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Apostila  de  educação ambiental
 

Apostila de educação ambiental

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    Apostila  de  educação ambiental Apostila de educação ambiental Document Transcript

    • • • Observação: A consulta a este material não dispensa o acesso ao Ambiente Virtual, assim só iremos registrar sua conclusão se acessar todas as aulas e realizar a avaliação final. Este documento visa facilitar o estudo e a compressão das informações disponíveis no site..
    • Bem vindo ao curso de Educação Ambiental – 1/5 Hoje em dia, o problema global da poluição e da degradação ambiental, faz com que tenhamos necessidade de representar a relação do homem com a natureza. A educação Ambiental assume o papel na construção de um modelo para o desenvolvimento sustentável, pois apresenta ferramentas para a implementação de uma gestão racional e equilibrada dos recursos ambientais. Diante disso, é preciso que você se informe e estabeleça uma consciência crítica sobre as questões ambientais, compreendendo a complexidade do meio ambiente e utilizando de forma racional os recursos naturais a fim d e preservar esse ambiente para as futuras gerações. Neste curso você conhecerá os princípios básicos de proteção ambiental, as ações de proteção ao meio ambiente tendo em vista a responsabilidade social. Bem vindo ao curso de Educação Ambiental – 2/5 Aqui será aplicada uma metodologia que permite uma aprendizagem motivadora e significativa. Para isto, você será convidado a passar por situações do cotidiano, chamadas de desafios, que estão relacionadas com cada um dos conteúdos a serem estudados. Você contará também com atividade representadas por exercício de passagem, disponíveis entre os conteúdos estudados e por atividades de aprendizagem que estão disponíveis ao final de cada desafio.
    • Desafio A Indústria Leite Bão produz diversos derivados de leite, como por exemplo, queijos, requeijões, iogurtes e manteiga. É uma grande empresa de Minas Gerais, com vários prêmios de preservação ambiental. Possui uma grande área de pasto para a criação de gado leiteiro. Está localizada na zona rural de uma cidadezinha, próxima a um rio e é circundada por remanescentes da Mata Atlântica em uma área de preservação ambiental. No entanto, nos últimos anos, a produção da indústria de leite teve um aumento significativo, exigindo assim que a empresa aumentasse a área de pasto para o gado. Com isso, iniciaram a derrubada de parte da mata e, também, o despejo de seus resíduos no rio, causando sérios danos ambientais, como poluição, mortandade de peixes, desmatamento etc.
    • Esses danos, provocados pela indústria, têm causando sérios problemas ambientais a um vilarejo próximo, que, insatisfeito com a situação, denunciou às entidades de defesa do Meio Ambiente para que tomem as providências devidas. Agora que você conhece um pouco dos problemas que a indústria Leite Bão vem causando ao meio ambiente, próximo ao vilarejo, vamos resolver os desafios! Bons estudos!! Meio Ambiente Introdução – 1/6 Meio Ambiente Como você pôde ver, a indústria Leite Bão tem causado sérios danos ao meio ambiente e também à população local. O vilarejo próximo, após sofrer com as conseqüências provocadas pela Leite Bão, resolve comunicar aos órgãos competentes que algo de errado vem acontecendo na indústria. Mas como saber se as irregularidades da indústria Leite Bão são verídicas? Você sabe o que é meio ambiente? Será que essa indústria também faz parte do meio ambiente? Será que estão de fato causando danos ao meio ambiente? Para responder a essas e outras perguntas, você precisa conhecer alguns princípios básicos sobre meio ambiente. Vamos lá? Meio Ambiente Definição – 2/6 Meio Ambiente Você deve ter ouvido falar muito em meio ambiente, certo? Os jornais, revistas, e outros meios de comunicação divulgam constantemente que o meio ambiente está em perigo. E você sabe o que é meio ambiente? E por que ele está em perigo? Vamos começar a estudá-lo agora e entender a sua importância para nós. Definição O meio ambiente é definido seguindo conceitos tradicionais e modernos. O conceito tradicional de meio ambiente sempre foi considerado muito simples como tudo aquilo que nos cerca, incluindo água, ar e solo. No entanto, deve-se observar também, toda a atmosfera, o clima, o subsolo, as águas costeiras superficiais, subterrâneas, interiores, e toda a paisagem que se divide em dois tipos:
    • Flora - representada por todas as plantas; Fauna - representada por todos os animais Mas será que meio ambiente é só isso mesmo? Você verá que meio ambiente é muito mais que isso. Deve-se perceber que o conceito de meio ambiente é muito mais abrangente quando se verifica que um problema ambiental não pode ser estudado isoladamente, pois precisa ser associado a um contexto maior. A origem dos problemas ambientais pode sofrer a influência de diversos fatores que envolvem tanto os aspectos relacionados com a natureza, como os aspectos sociais, culturais, históricos, éticos, estéticos, econômicos e políticos de uma nação. Dessa forma, meio ambiente em seu conceito moderno, é um conjunto de elementos relacionados, com fluxo dinâmico e contínuo de processos naturais, históricos, culturais, sociais, políticos e econômicos que ocorrem através de uma rede de relações que dependem entre si. Quanto mais se estuda o meio ambiente, mais se percebe que os seres que o habitam e suas relações não podem ser entendidos isoladamente. Essa rede de relações, na qual todos os seres e elementos que existem no planeta estão inseridos, funciona como uma delicada teia que precisa ser preservada: A TEIA DA VIDA. No estudo da ecologia, veremos mais a fundo como funciona esta teia. Meio Ambiente| 3/6 Ambientes natural e construído Como vimos anteriormente, o meio ambiente está em todo o lugar. Basicamente, ele pode ser dividido em dois tipos: ambiente natural e ambiente construído. O ambiente natural é constituído dos recursos naturais tais como a água, a fauna, a flora e os diversos recursos minerais existentes na crosta terrestre. A principal característica deste ambiente está nos recursos que ainda não foram explorados pelo homem. Em alguns livros, considera-se como ambiente natural o ambiente rural. Por exemplo, uma fazenda, onde alguns recursos naturais ali existentes estejam sendo explorados pelo homem, como bois, porcos, ovelhas etc. As principais características de um ambiente natural são:
    • não acumula energia em excesso, a qual tem como fonte principal a radiação solar. Toda energia é aproveitada e reutilizada de forma a manter os processos que sustentam a vida e os níveis de população de cada espécie; as comunidades são organizadas de acordo com as interações biológicas. Essas comunidades sobrevivem com recursos disponíveis nos próprios locais onde estão situadas; a maioria dos organismos interage com uma grande variedade de outros organismos, sempre buscando a evolução e perpetuação de suas espécies. O equilíbrio deste ambiente é mantido por processos naturais; Trata-se de ambiente auto-suficiente, pois produz tudo que suas comunidades precisam para sobreviver por meio dos seus próprios recursos. Por exemplo, uma floresta que tem alimento, água e abrigo para todos os organismos. Meio Ambiente| 4/6 Ambiente construído O ambiente construído é o ambiente urbano, formado pelas cidades, com os seus aglomerados de bairros, ruas, prédios, indústrias, escolas e parques. É resultante da ação do homem quando este utiliza os recursos disponíveis na natureza. As principais características de um ambiente construído são: os seus processos que são sempre acompanhados pela geração de resíduos não reaproveitados. Fabricamos, muitas vezes, produtos que podem ser utilizados apenas uma vez e que, após o uso, é jogado fora. utiliza, principalmente, fontes de energia finitas tais como a proveniente dos combustíveis fósseis; ex: gasolina e óleo diesel para o abastecimento de veículos automotores. suas comunidades e seus processos dependem dos recursos naturais que podem ser provenientes de outras áreas ou regiões. Lembra-se do ambiente natural que é auto-suficiente, pois produz tudo que suas comunidades precisam para sobreviver por meio dos seus próprios recursos? No ambiente construído é ao contrário. Precisamos buscar recursos do ambiente natural para sobrevivermos.
    • Meio Ambiente- | 5/6 Recursos Naturais Renováveis e Recursos Naturais não Renováveis Tanto no ambiente natural quanto no ambiente construído, os recursos naturais que dispomos podem ser classificados em dois tipos: Recursos Naturais Renováveis e Recursos Naturais não Renováveis. A diferença entre eles é o tempo de renovação para a sua posterior utilização. Os recursos disponíveis, a depender da sua capacidade de renovação, podem ser classificados como: Recursos naturais renováveis - São recursos que se renovam muito rapidamente na natureza e estão disponíveis em grandes quantidades, como a água, o oxigênio, o nitrogênio. Recursos naturais não renováveis - São recursos que demoram muito tempo para serem renovados na natureza tais como os minerais, que são ricos em certos metais, e o petróleo. O petróleo, por exemplo, demora milhões de anos para se formar na natureza. Se os recursos mais abundantes e de fácil renovação na natureza exigem moderação de uso, imagine um tipo de recurso não renovável! Será que o homem moderno já está atento a isso? Meio Ambiente | 6/6 Evolução e desenvolvimento do Meio Ambiente Em busca do seu desenvolvimento, o homem tem construído, cada vez mais, novos ambientes, similares ao meio ambiente natural. Desde os tempos pré-históricos, na caminhada em busca do seu desenvolvimento, o homem vem criando alternativas para melhorar sua qualidade de vida no planeta. A natureza vem sendo utilizada para criar novos materiais. A industrialização trouxe novos produtos. A ciência e a tecnologia estão modificando a nossa vida. Não restam dúvidas, o desenvolvimento traz ao homem muitas vantagens. Mas será que o desenvolvimento só nos traz vantagens? Conseqüências do desenvolvimento Veja alguns dos inúmeros problemas com que convivemos diariamente. Eles surgiram como conseqüência do desenvolvimento: Todos os dias, os carros, caminhões e indústrias lançam seus gases tóxicos para a atmosfera; O aumento da população e o da produção causa uma necessidade maior de recursos naturais; Todos os dias, os desertos do mundo aumentam alguns quilômetros em área; Nas últimas décadas, surgiram no mundo problemas ambientais que põem em risco a vida de todos os seres.
    • Com a exploração, principalmente dos recursos naturais não-renováveis como fonte de energia, o meio ambiente urbano e o meio ambiente natural estão em perigo. Diante desta situação precisamos dar mais atenção a nossa relação com o meio ambiente antes que seja tarde demais. Cuidar do meio em que vivemos é uma das alternativas que está ao alcance de todos!
    • E c o l o g i a | 1/5 Introdução Conhecer os processos naturais é fundamental para entender de que forma a indústria Leite Bão pode estar causando problemas ambientais. Agora que vimos que todos nós fazemos parte do meio ambiente, precisamos entender como alguns componentes ambientais atuam sobre outros componentes. Para isso, você deve compreender as várias relações estabelecidas no planeta Terra. Agora é com você! Bons estudos! Ecologia / Biosfera | 2/5 ECOLOGIA Agora vamos estudar sobre Ecologia. Você sabe o que é Ecologia e o que ela tem a ver conosco? As informações abaixo ajudarão você a descobrir por que a Ecologia faz parte de nossa vida. Ecologia é o estudo de nossa casa (planeta). Dentro dela existem vários cômodos (camadas) e os seres vivos que a habitam. A palavra ECOLOGIA deriva do grego, assim sendo: ECO = oikos = casa LOGIA = logos = estudo O termo "ECOLOGIA" foi criado por Hernst Haekel, em 1869, e significa, em seu sentido mais amplo, "o estudo das relações dos seres entre si e o ambiente com que estes convivem". Como esses seres se relacionam? O que comem? Como dormem? É o que veremos a seguir. Biosfera Apesar de a Terra ser "a grande casa" de todos os seres, a vida só é possível numa camada muito estreita denominada Biosfera. É na Biosfera que todos os seres vivos encontram os elementos básicos necessários para todos os processos da vida, tais como: luz, calor e água. Biosfera significa "camada da vida".
    • Esta camada chega a 7 km acima do nível do mar e cerca de 6 km abaixo deste nível. No total não ultrapassa 15 km. A sua representatividade de espaço quando comparada com os 14.000 km, que é o diâmetro total da Terra, não chega a ser tão significativo. A Biosfera é subdividida em três regiões: Atmosfera – é representada pela camada gasosa que circunda toda a superfície da Terra e envolve a hidrosfera e a litosfera. Hidrosfera – é representada pelas águas dos rios, lagos e oceanos. Litosfera – é representada pelo solo e por rochas. A composição da Biosfera varia continuamente como resultado da atividade biológica de todas as espécies que nela vivem. Esta composição vem sendo alterada ao longo de milhões de anos, desde a formação do planeta e, graças a isto, diversas formas de vida surgiram e evoluíram. O ser humano é uma das espécies mais novas que surgiram na Terra. Todos os outros seres vivos surgiram bem antes, a exemplo dos dinossauros. Ecossistema / Habitat | 3/5 Ecossistema É um espaço onde ocorrem as relações entre os seres vivos e o ambiente em que estes habitam. Todo o Ecossistema é constituído de elementos Abióticos e Bióticos. Os Abióticos são elementos referentes ao meio físico como ar, solo, água e todos os minerais. E elementos Bióticos se referem aos seres vivos como, por exemplo, as árvores e os animais. Em um Ecossistema, as árvores utilizam a luz do sol e os sais minerais para se desenvolver e crescer e, também, servem de alimentos para outros seres vivos ali presentes. Habitat Habitat é o local onde uma espécie vive e de onde ela retira tudo que é necessário para a sua sobrevivência.
    • Por exemplo, o habitat dos peixes é composto das águas dos rios ou mares. São nessas águas que eles encontram seus alimentos e as condições necessárias para sua vida. Já o habitat dos pingüins são as regiões geladas do sul do planeta. O gelo e a temperatura baixa dão aos pingüins características especiais que não lhes permitem sobreviver em lugares quentes. Já as onças vivem em habitats de florestas tropicais, onde encontram seus alimentos e todas as condições para sua vida. Tipos de seres | 4/5 A natureza tem vários tipos de seres vivos com diferentes formas e funções. Esses seres se relacionam como poderemos ver a seguir: Seres produtores ou fotossintetizadores - são seres capazes de utilizar a luz do sol para produzir seu próprio alimento. Também são chamados de seres AUTÓTROFOS, ou seja, que produzem sua própria energia. Exemplo: as plantas. Seres consumidores - são seres que necessitam de outros seres para se alimentarem já que não possuem a capacidade de transformar a luz do sol em alimento, como fazem as plantas. Também, são chamados de seres HETERÓTROFOS. Exemplos: animais, como o boi que se alimenta das plantas. Seres decompositores - São seres que
    • fazem a decomposição (apodrecimento) de animais ou plantas, transformando-os em substâncias simples para que as plantas as absorvam. Exemplos: microorganismos como fungos e bactérias. CADEIAS ALIMENTARES Nas cadeias alimentares, uma espécie pode servir de alimento para outra, e esta por sua vez para outra, e assim sucessivamente. Ao morrer, através da ação dos seres decompositores, uma espécie, pode se transformar em nutrientes para o solo, os quais serão absorvidos pelas plantas que servirão de alimento para outras espécies, dando continuidade a um ciclo perfeito, no qual nenhum resíduo é gerado. Exemplos: Na água, os peixes menores se alimentam de plantas aquáticas. Os peixes maiores se alimentam dos pequenos, e estes servem de alimento para as garças. Já os jacarés se alimentam das garças e quando morrem são decompostos por fungos e bactérias, dando, assim, continuidade ao ciclo da Cadeia Alimentar. Na terra, os insetos servem de alimento para os sapos. Estes, por sua vez, servem de alimento para as cobras, que são alimentos dos gaviões. Estes, quando morrem, são decompostos por fungos e bactérias, dando assim continuidade ao ciclo. Ciclos Biogeoquímicos| 5/5 Os Ciclos Biogeoquímicos são ciclos que envolvem o fluxo de elementos biológicos, químicos, geoquímicos presentes no solo, água, ar, onde estes podem se encontrar como elementos puros ou combinados a outros elementos. Estes fluxos cíclicos e contínuos permitem que os recursos naturais se mantenham, garantindo a vida das espécies que deles dependem. Se você observar a natureza com atenção, vai verificar que todos os processos que ela realiza são cíclicos e contínuos. Para tentar aprender com a natureza, veja alguns exemplos de seus ciclos. Ciclo da água Ciclo do carbono Ciclo do nitrogênio Estes são apenas três exemplos de “ciclos biogeoquímicos”. Existem outros ciclos como o do fósforo, o do ferro e o do oxigênio. É importante saber que todos os elementos da natureza que compõem os ecossistemas têm seus ciclos próprios.
    • Ciclo da água A água (H2O) é uma das substâncias mais abundantes na natureza e também o recurso mais ameaçado do planeta. O ciclo da água é também denominado de Ciclo Hidrológico. A água evapora dos mares, oceanos, lagos, rios e plantas pela ação da luz solar. O vapor é condensado, ou seja, transforma-se em líquido e volta à Terra em forma de chuva. Essas águas podem sofrer escoamento superficial no solo, infiltração, escoamento subterrâneo ou evaporação, quando retornam de novo para a atmosfera. Ciclo do Carbono O carbono, embora exista na forma de gás carbônico (CO2) na atmosfera, está presente também em grandes quantidades nos oceanos, na forma de carbonatos. Assim, os oceanos constituem o seu maior reservatório. O carbono é retirado do ar através do processo de fotossíntese realizado pelas plantas e algas, que também são responsáveis pela restituição da concentração do gás carbônico no ar, através do processo de respiração. Com a morte, os seres vivos são decompostos por microorganismos que ao respirarem também liberam gás carbônico para a atmosfera. Ciclo do Nitrogênio O Nitrogênio (N) é um dos elementos mais importantes para a constituição das células e, portanto, dos seres vivos. Esse participa das moléculas das proteínas e outros compostos orgânicos essenciais à vida. Vamos descrever o seu ciclo? O ar constantemente recebe nitrogênio devido à ação de bactérias denominadas desnitrificantes, que transformam os nitratos em nitrogênio gasoso (N2). Do ar, o nitrogênio pode ser retirado pela ação de algumas bactérias e algas capazes de fixá-lo novamente, formando matéria orgânica nitrogenada e passando esta ao solo e à água. Também no ar, a ação de descargas elétricas (raios), pode provocar a combinação do nitrogênio com o oxigênio e água, formando nitratos que se precipitam sobre o solo e a água. Do solo e da água, o elemento é retirado pelos vegetais fotossintetizantes, sendo
    • utilizado na formação de compostos orgânicos. A restituição ao solo e à água ocorre através de decomposição. Vale salientar que parte do nitrogênio retirado do solo pelas plantas é transferida para as cidades, na forma de produtos vegetais e depois para as águas, através da decomposição de resíduos e de esgotos domésticos e industriais. Como podemos perceber na nossa casa (planeta), tudo está interligado, os seres vivos, os elementos químicos, os processos de transformação etc. Tudo que fizermos para ela terá conseqüências tanto boas como ruins, certo? Então, temos que cuidar de nossa casa (planeta) de uma maneira responsável para que os nossos filhos, netos, bisnetos possam também freqüentá-la e utilizá-la. Ecologia | Mapa Conceitual
    • Atividades: Jogo Desequilíbrio Ecológico| 1/9 Desafio 3 Fomos convidados a visitar o local onde a situação ambiental é mais grave e pudemos constatar que realmente existiam os sinais de poluição e desmatamento na região da indústria Leite Bão. Logo veio à nossa cabeça a idéia de que algum ciclo natural, cadeia alimentar ou outro fator ambiental deveriam estar alterados, pois já sabemos que tudo na natureza está interligado. Agora bastava saber o que estava causando o desequilíbrio àquela região. Será que a Leite Bão poderia ser capaz de causar toda aquela destruição, podendo afetar a nossa saúde? Por que a Leite Bão cresceu tanto? O seu desafio é relacionar o aumento populacional e os hábitos de consumo com esses impactos ambientais (poluição do ar, água e solo). Bom trabalho!
    • Desequilíbrio Ecológico| 2/9 Introdução Ao observar os processos naturais, percebemos que existem uma relação de troca constante e renovação entre os elementos que deles participam. Através de um ciclo perfeito de reuso/reciclagem, a natureza garante a manutenção deste valioso recurso natural. Assim, constatamos que todos os processos naturais ocorrem de uma forma cíclica, onde tudo é “reaproveitado”, ou seja, um processo em equilíbrio. Mas, quando há alguma alteração no ciclo desses processos naturais, podemos perceber que ocorre um desequilíbrio ecológico. Desequilíbrio Ecológico | 3/9 Poluição A lei 6.938, de 31/08/1981, que dispõe sobre Política Nacional do Meio Ambiente, considera poluição qualquer tipo de alteração no meio ambiente que possa prejudicar os seres vivos ou o local em que estes se encontram. Segundo esta lei, a poluição é uma degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: Prejudica a saúde, a segurança e o bemestar da população; Cria condições contrárias às atividades sociais e econômicas; Afeta desfavoravelmente a biota (conjunto de seres vivos de um ecossistema); Afeta as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; Lança matéria ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. Fontes Geradoras As fontes geradoras de poluição são várias. Cada uma tem suas características próprias e gera determinados tipos de poluição que podem atingir o ar, a água e o solo. Veja alguns exemplos: Poluição Industrial: causada pelos processos desenvolvidos nas indústrias. Poluição Agrícola: causada pelas atividades agrícolas, geralmente associadas a agrotóxicos e ao uso excessivo de fertilizantes.
    • Poluição Urbana: causada pelas atividades desenvolvidas numa cidade, geralmente associadas à geração de lixo, esgotos, emissões gasosas proveniente da frota veicular etc. Poluição Natural: é aquela causada por fontes naturais como os vulcões que, quando entram em erupção, podem emitir gases tóxicos. Poluição do Ar | 4/9 Para sobreviver, o homem precisa diariamente de cerca de 15 quilos de ar. Ao respirar um ar poluído, o homem envia para seu organismo, componentes tóxicos que podem causar doenças respiratórias como asma, bronquite, infecções nos pulmões, enfisema pulmonar e doenças do coração. A presença de certos gases em excesso na atmosfera também provoca uma poluição que põem em risco a vida de todo o planeta. No ar, podem ser encontrados os seguintes componentes: Material com minúsculas partículas É a forma de poluição mais perceptível, pois interfere diretamente na visibilidade. Pode ser encontrado na forma de aerosol (spray), partículas sólidas ou partículas líquidas em um gás. Gases poluentes Os gases poluentes presentes na atmosfera são resultantes de diversas atividades, como por exemplo os processos industriais, a queima de combustíveis em veículos e indústrias, refino de petróleo, queimadas (desmatamento) etc. Dentre os gases mais poluentes gerados nessas atividades encontram-se: Gases de Enxofre: podem ser compostos pelos gases SO2, SO3, H2S. Monóxido de Carbono: é o poluente que ocorre em maior quantidade na atmosfera. A emissão mundial está estimada em 200 milhões de toneladas/ano. Ozônio: é um subproduto de reações entre os óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos, na presença de luz solar. Composto de Nitrogênio: Os principais compostos de nitrogênio são NO, NO2, NH3, HNO3. Compostos Orgânicos: a emissão dos compostos orgânicos voláteis é derivada do uso de solventes em colas, tintas, produtos de proteção de superfícies, aerosóis, limpeza de metais e lavanderias. São exemplos de compostos orgânicos os Hidrocarbonetos, os Aldeídos e o Peroxi-acetilnitrato (PAN). Danos causados pela poluição do ar: Cidades poluídas afastam os turistas e seus próprios moradores. Com isso, as cidades param de produzir e sofrem prejuízos financeiros. Um ar carregado de elementos poluentes causa danos à vegetação e ao solo que perde sua fertilidade. Um ar poluído pode destruir esculturas ou outros materiais através de processos de corrosão ou erosão.
    • Doenças respiratórias, alterações em órgãos vitais e outras doenças mais graves podem ser causadas pela poluição atmosférica. Desequilíbrio Ecológico | 5/9 Poluição da Água A água é uma das substâncias mais importantes para todas as formas de vida na Terra. Está presente em todos os organismos vivos, fazendo parte de uma infinidade de substâncias. Há inúmeros seres vivos de diversos tipos e tamanhos que também vivem na água. É considerada um solvente natural, portanto a água é sempre encontrada associada a outras substâncias. A escassez de água no planeta é uma preocupação mundial e já existem previsões de que a água doce será o recurso natural mais disputado neste século. Veja alguns exemplos de substâncias e microorganismos encontrados associadas a água. Matéria Orgânica: pelo menos 50% dos constituintes do esgoto (efluente doméstico ou industrial), são substâncias orgânicas. Basicamente, estas substâncias possuem em sua estrutura átomos de carbono, hidrogênio, nitrogênio, fósforo, enxofre e ferro, os quais atribuem características especiais ao efluente, como odor desagradável proveniente do gás sulfídrico. Matéria Inorgânica: encontramos também uma grande quantidade de matéria inorgânica na água, dentre as quais os metais que são considerados prejudiciais ao ser humano (mercúrio, zinco etc.), pois atingem o sistema nervoso central, os ossos e os rins. Estão presentes nos esgotos industriais, fabricação de couro, indústria têxtil, tintas e corantes. Microorganismos: os microorganismos, como bactérias, fungos, protozoários, vírus e algas estão sempre presentes em águas poluídas e fazem parte do sistema natural de depuração da matéria orgânica. As análises bacteriológicas que determinam e quantificam a presença de microorganismos nos esgotos são os coliformes. Desequilíbrio Ecológico | 6/9 Poluição do Solo O solo é a formação natural que se desenvolve na porção superficial da crosta terrestre. É no solo que o homem constrói sua moradia e extrai a maior parte das substâncias que necessita para sua sobrevivência.
    • Os resíduos sólidos são os maiores causadores da poluição do solo. Muitos destes resíduos, como o lixo doméstico ou industrial por não serem degradados ou por demorarem muito para serem degradados na natureza, podem permanecer por muitos anos poluindo o meio ambiente. Existem ainda os esgotos e as águas da chuva que podem retornam ao solo com poluentes atmosféricas, contaminando assim o solo. Desequilíbrio Ecológico | 7/9 A Questão Demográfica A questão demográfica é outro aspecto que compromete o desequilíbrio ecológico. Devido aos índices atuais de degradação em um mundo de 6 bilhões de habitantes, as perspectivas de proteção ao meio ambiente com uma população de aproximadamente 10 bilhões, em um período correspondente a pouco mais de uma geração, não são nada animadoras. A produção de alimentos não é suficiente para suprir a demanda da população mundial e, na agricultura, a erosão do solo está destruindo as plantações na maioria das regiões agrícolas mais importantes do mundo. Além disso, o manejo inadequado dos projetos de irrigação existentes está afetando de forma negativa as reservas de lençóis de água, causando também problemas de empobrecimento do solo. Desequilíbrio Ecológico| 8/9 Hábitos de Consumo Os hábitos de consumo em excesso podem ser denominados também de “consumismo”. É a expansão da cultura do “ter” em detrimento da cultura do “ser”. O consumo invade diversas esferas da vida social, econômica, cultural e política. Neste processo, os serviços públicos, as relações sociais, a natureza, o tempo e o próprio corpo humano se transformam em mercadorias. Os indivíduos passam a ser reconhecidos, avaliados e julgados por aquilo que consomem, vestem ou calçam, pelo carro e pelo telefone celular que exibem em público.
    • A abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial, é considerada, freqüentemente, um símbolo do sucesso das economias capitalistas modernas. No entanto, esta abundância passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas, ocasionando sérios desequilíbrios ecológicos. Desequilíbrio Ecológico | 9/9 Hábitos de Consumo Conseqüências dos Hábitos de Consumo A partir do crescimento do movimento ambientalista surgem novos argumentos contra os hábitos consumistas, deixando evidente que o padrão de consumo das sociedades ocidentais modernas, além de ser socialmente injusto, é ambientalmente insustentável. A crise ambiental mostrou que não é possível a incorporação de todos no universo de consumo em função da grande maioria dos recursos naturais não serem renováveis. O ambiente natural está sofrendo uma exploração excessiva que ameaça a estabilidade dos seus sistemas de sustentação, causando: Exaustão de recursos naturais renováveis e não renováveis; Desfiguração do solo; Perda de florestas; Poluição da água e do ar; Perda de biodiversidade; Mudanças climáticas e etc. Diante disso, a partir da percepção de que os atuais padrões de consumo estão nas raízes da crise ambiental, a crítica ao consumismo passou a ser vista como uma contribuição para a construção de uma sociedade mais sustentável. Mas como o consumo faz parte do relacionamento entre as pessoas e promove a sua integração nos grupos sociais, a mudança nos seus padrões torna-se muito difícil. Por isso, este tema vem fazendo parte de programas de educação ambiental. Diante do conteúdo visto nesta aula, você deve ter percebido que as causas do desequilíbrio ecológico estão diretamente ligadas ao aumento da produção industrial. Esse aumento de produção é ocasionado, principalmente, pelo aumento populacional e seu conseqüente aumento no consumo. E você? Como avalia suas atitudes em relação ao consumo? Pense nisso!
    • Desequilíbrio Ecológico | Mapa Conceitual
    • Conservação Ambiental | 1/6 Desafio 4 Depois que foi diagnosticado que a Leite Bão estava poluindo o meio ambiente, foi proposto que ela reunisse um grupo entre os moradores da comunidade afetada e colaboradores da indústria para discutir, com a diretoria, quais mecanismos ela poderia implantar para minimizar os impactos ao meio.
    • Dessa forma, o seu desafio é aprender quais as principais formas de prevenção da poluição e como utilizar de forma consciente os recursos naturais. Bons estudos! Conservação Ambiental | 2/6 A diferença entre Preservar e Conservar Existe uma diferença entre preservar e conservar. Quando preservamos algo, estamos deixando de utilizá-lo, ou seja, não causamos nenhuma interferência. Quando aplicamos o conceito de conservação, partimos do princípio de que se pode utilizar algo ou alguma coisa sem degradá-la, sem estragá-la. Portanto, a conservação ambiental está diretamente ligada às condições da qualidade ambiental de determinado local. A qualidade ambiental é a situação em que se apresenta um determinado ambiente em relação à integridade dos seus recursos ambientais. Muitas vezes, um simples exame visual pode revelar a qualidade ambiental de um lugar. Veja, por exemplo, os dois ambientes abaixo: Conservação Ambiental | 3/6 Prevenção da Poluição Você já ouviu falar em Produção Mais Limpa ou P+L? A Produção Mais Limpa é um valioso instrumento na Prevenção da Poluição e já está sendo adotado por algumas indústrias. Esse conceito propõe a substituição dos processos industriais convencionais, os quais sempre foram desenvolvidos de forma tradicional, por processos cíclicos que imitam a sabedoria da natureza. Dessa forma, evita-se assim a geração de resíduos que necessitam ser tratados e obrigam a aplicação das tecnologias de fim-de-tubo - tecnologias que não focam na identificação da causa do problema na fonte, atuando apenas no final do processo produtivo. Durante anos, os países desenvolvidos têm usado técnicas de fim-de-tubo (ou “end of pipe”), trabalhando principalmente no tratamento de resíduos e emissões, gerados num processo produtivo.
    • Apesar de essas técnicas terem sido efetivas na redução da poluição e, muitas vezes, terem representado a única opção disponível, são ao mesmo tempo, uma abordagem de alto custo e não completamente eficientes. Hoje, muitos países desenvolvidos e as indústrias, ali presentes, buscam utilizar a abordagem da produção mais limpa para reduzir os problemas ambientais. A produção mais limpa procura tratar o problema ambiental reduzindo o desperdício durante o processo de produção, ao invés de tratá-lo após o seu surgimento. A grande diferença entre controle de poluição e produção mais limpa é que a primeira aborda o problema depois de seu evento, sendo assim reativa. Enquanto que a produção mais limpa representa uma filosofia de antecipação e prevenção que induz as empresas a se voltarem para a origem de seus problemas ambientais. Lembre-se que “Prevenir é melhor que remediar”!!! Conservação Ambiental | 4/6 Descarte de Resíduos Sólidos A coleta de lixo comercial e domiciliar nas cidades é feita pela empresa de limpeza pública local ou por empresas privadas. Outros tipos de lixo são de responsabilidade do gerador, conforme indicado na tabela abaixo: Tipo de lixo Domiciliar Comercial Serviços de saúde Indústrias Lixo de portos, aeroportos e terminais rodoviários Agrícola Entulho Responsável Prefeitura Prefeitura Gerador (hospitais, clínicas etc.) Gerador (indústrias) Prefeitura Gerador (agricultor, proprietário rural) Gerador As tecnologias aplicadas no tratamento e a disposição de resíduos são conhecidas como "Tecnologias de Fim de Tubo", pois dão ênfase ao resíduo no processo final e não no processo em que estes se formam e onde poderiam ser encontradas as oportunidades para reduzir ou evitar a sua geração. Essas tecnologias tendem a se tornarem ultrapassadas. Apesar de saber que elas ainda continuarão sendo usadas por muito tempo, espera-se que um dia o ser humano consiga finalmente aprender com a sábia natureza, aproveitando todos os seus resíduos. Em geral, os resíduos sólidos precisam passar por um tratamento antes do seu descarte final. Na maioria das vezes, os resíduos são responsáveis por sérios problemas de contaminação do solo, do ar e dos recursos hídricos, devido ao fato de eles apresentarem, na sua grande maioria, propriedades tóxicas, ou não serem biodegradáveis (não são degradados naturalmente). Quando não são aproveitados e dispostos de maneira incorreta, estes resíduos, que são de responsabilidade das empresas, podem trazer sérios problemas para o meio ambiente.
    • Ações recomendadas para prevenção da poluição A disposição ou lançamento do resíduo no meio ambiente é o que existe de menos recomendável no que se refere às ações para o controle de poluição. Não é à toa que essa alternativa encontra-se como última opção na pirâmide hierárquica de ações recomendadas para controlar a poluição. Mesmo em grandes metrópoles brasileiras, o lixo é depositado em lixões a céu aberto, causando grandes prejuízos ao meio ambiente. lixo em decomposição gera o chorume, líquido escuro com características altamente poluentes que pode contaminar o solo e as águas subterrâneas. O lixo jogado a céu aberto, sem os devidos cuidados é um perigo para o meio ambiente. Assim, se tiver de depositar resíduos, é recomendável usar um aterro sanitário municipal. Conservação Ambiental | 5/6 Economia de Água A água é fonte da vida e indispensável para a sobrevivência de qualquer ser vivo. A captação, o tratamento e distribuição de água são realizados pela empresa de saneamento local. Essa água é distribuída tanto para as áreas urbanas, como para as áreas industriais. A atual crise de abastecimento de água promete se estender pelos próximos anos por quase todo o território brasileiro. Por isso é necessário aperfeiçoar o uso deste bem, através de redução do desperdício, mudança de hábitos de consumo e implementação de sistemas de economia. A água é um bem precioso e escasso que pode faltar na cidade, no estado, no país, no continente e no mundo. Não deixe acabar! Dicas de economia: 1. Reduza o tempo do seu banho. 10 minutos são mais que suficiente. Desligue o chuveiro para passar o xampu e o sabonete. Além de economizar água, você vai ajudar a diminuir também o consumo de energia elétrica.
    • 2. Ao escovar os dentes ou fazer a barba, não deixe a torneira ligada o tempo todo. Abra a torneira apenas quando for enxaguar a boca ou o rosto. 3. Antes de lavar a calçada, varra bem para que o grosso da sujeira seja removido. Não utilize a mangueira. Encha um balde com água para lavá-la. Você vai economizar tempo e o efeito será o mesmo. 4. Para regar as plantas, utilize um regador. Faça isso no período da manhã ou ao entardecer quando o sol não está tão forte e a evaporação é menor. 5. Na cozinha, quando for lavar a louça, abra a torneira só quando for enxaguála. 6. Seu carro não precisa tomar banho todo dia como você. Deixe para lavar seu veículo nos finais de semana. Utilize um balde ao invés da mangueira. 7. Verifique regularmente as pias, privadas descargas, válvulas, caixa d'água, tubulações e torneiras. 8. Verifique sua caixa-d'água. Se ela estiver vazando, é sinal de que a bóia está com defeito e precisa ser trocada. 9. Quando verificar vazamentos de água nas ruas da cidade, ligue para o Serviço de Abastecimento e comunique o fato. Conservação Ambiental | 6/6 Economia de Energia Elétrica A geração de energia, no Brasil, está baseada na produção pelas usinas hidrelétricas, que dependem da água dos rios para o seu funcionamento. O aumento no consumo de energia implica na necessidade de criação de novas usinas para suprir esta demanda. As construções de usinas sempre implicam no alagamento de extensas áreas e conseqüentemente na destruição da natureza, gerando impactos para fauna e a flora, e também para os moradores das localidades onde as mesmas serão construídas. Assim, economizando energia, você está poupando o meio ambiente. Pense nisso! Veja algumas dicas para a Economia de Energia Elétrica: • Chuveiro Elétrico Geladeira/Freezer • Lâmpadas • Televisão • Ferro Elétrico • Máquina de Lavar Roupa • Ar Condicionado • Computador • Aquecedor Solar
    • No ato da compra: Verifique se o produto tem o SELO PROCEL DE ECONOMIA DE ENERGIA que tem por objetivo orientar o consumidor, indicando os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria como: geladeira, freezer, ar-condicionado, coletor solar, lâmpada fluorescente compacta e circular. O PROCEL - Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, também objetiva estimular a fabricação de produtos mais eficientes, contribuindo para a redução de impactos ambientais. Já o Selo CONPET de Eficiência Energética é destinado aos equipamentos consumidores de derivados de petróleo ou de gás natural como fogões, fornos e aquecedores de água a gás. Lar ecológico: Edificações Sustentáveis - Arquitetos podem projetar construções ecológicas, utilizando: madeiras de reflorestamento, energia solar, reaproveitamento da água (principalmente para descargas no vaso sanitário), tecnologia para captação de chuva, camada de terra com vegetação para diminuir o aquecimento interno, sensores de presença para iluminação, ampla ventilação (janelas), tijolos de vidro e telhas translúcidas para aproveitar a luz natural etc. Árvores dão sombra e ajudam a refrescar a casa. Energia é dinheiro. Não desperdice!!!
    • Conservação Ambiental | Mapa Conceitual
    • Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável| 1/7 Desafio Agora que o grupo já conhece a rotina de produção da empresa Leite Bão e sabe dos impactos que ela pode causar, você tem como missão entender a importância da Conservação da Biodiversidade e também o Conceito de Desenvolvimento Sustentável.
    • Para isso, fique muito atento ao conteúdo e, no final, identifique se o desenvolvimento da Leite Bão está indo na direção do desenvolvimento sustentável e das boas práticas ambientais. Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável | 2/7 Biodiversidade Você já parou para observar a enorme diversidade de organismos existentes no planeta Terra? Eles existem sob várias formas, tamanhos e cores. Existem dentro e fora da água, podem nadar, correr, voar etc. Com as constantes discussões sobre questões ambientais, certamente você já deve ter ouvido falar no termo Biodiversidade. Mas você sabe o que isto significa? Bio = vida. Diversidade = qualidade daquilo que é diverso, diferente, variado; variedade. Fique atento para aprender ainda mais sobre a biodiversidade! Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável | 3/7 Modelo de Desenvolvimento Sustentável O Desenvolvimento Sustentável foi definido pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente, no relatório "Nosso Futuro Comum", documento publicado pelas Nações Unidas, em 1987 como: "Modelo de Desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem a suas próprias necessidades". A adoção do Modelo de Desenvolvimento Sustentável exige o envolvimento de toda a sociedade. Antes de tudo, é necessário um processo de reeducação para que as pessoas optem por uma melhor forma de utilizar os recursos que a natureza oferece. Consiste na alternativa ideal para a prevenção dos problemas ambientais; é a adoção de um novo modelo de desenvolvimento. O bioplástico é um bom exemplo de um produto baseado no conceito de desenvolvimento sustentável. Utiliza um recurso renovável, a fibra vegetal, que se decompõe com facilidade na natureza. Os produtos de bioplásticos substituem os produtos derivados do petróleo (recurso não renovável).
    • Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável | 4/7 Extinção de espécies Se os níveis atuais de desmatamento das florestas continuarem, dentro de um século haverá a perda de inúmeras espécies de plantas e animais na bacia Amazônica, nas Américas Central e do Sul. Não se pode estimar precisamente o número de espécies que estão se extinguindo nas florestas tropicais ou em qualquer habitat pela simples razão de não conhecermos o número de espécies originalmente presentes. A União Internacional para Conservação na Natureza – IUCN – utiliza critérios para caracterizar as espécies ameaçadas de extinção contidas em listas e livros vermelhos. As espécies são classificadas em categorias que indicam o grau de ameaça: Extintas: espécies não encontradas na natureza nos últimos 50 anos. Em perigo: inclui espécies cujos números foram reduzidos a níveis críticos ou cujos habitats se reduziram drasticamente e que se encontram em perigo iminente de extinção. Vulneráveis: nesta categoria, estão incluídas as espécies em que as populações estão decrescendo pelo excesso de exploração e destruição extensiva de habitats ou por outro distúrbio ambiental. Raros: espécies localizadas em áreas geográficas ou habitats isolados ou distribuídos em áreas maiores, mas com populações pouco numerosas. Indeterminados: são espécies que podem ser enquadradas nas categorias “em perigo”, “vulnerável” ou “rara”, mas as informações existentes não permitem determinar a categoria mais apropriada. Insuficiente conhecido: são espécies de que se suspeita pertencer a uma das categorias acima, embora não se possa definir com segurança por insuficiência de informações. Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável | 5/7 Uso de transgênicos De acordo com a definição do Greenpeace, transgênicos ou organismos geneticamente modificados – OGM –, são seres vivos criados em laboratório a partir de cruzamentos que jamais aconteceriam na natureza: planta com bactéria, animal com inseto, bactéria com vírus etc., usando uma técnica que permite cortar genes de uma determinada espécie e colá-los em outra, os cientistas criam organismos totalmente novos com características específicas. Entre os principais problemas ambientais relacionados aos transgênicos está a mistura genética, que acontece quando plantas transgênicas cruzam com plantas
    • convencionais e se sobrepõem, causando uma perda da diversidade genética da espécie. Isso já aconteceu com o milho no México, por exemplo. Variedades que vinham sendo melhoradas há séculos pelos agricultores foram perdidas quando tiveram contato com o milho transgênico. Além disso, os OGM também podem aumentar o uso de agrotóxicos. A soja da Monsanto (indústria que produz alimentos geneticamente modificados), por exemplo, foi feita para ser resistente a um único pesticida. Após alguns anos usando sempre o mesmo produto, o agricultor começa a ter problemas para matar as ervas daninhas, que passam a ficar mais fortes e resistentes. Para acabar com esse problema, ele é obrigado a aplicar o veneno mais vezes e em quantidades cada vez maiores. E isso significa que mais agrotóxico será depositado no solo e na água ao redor da lavoura, conseqüentemente, o consumidor acaba ingerindo alimento com maior grau de contaminação por agrotóxicos. * Informações extraídas do website do Greenpeace. Para maiores informações, clique no link abaixo: http://www.greenpeace.org/brasil/transgenicos/perguntas-e-respostas2/. Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável | 6/7 Agenda 21 A Agenda 21 é um plano de ação para ser adotado global, nacional e localmente, por organizações do Sistema das Nações Unidas, governo e pela sociedade civil, em todas as áreas em que a ação humana traz conseqüências para o meio ambiente. Constitui-se na mais abrangente tentativa já realizada de orientar para um novo padrão de desenvolvimento para o século XXI, buscando a sustentabilidade ambiental, social e econômica, em todas as suas ações propostas. Conheça um pouco mais sobre a Agenda 21 clicando aqui. Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável | 7/7 Reaproveitamento e reciclagem de recursos A natureza tem seus ciclos, em que todos os recursos são reaproveitados e/ou reciclados naturalmente. O ser humano quando manufatura esses recursos para produzir bens de consumo gera resíduos que devem ser reaproveitados ou reciclados de alguma forma. Você já deve ter ouvido falar em coleta seletiva de lixo, certo? Esta é apenas uma maneira de reaproveitar e/ou reciclar os recursos. Quer saber mais? A coleta seletiva é a etapa essencial quando se busca uma maior eficiência na reciclagem. Tudo começa com a separação dos materiais recicláveis no próprio local onde são produzidos. Após a separação, os materiais são coletados e
    • encaminhados para o beneficiamento. Este sistema facilita a reciclagem, porque os materiais estarão mais limpos e, conseqüentemente, com maior potencial de reaproveitamento. Os sistemas mais utilizados na coleta seletiva são: Coleta porta-a-porta - os resíduos são selecionados e coletados diretamente nas casas, escolas, escritórios etc., pelo serviço de limpeza pública, sucateiros ou empresas responsáveis pelo serviço. Postos de coleta ou entrega voluntária - os resíduos são colocados em recipientes, containeres ou caçambas adequadas, em locais previamente definidos. Veja, na tabela, quais são os tipos de materiais que podem e os que não podem ser reciclados. Clique aqui. Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável| Mapa Conceitual
    • A integração humana com o meio ambiente| 1/4 Desafio 6 Após a indústria Leite Bão ser autuada pelas irregularidades ambientais, um funcionário da indústria foi designado para programar ações de conscientização e prática da educação ambiental, tanto para os funcionários da empresa, como também, para a população local. O seu desafio é conhecer as ações e práticas da educação ambiental e saber como essas ações podem integrar o ser humano com o Meio Ambiente.
    • A integração humana com o meio ambiente| 2/4 Mudança de comportamento A educação ambiental é uma educação transformadora, uma educação voltada para as mudanças de atitudes e comportamentos. Os problemas ambientais atuais são frutos das nossas ações e, para que esse cenário se modifique, é necessário ter consciência dessa problemática e mudar de atitude para que a nossa realidade se transforme. Você é parte integrante dessa mudança! A integração humana com o meio ambiente| 3/4 Fases da Educação Ambiental O desenvolvimento da Educação Ambiental no planeta surgiu com os principais eventos e iniciativas relacionados com a proteção ambiental. Veja como isso aconteceu: Nos anos 60, o livro “Primavera Silenciosa” da jornalista Rachel Carson provocou um forte impacto sobre a consciência ecológica em diversos países. A autora realizou uma pesquisa de abrangência mundial sobre os usos e abusos dos agrotóxicos e seus efeitos sobre o meio ambiente. Suas denúncias resultaram em mobilização de organizações não governamentais e pressão sobre as autoridades constituídas. A Conferência de Estocolmo: Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente aconteceu em junho de 1972, em Estocolmo, Suécia. Esta conferência é considerada um grande marco na história por ter chamado a atenção do mundo para a gravidade da situação ambiental. Um dos resultados da Conferência de Estocolmo foi a criação, em 1972, pela ONU, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA (UNEP- United Nations Environmental Program). Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio: Esta Convenção, realizada em março de 1985, teve como objetivo discutir os mecanismos necessários para proteger a saúde humana e o meio ambiente contra os efeitos adversos, resultantes das modificações da camada de ozônio, estabelecendo medidas e desenvolvendo protocolos com este propósito. Como resultado desta Convenção, foi estabelecido o Protocolo de Montreal, de abrangência internacional, lançado em 1987, o qual estabelece diretrizes para controlar as emissões de substâncias que destroem a camada de ozônio tais como aquelas que contêm CFCs - Cloro Flúor Carbonos nas
    • suas composições. Diversos países se comprometeram com o que foi estabelecido neste Protocolo, inclusive o Brasil. Conferência Rio-92 ou ECO-92: Conhecida também com Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento ou a Cúpula da Terra, foi realizada em junho de 1992. Na oportunidade estiveram presentes delegações nacionais de 175 países. A Conferência foi audaciosa ao permitir uma grande participação de organizações nãogovernamentais (ONGs), que passaram a desempenhar um papel fiscalizador e pressionar os governos para o cumprimento dos compromissos firmados neste evento. Para saber mais sobre a Conferência Rio-92, acesse este link. A Instituição da Política Nacional de Educação Ambiental: Em 27/04/99, o então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, sancionou a lei que institui a Política Nacional de Educação Ambiental. O projeto de lei, de autoria do ex-deputado Fábio Feldman, tramitou no Congresso Nacional por seis anos. No processo de elaboração da lei, foram consultadas mais de trezentas entidades de todo o país, entre universidades, secretarias estaduais de meio ambiente e organizações ambientalistas. A integração humana com o meio ambiente | 4/4 Ações para conscientização e prática da educação ambiental Apresentaremos agora dicas e ações para a prática de educação ambiental nas empresas, escolas, bairros e ambientes domésticos. Boas práticas nas empresas No segmento industrial, as empresas vêm sofrendo grandes pressões em relação às questões ambientais, em função da Norma Internacional Ambiental ISO-14001. Um Programa de Educação Ambiental numa empresa deve ser contínuo e permanente, constituído de várias etapas. O ideal é adotar um programa que, além de promover a sensibilização dos empregados para as questões ambientais, possa igualmente oferecer suporte na implantação do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) das empresas. Um bom exemplo de programa de Educação Ambiental na empresa é a realização da coleta seletiva que beneficia uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis.
    • Boas práticas nos bairros Qualquer atividade sobre Educação Ambiental, quando direcionada a bairros ou comunidades, tem que considerar a história, a cultura e os costumes do local. O teatro, as gincanas, os festivais, os shows musicais e as campanhas podem ser recursos interessantes para divulgar as boas práticas ambientais. O ideal é envolver a comunidade na criação de idéias, personagens e símbolos, que devem estar de acordo com a realidade local. Oficina de vídeos, envolvendo a participação de todos é também uma excelente alternativa. Boas práticas nas escolas Nas escolas, tanto por exigência da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) quanto da nova Política Nacional de Educação Ambiental, os conteúdos de Educação Ambiental deverão ser integrados ao currículo através do que se chama "TRANSVERSALIDADE", isto é, "atravessando" as diversas áreas do conhecimento, de forma a criar uma visão global e abrangente da questão ambiental. No caso da Educação Ambiental, o profissional deverá estimular a aplicação do conhecimento de diversas disciplinas para análise de uma situação, considerando a dimensão cultural e natural do local, visando à transformação da realidade em benefício do meio ambiente. Boas práticas no ambiente doméstico Uma forma de garantir que seus filhos se tornarão futuros cidadãos, alinhados às novas tendências mundiais é informá-los sobre a Educação Ambiental. Explique a todos por que é importante não desperdiçar a água, energia e papel. Informe para onde vai o lixo que é gerado na sua casa e por que é importante reduzi-lo, assim como fazer a coleta seletiva doméstica. Se existir espaço para cultivar algumas plantas, incentive as pessoas a aproveitarem os restos de alimento como adubo. Leve filmes educativos para casa e assista-os com sua família. Existem filmes interessantes disponíveis em bibliotecas ou em órgãos públicos. Alguns canais de televisão já oferecem também algumas opções de programas educativos relacionados com a questão ambiental. Diante das Ações para conscientização e prática da Educação Ambiental, pode-se afirmar que a educação ainda é o melhor meio de conscientizar as pessoas de que o meio ambiente precisa de cuidados. Estratégias devem ser adotadas para a sustentabilidade como, por exemplo, parcerias de intercâmbio de informações entre municípios e compromissos de
    • cooperação com governos locais. Estes devem levar em conta, principalmente, as especificidades e as características particulares de cada localidade, de cada cidade, e planejar o que deve ser desenvolvimento sustentável em cada uma dessas localidades. Clique no link abaixo e veja um exemplo de boas práticas ambientais. Idéia Luminosa - Lâmpadas de Água A integração humana com o meio ambiente| Mapa Conceitual
    • Educação para a Qualidade Ambiental Desafio 7 O funcionário da Leite Bão, para criar ações de educação para a qualidade ambiental precisou conhecer as normas ambientais e saber como aplicá-las na empresa. Você já ouviu falar nas Normas Ambientais? Seu desafio é esse. Conhecer as normas ambientais e os mecanismos utilizados na indústria para garantir uma melhoria da qualidade ambiental. Bons estudos!
    • Educação para a Qualidade Ambiental | 2/4 Educação para a Qualidade Ambiental Como você já deve ter percebido ao longo do nosso curso, é inegável a prática da educação ambiental para uma melhoria da qualidade de vida do nosso planeta, certo? Nas empresas, a prática da educação ambiental está diretamente ligada às questões do aumento da competitividade no mercado interno (Brasil) e no mercado externo (outros países). Veja a seguir alguns mecanismos e iniciativas de conformidade e atuação com responsabilidade ambiental utilizados na indústria para garantir uma melhoria da qualidade ambiental: Programa Poluidor Pagador Este Princípio foi popularizado, em 1975, pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico – CECD, que estabelece que o poluidor potencial deve agir de modo a prevenir a poluição e arcar com os custos referentes à remediação e recuperação dos danos decorrentes desta poluição. Programa de Atuação Responsável (Responsible Care Program) Este Programa foi criado no Canadá, em 1984, com o objetivo de melhorar a imagem pública da indústria química, acuada pela sociedade em virtude dos fortes impactos ambientais que esta vinha provocando ao meio ambiente. Atualmente, este programa é obrigatório para os membros da Associação das Indústrias Químicas (Chemical Industries Association), baseia-se nos princípios da gestão da qualidade total, incluindo a avaliação dos impactos atuais e potenciais sobre a Saúde, Segurança e Meio Ambiente. Prevê, ainda, a prestação de informações da empresa a todas as suas partes interessadas. No Brasil, este Programa é gerenciado pela ABIQUIM - Associação Brasileira das Indústrias Químicas. EMAS = Eco - Management and Audit Scheme Trata-se da Regulamentação de Gestão e Auditoria Ambiental (EEC N° 1836/93), criada em 1992 e adotada pelos Ministros do Conselho da União Européia em 1993. Os principais requisitos para uma empresa adotar o EMAS são: Declaração de uma Política Ambiental; Realização de uma auditoria ambiental; Implementação de um Sistema de Gestão Ambiental aplicável em todas as atividades desenvolvidas pela empresa; Compromisso com a melhoria contínua de desempenho ambiental.
    • Educação para a Qualidade Ambiental | 3/4 Mecanismos para garantir melhor qualidade ambiental Veja abaixo mais alguns mecanismos utilizados na indústria para garantir uma melhoria da qualidade ambiental: Selos ecológicos São selos concedidos às empresas que comprovam que estão fabricando e/ou utilizando processos que não causam danos ao meio ambiente. O primeiro selo ecológico surgiu na Holanda, em 1972, mas só na década de 90, quando a questão ambiental começou a ser considerada um diferencial competitivo no mundo dos negócios, é que houve o maior incentivo para a criação destes selos em diversos países. Protocolo Verde Este Protocolo foi publicado pelo Ministério do Meio Ambiente em 1995. Seu objetivo é incorporar a variável ambiental no processo de gestão e concessão oficial de créditos e benefícios fiscais às atividades produtivas. Os bancos devem adotar sistemas internos de classificação de projetos que levem em conta o impacto ambiental e suas implicações em termos de risco de crédito. O BNDS, Banco do Brasil, BASA, BNB, CEF já vêm atuando dentro dos Princípios do Protocolo Verde. As práticas de Produção Limpa estão mais próximas do topo da pirâmide. Produção Limpa Os princípios da Produção Limpa (Clean Production) surgiram nos anos 80, como proposta da organização ambientalista internacional Greenpeace, na campanha para mudança mais profunda do comportamento industrial. A boa idéia ganhou maior visibilidade, a partir de 1989, quando o PNUMA Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente criou o programa de Produção Mais Limpa. Os Programas de Produção Limpa já vêm sendo amplamente disseminados no mundo e já existem cerca de 30 Centros de Produção Limpa criados com o apoio da UNIDO/UNEP envolvendo muitos países e organizações. O CNTL - Centro de Tecnologias Limpas foi o primeiro Centro deste tipo criado no Brasil. Sua implantação, em julho de 1995, foi fruto de um convênio com a UNIDO/UNEP e o Ministério das Relações Exteriores, em parceria com a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, estado onde este centro está localizado. O site do CNTL é: http://www.rs.senai.br/cntl .
    • Existem também Núcleos de Produção Limpa no Brasil sediados em diversos estados brasileiros os quais atuam em conjunto com universidades e empresas, formando uma rede voltada para a disseminação destes programas no Brasil. Nesses Programas, procura-se investigar as causas da geração dos resíduos, substituindo a pergunta convencional usada na gestão de resíduos: "Como se podem tratar os resíduos?" pela pergunta "De onde vêm os resíduos e por que eles se formam?" Educação para a Qualidade Ambiental | 4/4 A questão econômica e as normas ISO 14000 A sigla ISO significa Organização Internacional para Normalização (International Organization for Standardization ). Essa organização está localizada em Genebra, na Suíça, e foi fundada em 1947. Trata-se de uma referência à palavra grega ISO, que significa igualdade. O propósito da ISO é desenvolver e promover normas e padrões mundiais que traduzam o consenso dos diferentes países do mundo de forma a facilitar o comércio internacional. A ISO tem 119 países membros. A série de normas ISO-14000 é fruto do trabalho do Comitê Técnico TC-207 da ISO. O Brasil faz parte da ISO, como sócio fundador, através da ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas. A ISO é uma grande família que possui diversas normas como por exemplo: NBR ISO 14001, NBR ISO14004, NBR ISO 14010, NBR ISO 14011e a ISO 14001 (enfoque ambiental). ISO 14001- Sistema de Gestão Ambiental Esta norma fornece informações para a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental a partir da identificação e priorização dos aspectos e impactos ambientais da empresa. É a única norma da série ISO 14000 que permite a empresa receber um certificado ambiental. O ciclo mostrado abaixo é o "Ciclo do PDCA", iniciais das palavras inglesas Plan (planejar), Do (fazer), Check, (checar, avaliar) Act (agir para a melhoria). O ciclo do PDCA é muito utilizado nos processos de implantação do Gerenciamento pela Qualidade Total - GQT.
    • Elaboração da ISO-14000 Com o apoio de diversos setores da economia brasileira, o GANA - Grupo de Apoio à Normalização Ambiental, criou em 1994, as principais atribuições no processo de elaboração das normas ISO-14000: Acompanhar as discussões que ocorriam nas reuniões do TC-207; Avaliar como as sugestões e opiniões levantadas nessas reuniões poderiam influenciar na competitividade dos produtos nacionais; Propor alternativas que atendessem aos interesses do Brasil. Com o desenvolvimento da maioria das normas da série ISO-14000, o GANA Grupo de Apoio à Normalização Ambiental foi extinto e deu lugar ao Comitê Brasileiro CB-38. A presença brasileira na elaboração da ISO-14000 é muito importante. Essa participação tem colocado o Brasil numa posição respeitável perante o TC-207.
    • Educação para a Qualidade Ambiental| Mapa Conceitual
    • Fechamento Parabéns! Agora que você descobriu o significado e a importância do meio ambiente e conheceu as suas variações, suas problemáticas e seus avanços, que tal refletir sobre como você pode contribuir para cuidar do meio ambiente e preservá-lo para as futuras gerações!!!! Para avaliar o que você aprendeu durante o curso faça agora a sua avaliação final. Boa sorte!
    • Bibliografia ABREU, D. Hóspede que te quero verde - Casa da Qualidade Editora, Salvador, 2000. ABREU, D. Os ilustre hóspedes verdes, Casa da Qualidade Editora, Salvador, 2001. ABREU, D. Sem Ela, nada feito! - Educação Ambiental e a ISO-14001, Casa da Qualidade Editora, Salvador, 2000. BOYDEN, S. V. The ecology of a city and its people. Australian National University Press, Camberra, 1981. BRASIL. LEI No 9.795, DE 27 DE ABRIL DE 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. CALLENBACH, E., CAPRA, F., GOLDMAN, L., LUTZ, R., MARBURG, S., Gerenciamento Ecológico. Editora Cultrix, São Paulo, 1993. CAPRA, Fritjof. A Teia da Vida. Ed. Cultrix, 1996. Carta do Cacique Seattle ao Presidente dos Estados Unidos (texto de domínio público distribuído pela ONU). CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental. Disponível em: http://www.cetesb.sp.gov.br/Agua/rios/curiosidades.asp Acesso em: 08 mai 2008. DIAS, G., F. Educação Ambiental – Princípios e Práticas. Editora Gaia. 6ª Ed. São Paulo, 2000. ECO 92. http://pt.wikipedia.org/wiki/ECO-92. Fundação Universidade Federal do Rio Grande; Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental. Prof. Dr. VELASCO, S. Lopez. Perfil da Lei de Política Nacional de Educação Ambiental; 2000. Disponível em: <http://www.remea.furg.br/mea/remea/vol2art3.html>. Acesso em: 08 mai 2008. Greenpeace. http://www.greenpeace.org/brasil/ IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis http://www.ibama.gov.br/ecossistemas/home.htm IDEC – Instituto de Defesa do Consumidor - www.idec.org.br JACOBI, Pedro. Meio Ambiente e Educação para a Cidadania: O que Está em Jogo nas Grandes Cidades?, In: A Contribuição da educação Ambiental à Esperança de Pandora. 3ª Edição, Editora Rima. São Carlos/ SP: 2006. MEDINA, Naná Minini. Breve histórico da educação ambiental. In PÁDUA, Suzana Machado & TABANEZ, Marlene Francisca (org). Educação ambiental caminhos trilhados no Brasil. Brasília, Instituto de Pesquisas Ecológicas, 1997. MMA – Ministério do Meio Ambiente Disponível em: http://www.mma.gov.br/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=18. Acesso em: 08 mai 2008. ODUM, Eugene P. Ecologia. Rio de Janeiro. Editora Guanabara 1985. 434 p. PEDRINI, Alexandre de Gusmão. et al. Educação ambiental; reflexões e práticas contemporâneas. Petropólis, Editora Vozes,1997. PNUD. A escassez de água cria nova injustiça: a exclusão hídrica. Disponível em: <http://www.pnud.org.br>. Acesso em: 08 mai 2008. SENAI – DR BA. (Apostila Gestão e Tecnologia Ambiental). Lauro de Freitas: CETIND, 2005.
    • Créditos SENAI - DN Unidade de Educação Profissional e Tecnológica - UNIEP Paulo Rech Gerente-Executivo Paula Martini Gestora da Rede SENAI de Educação a Distância FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DA BAHIA – FIEB Victor Ventin Presidente SENAI - Departamento Regional da Bahia Gustavo Leal Sales Filho Diretor Regional Ricardo Santos Lima Gerente do Núcleo de Educação a Distância Alex de Oliveira Coelho Coordenação de Produção Hélio da Silva Pereira Coordenação Técnica Fabiano Staut Lucas Bandeira Boccanera Elaboração Paula Fernanda Lopes Guimarães Sueli Neide da Cunha Santos Kariene da Silva Simões Santos Orientação Pedagógica e Roteiro Natália Leoni Sobral Roteiro Leonardo Silveira Santana Projeto Gráfico Wilson de Souza Mendes Diagramação Thiago Calheira Durães Ilustrações Fernando Oliveira Palma Franey Tanajura Lima Programação de Sistemas Edvan de Souza Santos Apoio Administrativo Iranildes Cerqueira Aquino Revisão Gramatical e Ortográfica
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