrageiras tipo C e D: Baixo valor nutritivo no início de seu ciclo; Declínio menos acentuado do valor nutritivo devido àacumulação mais lenta de biomassa e maturidade maistardia. MICHAUD et al. (2012) relatam que recentementeum novo tipo funcional foi definido, o tipo “b”, quese caracteriza por plantas com média exigência emfertilidade e que possuem ciclo fenológicointermediário entre os tipo B e C.MICHAUD et al. (2012)
  37. 37. Cultivar TApF Filo. TAlF TAlC CFF FVP LFTanzânia 0.09bc 10.28abc 5.23ª 1.74ab 54.44ª 6.00abcd 72.08abcdeMombaça 0.11bc 9.45abcd 5.79a 1.13bc 52.26ab 6.70abc 73.59abcdePiatã 0.09bc 12.72ab 3.03cd 1.39abc 34.66d 5.80bcde 77.83abcMarandu 0.09bc 11.56abc 2.54cde 1.33abc 35.61d 5.20de 54.88cdeXaraés 0.09bc 12.88ab 3.42bc 0.92cd 47.12b 5.50bcde 73.99abcdeCapiporã 0.08c 13.68a 2.43cde 0.33d 42.03c 4.56de 63.13abcdeArapoty 0.12bc 9.62bc 2.78cde 1.18bc 21.97e 5.31cde 45.01deBasilisk 0.09bc 12.19abc 1.72ef 1.49abc 14.41f 3.40e 51.06cdeComum 0.12b 9.02cd 1.29f 1.14bc 12.39f 4.10bcde 46.90deTupi 0.22a 5.50d 2.05def 2.01a 11.65f 8.00a 43.24eTABELA 10 - Características morfológicas das cultivares avaliadas sob crescimento livre.TApF=taxa de aparecimento foliar (folhas.perfilho-1.dia-1); Filo.=filocrono (dias.folha-1.perfilho-1); TAlF=taxa de alongamento de folhas (cm.prefilho-1.dia-1);TAlC=taxa de alongamento de colmos (cm.prefilho-1.dia-1); CFF=comprimento final da folha (cm); FVP=folhas vivas porperfilho; LF=longevidade da folha (dias).Médias seguidas pelas mesmas letras nas colunas não são diferentes (P>0,05).Fonte: Adaptado de SILVEIRA et al. (2010).GRUPO 1: P. maximum Tanzânia e Mombaça e B. brizantha Xaraés, que apresentaram TApF, filocrono e longevidadede folhas semelhantes.GRUPO 2: B. brizantha Capiporã, menor TApF, consequentemente, o maior filocrono. Também teve a menortaxa de alongamento de colmos, é a cultivar de crescimento mais lento, entre as avaliadas.GRUPO 3: B. brizantha Piatã, Marandu e Arapoty, que têm em comum a TApF, filocrono, TAlF, FVP e LF.GRUPO 4: B. humidicola Tupi, menor filocrono, a maior TApF, e a maior taxa de alongamento de colmos.GRUPO 5: formado por B. decumbens Basilisk e B. humidicola Comum, que possuem as menores taxas dealongamento de folhas (TAlF).
  38. 38.  VERÃO: Grupo 1: B. brizantha Xaraés e Marandu, P.maximum e P. infestum Massai, P. maximumMombaça; Grupo 2: M. minutiflora Gordura e P maximumAruana; Grupo 3: H. rufa Jaraguá; OUTONO: Grupo 1: Mombaça, Massai, Xaraés, Marandu eGordura; Grupo 2: Jaraguá; Grupo 3: Aruana.RODRIGUES et al. (2012)
  39. 39.  As divergências entre estudos mostram que ametodologia deve ser aprimorada e unificada: RODRIGUES et al. (2012) avaliaram, também, a taxade senescência, a taxa de aparecimento de perfilhosaéreos e basilares, a taxa de aparecimento total deperfilhos, mortalidade de pefilhos aéreos e basilarese a taxa de mortalidade total de perfilhos. Isto pode explicar, por exemplo, a alocação dacultivar Marandu no mesmo grupo da cultivarMombaça no estudo de RODRIGUES et al. (2012), oque não ocorreu no trabalho de SILVEIRA et al.(2010).
  40. 40. Considerações Finais Plasticidade Fenotípica: As plantas forrageiras tropicais possuem grande capacidade de adaptaçãoàs várias condições ambientais e de manejo a que são submetidas, noentanto, existem práticas que são mais favoráveis às plantas, poispermitirem que elas expressem todo seu potencial produtivo e valornutricional; A expressão das características das plantas é o resultado de váriasinterações que ocorrem entre a planta, o meio ambiente e o animal,incluindo, também, as práticas de manejo adotadas. Interceptação Luminosa: A interceptação de 95% da radiação luminosa é o ponto onde ocorre altaprodutividade de biomassa com alta qualidade nutricional. A partir desse ponto, a produção de MS/ha aumenta, mas a qualidadenutricional é drasticamente reduzida devido ao acúmulo de colmos ematerial senescente, que reduzem a digestibilidade e a eficiência depastejo, diminuem os ciclos de pastejo. A altura do dossel possui alta correlação com esta característica, o quefacilita o manejo no campo pelos produtores rurais.
  41. 41. Considerações Finais Manejo do Pastejo: O superpastejo pode levar ao desaparecimento da planta,enquanto o subpastejo pode levar rapidamente à diminuiçãoda sua qualidade nutricional. Pode ser facilmente monitorado pelos produtores pelamensuração do resíduo pós-pastejo. Em pastejo rotacionado é desejável que o resíduo pós-pastejoseja mais alto, enquanto nos sistemas de lotação contínua, aspastagens devem ser mantidas mais baixas, independente dacultivar utilizada. Sombreamento: Plantas do gênero Panicum e Brachiaria se adaptam bem aosombreamento moderado, lançando mão de estratégia deaumento da área foliar para conseguirem absorver maiorquantidade de radiação fotossinteticamente ativa. Nessascondições, muitas vezes, ocorre redução na produção total(MS/ha), porém ocorre aumento no valor nutritivo.
  42. 42. Considerações Finais Classificação peloTipo Funcional Pode facilitar os estudos e o entendimento daspesquisas pelos produtores rurais, reúne em ummesmo grupo, plantas de espécies distintas, masque possuem características facilmente avaliáveis. Ecofisiologia O estudo da ecofisiologia das plantas forrageiraspermite avaliar e predizer sua qualidadenutricional e definir práticas de manejo adequadasque são de fácil adoção pelos produtores.
  43. 43. OBRIGADO
  44. 44. Perfilho aéreoPerfilho aéreo novoPerfilho basilarPerfilho basilar novoMersitema ApicalEsquema de uma gramínea caracterizando osperfilhos basilares e aéreos. Adaptado de Langer(1972) e Jewiss (1972) In: BARBOSA et al. (2002).44
  45. 45. TT = (T-Tb) x 1day, where T is the mean daily air temperature, calculated from the average of daily minimumand maximum air temperatures, and Tb is the base temperature for leaf temperature in sugarcane, assumedas 10°C (Sinclair et al., 2004). The accumulated thermal time (ATT, °C day) from emergence was calculated byaccumulating TT, i.e., ATT = Σ TT.Na quantificação do filocrono, o tempo pode ser expresso em dias, porém as plantas têm seu crescimento edesenvolvimento fortemente influenciados por variáveis ecológicas, principalmente a temperatura do ar(McMaster, 2005). Assim, deve-se incluir a temperatura na contabilização do tempo vegetal, e a maneiraclássica de se fazer essa inclusão é pelo uso da soma térmica, cuja unidade é o grau dia (Gilmore Junior &Rogers, 1958), definido como a soma diária de unidades térmicas acima de uma temperatura base inferior,abaixo da qual a planta não se desenvolve ou seu desenvolvimento é tão lento que pode ser desprezado(McMaster & Wilhelm, 1997). Assim, o filocrono tem como unidade o °C dia folha-1.A soma térmica diária (STd, °C dia) foi calculada pelos métodos (Gilmore Junior & Rogers, 1958; Streck et al.,2007a,b):STd = (Tméd - Tb).1 dia,se Tméd<Tb, então Tméd = Tb.Exemplo: Tb= 10oCTmédia = 20oCSTd= 20 – 10 x 1=10oC/diaEntão, se temos 800oC = 80 dias.
  1. A particular slide catching your eye?

    Clipping is a handy way to collect important slides you want to go back to later.

×