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  • 1. UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA CRISTIANE CAROLINA MACHADOESTADO NUTRICIONAL E DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRASMISSÍVEIS EM IDOSOS FREQUENTADORES DE UM CENTRO DE ATENÇÃO À TERCEIRA IDADE DE SÃO JOSÉ/SC Palhoça 2011
  • 2. CRISTIANE CAROLINA MACHADOESTADO NUTRICIONAL E DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS EM IDOSOS FREQUENTADORES DE UM CENTRO DE ATENÇÃO À TERCEIRA IDADE DE SÃO JOSÉ/SC Projeto de Conclusão de Estágio apresentado à disciplina de Estágio Supervisionado em Nutrição Social do Curso de Nutrição da Universidade do Sul de Santa Catarina, como requisito parcial da disciplina. Orientadoras: Prof ª Carla Regina Galego, Msc. Prof ª Raquel Stela de Sá, Dra. Palhoça 2011
  • 3. CRISTIANE CAROLINA MACHADOESTADO NUTRICIONAL E DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS EM IDOSOS FREQUENTADORES DE UM CENTRO DE ATENÇÃO À TERCEIRA IDADE DE SÃO JOSÉ/SC Este Projeto de Conclusão de Estágio foi julgado e aprovado em sua forma parcial pela disciplina de Estágio Supervisionado em Nutrição Social do Curso de Nutrição da Universidade do Sul de Santa Catarina. Palhoça, 05 de junho de 2011. ______________________________________________ Prof ª e orientadora Carla Regina Galego, Msc. Universidade do Sul de Santa Catarina. ______________________________________________ Prof ª e orientadora Raquel Stela de Sá, Dra. Universidade do Sul de Santa Catarina. ______________________________________________ Prof ª Gessi de Oliveira, Enfermeira. Centro de Saúde Sede.
  • 4. Dedico este Projeto de Conclusão deEstágio a Deus por me iluminar durantetoda a minha jornada acadêmica.
  • 5. AGRADECIMENTOS A Deus por me iluminar nas horas difíceis e tornar possível esta caminhada. Aos meus pais, Elza e Adalizar, que sempre deram o melhor exemplo de vidadigna a todos os seus filhos, que me incentivaram a estudar e cuidaram da minha filhaenquanto estava ausente. Ao meu marido Gabriel, por me dar apoio, auxílio, carinho e seguir ao meu ladonessa jornada acadêmica. A minha filha Karen por ter um coração imenso ao aceitar a minha ausência eainda me motivar a continuar. As minhas orientadoras, Professora Carla Regina Galego e Professora RaquelStela de Sá, pelas orientações dadas durante o estágio. As minhas colegas de estágio Marquid e Núbia por todos os momentos deaprendizado que passamos juntas. Aos funcionários do Centro de Saúde Sede, por me acolherem e deixar fazerparte de seu dia a dia, como se fosse membro da equipe de saúde. A supervisora de Campo Gessi de Oliveira, pela atenção e orientação dadadurante a prática de estágio. A coordenadora do Curso de Nutrição, Fernanda Gavioli pela atenção dadadurante o estágio. Em especial a todos os professores de graduação pelos exemplos de éticaprofissional e ensinamentos passados. Aos idosos que participaram deste trabalho, tornando possível a sua realização,meus respeitos, carinho e gratidão. A todas as pessoas que não foram citadas, porém não esquecidas, que de algumaforma, contribuíram para a realização deste trabalho.
  • 6. “O que nós somos é o presente de Deus a nós. O que nós nos tornamos é o nossopresente a Deus”. (Eleanor Powell).
  • 7. RESUMOO envelhecimento é um fenômeno de extensão mundial. A Organização Mundial daSaúde prevê que em 2025 irão existir 1,2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos.(SOUZA, 2002). O objetivo desta pesquisa foi avaliar o estado nutricional e doençascrônicas não transmissíveis, em idosos freqüentadores de um Centro de Atenção àTerceira idade de São José, Santa Catarina, visando melhorar a qualidade de vida dosmesmos. A pesquisa caracteriza-se como descritiva, quantitativa sendo consideradaainda um estudo de caso e pesquisa-ação. A amostra foi composta por 17 indivíduos,sendo 14 do sexo feminino e 3 do sexo masculino. O estudo foi concretizado através daanálise da avaliação antropométrica através do Índice de Massa Corporal (IMC) e daavaliação de presença de doenças crônicas em idosos. Os dados apontaram que 58,82%(n=10) apresentaram diagnóstico de eutrofia, 41,18% (n=7) apresentaram sobrepeso.Houve maior freqüência de eutrofia tanto no grupo feminino 57,14% (n=8) quanto nogrupo masculino 66,66% (n=2). Em relação ao índice de doenças crônicas 41,17%(n=7) apresentaram hipertensão arterial, 5,88% (n=1) apresentaram diabetes mellitus,5,88% (n=1) diabetes e hipertensão arterial, 11,76% (n=2) apresentaramhipercolesterolemia e 35,30% (n=6) relataram não possuir nenhum tipo de doençacrônica não transmissível. A presente pesquisa identificou o conhecimento do estadonutricional e a presença de doenças crônicas não transmissíveis dos integrantes destegrupo, proporcionando estratégias para uma intervenção personalizada às necessidadesdo grupo estudado. Após esta análise, foi realizada uma cozinha experimental dealimentos saudáveis, que teve uma ótima aceitabilidade dos participantes, onde foientregue um livreto com receitas de alimentos saudáveis. Foi entregue também comointervenção, um panfleto de orientações nutricionais para pacientes diabéticos ehipertensos. Por fim, as intervenções realizadas com o grupo de idosos procuroucontribuir com a promoção de hábitos alimentares saudáveis, conscientizando daimportância em ter uma alimentação equilibrada diariamente, com qualidade, a fim deevitar doenças e diminuir os agravos das doenças já existentes, promovendo a saúde dosmesmos.Palavras – chaves: Envelhecimento. Doenças crônicas não transmissíveis. Estadonutricional
  • 8. LISTA DE ILUSTRAÇÕESFotografia 1 - Realização da cozinha experimental.........................................................39Fotografia 2 - Realização da cozinha experimental.........................................................39Fotografia 3 - Realização da cozinha experimental.........................................................40Fotografia 4 - Realização da cozinha experimental.........................................................40
  • 9. LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1 - Diagnóstico nutricional de idosos (ADA, 1994)...........................................35Gráfico 2 - Doenças Crônicas Não Transmissíveis presentes em idosos no grupoestudado...........................................................................................................................37
  • 10. LISTA DE QUADROSQuadro 1 - Classificação do índice glicêmico para idosos..............................................27Quadro 2 - Ponto de corte para a classificação do estado nutricional de idosos.............32
  • 11. SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................122 REFERENCIAL TEÓRICO ...................................................................................152.1 POPULAÇÃO IDOSA NO BRASIL.......................................................................152.2 AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA DE IDOSOS...............................................162.3 ALIMENTAÇÃO DO IDOSO..................................................................................182.4 DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRASMISSÍVEIS...................................................212.5 NUTRIÇÃO NA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA.................................222.6 NUTRIÇÃO NO DIABETES MELLITUS...............................................................263 MÉTODO....................................................................................................................303.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA....................................................................303.2 LOCAL E PARTICIPANTES DA PESQUISA........................................................313.3 COLETA E ANÁLISE DE DADOS.........................................................................314 RESULTADOS E DISCUSSÃO................................................................................344.1 CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL SOCIAL E DEMOGRÁFICO DOSIDOSOS...........................................................................................................................344.2 AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL........................................................354.3 AVALIAÇÃO DE DOENÇAS CRÔNICAS PRESENTES NOS IDOSO...............374.4 INTERVENÇÕES.....................................................................................................385 CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................43REFERÊNCIAS.............................................................................................................45APÊNDICES..................................................................................................................51APÊNDICE A - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO...52APÊNDICE B - IDENTIFICAÇÃO DO PARTICIPANTE DA PESQUISA..........54APÊNDICE C - RECEITAS DE ALIMENTOS SAUDÁVEIS................................56APÊNDICE D - FOLDER COM ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS PARAHIPERTENSOS.............................................................................................................64APÊNDICE E – FOLDER COM ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS PARADIABÉTICOS................................................................................................................68
  • 12. 121 INTRODUÇÃO O envelhecimento é um fenômeno de extensão mundial. A previsão é que em2025 irão existir 1,2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos. (SOUZA, 2002). No Brasil, o aumento da população idosa vem acontecendo de uma forma muitorápida, sem mudanças nas condições de vida. Com o aumento da população idosa,aumenta também a necessidade de estudo dos fatores que incidem sobre a prevalênciade doenças crônicas não transmissíveis associadas à idade, bem como o aprofundamentoda compreensão sobre o papel da nutrição na promoção da saúde dos idosos.(MENESES, 2005). Segundo a Organização Americana da Saúde (2003), a prevenção primária defatores de riscos se faz com uma alimentação saudável, equilibrada e atividade físicaregular, reduzindo assim suas necessidades de atenção à doença. Controlar ahipertensão, o colesterol e os níveis de glicemia poderá reduzir o risco de complicaçõesaumentando consequentemente a qualidade de vida do indivíduo. A deficiência nutricional é um problema relevante na saúde dos idosos, devidoàs alterações no organismo, ligadas à idade, aumenta o risco do processo de transiçãonutricional caracterizado pela diminuição progressiva da desnutrição e no aumento daobesidade nos idosos. (KAC, 2003). As alterações ligadas à idade ocorrem em todas as partes do corpo, trazendodiversas mudanças no organismo do idoso, como: a diminuição de massa corpórea;diminuição do metabolismo basal; diminuição da estatura; alterações no funcionamentodigestivo, o que afeta a absorção de nutrientes. (MENESES, 2005). A obesidade causa problemas nas condições de saúde, um deles é o aumento dedoenças crônicas não transmissíveis, como: hipertensão, diabetes, câncer,hiperlipidemias e doenças cardiovasculares. (CABRERA, 2001). O papel da nutrição, para a população idosa é muito importante, pois, através daavaliação do estado nutricional do idoso e da identificação de doenças crônicas que omesmo possui, será possível focalizar a Nutrição preventiva como forma de controlar eprevenir o avanço dessas doenças, estabelecer intervenções, a fim de manter a saúde doidoso equilibrada, aumentar sua longevidade e a qualidade de vida, através da promoçãode saúde. (SAMPAIO, 2004).
  • 13. 13 Durante o estágio foi constatado através de um estudo exploratório na área emque o Centro de Saúde Sede abrange, um grande número de idosos, muitos com doençascrônicas não transmissíveis. Observando-se a realidade do local, verificou-se anecessidade de avaliar o estado nutricional e a presença de doenças crônicas nãotransmissíveis nos idosos de um Centro de Atenção à Terceira Idade, que fica localizadodentro da área abrangente do Centro de Saúde Sede. Através da análise dos fatoresassociados ao estado nutricional como peso e altura e também a presença de doençascrônicas não transmissíveis, será possível promover a saúde e também realizar amanutenção da saúde. A contribuição do tema da pesquisa para a área da nutrição é demonstrar aimportância de verificar o peso e a altura dos idosos, com o objetivo de diagnosticar oestado nutricional, podendo identificar pessoas com os riscos aumentados para doençascrônicas não transmissíveis. A avaliação da presença de doenças crônicas nãotransmissíveis no idoso contribui para a manutenção da saúde do mesmo. A partir daidentificação do estado nutricional e da presença de doenças crônicas nãotransmissíveis, esse estudo teve a utilidade de contribuir, através de intervençõesnutricionais adequadas para a prevenção e para amenização dos problemas que ocorremno organismo com o envelhecimento, contribuir para a promoção da saúde e deestimular uma alimentação saudável direcionada para os participantes da pesquisa. Essa pesquisa teve como objetivo geral avaliar o estado nutricional e doençascrônicas não transmissíveis, em idosos freqüentadores de um Centro de Atenção àTerceira idade de São José, Santa Catarina. A partir desse contexto, estabeleceu-secomo objetivos específicos: realizar avaliação antropométrica; verificar as doençascrônicas presentes nos idosos; caracterizar o perfil social e demográfico dos idosos;realizar intervenções de acordo com os resultados e devolver os resultados ao grupopesquisado e profissionais de saúde. No primeiro capítulo introdutório apresenta-se a delimitação do tema, a justificativa,os objetivo geral e específicos. No segundo capítulo, aborda-se o referencial teórico que contempla os seguintesitens: população idosa no Brasil, avaliação antropométrica de idosos, alimentação doidoso, hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus. No terceiro capítulo apresenta-se o método onde se discute a caracterização dapesquisa, o local e participantes da pesquisa, assim como a forma como foram coletadose analisados os dados.
  • 14. 14 O quarto capítulo apresenta os resultados e discussão da pesquisa, onde trata-se derelacionar os dados encontrados às outras pesquisas já realizadas dentro do mesmocontexto. Aborda a caracterização do perfil social e demográfico, a avaliação do estadonutricional e da presença de doenças crônicas não transmissíveis em idosos. O quinto capítulo aborda as considerações finais, onde procura-se responder aosobjetivos propostos, assim como as delimitações da pesquisa e outras propostas deestudo. Por último, apresenta-se as referências utilizadas e os apêndices.
  • 15. 152 REFERENCIAL TEÓRICO2.1 POPULAÇÃO IDOSA NO BRASIL O Brasil tem vivido uma transição epidemiológica, com alterações significantesno quadro de morbi-mortalidade. Em 1950, as doenças infecto-contagiosas,representavam 40% das mortes registradas no país e atualmente, são responsáveis pormenos de 10%. Ocorreu o oposto em relação às doenças cardiovasculares: em 1950,eram causa de 12% das mortes e, atualmente, representam mais de 40%. Em poucosanos, o Brasil passou de um perfil de mortalidade típico de uma população jovem, paraum perfil caracterizado por enfermidades complexas e mais onerosas, próprias dasfaixas etárias mais avançadas. (GORDILHO, 2000). A cada ano, 650 mil novos idosos são inseridos na população brasileira. NoCenso de 2010, apresentou 18 milhões de idosos em sua maioria com baixo nívelsocioeconômico e educacional e com uma alta prevalência de doenças crônicas ecausadoras de limitações funcionais e de incapacidades.(IBGE, 2010). O crescimento da população idosa é um acontecimento mundial e no Brasil, asmodificações ocorrem de forma rápida. As projeções indicam que, em 2020, o Brasilserá o sexto país do mundo em número de idosos, com um contingente superior a 30milhões de pessoas idosas. (CARVALHO, 2003). O envelhecimento da população é reflexo, dos avanços modernos da medicina,que permitiram diagnósticos e tratamentos precoces, melhor qualidade de vida econdições de saúde à população com idade mais avançada, fato que repete em váriospaíses. No Brasil, é considerada idosa, a pessoa que tem 60 anos ou mais de idade.(BRASIL, 2002). O processo de envelhecimento da população, não é resultado do declínio damortalidade, e sim do declínio da fecundidade. Uma população torna-se mais idosa àmedida que aumenta a proporção de pessoas idosas e o declínio da taxa de natalidade.(NASRI, 2008). Numericamente os idosos têm aumentado significativamente, pois, a velhice éuma etapa do ciclo da vida, que uma grande porcentagem da população brasileira vemalcançando e aproveitando essa etapa por mais tempo, devido ao aumento da
  • 16. 16expectativa de vida. Tal fato tem chamado a atenção para os problemas enfrentadospelos idosos, demonstrando a necessidade de garantir ao mesmo, condições de vidadigna durante todo o seu envelhecimento. (CALDAS, 1998). Carvalho-Won et al. (2003), em seu estudo sobre a transição da estrutura etáriada população Brasileira na primeira metade do século XXI, relatou que a trajetória dapopulação brasileira, na primeira metade deste século, tanto em relação de seu volume,quanto de sua estrutura etária, já está praticamente definida, pois, tanto a transição demortalidade quanto a da fecundidade já se encontram bem avançadas. Enquanto apopulação idosa (60 e mais anos de idade) aumentará a taxas altas (entre 2 e 4% aoano), a população jovem irá decrescer. A transição etária brasileira gera oportunidadese desafios que, se não aproveitados e enfrentados, no momento devido, levará o país aseríssimos problemas, nas próximas décadas. Envelhecer, portanto, deve ser com saúde, qualidade de vida, ter uma vida ativa,para assegurar o bem estar físico e psicológico do idoso. O envelhecimento bemsucedido pode ser entendido a partir de menor probabilidade de doença, da altacapacidade funcional física e mental e do engajamento social ativo com a vida.(KALACHE; KICKBUSCHI, 1997). A Portaria nº 2.528 de 19 de outubro de 2006, aprova a Política Nacional deSaúde da Pessoa Idosa que tem como objetivo principal recuperar, manter e promover aautonomia e a independência dos indivíduos idosos, direcionando medidas coletivas eindividuais de saúde para esse fim, em consonância com os princípios e diretrizes doSistema Único de Saúde. Participa dessa política todo cidadão e cidadã brasileiros com60 anos ou mais de idade. (BRASIL, 2003).2.2 AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA DE IDOSOS A antropometria é um ótimo método a ser explorado, por não ser invasivo, é defácil aplicação e de baixo custo operacional. É universalmente utilizado, disponível paraavaliar o tamanho, proporções e composição do corpo humano e para identificarpopulações de riscos nutricionais. Através dos resultados da antropometria, é possívelrealizar prevenções de doenças, intervenções, manutenção e promoção da saúde para apopulação idosa. (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 1995).
  • 17. 17 A avaliação nutricional expressa o grau no qual as necessidades fisiológicas pornutrientes estão sendo alcançadas, para manter o organismo saudável, resultando assimno equilíbrio entre ingestão e necessidade de nutrientes. A avaliação nutricional emidosos é feita através da antropometria, na qual é constituída pela aferição da altura e dopeso. (KRAUSE, 1998). A antropometria no idoso é um importante indicador nutricional, porém asalterações biológicas que ocorrem com o envelhecimento modificam a composiçãocorporal. As principais alterações são: aumento da gordura corporal, diminuição damassa muscular, e em alguns casos pode ocorrer encurvamento da coluna ou oencurtamento das vértebras. (VITOLO, 2008). O IMC (índice de massa corporal) é um indicador confiável, para estabelecer oestado nutricional atual. Este indicador leva em consideração o peso corporal e a alturada pessoa e é indicado para diagnosticar baixo peso, eutrofia e sobrepeso/obesidade.(VASCONCELOS, 2000). A carência nutricional ocorre quando o indivíduo ingere menor quantidade equalidade de nutrientes, comparado com as necessidades diárias. A desnutrição é umdistúrbio resultante de combinações e graus variados de deficiência protéico-calórica. Adesnutrição protéico-calórica (DPC) é um distúrbio nutricional de maior importânciaobservado nos idosos e está relacionada ao aumento da mortalidade e aumenta apossibilidade de infecções e à redução da qualidade de vida. (SULLIVAN, 1999). Para que o indivíduo mantenha seu peso adequado é necessário que o mesmoingira a quantidade adequada de nutrientes diariamente, evitando assim qualquer tipo dedesnutrição ou sobrepeso. (ALVES, 1995). Menezes e Marucci et al., (2010), realizaram um estudo em Fortaleza – CE, com305 idosos, sobre avaliação antropométrica de idosos residentes em instituições delonga permanência onde os resultados indicaram que em relação ao IMC, 66% doshomens apresentaram baixo peso. As mulheres apresentaram maior prevalência deexcesso de peso (12,3%), quando comparadas aos homens (7,4%). Em todos os gruposetários, os idosos apresentaram elevadas prevalências de desnutrição. De acordo comestes resultados, o estudo conclui que os idosos residentes em instituições de longapermanência da cidade de Fortaleza apresentam risco nutricional, o que implica anecessidade de intervenções, para que os mesmos voltem ao estado nutricional normal esejam considerados eutróficos.
  • 18. 18 O indivíduo é considerado eutrófico quando o seu estado nutricional estáadequado, ou seja, não há déficit ou excesso de peso. Isto ocorre quando há umequilíbrio entre o consumo de alimentos e o gasto de energia, bem como o equilíbrioentre o consumo alimentar em relação às necessidades nutricionais. (CLAUDINO,2002). O distúrbio nutricional ocorre quando o indivíduo ingere alimentosexageradamente. Neste caso, ocorre o desequilíbrio do consumo de nutrientes emrelação às necessidades nutricionais adequadas. A obesidade é mais freqüente emindivíduos com a idade acima dos 60 anos, devido o aumento da massa corporal queocorre naturalmente com a idade. A prevalência de obesidade e de sobrepeso emindivíduos acima de 60 anos produz diversas conseqüências para a saúde, comodiabetes, hipertensão, câncer, dislipidemias e o aumento da mortalidade. (FERREIRA,2003). Por fim o estado nutricional deve ser avaliado por um profissional nutricionista,que irá diagnosticar o indivíduo e recomendar um cardápio adequado para o mesmo,com a finalidade de garantir o equilíbrio entre a ingestão do alimento e a necessidadesde nutrientes.2.3 ALIMENTAÇÃO DO IDOSO Segundo Galisa (2008), faltam informações quanto aos efeitos doenvelhecimento sobre as necessidades nutricionais, dificultando, assim, a avaliação daingestão adequada de vários nutrientes. Existem poucas pesquisas desenvolvidas sobre otema, assim como a grande variabilidade entre os dados encontrados sobre asnecessidades energéticas nesse grupo, associadas à diversidade de níveis de atividadesfísicas dos idosos, tornam incompletas e variáveis as evidências científicas sobre asnecessidades energéticas para a população idosa. Geralmente as necessidades de calorias diárias diminuem com a idade, devido àsalterações na composição corporal, à diminuição da prática de atividades físicas e àdiminuição da taxa metabólica basal. O conhecimento destas necessidades dos idosos éde grande importância para a promoção da saúde. Os valores diários sugeridos para osmacronutrientes (lipídios, proteínas, fibras e glicídios), baseia-se nos níveis
  • 19. 19recomendados por gramas e/ou por percentuais em relação ao valor energético total.(MARUCCI, 2007). A recomendação diária de carboidratos deve corresponder a aproximadamente50% a 55% do valor energético total ingerido pelo idoso. A recomendação diária delipídios não deve ultrapassar a 30% do consumo total calórico diário. As gordurassaturadas não devem passar de 10% do valor energético total diário. A recomendaçãodiária de proteínas não deve passar de 15% do valor energético diário. A ingestãoinadequada de gorduras saturadas, sendo a mesma acima do valor diário recomendado,acarretará alterações no perfil lipídico plasmático, responsável pelo aparecimento dedoenças cardiovasculares, que tanto afetam os idosos. (FRANK, 1996). A nutrição corresponde aos processos da ingestão e conversão das substânciasdos alimentos em nutrientes, que são utilizados pelo nosso organismo para amanutenção do mesmo. Se o indivíduo consome nutrientes acima ou abaixo dorecomendado estará acarretando problemas futuros para a sua saúde. Alcançar osvalores diários remendados de nutrientes como, por exemplo, de carboidrato, proteína egordura irá prevenir risco doenças crônicas. Porém, se o indivíduo consumir quantidadede carboidrato, proteína e gordura acima do recomendado há um grande potencial deaumentar o risco de doenças crônicas, no mesmo. (GALISA, 2008). Os nutrientes como o carboidrato, proteína, lipídeos, vitaminas e minerais sãoessências para a vida humana. As funções do carboidrato são fornecer energia para oorganismo, servir como único substrato energético para o sistema nervoso central, ativaro metabolismo e preservar a proteína. As principais funções da proteína são a deconstituir os nossos músculos e vísceras, uma vez que a maioria absoluta da proteínacorporal está presente nos mesmos. A proteína muscular tem a principal função deexecutar a contração muscular, função primordial que possibilita movimentarmos. Oslipídeos desempenham funções como estruturais, energéticas e hormonais noorganismo, além de auxiliar na absorção e transporte de vitaminas lipossolúveis.(COZZOLINO, 2005). É comum acontecer deficiências de micronutrientes, na população de terceiraidade. A deficiência de nutrientes afeta indivíduos dependentes e independentes e ocorrepor diversos fatores. Nos idosos saudáveis, a causa principal é a alimentação reduzida(causada pelo declínio de gasto energético) sem o aumento simultâneo da densidadenutricional. Um estilo de alimentação insatisfatório dos idosos socialmente isolados ou
  • 20. 20empobrecidos é um fator que contribui para a deficiência de micronutrientes.(RUDMAN, 1989). Diante desta realidade, é necessário atenção ao estado nutricional dos idosos,dando ênfase à orientação nutricional da quantidade diária de micronutrientes que deveser ingerida diariamente. (FRANK, 1996). Um estudo realizado por Campos (2000), com 300 idosos no Rio de Janeiro como objetivo de verificar os fatores que afetam o consumo alimentar e a nutrição do idoso,demonstrou que os fatores socioeconômicos, as alterações fisiológicas, alterações nofuncionamento do aparelho digestivo, alterações na percepção sensorial, alterações nacapacidade mastigatória, alterações na composição e no fluxo salivar e na mucosa oral,alterações na estrutura e função do esôfago, alterações na estrutura e função doestômago e intestino e efeitos secundários dos fármacos são os que mais acometem osidosos. O estudo ainda ressalta que é necessário adotar condutas, associada ao domíniocognitivo dos fatores que afetam o consumo alimentar dos idosos, com a finalidade depropiciar aos profissionais de saúde e as casas de amparo a terceira idade o investimentoem intervenções que contribuirão, positivamente, para o consumo alimentar adequadodesse segmento populacional e, conseqüentemente, auxiliarão na melhoria do seu estadonutricional. Neste contexto, é necessário que o nutricionista preste atenção em algunsaspectos fundamentais na alimentação do idoso, ou seja, é imprescindível acompreensão de todas as peculiaridades inerentes às mudanças fisiológicas naturais doenvelhecimento como perda da capacidade para preparar os alimentos, perda do apetitee diminuição da sede, perda da autonomia física e financeira para comprar os alimentos,perda da percepção da temperatura do alimento, perda parcial ou total da visão quedificulta a seleção o preparo do alimento e algum motivo que o faça restringirdeterminados alimentos. (BRASIL, 2006). Por fim, é necessário que o nutricionista avalie o idoso como um todo,respeitando sua religião, sua cultura, suas patologias e suas limitações.
  • 21. 212.4 DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSIVEIS Com o aumento de pessoas acima de 60 anos, é necessário que seja estudado oscomportamentos relacionados aos hábitos alimentares e à saúde, a fim de verificar oestado nutricional da população, para que as propostas de políticas de saúde causemimpacto na resposta da qualidade de vida da população. O rápido envelhecimentopopulacional vem se constituindo em novo desafio à saúde pública contemporânea,principalmente em países onde há situação de desigualdade social e pobreza. (LIMA,2003). A manutenção e a permanência do estado nutricional adequado é de extremaimportância, pois, de um lado encontra-se, o sobrepeso, que aumenta o risco de doençascrônicas não-transmissíveis (DCNT), como câncer, hipertensão, diabetes mellitus ehiperlipidemias. Por outro lado, o baixo peso que aumenta o risco de infecções emortalidade. (CABRERA, 2001). Uma das principais causas de morte nos países desenvolvidos são as doençascrônicas não transmissíveis. Doenças como o câncer, diabetes, hipertensão,dislipidemias e hipercolesterolemia já são responsáveis por 58,5% de todas as mortes nomundo. No Brasil, as doenças crônicas, responsáveis por quase metade das mortes, sãoas doenças cardiovasculares e as neoplasias. Os fatores de risco que levam o ser humanoa desenvolver as doenças crônicas não transmissíveis normalmente são: vida sedentária,tabagismo, alcoolismo, baixo consumo de frutas e hortaliças, excesso de peso e stress.(ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2003). A incidência da maioria das doenças crônicas está relacionada com aalimentação, ambiente social e com as atividades diárias. Os hábitos alimentares ecomportamentais são elementos fundamentais no controle e prevenção das morbidadesem questão. As mudanças no estilo de vida são necessárias para adquirir qualidade devida e saúde. Além de uma alimentação variada e equilibrada como ingerir frutas everduras todos os dias, dar preferências para carnes magras, preparar os alimentoscozidos, grelhados ou assados e inserir alimentos integrais nas refeições, recomenda-sea prática de exercício físico. Estas intervenções são eficazes e essenciais na prevençãode doenças crônicas e na promoção de saúde. (FERREIRA, 2003). Um estudo realizado por Bueno (2008) com 82 idosos, em Minas gerais,realizou avaliação nutricional e prevalência de doenças crônicas não transmissíveis em
  • 22. 22idosos pertencentes a um programa assistencial. No estudo foram coletadas variáveissocioeconômicas, antropométricas, bioquímicas e pressão arterial sistêmica de 82indivíduos de 60 a 87 anos, sendo 90,2% do sexo feminino. Com relação ao Índice deMassa Corpórea (IMC), 63,4% dos idosos estavam com sobrepeso, 12,5% eutróficos, e11,8% com baixo peso. Em relação à pressão arterial, 22,0% eram hipertensos. Éimportante que haja programas de educação nutricional continuada e de monitoramentodo estado nutricional e de saúde para melhoria da qualidade de vida destes indivíduosestudados. Neste contexto, a manutenção de uma nutrição adequada e equilibrada é deextrema importância para a saúde da pessoa idosa, tanto no que se refere a recuperação,como na prevenção e manutenção de doenças. (MAHAN, 1998). Sendo assim, pode-se dizer que o papel da nutrição é muito importante pelamodulação das mudanças fisiológicas relacionadas com a idade e no desenvolvimentode doenças crônicas não-transmissíveis, como doenças cardiovasculares, diabetes,obesidade, osteoporose e alguns tipos de câncer. A Dietoterápia contribui para aprevenção das complicações e manutenção da condição nutricional e da qualidade devida. (DIRREN, 1994). A Dietoterapia é um tratamento que tem por base a modificação dos alimentospela adição de substâncias alimentares com propriedades de cura, com a finalidade desuprimir outras substâncias, pois, o organismo doente se encontra incapacitado demetabolizar, o que por si só neste último caso poderá induzir ou agravar a doença, assima Dietoterapia irá diminuir a morbidade e mortalidade recuperando o estado nutricionaldo indivíduo. (KRAUSE, 2005).2.5 NUTRIÇÃO NA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma doença crônica degenerativa e deetiologia multifatorial. A hipertensão compromete os vasos do organismo, determinandoalteração no tônus vasomotor e favorecendo assim a vasoconstrição, conseqüentementeaumentando a pressão arterial. Quando a hipertensão não é tratada o indivíduo poderádesenvolver outras doenças crônicas-degenerativas, como a insuficiência cardíacacongestiva, a falência renal e a doença vascular periférica. (SOCIEDADEBRASILEIRA DE HIPERTENSÃO, 2002).
  • 23. 23 A hipertensão é uma doença silenciosa, pois, as pessoas hipertensas podemapresentar-se assintomáticas durante anos e virem a sofrer um infarto fatal. Apesar denão existir cura, a prevenção e o tratamento diminuem a incidência e as seqüelas dadoença. Atualmente veem ocorrendo um aumento para as mudanças no estilo de vida,como prática de exercício físico e hábitos alimentares saudáveis, o que tem contribuídopara que a dieta represente um papel importante na prevenção e manutenção dotratamento da hipertensão. (KRAUSE, 2003). A hipertensão arterial ou pressão alta ocorre quando a medida da pressão semantém freqüentemente acima de 140 por 90 mmHg. Essa doença é herdada dos paisem 90% dos casos, porém, há vários fatores que podem influenciar os níveis de pressãoarterial, tais como: consumo de bebidas alcoólicas, fumo, grande consumo de sal,obesidade, estresse, falta de atividade física e níveis altos de colesterol. Sabe-se que suaincidência é maior entre: homens com até 50 anos, mulheres acima de 50 anos, raçanegra, aumenta com a idade e é maior em diabéticos. É importante que o indivíduo,cuide de sua saúde durante todos os seus ciclos de vida, para evitar doenças crônicasque trazem como problema secundário as doenças cardiovasculares. (BRASIL, 2004). No Brasil, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 33% dos óbitoscom causas conhecidas. Essas doenças foram a primeira causa de hospitalização nosetor público, entre 1996 e 1999, e responderam por 17% das internações de pessoascom idade entre 40 e 59 anos e 29% daquelas com 60 ou mais anos. (PASSOS; ASSIS;BARRETO, 2006). Em um estudo realizado por Passos (2006), no Brasil onde foi avaliada aprevalência da hipertensão no país, no início dos anos 90, revelou valores deprevalência entre 7,2 e 40,3% na Região Nordeste, 5,04 a 37,9% na Região Sudeste,1,28 a 27,1% na Região Sul e 6,3 a 16,75% na Região Centro-Oeste. O risco relativo à idade para a hipertensão está ligado muito mais na função devariáveis envolvendo o estilo de vida como: stress, falta de atividade física e máalimentação, do que simplesmente à idade, o que se acredita ser passível de prevençãodo aparecimento da hipertensão arterial.(STAMLER et al., 1993). Um dos pontos importantes para prevenção da pressão arterial é ter uma dietabalanceada, saudável e pobre em sal. Por ser uma doença silenciosa, é necessário aferira pressão arterial pelo menos uma vez ao ano, porém, se o indivíduo tem pré disposiçãode ter hipertensão, é necessário seguir as recomendações médicas em relação ao númerode vezes para verificar a pressão arterial durante o ano. (BRASIL, 2006).
  • 24. 24 Para tratar a hipertensão arterial, utiliza-se a forma medicamentosa, como o usode medicamentos de classe anti-hipertensivos, diuréticos (tiazídicos, de alça epoupadores de potássio), inibidores adrenérgicos (ação central, alfa-1 bloqueadores ebetabloqueadores), vasodilatadores diretos, inibidores da enzima conversora daangiotensina, antagonistas dos canais de cálcio e antagonistas do receptor daangiotensina II. A hipertensão também pode ser tratada na forma não medicamentosaonde o tratamento não medicamentoso constitui um dos pilares do tratamento dahipertensão arterial, podendo controlar os níveis pressóricos sem medicamentos oupotencializar o efeito dos hipotensores. O tratamento não farmacológico, inclui dietaalimentar, exercício físico, redução do peso, manutenção do peso ideal, exclusão doconsumo de álcool e cigarro, suplementação de cálcio e de potássio. É importanteressaltar que a dieta alimentar é eficaz tanto nos tratamentos medicamentosos, quantonos tratamentos não medicamentosos. (LAGE; OLIVEIRA, 2003). Sabe-se que o consumo excessivo de sódio eleva a pressão arterial por aumentoda volemia, e, conseqüentemente aumento do débito cardíaco. O consumo médio diariode sal da população brasileira é em torno de 10 a 12 gramas. Esse consumo refere-se aosódio intrínseco e extrínseco, sendo importante ressaltar a enorme variedade dealimentos processados que apresentam adição de sódio. O consumo total diário de sódiopode ser considerado proveniente de três fontes: 10% de sódio intrínseco, 75% dealimentos processados, e 15% de sal de adição. Pode-se recomendar para um pacientehipertenso, 4 a 6g de sal por dia, que é equivalente á 1 colher (café). (ALVES;FERREIRA, 2004). O tratamento nutricional é uma forma terapêutica importante para o controle dahipertensão arterial. O controle da hipertensão arterial sistêmica HAS por meio demedidas dietéticas específicas tem como objetivo, não apenas a redução dos níveistensionais, mas também a adaptação de hábitos alimentares que se estendem no dia a diado indivíduo. A dieta como único recurso terapêutico, tem mostrado ser muito eficaz.Em estudo randomizado de acompanhamento controlado por 4 anos, observou-se quenos hipertensos que abandonaram o tratamento farmacológico e mantiveram a dieta, apressão arterial voltou a subir em 60% ao final dos 4 anos, enquanto que naquelespacientes que abandonaram a medicação e retornaram aos velhos hábitos alimentares90% tiveram sua pressão elevada. (LAGE; OLIVEIRA, 2003). Alguns mirerais como potássio e o magnésio ajudam a controlar os níveis dapressão arterial. A ingestão de potássio necessária para surgir efeito na diminuição da
  • 25. 25pressão arterial pode ser alcançada com alimentos naturais, não necessitando o uso desuplementos desse mineral (KRUMMEL, 2002). Os alimentos ricos em potássio que podem ser consumidos diariamente e ajudarna redução da pressão arterial são: inhame, feijão preto, couve-flor, lentilha, abóbora,cenoura, chicória, vagem, espinafre, nabo, rabanete, abacate, banana, laranja, mamão emaracujá. Para acentuar o sabor nas preparações caseiras e reduzir o sal, recomenda-seutilizar temperos como: alho, salsa, coentro, cebola, cebolinha, o ameixa, orégano,limão, louro no lugar do sal. (LEÃO; GOMES, 2003). O magnésio é um potente inibidor da contração da musculatura lisa vascular, poreste motivo, ajuda na regulação da pressão arterial como um vasodilatador. A adição dealimentos ricos em magnésio deve ser diária para ajudar na redução e no controle dapressão arterial. As principais fontes de magnésio são leguminosas, cereais, e osvegetais folhosos verde-escuros. (JARDIM; MONEGO; REIS, 2004). O Ministério da Saúde (BRASIL,2002) através dos 10 passos para umaalimentação saudável para diabéticos e hipertensos, recomenda: 01) Estabeleça horários para as refeições, distribuindo-as em 5 a 6 refeições pordia. 02) Consuma variados tipos de legumes, verduras e frutas. Use sempre aquelesde coloração intensa, como os verde-escuros e amarelos. 03) Escolha alimentos ricos em fibras: verduras, frutas e legumes, leguminosas(feijões), cereais integrais como arroz, pão e farinhas (aveia, trigo etc.). 04) Evite os alimentos ricos em açúcares, como doces, refrigerantes, chocolates,balas e outras guloseimas. 05) Consuma pouco sal de cozinha. Evite alto teor de sal, temperos prontos ealimentos industrializados. Prefira ervas (salsa, coentro, cebolinha e orégano),especiarias e limão para tornar as refeições mais saborosas. 06) Diminua o consumo de gordura: diminua a quantidade de manteiga emargarina que você consome; evite frituras e alimentos industrializados que contêmgordura vegetal hidrogenada entre seus ingredientes (leia no rótulo dos alimentos); dêpreferência para: leite desnatado, queijos brancos (ricota, frescal), carnes magras(frango, peixe) e alimentos preparados com pouco óleo e gordura. 07) Evite fumo e bebidas alcoólicas. 08) Beba água!
  • 26. 26 09) Mantenha um peso saudável. O ideal é um Índice de Massa Corporal (IMC)entre 18,5 e 24,9. O IMC é calculado da seguinte forma: peso (em Kg) dividido pelaaltura (em metros) ao quadrado. IMC = peso / altura 2 10) Tenha uma alimentação saudável e uma atividade física moderada e regular.Assim você terá um peso adequado, que também é importante para o controle dodiabetes e da hipertensão. É importante também seguir os seguintes cuidados no supermercado: ler osrótulos cuidadosamente, procurar um produto similar com uma menor quantidade desódio, para a mesma porção, evitar comprar preparações instantâneas, comprar vegetaisfrescos, pois, os vegetais enlatados são ricos em sódio porque o sal é adicionado duranteo processamento para conservação. (SALGADO, 2002).2.6 NUTRIÇÃO NO DIABETES MELLITUS O diabetes é uma junção de doenças metabólicas caracterizadas porhiperglicemia que está associada a complicações, disfunções e insuficiência de váriosórgãos, afetando especialmente olhos, rins, nervos, cérebro, vasos sangüíneos e coração.Pode resultar de defeitos de secreção e/ou ação da insulina envolvendo processospatogênicos específicos, como por exemplo, destruição das células beta do pâncreas(são produtoras de insulina), distúrbios da secreção da insulina, resistência à ação dainsulina, entre outros problemas. (BRASIL, 2006). Existem três tipos de diabetes, o diabetes tipo 1, 2 e gestacional. O diabetes tipo1 (DM1) é caracterizado como uma doença auto-imune, devido a destruição das célulasbeta produtoras de insulina. A destruição das células ocorre por engano, pois, oorganismo as identifica como corpos estranhos. A sua ação é uma resposta auto-imune.O diabetes tipo 1, aparece no organismo, quando o mesmo deixa de produzir insulina,os portadores de diabetes tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina pararegularizar o metabolismo do açúcar, sem a insulina, a glicose não chega até as células,que necessitam dela para queimá-la e transformá-la em energia. Os órgãos afetadosdevido às taxas altas de glicose no sangue são os olhos, nervos, coração ou rins.(NORWOOD, 2000).
  • 27. 27 O diabetes tipo 2, tem maior influência hereditária que no tipo 1 e também háuma grande relação com obesidade e o sedentarismo. O diabetes tipo 2, ocorre mais empessoas acima de 40 anos e aparece no organismo quando ocorre uma contínuaprodução de insulina pelo pâncreas e as células musculares e adiposas não conseguemmetabolizar glicose suficiente da corrente sanguínea, isto chama-se “resistênciainsulínica”. O diabetes tipo 2 pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico,juntamente com medicamentos orais ou combinação destes com a insulina.( ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE DIABETES, 1998). Para diagnosticar o diabetes são utilizados exames laboratoriais como glicemiade jejum e o teste oral de tolerância à glicose (TTG-75g). O papel do exame de glicemiade jejum é identificar o nível de glicose no sangue após a realização de um jejum de 8 a12 horas. Já a função do TTC-75g é de apresentar o nível de glicose no sangue apósuma carga de 75g de glicose que é administrada ao indivíduo em jejum. (BRASIL,2006). Os critérios da avaliação do índice glicêmico são indicados tanto para criançasquanto para adultos e idosos e serão apresentados no Quadro 1 a seguir:Classificação Glicemia em jejum Glicemia 2hrs após TTG- (mg/dl) 75g (mg/dl)Normal < 110 < 140 Hiperglicemia 110-125 intermediária 140-199 (Glicemia de jejum alterada ou Tolerância à glicose diminuída) Diabetes mellitus > 126 > 200Quadro 1 : Classificação do índice glicêmico para idosos.Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.Diabetes Mellitus, 2002. A terapia nutricional no diabetes tem como objetivo estabelecer um plano derefeições que contenham nutrientes em quantidades adequadas, capazes de proporcionar
  • 28. 28um controle glicêmico satisfatório com a finalidade de diminuir as complicações agudase crônicas do diabetes. Quando se trata de alimentação, o carboidrato é o nutriente quemais aumenta a glicemia, independentemente de ser simples ou complexo. A contagemde carboidratos se dá através da contagem de gramas de carboidratos que foramconsumidos nos lanches e nas refeições, proporcionando uma maior estabilidade daglicemia. O efeito exato do carboidrato sobre a glicemia depende também de váriosoutros fatores como absorção, digestão, interação com medicamentos e variando assimde pessoa para pessoa. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2008). É necessário que o diabético siga uma alimentação equilibrada, para garantir osníveis de glicemia no sangue controlado. As frutas contêm carboidratos, portanto, oconsumo de frutas deve ser diário, variado e espaçado durante o dia. O consumoexcessivo de frutas poderá alterar e desfavorecer a glicemia. O mesmo cuidado odiabético deve ter com os carboidratos, que fornecem a maior parte da energianecessária para a pessoa se movimentar. Os carboidratos, quando são absorvidos no organismo, são convertidos emglicose e é esta glicose a fonte principal de energia para as diferentes células quecompõem o nosso corpo, porém os carboidratos também aumentam o índice glicêmico.O diabético deve controlar o consumo de alimentos que contêm carboidratos como,açúcar do leite, macarrão, pipoca, tapioca, farinha de trigo, aveia, doces em geral erefrigerantes. Em relação ao consumo do açúcar de mesa, deverá ser controlado ou atémesmo restringido, isto irá depender do tipo de dieta que foi orientada ao diabético.(SBD, 2007). Os carboidratos simples são pequenas moléculas de açúcar, dentre os quaispodemos encontrar monossacarídeos principalmente glicose e frutose, ou dissacarídeossão caracterizados por duas unidades de monossacarídeos como sacarose (glicose-frutose) e lactose (galactose-glicose). A glicose e a frutose são encontradas nas frutas,verduras e mel, enquanto a galactose é encontrada no leite. O açúcar de mesa é fonte dasacarose, que nada mais é que a combinação de glicose e frutose. Os carboidratoscomplexos são formados por longas cadeias de glicose, dentro do grupo de carboidratoscomplexos encontramos também as fibras alimentares. (FERREIRA, 2004). Os carboidratos simples encontrados em alimentos como o açúcar refinado,sorvetes, mel, doces, chocolates, balas e bolos são absorvidos rapidamente no nossoorganismo e causam níveis altos de glicose no sangue, neste caso o consumo dessestipos de alimentos deve ser moderado. Os níveis altos de glicose no sangue se
  • 29. 29demonstram em um quadro de hiperglicemia normalmente associada a diabetesmellitus. O diabético deve preferir carboidratos complexos, pois a lenta digestão doscarboidratos complexos principalmente amido de fontes como milho, batata, mandioca earroz, favorece a absorção gradativa para o interior das células ajudando a manter onível de glicose equilibrado no sangue. (SOUZA, 1998). Segundo a Associação Americana do Diabetes (2008), o consumo de uma dietacom alto teor de fibras (50 g/ao dia) reduz a glicemia em pessoas com diabetes tipo 1 e2. As fibras solúveis são a de maior importância para os diabéticos, pois, ajudam aretardar a absorção de glicose, reduzir a concentração de glicose no sangue, aumentar asensibilidade à insulina e provocar sensação de saciedade. As fontes de fibras solúveissão: frutas, hortaliças, leguminosas, sementes, aveia, farelo de aveia. A maior preocupação é referente ao índice glicêmico do sangue, que pode serelevado em poucos minutos dependendo do alimento que foi consumido. Por isso, énecessário que o diabético faça simples substituições em sua alimentação como: trocar oleite integral pelo desnatado, carnes gordurosas por peito de frango, sorvete por iogurtefrozen, diminuir o tamanho do prato e trocar alimentos feitos com farinha de trigo poralimentos preparados com farinha integral. (COSTA, 2002). É importante o diabético consumir alimentos que ajudem a baixar e equilibrar oíndice glicêmico. Alimentos como canela, vinagre de maçã, nozes e batata doce além defornecer nutrientes, possuem também essa função. A dieta constitui parte fundamentalno tratamento do diabetes, seja ele leve ou exigindo cuidados especiais. Para ter umaalimentação equilibrada, com todos os nutrientes necessários para a manutenção dasaúde, é preciso variar os tipos de alimentos e consumi-los com moderação. O planoalimentar do diabético deve ser personalizado pelo nutricionista, de acordo com idade,sexo, altura e tipo de atividade física realizada. (CÂNDIDO, 1995).
  • 30. 303 MÉTODO3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA A investigação científica depende de uma série de procedimentos intelectuais etécnicos, com a finalidade de atingir seus objetivos através dos métodos científicos.(GIL, 1999). Esta pesquisa apresentou uma abordagem descritiva, pois, visou descrever ascaracterísticas de uma determinada população e envolveu o uso de técnicaspadronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática. Segundo Gil(2002), uma pesquisa descritiva visa descrever as características de determinadaspopulações ou fenômenos. Na atual pesquisa foi avaliado o estado nutricional de idosos e a presença dedoenças crônicas dos mesmos. O estado nutricional foi avaliado através do peso e daaltura. A presença de doenças crônicas que afetam os idosos foi avaliado através de umquestionário e as informações foram transformadas em números, com a finalidade deavaliar e classificar os dados coletados. Neste sentido, foi priorizado na atual pesquisa ométodo quantitativo. A pesquisa quantitativa, leva em consideração tudo que pode ser quantificável,ou seja, traduz em números, informações e opiniões, com a finalidade de classificá-las,analisá-las e de conhecer a realidade do grupo que foi estudado. Requer o uso derecursos e de técnicas estatísticas. Na área da Saúde, os métodos quantitativos ajudam aavaliar risco e tendência de agravos e ameaças de doenças. (MINAYO, 1992). Esta investigação caracterizou-se também como Estudo de Caso e Pesquisa-ação. Estudo de Caso, pois houve coleta de dados de um grupo específico, onde foirealizado avaliação antropométrica e a presença de doenças crônicas em idosos, a fim depermitir um amplo e detalhado conhecimento do grupo estudado. Após o conhecimentodas características do grupo estudado, foram realizadas intervenções, caracterizando-se,assim, como Pesquisa-ação. Este tipo de pesquisa ocorre quando é concebida e realizadaem estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo.(GIL, 1991).
  • 31. 313.2 LOCAL E PARTICIPANTES DA PESQUISA O objetivo foi de realizar o estudo com 30 idosos, no entanto, isso não foipossível, pois 13 idosos que confirmaram a participação por telefone nãocompareceram. A pesquisa foi realizada no Centro de Atenção à Terceira Idade – CATI quelocaliza-se na cidade de São José, SC e foi inaugurado no ano de 2005. Atualmenteestão cadastrados no CATI 3800 idosos, sendo que o número de idosos que frequentamdiariamente o local é de aproximadamente 400 idosos. O local tem como o objetivo,disponibilizar o espaço de convivência e prestar serviços na área da saúde, esporte,educação e cultura, visando contribuir para um envelhecimento saudável aosfreqüentadores do local. (VIEIRA et al.,2010). O grupo escolhido para participar da pesquisa, foi o grupo de idosos quefrequenta o Centro de Atenção á Terceira Idade todas as quintas- feiras pela manhã. O critério para a escolha do grupo foi que estes estivessem cadastrados noCentro de Atenção á Terceira Idade – CATI, em 2011. A enfermeira Eliane, responsávelpelo local agendou através de telefonemas, 30 idosos para participar da pesquisa e foicritério de inclusão ter realizado cadastro no ano de 2011. A pesquisa foi realizada com17 idosos, sendo 14 do sexo feminino e 3 do sexo masculino.3.3 COLETA E ANÁLISE DE DADOS Primeiramente foi solicitada a autorização para a coordenadora do Centro deAtenção à Terceira Idade, para a execução da pesquisa. Logo após a confirmação daautorização, foram marcados cinco encontros com o grupo estudado. O primeiro encontro foi realizado no auditório do CATI e teve como objetivoconhecer os participantes e entregar aos mesmos, o Termo de Consentimento Livre eEsclarecido (APÊNDICE A). No termo constavam informações sobre a pesquisa e asolicitação da autorização para coleta de dados. No segundo e no terceiro encontros foi realizada a coleta dos dadosantropométricos como peso e altura através do questionário identificação dos
  • 32. 32participantes da pesquisa (APÊNDICE B). A coleta dos dados foi realizada na sala deatendimento de nutrição, que fica localizada dentro do Centro de Atenção à TerceiraIdade - C.A.T.I. O peso em (Kg) foi verificado através de balança mecânica, da marca Welmy,com capacidade para 150 Kg e precisão de 0,05Kg. Os participantes foram pesados nocentro da plataforma da balança, procurando não se movimentar, sem sapatos e comroupas leves. A verificação da estatura (m) foi realizada com o auxílio do estadiômetroacoplado à balança. Para verificar a estatura, os participantes foram avaliados com ospés juntos e com o pescoço em linha reta, sem movimentar a cabeça. Para nãoprejudicar a mensuração da estatura os participantes foram avaliados, sem os sapatos eadornos na cabeça. A referência para a verificação da altura foi o ponto mais alto dacabeça. (SISVAN, 2004). Após a coleta do peso e da altura, a avaliação do estado nutricional do idoso foifeita através do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) que consiste no quocienteentre o peso (em Kg) pela altura ao quadrado em metros. A classificação do estadonutricional deu-se pelos pontos de corte estabelecidos pelo Ministério da Saúde(BRASIL, 2008), (Quadro 2), com a finalidade de diagnosticar o estado nutricional doparticipante.Índice antropométrico Pontos de corte Classificação do estado nutricional < 22 kg/ m2 Baixo pesoIMC ≥ 22 e < 27 kg/ m2 Eutrófico ≥ 27 kg/ m2 SobrepesoQuadro 2 – Ponto de corte para a classificação do estado nutricional de idosos.Fonte: A.D.A, 1994. Após a avaliação dos dados antropométricos foi realizada a avaliação dapresença de doenças crônicas e a caracterização do perfil social e demográfico dosidosos que foram coletadas através de um questionário de identificação dosparticipantes da pesquisa (APÊNDICE B). Para obter os dados da presença de doençascrônicas constavam no questionário perguntas diretas como: se o participante possuialgum tipo de doença crônica, e se possui qual doença e para caracterizar o perfil social
  • 33. 33e demográfico dos idosos constavam no questionário perguntas diretas tais como: idade,sexo, escolaridade, renda e estado civil. No quarto encontro foi realizada a primeira intervenção, que se deu por umacozinha experimental com alimentos saudáveis para os participantes da pesquisa, ondeos mesmos receberam receitas de alimentos saudáveis (cozido com vegetais, farofa deovo, maionese light, frango empanado, bolinho de arroz assado light e peixe nutritivo)com calorias e valores nutricionais da receita. No quinto encontro, foram realizadas outras duas intervenções, onde foientregue dois folders sobre cuidados na alimentação para pacientes com hipertensão eoutro folder para pacientes com diabetes. A distribuição foi realizada no auditório doCATI, onde cada folder foi lido e explicado para os idosos. Em seguida foi realizada adevolução dos resultados da pesquisa aos participantes, através de slides. As intervenções foram realizadas de acordo com os resultados obtidos com afinalidade de estimular uma alimentação saudável, objetivando a promoção e amanutenção da saúde aos participantes da pesquisa.
  • 34. 344 RESULTADOS E DISCUSSÃO4.1 CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL SOCIAL E DEMOGRÁFICO DOS IDOSOS Em relação ao sexo dos participantes da pesquisa contatou-se que n=3 (17,65%)eram do sexo masculino e n=14 (82,35%) do sexo feminino. Observou-se nesse estudo a maior prevalência das mulheres participando dapesquisa, o que pode se sugerir que as mesmas possuem maior interesse em estarsempre atualizadas e preocupadas com a sua saúde. A idade mínima dos participantes foi de 60 anos, a média 65 anos e a máximafoi de 82 anos. Quanto ao nível de instrução dos participantes da pesquisa, verificou-seque n=6 (32,29%) estudou até a quarta série do ensino médio, n=3 (17,65%) concluíramo ensino médio, o qual corresponde ao atual nono ano e antiga oitava série, n=3(17,65%) completou o segundo grau e n=5 (29,41%) possuem curso superior completo. A escolaridade no Brasil vem evoluindo, porém, quando comparado a outrospaíses o ritmo do nosso país é considerado lento. A média de estudo para indivíduosnascidos em 1930 era de 3 anos, já em 1950 esta média subiu para 6 anos.(BARROS,2002). Ao comparar os dados estatísticos com os índices encontrados na atual pesquisa,observa-se a semelhança entre os dois, uma grande amostra de idosos (29,41%)completou um curso superior, porém 32,29% estudaram até a quarta série do ensinomédio. Quanto à renda dos participantes verificou-se que n=2 (11,75%) recebiam umsalário mínimo, n=9 (52,94%) recebiam dois salários mínimos e que n=6 (32,29%)recebia acima de quatro salários mínimos. Segundo Pinheiro (1994), uma das características marcantes da população queenvelhece no Brasil é a pobreza. Aposentadorias e pensões constituem a principal fontede rendimentos da população idosa. No presente estudo contatou-se que (52,94%) dosidosos recebiam dois salários mínimos, dentro deste contexto é possível afirmar que émuito difícil para um idoso se manter, comprar remédios e ainda pagar um plano desaúde ganhando apenas 2 salários mínimos por mês. È importante ressaltar que devidoao salário baixo do idoso, diminui também a qualidade e expectativa de vida do mesmo.(BERCOVICH, 2003).
  • 35. 35 Em relação ao estado civil dos participantes contatou-se que n=2 (11,75%) sãosolteiros, n=6 (32,29%) são casados, n=7 (41,18%) são viúvos e n=2 (11,75%) sãodivorciados. Foi encontrado um grande número de viúvos (41,18%) na atual pesquisa.Segundo Bercovich (2003), os problemas sociais, econômicos e de saúde dos idosossão, em grande parte, os das mulheres idosas que geralmente vivem mais que oshomens, ao se tornarem viúvas têm uma maior dificuldade para casar novamente, sãomais solitárias, apresentam menores níveis de renda e instrução e maior freqüência dequeixas de saúde.4.2 AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL A pesquisa foi realizada com 17 idosos que freqüentam o Centro de Atenção àTerceira Idade - CATI, todas as quintas-feiras. De acordo com os dados obtidos através do cálculo do IMC, observou-se quedos 17 idosos participantes da pesquisa, n=10 (58,82%) apresentaram diagnóstico deeutrofia e n=7 (41,18%) apresentaram sobrepeso, conforme demonstra o Gráfico 1 aseguir: 41,18% 58,82% Eutrofia Sobrepeso Gráfico 1 – Diagnóstico nutricional de idosos (ADA, 1994) Fonte: Machado, 2011.
  • 36. 36 Verificou-se, portanto, maior prevalência de eutrofia em relação ao sobrepeso.Houve maior freqüência de eutrofia tanto no grupo feminino n=8 (57,14%), quanto nogrupo masculino n=2 (66,66%). Estes resultados se assemelham com os estudos deFélix e Souza (2009), realizado em Campinas, SP, com 37 idosos, dos quais 59,5%eram mulheres e 40,5% homens, no qual se observou segundo a avaliação do estadonutricional pelo IMC, que houve maior frequência de eutrofia, tanto no grupo feminino(50,0%), quanto no masculino (40,0%). É importante ressaltar que o alto índice de sobrepeso (41,18%) encontrado nesseestudo é um dado importante, pois, o sobrepeso, está associado a condições clínicasdiversas, como o aumento da pressão arterial, diabetes mellitus tipo 2, doençacardiovascular, certos tipos de câncer e infarto.Além das conseqüências que o sobrepesotrás para a saúde, observam-se outras consequências que alcançam o âmbito social, taiscomo: vergonha do próprio corpo, depressão e sentimento de rejeição são comuns entreindivíduos com sobrepeso, que têm de lidar com preconceito ou discriminação, dentroda família, no trabalho e em situações sociais. (WELLMANN, 2002). A avaliação antropométrica é um método de investigação em nutrição que sebaseia na medição das variações físicas e na composição corporal global. Deve seraplicável em todas as fases do ciclo de vida com a finalidade de permitir a classificaçãode indivíduos e grupos segundo o seu estado nutricional. A avaliação antropométrica éapontada como sendo o melhor parâmetro para avaliar o estado nutricional de grupospopulacionais, possibilitando diagnósticos individuais e coletivo, e com isso arealização da pesquisa proporcionou diagnosticar o estado nutricional de forma coletiva.(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2008). Os dados obtidos na atual pesquisa em relação aos idosos que estão comsobrepeso, demonstra a necessidade de levar aos mesmos conhecimentos referentes auma alimentação saudável e orientá-los a ter hábitos de vida saudável, procurando,assim, enfatizar a promoção da saúde dos mesmos objetivando a redução do peso emelhor qualidade de vida.
  • 37. 374.3 AVALIAÇÃO DE DOENÇAS CRÔNICAS PRESENTES NOS IDOSOS Os participantes da pesquisa foram questionados quanto a presença de doençascrônicas não transmissíveis e observou-se que n=7 (41,17%) possuem hipertensão, n=1(5,88%) possuem diabetes, n=1 (5,88%) possuem diabetes e hipertensão, n=2 (11,76%)possuem hipercolesterolemia e n=6 (35,30%) relataram não ter nenhuma DCNT. Osdados expostos podem ser visualizados no Gráfico 2 a seguir: Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) 35,30% Diabetes Mellitus (DM) 41,17% DM + HAS 11,76% Hipercolesterolemia 5,88% 5,88% Não possuem nenhum tipo de DCNTGráfico 2 - Doenças Crônicas Não Transmissíveis presentes em idosos no grupo estudado.Fonte: Machado, 2011. Os resultados obtidos nesse estudo em relação à presença de doenças crônicasnão transmissíveis em idosos são alarmantes, uma vez que essas patologias comohipertensão arterial, diabetes e hipercolesterolemia podem desencadear um grandeimpacto na saúde do individuo podendo levá-lo a morte. É possível observar quehipertensão arterial é mais freqüente (41,17%), o diabetes mellitus vem em segundo(35,30%) e a hipercolesterolemia em terceiro lugar (11,76%), sendo que mais de 60%dos idosos afirmaram possuir pelo menos um tipo de DCNT.
  • 38. 38 Foram encontrados resultados semelhantes aos observados nesta pesquisa noestudo de Ramos (1993), que realizou uma pesquisa em Belo Horizonte, MG, com 1602idosos, onde foi avaliado a presença de doenças crônicas em idosos. A idade dapopulação entrevistada variou entre 60 a 95 anos, com média de 69 anos. Em relação aoestado de saúde da população estudada, mais de 60% dos idosos estudados afirmarampossuir pelo menos um tipo de DCNT, esses dados são muito importantes, pois noBrasil, as doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão, diabétes ehipercolesterolemia são responsáveis por quase metade das mortes. (ORGANIZAÇÃOMUNDIAL DA SAÚDE, 2003). A hipertensão é uma doença silenciosa, apesar de não existir cura, a prevenção eo tratamento ajudam a amenizar as sequelas da doença. Mudanças no estilo de vida,como prática de exercício físico e hábitos alimentares saudáveis, ajudam a contribuirpara a manutenção do tratamento da hipertensão assim como de outras DCNT, como nodiabetes. (KRAUSE, 2003). O diabetes é um conjunto de doenças metabólicas caracterizadas pelo aumentoda glicose na corrente sanguínea que está associada a complicações, disfunções einsuficiência de vários órgãos, afetando especialmente olhos, rins, nervos, cérebro,vasos sanguíneos e coração. (BRASIL, 2006). É necessário que ações educativas sejam realizadas através de intervenções coma finalidade de estimular hábitos alimentares saudáveis, com o objetivo de promover emmanter a saúde do grupo estudado.4.4 INTERVENÇÔES Após a análise dos resultados, foram realizadas, três intervenções nutricionais,que se deu através da realização de uma cozinha experimental de alimentos saudáveis, eda entrega de dois panfletos um com orientações nutricionais para pacientes diabéticos eo outro com orientações nutricionais para pacientes hipertensos, com o intuito deorientar os idosos para alguns itens que foram apresentados como problema na atualpesquisa, com a finalidade de contribuir para a melhoria das suas qualidades de vida.
  • 39. 39 Os resultados da pesquisa revelaram que 41,17 dos pesquisados apresentaramhipertensão, 5,88% participante apresentou diabetes e que 41,18% apresentaramsobrepeso. Neste sentido as intervenções foram direcionadas para estes. A primeira intervenção realizada com o grupo foi uma cozinha experimental dealimentos saudáveis, onde os idosos ajudaram a preparar os alimentos. A realização dacozinha experimental de alimentos saudáveis, pode ser visualizada nas fotos 1, 2, 3 e 4 aseguir: Fotografia 1 – Realização da cozinha experimental Fonte: Machado, 2011. Fotografia 2 – Realização da cozinha experimental Fonte: Machado, 2011.
  • 40. 40 Fotografia 3 – Realização da cozinha experimental Fonte: Machado, 2011. Fotografia 4 – Realização da cozinha experimental Fonte: Machado, 2011. A cozinha experimental de alimentos saudáveis foi realizada na cozinha doSalão de Eventos do CATI, no início da realização da cozinha, houve uma divisão detarefas, onde dois idosos ajudaram a preparar o suco natural de maracujá, outros doisparticipantes ajudaram a preparar a salada e outros três idosos ajudaram a preparar opirão e as tainhas grelhadas, tarefa realizada com muita empolgação pela parte dosidosos. Tornou-se uma atividade agradável e estimulante, visto que os idosos forammuitos receptivos e observou-se o interesse em tornar aquele hábito alimentar umaprática constante, pois varias vezes, comentaram que iriam passar a consumir maisalimentos saudáveis diariamente.
  • 41. 41 A realização da cozinha experimental de alimentos saudáveis teve comentárioscomo: “Hum dá vontade de comer peixe assado e salada todos os dias” e “ Adorei otempero natural do pirão”. Os idosos demonstraram um ótimo interesse pela cozinha experimental, logoapós o preparo dos alimentos, houve um almoço com os alimentos preparados durante acozinha experimental, onde foi muito elogiado pelos participantes o sabor dos alimentospreparados naturalmente. A cozinha experimental contribuiu para um momento de aprendizado e deintegração, além de estimular hábitos alimentares saudáveis nos idosos. No final dacozinha experimental foi entregue aos idosos um livreto com receitas saudáveis, sendoque todos os participantes se interessaram em levar as receitas para fazer em casa.(APÊNDICE C). A alimentação saudável é um direito humano compreendendo um padrãoalimentar adequado às necessidades biológicas dos indivíduos de acordo com os ciclosda vida. (PINHEIRO, et al, 2005). No último encontro foram apresentados através de slides os dados e resultados,obtidos na pesquisa e logo em seguida discutidos com os participantes da pesquisa.Após o término da entrega dos resultados, foram realizadas outras duas intervenções,onde se deu através da entrega de panfletos com orientações nutricionais para pacienteshipertensos e o outro com informações nutricionais para pacientes diabéticos. Foientregue aos participantes hipertensos, um panfleto sobre orientações nutricionais parapacientes hipertensos (APÊNDICE D), contendo orientações sobre alimentação nahipertensão, (alimentos que ajudam a reduzir a pressão arterial, os 10 mandamentos paracontrolar a pressão arterial, alimentos ricos em sódio e informações sobre comopreparar os alimentos com temperos naturais com a finalidade de diminuir o uso de sal). Foi entregue também aos participantes diabéticos um panfleto sobre orientaçõesnutricionais para pacientes diabéticos (APÊNDICE E), contendo informações sobre osalimentos que o diabético deve ingerir, aquilo que deve ser evitado, que ajudam areduzir o índice glicêmico no organismo, alimentos com alto índice glicêmico, pontosfundamentais para o controle do Diabetes e o que fazer na hora da hipoglicemia. Todosos participantes gostaram muito dos panfletos, muitos elogiaram a forma com que foipreparado com uma linguagem de fácil entendimento. Houve a preocupação detransmitir conhecimentos adquiridos na ciência da nutrição aos mesmos, com intuito dedar manutenção e promover saúde através dos cuidados com a alimentação.
  • 42. 42 Uma alimentação deve ser sempre bem variada de modo a possibilitar a ingestãodos tipos de nutrientes dos quais necessitam os seres humanos para manter o equilíbrioda saúde. Consumir bastante verduras, legumes, frutas e grãos integrais é uma práticarecomendável para ter qualidade de vida. É importante ressaltar os cuidados especiaisquanto ao consumo elevado de alimentos ricos em lipídeos, açúcares, sódio e bebidasalcoólicas, pois os mesmos estão fortemente associados às causas das doenças crônicasnão transmissíveis. As intervenções realizadas com o grupo de idosos procurou contribuir com apromoção de hábitos alimentares saudáveis, conscientizando da importância em ter umaalimentação equilibrada diariamente, com qualidade, a fim de evitar doenças e diminuiros agravos das doenças já existentes, promovendo a saúde dos mesmos. SegundoPinheiro, et al., (2005), uma alimentação saudável proporciona a prevenção e o controlede doenças crônicas e a promoção da saúde.
  • 43. 435 CONSIDERAÇÕES FINAIS O projeto desenvolvido possibilitou a análise da avaliação nutricional e dapresença de doenças crônicas nos idosos. Através desta análise foi possível observar que41,18% dos idosos apresentaram sobrepeso, e as doenças que mais prevaleceram nogrupo estudado foram hipertensão e diabetes, onde (41,17%) possuem hipertensão,(5,88%) possuem diabetes e (11,76%) possuem hipercolesterolemia. De acordo com o presente trabalho, percebe-se a importância da avaliaçãonutricional para manutenção do peso e conseqüentemente para a prevenção doaparecimento de doenças crônicas, bem como a avaliação da presença de doençascrônicas em idosos, pois, através da análise dos resultados podem ser realizadasestratégias de intervenções objetivando a manutenção e promoção da saúde. Osmarcadores relacionados à nutrição como dietéticos e antropométricos, podem sermodificados e remodelados com a adoção de novos hábitos alimentares e de estilo devida saudável, bem como o controle do peso corporal. Em relação a renda verificou-se que (52,94%) recebiam dois salários mínimos eque (32,29%) recebia acima de quatro salários mínimos. No presente estudo contatou-seque (52,94%) dos idosos recebiam dois salários mínimos, dentro deste contexto épossível afirmar que é muito difícil para um idoso se manter com essa renda,diminuindo assim a sua qualidade de vida. Verificou-se em relação ao estado civil dosparticipantes que (32,29%) são casados, (41,18%) são viúvos, foi encontrado um grandenúmero de viúvos na atual pesquisa. Durante a pesquisa percebeu-se o interesse dos idosos em cuidar da saúdeatravés da alimentação, atividade física e do controle das doenças crônicas. Com oavanço de novas tecnologias dentro da medicina e o fácil acesso à informação, faz comque os idosos estejam cada dia mais atualizados em relação à saúde, resultando assim,um aumento da expectativa de tempo de vida. A partir dos resultados do presente estudo foi realizada uma cozinhaexperimental com alimentos saudáveis, com o propósito de estimular os idosos a teremhábitos alimentares saudáveis no seu dia a dia e também foi entregue um panfleto deorientações nutricionais para pacientes diabéticos e hipertensos e um livreto comreceitas saudáveis. As intervenções contribuíram positivamente para orientar e estimular
  • 44. 44mudanças nos hábitos alimentares e informá-los sobre as atitudes que deveriam sertomadas frente aos seus diagnósticos. No decorrer desta pesquisa foram observadas algumas limitações como a falta de13 idosos que iriam fazer parte do grupo e por fim o tempo limitado para fazer arealização da pesquisa, com isto, não houve possibilidade de um maior aprofundamentopara atingir um maior número de idosos, aumentando assim o número da amostra. Como possibilidade de continuação desta pesquisa, propõe-se que trabalhosenfocando a avaliação nutricional e da presença de doenças crônicas em idosos sejamcontínuos no local, pois o estado nutricional de um idoso pode alterar de um mês para ooutro, necessitando, assim, de freqüente avaliação nutricional, com a finalidade derealizar novas intervenções e atividades educativas para que a atual pesquisa não caia noesquecimento dos mesmos, fazendo uma contínua ação em prol à saúde e qualidade devida dos idosos estudados. Para a nutrição Social, a atual pesquisa contribuiu para diagnosticar o perfilnutricional e a presença de doenças crônicas de um grupo idosos, possibilitando assimintervenções com a finalidade estimular uma alimentação saudável, neste sentido éfundamental a presença do profissional Nutricionista dentro da comunidade para aprevenção e para o tratamento de doenças, estabelecendo assim práticas demonitoramento nutricional e intervenções especificas para a população avaliada.
  • 45. 45 REFERÊNCIASALVES, N. M; FERREIRA, S. DE F. Perfil de pacientes adultos hipertensosatendidos pela clínica de nutrição do Unilavras. 2004. 22f. Monografia (Graduaçãoem Nutrição) – Centro Universitário de Lavras, Lavras, 2004.ALVES D.C. Desnutrição: Terapia Nutricional. São Paulo: Atheneu; 1995.ASSOCIAÇÃO AMERICANA DO DIABETES, nutrição recomendações eintervenções para diabéticos. Revista de Saúde pública. Rio de Janeiro, 2008.BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Departamento deAtenção Básica. Coordenação - Geral da Política de Alimentação e Nutrição. VigilânciaAlimentar e Nutricional – SISVAN: orientações básicas para a coleta e analise dedados antropométricos em serviços de saúde. Serie A. Normas e Manuais Técnicos.Brasília: Ministério da Saúde, no prelo. 2008.Disponível em:__________. Ministério da Saúde. Departamento de Atenção Básica. Área técnica deDiabetes e Hipertensão Arterial. Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes Mellitus –Protocolo. Brasília: Ministério da Saúde, 2001.__________. Ministério da Saúde. Estatuto do Idoso / Ministério da Saúde. Brasília:Ministério da Saúde, 2002.__________. Ministério da Saúde. BVS. Idosos no mundo, 2002. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/exposicoes/idoso/idosob.htmlAcesso em 05/04/ 2011.__________. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento deAtenção Básica. Hipertensão arterial sistêmica. Cadernos de Atenção Básica 15. SérieA. Normas e Manuais Técnicos. Ministério da Saúde, 2006.__________. Ministério da Saúde – Plano Nacional de Ação Integral à Hipertensão eDiabetes Mellitus. Brasília, 2002.__________. Ministério da Saúde Secretaria de Atenção à Saúde Departamento deAtenção Básica DIABETES MELLITUS. Cadernos de Atenção Básica - n.º 16Série A. Normas e Manuais Técnicos Brasília – DF 2006.__________. Ministério da Saúde. Protocolo do Sisvan, Norma Técnica daVigilância Alimentar e Nutricional. Rio de Janeiro, 2004.BARROS, R. P. de; MENDONÇA, R. Investimento em educação e desenvolvimentoeconômico. Rio de Janeiro: IPEA, 2002.Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/td_0857.pdf Acesso:13/05/2011.
  • 46. 46BERCOVICH, A. M. Características regionais da população idosa no Brasil. In:Seminário Nacional dos Especialistas Multidisciplinares em Terceira Idade, BeloHorizonte, 1992 – Anais: a população idosa no Brasil: perspectivas e prioridades daspolíticas governamentais e comunitárias. Fundação João Pinheiro. Revista. Brasileira.Nutrição. Clínica. v.18, Belo Horizonte, 2003.BUENO, J.M; STAMPINI, D. M. Avaliação nutricional e prevalência de doençascrônicas não transmissíveis em idosos pertencentes a um programa assistencial. Ciênc.saúde coletiva. Vol.13 n.4 Rio de Janeiro July/Aug. 2008.CAVALCANTE M.L.F. Fibras Alimentares, Definição e Classificação. RevistaBrasileira de Nutrição Clínica. São Paulo, 1997.CARVALHO, JAM, Garcia RA. O envelhecimento da população brasileira: umenfoque demográfico. Caderno de Saúde Pública. Rio de janeiro, 2003.CARVALHO, J.A.M; RODRIGUES, L.L. A transição da estrutura etária da populaçãobrasileira na primeira metade do século XXI. Cad. Saúde Pública. v.24 n.3 Rio deJaneiro/ mar. 2008.CAMPOS, M.T.F.S; MONTEIRO J.B.R; ORNELAS A.R.C. Fatores que afetam oconsumo alimentar e a nutrição do Idoso. Revista de Nutrição. São Paulo,Campinas Set./Dec. 2000.CALDAS, C.P. O idoso em seu processo demêncial: o impacto na família. Caderno deSaúde Pública São Paulo, 1998.CLAUDINO A.M. Critérios diagnósticos para os transtornos alimentares: conceitos emevolução. Revista Brasileira de Psiquiatria. São Paulo, v.32 n. 4 mar/abr. 2002.CABRERA, M.A.S.; JACOB, W. Obesidade em idosos: Prevalência, Distribuição eAssociação com Hábitos e Co-Morbidades. Rev. Arquivos Brasileiros deEndocrinologia e Metabolismo. São Paulo: Vol. 45 n.5, 2001.CAMPOS, M.T.F.S.; MONTEIRO, J.B.R.; ORNELAS, A.P.R.C. Fatores que afetam oconsumo alimentar e a nutrição do idoso. Revista. Nutrição. Campinas, São Paulo,Vol. 13, n. 3, p. 157-165, set./dez., 2000.CÂNDIDO A; CAMPOS, C. Alimentos Funcionais. Revista Nutrição. v.29, n.2, p.107,Rio de Janeiro, 1995.COSTA, E. A. Manual de Nutrientes. Editora Vozes, São Paulo: 2002.DIRREN, M, W. Um Estudo da nutrição e da saúde do idoso. Revista Nutrição. SãoPaulo, Vol. 16, n. 7, Jun/Ago, 1994.FERREIRA M; Matsudo S; Matsudo V; Braggion G. Efeitos de um programa deorientação de atividade física e nutricional sobre a ingestão alimentar e composiçãocorporal de mulheres fisicamente ativas de 50 a 72 anos de idade. Revista BrasileiraCientífica. Brasília v. 11 n. 1 p. 35-40, jan, 2003.
  • 47. 47FERREIRA, M.T. Necessidades nutricionais no idoso ativo. Rev. Nutrição Saúde ePerformance, São Paulo, p.35-40, jan./fev./mar. 2004.FÉLIX, L. N; SOUZA, E.M.T, Avaliação nutricional de idosos em uma instituição pordiferentes instrumentos.Revista de Nutrição. Brasília, 2009.FRANK, A.A. Estudo Antropométrico e Dietético de Idosos. Instituto de Nutrição,Ed. UFRJ; Rio de janeiro, 1996.INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Perfil dos IdososResponsáveis pelos Domicílios. Ministério do planejamento, orçamento e gestão.Brasília, 2000.GALISA, M. S. Nutrição Conceitos e Aplicações. Editora Toda do Brasil, São Paulo,2008.GOZZOLINO, S.M.F. Biodisponibilidade de nutrientes. 1.ed. São Paulo: Ed: Manole,2005.GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Ed. Atlas, 1999.GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Ed. Atlas, 2002.GIL, A.C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Ed. Atlas, 1991.GORDILHO, A. Desafios a serem enfrentados no terceiro milênio pelo setor saúdena atenção integral ao idoso. Rio de Janeiro: Ed.UERJ, 2000.JARDIM, P. C. B. V; MONEGO, E. T; REIS, M. A. C. Potássio, cálcio, magnésio ehipertensão arterial. Revista Brasileira de Hipertensão, São Paulo, v.11, n. 2, p.98-101, jun. 2004.KAC, G.; VELÁSQUEZ-MELÉNDEZ, G. A transição nutricional e a epidemiologia daobesidade na América Latina. Caderno Saúde Pública, São Paulo, v.13, n. 8, p.89-94,out. 2003.KALACHE A & Kickbusch I. Mecanismos de Envelhecimento. Epidemiologia noenvelhecimento. Revista Brasileira Cientifica. São Paulo, 2003.KRAUSE, Alimentos, nutrição & dietoterapia. 9a. ed, São Paulo: Ed Roca, 1998.KRAUSE. Alimentos, Nutrição & Dietoterapia. 10 ed. São Paulo: Ed.Roca. 2003.KRAUSE. Alimentos, Nutrição & Dietoterapia. 11 ed. São Paulo: Ed. Roca. 2005.KRUMMEL, D. Nutrição e hipertensão. In: MAHAN, L. K. STUMP, S. E. Alimentos,nutrição e dietoterapia. 10. ed. São Paulo:ed. Guanabara, 2002. cap. 27, p. 576 - 590.MAHAN LK, Escott-Stump SC. Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. São Paulo:Ed. Roca, 1998.
  • 48. 48LAGE, F. F; OLIVEIRA, C. I. Nutrição na hipertensão arterial. 2003. 37f.Monografia (Graduação em Nutrição) – Centro Universitário de Lavras, Lavras, 2003.LIMA-COSTA M. F. F. Desigualdade social e saúde entre idosos brasileiros: um estudobaseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Cadernos de SaúdePública. Rio de Janeiro, v. 19, n.3, p. 745-757, Mai/Jun. 2003.LEÃO, L.S de C.; GOMES, M. C. R. M. Manual de nutrição clínica. 5 ed. Petrópolis:Ed. Guanabara, 2003.MARUCCI, M.F.N.; ALVES, R.P.; GOMES, M.M.B.C. Nutrição na geriatria,tratado de alimentação nutrição & dietoterapia. São Paulo: Ed. Roca, 2007.MINAYO M.C.S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. Rio deJaneiro: ABRASCO; 1992.MENEZES, T.N; MARUCCI, F.N. Avaliação antropométrica de idosos residentes emInstituições de Longa Permanência de Fortaleza-CE. Revista Brasileira de Geriatria eGerontologia. v.13 n.2 Rio de Janeiro ago. 2010NASRI, F. O envelhecimento populacional no Brasil. São Paulo: Ed. Einstein. 2008.ORGANIZAÇÃO PAN AMERICANA DA SAÚDE, Doenças CrônicasDegenerativas e Obesidade: estratégia mundial sobre alimentação, atividade físicae saúde. Brasília, 2003.ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. O estado físico: O uso e interpretação daantropometria. Relatório de um Comitê de peritos da OMS. Genebra, 1995.ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE A saúde do mundo relatório de 2002:redução dos riscos, promoção da vida saudável. Genebra, 2002.ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Dieta, nutrição e prevenção de doençascrônicas. Genebra, 2003.PINHEIRO, J. Perfil da população idosa e políticas de atendimento na RegiãoMetropolitana de Belo Horizonte. Revista Brasileira Científica. Belo Horizonte,mai./jun. 2005, v. 1. 2005PASSOS V. M. A.; ASSIS, T. D.; BARRETO, S. M. Hipertensão arterial no Brasil:estimativa de prevalência a partir de estudos de base populacional. Epidemiologia eServiços de Saúde, vol.15, n1. 2006.RAMOS, R.R; ROSA, T.E.C; OLIVEIRA; Z. M. Perfil do idoso em área metropolitanana região sudeste do Brasil, resultados de inquérito domiciliar. Revista de SaúdePública. Minas Gerais, 1993.
  • 49. 49RUDMAN D.; FELLER A.G: Desnutrição protéico-calórica no lar de idosos. Revisãode Estudo. Revista. Nutrição. Rio de Janeiro ,vol. 02, n. 2, jan./dez. 1989.SAMPAIO, LR. Avaliação nutricional e envelhecimento. Revista Nutrição. São Paulo,2004.SALOMÃO, N. W. Nutrição e envelhecimento: Potenciais problemas empaíses desenvolvidos. Revista de Saúde Pública. São Paulo, 1992.SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Como Cuidar do seu Diabetes.Sociedade Brasileira de Diabetes e Sociedade Brasileira de Endocrinologia eMetabologia. Cadernos de Atenção Básica 16. Série A. Normas e Manuais Técnicos.Ministério da Saúde, 2006c.SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABÉTES. Manual do paciente, São Paulo, 2007.Disponível em: http://www.diabetes.org.br/attachments/175_Manual_Nutricao_Nãoprofissional1.pdf. Acesso em: 03/05/2011.SOCIEDADE BRASILEIRA DE HIPERTENSÃO. IV Diretrizes Brasileiras deHipertensão. Revista de Saúde Pública. Porto Alegre, 2002.SOUZA L, GALANTE H.; FIGUEREDO, D. Um sistema de avaliação de idosos(qualidades psicométricas). Revista de Saúde Pública. São Paulo, 2002. Disponívelem: http://www.scielo.br/pdf/rsp/v37n3/15866.pdf Acesso em: 15/04/2011.SOUZA, F.T.F.S., MOREIRA, E.A.M. Qualidade de vida na terceira idade: saúde enutrição. Revista. Cien. Saúde, Florianópolis, v.17, n.2, p.55-76, jul./dez. 1998.STAMLER J. et al. A pressão arterial sistólica e diastólica, e os riscos cardiovasculares.Revista de Saúde Pública. São Paulo, 1993. Disponível em:http://www.scielosp.org/pdf/rsp/v24n4/05.pdf acesso em: 13/052011.SALGADO, J. M. Previna Doenças: Faça do seu alimento o seu medicamento, SãoPaulo: editora Madras, 2002.VITOLO M. R. Nutrição: da gestação ao envelhecimento. Rio de Janeiro: Ed. Rubio,2008.VASCONCELOS, F.A.G. Avaliação nutricional de coletividades. 3.ed. Florianópolis:Ed. UFSC,2000.VIERA F.; FERRARI, M.R. Plano de Trabalho do Centro de Atenção à TerceiraIdade – CATI. São José, 2010.VITOLO MR. Nutrição: da gestação ao envelhecimento. Rio de Janeiro: Ed. Rúbio,2008. Corresponde a RDA (Recomendação Dose Diária), 1989.VELLAS JL, BJ Alberede, Garry PJ. Doenças e envelhecimento: Padrões demobilidade com a idade, a relação com o envelhecimento e doenças associadas àidade. São Paulo, 1992.
  • 50. 50NORWOOD, J. W.; CHARLES B. Entendendo a Diabetes – Para educação doPaciente. Ed: Julio Louzada Publicações. São Paulo, 2000.WELLMANN N. Causas e conseqüências da obesidade adulta. Revista de SaúdePública. São Paulo, 2002.
  • 51. 51APÊNDICES
  • 52. APÊNDICE A - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E 52 ESCLARECIDO UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA Pró-Reitoria Acadêmica Campus Grande Florianópolis Curso de Nutrição - Estágio Supervisionado em Nutrição Social ESTADO NUTRICIONAL E DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRASMISSÍVEIS EM IDOSOS FREQUENTADORES DE UM CENTRO DE ATENÇÃO À TERCEIRA IDADE DE SÃO JOSÉ/SC TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDOEu (nome do participante) _________________________________, carteira deidentidade nº ________,declaro que estou esclarecido (a) sobre os objetivos eprocedimentos da pesquisa ´´O Estágio Supervisionado em Nutrição Social:Representações, Expectativas e Recursos dos Alunos da Oitava Fase do Curso deGraduação em Nutrição da Unisul/Pedra Branca (ANO______),desenvolvida porintegrantes do Grupo de Pesquisa,Educação e Práticas em Saúde Coletiva daUNISUL.Concordo em participar como entrevistado e autorizo a publicação e/ouapresentação dos resultados da pesquisa,desde que sejam respeitados s princípioséticos que me foram apresentados pelos pesquisadores,a saber:  O participante tem o livre arbítrio para participar ou desistir, a qualquer momento, do processo da pesquisa;  O anonimato do participante será mantido em todos os registros da pesquisa;  Não serão publicados dados que possam identificar o participante, bem como pessoas por ele citadas;  A privacidade do participante será respeitada durante o todo o processo de pesquisa, evitando a exposição desnecessária ou situação que possa causar constrangimentos;  Não serão publicados dados cuja divulgação o participante não autorize;  O participante não será exposto a riscos de nenhuma natureza que possam ferir sua integridade física, mental e emocional;  Serão respeitadas as expressões culturais e emocionais dos participantes em relação ao conteúdo do estudo;  O processo da pesquisa não poderá interferir no cotidiano da vida do participante e nem do local onde está sendo realizada a pesquisa;
  • 53. 53 Todos os momentos de integração pesquisador-sujeito serão acordados com antecedência entre ambos e avaliados a cada fim de encontro; O estudo será apresentado de forma fidedigna, sem distorções de dados; Os resultados da pesquisa serão apresentados aos sujeitos participantes envolvidos no estudo sob a forma de relatório, apresentação pública ou outra modalidade, conforme acordado entre as partes; Autorizo para: FOTOS ( ) Sim ( ) Não Assinatura_____________ GRAVAÇÃO ( ) Sim ( ) Não Assinatura_____________ OBSERVAÇAO: Caso o participante não consiga ler o conteúdo desse texto, ou não compreenda os termos nele estabelecidos, necessitará de um representante, por ele designado, que assinará o documento após acordado com o participante. Telefones para contato: 48-3279 1145 (Pedra Branca); 48-3621 3365 (Tubarão) _______________________ _________________________ Participante ou Representante Pesquisador de Campo ______________________________ Prof. Carla Regina Galego (Coordenador da Pesquisa) ____/___/__ Fonte de referência do modelo do Termo consentimento Livre e esclarecido: Patrício ZM. O processo ético e estético de pesquisar: um movimento qualitativo transformando conhecimentos e a qualidade de vida individual-coletiva. Florianópolis: UFSC; 2004. p. 25
  • 54. 54 APÊNDICE B - IDENTIFICAÇÃO DOS PARTICIPANTES DA PESQUISA01)Nome:_______________________________________________________________02) Sexo:( )F ( )M03) Idade: ______04) Escolaridade:( ) até 4 anos ( ) até 8 anos ( ) até 11 anos ( ) > 11 anos05) Renda: _________06) Ocupação:_______________________07) Estado civil:______________________08) Possui alguma doença crônica?( ) SIM ( ) NÃO09) Quais doenças e quanto tempo?10) Faz acompanhamento com profissional da saúde?
  • 55. 5511) Uso de medicação:( ) SIM ( ) NÃO12) Possui filhos?( ) SIM ( ) NÃO13) Quantos?___________________DADOS ANTROPOMÉTRICOSEstatura: ________Peso atual: ______ kgDiagnóstico: __________IMC atual:_______Kg/m² UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA - UNISUL CAMPUS PEDRA BRANCA CURSO DE NUTRIÇÃO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM NUTRIÇÃO SOCIAL Estagiária: Cristiane Carolina Machado Profª. Orientadora: Carla Regina Galego
  • 56. 56APÊNDICE C - LIVRETO DE RECEITAS SAUDÁVEIS RECEITAS SAUDÁVEIS!
  • 57. 57 Cozido com VegetaisIngredientes:  4 bifes de alcatra sem gordura  2 xícaras (chá) de purê de tomate  1/2 xícara (chá) de vinagre  1 xícara (chá) de água  200 gramas de vagem  4 cenouras cortadas em rodelas  2 colheres (sopa) de salsa picada  1 colher (sopa) de azeite  1 cebola cortada em rodelas  sal e orégano a gostoModo de preparo:Em uma panela de pressão, coloque primeiro a cebola, depois os bifese os legumes. Polvilhe com o sal e o orégano. Misture o purê detomate com o vinagre e a água e despeje esse molho por cima dosbifes. Deixe cozinhar na pressão por 30 minutos. Sirva quente.Informações Nutricionais :154 calorias /porção de 200 gramas
  • 58. 58Farofa de OvoIngredientes: - 1 colher (sopa) de margarina light (20 gramas) - 2 colheres (sopa) de cebola picada (40 gramas) - 1 ovo - meia xícara (chá) de farinha de mandioca torrada (50 gramas) - sal e pimenta-do-reino a gosto - 2 colheres (sopa) de cheiro-verde picado (30 gramas)Modo de preparo:1 - Leve ao fogo uma frigideira com a margarina light e aqueça até derreter. Junte acebola e refogue até que esteja transparente (2 minutos). Acrescente o ovo e frite,mexendo com uma colher de pau para ficar bem solto.2 - Adicione a farinha e misture bem até obter uma farofa úmida. Tempere com sal,pimenta-do-reino, polvilhe o cheiro-verde e sirva em seguida.Informações Nutricionais:90 Calorias/ porção de 150 gramas
  • 59. 59Maionese LightIngredientes: - 1 batata cozida picada - 1 cenoura cozida picada - 1 xícara (chá) de leite desnatado ou iogurte diet - 1 colher (sopa) de suco de limão - 1/2 colher (sopa) de vinagre balsâmico, não usar se colocar iogurte - 1 colher (chá) de sal - Cerca de 1/2 xícara (chá) de óleo de canôlaModo de preparo:Bata os legumes no liquidificador com o leite, ou o iogurte, o limão, o vinagre e o sal.Acrescente o óleo em fio, sem parar de bater até a consistência de maioneseInformações Nutricionais:57 cal /porção de 50 gramas
  • 60. 60Frango EmpanadoIngredientes: - 1 Quilo de coxa ou sobre coxa sem pele - 1 colher (sopa) de cebola ralada - Alho - suco de limão - 1/2 xícara (chá) de farinha de rosca integral - 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo - 3 claras batidas - 1/2 xícara (chá) de leite desnatado - sal e orégano a gosto - 1 colher (sobremesa) de margarina lightModo de preparo:Tempere o frango com a cebola, o alho, o limão, o orégano e o sal. Reserve. Misture asfarinhas e o sal. Reserve. Misture as claras com o leite. Passe então o frango nas clarase na farinha. Arrume em um pirex untado e cubra com papel alumínio. Leve ao fornopor 20 minutos. Retire o papel alumínio e deixe assar por mais 30 minutos.Informações Nutricionais:170 cal / porção de 80 gramas
  • 61. 61Bolinho de Arroz Assado LightIngredientes: - 4 colheres (sopa) de azeite - 1 colher (sopa) de cebolinha picada - 1 pimentão vermelho médio em cubos pequenos - 1 pimentão verde médio em cubos pequenos - 1 xícara de arroz lavado - 1 colher de orégano - 2 ovos ligeiramente batidos - 1 xícara de farinha de trigo peneirada - Sal - 1/2 xícara de farinha de rosca para empanarPreparo:Aqueça em uma panela 3 colheres (sopa) azeite, junte a cebolinha, os pimentões erefogue até murchar. Junte o arroz e frite até ficar levemente tostado. Junte 3 xícaras deágua, o orégano, o sal e misture bem. Assim que a água ferver, reduza a chama, tampea panela e cozinhe por mais 15 minutos ou até o arroz ficar macio. Retire e deixeesfriar. Ligue o forno à temperatura média. Unte duas fôrmas com o azeite restante epolvilhe com farinha de trigo. Acrescente ao arroz os ovos e farinha de trigo. Acerte osal e misture bem. Com uma colher, faça 38 bolinhos e empane-os na farinha de rosca.Disponha os bolinhos nas fôrmas e leve ao forno até dourar.Informações Nutricionais:45 Calorias por porção/ porção de 130 gramas
  • 62. 62Peixe NutritivoIngredientes para 4 porções: - 4 postas de cação (400g) - 1 xícara (chá) de suco de laranja - 1 cenoura pequena - 1/2 xícara (chá) de água - 2 colheres (sopa) de vinagre tinto - 1 cebola média picada - 1 pitada de louro em pó - 1 ramo de cheiro-verde - 1 colher (chá) de tomilho - 1 colher (chá) de sal MOLHO - 2 colheres (chá) de amido de milho - cebolinha picada a gosto para polvilharModo de preparo:01) Bata o suco de laranja, a cenoura e a água no liquidificador. Leve a mistura parauma panela e junte o vinagre, a cebola, o louro, o cheiro-verde, o tomilho e o sal. Deixecozinhar por cerca de 10 minutos. Adicione o peixe e cozinhe por mais oito minutos.Decorrido este tempo, retire o peixe, cuidadosamente, e reserve em lugar aquecido.02) Molho: dissolva o amido em um pouco de água e volte à panela para encorpar como molho. Despeje sobre o peixe, salpique a cebolinha e sirva.Informações Nutricionais:216 Kcal/porção de 210 gramas
  • 63. 63ReferênciasSTUNER, J S. Reeducação Alimentar na Família. Da gestação àadolescência. Petrópolis, R:Ed Vozes, 2004.CARREIRO, D M. Entendendo a importância do processo alimentar. 3 ed.São Paulo, SP: Ed Referência, 2009. UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA - UNISUL CAMPUS PEDRA BRANCA CURSO DE NUTRIÇÃO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM NUTRIÇÃO SOCIAL Estagiária: Cristiane Carolina Machado Profª. Orientadora: Carla Regina Galego
  • 64. 64 APÊNDICE D - ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS PARA PACIENTES COM HIPERTENSÃO Vários fatores podem desencadear a hipertensão arterial conhecida também como“pressão alta”, fatores como: estresse, obesidade, sedentarismo, drogas, alimentação(exagero de sal), fumo, álcool e café. Um dos pontos importantes para prevenção da pressão arterial é ter uma dietabalanceada, saúdavel e pobre em sal.Ao se alimentar:  Dê preferência às carnes sem gordura e frango sem pele;  Prepare os alimentos assados, cozidos ou grelhados;  Prefira consumir queijos brancos, margarina light, leite desnatado, requeijão light e cream cheese ligth;  Introduza na sua alimentação alimentos ricos em potássio como: brócolis, cenoura, banana, água de coco, maracujá, ameixa, abóbora, melancia, melão e nabo;  Dê preferência a peixes como: salmão, arenque, atum e sardinha;  Intruduza na sua alimentação diária frutas, verduras, legumes, feijões e cereais, preferencialmente os integrais;  Consuma diariamente alimentos ricos em magnésio como: nozes, salsa, pão integral e couve;  Consuma café descafeinado;
  • 65. 65 ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS PARA PACIENTES COM HIPERTENSÃO Alguns alimentos ajudam muito no controle da pressão arterial como:  Aipo;  Peixes de água fria como salmão, arenque, atum;  Alimentos integrais como arroz, macarrão e pão;  Frutas e verduras;  Suco de melancia;  Suco de beterraba; 10 mandamentos para controlar a pressão alta01. Meça a pressão seguindo a orientação médica.02. Pratique atividades físicas todos os dias.03. Reduza o consumo de álcool. Se possível, não beba.04. Adote alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras elegumes.05. Mantenha o peso ideal, evite a obesidade.06. Abandone o cigarro.07. Nunca pare o tratamento, é para a vida toda.08. Siga as orientações do seu médico ou profissional da saúde.09. Evite o estresse. Tenha tempo para a família, os amigos e o lazer10. Ame e seja amado.
  • 66. 66ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS PARA PACIENTES COM HIPERTENSÃO Ao preparar sua alimentação reduza a quantidade de sal e dê preferência atemperos naturais como:  Louro;  Salsa  Cebolinha verde;  Orégano;  Coentro;  Limão  Manjericão  Alecrim Atenção evite:  Frituras;  Carnes gordurosas;  Embutidos: bacon, presunto, mortadela e salame;  Conservas: azeitona, beterraba, salsicha;  Caldo de carne, bacon, galinha, temperos prontos, sopas prontas;  Produtos defumados: presunto, salame, peixe, carne-seca;  Leite integral, iogurte integral, queijos amarelos;  Bebidas estimulantes: chá preto, chá mate, café, guaraná e refrigerantes a base de cola;
  • 67. 67 Com estes cuidados, você estará contribuindo para o sucesso do tratamento anti- hipertensivo e melhorando sua qualidade de vida! Fontes:PIERIN, Angela M. G. Hipertensão arterial: uma proposta para o cuidar. Barueri, SP: Manole, 2004. MAHAN, L. Kathleen; ESCOTT-STUMP, Sylvia. Krause, alimentos, nutrição & dietoterapia. 11. ed São Paulo: Roca, 2005. COWAN, J. Campbell. Cardiologia. 6. ed. São Paulo: Santos, 2000. COOPER, Kenneth H. Controlando a hipertensão. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991.UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA - UNISUL CAMPUS PEDRA BRANCA CURSO DE NUTRIÇÃO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM NUTRIÇÃO SOCIAL Estagiária: Cristiane Carolina Machado Profª. Orientadora: Carla Regina Galego
  • 68. 68 APÊNDICE E - ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS PARA PACIENTES DIABÉTICOS A dieta constitui parte fundamental no tratamento do diabetes, seja ele leve ouexigindo cuidados especiais. Para ter uma alimentação equilibrada, com todos osnutrientes necessários para a manutenção da saúde, é preciso variar os tipos dealimentos e consumi-los com moderação. O plano alimentar do diabético deve serpersonalizado pelo nutricionista, que utiliza a contagem de carboidratos para otratamento dietético, de acordo com idade, sexo, altura e tipo de atividade físicarealizada. Abaixo segue orientações e cuidados que o diabético deve ter com suaalimentação diária: Optar por alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, feijões e cereais integrais; Realizar de 5 a 6 refeições diárias, a cada 3 horas, não beliscar; Optar por preparações como grelhados, cozido, assados e feitas no vapor; Retirar a pele e a gordura dos alimentos antes de prepará-los; Preferir comer a fruta ao tomar o suco da fruta, a fruta possui mais fibra em relação ao suco; Substituir manteiga e margarina por margarina light, Preferir pães, massas e arroz integrais; Quanto mais colorido o cardápio melhor; Utilizar adoçantes e alimentos diet com moderação; Beber dois litros de água por dia;
  • 69. 69 ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS PARA PACIENTES DIABÉTICOS Cuidado com as frutas! As frutas devem ser consumidas em pequenas porções, tipos variados e comintervalo espaçado durante o dia. Atenção aos alimentos que devem ser evitados e não consumidos:  Adoçantes calóricos como a frutose (mel) não devem ser consumidos;  Evitar alimentos fritos;  Não ingerir chocolate, sorvetes, tortas, bolos, balas e refrigerantes que contenham açúcar, ou maltose, glicose, dextrose e sacarose.  Evitar queijos amarelos, como mussarela, provolone, parmesão e prato, pois, são mais gordurosos, quando comparados com queijos ricotas;  Atenção com os alimentos light, eles possuem o valor calórico reduzido, porém normalmente contém de açúcar.  Diminuir o uso de sal na cozinha;
  • 70. 70 ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS PARA PACIENTES DIABÉTICOSAlimentos que ajudam a reduzir o índice glicêmico no organismo: Canela; É importante lembrar Batata-doce; que o remédio não deve ser dispensado! Amêndoa; Vinagre de maçã;Alimentos com alto índice glicêmico: Banana, melancia, milho e cenoura; Biscoito, batata frita, trigo branco, sorvete e bolo; Macarrão, frituras, pizza;
  • 71. 71 ORIENTAÇÕES GERAIS PARA PACIENTES DIABÉTICOSOutros pontos fundamentais para o controle do Diabetes: Controlar o peso; Realizar atividades físicas regularmente, sob orientação médica; Evitar bebidas alcoólicas e cigarro; Levar sempre um lanche com você, caso ocorra algum contratempo; Consultar periodicamente a equipe de saúde (médico, nutricionista e enfermeiro); Tomar corretamente o medicamento; Aplicar a glicose no horário correto; Evitar hipoglicemia e hiperglicemias; Cuidar dos pés, usando calçados adequados e examinando-os periodicamente no médico;
  • 72. 72 ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS PARA PACIENTES DIABÉTICOS O que fazer na hora da hipoglicemia? Quando o indivíduo apresentar uma hipoglicemia, deve-se oferecer aospoucos, suco de fruta natural ou algum alimento que contenha carboidrato.Referências:SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETE. Como Cuidar do seu Diabetes.Sociedade Brasileira de Diabetes e Sociedade Brasileira de Endocrinologia eMetabologia. São Paulo, 1991BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de hipertensão arterial e diabetes mellitus;Brasília: MS; 2002.Sociedade Brasileira de Diabetes. Detecção e tratamento das complicações crônicasdo Diabetes Mellitus.Brasília, 2008. UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA - UNISUL CAMPUS PEDRA BRANCA CURSO DE NUTRIÇÃO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM NUTRIÇÃO SOCIAL Estagiária: Cristiane Carolina Machado Profª. Orientadora: Carla Regina Galego

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