DIMENSTEIN, Gilberto. Cidadão de Papel.                                             Ática, São Paulo, 2001, 175 pags.     ...
estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser negro sem ser discriminado, depraticar uma religião sem ser pe...
com absoluta prioridade, o direito a saúde, a cultura, á dignidade, ao respeito á liberdade e áfamília e comunitário, alem...
“A tolerância è o repeito, a aceitação e o apreço da riqueza e da tiversidade das culturas denossos mundo, de nosso mundo ...
Fichamento   cidadão de papel
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Fichamento cidadão de papel

9,848

Published on

0 Comments
3 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
9,848
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
108
Comments
0
Likes
3
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Transcript of "Fichamento cidadão de papel"

  1. 1. DIMENSTEIN, Gilberto. Cidadão de Papel. Ática, São Paulo, 2001, 175 pags. FICHAMENTO – CIDADÃO DE PAPEL“A descoberta das engrenagens é a descoberta do desemprego, da falta de escola, da inflação,da imigração, da desnutrição, do desrespeito sistemático aos direitos humanos. Com essacomparação, vamos observar como é a cidadania brasileira, que é garantida nos papeis, masnão existe na verdade. É a cidadania de papel.” (p.17)“A criança é o elo mais fraco e exposto da cadeia social.” (p. 17)“O principal objetivo deste livro é fazer com que você comece a entender que a situação dainfância é um fiel espelho de nosso estágio de desenvolvimento econômico, político e social.”(p. 18)“...todo mundo está começando a achar que violência é uma coisa normal. Isso porque osnoticiários falam muito em crimes eles acontecem a toda hora. Então, as pessoas se esquecemdos verdadeiros princípios básicos da cidadania e da democracia.” (p. 19)“ A ausência de cidadania quando uma sociedade gera um menino de rua. Ele é o sintomamais agudo da crise social. Os pais são pobres e não conseguem garantir a educação dosfilhos. Eles vão continuar pobres, já que não arrumam bons empregos. E ai, seus filhostambém não terão condições de progredir.” (p. 25)“Dois extremos da perversidade social. Os mais fracos são as maiores vitimas: crianças e osvelhos. E uma sociedade que não respeita suas crianças e seus velhos mostra desprezo ou, nomínimo, indiferença com seu futuro. Vamos ao óbvio: todo mundo já foi criança e será velhoum dia. Portanto, ninguém está seguro.” (p. 27)“Cidadania é uma palavra usada todos os dias e tem vários sentidos. Mas, hoje significa, emessência, o direito de viver decentemente.” (p. 29)“Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quisersem constrangimento. É processar um médico que cometa um erro. É desenvolver um produto
  2. 2. estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser negro sem ser discriminado, depraticar uma religião sem ser perseguido.” (p. 29)“O direito de ter direitos é uma conquista da humanidade. Da mesma forma que a anestesia,as vacinas, o computador, a máquina de lavar, a pasta de dente, o transplante do coração.” (p.29)“Em 1948, surgiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pelaOrganização das Nações Unidas (ONU), ainda na emoção da vitoria contra as forçastotalitárias lideradas pelo nazismo, na Europa. Com essa declaração, solidificou-se a visão deque, além da liberdade de votar, de não se perseguido por suas convicções, o homem tinhadireito a uma vida digna. É o direito ao bem-estar.” (p. 30)“Em 1959, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma declaração uma declaraçãode dez pontos: direito à igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade; direito àproteção especial para seu desenvolvimento físico, mental e social; direito a um nome e a umanacionalidade; direito à alimentação, à moradia e à assistência médica adequadas para acriança e a mãe; direito à educação e a cuidados especiais para a criança fisica oumentalmente deficiente; direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade;direito à educação gratuita e ao lazer; direito a ser socorrido em primeiro lugar, em caso decatástrofe; direito a ser protegido contra o abandono e a exploração no trabalho; e direito acrescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre ospovos.” (p. 31)“Um menino de rua é mais do que um ser descalço, magro, ameaçador e mal vestido. É aprova da carência de cidadania de todo um país, em uma imensa quantidade de garantias nãosaiu do papel da Constituição. É um espelho ambulante da História do Brasil.” (p. 33)“os criminosos estão cada vez mais jovens, com menor grau de instrução, cometendo faltasmais graves e com uma ideia fixa: escapar da prisão e reincidir no crime.” (p. 48)“As revelações serviam para mostrar que, apesar de os pais ser democrático, não garante odireito mais elementar de um individuo, o diretor à vida. A democracia è mais civilizadas doque a ditadura porque, todos – do presidente ao menino de rua – deveriam ter seus direitosassegurados. Isso é o que pomposamente se chama Estado de Direito Democrático. É o quegarante a você andar na rua e não ser preso, se não tiver feito nada de errado. No antigo 227está escrito: É dever da família, da sociedade e do estado assegurar a criança e ao adolescente,
  3. 3. com absoluta prioridade, o direito a saúde, a cultura, á dignidade, ao respeito á liberdade e áfamília e comunitário, alem de coloca-los a salvo de negligência, á discriminação, exploração,crueldade e expreção.” (p. 49)“O congresso aprovou o estatuto da criança e do adolescente, esse documento estabeleceudetalhadamente o papel do e Estado, da família e da sociedade”. Sensível ao estatuto eimpulsionado pela indignação, um grupo de parlamentares resolveu, em 1991, criar umacomissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de violência contracrianças. A sigla CPI ser tornou conhecida. Sua função e esclarecer broblemas, revelar ascausas e propor soluções. Essas comissões são habituais no congresso, nas assembleiasLegislativas (Estados) e Camarás Municipais (municípios). Arbitrariedade palavras que indicao ato de se tornar uma decisão sem respeitar a lei”. (p. 50)“Febem (Fundação Estadual para o bem-estar do menor), destinada a infratores”. (p. 52)“A rua serve para a criança como uma escola preparatória, Do menino marginal esculpe-se oadulto marginal trabalho diariamente por uma sosciedade violenta que lhe nega condiçõesbásicas da vida. Paz social siguinifica poder andar na rua sem ser incomodado por pivetes.Isso porque num pais civilizado não existe pivete. Existe crianças desenvolvendo suaspotencialidades. Paz e não ter medo de sequestradores.È nunca desejar comprar uma armapara se defender ou querer se refugiar em Miami. É não considerar normal a ideia de que oextermínio de crianças ou adultos garanta a segurança. Entender a infância marginalsiguinificativa entender porque um menino vai para a rua e não a escola. Essa é, essência, adiferença entre o garoto que está dentro do carro, de vidros fechados, e aquele que seaproxima do carro para vender chiclete ou pedir esmola, E essa a diferença entre um paisdesenvolvido e um pais de terceiro mundo.”(p. 53)Em 20 de junho de 1888, o Parlamento assinava o decreto de repressão á Ociosidade. Essedecreto visava a atacar os “vários” de rua. Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), umdocumento sobre violência policial prova o preconceito contra negros: Qualquer um que játenha presenciado uma batida presença sabe que negros e mestiços são revistados e agredidospela policia, numa porcentagem claramente superior a sua presença relativa na população.” (p.59)
  4. 4. “A tolerância è o repeito, a aceitação e o apreço da riqueza e da tiversidade das culturas denossos mundo, de nosso mundo expressão e de nossas maneiras de exprimir a qualidades deseres humanos.” (p. 61)“A tolerância é uma virtude que torna a paz possível e contribuir para substituir uma culturade guerra por uma cultura de paz. A tolerância deve ser praticada pelos indivíduos, pelosgrupos e pelos estados. A tolerância e o sustentáculo dos direito dos humanos, do pluralismo,da democracia e do Estado de Direito Implica a rejeição do dogmatismo e do absolutismo efortalece as formas anunciadas nos instrumentos internacionais relativos aos direitoshumanos.” (p. 61)“A pratica de tolerância significa que toda pessoa tem a livre escolha de suas convicções eaceitam que o outro desfrute da mesma liberdade. Desenvolve sua capacidade de exercer umjuízo autônomo, de realizar uma reflexão critica e de raciocinar em termos éticos.” (p. 62)ANALISEO livro “Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein retrata a vida social de crianças eadolescentes que vivem nas ruas do Brasil, uma das maiores economias do planeta e, aomesmo tempo, um dos lugares mais socialmente injustos para morar.O autor fala minuciosamente, das noticias divulgadas nos jornais, todos os dias, mostrando arealidade dessas crianças vividas nas ruas. O autor também procura focar sobre as questõessociais e seu impacto na vida das crianças. Partindo da Declaração Universal dos DireitosHumanos (1948). Esses direitos surgiram numa época em que a conquista de novos territóriosainda estava vivo nos corações da população, a certeza de se conseguir mudar o mundo aindaera forte nos corações patriotas dos soldados que lutaram por aquele momento, porém nãoexiste perspectiva para um país que não consegue ver os dois pilares para o desenvolvimentosocial. Ao longo das páginas desse livro, estamos distantes da aplicação pratica de elementosbásicos e fundamentais para que possamos conceder a nossas crianças e jovens um mínimo dedignidade. A dignidade da qual falamos são questões de educação, habitação, alimentação,saúde, lazer, trabalho, consideração e respeito.Portanto, o livro Cidadão de Papel nos mostra que um menino de rua é a prova da carência decidadania de todo um país, onde uma imensa quantidade de garantias não saiu do papel daConstituição. A cidadania brasileira é garantida nos papeis, mas na realidade ela não existe,pois nossos governantes, preferem ter mais pessoas nas ruas do que com cidadania.

×