Plano manejo florestal_2013

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  • 1. SocialmenteJustoRespeita os trabalhadores e ouve as comunidades dasregiões onde a empresa desenvolve suas atividades.Adota práticas de identificação e controle de impactosambientais, de uso racional dos recursos naturais e deconservação da biodiversidade.Garante o abastecimento de madeira no curto e no longoprazo a um custo que possibilite retorno econômico para aempresa e a manutenção de suas atividades.AmbientalmenteCorretoEconomicamenteViável
  • 2. ApresentaçãoA Celulose Riograndense é uma empresa produtora de celulosebranqueada de eucalipto, vendida globalmente para fabricantesde papéis de imprimir e escrever, sanitários, e papéis especiais.No Rio Grande do Sul, a Celulose Riograndense opera uma fábricano município de Guaíba com capacidade anual de 450 mil toneladas decelulose, que é abastecida por madeira proveniente de plantaçõesflorestais situadas num raio médio de 146 quilômetros, em 39municípios do Rio Grande do Sul. A planta industrial da empresa possui geração própria de energiaelétrica, através da utilização de resíduos de processo e carvãomineral, além de reciclar em torno de 99,4% de seus resíduosindustriais sólidos.A empresaO Plano de Manejo Florestal (PMF) da Celulose Riograndense é o conjunto de diretrizes sobre comorealizar as atividades florestais realizadas nas Unidades de Manejo Florestal (UMFs), que são asfazendas onde se cultiva as plantações de eucalipto desde o planejamento até a entrega damadeira para a fábrica. Buscando maximizar os resultados econômicos através da otimizaçãodos recursos florestais e os meios para atingir estes resultados que serão apresentados nestePlano de Manejo Florestal.Inclui documentos como mapas de plantio e colheita, licenças ambientais emitidaspelos órgãos competentes (FEPAM, DEFAP/SEMA, DRH), manuais técnicos utilizados pelosresponsáveis pela execução das tarefas, relatórios e laudos apresentando resultados deestudos e monitoramentos sobre a área manejada, programa Operacional de Corte,Avaliações de Impactos Ambientais – AIAs, que estabelecem os objetivos, as responsabi-lidades, as práticas e as estratégias para alcançar a sustentabilidade do manejo florestalpraticado pela Celulose Riograndense. O Plano de Manejo Florestal é revisado anualmente ou sempre que julgado necessáriopela área de Coordenação Ambiental e pode ser atualizado caso haja necessidade.Este documento trata-se de um resumo público que busca passar informações gerais àscomunidades da região de atuação da Celulose Riograndense.Objetivos do Manejo FlorestalO objetivo de longo prazo do manejo florestal da Celulose Riograndense é obter madeira paraa produção de celulose ao menor custo e investimento, por meio de uma operação sustentável,baseada unicamente em plantios florestais. Para atingi-lo, a empresa maneja sua base florestalconsiderando aspectos legais, ambientais, técnicos, científicos, econômicos e sociais, buscandopromover o equilíbrio ambiental; minimizar impactos e contribuir para o bem-estar social eeconômico.
  • 3. 4 - Plano de Manejo - Celulose RiograndenseEtapas do Manejo FlorestalO Planejamento Florestal é o ponto de partida para a definiçãodas demais operações e ele é feito de modo a atender àsdemandas das unidades de consumo de madeira. Comoprodutos do Planejamento Florestal são emitidos os PlanosOperacionais Anuais, desdobrados em: Plano de Colheita,Plano de Transporte e Plano de Silvicultura. Além dos planos anuais, o planejamento se disponibilizaum plano plurianual de plantio, reforma e rebrota. Trata-sedo Plano de Suprimento de Madeira de Longo Prazo, queabrange um horizonte de 18 anos, de forma a garantir a sus-tentabilidade do sistema de produção. Eventualmente, poderáhaver pequenas alterações do ano de condução em função doplano de corte de curto prazo. A informação de plantio,reforma e rebrota é repassada para as área operacionaisatravés dos sistemas informatizados. O plano de longo prazo estabelece a substituição dasplantações atuais, compostas por grande quantidadede rebrota, materiais genéticos com restrição ou menosadequados para produção de celulose, e plantios com baixadensidade e de baixa produtividade. Ao longo dos anos, estaprescrição se alterna para a condução da rebrota, a partir doestabelecimento de plantios com características da madeiramais desejáveis em termos de qualidade produtividade. A base florestal existente excede a demanda de matéria-prima da fábrica existente. Assim, neste cenário, não há umesforço na busca de fontes alternativas (oferta de madeirapara compra, caso necessário), entretanto, as informaçõessobre plantios florestais no Estado do Rio Grande do Sulpodem ser consultadas junto ao órgão licenciador. CONTROLE E MONITORAMENTOETAPAS DOMENEJO FLORESTALManutençãoColheitaTransportePesquisaPlanejamentoViveiroImplantaçãoPor seguir rigidamente às normas ambientais e pro-duzindo sempre com respeito à natureza e contri-buindo para o desenvolvimento social e econômicodas comunidades da região, a Celulose Riograndenserecebeu o certificado de Manejo Florestal da ForestStewardship Council® (FSC®), organização indepen-dente, não-governamental, sem fins lucrativos, criada paraestimular o manejo responsável das florestas do mundo.O FSC é considerado um sistema de certificaçãoflorestal com credibilidade internacional devido àmetodologia de avaliação das operações florestais queinclui a participação dos grupos sociais potencialmenteafetados pelas atividades, uma avaliação rigorosa daspráticas ambientais e análise da viabilidade econômicada produção.Forest Stewardship Council® (FSC®)
  • 4. Celulose Riograndense - Plano de Manejo - 5Gestão FlorestalO departamento florestal é a área responsável pelo plane-jamento e gestão das operações de plantio, condução,colheita e transporte da madeira, buscando a manutenção ea melhoria das condições ambientais, sociais e econômicasenvolvidas.Também fazem parte das atividades de Manejo Florestalquestões de:Segurança e Higiene Ocupacional;Qualificação e Avaliação de Fornecedores de Serviços;Contratação de Serviços. Para cada atividade há documentos (procedimentos) comorientações sobre a execução das atividades, controlesaplicáveis, registros e responsabilidades. Para os trabalhadoresda Celulose Riograndense, a documentação está disponívelem um sistema informatizado e, para os prestadores deserviço, são distribuídas cópias eletrônicas para impressãoem suas instalações, quando aplicável.Salvaguardas Ambientais Todas as atividades, produtos e serviços da CeluloseRiograndense que tenham interação com o meio ambientedurante sua execução identificam, caracterizam, avaliam eregistram seus aspectos e impactos ambientais, classificando-oscomo significativos ou não-significativos. Para cada impacto ambiental real ou potencial significativo,são definidas e adotadas práticas ambientais para prevenir,mitigar ou corrigir os impactos. Estas práticas ambientaissão incorporadas nos Manuais Técnicos que orientam arealização das operações. Controles e Sistemas de Apoio Para viabilizar o controle do que ocorre nas fazendas, aCelulose Riograndense conta com um sistema informatizadoque armazena e atualiza todos os dados e informações dasatividades realizadas durante todo o ciclo de operaçõesflorestais, desde o planejamento, geração de ordens deserviço, apontamentos e controles, relatórios de acompanha-mento e, por fim, o retorno das informações para atualizaçãodas bases de dados. Todas as propriedades (próprias e arrendadas) onde aempresa realiza atividades florestais são georreferenciadase mantidas atualizadas pela área de Cartografia. Esta basede dados é a referência principal para a realização doscontroles operacionais, ou seja, é possível identificar quaisoperações estão programadas e/ou foram executadas emcada Unidade de Manejo Florestal.
  • 5. 6 - Plano de Manejo - Celulose RiograndenseDescrição das áreas manejadasAs áreas manejadas diretamente pela Celulose Riograndensesão as propriedades rurais próprias, arrendadas ou contratadasem regime de parceria. Dentro dessas áreas existem diferentesclasses de uso do solo, que serão descritas adiante. O programa de Fomento Florestal, com os produtores ruraisda região, iniciou em 2004 para atender parte da demandade madeira no futuro. Neste programa, a empresa forneceas mudas, fertilizantes, assistência técnica e garante, atravésde contrato, a compra da madeira. A responsabilidade pelomanejo florestal praticado é do produtor rural, não sendocontempladas por este Plano de Manejo.Situação Fundiária e Outros Aspectos LegaisAs áreas manejadas pela Celulose Riograndense podem serpróprias, em parceria ou arrendadas.Todas as áreas próprias foram adquiridas de seus legítimosproprietários, a empresa detém a posse e uso através decontrato, escritura ou registro em cartório e os primeirosplantios da empresa datam de 1967. A averbação de Reserva Legal das áreas (uma exigência doCódigo Florestal) segue o acordo feito com o órgão estadualcompetente (DEFAP / SEMA - Departamento de Florestas eÁreas Protegidas / Secretaria Estadual de Meio Ambiente),sendo que até o final de 2011 já haviam sido encaminhadosa este órgão 12,5 mil hectares para aprovação da localizaçãoda Reserva Legal. Ocupação e Uso da Terra As áreas da Celulose Riograndense são mapeadas eclassificadas em 5 grandes grupos: • Áreas de Produção de Madeira (P);• Áreas de Vegetação e Ecossistemas Associados;• Recursos Hídricos (H); • Áreas de Estradas (E);• Outras Finalidades (O). Para cada uma dessas classes de uso são controlados algunsatributos específicos em termos de área e característicasqualitativas que são utilizados como subsídios para oplanejamento e manejo florestal, tanto das áreas produtivascomo das áreas de conservação ambiental. A ocupaçãoatual das áreas da empresa por município pode ser vista naTabela de Distribuição das Áreas da empresa por Município.
  • 6. Celulose Riograndense - Plano de Manejo - 7Vegetação As áreas da Celulose Riograndense ocupam uma área distintasRegiões Fitoecológicas (IBGE, 1986): Savana, Floresta Esta-cional Semidecidual, Floresta Estacional Decidual e Área deFormações Pioneiras. Área de Formações Pioneiras de Influência Fluvial correspondea ambientes geologicamente jovens, ocupando terrenos doquaternário com deposição recente e terreno não consolida-do, onde as condições nutricionais e de drenagem do substratosupõem adaptações especiais da flora para seu estabeleci-mento. As espécies ocorrentes nas restingas representam avanguarda na colonização das faixas arenosas junto à Lagunados Patos, caracterizando desde coberturas herbáceas ralas,com predominância de gramíneas e compostas, até matas bemdesenvolvidas. Entre esses dois extremos, ocorrem diversas formaçõesintermediárias, constituindo, muitas vezes, conjuntos degrande beleza paisagística.Nas baixadas,originalmente brejosas,houveram intensas alterações da paisagem em função dadrenagem para o cultivo de arroz em período anterior aoplantio do eucalipto. Quanto à Floresta estacional semidecidual e a Floresta esta-cional Decidual, a diferença entre elas reside na proporçãodas espécies de árvores que apresentam o comportamentode queda das folhas no período frio. Enquanto que na primeiraum contingente entre 20 e 50% das espécies portam-seTabela de Distribuição dasÁreas da Empresa por Município
  • 7. 8 - Plano de Manejo - Celulose Riograndensedessa maneira, na segundo esse contingente supera os 70%.Essa diferença deve-se basicamente à ausência de Apuleialeiocarpa (grápia), que, estando presente no estrato emer-gente da Floresta Estacional Decidual, é uma das principaisresponsáveis pelo caráter decíduo dessa floresta. A região Fitoecológica da savana ou estepe correspondeà região onde está concentrada a maior parte das áreaspróprias de cultivo de eucalipto. Esta formação ocupa áreasde relevo aplainado e dissecado, em altitudes até poucosuperiores a 400 m, caracterizadas por solos litólicos,distróficos e eutróficos, rasos, bem como solos podzólicos,onde predominam granitos e gnaisses do Pré-Cambriano.Sua fitofisionomia é consideravelmente variável, sendoas formas biológicas predominantes representadas, nasua maioria, por espécies das famílias das gramíneas,ciperáceas, compostas, leguminosas e verbenáceas. As espécies lenhosas podem estar presentes em maior oumenor quantidade, constituindo elemento de caracterizaçãodas formações.As espécies arbóreas apresentam dispersão,distribuição e frequência irregulares.A vegetação herbáceahoje em dia é constituída por gramíneas cespitosas erizomatosas. A Celulose Riograndense não realiza plantios florestais em áreasocupadas com vegetação nativa, seja em estágio primário esecundário avançado ou médio. No caso da região de savana, oplantio só é realizado em áreas previamente antropizadas pelapecuária e/ou agricultura, destinando à Reserva Legal áreas decampo natural representativas da riqueza biológica local. Estradas As estradas e acessos utilizados pela empresa para arealização das operações florestais incluem rodovias federais,estaduais, municipais e próprias. Estas últimas são mapeadascomo um dos tipos uso do solo nas áreas da CeluloseRiograndense. O traçado de estradas e aceiros nas áreas da Celulose Rio-grandense é feito de acordo com um planejamento de usodo solo e existem padrões de largura e condições de drena-gem que são repassados aos responsáveis pelas atividadesde abertura, construção e conservação de estradas. Os obje-tivos do planejamento e controle destas operações é permitirboa trafegabilidade de máquinas e veículos observando oscuidados ambientais necessários para prevenir erosão eimpactos em cursos d’água. Relevo Em geral, as áreas da empresa encontram-se em relevovariando de plano, suave ondulado (com declividade geralmenor que 3o), ondulado e forte ondulado. O aproveitamentopara o plantio florestal respeita o limite de declividade previstopela legislação (45o). Nas áreas onde predomina o relevoplano, os plantios são efetivados preferencialmente em terre-nos onde as operações são mecanizáveis (declividade < 25o).Solos Os solos existentes nas áreas manejadas pela CeluloseRiograndense foram agrupados em Unidades de Solo,considerando o conceito de “fatores limitantes da produtivi-dade”, ou seja, os principais fatores do solo que sintetizamos desvios de produtividade do eucalipto nas condições daCelulose Riograndense: disponibilidade de água, disponibi-lidade de nutrientes minerais, disponibilidade de oxigênio egrau de coesão do solo. Estas diferenças observadas entre asdiversas Unidades de Solo existentes são determinadas prin-cipalmente pela granulometria, pelo grau de manifestação dacoesão, pela drenagem e pelo relevo. Nas áreas de atuação da Celulose Riograndense, predominamsolos profundos a muito profundos e excessivamente bem dre-nados ou bem drenados, textura variando de arenosa a muitoargilosa, com gradiente textural (diferença de texturas entre oshorizontes A e B), caráter distrófico, teores médios de matériaorgânica e saturação por bases e baixos.Há médios teores de fósforo. São propensos àcompactação quando muito argilosos e à erosão em áreasonduladas. Ocorrem também solos rasos (cambissolose neossolos litólicos) e solos mal drenados em áreas maisbaixas (Planossolos e Gleissolos). Os critérios de seleção das áreas para plantio e dasrecomendações de algumas práticas silviculturais, como opreparo de solo e adubação são feitas para as Unidades de Solo.
  • 8. Celulose Riograndense - Plano de Manejo - 9Classes de solos ocorrentes nas áreas daCelulose Riograndense: Cambissolo Os Cambissolos são solos pouco profundos que apresentamhorizonte B não definido (B incipiente), ocorrendo normal-mente em relevo que varia de suave ondulado a ondulado.Apresentam textura média a argilosa, presença de cascalhose maior fertilidade natural, sendo alguns deles húmicos(maiores valores de matéria orgânica). Gleissolo Ocupa as partes depressionais da paisagem e está normal-mente sujeito à inundação sazonal sendo a falta de arejamen-to altamente limitante ao crescimento das raízes do eucalipto. Neossolo Quartzarênico Solos arenosos ocorrentes em áreas planas, sendo profundos,porosos, dominantemente álicos com saturação de alumínioelevada e saturação de bases baixas. Planossolo Ocorre em áreas muito restritas, baixas e abaciadas. São so-los relativamente pouco profundos com drenagem imperfeitae risco de alagamento, o que limita o crescimento do sistemaradicular de plantas mais sensíveis. ArgissoloVermelho Amarelo Diferencia-se dos outros argissolos pela cor de matiz 5YR namaior parte dos primeiros 100cm do horizonte B. Possui tex-tura arenosa/média ou arenosa /média argilosa e via de regranão exige preparo de solo profundo por não possuir carátercoeso como os Argissolos Amarelos. ArgissoloVermelho LatossólicoDiferencia-se dos outros argissolos pelo menor gradientetextural e estrutura próxima a dos Latossolos. Sua fertilidadevaria de média a alta e quando muito argiloso é suscetível àcompactação, não devendo ser preparado em condições dealta umidade. Neossolo LitólicoSão solos rasos, apresentando no perfil uma sequência dehorizontes AR ou AC, ou seja, o horizonte A assentado sobrea rocha parcialmente alterada (horizonte C) ou a rocha inal-terada (camada R). Então, são solos pouco evoluídos e semhorizonte B diagnóstico. São altamente susceptíveis à erosãoe ao déficit hídrico se ocorrer. Clima O clima predominante nas áreas da Celulose Riograndenseé da variedade específica “Cfa” - Clima Subtropical (Vir-giniano), úmido, sem estiagem. A temperatura do mês maisquente é superior a 22oC e a do mês menos quente é de 3 a18oC (sistema de Köppen). Esta variedade específica está dividida em subtipos indi-vidualizados pela isoterma anual de 18oC em função dediferenças topográficas e continentabilidade. Recursos Hídricos Disponíveis Os mapas e cadastro florestal contém as informações dosdiferentes tipos de Recursos Hídricos, conforme a seguinteclassificação:• Alagado• Lago natural• Canal• Rio• Lago artificial Estes registros fazem parte do controle do uso e ocupaçãodo solo e são contabilizados em termos de área (em hect-ares) e em relação à localização dos eixos de rios e córregosexistentes, para fins de planejamento ambiental, definição deáreas de preservação e estudos hidrológicos. Os polígonos das bacias hidrográficas definidas porlegislação e das microbacias hidrográficas construídas apartir das informações sobre rede de drenagem e topografiasão também mantidos e utilizados como unidades espaciaisde planejamento e monitoramento ambiental.
  • 9. 10 - Plano de Manejo - Celulose RiograndenseUnidades de Conservação e Áreas deInteresse Comunitário As Unidades de Conservação são os espaços territoriaise recursos ambientais legalmente instituídos pelo PoderPúblico, com objetivos de conservação e limites definidos.As áreas de interesse comunitário são as áreas de interesseda comunidade local ou da sociedade em geral, como porexemplo: sítios histórico/arqueológico, áreas de convivênciasocial e lazer das comunidades, sítios religiosos, áreas deserviços públicos e locais de realização de atividades não-predatórias de subsistência das comunidades. Estas áreas são respeitadas e consideradas no manejoflorestal da Celulose Riograndense. As unidades deconservação, com respectivas zonas de amortecimento eáreas de interesse comunitário nas áreas de influência diretae entorno imediato dos plantios da empresa, são reconhe-cidas de acordo com a norma Atualização Cadastral dasBases de Apoio Socioambientais. Identificação de Vestígios Arqueológicos ePaleontológicos No intuito de proteger sítios arqueológicos nas suas áreas deatuação e conhecer os sítios existentes na região, a Celu-lose Riograndense realizou levantamentos com objetivo dediagnosticar a presença de vestígios em suas áreas e nosmunicípios de atuação, além de treinar e produzir materiaisorientativos para que os trabalhadores estejam aptos a atuarde acordo com o procedimento Manual de Manejo paraConservação de Áreas Protegidas. Unidades de Paisagem Natural O Estado do Rio Grande do Sul elaborou um zoneamentoambiental de seu território focado na identificação deregiões homogêneas em termos de paisagem, aspectosgeomorfológicos e de biodiversidade para estabelecimentode objetivos de conservação, diretrizes e restrições à ativi-dade de silvicultura. Os plantios da Celulose Riograndenseestão distribuídos nas unidades de paisagem natural nomi-nadas na figura a seguir.Unidade de Paisagem NaturalDP2PS2PM14DP1DP5PS3PS4PL4PL5PL4PS1DP4PM16PL5 PL3PL2
  • 10. Celulose Riograndense - Plano de Manejo - 11O Manejo em Função dasPeculiaridades Regionais eLocaisAs peculiaridades regionais e locais são incorporadas naspráticas de manejo florestal da Celulose Riograndensepor meio das recomendações técnicas emitidas para asoperações, seja através dos procedimentos escritos ou daorientação técnica em campo. Em cada etapa do manejo,diferentes adaptações às especificidades locais podem sernecessárias. A seguir alguns exemplos destas adaptações. O Uso do Solo: Os aspectos ambientais, como relevo evegetação, podem definir a possibilidade de plantio ou nãode uma determinada área e a identificação de áreas querequerem recuperação ambiental. Sivilcultura (estabelecimento e manutenção dasplantações): Além das características ambientais da área,o clima pode ser um determinante, inclusive, do tipo de ativi-dade a realizar ou da época em que ocorrerão operaçõescomo: preparo de solo, adubação, combate à formiga, capina,entre outros. Colheita e Transporte: Considera aspectos regionais,a rede viária externa às propriedades envolve ajustes daprogramação das operações ou rotas de transporte emfunção do potencial de impacto sobre comunidades locais.
  • 11. Dimensionamento da Base Florestal Atualmente os plantios florestais existentes excedem ademanda de madeira da fábrica, pois há um processo deexpansão da base de plantações com vistas à ampliaçãoda unidade fabril. Em 2006, foram realizados estudosambientais, respeitando termo de referência emitido peloórgão licenciador – FEPAM e todo o trâmite legal do licen-ciamento para o plantio de eucalipto em novas áreas nasbacias hidrográficas abrangidas pelo estudo - Baixo Jacuí,Vacacaí- Vacacaí-Mirim, Camaquã e Santa Maria. Para aimplantação, em cada uma das propriedades são solicitadasLicenças de Operação separadamente, mas que estão vin-culadas às Licenças de Instalação emitidas para cada BaciaHidrográfica. Em outubro de 2008, a implantação de novas áreas foi sus-pensa em função da crise econômica mundial, sendo quehouve retomada das implantações no início de 2010.Esquemas de Manejo Silvicultural e Idade deColheita Prevista O esquema de manejo silvicultural tem relação com adecisão de, após a colheita em uma determinada área,efetuar novo plantio no mesmo local (reforma) ou conduzira brotação dos troncos das árvores colhidas (rebrota). Atomada de decisão depende de fatores técnicos que sãoavaliados em relação à expectativa de produção de madeiraem uma ou outra alternativa. Nas áreas cujo objetivo de fornecimento apenas de madeiracelulose, a densidade inicial de plantio varia entre 1.111 e1.333 plantas por hectare. Há áreas de plantio mais antigasonde pode haver um manejo para fornecimento de toras commaiores dimensões, que são vendidas para serrarias locais.As idades de corte variam entre 6 e 25 anos. Em médioprazo busca-se um ordenamento da floresta para atingir umaidade média de corte ao redor de 7 anos. As florestas com idade superior a 15 anos ou com al-guma restrição para fabricação de celulose (em funçãodas características da madeira) podem ser destinadas àcomercialização. Quando do início da operação da novafábrica, será admitido uma participação destas plantaçõesmais velhas no processo de fabricação de celulose. A destinação para o mercado (venda de toras ou toretes),para uso industrial ou energético, segue os níveis estabeleci-dos pelo Plano de Suprimento de Madeira de Longo Prazo enão compromete o abastecimento futuro da unidade Guaíba.
  • 12. Celulose Riograndense - Plano de Manejo - 13Controles e Monitoramento como Base para Ajuste do Plano de ManejoIncremento dos Produtos Florestais O monitoramento do estoque de madeira, crescimento e dinâmica da floresta é feito por meio do inventário florestal. Este consistena adoção de técnicas de amostragem para a determinação ou estimativa de características quantitativas ou qualitativas dasplantações de eucalipto através de medições e observações de campo. Tais dados são de uso interno da área de planejamento einfluenciam no dimensionamento das áreas a plantar / colher.Crescimento e dinâmica da florestaLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit.Vivamus eget mollis lacus. Nulla at magna est. Phasellusipsum elit, commodo viverra vehicula at, rhoncus quis massa.Maecenas quam ante, interdum id est et, accumsan tincidunturna. Nullam felis dolor, eMeios de Apresentação - Produtividade das florestas por espécies plantadas (últimos 6 meses);- Percentual de áreas colhidas por espécie (últimos 6 meses);- Percentual de espécies plantadas sobre o patrimônio totalPeriodicidade e/ou Critério - Mensal;- Trimestral;- Semestral.Meios deApresentaçãoGeração de Relatórios disponibilizados no SIF.Peridiocidadee/ou Critério.AnualUm Plano de Monitoramento é mantido com o objetivo de prover bases para a análise de resultados e implementação de melhorias nas atividades de manejo florestal. Na tabela a seguir, apresentamosum painel dos temas monitoramentos e em seguida uma descrição sucinta dos principais resultados já apurados e, em alguns casos, como a informação é utilizada para disparar ações dentro dasequência de atividades.
  • 13. 14 - Plano de Manejo - Celulose RiograndenseFlora O trabalho com a caracterização da flora nas áreas deatuação da Celulose Riograndense teve início em 1997. Paracada Região Fitoecológica (IBGE, 1986) nas quais a empresapossuía plantios florestais, foram efetuados levantamentose estudos fitossociológicos para a caracterização de cadatipo de vegetação, incluindo a vegetação presente nos sub-bosques. As listas de espécies encontradas em cada uma das regiões(Savana, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Esta-cional Decidual e Área de Formações Pioneiras) e nos sub-bosques são utilizadas como base para o planejamento daprodução ou compra de mudas de espécies nativas para asatividades de recuperação da vegetação em APPs. Em 2007, foi iniciada uma parceria entre a empresa e a Uni-versidade do Vale do Rio do Sinos - Unisinos para realizaçãode um programa de monitoramento com objetivo de acom-panhar a dinâmica da biodiversidade e avaliar os efeitosdas atividades silviculturais. Estes estudos têm por base adinâmica da vegetação nativa em fragmentos florestais ecampestres e no sub-bosque dos plantios de eucalipto.Os resultados relativos ao ambiente florestal demonstrarama importância de proteger do pastoreio intensivo os sub-bosques em áreas de preservação permanente, com basena comparação com áreas similares em propriedades doentorno onde a atividade envolve a pecuária. Os resultadosmostraram que florestas com a presença do gado podemapresentar redução significativa na riqueza, produtividadee composição de espécies das comunidades vegetais dosub- bosque. Trata-se de um importante balizamento paraa análise de viabilidade do estabelecimento de parceriasvoltadas à manutenção de áreas com atividade silvopastoril. No que diz respeito à vegetação campestre, os resulta-dos analisados até o momento apontaram que os camposem Áreas de Preservação Permanente – APP junto aosplantios de eucalipto se encontram em melhor estado deconservação em relação às áreas de pecuária do entorno.O efeito do gado sobre as comunidades vegetais camp-estres, através do pastoreio intensivo e pisoteio provocauma seleção das espécies herbáceas, além de controlar aaltura da vegetação, o que pode, em muitos casos, limitar areprodução destas espécies e, consequentemente, dispersãode propágulos. Cabe ainda destacar que em cada nova áreaimplantada, de acordo com as exigências do processo deLicenciamento da Atividade de Silvicultura no Rio Grande doSul, são realizadas Avaliações do Estado de Conservação dasVegetações Campestre e Florestal e da Ocorrência de espéciesameaçadas, raras ou endêmicas nas propriedades. Fragmentosem estágio médio ou avançado de regeneração, ocorrênciade espécies da flora local consideradas ameaçadas, rarasou endêmicas, campos secos pedregosos e campos úmidossão exemplos de áreas destinadas à Reserva Legal. O acompanhamento da evolução da flora é realizado atravésdo monitoramento das ações de evolução das Áreas dePreservação com a emissão de relatórios quantitativos equalitativos dos parâmetros requeridos.Composição e Mudanças Observadas na Flora e FaunaMeios de Apresentação Relatórios disponibilizados narede informatizada.Periodicidade e/ou Critério Conforme demanda.
  • 14. Fauna Também no ano de 1997, simultaneamente aos levanta-mentos de flora, realizaram-se os levantamentos de faunanas regiões Fitoecológicas descritas anteriormente. Estesestudos abrangem os grupos faunísticos répteis, anfíbios,mamíferos, peixes e aves. As espécies identificadas - poravistamento ou através de vestígios - foram listadas e já ser-viram de base para outros estudos e mesmo para discussõessobre termos de referência para os estudos de impactoambiental da expansão da atividade de silvicultura no estado. Dentre as espécies listadas, aquelas classificadas comoameaçadas de extinção aparecem em destaque comindicação do ambiente onde foram observadas, no intuito dereforçara necessidade de conservação de seus habitats como me-canismo de conservação da espécie. Estas informações sãorepassadas aos envolvidos no planejamento e execução dasoperações. A partir de 2006, iniciou-se o monitoramento de avifaunaem regiões de Savana, onde se concentra a maior partedos plantios florestais da empresa. A presença de diversasespécies de aves em uma determinada região é importanteindicador dos níveis de biodiversidade que aquele ambientepossui. Os dados desse monitoramento são armazenados emmódulo específico no SIF. Durante a realização dos monitoramentos, foram encontra-dos (ocasionalmente e nos pontos de censo) espécies quemerecem destaque como pica-pau-dourado (Piculus auru-lentus), o corocochó (Carpornis cucullatus), a gralha-azul(Cyanocorax caeruleus), o cais-cais (Euphonia chalybea),considerados ameaçados pela listagem da IUCN (Red List ofThreatened Species - disponível em: http://www.iucnredlist.org - acessado em 31/03/07), e o gaturamo-verdadeiro(Euphonia violacea), considerado vulnerável para o Estadodo Rio Grande do Sul (Fontana, C. S., G. A. Bencke; R. E. Reis(Orgs.) 2003. Livro vermelho da fauna ameaçada de extinçãono Rio Grande do Sul. Porto Alegre: EDIPUCRS). Neste contexto, vale ressaltar a importância da manutençãode Áreas de Preservação Permanente - APP, pois estasexercem um importante papel na conservação de diversasespécies dependentes de florestas nativas da região estu-dada, tais como o corocochó e o cais-cais. Também foi observada a utilização de flores de eucalipto nadieta de algumas espécies, como, por exemplo, a tiriba-de-testa-vermelha (Pyrrhura frontalis). Assim, constatou-se o usode plantios como recurso alimentar. Outra função importanteobservada nos monitoramentos é o uso dos plantios comocorredores de conexão para acesso a fragmentos e manchasde vegetação nativa por determinados elementos da avi-fauna contribuindo para biodiversidade local e regional. Após a análise dos resultados do EIA/RIMA realizado paraavaliar a expansão dos plantios no estado, foram definidasnovas áreas a serem monitoradas, de modo a abranger adiversidade de ambientes que ocorrem na área de dispersãodos plantios. Desde o segundo semestre de 2008, cinconovas áreas foram incorporadas ao monitoramento, incluindotrabalho específico com o Papagaio Charão (Amazona petrei)em função de haver plantios da empresa localizados na IBA(Important BirdLife Area) do Médio Camaquã, sendo que osresultados obtidos indicaram recomendações de manejo quedeverão ser incorporadas à programação de colheita dasáreas nesta região. Em 2010, foi iniciada uma nova etapa dos monitoramentosde fauna, enfocando o grupo da herpetofauna (anfíbios erépteis), mas ainda não há resultados que permitam recom-endar ações de manejo / conservação para este grupo.Meios de Apresentação Geração de Relatórios dis-ponibilizados no SIF.Periodicidade e/ou Critério Anualmente, ao longo detodo o manejo da floresta.
  • 15. 16 - Plano de Manejo - Celulose RiograndenseRecursos Hídricos A Celulose Riograndense vem desenvolvendo estudos e pes-quisas de longo prazo que têm permitido melhorarsuas práticas de manejo. Uma microbacia hidrográfica é aunidade básica de planejamento para a compatibilizaçãoda preservação dos recursos naturais e da silviculturaou agropecuária. As microbacias hidrográficas possuemcaracterísticas ecológicas, geomorfológicas e sociaisintegradoras, o que possibilita uma abordagem holística eparticipativa envolvendo estudos interdisciplinares para oestabelecimento de formas de desenvolvimento sustentávelinerentes às condições ecológicas locais e regionais. Cientedisso, o Plano de Monitoramento de Águas Superficiais eSubterrâneas visa atender às necessidades de pesquisa eoperação, simultaneamente. O monitoramento intensivo (em microbacias experimen-tais) visa fornecer dados para parametrização de modeloshidrológicos e demais pesquisas sobre balanço hídrico, en-quanto o monitoramento em campanha (coletas periódicas deágua e medição de vazão) viabiliza informação suficiente parase evitar impactos negativos do manejo silvicultura aos recur-sos hídricos disponíveis nas terras da Celulose Riograndense. Os resultados das medições deverão subsidiar informaçõesa respeito das práticas de manejo florestal utilizadas pelaCelulose Riograndense, verificando se essas estão adequa-das e garantem a manutenção ou melhoria da qualidadedos recursos hídricos. Dessa forma, este plano permitegerar informações sobre recursos hídricos para viabilizarexpansões de terra da empresa, atendimento a condicio-nantes de licenças ambientais e à certificação florestal epesquisas científicas. A escolha das microbacias obedeceu a uma série decritérios e as mesmas são representativas da região deatuação, de modo a permitir a extrapolação dos resultadospara todo conjunto de áreas plantadas. Foram delimitadasoito microbacias, sendo duas Microbacias Piloto Experimen-tal (MPE), onde serão realizados os monitoramentos inten-sivos, e seis Microbacias Piloto Operacional (MPO), ondeserão realizadas os monitoramentos em campanhas. Meios de Apresentação Geração de Relatórios edisponibilizados na rede infor-matizada.Periodicidade e/ou Critério Anualmente, ao longo detodo o manejoda floresta;Plano para Monitoramentode água superficial e sub-terrânea na CeluloseRiograndense.Impactos Ambientais e Sociais das Operações
  • 16. Celulose Riograndense - Plano de Manejo - 17Recursos Edáficos Os solos da empresa são monitorados por meio da coleta deamostras de solo nos plantios, conforme programação emitidapelo Centro de Tecnologia. As informações que abastecemo Sistema de Informações de Solos coletam, organizam eutilizam dados do solo e do sítio, alimentando modelos demaximização da produtividade florestal e aperfeiçoamentodas práticas de manejo sustentável.Clima Os objetivos do monitoramento do clima são:• Realizar estimativas de crescimento florestal, utilizando-semodelos baseados em processo;• Construir uma base de dados climáticos abrangente econfiável;• Auxiliar as operações silviculturais;• Estabelecer índices de risco de incêndio. As informações de temperatura e precipitação das áreasde atuação da Celulose Riograndense são obtidas juntoao 8o Distrito de Meteorologia. Existem 8 estaçõesmeteorológicas automáticas instaladas nas torres deincêndio da empresa (exceto as estações 605 e 607)para monitoramento das condições meteorológicas emtempo real. Anualmente é elaborado um relatório com asinformações meteorológicas obtidas das estações.A tabela a seguir mostra a localização das estações.Pragas e doenças O monitoramento de pragas e doenças ocasionais é umprograma contínuo que envolve o treinamento das equipesoperacionais visando a detecção de ocorrência de focosde pragas e doenças ocasionais e avaliar / acompanhar suaevolução, suprindo de dados e informações os responsáveispelas decisões relativas à adoção de medidas de controle.Após a detecção, são realizados levantamentos atravésde amostragens que podem medir a população absoluta,relativa ou índices populacionais dos agentes de dano e/ou aavaliação dos danos e injúrias causadas à cultura.No caso das formigas cortadeiras, o controle é específico ediferenciado devido à necessidade de intervenção durante oprimeiro ano do plantio.Relatórios são emitidos para todos os envolvidos com asoperações silviculturais.Meios de Apresentação Geração de Relatóriosdisponibilizados no SIF.Periodicidade e/ou Critério Em cada Unidade deManejoMeios de Apresentação Geração de Relatóriosdisponibilizados através darede informatizadaPeriodicidade e/ou Critério AnualMeios de Apresentação Geração de Relatórios anuaisemitidos para todos os envolvi-dos nas operações silviculturais.Periodicidade e/ou Critério Ao longo do crescimento dafloresta
  • 17. 18 - Plano de Manejo - Celulose RiograndenseErvas daninhas O controle de plantas daninhas ocorre somente no primeiroano de formação da floresta, quer sejam plantios propria-mente ditos ou condução da rebrota de cultivos anteriores.A necessidade e a intensidade da intervenção são deter-minadas através dos resultados do monitoramento feito emcampo, que busca avaliar o dano às plantações e o nívelde infestação, para que, então, a área técnica da CeluloseRiograndense possa definir o tipo de controle a ser apli-cado (manual, mecânico ou químico). No controle químico,somente são utilizados produtos registrados para uso flo-restal, seguindo instruções de dosagem conforme manuaistécnicos da Celulose Riograndense. Áreas protegidas O monitoramento de Áreas de Preservação Permanente(APP) e Reservas Legais (RL) compreende a análise crite-riosa das ações/operações definidas pelo SIF - Módulo deManejo Ambiental. As áreas definidas como recuperadas sãomonitoradas com relação aos fatores de degradação. Quan-do a área necessitar de uma intervenção, esta será realizadae monitorada após um ano da realização das atividades, cujoos dados inseridos no SIF - Módulo de Manejo Ambientalirão assumir ou não um novo status. O monitoramento de árvores exóticas e espécies invasorastem como base o levantamento das áreas de vegetações(APP e RL) em seus diversos estágios de desenvolvimento.Após a realização do monitoramento será feita a retiradade árvores exóticas e controle de espécies invasoras e suaMeios de Apresentação Verificação visual realizadadurante o crescimento daflorestaPeriodicidade e/ou Critério Ao longo do primeiro anode formaçãoda floresta.Meios de Apresentação Geração de Relatórios dis-ponibilizados no SIF e na redeinformatizadaPeriodicidade e/ou Critério Anualeficácia conferida e disponibilizada no SIF. O monitoramento da Reserva Particular do Patrimônio Natu-ral está contemplado no Plano de Manejo da mesma.Os Sítios do Patrimônio Cultural (histórico e arqueológico)são monitorados anualmente de acordo com programapré-estabelecido.
  • 18. Celulose Riograndense - Plano de Manejo - 19Relações com a Comunidade Algumas comunidades rurais encontram-se próximas dasáreas manejadas pela empresa, sendo que moradores dealgumas destas localidades participam das atividades daCelulose Riograndense trabalhando em empresas presta-doras de serviço. Programas de comunicação e de apoioàs iniciativas locais na área da educação e saúde sãopromovidos pela Celulose Riograndense em boa parte dosmunicípios onde atua, conforme Investimento Socioambien-tal e Comunicação com Partes Interessadas. O monitoramento dos impactos socioeconômicos nosmunicípios abrangidos pelas operações de manejo florestalé realizado com o objetivo de avaliar a importância do em-preendimento na região, especialmente no que diz respeitoàs finanças municipais. Esse diagnóstico identifica que aatividade de exploração florestal é geradora de impostosdiretos, dentre os quais se destaca o ISSQN. A partir dasinformações sobre o montante de impostos gerados pelaempresa - e o total arrecadado pelo município -, identificou-se a relevância desse recurso nas cidades onde a área deplantio é maior, caracterizando um significativo reflexodas atividades de manejo florestal no potencial econômicodesses municípios. Além de aprofundar o conhecimento dasrealidades regionais, contribuindo para o planejamento deações que contemplem os aspectos sociais e ambientais dasregiões, o estudo contempla ainda o Plano de Monitoramentoe Avaliação Socioeconômica dos Plantios de Eucalipto daempresa nas Bacias Hidrográficas do Baixo Jacuí, Camaquã,Santa Maria e Vacacaí-Vacacaí Mirim.Meios de Apresentação Relatórios disponibilizadosdo Plano de Monitoramento eAvaliação Socioeconômica doPrograma de Expansão da BaseFlorestal da CeluloseRiograndense/RS, produzidospela empresa Foco – EstudosSocioambientais junto aosrepresentantes locais dos mu-nicípios impactados elindeiros das propriedades.Periodicidade e/ou Critério Anual
  • 19. Instrumentos de Medição • Sispart: Sistema de Partes Interessadas – sistema infor-matizado onde há um módulo de ouvidoria para registro eacompanhamento das demandas da comunidade; • Relatórios do Plano de Monitoramento e AvaliaçãoSocioeconômica do Programa de Expansão da Base Florestalda Celulose Riograndense, que são entregues anualmenteà FEPAM como parte das condicionantes das Licenças deInstalação.Incêndios, sinistros e outros eventos O Plano de Controle Florestal de Emergências, que estabel-ece os procedimentos a serem seguidos em situações deemergência, reduzindo ao mínimo o perigo potencial de lesões,mortes, danos à propriedade, ao meio ambiente e a toda cole-tividade, funciona a partir de estreita relação com a estrutura demonitoramento, especialmente no caso de incêndios florestais,que conta com a seguinte estrutura:Estruturas de Vigilância • Torres de observação: 15 torres instaladas, nos seguinteshortos florestais sinalizados no mapa, com o objetivo de, du-rante os períodos de maior risco de incêndio, detectar focosa partir da visualização da fumaça. • Vigilância Florestal: Equipes de vigilância motorizadasem prontidão 24 Horas.Meios de Apresentação Relatório de EmergênciaÁrea FlorestalPeriodicidade e/ou Critério Contínuo
  • 20. Celulose Riograndense - Plano de Manejo - 21Custos do Manejo O monitoramento dos custos do Manejo Florestal da CeluloseRiograndense é realizado pelo acompanhamento mensal dediversos indicadores relativos a custo em todas as etapasdo processo produtivo, sendo expresso custo total gasto emrelação ao volume produzido (R$/m3). Qualidade das Atividades de Manejo As atividades florestais são executadas por empresas presta-doras de serviço, com base em contratos de prestação deserviço, porém o controle é feito pela Celulose Riograndensepor meio do acompanhamento da atividade e inspeçõesperiódicas. Para assegurar o atendimento de todas asespecificações operacionais, ambientais e relacionadas àsaúde e segurança do trabalhador, são realizadas verificações,mensais e trimestrais pela Celulose Riograndense. O monitoramento das atividades de manejo consideradascríticas, cuja execução possa comprometer a formação /produtividade das florestas futuras ou a qualidade do produtoentregue na fábrica, é realizado de acordo com um sistemade verificação das atividades, utilizando-se check-lists paraavaliar se as operações cumprem, em campo, todas asespecificações técnicas definidas – seja no aspecto operacio-nal, ambiental ou de segurança do trabalhador.Produtividade e eficiência do manejo florestal Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit.Vivamus eget mollis lacus. Nulla at magna est. Phasellusipsum elit, commodo viverra vehicula at, rhoncus quis massa.Maecenas quam ante, interdum id est et, accumsan tincidunturna. Nullam felis dolor, euismod eu pulvinar sed, accumsannec lorem.Vestibulum quis turpis nunc. Nulla porttitor pel-lentesque turpis, id ultricies neque imperdiet vel. Praesenteuismod eu dui sollicitudin mollis. Duis dui nisl, vulputate nonlacinia a, hendrerit in nulla. Curabitur pulvinar sapien eu elitfacilisis eleifend. Nunc vel euismod felis. Ut eget nisi magna.Meios deApresentaçãoIndicadores:- Gasto Florestal;- Custo contábil da madeira;- Custo caixa da madeira;- Custo de planejamento;- Custo de desenvolvimento operacionalflorestal;- Custo de carga terceirizada;- Custo transporte da madeira consoli-dado;- Custo movimentação da madeira nafabrica;- Custo de construção e manutenção deestradas;- Custo de produção de mudas;- Custo de formação e manutenção deflorestas;- Custo de colheitaPeriodicidadee/ou CritérioMensalMeios deApresentação- Planilhas em meio físico contendovalores obtidos a partir demedições realizadas quanto à:- Altura do corte;- Eficiência do baldeio;- Descasque;- Atividades de Silvicultura.Periodicidadee/ou CritérioDiárioMeios deApresentaçãoIndicadores:- Índice de atendimento IPC x CEM;- Índice de atendimento da programaçãode colheita;- Índice de Atendimento daProgramação da Entrega da Madeira.Periodicidadee/ou CritérioMensalCustos, Produtividade e Eficiência do Manejo Florestal
  • 21. 22 - Plano de Manejo - Celulose RiograndenseRastreabilidade dos Produtos Florestais A cadeia de custódia é monitorada através de uma série demonitoramentos e controles realizados ao longo da colheita etransporte da madeira até a fábrica. Os resultados encontra-dos são lançados no SIF - Sistema de Informações Florestais.São processadas informações sobre volume, origem e des-tino da madeira, conforme Manual de Cadeia de Custódia. AGuia CEM é um documento de cunho fiscal para transportede madeira e contempla informações sobre origem, volumee características da mesma. Uma inspeção para verificaçãoda qualidade da madeira e da carga é realizada e os resul-tados são lançados no Relatório de Análises de Carga de Ma-deira na Fábrica e disponibilizado no SIF, módulo transporte.A Celulose Riograndense aprovou, em 2007, um procedi-mento relacionado ao planejamento e operações de Manejopara Conservação de Áreas Protegidas, com o objetivode garantir a obtenção dos benefícios decorrentes daconservação das mesmas, como atendimento à legislação,conservação e reabilitação dos processos ecológicos,conservação da biodiversidade, abrigo à fauna e flora nati-vas, entre outros, assegurando o desenvolvimento ambientaldas regiões onde se insere a atividade florestal. Entende-se por Áreas Protegidas aquelas definidas geografi-camente e administradas com objetivos de conservação euso sustentável da biodiversidade compreendendo as Áreasde Preservação Permanente (APP), as Reservas Legais (RL),as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) e osSítios do Patrimônio Cultural (histórico e arqueológico). O manejo destas áreas inclui Recomposição Ambiental, Reti-rada de Árvores Exóticas e Controle de Espécies Invasoras.Os dados, operações e registros referentes a estas áreas sãomantidos em um módulo específico do sistema informatiza-do de Informações Florestais da empresa e relatórios anuaissão entregues à SEMA/RS. Recentemente, foi elaborada uma avaliação, seguindo o GuiaProforest, para identificação de Áreas de Alto valor paraConservação. A análise considera a presença de espéciesraras ou ameaçadas; a paisagem; ecossistemas raros;funções ecológicas; possíveis necessidades básicas de co-munidades locais e áreas de importância cultural no interiordas áreas manejadas, tendo como referência a excepcionali-dade ou o estado crítico do aspecto no local. Quando encon-tradas situações em que estes atributos estão presentes e sãorealmente excepcionais ou críticos, foram previstas medidasde conservação ou proteção e monitoramento para verificara manutenção ou melhoria destes aspectos. O resultado dotrabalho, com a indicação das áreas onde foram verificadosaltos valores para conservação e as medidas previstas parasua conservação está no resumo público “IDENTIFICAÇÃODAS ÁREAS DE ALTOVALOR DE CONSERVAÇÃO DA Celu-lose Riograndense”, disponibilizado no website da empresa(www.celuloseriograndense.com.br).Ações de Recuperação das Áreas de PreservaçãoMeios deApresentação- Relatório de Análise de Cargas deMadeira na Fábrica. Disponível no SIF– Sistema de Informações Florestais– Módulo de TransportePeriodicidadee/ou CritérioDiário
  • 22. Celulose Riograndense - Plano de Manejo - 23Ações de RelacionamentoO relacionamento com as diferentes partes interessa-das envolvidas ou potencialmente afetadas pelo manejoflorestal orienta-se pela Política do Sistema de Gestão daCelulose Riograndense disponível no site da empresa. Algumas comunidades rurais encontram-se próximas dasáreas manejadas pela empresa, sendo que moradoresde algumas destas localidades participam das atividadesda Celulose Riograndense trabalhando em empresasprestadoras de serviço. Programas de comunicação e de apoioàs iniciativas locais na área da educaçãoe saúde são promovidos pela Celu-lose Riograndense em boa parte dosmunicípios onde atua, conformecritérios definidos. Relacionamos a seguir as principaisatividades pertinentes ao relaciona-mento com partes interessadas:
  • 23. 24 - Plano de Manejo - Celulose RiograndenseIdentificação das comunidades/partesinteressadas envolvidas e/ou impactadas direta ou indireta-mente pelas operações de manejo florestal; Participação da comunidade nas atividades da CeluloseRiograndense como empregados de empresas prestadorasde serviços; Programas de comunicação e de apoio às iniciativas locaisvoltadas às áreas de educação e saúde, tais como o ProjetoOficinas na Escola, que contribui para a formação técnica demão de obra a estudantes do ensino médio; o Curso Técnicode Celulose e Papel; o Projeto Educação, que distribuicadernos escolares a todos os alunos matriculados na redepública (estadual e municipal) de ensino de 42 municípios; eo PESC – Programa de Educação para a Saúde na Comuni-dade; Programas de Educação Ambiental com foco especial nacomunidade escolar da rede pública dos municípios da áreade atuação, destacando-se a Campanha Floresta é Vida, queintegra comunidades escolares com as atividades silvicult-urais da empresa; Monitoramento e avaliação da importância do empreendi-mento e seus impactos socioeconômicos nos municípiosabrangidos pelas atividades/operações de manejo florestal,principalmente na relação entre o ISSQN gerado pela Celu-lose Riograndense na receita total arrecadada pelo municípioe a percepção da comunidade quanto às operações; Correlação entre a área ocupada pela empresa e a geraçãode empregos diretamente ligados às operações; Comunicação às comunidades/partes interessadas envolvi-das e/ou impactadas direta ou indiretamente pelas atividadesde manejo florestal sobre as operações programadas para operíodo.
  • 24. Celulose Riograndense - Plano de Manejo - 25Treinamento e Aprimoramento da Mão de obraCapacitação Profissional dos Trabalhadores A implementação do PMF se dá operacionalmente peloatendimento das normas e procedimentos que compõem omacroprocesso Produzir e Suprir Madeira. Diminuição do Número de Acidentesde Trabalho As atividades de prevenção de acidentes do trabalho desen-volvidas junto aos prestadores de serviços da área florestalda Celulose Riograndense incluem os ítens a seguir: Programa Educacional que abrange os treinamentos doCurso de CIPA, orientações sobre o Plano de Controle deEmergências - PCE Florestal, ministrados pelos técnicosda Celulose Riograndense, e Coordenação de Cursos eDireção Defensiva, Prevenção de Acidentes com AnimaisPeçonhentos realizados por instituições externas. Na linha deações de conscientização, a Celulose Riograndense apoia osterceiros na realização da SIPAT INTEGRADA (Celulose Rio-grandense e Prestadores de Serviços) e colabora com o Pro-grama Bom Vizinho abordando questões de segurança liga-das às operações em áreas vizinhas às comunidades. • Inspeções de Segurança.Verificação de conformidade comos aspectos legais e normas internas da Celulose Riogran-dense nas frentes de trabalho, realizadas periodicamente deacordo com programação pré-estabelecida. • Auditorias de Segurança do Trabalho.Verificação anualde conformidade com os aspectos legais e normas internasda Celulose Riograndense, nas empresas prestadoras deserviço. Outras ações voltadas à segurança nas áreas florestais daempresa incluem: Elaboração e implementação de Programa de sinalizaçãonos Hortos Florestais; Elaboração e divulgação de estatísticas: Acidentes doTrabalho; Treinamentos; Resultados das Inspeções deSegurança. Reuniões bimestrais do PROSEG - Pró-Segurança, fórum dedecisão sobre questões relativas à Segurança do Trabalhonas empresas Prestadoras de Serviços da Área Florestal. Controle da localização de colmeias das parcerias para Api-cultura nos Hortos Florestais da Celulose Riograndense. Reuniões bimestrais da INTERCIPAS (fórum de decisão so-bre questões relativas a segurança do trabalho) em conjuntocom as CIPAs das empresas prestadores de serviços.
  • 25. 26 - Plano de Manejo - Celulose RiograndenseDiminuição de Ocorrências que Coloquem em Risco a Integridadedos Ecossistemas Todos os procedimentos operacionais e manuais técnicos distribuídos aos prestadores deserviço estabelecem os cuidados ambientais que devem ser observados em cada atividade.Além disso, cada empresa mantém um Plano de Treinamento que contempla a capacitação ereciclagem dos trabalhadores de acordo com a função desempenhada. Anualmente a Educação Ambiental da Celulose Riograndense - Área Florestal, programaações de capacitação voltadas para trabalhadores florestais com foco no desenvolvimento daconsciência crítica ambiental, objetivando a prevenção de acidentes ambientais no trabalho, aconstrução de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e mudanças com- por-tamentais no dia-a-dia do trabalhador.
  • 26. Celulose Riograndense - Plano de Manejo - 27Fonte: Celulose Riograndense, PSM, Cartografia.Responsabilidade Técnica:Este documento é de responsabilidade da área daCoordenação Ambiental na sua elaboração e monitoramento(ART Cargo e Função ART 5575589, Registro CREA 83.973).Nos processos de licenciamento, conforme a área deatuação, são definidos responsáveis técnicos por AI (Áreade Identificação = Horto Florestal), de acordo com asexigências do órgão licenciador Nota:As áreas cadastrais da Celulose Riograndense passampor uma revisão de atualização mensal, podendo sofreralterações devido a novas incorporações, permutas deáreas, vendas, doações, alteração de uso, reavaliações demedições e outras.
  • 27. Conheça mais o Plano de Manejo Florestal emnosso site www.celuloseriograndense.com.br Celulose RiograndenseRua São Geraldo, 1680CEP: 92500-000Guaíba - RS Para dúvidas, sugestões ou para conhecernosso programa de trilhas educativas, ligue(51) 2139 7117 e fale conosco