EDUCAÇÃO INDÍGENA E EDUCAÇÃO À DISTANCIA
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EDUCAÇÃO INDÍGENA E EDUCAÇÃO À DISTANCIA EDUCAÇÃO INDÍGENA E EDUCAÇÃO À DISTANCIA Document Transcript

  • WWW.CURSORAIZES.COM.BR UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ – UVA CURSO DE LICENCIATURA EM PORTUGUÊS MARIA DO CARMO SOUSA LEITEEDUCAÇÃO INDÍGENA E EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA TOBIAS BARRETO / SE WWW.CURSORAIZES.COM.BR
  • WWW.CURSORAIZES.COM.BR JANEIRO / 2009MARIA DO CARMO SOUSA LEITEEDUCAÇÃO INDÍGENA E EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA Trabalho apresentado à disciplina Base Pedagógica I sob orientação da professora Ivone Paim, do curso de Licenciatura em Português da Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA como parte e requisito da avaliação. WWW.CURSORAIZES.COM.BR
  • WWW.CURSORAIZES.COM.BR SUMÁRIO1. Introdução2. Referencial teórico3. Conclusão4. Referências Bibliográficas WWW.CURSORAIZES.COM.BR
  • WWW.CURSORAIZES.COM.BRINTRODUÇÃOO presente trabalho tem o objetivo de mostrar como é trabalhado a Educação Indígena e aEducação a Distância no Brasil. A pequena introdução intefere na vida de todos.Os povos indígenas mantêm sua alteridade graças a estratégias próprias de vivênciasociocultural, sendo a ação pedagógica uma delas. A educação desenvolvida pelos povosindígenas lhes permite que continuem sendo eles mesmos e mantenham a transmissão de suasculturas por gerações. Neste trabalho mantém-se o pressuposto de que não há um problema daeducação indígena, pelo contrário, o que existe é uma solução indígena ao problema daeducação.Já a educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias,onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente. WWW.CURSORAIZES.COM.BR
  • WWW.CURSORAIZES.COM.BRREFERENCIAL TEÓRICO EDUCAÇÃO INDÍGENA No processo de educação escolar dos indígenas a perda da alteridade e a dissoluçãodas diferenças são sentidas como ameaças reais, prementes e iniludíveis. Essa perda e essadissolução, para alguns, relacionam- se até de forma direta e quase exclusiva com a escola. Aescola seria um dos fatores decisivos de generalização e uniformidade. Partir da educação indígena? Um primeiro contraste impõe-se a partir de um fato histórico. Ainda subsiste umavariedade de povos indígenas com suas línguas e culturas; às vezes, sem suas línguas, massim com suas culturas. Esses povos não só superaram a prova do período colonial, mastambém os embates da assimilação e da integração de tempos mais recentes. Como o conseguiram? E até que ponto mantiveram sua alteridade e sua identidade? Os povos indígenas sustentaram sua alteridade graças a estratégias próprias, das quaisuma foi precisamente a ação pedagógica. Em outros termos, continua havendo nesses povosuma educação indígena que permite que o modo de ser e a cultura venham a se reproduzir nasnovas gerações, mas também que essas sociedades encarem com relativo sucesso situaçõesnovas. A minha experiência com um povo como os ená-wenê-nawê, então recentementecontatado, mostra que esses índios nunca se mostraram “perdidos” perante situações novas,para eles inteiramente inéditas. A formação da consciência da cidadania, a capacidade de reformulação de estratégiasde resistência, a promoção de suas culturas e a apropriação das estruturas da sociedade não-indígenas, pela aquisição de novos conhecimentos úteis para melhoria de suas condições devida, estão em pauta nas propostas relativas à educação escolar indígena. Abandonam-se ospressupostos educacionais que, desde a colônia, tinham características integracionistasvisando a homogeneização da sociedade brasileira pela aculturação e assimilação. WWW.CURSORAIZES.COM.BR
  • WWW.CURSORAIZES.COM.BR Atendendo às demandas e às experiências inovadoras desenvolvidas por organizaçõesindígenas, a educação escolar indígena passa a ser reconhecida pela constituição de 1988 epela legislação relativa à educação como comunitária, intercultural, bilíngüe, específica ediferenciada. A educação indígena se caracteriza pelos processos tradicionais de aprendizagem eaquisição dos saberes peculiares de cada etnia, esse conhecimento é transmitido de forma oralno dia-a-dia, nos rituais e nos mitos. Museus e Associações Culturais Indígenas têm realizadoum trabalho permanente de divulgação da arte e da cultura, contribuindo para preservar astradições e as diversidades como veículos de afirmação de cada etnia. Lideranças indígenas e pesquisadores fazem distinção entre educação indígena eeducação escolar indígena. Essa última complementaria aqueles conhecimentos tradicionaispor processos de ensino-aprendizagem que lhes garantissem acesso aos códigos escolares não-indígenas.A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA “Educação a Distância é um sistema tecnológico de comunicação bidirecional, que pode ser massivo e que substitui a interação pessoal, na sala de aula, de professor e aluno, como meio preferencial de ensino, pela ação sistemática e conjunta de diversos recursos didáticos e pelo apoio de uma organização e tutoria que propiciam a aprendizagem independente e flexível dos alunos”. ( ARETIO, 1994). Dois pontos nos chamam a atenção no que diz respeito ao conceito de Educação àDistância acima citado, o primeiro é o papel do tutor, que irá ser o mediador entre oconhecimento e o aluno e a outra é o uso de recursos tecnológicos no processo de ensino-aprendizagem do mesmo. A educação a distância é um recurso de incalculável importância como modoapropriado para atender a grandes contingentes de alunos de forma mais efetiva que outrasmodalidades e sem riscos de reduzir a qualidade dos serviços oferecidos em decorrência daampliação da clientela atendida. WWW.CURSORAIZES.COM.BR
  • WWW.CURSORAIZES.COM.BR A escolha da modalidade da educação a distância, como meio de dotar as instituiçõeseducacionais de condições para atender às novas demandas por ensino e treinamento ágil,célere e qualitativamente superior, tem por base a compreensão de que, a partir dos anossessenta, a educação a distância começou a distinguisse como uma modalidade nãoconvencional de educação, capaz de atender com grande perspectiva de eficiência, eficácia equalidade aos anseios de universalização do ensino e, também, como meio apropriado àpermanente atualização dos conhecimentos gerados de forma cada mais intensa pela ciência ecultura humana. A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA A educação a distância não surgiu no vácuo, tem uma longa história deexperimentações, sucessos e fracassos. Sua origem recente, já longe das cartas de Platão e dasepístolas de São Paulo, está nas experiências de educação por correspondência iniciadas nofinal do século XVIII e com largo desenvolvimento a partir de meados do século XIX(chegando aos dias de hoje a utilizar multimeios que vão desde os impressos à simuladoresonline, em redes de computadores, avançando em direção da comunicação instantânea dedados vozimagem via satélite ou por cabos de fibra ótica, com aplicação de formas de grandeinteração entre o aluno e o centro produtor, quer utilizando-se de inteligência artificial-IA, oumesmo de comunicação instantânea com professores e monitores). Do início do século XX, até a Segunda Guerra Mundial, várias experiências foramadotadas desenvolvendo-se melhor as metodologias aplicadas ao ensino por correspondênciaque, depois, foram fortemente influenciadas pela introdução de novos meios de comunicaçãode massa, principalmente o rádio, dando origem a projetos muito importantes, principalmenteno meio rural. A necessidade de capacitação rápida de recrutas norte-americanos durante a II GuerraMundial faz aparecerem novos métodos (entre eles se destacam as experiências de F.Kellerpara o ensino da recepção do Código Morse, v. Keller) que logo serão utilizados, em temposde paz, para a integração social dos atingidos pela guerra e para o desenvolvimento decapacidades laborais novas nas populações que migram em grande quantidade do campo paraas cidades da Europa em reconstrução. WWW.CURSORAIZES.COM.BR
  • WWW.CURSORAIZES.COM.BR No Brasil, desde a fundação do Instituto Rádio Monitor, em 1939, e depois doInstituto Universal Brasileiro, em 1941, várias experiências foram iniciadas e levadas a termocom relativo sucesso (Guaranys; Castro, 1979). Entretanto, em nossa cultura chama a atençãoum traço constante nessa área: descontinuidade dos projetos, principalmente osgovernamentais. Entre as primeiras experiências de maior destaque encontra se certamente, a criação doMovimento de Educação de Base MEB, cuja preocupação básica era alfabetizar e apoiar osprimeiros passos da educação de milhares de jovens e adultos através das "escolasradiofônicas", principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Desde seus primeirosmomentos, o MEB distinguiu-se pela utilização do rádio e montagem de uma perspectiva desistema articulado de ensino com as classes populares. Porém, a repressão política que seseguiu ao golpe de 1964 desmantelou o projeto inicial, fazendo com que a proposta e os ideaisde educação popular de massa daquela instituição fossem abandonados. Mas o verdadeiro salto dá-se a partir de meados dos anos 60 com a institucionalizaçãode várias ações nos campos da educação secundária e superior, começando pela Europa(França e Inglaterra) e se expandindo aos demais continentes. Atualmente mais de 80 países,nos cinco continentes, adotam a educação a distância em todos os níveis de ensino, emsistemas formais e não-formais de ensino, atendendo a milhões de estudantes. A educação adistância tem sido largamente usada para treinamento e aperfeiçoamento de professores emserviço, como é o caso do México, Tanzania, Nigéria, Angola e Moçambique. Programas não-formais de ensino têm sido utilizados em larga escala para adultos nas áreas de saúde,agricultura e previdência social, tanto pela iniciativa privada como pela governamental. Hojeé crescente o número de instituições e empresas que desenvolvem programas de treinamentode recursos humanos através da modalidade da educação a distância. Na Alemanha, em quepese reclamações empresariais com respeito ao alto custo da mão de obra, o elevado índice deprodutividade do trabalho está relacionado diretamente aos investimentos em treinamento ereciclagem. Na Europa, de forma acelerada se investe em educação a distância para otreinamento de pessoal na área financeira, representando o investimento em treinamentomaior produtividade e redução de custos na ponta. Nos Estados Unidos, no programa do novogoverno, que tomou posse em janeiro de 1993, ganha destaque o investimento em formação etreinamento de pessoal, o que irá certamente gerar significativo impulso à educação adistância naquele país. WWW.CURSORAIZES.COM.BR
  • WWW.CURSORAIZES.COM.BR As experiências brasileiras, governamentais, não-governamentais e privadas, sãomuitas e representaram, nas últimas décadas, a mobilização de grandes contingentes detécnicos e recursos financeiros nada desprezíveis. Contudo, seus resultados não foram aindasuficientes para gerar um processo de irreversibilidade na aceitação governamental e social damodalidade de educação a distância no Brasil. Os principais motivos disto são adescontinuidade de projetos, a falta de memória administrativa pública brasileira e certoreceio em adotar procedimentos rigorosos e científicos de avaliação dos programas e projetos. WWW.CURSORAIZES.COM.BR
  • WWW.CURSORAIZES.COM.BRCONCLUSÃO Podemos concluir que há uma conexão conceitual entre educação e aprendizagem: nãohá educação sem que ocorra aprendizagem. (Ou, invertendo, se não houver aprendizagem,não haverá educação). A aprendizagem, por seu lado, pode resultar de um processo "de fora para dentro"(como o ensino) ou de um processo gerado "de dentro para fora" (autoaprendizagem, ouaprendizagem não decorrente do ensino). (Considero pacífico que aprendemos muitas coisassem que alguém nô-las ensine). Tanto o ensino como a aprendizagem são conceitos moralmente neutros. Podemosensinar e aprender tantas coisas valiosas como coisas sem valor ou mesmo nocivas. A educação, porém, não é um conceito moralmente neutro. Educar (alguém ou a sipróprio) é, por definição, fazer algo que é considerado moralmente correto e valioso. Usamosoutros conceitos para nos referir a processos de certo modo parecidos com a educação masque não são moralmente aprovados, como, por exemplo, doutrinação. A aprendizagem é um processo que ocorre dentro do indivíduo. Mesmo quando aaprendizagem é decorrente de um processo bem-sucedido de ensino, ela ocorre dentro doindivíduo, e o mesmo ensino que pode resultar em aprendizagem em algumas pessoas podeser totalmente ineficaz em relação a outras. Por causa disso, e do nexo conceitual entre educação e aprendizagem, tem havidoautores que negam (contrariamente ao que afirma o senso comum) que possamos educar umaoutra pessoa. Paulo Freire mesmo, em Pedagogia do Oprimido, afirma que "ninguém educaninguém" – embora acrescente que ninguém se educa sozinho. Segundo essa visão, aeducação, como a aprendizagem, de que ela depende, é um processo que ocorre dentro doindivíduo, e, que, portanto, só pode ser gerado pela própria pessoa. Mesmo que admitamos, porém, que a educação possa ser decorrente do ensino, aaprendizagem continua sendo algo que se passa dentro da pessoa. Por isso, prefiro dizer que o que pode ocorrer a distância é o ensino, não a educação oua aprendizagem: estas ocorrem sempre dentro do indivíduo e, portanto, não podem ser"remotizadas". O ensino, entretanto, pode. Daqui para frente, portanto, vou falar apenas emEnsino a Distancia (EAD), nunca em Educação a Distância ou Aprendizagem a Distância, quesão expressões que, para mim, não fazem sentido. WWW.CURSORAIZES.COM.BR
  • WWW.CURSORAIZES.COM.BR O ensino (presencial ou a distância) é uma atividade triádica que envolve trêscomponentes: aquele que ensina (o ensinante), aquele a quem se ensina (vamos chamá-lo deaprendente), e aquilo que o primeiro ensina ao segundo (digamos, um conteúdo). EAD, no sentido fundamental da expressão, é o ensino que ocorre quando o ensinantee o aprendente (aquele a quem se ensina) estão separados (no tempo ou no espaço). Nosentido que a expressão assume hoje (vamos chamá-lo de sentido atual), enfatiza-se mais (ouapenas) a distância no espaço e se propõe que ela seja contornada através do uso detecnologias de telecomunicação e de transmissão de dados, voz (sons) e imagens (incluindodinâmicas, isto é, televisão ou vídeo). Não é preciso ressaltar que todas essas tecnologias,hoje, convergem para o computador. WWW.CURSORAIZES.COM.BR
  • WWW.CURSORAIZES.COM.BRREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASARETIO, Lorenzo Garcia. Educacion a Distancia Hoy. Universidad Nacional de Educacióna Distancia. Madri, 1994.BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiroe quarto ciclos: apresentação dos temas transversais. Brasília: MEC/SEF, 1998.CARMO, H. Ensino superior a distância. Lisboa: Universidade Aberta, 1998.Guaranys, L.R. dos. Castro, C.M. (1979). O ensino por correspondência: uma estratégia dedesenvolvimento educacional no Brasil. Brasília: IPEA.MELIÀ, Bartomeu. Educação indígena e alfabetização. São Paulo: Loyola, 1979.SECAD. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. EducaçãoEscolarIndígena. 2005. WWW.CURSORAIZES.COM.BR