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Midia Social Midia Social Document Transcript

  • Daiane Lins Mídias Sociais Não uma promessa, uma realidade mal interpretada. São Paulo 2010
  • Índice Introdução .............................................. 3 Rede Social ............................................ 4 Usuários de Redes Sociais ................ 4 Mídia Social ............................................ 6 Crescimento ........................................... 7 Campanhas em Mídias Sociais ......... 8 Brand-jacking ........................................ 9 Conclusão ............................................ 10 Bibliografia ........................................... 11
  • 3 Introdução Os avanços da tecnologia e a forma como ela vêm sendo difundida, mesmo entre membros com menores condições econômicas, é um fenômeno indiscutível que só tende a aumentar. A internet tornou-se tema central dos mais diversos círculos sociais, e a inclusão digital é hoje uma das grandes preocupações dos governos. As organizações enquanto membros de uma sociedade que se vê em meio a uma “revolução”, são obrigadas a adequar-se a esta nova realidade. Entretanto essas mudanças ocorrem de forma surpreendentemente rápidas e muitas vezes o curto espaço de tempo para implantação de projetos faz com que eles iniciem de forma falha ou equivocada. Em meio a esta sociedade sedenta por novas formas de conhecimento em contraste com organizações em busca de adequar seus processos, surgem as redes sociais. Inicialmente simples formas de comunicação, mas logo se observou seu potencial na criação de uma imagem organizacional. Redes sociais tornaram-se mídias e perfis institucionais começaram a surgir exponencialmente.
  • 4 Rede Social Neste contexto entende-se por redes sociais sistemas que buscam conectar pessoas, possibilitando a comunicação entre elas. Elas permitem, através de softwares específicos, a criação de perfis com dados e informações nos mais diversos formatos, como textos, fotos, vídeos, entre outros. Elas saíram do nível de promessa para uma realidade indiscutível em um período muito curto, trouxeram consigo um leque gigantesco de oportunidades, tanto para os usuários quanto para as organizações. Dia após dia elas vêm transformando a sociedade devido ao grande fluxo de informações disponíveis. Aumenta-se a discussão sobre temas pertinentes, uma vez que há um embasamento maior para isso; cresce o número de exigências dos consumidores, situação esta que obriga as empresas a adotarem uma nova postura; diminuem-se as barreiras de espaço, rompem-se barreiras de tempo. Entretanto a velha premissa de que “nada é perfeito” sobrevive, surgem novas modalidades de crimes, troca-se o convívio físico pelo virtual, tem-se de forma cada vez mais nítida a perda de culturas locais, ou seja, as especificidades regionais sucumbem aos efeitos da globalização. No Brasil as redes sociais encontram-se no topo da lista de preferências quando se diz respeito à divulgação de informação, é o que indica o relatório da Universal McCann denominado “Power to the People – Social Media Tracker Wave 4”, que durante o período de novembro/2008 a março/2009 estudou o comportamento de usuários de redes sociais em 38 países. As redes sociais como Facebook, Orkut, Twitter, MySpace,entre outros, são ferramentas indispensáveis no novo cenário 2.0, sendo necessário se adaptar a elas e, principalmente, explorar as suas possibilidades ao máximo e da melhor forma possível Usuários de Redes Sociais – A Sociedade da Informação As redes sociais crescem à medida que aumenta a confiança das pessoas nas pessoas. Não importa o quanto se gaste para fazer uma propaganda em horário
  • 5 nobre, o fato de uma celebridade falar das vantagens de um produto não levará o consumidor à ação de compra, ele procurará outras opiniões de consumidores com os quais ele compartilhe de alguma afinidade, caso a resposta seja positiva o interesse por aquele produto cresce consideravelmente. Pode-se afirmar que as experiências pessoais possuem mais valor que a imagem pregada por uma organização. À medida que antigas barreiras de comunicação são quebradas aumentasse a confiança no indivíduo. No processo de comunicação entre os homens há ainda a complexa questão da personalidade, ou seja, a bagagem que o indivíduo recebe não só de seus pares e ascendestes diretos. E é pela comunicação que a personalidade se manifesta. De pouco adiantará um indivíduo brilhante, em todos os aspectos, se seu brilhantismo ficar guardado para ele mesmo, se faltar a ele a capacidade de mostrar suas qualidades para o mundo exterior. Sua capacidade de codificar os sentimentos interiores em palavras é que vai defini-lo perante a sociedade. (Figueiredo; Giangrande, 1999) E são as diferentes personalidades, etnias, idades, religiões, nacionalidades, e mesmo classes sociais que tornam impossível definir o perfil desse usuário. Poder- se-ia apresentar dados, estatísticas, que demonstrassem como é formada a maioria dessas pessoas, entretanto seria um grande equivoco, pois em uma sociedade onde se tem visto diferentes minorias vencerem antigos preceitos não se pode mais analisar o todo a partir da maioria; as novas formas de comunicação permitiram que as minorias tivessem tanta voz quanto as grandes massas. Entretanto o conjunto desses diferentes indivíduos formou um todo que pode ser definido a partir de uma característica comum. O trafego de informações, a velocidade com a qual ela é processada e divulgada, fez surgir uma nova sociedade. Acima de outras questões surge uma sociedade que tem poder. Poder para expressar o que sente e pensa sobre determinado tema ou organização. Poder para disseminar uma idéia por todo mundo em um curto período de tempo. Poder para mobilizar milhões de pessoas em torno de um ideal. Poder para conhecer o mundo durante o horário de almoço. Nasceu uma sociedade com o poder da informação, e os integrantes desta sociedade são os usuários das redes sociais.
  • 6 Mídia Social Entende-se por mídia todo meio de comunicação usada para divulgar uma propaganda/publicidade. Com o crescimento do uso da internet e os sucessos das redes sociais, as empresas perceberam que já não bastaria ter apenas um site, era necessário um novo canal de comunicação com o consumidor. Consequentemente, devido ao seu potencial de proliferação da mensagem a um custo baixo, as redes sociais passaram a ser vistas como uma nova mídia que prometia grandes resultados. Entretanto, devido ao tempo escasso para implantação de projetos que as empresas vivenciam hoje, à falta de uma estratégia bem elaborada ou mesmo a falta de conhecimento sobre como lidar com o público naquela rede social, fizeram com que muitas empresas obtivessem resultados contrários aos esperados. As mídias sociais podem ser um excelente canal de ligação entre empresa e consumidor, por outro lado podem causar desgaste da marca/empresa ou mesmo uma má imagem perante o mercado se usadas de forma equivocada ou leviana. O perfil do consumidor evoluiu de forma espantosa nos últimos anos, a partir da consciência e preocupação de temas antes desconsiderados mudou-se de forma drástica a maneira de pensar e agir com relação à vontade/ação de compra. Exige- se que a empresa tenha ações de responsabilidade social, que ela desenvolva uma consciência ecológica, temas como a sustentabilidade são cada vez mais difundidos. Não se aceita mais que organizações externalizem problemas como poluição, ou que haja desperdício de recursos. Diante desse cenário as organizações precisam demonstrar que também evoluíram, atitudes são tomadas, valores e culturas organizacionais são mudados e essa transformação precisa ser divulgada. A forma escolhida para se divulgar uma informação é o que determina se ela será mesmo entendida e aceita. Uma mensagem bem divulgada, no contexto de conteúdo e não de público atingido, cria adeptos e laços de afinidade, logo têm-se usuários “repassando” aquela mensagem, adicionando suas experiências pessoais a ela, advogando a favor da marca, ou contra caso a cognição não ocorra da forma inesperada, grandes desperdícios de tempo/capital já ocorreram devido a má interpretação de mensagens por parte do consumidor.
  • 7 Diferente das outras, as mídias sociais possibilitam uma interação entre empresa e consumidor que é fundamental no processo de criação de diferenciação. Consegue-se não só divulgar valores, mas também ouvir a opinião de clientes, analisar a imagem e posicionamento da marca no mercado ou mesmo iniciar campanhas de fidelização. Crescimento Ainda segundo o relatório “Power to the People – Social Media Tracker Wave 4”, no ano de 2009 existiam, aproximadamente, 625 milhões de usuários de internet. Este número tende a crescer uma vez que a informação torna-se cada dia mais acessível, deve-se muito disso ao fato de a inclusão digital e cultural ter se tornado um dos pilares para a diminuição da desigualdade social. Entretanto esse fenômeno vem ocorrendo de forma desordenada, muitos usuários possuem o acesso à ferramenta, mas não ao conhecimento, assim acabam por não usufruírem de todo o potencial daquela realidade. “A velocidade é o que converte o fenômeno em algo revolucionário: muitas transformações em pouco tempo impedem que se leve a cabo uma evolução ordenada. O mais grave não é que isso conduza a cometer erros, mas dificulta, na maioria das vezes, a capacidade de orientação e controle do processo. Uma comunidade moderna e desenvolvida distingue-se, não obstante, precisamente por sua soberania sobre os fatos que a afetam. A velocidade imprime um ritmo de tomada de decisões bem próximos da improvisação, quando não da imprudência.”(Cébrian, 1998) De certa forma nota-se que mesmo as redes sociais não sabem lidar com esse crescimento. A globalização tem efeitos que se mostram indiscutíveis e permanentes, apesar disso existem traços de suas culturas que continuam intrínsecas nos países, e é atenção a esses detalhes que determina o sucesso de uma rede. Falta a elas a sensibilidade para perceber essas diferenças, observam-se casos de redes sociais que perderam grandes oportunidades de expansão em diferentes locais por falta de conhecimento, ou mesmo de estudo preliminar, da cultura local.
  • 8 Não se pode parar os avanços que ocorreram ou vem ocorrendo para “organizar a casa”, as redes sociais continuarão a crescer exponencialmente. É preciso atentar para os menores detalhes deste complexo sistema; criar consciência de que as culturas locais ainda têm voz e passar a ver o termo “inclusão digital” no contexto de “educação digital”. Campanhas em Mídias Sociais As decisões tomadas antes de se lançar em uma mídia social determinarão o sucesso do projeto. A princípio é preciso um estudo sobre em quais canais à marca é citada, e qual a qualidade da informação, o quanto ela é favorável a empresa, ou se é preciso um projeto para reposicionamento da marca. A partir do momento que se tem visão da imagem das organizações nas redes sociais, é possível definir como será o contato e através de quais canais. Para a criação de uma imagem em uma mídia social é preciso atentar ao fato de que há muito os consumidores perderam aquele perfil alienado de fidelidade cega às organizações, por isso a transparência e honestidade devem ser os alicerces dessas campanhas. Deve-se ter em mente que na construção dessa ponte, criatividade e personalidade são materiais indispensáveis, bem como tentativas de controle ou manipulação do conteúdo são erros mortais com graves consequências. É preciso escolher atentamente o conteúdo a ser divulgado, que poderá conter um caráter informativo, divulgando detalhes, história, curiosidades do produto, marca ou setor; ou se terá um foco promocional, utilizando-se de concursos culturais, promoções relâmpago, ou ainda ofertas destinadas exclusivamente a esses públicos. Se possível, o uso de ambas de forma equilibrada é aconselhável, pois a promoção é usada para atrair novos clientes e fidelizar os já existentes, entretanto quando usada constantemente torna-se uma política de vendas, perdendo-se assim o objetivo principal, a criação ou melhoria da imagem da marca. Diferente do marketing digital que possui uma característica unidirecional, onde se envia uma mensagem diretamente ao público-alvo e espera-se que ela seja bem interpretada e traga o retorno desejado, as mídias sociais são locais para uma
  • 9 discussão bidirecional. Por isso, é imprescindível que as empresas entendam que se trata de um diálogo, onde as pessoas são os personagens principais. A partir dos estudos preliminares e da definição da estratégia a ser usada, parte-se para um novo estágio: criar pontos de contato, ativá-los e, principalmente, mantê-los. Brand-jacking Apesar das inúmeras promessas e realidades das mídias sociais elas também apresentam ameaças às organizações, como o brand-jacking. O brand-jacking ocorre quando terceiros exploram a fama de uma marca, diminuindo a reputação dessa durante o processo. Esse tipo de atitude parte de pessoas que não concordam com os valores de determinada empresa, ou quando os valores pregados em muito destoam dos realmente praticados. Pessoas não saem mais às ruas com placas e faixas que falem pejorativamente das empresas, vive-se um momento onde elas podem atuar com tanta, ou mais eficiência do conforto de seus lares nesse combate aos valores organizacionais que elas julgam errados. Supera-se o período onde a preocupação principal eram os benefícios do produto, hoje se leva em consideração a empresa como um todo e seus processos e impactos são fatores determinantes no processo de decisão de aquisição do produto/serviço. A responsabilidade social antes apenas parte da filosofia de poucas empresas é hoje um ponto fundamental para a sobrevivência de um marca no mercado, e o brand-jacking é uma forma de “rebelar-se” contra aquelas que não atendam essa necessidade. É importante salientar que esse tipo de prática só se mostra eficiente contra empresas onde há uma grande diferença entre os valores que ela expõe e os que pratica. Deve-se sempre fazer o máximo para proteger a marca desse tipo de ameaça, mas empresas que atuam de forma transparente não precisam temer tanto esse tipo de ataque. Pode-se inferir que o brand-jacking é resultado das ações da própria empresa, e esse tipo de prática contra empresas que supunham apresentar os
  • 10 valores esperados pode significar que suas atitudes estão sendo mal interpretadas ou que há falhas na comunicação entre empresa e consumidor. Conclusão Ao nascer a criança aprende a interagir com o ambiente, a respirar. Tempos depois, ela aprende a se comunicar, ninguém lhe disse para chorar quando sentisse fome, a comunicação é instintiva, natural. Ao aprender a falar, lhe é ensinado um código, o idioma, lhe são dados fonemas e a forma para organizá-los, mas o que não se pode ensinar é a utilidade daquilo, mas instintivamente ela vai notar que ao chamar ou pedir por algo será atendida. O mesmo ocorre com as redes sociais, você pode ensinar o usuário a interagir com o layout, a utilizar aplicativos, mas a real função será aprendida com a experiência. É importante ressaltar que os funcionários são uma forma de qualificar a visão do mercado para com a empresa, por isso campanhas para criação/reposicionamento de uma marca devem começar dentro da organização. Caso os colaboradores conheçam os valores da empresa, e concordem com eles, o processo de comunicação externa será facilitado e terá maiores chances de retorno. Infelizmente, muitas empresas ainda não veem grandes potenciais em redes sociais. Como exemplo temos o twitter, onde em média 15% dos perfis institucionais criados estão inativos ou foram criados com a intenção de proteger a marca contra o brand-jacking. Em síntese, redes sociais são formas contemporâneas de comunicar-se. e tornaram-se mídias a partir do momento que passaram a ser usadas para divulgar conteúdo institucional. Assim, empresas que não tenham a comunicação como parte de suas políticas organizacionais não terão grandes retornos dessas mídias, e precisarão passar por um processo para mudança dessas políticas. Entretanto, nos dias de hoje, falhas na comunicação podem ser fatais para qualquer instituição, e o tempo que se tem para reparar isso nunca é suficiente.
  • 11 Bibliografia FIGUEIREDO, José Carlos; GIANGRANDE, Vera – Comunicação Sem Fronteiras – Editora Gente – São Paulo, 1999 CEBRIÁN, Juan Luis – A Rede – Como nossas vidas serão transformadas pelos novos meios de comunicação – Summus Editora – São Paulo, 1998 UNIVERSAL MCCAN – pesquisa: Power to the People – Social Media Tracker Wave 4 - 2009 SÁ, Sylvia – Vale a pena investir em redes sociais? – Mundo do Marketing – 2009 http://www.mundodomarketing.com.br/17,11802,vale-a-pena-investir-em-redes- sociais-.htm FACÓ, Marcos – Meio acadêmico supera mercado em Marketing Social http://www.mundodomarketing.com.br/9989,71,artigos,meio-academico-supera- mercado-em-marketing-social.htm KISO, Rafael – Mídia Social: a ascensão da plataforma do consumidor como mídia – Portal HSM On-line – 2007 http://br.hsmglobal.com/notas/48858-midia-social-ascens%C3%A3o-da-plataforma- do-consumidor-como-midia HO, Tim - Social Media Basics For Executives – Hong Kong, 2010 http://www.slideshare.net/timho/social-media-basics-for-executives ADOLPHO, Conrado – artigo: Comércio Social: como fazer? – 2009 http://br.hsmglobal.com/notas/54548-comercio-social-como-fazer MORAIS, Felipe - Mídias Sociais. A nova mídia? – 2007 http://www.mundodomarketing.com.br/2006/3,2648,midias-sociais.-a-nova-midia- .htm WEBER SHANDWICK DIGITAL COMMUNICATIONS – pesquisa: Do Fortune 100 Companies Need a twittervention? – novembro/2009 MITCHELL, Alan – artigo: Brand-jacking and how to avoid it – Enterprise IG – 2004