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pelo trabalho exercido durante o período de gestão. Assim como também haveráoutros que buscarão responder às promessas pol...
MÍDIAS SOCIAIS          As notícias contidas no mundo eram concentradas em jornais, revistase principalmente na televisão,...
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Considerações Finais          Durante as eleições de 2010, as campanhas online tomaram destaqueno plano nacional. Utilizan...
Erro da equipe do candidato, pois a repercussão disso nas redessociais pode tomar proporções gigantescas de forma a acabar...
REFERÊNCIASBURGOS,      Pedro.     Campanha         #PreçoJusto:   não    apoiamos,       masapoiamos.(2011). Disponível e...
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As Redes Sociais e Ação Política Partidária no Brasil: Propaganda ou Notícia no Twitter

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Não falamos apenas do twitter. Exploramos o posicionamento político nas mídias sociais, além de dar como exemplo algumas manifestações online como o #preçojusto.

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As Redes Sociais e Ação Política Partidária no Brasil: Propaganda ou Notícia no Twitter

  1. 1. UNIVERSIDADE TIRADENTES – UNIT REALIDADE BRASILEIRA E REGIONAL DANIEL SIMÕES CALDAS ISAAC BUZZOLA CHENE ISIS GUIMARÃES JOSÉ ALBERTOAS REDES SOCIAIS E AÇÃO POLÍTICA PARTIDÁRIA NO BRASIL: PROPAGANDA OU NOTÍCIA NO TWITTER Aracaju Maio, 2012 1
  2. 2. SUMÁRIO• INTRODUÇÃO• POLÍTICAS PARTIDÁRIAS• MÍDIAS SOCIAIS• CONSIDERAÇÕES FINAISREFERÊNCIAS 2
  3. 3. • INTRODUÇÃO Muito se fala sobre redes sociais no mundo inteiro, porém a relação queé feita em torno deste assunto é a que as mesmas estão apenas ligadas à Internet,ou mais especificamente às Mídias Sociais.Redes sociais, desde os primórdios dacomunicação humana, estão presentes no nosso cotidiano. É possível conceituarcomo uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadaspor um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns.Sendo assim, não apenas presente na Internet a partir de plataformas de filtragemde conteúdo, as redes sociais conceituam-se também nos grupos de discussãoem praças públicas, reuniões de famílias, grupos de amigos, movimentos sociais,etc. Segundo Recuero (2009) as redes sociais são como os sistemas quepermitem ao autor (primeiro elemento principal da rede social representado pornós) a construção de uma pessoa através de um perfil; a interação através decomentários; e a exposição pública da rede social de cada indivíduo. As redessociais seriam uma categoria do grupo de software sociais, que seriam programascom aplicação direta para a comunicação mediada por computador. Se tratando de política brasileira, é possível ver que em diversosmomentos da história do país houve formações de grupos que buscavam cumprirum objetivo em comum, sejam ligados a conquistas de bens de consumo,questões de apropriação de terra, condições gerais de vida, desigualdadesculturais, questões trabalhistas, direitos humanos ou vinculados a problemasespecíficos. Porém, nos primeiros momentos, nas primeiras movimentaçõessociais, a relevância que era dada aos mesmos não estimulava o apoio dasociedade brasileira como um todo, de forma que houvesse alguma alteraçãocultural relevante. Eram considerados como locais ou paroquiais em suasperspectivas, descontínuas e efêmeras em sua existência, cuja satisfação 3
  4. 4. redundaria, em geral, em sua desmobilização ou extinção. Não existindo acomunicação massificada dos movimentos, apenas, talvez, a manipulação dasgrandes empresas de comunicação para não dar foco às manifestações. Asociedade brasileira careceu por muito tempo de informações deste patamar.Porém, com a evolução da sociedade, dos meios de comunicação e docrescimento de interesse por parte da população em participar de movimentos queestimulam a mudança do país, estes pequenos movimentos locais começaram aunir forças com outros grupos que possuíam os mesmos objetivos, ou objetivosparecidos que podiam se somar em apenas uma ideologia ou interesse.Comissões passam a ser associações que se desenvolvem à, talvez, partidospolíticos, grupos grandes ou pequenos, como associações de moradores, ONGs,enfim, redes sociais com objetivos em comum com características políticas edemocráticas. (PERUZZO, 1998) A Ditadura Militar e o impeachment de Collor foram marcos na históriado Brasil, não apenas pelas questões políticas, mas também como provas de quegrandes atitudes por parte da sociedade brasileira contra o Estado, podemprovocar mudanças a favor da mesma. Os acontecimentos ocorreram a partir daformação de uma geração de opinião pública com um objetivo em comum. Umagigantesca rede social. 4
  5. 5. POLÍTICAS PARTIDÁRIAS Para se discutir a relação entre Política e Mídias Sociais é precisoprimeiramente ressaltar as questões tendenciosas das políticas partidárias. Quaisseriam suas verdadeiras intenções e como agem para conquistar a simpatia doseleitores? Uma pessoa política não possui muita relevância ou reconhecimentoneste mundo sem antes seguir uma ideologia. Para se ter presença políticaoficializada, na nossa democracia, é preciso fazer parte de um partido político. Apossível interpretação disso é que para poder crescer como representante dopovo, é preciso investimento. Investimento para se promover, para carregar umnome nas costas, para as pessoas apontarem os dedos quando algo erradoacontecer. Um partido vai muito além das ideologias. Um partido é como umaempresa que foca no lucro do capital social. As políticas partidárias são focadasem conseguir eleitores, ou seja, pessoas que comprem o seus produtos. Cabe à sociedade julgar se os sorrisos que recebem de políticos sãorealmente verdadeiros ou se são parte de uma estratégia de marketing que aassessoria política bolou para conseguir a simpatia de alguns eleitores. Este é umtipo de pensamento que não se encaixa no mundo que vivemos hoje, pois, aspessoas não mais são passivas às mensagens de uma marca política. Hoje pode-se reclamar, conversar, expressar-se. A Internet está aqui para provar. Apesar de aparentar que os parágrafos acima são críticas, cabe dizeraqui que estas são questões de troca de valores. Como em qualquer vidacapitalista, se algo é feito, é preciso que haja um retorno, um reconhecimento.Então é bem capaz que boa parte dos políticos conquistem seus públicos-alvo 5
  6. 6. pelo trabalho exercido durante o período de gestão. Assim como também haveráoutros que buscarão responder às promessas políticas no final. No geral, quefique claro que políticas partidárias focam na conquista de votos. Nas estratégias de persuasão nas mídias tradicionais, onde o eleitor épassivo a informação e é bombardeado de propagandas para a promoção de umafigura política, fica claro a eficiência da publicidade pelos resultados obtidos nascampanhas milionárias. Porém, na Internet, mais precisamente nas redes sociais,não há como existir uma estratégia de mesmo calão, pelo fato do leitor ter controlede grande parte das mensagens que quer receber. O pensamento políticotradicional será, de certa forma, alterado, pois as estratégias que focam em acusaro inimigo por erros de gestão cometidos (ou não), nas redes sociais, podeproliferar uma mensagem negativa que, provavelmente, gerará discussõescontrárias aos objetivos políticos de reconhecimento primeiramente planejados. 6
  7. 7. MÍDIAS SOCIAIS As notícias contidas no mundo eram concentradas em jornais, revistase principalmente na televisão, ainda considerado o melhor meio de comunicação.Com o passar dos anos, com a fortificação da Internet e das mídias sociais, a webse torna não só o mais novo meio de comunicação, como também um ambienteaberto para discussões de todos os tipos, inclusive assuntos sobre asociedade. Para a política, esse novo espaço se torna essencial em todos ossentidos. Por exemplo, antes o cidadão se via distante dos governantes. De umlado o cidadão com o seu cotidiano e, em um universo paralelo, estava o políticocom suas propostas e decisões. Com a web essa distância se quebra e é nessemeio que as novas estratégias políticas devem estar concentradas. O político desce do palanque e vai até os eleitores, ou vice-versa. Nãoé preciso ouvir ao programa de rádio ou comparecer às sessões da assembleiapara ser um cidadão engajado. Usando o computador ou o celular, qualquerpessoa pode ser uma influenciadora ou formadora de opiniões. Se quiser, elapode fazer a política na mesma rede em que interage com seus amigos e cultivaseus hobbies. A grande questão é que o político se mostra presente na vida dapopulação e não só conquista os votos que irão contabilizar nas urnas, mastambém conquista a confiança do cidadão, claro, que quando a equipe que faz agestão de suas mídias sociais é eficiente. Saber que nas redes o candidatotrabalha a transparência, e com o contato direto com as pessoas, faz, de certaforma, as propostas de governo muito mais próximas de uma realidade palpável. Pelo Twitter, uma das plataformas de comunicação online, sãomarcadas diversas manifestações, assim como o Facebook e as demaismetrópoles sociais. É algo interessante de notar, pois fortalece mais e mais a 7
  8. 8. participação política dos jovens e demais gerações. De poucos anos para cá, épossível ver alguns eventos ocorrendo no ambiente virtual que tem, de certa forma,movido multidões a tomar atitudes a favor de uma causa. O porém é que emgrande parte das vezes, esta atitude se resume a apenas um apoio verbal nasredes sociais. Por exemplo, o caso do #preçojusto.Esta ação iniciou-se com umgaroto, o Felipe Neto, que faz muito sucesso com seus vídeos na internet e,revoltado com a situação dos altos impostos no Brasil, produziu um vídeo para oYoutube convidando as pessoas a participarem de um abaixo-assinado virtual noqual ele buscava adquirir um milhão de assinaturas e comprometia-se a levar estedocumento diretamente para a presidenta Dilma, no planalto. A atitude gerou umacerta repercussão durante alguns dias nasmídias sociais, porém poucas semanasdepois nada mais estava sendo falado. (BURGOS, 2011) Um fato interessante sobre este caso, foi o apoio do jornal virtual 247. Oconteúdo do site deles é normalmente político e bem informativo, quase umaCarta Capital das mídias sociais. O apoio do jornal ao Felipe Neto na causa,mostra o conhecimento destes meios de informação política à relevância dasredes sociais para um impacto massivo.Nota-se que, com a Internet em mãos, éapenas preciso saber usá-la corretamente ao modo que todos poderão semanifestar e repassar as mensagens aos amigos e familiares, criando assim umacadeia de informação que pode, ou não, levar a uma ação. 8
  9. 9. Considerações Finais Durante as eleições de 2010, as campanhas online tomaram destaqueno plano nacional. Utilizando de referência a campanha do presidente BarackObama dos Estados Unidos, Marina Silva, por ter menos tempo na TV(provavelmente por questão de menos dinheiro para investir em mídias de massa),apostou no marketing digital para conquistar a simpatia dos eleitores. Como vistona época, o poder das redes sociais para a política conseguiu convencer um bomnúmero de pessoas, revertendo as interações da candidata em votos, levando acampanha para o segundo turno. (MASINI, 2010) A estratégia política digital é, em teoria, simples. A humanização daimagem de uma figura política faz com que as pessoas que as seguem nas redes,simpatizem com os ideais de um candidato e com seus projetos, pois ele está alidiretamente conversando com cada usuário que deseja interagir. Um caso recenteinteressante de citar foi o do pré-candidato a prefeitura do Rio de Janeiro RodrigoMaia. Ele foi acusado de utilizar perfis falsos no Facebookpara interagirem emsuas postagens.Algum internauta fez um vídeo mostrando as farsas dasinterações de alguns usuários à Fan Page oficial do Deputado. De acordo com aprodução, o político utilizou um site de internet que pesquisa pelo mundo rostos depessoas de acordo com características previamente programadas, para criar estasinterações e, em um programa político, mostrar que ouvia o apelo daqueles e queiria trabalhar para melhorar a qualidade de vida, etc. Pura estratégia demarketing(GÓES, 2012). 9
  10. 10. Erro da equipe do candidato, pois a repercussão disso nas redessociais pode tomar proporções gigantescas de forma a acabar com a imagem docandidato, do partido, da agência que estava fazendo a gestão de mídias sociaisdele, da assessoria, enfim. Na Internet, a mensagem é orgânica, horizontal. Todostem acesso a conteúdo na palma das mãos e não adianta tentar processar ummeio de informação, porque, como dizem os profissionais de comunicação: “Querdivulgar uma mensagem? Proíba-a”. (Jaciara, 2012) 10
  11. 11. REFERÊNCIASBURGOS, Pedro. Campanha #PreçoJusto: não apoiamos, masapoiamos.(2011). Disponível em: <http://www.gizmodo.com.br/e-a-campanha-do-precojusto-hein/>. Acesso em: 24 de maio, 2012.GOÉS, Bruno. PMDB acusa Rodrigo Maia de criar perfis falsos noFacebook.(2012). Disponível em: <http://oglobo.globo.com/pais/pmdb-acusa-rodrigo-maia-de-criar-perfis-falsos-no-facebook-5085925>. Acesso em: 26 de maio,2012.MASINI, Marcos. Eleições 2010: Campanha online de Marina Silva ganhoudestaque na mídia.(2010). Disponível em:<http://jornalistamasini.wordpress.com/2010/10/07/eleicoes-2010-campanha-online-de-marina-silva-ganhou-destaque-na-midia/>. Acesso em 28 de maio, 2012.PERUZZO, Cicilia Maria Krohling. Comunicação nos movimentos populares: aparticipação na construção da cidadania. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. 342 p.RECUERO, Raquel. Redes sociais na internet. Porto Alegre: Sulina 2009 191 p.(Coleção Cibercultura) 11

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