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Aerovisão CRUZEX Guerra Aérea

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Aerovisão Edição 227

Aerovisão Edição 227
CRUZEX Guerra Aérea

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    Aerovisão CRUZEX  Guerra Aérea Aerovisão CRUZEX Guerra Aérea Document Transcript

    • A revista da Força Aérea Brasileira www.fab.mil.br nº 227- Ago/Set/Out 2010 Distribuição gratuita cruzex v guerra aÉrea Conheça os bastidores do maior treinamento militar de Forças Aéreas na América Latina Leia também: Atletas da Força Aérea representarão o Brasil nos Jogos Militares de 2011
    • Aerovisão Índice SD Delgado / FAB CRUZEX V Pôr-do-sol em Natal, principal base do exercício CRUZEX, no Nordeste CAPA - Aeronaves de combate vão tomar conta dos céus de Natal, no Rio Grande do Norte, no período de 28 de outubro a 20 de novembro, durante o Exercício Cruzeiro do Sul (CRUZEX), o maior treinamento de Forças Aéreas da América Latina. SGT Johnson / FAB Brasil, Argentina, Chile, Estados Unidos, França e Uruguai participarão do treinamento. Serão 92 aeronaves e mais de 3 mil militares 16 ENTREVISTA - Superação 4 TRÁFEGO AÉREO 28 A história do Cabo Jorge Cerqueira que recorreu ao Veja como estão os preparativos do Departamento de esporte para mudar de vida, perdeu 35 kg e tornou-se Controle do Espaço Aéreo (DECEA) para a Copa do ultramaratonista (corrida que dura 24 horas). Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016. ESPECIAL - 80 anos do CAN 8 ESPORTE - Rio 2011 30 A importância do Correio Aéreo Nacional para a Conheça um pouco dos militares que vestem azul e integração do país. que estarão nos Jogos Mundiais Militares. TECNOLOGIA - VANT 12 OPERACIONAL - 36 A Força Aérea desenvolve sistema de navegação e Força Aérea monta simulador inédito na América do controle para veículos aéreos não-tripulados. Sul para treinamento em aeronaves C-105 Amazonas CRUZEX - Entrevista Especial 22 AERONAVES HISTÓRICAS - 40 O Tenente-Brigadeiro-do-Ar Gilberto Antonio Sa- Catalina: símbolo da integração brasileira. boya Burnier (Comando Geral de Operações Aéreas - COMGAR), fala sobre a importância do Exercício AERONAVES DA FAB - 43 Cruzeiro do Sul para a Força Aérea. Raio-X do novo helicóptero EC725. 1
    • N os últimos cinco anos, os principais jornais, revistas e canais de TV do país divulgaram, diariamente, ao menos cinco notícias sobre a Aeronáutica. Foram quase dez mil veiculações de assuntos da instituição tratados diretamente pelo Centro de Comunicação Social da Aero- náutica. Imagine agora esse número ao longo de 40 anos de trabalho? Dia e noite, ininterruptamente, a comunicação social está pronta para contar as notícias da Aeronáutica. Isso porque a instituição entende como prioritária a cons- trução de pontes para falar com a população. O plano de voo para os próximos 40 anos já está pronto: aprimorar ainda mais os canais de diálogo com a sociedade.
    • Aerovisão Editorial Novo desafio Brasília - DF Ano XXXVI - Ago/Set/Out 2010 - nº 227 Prezados Leitores, Revista oficial da Força Aérea Brasileira, produzida pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER). Circulação dirigida (no país e no Assino este meu primeiro editorial como Chefe In- exterior). Veja edição eletrônica: www.fab.mil.br terino do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica DISTRIBUIÇÃO GRATUITA. (CECOMSAER) com a certeza de que terei pela frente um gratificante desafio profissional. Ao longo de suas A foto da capa, de autoria do Sgt Redação, diagramação e administração: mais de três décadas de história, a revista Aerovisão Johnson, foi tirada na CRUZEX IV, em Divisão de Produção e Divulgação 2008, e mostra uma aeronave brasileira cresceu, passou por inovações gráficas e de conteúdo, (A-1) e outra chilena (F-5) em voo de foi testemunha dos acontecimentos e fiel depositária de formatura sobre o litoral de Natal. Distribuição: Divisão de Relações Públicas histórias de pessoas comuns da Força Aérea que fazem Tiragem: 20.000 exemplares um trabalho extraordinário pelo país. Conselho Editorial: Coronel Marcelo Kanitz Como matéria principal, esta edição destaca o maior exercício de Forças Aéreas da Damasceno; Coronel Sun Rei Von, Coronel Henry América Latina, o exercício Cruzeiro do Sul (CRUZEX). Em sua quinta edição, o treina- Munhoz Wender, Tenente-Coronel Marcelo Luis Freire mento reunirá quase uma centena de aeronaves, de seis nações diferentes, e mais de Cardoso Tosta, Tenente-Coronel Alexandre Emílio 3 mil militares em Natal (RN). Convidamos você leitor a embarcar rumo à CRUZEX para Spengler e Major Aloísio Secchin Santos compreender a importância do treinamento para a Força Aérea Brasileira. Infográficos Chefe Interino do CECOMSAER: Coronel Marcelo e ilustrações ajudam a conhecer os bastidores desse tipo de treinamento. Kanitz Damasceno Em entrevista, o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Gilberto Antonio Saboya Burnier, hoje à Chefe da Divisão de Produção e Divulgação: Tenente- frente do Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR) e um dos idealizadores da Coronel Marcelo Luiz Freire Cardoso Tosta CRUZEX, fala sobre as inovações provocadas pelo exercício e adianta, em primeira-mão, quais serão os novos rumos da operação para o futuro. Editores: Tenente Luiz Claudio Ferreira e Tenente Alessandro Silva A revista traz ainda a primeira matéria de uma série especial sobre a trajetória do Correio Aéreo Nacional (CAN), como parte das comemoraçoes dos 80 anos do trabalho Repórteres: Tenente Luiz Claudio Ferreira, Tenente de homens anônimos que contribuiu para a integração do país, numa época em que a César Eugênio Guerrero, Tenente Alessandro Silva, aviação apenas engatinhava. Em 2011, a Força Aérea realizará uma intensa programação Tenente Marcia Silva, Tenente Aretha Souza Lins para marcar os 70 anos de sua criação e as oito décadas do CAN. (BAMN), Tenente Flávio Hisakasu Nishimori e Tenente Luis Humberto Leite e Alessandra David (DCTA) Na seção de aeronaves históricas, conheça um pouco da história dos gloriosos Catalinas, aeronaves que fizeram história na Segunda Guerra Mundial, patrulhando a Jornalista Responsável: Tenente Luiz Claudio Ferreira. costa brasileira, e no apoio às missões do Correio Aéreo. Registro Profissional: MTB - 2758 - PE Como aquecimento para os Jogos Mundiais Militares, a serem disputados no Rio de Diagramação e arte gráfica: Sargento Renato de Janeiro, no ano que vem, conheça um pouco dos atletas da Força Aérea que representa- Oliveira Pereira , Sargento Jobson Augusto Pacheco, rão o país na luta por medalhas. Até o início da competição, a revista trará informações Sargento Bianca Amália Viol, Sargento Jéssica de curiosas sobre os jogos, além de informações sobre as equipes e entrevistas com os Melo Pereira, Sargento Daniele Teixeira de Azevedo, personagens que farão parte da festa esportiva. Cabo Lucas Maurício Alves Zigunow e Soldado Paulo Sérgio Rodrigues Rocha Filho Na parte operacional, na seção “Aeronaves da FAB”, apresentamos um raio-X do Helicóptero EC 725, fruto do Projeto HXBR, coordenado pela Força Aérea Brasileira com Os textos e fotografias são de exclusiva a Marinha do Brasil e Exército Brasileiro. responsabilidade de seus autores. Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias As páginas de Aerovisão trazem de aeronaves históricas à bravura dos pilotos que publicadas, desde que mencionada a fonte. integraram o país nas asas do CAN, além de pesquisas importantes na área de tecno- logia, informações sobre reaparelhamento e emprego da Força Aérea. Tudo para que Comentários e sugestões de pauta sobre aviação você, leitor, conheça um pouco do trabalho realizado pela instituição rotineiramente, em militar devem ser enviados para: diversas localidades do país. Desejo a todos uma boa leitura! Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” - 7º andar CEP - 70045-900 - Brasília - DF E-mail: redacao@fab.mil.br Impressão: Gráfica, Editora e Papelaria Impressus Ltda Marcelo Kanitz Damasceno Cel Av ME - Formosa - GO Chefe Interino do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica 3
    • Aerovisão Entrevista Páginas Azuis Na pista da Por Tenente-Jornalista Luiz Cláudio Ferreira De Brasília-DF P asso a passo. Metro a metro. Numa velocidade espantosa. Calos ou bolhas no pé não são disciplinado com o esporte e, por consequência, com a própria saúde não consegue imaginar que há cerca Hoje, Cerqueira respira aliviado. Trabalha. Treina. Corre. Alívio que excede (em muito) as 24 horas de nada. O Cabo da Aeronáutica Jorge de nove anos, ele teve um susto uma corrida. “Ultramaratona é a Cerqueira, de 43 anos de idade, 25 numa consulta ao cardiologista. vida. O esporte me salvou”, afirma. de serviço, carioca, ultrapassou os Com aquele peso excessivo para Leia entrevista com o militar. obstáculos um a um. Ao caminhar um rapaz de 1,70 metro, passaria - e depois correr-, construiu uma a ter muita dificuldade de respirar Aerovisão - Como aconteceu essa impressionante história de superação e com graves riscos de um infarto. revolução na sua vida? e de valorização da saúde. Os colegas Cabo Cerqueira - Tudo o que de trabalho aprenderam a reconhecê- de bom aconteceu em minha vida lo como grande exemplo. Para a devo à minha família, ao trabalho e família, um herói. Uma história ao esporte. A minha família sempre daquelas para tirar da inércia as me apoiou. O trabalho me fez disci- consciências mais sedentárias. O plinado e honrado. É o esporte que militar, que começou como soldado, me faz ter essa sensação maravilhosa depois de passar por um grande todos os dias. Tudo começou quan- drama pessoal, resolveu diminuir os do ingressei na Aeronáutica como seus mais de 100 quilos. Hoje pesa 65. soldado. Não entendia muito o que Para isso, andou. Depois, caminhou faziam as Forças Armadas. Mas sabia forte. Correu. Transformou-se em que seria uma oportunidade de estu- ultramaratonista (corrida que dura dar e me profissionalizar. Era só um 24 horas). Quem vê o rapaz tão garoto ainda. Depois fui gostando Arquivo pessoal muito do meu trabalho. Tinha que estudar e trabalhar. Consegui passar no concurso para cabo. Até aí nunca havia pensado o que aconteceria co- migo. Não gostava muito de correr. Só fazia o obrigatório. Mas aprendi a ser disciplinado. 4
    • superação Aerovisão - Era um sacrifício? Aerovisão - E como você se tor- Cabo Cerqueira - Quando a nou maratonista? gente deseja algo de coração, não Cabo Cerqueira - Foi nesse ca- posso dizer que seja um sacrifício. minho. Apaixonei me pela corrida. Fazia de felicidade. Cortei comidas Meus colegas e minha família repa- gordurosas e doces totalmente. Co- ravam que estava mais magro, mais mecei a caminhar um quilômetro. disposto, mais forte. Você passa a Depois, dois. E assim por diante. correr não para emagrecer, mas para Todos os dias. Sempre morei no se sentir saudável. Após o percurso, Rio de Janeiro e aproveitava para você está mais feliz. Isso não tem andar perto de casa mesmo. Depois preço. Foi assim. Passei a ser convi- corri. Mas andava um pouco e corria dado para as provas curtas. Adorei. outro pouco. Logo estava somente Saber que minha mulher e minha Arquivo pessoal correndo. Todos os dias. Não con- filha torciam por mim me dava uma seguia deixar de praticar esporte. vontade extra. Acho que foi por isso. Tornou-se um hábito maravilhoso. Nunca imaginei. Na última corrida De manhã, só uma fruta. Na hora de 21 quilômetros (meia maratona do almoço, salada. Comecei a me internacional do Rio de Janeiro, em Aerovisão - Você chegou a pesar sentir muito melhor. Isso não pode agosto), por exemplo, fiz em uma mais de 100 quilos? ser um sacrifício. hora e trinta e dois minutos (ficou em Cabo Cerqueira - É verdade. Fui deixando, engordando, engordando. As pessoas falavam para mim, mas eu tirava por menos. Havia sempre outras prioridades. Até que após o nascimento da minha filha prematu- ra (seis meses de gestação), o médico disse que precisávamos ter bastante paciência, força e saúde para ajudá- la principalmente nos primeiros meses. Isso combinou com o fato de que, na época, um cardiologista me al esso alertou para o fato de que estava com ivo p Arqu dificuldade para respirar e que com aquele peso todo poderia passar a correr riscos de ter um infarto, por exemplo. Pensei: tenho uma filha Arquivo pessoal para cuidar. Entre os cuidados, mu- Imagens da época em que decidiu começar dei radicalmente meu modo de vida. a treinar; primeiros passos para melhoria da saúde e da vida familiar e profissional Alimentação, particularmente. 5
    • Aerovisão Entrevista 70º lugar em sua faixa etária). Nin- guém me segura. Durante a corrida, a gente cumprimenta os amigos. A gente divide os sentimentos. É um trabalho individual, mas você se sente sempre em grupo. Nunca você está sozinho. Aliás, minha primeira corrida de 21 quilômetros foi há nove anos. Todos diziam que eu não conseguiria. Quando a gente quer de verdade, claro que consegue. Arquivo pessoal “Apaixonei me pela corrida... Meus colegas e minha família As medalhas e os bons resultados em competições vieram com o tempo reparavam que estava me acompanhar. Claro que podem. ser feliz. Foi o esporte que salvou mais magro, mais Sinto me muito melhor mesmo a minha vida. Me emociono só de quando estou sentado no trabalho. olhar para uma pista de corrida. A disposto, mais forte... Acordo todos os dias antes das seis da vida é uma verdadeira ultramarato- ...Após o percurso, você manhã e vou correr. Depois, quando na que precisamos correr a cada dia. chego do trabalho, também corro. Devemos consultar sempre o médico está mais feliz. Isso não Faço uma programação para atender e não perder de vista as coisas que tem preço. minha família, as coisas do trabalho e nos fazem bem: trabalhar num lugar meu desejo de correr o tempo inteiro que nos faz dignos, aproveitar o tem- (risos). Quando estou numa reunião, po em família, cuidar do corpo e da Aerovisão - E depois você virou por exemplo, um churrasco, não cabeça. Hoje peso 65 quilos, mas não ultramaratonista... deixo de comer. Mas é preciso ter dis- penso mais nisso. Aprendi a vigiar Cabo Cerqueira - É verdade. ciplina para isso. Todo mundo come meus hábitos e a obedecer os meus Pouca gente absorve a ideia de muito por hábito. Às vezes, sem fome. melhores sentimentos. passar 24 horas correndo. O sentido Comem para conversar. Comem para de participar de uma prova assim é se divertir. Não quero nem lembrar sempre se planejar muito bem. Pla- o tempo dos 100 quilos de peso. Isso nejar os descansos, o período para se não acontecerá nunca mais. alimentar. Durante a corrida, contro- lo o número de voltas pelo relógio, Aerovisão - E sua família que tem uma função para contar o Cabo Cerqueira - Minha filha, quanto já corri. Participo de todas graças a Deus, ficou muito bem. E as ultramaratonas que aparecem. acho que tudo o que fiz eu devo muito A gente cansa, mas fica muito feliz. a ela. Ela nem mesmo tinha nascido e já me abriu os olhos para como é Aerovisão - Seus colegas miram importante viver. Minha esposa foi em você como exemplo? primordial em todo esse processo. Cabo Cerqueira - É verdade. Arquivo pessoal Trabalho na Quinta Força Aérea (or- Aerovisão - O que você indica ganização que organiza a aviação de para quem está começando? transporte). E lá todos me perguntam Cabo Cerqueira - Digo que é Ao lado da família, o Cabo Cerqueira en- se podem correr comigo, se podem possível perder peso, mas sobretudo controu apoio para o novo projeto de vida 6
    • Aerovisão Profissões Militares na FAB Mais uma opção para conhecer as carreiras profissionais da Força Aérea Quem já passou pelo dilema de ter Sargento Jéssica de Melo Pereira. que decidir qual carreira escolher Na época em que resolveu optar sabe bem o quanto é difícil. As dú- pela carreira militar, as informações vidas quanto ao futuro profissional de que dispunha a sargento, segundo são tantas quantas as opções ofere- ela, eram escassas. As informações so- cidas no mercado de trabalho. Errar, bre as possibilidades de ingressar na além de frustração, gera perda de Força Aérea vieram por intermédio tempo e dinheiro. de amigos e de cursos preparatórios especializados. “Certamente, esse tra- P ara amenizar um pouco esse sofrimento que acomete todo jovem às vésperas dos vestibulares balho auxilia muito quem pretende trilhar a carreira na FAB.” Em breve será lançado também o e concursos, a Força Aérea Brasileira primeiro Guia de Profissões da Força (FAB) preparou uma série de vídeos Aérea. Com 88 páginas, a publicação inéditos de profissões militares. O apresenta, em linguagem simples, material está disponível no portal todas as possibilidades da carreira (www.fab.mil.br) e também no canal e os cursos oferecidos. da FAB no YouTube (http://www. youtube.com/user/portalfab). Portal da FAB no YouTube A proposta do vídeo de profis- sões é auxiliar os jovens na hora de escolher uma profissão apresentan- do opções de carreiras oferecidas pela FAB. O vídeo mostra o cotidiano de trabalho desenvolvido pelos pro- fissionais nas várias organizações espalhadas pelo Brasil. Por meio de depoimentos, são apresentadas 38 profissões. O trabalho consumiu cerca de seis meses até ficar pronto. Uma equipe visitou hospitais, bases aéreas, escolas de formação, parque de material aeronáutico, etc. Entre as especialidades detalhadas no vídeo de profissões militares estão as de oficiais-aviadores, intenden- tes, infantes, especialistas, médicos, engenheiros, entre outras. “Acho que o vídeo é bastante esclarecedor, pois mostra realmente o dia a dia das profissões. Eu mesma conheci as atividades de algumas de- las assistindo ao vídeo”, diz a Terceiro- 7
    • Aerovisão 80 Anos do Correio Aéreo Nacional Integração, soberania e so Do pioneirismo aos dias atuais, a Aerovisão revive os melhores momentos da trajetória do Correio Aéreo Nacional e relembra a saga dos homens que ajudaram a integrar o país Por Tenente-Jornalista Márcia Silva De Brasília-DF D o pioneiro Curtiss Fledgling aos bimotores Douglas. Dos Catalinas aos Amazonas, passando pelos Búfalos e Caravans. Nenhum escapou. De máquinas voadoras, todas, sem exceção, tiveram o mes- mo destino: viraram só sentimento. “Foram os melhores anos da minha vida”, repetem com entusiasmo pi- Radiobrás lotos e mecânicos de várias gerações que ajudaram a construir a história do Correio Aéreo Nacional (CAN). A primeira viagem que inaugura Aeronave C-98 Caravan usada atualmente nas linhas do Correio Aéreo Nacional o Correio Aéreo Militar (CAM) foi realizada do Rio de Janeiro para son Freire Lavenere-Wanderley. O Correio Aéreo Militar funde-se com São Paulo em um avião Curtiss pequeno malote abriu caminho mais o Correio Aéreo Naval e dá origem Fledgling. Decolaram do Campo dos tarde para inúmeras rotas, inclusive ao Correio Aéreo Nacional. Afonsos com duas cartas os tenentes internacionais. Em 1941, com a cria- Casimiro Montenegro Filho e Nel- ção do Ministério da Aeronáutica, o “Foram os melhores anos da minha vida”, diz piloto O trabalho de ousadia e coragem Acervo do MUSAL que encurtou distâncias e ligou pessoas de um país continental fascina também quem conheceu a história recentemente. É o caso da publicitária e produtora de cinema Ana Rita Aranha que leu o primeiro livro sobre o tema em 2004. “Meu desafio é contar histórias de brasilei- ros para brasileiros e a do CAN fala de esperança, integração, soberania e solidariedade”, resume ela que grava Mecânicos abastecem aeronave nos primórdios das linhas do Correio Aéreo no país depoimentos para um documentário 8
    • olidariedade nas Asas CAN a ser lançado em junho do próximo ano, data que marca os 80 anos do Correio Aéreo Nacional. Por meio do CAN, muitos brasi- leiros conheceram primeiro o avião, bem depois o trem, a bicicleta, o carro e o ônibus. Numa época em que a co- municação entre cidades e povoados era feita apenas por trilhas ou barcos. Batizada de Hércules, a bicicleta de quadro duplo do Suboficial Alcebí- ades Calhao, por exemplo, chegou a ser a sensação em alguns lugarejos do país na década de 40. Com os problemas de infraestrutura em terra, a bicicleta levada no C-47 para Arquivo pessoal todos os cantos do país facilitava na hora de percorrer longas distâncias depois do pouso. “Era uma festa, formava aquela roda de gente em volta da minha Hércules” lembra o O Suboficial Alcebíades Calhao, hoje com 85 anos, dedidou 22 anos de vida ao Correio Aéreo radiotelegrafista de bordo, hoje com 85 anos de idade, 22 deles dedicados Decidir, publicado por ele em 2005. Suboficial Calhao também foi respon- às rotas do Correio Aéreo. Os melho- Numa tentativa de amenizar o sável pela criação em 1959 do Serviço res momentos vividos na fase do C-47 isolamento de militares e civis nas de Distribuição de Revistas- Cortesia do CAN estão no livro Momentos de mais longínquas regiões do país, o da FAB. Antes dele, a população de Acervo do MUSAL Em Conceição do Araguaia, prédio cedido pelos padres dominicanos para o serviço do CAN 9
    • Aerovisão História Avião Belanca I-215 em uma praça de Cametá algumas cidades do interior tinha (Pará), em 1936; ainda não havia campo de pouso acesso apenas aos jornais que serviam para embrulhar as encomendas. “O pedaço de jornal era alisado com as mãos no estabilizador horizontal do C-47 e lido várias vezes”, lembra Calhao. “No início, eu comprava alguns jornais e revistas, recolhia outros exemplares com os colegas, mas depois as editoras passaram a Acervo do MUSAL fornecê-los gratuitamente”, revela. Abastecimento garantido em lombo de burro - Foram inúmeras as adversi- dades enfrentadas pelos pioneiros ros campos de pousos, a alternativa espacial (MUSAL) no Rio de Janeiro do Correio Aéreo. Um dos maiores, era transportar o combustível pelos mostram que em 1936, quando o sem dúvida, era o abastecimento dos rios ou em lombo de burro. combustível chegava às cidades, o aviões. Com pouca autonomia e ra- Fotos do acervo do Museu Aero- próprio piloto fazia o abastecimento usando latas e um filtro de camurça. Algo difícil até de imaginar. “O pedaço de jornal era alisado com as mãos no estabilizador horizontal do C-47 e lido várias vezes”, lembra militar que trabalhou no CAN Outro obstáculo é que no início das linhas do CAN, os aviões não tinham comunicação por rádio o que dificultava o balizamento. Quando a cidade contava com estrada de ferro, os pilotos recorriam ao sistema de comunicação das estações, caso tivessem algum tipo de emergência. Sem um sistema de previsões meteorológicas, a viagem de horas sobre uma floresta tropical ficava Acervo do MUSAL muito mais perigosa em função das variações drásticas de clima. As poucas cartas geográficas que orien- tavam os pilotos continham erros de localização de até 80 quilômetros. Muitas das dificuldades eram Em Boa Vista, Rio Branco, homens descarregam tambores com gasolina de avião contornadas com a ajuda de prefeitos, 10
    • Acervo do MUSAL No Oiapoque, o Marechal-do-Ar Eduardo Gomes, Patrono da Força Aérea Brasileira, com militares e moradores da região lideranças e religiosos das comunida- des que construíam campos de pouso e colaboravam com um mínimo de infraestrutura para que a cidade Arquivo pessoal pudesse receber uma linha do CAN, o que representava significativos progressos para o povoado isolado. Para auxiliar pilotos na localiza- ção dos campos de pouso, algumas cidades escreviam nos telhados dos prédios públicos, os nomes dos municípios. Uma seta também indicava a direção e a distância da pista de pouso improvisada Superando os obstáculos, o Bra- sil, que continuava com precária infraestrutura terrestre, conseguiu aumentar as ligações aéreas de uma forma geométrica. Assim, de forma improvisada, quase aventureira, os pioneiros do CAN construíram um cias, cargas, equipamentos e passa- A publicitária e produtora Ana Rita Aranha, que produz documentário sobre o CAN dos serviços mais importantes do geiros em todo o território nacional país. De transporte de correspondên- às ajudas humanitárias. 11
    • Aerovisão Ciência e Tecnologia Força Aérea desenvolve Sistema de Navegação e Controle para VANT Pesquisa avança no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, no interior de São Paulo; empresas nacionais participam de projeto que trará inúmeros benefícios ao país Por Jornalista Alessandra David De São José dos Campos - SP O sucesso em cinquenta e nove voos realizados nas dez campanhas de ensaio, do “Projeto VANT”, sigla para Veículo Aéreo Veículo Aéreo Não-Tripulado (VANT), em um dos voos de ensaio, sobre a Academia da Força Aérea, em Pirasununga, no interior de São Paulo Não-Tripulado, comprovou a experiência concreta de integração de setores de ciência e tecnologia das Forças Armadas, tendo como base diretrizes do Ministério da Defesa. 12
    • DCTA O projeto coordenado pelo Insti- cluído em junho deste ano. No “Projeto VANT” do IAE foi tuto de Aeronáutica e Espaço (IAE), As aeronaves remotamente pi- desenvolvido um SNC comple- iniciado em dezembro de 2004, reúne lotadas são veículos que eliminam tamente novo, capaz de oferecer empresas nacionais de alta tecno- o risco de acidentes com a tripula- ao veículo a segurança de retorno logia e instituições parceiras para ção, em caso de missões cansativas a uma área específica em caso de o desenvolvimento de um Sistema ou perigosas, e oferecem um custo perda de sinal e vários modos de de Navegação e Controle (SNC) de aquisição e de operação geral- operação em caso de falha. para uso em diferentes plataformas mente inferior às aeronaves tripu- As funções de telecomando, VANT. O “Projeto VANT” foi con- ladas. São indispensáveis. telemetria, piloto automático (es- 13
    • Aerovisão Ciência e Tecnologia a participação da indústria nacio- nal, como estratégia para garantir o sucesso do empreendimento e a futura evolução rumo às fases de certificação e de industrialização. Além da Avibras, parceira indus- trial do “Projeto VANT”, também participaram outras empresas nacionais de alta tecnologia, como a Flight Technologies e a BCC - Bos- san Computação Científica. Os veículos de ensaio - Para o ensaio em voo do Sistema de Navegação e Controle (SNC) foram utilizadas duas plataformas – o protótipo Acauã, um veículo DCTA aéreo não tripulado desenvolvido pelo IAE na década de 80 e recupe- rado recentemente, e o alvo aéreo A Força Aérea desenvolve sistema de navegação e controle para VANTs Harpia, utilizado pela Marinha do Brasil. Enquanto o Acauã servia de tabilização) e navegação autônoma cia e Tecnologia do Exército (CTEx) instrumento básico para o desen- (com GPS e unidade inercial) foram e Instituto de Pesquisas da Mari- volvimento, a adaptação do SNC testados, conferindo uma arquite- nha (IPqM), apresentou o “Projeto ao Harpia comprovava a portabi- tura integrada capaz de oferecer a VANT” à Financiadora de Estudos lidade do sistema. portabilidade necessária para o seu e Projetos (FINEP) para aprovação. A aeronave Acauã foi construída uso em aplicações civis e militares. A proposta, aprovada em dezem- dentro de um programa de capaci- Na esfera civil já se prevê o uso bro de 2004, recebeu recursos (R$ tação denominado “Projeto Acauã”, de VANT´s na vigilância de frontei- 9 milhões) do Fundo do Setor Ae- criado para servir de banco de ras, na inspeção de linhas de trans- ronáutico para o desenvolvimento ensaios para o desenvolvimento de missão elétrica, no controle de safras das atividades. O trabalho envolveu um sistema eletrônico de controle e agrícolas e de queimadas, além do apoio a operações policiais, de defesa civil e de ajuda humanitária. Com pequenas adequações no SNC, missões de alvo, de reconhe- cimento, de guerra eletrônica e de chamariz (“decoy”) podem também ser viabilizadas. Em um futuro próximo, veículos não tripulados de combate, para emprego ar-solo e ar-ar, entrarão em operação, de- monstrando o crescente emprego militar dessas aeronaves. DCTA O projeto - No final de 2003, o De- partamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em parceria O projeto da aeronave VANT brasileira envolve a indústria nacional e instituições de ciência com a Avibras e instituições de Ciên- e pesquisa das Forças Armadas 14
    • DCTA O modelo Acauã é o primeiro passo rumo à tecnologia nacional para produção de VANT telemetria de um futuro alvo aéreo como diretriz estratégica o domínio apropriados, para ser aplicado manobrável (AAM) de alto desem- nacional de tecnologias aplicáveis em vigilância (reconhecimento e penho. O seu uso também estava a esses veículos, prevendo o avan- inteligência). previsto como primeiro passo para ço nos programas de vigilância e Tal sistema completo poderá o desenvolvimento de uma aero- de combate aéreo, tornando esses incorporar os resultados obtidos nave não-tripulada brasileira para meios centrais e não meramente dos dois projetos VANT do IAE em missões de reconhecimento tático. acessórios. O assunto é hoje uma protótipo a ser desenvolvido até a Ao todo foram construídas cinco das prioridades para o futuro. fase de industrialização. células para ensaios em voo e em Dentro do esforço de capacita- A Avibras, parceira das Forças solo (estruturais e de sistemas), ção tecnológica nacional na área, Armadas no projeto, já trabalha com envergadura de 5,1 metros, já se encontra aprovado o “Projeto na plataforma de reconhecimento comprimento de 4,8 metros, peso de DPA-VANT”, com recursos da FI- denominada “Falcão”, que terá 11 150 quilos e velocidade de cruzeiro NEP, visando dotar o SNC com a metros de envergadura e capaci- de 120 km/h. Já o Harpia é uma capacidade de decolagem e pouso dade para 150 quilos de carga útil. aeronave com peso máximo de 80 automáticos (DPA). Na prática, isso significa a au- quilos, menor que o Acauã e com ve- O “Projeto DPA-VANT” pode tonomia nacional nas tecnologias locidade de cruzeiro mais elevada. ser considerado uma continuação críticas vinculadas aos VANTs, além A Força Aérea tem realizado do “Projeto VANT” atual rumo à da retenção e a difusão do conheci- estudos alinhados à “Estratégia operacionalização de um “Siste- mento no setor aeroespacial para os Nacional de Defesa” para estabele- ma VANT Completo”, incluindo futuros projetos operacionais das cer um cronograma completo para uma plataforma aérea nova, da- Forças Armadas Brasileiras, sem todos as fases do projeto. talinks militares, estação de solo contar o incentivo à indústria e ao Desde 2008, a FAB estabelece militarizada e sensores de missão desenvolvimernto do país. 15
    • Aerovisão Reportagem dede Capa Reportagem Capa a guerra vai Em sua quinta edição, exercício CRUZEX reúne no Nordeste aeronaves de vários países para o maior treinamento aéreo da América Latina Por Tenente-Jornalista Luis Humberto Leite De Brasília-DF A eronaves de combate em velocidades hostil, dentre outras possibilidades. “No dia-a-dia, os pilotos treinam, iso- ladamente, os diversos tipos de mis- supersônicas. são da aviação de caça. Na CRUZEX, Ataques com uso esse treinamento será colocado em de bombas inte- prática”, diz o Major-Brigadeiro-do- ligentes. Tropas Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, de elite prontas comandante da Terceira Força Aérea para resgates em território inimigo. (III FAE), responsável pelas aviações De 28 de outubro a 19 de novembro, de caça e de reconhecimento da FAB. o céu do Nordeste será tomado por A interação com outras Forças aviões na quinta edição do Exercício Aéreas também é valiosa. Os países Cruzeiro do Sul, a cruzex v. As participantes poderão trocar experi- Bases Aéreas de Natal, Fortaleza e ências e conhecer táticas, técnicas e o Recife vão receber aviões das forças desempenho de várias aeronaves de aéreas da Argentina, Chile, Estados combate (ver quadro). É este o maior Unidos, França e Uruguai, além das objetivo da Cruzex: criar um am- unidades da Força Aérea Brasileira biente operacional de coalizão, onde risco e garantindo o maior nível de (FAB). Ao todo, 92 aeronaves e três várias Forças Aéreas precisam atuar segurança de voo possível”, afirma o mil militares estarão envolvidos. em conjunto. Além dos países parti- Major-Brigadeiro Bermudez. Para os pilotos, esta é uma opor- cipantes, também estarão presentes Tudo acontece com extremo tunidade única para treinar missões observadores militares da Bolívia, realismo, mas não é somente o lan- de grande complexidade. Em um Equador, Canadá, Peru, Inglaterra, çamento das armas que é simulado. exercício desta envergadura, entre a Colômbia e Paraguai. “A parte mais Para a CRUZEX V, foi criado um ce- decolagem e o pouso nenhum deles importante é o planejamento. Nesta nário fictício envolvendo três países: terá tarefas fáceis. Cada saída de fase, os envolvidos podem raciocinar o agressor Vermelho, o invadido país aeronave poderá envolver reabasteci- com inúmeros fatores envolovidos Amarelo e o vizinho Azul. Há um mento em voo, interceptações, guerra em um conflito armado, para obter contexto de interesses econômicos eletrônica e até resgate em território o melhor resultado, com menos ligado à posse de recursos naturais Aeronaves de caça brasileiras participantes da Cruzex V A-1 A-29 País: Brasil País: Brasil Velocidade máxima: 1.020 km/h Velocidade máxima: 590 km/h Peso total: 13 toneladas Peso total: 5,4 toneladas 16
    • comeÇar...... e um histórico de problemas de vão treinar é uma participação em vermelho compreende o território do fronteiras que resultaram em um operações coordenadas, como as au- Ceará, enquanto o país Azul envolve conflito armado. É aí que os países torizadas pelas Nações Unidas, por o Rio Grande do Norte, Paraiba e participantes formam uma força de exemplo. A Cruzex V será modela- Pernambuco. Uma faixa entre os dois coalizão com a tarefa repelir a invasão da de acordo com os procedimentos Estados fictícios representa o país e restaurar a paz. empregados pela Organização do Amarelo. Em Fortaleza, aeronaves A história é muito semelhante as Tratado do Atlântico Norte (OTAN). da FAB farão o papel da Força Aérea de conflitos recentes, como os que Das reuniões de planejamento até Vermelha, enquanto que em Natal e aconteceram nos anos 90 nos Balcãs a discussão sobre os resultados de Recife todos os participantes formam e no Oriente Médio. Não é uma cada missão, tudo acontecerá como a força de coalizão. Também haverá mera coincidência. O que as forças se a guerra fosse real. desdobramentos em Mossoró (RN) , aéreas do Brasil e dos países aliados No mapa da operação, o país Campina Grande (PB) e Recife (PE). F-5EM Mirage 2000 País: Brasil País: Brasil e França Velocidade máxima: 1.954 km/h Velocidade máxima: 2.395 km/h Peso total: 11,1 toneladas Peso total: 17 toneladas 17
    • Aerovisão Reportagem de Capa Reportagem de Capa Exercício simulado, treinamento real é intenso. Os comandantes terão que combinar estratégias e capacidades para planejar e executar cada missão de ataque ou defesa. Além de esco- lher os alvos estratégicos, planejar como atacá-los e superar as defesas inimigas, os líderes precisarão ainda conhecer muito bem a força de cada país participante e como combiná-las da forma mais eficiente. Nos hangares, mecânicos terão que manter as aeronaves sempre prontas para a próxima missão. E todos terão de operar com segurança SGT Johnson / FAB com um número de aeronaves de combate bem maior que o usual. Para tornar o ambiente simulado ainda mais próximo da realidade, a direção do exercício coordena ainda ataques inimigos, planeja missões inesperadas e ainda introduz no ce- nário simulado variáveis de conflitos reais, como bombas que atingiram Sala de controle da Direção do Exercício (DIREX), o “cérebro” do treinamento alvos civis, protestos de moradores e até propaganda política inimiga, entre outras ações possíveis. O perar de forma conjunta é um grande desafio. O primeiro é a língua. Para se entenderem que protegidos por caças franceses, e controlados por brasileiros. “Operar com outras nações, de Mas longe da ficção, a preocu- pação com a segurança será sempre uma realidade. Helicópteros estarão perfeitamente, todos os envolvi- diferentes realidades históricas, de alerta para qualquer salvamento dos na Cruzex V deverão falar sócio-culturais, econômicas, tecnoló- e um Hospital de Campanha será unicamente inglês. É este o idioma gicas e, consequentemente, doutriná- montado para atender qualquer das coalizões, e toda a fraseologia rias, é realmente um grande desafio, necessidade. O Departamento de deverá seguir um padrão interna- principalmente pela comunicação”, Controle do Espaço Aéreo (DECEA) cional. Pilotos que nunca voaram afirma o Major-Brigadeiro-do-Ar também garantirá a operação normal juntos também deverão aprender Antonio Carlos Moretti Bermudez, para todas as aeronaves civis com a cumprirem missões complexas comandante das aviações de caça e destino e partida de Natal, principal em parceria. Chilenos e argentinos de reconhecimento da FAB. sede operacional da operação. O pá- poderão, por exemplo, fazer um ata- No solo, o treinamento também tio militar estará cheio de aeronaves. Aeronaves de caça estrangeiras participantes da Cruzex V F-16 Rafale País: Estados Unidos e Chile País: França Velocidade máxima: 2.414 km/h Velocidade máxima: 2.390 km/h Peso total: 19,1 toneladas Peso total: 24,5 toneladas 18
    • saiba mais - populaÇÃo poderÁ conhecer aeronaves envolvidas na cruzex O s curiosos e apaixonados pela aviação militar terão uma gran- de oportunidade durante a cruzex v de ver de perto as principais aero- naves de caça da coalizão. Na capital cearense, que no cenário fictício é a capital do país vermelho, ficarão baseados F-5EM e A-1 da Força Aérea Brasileira. Por quase um mês, os céus de Fortaleza e Natal terão ainda a presença de aeronaves estrangeiras, / FAB como os Rafale franceses e F-16 dos n SGT Johnso a princi pal Estados Unidos e Chile. de Natal será A Base Aérea a de coalizão Essas aeronaves terão que defen- forç unidade da der um amplo território contra os ataques e ainda tentar surpreender o adversário com missões surpresas. Mas será a capital potiguar que terá grande presença de aeronaves, 69 no total. As pistas de pouso cons- truídas para apoiar os aliados na Segunda Guerra Mundial receberão aviões de vários modelos e missões diferentes. Somente a FAB deverá ter 35 aeronaves na capital potiguar FAB durante a cruzex v. Campina Gran- SO Pietro / de (PB) e Mossoró (RN) também receberão aviões e helicópteros para missões de busca e resgate. A população também poderá conhecer um pouco das aeronaves envolvidas na operação. No dia 13 de No dia 13 de no vem novembro acontecerá o tradicional da Fumaça esta bro, a Esquadrilha rá em Natal portões-abertos na Base Aérea de Natal, que contará também com a presença da Esquadrilha da Fumaça. A-37 IA-58 A-4AR País: Uruguai País: Uruguai País: Argentina Velocidade máxima: 747 km/h Velocidade máxima: 729 km/h Velocidade máxima: 1.077 km/h Peso total: 6,3 toneladas Peso total: 6,8 toneladas Peso total: 11,1 toneladas 19
    • Aerovisão Reportagem de Capa ENTENDA O conflito fictício A cruzex v é um exercício intensidade. As Forças Aéreas dos 1945, o País Vermelho era constitu- de Força Aérea, de dupla-ação, países convidados estarão compon- ído por grupos étnicos que viviam que incluirá Forças Azuis (Forças do a Força de Coalizão no País Azul, harmoniosamente. da Coalizão) contra Forças Verme- contra a Força Oponente, sediada no O principal grupo étnico do lhas (Forças Opositoras), baseado País Vermelho. país Vermelho era o “REDO”, que em um conflito simulado de baixa No CENÁRIO FICTÍCIO, até compunha a maior parte da alta sociedade do país (administração, forças armadas, policia e outros) e dominava a parte ocidental do país. Por outro lado, a parte oriental era formada por uma multiplicidade de grupos étnicos que suportavam a opressão dos REDO e eram des- prezados com freqüência. O país Vermelho e o país Azul (país vizinho) lutaram em lados opostos na II Guerra Mundial. No final da guerra, o país Azul era um dos vencedores e o país Vermelho um dos perdedores. Em 1946, para condenar e punir o comportamento do país Vermelho, a comunidade internacional decidiu dividi-lo em dois países: a parte oci- dental, batizada de país Vermelho e a parte oriental, país Amarelo. A divisão foi considerada traição pelo grupo REDO, que começou a con- vocar a população do país Vermelho para a resistência. Em 2010, o país Vermelho inva- diu e anexou parte do País Amarelo alegando proteger sua população. A maior parte da área capturada é composta por campos de petróleo. Uma resolução de segurança das Nações Unidas foi votada, exigindo a retirada das forças do país Verme- lho do país Amarelo e autorizando a constituição de uma Força de Paz. Uma grande coalizão internacio- nal foi formada, tendo como líder o país Azul, com a incumbência de ex- pulsar as Forças Vermelhas do territó- rio Amarelo e restaurar a legalidade e a paz entre as duas nações, antes que o conflito se agrave ainda mais. 20
    • fique por dentro - exercÍcio cruzex poderÁ ser acompanhado pela internet E sta é a terceira vez que o exer- cício CRUZEX acontece no Nordeste brasileiro. Em 2004 e 2008, youtube, slideshare e RSS. Elas per- mitirão uma maior interatividade e visualização de vídeos e fotos. do exercício assim como releases e sugestões de pauta. Os jornalistas poderão ainda, de forma rápida e as Bases Aéreas de Natal, Fortaleza Profissionais de imprensa tam- prática, fazer o cadastramento an- e Recife foram sede do exercício, bém poderão acessar resenhas de tecipado para efetuar a cobertura e que também aconteceu em 2006 no todo o material divulgado a respeito participar do evento. Centro-Oeste e em 2002 na região Sul. Neste ano, o destaque será o website onde internautas de todo o planeta poderão acompanhar cada etapa da operação. O novo site poderá ser acessado no endereço www.cruzex.aer.mil.br ou no banner da CRUZEX no portal da FAB (www.fab.mil.br). Uma no- vidade é a inclusão das chamadas mídias sociais, como o twitter, flickr, INFORMAÇÃO - Notícias diárias do exercício estarão disponíveis pela internet, além de fotos e vídeos sobre a rotina do treinamento, em português e inglês (idioma oficial da CRU- ZEX); acompanhe o cotidiano do treinamento e entenda a importância do exercício. 21
    • Aerovisão Reportagem de Capa CRUZEX revolucionou o M ais de 4 mil horas de voo, sendo 3.350 horas somente em aeronaves de caça, Comandante do Esquadrão Pampa (1º/14º Grupo de Aviação), Chefe da Seção de Opera- ções do Comando de Defesa Aérea (COMDA), Chefe do Estado-Maior Conjunto do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDA- BRA), Comandante da Terceira For- ça Aérea (III FAE), Comandante do Segundo Comando Aéreo Regional (II COMAR), Vice-Chefe do Estado Maior da Aeronáutica, Secretário de Política, Estratégia e Assuntos SD Sérgio / FAB Internacionais do Ministério da Defesa, e muitos outros cargos, mis- sões e tarefas realizadas ao longo de mais de 40 anos de carreira. O Tenente-Brigadeiro-do-Ar Gilberto Antonio Saboya Burnier, hoje à frente do Comando-Geral de Ope- rações Aéreas (COMGAR) é mais que um participante da CRUZEX. Ele foi um idealizador do exercício e, na entrevista a seguir, conta como transformou um exercício em um marco para a Força Aérea Brasi- Tenente-Brigadeiro-do-Ar Gilberto Antonio Saboya Burnier, comandante do COMGAR leira. Também adianta qual será o futuro da CRUZEX. com suas Forças Armadas, particular- espaço aéreo. Foi por isso também que AEROVISÃO - Em sua quinta mente com sua Força Aérea, que era ca- realizamos um maior número de exercí- edição, a CRUZEX já é considerado paz de realizar um exercício compatível cios nesses últimos oito anos. o maior exercício do tipo na Amé- com o que ele representa. Na verdade, rica Latina. Para o Brasil, qual a esta atividade começou com outros dois AEROVISÃO – A Força Aérea importância de organizar e sediar países irmãos, o Chile e a Argentina, Brasileira continuará a participar um exercício desse porte? fruto de conhecimento que adquirimos dos exercícios organizados por na mesma época na França. Esta par- estes países? Tenente-Brigadeiro-do-Ar Gil- ceria formalizou a idéia de que o Brasil berto Antonio Saboya Burnier - Não planejaria e sediaria o primeiro exercício Tenente-Brigadeiro Burnier - A resta a menor dúvida que, por ser o país do tipo OTAN [Organização do Tratado Força Aérea Argentina e a Força Aérea de maior dimensão da América do Sul e do Atlântico Norte] na América do Sul. Chilena tiveram o mesmo interesse que a a maior potência emergente da América Possuíamos excelentes condições tanto Força Aérea Brasileira de serem capazes Latina, o Brasil tinha que demonstrar, nos meios aéreos quanto no controle do de implementar exercícios desse porte. 22
    • emprego da Força Aérea Eles planejaram e se capacitaram, e países em uma força de coalizão. Graças voo. É feito para piloto se adestrar. A hoje realizam exercícios de nível OTAN aos exercícios CRUZEX nós nos capa- CRUZEX é montada para se exercitar de primeiríssima qualidade, e nós como citamos para esta atividade. A bem da o ciclo de planejamento e comando de Força Aérea irmã, não deixamos, e não verdade, a FAB já participou em missões uma operação. O exercício visa o ades- deixaremos, de participar de nenhum, desse tipo na última década, operando a tramento da estrutura C2 [Comando haja vista o nível de conhecimento e partir do Congo em uma coalizão insti- e Controle] que comanda a campanha profissionalismo operacional que eles tuída pela ONU no continente africano, aérea. É claro que de alguma forma você atingiram, semelhante ao desenvolvido sob comando dos franceses. A vinda da também exercita os tripulantes. Estamos nas CRUZEX no Brasil. Força Aérea Americana para o exercício estudando, inclusive a ideia de se realizar é uma prova de mudança de postura o exercício como os americanos realizam, AEROVISÃO - Quais as diferen- em relação ao profissionalismo que eles em duas fases: hoje a Red Flag é voltada ças entre as operações com países observaram na última CRUZEX, em para os pilotos e a Blue Flag é para o C2, vizinhos, como PERBRA, VENBRA 2008, quando desempenharam o papel não tem avião. Todas as missões aéreas e COLBRA, com a CRUZEX? de observadores. são virtuais e servem apenas para gerar os eventos necessários para o andamento Tenente-Brigadeiro Burnier - Os do exercício. Na FAB nós já praticamos exercícios bilaterais de defesa aérea que isso em exercícios singulares de menor nós fazemos com os países vizinhos não “Nesta CRUZEX, porte, pois já adquirimos e possuímos têm relação com a CRUZEX. São exer- será a primeira vez que conhecimento e meios computacionais cícios totalmente distintos da CRUZEX, para os voos virtuais. onde o foco recai sobre o policiamento faremos um exercício do espaço aéreo, a fim de garantir a com dois países do AEROVISÃO - Como se dá a soberania do espaço aéreo brasileiro e do integração com as demais Forças país vizinho irmão. O inimigo comum primeiro mundo, Aéreas? Quais os principais apren- nestes exercícios são os ilícitos transna- simultaneamente, dizados que o senhor identifica? cionais, mormente os narco-traficantes e os contrabandistas. Por outro lado, a e que são muito Tenente-Brigadeiro Burnier - Não CRUZEX exercita uma força de coalizão experientes em existe nenhum exercício em que você não envolvendo vários países, em cenários extraia ensinamento. É claro que com que simulam conflitos bélicos ou beli- operações na forma de Forças Aéreas mais experientes a quan- gerâncias, em um Teatro de Operações, coalizão de forças.” tidade de informações e ensinamentos é sob ordens da ONU [Organização das muito maior. Mas todas elas, da maior Nações Unidas]. à menor, garantem ensinamentos úteis à arte da guerra. Nesta CRUZEX, será AEROVISÃO - Uma novidade AEROVISÃO - A CRUZEX é a primeira vez que faremos um exercício da CRUZEX V é a participação da montada nos mesmos parâmetros com dois países do primeiro mundo, Força Aérea dos Estados Unidos. da Operação Red Flag, realizada simultaneamente, e que são muito expe- Isso significa que o Brasil poderá nos Estados Unidos? rientes em operações na forma de coalizão participar de outras operações do de forças. A França e os Estados Unidos nível OTAN? Tenente-Brigadeiro Burnier - Não. são países que participaram e estão par- Existe uma diferença muito grande ticipando de operações aéreas de guerra e Tenente-Brigadeiro Burnier - entre a Red Flag e a CRUZEX. A Red que, consequentemente, vão nos repassar Sem sombra de dúvida. Comandando, Flag é montada para o adestramento de muitas experiências e conhecimentos não participando ou cooperando com outros unidades aéreas, para os esquadrões de só para a FAB, mas para todas as Forças 23
    • Aerovisão Reportagem de Capa Arquivo Pessoal O Tenente-Brigadeiro-do-Ar Burnier foi um idealizador do exercício CRUZEX, hoje a maior operação de Forças Aéreas da América Latina Aéreas participantes da CRUZEX. (Chile) e uma CEIBO (Argentina), nós missões de Combate-SAR, missões de possuímos inúmeros militares, de vários reconhecimento eletrônico, missões de AEROVISÃO - Esta integração, postos e graduações, que se conhecem transporte de tropa e de resgate de não então, é o grande objetivo da pessoalmente, e que, em muitos casos, combatentes e, também, a participação CRUZEX? mantém um estreito relacionamento de de Comandos Colaterais das demais amizade que perdurará até o final das Forças Singulares Brasileiras. Uma Tenente-Brigadeiro Burnier - O suas carreiras. Força Naval Componente e uma Força grande “gol” que nós temos em um Terrestre Componente foram incluídas exercício dessa magnitude é a aproxi- AEROVISÃO - Além da aviação no exercício, a fim de gerar os eventos mação e a integração entre as Forças de caça, a CRUZEX conta com vá- necessários para um planejamento Aéreas no dia-a-dia e no intercâmbio de rias unidades da FAB envolvidas conjunto, agregando as ações de apoio ideias, além do importante conhecimento na operação. Qual a ideia dessa às Forças de Superfície para a Força pessoal dos militares de outros países. inserção de meios e quais os planos Aérea Componente. Neste ano inclui- Esses tenentes de hoje que estarão vo- para a CRUZEX V? remos algumas outras novidades. A ando juntos na ala um do outro, daqui a coalizão, que sempre operou a partir de trinta anos estarão realizando o exercício Tenente-Brigadeiro Burnier – A uma mesma localidade, vai operar em CRUZEX como coronéis ou brigadeiros operação foi evoluindo a cada realização, mais de uma base aérea. Isso gera um de suas Forças Aéreas e se lembrando nós fomos, aos poucos, inserindo outras sem número de problemas de meios de daquilo que eles vivenciaram no início aviações, outros equipamentos e outros telecomunicações para se transmitir de suas carreiras. Hoje, depois de quatro cenários no exercício. Além de modifi- as ordens e os relatórios, para se fazer CRUZEX (Brasil), duas SALITRE cações de pequeno porte, incluímos as as coordenações, para se ministrar os 24
    • briefings e debriefings, etc... Colocamos pacidade brasileira com o advento lha aérea de combate ou alertas em voo, as aviações de controle e alarme em vôo, destas novas tecnologias? quanto na parte ofensiva nas escoltas às de reabastecimento em voo, de reconhe- aeronaves de ataque. Desta forma, com o cimento e de transporte de tropa, nacio- Tenente-Brigadeiro Burnier – uso dessas aeronaves de CAV e o trabalho nais e estrangeiras, operando a partir Foram inúmeros os benefícios que nós integrado com os COPM tivemos um de Recife, e os aviões de caça, também tivemos com o advento da CRUZEX. aumento significativo na consciência de todos os participantes, a partir de Só para citar um exemplo, na primeira, situacional das equipagens de combate Natal. Este será um cenário novo que oito anos atrás, nós não tínhamos o avião envolvidas, mormente quando da utili- acrescentará mais uma dificuldade na de controle e alarme em vôo (CAV). zação de mísseis acima do alcance visual coordenação e nos enlaces, objetivando Naquele tempo nós tivemos que usar (BVR), os quais modificam os cenários uma postura mais realista, totalmente uma aeronave CAV de outro país par- para o inimigo, gerando um aumento no diferente da última CRUZEX. Outro ticipante. A partir de 2004, o controle nosso adestramento, na nossa maneira degrau a ser subido este ano será um do espaço aéreo já foi feito por aeronave de engajar os aviões hostis, afetando redesdobramento no meio da Operação. brasileira [E-99], em parceria com ou- a quantidade de aviões utilizados em Nós vamos iniciar o exercício com a força tra, ainda na fase de aprendizado, mas cada missão. Isso modifica todo o pla- de coalizão em uma localidade e depois já com nosso avião voando. A partir de nejamento de operações aéreas em um movimentar parte dessa estrutura para 2006 então, assumimos todo o controle teatro de operações. outra localidade. Estas inserções de difi- do espaço aéreo da área do exercício. culdades logísticas e operacionais é que A modernização do controle do espaço vão trazendo o conhecimento, a doutrina aéreo, com datalinks utilizados entre os “O grande ‘gol’ que nós e a simplificação dos procedimentos, COPM (Centros de Operações Milita- gerando o crescimento da capacidade res) no solo e as aeronaves de controle e temos em um exercício operacional para todas as Forças Aéreas alarme em voo, também foi um enorme dessa magnitude é participantes do exercício. “upgrade” em termos de utilização das a aproximação e a Forças Aéreas da coalizão. Significati- AEROVISÃO - Desde a primeira vamente, a diferença foi nas missões de integração entre as CRUZEX, em 2002, já se passaram “Defensive Counter Actions” (DCA), Forças Aéreas no dia- oito anos. Neste período, a FAB que são as missões de defesa aérea em que a-dia e no intercâmbio praticamente substituiu ou moder- a capacidade dos nossos aviões cresceu nizou quase todos os seus caças. sobremaneira em relação ao passado, de ideias, além do O que houve de acréscimo na ca- tanto na parte defensiva, fazendo patru- importante conhecimento pessoal dos militares de outros países.” AEROVISÃO - Há a possibilida- de da FAB passar a utilizar VANTs em operações aéreas? Tenente-Brigadeiro Burnier - O VANT [Veículo Aéreo Não-Tripulado] é um meio aéreo moderno que terá seu uso obrigatório em qualquer campanha Arquivo Pessoal aérea no futuro. Ele ainda é embrionário na FAB e está sendo desenvolvido para ser utilizado de inúmeras formas, mas, obrigatoriamente, eu vejo que na próxi- ma CRUZEX nós já teremos operações Tenente-Brigadeiro-do-Ar Gilberto Antonio Saboya Burnier: a operação CRUZEX vem de VANT em cenários variados. Eu não evoluindo a cada edição, com a inserção de diferentes aviações e equipamentos 25
    • Aerovisão Reportagem de Capa tenho dúvida que isso virá a acontecer, particularmente, dispomos em Cachimbo mento do tráfego civil nos próximos dez não só na CRUZEX, mas também, em (PA) do espaço aéreo e terrestre necessá- anos na área do Nordeste. Além disso, o outros exercícios da FAB e do Ministério rio para desenvolver estas operações, sem Brasil, particularmente o DECEA, órgão da Defesa. É uma ferramenta de futuro que causar prejuízo aos demais usuários do responsável pelo controle do espaço aéreo, tem provado a sua necessidade em todos os espaço aéreo nacional. A semelhança do está equipado com meios de controle de conflitos que estão ocorrendo pelo mundo, que existe nos EUA, na Base Aérea de última geração e pessoal muito bem trei- sem falar no uso de V ANT em atividades Nellis, em Nevada, bem como da área nado, haja vista o ranking alcançado na civis que começam a ocorrer no Brasil. existente no Canadá, na Base Aérea de última auditoria sofrida pelo sistema em Cold Lake, pretendemos preparar a nos- 2009, quando fomos considerados possui- AEROVISÃO - Há alguma mu- sa área, a fim de atendermos a todos os dores de um dos cinco melhores sistemas dança prevista para as próximas cenários possíveis de serem encontrados de controle de tráfego aéreo do mundo. edições da CRUZEX, depois de 2010? no desenrolar de uma campanha aérea. Desta feita, como atualmente não pos- Tenente-Brigadeiro Burnier - A suímos uma área específica, investimos “Em menos de dez anos primeira grande mudança a ser intro- em áreas com menor volume de tráfego duzida é a periodicidade do exercício, aéreo civil. Então o Nordeste se destacou, a Força Aérea Brasileira passando-se a realizá-lo a cada três pois além de ser uma região com baixa modificou totalmente a anos, de forma a permitir que os outros densidade de voos comerciais, possui a parceiros na América do Sul façam seus infraestrutura aeronáutica necessária sua forma de empregar o exercícios nos intervalos. A segunda com capacidade de absorver todos os poder aeroespacial. Até ideia é dividirmos a operação em dois meios de pessoal e de material necessários então, operávamos de exercícios: um voltado para a atividade para atender uma Operação CRUZEX. de Comando e Controle, exercitando o Além disso, os meios de tecnologia da forma semelhante ao que comandamento de uma Força Aérea em informação e telecomunicações que foi empregado na guerra combate, e outro visando, essencialmente, atendem este tipo de exercício é muito do Vietnã e outras, das o treinamento dos pilotos e tripulações grande e nós já investimos uma grande nas operações aéreas. Esta metodologia de quantidade de recursos em nossas bases décadas de 70 e 80.” ações separadas visa a redução de custos e aéreas lá sediadas com esta finalidade, a maximização do aprendizado, fato este particularmente na Base Aérea de Natal, que vem sendo demonstrado e utilizado situada na capital potiguar. Não seria AEROVISÃO - De que forma por vários países do primeiro mundo. Por lógico termos feito isso para um exercício os conhecimentos aprendidos nas outro lado, o COMGAR tem intenção e depois subtrairmos tudo de novo para edições da CRUZEX alteram a ope- de manter, com maior frequência do que realizarmos o mesmo em outro local. racionalidade da FAB? fazíamos, os exercícios singulares da FAB, conhecidos como OPERAER, estes sim, AEROVISÃO - O senhor citou a Tenente-Brigadeiro Burnier – A voltados para o adestramento de toda a questão do tráfego aéreo. Como fica resposta para essa pergunta é bem fácil. cadeia de uma Força Aérea em combate, a segurança das operações aéreas Em menos de dez anos a Força Aérea incluindo a estrutura de C2 [Comando e comerciais durante o exercício? Brasileira modificou totalmente a sua Controle] e as tripulações. forma de empregar o poder aeroespacial. Tenente-Brigadeiro Burnier - Nós Até então, operávamos de forma seme- AEROVISÃO - Essa é a terceira acompanhamos o aumento do volume lhante ao que foi empregado na guerra do edição da CRUZEX em Natal, de- de vôos naquela região, no entanto, este Vietnã e outras, das décadas de 70 e 80. pois de 2004 e 2008. Porque sediar a aumento não chega a afetar os voos da Por meio de um processo de lições apren- operação na capital potiguar? CRUZEX. Hoje, nós possuímos a capa- didas, disseminamos internamente, para cidade de coordenar todo o tráfego aéreo todos os níveis, manuais doutrinários, Tenente-Brigadeiro Burnier - Nós na região com total segurança e fluidez. documentos e normas operacionais que não possuímos na FAB uma área específi- Temos a experiência de muitos anos que são adaptados a cada novo conhecimen- ca para fazer exercícios desse porte. É in- nos permite executar o exercício sem to. Criamos cursos e estágios para os tenção da FAB possuir uma área dessas e, nenhum problema mesmo com o cresci- nossos militares, visando a especiali- 26
    • zação nas diversas atividades que são profissional e sério que é realizado dentro conhecedores na área de emprego do desenvolvidas nas modernas operações do âmbito militar, particularmente na poder aéreo, permeando todos os nossos aéreas em combate. Mas talvez a maior Força Aérea para a garantia da sobera- comandos operacionais, todas nossas mudança que realizamos foi a adaptação nia do espaço aéreo brasileiro. A certeza unidades aéreas, enfim, todos os nossos do currículo do Curso de Comando e de que estamos no caminho certo, para modernos guerreiros. Posso dizer com Estado-Maior, o que é ministrado na mim, foi ver que a partir de 2006, várias tranqüilidade que hoje dispomos de um ECEMAR [Escola de Comando e Es- Forças Aéreas, inclusive algumas do número significativo de militares que tado-Maior da Aeronáutica] para todos primeiro mundo, passaram a adotar esta são doutores na atividade de Comando os oficiais superiores da Força Aérea. A mesma prática com suas universidades, e Controle. Posso garantir a vocês que modernidade e os conhecimentos que em exercícios realizados em seus países. aqueles alunos de então passaram de são ministrados neste curso para todos passagem pelo mestre. Graças a Deus! que vão comandar unidades aéreas e, AEROVISÃO - Brigadeiro, o Para encerrar, gostaria de lhes dizer também, para aqueles que vão compor os senhor foi um dos idealizadores que me sinto totalmente realizado ao estados-maiores operacionais não ficam da CRUZEX e estava lá, em 2002, constatar que os combatentes do ar de atrás do que é ensinado nas melhores quando o primeiro avião estran- hoje não conhecem outra forma de cum- Forças Aéreas do mundo. geiro chegou ao Brasil. Este ano, prir a missão que não seja aquela que também estará presente quando lhes transmitimos. Sinto-me satisfeito AEROVISÃO - Além dos meios a última aeronave decolar depois em ver que hoje dispomos na FAB de militares, como a CRUZEX tem se de finalizada a CRUZEX já em sua uma estrutura de comando e controle integrado com a sociedade? quinta edição. Qual a sensação do totalmente implantada e sedimentada senhor ao ver o sucesso da operação em todos os níveis de emprego da Força. Tenente-Brigadeiro Burnier - Cruzeiro do Sul? Finalmente, me sinto orgulhoso de ter Algum tempo atrás, nós realizávamos sido aquele Coronel, que nos idos de exercícios na FAB que ninguém no Brasil Tenente-Brigadeiro Burnier – 2001, convenceu o então Comandante da sabia que o mesmo estava acontecendo. Realmente é um prazer muito grande. Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Atualmente, com todas as facilidades de Você ver que foi capaz de agregar um Carlos de Almeida Baptista, a realizar a comunicação social que possuímos não conhecimento deste nível para a Força primeira operação CRUZEX. Asseguro- fazemos nada sem que a sociedade saiba Aérea envaidece qualquer um de nós lhes que estarei em Natal no dia 20 de no- e participe intensamente dos exercícios. que aqui labutamos. Aquilo que ini- vembro, esperando a decolagem da última Por meio da internet temos divulgado ciamos junto com uns poucos hoje se aeronave, com apenas um pensamento: todas as ações aéreas que ocorrem nas transformou em uma tropa de profundo MISSÃO CUMPRIDA! operações, permitindo a interação da população civil em cada passo do exer- cício, e divulgando o nosso trabalho de adestramento, que visa, exclusivamente, garantir a soberania do espaço aéreo brasileiro. Além disso, desde a primeira CRUZEX, temos conseguido montar, com diversas universidades localizadas nas cidades sede das operações, estágios curriculares nas áreas de comunicação social, jornalismo e relações públicas, visando a participação de estudantes SD Delgado / FAB universitários, os quais tem a oportuni- dade de mostrar o seu trabalho e formar um currículo acadêmico de peso, por ter participado de um exercício deste tipo. São pessoas que virão a ser formadoras de opinião neste país, mostrando o trabalho Noventa e duas aeronaves de seis nações estarão envolvidas na CRUZEX V 27
    • SD Silva Lopes / FAB Aerovisão Controle do Tráfego Aéreo Por Tenente-Jornalista César Guerrero De Brasília-DF Aeronáutica entra em campo para a Copa de 2014 Planejamento e investimentos garantirão ao país fazer frente ao aumento do tráfego aéreo esperado para os eventos internacionais sediados no Brasil: Copa do Mundo e Olimpíadas U m dos grandes desafios que a realização de um evento global como a Copa do Mundo de futebol em 2014. Responsável pelo controle do tráfego aéreo nas Terminais Rio e São Paulo, a área de maior trole do Espaço Aéreo Brasileiro, no ano de 2013 estaremos capacitados a gerenciar o movimento do tráfego impõe é o aumento do número de movimento aéreo no país, o SRPV Aéreo previsto para 2016”, afirma o voos. Do ponto de vista do controle já está com o planejamento adian- chefe do SRPV-SP, coronel-aviador de tráfego aéreo, o Serviço Regional tado para atender as demandas, Frederico José Moretti da Silveira. de Proteção ao Voo de São Paulo não só do mundial da FIFA como O planejamento já está sendo (SRPV-SP) já está trabalhando para também dos Jogos Olímpicos de implementado. No início do ano o oferecer todas as condições neces- 2016. “Mantendo-se a previsão de órgão podia controlar simultanea- sárias para a realização do evento, investimentos no Sistema de Con- mente 30 aeronaves. Essa capacidade 28
    • já subiu 50% e, em junho, o SRPV-SP casa de força. Esses investimentos conseguia controlar 45 aeronaves si- fazem parte de um plano estratégico multaneamente. Até 2012, essa capa- que pretende capacitar o órgão para cidade irá subir ainda mais e atingir a demanda de tráfego aéreo até 2020. 60 tráfegos ao mesmo tempo. “Desde De acordo com o chefe do SRPV-SP , 2007, somente na região controlada a Copa e as Olimpíadas irão passar, pelo SRPV-SP, que engloba os aero- portos de Viracopos, Congonhas, Guarulhos, em São Paulo e Galeão e Santos Dumont, no Rio de Janei- “Mantendo- ro, já foram investidos 150 milhões se a previsão de de reais e até 2013 esse valor será dobrado”, afirma o coronel Moretti. investimentos no Os investimentos englobam a Sistema de Controle aquisição de equipamentos de últi- ma geração, como dois ILS (Instru- do Espaço Aéreo Logomarca escolhida ment Landing Systen) categoria III, Brasileiro, no ano para a Copa do Mundo de 2014 que serão instalados em Guarulhos de 2013 estaremos e no Galeão e que permitem que os pilotos pousem em condições capacitados a gerenciar meteorológicas extremas, como ne- o movimento do tráfego blina intensa e “teto zero”. “Isso vai permitir que a pista do aeroporto de Aéreo previsto para Guarulhos não seja interditada por 2016”, afirma o chefe neblina na mesma intensidade que mas o movimento aéreo continu- é hoje”, explica o Coronel Moretti. do SRPV-SP, coronel- ará intenso porque esses eventos Também está prevista a inaugu- aviador Frederico José aumentam a visibilidade do país e ração em 2011 da nova torre de con- acabam provocando um acréscimo trole do aeroporto de Congonhas, Moretti da Silveira. no fluxo de turismo e negócios para que vai ganhar também uma nova a região-sede. Centro de Controle de Área de Brasília, um dos maiores do país SGT Johnson / FAB 29
    • Aerovisão Jogos Mundiais Militares Atletas esperança e exemp Atletas da equipe de Taekwondo, que representarão o Brasil 30
    • de ouro: Fotos: CDA plo na corporação A menos de um ano para os 5º Jogos Brasil em diversas modalidades da Mundiais Militares que acontecem competição. Conheça um pouco das em 2011, no Rio de Janeiro, atletas equipes que vestem azul no dia-a- da Força Aérea Brasileira (FAB) dia e que estarão no mundial. (Por preparam-se para representar o Tenente-Jornalista Adriana Alvarez) 31
    • Aerovisão Jogos Mundiais Militares E les escolheram ser militares e se tornaram atletas. Eles sacri- ficaram o próprio tempo, os finais de semana, o descanso depois do trabalho... tudo com um único pro- pósito: alcançar a excelência de um verdadeiro ‘Homo Olympicus- Ci- tius, Altius, Fortius’, que em grego significa mais rápido, mais alto, mais forte. Pois 39 atletas da Força Aérea Brasileira (FAB) incorporaram a disciplina não apenas no trabalho, mas também na vida, e superam a si mesmos a cada dia. Eles represen- tarão o Brasil no mundial de 2011. “Administro o tempo entre o voo, o trabalho administrativo, a instru- ção com os cadetes e o treinamento”, ressalta o Capitão Eduardo Utzig Silva, da Academia da Força Aérea (AFA), um dos atletas da equipe titular do Pentatlo Aeronáutico. Dos vinte esportes da competi- ção, a FAB, por meio da Comissão de Desporto Aeronáutico (CDA), ficou responsável pela gerência do processo de treinamento das equipes de Taekwondo, Corrida de Orienta- ção, Natação e Pentatlo Aeronáutico das Forças Armadas. A CDA também montou um centro de treinamento para a equipe de Taekwondo, ofere- Atletas da Força Aérea representarão o Brasil em diversas modalidades, como o Pentatlo, que reúne vários esportes, como a esgrima e a corrida de orientação cendo desde refeições balanceadas até profissionais para o preparo téc- nico e físico. O professor Enoir Fer- reira dos Santos, treinador de atletas que compõem a seleção brasileira de Taekwondo, treina a equipe militar que irá representar o país nos Jogos Mundiais e destaca a estrutura mon- tada pela CDA. “O fato dos atletas terem todo o tempo disponível para o treinamento, dispondo de uma 32
    • Atletas das equipes de Taekwondo e tiro estão em preparação avançada para os Jogos Mundiais estrutura de alojamento, refeições balanceadas, apoio médico e um treinamento específico é um avanço muito grande, possibilitando um resultado positivo nas competições”, afirma o professor. A convocação dos atletas pela FAB foi feita com base na análise dos índices dos próprios atletas da cor- poração. “Selecionamos aqueles que já tinham participado de importan- tes competições e que tinham bons índices de desempenho”, afirma o Vice-Presidente da CDA, Coronel- Aviador Jorge Luz Vasconcellos. No caso do Taekwondo, segun- do ele, foi lançado um edital de convocação e uma equipe técnica realizou os testes naqueles atletas que mostraram um melhor desem- penho nas etapas seletivas. Importância - A educação física na rotina do militar é muito impor- tante, além de torná-lo apto para a própria carreira, desperta o cuidado com a saúde. De quebra, a FAB tem a oportunidade de conhecer seus talentos. Muitos dos representantes para os Jogos Mundiais Militares conheceram o esporte que irão re- presentar no dia-a-dia da profissão. 33
    • Aerovisão Jogos Mundiais Militares A disciplina consciente ajuda na preparação dos atletas que buscarão medalhas “Sempre fiz esporte e fui muito ativo. e nos interagirmos. O outro tipo são Pratiquei ginástica olímpica, basque- os treinamentos que cada um realiza te, vôlei, futebol, e também nadava, mas foi na Academia da Força Aérea sozinho nas suas unidades.”. A chance de representar a FAB “É muito gratificante que tive a oportunidade de conhe- em competições importantes, como representar a FAB e o cer o pentatlo aeronáutico”, conta o Capitão Utzig que, já no terceiro os Jogos Mundiais Militares é re- compensadora e compensa a rotina Brasil.” ano da AFA, começou a colecionar intensa de treinamento, segundo o títulos na carreira. Durante as missões, o militar também encontrava uma maneira Veja os resultados dos atletas do Pentatlo de não parar de treinar e manter o condicionamento. “Lembro quando Aeronáutico nas últimas competições: participei de uma missão em Ca- chimbo e para não ficar sem treinar, PAIM 2010 - Salamanca - Espanha - Segundo por equipe nadava contra a correnteza em um Cap Utzig (AFA) - 3º lugar Individual Geral rio que tem lá”, recorda. Treinamento - No caso específico PAIM 2009 - Uppsala na Suécia - Terceiro por equipe do Pentatlo Aeronáutico, como os Maj Paulo (CCASJ) - 4º lugar Individual Geral atletas servem em organizações por Ten Kuroswiski (1GAC) - 6º lugar Individual Geral todo o Brasil, é muito importante que cada integrante mantenha a discipli- PAIM 2008 - Tikakoskki - Finlandia - Segundo por equipe na consciente para que o rendimento Ten Kuroswiski (1GAC) - 5º lugar Individual Geral da equipe possa ser satisfatório. O Major Paulo Sérgio Porto explica PAIM 2007 - República Tcheca - Segundo por equipe que a equipe de pentatlo trabalha Maj Paulo (CCASJ) - 4º lugar Individual Geral com dois modelos de treinamento. Cap Utzig (AFA) - 5º lugar Individual Geral “A equipe se encontra nas compe- tições (nacional e internacional), PAIM 2006 - Pirassununga (AFA) - Brasil - Campeões pela terceira vez geralmente uma semana a cada 45 dias, onde temos a oportunidade de TC Carlos Leite (EPCAR) - 3º lugar Individual Geral discutirmos as estratégias de prova Maj Paulo (CCASJ) - 4º lugar Individual Geral 34
    • Major Paulo. “É muito gratificante representar a FAB e o Brasil. Não tem como explicar a emoção quando es- tamos nas competições internacionais e conseguimos um bom resultado”. Especialmente no Pentatlo Aeronáu- tico, todos os participantes são oficiais aviadores que entram na disputa dos Jogos Mundiais como uma das equipes favoritas à medalha de ouro. Na contagem regressiva para os jogos, o Coronel Vasconcellos desta- ca que, ainda, há possibilidades de novos atletas serem chamados para integrar as equipes. “A CDA vem realizando um trabalho de pesquisa Militares da FAB, de diversas organizações do país, integram as equipes que estarão para encontrar militares da FAB que nos Jogos Militares de 2011, no Rio de Janeiro possam representar bem o Brasil na competição”, conclui. Equipe de Tiro será uma das promessas no Mundial O utra grande promessa da FAB para os Jogos Mundiais é a equipe de tiro. Um dos representan- tes da equipe é o Tenente-Coronel- Aviador Julio Antonio de Souza e Almeida, do efetivo da CDA, conhe- cido do público pelas expressivas marcas alcançadas em competições internacionais, como a medalha de prata nos Jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro (categoria pistola de ar na distância de 10 metros), o que lhe rendeu uma vaga nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. No último mês, o Tenente-Coronel Júlio alcançou, ainda, a segunda colocação na mo- dalidade fogo central individual, no Campeonato Mundial de Tiro, em O Tenente-Coronel Júlio Antonio de Souza já representou o Brasil nas Olimpíadas Munique, na Alemanha, umas das principais modalidades dos Jogos treinamentos. “Pela manhã, eu treino mais importante do tiro é a técnica. Militares de 2011. e, no período da tarde, realizo meu Exercito bastante a concentração e Em relação à preparação para trabalho na CDA”. O oficial destaca, no momento da prova, procuro con- a competição do ano que vem, o também, o apoio que vem recebendo trolar a respiração, os pensamentos, Tenente-Coronel Júlio vem dividin- da FAB, fator que considera essen- para me concentrar totalmente na do seus horários entre o trabalho e os cial no seu desempenho. “A parte performance da prova”, ressalta. 35
    • 36 Aerovisão Operacional Fotos: SGT Johnson / FAB
    • Força Aérea monta simulador inédito na América do Sul Investimento reduziu custos de formação e melhorou a preparação de tripulantes da aeronave de transporte C-105 Amazonas Por Tenente-Jornalista Alessandro Silva e Tenente-Relações Públicas Aretha Souza Lins De Brasília (DF) e de Manaus (AM) I magine poder planejar uma missão, sentar na cabine de um avião e atravessar voan- do a Cordilheira dos Andes. Ainda passar tanhas que atravessa a América do Sul. Pois dessa forma, pilotos de transporte da Força Aérea Brasileira (FAB) treinaram para a tra- por turbulências e por problemas típicos de vessia da Cordilheira dos Andes, ocorrida no um voo. Agora, pense que foi possível fazer primeiro semestre, em apoio ao deslocamento tudo isso sem sair de Manaus, no coração da de aeronaves T-27 Tucano da Esquadrilha da Floresta Amazônica, uma região de relevo Fumaça que esteve no Chile e na Argentina completamente diferente da cadeia de mon- para apresentações internacionais. 37
    • Aerovisão Operacional A aquisição do equipamento melhorarou a formação dos pilotos, trazendo economia de recursos para a Força Aérea O equipamento usado é um A FAB investiu cerca de US$ esquadrões de transporte e de busca simulador da aeronave C-105 Ama- 8,5 milhões no equipamento que é e salvamento da FAB - 1°/9° GAv, zonas, o modelo de transporte que de última geração. Apenas no pri- 1°/15° GAv e 2°/10° GAv - serão for- substituiu os lendários C-115 Buffa- meiro ano de uso, a ser completado mados anualmente pelo simulador. los na região Norte do país. em fevereiro de 2011, o simulador As unidades estão sediadas em Ma- Nele, pilotos militares podem representará uma economia de naus (AM) e Campo Grande (MS). treinar as mais diversas situações, aproximadamente US$ 6,5 milhões, O simulador - Fabricado pela como o voo básico e por instrumen- levando em conta os custos de trei- Canadian Aviations Eletronics, o Full tos, além do lançamento de cargas e namento necessários para a prepa- Flight Simulator C-105 Amazonas outras missões típicas da aviação de ração e manutenção operacional de possui capacidade de reproduzir to- transporte. O aparelho é considerado pilotos. “Em 11 mil horas de voo, ou das as condições de voo por meio de como de última geração e não há até dois anos de uso, o simulador um sistema de movimentação elétri- similar abaixo da linha do Equador, se paga e, de quebra, também o ca (Electric Mechanical Motion), que seja na esfera civil ou militar. prédio construído para abrigá-lo e reproduz uma força gravitacional de Nos primeiros quatro meses do o treinamento dos oficiais”, afirma o até “3G” – para saber o que é isso em ano, 106 pilotos da FAB passaram comandante do simulador, Capitão- um voo, basta multiplicar o seu peso pelo simulador. Entre as principais Aviador Samuel Siqueira. por três e imaginar o impacto disso vantagens da utilização do aparelho Os custos de horas de voo serão em uma missão. estão a possibilidade de simular con- inferiores em relação aos do voo real, A aeronave foi reconstruída dições que não seriam possíveis em permitindo, assim, que haja signifi- virtualmente e possui telas que apre- situações reais, além do barateamento cante economia de recursos para a sentam imagens em 3D, reprodução dos custos de formação das tripula- preparação dos pilotos. completa em “cockpit”, com instru- ções e de redução de horas de voo. Cerca de 200 tripulantes de três mentos, equipamentos idênticos aos 38
    • O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, em visita ao simulador da aeronave Amazonas (C-105), na Base Aérea de Manaus da aeronave e grande número de ideal para o voo real. de 2008, na Base Aérea de Manaus, peças intercambiáveis. O equipamento possibilita ainda fase que envolveu o trabalho de As situações vividas durante um a preparação dos pilotos para o voo aproximadamente 30 técnicos - cana- voo real são simuladas, sendo possí- noturno, com o emprego de NVG denses, espanhóis e brasileiros, que vel uma análise mais detalhada com (Night Vision Googles) em situações permaneceram na cidade de Manaus o congelamento do cenário e retorno simuladas de combate. durante os três primeiros meses que a situações anteriores que possibili- O simulador do C-105 Amazonas serviram como fase de implantação tam um aprendizado considerado começou a ser instalado em maio do equipamento, montagem e testes. Aeronave adaptou-se bem à região Norte do país A região Amazônica é uma área de muito calor e umidade, onde equipamentos eletrônicos de ções de autonomia. O Amazonas permite uma operação muito mais confortável e segura, porque lá as ção e manutenção de pistas na região Norte do país. “Hoje, na Amazônia, bem poucas nas quais operamos alta tecnologia estão sempre sujeitos distâncias são muito grandes”, disse. são consideradas rudimentares.” as intempéries. Mas não foi o que Segundo o comandante da V As demais recebem quase todas as aconteceu com o C-105. Segundo FAE, a aeronave resistiu bem ao aeronaves de transporte da FAB o Brigadeiro-do-Ar Umile Rende calor, à umidade e às pistas não sem maiores problemas. O que não Neto, comandante da aviação de preparadas. “É bem verdade que quer dizer que sempre estão em boas transporte da Força Aérea (V FAE), atualmente, o número desse tipo de condições, pois a manutenção não é o avião Amazonas chegou e operou pistas diminuiu muito na Amazô- fácil. A velocidade de recuperação, com uma confiabilidade muito boa. nia, mas existem algumas que cons- frente à velocidade de deterioração, “A aeronave possui características tantemente exigem manutenção. especialmente, em algumas épocas de autonomia que nos garantem Mas o Amazonas, com sua asa alta do ano é bastante difícil. Só que a um maior conforto e segurança do e excelentes características, opera operação não pára. E o Amazonas que quando operávamos com o muito bem”, destacou. tem respondido bem, mesmo ope- C-115 Buffalo, por exemplo. O C-115 A Comissão dos Aeroportos rando em pistas que, às vezes, não possuía excelentes características de da Região Amazônica (COMARA) estão em suas plenas condições”, pouso e decolagem em pistas curtas realiza um importante trabalho na afirmou o comandante da V FAE. e não preparadas, mas tinha restri- região Amazônica para a recupera- (Com informações da Revista Força Aérea) 39
    • Aerovisão Aeronaves Históricas “Catalina”: símbolo da integração brasileira Fotos: Banco de Dados / CECOMSAER Por Tenente-Jornalista Flávio Nishimori De Brasília-DF “R obusto”. Assim o Coronel Aviador R1 Namio Umehara define o “Catalina”, um dos aviões pousar nos rios, que eram, muitas ve- zes, as únicas formas de chegarmos aos pontos mais remotos”, explica o em 1935, sendo utilizado por vários países com grande eficiência, antes, durante e após a Segunda Guerra ícones da Aviação de Patrulha e Coronel Umehara, que acumulou 1,6 Mundial. Introduzido na Marinha Transporte responsável pela inte- mil horas de vôo no Catalina. Americana (US Navy) em 1936, a gração nacional por meio das linhas Com capacidade para cinco tri- aeronave teve seu uso ininterrupto do Correio Aéreo Nacional (CAN). pulantes, o Consolidated Vultee 28 por forças aéreas nos anos 70. As “Para a época era uma avião ideal, – “Catalina”- era um avião anfíbio principais características do Catalina pois havia uma escassez de pistas destinado a missões de patrulha eram a robustez e a versatilidade. na Amazônia. Com ele podíamos marítima. Voou pela primeira vez O avião foi criado em resposta ao 40
    • Ficha Técnica Fabricante: Boeing Aircraft of Ca- Designação Militar: C-10A nada Ltd - Canadá, sob licença da Comprimento: 19,52 m The Consolidated Vultee Aircraft Envergadura: 31,72 m Corporation - Estados Unidos. Altura: 5,65 m Motor: 2 Pratt & Whitney R-1830- Peso Vazio: 7.974 kg 92 de 1.200 hp, radial de 14 Velocidade Máxima: 314 km/h cilindros. Alcance: 4.030 km requerimento de 1933 da Marinha Nacional. Uma das atuações memo- à área onde se encontrava o U-199 Americana para um protótipo que ráveis do Catalina foi na Segunda para atacá-lo. O Catalina efetuou substituísse o Consolidated P2Y e Guerra Mundial no episódio do uma primeira passagem e conseguiu o Martin P3M com um novo hidro- afundamento do submarino alemão três impactos diretos de bombas de avião com características de bombar- U-199. O Catalina da FAB, pilotado profundidade. O lançamento certeiro deiro e patrulha, para longo alcance pelo 2º Tenente-Aviador Alberto com a quarta bomba selou o destino e com grande capacidade de carga. Martins Torres, foi o responsável pela do U-199 que afundou na posição de A Força Aérea Brasileira operou es- façanha. A aeronave estava executan- coordenadas 23°54’S e 42°54’W. O ses aviões, de 1943 a 1982, em missões do uma missão de varredura nas pro- PA-2 lançou botes salva-vidas para os de patrulha naval e do Correio Aéreo ximidades de Cabo Frio e se dirigiu 12 tripulantes do submarino. 41
    • Aerovisão Aeronaves Históricas A FAB operou os Catalinas de 1943 a 1982, em missões de Patrulha Naval e do Correio Aéreo Nacional (CAN) A aeronave também foi de suma por braçadeiras e cabos de amarra- cas projetadas pela Naval Aircraft importância nas linhas do CAN ção que provocavam arrasto. Uma Factory. A União Soviética produziu, prestando importantes serviços à melhoria significativa sobre seus sob licença, uma versão própria população da região Amazônica. O antecessores, possuindo ainda um para sua Marinha batizado de GST Suboficial João Alfredo de Oliveira alcance de 4.095 km e peso máximo e impulsionado por motores radiais foi um dos militares que trabalhou na decolagem de 13.220 kg. Mikulin M-62. A Boeing Aircraft do como rádio operador telegrafista em No ano de 1939 considerou-se Canadá produziu o PB2B-1 e PB2B- uma aeronave Catalina em 1969 nas a ideia de suspender a produção 2, e a Canadian Vickers, um modelo linhas do CAN. Ele relembra como do Catalina. Entretanto, a aeronave derivado do PBY-5A. No Exército a aeronave era imprescindível para continuou a ser produzida por causa era conhecido como OA-10A (PBY- as populações ribeirinhas atendidas. do enorme número de encomendas 5A) e OA-10B (PBY-6A). O Royal “O avião era muito versátil e servia feitas pela Grã-Bretanha, Canadá, Air Force’s Coastal Command voou até mesmo de hospital. A bordo Austrália, França e Holanda. Catalinas com a designação Catalina levávamos quatro macas para trans- Mk I/II/III/IV. portar os enfermos para Manaus”, Um total de aproximadamente afirma o Suboficial. “O avião era muito 4 mil unidades foram produzidos O Catalina foi criado sob a orien- entre 1936 e 1945. Devido a sua tação do engenheiro aeronáutico Isa- versátil e servia até popularidade ao redor do mundo, ac Macklin Laddon. O novo projeto mesmo de hospital. A era raro uma batalha marítima na introduziu suporte interno nas asas, Segunda Guerra em que a aeronave o que reduziu bastante a necessidade bordo levávamos quatro não tivesse participado. Os Catalinas macas para transportar também provaram eficiência em os enfermos para missões de busca e resgate. Após a Segunda Guerra, o PBY continuou Manaus.” no serviço de busca e salvamento em muitos países da América Central e do Sul assim como na Dinamarca até Com o passar dos anos, vários os anos 70. “O avião era lento. Para aperfeiçoamentos foram introduzi- se ter uma ideia, em uma missão dos no projeto original. Uma versão saímos às 5 horas da manhã do Rio anfíbia, o PBY-5A, foi desenvolvida e chegamos em Belém às 8 da noite. em 1939, através da adição de um Era muito cansativo. Por outro lado, trem de aterrissagem retrátil do tipo um dos pontos positivos era sua au- triciclo. O PBY-6A possuía como tonomia de 17 horas de voo”, explica Catalina da FAB em exposição no Museu Aeroespacial (MUSAL), no Rio de Janeiro destaque melhorias hidrodinâmi- o coronel Umehara. 42
    • Aerovisão Aeronaves da FAB Raio X do Helicóptero EC725 EC 725 Br+®silien Mr Jammayrac film 324 (5)pics Fotos: Helibras Fruto do Projeto H-XBR, liderado pelo Comando da Aeronáutica e gerenciado em conjunto com Marinha do Brasil e Exército Brasileiro, o primeiro helicóptero EC725 para as Forças Armadas brasileiras voou pela primeira vez em em maio deste ano na cidade de Marignane, na França. A expectativa, de acordo com coordenadores do projeto, é que o recebimento no Brasil ocorra em dezembro de 2010. O Projeto H-XBR, prevê a dotação das Forças Armadas brasileiras com helicópteros de médio porte de emprego geral, aquisição de treinadores táticos e apoio logístico inicial. O contrato, celebrado entre o Governo Federal e o Consór- cio composto pela empresa brasileira de helicópteros Helibras e pela européia Eurocopter, estabelece a aquisição de 50 aeronaves, sendo 16 para a Força Aérea Brasileira, 16 para a Marinha do Brasil, 16 para o Exército Brasileiro e 2 para a Presidência da República. País de origem e fabricação França - 1º vôo em 2000 Fabricante Eurocopter e Helibras Helicóptero de emprego geral, utilizado para Operações de Forças Especiais, C-SAR, Transporte Tipo Tático, Transporte de Cargas Externas, Combate a Incêndio, Evacuação Aeromédica e Guerra Anti-Superfície (ASuW) Motores 2 Turbomeca Makila 2A1 (potência máxima de 2358 Shp para cada motor) Velocidade máxima 175 kts Razão de subida 1.708 ft/min Teto operacional 20.000 ft Alcance 871 km com tanques standards e 1306 km com tanques extras Vazio 5.555 kg Peso máx. decolagem 11.000 kg e 11.200 kg com carga externa Diâmetro do rotor principal 16.20 m Compr. fuselagem 16.79 m Altura 4.6 m Casulo de lança-foguete com 19 foguetes, canhão axial de 20mm, metralhadora lateral Armamento 7,62mm, míssil ar-superfície e míssil ar-ar Experiência em combate Operado pela Força Aérea Francesa no Afeganistão Operadores França, além das encomendas de Brasil, México e Malásia 43
    • Saiba como ingressar n EPCAR - Escola Preparatória de Cadetes do Ar AFA - Academia da Força Aérea EEAR - Escola de Especialistas de Aeronáutica ITA - Instituto Tecnológico de Aeronáutica CIAAR - Centro de Instrução e Adaptação de Aeronáutica CURSO PREPARATÓRIO DE CADETES DO AR Escola: Escola Preparatória de Cadetes do Ar – EPCAR (Barbacena -MG) Sexo: Masculino Escolaridade: Ensino Fundamental Duração: 3 anos Prova Escrita: Língua Portuguesa e Matemática Inscrições Previstas: junho a julho Mais informações: www.epcar.aer.mil.br ou www.fab.mil.br CURSO DE FORMAÇÃO DE OFICIAS AVIADORES, INTENDENTES E DE INFANTARIA DA AERONÁUTICA Escola: Academia da Força Aérea – AFA (Pirassununga-SP) Sexo: Ambos (Aviadores e Intendentes) e Masculino (Infantaria) Escolaridade: Ensino Médio Duração: 4 anos Prova Escrita: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática e Física Inscrições Previstas: maio a junho Mais informações: www.afa.aer.mil.br ou www.fab.mil.br VESTIBULAR PARA DE ENGENHARIA AERONÁUTICA Escola: Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA (São José dos Campos-SP) Sexo: Ambos Escolaridade: Ensino Médio Duração: 5 anos Prova Escrita: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática, Física e Química Inscrições Previstas: abril Mais informações: www.ita.br ou www.fab.mil.br CURSO DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS DA AERONÁUTICA Escola: Escola de Especialistas de Aeronáutica – EEAR (Guaratinguetá-SP) Sexo: Ambos Escolaridade: Ensino Médio Duração: 2 anos Prova Escrita: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática e Física Inscrições Previstas: março a abril e setembro a outubro Mais informações: www.eear.aer.mil.br ou www.fab.mil.br ESTÁGIO DE ADAPTAÇÃO À GRADUAÇÃO DE SARGENTOS DA AERONÁUTICA Escola: Escola de Especialistas de Aeronáutica – EEAR (Guaratinguetá-SP) Sexo: Ambos Escolaridade: Ensino Médio ou Técnico Duração: 24 semanas Prova Escrita: Língua Portuguesa e Conhecimentos Especializados Inscrições Previstas: março a abril Mais informações: www.eear.aer.mil.br ou www.fab.mil.br 44
    • na Força Aérea Brasileira CURSO DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS DA AERONÁUTICA (Modalidade Especial) DA ESPECIALIDADE CONTROLE DE TRÁFEGO AÉREO Escola: Escola de Especialistas de Aeronáutica – EEAR (Guaratinguetá-SP) Sexo: Ambos Escolaridade: Ensino Médio Duração: 1 ano Prova Escrita: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Física e Conhecimentos em Informática Inscrições Previstas: abril a maio Mais informações: www.eear.aer.mil.br ou www.fab.mil.br CURSO DE FORMAÇÃO DE TAIFEIROS DA AERONÁUTICA Escola: Serviços Regionais de Ensino dos Comandos Aéreos Regionais (COMAR) Sexo: Masculino Escolaridade: Ensino Médio Sgt Johnson / FAB Duração: 16 semanas Prova Escrita: Língua Portuguesa, Matemática e Conhecimentos Especializados Inscrições Previstas: janeiro e fevereiro Mais informações: www.fab.mil.br CURSO DE ADAPTAÇÃO DE MÉDICOS, DENTISTAS E FARMACÊUTICOS DA AERONÁUTICA Escola:Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica – CIAAR (Belo Horizonte - MG) Sexo: Ambos Escolaridade: Ensino Superior Duração: 18 semanas Prova Escrita: Língua Portuguesa e Conhecimentos Especializados Inscrições Previstas: abril a maio Mais informações: www.ciaar.com.br ou www.fab.mil.br ESTÁGIO DE ADAPTAÇÃO DE OFICIAIS TEMPORÁRIOS DA AERONÁUTICA Escola:Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica – CIAAR (Belo Horizonte - MG) Sexo: Ambos Escolaridade: Ensino Superior Duração: 13 semanas Prova Escrita: Língua Portuguesa, Redação e Conhecimentos Especializados Inscrições Previstas: agosto a setembro Mais informações: www.ciaar.com.br ou www.fab.mil.br ESTÁGIO DE INSTRUÇÃO E ADAPTAÇÃO DE CAPELÃES DA AERONÁUTICA Escola:Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica – CIAAR (Belo Horizonte - MG) Sexo: Masculino Escolaridade: Ensino Superior Duração: 13 semanas Prova Escrita: Língua Portuguesa e Conhecimentos Especializados Inscrições Previstas: agosto a setembro Consulte: www.ciaar.com.br ou www.fab.mil.br *Consulte o Edital de cada Exame de Admissão para verificar os limites de idade *Informações sujeitas à modificação pelo Comando da Aeronáutica sem aviso prévio *Acesse: www.fab.mil.br 45