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Capitulo 4   análise de custo  volume _lucro
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Capitulo 4 análise de custo volume _lucro

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  • 1. 1 Análise de Custo-Volume-Lucro Professor: Daniel Moura Disciplina: Custos da Produção Curso: Graduação em Engenharia de Produção
  • 2. Análise de Custo-Volume-Lucro Decisões de Curto Prazo  Custeio Variável – Este modelo pressupõe que a empresa, para funcionar, já esteja comprometida com os custos fixos, os quais não serão influenciados por qualquer decisão que se tome. 2
  • 3. Margem de Contribuição • É o montante das vendas diminuído dos custos variáveis. • Margem de contribuição unitária é a parcela do preço de venda que resta para a cobertura dos custos/despesas fixos e para a geração do lucro por produto vendido. 3
  • 4. Margem de Contribuição Suponha que a empresa decida produzir (e vender) uma unidade A MAIS de seu produto. A receita será acrescida de um valor equivalente ao preço de venda do produto, enquanto que os custos aumentarão em um montante igual aos custos variáveis unitários. A diferença é justamente a margem de contribuição unitária. 4 mc = p - cv
  • 5. Razão de Contribuição • É a margem de contribuição dividida pelas vendas, ou a margem de contribuição unitária dividida pelo preço de venda. • Representa a parte das vendas que cobrirá os custos fixos e originará o lucro, porém em %, isto é, representa a parcela com que cada unidade monetária obtida com a venda dos produtos contribui para cobrir os custos fixos ou para formar o lucro. 5
  • 6. Margem e Razão de Contribuição • A margem de contribuição unitária está ligada à lucratividade do produto. • A razão de contribuição relaciona-se com sua rentabilidade (lucratividade/investimento). • Quanto maior a margem de contribuição unitária do produto, melhor será sua produção (e venda) para a empresa. 6
  • 7. Margem e Razão de Contribuição • A razão de contribuição, realmente é importante, para gerenciar a rentabilidade de cada produto, em relação a outros produtos que a empresa produz • Em outras palavras, é a maneira de visualizar que produtos dão maior rentabilidade em termos percentuais, para efetuar um melhor gerenciamento na carteira total de produtos 7
  • 8. Margem e Razão de Contribuição • Exemplo 4.1 Confrontando-se os dois produtos, observa-se que o produto B seria preferível ao produto A, pois sua lucratividade, dada pela margem de contribuição, é maior do que a do produto A. Pelo critério da rentabilidade (razão de contribuição), o produto B também é melhor. 8 Comparação de dois produtos pela margem de contribuição Produto A Produto B p ($/un.) 10,00 20,00 cv ($) 6,00 10,00 mc ($/un.) 4,00 10,00 (%) 40% 50%
  • 9. Análise com Fator Limitante • Quando existir um fator que limita a produção (tempo escasso, falta de MP etc.), a análise deve ser feita em função deste limite. • A margem de contribuição de um produto deve ser dividida pela utilização do fator limitante por aquele produto. 9
  • 10. Margem e Razão de Contribuição • Exemplo 4.2 As vendas de A e B agora são limitadas pela capacidade de produção (o potencial de mercado é superior ao que se pode produzir). Sabe-se que A = 3 un./h e B = 1 un./h, MC = ? O A é preferível ao B, pois, embora B possua maior margem do que A, sua produção dá-se mais lentamente, sendo sua margem de contribuição horária menor. 10 Comparação de dois produtos pela margem de contribuição, com fator limitante Produto A Produto B p ($/un) 10,00 20,00 cv ($) 6,00 10,00 mc ($/un) 4,00 10,00 (%) 40% 50% Produção (un/h) 3 1 mc ($/h) ($ 4/un * 3 un/h) = 12,00 ($ 10/un * 1 un/h) = 10,00
  • 11. Margem e Razão de Contribuição • Exemplo 4.3 – Rentabilidade de 2 produtos (P1 e P2) A capacidade de produção não consegue atender todo o potencial de mercado. A fabricação dos 2 produtos é feita em 3 máquinas (A, B e C). A máq. B é a restrição do sistema produtivo, pois os tempos de fabricação são maiores do que nos outros recursos. Assim, o tempo de B é a fator limitante do sistema (a máq. B determina o ritmo de produção). A análise deve ser feita considerando o tempo gasto pelos produtos na máq. B. 11 10 min/un A 25 min/un 50 min/un B 30 min/un 5 min/un C 10 min/un P1 p = $ 750/un cv = $ 300/un P2 p = $ 600/un cv = $ 300/un
  • 12. Margem e Razão de Contribuição • Exemplo 4.3 (cont.) Embora P1 tenha maior mc do que P2, este ocupa menos tempo na restrição (máq. B), apresentando maior mc por minuto de uso de B. Se a empresa fabricar apenas P1, ela conseguirá uma margem de $9/min de utilização da B, ao passo que se fabricar apenas P2, gerará $10/min. Melhor fabricar P2. 10 min/un A 25 min/un 50 min/un B 30 min/un 5 min/un C 10 min/un P1 p = $ 750/un v = $ 300/un P2 p = $ 600/un v = $ 300/un Comparação de dois produtos pela margem de contribuição, com fator limitante Produto P1 Produto P2 p ($/un.) 750,00 600,00 cv ($) 300,00 300,00 mc ($/un.) 450,00 300,00 (%) 60% 50% Tempo máq. B 50 min 30 min mc ($/min B) (450 / 50) = 9,00 (300 / 30) = 10,00
  • 13. Ponto de Equilíbrio ..., ou ponto de ruptura, é o nível de vendas em que o lucro é nulo. Qo = ponto de equilíbrio em unidades físicas Ro = ponto de equilíbrio em unidades monetárias CF = custo fixo Mc = margem de contribuição unitária RC = razão de contribuição P = preço de venda 13 CF mc = -----Qo CF RC = -----Ro Ro = Qo x p = -----RC p mc
  • 14. Ponto de Equilíbrio A representação gráfica é feita inserindo a receita (p.Q) e os custos totais (cv.Q + CF) nas coordenadas cartesianas, onde a abscissa representa a quantidade vendida. 14 $ R CF Q quantidade RECEITA = p x Q CUSTOS = CF + cv x Q
  • 15. Ponto de Equilíbrio 15 • Exemplo 4.4 Apesar do Qo em unidades físicas ser o mesmo para A e B, o Qo em $ (eixo y) é maior para B. Isso significa que B deve faturar o dobro para cobrir seus CF, sendo menos interessante do que A. Além disso, como a RC de B é a metade da outra, ela sempre necessita o dobro de faturamento para conseguir o mesmo lucro que A, o que implica em menor rentabilidade. Dados das empresas A e B Empresa A Empresa B p ($/un.) 10,00 20,00 cv ($) 6,00 16,00 CF ($) 300.000 300.000 mc ($/un.) 4,00 4,00 (%) 40% 20% Qo (un) 75.000 75.000 CF mc = -----Qo 3.000.000 2.500.000 2.000.000 1.500.000 1.000.000 500.000 0 0 75.000 150.000 $ Volume de produção Receita B Custos B Receita A Custos A
  • 16. Ponto de Equilíbrio 16 • Exemplo 4.5 Empresa A (automatizada) e Empresa M (manual) A reta da receita é a mesma para A e M, já que os produtos são idênticos. No nível de vendas de 10.000 unidades, os lucros das empresas se igualam, já que os custos são os mesmos. Acima desse ponto, o lucro de A (automatizada) é maior, ao passo que, abaixo disso, M (manual) é superior. Abaixo de 7.500 unidades, ambas as empresas dão prejuízo, mas o de A é maior. Dados das empresas A e M Empresa A Empresa M p ($/un.) 10,00 10,00 cv ($) 2,00 6,00 CF ($) 70.000 30.000 mc ($/un.) 8,00 4,00 (%) 80% 40% Qo (un) 8.750 7.500 CF mc = -----Qo 140.000 120.000 100.000 80.000 60.000 40.000 20.000 0 0 7.500 8.750 10.000 $ Volume de produção Custos A Custos M Receita A = M
  • 17. Alteração no Ponto de Equilíbrio Mudanças no preço de venda, nos custos fixos ou nos custos variáveis alteram o ponto de equilíbrio. Se o preço do produto aumentar, a receita será maior e o ponto de equilíbrio será menor. 17 $ R Ro’ CF QuantidadeQo Qo’ Receita’ = p’ x Q Receita = p x Q Custos = CF + cv x Q
  • 18. Alteração no Ponto de Equilíbrio Se os custos fixos crescerem, o ponto de equilíbrio será deslocado para cima. 18 $ Ro’ Ro CF QuantidadeQo Qo’ Receita = p x Q Custos = CF + cv x Q Custos’ = CF’ + cv x Q
  • 19. Alteração no Ponto de Equilíbrio Se os custos variáveis crescerem, o ponto de equilíbrio também será deslocado para cima. 19 $ Ro’ Ro CF QuantidadeQo Qo’ Receita = p x Q Custos = CF + cv x Q Custos’ = CF + cv’ x Q
  • 20. Classificação de Custos relembrando conceitos do cap. 2 • Custos de oportunidade – não representam o consumo de insumos, mas o quanto se deixou de ganhar pelo fato de ter optado por um investimento ao invés de por outro. Nesta caso, compara-se dois investimentos diferentes. No Brasil, são custos não-contábeis, ou seja, não são aceitos pela contabilidade oficial. 20
  • 21. 21 • Custos desembolsados – são pagamentos efetuados no presente. Ex: pagamento de funcionários, aluguéis e energia. • Custos não desembolsados – não exigem desembolso de dinheiro. Ex: depreciação de máquinas. • Custos de transformação – são a soma dos custos de MOD com os custos indiretos de fabricação. Classificação de Custos relembrando conceitos do cap. 2
  • 22. Margem de Segurança • É o excedente da receita da empresa sobre a receita no ponto de equilíbrio. • Representa o quanto as vendas podem cair sem que haja prejuízo. • Expressa em unidades físicas ou monetárias, sob a forma de percentual. • Divide-se a margem de segurança quantitativa pelas vendas. 22
  • 23. Classificação de Custos relembrando conceitos do cap. 2 Classificação pela facilidade de eliminação • Custos fixos evitáveis – relacionam-se àqueles que podem ser eliminados em curto prazo caso a empresa encerre temporariamente suas atividades. Ex. Salários, aluguéis e energia elétrica etc. • Custos fixos não elimináveis – não são passíveis de eliminação a curto prazo. Ex. Depreciação de instalações, impostos sobre a propriedade, parte da segurança etc. Válido para se analisar a possibilidade de suspensão temporária das atividades da empresa ou a paralização de uma linha de produtos.23
  • 24. Empresas Multiprodutoras No caso de a empresa produzir mais que um produto, não há sentido no rateio de custos indiretos fixos aos produtos para a obtenção do ponto de equilíbrio, pois não há apenas uma combinação de produtos que propicia lucro zero. Nessa situação, o enfoque deve ser que cada produto cubra seus custos diretos e a margem de contribuição que sobra propicia a cobertura dos custos indiretos fixos e a geração de lucros. 24
  • 25. Empresas Multiprodutoras Os produtos podem ser comparados entre si com as razões de contribuição e com a participação nas vendas, para se ter uma idéia da contribuição unitária com a rentabilidade e lucratividade da empresa. 25 Aumentar vendas Aumentar margem de contribuição Rentabilidade Participação nas vendas
  • 26. Empresas Multiprodutoras • Produto Dúvida: – Trata-se de produtos com baixa rentabilidade e alta participação nas vendas em um mercado em alto crescimento – Geralmente relacionados a negócios nascentes – Requer altos investimentos para manter participação no mercado – Demandam ações para o aumento da margem de contribuição, como redução de custos diretos – Vendas relativamente baixas, tendendo a geração escassa de receitas – Se verificado a potencialidade do produto e se houver condições de realizar os investimentos necessários o produto dúvida pode virar estrela 26
  • 27. Empresas Multiprodutoras • Produto Estrela: – Alta rentabilidade e participação nas vendas em um mercado crescente – A participação de mercado reverte-se em geração de receita para a empresa, com altas margens de lucros – São auto-sustentáveis, geram e consomem grande volume de dinheiro – É o melhor produto da empresa – Deve ser sempre uma prioridade e não deve haver dúvidas em se fazer investimentos 27
  • 28. Empresas Multiprodutoras • Produto Vaca Leiteira: – Produtos com alta rentabilidade e baixa participação nas vendas – Costuma gerar muito dinheiro – Não necessita de investimento – O produto está estabelecido, mas ações para o aumento das vendas podem ser as mais interesantes – Deve-se usar os produtos “Vaca Leiteira” para gerar mais caixa e possibilitar investir em produtos de alto potencial 28
  • 29. Empresas Multiprodutoras • Produto Abacaxi: – Baixa rentabilidade e baixa participação em vendas em mercados de baixo crescimento – Receitas e lucros muito pequenos – Produtos consomem muito dinheiro – Exigem alguns investimentos periódicos – Geralmente devem ser descartados 29
  • 30. Empresas Multiprodutoras Exemplo 4.10: Uma empresa produz os produtos A, B, C e D: 30 Produto A B C D Total Receita 1.000 4.000 4.000 1.000 10.000 (%) 10% 40% 40% 10% 100% CV 700 2.800 3.600 900 8.000 Mc 300 1.200 400 100 2.800 (%) 30% 30% 10% 10% 20% Rentabilidade Participação nas vendas C D B A
  • 31. Empresas Multiprodutoras Exemplo 4.10: Uma empresa produz os produtos A, B, C e D: 31 Produto A B C D Total Receita 1.000 4.000 4.000 4.000 10.000 (%) 10% 40% 40% 10% 100% CV 700 2.800 3.600 900 8.000 Mc 300 1.200 400 100 2.800 (%) 30% 30% 10% 10% 20% Rentabilidade Participação nas vendas C D B A Traz melhores resultados
  • 32. Empresas Multiprodutoras Exemplo 4.10: Uma empresa produz os produtos A, B, C e D: 32 Produto A B C D Total Receita 1.000 4.000 4.000 4.000 10.000 (%) 10% 40% 40% 10% 100% CV 700 2.800 3.600 900 8.000 Mc 300 1.200 400 100 2.800 (%) 30% 30% 10% 10% 20% Rentabilidade Participação nas vendas C D B A Traz melhores resultados Propicia menor contribuição
  • 33. Empresas Multiprodutoras Exemplo 4.10: Uma empresa produz os produtos A, B, C e D: 33 Produto A B C D Total Receita 1.000 4.000 4.000 4.000 10.000 (%) 10% 40% 40% 10% 100% CV 700 2.800 3.600 900 8.000 Mc 300 1.200 400 100 2.800 (%) 30% 30% 10% 10% 20% Rentabilidade Participação nas vendas C D B A Traz melhores resultados Propicia menor contribuição Desempenho poderia ser melhorado com o aumento na participação da receita
  • 34. Empresas Multiprodutoras Exemplo 4.10: Uma empresa produz os produtos A, B, C e D: 34 Produto A B C D Total Receita 1.000 4.000 4.000 4.000 10.000 (%) 10% 40% 40% 10% 100% CV 700 2.800 3.600 900 8.000 Mc 300 1.200 400 100 2.800 (%) 30% 30% 10% 10% 20% Rentabilidade Participação nas vendas C D B A Traz melhores resultados Propicia menor contribuição Desempenho poderia ser melhorado com o aumento na participação da receita Visar o aumento da razão de contribuição