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Harris 3 teo_basofertadem

  1. 1. Teoria Básica de Oferta e Demanda Este texto propõe que você tenha tido um curso introdutório de economia.Mas se você não teve, ou se sua teoria básica de economia está um poucoenferrujada, então este apêndice lhe provém o conhecimento econômico base queprecisará neste livro. A economia usa modelos para ajuda-los a explicar os fenômenos complexos.Um modelo é uma ferramenta que nos ajuda a entender alguma coisa por focar emcertos aspectos da realidade enquanto ignoramos outros. Nenhum modelo podeconsiderar todos os fatores possíveis que poderiam ser relevantes, então oseconomistas fazem suposições simplificadoras. Um modelo de economia pode ter aforma de uma estória simplificada, um gráfico, uma figura, ou um conjunto deequações. Uma dos mais poderosos e amplamente modelos utilizados em economiaconsiste da interação da oferta e demanda. Baseado em várias suposiçõessimplificadoras, este modelo nos provém com insights sobre as mudanças queesperamos quando certas coisas acontecem bem como que tipos de políticaseconômicas são as mais apropriadas em circunstâncias diferentes.1.1 A Teoria da Demanda A teoria da demanda considera como o consumidor demanda por bens eserviços mudam como um resultado das mudanças nos preços e outras variáveisrelevantes. Neste apêndice, usaremos o mercado para gasolina como um exemplo.Obviamente, muitos dos fatores poderiam afetar a demanda do consumidor porgasolina, então começaremos por fazer uma suposição simplificadora. Porenquanto, vamos considerar como a demanda do consumidor por gasolina mudaquando o preço da gasolina muda – todos os outros fatores relevantes sãoconsiderados constantes. Os economistas usam o termo Latin ceteris paribus,significando “todas outras coisas iguais” ou “tudo o mais sendo igual”, para isolar ainfluência de apenas um ou poucas variáveis. Como a quantidade de gasolina demandada pelo consumidor mudará àmedida que o preço da gasolina muda? A lei da demanda estabelece que à medidaque o preço de um bem ou serviço aumenta, os consumidores demandarão menosdele, ceteris paribus. Poderíamos ao contrário estabelecer a lei da demanda como:os consumidores demandam mais de um bem ou serviço quando seu preço cai. Estarelação inversa entre preço de alguma coisa e a quantidade demandada pode serexpressa de muitas formas. Uma é a programação da demanda – uma tabelamostrando a quantidade demandada de um bem ou serviço específico a preçosdiferentes. A outra forma é um gráfico que ilustra a curva de demanda – arepresentação gráfica de uma programação de demanda. A convenção entre oseconomistas é de colocar a quantidade demandada no eixo horizontal (eixo x) e opreço no eixo vertical (eixo y). Suponha que temor coletado dados sobre quanta gasolina os consumidoresnuma área metropolitana particular demandam a preços diferentes. Estaprogramação de demanda hipotética é apresentada na Tabela 1. Podemos ver que àmedida que o preço da gasolina aumenta, as pessoas demandam menos dele. Osdados da Tabela 1 são expressos graficamente, como uma curva de demanda, na 1
  2. 2. Figura 1. Note que a curva de demanda tem declividade negativa, uma vez queexpressa a lei da demanda.TABELA 1. Demanda por gasolinaPrice ($/litro) $1,40 $1,50 $1,60 $1,70 $1,80 $1,90 $2,00 $2,10 $2,20 $2,30Quantidadedemandada 80 78 76 74 72 70 68 66 64 62(milhares delitro/semana Olhando a Figura 1, podemos ver que ao preço de $1,70 por litro, osconsumidores na área irão comprar 74.000 litros de gasolina por semana. Suponhaque o preço se eleve até $1,90 por litro. A um preço mais elevado, vemos que osconsumidores decidem comprar menos gasolina, 70.000 litros por semana.Chamamos este movimento ao longo da curva de demanda aos preços diferentesuma mudança na quantidade demandada. Esta é diferente do que os economistaschamam de uma mudança na demanda. Uma mudança na demanda ocorre quandoa curva de demanda inteira se desloca. O que causaria o deslocamento da curva de demanda inteira? Primeiro,precisamos perceber que uma mudança no preço da gasolina não causará odeslocamento da curva de demanda; ela apenas fará o consumidor mover-se aolongo da curva de demanda na Figura 1 (que é, uma mudança na quantidadedemandada). Nossa curva de demanda na Figura 1 é estável tão logo se assumeque nenhum dos fatores relevantes se altera – a suposição do ceteris paribus. Paraexpandir nosso modelo, vamos considerar os vários fatores que causariam a curvade demanda se deslocar. Um deles é a renda. Se a renda do consumidor aumentar,muitos decidiriam comprar mais gasolina ao mesmo preço. Rendas maioresresultariam numa mudança na demanda. Isto é mostrado na Figura 2 onde a curvade demanda inteira desloca-se para a direita. 2,40 2,20 2,00 ($/litro) Preço 1,80 1,60 1,40 1,20 50 60 70 80 90 Quantidade Demandada (milhares de litros/semana) FIGURA 1. Curva de demanda por gasolina Outro fator que causaria uma mudança na demanda é uma mudança nopreço dos bens relacionados. Em nosso exemplo da demanda por gasolina,suponha que o preço do transporte público aumente significativamente. Isto causariaa demanda por gasolina aumentar (mudança para a direita) à medida que mais 2
  3. 3. pessoas decidem dirigir seus próprios veículos porque o transporte público é agoramuito caro para eles. Uma mudança nas preferências dos consumidores causariatambém a curva de demanda para gasolina mudar. Por exemplo, as preferênciasdos consumidores americanos com relação a veículos grandes, ineficientes emcombustível, em anos recentes têm causado um aumento na demanda por gasolina.Uma mudança significativa no número de pessoas dirigindo também causaria umamudança na demanda por gasolina. Quais outros fatores também causariam a curvade demanda se deslocar? 2,40 2,20 2,00 ($/litro) Preço 1,80 1,60 1,40 1,20 50 60 70 80 90 Quantidade Demandada (milhares de litros/semana) FIGURA 2. Uma mudança na demanda1.2 A Teoria da Oferta O próximo passo em nossa análise é considerar o outro lado do mercado. Ateoria da oferta considera como os produtores respondem ás mudanças no preço deum bem ou serviço que ofertam, ou outros fatores relevantes. Enquanto baixospreços apelam para os consumidores olharem por uma barganha, elevados preçosapelam para os produtores olharem pela obtenção de lucro. Como você poderiaesperar para uma barganha, a lei da oferta é o oposto da lei da demanda. A lei daoferta estabelece que à medida que o preço de um bem ou serviço aumenta, osprodutores decidirão ofertar mais dele, ceteris paribus. De acordo com a lei daoferta, o preço e a quantidade ofertada muda na mesma direção. Uma vez mais, podemos expressar a relação entre o preço e a quantidadeofertada usando ambos as tabelas e os gráficos. A Tabela 2 ilustra uma oferta porgasolina, com a quantidade ofertada aumentando à medida que o preço da gasolinaaumenta. A Figura 3 simplesmente converte os dados na Tabela 2 num gráfico. Noteque a curva de oferta tem declividade positiva á medida que nos movemos para adireita. TABELA 2. Oferta por gasolinaPrice ($/litro) $1,40 $1,50 $1,60 $1,70 $1,80 $1,90 $2,00 $2,10 $2,20 $2,30Quantidade 60 63 66 69 72 75 78 81 84 87 3
  4. 4. demandada(milhares delitro/semana Existe também uma distinção entre uma mudança na quantidade ofertada euma mudança na oferta. Uma mudança quantidade ofertada ocorre quando nosmovemos ao longo da curva de oferta à medida que o preço do bem ou serviçomuda. Isto é mostrado na Figura 3. Vemos que ao preço de $1,70, os produtoresestão dispostos a ofertar 69.000 litros de gasolina. Mas se o preço fosse aumentadopara $1,90, a quantidade ofertada aumentaria para 75.000 litros por semana. 2,40 2,20 Preço ($/litro) 2,00 1,80 1,60 1,40 1,20 50 60 70 80 90 Quantidade Ofertada (milhares de litros/semana) FIGURA 3. Curva de oferta por gasolina Uma mudança na oferta ocorre quando a curva de oferta inteira se desloca.Novamente, vários fatores causariam o deslocamento da curva de oferta. Uma delasé uma mudança no preço dos insumos dos bens e serviços. Por exemplo, umaumento no salário pago aos empregados da companhia de gasolina faria osprodutores aumentarem o preço que cobram pela gasolina, significando umamudança na curva de oferta para a esquerda como ilustrada na Figura 4. Outro fatorque causaria uma mudança na oferta é uma mudança na tecnologia de produção.Suponha que uma nova inovação reduz os custos da refinação da gasolina. Em quedireção a curva de oferta se deslocaria neste caso? Quais outros fatores causariamuma mudança na oferta? Podemos agora juntar ambos os lados do mercado da gasolina. O preço dagasolina é determinado pela interação entre os consumidores e produtores.Podemos ilustrar esta interação ao colocar nossas curvas de demanda e oferta emum mesmo gráfico, como mostrado na Figura 5. Podemos usar esta figura paradeterminar qual seria o preço da gasolina e quanto seria vendido. Primeiro, suponhaque o preço da gasolina foi inicialmente $2,00 por litro. Vemos na Figura 5 que aeste preço a quantidade ofertada excede a quantidade demandada. Chamamos estasituação de excesso de oferta porque os produtores têm mais gasolina do que osconsumidores estão dispostos a comprar. Ao invés de descartar o excesso degasolina, os produtores irão baixar os seus preços visando atraírem maisconsumidores. Então, no caso de uma oferta esperamos uma pressão para baixaros preços. O que aconteceria se o preço fosse $1,50 por litro? Vemos na Figura 5 que aeste preço a quantidade demandada excede que os produtores estão desejosos de 4
  5. 5. ofertar. Os produtores irão notar este excesso de demanda e perceberão que elespodem aumentar seus preços, de forma que a escassez de oferta irá criar umapressão para aumentar os preços. 2,40 2,20 Preço ($/litro) 2,00 1,80 1,60 1,40 1,20 50 60 70 80 90 Quantidade Ofertada (milhares de litros/semana) FIGURA 4. Uma mudança na oferta 2,40 2,20 Oferta Preço ($/litro) 2,00 1,80 1,60 1,40 Demanda 1,20 50 60 70 80 90 Quantidade FIGURA 5. Equilíbrio no mercado por gasolina Quando um excesso ou escassez de oferta existe, o mercado irá ajustartentando eliminar o excesso de oferta ou demanda. Este ajustamento continuará atéalcançar um preço onde a quantidade demandada iguala á quantidade ofertada.Apenas a este preço não existe pressão para ajustamentos adicionais de mercado,ceteris paribus. Na Figura 5, isto ocorre ao preço de $1,80 por litro. Á este preço,ambos a quantidade demandada e a quantidade ofertada são 72.000 litros porsemana. Os economistas usam o termo equilíbrio de mercado para descrever ummercado que alcança esta situação estável. Um mercado em equilíbrio é estável tão logo todos os outros fatoresrelevantes permaneçam o mesmo, incluindo a renda do consumidor, os preços dosbens relacionados, a tecnologia de produção, etc. Mudanças nessas variáveiscausarão uma (ou ambas) as curvas se deslocarem e resultarem num novoequilíbrio. Isto é ilustrado na Figura 6. Assuma que um aumento na renda dosconsumidores causa a curva de demanda para o gás se deslocar de D0 para D1.Isto resulta num novo equilíbrio de mercado com um preço maior e um aumento naquantidade vendida de gás. Você pode testar por si mesmo o que aconteceria ao 5
  6. 6. preço e quantidade de equilíbrio quando a curva de demanda se desloca na direçãooposta ou quando a curva de oferta se move.1.3 Elasticidade da Demanda e Oferta As curvas de demanda e oferta indicam a resposta dos consumidores eprodutores à mudanças no preço. Enquanto esperamos que todas as curvas dedemanda sejam negativamente inclinadas sejam positivamente inclinadas (comraras exceções), suas formas irão variar, e as respostas às mudanças no preçopodem ser menor ou maior. Considere novamente como os consumidoresresponderiam a um aumento no preço da gasolina. Os consumidores comprariammenos gasolina, mas, pelo menos no curto prazo, provavelmente não muito menosporque geralmente eles têm deslocamentos fixos para o trabalho, não podemcomprar um novo veículo, e assim por diante. O grau de resposta do consumidor ámudança no preço de um bem ou serviço é determinado pela elasticidade-preço dademanda. 2,40 2,20 Oferta Preço ($/litro) 2,00 1,80 1,60 D1 1,40 D0 1,20 50 60 70 80 90 Quantidade FIGURA 6. Um novo equilíbrio com uma mudança na demanda por gasolina A demanda para um bem é relativamente preço inelástico se a quantidadedemandada muda pouco à medida que o preço muda. Isto seria ilustradograficamente por uma curva de demanda relativamente mais inclinada. A gosolina éum exemplo de um bem com uma demanda que é preço inelástico. Por outro lado, ademanda para um bem é relativamente preço elástico se a quantidade demandadamuda muito à medida que o preço varia (a curva de demanda seria relativamentemais deitada). Você pode imaginar bens que sejam curvas de demandarelativamente elástica? Podemos também falar sobre a elasticidade-preço de oferta. A oferta de umbem é considerada preço inelástica se a quantidade ofertada muda pouco com avariação do preço. Uma curva de oferta preço elástica indicaria uma mudançarelativamente grande na quantidade ofertada com uma mudança no preço. Note que a elasticidade preço da demanda e oferta pode mudar quandoconsideramos um período de tempo mais longo. No curto prazo, as curvas dedemanda e oferta para gasolina são relativamente inelásticas. Mas quandoconsideramos um período de tempo mais longo, os consumidores podem responder 6
  7. 7. a um aumento nos preços da gasolina por mover para um trabalho mais próximo daresidência ou comprar um veículo mais eficiente em combustível, e os produtorespodem construir novas refinarias ou perfurar mais poços de petróleo. Então aelasticidade preço da demanda e oferta para gasolina serão maiores num período detempo mais longo.1.4 Análise de Bem-estar O tópico final que consideramos neste apêndice é análise de bem-estar.Análise de bem-estar olha os benefícios obtidos por consumidores e produtores apartir das transações econômicas. Usando uma análise de bem-estar, nosso modelode oferta e demanda se torna uma ferramenta poderosa para a análise política.Nosso entendimento da análise de bem-estar começa com um olhar mais detalhadonas curvas de demanda e oferta. 5,50 5,00 4,50 4,00 Preço ($/litro) 3,50 Excedente do Consumidor 3,00 2,50 2,00 Excedente do 1,50 Produtor 1,00 0,50 0,00 0 20 40 60 80 100 120 Quantidade FIGURA 7. Excedente do consumidor e produtor Porque as pessoas compram as coisas? Os economistas assumem que aspessoas não comprarão um bem ou serviço a menos que os benefícios que elesobtém da compra exceda o que eles têm pago por ele. Enquanto o custo de algumacoisa é expresso em dólares, quantificando os benefícios em termos de dólares nãoé óbvio. Os economistas definem os benefícios líquidos os consumidores obtêm deuma compra à medida eles maximizam a disposição a pagar, menos o preço queeles têm que pagar. Por exemplo, se alguém está desejando gastar um máximo de$30 por uma camisa particular, ainda o preço de fato é $24, então ele ou ela obtémum benefício líquido de $6 por comprá-lo. Este benefício líquido é chamadoexcedente do consumidor. Note que se o preço da mudança fosse $32, o consumidor não compraria acamisa porque os custos são maiores do que os benefícios. Quando observamos aspessoas comprarem bens ou serviços, concluímos que eles estão fazendo istoporque os benefícios a ser obtido excedem seus custos. Se o preço de um itemparticular aumenta, algumas pessoas decidirão não compra-lo – comprando outrascoisas ao invés ou poupar seu dinheiro. Se o preço aumenta ainda mais, mais 7
  8. 8. pessoas irão deixar o mercado porque o custo excede sua disposição a pagarmáxima. Em outras palavras, a curva de demanda pode também ser vista como umacurva de disposição a pagar máxima. Podemos agora olhar a Figura 7, mostrando a demanda e oferta por gasolina.Os valores de equilíbrio são a mesma como antes ($1,80/litro e 72.000 litrosvendidos) mas as curvas de demanda e oferta têm estendido até o eixo y. Dado quea curva de demanda mostra a disposição a pagar máxima, a diferença vertical entrea curva de demanda (o que os consumidores estão disposto a pagar) e o preço deequilíbrio (o que eles de fato pagam) é o excedente do produtor. O excedente doconsumidor total no mercado de gasolina pode ser mensurado sobre nosso gráficocomo uma área, representando esta diferença de preço múltiplo pela quantidadecomprada, como mostrado no triângulo superior na Figura 7. Podemos também olhar a curva de oferta em mais detalhe. Os economistasassumem que os produtores irão ofertar um item apenas se o preço exceder seuscustos de produção – em outras palavras, se eles podem obter lucro. A curva deoferta mostra quanto é necessário para cobrir os custos de produção. Isto explica adeclividade positiva: à medida que a produção aumenta, os custos tendem aaumentar. (Em dois níveis de produção, os custos poderiam cair à medida que aprodução aumenta, um fenômeno conhecido como economia de escala). Em efeito,a curva de oferta nos diz quanto custa para ofertar cada unidade adicional de umitem. O custo para ofertar uma unidade a mais de um bem é chamado o customarginal. Em outras palavras, a curva de oferta é uma curva de custo marginal. Os economistas definem os benefícios que os produtores obtêm da venda deum item, excedente do produtor. O excedente do produtor é calculado como o preçode venda menos o custo de produção. Uma vez mais, podemos olhar em nossográfico de oferta e demanda para visualizar o excedente do produtor. Vemos naFigura 7 que o excedente do produtor é o triângulo inferior entre a curva de oferta eo preço de equilíbrio. Os benefícios líquidos totais de um mercado é simplesmente asoma do excedente do consumidor e produtor. Usando a análise de bem-estar, podemos determinar como os benefícios paraos consumidores e produtores mudam como resultado de várias políticas. Talpolítica seria a instituição de uma taxa sobre um produto. Uma taxa sobre a gasolinaseria efetivamente um custo adicional para os produtores ofertando um bem ouserviço. Já que a taxa adiciona aos custos de produção, aumenta a curva de ofertapelo montante da taxa. Note que o preço de equilíbrio aumenta, de $1,80 para cercade $2,55, mas por um montante menor do que a taxa. Os efeitos no bem-estar da queda em ambos os consumidores e produtores.O excedente do consumidor tem decrescido, mas também o excedente do produtor.O retângulo entre o excedente do consumidor e produtor indica a arrecadação obtidapelo governo. Essas receitas, que costumava ser parte do excedente do consumidore produtor, refletem uma transferência dos consumidores e produtores para ogoverno. Naturalmente, o governo pode então usar essas receitas para proverserviços – taxas de gasolina, frequentemente financiam a construção e manutençãode estradas. Finalmente, note que a área do triângulo na Figura 8 que costumava ser partedo excedente do consumidor e produtor não é mais um benefício para os agentes.Isto e a perda líquida de bem-estar, ou “deadweight loss” ou “perda irreversível”,resultando da taxa. Isto implica que não devemos nunca taxar a economia?Naturalmente não. A análise de bem-estar estudada aqui considera apenas osbenefícios e custos para o consumidor e produtor. Existem muitas justificativas 8
  9. 9. sociais para o uso de taxas, incluindo as questões ambientais. O que acontece comaqueles que são afetados negativamente pela poluição do ar gerado quando aspessoas usam a gasolina em seus veículos? Claramente outros impactos devem serconsiderados se queremos conduzir uma análise de bem-estar completa. 5,50 5,00 4,50 S0 + taxa 4,00 S0 Preço ($/litro) 3,50 EC 3,00 2,50 Arrecadação de taxa 2,00 1,50 Perda 1,00 EP irreversível Demanda 0,50 0,00 0 20 40 60 80 100 120 Quantidade FIGURA 8. O impacto de uma taxa no bem-estar 9

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