Artigo a historia da informatica nas escolas publicas

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Artigo a historia da informatica nas escolas publicas

  1. 1. UNEB - UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA PLATAFORMA FREIRE CURSO DE HISTÓRIA DISCIPLINA: INFORMÁTICA JOÃO DA SILVA ARGOLO NETO ALAGOINHAS 2010
  2. 2. UNEB - UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA PLATAFORMA FREIRE CURSO DE HISTÓRIA DISCIPLINA: INFORMÁTICAARTIGO – A HISTÓRIA DA INFORMÁTICA NAS ESCOLAS PÚBLICAS NO CONTEXTO DAS POLITICAS PUBLICAS DE EDUCAÇÃO E A INCLUSÃO DIGITAL Artigo apresentado à disciplina de Informática sob orientação da Prof.°: Douglas de Brito Bouças. História Turma: A ALAGOINHAS 2010
  3. 3. ARTIGO – A HISTÓRIA DA INFORMÁTICA NAS ESCOLAS PÚBLICAS NO CONTEXTO DAS POLITICAS PUBLICAS DE EDUCAÇÃO E A INCLUSÃO DIGITALRESUMOEste artigo apresenta uma breve reflexão sobre as tecnologias disponíveis na escola e comosão utilizadas por educadores em sua prática pedagógica. O uso das tecnologias vem gerandomudanças significativas nas instituições sobre as suas concepções, em especial a utilizaçãodos computadores e da internet vem possibilitando ao educando construir o conhecimento deforma critica e criativa, reelaborando as informações coletadas para tornar o aprendizadosignificativo. Cabendo ao educador traçar os objetivos a serem alcançados e atuar com umfacilitador e mediador neste processo.Palavras-chave: Tecnologias; Desenvolvimento; Prática Pedagógica.INTRODUÇÃO Segundo dados do IBGE, o Brasil tem hoje 20 milhões de pessoas incapazes de ler eescrever. Entretanto, ainda não se sabe quantos são os analfabetos digitais, aquela categoria depessoas desesperadas para viver a interação com as máquinas. A precariedadede condições aque essas pessoas estão submetidas colocam-nas integrando os índices do desemprego e dotrabalho informal, crescentes em nossa realidade, esses são denominados “excluídos digitais”(BAGGIO, 2000). O ingresso da humanidade na era da informação é um fato, mais ainda, para umapequena parte da população. As novas tecnologias vieram para ficar e se esse conhecimentonão for compartilhado pela sociedade, corre-se o risco de ratificar o abismo que a separa,tornando os excluídos cada vez mais excluídos. Situação que só será diferente se foremaplicadas ações eficazes para promover sua inclusão digital. Atualmente os individuos têm de se submeter às novas exigências impostas pelo mercado de trabalho como primeiro requisito para se inserir na
  4. 4. sociedade e candidata-se à obtenção dos direitos da cidadania. Já não basta mais obter um diploma, é preciso dominar as novas tecnologias da informática, de falar inglês e, no mínimo possuir endereço eletrônico para se candidatar a um emprego e, então, galgar os primeiros passos para conseguir usufruir de alguns bens inrentes à condição de cidadão (PEDROSO, 2001). Inclusão digital é a denominação dada aos esforços de fazer com que a sociedadepossa obter os conhecimentos necessários para utilizar com um mínimo de proficiência osrecursos da tecnologia de informação e da comunicação existentes dispor de acesso regular aesses recursos. É gerar igualdade de oportunidades na sociedade da informação. Tendo emvista que o acesso aos modernos meios de comunicação, especialmente a internet, podemgerar para o cidadão um diferencial no aprendizado e na capacidade de ascenção financeira, eque muitos brasileiros não teriam condições de adquirir equipamentos e serviços para isso, hácada vez mais o reconhecimento e o empenho, governamental e social de se encontrarsoluções para garantir tal acesso. Com isto pretende-se gerar um avanço na capacitação e naqualidade de vida de grande parte da população, bem como preparar o país para asnecessidades futuras. A inclusão digital possui o papel de resgatar os excluídos digitais ao contexto dasociedade movida pelos processos de criação e produção da informação. Significa efetivas osexcuídos digitais na sociedade da informação, remete a busca da reflexão do mundo, dascondições de sobrevivência, do estímulo ao conhecimento renovado e à crítica do já existentee da diminuição das desigualdades sociais. Segundo Tedesco (2004), o grande desafio é evitarque a introdução das novas tecnologias gere mais diferenças entre aqueles que têm e aquelesque não têm acesso à elas, tanto na comunidade como na escola. A inclusão digital deve estar presente também na escola, que desempenho de seupapel não pode ficar alheia a esta evolução. Faz-se necessário a inserção de políticas e açõesque promovam uma educação digital, inserindo o uso do computador no cotidiano pedagógicoda escola. A educação é um processo e a inclusão digital é elemento essencial deste processo. Note que inclusão digital não se trata apenas do ensino de informática nas escolas esim, do ensino pela informática, com o intuito de buscar construir a cidadania e a participaçãosocial na perspectiva de uma sociedade mais justa e democrática. Assim, sem exclusões, oconhecimento tecnológico disseminado para a maior parcela da população, poderáproporcionar vida mais digna com novas oportunidades. A inclusão digital deve estar integrada aos conteúdos curriculares. Cada unidade deensino deve construir o seu projeto político-pedagógico tomando como norte os processos
  5. 5. para a Inclusão Digital, atendendo às necessidades da localidade na qual está inserida. Deve-se questionar sobre implicações ideológicas e suas repercussões no processo de ensino eaprendizagem. As principais recomendações neste sentido implicam na modificação doambiente educativo, de modo que se torne adequado ao uso das tecnologias. SARMENTO (2002) questiona: Que pode a escola contra a exclusão social? Sendo umfenômeno estrutural, a escola pode pouco. Mas é esse pouco que pode ser incomensurável seo projeto educacional for uma forma de garantir um processo político-pedagógico detransformação social e institucional. Assumir a educação como algo que existe para sertransformado. A escola como utopia realizável torna sustentável uma lógica alternativa para aeducação escolar, contra a exclusão e pela afirmação dos direitos sociais. A inclusão digital através da escola, possui o papel de resgatar os excluídos digitais aocontexto da sociedade movida pelos processos de criação, produção e sublimação dainformação em conhecimento. Significa efetivar os excluídos digitais na sociedade dainformação, por meio de políticas que visem ao seu crescimento auto-sustentável de formacoloborativa e gradual, não com medidas emergenciais e paliativas. Consequentemente,inclusão digital remete à busca da reflexão do mundo e da localidade, das condições desobrevivência (emprego, alimentação, moradia, etc,.), do estímulo ao conhecimento renovadoe à crítica do já existente e da diminuição das desigualdades sociais, contribuindo assim nademocratização da escola. Para TEDESCO (2004), a educação tem como desafio do futuro, modificar seu papeldiante da mobilidade social. Por um lado, será a variável mais importante que permitirá entrarou ficar fora do currículo no qual se definem e realizam as atividades socialmente maissignificativas e, por outro, será necessário educar-se ao longo de toda a vida para poderadaptar-se aos requerimentos do desempenho social e produtivo. Em um mundo no qual a informação e os conhecimentos se acumulam e circulam através de meios tecnológicos cada vez mais sofisticados e poderosos, o papel da escola deve ser definido pela sua capacidade de preparar para o uso consciente, crítico, ativo dos aparatos que acumulam a informação e o conhecimento. (TEDESCO, 2004).
  6. 6. A HISTÓRIA DA INFORMÁTICA NA A EDUCAÇÃO O renascimento tecnológico vem sendo caracterizado como conjunto de pesquisas,descobertas, inovações e aperfeiçoamentos das derradeiras décadas deste milênio. A forçafundamental que impulsiona esse renascimento é a inteligência, traduzida pelo surgimento euso de instrumentos científicos e tecnológicos. Em pouco mais de cinquenta anos, a indústria de computação cresceu no mundointeiro e o uso desta nova tecnologia generalizou-se a praticamente todos os tipos deatividades humanas, juntamente com desenvolvimentos associadas, como a CIM (ComputerIntegrated Manufacture), a róbatica, a realidade virtual, a Internet. Não há dúvidas de que a Internet constitui uma das mais notáveis conquistastecnológicas desta Renascença às vésperas do Terceiro Milênio. No começo foi modesto eocorreu em fins dos anos 60, com a Aparnet, tida como a "mãe da Internet" e criada comouma experiência do governo dos EUA em redes com comutação de pacotes. No Brasil a Internet ganhou força nos contextos acadêmico e de pesquisas, a partir de1990 – 1992, com a criação e a implantação da RNP (Rede Nacional de Pesquisa),abrangendo as principais universidades e organizações governamentais, não governamentais(ONGs) e de pesquisas (Villas e Campos 1994). A presença da Internet nas escolas vem se tornando cada vez mais significativas,facilitando a aprendizagem. Os estudantes com acesso a Internet superam os colegas que nãotem o acesso. Tendo maior compreensão de um tópico e mais competência em manipularinformações. No mundo em que hoje vivemos se o acesso a informática for dificultado, cortado ouse as informações forem acanhadas, distorcidas, trivialidades e chavões as tomadas de decisãoe a solução de problemas serão inevitável e irreparavelmente atingidas. A tecnologia educacional abrange três aspectos básicos: recursos destinados àaprendizagem, funções de gestão educacional e funções de desenvolvimento educacional.Cada um desses três componentes é apresentado numa matriz bidimensional que, no planohorizontal indica o propósito, o resultado e a atividade correspondente. Hoje em dia a tecnologia da educação pode assumir a forma de aprendizagem – ensinoaltamente individualizada ou, na modalidade de educação a distância, alcançar centenas,milhares ou milhões de pessoas ao mesmo tempo, graças à utilização de meios como rádio, asgravações sonoras em discos e fitas, a televisão, os videoteipes, o telefone, os cursos por
  7. 7. correspondência, e, mais recentemente, o computador, o CD – Rom e o videodisco. Que issoocorra no âmbito restrito do lar, de uma sala de aula ou num circuito fechado de televisãocapaz de alcançar numerosas salas de aula ao mesmo tempo, que isso atinja toda uma regiãoou todo um país, trata-se de tecnologia a serviço de objetivos de ensino - aprendizagem numsentido estrito ou, numa compreensão mais ampla, a serviço de propósitos educativos ouformativos mais gerais. AS VANTAGENS DE SE TER UM LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA NA ESCOLA PÚBLICA Hoje, muitas pessoas ainda não sabem digitar rapidamente, acessar sites na Internet,usar editores de texto (como o Word), montar planilhas no Excel e criar apresentações noPowerPoint. Tais pessoas têm uma dificuldade enorme em se qualificar em uma entrevista deemprego que exija tais requisitos. Mudar essa situação (na teoria) é simples, basta seguir a seguinte “fórmula”: escolascom laboratórios de informática abertas à comunidade + pessoas dispostas a ensinargratuitamente o que sabem = qualificação solidária de mão-de-obra. Além disso, os laboratórios servem para que os alunos dessas escolas possam aprenderas referidas habilidades desde cedo, chegando, dessa forma, ao mercado de trabalho com omínimo daquilo exigido. Porém, apesar de tudo isso parecer ótimo, deve-se ressaltar o seguinte: uma grandequantidade de professores (assim como alunos) ainda não sabe usar o computador de maneirasatisfatória. Segundo Paulo Freire, educador brasileiro considerado um dos pensadores maisnotáveis da história da pedagogia mundial, o uso da tecnologia não deveria ser realizado dequalquer modo ou sem a devida preparação, no entanto, isso é justamente o que acontece hojeem dia. Um fato “interessante” sobre laboratórios de informática nas escolas é que algunsdiretores estão recusando-se a instalá-los devido ao temor de que a escola passe a ser alvo deassaltos. Tal atitude leva em conta a segurança em detrimento do “conhecimento” e da“inclusão digital”, mas com certeza é uma escolha sábia.
  8. 8. A violência, de modo geral, gera um círculo vicioso, pois ela é um fruto da falta deoportunidades e educação das camadas mais baixas da sociedade, assim como, acaba porimpedir que a educação seja disseminada, que caso contrário geraria oportunidades paraaqueles privados da educação. Ou seja, a máxima “violência gera violência” é real. Muitas pessoas, alunos e professores que saibam usar computadores, poderiam sesolidarizar com aquelas que ainda não o sabem e ensiná-las. Pois dessa forma, o problema dafalta de treinamento poderá ser resolvido sem a intervenção do Estado. Esse exemplo já vemsendo seguido há alguns anos em várias partes do Brasil, mas, com certeza, não é o únicomodo de ajudar. Mas e você? O que acha que pode ser feito para incluir mais pessoas no mundodigital? GESTÃO DA TECNOLOGIA NA ESCOLA PÚBLICA Para gerir os recursos de Informática, as pessoas que fazem a escola não necessitamconhecimentos especializados de computação, mas sim de educação, de administraçãoescolar, de vivência do cotidiano complexo, difícil e algumas vezes delicado de uma escola.Para a assimilação da tecnologia por todos os setores da escola e da rede escolar, é desejávelque administradores e técnicos também participem de culturas específicas de uso. No entanto, nenhum projeto de assimilação de novas tecnologias pela escola públicaterá êxito permanente sem o apoio da administração central da rede escolar. A presença denovas tecnologias na escola requer estruturas de suporte que dependem de políticasespecíficas da rede escolar. Dentre tais elementos, saliento o tempo de professores e de outrosprofissionais da escola que irão lidar com a tecnologia; capacitação periódica de pessoal;manutenção e substituição de equipamentos, aquisicão de software; ligação com a Internet,preparação de espaço físico adequado na escola. Embora o modelo exposto esteja sendo gerado para o contexto de escolas públicas deum país latino, algumas das ideias e sua estrutura geral podem ser parcialmente úteis paraoutros contextos. A escola, como uma das instituições básicas da cultura ocidental, possuiproblemas e aspectos estruturais comuns em culturas e situações as mais diversas. As ideias acima, expostas em linhas gerais, não esgotam de modo algum o modelo emconstrução. Surgiram do exame da literatura pertinente e da experiência com tecnologias na
  9. 9. escola. Estão sendo usadas e reelaboradas em um contexto experimental de investigação,como elementos norteadores para a tomada de decisões e para a construção de soluçõesadequadas à nossa realidade. AS TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS E A PRÁTICA PEDAGÓGICA A tecnologia já está presente em nossa prática pedagógica, apenas precisamos nos darconta disso e que diz respeito não somente ao uso de computadores, televisão, vídeo einternet, mas também são consideradas tecnologias os recursos e ferramentas que usamos paragarantir o aprendizado dos educandos. Usamos em nossa prática diversas tecnologias deinformação e de comunicação que podem ser visuais, impressas e digitais; os livros, revistas,jornais, a escrita no quadro-negro com giz, a organização da sala e de grupos, a televisão, ovídeo, o aparelho de som, o rádio, o computador, a maneira de explicar e até mesmo aexpressão corporal. A utilização dos recursos tecnológicos digitais na escola se torna um desafio e umabusca constante dos educadores, para acompanhar as mudanças e saber utilizá-losadequadamente. Seja usando o retro projetor ou o data show, o mimeógrafo ou o editor detexto do seu computador, cabe aos professores a tarefa de saber usar a tecnologia paraenriquecer sua prática e mediar o desenvolvimento de habilidades e da estruturação lógica dopensamento de seus alunos. De acordo com Valente (2002) [...] o domínio do técnico e do pedagógico não deve acontecer de modo estanque, um separado do outro. É irrealista pensar em primeiro ser um especialista em informática ou em mídia digital para depois tirar proveito desse conhecimento nas atividades pedagógicas. O melhor é quando os conhecimentos técnicos e pedagógicos crescem juntos, simultaneamente, um demandando novas ideias do outro. O domínio das técnicas acontece por necessidades e exigências do pedagógico e as novas possibilidades técnicas criam novas aberturas para o pedagógico, constituindo uma verdadeira espiral de aprendizagem ascendente na sua complexidade técnica e pedagógica. [...] respeito à especificidade de cada tecnologia com relação às aplicações pedagógicas. O educador deve conhecer o que cada uma dessas facilidades tecnológicas tem a oferecer e como pode ser explorada em diferentes situações educacionais. [...] Mesmo com relação ao computador,
  10. 10. existem diferentes aplicações que podem ser exploradas, dependendo do que está sendo estudado ou dos objetivos que o professor pretende atingir. Com a adequação da prática pedagógica definindo claramente os objetivos, é de sumaimportância o educador garantir ao educando a possibilidade de produzir o conhecimento, agire pensar criativamente, desenvolvendo senso crítico e iniciativa própria. Além de tornar oplanejamento mais interessante e dinâmico, o professor assume um papel de mediador doconhecimento, e em muitos momentos precisa problematizar as informações para que ascrianças reflitam. Para garantir a utilização adequada desses recursos é necessário propiciar acomunicação, a troca de experiências, o debate, o confronto de opiniões para encontrarsoluções para os problemas, criando conceitos de respeito, colaboração e coletividade nogrupo de crianças. Esta prática foi idealizada e vem sendo defendida e por muitos pesquisadores,afirmado que "com o auxílio de uma outra pessoa, toda criança pode fazer mais do que fariasozinha ainda que se restringindo aos limites estabelecidos pelo seu grau de desenvolvimento.O que a criança é capaz de fazer hoje em cooperação, será capaz de fazer sozinha amanhã"(VYGOTSKY apud, OZÓRIO, 1989).
  11. 11. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao longo da história, as inovações tecnológicas foram responsáveis por grandesmudanças na sociedade: os novos modos de produção impulsionaram novas formas de relaçãosocial. Na escola não foi diferente: as mudanças sociais pressionaram a instituição de ensino ase adaptar às transformações, em geral com o objetivo de formar pessoas qualificadas para omercado de trabalho. No entanto, muitas iniciativas de incorporação das novas tecnologias naescola – mais conhecidas como inclusão digital - ainda são caracterizadas por atividadesmeramente instrumentais, em que a informática é vista como um pré-requisito de inserção nomercado – herança dos ideais iluministas e da razão instrumental. A reflexão em torno daimportância das novas tecnologias na sociedade e de sua utilização para fins de participaçãopolítica ou de instrumento didático-pedagógico ainda é deixada de lado. A escola precisa sereestruturar não só para se inserir no mercado de trabalho, mas para questionar as novasformas de produção e ter condições de propor alternativas à sociedade. No entanto, como o professor vai conviver com estes aparatos tecnológicos que maisfascinam do que são incorporados de fato no cotidiano escolar? A ideia é que o educador sejaum mediador da tecnologia, utilizando-a como apoio para atividades de ensino e pesquisa,mas também como objeto de estudo e questionamento das influências das novas tecnologiasna sociedade. De acordo com a Educomunicação, esta seria a área da "mediação tecnológicana educação", compreendendo os procedimentos e as reflexões em torno da presença e dosmúltiplos usos da tecnologia da informação na educação. E como pensar a incorporação dasnovas tecnologias em sala de aula? É necessário que as políticas públicas sejam pensadas emconjunto com gestores e professores das escolas, para que os projetos sejam elaborados deacordo com a realidade das mesmas, de seus alunos e professores. Torna-se, portanto,imprescindível a formação de formadores e alunos para as novas tecnologias; e a educaçãotecnológica não deve se deter numa visão meramente instrumental, pois esta formariatecnocratas (pessoas a serviço da tecnologia), mas viabilizar a formação de pessoas quepensem na utilização da tecnologia em benefício do ser humano.
  12. 12. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICASBAGGIO, Rodrigo. A sociedade da informação e a infoexclusão. Ci.inf., Brasília, vol. 29,nº2, p16-21, 2000.FREIRE, P, 1971, Extensão ou comunicação. Rio de Janeiro: Paz e TerraHeydenreich Dietmar, Daniella Michel, José Sergio Ramos e Rosangela Coutinho Ares.Escolas Públicas: A Informática Como Instrumento Pedagógico - Relato de umaExperiência. São Paulo, 2005PEDROSO, Leda Aparecida. Industria Cultural: algumas determinações políticas, culturaise sociais na educação. Caderno CEDES, vol.21 nº54, p 54-68, 2001.OZÓRIO, Marco. Computador na escola: objeto lúdico de pensar. Secretaria Municipal deEducação do Rio de Janeiro, 1989.SARMENTO, Manuel Jacinto. Infância, exclusão social e educação como utopia realizável.Educação e sociedae, vol.23 nº78, p 265-283, 2002.TEDESCO, Juan Carlos (org). Educação e novas tecnologias: esperanças e incertezas, SãoPaulo: Cortez, 2004.VALENTE, José Armando (org.) O computador na sociedade do conhecimento. Campinas,São Paulo. UNICAMP/: NIED, .1999.

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