Exercicios resolvidos contabilidade   aula 13
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Exercicios resolvidos contabilidade aula 13

on

  • 9,419 views

 

Statistics

Views

Total Views
9,419
Views on SlideShare
9,419
Embed Views
0

Actions

Likes
1
Downloads
415
Comments
0

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

    Exercicios resolvidos contabilidade   aula 13 Exercicios resolvidos contabilidade aula 13 Document Transcript

    • CONTABILIDADE EM EXERCÍCIOS - AULA 13 CONTABILIDADE GERAL EM EXERCÍCIOS CATHEDRA COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS PROF. MORAES JR.
    • CONTABILIDADE EM EXERCÍCIOS Diversas Bancas Prezados Alunos, Ao final de cada aula, disponibilizo as questões que serão comentadas durante a aula. Caso você julgue conveniente, poderá testar seu conhecimento previa- mente antes de ver os gabaritos e as resoluções comentadas. Você pode simu- lar uma situação real de prova: para calcular o tempo de duração das provas, considere um tempo de 3 minutos por questão. Desta forma, utilizando esta metodologia, seu aprendizado será muito mais eficaz. Prova 14. Analista de Finanças e Controle – Área: Contábil-Financeira – 2008 – ESAF Questões Comentadas e Resolvidas 182. Em 31 de dezembro de 2007, a companhia Armazéns Gerais S/A organi- zou, em ordem alfabética, a seguinte relação de contas, com os respectivos saldos, para fins de elaboração de um balancete geral de verificação: Contas Saldos Ações de Coligadas 1.400,00 Ações de Controladas 800,00 Ações em Tesouraria 340,00 Amortização Acumulada 400,00 Bancos c/ Movimento 3.000,00 Caixa 1.000,00 Capital Social 9.000,00 Capital Social a Realizar 1.600,00 Clientes 1.950,00 Comissões Ativas 240,00 Comissões Ativas a Receber 100,00 Comissões Ativas a Vencer 120,00 Comissões Passivas 300,00 Comissões Passivas a Vencer 80,00 Contribuições Previdenciárias 600,00 Contribuições a Recolher 350,00 Custo das Vendas 4.800,00 Depreciação Encargos 680,00 Depreciação Acumulada 1.200,00 Duplicatas a Pagar 4.200,00 Duplicatas a Receber 2.100,00 Duplicatas Descontadas 1.300,00 Empréstimos Bancários 3.500,00 Fornecedores 2.200,00 Imóveis 3.800,00 Impostos 300,00 Impostos a Recolher 180,00 Impostos a Recuperar 220,00 Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 2
    • Marcas e Patentes 1.180,00 Mercadorias 2.150,00 Moveis e Utensílios 2.000,00 Prejuízos Acumulados 440,00 Provisão para Devedores Duvidosos 210,00 Provisão para Férias 960,00 Provisão para FGTS 600,00 Provisão para Imposto de Renda 320,00 Receita de Vendas 7.800,00 Reservas de Capital 680,00 Reservas Estatutárias 440,00 Reserva Legal 500,00 Salários e Ordenados 1.800,00 Valores Mobiliários 700,00 Veículos 4.000,00 Considerando que o Contador, propositalmente, para testar o raciocínio, deixou de incluir uma conta na referida relação, pede-se: indique a opção que contém o valor da soma dos saldos devedores indicados. (a) R$ 35.240,00. (b) R$ 33.240,00. (c) R$ 32.150,00. (d) R$ 32.130,00. (e) R$ 30.130,00. Resolução Atenção os conceitos estudados na aula passada sobre “Contas a Vencer”: “Receitas” a Vencer = Receitas Antecipadas = Passivo Circulante “Despesas” a Vencer = Despesas Antecipadas = Ativo Circulante Utilizando a nova classificação da MP n o 449/08: Contas Saldo De- Saldo Cre- Característica vedor dor Ações de Coligadas 1.400,00 Ativo Não Circulante - Investimentos Ações de Controladas 800,00 Ativo Não Circulante - Investimentos Ações em Tesouraria 340,00 Patrimônio Líquido - Retifi- cadora Amortização Acumulada 400,00 Ativo Não Circulante – Intangível ou Imobiliza- do - Retificadora Bancos c/ Movimento 3.000,00 Ativo Circulante Caixa 1.000,00 Ativo Circulante Capital Social 9.000,00 Patrimônio Líquido Capital Social a Realizar 1.600,00 Patrimônio Líquido - Retifi- cadora Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 3
    • Clientes 1.850,00 Ativo Circulante Comissões Ativas 240,00 Receita Comissões Ativas a Receber 100,00 Ativo Circulante Comissões Ativas a Vencer 120,00 Passivo Circulante Comissões Passivas 300,00 Despesa Comissões Passivas a Ven- 80,00 Ativo Circulante cer Contribuições Previdenciá- 600,00 Despesa rias Contribuições a Recolher 350,00 Passivo Circulante Custo das Vendas 4.800,00 Despesa Depreciação Encargos 680,00 Despesa Depreciação Acumulada 1.200,00 Ativo Não Circulante – Imobilizado - Retifica- dora Duplicatas a Pagar 4.200,00 Passivo Circulante Duplicatas a Receber 2.100,00 Ativo Circulante Duplicatas Descontadas 1.300,00 Ativo Circulante – Retifica- dora Empréstimos Bancários 3.500,00 Passivo Circulante Fornecedores 2.200,00 Passivo Circulante Imóveis 3.800,00 Ativo Não Circulante - Investimentos Impostos 300,00 Despesa Impostos a Recolher 180,00 Passivo Circulante Impostos a Recuperar 220,00 Ativo Circulante Marcas e Patentes 1.180,00 Ativo Não Circulante - Intangível Mercadorias 2.150,00 Ativo Circulante Moveis e Utensílios 2.000,00 Ativo Não Circulante - Imobilizado Prejuízos Acumulados 440,00 Patrimônio Líquido – Retifi- cadora Provisão para Devedores 210,00 Ativo Circulante - Retifica- Duvidosos dora Provisão para Férias 960,00 Passivo Circulante Provisão para FGTS 600,00 Passivo Circulante Provisão para Imposto de 320,00 Passivo Circulante Renda Receita de Vendas 7.800,00 Receita Reservas de Capital 680,00 Patrimônio Líquido Reservas Estatutárias 440,00 Patrimônio Líquido Reserva Legal 500,00 Patrimônio Líquido Salários e Ordenados 1.800,00 Despesa Valores Mobiliários 700,00 Ativo Circulante Veículos 4.000,00 Ativo Não Circulante - Imobilizado Total 35.240,00 34.200,00 GABARITO: A Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 4
    • 183. A empresa Balanceamentos Exatos Ltda., em 31 de dezembro de 2007, mandou elaborar o balanço patrimonial com base nas seguintes contas e res- pectivos saldos: Contas Saldos Capital Social 18.000,00 Receita de Vendas 17.200,00 Ações de Coligadas 4.400,00 Duplicatas a Pagar 10.800,00 Caixa 5.700,00 Comissões Ativas 480,00 Capital Social a Realizar 3.200,00 Móveis e Utensílios 11.600,00 Empréstimos Bancários 9.000,00 Comissões Ativas a Receber 2.200,00 Custo das Vendas 9.600,00 Reserva Legal 1.480,00 Veículos 8.000,00 Contribuições a Recolher 700,00 Duplicatas a Receber 8.200,00 Comissões Passivas 600,00 Reservas Estatutárias 2.240,00 Depreciação Acumulada 2.400,00 Impostos a Recolher 1.000,00 Duplicatas Descontadas 2.600,00 Contribuições Previdenciárias 1.200,00 Prejuízos Acumulados 880,00 Marcas e Patentes 4.360,00 Provisão para Férias e FGTS 3.120,00 Provisão para Devedores Duvidosos 420,00 Depreciação Encargos 1.360,00 Ações em Tesouraria 680,00 Amortização Acumulada 800,00 Comissões Ativas a Vencer 240,00 Mercadorias 5.700,00 Impostos 600,00 Salários e Ordenados 1.600,00 Comissões Passivas a Vencer 160,00 Impostos a Recuperar 440,00 A elaboração do balanço geral, nos termos da Lei n. 6.404/76, com as altera- ções cabíveis, certamente, vai apurar o valor de (a) R$ 25.840,00 no ativo permanente. (b) R$ 24.860,00 no passivo circulante. (c) R$ 19.380,00 no ativo circulante. (d) R$ 17.680,00 no patrimônio líquido. (e) R$ 1.840,00 no resultado do exercício. Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 5
    • Resolução Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) Receita de Vendas 17.200,00 (-) Custo das Vendas (9.600,00) (+) Comissões Ativas 480,00 (-) Comissões Passivas (600,00) (-) Contribuições Previdenciárias (1.200,00) (-) Depreciação Encargos (1.360,00) (-) Impostos (600,00) (-) Salários e Ordenados (1.600,00) Resultado do Exercício 2.720,00 O resultado do exercício será transferido para o Patrimônio Líquido, onde have- rá a compensação dos prejuízos acumulados: Saldo Transitório da conta “Prejuízos Acumulados” = (880,00) + 2.720,00 = 1.840,00 (serão distribuídos como Dividendos – Dividendos a Distribuir) Prejuízos Acumulados (que viraram Lucros) a Dividendos a Distribuir 1.840 Balanço Patrimonial Ativo Ativo Circulante Caixa 5.700,00 Comissões Ativas a Receber 2.200,00 Duplicatas a Receber 8.200,00 (-) Duplicatas Descontadas (2.600,00) (-) Provisão para Devedores Duvidosos (420,00) Mercadorias 5.700,00 Comissões Passivas a Vencer 160,00 Impostos a Recuperar 440,00 Total do Ativo Circulante 19.380,00 Ativo Não Circulante Investimentos Ações de Coligadas 4.400,00 Imobilizado Móveis e Utensílios 11.600,00 Veículos 8.000,00 (-) Depreciação Acumulada (2.400,00) Intangível Marcas e Patentes 4.360,00 (-) Amortização Acumulada (800,00) Total do Ativo Não Circulante 20.760,00 Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 6
    • Total do Ativo 44.540,00 Passivo Passivo Circulante Duplicatas a Pagar 10.800,00 Empréstimos Bancários 9.000,00 Contribuições a Recolher 700,00 Impostos a Recolher 1.000,00 Provisão para Férias e FGTS 3.120,00 Comissões Ativas a Vencer 240,00 Dividendos a Distribuir 1.840,00 Total do Passivo Circulante 26.700,00 (*)Total do Passivo Circulante 24.860,00 (sem dividendos a dis- tribuir) – repare que aqui há uma “pegadinha” da banca, pois caso vo- cê não considerasse os dividendos a distribuir, havia uma alternativa com este valor. Patrimônio Líquido Capital Social 18.000,00 (-) Capital Social a Realizar (3.200,00) Reserva Legal 1.480,00 Reservas Estatutárias 2.240,00 (-) Ações em Tesouraria (680,00) Total do Patrimônio Líquido 17.840,00 Total do Passivo 44.540,00 GABARITO: C 184. A empresa Mercearia Comercial Ltda. iniciou o exercício no mês de janei- ro com o saldo de R$ 2.000,00 na conta Caixa e de outros R$ 2.000,00 na conta Estoque de Mercadorias. Durante o mês, a empresa realizou as seguintes transações: 1. recebimento do aluguel do mês, no valor de R$ 40.000,00; 2. compra de mercadorias a prazo, no valor de R$ 100.000,00, sendo 10% de entrada; 3. venda a vista de mercadorias por R$ 40.000,00, alcançando um lucro bruto de 30%; 4. venda a prazo de mercadorias por R$ 30.000,00, com entrada de 20% do preço, sofrendo um prejuízo da ordem de 10% do preço; e 5. pagamento de R$ 40.000,00 de duplicatas e de 10% de juros da dívida com fornecedores. Considerando exclusivamente estas seis operações e que as compras e vendas são isentas de impostos, podemos dizer que, ao final do mês, vamos encontrar (a) R$ 12.000,00 em lucro de vendas. (b) R$ 32.000,00 de saldo na conta Caixa. Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 7
    • (c) R$ 34.000,00 de saldo na conta Caixa. (d) R$ 41.000,00 em Estoque de Mercadorias. (e) R$ 44.000,00 em Estoque de Mercadorias. Resolução O objetivo desta questão é verificar quais dos fatos contábeis abaixo causam variação na conta “Caixa” e/ou na conta “Mercadorias”. Caixa – Saldo Inicial = 2.000 Mercadorias – Saldo Inicial = 2.000 1. recebimento do aluguel do mês, no valor de R$ 40.000,00; Caixa a Aluguéis a Receber 40.000 Caixa – Saldo = 2.000 + 40.000 = 42.000 Mercadorias – Saldo = 2.000 2. compra de mercadorias a prazo, no valor de R$ 100.000,00, sendo 10% de entrada; Mercadorias a Diversos a Caixa 10.000 a Fornecedores 90.000 100.000 Caixa – Saldo = 42.000 – 10.000 = 32.000 Mercadorias – Saldo = 2.000 + 100.000 = 102.000 3. venda a vista de mercadorias por R$ 40.000,00, alcançando um lucro bruto de 30%; Lucro Bruto = 30% x 40.000 = 12.000 CMV = 70% x 40.000 = 28.000 Caixa a Receita Bruta de Vendas 40.000 CMV a Mercadorias 28.000 Caixa – Saldo = 32.000 + 40.000 = 72.000 Mercadorias – Saldo = 102.000 – 28.000 = 74.000 Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 8
    • 4. venda a prazo de mercadorias por R$ 30.000,00, com entrada de 20% do preço, sofrendo um prejuízo da ordem de 10% do preço; e Prejuízo = 10% x 30.000 = 3.000 CMV = 30.000 + 3.000 = 33.000 Diversos a Receita Bruta de Vendas Caixa 6.000 Duplicatas a Receber 24.000 30.000 CMV a Mercadorias 33.000 Caixa – Saldo = 72.000 + 6.000 = 78.000 Mercadorias – Saldo = 74.000 – 33.000 = 41.000 5. pagamento de R$ 40.000,00 de duplicatas e de 10% de juros da dívida com fornecedores. Juros Passivos = 10% x Fornecedores = 10% x 90.000 = 9.000 Diversos a Caixa Duplicatas a Pagar 40.000 Juros Passivos 9.000 49.000 Caixa – Saldo Final = 78.000 – 49.000 = 29.000 Mercadorias – Saldo Final = 41.000 Lucro nas Vendas = 12.000 – 3.000 = 9.000 GABARITO: D 185. A empresa Negócios de Comércio S.A., em 31 de dezembro de 2007, en- tre outras contas, apresentou para balanço os seguintes dados: Vendas deste exercício R$120.000,00 Compras deste exercício R$100.000,00 Compras do ano passado R$ 30.000,00 Frete pago sobre as compras R$ 8.000,00 Frete pago sobre as vendas R$ 6.000,00 Impostos apurados no exercício: IPVA R$ 1.200,00 Imposto de Renda R$ 1.500,00 IPTU R$ 2.000,00 IPI sobre as compras R$ 5.000,00 ICMS sobre as compras R$ 12.000,00 ICMS sobre as vendas R$ 14.000,00 Estoque final de mercadorias R$ 40.000,00 Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 9
    • Com base nas informações fornecidas acima, podemos calcular um lucro ope- racional bruto no valor de (a) R$ 25.000,00. (b) R$ 23.000,00. (c) R$ 21.000,00. (d) R$ 20.000,00. (e) R$ 15.000,00. Resolução Ajustes das Compras - Devoluções de compras; - Fretes; - Seguros; - Abatimentos; - Carga e Descarga; - Armazenagem; - Descontos Incondicionais Obtidos - Tributos (recuperáveis e não-recuperáveis). (+) Compras (+) Tributos Não Recuperáveis (-) Tributos a Recuperar Compras Brutas (-) Devoluções (+) Fretes + Seguros (+) Carga + Descarga + Armazenagem (-) Abatimentos (-) Descontos Incondicionais Obtidos Compras Líquidas I – Cálculo do CMV: Compras do Ano Passado = Estoque Inicial = 30.000 Compras deste exercício 100.000,00 (+) Frete pago sobre as compras 8.000,00 (+) IPI sobre as compras 5.000,00 (-) ICMS sobre as compras (12.000,00) Compras Líquidas 101.000,00 Estoque Final = 40.000 CMV = EI + C – EF => CMV = 30.000 + 101.000 – 40.000 = 91.000 Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 10
    • II – Cálculo do Lucro Bruto: Vendas do Período 120.000 (-)ICMS sobre as vendas (14.000) Receita Líquida de Vendas 106.000 (-) CMV (91.000) Lucro Bruto 15.000 GABARITO: E 186. A empresa Dúbias Cobranças S/A tinha créditos no valor de R$ 160.000,00 em 31.12.06 e de R$ 110.000,00 em 31.12.07. Durante o exercí- cio de 2007, houve a baixa de perdas no valor de R$ 3.200,00, referente a créditos já existentes em 2006 e de R$ 1.100,00, referente a créditos de 2007. A conta provisão para créditos de liquidação duvidosa foi a balanço em 2006 com saldo de R$ 4.800,00 e deverá ir a balanço em 2007 com saldo equivalen- te a 3% dos créditos cabíveis. Após a contabilização dos ajustes para o balanço de 2007, pode-se dizer que essa empresa contabilizou, no exercício de 2007, perdas com créditos de liquidação duvidosa no valor de (a) R$ 2.800,00. (b) R$ 3.300,00. (c) R$ 3.900,00. (d) R$ 7.100,00. (e) R$ 7.600,00. Resolução Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa ou Provisão p/ Devedores Duvidosos ou Provisão p/ Perdas com Créditos Incobráveis Corresponde ao valor provisionado ao final de cada exercício social pa- ra cobrir, no exercício seguinte, perdas decorrentes de não recebimen- to de direitos da empresa (Ex: Duplicatas a Receber, Clientes). O valor da provisão é obtido a partir da aplicação de um percentual (baseado em estu- dos realizados tendo por base as perdas ocorridas nos últimos exercícios) so- bre os valores dos direitos existentes na época do Balanço Patrimonial. Este provisão é uma conta retificadora das contas “Clientes” ou “Duplicatas a Receber”. Lançamentos: Constituição da Provisão: Despesa com Provisão (Despesa) a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo Circulante – Retif.) Perda Consumada: Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo Circulante – Retif.) a Duplicatas a Receber (Ativo Circulante) Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 11
    • Reversão da Provisão: Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo Circulante – Retif.) a Reversão de Provisão (Receita) Vamos à resolução da questão: Duplicatas a Receber = 160.000 (31/12/2006) PDD (31/12/2006) = 4.800 (3% dos créditos) Baixa por perdas de créditos de 2006 em 2007 = 3.200 PDD a Duplicatas a Receber 3.200 Saldo de PDD (31/12/2007) = 4.800 – 3.200 = 1.600 Baixa por perdas de créditos de 2007 em 2007 = 1.100 => repare que, se as perdas são do próprio exercício, ou seja, são referentes a créditos que não fa- zia parte do saldo final de Duplicatas a Receber em 2006, devem ser conside- radas diretamente como despesa, pois não houve provisão para estas perdas. Perdas com Clientes a Duplicatas a Receber 1.100 Duplicatas a Receber = 110.000 (31/12/2007) PDD (31/12/2007) = 3% x 110.000 = 3.300 Constituição de PDD = 3.300 – 1.600 1.700 (+) Perdas com Clientes (2007) 1.100 Perdas com Créditos de Liq. Duvidosa 2.800 GABARITO: A 187. Assinale abaixo a opção que contém uma afirmativa falsa. (a) A quota de depreciação registrável na escrituração, como custo ou despesa operacional, será determinada mediante a aplicação da taxa anual de depreci- ação sobre o custo de aquisição dos bens depreciáveis. (b) A quota anual de depreciação será ajustada proporcionalmente no caso de período-base com duração inferior a doze meses, e de bem acrescido ao ativo, ou dele baixado, no curso do período-base. (c) A taxa anual de depreciação será fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar utilização econômica do bem pelo contribuinte, na produção de seus rendimentos. (d) Será admitida quota de depreciação referente a prédios ou construções não alugados nem utilizados pelo proprietário na produção dos seus rendimentos ou destinados a revenda. Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 12
    • (e) Podem ser objeto de depreciação todos os bens sujeitos a desgaste pelo uso ou por causas naturais ou obsolescência normal, inclusive edifícios e cons- truções e projetos florestais destinados à exploração dos respectivos frutos. Resolução Depreciação: Consiste em considerar, como despesa ou custo do período, uma parte do valor gasto na compra de bens de consumo durável utili- zados nas atividades da empresa. Estes bens serão depreciados ao longo de sua vida útil, de modo que o valor gasto na sua aquisição seja consi- derado despesa ao longo dos anos de sua utilização. Lançamento: Despesas de Depreciação ou Encargos de Depreciação (Despesa) a Depreciação Acumulada (Ativo Permanente – Retificadora) - Causas: desgaste pelo uso, ação da natureza ou obsolescência; - Alcança bens materiais (tangíveis) classificados no Ativo Imobiliza- do e bens de renda classificados no grupo de Investimentos do Ativo Permanente (Ex: Imóvel alugado); - O bem poderá ser depreciado a partir da data em que for instalado, co- locado em serviço ou esteja em condições de produzir, independente- mente do dia do mês, ou seja, conta-se o primeiro mês integralmente, qualquer que seja o dia; - Taxa de Depreciação = 1/Vida Útil do Bem. Aproveito para chamar sua atenção a respeito dos recursos florestais (memori- ze para a prova): De acordo com o Regulamento do Imposto de Renda, só haverá exaus- tão de recursos florestais quando o esgotamento dos recursos estiver previsto para terminar antes do término do prazo contratual ou quan- do o prazo de exploração de recursos for indeterminado. - Exploração de Recursos Florestais (hipóteses): I – Quando o prazo contratual for inferior ao período previsto para es- gotamento dos recursos florestais, a perda de valor será contabilizada como amortização, e não como exaustão, pois antes do esgotamento dos recursos, o direito de exploração terá terminado; II – Quando o esgotamento dos recursos estiver previsto para ocorrer antes do fim do prazo contratual, a perda de valor será contabilizada como exaustão; III – Quando o prazo de exploração dos recursos florestais for inde- terminado, a perda de valor será contabilizada como exaustão; Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 13
    • IV – Os projetos florestais destinados à exploração dos respectivos frutos sujeitam-se à depreciação, calculada com base na vida útil esti- mada dos recursos florestais objeto da exploração. Vamos analisar as alternativas: (a) A quota de depreciação registrável na escrituração, como custo ou despesa operacional, será determinada mediante a aplicação da taxa anual de depreci- ação sobre o custo de aquisição dos bens depreciáveis. Cálculo da Depreciação Anual: Depreciação = Taxa x Custo de Aquisição dos Bens Depreciáveis Encargos de Depreciação (Custo ou Despesa Operacional) a Depreciação Acumulada A alternativa está CORRETA. (b) A quota anual de depreciação será ajustada proporcionalmente no caso de período-base com duração inferior a doze meses, e de bem acrescido ao ativo, ou dele baixado, no curso do período-base. Período com duração inferior a doze meses: Depreciação = Taxa Anual x Período x Custo de Aquisição Período = Número de Meses/12 meses Exemplo: Um bem comprado e utilizado a partir de setembro de 2005 te- rá o seguinte período: Período = 4 meses (de setembro a dezembro)/12 meses = 1/3 do ano A alternativa está CORRETA. (c) A taxa anual de depreciação será fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar utilização econômica do bem pelo contribuinte, na produção de seus rendimentos. A taxa anual de depreciação é fixada em função da vida útil do bem, ou seja, do prazo durante o qual se possa esperar utilização econômica do bem pelo contribuinte, na produção de seus rendimentos. A alternativa está CORRETA. (d) Será admitida quota de depreciação referente a prédios ou construções não alugados nem utilizados pelo proprietário na produção dos seus rendimentos ou destinados a revenda. Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 14
    • Não é admitida quota de depreciação referente a prédios ou construções não alugados nem utilizados pelo proprietário na produção dos seus ren- dimentos ou destinados a revenda. A alternativa está INCORRETA. (e) Podem ser objeto de depreciação todos os bens sujeitos a desgaste pelo uso ou por causas naturais ou obsolescência normal, inclusive edifícios e cons- truções e projetos florestais destinados à exploração dos respectivos frutos. Os projetos florestais destinados à exploração dos respectivos frutos su- jeitam-se à depreciação, calculada com base na vida útil estimada dos recursos florestais objeto da exploração. A alternativa está CORRETA. GABARITO: D 188. A empresa São Carlos Ltda. fez uma operação de venda por R$ 70.000,00, com incidência de ICMS de 10%. A transação foi realizada a prazo, com entrada de 20% em moeda corrente, mas acabou por gerar um prejuízo da ordem de 12%. A empresa mandou contabilizar a partida no Diário em um único lançamento, dando baixa nos itens de custo, diretamente, na conta Mer- cadorias. Após a formalização do registro, o lançamento deverá ser o seguinte: (a) Diversos Caixa 14.000,00 Clientes 56.000,00 70.000,00 a Mercadorias pelo ICMS sobre Vendas 7.000,00 pelo custo da Mercadoria 63.000,00 70.000,00 (b) Diversos Caixa 14.000,00 Clientes 56.000,00 70.000,00 a Mercadorias pelo ICMS sobre Vendas 7.000,00 pelo custo da Mercadoria 54.600,00 pelo Prejuízo nas Vendas 8.400,00 70.000,00 (c) Diversos Caixa 14.000,00 Clientes 56.000,00 Prejuízo nas Vendas 8.400,00 78.400,00 a Mercadorias pelo ICMS sobre Vendas 7.000,00 pelo custo da Mercadoria 71.400,00 78.400,00 (d) Diversos Caixa 14.000,00 Clientes 56.000,00 Prejuízo nas Vendas 8.400,00 78.400,00 a Mercadorias Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 15
    • pelo ICMS sobre Vendas 7.840,00 pelo custo da Mercadoria 70.160,00 78.400,00 (e) Diversos Caixa 15.680,00 Clientes 62.720,00 78.400,00 a Mercadorias pelo ICMS sobre Vendas 7.000,00 pelo Prejuízo nas Vendas 8.400,00 pelo custo da Mercadoria 70.160,00 78.400,00 Resolução Receita de Vendas 70.000 (-) ICMS s/ Vendas (7.000) Receita Líquida de Vendas 63.000 (-) CMV CMV Prejuízo = 12% x 70.000 (8.400) CMV = 63.000 + 8.400 = 71.400 Lançamentos: Diversos a Receita de Vendas Caixa = 20% x 70.000 14.000 Clientes 56.000 70.000 ICMS s/ Vendas a Mercadorias 7.000 CMV a Mercadorias 71.400 Prejuízo nas Vendas = 78.400 – 70.000 = 8.400 Consolidando: Caixa 14.000 Clientes 56.000 Prejuízo nas Vendas 8.400 a Mercadorias pelo ICMS sobre Vendas 7.000 pelo custo da Mercadoria 71.400 78.400 GABARITO: C Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 16
    • 189. A livraria Ávidos Leitores Ltda. revende apostilas e livros didáticos isentos de ICMS e pratica o sistema de controle permanente na conta Estoque. Em 02/09 o estoque do item Apostilas para o Concurso de Analista, Editadas pela LDA, era de 25 unidades ao custo unitário de R$ 8,00. O movimento no mês de setembro foi o seguinte: Compras: dia 10, 10 unidades ao preço unitário de R$ 12; dia 15, 15 unidades ao custo unitário de R$ 14; Vendas: dia 08, 15 unidades; dia 14, 15 unidades; dia 23, 10 unidades. Sabe-se que o proprietário da livraria vende cada apostila com uma margem de lucro de 30% sobre o custo médio dos livros em estoque na época da ven- da. Pede-se, com base nas informações fornecidas, fazer a ficha de controle de estoques e indicar o valor da receita bruta alcançada na venda do dia 23/09. (a) R$ 182,00. (b) R$ 169,00. (c) R$ 147,30. (d) R$ 137,80. (e) R$ 118,80. Resolução Dia 02 - Estoque Inicial = 25 unidades a R$ 8,00 = R$ 200,00 Dia 08 – Venda = 15 unidades => Preço de Venda =(1 + 30%) x (15 unidades x 8) = R$ 156,00 Estoque = 10 unidades a R$ 8,00 = R$ 80,00 Dia 10 – Compra = 10 unidades a R$ 12,00 Estoque (Preço Médio) = (10 x 12 + 10 x 8)/20 = R$ 10,00 (20 unida- des) Dia 14 – Venda = 15 unidades => Preço de Venda =(1 + 30%) x (15 unidades x 10) = R$ 195,00 Estoque = 5 unidades a R$ 10,00 = R$ 50,00 Dia 15 – Compra = 15 unidades a R$ 14,00 Estoque (Preço Médio) = (15 x 14 + 5 x 10)/20 = R$ 13,00 (20 unida- des) Dia 23 – Venda = 10 unidades => Preço de Venda =(1 + 30%) x (10 unidades x 13) = R$ 169,00 Estoque Final = 10 unidades a R$ 13,00 = R$ 130,00 GABARITO: B Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 17
    • 190. O mercado de nossa praça é uma sociedade de capital aberto que, no exercício de 2007, apurou um lucro antes do imposto de renda e das participa- ções no valor de R$ 100.000,00. Esse lucro, segundo as normas da empresa, deverá ser destinado ao pagamen- to de dividendos e de imposto de renda, no mesmo percentual de 30%, calcu- lado nos termos da lei. Também deverão ser destinados 5% para reserva legal, 10% para reserva estatutária e 10% para participação de administradores. Sabendo-se que os Estatutos da empresa mandam conceder uma participação de R$ 15.000,00 para os empregados e que o restante dos lucros, após a reti- rada dos percentuais acima, será segregado a uma conta de reservas de lu- cros, podemos afirmar que será lançado o valor de (a) R$ 2.677,50, em reserva legal. (b) R$ 4.950,00, em reserva estatutária. (c) R$ 5.500,00, em participação de administradores. (d) R$ 12.918,00, em dividendos distribuídos. (e) R$ 30.000,00, em provisão para Imposto de Renda. Resolução Questão muito boa, com alguns conceitos importantes: 1 – Participações Dedutíveis (vide aula passada): de acordo com o Regula- mento do Imposto de Renda (RIR/99), poderão ser deduzidas do lucro líquido do período de apuração as participações nos lucros da pessoa jurídica: - asseguradas a debêntures de sua emissão; - atribuídas a seus empregados segundo normas gerais aplicáveis, sem discriminações, a todos que se encontrem na mesma situação, por dis- positivo do estatuto ou contrato social, ou por deliberação da assembléia de acionistas ou sócios quotistas; e - atribuídas aos trabalhadores da empresa nos lucros ou resultados, den- tro do próprio exercício de sua constituição. 2 – Reserva Legal: De acordo com a Lei no 6.404/76, do lucro líquido do exercício serão aplicados, antes de qualquer destinação, na constituição da reserva legal, sendo que o saldo dessa reserva não poderá exceder 20% do capital social realizado mais a sua correção monetária. A Reserva Legal é a única reserva obrigatória da empresa. A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital. Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 18
    • Há também o limite facultativo da Reserva Legal, que corresponde a 30% do capital social, isto é, se o saldo da Reserva Legal acrescido das Reservas de Capital (exceto correção monetária do capital) atingir o limite de 30% do Capital Social, a destinação dos lucros à constituição da Reserva Legal tornar-se-á facultativa. 3 – Dividendos: Lucro Líquido do Exercício (-) Importância Destinada à Reserva Legal (-) Importância Destinada à Reserva para Contingências (+) Reversão de Reservas para Contingências (-) Import. Dest. à Res. de Incentivos Fiscais (FACULTATIVO - criada pela Lei no 11.638/07) Lucro Líquido Ajustado (Base de Cálculo dos Dividendos) 4 – Reservas Estatutárias As Reservas Estatutárias são reservas de lucros constituídas tomando como base de cálculo o lucro líquido do exercício, de acordo com previ- são do estatuto social da companhia. De acordo com o art. 194 da Lei n o 6.404/76: O estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma: I - indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade; II - fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lu- cros líquidos que serão destinados à sua constituição; e III - estabeleça o limite máximo da reserva. As reservas de Retenção de Lucros e Estatutárias não poderão ser constituídas em prejuízo do dividendo obrigatório. Vamos à resolução da questão: Lucro Antes do Imposto 100.000 (-) Imposto de Renda = 30% x (100.000 – 15.000) (25.500) Lucro Após o Imposto de Renda 74.500 (-) Participação de Empregados (15.000) (-) Part. de Administradores = 10% x (74.500 – 15.000) (5.950) Lucro Líquido do Exercício 53.550 Reserva Legal = 5% x 53.550 = 2.677,50 Lucro Líquido do Exercício 53.550 (-) Reserva Legal (2.677,50) Base de Cálculo dos Dividendos 50.872,50 Dividendos = 30% x 50.872,50 = 15.261,75 Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 19
    • Reserva Estatutária = (53.550 – 15.261,75) x 10% = 3.828,82 GABARITO: A 191. A empresa Alfa Beta S/A comprou 10 mil ações de Delta Ômega S/A ao custo unitário de R$ 14,00, quando o valor patrimonial dessas ações era avali- ado em apenas R$ 10,00. Entretanto, em 31 de dezembro de 2007, a empresa Delta Ômega mostrou sua capacidade de negócios apresentando um lucro lí- quido da ordem de 70% do capital, tendo dele distribuído, como dividendos aos acionistas, o equivalente a 20% do capital social. As operações, na empre- sa Alfa Beta, são avaliadas e contabilizadas pelo método da equivalência pa- trimonial. Em 15 de janeiro de 2008, ao vender essas ações a R$ 15,00 por unidade, Alfa Beta terá computado um lucro efetivo de (a) R$ 70.000,00. (b) R$ 50.000,00. (c) R$ 30.000,00. (d) R$ 10.000,00. (e) R$ 0,00. Resolução Método de Equivalência Patrimonial (nova redação – MP no 449/08) : No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial. O valor do investimento avaliado pelo Método de Equivalência Patrimonial é obtido aplicando-se a percentagem de participação no capital social so- bre o valor do patrimônio líquido da investida. Logo, sempre que o patri- mônio líquido da investida variar, a investidora deverá ajustar o valor do inves- timento. Se o ajuste aumentar o valor do investimento, haverá um ga- nho de equivalência patrimonial (receita operacional – não tributável). Por outro lado, se ajuste diminuir o valor do investimento, haverá uma perda de equivalência patrimonial (despesa operacional – não dedutí- vel). Os lançamentos seriam os seguintes: Ganho de Equivalência Patrimonial: Participações Permanentes (Ativo Não Circulante - Investimentos) a Ganho de Equivalência Patrimonial (Receita) Perda de Equivalência Patrimonial Perda de Equivalência Patrimonial (Despesa) a Participações Permanentes (Ativo Não Circulante - Investimentos) Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 20
    • Quando a empresa investida incorporar lucros do período ao seu patrimônio líquido, ele aumentará. Conseqüentemente, na empresa investidora, o inves- timento avaliado pelo MEP deverá aumentar proporcionalmente. No caso de distribuição de dividendos pela investida, ocorrerá justamente o contrário, ou seja, a referida distribuição diminuirá o patrimônio líquido da investida e, con- seqüentemente, o investimento avaliado pelo MEP na investidora. Com relação à contabilização dos dividendos de investimentos avaliados pela equivalência patrimonial, o lançamento seria o seguinte: Caixa ou Dividendos a Receber (Ativo Circulante) a Investimentos Permanentes (Ativo Não Circulante - Investimentos) O ágio ocorre quando o valor pago na aquisição do investimento é maior que o valor patrimonial do investimento. Por outro lado, o deságio ocorre quando o valor pago na aquisição do investimento é menor que o valor patrimonial do investimento. Ágio = Custo de Aquisição – Equivalência Patrimonial > 0 Deságio = Custo de Aquisição –Equivalência Patrimonial < 0 Lançamentos: I – Aquisição de Investimento Avaliado pelo MEP com Ágio: Diversos a Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante) Investimentos Permanentes (Ativo Não Circulante - Investimentos) Ágio a Amortizar (Ativo Não Circulante - Investimentos) II – Aquisição de Investimento Avaliado pelo MEP com Deságio: Investimentos Permanentes (Ativo Não Circulante - Investimentos) a Diversos a Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante) a Deságio a Amortizar (Ativo Não Circulante - Investimentos – Retifi- cadora) Vamos à resolução da questão: Participação = 10.000 ações x R$ 14,00 = 140.000 Valor Patrimonial = 10.000 ações x R$ 10,00 = 100.000 Ágio na Aquisição = 40.000 Diversos a Caixa Participações Permanentes 100.000 Ágio a Amortizar 40.000 140.000 Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 21
    • 31/12/2007: Investida Lucro Líquido = 70% x Capital Social Dividendos Distribuídos = 20% x Capital Social Investidora: Ganho de Equivalência Patrimonial = 70% x 100.000 = 70.000 Dividendos a Receber = 20% x 100.000 = 20.000 Participações Permanentes a Ganho de Equivalência Patrimonial 70.000 Dividendos a Receber a Participações Permanentes 20.000 Despesas com Amortização de Ágio a Ágio a Amortizar 40.000 Apuração do Resultado na Investidora Ganho de Equivalência Patrimonial 70.000 (-) Despesa com Amortização de Ágio (40.000) Lucro Efetivo 30.000 GABARITO: C Bons estudos a todos e espero que tenham gostado do curso, Moraes Junior Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 22
    • Prova 14. Analista de Finanças e Controle – Área: Contábil-Financeira – 2008 – ESAF Lista de Questões Comentadas Nesta Aula 182. Em 31 de dezembro de 2007, a companhia Armazéns Gerais S/A organi- zou, em ordem alfabética, a seguinte relação de contas, com os respectivos saldos, para fins de elaboração de um balancete geral de verificação: Contas Saldos Ações de Coligadas 1.400,00 Ações de Controladas 800,00 Ações em Tesouraria 340,00 Amortização Acumulada 400,00 Bancos c/ Movimento 3.000,00 Caixa 1.000,00 Capital Social 9.000,00 Capital Social a Realizar 1.600,00 Clientes 1.950,00 Comissões Ativas 240,00 Comissões Ativas a Receber 100,00 Comissões Ativas a Vencer 120,00 Comissões Passivas 300,00 Comissões Passivas a Vencer 80,00 Contribuições Previdenciárias 600,00 Contribuições a Recolher 350,00 Custo das Vendas 4.800,00 Depreciação Encargos 680,00 Depreciação Acumulada 1.200,00 Duplicatas a Pagar 4.200,00 Duplicatas a Receber 2.100,00 Duplicatas Descontadas 1.300,00 Empréstimos Bancários 3.500,00 Fornecedores 2.200,00 Imóveis 3.800,00 Impostos 300,00 Impostos a Recolher 180,00 Impostos a Recuperar 220,00 Marcas e Patentes 1.180,00 Mercadorias 2.150,00 Moveis e Utensílios 2.000,00 Prejuízos Acumulados 440,00 Provisão para Devedores Duvidosos 210,00 Provisão para Férias 960,00 Provisão para FGTS 600,00 Provisão para Imposto de Renda 320,00 Receita de Vendas 7.800,00 Reservas de Capital 680,00 Reservas Estatutárias 440,00 Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 23
    • Reserva Legal 500,00 Salários e Ordenados 1.800,00 Valores Mobiliários 700,00 Veículos 4.000,00 Considerando que o Contador, propositalmente, para testar o raciocínio, deixou de incluir uma conta na referida relação, pede-se: indique a opção que contém o valor da soma dos saldos devedores indicados. (a) R$ 35.240,00. (b) R$ 33.240,00. (c) R$ 32.150,00. (d) R$ 32.130,00. (e) R$ 30.130,00. 183. A empresa Balanceamentos Exatos Ltda., em 31 de dezembro de 2007, mandou elaborar o balanço patrimonial com base nas seguintes contas e res- pectivos saldos: Contas Saldos Capital Social 18.000,00 Receita de Vendas 17.200,00 Ações de Coligadas 4.400,00 Duplicatas a Pagar 10.800,00 Caixa 5.700,00 Comissões Ativas 480,00 Capital Social a Realizar 3.200,00 Móveis e Utensílios 11.600,00 Empréstimos Bancários 9.000,00 Comissões Ativas a Receber 2.200,00 Custo das Vendas 9.600,00 Reserva Legal 1.480,00 Veículos 8.000,00 Contribuições a Recolher 700,00 Duplicatas a Receber 8.200,00 Comissões Passivas 600,00 Reservas Estatutárias 2.240,00 Depreciação Acumulada 2.400,00 Impostos a Recolher 1.000,00 Duplicatas Descontadas 2.600,00 Contribuições Previdenciárias 1.200,00 Prejuízos Acumulados 880,00 Marcas e Patentes 4.360,00 Provisão para Férias e FGTS 3.120,00 Provisão para Devedores Duvidosos 420,00 Depreciação Encargos 1.360,00 Ações em Tesouraria 680,00 Amortização Acumulada 800,00 Comissões Ativas a Vencer 240,00 Mercadorias 5.700,00 Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 24
    • Impostos 600,00 Salários e Ordenados 1.600,00 Comissões Passivas a Vencer 160,00 Impostos a Recuperar 440,00 A elaboração do balanço geral, nos termos da Lei n. 6.404/76, com as altera- ções cabíveis, certamente, vai apurar o valor de (a) R$ 25.840,00 no ativo permanente. (b) R$ 24.860,00 no passivo circulante. (c) R$ 19.380,00 no ativo circulante. (d) R$ 17.680,00 no patrimônio líquido. (e) R$ 1.840,00 no resultado do exercício. 184. A empresa Mercearia Comercial Ltda. iniciou o exercício no mês de janei- ro com o saldo de R$ 2.000,00 na conta Caixa e de outros R$ 2.000,00 na conta Estoque de Mercadorias. Durante o mês, a empresa realizou as seguintes transações: 1. recebimento do aluguel do mês, no valor de R$ 40.000,00; 2. compra de mercadorias a prazo, no valor de R$ 100.000,00, sendo 10% de entrada; 3. venda a vista de mercadorias por R$ 40.000,00, alcançando um lucro bruto de 30%; 4. venda a prazo de mercadorias por R$ 30.000,00, com entrada de 20% do preço, sofrendo um prejuízo da ordem de 10% do preço; e 5. pagamento de R$ 40.000,00 de duplicatas e de 10% de juros da dívida com fornecedores. Considerando exclusivamente estas seis operações e que as compras e vendas são isentas de impostos, podemos dizer que, ao final do mês, vamos encontrar (a) R$ 12.000,00 em lucro de vendas. (b) R$ 32.000,00 de saldo na conta Caixa. (c) R$ 34.000,00 de saldo na conta Caixa. (d) R$ 41.000,00 em Estoque de Mercadorias. (e) R$ 44.000,00 em Estoque de Mercadorias. 185. A empresa Negócios de Comércio S.A., em 31 de dezembro de 2007, en- tre outras contas, apresentou para balanço os seguintes dados: Vendas deste exercício R$120.000,00 Compras deste exercício R$100.000,00 Compras do ano passado R$ 30.000,00 Frete pago sobre as compras R$ 8.000,00 Frete pago sobre as vendas R$ 6.000,00 Impostos apurados no exercício: IPVA R$ 1.200,00 Imposto de Renda R$ 1.500,00 IPTU R$ 2.000,00 Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 25
    • IPI sobre as compras R$ 5.000,00 ICMS sobre as compras R$ 12.000,00 ICMS sobre as vendas R$ 14.000,00 Estoque final de mercadorias R$ 40.000,00 Com base nas informações fornecidas acima, podemos calcular um lucro ope- racional bruto no valor de (a) R$ 25.000,00. (b) R$ 23.000,00. (c) R$ 21.000,00. (d) R$ 20.000,00. (e) R$ 15.000,00. 186. A empresa Dúbias Cobranças S/A tinha créditos no valor de R$ 160.000,00 em 31.12.06 e de R$ 110.000,00 em 31.12.07. Durante o exercí- cio de 2007, houve a baixa de perdas no valor de R$ 3.200,00, referente a créditos já existentes em 2006 e de R$ 1.100,00, referente a créditos de 2007. A conta provisão para créditos de liquidação duvidosa foi a balanço em 2006 com saldo de R$ 4.800,00 e deverá ir a balanço em 2007 com saldo equivalen- te a 3% dos créditos cabíveis. Após a contabilização dos ajustes para o balanço de 2007, pode-se dizer que essa empresa contabilizou, no exercício de 2007, perdas com créditos de liquidação duvidosa no valor de (a) R$ 2.800,00. (b) R$ 3.300,00. (c) R$ 3.900,00. (d) R$ 7.100,00. (e) R$ 7.600,00. 187. Assinale abaixo a opção que contém uma afirmativa falsa. (a) A quota de depreciação registrável na escrituração, como custo ou despesa operacional, será determinada mediante a aplicação da taxa anual de depreci- ação sobre o custo de aquisição dos bens depreciáveis. (b) A quota anual de depreciação será ajustada proporcionalmente no caso de período-base com duração inferior a doze meses, e de bem acrescido ao ativo, ou dele baixado, no curso do período-base. (c) A taxa anual de depreciação será fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar utilização econômica do bem pelo contribuinte, na produção de seus rendimentos. (d) Será admitida quota de depreciação referente a prédios ou construções não alugados nem utilizados pelo proprietário na produção dos seus rendimentos ou destinados a revenda. (e) Podem ser objeto de depreciação todos os bens sujeitos a desgaste pelo uso ou por causas naturais ou obsolescência normal, inclusive edifícios e cons- truções e projetos florestais destinados à exploração dos respectivos frutos. Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 26
    • 188. A empresa São Carlos Ltda. fez uma operação de venda por R$ 70.000,00, com incidência de ICMS de 10%. A transação foi realizada a prazo, com entrada de 20% em moeda corrente, mas acabou por gerar um prejuízo da ordem de 12%. A empresa mandou contabilizar a partida no Diário em um único lançamento, dando baixa nos itens de custo, diretamente, na conta Mer- cadorias. Após a formalização do registro, o lançamento deverá ser o seguinte: (a) Diversos Caixa 14.000,00 Clientes 56.000,00 70.000,00 a Mercadorias pelo ICMS sobre Vendas 7.000,00 pelo custo da Mercadoria 63.000,00 70.000,00 (b) Diversos Caixa 14.000,00 Clientes 56.000,00 70.000,00 a Mercadorias pelo ICMS sobre Vendas 7.000,00 pelo custo da Mercadoria 54.600,00 pelo Prejuízo nas Vendas 8.400,00 70.000,00 (c) Diversos Caixa 14.000,00 Clientes 56.000,00 Prejuízo nas Vendas 8.400,00 78.400,00 a Mercadorias pelo ICMS sobre Vendas 7.000,00 pelo custo da Mercadoria 71.400,00 78.400,00 (d) Diversos Caixa 14.000,00 Clientes 56.000,00 Prejuízo nas Vendas 8.400,00 78.400,00 a Mercadorias pelo ICMS sobre Vendas 7.840,00 pelo custo da Mercadoria 70.160,00 78.400,00 (e) Diversos Caixa 15.680,00 Clientes 62.720,00 78.400,00 a Mercadorias pelo ICMS sobre Vendas 7.000,00 pelo Prejuízo nas Vendas 8.400,00 pelo custo da Mercadoria 70.160,00 78.400,00 Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 27
    • 189. A livraria Ávidos Leitores Ltda. revende apostilas e livros didáticos isentos de ICMS e pratica o sistema de controle permanente na conta Estoque. Em 02/09 o estoque do item Apostilas para o Concurso de Analista, Editadas pela LDA, era de 25 unidades ao custo unitário de R$ 8,00. O movimento no mês de setembro foi o seguinte: Compras: dia 10, 10 unidades ao preço unitário de R$ 12; dia 15, 15 unidades ao custo unitário de R$ 14; Vendas: dia 08, 15 unidades; dia 14, 15 unidades; dia 23, 10 unidades. Sabe-se que o proprietário da livraria vende cada apostila com uma margem de lucro de 30% sobre o custo médio dos livros em estoque na época da ven- da. Pede-se, com base nas informações fornecidas, fazer a ficha de controle de estoques e indicar o valor da receita bruta alcançada na venda do dia 23/09. (a) R$ 182,00. (b) R$ 169,00. (c) R$ 147,30. (d) R$ 137,80. (e) R$ 118,80. 190. O mercado de nossa praça é uma sociedade de capital aberto que, no exercício de 2007, apurou um lucro antes do imposto de renda e das participa- ções no valor de R$ 100.000,00. Esse lucro, segundo as normas da empresa, deverá ser destinado ao pagamen- to de dividendos e de imposto de renda, no mesmo percentual de 30%, calcu- lado nos termos da lei. Também deverão ser destinados 5% para reserva legal, 10% para reserva estatutária e 10% para participação de administradores. Sabendo-se que os Estatutos da empresa mandam conceder uma participação de R$ 15.000,00 para os empregados e que o restante dos lucros, após a reti- rada dos percentuais acima, será segregado a uma conta de reservas de lu- cros, podemos afirmar que será lançado o valor de (a) R$ 2.677,50, em reserva legal. (b) R$ 4.950,00, em reserva estatutária. (c) R$ 5.500,00, em participação de administradores. (d) R$ 12.918,00, em dividendos distribuídos. (e) R$ 30.000,00, em provisão para Imposto de Renda. Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 28
    • 191. A empresa Alfa Beta S/A comprou 10 mil ações de Delta Ômega S/A ao custo unitário de R$ 14,00, quando o valor patrimonial dessas ações era avali- ado em apenas R$ 10,00. Entretanto, em 31 de dezembro de 2007, a empresa Delta Ômega mostrou sua capacidade de negócios apresentando um lucro lí- quido da ordem de 70% do capital, tendo dele distribuído, como dividendos aos acionistas, o equivalente a 20% do capital social. As operações, na empre- sa Alfa Beta, são avaliadas e contabilizadas pelo método da equivalência pa- trimonial. Em 15 de janeiro de 2008, ao vender essas ações a R$ 15,00 por unidade, Alfa Beta terá computado um lucro efetivo de (a) R$ 70.000,00. (b) R$ 50.000,00. (c) R$ 30.000,00. (d) R$ 10.000,00. (e) R$ 0,00. Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 29
    • GABARITO – AULA 13: 182 – A 183 – C 184 – D 185 – E 186 – A 187 – D 188 – C 189 – B 190 – A 191 – C Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 30
    • Bibliografia Lei das Sociedades Anônimas com as alterações trazidas pela Lei n o 11.638/07. FERREIRA, Ricardo J. Contabilidade Avançada e Intermediária. Rio de Janeiro. Editora Ferreira. FERREIRA, Ricardo J. Contabilidade Básica. 3 a Edição. Rio de Janeiro. Editora Ferreira. 2004. FIPECAFI, Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações (aplicável as demais sociedades). 6a Edição. São Paulo. Editora Atlas. 2003. LUIZ FERRARI, Ed. Contabilidade Geral – Série Provas e Concursos. 5a Edição. 3a Tiragem. Elsevier Editora. 2005. MOURA RIBEIRO, Osni. Contabilidade Geral Fácil – Para cursos de contabilida- de e concursos em geral. 4a Edição. 4a Tiragem (2005). São Paulo. Editora Sa- raiva. 2002. VICECONTI, Paulo Eduardo Vilchez & NEVES, Silvério das. Contabilidade Avan- çada e Análise das Demonstrações Financeiras. 12a Edição. São Paulo. Editora Frase. 2003. Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 31