Sequência Didática Produção de Texto

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  • 1. 1Prática de Leitura e EscritaEsfera Literária - (material do aluno) - 2ª série do Ensino MédioOficina de Poemas, Poesias, Letras de MúsicasNesta unidade, o objetivo é trabalhar dentro da esfera literária o gênero textualpoema. Um poema é uma obra literária geralmente apresentada em versos eestrofes, ainda que possa existir prosa poética, assim categorizada por usar temasespecíficos e figuras de estilo próprias da poesia.Veremos assim o poema comotexto literário como fator de promoção dos direitos e valores humanos.Com este material, pretendemos que você obtenha as seguintes competênciase habilidades:Compreender a Literatura como instituição social;Reconhecer o texto literário como fator de promoção dos direitos evalores humanos;Relacionar os sentidos de um texto literário a possíveis leituras dessaobra em diferentes épocas;Distinguir e interpretar os vários funcionamentos da língua e suainteração discursivaIdentificar os aspectos linguísticos da construção do gênero e suaanálise estilística: adjetivo e substantivo e mais especificamente apersonificação, metáfora, hipérbole, antítese.Elaborar a partir das estratégias textuais aprendidas e de produçãoimagética, textos poéticos em verso ou em prosa com argumentaçãocrítica relacionada a alguma temática social.
  • 2. 2Para atingirmos esses objetivos, apresentamos os seguintes momentos deatividades:I – INTRODUÇÃOII – LEITURAIII – ELABORAÇÃO DE PAINÉISIV – ATIVIDADE / QUESTÕESV – LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOVI – RODA DE CONVERSA – DebateVII – AULA EXPOSITIVAVIII – PRODUÇÃO TEXTUALIX - FIME: AmistadX – LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO(Intertextualidade)XI – PRODUÇÃO TEXTUAL -(Reescrita)XII – RODA DE CONVERSA – (Finalizando)XIII – CONCLUSÃO DO PROJETO TEXTUAL –(Publicação)I - RODA DE CONVERSA (aula 1)Para a introdução desta unidade, observe atentamente as figuras abaixo, tendo emmente a poesia, discuta com os colegas sobre a impressão e as lembranças que asimagens lhe trazem e responda por escrito as questões propostas.Imagem 01 –http://www.wiltonesporte.com.br/blog/wpcontent/uploads/2011/08/image2.jpegImagem 02 -http://imagem.ongame.com.br/asda/blog/amor_reggae.jpg
  • 3. 3Questões:01 – Quais tipos e gêneros de linguagens essas figuras apresentam?02 – Que interação as imagens tem umas com as outras?03 – Quem são os personagens apresentados e o que eles fazem?04 – Qual dessas imagens está ligada a você no seu dia-a-dia? Explique e exemplifique.05 – Onde podemos encontrar os personagens das imagens apresentadas?06 – Elabore um poema curto a partir dessas imagens e das informações delas extraídas.Imagem 03 –http://imagem.ongame.com.br/asda/blog/amor_reggae.jpgImagem 04 –http://3.bp.blogspot.com/O7KAb62ChqU/Tb_wIM9zOI/AAAAAAAAACA/nG7EnK7xAmY/s1600/ydc9ntyrhmi63s0umu4a881dc4018f7_homer-reggae.jpgImagem 05 –http://1.bp.blogspot.com/-2KNjXRvueJU/Tr6nuYd3P-I/AAAAAAAAAKw/O59ylQr-sfU/s1600/Hip_Hop_Wallpaper_3ze4s.jpg
  • 4. 4II – LEITURA (aulas 2 e 3)Leia os livros de poemas e poesia selecionados pelo seu professor na sala de aulaou na biblioteca de sua escola. Depois que você observar os livros e ler algunspoemas, seu professor lerá com a turma trechos dos poemas ―Navio Negreiro eVozes D‘África‖ de Castro Alves, gênero-alvo deste estudo. Converse com o gruposobre as impressões que ficaram da leitura. Separe um poema de sua escolha emais os dois que o professor indicou para alvo de estudo. Preencha o quadro deanálise a seguir com o intuito de comparar os poemas e perceber se hádiferenças entre eles.TEXTO I - VOZES DÁFRICA – Castro AlvesDeus! ó Deus! onde estás que não respondes?Em que mundo, em questrela tu tescondesEmbuçado nos céus?Há dois mil anos te mandei meu grito,Que embalde desde então corre o infinito...Onde estás, Senhor Deus?...Qual Prometeu tu me amarraste um diaDo deserto na rubra penedia— Infinito: galé!...Por abutre — me deste o sol candente,E a terra de Suez — foi a correnteQue me ligaste ao pé...O cavalo estafado do BeduínoSob a vergasta tomba ressupinoE morre no areal.Minha garupa sangra, a dor poreja,Quando o chicote do simoun dardejaO teu braço eternal.Minhas irmãs são belas, são ditosas...Dorme a Ásia nas sombras voluptuosasDos haréns do Sultão.Ou no dorso dos brancos elefantesEmbala-se coberta de brilhantesNas plagas do Hindustão.Por tenda tem os cimos do Himalaia...Ganges amoroso beija a praiaCoberta de corais ...A brisa de Misora o céu inflama;E ela dorme nos templos do Deus Brama,— Pagodes colossais...A Europa é sempre Europa, a gloriosa!...A mulher deslumbrante e caprichosa,Rainha e cortesã.Artista — corta o mármor de Carrara;Poetisa — tange os hinos de Ferrara,No glorioso afã!...Nem vêem que o deserto é meu sudário,Que o silêncio campeia solitárioPor sobre o peito meu.Lá no solo onde o cardo apenas medraBoceja a Esfinge colossal de pedraFitando o morno céu.De Tebas nas colunas derrocadasAs cegonhas espiam debruçadasO horizonte sem fim ...Onde branqueia a caravana errante,E o camelo monótono, arquejanteQue desce de Efraim.......................................Não basta inda de dor, ó Deus terrível?!É, pois, teu peito eterno, inexaurívelDe vingança e rancor?...E que é que fiz, Senhor? que torvo crimeEu cometi jamais que assim me oprimeTeu gládio vingador?!........................................Foi depois do dilúvio... um viadante,Negro, sombrio, pálido, arquejante,Descia do Arará...E eu disse ao peregrino fulminado:"Cam! ... serás meu esposo bem-amado...— Serei tua Eloá. . . "Desde este dia o vento da desgraçaPor meus cabelos ululando passaO anátema cruel.As tribos erram do areal nas vagas,E o nômade faminto corta as plagasNo rápido corcel.Vi a ciência desertar do Egito...Vi meu povo seguir — Judeu maldito —Trilho de perdição.Depois vi minha prole desgraçadaPelas garras dEuropa — arrebatada —
  • 5. 5Sempre a láurea lhe cabe no litígio...Ora uma croa, ora o barrete frígioEnflora-lhe a cerviz.Universo após ela — doudo amanteSegue cativo o passo deliranteDa grande meretriz.....................................Mas eu, Senhor!... Eu triste abandonadaEm meio das areias esgarrada,Perdida marcho em vão!Se choro... bebe o pranto a areia ardente;talvez... pra que meu pranto, ó Deus clemente!Não descubras no chão...E nem tenho uma sombra de floresta...Para cobrir-me nem um templo restaNo solo abrasador...Quando subo às Pirâmides do EgitoEmbalde aos quatro céus chorando grito:"Abriga-me, Senhor!..."Como o profeta em cinza a fronte envolve,Velo a cabeça no areal que volveO siroco feroz...Quando eu passo no Saara amortalhada...Ai! dizem: "Lá vai África embuçadaNo seu branco albornoz... "Amestrado falcão! ...Cristo! embalde morreste sobre um monteTeu sangue não lavou de minha fronteA mancha original.Ainda hoje são, por fado adverso,Meus filhos — alimária do universo,Eu — pasto universal...Hoje em meu sangue a América se nutreCondor que transformara-se em abutre,Ave da escravidão,Ela juntou-se às mais... irmã traidoraQual de José os vis irmãos outroraVenderam seu irmão.Basta, Senhor! De teu potente braçoRole através dos astros e do espaçoPerdão pra os crimes meus!Há dois mil anos eu soluço um grito...escuta o brado meu lá no infinito,Meu Deus! Senhor, meu Deus!!...São Paulo, 11 de junho de 1868TEXTO II - Navio Negreiro - Castro AlvesIStamos em pleno mar... Doudo no espaçoBrinca o luar — dourada borboleta;E as vagas após ele correm... cansamComo turba de infantes inquieta.Stamos em pleno mar... Do firmamentoOs astros saltam como espumas de ouro...O mar em troca acende as ardentias,— Constelações do líquido tesouro...Stamos em pleno mar... Dois infinitosAli se estreitam num abraço insano,Azuis, dourados, plácidos, sublimes...Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velasAo quente arfar das virações marinhas,Veleiro brigue corre à flor dos mares,Como roçam na vaga as andorinhas...Donde vem? onde vai? Das naus errantesQuem sabe o rumo se é tão grande oespaço?Homens do mar! ó rudes marinheiros,Tostados pelo sol dos quatro mundos!Crianças que a procela acalentaraNo berço destes pélagos profundos!Esperai! esperai! deixai que eu bebaEsta selvagem, livre poesiaOrquestra — é o mar, que ruge pela proa,E o vento, que nas cordas assobia.............................................................Por que foges assim, barco ligeiro?Por que foges do pávido poeta?Oh! quem me dera acompanhar-te a esteiraQue semelha no mar — doudo cometa!Albatroz! Albatroz! águia do oceano,Tu que dormes das nuvens entre as gazas,Sacode as penas, Leviathan do espaço,Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.IIQue importa do nauta o berço,Donde é filho, qual seu lar?Ama a cadência do versoOs marinheiros Helenos,Que a vaga jônia criou,Belos piratas morenosDo mar que Ulisses cortou,Homens que Fídias talhara,Vão cantando em noite claraVersos que Homero gemeu ...Nautas de todas as plagas,Vós sabeis achar nas vagasAs melodias do céu! ...IIIDesce do espaço imenso, ó águia dooceano!Desce mais ... inda mais... não podeolhar humanoComo o teu mergulhar no briguevoador!Mas que vejo eu aí... Que quadrodamarguras!É canto funeral! ... Que tétricasfiguras! ...Que cena infame e vil... Meu Deus!Meu Deus! Que horror!
  • 6. 6Neste saara os corcéis o pó levantam,Galopam, voam, mas não deixam traço.Bem feliz quem ali pode nesthoraSentir deste painel a majestade!Embaixo — o mar em cima — ofirmamento...E no mar e no céu — a imensidade!Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!Que música suave ao longe soa!Meu Deus! como é sublime um cantoardentePelas vagas sem fim boiando à toa!Que lhe ensina o velho mar!Cantai! que a morte é divina!Resvala o brigue à bolinaComo golfinho veloz.Presa ao mastro da mezenaSaudosa bandeira acenaAs vagas que deixa após.Do Espanhol as cantilenasRequebradas de langor,Lembram as moças morenas,As andaluzas em flor!Da Itália o filho indolenteCanta Veneza dormente,— Terra de amor e traição,Ou do golfo no regaçoRelembra os versos de Tasso,Junto às lavas do vulcão!O Inglês — marinheiro frio,Que ao nascer no mar se achou,(Porque a Inglaterra é um navio,Que Deus na Mancha ancorou),Rijo entoa pátrias glórias,Lembrando, orgulhoso, históriasDe Nelson e de Aboukir.. .O Francês — predestinado —Canta os louros do passadoE os loureiros do porvir!IVEra um sonho dantesco... o tombadilhoQue das luzernas avermelha o brilho.Em sangue a se banhar.Tinir de ferros... estalar de açoite...Legiões de homens negros como a noite,Horrendos a dançar...Negras mulheres, suspendendo às tetasMagras crianças, cujas bocas pretasRega o sangue das mães:Outras moças, mas nuas e espantadas,No turbilhão de espectros arrastadas,Em ânsia e mágoa vãs!E ri-se a orquestra irônica, estridente...E da ronda fantástica a serpenteFaz doudas espirais ...Se o velho arqueja, se no chão resvala,Ouvem-se gritos... o chicote estala.E voam mais e mais...Presa nos elos de uma só cadeia,A multidão faminta cambaleia,E chora e dança ali!Um de raiva delira, outro enlouquece,Outro, que martírios embrutece,Cantando, geme e ri!No entanto o capitão manda a manobra,E após fitando o céu que se desdobra,Tão puro sobre o mar,Diz do fumo entre os densos nevoeiros:"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!Fazei-os mais dançar!..."E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .E da ronda fantástica a serpenteFaz doudas espirais...Qual um sonho dantesco as sombrasvoam!...São os filhos do deserto,Onde a terra esposa a luz.Onde vive em campo abertoA tribo dos homens nus...São os guerreiros ousadosQue com os tigres mosqueadosCombatem na solidão.Ontem simples, fortes, bravos.Hoje míseros escravos,Sem luz, sem ar, sem razão. . .São mulheres desgraçadas,Como Agar o foi também.Que sedentas, alquebradas,De longe... bem longe vêm...Trazendo com tíbios passos,Filhos e algemas nos braços,Nalma — lágrimas e fel...Como Agar sofrendo tanto,Que nem o leite de prantoTêm que dar para Ismael.Lá nas areias infindas,Das palmeiras no país,Nasceram crianças lindas,Viveram moças gentis...Ontem plena liberdade,A vontade por poder...Hoje... cúmlo de maldade,Nem são livres pra morrer. .Prende-os a mesma corrente— Férrea, lúgubre serpente —Nas roscas da escravidão.E assim zombando da morte,Dança a lúgubre coorteAo som do açoute... Irrisão!...Senhor Deus dos desgraçados!Dizei-me vós, Senhor Deus,Se eu deliro... ou se é verdadeTanto horror perante os céus?!...Ó mar, por que não apagasCoa esponja de tuas vagasDo teu manto este borrão?Astros! noites! tempestades!Rolai das imensidades!Varrei os mares, tufão! ...VIExiste um povo que a bandeiraempresta
  • 7. 7Gritos, ais, maldições, preces ressoam!E ri-se Satanás!...VSenhor Deus dos desgraçados!Dizei-me vós, Senhor Deus!Se é loucura... se é verdadeTanto horror perante os céus?!Ó mar, por que não apagasCoa esponja de tuas vagasDe teu manto este borrão?...Astros! noites! tempestades!Rolai das imensidades!Varrei os mares, tufão!Quem são estes desgraçadosQue não encontram em vósMais que o rir calmo da turbaQue excita a fúria do algoz?Quem são? Se a estrela se cala,Se a vaga à pressa resvalaComo um cúmplice fugaz,Perante a noite confusa...Dize-o tu, severa Musa,Musa libérrima, audaz!...Passa um dia a caravana,Quando a virgem na cabanaCisma da noite nos véus ...... Adeus, ó choça do monte,... Adeus, palmeiras da fonte!...... Adeus, amores... adeus!...Depois, o areal extenso...Depois, o oceano de pó.Depois no horizonte imensoDesertos... desertos só...E a fome, o cansaço, a sede...Ai! quanto infeliz que cede,E cai pra não mais serguer!...Vaga um lugar na cadeia,Mas o chacal sobre a areiaAcha um corpo que roer.Ontem a Serra Leoa,A guerra, a caça ao leão,O sono dormido à toaSob as tendas damplidão!Hoje... o porão negro, fundo,Infecto, apertado, imundo,Tendo a peste por jaguar...E o sono sempre cortadoPelo arranco de um finado,E o baque de um corpo ao mar...Pra cobrir tanta infâmia ecobardia!...E deixa-a transformar-se nessafestaEm manto impuro de bacantefria!...Meu Deus! meu Deus! mas quebandeira é esta,Que impudente na gáveatripudia?Silêncio. Musa... chora, e choratantoQue o pavilhão se lave no teupranto! ...Auriverde pendão de minha terra,Que a brisa do Brasil beija e balança,Estandarte que a luz do sol encerraE as promessas divinas daesperança...Tu que, da liberdade após a guerra,Foste hasteado dos heróis na lançaAntes te houvessem roto na batalha,Que servires a um povo de mortalha!...Fatalidade atroz que a mente esmaga!Extingue nesta hora o brigue imundoO trilho que Colombo abriu nas vagas,Como um íris no pélago profundo!Mas é infâmia demais! ... Da etéreaplagaLevantai-vos, heróis do Novo Mundo!Andrada! arranca esse pendão dosares!Colombo! fecha a porta dos teus mares!Texto III – Que você escolheu após as leituras indicadas pelo seu professor.
  • 8. 8III – ELABORAÇÃO DE PAINÉIS (aulas 4 e 5)Agora você fará uma produção escrita inicial. Com os poemas, poesias e letras demúsicas, imagens previamente selecionadas seu grupo organizará um painel. Leiaos materiais trazidos pelos colegas e em pequenos grupos, discutam e escolham oque se apresente mais relativo à temática proposta: Poema – Como fator dePromoção dos direitos e valores sociais. Cada grupo deverá socializar suaescolha e, a partir das justificativas apresentadas, será orientada a organizar umprojeto (conforme tabela abaixo) para a escrita de um poema ou letra de música apartir do assunto proposto.O texto deste projeto será produzido num primeiro momento individualmente.Pesquise e escolha um periódico (jornal, revista) que circule na região ou na própriaescola para enviar o poema criado e escolhido pelos alunos.Essa opção será essencial para a elaboração do poema, pois esse periódico possuium público-alvo específico, o qual deverá ser levado em conta na abordagem dessetema e nas escolhas linguísticas.Poema 1 Poema 2 Poema 03TítuloAutorOnde foi publicadaPúblico-alvoTemaFunçãoRecursoslinguísticosPersonagens
  • 9. 9PROJETO – PRODUÇÃO TEXTUAL = POEMA / LETRA DE MUSICAAutor(a):Orientador(a):TEMA: TITULO:PROBLEMA: HIPÓTESE:OBJETIVO:PÚBLICO ALVO:JUSTIFICATIVA: METODOLOGIA:RECURSOS LINGUÍSTICOS: (Palavras e termos a serem usados)Durante as rodas de conversa, roda de leitura, exibição de clips e filmes, cada aluno deveráanotar, palavras, termos, circunstâncias que poderão ser envolvidos na produção de suaescrita.AUTOCORREÇÃO: (O próprio aluno faz a primeira correção, consulta também os colegasdo grupo)REESCRITA: (antes de entregar ao professor para a correção final o aluno fará a reescritado texto)ESCOLHA DO POEMA A SER APRESENTADO PELO GRUPO: Após os integrantes dogrupo lerem os poemas de cada um do grupo, votarão elegendo apenas um para concorrer àpublicação final.ESCOLHA FINAL: - Os poemas escolhidos pelos grupos deverão ser afixado no mural da sala de forma quecada aluno da sala possa ler e votar no seu preferido. Aquele de obtiver maior número de votos será publicadono jornal ou revista da cidade previamente escolhido pela turma e já contatados. O poema também pode serdeclamado no dia de um evento escolar (precisa ser agendado antes com o coordenador do evento.- A Letra da música seguirá o mesmo processo do poema e em tempo igual. Apenas será colocado poema numacoluna e letra de música em outra. A apresentação da música acontecerá num evento escolar, podendo serpublicada também se assim o grupo desejar e a instituição escolhida (jornal, revista) aprovar.
  • 10. 10Faça uma revisão sobre o levantamento de hipóteses registrado no caderno: ondeconsta, o que e quais são os recursos poéticos e as características do gênero poemae atentem para isso durante a produção textual do seu poema.O professor irá reproduzir em sala de aula o vídeo da canção: ―Todo Camburão temum pouco de Navio Negreiro‖, do grupo RAPPA, responda às questões propostasem duplas e apresente suas conclusões para a turma na hora devida estabelecidapelo professor.Com as revistas e jornais distribuídos em sala de aula para que recortem oudesenhem algo que represente a opinião de cada um, socialize a atividade,montando um painel com imagens pertinentes ao tema da atividade. Explore osignificado dessas imagens com os colegas, promova assim a reflexão e a discussãoentre o grupo. Em seguida você e os colegas do grupo exporão os cartazes na salade forma organizada para que, posteriormente, todos possam ler os poemas ecomparar suas idéias com as dos colegas.IV – ATIVIDADE / QUESTÕES (aulas 6 e 7)1 – O que é camburão? Você concorda com o que é apresentado na canção? Justifique.2 – Em quais partes a canção faz menção ao Poema ―Navio Negreiro‖?3 – Quais seriam suas propostas para reverter essa situação social?4 – Existem injustiças no Brasil? Quais?5 - Quais injustiças o Brasil superou ao longo de sua história?RAPPA - Todo Camburão tem um pouco de Navio Negreirohttp://www.youtube.com/watch?v=x_Tq34rysAc
  • 11. 116 – Quando a escravidão terminou? Como?7 – Que herança o período da escravidão oficial trouxe para a cultura brasileira?8 – Como você entende a participação da literatura nas questões sociais?V – RODA DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO (aula 8)Este é um momento para analisar o funcionamento da língua. De posse do poema―Vozes D‘África que o professor distribuiu para a turma, analise o conteúdo e a formado poema e responda as seguintes questões no caderno. No que se refere à forma:a) Você percebe/entende que o autor ficou conhecido por seu estilo exclamativo,hiperbólico e dramático que dava a impressão de que suas obras eram feitas paraserem declamadas e não lidas individualmente? Justifique sua resposta com suaspalavras e adicione trechos do poema.b) E que sua (do autor) intenção era mostrar a sociedade o desejo de liberdadealmejado por ele e seus contemporâneos? Justifique sua resposta com suaspalavras e adicione trechos do poema.c) Como o uso abundante de figuras de linguagem, além de proporcionar visões quedeterminam variadas interpretações dos leitores, também traz sonoridade ao texto?Justifique sua resposta com suas palavras e adicione trechos do poema.‗Stamos em pleno mar... Dois infinitosAli se estreitam num abrasão insano,Azuis, dourados, plácidos, sublimes...Qual dos dois È o céu? Qual o oceano?[...]‗Stamos em pleno mar... Abrindo as velas
  • 12. 12Ao quente arfar das vibrações marinhas,...VI – RODA DE CONVERSA – Debate (aula 9)Leia um trecho da reportagem: ‖Racismo: a cor do meu amor‖ publicada na revistaMarie Claire.―Uma família bem brasileira Rita Andrade, 38, produtora de TV em Brasília.Mãe de duas filhas brancas, Tauana e Maíra, e um casal de negros,Gabriela e Tchango ―Casei com meu primeiro marido quando tinha 18 anos.Ele é loiríssimo. Juntos, tivemos duas filhas: a primeira, Tauana, hoje com19 anos, nasceu loira, a segunda, Maíra, 17, é morena clara. Me separeidepois de três anos, e voltei para a casa de minha mãe. Meu segundomarido eu conheci em um show: um negro africano, do Gabão, chamadoRogê Onanga. Foi amor à primeira vista. Rogê é lindo, alto, mais de 1,90 m,um príncipe africano, descendente da nobreza. Ele era filho de diplomata evocalista da banda Obina Shock [grupo brasiliense que fez relativo sucessonos anos 80, mas desapareceu depois do primeiro CD], que estavacomeçando. Ficamos juntos naquela noite, achei que não ia dar em nada,mas começamos a sair. Vários amigos comentaram, porque a maioria nemsabia que eu tinha separado e já estava vivendo com uma pessoacompletamente oposta: o Márcio é baixinho e branquelo, e ele, altíssimo enegro. Uma amiga comentou: ‗Como você troca o Márcio por um negro feiodesses?‘. Dei um corte e rompi com ela.Eu nunca tinha me interessado antes por um negro, apesar de meu pai serdescendente de negros. Minha família não criticou, mas na dele tivemosproblemas. Foi preciso nascer minha primeira filha com o Rogê, Gabriela,hoje com 15 anos, para eles me aceitarem. Minhas filhas brancas eramtratadas com distanciamento. Eles nunca nos deixavam esquecer queéramos brancas. O irônico é que, quando a Gabi nasceu, eles amavam oscachos clarinhos dela... Mas, no dia do parto, a enfermeira disse: ‗É menina,só que é negra‘. Ela me noticiou aquilo como se fosse um problema.Rogê viajava muito com a banda e a gente nunca chegou a ter uma casa.Quando fiquei grávida do Tchango, eu já tinha deixado ele. Acabei indomorar com a minha ex-sogra, avó das minhas primeiras filhas. Ela, que éloira de olhos verdes, acabou se tornando avó de todos. Assumi Tchangosozinha. A vida de Rogê deu uma virada, ele pirou e sumiu no mundo. Osmeninos perderam totalmente o contato com o pai.As crianças nunca estranharam o fato de serem dois negros e dois brancos.Só o cabelo que é uma coisa séria. Tchango chama o dele de ‗bombril‘,corta sempre bem curto. Gabriela usa umas trancinhas soltas, tive queaprender a fazer. Para pentear, ela gasta metade do dia. Ela chora eesperneia, até hoje. Já alisou uma vez e foi péssimo. O cabelo começou a
  • 13. 13cair, ela ficou arrasada. Acho uma loucura que num país cheio de negros ossalões afro sejam super caros e os outros não saibam fazer. Gabi faz algunstrabalhos como modelo e nunca tem um cabeleireiro para cabelo de negro.Na rua, sempre tem um olhar diferente, isso me incomoda profundamente.Teve uma história no ônibus, quando eu estava com as três meninas. Acobradora perguntou se eram minhas filhas e, apontando para Gabi, queestava no meu colo: ‗E essa, é da empregada?‘. Fiquei zangada, respondique não e ela insistiu: ‗Mas é adotiva?‘. Encerrei a conversa dizendo que elasaiu da minha barriga. Teve também uma história com o Tchango. Um dia agente estava vendo TV, e ele disse: ‗Mãe, quando eu crescer não quero sernegro‘. Perguntei por que, e ele disse: ‗Porque todo negro que eu vejo nanovela é pobre‘. Fiquei preocupada porque ele estava sacando a realidade.Começamos a conversar muito. Uma coisa que eu sempre digo a eles é:‗Vocês são negros, não são moreninhos‘. Moreninha sou eu. Outro dia, tiveque falar com o Tchango sobre sair andando à noite sozinho: ‗Se for ummenino branco, a polícia vai aconselhar a ir para casa; mas negro correndoé ladrão‘. Ele ficou chateado, mas eu me preocupo e tento prepará-los.Agora estou com meu terceiro marido, que é descendente de russos e temum filho de 10 anos, de ascendência indígena. Meu primeiro marido secasou de novo e tem uma filha francesa de 7 anos. A mãe dela, ao ver meusfilhos negros, disse: ‗Como você mistura o seu sangue desse jeito, comtantos homens brancos no mundo?‘. Já a filha não faz diferença nenhuma,gosta de todos. Acho minha família a cara do Brasil.‖Após a leitura da reportagem o professor realizará um debate onde todosresponderão e discutirão as seguintes questões:01 - No primeiro parágrafo do texto, temos três exemplos de pessoas que convivem com oracismo. Qual é a relação de cada uma delas com experiência do preconceito?02 - Qual é a diferença entre o racismo nos Estados Unidos, o regime de apartheid da Áfricae o Brasil?03 - Qual é o principal problema entre brancos e negros casados no Brasil?04 - Por que, em sua opinião, muitos negros e mestiços se declaram brancos?VII – AULA EXPOSITIVA (aulas 10 e 11)Nesta aula você terá a oportunidade de ler o poema Vozes D‘África e com o auxíliodo professor em sua aula expositiva e realizar a atividade de compreensão que o
  • 14. 14levará a identificar os aspectos linguísticos da construção do gênero e sua análiseestilística como a personificação, metáfora, hipérbole, antítese. Característicashumanas (personificação) são incorporadas pelo continente africano para dar maisemoção ao texto.As funções de linguagem predominantes são a poética (trabalha a seleção depalavras, sons e idéias) e a conativa (onde a intenção maior é influenciar no modo depensar do autor). Castro Alves escreveu um belo poema, regado de recursossonoros e musicais, mas não foi por isso que ela sobreviveu até hoje. Isso ocorreu,pois, além de relevar a triste face da escravidão negra no passado do Brasil, ela nosapresenta a África como um continente que sempre sofreu graças à exploração dosoutros povos.Sugestão de pesquisa: Cultura Africana:http://www.youtube.com/watch?v=4uIL4QcZ1hU&feature=relatedhttp://www.youtube.com/watch?v=ZjcY_cZg2Y0&feature=relatedhttp://youtu.be/VryE40BwCOc - Imagens musicadas D’África:VIII – PRODUÇÃO TEXTUAL (aula 12)Em grupos conversem sobre os dois poemas lidos anteriormente e os textostrazidos pelos alunos solicitados pelo professor anteriormente para integrarem adiscussão e compreensão, como letras de música, crônica poética e outros poemasafins. O objetivo dessa atividade é que você consiga opinar com clareza e coerência,oralmente, sobre os textos em estudo, comparando-os e refletindo sobre o processode leitura e compreensão. Enquanto vocês discutem, o professor caminhará pelasala, anote suas dúvidas e aproveite para falar sobre elas quando o professor passarpor vocês. Lembre-se que todas essas atividades ajudam a compor o projeto deescrita final deste estudo.Em seguida faça uma análise dos poemas e da letra de música selecionadaconforme o modelo / tabela abaixo:
  • 15. 15NAVIO NEGREIRO TODO CAMBURÃO TEM UM POUCODE NAVIO NEGREIROQual é o gênero textual?Qual é o assunto principal?Apresenta personagem principal?Qual?Qual é o público-alvo do texto?Trata-se de um texto curto oulongo?Faz uso de recursos poéticos?Justifique.Como atividade extraclasse você deverá fazer uma pesquisa sobre o FIME: Amistad,Steven Spielberg, 1997 e trazer as anotações relacionadas ao filme integradas aostextos já lidos para que trabalhem em pares na sala de aula, na data que o professorindicará após assistirem ao filme.IX - EXIBIÇÃO DO FIME: Amistad, Steven Spielberg, 1997 (aulas 13 e 14)Seu professor irá exibir o filme, de Steven Spielberg, 1997, este filme estárelacionado ao estudo da literatura e escolas literárias. Ele retrata o poema ―VozesDÁfrica‖ (século XIX) que é um poema condoreiro (que trata de temas sociais e
  • 16. 16humanitários) de Castro Alves, poeta romântico brasileiro defensor da abolição. Essepoema é mais uma de tantas em que o autor luta pelos direitos universais deliberdade para todos os homens, através da denúncia da escravidão negra no Brasile da desigualdade entre África e os demais continentes.Sobre o filme: A história remonta ao ano de 1839 e é baseada em fatos verídicosque ocorreram a bordo do navio La Amistad. O filme relata a luta de um grupo deescravos africanos em território americano, desde a sua revolta até seu julgamento elibertação. Através dessa trama de forte conteúdo emocional, é possível conhecer ascondições de captura e transporte de escravos africanos para os trabalhos naAmérica do Norte, a máquina jurídica americana de meados do século 20 e o germedas primeiras medidas para a abolição da escravatura naquele território. (Fonte:Wikipédia)X – RODA DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO (Intertextualidade) (aula15)Texto I: A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, osenhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geraldecretou e ela sancionou a Lei seguinte:Art 1º - É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.Art 2º - Revogam-se as disposições em contrário.(Fonte: http://173.203.31.59/Portal.Base/Web/VerContenido.aspx?ID=206439 / acessado em 08/09/2012)TEXTO II - O TRABALHO ESCRAVO E A POESIA LIBERTÁRIA DO SÉCULO XIX - ANELISE HAASE DEMIRANDANo dia 13 de maio do ano em curso realizou-se na praça Batista Campos, em Belémdo Pará, o “Ato Público em Defesa da Dignidade do Trabalho e em Repúdio a Todas as Formas deTrabalho Degradantes”, dentre as quais o trabalho escravo, promovido pelo Foro Trabalhista, do qualparticipam: a Associação dos Magistrados Trabalhistas da Oitava Região (Amatra VIII), a Ordem dosAdvogados do Pará (OAB-PA), a Associação dos Advogados Trabalhistas do Estado do Pará (ATEP), a
  • 17. 17Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas (ABRAT) e a Associação Nacional dos Procuradoresdo Trabalho (ANPT VIII).Trata-se do segundo ano consecutivo em que o evento ocorre na data comemorativada libertação dos escravos – 13 de maio, quando há mais de cem anos, foi assinada a Lei Áurea. Olocal que sediou o Ato – em praça pública, juntamente com o significado histórico, político e social dodia 13 de maio, fizeram-nos relembrar um personagem da literatura brasileira que contribuiu,enormemente, para o despertar do movimento abolicionista do século XIX, tendo sido o precursorem denunciar o regime escravocrata colonial.Nos referimos ao principal representante da terceira geração do romantismo, um dosmaiores poetas brasileiros de todos os tempos - Castro Alves. Ele cantou os muitos amores vividos,mas não se limitou a escrever apenas sobre experiências pessoais, voltando-se, ainda, para asmazelas do mundo exterior. Dedicou vários anos de seu curto tempo de vida a historiar e a declamaras tragédias, dores e tristezas do povo oprimido - os escravos.Nos versos do poeta baiano foram revelados, com emoção, força e sonoridadesingular, o suplício enfrentado pelos africanos escravizados, desde o navio negreiro, no qual partiamrumo ao nosso país, em um “porão negro, fundo, infecto, apertado e imundo”, como descreveu emum de seus poemas mais famosos, até os horrores aos quais eram submetidos nas senzalas, em meioao tronco e ao chicote, quando deveriam indagar, como fez Castro Alves em Vozes d’África: “Nãobasta inda de dor, ó Deus Terrível?!”Todavia, naqueles anos, havia escravos por todos os lugares no Brasil, como na casada família do próprio Castro Alves e até nas de alforriados. A escravidão era permitida e consideradanormal, constituindo-se na base da economia colonial. Diante de um cenário totalmente adverso ehostil às idéias abolicionistas, a luta pela liberdade foi um dos grandes desafios do poeta, que, semtemor algum, se manifestou politicamente como abolicionista, ao declamar, em voz alta, seuspoemas sociais nas praças, teatros e saraus.A poesia cantada pelo poeta era tão bela e forte que conquistava os corações etocava a alma dos que a ouviam. A palavra e a voz foram os instrumentos utilizados por Castro Alvespara lutar contra a escravidão, que parecia estar longe de chegar ao fim em nosso país, um dosúltimos a aboli-la. Com seus versos, trazia ao conhecimento público os sofrimentos dos escravos,dando voz aos seus prantos, tormentos e ao tratamento desumano e desrespeitoso que recebiam.O poeta se foi aos vinte e quatro anos de idade, não lhe restando tempo de vida paraver os ideais de seus poemas se concretizarem. Porém, mesmo após sua morte, continuou vivo
  • 18. 18através de suas poesias, que entoaram as lutas do movimento abolicionista, culminando na extinçãoda escravidão no Brasil, em 13 de maio de 1888. E ainda hoje, cabe a reflexão sobre a atualidade dapoesia libertária do século XIX, diante das notícias de que o Pará lidera o ranking dos Estados com omaior número de empregadores que se utilizam de trabalhadores em condições análogas a deescravo, na chamada “lista suja” do Ministério do Trabalho e Emprego.O papel histórico cumprido pelos poemas de Castro Alves demonstra que as diversasmanifestações artísticas, como a literatura, a música e a pintura, têm um poder transformador,mormente quando engajadas com os problemas de seu tempo. A compreensão, por si só, como disseoutro poeta, leva à libertação. Mas quando além de entender, conseguimos nos emocionar, a pontode reagir, temos, então, uma revolução que inicia em nosso interior e tende a transbordar e aflorescer, na esperança de que as gerações atuais e futuras possam desfrutar de uma vida plena,significativa e verdadeiramente livre. (*) Adaptação do artigo "Poesia Libertária" publicado no jornal O Liberal em17.05.2007./ (**) Anelise Haase de Miranda é Juíza do Trabalho Substituta da Oitava Região (Pará e Amapá).QUESTÕES- Que gêneros textuais são esses e o que eles representam?- Quais as marcas linguísticas observamos nestes textos?- Que condições sociais os textos abordam? Os textos elogiam algumfato/acontecimento?- Por que a maioria dos pobres e miseráveis nas cidades brasileiras são negros? Porque precisamos de cotas para negros nas universidades?Atividade extraclasse - Realize pesquisas sobre as manifestações artísticas atuaisrelacionadas ao Movimento Negro, buscando trazer a maior diversidade de gênerostextuais possíveis (reportagem, notícia, artigo de opinião, poemas, letras de música,dança, artes gráficas, artes plásticas etc...). Na sala de aula em data marcada peloprofessor você e seu grupo farão uma roda de conversa contrastando todo o materialcom a leitura dos poemas de Castro Alves.
  • 19. 19TRABALHO DE PESQUISA – Esta pesquisa é uma atividade para compor sua notado bimestre. Você terá quatro semanas realizar a pesquisa que responderá asQUATRO seguintes questões:Conhecido como ―poeta dos escravos‖, Castro Alves foi o maior expoente dachamada geração condoreira do Romantismo brasileiro. Defensor da causaabolicionista e da igualdade entre os homens morreu precocemente, deixando, entreoutros, ―O navio negreiro‖, considerado por muitos o mais belo poema da línguaportuguesa. As atividades a seguir pretendem ampliar a compreensão de O NavioNegreiro e outros poemas e de seu tempo.1 - Quais diferenças você pode traçar entre a obra de Castro Alves ―O NavioNegreiro e outros poemas e a geração romântica anterior à sua, o Ultra-Romantismoou ―mal do século‖?2 - Que artifício Castro Alves usa para despertar no leitor simpatia pela causa quedefendia? Dê exemplo, citando um dos poemas que você leu.3 - O eu-poético em muitos dos poemas de O navio negreiro se apresenta como umporta-voz da liberdade para os injustiçados. Destaque fragmentos de pelo menosduas instâncias onde isso pode ser constatado.4 – INTERTEXTUALIDADECompare os seguintes trechos de três dos principais representantes do Romantismobrasileiro: Fagundes Varela, Machado de Assis e Castro Alves (nota: Machado deAssis, embora pertença ao Realismo, tem uma fase romântica, no início da carreiraliterária). Depois, responda às perguntas a seguir.E pouco a pouco se esvaece a bruma,Tudo se alegra à luz do céu risonhoE ao flóreo bafo que o sertão perfuma.Porém minh‘alma triste e sem um sonhoMurmura olhando o prado, o rio, a espuma:Como isto é pobre, insípido, enfadonho!VARELA, Fagundes. “Enojo”. In: Livro dos sonetos.Porto Alegre: L&PM, 1997.Querida, ao pé do leito derradeiroem que descansas dessa longa vida,
  • 20. 20aqui venho e virei, pobre querida,trazer-te o coração do companheiroASSIS, Machado de. “Carolina”. In: Livro dos sonetos. Porto Alegre: L&PM, 1997.Hoje em meu sangue a América se nutre:– Condor, que transformara-se em abutre,Ave da escravidão.Ela juntou-se às mias... irmã traidora!Qual de José os vis irmãos, outrora,Venderam seu irmão!ALVES, Castro. “Vozes d’África”. In: O Navio Negreiro e outros poemas.São Paulo: Saraiva, 2007 (Clássicos Saraiva).a) Que características comuns você pode apontar nesses três trechos?b) Que diferenças você observa nos trechos mencionados?XI – PRODUÇÃO TEXTUAL (Desenvolvendo projeto: poema e/ou letra demúsica) (Aula 16)Com o projeto totalmente preenchido e em mãos comece a organizar o textoescolhido pelo seu grupo, poema ou letra de música. Se for preciso releiam algumdos poemas ou peça ao professor que repasse o vídeo com a música do RAPPA.Lembre-se que vocês publicarão a produção final. Então é preciso cuidado com aescrita e modo de se comunicar. Consulte sempre o dicionário e a gramática.Também considere em seu texto a importância da literatura poética e seuenvolvimento com as questões sociais.
  • 21. 21XII – RODA DE CONVERSA (aula 17)O professor vai exibir nessa aula o vídeo: Graffiti - Boss AC HIP HOP (Sou Eu e ÉsTu).Após assistir o vídeo com atenção, vocês discutirão as seguintes questões:a) - Que tipo música é essa e que movimento ela representa?b) – Quais as linguagens apresentadas no vídeo?c) – Num exercício de intertextualidade quais os traços em comum com os textos,filme, vídeos, música e poesia você poderia apontar?d) – Quais as manifestações artísticas são mostrada no vídeo?Como você pode observar a herança da escravidão ainda é presente em nossasociedade. Embora a opressão se manifeste de outras formas, ela ainda semanifesta contra boa parte da população negra, marginalizada durante séculos.Essa realidade é denunciada por movimentos culturais como o rap e o hip hop.Assista também como atividade extraclasse ao vídeo “Navio Negreiro” musicado ena interpretação de Caetano Veloso.Vídeo = http://www.youtube.com/watch?v=k9eRhSdIGGM .Imagem = http://i.ytimg.com/vi/k9eRhSdIGGM/0.jpg
  • 22. 22Sugestão de estudo:Assista o filme: “A Missão” (1986) – Dirigido por Roland JofféAssista o documentário / Youtube: Breve História da Cultura AfricanaNeste momento você já tem bastante material para desenvolver uma reflexão sobreas estruturas dos textos lidos, assistidos, escritos e analisados, e as discussõesfeitas. Faça a revisão do sua produção textual e em seguida construa a reescrita dotexto poema(ou letra de música) construído por você e seu grupo. Assim queterminarem, deverão trocar os textos com os colegas, conversar, trocar impressões ecomentar o que acharam do texto um do outro.XIII – CONCLUSÃO DO PROJETO TEXTUAL (aula 18)Para concluir o trabalho desta unidade você juntamente com seu grupo realizará aprodução final do texto escolhido por vocês, poema/letra de música. Você podedesenvolver essa atividade na biblioteca da escola ou na sala de aula conformeorientação do seu professor. É importante ainda expor os poemas, poesias ou letrasde músicas em um mural na sala para que todos, eventualmente, possam ler essestextos e votar conforme agendado pelo projeto. Em seguida, após as correçõesefetuadas pelo professor e a votação de todos, encaminhem o poema escolhido portodos para o jornal escolhido para ser publicado. E na data do evento da escola,como já agendado, o grupo escolhido por todos apresentará a composição musicalrealizada em sala de aula.
  • 23. 23REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:ALVES, Castro. Os melhores poemas de Castro Alves. Seleção e apresentação LÍdo Ivo.São Paulo: Global, 1983.ALVES, Castro. Navio Negreiro. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 07 Set. 2012.AMISTAD. Sinopse. Disponível em: www.wikipedia.org. Acesso em: 08 Set. 2012.Minidicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.Sugestão de pesquisa: Imagens musicadas D’África: http://youtu.be/VryE40BwCOcINTERNET:IMAGENS:Imagem 01 – http://www.wiltonesporte.com.br/blog/wpcontent/uploads/2011/08/image2.jpegImagem 02 - http://imagem.ongame.com.br/asda/blog/amor_reggae.jpgImagem 03 – http://imagem.ongame.com.br/asda/blog/amor_reggae.jpgImagem 04http://3.bp.blogspot.com/O7KAb62ChqU/Tb_wIM9zOI/AAAAAAAAACA/nG7EnK7xAmY/s1600/ydc9ntyrhmi63s0umu4a881dc4018f7_homer-reggae.jpgImagem 05 –http://1.bp.blogspot.com/-2KNjXRvueJU/Tr6nuYd3P-I/AAAAAAAAAKw/O59ylQr-sfU/s1600/Hip_Hop_Wallpaper_3ze4s.jpgMÚSICAS:RAPPA - Todo Camburão tem um pouco de Navio Negreirohttp://www.youtube.com/watch?v=x_Tq34rysAcSugestão de pesquisa: Cultura Africana: http://www.youtube.com/watch?v=4uIL4QcZ1hU&feature=relatedhttp://www.youtube.com/watch?v=ZjcY_cZg2Y0&feature=relatedhttp://youtu.be/VryE40BwCOc - Imagens musicadas D’África:TEXTOS: um trecho da reportagem: ‖Racismo: a cor do meu amor‖ publicada na revista Marie Claire..(http://pt.wikipedia.org/wiki/Poema acessado em 12/10/12).Lei Da Abolição - (Fonte: http://173.203.31.59/Portal.Base/Web/VerContenido.aspx?ID=206439 / acessado em 08/09/2012)O TRABALHO ESCRAVO E A POESIA LIBERTÁRIA DO SÉCULO XIX - ANELISE HAASE DE MIRANDAhttp://www.anamatra.org.br/artigos/o-trabalho-escravo-e-a-poesia-libertaria-do-seculo-xix