Iv curso teórico prático farmacologia do choque
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Iv curso teórico prático farmacologia do choque Iv curso teórico prático farmacologia do choque Presentation Transcript

  • AMINAS VASOATIVAS E OUTROS FÁRMACOS NÃO-ADRENÉRGICOSUTILIZADOS NA TERAPIA DO CHOQUEIV CURSO DE MEDICINA INTENSIVA
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE CHOQUE “SÍNDROME CARACTERIZADA PELAINCAPACIDADE DO SISTEMA CIRCULATÓRIOEM FORNECER QUANTIDADES SUFICIENTES DE OXIGÊNIO E NUTRIENTES PARA SUPRIR AS NECESSIDADES METABÓLICAS TISSULARES”
  • FARMACOTERAPIA NO CHOQUE CHOQUE (CONDIÇÃO MULTIFATORIAL) HIPÓXIA TECIDUAL + BAIXA OFERTA DE NUTRIENTES +DEPURAÇÃO REDUZIDA DE SUBSTÂNCIAS TÓXICAS + SÍNTESE DE SUBSTÂNCIAS LESIVAS + AÇÃO DIRETA DE TOXINAS + IMUNODEPRESSÃO + EFEITOS DANOSOS DA TERAPÊUTICA(um estado de Choque nem sempre resulta de hipoperfusão sanguínea, podendo decorrer da incapacidade das células em capturar oxigênio, num processo chamado de DISÓXIA)
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE FISIOPATOLOGIA DA LESÃO TISSULAR NO CHOQUE (DISFUNÇÃO ORGÂNICA) HIPÓXIA TECIDUAL REDISTRIBUIÇÃO PATOLÓGICA (SHUNT) TROMBOSE NA MICROCIRCULAÇÃO DISFUNÇÃO MITOCONDRIALSÍNTESE ANORMAL DE MEDIADORES INFLAMATÓRIOS APOPTOSE CELULAR
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE “A CLASSIFICAÇÃO DOS ESTADOS DE CHOQUE CUMPRE FUNÇÃO DIDÁTICA E TERAPÊUTICA, NÃO DEVENDO TER CARÁTER PROGNÓSTICO” !!!TIPOS DE CHOQUE PRINCIPAIS CAUSAS HIPOVOLÊMICO Hemorragias / Desidratação grave DISTRIBUTIVO Séptico / Neurogênico / Anafilático / Hipocortisolismo CARDIOGÊNICO IAM / IVE / Miocardites / Distúrbios de Condução / Sepse Grave OBSTRUTIVO TEP Maciço / Tamponamento Cardíaco / Pneumotórax Hipertensivo
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE METAS TERAPÊUTICAS: INSTITUIR A REPOSIÇÃO VOLÊMICA COMO 1ª MANOBRA PARA REVERTER A HIPOTENSÃO ARTERIAL. A REPOSIÇÃO VOLÊMICA DEVE SER SEMPRE PRECOCE, AGRESSIVA E REPETITIVA; INICIAR O EMPREGO DE VASOPRESSORES CASO NÃO EXISTA RESPOSTA À REPOSIÇÃO VOLÊMICA; A DOSE DE VASOPRESSORES DEVE SER SEMPRE A MENOR POSSÍVEL. VERIFICAR SE A INFUSÃO ADICIONAL DE FLUIDOS É CAPAZ DE REDUZIR A DOSE DE VASOPRESSORES; SE NECESSÁRIO, EMPREGAR AGENTES INOTRÓPICOS COM A FINALIDADE DE AUMENTAR O DÉBITO CARDÍACO E A OFERTA DE OXIGÊNIO; PROCEDER SEM RETARDOS, AO TRATAMENTO DA CAUSA ETIOLÓGICA; INSTITUIR TERAPIA DE SUBSTITUIÇÃO ÀS FALÊNCIAS ORGÂNICAS DE MODO PRECOCE; FAZER A PROFILAXIA DE EVENTOS COMUNS NO CHOQUE: TVP, HEMORRAGIAS DIGESTIVAS E INFECÇÕES RECORRENTES; INICIAR O SUPORTE NUTRICIONAL TÃO LOGO O QUADRO HEMODINÂMICO SE ESTABILIZE.
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE NÃO É SUFICIENTE NOS PREOCUPARMOS APENAS COM A MACROCIRCULAÇÃO (PAM) CHOQUE CRÍPTICO OU OCULTO (prefixo “cripto” = escondido / oculto) - Choque com PAM > 65mmHg, mas com SVO2 ↓ + LACTATO ↑ + ACIDOSE(demonstrando que a microcirculação ainda não foi otimizada)
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE AMINAS VASOATIVAS OBJETIVAM A RESTAURAÇÃO DA PERFUSÃO EFETIVA DOS ÓRGÃOS VITAIS X EFEITOS COLATERAIS SIGNIFICATIVOS(taquicardia / taquiarritmias / hipotensão / hipertensão / vasoconstricção excessiva / isquemia tissular)
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE AMINAS VASOATIVAS:- DEVEM SER TITULADAS PARA RESTAURAR A PAM SEM PREJUDICAR O VOLUME SISTÓLICO; - MANTER PAM > 65mmHg;- HIPOTENSÃO = PERDA DA AUTO-REGULAÇÃO DO FLUXO SANGUÍNEO NOS LEITOS CAPILARES; - CHOQUE E NECESSIDADE DE VASOPRESSORES = MONITORIZAÇÃO INVASIVA DA PA (“quase sempre”).
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE AMINAS VASOATIVAS:- SUBSTÂNCIAS UTILIZADAS COMO INOTRÓPICOS POSITIVOS E VASOPRESSORES QUE AGEM ESTIMULANDO RECEPTORES ALFA, BETA E DOPAMINÉRGICOS. A. ESTÍMULO ALFA: através da ligação à PTN Gs, estimulam aFosfolipase C → liberação de mensageiros intracelulares (Trifosfato de Inositol-IP3 e Diacilglicerol-DAG) → aumentam a liberação de cálcio pelo RS + aumentam o influxo intracelular de cálcio + aumentam a sensibilidade das proteínas contráteis ao cálcio.B. ESTÍMULO BETA: ativação da subunidade alfa da PTN Gs → ativa a Adenilciclase → converte o ATP em AMPc (segundo mensageiro) → ativa a proteína-quinase C → aumentam a liberação de cálcio pelo RS + aumentam o influxo intracelular de cálcio + aumentam a sensibilidade das proteínas contráteis ao cálcio.
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE RECEPTORES ALFA:. ESTÍMULO ALFA-1 = ENDOTÉLIO VASCULAR DE PELE / MUCOSAS / VÍSCERAS (vasoconstricção) RECEPTORES BETA: . ESTÍMULO BETA-1 = CORAÇÃO (aumenta o inotropismo e cronotropismo). ESTÍMULO BETA-2 = ENDOTÉLIO VASCULAR DA MUSCULATURA ESQUELÉTICA (vasodilatação) RECEPTORES DOPAMINÉRGICOS:. ESTÍMULO DA1 = ENDOTÉLIO VASCULAR MESENTÉRICO, RENAL E CEREBRAL (vasodilatação) . ESTÍMULO DA2 PRÉ-SINÁPTICO = INIBE A LIBERAÇÃO DE PROLACTINA E NORADRENALINA
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE AMINAS VASOATIVAS  Ligação PREFERENCIAL a um subgrupo de receptores. A seletividade é RELATIVA, ou seja, concentrações mais elevadas de um determinado agonista poderá interagir com outras classes de receptores relacionados.
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE ALFA-1 BETA-1 BETA-2 DA-1/2 DOPAMINA 0-3mcg/kg/min 0/+ + + ++ 4-10mcg/kg/min + ++ + ++ >10mcg/kg/min ++ ++ + ++ DOBUTAMINA + +++ ++ 0 ADRENALINA +++ ++ ++ 0NORADRENALINA +++ + + 0ISOPROTERENOL 0 ++ ++ 0 FENILEFRINA ++ 0 0 0 DOPEXAMINA 0 + + ++
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE DOPAMINA . 0-3mcg/Kg/min: estímulo predominantemente DA1, promovendo um incremento na diurese (A DIURESE INDUZIDA PELA DOPAMINA NÃO MELHORA A DEPURAÇÃO DE CREATININA); . 4-10mcg/Kg/min: estímulo predominantemente BETA-1, promovendo aumento do inotropismo e cronotropismo; . >10mcg/Kg/min: estímulo predominantemente ALFA-1, promovendo vasoconstricção. OUTROS EFEITOS INDIRETOS DA DOPAMINA: A. REDUÇÃO NA SÍNTESE DE HORMÔNIOS TIREOIDEANOS;B. REDUÇÃO NA SÍNTESE DE PROLACTINA E GH (EFEITO IMUNOSSUPRESSOR); C. AUMENTO DO SHUNT PULMONAR (TALVEZ DEVIDO AO FATO DE REDUZIR O IRVP FACILITANDO A PERFUSÃO DE ÁREAS POUCO PERFUNDIDAS).
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE AUMENTO DA DIURESE INDUZIDO PELA DOPAMINA (<3mcg/Kg/min) ↓ Muito controverso na prática clínica ???- Secundário à vasodilatação renal com aumento do FRP + inibição da bomba de Na-K-ATPase encontrada nos túbulos renais proximais
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE DOBUTAMINA. ELEVADA AÇÃO BETA-1: efeito inotrópico e cronotrópico positivo; . MODERADA AÇÃO BETA-2: vasodilatação (podendo reduzir a PA); . BAIXA AÇÃO ALFA-1: discretíssima ação vasoconstrictora.
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE ADRENALINA . ELEVADA AÇÃO ALFA-1: vasoconstricção; . MODERADA AÇÃO BETA-1: efeito inotrópico e cronotrópico positivo;. MODERADA AÇÃO BETA-2: discreta vasodilatação. OUTROS EFEITOS INDIRETOS DA ADRENALINA:A. AUMENTA A VELOCIDADE DA VIA GLICOLÍTICA EREDUZ A ATIVIDADE DA PIRUVATO-DESIDROGENASE (AUMENTA OS NÍVEIS SÉRICOS DE LACTATO)
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUEADRENALINA E HIPERLACTATEMIA
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE NORADRENALINA . ELEVADA AÇÃO ALFA-1: vasoconstricção; . BAIXA AÇÃO BETA-1: discreto efeito inotrópico e cronotrópico;. BAIXA AÇÃO BETA-2: discretíssimo efeito vasodilatador (sobrepujado pela potente vasoconstricção) NÃO INTERFERE DE MANEIRA SIGNIFICATIVA NOS NÍVEIS SÉRICOS DE LACTATO
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE ISOPROTERENOL . DESTITUÍDO DE AÇÃO ALFA. MODERADA AÇÃO BETA-1: aumenta o inotropismo e o cronotropismo (aumentando o DC em pacientes normovolêmicos); . MODERADA AÇÃO BETA-2: vasodilatação podendo determinar queda da PA.
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE FENILEFRINA. AGONISTA ALFA-1 “PURO”: promove vasoconstricção sem alterar a FC. (piora da função esplâncnica quando comparada à Noradrenalina).
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE DOPEXAMINA (análogo sintético da Dopamina). DISCRETA AÇÃO BETA-1: discreto efeito inotrópico e cronotrópico; . DISCRETA AÇÃO BETA-2: vasodilatação discreta: . MODERADA AÇÃO DA-1/2: vasodilatação renal e esplâncnica.
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE QUAL AMINA UTILIZAR ?
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE 1ª GRANDE QUESTÃO CHOQUE DISTRIBUTIVO DOPAMINA X NORADRENALINA
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE # EM RELAÇÃO À SEPSE (“Sepsis Surviving”) - NO “PACOTE” DE 6h: A. RESSUSCITAÇÃO VOLÊMICA (recuperar a microcirculação)- Objetivos = PVC 8-12 / PAM > 65 / DIURESE > 0,5ml/Kg/h / SVO2 > 70 / LACTATO < 2 - AMINA SE NECESSÁRIO = NORADRENALINA X DOPAMINA >10mcg/Kg/min (não altera mortalidade)
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE # ESTE TRABALHO É BASEADO EM EVIDÊNCIAS DE REVISÕES QUE ANALISAM OS EFEITOS DE DIFERENTES VASOPRESSORES NO CHOQUE SÉPTICO: - OS VASOPRESSORES ESTÃO SEMPRE INDICADOS PARA MANTER UMA PAM > 65 mmHg; - AMINAS VASOATIVAS NÃO SUBSTITUEM A RESSUSCITAÇÃO VOLÊMICA; - NORADRENALINA É A AMINA DE ESCOLHA NO TRATAMENTO DA SEPSE GRAVE; - FENILEFRINA NÃO ESTÁ INDICADA NO TRATAMENTO DO CHOQUE SÉPTICO;- A DOBUTAMINA ESTÁ INDICADA PARA MANTER UM DÉBITO CARDÍACO ADEQUADO NOS CASOS DE SEPSE GRAVE E DEPRESSÃO MIOCÁRDICA, MAS NÃO ESTÁ INDICADA PARA ELEVAR O DC PARA VALORES “SUPRA-FISIOLÓGICOS”; - BAIXAS DOSES DE DOPAMINA NÃO ESTÃO INDICADAS PARA PROMOVER PROTEÇÃO RENAL.
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE # ESTE TRABALHO AVALIA OS EFEITOS DA DOPAMINA EM DIFERENTES CONCENTRAÇÕES EM PACIENTES COM IRA: - TRABALHOS MULTICÊNTRICOS E RANDOMIZADOS TÊM DEMONSTRADO QUE BAIXAS DOSES DE DOPAMINA NÃO CONFERE PROTEÇÃO RENAL PARA PACIENTES CRÍTICOS COM RISCO DE IRA;- ESTA REVISÃO REFORÇA ALGUNS TRABALHOS E SINTETIZA OS EFEITOS DA DOPAMINA EM BAIXAS DOSES EM PACIENTES COM CHOQUE DISTRIBUTIVO; - DOPAMINA EM DOSES < 5mcg/kg/min NÃO É CAPAZ DE AUMENTAR A PA A NÍVEIS SATISFATÓRIOS (PAM > 65mmHg), ALÉM DE PIORAR A OXIGENAÇÃO ESPLÂNCNICA.
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE # ESTE TRABALHO COMPARA DIFERENTES VASOPRESSORES EM RELAÇÃO À PROGRESSÃO PARA IRA EM PACIENTES COM CHOQUE GRAVE: - A TERAPIA VASOPRESSORA É SEGURA E BENÉFICA PARA OS RINS; - A NORADRENALINA É A DROGA INDICADA PARA SUSTENTAR A PA ATÉ QUE ACABE A VASOPLEGIA ENCONTRADA NOS PACIENTES COM CHOQUE DISTRIBUTIVO, REDUZINDO O RISCO DE EVOLUÇÃO PARA IRA; - O PAPEL DE OUTROS VASOPRESSORES NESSAS SITUAÇÕES É CONTROVERSO;- A VASOPRESSINA EM ADIÇÃO À NORADRENALINA PODE SER ÚTIL NESSES PACIENTES, MAS SEU USO NÃO ESTÁ RECONHECIDO EM TRABALHOS SERIADOS;- A DOPAMINA EM DOSE ALFA NÃO TEM VANTAGEM SOBRE A NORADRENALINA E NÃO É CONFIÁVEL EM RESTAURAR A PA E O DÉBITO URINÁRIO; - A ADRENALINA POSSUI PODER VASOPRESSOR INFERIOR À NORADRENALINA, DEMONSTRADO EM TRABALHOS SERIADOS. ALÉM DISSO, A 1ª ESTÁ ASSOCIADA A MAIOR INCIDÊNCIA DE HIPERGLICEMIA, HIPERLACTATEMIA E ACIDOSE.
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE SEPSE E INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA (não é a escolha da amina que realmente determina se o paciente com sepse grave vai evoluir para IRA)→ OS FATORES QUE SÃO DETERMINANTES NO PACIENTE EM SEPSE GRAVE PARA EVOLUÇÃO PARA IRA, SÃO: A. HIPOVOLEMIA; B. PAM < 65mmHg; C. GRAVIDADE DA SEPSE; D. DOENÇA RENAL PRÉ-EXISTENTE; E. ASSOCIAÇÃO DE FÁRMACOS NEFROTÓXICOS; F. IDADE > 65 ANOS.
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE 2ª GRANDE QUESTÃO CHOQUE DISTRIBUTIVO NORADRENALINA X ADRENALINA
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE # ESTE TRABALHO COMPAROU OS EFEITOS HEMODINÂMICOS DA ADRENALINA COM NORADRENALINA EM PACIENTES CRÍTICOS: - NÃO HOUVE DIFERENÇA ESTATÍSTICA SIGNIFICATIVA EM TERMOS DE MORBIDADE E MORTALIDADE NOS 2 GRUPOS;- O TEMPO TOTAL DE DEPENDÊNCIA DE AMINAS FOI BASTANTE SEMELHANTE, ASSIM COMO AS CONCENTRAÇÕES NECESSÁRIAS;- O USO DA ADRENALINA SE ACOMPANHOU DE MAIOR INCIDÊNCIA DE TAQUICARDIA E TAQUIARRITMIAS; - O USO DA ADRENALINA ESTEVE ASSOCIADO A MAIOR INCIDÊNCIA DE HIPERLACTATEMIA E HIPERGLICEMIA.
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE
  • CAT
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE CHOQUE CARDIOGÊNICO(SEJA NA DISFUNÇÃO CARDÍACA DA SEPSE OU NÃO) DOBUTAMINA(aumento da FC, aumento do DC e redução do IRVS. Promove ainda uma redução na capacitância venosa, o que aumenta o volume circulante e contribui para o aumento do DC)
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE LEVOSIMENDAN (não é uma Amina)- É um agente inotrópico positivo que torna a Troponina C mais sensível ao cálcio, tornando o “aparato” contrátil mais eficaz nas mesmas concentrações intracelulares de cálcio;- Promove aumento do DC e não tem ação sobre o relaxamento diastólico (pois seu efeito é cálcio-dependente); - Possui propriedades vasodilatadoras, reduzindo mais significativamente a PVC e PAPO. # ATENÇÃO: → CONTRA-INDICADO NO CHOQUE CARDIOGÊNICO→ SEU EFEITO NÃO É ATENUADO PELO USO CONCOMITANTE DE BETA-BLOQUEADORES
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE # ESTE TRABALHO COMPAROU O USO DO LEVOSIMENDAM COM A DOBUTAMINA EM PACIENTES COM CHOQUE SÉPTICO:- A MORTALIDADE FOI MENOR NO GRUPO QUE UTILIZOU LEVOSIMENDAN (48%) QUANDO COMPARADO AO GRUPO QUE RECEBEU DOBUTAMINA (62%); - A SVcO2 FOI SEMELHANTE PARA OS 2 GRUPOS (CERCA DE 67%) PELO MESMO NÚMERO DE DIAS AVALIADOS; - O LACTATO SÉRICO FOI DISCRETAMENTE MENOR NO GRUPO QUE RECEBEU LEVOSIMENDAM (2,1±0,2)) QUANDO COMPARADO COM O GRUPO QUE RECEBEU DOBUTAMINA (3,5±0,3). → VIÉIS = NORADRENALINA FOI ADMINISTRADA EM DIFERENTES CONCENTRAÇÕES, PARA NÚMERO DE PACIENTES DIFERENTES NOS DOIS GRUPOS E POR TEMPOS VARIÁVEIS.
  • FARMACOLOGIA DO CHOQUE AMRINONA / MILRINONA (tb não são Aminas)- Inibem a Fosfodiesterase tipo III, aumentando as concentrações intracelulares de AMPc e cálcio; - Possui efeito inotrópico positivo e reduz o tônus vascular; - A associação da Amrinona com Dobutamina promove efeitos hemodinâmicos superiores do que qualquer uma das duas drogas isoladamente no tratamento da insuficiência cardíaca grave (?);- Os principais efeitos colaterais desses fármacos são hipotensão e trombocitopenia (por destruição periférica aumentada); - Estudos experimentais = “efeitos anti-inflamatórios” ???
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE VASOPRESSINA - Liberada em resposta à elevação da osmolaridade plasmática, hipovolemia ou hipotensão. Provoca vasoconstricção (R V1 no músculo liso vascular) e efeito antidiurético (R V2 nos ductos coletores); - Uma ação benéfica da Vasopressina é a constricção seletiva das arteríolas glomerulares eferentes (mantendo a filtração glomerular), enquanto a maioria das aminas vasoativas contrai ambas as arteríolas aferentes e eferentes; - Efeito duvidoso no período pós-ressuscitação;- O maior estudo em humanos até o momento (n=48), randomizado e controlado, com o uso de Vasopressina em baixas doses associada à Noradrenalina, mostrou que a perfusão esplâncnica (medida por Tonometria Gástrica), melhorou no grupo da Vasopressina; - Seu uso deverá ser ainda devidamente avaliado em estudos multicêntricos prospectivos, no intuito de demonstrar algum papel promissor na associação da Vasopressina a outra amina vasoativa (não como vasopressor único).
  • VASST
  • TERLIPRESSINA DOBUPRESS TESST-1
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE USO DE CORTICOSTERÓIDES - AUMENTAM A “SENSIBILIDADE” DOS RECEPTORES ADRENÉRGICOS;- PACIENTES SÉPTICOS PODEM TER INSUFICIÊNCIA ADRENAL RELATIVA, MESMO COM NÍVEIS DE CORTISOL PLASMÁTICO NORMAIS. ↓ SÍNTESE DE GLICOCORTICÓIDES SEPSE → PRODUÇÃO DE CITOCINAS E TNF ALFA → INIBIÇÃO DO EIXO HIPOTÁLAMO-HIPOFISÁRIO ↓ OFERTA DE GLICOCORTICÓIDES SEPSE → ↓ SÍNTESE DE 11-BETA-HIDROXILASE-SINTETASE → ↓ CONVERSÃO DE CORTISONA EM CORTISOL
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE CORTICOSTERÓIDES QUANDO USAR? PACOTE DE 24h DO “SEPSIS SURVIVING” (RECOMENDAÇÃO FRACA)- HIDROCORTISONA EM CASOS DE CHOQUE GRAVE REFRATÁRIO A ELEVADAS DOSES DE AMINAS VASOATIVAS.
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE- BRIEGEL et al (2000) = A HIDROCORTISONA NA FASE HIPERDINÂMICA DO CHOQUE SÉPTICO REDUZ O TEMPO DE USO DE DROGAS VASOATIVAS; - ANNANE et al (2002) = UTILIZOU HIDROCORTISONA EM PACIENTES SÉPTICOS COM CHOQUE PERSISTENTE E VENTILAÇÃO MECÂNICA E OBSERVOU MELHORA HEMODINÂMICA;- ANNANE et al (2003) = DEMONSTROU REDUÇÃO DA MORTALIDADE COM O USO DE HIDROCORTISONA (50mg EV de 6/6h) ASSOCIADA À FLUDROCORTISONA (50mcg/dia) DURANTE 7 DIAS EM PACIENTES COM CHOQUE SÉPTICO.
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE 1º) NÃO SE DESESPEREM !!2º) IMPORTÂNCIA EM ESTAR À BEIRA DO LEITO !!
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE CONCLUSÕES IMPORTANTES: 1) AS DROGAS VASOATIVAS NÃO SUBSTITUEM A REPOSIÇÃO VOLÊMICA; 2) AS DROGAS VASOATIVAS CORRIGEM A PA E MELHORAM A PERFUSÃO ORGÂNICA; 3) A NORADRENALINA CONTINUA SENDO UMA EXCELENTE OPÇÃO NO TRATAMENTO DO CHOQUE DISTRIBUTIVO;4) A DOBUTAMINA ESTÁ SEMPRE INDICADA NOS CASOS DE QUEDA DO DÉBITO CARDÍACO (CHOQUE CARDIOGÊNICO OU CHOQUE SÉPTICO COM DEPRESSÃO MIOCÁRDICA), MAS ELA NÃO SUBSTITUI A NORADRENALINA; 5) A DOPAMINA NÃO REDUZ O RISCO DE EVOLUÇÃO PARA IRA; 6) PODEM HAVER RESPOSTAS REGIONAIS INADEQUADAS AOS VASOCONSTRICTORES COM HIPOPERFUSÃO REGIONAL ACENTUADA; 7) OS CORTICOSTERÓIDES MELHORAM A RESPOSTA HEMODINÂMICA ÀS CATECOLAMINAS NA SEPSE GRAVE.
  • FARMACOTERAPIA DO CHOQUE