Adopt dtv relatorio-final_out2011

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Relatório final do projecto ADOPT-DTV, da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia

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Adopt dtv relatorio-final_out2011

  1. 1. 

 
 
 
 
 “ADOPT_DTV:
Barreiras
à
adopção
da
televisão
digital
no
contexto
da
 transição
da
televisão
analógica
para
o
digital
em
Portugal”

 (
PTDC/CCI‐COM/102576/2008)
 
 Relatório
Final
 Outubro
de
2011


 1

  2. 2. 







Este
relatório
constitui
uma
das
componentes
de
investigação
do
projecto
“ADOPT‐DTV:
Barreiras
à
adopção
da
televisão
digital
no
contexto
da
transição
da
televisão
analógica
para
o
digital”
(PTDC/CCI‐COM/102576/2008),
da
responsabilidade
do
Centro
de
Investigação
em
Comunicação,
Artes
e
Novas
Tecnologias
(CICANT)
da

Universidade
Lusófona
de
Humanidades
e
Tecnologias,
com
o
financiamento
da
Fundação
para
a
Ciência
e
Tecnologia,
em
parceria
com
o
Obercom
e
Anacom.



EQUIPA
DE
INVESTIGAÇÃO
Universidade
Lusófona
de
Humanidades
e
Tecnologias
‐
Manuel
José
Damásio
(investigador
responsável)
‐
Célia
Quico
(coordenação‐geral)
‐
Iolanda
Veríssimo
‐
Sara
Henriques
‐
Rui
Henriques
‐
Inês
Martins
‐
Ágata
Sequeira
‐
Diogo
Morais


PARCEIROS
Obercom
–
Observatório
da
Comunicação
(Gustavo
Cardoso,
Vera
Araújo)
Anacom
–
Autoridade
Nacional
das
Comunicações


FICHA
TÉCNICA
Título:
 
 
 “ADOPT‐DTV:
Relatório
Final”
Autoria:

 
 Manuel
José
Damásio,
Célia
Quico,
Iolanda
Veríssimo,
Sara
Henriques
Agradecimentos:


 Ágata
Sequeira,
Rui
Henriques,
Diogo
Morais,
Inês
Martins,
André
Baptista,
Peter
Olaf
Looms,
Carla
Ales
Data
de
Publicação:

 Outubro
de
2011


 2

  3. 3. 

ÍNDICE


0.
Sumario
Executivo .............................................................................................. 4
1.
Descrição
do
Projecto ......................................................................................... 9
2.
Execução
Material ............................................................................................ 21
3.
Resultados
principais........................................................................................ 25
4.
Recomendações ............................................................................................... 71
5.
Bibliografia ....................................................................................................... 80
6.
Anexos
A
–
Publicações
do
projecto
ADOPT‐DTV .............................................. 84
6.
Anexos
B
–
Relatórios
do
projecto
ADOPT‐DTV................................................. 88






 3

  4. 4. 
0.
Sumario
Executivo

Introdução
Compreender
 quais
 são
 os
 factores
 mais
 significativos
 para
 a
 adopção
 e
 rejeição
 da
 TV
digital
por
parte
da
população
Portuguesa
é
o
principal
objectivo
do
projecto
“ADOPT‐DTV:
Barreiras
à
adopção
da
televisão
digital
no
contexto
da
transição
da
televisão
analógica
para
o
digital
(PTDC/CCI‐COM/102576/2008)”.
O
segundo
objectivo
é
propor
às
principais
partes
interessadas
neste
processo
em
Portugal
um
conjunto
de
recomendações
de
ordem
prática,
procurando
 contribuir
 efectivamente
 para
 uma
 televisão
 digital
 mais
 inclusiva,
 para
 a
promoção
de
uma
comunicação
mais
eficiente,
para
a
melhoria
qualitativa
do
conteúdo
da
TV
digital
e
maior
facilidade
de
uso
da
mesma.
O
foco
deste
projecto
incide
especialmente
nas
pessoas
que
não
têm
intenção
de
adoptar
TV
digital.
Mais
concretamente,
o
objectivo
é
compreender
 e
 identificar
 os
 principais
 factores
 que
 explicam
 esta
 intenção,
 bem
 como
 o
seu
perfil
demográfico
e
socioeconómico.

 
 O
 projecto
 de
 investigação
 ADOPT‐DTV
 teve
 início
 em
 Abril
 de
 2010,
 tendo
 a
duração
de
18
meses.
O
projecto
combina
métodos
quantitativos
e
qualitativos,
de
acordo
com
as
boas
práticas
de
projectos
de
âmbito
semelhante:
 
1)
 Estudo
 etnográfico
 junto
 de
 30
 famílias
 Portuguesas,
 com
 a
 finalidade
 de
 explorar
 em
contexto
natural
quais
são
suas
atitudes
e
nível
de
conhecimento
sobre
a
TV
digital;
 
2)
 Entrevistas
 com
 partes
 interessadas,
 com
 a
 intenção
 de
 compreender
 as
 diferentes
perspectivas
dos
intervenientes
centrais
neste
domínio
específico;
 
3)
Inquérito
quantitativo,
aplicado
a
uma
amostra
representativa
da
população
Portuguesa,
com
 o
 objectivo
 principal
 de
 determinar
 os
 principais
 factores
 de
 adopção
 e
 rejeição
associados
à
TV
digital;
 
4)
Estudo
de
usabilidade,
com
uma
amostra
de
20
utilizadores
com
intuito
de
realizar
uma
análise
comparativa
de
alguns
dos
equipamentos
descodificadores
de
TV
digital
terrestre
em
Portugal,
em
termos
de
facilidade
de
utilização
e
satisfação
geral. A
 equipa
 de
 investigação
 visa
 assim
 contribuir
 para
 uma
 melhor
 compreensão
 dos
desafios
enfrentados
a
curto
e
médio
prazo
durante
o
processo
de
transição
da
TV
analógica
terrestre
 para
 a
 digital
 terrestre
 –
 também
 conhecido
 por
 switchover
 ‐
 e

 em
 termos
práticos,

contribuir
tanto
em
Portugal
como
para
outros
países
numa
situação
semelhante
para
o
desenvolvimento
de
uma
TV
digital
mais
inclusiva.


 4

  5. 5. 

Resultados
principais

Os
resultados
principais
serão
detalhados
no
capítulo
3,
sendo
devidamente
suportados
nos
dados
e
achados
dos
estudos
empíricos
que
integram
o
presente
projecto
de
investigação.

1.
Posse
de
TV
em
sinal
aberto
e
de
TV
por
subscrição

 
‐
 A
 percentagem
 da
 população
 de
 Portugal
 Continental
 que
 recebe
 exclusivamente
televisão
em
sinal
aberto
deve
situar‐se
próximo
dos
38%,
em
Setembro
de
2011.
 
1.a.
os
indivíduos
com
TV
paga
em
Portugal
são
sobretudo
jovens
adultos
e
adultos
de
meia
idade,
 mais
 propensos
 a
 ter
 níveis
 mais
 elevados
 de
 educação
 e
 a
 pertencer
 a
 grupos
 de
status
mais
alto
(A/
B/
C)1
e
menos
propensos
a
ter
algum
tipo
de
deficiência
(visual,
auditiva
ou
de
mobilidade).

1.b.
 os
 indivíduos
 sem
 TV
 paga
 em
 Portugal
 são
 mais
 propensos
 a
 ter
 mais
 de
 55
 anos
 de
idade,
 a
 possuir
 baixos
 níveis
 de
 habilitações
 académicas
 e
 um
 baixo
 status
 (D/
 E)
 e,
finalmente,
a
possuir
algum
nível
de
deficiência
(auditiva,
visual
ou
de
mobilidade).
 

2.
Tipo
de
acesso
a
TV
em
sinal
aberto
 
‐
 Verifica‐se
 que
 a
 recepção
 de
 TV
 analógica
 terrestre
 se
 mantém
 como
 largamente
dominante
 junto
 dos
 Portugueses
sem
TV
paga,
sendo
o
acesso
à
TDT
pouco
expressivo,
estimando‐se
em
Setembro
de
2011
que
35%
da
população
de
Portugal
Continental
possa
ser
afectada
com
o
desligamento
do
sinal
de
TV
analógico
terrestre.
 


 
3.
Conhecimento
sobre
a
TV
digital
e
TDT

 
‐
Estima‐se
que
a
maioria
dos
Portugueses
já
tenha
ouvido
falar
em
TV
digital
e
em
TDT,
mas
 que
 na
 maior
 parte
 dos
 casos
 tenham
 dificuldades
 em
 definir
 ou
 caracterizar
 estas
tecnologias.
 

4.
Vantagens
e
desvantagens
associadas
à
TV
digital

 
‐
A
reduzida
percepção
das
vantagens
e
desvantagens
associadas
à
TV
digital
e
à
TDT
é
a
situação
mais
comum
verificada,
sendo
o
custo
identificado
como
a
principal
desvantagem
 



































































1 

O
status
é
determinado
pela
empresa
de
estudos
de
mercado
GfK
com
base
no
nível
de
escolaridade
e
na
ocupação
do
respondente:
mais
detalhes
nos
anexos
a
este
relatório.

 5

  6. 6. e
a
melhoria
da
qualidade
de
imagem
e
som
percebida
como
a
principal
vantagem.
 

5.
Conhecimento
sobre
o
desligamento
do
sinal
de
TV
analógica
terrestre
 
‐
 Estima‐se
 que
 a
 maioria
 da
 população
 Portuguesa
 desconheça
 qual
 a
 data
 prevista
 do
desligamento
do
sinal
de
TV
analógica
terrestre,
a
3
meses
do
início
do
switch‐off.
 
6.
Conhecimento
do
que
deve
ser
feito
para
continuar
a
ter
TV
em
sinal
aberto‐
Verifica‐se
um
baixo
nível
de
conhecimento
sobre
as
questões
práticas
relacionadas
com
a
recepção
de
TDT,
sobretudo
no
caso
dos
Portugueses
sem
TV
paga
em
casa.
 

7.
Intenção
de
aquisição
de
equipamentos
ou
serviços
de
acesso
a
TV
digital
e
TDT
 
‐
Estima‐se
que
perto
de
metade
dos
Portugueses
sem
TV
paga
estejam
indecisos
quanto
à
obtenção
 de
 equipamentos
 ou
 serviços
 de
 TV
 digital,
 a
 3
 meses
 do
 início
 previsto
 do
desligamento
da
emissão
de
TV
analógica
terrestre.

 

8.
Motivos
para
ter
TDT
 
‐
 Verifica‐se
 que
 os
 benefícios
 associados
 à
 presente
 oferta
 de
 TDT
 têm
 pouco
 peso
 na
respectiva
 intenção
 de
 adopção,
 sendo
 o
 corte
 da
 emissão
 de
 TV
 analógica
 terrestre
apontado
como
o
principal
motivo
para
ter
TDT.
 

9.
Barreiras
à
adopção
de
TV
digital
e
TDT
‐
Os
custos
e
as
questões
práticas
são
das
principais
barreiras
à
obtenção
de
TV
digital
‐
e
TDT
em
particular
–
para
os
Portugueses
sem
TV
paga
em
casa.


10.
Adopção
de
TV
digital
–
perfis

 
‐
 Propõem‐se
 quatro
 perfis
 de
 adopters
 de
 TV
 digital
 em
 Portugal,
 considerando
 a
 posse
de
TV
paga
e
a
intenção
de
uso
de
TV
digital:
 
10.a.
Grupo
–
“Já
Adoptou”
(espectadores
com
TV
paga
por
cabo,
DTH,
IPTV,
fibra‐óptica
e
outras
tecnologias)
‐
sobretudo
jovens
adultos
e
adultos
de
meia
idade,
mais
propensos
a
ter
níveis
 mais
 elevados
 de
 educação
 e
 a
 pertencer
 a
 grupos
 de
 status
 mais
 alto
 e
 menos
propensos
a
ter
algum
tipo
de
deficiência
(visual,
auditiva
ou
de
mobilidade);
 
 
10.b.
 Grupo
 –
 “Adopta”
 (espectadores
 de
 TV
 em
 sinal
 aberto
 que
 estão
 a
 considerar
comprar
uma
caixa
descodificadora
ou
televisor
com
TDT
integrado
ou
então
subscrever
um
serviço
 de
 TV
 paga
 para
 continuar
 a
 ver
 televisão
 em
 casa)
 ‐
 são
 mais
 propensos
 a
 serem

 6

  7. 7. homens,
a
terem
idades
compreendidas
entre
os
18
e
os
44
anos,
a
possuírem
habilitações
académicas
elevadas
e
menos
propensos
a
ter
algum
nível
de
deficiência
(visual,
auditiva
ou
motora);

 
10.c.
 Grupo
 –
 “Em
 Dúvida”
 (espectadores
 de
 TV
 em
 sinal
 aberto
 que
 não
 sabem
 ou
 não
responderam
 qual
 a
 sua
 intenção
 de
 aquisição
 de
 TV
 digital)
 ‐
 existe
 uma
 maior
probabilidade
de
serem
mulheres,
a
terem
baixas
habilitações
académicas
e
possuírem
um
nível
significativo
de
deficiência
(visual,
auditiva
ou
motora);
 
10.d.
 Grupo
 –
 “Não
 Adopta”
 (espectadores
 de
 TV
 em
 sinal
 aberto
 que
 alegam
 não
 ter
intenção
em
adoptar
TV
digital)
‐
são
mais
propensos
a
terem
mais
de
55
anos
de
idade,
a
possuírem
 um
 baixo
 nível
 de
 habilitações
 académicas
 (instrução
 primária
 completa
 ou
menos)
e
a
terem
um
nível
significativo
de
deficiência
(visual,
auditiva
ou
motora).
 

Hipótese
principal
do
projecto
de
investigação
 
‐
 Verificou‐se
 a
 validação
 da
 hipótese
 principal
 do
 projecto
 de
 investigação,
 em
 que
 no
contexto
 da
 transição
 da
 TV
 analógica‐digital,
 a
 adopção
 da
 TV
 digital
 está
significativamente
condicionada
por
factores
de
expectativa
de
desempenho,
expectativa
de
 esforço
 e
 influência
 social,
 com
 forte
 probabilidade
 de
 rejeição
 significativa
 por
 parte
de
 segmentos
 da
 população
 com
 idade
 mais
 avançada,
 com
 menores
 habilitações
académicas
e
com
necessidades
especiais.

 


Recomendações

As
 recomendações
 serão
 detalhadas
 no
 capítulo
 4,
 sendo
 devidamente
 suportadas
 nos
dados
e
achados
dos
estudos
empíricos
que
integram
o
presente
projecto
de
investigação,
bem
como
na
revisão
de
literatura
realizada
no
âmbito
do
projecto.
 

1.
Ponderar
o
adiamento
das
datas
de
desligamento
do
sinal
analógico
terrestre
 
‐
tendo
sobretudo
em
consideração
as
pessoas
que
recebem
em
exclusivo
as
emissões
de
TV
 analógica
 terrestre,
 estimando‐se
 haver
 um
 risco
 elevado
 de
 que
 parte
 substancial
desta
 população
 possa
 ficar
 sem
 acesso
 ao
 sinal
 de
 televisão,
 a
 manterem‐se
 as
 datas
previstas
para
o
desligamento
da
TV
analógica
terrestre.
 

2.
Tornar
atractiva
a
oferta
de
TDT,
com
mais
canais
TV
e
serviços
úteis

‐
as
vantagens
da
TDT
são
praticamente
inexpressivas
para
os
espectadores
Portugueses,

 7

  8. 8. mantendo‐se
a
mesma
oferta
de
canais
da
TV
analógica
terrestre:
a
melhoria
da
qualidade
de
 imagem
 e
 som
 não
 deve
 ser
 suficiente
 para
 motivar
 a
 mudança
 voluntária
 da
 grande
maioria
da
população
a
ser
impactada
pelo
switch‐off.
 

3.
Promover
campanhas
de
comunicação
mais
informativas
e
esclarecedoras
 
‐
 sobretudo
 ter
 em
 consideração
 as
 populações
 mais
 vulneráveis,
 como
 sejam
 os
 mais
idosos,
 as
 pessoas
 com
 status
 socioeconómico
 mais
 baixo
 e
 pessoas
 com
 necessidades
especiais,
 que
 correspondem
 à
 maioria
 das
 pessoas
 afectadas
 com
 o
 desligamento
 das
emissões
de
TV
analógica
terrestre.
 

4.
Reforçar
os
apoios
específicos
dirigidos
às
populações
mais
vulneráveis
 
‐
 os
 mais
 idosos,
 os
 mais
 carenciados
 e
 as
 pessoas
 com
 deficiências
 visuais,
 auditivas
 e
motoras
 devem
 merecer
 uma
 maior
 atenção
 da
 parte
 das
 entidades
 responsáveis
 nesta
matéria,
nomeadamente
com
através
do
reforço
dos
apoios
específicos
disponíveis.
 



 8

  9. 9. 
1.
Descrição
do
Projecto

1.1.
Contextualização2

 
 O
 tema
 da
 migração
 para
 a
 televisão
 digital
 está
 na
 ordem
 do
 dia
 em
 Portugal:
 em
2009
 foram
 iniciadas
 as
 transmissões
 de
 televisão
 digital
 terrestre
 (TDT),
 em
 2011
 serão
realizados
 os
 primeiros
 desligamentos
 do
 sinal
 analógico,
 e
 em
 2012
 está
 previsto
 o
encerramento
 total
 das
 transmissões
 da
 radiodifusão
 analógica
 –
 processo
 também
conhecido
 por
 switchover.
 Assim,
 será
 necessário
 que
 até
 2012
 todos
 os
 lares
 que
actualmente
recebem
o
sinal
de
televisão
tradicional
através
de
antena
analógica
(ou
seja,
os
que
não
têm
televisão
paga
nem
pré‐instalação
de
cabo)
comprem
um
descodificador
e
uma
 antena
 adaptada
 para
 que
 possam
 continuar
 a
 usufruir
 das
 emissões
 televisivas.
 Por
outro
 lado,
 será
 ainda
 necessário
 preparar
 a
 indústria
 e
 o
 mercado
 dos
 media
 para
 este
processo
de
migração,
já
que
ele
implica
não
só
um
processo
de
transição
para
o
digital
no
próprio
operador,
como
também
pelo
facto
de
vir
reconfigurar
as
fontes
de
criação
de
valor
no
 contexto
 do
 sector
 televisivo.
 Por
 fim,
 também
 as
 actuais
 políticas
 de
 media
 e
 mais
especificamente
 de
 televisão
 terão
 de
 ser
 enquadradas
 no
 contexto
 da
 migração
 para
 o
digital,
 por
 via
 por
 exemplo
 a
 repensar
 o
 papel
 do
 serviço
 público
 ou
 o
 destino
 das
frequências
que
ficarão
livres
no
espectro
radioeléctrico
em
consequência
da
migração
para
o
 digital
 do
 sinal
 de
 televisão,
 e
 que
 poderão
 ser
 utilizadas
 para
 uma
 vasta
 gama
 de
aplicações
 tais
 como
 o
 desenvolvimento
 da
 alta
 definição,
 a
 criação
 de
 novos
 canais
 ou
 a
televisão
móvel.

 A
partir
da
segunda
metade
dos
anos
noventa,
assiste‐se
na
Europa
à
disseminação
da
Televisão
Digital,
tendo
este
incremento
por
base
a
decisão
da
maioria
dos
países
europeus
de
 realizar
 o
 encerramento
 das
 suas
 emissões
 analógicas
 nacionais
 (switch‐off)
 até
 2012.
Assim,
 o
 desenvolvimento
 da
 televisão
 digital
 na
 Europa
 assenta,
 quase
 exclusivamente,
num
 processo
 político
 aliado
 a
 imperativos
 económicos
 e
 políticos
 (Papathanassopoulos,
2002),
e
não
na
exigência
dos
telespectadores
suprirem
uma
necessidade
social
através
da
inovação
 tecnológica.
 Em
 24
 de
 Maio
 de
 2005,
 a
 Comissão
 Europeia
 adoptou
 uma
comunicação
 intitulada
 Acelerar
 a
 transição
 da
 radiodifusão
 analógica
 para
 a
 digital,
 na
 



































































2
Sub‐capítulo
de
contextualização
de
autoria
de
Vera
Araújo,
retirado
do
relatório
“Estado
da
Arte
na
Europa”,
em
anexo
ao
relatório
final
ADOPT‐DTV.

 9

  10. 10. qual
 fixa
 os
 objectivos
 da
 política
 comunitária
 para
 a
 referida
 transição,
 com
 base
 em
emissões
digitais
terrestres.
Nesse
contexto,
defende‐se
que
a
migração
trará
ganhos
para
todas
 as
 partes
 envolvidas.
 Por
 um
 lado,
 o
 cidadão
 terá
 um
 maior
 acesso
 à
 Sociedade
 de
Informação,
poderá
usufruir
de
uma
maior
diversidade
de
conteúdos
e
serviços,
acrescidas
capacidades
de
interacção,
possibilidade
de
personalização
da
experiência
televisiva,
assim
como
melhorias
em
termos
e
imagem
e
som.
Por
outro
lado,
as
empresas
de
media
terão
novas
 oportunidades
 em
 termos
 de
 oferta
 de
 serviços
 inovadores
 de
 valor
 acrescentado,
assim
 como
 a
 possibilidade
 de
 vender
 aos
 anunciantes
 espaços
 publicitários
 com
 maiores
recursos
 de
 segmentação.
 Por
 fim,
 o
 Estado
 poderá
 incrementar
 o
 pluralismo
 e
 a
diversidade
 graças
 ao
 aumento
 do
 número
 de
 canais,
 assim
 como
 criar
 novas
funcionalidades
 para
 incrementar
 a
 cidadania,
 tais
 como
 o
 T‐gov,
 ou
 seja,
 a
 utilização
 da
televisão
 como
 interface
 de
 comunicação
 entre
 a
 Administração
 Pública
 e
 os
 cidadãos,
permitindo
 aplicações
 tais
 como
 o
 pagamento
 de
 impostos
 através
 do
 televisor.
 Uma
 vez
que,
 ao
 contrário
 dos
 computadores,
 a
 penetração
 da
 televisão
 nos
 lares
 nas
 sociedades
ocidentais
 ronda
 os
 100%,
 e
 que
 este
 meio
 é
 utilizado
 por
 mais
 de
 95%
 dos
 indivíduos
 na
Europa
 (OEA,
 2010),
 as
 potencialidades
 em
 termos
 de
 inclusão
 e
 cidadania
 merecem
destaque,
oferecendo
novas
ferramentas
para
o
empowerment
dos
cidadãos.

1.2.
A
transição
da
TV
analógica
terrestre
para
o
digital
em
Portugal

 Depois
de
uma
falsa
partida
em
2001,
a
televisão
digital
terrestre
(TDT)
é
finalmente
lançada
 em
 Portugal
 a
 26
 de
 Abril
 de
 2009,
 que
 assim
 se
 torna
 um
 dos
 países
 com
 uma
agenda
 mais
 ambiciosa
 –
 ou
 arriscada,
 dependendo
 da
 perspectiva
 –
 para
 a
 transição
completa
da
televisão
analógica
terrestre
para
a
digital
terrestre
ou
como
um
risco
elevado,
já
 que
 haverá
 menos
 tempo
 para
 realizar
 tudo
 o
 que
 é
 necessário
 de
 forma
 a
 garantir
 o
sucesso
deste
processo.

 Deve
 ser
 notado
 que,
 em
 finais
 de
 2011,
 o
 sistema
 de
 TDT
 oferece
 exactamente
 os
mesmos
canais
que
o
sistema
de
TV
analógica
terrestre
–
nem
mais
nem
menos
canais.
Um
quinto
 canal
 gratuito
 poderá
 vir
 a
 ser
 lançado
 no
 futuro,
 mas
 a
 sua
 concessão
 tem
 sido
adiada
 sine
 die
 como
 resultado
 da
 exclusão
 dos
 dois
 únicos
 concorrentes
 ao
 concurso
público
 promovido
 pela
 Entidade
 Reguladora
 para
 a
 Comunicação
 Social
 –
 ERC
 (2009).
Igualmente,
o
lançamento
do
serviço
pago
de
TDT
também
foi
adiado
sem
data
definida,
já
que
 o
 vencedor
 do
 respectivo
 concurso
 público
 acabou
 por
 desistir
 da
 sua
 licença
 ‐
 mais
detalhes
 adiante.
 Além
 disso,
 deve
 ser
 referido
 que
 a
 primeira
 campanha
 de
 comunicação

 10

  11. 11. nacional
sobre
o
switch‐off
analógico
teve
início
em
Março
de
2011,
a
10
meses
da
primeira
fase
 de
 desligamento
 dos
 retransmissores
 de
 TV
 analógica
 terrestre
 –
 definida
 para
 12
 de
Janeiro
de
2012.
 
 No
 entanto,
 em
 2001
 foi
 lançado
 o
 primeiro
 concurso
 público
 para
 a
 atribuição
 de
uma
licença
de
estabelecimento
e
exploração
de
uma
plataforma
de
TDT
(Anacom,
2001).
O
vencedor
deste
concurso
foi
o
consórcio
PTDP
‐
Plataforma
de
Televisão
Digital
Portuguesa
‐,
constituído
 pelo
 Grupo
 Pereira
 Coutinho,
 recém‐chegado
 ao
 sector
 de
 telecomunicações,
RTP
e
SIC.
Após
vários
atrasos
por
parte
do
consórcio
para
o
lançamento
da
operação,
em
Março
 2003
 a
 Anacom
 propôs
 a
 revogação
 da
 licença
 anteriormente
 concedida
considerando,
 entre
 outros
 aspectos,
 “as
 dificuldades
 objectivas
 da
 oferta
 massificada
 dos
equipamentos
 terminais
 necessários
 ao
 início
 da
 exploração
 comercial
 da
 referida
plataforma”
(Anacom,
2003).
 
 Seria
 necessário
 esperar
 por
 2008
 para
 que
 fossem
 lançados
 novos
 concursos
públicos
neste
âmbito.
A
PT
Comunicações
da
Portugal
Telecom
concorreu
ao
multiplexer
A,
destinado
à
TDT
em
sinal
aberto,
bem
como
aos
multiplexers
B
a
F,
destinados
à
TDT
paga,
aos
quais
também
concorreu
a
empresa
Airplus
TV.
Em
Outubro
de
2008,
a
Anacom
e
ERC
homologaram
 os
 direitos
 para
 a
 utilização
 do
 multiplexer
 A
 à
 PT
 Comunicações
 (Anacom,
2008).
Em
Novembro
de
2008,
a
Anacom
atribuiu
à
mesma
PT
Comunicações
os
direitos
de
utilização
de
frequências
associados
aos
multiplexers
B
a
F
(Anacom,
2009)
–
o
que
foi
alvo
de
contestação
do
concorrente
Airplus
TV
(TekSapo,
2008).
 Porém,
 nos
 inícios
 de
 2010,
 a
 PT
 solicitou
 à
 Anacom
 a
 revogação
 das
 licenças
 dos
multiplexers
 de
 TDT
 paga,
 apresentando
 como
 justificação
 as
 mudanças
 significativas
 no
mercado
 da
 TV
 por
 assinatura,
 como
 seja
 o
 aumento
 da
 concorrência,
 o
 que
 reduziria
 a
importância
competitiva
da
plataforma
terrestre.
A
Anacom
–
sem
o
apoio
da
ERC
–
aceitou
o
pedido
da
PT
(Anacom,
2010).
A
transmissão
de
TDT
gratuita
viria
a
começar
em
29
Abril
de
2009,
atingindo
algumas
regiões
do
País
e
cerca
de
30%
da
população.
Em
finais
de
2011,
Portugal
 continua
 sem
 planos
 no
 que
 respeita
 ao
 serviço
 de
 TV
 digital
 terrestre
 por
assinatura.
 

1.3.
Objectivos
 
O
 enfoque
 deste
 projecto
 de
 investigação
 está
 nas
 pessoas
 que
 não
 têm
 a
 intenção
 de
adoptar
 TV
 digital,
 nomeadamente,
 na
 compreensão
 dos
 principais
 factores
 que
 explicam
esta
 intenção,
 bem
 como
 na
 determinação
 do
 seu
 perfil
 demográfico
 e
 socioeconómico.

 11

  12. 12. Com
 base
 nestes
 dados
 será
 possível
 delinear
 recomendações
 que
 contribuam
 para
 que
 a
transição
 bem
 sucedida
 da
 TV
 analógica
 terrestre
 para
 o
 digital
 seja
 uma
 realidade
 para
todos
os
Portugueses.

 Esta
 transição
 apresenta
 desafios
 que
 ultrapassam
 o
 âmbito
 estritamente
tecnológico,
 com
 sérias
 implicações
 económicas
 e
 sociais.
 A
 investigação
 pode
 contribuir
com
 soluções
 inovadoras
 para
 superar
 os
 obstáculos
 inerentes
 a
 este
 processo
 (Candel,
2007).
De
igual
modo,
a
investigação
permite
reflectir
sobre
o
que
foi
realizado,
de
modo
a
evitar
repetir
erros
do
passado,
como
observa
Roberto
Suárez
Candel
(2007),
para
quem
a
monitorização
 da
 migração
 para
 a
 televisão
 digital
 é
 necessária
 para
 que
 possam
 ser
introduzidas
 medidas
 correctivas
 a
 tempo.
 Deste
 modo,
 somente
 compreendendo
 as
atitudes
das
pessoas
em
relação
à
TV
digital,
os
seus
receios
e
preocupações,
será
possível
difundir
 as
 mensagens
 certas
 e
 assegurar
 que
 ninguém
 “fica
 para
 trás”
 neste
 processo
 de
transição. Este
 princípio
 de
 investigação
 e
 monitorização
 do
 processo
 de
 transição
 para
 o
digital
 tem
 vindo
 a
 ser
 aplicado
 um
 pouco
 por
 toda
 a
 Europa,
 com
 destaque
 para
 os
trabalhos
produzidos
no
Reino
Unido.
Em
primeiro
lugar,
há
a
referir
os
estudos
realizados
para
o
Digital
Television
Project
(DTI),
estabelecido
em
2001
em
parceria
pelo
Department
for
Culture,
Media
and
Sport
e
o
Department
of
Trade
and
Industry,
tais
como
o
estudo
Easy
TV
 2002
 Research
 Report
 (Freeman,
 Lessiter,
 Williams
 &
 Harrison,
 2003)
 e
 os
 estudos
compilados
no
relatório
Digital
Television
for
All
‐
a
report
on
usability
and
accessible
design
(Klein,
 Karger
 &
 Sinclair,
 2003),
 que
 teve
 por
 objectivo
 abordar
 as
 questões
 humanas
relativas
 à
 adopção
 de
 equipamentos
 e
 serviços
 de
 televisão
 digital
 por
 espectadores
 com
diferentes
 tipos
 de
 necessidades
 O
 trabalho
 desenvolvido
 na
 compilação
 deste
 relatório
incluiu
uma
série
de
consultas
às
principais
partes
interessadas,
um
inquérito
quantitativo
a
cerca
 de
 4.000
 espectadores,
 oito
 focus
 groups
 para
 cobrir
 assuntos
 relacionados
 com
usabilidade,
 uma
 auditoria
 de
 especialistas
 com
 três
 modelos
 típicos
 de
 caixas
descodificadoras
de
TV
digital,
uma
previsão
do
efeito
de
exclusão
de
três
modelos
típicos
de
 caixas
 descodificadoras
 de
 TV
 digital,
 uma
 série
 de
 treze
 testes
 de
 usabilidade
 de
 dois
sistemas
de
TV
digital
com
utilizadores
com
diferentes
capacidades.
 Por
outro
lado,
a
entidade
que
no
Reino
Unido
tem
por
missão
regular
a
actividade
das
 indústrias
 da
 comunicação
 e
 media
 –
 a
 Ofcom
 (e
 antes
 o
 ITC)
 –
 também
 tem
 vindo
 a
realizar
uma
série
de
estudos
relacionados
com
a
adopção
da
TV
digital,
com
destaque
para

um
 estudo
 específico
 para
 compreender
 como
 as
 populações
 seniores,
 com
 necessidades

 12

  13. 13. especiais,
 isoladas
 e
 com
 baixos
 rendimentos
 vão
 ser
 afectadas
 pelo
 switch‐off
 da
 TV
analógica
terrestre
(Freeman,
Lessiter
&
Beattie,
2007).

 Em
 relação
 à
 literatura
 em
 Portugal
 sobre
 o
 tema,
 há
 que
 referir
 o
 conjunto
 de
trabalhos
do
Observatório
da
Comunicação
–
Obercom,
que
ao
longo
de
2008
publicou
um
conjunto
 de
 quatro
 breves
 relatórios
 sobre
 TV
 digital,
 com
 base
 nos
 resultados
 de
 um
inquérito
quantitativo,
obtidos
através
de
entrevista
directa
a
uma
amostra
constituída
por
1.041
 inquiridos,
 representativa
 da
 população
 portuguesa
 residente
 em
 Portugal
continental,
 com
 idade
 igual
 ou
 superior
 a
 15
 anos
 de
 idade
 (Araújo,
 Cardoso
 &
 Espanha,
2008a).
 O
 trabalho
 de
 campo
 decorreu
 em
 Fevereiro
 de
 2008
 e
 as
 entrevistas
 foram
realizadas
 pela
 Metris
 GfK.
 Em
 primeiro
 lugar,
 de
 destacar
 a
 baixa
 percentagem
 de
inquiridos
que
afirmou
ter
conhecimento
do
processo
de
switchover
‐
3,2%
da
amostra
total
‐
 enquanto
 que
 16,2%
 afirmaram
 já
 ter
 ouvido
 falar
 da
 televisão
 digital
 terrestre.
 Já
 os
inquiridos
 que
 afirmaram
 possuir
 TV
 digital
 em
 sua
 casa,
 destes
 11,2%
 referiram
 já
 ter
ouvido
 falar
 do
 switchover
 e
 destes
 46,1%
 já
 ouviu
 falar
 da
 TDT
 este
 processo
 (Araújo,
Cardoso
 &
 Espanha,
 2008c).
 Já
 em
 relação
 ao
 grau
 de
 conhecimento
 sobre
 TV
 digital,
 de
acordo
 com
 este
 estudo,
 72%
 dos
 inquiridos
 com
 TV
 por
 cabo
 afirmou
 já
 ter
 ouvido
 falar
desta
plataforma,
contra
44,8%
dos
inquiridos
com
acesso
a
televisão
analógica
através
de
antena
convencional
(Araújo,
Cardoso
&
Espanha,
2008b).
Sobre
se
já
ouviu
falar
de
TDT,
a
distribuição
foi
a
seguinte:
responderam
afirmativamente
22,4%
dos
inquiridos
com
TV
por
cabo
 e
 11%
 dos
 inquiridos
 com
 acesso
 a
 televisão
 analógica
 terrestre
 (Araújo,
 Cardoso
 &
Espanha,
2008b).

 

1.4.
Enquadramento
Teórico
e
Hipóteses
 
A
 adopção
 da
 TV
 digital
 em
 Portugal
 é
 o
 problema
 a
 ser
 investigado,
 nomeadamente,
determinar
quais
são
os
factores
de
adopção
e
rejeição
de
uso
de
televisão
digital
por
parte
dos
 Portugueses,
 bem
 como
 identificar
 oportunidades
 para
 que
 esta
 nova
 plataforma
 de
distribuição
de
televisão
possa
chegar
a
todas
as
pessoas
interessadas.
A
importância
social,
económica
e
política
da
televisão
faz
com
que
o
processo
de
transição
da
TV
analógica
para
o
digital
deva
ser
alvo
da
maior
atenção
e
cautela,
para
que
ninguém
deixe
de
ter
acesso
a
este
meio
de
comunicação.

 
 A
transição
da
televisão
analógica
terrestre
para
televisão
digital
terrestre
é
um
caso
particular
 de
 difusão
 de
 uma
 inovação
 em
 que
 a
 adopção
 é
 simultaneamente
 voluntária
 e
involuntária,
 dado
 que
 há
 uma
 data
 obrigatória
 para
 encerrar
 a
 transmissão
 analógica.

 13

  14. 14. Considerando
 a
 literatura
 sobre
 difusão
 de
 inovações
 é
 imperativo
 mencionar
 o
 livro
Diffusion
of
Innovations
de
Everett
Rogers
(1962),
no
qual
o
autor
explica
que
a
difusão
de
novas
ideias
–
mesmo
depois
de
provadas
como
benéficas
e
positivas
–
é
uma
tarefa
difícil
que
deve
ser
planeada
para
ser
bem
sucedida.
Rogers
apresenta
neste
livro
vários
exemplos
de
 inovações
 que
 não
 foram
 aceites
 ou
 adoptadas,
 apesar
 de
 serem
 benéficas.
 Entre
 as
razões
 que
 o
 autor
 apresenta
 para
 tal
 contam‐se
 as
 crenças
 culturais
 de
 determinadas
comunidades,
 tradições
 e
 hábitos
 antigos,
 a
 falha
 na
 divulgação
 de
 ideias
 na
 comunidade
local
 e
 entre
 os
 indivíduos
 que
 são
 socialmente
 melhor
 aceites
 na
 comunidade,
 falha
 na
inclusão
da
opinião
de
indivíduos
considerados
líderes,
percepções
do
público‐alvo
sobre
o
agente
de
mudança,
uso
de
mensagens
não
adequadas
às
necessidades
e
competências
do
público‐alvo.

 Analisando
 os
 primeiros
 autores
 a
 investigarem
 sobre
 a
 difusão
 de
 inovações,
Rogers
 menciona
 o
 sociólogo
 e
 criminologista
 Francês,
 Gabriel
 Tarde.
 Particularmente,
 no
seu
trabalho
Les
Lois
de
l’Imitation
(1890),
Tarde
expõe
uma
teoria
de
inovação
baseada
na
imitação
e
invenção,
actos
que
ele
considerava
como
actos
sociais
elementares.
No
entanto,
as
propostas
do
autor
não
foram
imediatamente
seguidas
por
estudos
empíricos
na
área
da
difusão
de
inovações,
algo
que
veio
a
acontecer
décadas
mais
tarde,
refere
Rogers.
Uma
das
referências
 mais
 importantes
 neste
 campo,
 observou
 Rogers,
 foi
 o
 estudo
 de
 difusão
 do
milho
 híbrido
 no
 estado
 do
 Iowa,
 nos
 Estados
 Unidos
 da
 América,
 por
 Bruce
 Ryan
 e
 Neal
Gross
 (1943),
 que
 vieram
 a
 estabelecer
 uma
 nova
 abordagem
 ao
 estudo
 da
 difusão
 das
inovações.

 Antes
 da
 publicação
 do
 livro
 de
 Rogers,
 George
 Beal
 e
 Joel
 Bohlen
 sintetizaram
 os
resultados
de
35
estudos
sobre
como
os
agricultores
adoptaram
novas
ideias
no
artigo
The
Diffusion
 Process
 (1957),
 propondo
 um
 referencial
 teórico
 para
 todos
 os
 que
 enfrentam
 o
desafio
de
difundir
ideias
e
práticas.
Nestes
estudos,
realizados
ao
longo
de
duas
décadas,
os
agricultores
 foram
 questionados
 sobre
 as
 suas
 práticas
 agrícolas
 e
 domésticas,
 uso
 de
pesticidas,
 fertilizantes
 e
 outras
 técnicas
 agrícolas.
 Após
 análise
 destes
 estudos,
 Beal
 e
Bohlen
 sugeriram
 que
 os
 indivíduos
 aceitam
 novas
 ideias
 seguindo
 um
 processo
 mental
composto,
 pelo
 menos,
 por
 cinco
 fases:
 fase
 de
 consciencialização
 (awareness),
 fase
 de
interesse,
fase
de
avaliação,
fase
de
experimentação
e
fase
de
adopção.
Ainda
significativo,
estes
 autores
 propuseram
 cinco
 categorias
 de
 indivíduos,
 com
 base
 no
 tempo
 que
 os
mesmos
 necessitam
 para
 adoptar
 novas
 ideias,
 possuindo
 diferentes
 características
individuais
e
sociais:
inovators/
os
inovadores,
the
early
adopters/
os
adoptantes
iniciais,
the

 14

  15. 15. early
 majority/
 a
 maioria
 inicial,
 the
 majority/
 a
 maioria,
 the
 non‐adopters/
 os
 não‐adoptantes.
Mais
tarde,
Rogers
viria
a
propor
categorias
semelhantes,
que
acabaram
por
se
tornar
 o
 padrão
 para
 os
 estudos
 nesta
 área:
 the
 inovators,
 the
 early
 adopters,
 the
 early
majority,
the
late
majority,
the
laggards.

 Estudos
 mais
 recentes
 neste
 âmbito
 apresentam
 outros
 modelos
 explicativos
 da
difusão
 e
 adopção
 de
 inovações.
 Venkatesh,
 Morris,
 Davis
 &
 Davis
 (2003)
 propõem
 um
modelo
unificado
com
base
nos
vários
dos
modelos
mais
significativos
desenvolvidos
neste
campo
–
a
Teoria
Unificada
de
Aceitação
e
Uso
de
Tecnologia
(Unified
Theory
of
Acceptance
and
 Use
 of
 Technology
 ‐
 UTAUT).
 Estes
 autores
 defendem
 que
 a
 expectativa
 de
performance,
 expectativa
 de
 esforço,
 influência
 social
 e
 condições
 facilitadoras
 são
determinantes
directos
da
intenção
de
uso
e
comportamentos
de
adopção
de
inovações.
O
impacto
destes
quatro
factores
é
mediado
pela
idade,
género,
experiência
e
voluntariedade
de
uso.
 
 No
 modelo
 UTAUT,
 a
 expectativa
 de
 desempenho
 é
 definida
 como
 o
 grau
 em
 que
um
 indivíduo
 acredita
 que
 o
 uso
 de
 um
 sistema
 o
 irá
 ajudar
 a
 atingir
 melhorias
 de
desempenho
 no
 trabalho:
 os
 cinco
 constructos
 relacionados
 com
 esta
 variável
 são
 a
percepção
de
utilidade,
motivação
extrínseca,
adequação
do
trabalho/
emprego,
vantagem
relativa
 e
 expectativas
 de
 resultado.
 Por
 outro
 lado,
 a
 expectativa
 de
 esforço
 é
 definida
como
o
grau
de
facilidade
associado
ao
uso
do
sistema:
o
reconhecimento
da
facilidade
de
uso,
 a
 complexidade
 e
 facilidade
 de
 utilização
 são
 os
 conceitos
 relacionados
 com
 esta
variável.
 Influência
 social,
 outra
 variável
 do
 modelo
 UTAUT,
 é
 o
 grau
 através
 do
 qual
 o
sujeito
 percebe
 que
 outros
 sujeitos,
 considerados
 importantes
 na
 área,
 acreditam
 que
 ele
deve
usar
o
novo
sistema:
os
constructos
relacionados
são
norma
subjectiva,
factores
sociais
e
de
imagem.
Por
último,
as
condições
facilitadoras
são
definidas
como
o
grau
em
que
um
indivíduo
acredita
que
uma
infra‐estrutura
organizacional
e
técnica
existe
para
apoiar
o
uso
do
 sistema:
 percepção
 de
 controlo
 comportamental,
 condições
 de
 facilidade
 e
compatibilidade
são
os
constructos
relacionados
com
esta
variável.
Além
destes
conceitos,
o
estudo
 pretende
 ainda
 avaliar
 os
 constructos
 de
 auto‐eficácia,
 ansiedade
 e
 atitudes
 em
relação
 a
 técnicas,
 as
 quais
 Venkatesh
 et
 al.
 (2003)
 consideram
 como
 não
 sendo
directamente
 determinantes
 da
 intenção
 de
 uso.
 O
 impacto
 destes
 quatro
 constructos
 é
ainda
 mediado
 pela
 idade,
 género,
 experiência
 e
 voluntariedade
 de
 uso.
 O
 modelo
 UTAUT
foi
 desenvolvido
 através
 da
 revisão
 e
 consolidação
 de
 oito
 teorias
 na
 área
 da
 difusão
 e
adopção
 de
 inovações,
 nomeadamente:
 teoria
 da
 acção
 racional,
 modelo
 de
 aceitação
 de

 15

  16. 16. tecnologia,
modelo
motivacional,
modelo
de
difusão
de
inovações
e
a
teoria
cognitiva
social,
entre
 outras.
 Na
 área
 específica
 da
 adopção
 da
 TV
 digital,
 o
 modelo
 UTAUT
 tem
 sido
aplicado
 em
 vários
 projectos
 de
 investigação,
 como
 as
 investigações
 de
 campo
desenvolvidas
na
Itália,
no
âmbito
dos
projectos
de
T‐government
(Papa,
Nicoló,
Cornacchia,
Sapio,
Livi
&
Turk,
2009).

 Seguindo
 a
 teoria
 unificada
 da
 aceitação
 e
 uso
 de
 tecnologias,
 as
 principais
hipóteses
de
investigação
são
as
seguintes:

 H1.
As
expectativas
de
desempenho
têm
um
efeito
na
intenção
de
uso
de
TV
digital
 e
o
seu
efeito
é
maior
nos
jovens
e
nos
homens.

 H2.
As
expectativas
de
esforço
têm
um
efeito
na
intenção
de
uso
de
TV
digital
e
o
 seu
efeito
é
maior
para
os
mais
velhos,
com
habilitações
académicas
mais
baixas
e
 para
as
mulheres.
 H3.
A
influência
social
tem
um
efeito
na
intenção
de
uso
de
TV
digital
e
o
seu
efeito
 é
maior
para
os
mais
velhos,
com
um
nível
mais
baixo
de
habilitações
académicas
e
 para
as
mulheres.
 H4.
As
condições
facilitadoras
não
têm
um
efeito
significativo
na
intenção
de
uso
de
 TV
digital
na
maioria
da
população,
mas
têm
um
efeito
significativo
nos
mais
velhos.
 H5.
a)
A
auto‐eficácia
no
uso
de
tecnologias
não
tem
influência
significativa
na
 intenção
de
uso
de
TV
digital
 H5.b)
A
ansiedade
em
relação
ao
uso
de
tecnologias
não
tem
influência
significativa
 na
intenção
de
uso
de
TV
digital
 H5.c)
As
atitudes
em
relação
ao
uso
de
tecnologias
não
têm
influência
significativa
 na
intenção
de
uso
de
TV
digital.

 Deste
modo,
a
hipótese
principal
do
projecto
de
investigação
é
a
seguinte:
 
HP:
 no
 contexto
 da
 transição
 da
 TV
 analógica‐digital,
 a
 adopção
 da
 TV
 digital
 está
significativamente
condicionada
por
factores
de
expectativa
de
desempenho,
expectativa
de
esforço
 e
 influência
 social,
 com
 forte
 probabilidade
 de
 rejeição
 significativa
 por
 parte
 de
segmentos
da
população
com
idade
mais
avançada,
com
menores
habilitações
académicas3
e
 com
 necessidades
 especiais.
 Todos
 estes
 factores
 constituem
 barreiras
 para
 adopção
 da
 



































































3 
Nota:
optou‐se
por
substituir
a
variável
“habilitações
académicas”
pela
“experiência
de
uso
de
tecnologias”,
por
ser
um
indicador
mais
objectivo
e
concreto

 16

  17. 17. TV
digital.
1.5.
Metodologia
O
desenho
de
investigação
combina
métodos
quantitativos
e
qualitativos,
de
acordo
com
as
boas
práticas
de
projectos
com
âmbito
semelhante,
nomeadamente:
 
‐
Klein,
J.
Karger,
S.
&
Sinclair,
K.
(2004a)
Attitudes
to
digital
television:
preliminary
findings
on
consumer
adoption
of
digital
television;
 
‐
 Klein,
 J.
 Karger,
 S.
 &
 Sinclair,
 K.
 (2004b)
 Attitudes
 to
 switchover:
 the
 impact
 of
 digital
switchover
on
consumer
adoption
of
digital
television;
 
‐
 Clarkson,
 J.
 &
 Keates,
 S.
 (2003)
 Digital
 TV
 For
 All:
 a
 report
 on
 usability
 and
 accessible
design.

 Em
 particular,
 no
 estudo
 Attitudes
 to
 switchover
 (Klein,
 Karger,
 &
 Sinclair,
 2004a)
foram
identificadas
três
novas
formas
de
pensar
sobre
os
consumidores
do
Reino
Unido
em
relação
 à
 sua
 adopção
 voluntária
 da
 TV
 digital:
 1)
 a
 caracterização
 das
 diferentes
 fases
 de
transição
da
televisão
analógica
para
a
digital;
2)
uma
nova
segmentação
de
mercado
para
a
fase
 voluntária
 de
 adopção,
 partindo
 da
 anterior
 segmentação
 proposta
 pelo
 projecto
 Go
Digital
 (2003)4;
 3)
 um
 modelo
 do
 processo
 de
 decisão
 dos
 consumidores
 que
 combina
 os
critérios
de
simbolismo
da
plataforma,
com
atractividade
dos
conteúdos
e
facilidade
de
uso
dos
equipamentos
(Klein,
Karger
&
Sinclair,
2004a).
Neste
relatório,
os
autores
propuseram
um
modelo
do
processo
de
decisão
dos
consumidores
de
TV
digital
em
que
os
consumidores
decidem
o
que
pensar
sobre
a
TV
digital
ao
olhar
para
três
níveis
diferentes:
simbolismo
da
plataforma,
grau
de
atractividade
dos
conteúdos
e
facilidade
de
uso
do
equipamento.

 Em
 relação
 ao
 projecto
 Attitudes
 to
 digital
 television
 (Klein,
 Karger
 &
 Sinclair,
2004b),
 o
 enfoque
 foi
 nos
 non‐adopters,
 ou
 seja,
 nas
 pessoas
 que
 afirmaram
 não
 ter
 a
intenção
 de
 adoptar
 TV
 digital,
 um
 grupo
 que
 constitui
 uma
 barreira
 ao
 objectivo
 do
governo
 em
 conseguir
 uma
 transição
 rápida
 e
 essencialmente
 voluntária
 para
 a
 TV
 digital:
“deste
modo
há
uma
necessidade
particularmente
forte
em
compreender
porque
é
que
os
non‐adopters
 tomaram
 essa
 posição.
 Assim,
 ao
 se
 compreender
 melhor
 as
 barreiras
 à
adopção
será
possível
recomendar
formas
de
as
ultrapassar,
convertendo
efectivamente
os
sub‐grupos
de
non‐adopters”.
 



































































4
De
notar
que
na
segmentação
proposta
pelo
projecto
Go
Digital
(2003)
foi
identificado
um
grupo
de
consumidores
que
afirmaram
que
não
seriam
persuadidos
a
adoptar/
comprar
TV
digital.
O
projecto
estabeleceu
que
este
segmento
corresponderia
a
aproximadamente
13%
dos
lares
no
Reino
Unido,
ou
seja,
a
3,2
milhões
de
domicílios.

 17

  18. 18. A
 metodologia
 do
 projecto
 de
 investigação
 combinou
 os
 seguintes
 métodos
quantitativos
e
qualitativos:
 1) Estudo
 etnográfico
 –
 realizado
 junto
 de
 uma
 amostra
 de
 20
 famílias
 de
 perfis
 diferenciados,
 com
 o
 objectivo
 de
 explorar
 em
 contexto
 quais
 as
 suas
 atitudes
 em
 relação
 à
 TV
 digital
 e
 quais
 os
 usos
 dados
 à
 televisão.
 Ainda,
 houve
 a
 intenção
 de
 compreender
como
estas
famílias
adoptam
novas
tecnologias
de
comunicação
e
de
 informação
 ou
 novos
 equipamentos
 de
 entretenimento
 doméstico
 e/
 ou
 pessoal,
 bem
 como
 quais
 são
 os
 seus
 estilos
 de
 aprendizagem
 (por
 exemplo,
 se
 são
 auto‐ eficazes,
recorrem
à
sua
rede
social
para
obter
aconselhamento
ou
ajuda
no
uso
de
 novos
equipamentos
ou
novos
serviços,
etc).
O
trabalho
de
campo
entre
Setembro
 de
2010
e
Março
de
2011,
e
o
recrutamento
da
amostra
foi
feito
através
do
contacto
 com
 as
 câmaras
 municipais
 de
 Alenquer
 e
 da
 Nazaré,
 bem
 como
 com
 as
 juntas
 de
 freguesia
 de
 Agualva,
 Cacém,
 Mira‐Sintra
 e
 São
 Marcos,
 na
 tentativa
 de
 encontrar
 famílias
 com
 os
 perfis
 adequados
 aos
 objectivos
 do
 projecto.
 Mais
 detalhes
 no
 relatório
 “ADOPT‐DTV:
 Estudo
 Etnográfico”
 (Veríssimo,
 Henriques
 &
 Quico,
 2011),
 em
anexo
a
este
relatório
final.
 2) Entrevistas
com
stakeholders
‐
o
principal
objectivo
destas
entrevistas
foi
o
de
obter
 as
 diferentes
 perspectivas
 das
 partes
 interessadas
 neste
 processo
 de
 transição,
 ou
 seja,
canais
de
televisão
em
sinal
aberto,
operadores
de
TV
paga,
operador
de
TDT,
 reguladores,
 representantes
 de
 consumidores,
 representantes
 de
 pessoas
 com
 necessidades
especiais,
entre
outros.
O
instrumento
da
entrevista
foi
composto
por
 13
 perguntas
 abertas.
 Os
 participantes
 foram
 contactados
 via
 e‐mail,
 telefone
 e
 carta
durante
Outubro
e
Novembro
de
2010.
A
maioria
das
respostas
foi
obtida
em
 Novembro
 e
 Dezembro
 de
 2010.
 Um
 total
 de
 16
 entrevistas
 foram
 realizadas
 até
 final
de
Janeiro
de
2011.
A
maioria
dos
participantes
preferiu
responder
por
e‐mail,
 tendo
 os
 representantes
 da
 SIC/
 Impresa,
 ERC
 e
 RTP
 optado
 pela
 entrevista
 presencial:
 deste
 modo,
 procedeu‐se
 à
 transcrição
 da
 entrevista,
 que
 foi
 posteriormente
 validada
 pelo
 respectivo
 entrevistado.
 Mais
 detalhes
 no
 relatório
 “ADOPT‐DTV:
 Entrevistas
 com
 Stakeholders”
 (Sequeira,
 Veríssimo
 &
 Quico,
 2011),
 em
anexo
a
este
relatório
final.
 3) Inquérito
 quantitativo
 ‐
 aplicado
 junto
 de
 uma
 amostra
 representativa
 da
 população
 portuguesa,
 tendo
 sido
 baseado
 no
 instrumento
 anteriormente
 elaborado
 pelo
 Obercom
 (Araújo,
 Cardoso
 &
 Espanha,
 2008),
 com
 as
 necessárias

 18

  19. 19. adaptações
 para
 o
 presente
 projecto.
 O
 inquérito
 foi
 aperfeiçoado
 com
 os
 contributos
 de
 todos
 os
 parceiros
 do
 projecto,
 ou
 seja,
 do
 Obercom
 e
 da
 Anacom.
 Ainda,
foi
realizado
um
pré‐teste
envolvendo
14
indivíduos
em
Outubro
de
2010,
de
 acordo
com
as
mesmas
condições
que
seriam
posteriormente
seguidas
no
estudo.
O
 inquérito
final
foi
aplicado
a
uma
amostra
de
1.205
indivíduos
com
mais
de
18
anos
 de
 idade,
 sendo
 realizado
 em
 casa
 dos
 entrevistados
 por
 uma
 equipa
 de
 entrevistadores
da
GfK,
a
empresa
de
estudos
de
mercado
recrutada
para
o
efeito.
 No
total,
o
instrumento
compreende
33
questões
e
22
itens
de
caracterização.
Mais
 detalhes
 no
 relatório
 “ADOPT‐DTV:
 Inquérito
 Quantitativo”
 (Henriques
 &
 Quico,
 2011),
em
anexo
a
este
relatório
final.

 4) Estudo
 de
 usabilidade,
 com
 uma
 amostra
 de
 20
 participantes,
 para
 proceder
 à
 análise
 comparativa
 da
 eficácia
 e
 satisfação
 de
 alguns
 dos
 equipamentos
 descodificadores
 de
 TV
 digital
 terrestre
 disponíveis
 no
 mercado
 português.
 Na
 constituição
 da
 amostra
 foi
 dada
 particular
 atenção
 ao
 recrutamento
 de
 pessoas
 com
idade
igual
ou
superior
a
65
anos
e
a
pessoas
com
necessidades
especiais.
Os
 testes
 de
 usabilidade
 decorreram
 Universidade
 Lusófona,
 onde
 anteriormente
 já
 foram
 efectuados
 diversos
 estudos
 com
 um
 âmbito
 semelhante
 a
 este
 (Conceição,
 Quico
 e
 Damásio,
 2005).
 Mais
 detalhes
 no
 relatório
 “ADOPT‐DTV:
 Estudo
 de
 Usabilidade”
(Henriques
&
Veríssimo,
2011),
em
anexo
a
este
relatório
final.

 Ao
longo
do
projecto
houve
a
preocupação
de
publicar
e
divulgar
os
resultados
de
cada
 um
 dos
 estudos
 que
 integram
 o
 projecto
 de
 investigação
 logo
 após
 a
 sua
 conclusão,
com
 o
 objectivo
 de
 contribuir
 activamente
 para
 a
 transição
 bem
 sucedida
 da
 TV
 analógica
para
 o
 digital.
 Em
 Janeiro
 e
 em
 Março
 de
 2011,
 a
 equipa
 de
 investigação
 lançou
 press‐releases
com
alguns
dos
principais
do
inquérito
quantitativo
do
presente
estudo,
disponíveis
no
web
site
do
projecto
http://adoptdtv.ulusofona.pt/.



 Ainda,
 como
 os
 responsáveis
 pelo
 projecto
 ADOPT‐DTV
 também
 são
 responsáveis
pelo
 projecto
 de
 investigação
 e
 desenvolvimento
 “iDTV‐Health:
 Inclusive
 services
 to
promote
 health
 and
 wellness
 via
 digital
 interactive
 television”
 (UTA‐Est/MAI/0012/2009)
optou‐se
 por
 aproveitar
 sinergias
 entre
 os
 projectos.
 Assim,
 no
 âmbito
 do
 projecto
 IDTV‐Health
foi
realizado
um
inquérito
quantitativo
sobre
saúde
e
media
em
Setembro
de
2011,
tendo
sido
 aproveitada
 esta
 oportunidade
para
voltar
a
colocar
algumas
das
questões
que
faziam
parte
do
inquérito
ADOPT‐DTV,
dada
a
importância
de
fazer
um
acompanhamento
da
evolução
 dos
 indicadores‐chave
 do
 inquérito.
 O
 inquérito
 de
 Setembro
 de
 2011
 seguiu
 os

 19

  20. 20. mesmos
 moldes
 do
 inquérito
 de
 Novembro
 de
 2010:
 trata‐se
 também
 de
 uma
 amostra
representativa
da
população
Portuguesa
com
mais
de
18
anos,
também
com
cerca
de
1.200
inquiridos,
 também
 aplicado
 presencialmente
 na
 casa
 dos
participantes
 e
 cujo
 trabalho
 de
campo
 e
 recolha
 de
 dados
 foi
 também
 da
 responsabilidade
 da
 empresa
 de
 estudos
 de
mercado
GfK.


 20

  21. 21. 
2.
Execução
Material
 O
 projecto
 ADOPT‐DTV
 teve
 início
 em
 Abril
 de
 2010,
 com
 um
 ligeiro
 atraso
 em
relação
 à
 data
 inicialmente
 prevista
 (Janeiro
 de
 2010),
 devido
 a
 atrasos
 no
 processo
 de
contratualização
 inicial
 e
 transferência
 de
 verbas
 por
 parte
 da
 FCT.
 Após
 essa
 fase,
procedeu‐se
ao
acerto
e
homologação
de
um
novo
cronograma
e
iniciaram‐se
os
trabalhos
em
ritmo
normal.

 No
primeiro
ano
de
actividade,
tal
como
definido
no
plano
de
trabalho,
realizou‐se
a
revisão
 de
 literatura
 relativa
 aos
 estudos
 e
 relatórios
 sobre
 a
 migração
 da
 TV
 analógica
terrestre
para
o
digital
no
contexto
Europeu,
da
responsabilidade
de
Vera
Araújo
(Obercom).
O
 relatório
 “ADOPT‐DTV:
 Estado
 da
 Arte”
 (Araújo,
 2011)
 consta
 dos
 anexos
 a
 este
documento,
 encontrando‐se
 publicado
 no
 web
 site
 do
 projecto.
 De
 modo
 a
 se
 aprofundar
um
 caso
 de
 um
 processo
 de
 switch‐off
 já
 concluído,
 solicitou‐se
 a
 Peter
 Olaf
 Looms
 a
elaboração
 de
 um
 relatório
 de
 análise
 da
 experiência
 da
 Dinamarca,
 com
 o
 título
 ‐
 “A
transição
 para
 a
 televisão
 digital
 terrestre:
 experiências
 da
 Dinamarca”
 que
 também
engloba
um
relatório
sobre
TV
digital
e
acessibilidade

‐
“Digital
TV
and
access
services
”.

 Em
paralelo
com
a
elaboração
destes
relatórios,
a
equipa
de
investigação
avançou
a
partir
de
Julho
de
2010
com
os
trabalhos
preparatórios
de
três
dos
quatro
estudos
empíricos
que
 integram
 o
 presente
 projecto
 de
 investigação,
 nomeadamente,
 o
 estudo
 etnográfico,
entrevistas
 com
 os
 stakeholders
 e
 inquérito
 quantitativo.
 Em
 particular,
 o
 inquérito
quantitativo
 arrancou
 mais
 cedo
 do
 que
 o
 programado,
 a
 pedido
 da
 Anacom,
 já
 que
manifestou
interesse
em
obter
resultados
mais
cedo
do
que
o
definido
no
plano
de
trabalho.
Desta
forma,
o
instrumento
foi
desenvolvido
e
re‐trabalhado
em
Setembro
2010,
seguindo‐se
o
pré‐teste
do
instrumento,
que
decorreu
até
23
de
Outubro.
Em
simultâneo,
procedeu‐se
ao
envio
de
pedido
de
propostas
de
orçamento
e
plano
a
quatro
empresas
de
estudos
de
mercado
(GfK,
Eurosondagem,
IMR,
Intercampus),
tendo
sido
recebidas
as
propostas
até
15
de
Outubro
de
2010.
A
escolha
recaiu
na
empresa
GfK,
que
já
antes
tinha
sido
responsável
pela
aplicação
do
inquérito
do
Obercom
sobre
TV
digital
em
2008.
A
reunião
com
empresa
seleccionada
decorreu
a
25
de
Outubro,
na
qual
ficou
acordado
o
calendário
de
aplicação
do
inquérito
e
de
entrega
dos
resultados.
Assim,
o
trabalho
de
campo
teve
lugar
em
meados
de
Novembro
e
a
base
de
dados
com
os
resultados
foram
entregues
no
início
de
Dezembro.
 No
âmbito
das
entrevistas
com
os
stakeholders,
a
equipa
começou
por
elaborar
o
guião
de
entrevistas
de
Julho
a
Setembro
de
2010,
bem
como
a
lista
de
entidades,
empresas
ou
especialistas
a
contactar
para
o
efeito.
O
trabalho
de
campo
estendeu‐se
para
além
do

 21

  22. 22. intervalo
 de
 tempo
 primeiro
 definido,
 já
 que
 alguns
 dos
 participantes
 tardaram
 em
 dar
resposta
ao
pedido
de
entrevista:
a
equipa
contactou
mais
de
30
stakeholders
e
obteve
16
entrevistas.
A
codificação
das
entrevistas
foi
efectuada
posteriormente
à
recepção
da
quase
totalidade
das
entrevistas,
ao
longo
do
primeiro
semestre
de
2011,
com
recurso
ao
software
de
análise
qualitativa
NVivo.
O
relatório
final
relativo
às
entrevistas
com
os
stakeholders
foi
concluído
em
Setembro
de
2011.

 Para
o
estudo
etnográfico
optou‐se
por
circunscrever
o
trabalho
de
campo
às
três
zonas‐piloto
 do
 desligamento
 da
 emissão
 de
 TV
 analógica
 terrestre
 –
 a
 saber:
 Alenquer,
Cacém
e
Nazaré.
Em
Julho
de
2010,
a
equipa
elaborou
o
guião
e
definiu
os
procedimentos
para
 a
 realização
 das
 sessões
 de
 observação,
 bem
 como
 teve
 formação
 em
 NVivo.
 Em
Setembro,
efectuou‐se
o
pré‐teste
do
guião
em
casa
de
três
famílias.

A
partir
de
finais
de
Setembro,
 a
 equipa
 de
 investigação
 procedeu
 ao
 contacto
 com
 as
 respectivas
 câmaras
 ou
juntas
de
freguesia
das
zonas‐piloto,
de
forma
a
obter
apoio
no
recrutamento
das
famílias,
tarefa
 que
 acabou
 por
 ser
 mais
 morosa
 do
 que
 o
 inicialmente
 previsto,
 tendo
 o
recrutamento
e
trabalho
de
campo
acabado
por
se
estender
até
Março
de
2011.
Em
paralelo
com
o
trabalho
de
campo,
a
equipa
procedeu
à
digitalização
dos
vídeos,
análise
dos
vídeos
e
das
notas
de
campo,
transcrição
de
entrevistas
semi‐estruturadas
e
finalmente,
codificação
dos
 conteúdos,
 com
 apoio
 do
 software
 NVivo.
 A
 elaboração
 dos
 relatórios
 individuais
 foi
sendo
 efectuada
 ao
 longo
 do
 primeiro
 semestre
 de
 2011,
 tendo
 sido
 entregue
 o
 relatório
final
deste
estudo
em
Setembro
de
2011.
 

 O
quarto
e
último
estudo
empírico
–
estudo
de
usabilidade
–
arrancou
em
Maio
de
2011,
 já
 que
 foi
 necessário
 mais
 tempo
 do
 que
 o
 previsto
 para
 a
 realização
 dos
 outros
estudo
empíricos
que
integram
o
projecto,
bem
como
foi
necessário
o
empenho
da
equipa
de
 investigação
 na
 organização
 e
 logística
 associada
 à
 conferência
 internacional
 EuroITV
2011.
Ainda,
como
o
laboratório
de
usabilidade
da
Universidade
Lusófona
estava
em
obras
foi
 necessário
 encontrar
 uma
 solução
 de
 recurso.
 A
 primeira
 opção
 acabou
 por
 ser
descartada,
 devido
 a
 problemas
 técnicos
 na
 instalação
 de
 uma
 antena
 de
 televisão
 digital
terrestre.
Assim,
o
recrutamento
da
amostra
e
respectivo
trabalho
de
campo
acabou
por
se
atrasar,
tendo
coincidido
com
Julho
e
Agosto.
Em
Setembro,
o
trabalho
de
campo
foi
dado
por
concluído.
O
relatório
do
estudo
e
usabilidade
foi
finalizado
em
meados
de
Outubro
de
2011.
 Relativamente
 às
 acções
 de
 divulgação
 dos
 resultados
 do
 projecto,
 em
 finais
 de
Dezembro
 de
 2010,
 a
 equipa
 de
 investigação
 da
 ULHT
 convocou
 os
 representantes
 dos
parceiros
Obercom
e
Anacom
para
uma
reunião
de
divulgação
dos
primeiros
resultados
do

 22

  23. 23. inquérito
 quantitativo.
 A
 esta
 reunião
 seguiu‐se
 o
 envio
 de
 um
 press‐release
 no
 início
 de
Janeiro
 de
 2011,
 bem
 como
 publicação
 no
 web
 site
 do
 projecto,
 com
 a
 informação
considerada
como
mais
relevante.

 A
 2
 Março
 de
 2011,
 a
 equipa
 de
 investigação
 da
 ULHT
 organizou
 um
 workshop
restrito
aos
parceiros
no
projecto,
para
apresentação
detalhada
de
processo
de
switchover
na
Dinamarca
e
da
importância
da
acessibilidade
universal
em
TV
digital,
com
a
presença
de
Peter
Olaf
Looms.

 De
 notar
 que
 no
 âmbito
 do
 projecto
 ADOPT‐TV,
 a
 equipa
 de
 investigação
 da
 ULHT
foi
 responsável
 pela
 organização
 do
 importante
 evento
 na
 área
 da
 TV
 digital
 interactiva
“EuroITV
2011”
‐
http://www.euroitv2011.org/
‐,
que
teve
lugar
de
29
de
Junho
a
1
de
Julho
de
2011
–
cujo
o
relatório
final
se
encontra
anexado
a
este
documento
–
Relatório
“EuroITV
2011”.
A
conferência
“EuroITV”
é
um
fórum
para
profissionais
e
académicos
da
Europa
e
de
todo
 o
 mundo
 que
 trabalham
 ou
 têm
 interesse
 no
 campo
 televisão
 interactiva
 e
 vídeo
 na
web.
 Esta
 conferência
 anual
 apresenta
 o
 estado‐da‐arte
 na
 academia
 e
 na
 indústria
 no
campo
 da
 TV
 interactiva,
 tais
 como
 IPTV,
 mobile
 TV,
 produção
 de
 conteúdos
 digitais,
usabilidade
e
avaliação
da
experiência
dos
utilizadores,
requisitos
técnicos,
infra‐estruturas
e
 tecnologias
 futuras.
 O
 “EuroITV2011”
 teve
 como
 entidades
 organizadoras
 e
 de
acolhimento
 a
 Universidade
 Lusófona
 Tecnologias
 e
 Humanidades
 (ULHT)
 e
 o
 Instituto
Superior
 de
 Ciências
 do
 Trabalho
 e
 da
 Empresa
 (ISCTE).
 Esta
 foi
 a
 nona
 edição
 da
 série
 de
conferências
 EuroITV,
 que
 teve
 início
 em
 2003
 e
 que
 desde
 então
 tem
 vindo
progressivamente
a
crescer.
A
conferência
teve
lugar
por
duas
vezes
em
Brighton
(UK),
em
Aalborg
 (Dinamarca),
 Atenas
 (Grécia),
 Amesterdão
 (Holanda),
 Salzburgo
 (Áustria),

 Lovaina
(Bélgica)
e
Tampere
(Finlândia).
A
próxima
edição
decorre
em
Berlim
(Alemanha),
de
4
a
6
de
Julho
de
2012,
sendo
organizada
pelo
Fraunhofer
Institute.
 Ainda,
 a
 equipa
 de
 investigação
 esteve
 activamente
 envolvida
 na
 organização
 do
colóquio
“Media
e
Deficiência”,
que
decorreu
a
28
de
Setembro
de
2011
na
Universidade
Lusófona,
 com
 organização
 conjunta
 entre
 a
 universidade
 e
 o
 Gabinete
 para
 os
 Meios
 de
Comunicação
 Social
 (GMCS).
 No
 web
 site
 do
 colóquio
 serão
 publicados
 os
 vídeos
 das
sessões,
 bem
 como
 outra
 documentação
 relacionada
 com
 a
 temática
 da
 deficiência
 e
 os
media:
http://www.mediaedeficiencia.com/
.
Finalmente,
o
workshop
final
de
divulgação
e
disseminação
dos
resultados
do
projecto
deve
decorrer
até
ao
final
de
2011,
em
data
a
fixar.
 No
web
site
ADOPT‐DTV
‐
http://adoptdtv.ulusofona.pt/
‐
lançado
em
Novembro
de
2010
 ‐
 encontra‐se
 toda
 a
 documentação
 essencial
 relativa
 ao
 presente
 projecto
 de
investigação,
 tais
 como
 os
 artigos
 científicos
 aceites
 em
 conferências
 e
 em
 publicações

 23

  24. 24. científicas,
 relatórios
 dos
 estudos
 empíricos
 e
 de
 revisão
 de
 bibliografia,
 bem
 como
 outras
informações
 de
 interesse
 relacionados
 com
 a
 transição
 da
 TV
 analógica
 terrestre
 para
 o
digital.
 Já
 em
 Outubro
 de
 2011,
 a
 equipa
 de
 investigação
 criou
 uma
 página
 do
 Facebook,
para
 divulgação
 e
 disseminação
 dos
 principais
 resultados
 do
 projecto,
 disponível
 no
endereço:
http://www.facebook.com/pages/TDT‐Adopt‐DTV/248275598555929

 Relativamente
à
apresentação
de
artigos
em
conferências
e
à
publicação
de
artigos
em
 revistas
 científicas,
 até
 30
 de
 Outubro
 de
 2011
 estes
 são
 os
 artigos
 e
 relatórios
 já
apresentados
e
publicados,
bem
como
os
artigos
já
com
publicação
garantida.
 

Indicadores
de
realização
do
projecto
–
ver
6.
Anexos
para
lista
completa
 
(*
até
final
de
2011
e
ao
longo
de
2012,
a
equipa
de
investigação
vai
continuar
a
submeter
artigos
a
conferências
e
revistas
nacionais
e
internacionais)

 P
 R
A
–
Publicações
 
 
Livros
 2
 6*
Artigos
em
revistas
internacionais
 5
 5*
Artigos
em
revistas
nacionais
 6
 3*
B
–
Comunicações
 
 
Em
congressos
científicos
internacionais
 6
 6*
Em
congressos
científicos
nacionais
 4
 2*
C‐
Relatórios
 4
 8
D‐
Organização
de
seminários
e
conferências
 2
 4
E‐
Formação
Avançada
 
 
Teses
de
Doutoramento
 
1
 1
Teses
de
Mestrado
 1
 1
Outra
 0
 1
F‐
Modelos
 1
 1


 24

  25. 25. 
3.
Resultados
principais

1.
Posse
de
TV
em
sinal
aberto
e
de
TV
por
subscrição:
taxa
de
penetração
e
perfis
‐
A
percentagem
da
população
de
Portugal
Continental
que
recebe
exclusivamente
televisão
em
sinal
aberto
deve
situar‐se
próximo
dos
38%,
em
Setembro
de
2011.
No
 último
 inquérito
 sobre
 TV
 digital
 da
 Universidade
 Lusófona
 realizado
 em
 Setembro
 de
20115,
 61.7%
 afirmaram
 ter
 TV
 paga
 em
 casa
 (n=742),
 o
 que
 implica
 que
 38.3%
 dos
inquiridos
não
possuem
TV
paga
(n=460).
Estes
dados
coincidem
os
valores
do
Barómetro
de
 Telecomunicações
 da
 Marktest,
 que
 estimou
 em
 61.9%
 a
 penetração
 de
 TV
 paga
 em
Portugal
 Continental,
 em
 Junho
 de
 2011
 (Anacom,
 2011).
 Já
 os
 valores
 avançados
 pela
Anacom
 variam
 consoante
 o
 denominador
 considerado:
 49.5
 assinantes
 por
 cada
 100
alojamentos,
 caso
 se
 considere
 o
 total
 de
 alojamentos
 familiares
 clássicos
 (o
 que
 inclui
alojamentos
de
residência
habitual
e
de
uso
sazonal
ou
residências
secundárias),
enquanto
que
 considerando
 o
 total
 de
 famílias
 clássicas,
 a
 Anacom
 (2011)
 estimou
 que
 72.2%
 são
assinantes
 de
 TV
 por
 subscrição
 no
 segundo
 trimestre
 de
 2011.
 Considerando
 que
 a
população
residente
em
Portugal
Continental6
é
de
10.041.813
indivíduos
(população
total:
10.555.853
 indivíduos),
 de
 acordo
 com
 últimos
 dados
 apurados
 pelo
 Instituto
 Nacional
 de
Estatística
 (2011),
 podemos
 estimar
 que
 cerca
 de
 3,8
 milhões
 de
 Portugueses
 usufruem
exclusivamente
dos
canais
de
televisão
em
sinal
aberto
em
sua
casa.
 Em
relação
aos
resultados
apurados
no
primeiro
inquérito
quantitativo
realizado
no
âmbito
 do
 projecto
 ADOPT‐DTV,
 54,7%
 usufruíam
 de
 um
 serviço
 de
 TV
 paga
 em
 casa
(n=655),
o
que
significa
que
45,3%
do
total
dos
participantes
recebiam
somente
televisão
em
sinal
aberto
(n=543).
O
trabalho
de
campo
deste
inquérito
decorreu
em
Novembro
de
2010,
junto
de
uma
amostra
de
1.205
participantes,
dos
quais
99.4%
possuíam
pelo
menos
um
televisor
em
casa
(n=1198).

 



































































5 
Inquérito
realizado
no
âmbito
do
projecto
de
investigação
“iDTV‐Health:
Inclusive
services
to
promote
health
and
wellness
via
digital
interactive
television”
(UTA‐Est/MAI/0012/2009),
cujo
trabalho
de
campo
decorreu
de
16
a
27
de
Setembro
de
2011,
junto
de
uma
amostra
representativa
da
população
Portuguesa
com
mais
de
18
anos,
constituída
por
1.207
inquiridos,
dos
quais
1.202
participantes
afirmaram
ter
TV
em
casa.
6 
De
notar
que
a
Região
Autónoma
dos
Açores
e
Região
Autónoma
da
Madeira
tem
uma
taxa
de
penetração
de
TV
paga
muito
superior
à
de
Portugal
Continental,
respectivamente
com
95
assinantes
por
100
alojamentos
e
81
assinantes
por
100
alojamentos.
Fonte
–
Anacom
(2011)
“Serviço
de
Televisão
por
Subscrição
‐
2º
trimestre
de
2011”
http://www.anacom.pt/render.jsp?contentId=1096827

 25

  26. 26. Tabela
1:
Posse
de
TV
paga
(ADOPT‐DTV
e
IDTV
Health
‐
ULHT,
2011) 
 Novembro
2010
 Janeiro
2011
 Setembro
2011
 (n=1198)
 (n=1198)
 (n=1202)
 %
 %
 %
Sim
 54.7
 59.5
 61.7
Não
 45.3
 40.5
 38.3
 
 De
 modo
 a
 compreender
 melhor
 quais
 os
 perfis
 dos
 espectadores
 com
 TV
 por
subscrição
e
sem
TV
por
subscrição,
a
seguir
se
apresenta
a
análise
estatística
descritiva
e
inferencial
 de
 algumas
 variáveis,
 tendo
 por
 base
 o
 inquérito
 principal
 do
 ADOPT‐DTV,
 cujo
trabalho
 de
 campo
 decorreu
 em
 Novembro
 de
 2010.
 As
 análises
 realizadas
 respeitam
 um
nível
 de
 confiança
 de
 95%
 (α
 =
 0,05)
 tendo
 sido
 usado
 o
 teste
 do
 Qui‐Quadrado,
 uma
 vez
que
 se
 evidenciou
 como
 o
 mais
 adequado
 e
 potente.
 Quando
 os
 pressupostos
 do
 Qui‐Quadrado
não
foram
verificados
recorreu‐se
ao
uso
do
Teste
Exacto
de
Fisher.
 
 No
 que
 respeita
 ao
 perfil
 socioeconómico
 dos
 assinantes
 de
 TV
 paga,
 os
 dados
indicam
que
as
variáveis
sexo
e
TV
por
assinatura
não
são
independentes,
verificando‐se
a
existência
 de
 diferenças
 estatisticamente
 significativas
 entre
 género
 masculino
 e
 feminino
quanto
à
posse
de
TV
paga
(χ2
(1)
=0,185,
p
=
0,667,
n
=
1.198;
α
=
0,05).
Os
dados
indicam
que
existe
uma
percentagem
maior
de
participantes
do
sexo
feminino
que
têm
TV
paga
em
casa,
 quando
 comparado
 com
 os
 participantes
 do
 sexo
 masculino.
 Encontramos
 também
uma
 diferença
 estatisticamente
 significativa
 entre
 a
 idade
 e
 a
 TV
 paga,
 indicando
 que
 os
participantes
mais
velhos
são
menos
propensos
a
ter
TV
paga
nas
suas
próprias
casas
(χ2
(5)
=
73,879,
p
<0,001,
n
=
1198;
α
=
0,05).
Verificou‐se
ainda
uma
correlação
negativa
razoável
e
significativa
entre
a
idade
e
posse
de
TV
por
assinatura
(P
=‐
0,25,
p
<0,001).
 
Tabela
2:
TV
paga
e
TV
em
sinal
aberto
vs.
idade
(ADOPT‐DTV,
Novembro
de
2010)
 
 Amostra
total
 TV
paga

 TV
em
sinal
aberto
 %
 %
 %
 18‐24
anos
 12
 14.2
 7.2
 25‐34
anos
 21
 24
 17.5
 35‐44
anos
 19.1
 20.8
 17
 45‐54
anos
 18.2
 19.2
 16.6
 55‐64
anos
 13.3
 11.3
 15.8
 +
65
anos
 16.4
 8.2
 23

 26

  27. 27. 
 Em
relação
ao
status
dos
participantes
com
TV
paga,
foi
encontrada
uma
correlação
positiva
 (V
 =
 0,244;
 p
 <0,001)
 e
 diferenças
 estatisticamente
 significativas.
 Estes
 dados
indicam
 que
 os
 participantes
 com
 um
 nível
 de
 status
 mais
 elevado
 (A,
 B)
 têm
 maior
probabilidade
de
ter
TV
paga
em
casa
do
que
indivíduos
nos
grupos
menos
favorecidos
(D,
E),
estando
consideravelmente
abaixo
da
média
na
subscrição
de
serviços
de
TV
paga
(χ2(4)
=
71,093;
p
<0,001;
n
=
1.198;
α
=
0,05).


Tabela
3:
TV
paga
e
TV
em
sinal
aberto
vs.
Status
(ADOPT‐DTV,
Novembro
de
2010)
 
 Amostra
total
 TV
paga
 TV
em
sinal
aberto
 %
 %
 %
 A
 2.7
 4
 0.7
 B
 13.9
 19
 8.5
 C

 19.6
 24
 14.9
 D

 48.8
 40
 59.1
 E
 15
 13
 16.8
 
Em
 relação
 às
 pessoas
 com
 necessidades
 especiais,
 nomeadamente
 aos
 indivíduos
 com
deficiências
visuais,
auditivas
e
de
mobilidade,
mais
uma
vez
encontramos
uma
correlação
positiva
entre
a
deficiência
e
a
posse
de
TV
em
sinal
aberto.
Os
resultados
indicam
ainda
a
existência
 de
 diferenças
 significativas
 entre
 essas
 variáveis,
 revelando
 que
 os
 participantes
com
 deficiência
 auditiva,
 visual
 ou
 de
 mobilidade
 são
 mais
 propensos
 a
 ter
 TV
 em
 sinal
aberto
nas
suas
casas
(deficiência
visual
χ2
(4)
=
21,422,
p
<0,001,
n
=
1.198;
α
=
0,05;
V
=
0,134,
p
<0,001;
deficiência
auditiva
χ2
(4)
=
42,303,
p
<0,001,
n
=
1.198;
α
=
0,05;
V
=
0,188,
p
<0,001;
mobilidade
reduzidaχ2
(4)
=
66,131;
p
<0,001,
n
=
1.198;
V
=
0,235,
p
<0,001;
α
=
0,05).

 
Tabela
4:
TV
paga
e
TV
em
sinal
aberto
vs.
Deficiências
visuais
(ADOPT‐DTV,
2011)
 Dificuldades
em
ver
 Amostra
total
 TV
paga
 TV
em
sinal
aberto

 %
 %
 %
 Nenhuma
 62.3
 68.8
 56
 Um
pouco
 13.9
 12.7
 15.5
 Alguma
 18
 14.8
 22.1
 Muita
 5.1
 4.1
 6.4
 Não
vejo
 0.1
 0.2
 0

 27

  28. 28. 
Tabela
5:
TV
paga
e
TV
em
sinal
aberto

vs.
Deficiências
auditivas
(ADOPT‐DTV,
2011)
 Dificuldades
em
ouvir
 Amostra
total
 TV
paga
 TV
em
sinal
aberto

 %
 %
 %
 Nenhuma
 80
 86.7
 71.8
 Um
pouco
 9.4
 6.4
 13
 Alguma
 8.5
 5.8
 11.8
 Muita
 1.9
 0.9
 3.1
 Não
ouço
 0.2
 0.3
 0.2

Tabela
6:
TV
paga
e
TV
em
sinal
aberto
vs.
Deficiências
motoras
(ADOPT‐DTV,
2011)
 Dificuldades
em
andar

 Amostra
total
 TV
paga
 TV
em
sinal
aberto

 %
 %
 %
 Nenhuma
 77.1
 85.5
 67
 Um
pouco
 10
 7.6
 12.9
 Alguma
 8.8
 5.6
 12.7
 Muita
 3.7
 1.1
 6.8
 Não
ando
 0.3
 0.2
 0.6

 Em
resumo,
com
base
nos
resultados
do
primeiro
inquérito
quantitativo
aplicado
a
uma
 amostra
 representativa
 da
 população
 Portuguesa
 no
 âmbito
 do
 projecto
 ADOPT‐DTV,
podemos
afirmar
que
os
indivíduos
com
TV
paga
em
Portugal
são
sobretudo
jovens
adultos
e
 adultos
 de
 meia
 idade,
 mais
 propensos
 a
 ter
 níveis
 mais
 elevados
 de
 educação
 e
 a
pertencer
a
grupos
de
status
mais
alto
(A
/
B
/
C)7
e
menos
propensos
a
ter
algum
tipo
de
deficiência
 (visual,
 auditiva
 ou
 de
 mobilidade).
 Por
 outro
 lado,
 os
 indivíduos
 sem
 TV
 paga
em
Portugal
são
mais
propensos
a
ter
uma
idade
elevada,
a
ter
mais
de
55
anos
de
idade,
a
possuir
baixos
níveis
de
habilitações
académicas
e
um
baixo
status
(D
/
E)
e,
finalmente,
a
possuir
algum
nível
de
deficiência
(auditiva,
visual
ou
de
mobilidade)8.
 

 



































































7 

O
status
é
determinado
pela
empresa
de
estudos
de
mercado
GfK
com
base
no
nível
de
escolaridade
e
na
ocupação
do
respondente:
mais
detalhes
nos
anexos
a
este
relatório.
8
Mais
detalhes
sobre
este
tópico
no
artigo:
 Quico,
Célia;
Damásio,
Manuel
José;
Henriques,
Sara
&
Veríssimo,
Iolanda
 (2011).
 “Perfis
 de
 adopters
 de
 TV
 digital
 no
 contexto
 do
 processo
 de
 transição
 da
 televisão
 analógica
terrestre
para
a
televisão
digital
terrestre
em
Portugal”.
In
Proc.
of
SOPCOM
2011.
Universidade
do
Porto,
Porto/
Portugal.

15
‐
17

Dezembro
2011.

 28

  29. 29. 2.
Tipo
de
acesso
a
TV
em
sinal
aberto
 
‐
Verifica‐se
que
a
recepção
de
TV
analógica
terrestre
se
mantém
como
largamente
dominante
 junto
 dos
 Portugueses
 sem
 TV
 paga,
 sendo
 o
 acesso
 à
 TDT
 pouco
expressivo,
estimando‐se
que
35%
da
população
de
Portugal
Continental
possa
ser
afectada
com
o
desligamento
do
sinal.
 
 
No
último
inquérito
sobre
TV
digital
realizado
em
Setembro
de
2011,
dos
460
inquiridos
que
responderam
 negativamente
 à
 questão
 “tem
 TV
 paga”
 (total
 inquiridos
 com
 TV
 =1.202),
92.4%
 afirmaram
 receber
 TV
 analógica
 através
 da
 antena
 tradicional
 (n=425)
 e
 3%
indicaram
ter
TDT
(n=14),
enquanto
que
2.6%
referiram
receber
TV
gratuitamente
através
de
 parabólica
 e
 2.6%
 não
 sabem
 ou
 não
 responderam
 a
 esta
 questão.
 De
 notar
 que
 no
inquérito
 anterior,
 realizado
 em
 Novembro
 de
 2010,
 do
 conjunto
 de
 inquiridos
 que
indicaram
não
ter
TV
paga,
96.7%
afirmaram
ter
TV
analógica
terrestre,
enquanto
que
1.8%
afirmaram
 receber
 o
 sinal
 de
 TV
 por
 uma
 parabólica
 e
 1.1%
 afirmaram
 receber
 TDT,
 com
0.7%
 a
 optarem
 por
 não
 responder
 e
 0.2%
 dos
 inquiridos
 a
 identificarem
 outro
 tipo
 de
acesso.
 Deste
 modo,
 verificou‐se
 uma
 ligeira
 subida
 da
 percentagem
 dos
 que
 afirmam
 ter
TDT,
que
passou
de
1.1%
para
3%
dos
inquiridos
sem
TV
paga.
 

 
Tabela
7:
Tipo
de
acesso
à
televisão
gratuita
no
agregado
familiar
(ADOPT‐DTV
e
IDTV
Health,
2011)
 
 Novembro
2010
 Setembro
2011
 (n=543)
 (n=460)
 %
 %
Antena
tradicional
(analógica,
sem
TV
por
 96.7
 92.4
subscrição)
Televisão
digital
Terrestre
(TDT=
 1.1
 3
Por
satélite/
com
parabólica
(gratuita)
 1.8
 2.6
Outro
tipo
de
acesso
 0.2
 0.2
Não
sabe/
não
responde
 0.7
 2.6
(nota:
havia
a
possibilidade
de
escolher
mais
do
que
uma
opção)
 
 No
 estudo
 etnográfico,
 realizado
 junto
 de
 30
 famílias
 das
 3
 zonas‐piloto
 do
desligamento
da
emissão
analógica
terrestre
de
televisão,
5
das
famílias
entrevistadas
não
eram
assinantes
de
serviços
de
televisão
(famílias
5,
8,
9,
17
e
23).
Já
no
caso
do
estudo
de
usabilidade,
dos
20
participantes
que
colaboraram
na
avaliação
dos
equipamentos
de
TDT,
4
não
eram
subscritores
de
um
serviço
de
TV
paga.
 


 29

  30. 30. 3.
Conhecimento
sobre
a
TV
digital
e
TDT

 
‐
Estima‐se
que
a
maioria
dos
Portugueses
já
tenha
ouvido
falar
em
TV
digital
e
em
TDT,
 mas
 que
 na
 maior
 parte
 dos
 casos
 tenham
 dificuldades
 em
 definir
 ou
caracterizar
estas
tecnologias.
 
Em
 relação
à
 familiaridade
 com
 os
 termos
e
expressões‐chave
associadas
à
TV
digital
,
em
primeiro
 lugar,
 78.2%
 dos
 participantes
 no
 inquérito
 realizado
 em
 Setembro
 de
 2011
conhecem
ou
já
ouviram
falar
de
TV
digital.
Num
segundo
inquérito
no
âmbito
do
projecto
ADOPT‐DTV
 realizado
 em
 Janeiro
 de
 2011
 e
 divulgado
 em
 Março,
 75.5%
 responderam
afirmativamente
a
esta
questão,
pelo
que
se
verifica
um
ligeiro
acréscimo
neste
indicador.
 Já
 sobre
 o
 termo
 “televisão
 digital
 terrestre”,
 em
 Janeiro
 de
 2011,
 46.1%
 dos
inquiridos
 afirmaram
 já
 ter
 ouvido
 falar
 desta
 plataforma
 de
 distribuição
 de
 sinal
 de
 TV
digital,
enquanto
que
no
inquérito
de
Setembro
de
2011,
72%
dos
inquiridos
responderam
já
 ter
 ouvido
 falar
 de
 TDT,
 o
 que
 representa
 uma
 subida
 assinalável
 num
 intervalo
 de
 8
meses.
 Ainda
 de
 referir
 que
 14.3%
 dos
 inquiridos
 responderam
 conhecer
 a
 expressão
“switchover
 digital”
 neste
 último
 estudo,
 enquanto
 que
 em
 Janeiro
 de
 2011,
 11%
responderam
já
ter
ouvido
falar
desta
expressão.
 

Tabela
8:
Conhecimento
de
expressões
associadas
à
TV
digital
(ADOPT‐DTV
e
IDTV
Health,
2011)
 
 
 Janeiro
2011
 Setembro
2011
 (n=1198)
 (n=1202)
 %
 %
 
 Sim,
já
ouvi
falar
de...
 Sim,
já
ouvi
falar
de...
TV
Digital
 75.5
 78.2
TV
de
alta
definição
(HD
 69.4
 69.8
Switchover
digital
 11
 14.3
Televisão
Digital
Terrestre
(TDT)
 46.1
 72
BOX/Caixa
descodificadora
(STB)
 61.8
 70.6

 O
 estudo
 etnográfico
 é
 esclarecedor
 quanto
 à
 diferença
 entre
 já
 ter
 ouvido
 falar
sobre
 TV
 digital
 e
 saber
 definir
 ou
 caracterizar
 TV
 digital.
 Assim,
 verifica‐se
 um
desconhecimento
 generalizado
 sobre
 as
 características
 da
 TV
 digital:
 das
 30
 famílias
 que
integraram
 o
 estudo,
 em
 26
 famílias
 pelo
 menos
 um
 dos
 seus
 membros
 afirmou
 já
 ter
ouvido
falar
no
tema,
mas
apenas
3
participantes
do
total
de
63
entrevistados
neste
estudo

 30


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