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I SEMINÁRIO ÉTNICO RACIAL DE PINHAIS      <ul><li>As políticas Afirmativas no Paraná no contexto da Lei 10.639/03 e da Del...
Lei 10639/03 <ul><li>A nova legislação sancionada em 09 de janeiro de 2003,pelo Presidente  Lula acrescentou dois novos ar...
Lei 10.639/03 <ul><li>Art.26-A   -  Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se ...
LEI 11.465 - 10 DE MARÇO DE 2008   <ul><li>Obrigatoriedade da história e cultura afro e indígena  </li></ul>
Lei 10.639/03 <ul><li>Autoria da ex-Dep. Esther Grossi e do Dep. Ben-Hur Ferreira, ambos do Partido dos Trabalhadores; </l...
Vetos <ul><li>Parágrafo terceiro do Art. 26A  – As disciplinas História do Brasil e Educação Artística, no ensino médio de...
Parecer 03/04 do Conselho Nacional de Educação <ul><li>aprovado no dia 10 de março de 2004, pelo CNE; </li></ul><ul><li>re...
Deliberação N.º 04/06 <ul><li>Normas Complementares às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étni...
Movimento negro e a deliberação <ul><li>É antiga a preocupação dos movimentos negros com a integração dos assuntos african...
Intervenção do movimento negro <ul><li>Em março de 1929: 1º Congresso da Mocidade Negra no Brasil;  </li></ul><ul><li>Em 1...
(Marcha Zumbi dos Palmares, 1995) <ul><li>Refletindo os valores da sociedade, a escola se afigura como espaço privilegiado...
Propostas Constituição 1988 <ul><li>Art. 4º A educação dará ênfase à igualdade dos sexos, à luta contra o racismo e todas ...
Propostas Constituição 1988 <ul><li>Art. 85. O poder público reformulará, em todos os níveis, o ensino da história do Bras...
Texto final - Constituição 1988 <ul><li>Art.242. O ensino de história do Brasil levará em conta as contribuições das difer...
LDB <ul><li>Artigo 26 - Parágrafo 4ª: O ensino de história do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes cultu...
Possibilidades da Lei 10639/03 <ul><li>Superando...a ideologia de  dominação racial e o  </li></ul><ul><li>... o mito da d...
Racismo e escravidão <ul><li>É importante perceber que a escravidão não nasceu do racismo; ao contrário, o racismo moderno...
Racismo e Ideologia <ul><li>O racismo moderno constitui-se, enquanto forma de ideologia de dominação de uma classe sobre o...
Raça como categoria sociológica e não biológica <ul><li>“ as desigualdades atuais entre os chamados grupos raciais não são...
  O racismo é produto de movimentos ideológicos  <ul><li>Um conjunto de idéias foram elaboradas pela elite dominante, a fi...
Ideologia <ul><li>Uma ideologia se torna hegemônica na sociedade quando não precisa mostrar-se, quando não necessita de si...
Ideologia <ul><li>É nuclear na ideologia, que ela possa representar o real e a prática social através de uma lógica coeren...
Movimentos/fenômenos ideológicos <ul><li>Ideologia de dominação racial – conjunto de idéias que pregava a inferioridade do...
Ideologia de dominação racial <ul><li>Justificar a escravidão </li></ul><ul><li>Igreja: os africanos seriam um povo amaldi...
Teoria do “embranquecimento” <ul><li>Política oficial do embranquecimento da população brasileira </li></ul><ul><li>O esta...
Ensaio sobre as desigualdades  das raças humanas <ul><li>A primeira parte desta obra foi publicada </li></ul><ul><li>em 18...
Citações <ul><li>A raça negra no Brasil, por maiores que tenham sido os seus incontestes serviços à nossa civilização, por...
Gobineau: <ul><li>“ Trata-se de uma população totalmente mulata, viciada no sangue e no espírito e  assustadoramente feia”...
Louis Agassiz, 1868: <ul><li>“  ... Que qualquer um que duvide dos males da mistura de raças, e inclua por mal-entendida f...
<ul><li>“ O Brasil mestiço de hoje tem no branqueamento em um século sua perspectiva, saída e solução ”. </li></ul><ul><li...
A Redenção de Cam
 
O mito da democracia racial <ul><li>Os mitos existem para esconder a realidade (Florestan Fernandes) </li></ul><ul><li>O B...
O mito da democracia  racial <ul><li>Decreto de 14 de dezembro de 1890, assinado por Rui Barbosa, que na ocasião era Minis...
O mito da democracia racial <ul><li>Tratava-se de apagar a memória histórica das gentes a funesta instituição. Era um modo...
O mito da democracia racial <ul><li>A crença da convivência cordial e harmoniosa das raças/etnias que compuseram a socieda...
O racismo é um problema estrutural da realidade brasileira <ul><li>O racismo tem como pano de fundo uma construção ideológ...
 
Importância dos conteúdos <ul><li>Lei 10639/03 pode constituir-se como uma ferramenta de luta contra-ideológica, pois </li...
Resistência negra <ul><li>Palmares: </li></ul><ul><li>- 200km² </li></ul><ul><li>- 1606 a 1694 </li></ul><ul><li>- 20 mil ...
Partilha da África <ul><li>A divisão arbitrária da África teve o seu marco com a Conferência de Berlim iniciada em 1884 e ...
Partilha da África
<ul><li>Observe que 60% desta divisão é constituído de retas ou de arcos de circunferência.   </li></ul><ul><li>Os estados...
PAÍSES DA ÁFRICA   <ul><li>No continente africano existem 53 países:  </li></ul><ul><li>África do Sul, Angola, Argélia, Be...
Contribuições dos Africanos para a Humanidade <ul><li>Egito – Arquitetura/ Medicina </li></ul><ul><li>Tecnologias trazidas...
 
 
Teatro Experimental do  Negro
Teatro experimental do  Negro
ÁFRICA  BERÇO  DA HUMANIDADE E DO CONHECIMENTO <ul><li>nossos primeiros ancestrais </li></ul><ul><li>os primeiros centros ...
<ul><li>3000 a.C. O médico negro Imhotep é o verdadeiro pai da medicina: ele viveu 25 séculos antes de Hipócrates e já apl...
Navegação <ul><li>No Egito, a tecnologia naval já era suficientemente desenvolvida a ponto de terem realizado a circunaveg...
Impérios Africanos <ul><li>Império de Gana   Entre os séculos 4 e11, era conhecido como o Império do Ouro. Seu povo domina...
Impérios Africanos <ul><li>Império de Songai   Nos séculos 14 e 15, se sobrepôs ao Império de Mali. Técnicas de plantio e ...
Cidades Africanas <ul><li>Luanda - Angola </li></ul><ul><li>Dacar – Senegal </li></ul><ul><li>Homenagem aos escravizados <...
Cidades Africanas <ul><li>Cairo – Egito – 20 milhões de habitantes </li></ul><ul><li>Durban - África do sul </li></ul><ul>...
Cidades Africanas <ul><li>Brazzaville -Congo </li></ul><ul><li>Maputo = Moçambique </li></ul>
Superar no campo do currículo <ul><li>O negro a partir da escravidão </li></ul><ul><li>Visão da África como continente pri...
Raça e classe <ul><li>Em que medida as políticas afirmativas para negros contribuem com a luta pela construção de uma nova...
Raça e classe <ul><li>Coloca um segmento importante em movimento; </li></ul><ul><li>questiona os pilares da atual estrutur...
Igualdade de oportunidades x igualdade de condições <ul><li>questiona a igualdade formal e avança em direção  à  igualdade...
<ul><li>Luiz Carlos Paixão da Rocha </li></ul><ul><li>  Mestre em Educação – UFPR    NEAB/UFPR </li></ul><ul><li>[email_ad...
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  1. 1. I SEMINÁRIO ÉTNICO RACIAL DE PINHAIS     <ul><li>As políticas Afirmativas no Paraná no contexto da Lei 10.639/03 e da Deliberação 04/06 do CEE </li></ul><ul><li>Luiz Carlos Paixão da Rocha </li></ul><ul><li>Mestre em Educação – UFPR </li></ul><ul><li>Coletivo Igualdade Racial APP-Sindicato </li></ul>
  2. 2. Lei 10639/03 <ul><li>A nova legislação sancionada em 09 de janeiro de 2003,pelo Presidente Lula acrescentou dois novos artigos à Lei e Bases da Educação Nacional (Lei9394/96) </li></ul>
  3. 3. Lei 10.639/03 <ul><li>Art.26-A - Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-brasileira. </li></ul><ul><li>Parágrafo Primeiro – O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política, pertinentes à História do Brasil. </li></ul><ul><li>Parágrafo segundo – Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-brasileira serão ministrados no âmbito de todo currículo escolar, em especial, nas áreas Educação Artística e de Literatura e Histórias Brasileiras. </li></ul><ul><li>Art. 79-B – O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como “Dia Nacional da Consciência Negra . </li></ul>
  4. 4. LEI 11.465 - 10 DE MARÇO DE 2008 <ul><li>Obrigatoriedade da história e cultura afro e indígena </li></ul>
  5. 5. Lei 10.639/03 <ul><li>Autoria da ex-Dep. Esther Grossi e do Dep. Ben-Hur Ferreira, ambos do Partido dos Trabalhadores; </li></ul><ul><li>Foi apresentada na Câmara dos Deputados em 11 de março de 1999 (PL. nº 259). É aprovado e remetido ao Senado no dia 05 de abril de 2002. </li></ul>
  6. 6. Vetos <ul><li>Parágrafo terceiro do Art. 26A – As disciplinas História do Brasil e Educação Artística, no ensino médio deverão dedicar, pelo menos, dez por cento de seu conteúdo programático anual ou semestral à temática referida nesta Lei. </li></ul><ul><li>Artigo 79-A - Os cursos de capacitação para professores deverão contar com a participação de entidades do movimento afro-brasileiro, das universidades e de outras instituições de pesquisa pertinentes à matéria. </li></ul>
  7. 7. Parecer 03/04 do Conselho Nacional de Educação <ul><li>aprovado no dia 10 de março de 2004, pelo CNE; </li></ul><ul><li>relatado pela Professora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva; </li></ul><ul><li>homologado pelo MEC, em 19 de maio de 2004; </li></ul><ul><li>Resolução nº 1, de 17 de junho de 2004: institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. </li></ul>
  8. 8. Deliberação N.º 04/06 <ul><li>Normas Complementares às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. </li></ul>
  9. 9. Movimento negro e a deliberação <ul><li>É antiga a preocupação dos movimentos negros com a integração dos assuntos africanos e afro-brasileiros ao currículo escolar. Talvez a mais contundente das razões esteja nas conseqüências psicológicas para a criança afro-brasileira de um processo pedagógico que não reflete a sua face e de sua família, com sua história e cultura própria, impedindo-a de se identificar com o processo educativo.Erroneamente seus antepassados são retratados apenas como escravos que nada contribuíram ao processo histórico e civilizatório, universal do ser humano. Essa distorção resulta em complexos de inferioridade da criança negra, minando o desempenho e o desenvolvimento de sua personalidade criativa e capacidade de reflexão, contribuindo sensivelmente para os altos índices de evasão e repetência. (RJ, 1991) I Fórum sobre o Ensino das Civilizações Africanas </li></ul>
  10. 10. Intervenção do movimento negro <ul><li>Em março de 1929: 1º Congresso da Mocidade Negra no Brasil; </li></ul><ul><li>Em 1931, funda-se a Frente Negra Brasileira (FNB); </li></ul><ul><li>Em 1950, I Congresso do Negro Brasileiro; Teatro Experimental do Negro </li></ul>
  11. 11. (Marcha Zumbi dos Palmares, 1995) <ul><li>Refletindo os valores da sociedade, a escola se afigura como espaço privilegiado de aprendizado do racismo, especialmente devido ao contéudo eurocêntrico do currículo escolar, aos programas educativos, aos manuais escolares e ao comportamento diferenciado do professorado diante de crianças negras e brancas. A reiteração de abordagens e estereótipos que desvalorizam o povo negro e supervalorizam o branco resulta na naturalização e conservação de uma ordem baseada numa suposta superioridade biológica, que atribui a negros e brancos papéis e destinos diferentes. Num país cujos donos do poder descendem de escravizadores, a influência nefasta da escola se traduz não apenas na legitimação da situação de inferioridade dos negros, como também na permanente recriação e justificação de atitudes e comportamentos racistas. De outro lado, a inculcação de imagens estereotipadas induz a criança negra a inibir suas potencialidades, limitar suas aspirações profissionais e humanas e bloquear o pleno desenvolvimento de sua identidade racial . </li></ul>
  12. 12. Propostas Constituição 1988 <ul><li>Art. 4º A educação dará ênfase à igualdade dos sexos, à luta contra o racismo e todas as formas de discriminação, afirmando as características multiculturais e pluriétnicas do povo brasileiro. </li></ul><ul><li>Art.5º O ensino de “história das Populações Negras do Brasil” será obrigatório em todos os níveis da educação brasileira, na forma que a lei dispuser. </li></ul><ul><li>Subcomissão dos negros, populações indígenas, pessoas deficientes e minorias </li></ul>
  13. 13. Propostas Constituição 1988 <ul><li>Art. 85. O poder público reformulará, em todos os níveis, o ensino da história do Brasil, com o objetivo de contemplar com igualdade a contribuição das diferentes etnias para a formação multicultural e pluriétnica do povo brasileiro. </li></ul><ul><li>Comissão geral da Ordem Social e à Comissão de Sistematização </li></ul>
  14. 14. Texto final - Constituição 1988 <ul><li>Art.242. O ensino de história do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro. </li></ul>
  15. 15. LDB <ul><li>Artigo 26 - Parágrafo 4ª: O ensino de história do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e européia. </li></ul>
  16. 16. Possibilidades da Lei 10639/03 <ul><li>Superando...a ideologia de dominação racial e o </li></ul><ul><li>... o mito da democracia racial... </li></ul><ul><li>Luiz Carlos Paixão da Rocha </li></ul><ul><li>Mestre em Educação – UFPR [email_address] </li></ul>
  17. 17. Racismo e escravidão <ul><li>É importante perceber que a escravidão não nasceu do racismo; ao contrário, o racismo moderno é conseqüência da escravidão (WILLIAMS, 1961) </li></ul><ul><li>O racismo é, desta maneira, resultado de justificações e classificações ideológicas, com o objetivo de subjugação e exploração da força de trabalho. Estas foram fundamentais para a solidificação do sistema capitalista no mundo. </li></ul>
  18. 18. Racismo e Ideologia <ul><li>O racismo moderno constitui-se, enquanto forma de ideologia de dominação de uma classe sobre outra, dentro das relações de produção da vida material, o que não é o caso da escravidão presente nas antigas sociedades greco-romanas. Estas não desenvolveram teorias de superioridade branca. </li></ul><ul><li>O racismo é uma forma de ideologia que se desenvolveu no mundo moderno e ajudou na justificação da escravidão no Novo Mundo e as pretensões imperialistas da Europa ocidental em todos os continentes. (PRAXEDES) </li></ul>
  19. 19. Raça como categoria sociológica e não biológica <ul><li>“ as desigualdades atuais entre os chamados grupos raciais não são conseqüências de sua herança biológica, mas produtos de circunstâncias sociais históricas e contemporâneas e de conjunturas econômicas, educacionais e políticas.” (Declaração sobre Raça da Associação Norte Americana de Antropologia de 1998) </li></ul>
  20. 20. O racismo é produto de movimentos ideológicos <ul><li>Um conjunto de idéias foram elaboradas pela elite dominante, a fim de justificar a escravidão e a constituição de novas relações sociais no Brasil, após a abolição. </li></ul>
  21. 21. Ideologia <ul><li>Uma ideologia se torna hegemônica na sociedade quando não precisa mostrar-se, quando não necessita de signos visíveis para se impor. É hegemônica quando se de maneira espontânea flui como verdade igualmente aceita por todos (CHAUÌ, 1980) </li></ul>
  22. 22. Ideologia <ul><li>É nuclear na ideologia, que ela possa representar o real e a prática social através de uma lógica coerente. A coerência é obtida graças a dois mecanismos: a lacuna e a “eternidade”. Isto é, por um lado, a lógica ideológica é lacunar, ou seja, nela os encadeamentos se realizam não a despeito das lacunas ou dos silêncios, mas graças a eles; por outro lado, sua coerência depende de sua capacidade para ocultar sua própria gênese, ou seja, deve aparecer como verdade já feita e já dada desde todo o sempre, como um “fato natural” ou como algo “eterno”. (CHAUI, 1980, p.25), </li></ul>
  23. 23. Movimentos/fenômenos ideológicos <ul><li>Ideologia de dominação racial – conjunto de idéias que pregava a inferioridade do negro, a fim de justificar a escravidão; </li></ul><ul><li>Mito da democracia racial - ao negar a questão racial, este, naturalizou as desigualdades raciais no Brasil. </li></ul>
  24. 24. Ideologia de dominação racial <ul><li>Justificar a escravidão </li></ul><ul><li>Igreja: os africanos seriam um povo amaldiçoado – descendentes de Cam </li></ul><ul><li>Ciência – o negro seria uma raça inferior </li></ul><ul><li>- Gobineau “Ensaio sobre a Desigualdade das Raças Humanas”, 1885 </li></ul><ul><li>O negro é desconfigurado, torna-se sinônimo de ser primitivo, inferior </li></ul>
  25. 25. Teoria do “embranquecimento” <ul><li>Política oficial do embranquecimento da população brasileira </li></ul><ul><li>O estado brasileiro investiu pesadamente em programas de imigração de europeus. Só no estado de São Paulo, para exemplificar, chegaram, entre 1890 e 1914, mais de 1,5 milhões de europeus, sendo que 64% destes, com a passagem paga pelo governo estadual. “A albumina branca depura o mascavo nacional...” (PEIXOTO, 1975 p.15) </li></ul>
  26. 26. Ensaio sobre as desigualdades das raças humanas <ul><li>A primeira parte desta obra foi publicada </li></ul><ul><li>em 1855, sendo concluída em 1858. Em sua </li></ul><ul><li>obra, afirma que as raças brancas e louras </li></ul><ul><li>seriam superiores a todas as outras. </li></ul><ul><li>Gobineau chegou a afirmar, após ficar um </li></ul><ul><li>ano no Brasil como representante </li></ul><ul><li>diplomático, que D. Pedro II era o único </li></ul><ul><li>membro da raça superior que encontrou no país </li></ul>
  27. 27. Citações <ul><li>A raça negra no Brasil, por maiores que tenham sido os seus incontestes serviços à nossa civilização, por mais justificadas que sejam as simpatias de que cercou o resultante abuso da escravidão, por maiores que se revelem os generosos exageros dos seus turifários, há de constituir sempre um dos fatores da nossa inferioridade como povo. (RODRIGUES, 2004, p.21) </li></ul>
  28. 28. Gobineau: <ul><li>“ Trata-se de uma população totalmente mulata, viciada no sangue e no espírito e assustadoramente feia”. </li></ul>
  29. 29. Louis Agassiz, 1868: <ul><li>“ ... Que qualquer um que duvide dos males da mistura de raças, e inclua por mal-entendida filantropia, a botar abaixo todas as barreiras que as separam, venha ao Brasil. Não poderá negar a deterioração decorrente da amálgama das raças mais geral aqui do que em qualquer outro país do mundo, e que vai apagando rapidamente as melhores qualidades do branco, do negro e do índio deixando um tipo indefinido, híbrido, deficiente em energia física e mental.” </li></ul>
  30. 30. <ul><li>“ O Brasil mestiço de hoje tem no branqueamento em um século sua perspectiva, saída e solução ”. </li></ul><ul><li>I Congresso Internacional das Raças, julho de 1911. </li></ul>
  31. 31. A Redenção de Cam
  32. 33. O mito da democracia racial <ul><li>Os mitos existem para esconder a realidade (Florestan Fernandes) </li></ul><ul><li>O Brasil é um país onde não há discriminação racial. Somos o país do futebol, do carnaval etc. </li></ul><ul><li>Em 1890, os documentos relacionados à escravidão são queimados – Rui Barbosa </li></ul><ul><li>Constituiu-se uma história oficial sem as contribuições e resistência dos negros </li></ul><ul><li>A ausência do quesito cor nos censos populacionais – 1900,1920,1960,1970 </li></ul><ul><li>Só presente em 1950 e a partir de 1980. </li></ul><ul><li>As desigualdades raciais são naturalizadas </li></ul>
  33. 34. O mito da democracia racial <ul><li>Decreto de 14 de dezembro de 1890, assinado por Rui Barbosa, que na ocasião era Ministro da Fazenda, e na Circular nº. 29, de 13 de maio de 1891, determina a queima dos documentos relacionados à escravidão no país. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  34. 35. O mito da democracia racial <ul><li>Tratava-se de apagar a memória histórica das gentes a funesta instituição. Era um modo de tornar ainda mais nobre o gesto da abolição e estabelecer a fraternidade, solidariedade e comunhão dos brasileiros. (...) A consciência liberal dos donos do poder encontrava uma solução simples, sublime como o gesto da abolição? Queimam-se os documentos para abolir os fatos. (IANNI, 2004, p.112) </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  35. 36. O mito da democracia racial <ul><li>A crença da convivência cordial e harmoniosa das raças/etnias que compuseram a sociedade brasileira, aliada à construída crença da inferioridade do negro, consolidou um quadro de desigualdade racial estrutural no país. Deste modo, o racismo, aqui, toma formas especiais; ele é negado, velado. </li></ul><ul><li>Como disse Florestan (FERNANDES, 1972, P.42): “o brasileiro tem preconceito de ter preconceito”. </li></ul>
  36. 37. O racismo é um problema estrutural da realidade brasileira <ul><li>O racismo tem como pano de fundo uma construção ideológica de justificação, classificação e naturalização, a fim de manutenção de privilégios de um grupo sobre outro. No Brasil, cruzaram-se dois movimentos ideológicos, o da ideologia da dominação racial, que ao difundir idéias de inferioridade do negro justificava a escravidão e o mito da democracia racial que ao negar a dura realidade do negro brasileiro naturalizou as desigualdades raciais. </li></ul>
  37. 39. Importância dos conteúdos <ul><li>Lei 10639/03 pode constituir-se como uma ferramenta de luta contra-ideológica, pois </li></ul><ul><li>“ o silêncio, ao ser falado, destrói o discurso que o silenciava” (CHAUI, 2001, p.25). </li></ul>
  38. 40. Resistência negra <ul><li>Palmares: </li></ul><ul><li>- 200km² </li></ul><ul><li>- 1606 a 1694 </li></ul><ul><li>- 20 mil habitantes/ 6 mil residências </li></ul><ul><li>- 1519 a 1867 - 3.850.000 africanos vieram para o Brasil </li></ul><ul><li>- 1872 – Havia no Brasil 5.756.000 negros </li></ul><ul><li>Destes 1.500.241 escravizados – 26% </li></ul>
  39. 41. Partilha da África <ul><li>A divisão arbitrária da África teve o seu marco com a Conferência de Berlim iniciada em 1884 e finalizada no ano seguinte. </li></ul><ul><li>Participaram da Conferência 15 países, sendo 13 da Europa, os Estados Unidos e a Turquia. </li></ul><ul><li>O principal objetivo foi o de regulamentar a expansão das potências coloniais na África a partir dos pontos que ocupavam no litoral. </li></ul><ul><li>A Grã-Bretanha e a França foram as que obtiveram mais territórios, seguidas de Portugal, Bélgica e Espanha. Territórios mais reduzidos foram ocupados pela Alemanha e pela Itália. </li></ul><ul><li>A Alemanha perderia o domínio de suas colônias africanas após a Primeira Guerra Mundial, acontecendo a mesma coisa com a Itália no final da Segunda Guerra. </li></ul>
  40. 42. Partilha da África
  41. 43. <ul><li>Observe que 60% desta divisão é constituído de retas ou de arcos de circunferência. </li></ul><ul><li>Os estados africanos atuais, na sua maioria, não tem a mesma unidade cultural, lingüística ou cultural.Existem casos em que um mesmo Estado abriga várias nações ou até uma única nação em dois ou mais Estados. </li></ul>
  42. 44. PAÍSES DA ÁFRICA <ul><li>No continente africano existem 53 países: </li></ul><ul><li>África do Sul, Angola, Argélia, Benin, Botsuana, Burkina Fasso, Burundi, Cabo Verde, Camarões, Chade, Comores, Congo, Costa do Marfim, Djibuti, Egito, Eritréia, Etiópia, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Lesoto, Libéria, Líbia, Madagáscar, Malauí, Mali, Marrocos, Maurício, Mauritânia, Moçambique, Namíbia, Níger, Nigéria, Quênia, República Centro-Africana, República Democrática do Congo (ex-Zaire), Ruanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Seicheles, Somália, Suazilândia, Sudão, Tanzânia, Togo, Tunísia, Uganda, Zâmbia, Zimbábue. </li></ul>
  43. 45. Contribuições dos Africanos para a Humanidade <ul><li>Egito – Arquitetura/ Medicina </li></ul><ul><li>Tecnologias trazidas para o país: </li></ul><ul><li>ferro,mineração, cana-de-açucar, café, algodão etc. </li></ul>
  44. 48. Teatro Experimental do Negro
  45. 49. Teatro experimental do Negro
  46. 50. ÁFRICA BERÇO DA HUMANIDADE E DO CONHECIMENTO <ul><li>nossos primeiros ancestrais </li></ul><ul><li>os primeiros centros universitários e culturais de que se tem registro (Tumbuctu, Gao e Djene) </li></ul><ul><li>Cerca de 20000 a.C. O objeto matemático mais antigo é o bastão de Ishango, osso com registros de dois sistemas de numeração. Ele foi encontrado no Congo em 1950 e é 18 mil anos mais antigo do que a matemática grega </li></ul><ul><li>2000 a.C. O povo haya (da região da atual Tanzânia) produzia aço a 400 graus Celsius — temperatura superior a dos fornos europeus do século 19. Uma faca datada de 900 a.C., feita no Egito, é o objeto de ferro mais antigo </li></ul>
  47. 51. <ul><li>3000 a.C. O médico negro Imhotep é o verdadeiro pai da medicina: ele viveu 25 séculos antes de Hipócrates e já aplicava no Egito conhecimentos de fisiologia, anatomia e drogas curativas em seus pacientes </li></ul>
  48. 52. Navegação <ul><li>No Egito, a tecnologia naval já era suficientemente desenvolvida a ponto de terem realizado a circunavegação da África cerca de 2.000 anos antes do suposto pioneirismo dos Portugueses. </li></ul><ul><li>Quem acredita que o primeiro navegador a dobrar o cabo das Tormentas, no sul da África, foi o português Bartolomeu Dias, em 1488, precisa rever seus conceitos. (SUPERINTERESSANTE; 2003, p.48-49). </li></ul>
  49. 53. Impérios Africanos <ul><li>Império de Gana Entre os séculos 4 e11, era conhecido como o Império do Ouro. Seu povo dominava técnicas de mineração e usava instrumentos como a bateia, importante para o avanço do ciclo do ouro no Brasil. O clima úmido da região favorecia o desenvolvimento da agricultura e da pecuária . </li></ul><ul><li>Império de Mali Expandiu-se por volta do século 12. As cidades de Tumbuctu, Gao e Djene eram importantes centros universitários e culturais. O povo Dogon, que habitava a região, registrou em monumentos as luas de Júpiter, os anéis de Saturno e a estrutura espiral da Via-Láctea, observações feitas a partir do século 17, na Europa . Fonte: Revista Nova Escola </li></ul>
  50. 54. Impérios Africanos <ul><li>Império de Songai Nos séculos 14 e 15, se sobrepôs ao Império de Mali. Técnicas de plantio e de irrigação por canais foram aperfeiçoadas e vieram para o Brasil juntamente com os negros escravizados. Esses saberes favoreceram a expansão da agricultura, principalmente durante os ciclos da cultura de cana-de-açúcar e do café. </li></ul><ul><li>Civilização Yorubá Desenvolveu-se a partir do século 11. Os povos dominavam técnicas de olaria, tecelagem, serralheria e metalurgia do bronze, utilizando a técnica da cera perdida (molde de argila que serve de receptáculo para o metal incandescente). A capital, Oyo Benin, era dividida em quarteirões especializados (curtume, fundição etc.) </li></ul>
  51. 55. Cidades Africanas <ul><li>Luanda - Angola </li></ul><ul><li>Dacar – Senegal </li></ul><ul><li>Homenagem aos escravizados </li></ul>
  52. 56. Cidades Africanas <ul><li>Cairo – Egito – 20 milhões de habitantes </li></ul><ul><li>Durban - África do sul </li></ul><ul><li>Estádio de futebol </li></ul>
  53. 57. Cidades Africanas <ul><li>Brazzaville -Congo </li></ul><ul><li>Maputo = Moçambique </li></ul>
  54. 58. Superar no campo do currículo <ul><li>O negro a partir da escravidão </li></ul><ul><li>Visão da África como continente primitivo </li></ul><ul><li>Os negros foram escravizados por que eram mais dóceis </li></ul><ul><li>O fim da escravidão como uma dádiva da Princesa Isabel </li></ul><ul><li>Recuperar valores positivos da população negra, fugindo do folclorismo </li></ul><ul><li>Trabalhar com os escritores, artistas negros no país </li></ul><ul><li>Cuidado com os textos e imagens nos livros didáticos que trazem reflexos da ideologia de dominação racial </li></ul>
  55. 59. Raça e classe <ul><li>Em que medida as políticas afirmativas para negros contribuem com a luta pela construção de uma nova sociedade? </li></ul><ul><li>Prof.Luiz Carlos Paixão Rocha </li></ul><ul><li>Mestre em Educação – Educação e Trabalho </li></ul>
  56. 60. Raça e classe <ul><li>Coloca um segmento importante em movimento; </li></ul><ul><li>questiona os pilares da atual estrutura social; </li></ul><ul><li>alia a luta específica a luta geral; </li></ul><ul><li>avança em novos direitos; </li></ul><ul><li>expõe as contradições do atual modo de organização social </li></ul>
  57. 61. Igualdade de oportunidades x igualdade de condições <ul><li>questiona a igualdade formal e avança em direção à igualdade real; </li></ul><ul><li>alia a luta contras as desigualdades raciais à luta contra as desigualdades sociais; </li></ul><ul><li>E, ao mesmo tempo, incorpora na luta pela igualdade social a problemática do racismo e das desigualdades raciais. </li></ul>
  58. 62. <ul><li>Luiz Carlos Paixão da Rocha </li></ul><ul><li> Mestre em Educação – UFPR NEAB/UFPR </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul><ul><li>luizpaixão@app.com.br </li></ul>
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