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Apostila cathedra   contabilidade de custos
 

Apostila cathedra contabilidade de custos

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    Apostila cathedra   contabilidade de custos Apostila cathedra contabilidade de custos Document Transcript

    • José Jayme Moraes Junior APOSTILA CONTABILIDADE DE CUSTOS
    • Apostila – Contabilidade de Custos Autor: José Jayme Moraes Junior - Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil; - Professor de Contabilidade Geral e Análise das Demonstrações Contábeis do Curso Cathedra (www.cathedranet.com.br); - Bacharel em Engenharia de Telecomunicações pela USP; - Bacharel em Ciências Navais pela Escola Naval; - Pós-Graduando em Direito Tributário e Finanças Públicas pelo IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público); - Aprovado em 5o lugar para o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal – Unidades Centrais - AFRF-2005; - Aprovado em 1o lugar nas provas objetivas e discursiva e em 7o lugar, após prova de títulos, para o cargo de Técnico de Desenvolvimento e Administração do IPEA; - Servidor Público Federal há 20 anos; - Oficial da Marinha do Brasil durante 17 anos; - Aprovado em 5o lugar no concurso para ingressar na Escola Naval. Livros Publicados: - 300 Questões Comentadas de Inglês – Editora Maximus – www.editoramaximus.com.br - Finanças Públicas – Editora Campus – em parceria com o Prof. Carlos André – www.editoracampus.com.br Cursos Online Publicados: - Curso de Contabilidade Geral e Custos em Exercícios – ICMS/RJ – 2008 - Cathedra EAD – www.cathedranet.com.br e clique em “Ensino à Distância” - Curso de Contabilidade Geral – Módulo Básico – 2008 - Cathedra EAD – www.cathedranet.com.br e clique em “Ensino à Distância” - Artigos de Contabilidade Geral – 2008 – www.euvoupassar.com.br - Curso de Contabilidade Geral e Custos em Exercícios – ICMS/RJ – 2007 - Ponto dos Concursos - Curso de Análise das Demonstrações Contábeis – 2007 - Pontos dos Concursos - Curso de Contabilidade de Custos – CESPE – 2007 - Ponto dos Concursos - Curso de Contabilidade Geral em Exercícios – CESPE – 2007 - Ponto dos Concursos - Curso de Contabilidade Geral em Exercícios – ESAF – Ponto dos Concursos e-mail: jjmoraesjr@ig.com.br 2008 Prof. José Jayme Moraes Junior 2 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Conteúdo Programático 1. Sistemas de custos: terminologia aplicada à Contabilidade de Custos, terminologia em entidades não industriais. 2. Classificação de custos. 3. Custos diretos: custos fixos e variáveis. 4. Distinção entre custos e despesas. 5. Custos indiretos: alocação e determinação da base para alocação. 6. Custos indiretos: custos fixos e variáveis. 7. Métodos de custeio: por absorção, direto ou variável e ABC (Custeio Baseado por Atividades). Definição, principais características, diferenciação, vantagens e desvantagens de cada método. 8. Exercícios de Fixação. Gabarito e Gabarito Comentado. 1. Sistemas de custos: terminologia aplicada à Contabilidade de Custos. 1.1.Introdução Com o advento da Revolução Industrial e a conseqüente proliferação das indústrias, a Contabilidade precisava adaptar os procedimentos de apuração do resultado em empresas comerciais, que simplesmente revendiam as mercadorias, para as indústrias, que compravam matérias-primas e utilizavam os fatores de produção para transformá-las em produtos destinados à venda. A primeira solução encontrada foi transformar a apuração do resultado das empresas comerciais, com a substituição do item “Compras” pelo pagamento de fatores que faziam parte da produção, como, matérias-primas consumidas, salários dos trabalhadores da produção, energia elétrica e combustíveis utilizados, ou seja, todos os gastos que foram efetuados na atividade industrial, também conhecidos como custos de produção. Com isso, surgiu um novo ramo da Contabilidade, denominado Contabilidade de Custos. Fórmulas utilizadas pelas empresas comerciais: CMV = EI + C – EF LB = V - CMV Onde: EI = Estoque Final C = Compras EF = Estoque Final LB = Lucro Bruto CMV = Custo das Mercadorias Vendidas Lucro Bruto (LB) (-) Despesas - Comerciais - Administrativas - Financeiras (=) Resultado Líquido Prof. José Jayme Moraes Junior 3 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos A Contabilidade de Custos, nos primórdios, teve como principal função avaliar os estoques das indústrias, visto que é um procedimento muito mais complexo do que nas empresas comerciais, pois envolve diversos fatores, tais como, pagamento de salários dos trabalhadores da produção, aquisições e utilização de matéria-prima, etc. Um outro problema que complicava o cálculo dos estoques das empresas industriais é que os gastos da produção deveriam ser incorporados aos estoques das indústrias durante o processo de produção. Além disso, por ocasião do encerramento do exercício e da elaboração do balanço patrimonial, haverá dois tipos de estoques: o estoque de produtos em elaboração (produtos que ainda não estão acabados) e o estoque de produtos acabados (produtos prontos para a venda). As fórmulas utilizadas pelas empresas industriais ficaram então, da seguinte forma: CPV = EI + GP – EF LB = V – CPV Onde: CPV = Custo dos Produtos Vendidos EI = Estoques Iniciais de produtos em elaboração e de produtos acabados GP = Gastos na Produção EF = Estoques Finais de produtos em elaboração e de produtos acabados LB = Lucro Bruto V = Vendas Lucro Bruto (LB) (-) Despesas - Comerciais - Administrativas - Financeiras (=) Resultado Líquido Pela fórmula de custo dos produtos vendidos, percebe-se que os gastos de produção do período foram totalmente absorvidos, ou pelos estoques finais de produtos ou pelo custo dos produtos vendidos, sendo denominado, por isso, de custeio por absorção (custeio = forma de apurar custos). O custeio por absorção está baseado nos seguintes princípios contábeis: Princípio do Registro pelo Valor Original: os estoques e o resultado das indústrias são avaliados pelo custo histórico, não sendo corrigidos quando há variação no preço dos fatores de produção entre a aquisição e a elaboração do balanço patrimonial. Princípio da Competência: todos os gastos com a produção que não tiverem correspondência com as receitas obtidas pela empresa devem ser incorporados ao valor dos estoques (custeio por absorção). Prof. José Jayme Moraes Junior 4 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 1.2.Terminologia Aplicada à Contabilidade de Custos 1.2.1. Gasto Gasto corresponde ao consumo de um ativo pela empresa com o objetivo de obtenção de um bem ou serviço e é representado pela entrega ou promessa de entrega de bens ou direitos. O fato gerador com gasto se concretiza quando os bens ou serviços adquiridos são prestados e, conseqüentemente, passam a ser propriedade da empresa. Normalmente, um gasto implica em desembolso, embora o desembolso possa ser diferido no tempo em relação ao gasto. Exemplos: Gastos com mão-de-obra (salários e encargos sociais) Gastos com aquisição de mercadorias para revenda Gastos com aquisição de matérias-primas para industrialização Gastos com aquisição de máquinas Gastos com aquisição de equipamentos Gastos com o consumo de energia elétrica Gastos com aluguéis de instalações Gastos com reorganização administrativa Gastos com desenvolvimento de produtos 1.2.2. Desembolso Corresponde ao pagamento efetuado devido a aquisição de um bem ou serviço, podendo ocorrer concomitantemente com o gasto, quando o pagamento é a vista, ou posteriormente ao gasto, quando o pagamento é a prazo. 1.2.3. Tipos de Gastos Os gastos podem ser divididos em: - Investimentos; - Custos; ou - Despesas. 1.2.3.1. Investimentos Corresponde ao gasto com um bem ou serviço ativado em função de vida útil ou de benefícios atribuíveis a períodos futuros. Exemplos: Aquisição de móveis e utensílios Aquisição de imóveis Despesas pré-operacionais Aquisição de marcas e patentes Aquisição de matérias-primas (*1) Aquisição de material de escritório Prof. José Jayme Moraes Junior 5 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (*1) O gasto com a aquisição de matérias-primas adquiridas pela empresa e que ainda não foram utilizadas no processo de produção de bens ou serviços é considerado um investimento. Os investimentos podem ser de diversas naturezas e de períodos de ativação variados: a matéria prima é um gasto contabilizado temporariamente como investimento circulante, a máquina é um gasto que se transforma num investimento permanente, as ações adquiridas de outras empresas são gastos classificados como investimentos circulantes ou permanentes, dependendo da intenção que levou a sociedade à aquisição. 1.2.3.2. Custo Corresponde ao gasto com bens ou serviços que serão utilizados na produção de outros bens ou serviços, ou seja, são gastos relacionados à atividade de produção. Exemplos: Salários e encargos sociais dos funcionários que trabalham na produção Matéria-prima utilizada no processo produtivo (*2) Combustíveis e lubrificantes utilizados nas máquinas da fábrica Aluguéis das instalações da fábrica Seguro das instalações da fábrica Seguros do maquinário utilizado na produção Depreciação dos equipamentos utilizados na produção Gastos com manutenção das máquinas utilizadas na produção (*2) No momento que as matérias-primas adquiridas pela empresa passam a ser utilizadas no processo produtivo de bens ou serviços, deixam de ser consideradas investimentos (classificados no Ativo Circulante – Estoque de Matérias-Primas) e passam a ser consideradas custos de produção. A matéria-prima foi um gasto na sua aquisição que imediatamente se tornou investimento, e assim, ficou durante o tempo de sua estocagem, sem que aparecesse nenhum custo associado a ela. No momento de sua utilização na fabricação de um bem, surge o custo da matéria-prima como parte integrante do bem elaborado. Este, por sua vez, é de novo um investimento, já que fica ativado até sua venda; A energia elétrica utilizada na fabricação de um bem qualquer é gasto (na hora de seu consumo) que passa imediatamente para custo, sem transitar pela fase de investimento; A máquina provocou um gasto na sua entrada, tornando investimento e parceladamente transformado em custo (depreciação), na medida em que é utilizada no processo de produção de utilidades. Lançamentos: Na aquisição de matérias-primas pela indústria: Estoque de Matérias-Primas (Ativo Circulante) a Fornecedores (Passivo Circulante) Prof. José Jayme Moraes Junior 6 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Na utilização de matérias-primas no processo produtivo: Matéria-Prima (Custo) a Estoque de Matérias-Primas (Ativo Circulante) Algumas outras definições de custo: a) Custo é um gasto relativo ao bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. São insumos de bens de capitais ou serviços efetuados para execução de determinados objetos (Eliseu Martins); b) Custos são insumos de capitais, bens ou serviços, efetuados para consecução de determinados objetivos. Estes insumos assumem, primeiramente, uma expressão física e se traduzem, posteriormente, pela expressão monetária dos mesmos. Assim, melhor definindo, "custo de um bem ou serviço, é a expressão monetária dos insumos físicos realizados na obtenção daquele bem ou serviço, considerando-se o total retorno dos capitais empregados, em termos de reposição." (Olivio Koliver) c) Custo é o consumo de um fator de produção, medido em termos monetários para a obtenção de um produto, de um serviço ou de uma atividade que poderá ou não gerar renda (...). d) O custo é também um gasto, só que reconhecido como tal, isto é, como custo, no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços), para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. 1.2.3.3. Despesa Despesas são gastos com bens ou serviços não utilizados nas atividades produtivas e consumidos com a finalidade de obtenção de receitas. Ou seja, as despesas são itens que reduzem o patrimônio e que possuem a característica de representar sacrifícios no processo de obtenção de receitas. Logo, pode-se concluir que as empresas têm despesas para gerar receitas e têm custos para produzir seus bens e serviços. Entretanto, normalmente, nem sempre é fácil distinguir custos e despesas. Para facilitar a sua compreensão, podemos adotar a seguinte regra: custos são todos os gastos realizados até que o produto fique pronto; a partir deste ponto, todos os gastos passam a ser despesas. Por exemplo, os gastos com a embalagem de um determinado produto podem ser custos se realizados no âmbito do processo produtivo (o produto é vendido embalado); e podem ser despesas se realizados após a produção (o produto pode ser vendido com ou sem embalagem). A comissão do vendedor, por exemplo, é um gasto que se torna imediatamente uma despesa. O computador da secretária do diretor financeiro, que fora transformado em investimento, tem uma parcela reconhecida como despesa (depreciação), sem transitar pelo custo. Logo, todas as despesas são ou foram gastos, porém, alguns gastos muitas vezes não se transformam em despesas. Por exemplo: terrenos, que não são depreciados, ou só se transforma em despesa quando de sua venda. Prof. José Jayme Moraes Junior 7 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Segundo a Resolução no 750/93 do CFC, que trata dos Princípios Fundamentais de Contabilidade, as despesas consideram-se incorridas: a) quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por transferência de sua propriedade para terceiros; b) pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo; c) pelo surgimento de um passivo sem correspondente ativo. Há que se ressaltar que todos custos que estão incorporados nos produtos acabados da indústria são reconhecidos como despesas (apropriação em conta de resultado) no momento da venda desses produtos. Por exemplo, o equipamento usado na fábrica, que fora gasto transformado em investimentos e posteriormente considerado parcialmente como custo torna-se, na venda do produto feito, uma despesa. Outros Exemplos: Salários e encargos sociais do pessoal de vendas Salários e encargos sociais do pessoal da administração da indústria Energia elétrica consumida nas instalações da administração da indústria Gastos com combustíveis e refeições do pessoal de vendas Conta telefônica da administração e do pessoal de vendas Aluguéis e seguros das instalações da administração da indústria Os encargos financeiros incorridos pela empresa, independentemente de sua origem (por exemplo: decorrente da aquisição de insumos para a produção), são sempre considerados despesas. Prof. José Jayme Moraes Junior 8 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Conceitos importantes: Etapas: 1 – A empresa realiza um gasto, que corresponde a um aumento das obrigações e/ou diminuição do ativo. 2 – O gasto pode ser: - Investimento: compra de matéria-prima; aquisição de bens do imobilizado. - Consumo Direto: pagamento da conta de energia elétrica. 3 – Investimento: por exemplo, a matéria-prima que, no momento de sua compra era um investimento, passou a ser considerada como um custo no momento de sua utilização na produção e, posteriormente, torna-se uma despesa quando o produto fabricado for vendido. 4 – Gastos de consumo direto: classifica-se inicialmente como despesas, podendo ser diretamente apropriados no resultado do exercício, caso não participem do processo produtivo. Caso contrário, isto é, se participarem do processo produtivo, serão considerados custos e, posteriormente, despesas, quando da apuração do resultado do exercício. Resumindo: primeiro surge o gasto, e, posteriormente, a despesa, que pode ser classificada diretamente do resultado do exercício, ou como um custo que se transformará em despesas quando da apuração do resultado do exercício, segundo os princípios fundamentais da contabilidade. 1.2.4. Perda As perdas correspondem a gastos não intencionais decorrentes de fatores externos, fortuitos (perdas anormais) ou da atividade normal da empresa (perdas normais). Todo processo produtivo pode gerar restos decorrentes da atividade desenvolvida (previsionais), que são considerados normais à atividade, e, por conseqüência englobam o custo do produto fabricado. As perdas normais com matérias-primas integram o custo de produção do período. Contudo, as perdas anormais, como as provenientes de erros de produção, incêndios, obsolescência, erros humanos etc., são consideradas despesas do período, sendo contabilizadas como tal, incidindo diretamente no resultado do exercício, não sendo ativadas (não compõem os custos dos produtos, simplesmente reduzem o resultado do período). Prof. José Jayme Moraes Junior 9 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Exemplos: O gasto de mão-de-obra durante um período de greve, por exemplo, é uma perda (despesa). O material deteriorado por um defeito anormal de um equipamento provoca uma perda (despesa). 1.2.5. Receita É a entrada de elementos para o ativo sob forma de dinheiro ou de direitos a receber, correspondente normalmente à venda de bens ou serviços. A receita, pelo Princípio da Competência, é considerada realizada no momento em que há a venda de bens e direitos da entidade, com a transferência da sua propriedade para terceiros, efetuando estes o pagamento em dinheiro ou assumindo compromisso firme de fazê-lo no prazo certo. Nas entidades em que a produção demanda largo espaço de tempo, deve ocorrer o reconhecimento gradativo da receita, proporcionalmente ao avanço da obra. Exemplo: um estaleiro que produz navios pode levar vários anos até terminar a obra, ou seja, a receita deve ser lançada na medida em que as etapas vão sendo cumpridas. Segundo o Princípio da Competência, as receitas consideram-se realizadas: a) nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem compromisso firme de efetuá-lo, quer pela investidura na propriedade de bens anteriormente pertencentes à entidade, quer pela fruição de serviços por estas prestados; b) quando da extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer que seja o motivo, sem o desaparecimento concomitante de um ativo de valor igual ou maior; c) pela geração natural de novos ativos, independentemente da intervenção de terceiros; d) no recebimento efetivo de doações e subvenções. As receitas, assim como as despesas, podem ser classificadas em operacionais (decorrentes da atividade da entidade) e não operacionais (consideradas eventuais). 1.2.6. Ganho Corresponde ao resultado líquido favorável resultante de transações ou eventos não relacionados as operações normais da entidade. Exemplo: Ganho na alienação de bens do ativo imobilizado. Prof. José Jayme Moraes Junior 10 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 1.2.7. Lucro/Prejuízo Diferença positiva (lucro) e/ou negativa (prejuízo) entre receitas e despesas/custos, ganhos e perdas. 1.2.8. Custeio É o método utilizado para apropriação dos custos, diretos e indiretos, aos produtos. 1.2.9.Custear “Significa coletar, acumular, organizar, analisar, interpretar e informar custos e dados de custos, com o objetivo de auxiliar a gerência da empresa”. (LEONE, G. G. Sistemas de Custeamento. In: Custos. Planejamento, Implantação e Controle. P. 229) Exemplos: Classificação dos Gastos: 1. Compra de computadores à vista: desembolso; investimento. 2. Compra de mercadorias a prazo: investimento. 3. Compra de matérias-primas a prazo: investimento. 4. Transferências de matérias-primas do estoque para a produção: custo. 5. Pagamento de prêmios de seguros, cobrindo a fábrica e os imóveis da administração, com vigência de um ano, a partir da contratação: investimento, desembolso. 6. Apropriação mensal do seguro da fábrica à produção: custo. 7. Apropriação mensal do seguro da administração: despesa. 8. Pagamento de energia elétrica relativa às instalações industriais: custo, desembolso. 9. Pagamento de energia elétrica relativa ao imóvel da administração: despesa, desembolso. 10. Apropriação de salários e encargos sociais do pessoal da administração e de vendas: despesa. 11. Apropriação de salários e encargos sociais do pessoal da produção: custo. 12. Pagamento de encargos financeiros relativos à compra de matérias-primas: despesa, desembolso. 13. Pagamento de taxas bancárias: despesa, desembolso. 14. Apropriação, à produção, de honorários da diretoria industrial: custo. 15. Despesas à vista com refeições do pessoal da fábrica: custo, desembolso. 16. Despesas à vista com refeições do pessoal da administração e de vendas: despesa, desembolso. 17. Depreciação de móveis e utensílios da área administrativa e da área comercial: despesa. 18. Depreciação de móveis e utensílios da área de produção: custo. 19. Pagamento de frete sobre matérias-primas (incorporam-se ao valor dos bens comprados): investimento, desembolso. 20. Pagamento de frete de produtos vendidos pela fábrica: despesa, desembolso. 21. Constituição de provisão para décimo-terceiro salário e férias do pessoal da produção: custo. 22. Constituição de provisão para décimo-terceiro salário e férias do pessoal da administração e de vedas: despesa. 23. Danificação de matérias-primas em função de incêndio: perda, despesa. 24. Gasto (já pago) com mão-de-obra da fábrica em um período de greve: perda, despesa. 25. Perda de matérias-primas em um processo normal de produção: perda, custo. 26. Embalagem utilizada em produto no decorrer do processo de produção: custo. 27. Embalagem utilizada em produto após o processo de produção: despesa. Prof. José Jayme Moraes Junior 11 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 1.3. Terminologia em entidades não industriais De acordo com Eliseu Martins, em seu livro de Contabilidade de Custos: “Pela própria definição de custo, podemos entender, ainda mais sabendo da origem histórica, por que se generalizou a idéia de que Contabilidade de Custos se volta predominantemente para a indústria. É aí que existe a produção de bens e onde a necessidade de seu custeamento se torna presença obrigatória. Em inúmeras empresas de serviços, todavia, passou-se a utilizar seus princípios e suas técnicas de maneira apropriada em função da absoluta similaridade de situação, principalmente nas entidades em que se trabalha por projeto (empresas de engenharia, escritórios de auditoria, de planejamento, etc). Já em muitas outras empresas, tais como entidades comerciais e financeiras, utiliza-se a mesma expressão Contabilidade de Custos, quando, à primeira vista, só existem despesas. Mas é fácil entender que a generalização desta terminologia se deve não só ao uso das técnicas daquela disciplina, como talvez principalmente à idéia de que tais entidades são produtoras de utilidades, e assim possuem custos. São custos que imediatamente se transformam em despesas, sem que haja a fase de Estocagem, como no caso da indústria de bens, mas de qualquer forma não deixa de ser apropriada a terminologia. Portanto, é perfeitamente idêntica a terminologia nessas empresas. Por exemplo, o serviço de câmbio de um Banco faz aparecer gastos que se transformam em custo de um serviço que se torna imediatamente uma despesa. Assim há nessas situações certa sofisticação e refinamento da separação das diversas fases. A palavra custo também significa o preço original de aquisição de qualquer bem ou serviço, inclusive leigamente; daí se falar em “custo de uma obra”, “custo de um automóvel adquirido”, “custo de uma consulta”, etc. Contudo, quando se fala em “Contabilidade de Custos”, estamos nos referindo apenas aos bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços.” Prof. José Jayme Moraes Junior 12 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 2. Classificação de custos, custos diretos (fixos e variáveis), distinção entre custos e despesas e custos indiretos (alocação e determinação da base para alocação, custos indiretos fixos e variáveis) 2.1. Classificação dos Custos e das Despesas A distinção entre os custos deve seguir o método adotado pela empresa, ou seja, a se a empresa utiliza o método direto, os custos serão divididos em custos fixos e custos variáveis. Por outro lado, se a empresa utilizar o método da absorção, os custos são classificados em custos diretos e custos indiretos. Os custos podem ser classificados da seguinte maneira: 2.1.1. Em relação à apropriação aos produtos fabricados Os custos, em relação à apropriação aos produtos fabricados, podem ser divididos em custos diretos e custos indiretos. 2.1.1.1. Custos Diretos Custos diretos são aqueles que podem ser apropriados diretamente aos produtos fabricados, isto é, são custos que podem ser identificados e diretamente apropriados a um produto, uma linha de produto, um centro de custo ou um departamento, no momento de sua ocorrência, pois há uma medida objetiva e precisa de seu consumo. Exemplos: - Matéria-prima: a empresa sabe exatamente a quantidade de matéria-prima utilizada na fabricação de uma unidade de determinado produto. Ou seja, conhecendo-se o preço da matéria-prima, o custo decorrente está associado diretamente ao produto. - Mão-de-obra direta: são os custos com os funcionários que trabalham diretamente na produção, ou seja, como se conhece o tempo que cada um trabalhou e preço de sua mão-de-obra, é possível apropriar estes custos diretamente ao produto. - Material de embalagem - Depreciação de equipamento, quando o equipamento é utilizado para produzir apenas um tipo de produto. - Energia elétrica consumida pelas máquinas da produção, quando for possível saber quanto foi consumido na fabricação de cada produto. Resumindo, os custos e despesas diretos são todos os elementos de custo que podem ser individualizados em relação ao produto fabricado, ou seja, se identificam ao produto. A matéria- prima, a mão-de-obra direta e a embalagem (quando componente do produto acabado), na área industrial e o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços e o Imposto de Produtos Industrializados e o Imposto sobre Serviços, bem como Comissões sobre Vendas, na área comercial, constituem exemplos de custos e despesas diretos, respectivamente. Prof. José Jayme Moraes Junior 13 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Obs: despesas diretas são as que podem ser facilmente quantificadas e apropriadas em relação às receitas de vendas e de prestação de serviços. Exemplos: para cada bem vendido é possível identificar o custo incorrido em sua aquisição ou produção, os impostos incidentes sobre o faturamento etc. 2.1.1.2. Custos Indiretos Custos indiretos são aqueles que dependem de cálculos, rateios ou estimativas para serem apropriados a determinado produto, ou seja, são custos apropriados indiretamente aos produtos. Necessitam, portanto, de algum critério de rateio para a sua alocação. Atribui-se parcelas de custos a cada tipo de bem ou função por meio de critérios de rateio. É um custo comum a muitos tipos diferentes de bens, sem que se possa separar a parcela referente a cada um, no momento de sua ocorrência. Exemplos: - Materiais indiretos (como cola e verniz consumidos na fabricação de móveis). - Salários da mão-de-obra indireta (chefia, supervisão, operários que cuidam da manutenção de equipamentos). - Demais custos de fabricação (seguros, impostos, aluguel da fábrica). - Depreciação de equipamentos que são utilizados na fabricação de mais de um produto. - Gastos com a limpeza da fábrica. - Energia elétrica que não pode ser associada a algum produto. Mão-de-obra indireta: é representada pelo trabalho nos departamentos auxiliares nas indústrias ou prestadores de serviços e que não são mensuráveis em nenhum produto ou serviço executado. Materiais indiretos: são materiais empregados nas atividades auxiliares de produção, ou cujo relacionamento com o produto é irrelevante. São eles: graxas e lubrificantes, lixas etc. Outros custos indiretos: são os custos que dizem respeito à existência do setor fabril. Exemplo: depreciação, seguros contra incêndios da fábrica, transporte e refeições da mão-de-obra etc. Há que se ressaltar que se a empresa produz apenas um produto, todos os seus custos são diretos. Um outro ponto importante: há determinadas situações em que o custo é direto, mas, é de tão pequeno valor que não compensa o trabalho de associá-lo a cada produto. Neste caso, estes custos, apesar de serem diretos, são considerados custos indiretos. Exemplo: gastos com cola e graxa na fabricação de sapatos. Prof. José Jayme Moraes Junior 14 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Abaixo, há alguns critérios para alocação dos custos indiretos de fabricação: Custo Indireto de Fabricação Critério Depreciação máquinas Quantidades produzidas ou tempo de utilização das máquinas Mão-de-obra indireta Tempo de utilização da mão-de-obra direta Aluguel Área ocupada pelos departamentos Energia elétrica Consumo efetivo Depreciação dos prédios Área ocupada pelos departamentos 2.1.2. Em relação aos níveis de produção Os custos, em relação aos níveis de produção, podem ser divididos em custos fixos, custos variáveis, custos semivariáveis e custos semifixos. 2.1.2.1. Custos Fixos Custos fixos são aqueles cujos valores permanecem inalterados, independentemente do volume de produção da empresa. São os custos que permanecem constantes dentro de determinada capacidade instalada, independente do volume de produção, ou seja, uma alteração no volume de produção para mais ou para menos não altera o valor total do custo. Exemplo: salário dos chefes, aluguel, seguros etc. Os custos fixos são fixos em relação ao volume de produção, mas podem variar ao longo do tempo. O exemplo característico é o aluguel de imóvel ocupado por indústria, cujo valor mensal é o mesmo em cada período, independentemente do volume produzido. Mesmo quando o valor do aluguel é reajustado, o custo continua fixo porque houve apenas uma atualização do valor contratado, em função da desvalorização do poder aquisitivo da moeda. Outro exemplo é a depreciação calculada pelo método das cotas constantes, em que o valor de cada período é sempre o mesmo independentemente do volume produzido pelo equipamento que esta sofrendo depreciação. Características dos custos fixos: a) o valor total permanece constante dentro de determinada faixa da produção; b) o valor por unidade produzida varia à medida que ocorre variação no volume de produção, por tratar de um valor fixo diluídos por uma quantidade maior; c) sua alocação para os departamentos ou centros de custos necessita na maioria das vezes, de critérios de rateios determinados pelo contador de custos; d) a variação dos valores totais pode ocorrer em função de desvalorização da moeda ou por aumento/redução significativa do volume de produção. Custos fixos de um período Volume de produção Custos fixos por unidade $ 20.000,00 5.000 unidades $ 4,00 $ 20.000,00 10.000 unidades $ 2,00 $ 20.000,00 20.000 unidades $ 1,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 15 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Os custos fixos podem ser subdivididos em custo fixo de capacidade e custo fixo operacional: - Custo Fixo de Capacidade - é o custo relativo às instalações da empresa e reflete a própria capacidade instalada, como depreciação, amortização etc. - Custo Fixo Operacional - é o relativo as operações das instalações da companhia, como seguro, imposto predial etc. Obs: Despesas fixas: são as despesas que permanecem constantes, independentemente do volume de vendas ou de prestação de serviços. 2.1.2.2. Custos Variáveis Os custos variáveis são aqueles cujos valores são alterados em função do volume de produção da empresa, ou seja, quanto maior o volume de produção, no período, maior será o custo variável (os custo variáveis variam direta e proporcionalmente com o volume). Características dos custos variáveis: a) seu valor total varia na proporção direta do volume de produção; b) o valor é constante por unidade, independentemente da quantidade produzida; c) a alocação aos produtos ou centros de custos é, normalmente, feita de forma direta, se a necessidade de utilização de critérios de rateios. Produção Consumo no período Consumo total de gasolina 10.000 unidades 1 litro 10.000 litros 15.000 unidades 1 litro 15.000 litros 20.000 unidades 1 litro 20.000 litros Exemplos: - Matéria-prima consumida por unidade de produto; - Materiais indiretos consumidos por unidade de produto; - Depreciação dos equipamentos quando for calculada em função das horas/máquina trabalhadas. - Gastos com horas-extras na produção. Obs: Despesas variáveis: são as despesas que variam proporcionalmente às variações no volume das receitas. Exemplos: impostos sobre faturamento, comissões sobre venda e serviços. 2.1.2.3. Custos Semivariáveis Os custos semivariáveis são custos que variam com o nível de produção, mas possuem uma parcela fixa, mesmo que nada seja produzido, ou seja, são os custos variáveis que não acompanham linearmente a produção, mas aos saltos, mantendo-se fixos dentro de estreitos limites. Prof. José Jayme Moraes Junior 16 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Um exemplo de custo semivariável e a conta de energia elétrica, visto que há uma taxa mínima mesmo que não ocorra nenhum consumo, embora o valor total da conta dependa do consumo de energia da empresa. 2.1.2.4. Custos Semifixos ou Custos por Degraus Os custos semifixos são custos que são fixos em determinada faixa de produção, mas que variam quando há uma mudança desta faixa. Um exemplo de custo semifixo é a necessidade de supervisores da produção, conforme quadro abaixo, ou seja, o custo dos supervisores é fixo (R$ 70.000,00) com uma produção de até 50.000 unidades, mas, se a empresa passar a produzir 70.000 unidades, o custo dos supervisores aumentará para R$ 140.000,00: Produção Necessidade de Supervisores Custos (Salários + Encargos) 0 – 50.000 unidades 1 70.000,00 50.001 – 100.000 unidades 2 140.000,00 100.001 – 200.000 unidades 3 210.000,00 Exemplos: - Consumo de material direto na produção: custo direto e variável. - Consumo de materiais indiretos na produção: custo indireto e variável. - Seguro da fábrica: custo indireto e fixo. - Mão-de-obra utilizada na manutenção de máquinas: custo direto e fixo. 2.1.2.5. Despesas Fixas e Variáveis As despesas fixas independem do volume de vendas e as despesas variáveis variam proporcionalmente ao volume de vendas. Por exemplo, as comissões pagas aos vendedores são consideradas despesas variáveis, pois o seu valor é função do volume de vendas, enquanto que o aluguel do escritório da administração é uma despesa fixa, que deve ser paga independentemente do volume de vendas. 2.2. Outras Terminologias de Custos e Despesas 2.2.1. Custos de Produção São os custos incorridos no processo produtivo em um determinado período de tempo. Os custos de produção são compostos das matérias primas, da mão-de-obra direta e dos custos indiretos de fabricação, assim detalhados: - Matérias-primas: correspondem aos materiais diretamente aplicados para a obtenção de um produto final. - Mão-de-obra direta: elemento utilizado para a transformação dos materiais diretos em produto. A mão-de-obra direta, bem como os respectivos encargos sociais podem ser Prof. José Jayme Moraes Junior 17 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos claramente identificados com o volume operacional das atividades (unidades produzidas, horas-máquinas ou horas-homens). - Custos indiretos de fabricação: gastos que não são identificáveis diretamente aos portadores finais. Exemplo: aluguel, mão-de-obra indireta, manutenção etc. Custo de Produção = MD + MOD + CIF Onde, MD = Materiais diretos (Ex: matéria-prima; materiais secundários apropriados diretamente ao produto, material de embalagem). MOD = Mão-de-obra direta CIF = Custos indiretos de fabricação 2.2.2. Outras despesas Além dos custos de produção, a empresa incorre em gastos de períodos, que são propriamente despesas complementares de natureza não industrial. Estas despesas são absorvidas totalmente na apuração do resultado, à medida que vão acontecendo e são classificadas, quanto a função em: a) DESPESAS COMERCIAIS - comissões de vendedores - salários de vendedores - viagens e estadias - propaganda e promoção - aluguel de escritórios regionais - outras b) DESPESAS ADMINISTRATIVAS - aluguel - salários administrativos - honorários de diretores - telefone, água, luz - material de expediente - leasing de equipamentos de escritório - outros c) DESPESAS FINANCEIRAS - juros moratórios - juros bancários - IOF - comissões - outros Prof. José Jayme Moraes Junior 18 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos d) QUANTO A NATUREZA - matéria-prima - mão-de-obra direta - mão-de-obra indireta - aluguel - material de limpeza - depreciação - outros e) QUANTO AO DESTINO - custos de produção - custos de administração - custos de comercialização 2.2.3. Custo dos Produtos Vendidos (CPV) Corresponde ao valor dos gastos incorridos no processo de produção dos bens que foram sacrificados para que a empresa gerasse receita de vendas de produtos. 2.2.4. Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) Corresponde ao valor dos gastos incorridos no processo de aquisição dos bens que foram sacrificados para que a empresa gerasse receitas de vendas de mercadorias. 2.2.5. Custo dos Serviços Prestados (CSP) Corresponde ao valor dos gastos incorridos no processo de prestação dos serviços para que a empresa gerasse receita de prestação de serviços. 2.2.6. Centro de Custos É a menor unidade de acumulação de custos, sendo representada por homens, máquinas e equipamentos de características semelhantes que desenvolvem atividades homogêneas relacionadas com o processo produtivo. 2.2.7. Centro de Custos Produtivos São os centros de custos por onde os produtos passam durante o processo de fabricação e nos quais são transformados ou beneficiados. Exemplo: montagem, pintura, acabamento etc. 2.2.8. Centro de Custos Auxiliares São os centros de custos que fazem parte do processo produtivo, mas não atuam diretamente nos produtos. Prestam serviços ou dão apoio aos centros de custos produtivos. Exemplo: manutenção, planejamento, refeitório, ambulatório etc. 2.2.9. Centro de Despesas Corresponde à menor unidade de acumulação de despesas sendo representada por homens, máquinas e equipamentos de características semelhantes que desenvolvem atividades homogêneas Prof. José Jayme Moraes Junior 19 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos relacionadas com as atividades administrativas, financeiras e comerciais. Exemplo: contabilidade, departamento de pessoal, tesouraria, faturamento etc. 2.2.10. Custo Primário ou Direto Custo Primário ou Direto = MD + MOD Onde, MD = Materiais diretos (ex: Matérias-primas). MOD = Mão-de-obra direta 2.2.11. Custo de Conversão ou Transformação Custo de Conversão ou Transformação = MOD + CIF Onde, MOD = Mão-de-obra direta CIF = Custos indiretos de fabricação Prof. José Jayme Moraes Junior 20 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Conceitos importantes: CT CV CF Q CFu CMe CVu Q Prof. José Jayme Moraes Junior 21 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 2.3. Ponto de Equilíbrio Representa o ponto correspondente ao número de unidades que deverão ser produzidas e vendidas para que os custos sejam iguais às receitas do período. É o ponto onde o lucro é igual a zero. Receita RT Lucro CT PE Prej. Q RT = Receita Total Q = Quantidade CT = Custo Total = Custos Fixos (CF) + Custos Variáveis (CV) Relembrando: CVu = CV/Q CFu = CF/Q Onde: CVu = Custo Variável Unitário CFu = Custo Fixo Unitário PVu = Preço de Venda Unitário = RT/Q Margem de Contribuição Unitária = MCu = PVu – CVu Margem de Contribuição Total: corresponde à diferença entre a receita total e os custos variáveis totais, ou seja, mostra o quanto sobra de receitas para cobrir os custos fixos. Cálculo do Ponto de Equilíbrio: RT = CT = CF + CV PVu x Q = CF + CV () Q PVu = CFu + CVu CFu = PVu - CVu Logo: MCu = PVu – CVu = CFu  MCu = CFu Ponto de Equilíbrio em Quantidades: MCu = CFu = CF/Qpe  Qpe = CF/MCu Prof. José Jayme Moraes Junior 22 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Onde: Qpe = Quantidade no Ponto de Equilíbrio; CF = Custos Fixos; MCu = Margem de Contribuição Unitária Ponto de Equilíbrio em Unidades Monetárias: UMpe = Qpe x PVu = (CF/MCu) x PVu Exemplo: Custos Fixos = 1.000.000 Custo Variável Unitário = 100 Preço de Venda Unitário = 200 Qpe = CF/MCu = CF/(PVu – CVu) = 1.000.000/(200 – 100) = 10.000 unidades UMpe = Qpe x PVu = 10.000 x 200 = 2.000.000 Ou seja, é preciso vender 10.000 unidades para cobrir os custos. 2.3.1. Ponto de Equilíbrio Contábil Corresponde à quantidade que equilibra a receita total com a soma dos custos e despesas relativos aos produtos vendidos. 2.3.2. Ponto de Equilíbrio Econômico Corresponde à quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas acrescidos de uma remuneração sobre o capital investido pela empresa, que, normalmente, corresponde à taxa de juros de mercado multiplicada pelo capital (Custo de Oportunidade). 2.3.3. Ponto de Equilíbrio Financeiro Corresponde à quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas que representam desembolso financeiro para a empresa. Por exemplo, os encargos de depreciação são excluídos do cálculo do ponto de equilíbrio financeiro. Exemplo: Empresa J4M2 Capital Empregado pela Empresa = R$ 400,00 Taxa de Juros de Mercado = 15% Custo de Oportunidade = 400 x 15% = R$ 60,00 Encargos de Depreciação = R$ 20,00 (estão incluídos nos custos fixos de R$ 100,00) Margem de Contribuição Unitária = R$ 5,00 Ponto de Equilíbrio Contábil = CF/MCu = 100/5 = 20 unidades Ponto de Equilíbrio Econômico = (CF + Custo de Oportunidade)/MCu Ponto de Equilíbrio Econômico = (100 + 60)/5 = 32 unidades Prof. José Jayme Moraes Junior 23 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Ponto de Equilíbrio Financeiro = (CF – Depreciação)/MCu Ponto de Equilíbrio Financeiro = (100 – 20)/5 = 16 unidades Ou seja: Ponto de Equilíbrio Econômico ≥ Contábil ≥ Financeiro 2.3.4. Margem de Segurança Corresponde às unidades produzidas e vendidas acima do ponto de equilíbrio. No exemplo anterior, caso a empresa produza e venda 15.000 unidades, estará trabalhando com uma margem de segurança de 5.000 unidades, ou seja, mesmo que ocorra uma redução da produção em 30% (30% x 15.000 unidades = 4.500 unidades), ainda assim a empresa não entrará na faixa de prejuízo. 2.4. Diferenças entre Custos e Despesas: Despesas Custos 1. Ocorrem fora do processo produtivo. 1. Ocorrem dentro do processo 2. Visam à obtenção de receitas. produtivo. 3. Imediatamente à ocorrência de seus 2. Visam à obtenção de outros bens. fatos geradores, são lançadas 3. Muitas vezes passam inicialmente pelo diretamente no resultado do exercício. ativo da companhia. 4. Reduzem de imediato o patrimônio 4. Não reduzem o patrimônio líquido de líquido das entidades. imediato, fato que só ocorre no momento da venda dos produtos. Prof. José Jayme Moraes Junior 24 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 3. Métodos de Custeio 3.1. Custeio por Absorção Custeio por absorção é método de apropriação de custos cujo objetivo é ratear todos os seus elementos (custos fixos ou custos variáveis) em cada fase da produção. Ou seja, no custeio por absorção um custo será apropriado quando for atribuído a um produto ou unidade de produção. Deste modo, cada produto receberá sua parte no custo até que todo o valor aplicado seja totalmente absorvido pelo Custo dos Produtos Vendidos (CPV) ou pelos Estoques Finais (EF). O custeio por absorção é uma imposição do Regulamento do Imposto de Renda, que determina que os produtos em fabricação e os produtos acabados serão avaliados pelo custo de produção. Para apuração por custeio por absorção deve-se adotar o seguinte procedimento: 1. Separação de custos e despesas; 2. Apropriação dos custos diretos e indiretos à produção realizada no período; 3. Apuração do custo dos produtos acabados; 4. Apuração do custo dos produtos vendidos; e 5. Apuração do resultado. Apuração da produção acabada, dos produtos em elaboração e dos produtos vendidos: Estoque inicial de materiais diretos (+) Custo de Aquisição das compras de materiais diretos (*) (-) Estoque final de materiais diretos (=) Materiais Diretos Consumidos (MD) (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) (=) Custo de Produção do Período (CPP) (+) Estoque inicial de produtos em elaboração (-) Estoque final de produtos em elaboração (=) Custo da Produção Acabada (+) Estoque inicial de produtos acabados (-) Estoque final de produtos acabados Custo dos Produtos Vendidos (CPV) (*) Compras de materiais diretos: (+) Valor da Compra (-) Impostos Recuperáveis (+) Valor do frete suportado pelo adquirente (subtraído do ICMS recuperável incidente na operação) (+) Seguros (+) Carga, Descarga e Armazenagem (+) Gastos com o Desembaraço Aduaneiro (no caso de importação) (-) Descontos Incondicionais Obtidos (Descontos Comerciais) Custo de Aquisição da Compras de Materiais Diretos Prof. José Jayme Moraes Junior 25 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (*) São exemplos de Custos Indiretos de Fabricação (CIF): Materiais indiretos Mão-de-obra indireta Energia elétrica Combustíveis Manutenção de máquinas Conta de telefone da fábrica Aluguel da fábrica Aluguel de equipamentos Depreciação Seguros da fábrica Imposto predial Representação em razonetes: Materiais Diretos Estoque Inicial Saída de Compras Materiais para a Produção Estoque Final Produtos em Elaboração Estoque Inicial Saída de Produtos Materiais Diretos Acabados (Custo MOD da Produção CIF Acabada) Estoque Final Custo de Produção do Período = MD + MOD + CIF Produtos Acabados Estoque Inicial Saída de Produtos Custo da Produção Vendidos (Custo Acabada dos Produtos Vendidos = CPV) Estoque Final Prof. José Jayme Moraes Junior 26 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Apuração do Resultado Receita Bruta de Vendas ou Receita Operacional Bruta (-) Deduções da Receita Bruta (-) Devoluções de Vendas (-) Abatimentos sobre Vendas (-) Descontos Incondicionais Concedidos (-) ICMS sobre Vendas (-) PIS e COFINS sobre Vendas (=) Receita Líquida de Vendas ou Receita Operacional Líquida (-) Custo das Mercadorias/Produtos/Serviços Vendidos/Prestados (=) LUCRO BRUTO (RESULTADO OPERACIONAL BRUTO) (-) Despesas c/ Vendas (-) Despesas Gerais e Administrativas (-) Outras Despesas Operacionais (+) Outras Receitas Operacionais (-) Despesas Financeiras (+) Receitas Financeiras (=) LUCRO/PREJUÍZO OPERACIONAL (RESULTADO OPERACIONAL LÍQUIDO) (+) Receitas Não-operacionais (-) Despesas Não-operacionais (-) CSLL (ou Despesa com Provisão para CSLL) (=) RESULTADO DO EXERCÍCIO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA (-) Despesa c/ Provisão do Imposto de Renda (-) Despesa c/ Participações Societárias sobre o Lucro Participações de Debêntures Participações de Empregados Participações de Administradores Participações de Partes Beneficiárias Fundos de Assistência e Previdência de Empregados (=) LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Lucro/Prejuízo Líquido por Ação (*) Os prejuízos acumulados reduzem a BC das participações, mas não integram a DRE. (*) Participações de Partes Beneficiárias: O artigo 187, VI, da Lei no 6.404/76 com as alterações trazidas pela Lei no 11.638/07, passa a estabelecer que, na DRE, as despesas com distribuição de parcela dos lucros anuais a partes beneficiárias não seja mais feita como participações estatutárias sobre o lucro. Continuam sendo apresentadas como participações estatutárias sobre o lucro apenas a distribuição dos lucros anuais a debenturistas, empregados, administradores e fundos de assistência ou previdência de empregados (FAPE), e desde que não se caracterizem como despesa do exercício. Há que se ressaltar que as participações de partes beneficiárias não foram extintas, tanto que continuam previstas nos artigos 46, § 1o, e 190 da Lei das S.A. Porém, não deverão mais ser apresentadas como participações estatutárias sobre o lucro, mas como despesas operacionais, o mesmo ocorrendo com as participações de debenturistas, administradores, empregados e FAPE, quando configurarem despesa da empresa. Prof. José Jayme Moraes Junior 27 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 3.1.1. Vantagens e Desvantagens do Custeio por Absorção Vantagens: inclusão de todos os custos no resultado (custos fixos, custos variáveis, custos diretos e custos indiretos); atende ao princípio da competência. Desvantagem: inclusão de custos indiretos por meio de rateio arbitrário de seus valores. 3.1.2. Apropriação de Custos Custos de Produção: custos diretos e custos indiretos Custos Diretos: são alocados à produção diretamente da conta em que estão registrados para a conta da elaboração ou processamento. Exemplos: custos de matéria-prima, mão-de-obra direta, etc. Para uma apropriação correta, basta uma mensuração precisa do consumo ou utilização, ou seja, obedece a condições objetivas. Custos Indiretos de Fabricação: utilizam um procedimento de rateio e obedece a condições subjetivas em relação ao processo de rateio adotado. Rateio dos Custos Indiretos: as principais bases de rateio dos custos indiretos são: - horas-máquina; - consumo de materiais diretos; - mão-de-obra direta aplicada; - receita de vendas; - quantidade produzida; - outros. Rateio dos Custos na Departamentalização: um dos objetivos da departamentalização é tornar mais preciso o critério de rateio. Departamentalização: departamento é uma unidade mínima que concentra custos e desenvolve atividades homogêneas. A departamentalização representa um critério eficaz para apropriação de custos indiretos, onde cada departamento é dividido em um ou mais centros de custos. É muito utilizada em empresa cujo processo produtivo passa por fases de produção. Ex: Indústria de café: as fases de produção são a seleção de grãos, torrefação, moagem e embalagem. Centro de Custo: é a menor fração de atividade ou área de responsabilidade para a qual é realizada a acumulação de custos. Pode coincidir com departamento ou não. Exemplo: A empresa industrial J4M2 Ltda produz três produtos: ALFA, BRAVO e FOXTROT que recebem a alocação dos seguintes custos diretos: Produto R$ mil ALFA 500 BRAVO 400 FOXTROT 300 Total 1.200 Prof. José Jayme Moraes Junior 28 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Além disso, a indústria apresenta os seguintes custos indiretos: Depreciação de Máquinas 200 Manutenção 300 Energia Elétrica 400 Materiais Indiretos 100 Outros Custos Indiretos 100 Total 1.100 Supondo que a distribuição dos custos indiretos pelos produtos seja realizada com base nas horas-máquina necessárias à produção (descritas abaixo): ALFA 300 horas-máquina (30%) BRAVO 500 horas-máquina (50%) FOXTROT 200 horas-máquina (20%) Total 1.000 horas-máquina Logo os custos totais por produtos seriam: Custos Indiretos Custos Diretos Custo Total ALFA 30% x 1.100 = 330 500 830 BRAVO 50% x 1.100 = 550 400 950 FOXTROT 20% x 1.100 = 220 300 520 Total 1.100 1.200 2.300 Vamos calcular os custos utilizando o conceito de departamentalização. Suponha, agora, que o produto ALFA consome 300 horas-máquina, distribuídas nos setores de seleção de grãos, moagem e torrefação; enquanto que o produto BRAVO só utiliza o setor de seleção de grãos e o produto FOXTROT somente utiliza o setor de moagem e torrefação. Deste modo, a distribuição das horas-máquina pelos departamentos ficaria da seguinte forma: Seleção de Grãos Moagem Torrefação Total ALFA 200 50 50 300 BRAVO 500 500 FOXTROT 100 100 200 Total 700 150 150 1.000 Além disso, suponha que o gasto com os custos indiretos por departamentos seja representado na tabela abaixo: Seleção de Grãos Moagem Torrefação Total Depreciação de Máquinas 100 30 70 200 Manutenção 200 70 30 300 Energia Elétrica 60 140 200 400 Materiais Indiretos 50 20 30 100 Outros Custos Indiretos 40 30 30 100 Total 450 290 360 1.100 Custo Médio por Hora Máquina =450/700 hm =290/150 hm =360/150 hm = $ 0,64/hm =$ 1,93/hm = $ 2,4/hm Prof. José Jayme Moraes Junior 29 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Fazendo o cálculo dos custos por produto: Seleção de Grãos Moagem Torrefação Total ALFA 200 x 0,64 = 130 50 x 1,93 = 97 50 x 2,4 = 120 347 BRAVO 500 x 0,64 = 320 320 FOXTROT 100 x 1,93 = 193 100 x 2,4 = 240 433 Total 450 290 340 1.100 Ou seja, percebe-se que os custos indiretos com departamentalização são mais justos, conforme pode ser visto no quadro comparativo abaixo: Custos Indiretos sem Custos Indiretos com Diferença Departamentalização Departamentalização ALFA 330 347 27 BRAVO 550 320 (230) FOXTROT 220 433 213 Total 1.100 1.100 3.2. Custeio Direto ou Variável O custeio direto ou variável corresponde ao método de apropriação de custos que consiste em apropriar aos produtos apenas os custos variáveis (neste caso, custos ou despesas variáveis). Os custos fixos, neste método de custeio são considerados despesas e são lançados diretamente em conta de resultado, visto que, eles existem independentemente se houver produção ou não. Logo, não são considerados custos de produção e sim despesas, sendo encerrados diretamente em conta de resultado. Há que se ressaltar que este método de custeio é vedado pela legislação do imposto de renda. Contudo, é considerado o método mais adequado ao processo de tomada de decisão da administração da empresa. Apuração da produção acabada, dos produtos em elaboração e dos produtos vendidos: Estoque inicial de insumos (+) Custo de Aquisição das compras de insumos (matéria-prima, material secundário e embalagens) (-) Estoque final de insumos (=) Insumos Consumidos (+) Outros Custos Variáveis (+) Estoque inicial de produtos em elaboração (-) Estoque final de produtos em elaboração (=) Custo da Produção Acabada (+) Estoque inicial de produtos acabados (-) Estoque final de produtos acabados Custo dos Produtos Vendidos (CPV) Prof. José Jayme Moraes Junior 30 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Apuração do Resultado Faturamento (-) Imposto sobre Produtos Industrializados (=) Receita Operacional Bruta (-) Deduções da Receita Bruta (*) (=) Receita Líquida (-) Custo dos Produtos Vendidos (=) Margem de Contribuição (-) Custos Fixos (-) Despesas Fixas (=) LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Margem de Contribuição ou Lucro Bruto: corresponde à diferença entre o preço de venda e as despesas variáveis. É o valor que sobre para fazer frente aos custos e despesas fixos. (*) Vendas Líquidas (VL) = Vendas Brutas – Deduções Deduções (contas retificadoras da receita bruta): - Devoluções de Vendas; - Abatimentos sobre Vendas; - Descontos Incondicionais Concedidos; - Impostos sobre Vendas (ICMS, ISS e IE); e - Contribuições Sociais sobre Vendas (PIS e Cofins). 3.2.1. Comparação entre o Custeio Variável e o Custeio por Absorção Exemplo: A empresa J4M2 apresentou os seguintes dados contábeis para determinado exercício: Produção: 1.000 unidades totalmente acabadas Custos Variáveis = R$ 20.000,00 Custos Fixos = R$ 12.000,00 Despesas Variáveis = R$ 4.000,00 Despesas Fixas = R$ 6.000,00 Não há estoques iniciais e finais de produtos em elaboração Não há estoques iniciais de produtos acabados Vendas Líquidas: 800 unidades a R$ 60,00 cada uma no total de R$ 48.000,00 (I) Custeio por Absorção: Custos Fixos 12.000 Custos Variáveis 20.000 Custo da Produção do Período 32.000 Como não há estoques iniciais e finais de produtos em elaboração: Custo da Produção Acabada no Período = Custo da Produção do Período Custo da Produção Acabada no Período = 32.000 Prof. José Jayme Moraes Junior 31 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Custo dos Produtos Vendidos: Custo Unitário de Produção = 32.000/1.000 unidades = 32 Custo dos Produtos Vendidos = Unidades vendidas x Custo unitário de produção Custo dos Produtos Vendidos = 800 unidades x 32 = 25.600 Estoque Final de produtos acabados: Estoque Final de Produtos Acabados = 200 unidades x 32 = 6.400 Demonstração do Resultado do Período: Vendas Líquidas 48.000 (-) CPV (25.600) Resultado Industrial 22.400 (-) Despesas Variáveis (4.000) (-) Despesas Fixas (6.000) Lucro Líquido 12.400 (II) Custeio Variável: Custos Variáveis = Custos da Produção do Período = 20.000 Custo da Produção Acabada no Período = Custo da Produção do Período Custo da Produção Acabada no Período = 20.000 Custo dos Produtos Vendidos: Custo Unitário de Produção = 20.000/1.000 unidades = 20 Custo dos Produtos Vendidos = Unidades vendidas x Custo unitário de produção Custo dos Produtos Vendidos = 800 unidades x 20 = 16.000 Estoque Final de produtos acabados: Estoque Final de Produtos Acabados = 200 x 20 = 4.000 Demonstração do Resultado do Período: Vendas Líquidas 48.000 (-) CPV (16.000) (-) Despesas Variáveis (4.000) Margem de Contribuição 28.000 (-) Custos Fixos (12.000) (-) Despesas Fixas (6.000) Lucro Líquido 10.000 Prof. José Jayme Moraes Junior 32 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Diferenças entre os dois métodos de custeio: Custeio por Custeio Variável Diferença Absorção Custo de Produção 32.000 20.000 12.000 do Período Custo da Produção 32.000 20.000 12.000 Acabada no Período Custo dos Produtos 25.600 16.000 9.600 Vendidos Estoque Final dos 6.400 4.000 2.400 Produtos Acabados Lucro Líquido 12.400 10.000 2.400 Observe que o custo de produção do período, no custeio por absorção, é maior em R$ 12.000,00, que corresponde ao valor dos custos fixos que, no custeio variável não são considerados custos e sim despesas do período. Já o custo de produtos vendidos, no custeio por absorção, é maior em R$ 9.600,00, diferença que corresponde ao valor dos custos fixos apropriados nas unidades vendidas ([800 unidades/1.000 unidades] x 12.000 = 9.600). O estoque final dos produtos acabados, no custeio por absorção, é Mario em R$ 2.400,00, diferença que corresponde ao valor dos custos fixos apropriados no estoque final de produtos acabados ([200 unidades/1.000 unidades] x 12.000 = 2.400). O estoque final do custeio variável é representado por: Custo Variável Unitário = R$ 20.000,00/1.000 unidades Custo Variável Unitário = R$ 20,00 Unidades em Estoque no Final do Período = 200 unidades Valor do Estoque Final = 200 x R$ 20,00 = R$ 4.000,00 O estoque final do custeio por absorção é representado por: Custo Fixo Unitário = R$ 12.000,00/1.000 unidades Custo Fixo Unitário = R$ 12,00 Custo Variável Unitário = R$ 20.000,00/1.000 unidades Custo Variável Unitário = R$ 20,00 Custo Unitário Total = Custos Fixos + Custos Variáveis Custo Unitário Total = 12 + 20 = R$ 32,00 Unidades em Estoque no Final do Período = 200 unidades Valor do Estoque Final = 200 x R$ 32,00 = R$ 6.400,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 33 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Como o estoque final de produtos acabados, no custeio por absorção, é maior em R$ 2.400,00, o lucro do período do custeio por absorção, em relação ao custeio variável, também será maior em R$ 2.400,00. 3.2.2. Vantagens e Desvantagens do Custeio Variável Vantagem 1: impede que eventuais aumentos de produção, que não correspondam a aumentos de vendas, venham distorcer o resultado apurado, visto que os custos e despesas fixas são apresentados após a margem de contribuição. Considerando o exemplo anterior, suponha que o dono da J4M2 decida aumentar a sua produção para 2.000 unidades, mesmo sabendo que as unidades vendidas permaneceram em 800. (I) Custeio por Absorção: Custos Fixos 12.000 (não sofrem alteração) Custos Variáveis 40.000 (Custo Variável Unitário x 2.000 unid.) Custo da Produção do Período 52.000 Como não há estoques iniciais e finais de produtos em elaboração: Custo da Produção Acabada no Período = Custo da Produção do Período Custo da Produção Acabada no Período = 52.000 Custo dos Produtos Vendidos: Custo Unitário de Produção = 52.000/2.000 unidades = 26 Custo dos Produtos Vendidos = Unidades vendidas x Custo unitário de produção Custo dos Produtos Vendidos = 800 unidades x 26 = 20.800 Estoque Final de produtos acabados: Estoque Final de Produtos Acabados = 200 x 26 = 5.200 Demonstração do Resultado do Período: Vendas Líquidas 48.000 (-) CPV (20.800) Resultado Industrial 27.200 (-) Despesas Variáveis (4.000) (-) Despesas Fixas (6.000) Lucro Líquido 17.200 Ou seja, apesar de não ter ocorrido um aumento nas vendas, um aumento na produção do período, aumentou o lucro líquido em R$ 4.800,00 (R$ 17.200,00 – R$ 12.400,00). Isto ocorreu, pois o aumento da produção diminuiu os custos fixos unitários incorporados aos produtos vendidos. Quando a produção era de 1.000 unidades, os custos fixos unitários eram de R$ Prof. José Jayme Moraes Junior 34 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 12,00 (R$ 12.000,00/1.000 unidades). Entretanto, com a produção de 2.000 unidades, os custos fixos unitários passaram a R$ 6,00 (R$ 12.000,00/2.000 unidades). Ou seja, o aumento da produção, mesmo sem ocorrer um aumento nas vendas, reduziu os custos fixos unitários e aumentou o lucro da empresa. (II) Custeio Variável: Custos Variáveis = Custos da Produção do Período = 40.000 (R$ 20,00 x 2.000 unidades) Custo da Produção Acabada no Período = Custo da Produção do Período Custo da Produção Acabada no Período = 40.000 Custo dos Produtos Vendidos: Custo Unitário de Produção = 40.000/2.000 unidades = 20 Custo dos Produtos Vendidos = Unidades vendidas x Custo unitário de produção Custo dos Produtos Vendidos = 800 unidades x 20 = 16.000 Estoque Final de produtos acabados: Estoque Final de Produtos Acabados = 200 x 20 = 4.000 Demonstração do Resultado do Período: Vendas Líquidas 48.000 (-) CPV (16.000) (-) Despesas Variáveis (4.000) Margem de Contribuição 28.000 (-) Custos Fixos (12.000) (-) Despesas Fixas (6.000) Lucro Líquido 10.000 Ou seja, como os custos fixos são apropriados diretamente no resultado do período, o aumento da produção sem aumento das vendas não proporciona qualquer alteração nos lucros da empresa. Vantagem 2: Corresponde a uma melhor ferramenta de tomada de decisão por parte dos administradores da empresa em relação ao custeio por absorção, que pode induzir a decisões erradas sobre a produção. Desvantagens: a apropriação dos custos fixos diretamente no resultado do exercício, sem passar pelos estoques produzidos, descumpre o princípio da competência. O administrador pode vir a desprezar custos periódicos no processo de estabelecimento dos preços de venda. Prof. José Jayme Moraes Junior 35 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 3.3. Grau de Alavancagem Operacional Tem a finalidade de medir a eficiência operacional alcançada no processo de gestão de custos e despesas fixos, de modo a aumentar a rentabilidade. G.A.O = (Variação Percentual do Lucro Oper. Líquido/Variação Percentual de Vendas) - 1 Exemplo: Produção de 5.000 unidades Produção de 8.000 unidades Vendas Líquidas 20.000,00 25.000,00 Custos dos Produtos Vendidos (6.000,00) (8.000,00) Despesas Variáveis (4.000,00) (4.000,00) Margem de Contribuição 10.000,00 13.000,00 Custos e Despesas Fixos (2.000,00) (2.000,00) Lucro Operacional 8.000,00 11.000,00 Variação Percentual do Lucro Operacional = (11.000 – 8.000)/8.000 = 0,375 = 37,5% Variação Percentual das Vendas Líquidas = (25.000 – 20.000)/20.000 = 0,25 = 25% GAO = (0,375/0,25) - 1= 1,50 – 1 = 0,50 = 50% Ou seja, um aumento de 60% na produção ([8.000-5.000]/5000) gerou um aumento do lucro operacional de 50%, superior à variação das vendas. 3.4. Custeio ABC – Custeio Baseado por Atividades No método de custeio ABC, ou custeio baseado por atividades, o objetivo é delinear as atividades para determinar os sistemas de custos, ou seja, as atividades da empresa constituem, neste método, os objetos fundamentais para a determinação dos custos Estes custos por atividades é que serão apropriados aos produtos. Para se utilizar o método de custeio ABC é necessária a definição das atividades relevantes dentro dos departamentos, bem como dos direcionadores de custos que irão alocar os diversos custos incorridos às atividades. O principal objetivo do custeio ABC é reduzir as distorções causadas em virtude da arbitrariedade da distribuição, via rateio, de custos indiretos de fabricação aos produtos. O custeio ABC também pode ser aplicado aos custos diretos, como, por exemplo, a mão-de-obra direta, mas, neste caso, não haverá muita diferença em relação ao método de custeio por absorção. Resumindo, a diferença fundamental está no tratamento dado aos custos indiretos. Normalmente, os custos obtidos pelo método de custeio ABC incluem despesas administrativas e com vendas, razão pela qual não é aceito, para fins contábeis, para avaliação dos estoques. Entretanto, este método de custeio é de grande utilidade para a tomada de decisão do administrador da empresa. A atribuição de custos às atividades pode ser realizada de três maneiras: Alocação Direta: quando existe uma identificação clara e direta dos custos com as atividades. Exemplos: Salários, Depreciação, Material de Consumo, etc. Prof. José Jayme Moraes Junior 36 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Rastreamento: esta alocação se baseia na identificação da relação de causa e efeito entre a ocorrência das atividades e a geração de custos. Normalmente, é estabelecida por direcionadores de custos. Rateio: utilizado apenas quando não há possibilidade de utilizar a alocação direta ou o rastreamento. Direcionador de Custo: é o fator que determina o custo de uma atividade. Para efeito do custeio de produtos, o direcionador deve ser o fator que determina ou influencia a maneira como os produtos consomem as atividades. Ou seja, o direcionador de custos é a base utilizada para atribuir os custos das atividades aos produtos. Exemplos de direcionadores de custos: - número de empregados; - área ocupada; - homem-hora; - hora-máquina; - quantidade de energia; - estimativa do responsável pela área, etc. Exemplo: Considere a industria J4M2 Produção Mensal em Unidades Preço de Venda Unitário Sapatos 20.000,00 20,00 Botas 10.000,00 30,00 Botinas 5.000,00 40,00 As horas trabalhadas na produção estão assim distribuídas: Departamento de Corte Departamento de Acabamento Total Sapatos 150 h 50 h 200 h Botas 200 h 50 h 250 h Botinas 240 h 60 h 300 h Total 590 h 160 h 750 h As horas-máquina na produção estão assim distribuídas: Departamento de Corte Departamento de Acabamento Total Sapatos 300 h 20 h 320 h Botas 350 h 30 h 380 h Botinas 400 h 40 h 440 h Total 1.050 h 90 h 1.140 h Os custos diretos por unidade do produto foram: Materiais Diretos Outros Materiais Diretos Mão-de-Obra Direta Total Sapatos 5,00 2,00 5,00 12,00 Botas 8,00 2,00 10,00 20,00 Botinas 10,00 1,00 15,00 26,80 Total 23,00 5,00 30,00 58,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 37 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Os custos indiretos foram: Consumo de Energia Elétrica = R$ 75.000,00 Depreciação de Máquinas = R$ 68.400,00 Total dos Custos Indiretos = R$ 143.400,00 Energia elétrica: o direcionador de custos é o número de horas trabalhadas para a execução da atividade. Depreciação: o direcionados de custos é o número de horas-máquina trabalhadas. Atividades: os direcionadores de custos das atividades são: - número de horas trabalhadas nas atividades de corte; - número de horas trabalhadas nas atividades de acabamento; - horas-máquina para as atividades de corte; e - horas-máquina para as atividades de acabamento. Cálculo dos custos unitários dos direcionadores: Custo Unitário do Direcionador = Custo da Atividade/Total do Direcionador (I) Energia: o direcionador são as horas-trabalhadas Custo Unitário do Direcionador = Custo da Atividade/Número de Horas Trabalhadas Custo Unitário do Direcionador = 75.000/750 = R$ 100,00 a hora Departamento de Corte Departamento de Acabamento Total Sapatos 150 h x 100 = 15.000 50 h x 100 = 5.000 20.000 Botas 200 h x 100 = 20.000 50 h x 100 = 5.000 25.000 Botinas 240 h x 100 = 24.000 60 h x 100 = 6.000 30.000 Total 59.000 16.000 75.000 (II) Depreciação: o direcionador são as horas-máquina Custo Unitário do Direcionador = Custo da Atividade/Número de Horas-Máquina Custo Unitário do Direcionador = 68.400/1.140 = R$ 60,00 a hora Departamento de Corte Departamento de Acabamento Total Sapatos 300 h x 60 = 18.000 20 h x 60 = 1.200 19.200 Botas 350 h x 60 = 21.000 30 h x 60 = 1.800 22.800 Botinas 400 h x 60 = 24.000 40 h x 60 = 2.400 26.400 Total 63.000 5.400 68.400 Prof. José Jayme Moraes Junior 38 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Deste modo, os custos diretos e indiretos por produto ficaram da seguinte forma: Energia Depreciação Custos Diretos Total Sapatos 20.000 19.200 12 x 20.000 = 240.000 279.200 Botas 25.000 22.800 20 x 10.000 = 200.000 247.800 Botinas 30.000 26.400 26,80 x 5.000 = 134.000 190.400 Total 75.000 68.400 574.000 717.400 Os custos unitários por produto seriam: Custo Unitário Sapatos 279.200/20.000 = 13,96 Botas 247.800/10.000 = 24,78 Botinas 190.400/5.000 = 38,08 O resultado do período ficaria da seguinte forma: Preço de Venda Custo Unitário Lucro Bruto Margem de Lucro Unitário Unitário Sapatos 20,00 (13,96) 6,04 6,04/20,00 = 30,20% Botas 30,00 (24,78) 5,22 5,22/30,00 = 17,4% Botinas 40,00 (38,08) 1,92 1,92/40,00 = 4,8% Ou seja, pelo método de custeio ABC é possível visualizar os custos pelas atividades realizadas na produção. 3.4.1. Vantagens e Desvantagens do Custeio ABC Vantagem: pelo mecanismo adotado pelo sistema de custeio ABC é possível obter uma relação mais real dos custos com o departamento ou atividade, o que permite um embasamento mais eficaz na hora da tomada de decisão (gestão de custos). O sistema de custeio ABC permite uma melhor alocação dos custos indiretos aos diversos produtos. Desvantagem: não é permitido pela legislação brasileira. 3.5. Equivalente de Produção O conceito de equivalente de produção é utilizado quando a produção é contínua e, ao final do período a indústria apresenta estoques de produtos acabados e produtos em elaboração. A indústria, então, determina qual o nível de produção dos produtos em elaboração e, conseqüentemente, consegue chegar ao custo médio dos produtos acabados. Exemplo: Suponha que a empresa J4M2 possua custos indiretos e diretos no período no total de R$ 100.000,00. Além disso, no período foram iniciadas e finalizadas 40.000 unidades e outras 20.000 foram iniciadas, mas estão no meio do processo de fabricação (50%). (I) Determinação do Equivalente de Produção: Produtos Acabados 40.000 Produtos em Elaboração 20.000 x 50% Processados Equivalente de Produção do Período 50.000 unidades Prof. José Jayme Moraes Junior 39 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (II) Cálculo do custo médio por unidade acabada: Custo Médio = 100.000/50.000 unidades = R$ 2,00 por unidade (III) Atribuição dos custos: Produtos Acabados = 40.000 x 2,00 80.000 Produtos em Elaboração = 20.000 x 2,00 x 50% 20.000 Total do Custo 100.000 Prof. José Jayme Moraes Junior 40 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 3.6. Exercícios de Fixação 1. Uma empresa fabril, em certo período, aplicou no processo produtivo: R$ 50.000,00 de materiais diretos, R$ 50.000,00 de mão-de-obra direta e R$ 50.000,00 de gastos gerais de fabricação. O saldo inicial da conta Produtos em Elaboração também foi de R$ 50.000,00, enquanto seu saldo final foi zero. Sabendo-se que: 1. O custo dos produtos vendidos no período foi de R$ 200.000,00; 2. O saldo inicial da conta Produtos Acabados foi de R$ 0,00. Assinale, com base nos dados fornecidos acima, a alternativa que contém o saldo final da conta Produtos Acabados (em R$): (a) 200.000,00 (b) 150.000,00 (c) 0,00 (d) 50.000,00 (e) 250.000,00 2. Num determinado mês, a escrituração contábil de uma empresa industrial registrou os seguintes dados: 1) Estoque de matérias-primas no início do mês = R$ 60.000,00 2) Compras efetuadas durante o mês = R$ 120.000,00 3) Estoque de matérias-primas no final do mês = R$ 120.000,00 4) Despesas com mão-de-obra direta = R$ 40.000,00 5) Gastos gerais de fabricação = R$ 50.000,00 6) Produção em andamento no início do mês = R$ 24.000,00 7) Produção em andamento no final do mês = R$ 34.000,00 O custo dos produtos elaborados foi, portanto, de (R$): (a) 60.000,00 (b) 140.000,00 (c) 150.000,00 (d) 174.000,00 (e) 180.000,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 41 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Baseando-se nos dados abaixo, responda as questões 3 a 7 Compra de materiais diretos = 100.000 Arrendamento mercantil de máquinas industriais = 80.000 Mão-de-obra direta (MOD) = 110.000 Estoque inicial de produtos acabados = 20.000 Energia elétrica da fábrica = 30.000 Despesas pós-fabricação = 150.000 Vendas líquidas = 726.000 Estoque final de materiais diretos = 15.000 Estoque inicial de produtos em elaboração = 40.000 Mão-de-obra indireta (MOI) = 35.000 Depreciação de máquinas industriais = 55.000 Estoque final de produtos acabados = 28.000 Estoque inicial de materiais diretos = 23.000 Constituição de Provisão para Férias e Décimo-Terceiro para MOD e MOI = 17.000 Estoque final de produtos em elaboração = 62.000 Demais custos indiretos de fabricação = 19.000 3. O custo de produção do período foi de: (a) 432.000 (b) 424.000 (c) 454.000 (d) 354.000 (e) 469.000 4. O custo da produção acabada do período foi de (em R$): (a) 482.000 (b) 442.000 (c) 432.000 (d) 479.000 (e) 494.000 5. O custo dos produtos vendidos foi equivalente a: (a) 424.000 (b) 452.000 (c) 454.000 (d) 432.000 (e) 447.000 6. O resultado bruto industrial corresponde a: (a) 310.000 (b) 272.000 (c) 290.000 (d) 302.000 (e) 424.000 Prof. José Jayme Moraes Junior 42 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 7. O lucro operacional líquido da companhia, supondo-se que não houve outras receitas e despesas operacionais além das mencionadas, foi de: (a) 160.000 (b) 182.000 (c) 302.000 (d) 312.000 (e) 152.000 8. A respeito de contabilidade avançada e dos dados da empresa Z, apresentados no quadro acima, julgue os itens que se seguem. 1. A margem de contribuição unitária para a empresa Z menor que R$ 1,30. 2. Para a empresa Z, o ponto de equilíbrio é alcançado com menos de 230.000 unidades. 3. Caso a empresa Z apresente um crescimento de 20% nas suas vendas e de 10% nas suas despesas, deverá, certamente, apresentar lucro no período. 4. A empresa Z poderia vender as 50.000 unidades correspondentes à sua capacidade ociosa por R$ 3,00 e, ainda assim, aumentaria o seu resultado positivo. 5. Caso a empresa Z apresente um giro do ativo (vendas brutas sobre o ativo operacional) de 120% e uma margem líquida (lucro líquido antes das despesas financeiras sobre as vendas brutas) de 20% terá um retorno do ativo operacional de 24%. 9. Julgue os itens abaixo: 1. Custeio por Absorção é um processo de apuração de custos que rateia todos os custos, fixos ou variáveis, em cada fase de produção. 2. Um custo é considerado absorvido quando for atribuído a um produto ou unidade de produção. 3. No Custeio por Absorção, cada produto receberá sua parcela no custo no custo até que o valor total dos custos seja absorvido pelo Custo dos Produtos Vendidos ou pelo Estoque Final de Produtos Acabados e em Elaboração. 4. No Custeio por Absorção, o valor dos Estoques Iniciais de Produtos Acabados e em Elaboração somados ao Custo de Produção do Período será igual ao somatório do Custo dos Produtos Vendidos com os Estoques Finais de Produtos Acabados e em Elaboração. Prof. José Jayme Moraes Junior 43 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 5. Custeio por absorção refere-se apenas a um processo para determinação do valor dos Estoques Finais de Produtos Acabados e em Elaboração, não podendo ser, portanto, aplicado à obtenção do valor dos Custos dos Produtos Vendidos por contrariar o Princípio Contábil da Competência. 10. Julgue os itens abaixo: 1. O método do custo variável agrega os custos fixos aos custos de produção pelo emprego de critérios variáveis de rateio. 2. O método do custeio por absorção leva em conta, na apuração do custo de produção, todos os custos incorridos no período. 3. O método do custeio por absorção exige que a avaliação dos estoques seja feita pelo critério do custo médio ponderado. 4. Para efeito de apuração de resultados industriais é indiferente qual o método de custeio adotado, seja variável ou por absorção. 5. A diferença fundamental entre o custeio variável e o custeio por absorção é que este admite a avaliação de estoques por método diferente do custo médio ponderado, ao contrário do custeio variável. 11. A empresa industrial PVSN apresentava em 01/03/03 os seguintes saldos em suas contas de estoque: Estoque de Material Direto = 100,0 Estoque de Produtos em Elaboração = 120,00 Estoque de Produtos Acabados = 80,00 No decorrer do mês, os seguintes fatos ocorreram: 1) Compra de material direto pelo valor de 200,00; 2) Apropriação do consumo de energia elétrica do mês: Fábrica (25,00) e Administração (15,00); 3) Requisição de R$ 150,00 de material direto pela Produção; 4) Apropriação de serviços de limpeza executados por terceiros: Fábrica (5,00) e Administração (3,00); 5) Apropriação de parcela vencida de seguro contra incêndio: Fábrica (10,00) e Administração (2,00); 6) Folha de Pagamento do Mês (inclui encargos): Pessoal da Fábrica: Mão-de-Obra Direta 42,00 Mão-de-Obra Indireta 30,00 72,00 Pessoal da Área Administrativa e Comercial 50,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 44 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 7) Apropriação dos Encargos de Depreciação: Fábrica (18,00) e Administração (5,00); 8) Foram transferidos dos seguintes valores: De MOD e CIF para Produtos em Elaboração = 42,00 e 88,00 respectivamente; De Produtos em Elaboração para Produtos Acabados, correspondente à produção acabada no período = 350,00 De Produtos Acabados para Custo dos Produtos Vendidos, correspondente ao custo dos produtos vendidos no período = 400,00 Pede-se contabilizar e calcular o Lucro Operacional Líquido, correspondente ao mês de março de 2003, sabendo-se que as vendas líquidas neste mês totalizaram R$ 800,00, pagas à vista, é igual a: (a) R$ 355,00 (b) R$ 415,00 (c) R$ 305,00 (d) R$ 445,00 (e) R$ 325,00 12. Na relação de custos abaixo estão incluídos todos os gastos gerais de fabricação do segundo trimestre de 2002, ocorridos na empresa Comércio & Indústria Ltda. Seguro contra incêndio incorrido R$ 2.100,00 Imposto predial R$ 2.400,00 Iluminação do prédio R$ 2.100,00 Depreciação do edifício R$ 2.400,00 Mão-de-Obra Direta R$ 2.400,00 Mão-de-Obra Indireta R$ 2.100,00 Encargos sociais do período R$ 0,00 Com base nas informações acima, pode-se dizer que o valor dos gastos gerais de fabricação na conta Produtos em Processo foi de (em R$): (a) 9.000,00 (b) 9.900,00 (c) 11.100,00 (d) 12.000,00 (e) 13.500,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 45 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 13. Uma indústria produz leite longa vida, coalhada e iogurte natural, tendo gerado as seguintes informações ao fim de um período: Quantidades: 1. Leite 5.000 litros 33,33% 2. Coalhada 4.000 litros 26,67% 3. Iogurte 6.000 litros 40,00% Total 15.000 litros 100,00% Receita de Vendas: 1. Leite R$ 7.500,00 30% 2. Coalhada R$ 5.000,00 20% 3. Iogurte R$ 12.500,00 50% Total R$ 25.000,00 100% Produto Leite Coalhada Iogurte Total em R$ Materiais Diretos 1.200 800 1.600 3.600 Mão-de-Obra Direta 1.200 900 2.400 4.500 Custos Indiretos de Fabricação 2.025 Custo de Produção 10.125 Caso a empresa adotasse como base de rateio a quantidade produzida, assinale a alternativa correta: (a) Os custos indiretos de fabricação apropriados ao leite são de R$ 675,00. (b) Os custos indiretos de fabricação apropriados ao iogurte são de R$ 540,00. (c) Os custos indiretos de fabricação apropriados à coalhada são de R$ 810,00. (d) O custo total de produção apropriado ao leite é de R$ 2.240,00. (e) O custo total de produção apropriado ao iogurte é de R$ 3.075,00. 14. Considerando os dados da questão “13”, caso o critério de rateio fosse a receita gerada, assinale a alternativa correta: (a) Os custos indiretos de fabricação apropriados ao leite são de R$ 405,00. (b) Os custos indiretos de fabricação apropriados ao iogurte são de R$ 607,50. (c) Os custos indiretos de fabricação apropriados à coalhada são de R$ 1.012,50. (d) O custo total de produção apropriado ao leite é de R$ 3.007,50. (e) O custo total de produção apropriado ao iogurte é de R$ 2.105,00. 15. Em relação aos custos, julgue os itens que se seguem: 1. Os custos fixos totais mantêm-se estáveis, independentemente do volume da atividade fabril. 2. Os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida, em razão inversa. 3. Os custos fixos unitários crescem ou decrescem, de conformidade com a quantidade produzida. 4. Os custos variáveis unitários crescem ou decrescem, de conformidade com a quantidade produzida. 5. O custo industrial unitário, pela diluição dos custos fixos, tende a afastar-se do custo variável unitário, á medida que o volume da produção aumenta. Prof. José Jayme Moraes Junior 46 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 16. Observe as informações abaixo, extraídas da escrituração de uma empresa industrial e julgue os itens que se seguem.  Materiais requisitados do almoxarifado: o Diretos R$ 300.000,00 o Indiretos R$ 50.000,00  Mão-de-obra: o Direta R$ 200.000,00 o Indireta R$ 30.000,00  Aluguel da fábrica R$ 40.000,00  Seguro da fábrica R$ 20.000,00  Depreciação das máquinas R$ 60.000,00 1. O custo de fabricação da empresa industrial é de R$ 580.000,00 2. O custo primário da empresa industrial é de R$ 500.000,00 3. O custo de transformação da empresa industrial é de R$ 400.000,00 17. Observe os dados abaixo, representativos dos custos de uma empresa industrial (fábrica de calçados) e julgue os itens que se seguem:  Matérias-primas = R$ 2.100.000,00  Encargos de depreciação (método linear) = R$ 27.000,00  Material de embalagem = R$ 30.000,00  Aluguéis de fábrica = R$ 80.000,00  Administração da fábrica = R$ 100.000,00  Mão-de-Obra direta = R$ 1.500.000,00  Energia elétrica (fábrica) = R$ 50.000,00 1. Os custos fixos dessa empresa, no período considerado, atingiram o valor de R$ 237.000,00. 18. Julgue os itens que se seguem: 1. a depreciação das máquinas é uma despesa direta, em geral, porque se relaciona com a mão-de- obra direta aplicada. 2. o aluguel do prédio fabril é item apropriável pela Contabilidade de Custos. 3. matéria-prima e embalagens são custos diretos, porque podem ser apropriados perfeitamente aos diversos produtos que são fabricados. 4. materiais de consumo, tais como graxa ou cola, são custos diretos pelas mesmas razões apontadas para a matéria-prima e embalagens. 5. os pagamentos e comissões de vendedores, por guardarem estrita proporcionalidade com o volume de vendas, são considerados despesas variáveis. Prof. José Jayme Moraes Junior 47 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 19. A firma Indústria & Comércio de Coisas forneceu ao contador as seguintes informações sobre um de seus processos de fabricação (em R$): Estoque inicial de materiais 2.000 Estoque inicial de produtos em processo não havia Estoque final de produtos em processo 4.500 Compras de materiais 2.000 Mão-de-obra direta 5.000 Custos indiretos de fabricação 70% da mão-de-obra ICMS sobre compras e vendas 15% IPI sobre compra alícuota zero Preço de venda 80 Estoque final de materiais 1.400 Estoque inicial de produtos acabados 75 unidades Produção completa 150 unidades Produção iniciada 200 unidades Fase atual da produção 60% Produção vendida 100 unidades Fazendo-se os cálculos corretos atinentes à produção acima exemplificada, podemos dizer que: (a) A margem de lucro sobre o preço líquido foi de 10%. (b) O lucro alcançado sobre as vendas foi de 1.400 (c) O lucro bruto alcançado sobre as vendas foi de 8.000 (d) O custo dos produtos vendidos foi de 6.000 (e) O custo dos produtos vendidos foi de 7.200 20. A fábrica de Sorvetes Spuma, iniciando o período produtivo, adquiriu materiais no valor de R$ 10.000,00, registrou as despesas de mão-de-obra direta à base de 60% dos materiais consumidos, aplicou custos indiretos estimados em R$ 6.000,00 e realizou despesas de R$ 3.000,00 com vendas. No período, a fábrica vendeu 70% da produção, na qual usara 90% dos materiais comprados. Sabendo-se que toda a produção iniciada foi concluída, podemos dizer que: (a) O custo de transformação foi de R$ 12.000,00. (b) O custo por absorção foi de R$ 14.280,00. (c) O custo primário foi de R$ 14.400,00. (d) O custo dos produtos vendidos foi de R$ 17.280,00. (e) O custo total do período foi de R$ 20.500,00. 21. O garoto Francisco de Assis largou o emprego para fazer um cursinho de treinamento durante 60 dias corridos. A mensalidade será de R$ 130,00 mais apostilas de R$ 35,00 e condução e alimentação de R$ 3,00 diários. O salário de Francisco no emprego abandonado era de R$ 180,00 mensais, com encargos de previdência de 11%. Analisando-se gerencialmente a atitude de Francisco, com base exclusivamente nos dados fornecidos, verifica-se que nesses dois meses, haverá: (a) Custo econômico de R$ 874,60. (b) Custo econômico de R$ 795,40. (c) Despesa efetiva de R$ 835,00. (d) Custo de oportunidade de R$ 475,00. (e) Custo de oportunidade de R$ 360,00. Prof. José Jayme Moraes Junior 48 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 22. A Industriazinha Ltda adquiriu matérias-primas para serem utilizadas na fabricação de seus produtos no mês de agosto, exigindo entrega em domicílio, mesmo que onerosa. A nota fiscal dessa compra espelhou os seguintes dados: Quantidade 500 unidades Preço Unitário R$ 8,00 IPI 10% ICMS 17% Despesas Acessórias/Frete R$ 240,00 No mês de agosto a empresa utilizou 60% desse material na produção. Os fretes não sofreram tributação. Com base nas informações fornecidas e sabendo-se que a empresa é contribuinte tanto do IPI como do ICMS, assinale o lançamento correto para contabilizar a apropriação de matéria-prima ao produto (desconsiderar históricos). (a) Produtos em Processo a Matéria-Prima 1.896,00 (b) Produtos Acabados a Matéria-Prima 1.896,00 (c) Produtos em Processo a Matéria-Prima 2.376,00 (d) Produtos em Processo a Matéria-Prima 2.136,00 (e) Produtos Acabados a Matéria-Prima 2.136,00 23. Supondo que a indústria de café, que toma a mão-de-obra aplicada como base de rateio, apresente os custos indiretos e mão-de-obra por departamento dos quadros abaixo, assinale a alternativa correta: Custos Indiretos a Ratear R$ Energia 250.000,00 Depreciação 900.000,00 Manutenção de Máquinas 100.000,00 Controle de Qualidade 200.000,00 Total 1.450.000,00 Separação de Torrefação Moagem Empacotamento Total Grãos Mão-de-Obra 83.250,00 31.450,00 55.500,00 14.800,00 185.000,00 Direta (a) A energia consumida pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 15.000,00. (b) A energia consumida pelo departamento de torrefação é de R$ 75.000,00. (c) A energia consumida pelo departamento de moagem é de R$ 10.000,00. (d) A energia consumida pelo departamento de empacotamento é de R$ 20.000,00. (e) A energia consumida pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 8.000,00. Prof. José Jayme Moraes Junior 49 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 24. Considerando os dados da questão “23”, assinale a alternativa correta: (a) A depreciação apropriada pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 150.000,00. (b) A depreciação apropriada pelo departamento de torrefação é de R$ 153.000,00. (c) A depreciação apropriada pelo departamento de moagem é de R$ 270.000,00. (d) A depreciação apropriada pelo departamento de empacotamento é de R$ 72.000,00. (e) A depreciação apropriada pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 80.000,00. 25. Considerando os dados da questão “23”, assinale a alternativa correta: (a) A manutenção apropriada pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 45.000,00. (b) A manutenção apropriada pelo departamento de torrefação é de R$ 30.000,00. (c) A manutenção apropriada pelo departamento de moagem é de R$ 17.000,00. (d) A manutenção apropriada pelo departamento de empacotamento é de R$ 8.000,00. (e) A manutenção apropriada pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 40.000,00. 26. Considerando os dados da questão “23”, assinale a alternativa correta: (a) O controle de qualidade apropriado pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 90.000,00. (b) O controle de qualidade apropriado pelo departamento de torrefação é de R$ 60.000,00. (c) O controle de qualidade apropriado pelo departamento de moagem é de R$ 34.000,00. (d) O controle de qualidade apropriado pelo departamento de empacotamento é de R$ 16.000,00. (e) O controle de qualidade apropriado pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 80.000,00. 27. Considerando os dados da questão “23”, assinale a alternativa correta: (a) O custo indireto total apropriado pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 246.500,00. (b) O custo indireto total apropriado pelo departamento de torrefação é de R$ 652.500,00. (c) O custo indireto total apropriado pelo departamento de moagem é de R$ 435.000,00. (d) O custo indireto total apropriado pelo departamento de empacotamento é de R$ 160.000,00. (e) O custo indireto total apropriado pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 116.000,00. 28. A Cia. Soleira produz botas e botinas clássicas. Estima que irá produzir no período seguinte 30.000 botas e 20.000 botinas, para o que serão necessárias 12.000 horas-máquina, que por estimativa, devem ser consumidas na razão de 60% e 40%, respectivamente para botas e botinas. Os custos indiretos de fabricação são os seguintes: Depreciação de Máquinas 15.000 Aluguel do Galpão de Produção 9.000 Total 24.000 A empresa pretende alocar os custos indiretos de fabricação de acordo com o volume de horas- máquina utilizadas na produção. Considerando os dados acima, assinale a alternativa correta: (a) Os custos indiretos de fabricação apropriados nas botas foram de R$ 24.000,00. (b) Os custos indiretos de fabricação apropriados nas botinas foram de R$ 9.600,00. Prof. José Jayme Moraes Junior 50 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (c) Os custos indiretos de fabricação apropriados nas botas foram de R$ 14.000,00. (d) Os custos indiretos de fabricação apropriados nas botinas foram de R$ 14.400,00. (e) Os custos indiretos de fabricação apropriados nas botas foram de R$ 9.600,00. 29. Considere os seguintes dados da companhia ABC Ltda: 1) Produção da Companhia: Produtos Preço de Venda Produção Mensal Custos Diretos Unitários X 8,00 10.000 2,00 Y 14,00 5.000 3,00 Z 24,00 4.000 5,00 2) Custos Indiretos de Fabricação: Aluguel e seguro da fábrica R$ 40.000,00 Mão-de-obra indireta R$ 90.000,00 Material de consumo R$ 20.000,00 Total R$ 150.000,00 3) Atividades desenvolvidas pela empresa: Departamento Atividades Compras Compras Produção Atividade Industrial 1 Atividade Industrial 2 Acabamento Acabar Despachar 4) Atribuição de custos às atividades: Custos Indiretos de Fabricação Critérios Aluguel e Seguro Área utilizada pela atividade Mão-de-Obra Indireta Atribuição direta por atividade: Compras = R$ 10.000,00 Atividade Industrial 1 = R$ 30.000,00 Atividade Industrial 2 = R$ 40.000,00 Acabamento = R$ 8.000,00 Despacho = R$ 2.000,00 Material de Consumo Atribuição direta por atividade: Compras = R$ 2.000,00 Atividade Industrial 1 = R$ 5.000,00 Atividade Industrial 2 = R$ 8.000,00 Acabamento = R$ 3.000,00 Despacho = R$ 2.000,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 51 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 5) Áreas Ocupadas por cada atividade, em percentual: Atividades Área Compras 20% Atividade Industrial 1 25% Atividade Industrial 2 30% Acabar 15% Despachar 10% 6) Direcionador de atividades por produto: Atividades Direcionador de Atividades X Y Z Compras Número de pedidos 30% 20% 50% Atividade Industrial 1 Tempo de produção 5% 50% 45% Atividade Industrial 2 Tempo de produção 25% 35% 40% Acabar Tempo de operação 35% 30% 35% Despachar Tempo de operação 40% 30% 30% Baseando-se nos dados acima, determine o custo unitário total do produto “X” utilizando o método de custeio ABC: (a) 3,24 (b) 14,00 (c) 5,24 (d) 20,65 (e) 15,65 30. Baseando-se nos dados da questão “29”, determine o custo unitário total do produto “Y” utilizando o método de custeio ABC: (a) 3,24 (b) 14,00 (c) 5,24 (d) 20,65 (e) 15,65 31. Baseando-se nos dados da questão “29”, determine o custo unitário total do produto “Z” utilizando o método de custeio ABC: (a) 3,24 (b) 14,00 (c) 5,24 (d) 20,65 (e) 15,65 32. Entre os chamados custos indiretos, há aqueles que são considerados diretos em relação ao departamento de produção ou serviço em que se originam. Entre eles, pode ser citado: (a) aluguel da fábrica (b) depreciação de edifícios (c) seguro contra acidentes de trabalho (d) iluminação da fábrica Prof. José Jayme Moraes Junior 52 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (e) depreciação de equipamentos 33. Na contabilidade de custos por absorção de uma empresa “X”, os custos de manutenção são rateados para os centros de custos de produção, almoxarifado e controle de qualidade, proporcionalmente às horas trabalhadas para esses centros: 70 horas para a produção, 20 horas para o almoxarifado e 30 horas para o controle de qualidade. O total de gastos da manutenção a ratear foi de R$ 5.500.000,00 no período em apuração. Julgue os itens abaixo. 1. A parcela da manutenção rateada para o centro de controle de qualidade foi menor que R$ 1.375.000,00. 2. A parcela da manutenção rateada para o centro de controle de qualidade foi maior que R$ 1.375.000,00. 3. A parcela da manutenção rateada para o centro de produção foi menor que R$ 1.375.000,00. 4. A parcela da manutenção rateada para o centro de almoxarifado foi menor que R$ 1.375.000,00. 5. A parcela da manutenção rateada para o centro de produção foi maior que R$ 1.375.000,00. 34. A Cia. Pasil trabalha com sistema de custeamento por ordem de produção. Num determinado período predeterminou seus custos indiretos de fabricação (CIF) em R$ 250.000,00. Sabendo-se que: 1) Os CIF efetivos foram de R$ 210.000,00 2) Não existiam, no início do período, estoques de produtos em elaboração e produtos acabados; 3) No decorrer do período, toda a produção iniciada foi acabada desta, 80% foi vendida; 4) A empresa encerra a conta Variação do CIF no final do período. Com base nos dados acima, julgue os itens a seguir: 1. A variação desfavorável do CIF foi de R$ 40.000,00. 2. O custo dos produtos vendidos no período foi maior de R$ 167.000,00. 3. O custo do estoque final dos produtos acabados no período foi maior que R$ 100.000,00. 4. Se os custos indiretos de fabricação são menores que o custo indireto de fabricação estimado, haverá um lançamento a crédito nas contas dos estoques e dos custos dos produtos vendidos. 5. Se os custos indiretos de fabricação são menores que o custo indireto de fabricação estimado, haverá um lançamento a débito nas contas dos estoques e dos custos dos produtos vendidos. Prof. José Jayme Moraes Junior 53 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 35. Considere as seguintes informações: 1) Ordens de produção existentes em 01/03/2000 Ordem Matéria-Prima Mão-de-Obra Direta Gastos Gerais de Produção 94.140 20.000,00 15.000,00 4.500,00 94.145 9.000,00 14.000,00 4.200,00 94.146 2.000,00 1.000,00 300,00 2) Os gastos de março foram: Ordem Matéria-Prima Mão-de-Obra Direta 94.140 6.000,00 3.000,00 94.145 5.000,00 7.000,00 94.146 3.000,00 2.000,00 94.147 10.000,00 2.000,00 94.148 8.000,00 6.000,00 3) Os gastos gerais de produção, no mês, foram de R$ 6.000,00 e foram apropriados proporcionalmente aos gastos com mão-de-obra direta. 4) As ordens de produção 94.145, 94.146 e 94.148 foram completadas e entregues durante o mês. Na apuração do resultado, em 31/03/2000, os gastos gerais de produção apropriados na ordem 94.147 foram de (em R$): (a) 6.000,00 (b) 2.100,00 (c) 1.800,00 (d) 900,00 (e) 600,00 36. Considerando os dados da questão “35”, o custo dos produtos vendidos na ordem 94.145, na apuração do resultado, foram de (em R$): (a) 41.300,00 (b) 8.900,00 (c) 12.000,00 (d) 15.800,00 (e) 12.500,00 37. Considerando os dados da questão “35”, o custo dos produtos vendidos na ordem 94.146, na apuração do resultado, foram de (em R$): (a) 41.300,00 (b) 8.900,00 (c) 12.000,00 (d) 15.800,00 (e) 12.500,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 54 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 38. Considerando os dados da questão “35”, o custo dos produtos vendidos na ordem 94.148, na apuração do resultado, foram de (em R$): (a) 41.300,00 (b) 8.900,00 (c) 12.000,00 (d) 15.800,00 (e) 12.500,00 39. Considerando os dados da questão “35”, o custo dos produtos em elaboração na ordem 94.140, em 31/03/2000, foram de (em R$): (a) 41.300,00 (b) 48.900,00 (c) 49.400,00 (d) 45.800,00 (e) 42.500,00 40. Considerando os dados da questão “35”, na apuração de resultados em 31/03/2000, foi levado a custo dos produtos vendidos o valor de (em R$): (a) 66.000,00 (b) 58.000,00 (c) 80.000,00 (d) 70.800,00 (e) 82.500,00 Utilize os dados abaixo para responder as questões 41 a 48: A Cia. Barretos produziu 8.000 unidades de seu produto durante o período. Nesse período, foram vendidas 6.000 dessas unidades, ao preço unitário de R$ 10,00. As informações relativas às operações do período são as seguintes: Materiais Diretos = R$ 2,00 por unidade Mão-de-Obra Direta = R$ 1,00 por unidade Os custos indiretos de fabricação fixos correspondem a 60% do total dos custos indiretos de fabricação. Os custos e despesas fixos do período foram os seguintes: Aquecimento = R$ 1.000,00 Força = R$ 3.000,00 Manutenção = R$ 3.500,00 Depreciação de Equipamentos = R$ 2.500,00 Aluguel da Fábrica = R$ 6.000,00 Seguro da Fábrica = R$ 1.500,00 Mão-de-Obra Indireta = R$ 4.000,00 Reparos = R$ 2.500,00 Despesas com Vendas e Administrativas = R$ 10.000,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 55 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos A empresa não possuía estoque inicial de produtos. 41. Utilizando o custeio por absorção, o valor do custo dos produtos vendidos apurados no período foi de R$ 30.000,00. 42. Utilizando o custeio por absorção, o valor do lucro bruto apurado no período foi de R$ 12.000,00. 43. Utilizando o custeio por absorção, o resultado líquido apurado no período foi um prejuízo de R$ 4.000,00. 44. Utilizando o custeio por absorção, o valor do estoque final de produtos apurado no período foi de R$ 10.000,00. 45. Utilizando o custeio variável, o valor do custo dos produtos vendidos apurados no período foi de R$ 48.000,00. 46. Utilizando o custeio variável, o valor do lucro bruto apurado no período foi de R$ 12.000,00. 47. Utilizando o custeio variável, o resultado líquido apurado no período foi um lucro de R$ 2.000,00. 48. Utilizando o custeio variável, o valor do estoque final de produtos apurado no período foi de R$ 16.000,00. 49. No segundo trimestre de 2002, a Indústria Esse de Produtos Fabris concluiu a produção de 600 unidades do item X2, tendo logrado vender 400 dessas unidades, ao preço unitário de R$ 120,00. No mesmo período foram coletadas as informações abaixo: - Custo Variável unitário R$ 20,00. - Total de Custos Fixos R$ 18.000,00. - Despesas variáveis de vendas de R$ 2,00 por unidade. - Inexistência de Estoque Inicial de Produtos no período. Com base nas informações acima, feitas as devidas apurações, pode-se dizer que: - Custo dos Produtos Vendidos; - Estoque Final de Produtos e - Lucro Líquido do período, calculados, respectivamente, por meio do Custeio por Absorção e do Custeio Variável, alcançaram os seguintes valores: (a) R$ 18.000,00; R$6.000,00; R$ 8.000,00; R$ 6.000,00; R$ 27.000,00; R$ 21.000,00. (b) R$ 16.000,00; R$ 4.000,00; R$ 12.000,00; R$ 3.000,00; R$ 26.500,00; R$ 20.500,00. (c) R$ 20.000,00; R$ 8.000,00; R$ 10.000,00; R$ 4.000,00; R$ 27.200,00; R$ 21.200,00. (d) R$15.000,00; R$ 5.000,00; R$ 14.000,00; R$ 8.000,00; R$ 25.400,00; R$ 23.200,00. (e) R$ 12.000,00; R$ 10.000,00; R$ 16.000,00; R$ 6.000,00; R$ 22.200,00; R$ 20.200,00. Prof. José Jayme Moraes Junior 56 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 50. A Fábrica de Coisas de Plástico trabalhava sua produção com base nos seguintes dados: - Capacidade de produção: 10.000 unidades. - Vendas: 8.000 unidades. - Preço de Venda: R$ 100,00 por unidade. Os custos incorridos na produção eram os seguintes: - Matéria-Prima: R$ 32,00 por unidade. - Mão-de-obra Direta: R$ 24,00 por unidade. - Custo indireto variável: R$ 8,00 por unidade. - Custo indireto fixo: R$ 80.000,00 por mês. As despesas administrativas e de vendas são: - Fixas: R$120.000,00 por mês. - Variáveis: 3% da receita bruta. A empresa trabalhava com estes indicadores quando recebeu uma proposta para fornecimento de 1.200 unidades durante os próximos 2 meses, ao preço unitário de R$ 70,00. A empresa convocou o Contador de Custos para decidir se poderia aceitar a proposta, mesmo sabendo que as despesas variáveis de vendas para esse pedido seriam de 5% da respectiva receita. Utilizando o conceito da margem de contribuição, pode-se concluir que (a) o pedido não deve ser aceito, pois o preço de venda da proposta é menor que o já praticado pela empresa. (b) o pedido não deve ser aceito, pois além de o preço de venda ser inferior ao já praticado pela empresa, o lucro diminuirá em função do aumento das despesas variáveis de 3% para 5%. (c) o pedido deve ser aceito, pois significará um aumento da ordem de R$ 1.000,00 no lucro final da empresa. (d) o pedido deve ser aceito, pois significará um aumento da ordem de R$ 3.000,00 no lucro final da empresa. (e) o pedido deve ser aceito, pois significará um aumento da ordem de R$ 4.000,00 no lucro final da empresa. Prof. José Jayme Moraes Junior 57 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 51. A Marcenaria Greenwood S/A está produzindo mesas. No fim de setembro a linha de produção mantinha 300 unidades inacabadas, em fase média de processamento de 30%. No referido mês, o custo unitário de fabricação alcançou R$ 2.500,00. No mês seguinte, outubro de 2002, a fábrica conseguiu concluir 2.100 unidades e iniciar outras 500 unidades, deixando-as em fase de processamento com 50% de execução. O custo total desse mês foi de R$ 5.763.000,00. Com base nestas informações e sabendo-se que a empresa utiliza o critério PEPS para avaliação de custos e estoques, é correto afirmar que os elementos abaixo têm os valores respectivamente indicados. (a) Produção Acabada de outubro R$ 4.590.000,00; Produção em Andamento de setembro R$ 750.000,00; e Produção em Andamento de outubro R$ 657.500,00. (b) Produção Acabada de outubro R$ 5.350.500,00; Produção em Andamento de setembro R$ 225.000,00; e Produção em Andamento de outubro R$ 637.500,00. (c) Produção Acabada de outubro R$ 5.125.500,00; Produção em Andamento de setembro R$ 450.000,00; e Produção em Andamento de outubro R$ 687.500,00. (d) Produção Acabada de outubro R$ 4.815.000,00; Produção em Andamento de setembro R$ 350.000,00; e Produção em Andamento de outubro R$ 727.500,00. (e) Produção Acabada de outubro R$ 5.500.350,00; Produção em Andamento de setembro R$ 325.000,00; e Produção em Andamento de outubro R$ 673.500,00. 52. A empresa Tarefeoir Ltda. fabrica seu principal produto por encomendas antecipadas. Nesse tipo de atividade, os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem de produção (ou encomenda). A apuração só ocorre quando do encerramento de cada ordem. Em 31.01.01 estavam em andamento as seguintes ordens de produção Ordem Produto Mat. Prima M. Obra CIF Total 001 R$ 30.000,00 R$ 12.000,00 R$ 20.000,00 R$ 62.000,00 002 R$ 100.000,00 R$ 40.000,00 R$ 50.000,00 R$ 190,000,00 Em fevereiro de 2001 os gastos com matéria-prima e mão-de-obra foram de: Ordem Produção Matéria-Prima Mão-de-obra 001 R$ 45.000,00 R$ 28.800,00 002 R$ 135.000,00 R$ 50.400,00 003 R$ 297.000,00 R$ 64.800,00 Total R$ 477.000,00 R$ 144.000,00 Os custos indiretos de fabricação no mês de fevereiro de 2001 totalizaram R$ 225.000,00 e foram apropriados proporcionalmente aos custos com a mão-de-obra. Sabendo-se que as Ordens 001 e 002 foram concluídas em fevereiro e foram faturadas aos clientes por R$ 350.000,00 e R$ 580.000,00, respectivamente, e que os produtos são isentos de tributação, pode-se afirmar, com certeza, que as referidas ordens geraram, respectivamente, Lucro Bruto no valor de (a) R$ 150.200,00 e R$ 130.350,00 (b) R$ 174.500,00 e R$ 140.300,00 (c) R$ 190.000,00 e R$ 173.800,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 58 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (d) R$ 184.250,00 e R$ 148.300,00 (e) R$ 169.200,00 e R$ 125.850,00 53. Para um ponto de equilíbrio financeiro de 2.000 unidades serão necessários, na seqüência, custos e despesas variáveis,custos e despesas fixas,preço unitário de venda,depreciação: (a) R$700,00 unitários; R$4.000.000,00; R$1.200,00 unitário; R$800.000,00 (b) R$750,00 unitários; R$1.400.000,00; R$1.050,00 unitário; R$845.000,00 (c) R$600,00 unitários; R$2.600.000,00; R$1.350,00 unitário; R$750.000,00 (d) R$650,00 unitários; R$3.900.000,00; R$1.225,00 unitário; R$625.000,00 (e) R$725,00 unitários; R$2.500.000,00; R$1.500,00 unitário; R$950.000,00 Instruções: Considere as informações abaixo para responder as questões de número 54 e 55. Uma empresa inicia suas operações no mês de março de 2006. No final do mês produziu 12.100 unidades, sendo que 8.500 foram acabadas e 3.600 não foram acabadas. Os custos de matéria prima foram R$ 3.200.450,00. Os custos de mão-de-obra direta foram R$ 749.920,00 e os custos indiretos de fabricação foram R$ 624.960,00. A produção não-acabada recebeu os seguintes custos: 100% da matéria-prima, 2/3 da mão-de-obra e 3/4 dos custos indiretos de fabricação. 54. Aplicando-se a técnica do equivalente de produção, o custo médio unitário do mês é: (a) R$ 544,80 (b) R$ 455,20 (c) R$ 410,25 (d) R$ 389,10 (e) R$ 355,20 55. O valor da produção em processo no final do mês será: (a) R$ 1.125.432,00 (b) R$ 1.267.980,00 (c) R$ 1.380.444,00 (d) R$ 1.400.760,00 (e) R$ 1.525.740,00 Com base nos dados abaixo responda as questões 56 a 61. A Cia. Maracanã apresenta os seguintes saldos, em seus livros contábeis e registros auxiliares de custos: Custos de despesas fixos durante o ano: - Depreciação de Equipamentos R$ 18.000,00 - Mão-de-Obra Direta e Indireta R$ 70.000,00 - Impostos e Seguros da Fábrica R$ 7.000,00 - Despesas com Vendas R$ 25.000,00 Custos e despesas variáveis por unidades: Prof. José Jayme Moraes Junior 59 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos - Materiais Diretos R$ 450,00 - Embalagens R$ 105,00 - Comissões de Vendedores R$ 30,00 - Outros Custos e Despesas R$ 15,00 O preço de venda de cada unidade é de R$ 1.000,00. 56. Para se atingir o ponto de equilíbrio, devem ser produzidas e vendidas mais de 295 unidades por ano. 57. O valor da receita no ponto de equilíbrio é maior que R$ 250.000,00. 58. Caso a empresa queira obter um lucro de 25% sobre as receitas totais, deve produzir e vender mais de 850 unidades durante o ano. 59. O lucro obtido de 25% é maior que R$ 200.000,00. 60. O ponto de equilíbrio financeiro da companhia é maior que R$ 260.000,00. 61. Se a taxa de juros de mercado for de 20% ao ano e o patrimônio líquido da companhia corresponder a R$ 200.000,00, o ponto de equilíbrio econômico será maior que R$ 405.000,00. 62. Assinale a opção correta com relação à análise custo versus volume lucro aplicada a empresas industriais. 1. A capacidade produtiva de uma empresa proporciona a quantidade máxima de produção de seus bens. Caso a empresa iguale a capacidade máxima de produção com a quantidade vendida, há a maximização do lucro, que corresponde ao valor máximo de lucro que a empresa poderá obter, independentemente de suas políticas de venda. 2. A receita e os custos variáveis podem apresentar uma função matemática linear ou uma função matemática não-linear. 3. Os custos variáveis não influenciam diretamente a margem de contribuição unitária, mas a margem de contribuição total ou plena. 4. O crescimento dos custos variáveis proporcionará um acréscimo na quantidade a ser produzida/vendida para manter o ponto de equilíbrio, desde que as demais variáveis permaneçam com seus valores imutáveis. 5. Os custos fixos são alocados aos produtos de maneira proporcional; assim, o custo de cada produto será menor em função da capacidade produtiva da empresa. Independentemente da venda das mercadorias/produtos, a indústria apropriará os custos fixos ao valor de seu estoque de mercadorias disponíveis para revenda. Prof. José Jayme Moraes Junior 60 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 63. Considere-se que a margem de contribuição de determinada entidade é de 30% em relação às suas vendas líquidas. Supondo-se que o imposto sobre as vendas seja de 25% e o imposto sobre o lucro, de 30%, caso essa entidade tenha custo fixo de R$ 30.000, ela deverá vender R$ 400.000, para que seu lucro líquido seja superior a 1 vez e meia ao seu custo fixo. 64. A firma Indústria & Comércio de Coisas forneceu ao Contador as seguintes informações sobre um de seus processos de fabricação: Estoque inicial de materiais R$ 2.000,00 Estoque inicial de produtos em processo R$ 0,00 Estoque inicial de produtos acabados R$ 4.500,00 Compras de materiais R$ 2.000,00 Mão-de-obra direta R$ 5.000,00 Custos indiretos de fabricação 70% da mão-de-obra direta ICMS sobre compras e vendas 15% IPI sobre a produção alíquota zero Preço unitário de venda R$ 80,00 Estoque final de materiais R$ 1.400,00 Estoque inicial de produtos acabados 75 unidades Produção completada 150 unidades Produção iniciada 200 unidades Fase atual de produção 60% Produção vendida 100 unidades Fazendo-se os cálculos corretos atinentes à produção acima exemplificada podemos dizer que: (a) a margem de lucro sobre o preço líquido foi de 10% (b) o lucro bruto alcançado sobre as vendas foi de R$ 1.400,00 (c) o lucro bruto alcançado sobre as vendas foi de R$ 8.000,00 (d) o custo dos produtos vendidos foi de R$ 6.000,00 (e) o custo dos produtos vendidos foi de R$ 7.200,00 65. A Cia. Roupas de Festa coloca no mercado seu produto principal ao preço unitário de R$ 86,75, isento de IPI, mas com ICMS de 17%. O custo variável nessa produção alcança R$ 54,00. A Cia. está conseguindo vender 1.200 peças mensais, mas com isto não tem obtido lucros, apenas tem alcançado o ponto de equilíbrio. A firma acaba de obter uma redução de R$ 9,00 por unidade fabricada no custo da mão-de-obra direta, mas só conseguirá reduzir o preço de venda para R$ 79,52. Se esta empresa produzir e vender, no mesmo mês, duas mil unidades de seu produto nas condições especificadas, podemos dizer que obterá um lucro bruto de (a) R$ 2.400,00 (b) R$ 20.400,00 (c) R$ 21.600,00 (d) R$ 29.440,00 (e) R$ 42.000,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 61 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 66. A Cia. Boa Vista fabrica e vende os produtos A e B, durante um determinado mês, o departamento fabril reporta para a contabilidade o seguinte relatório da produção: CUSTOS PRODUTO A PRODUTO B VALOR TOTAL Matéria Prima 1.600.000 2.000.000 3.600.000 Mão-de-Obra Direta 1.200.000 800.000 2.000.000 Unidades Produzidas no Período 10.000 Und. 8.000 Und. 18.000 Und. CIF - Custos Indiretos de Produção 5.000.000 Se a empresa distribui os CIF com base nos custos diretos de produção, os custos unitários dos produtos “A” e “B” são respectivamente: (a) R$ 675,25 e R$ 705,00 (b) R$ 670,50 e R$ 675,25 (c) R$ 662,50 e R$ 570,50 (d) R$ 545,25 e R$ 530,00 (e) R$ 530,00 e R$ 662,50 Enunciado para a resolução das questões 67 e 68. A Cia. Jurema fabrica e vende os produtos “A” e “B”; no mês de junho do corrente ano, o departamento fabril da empresa reporta internamente para a contabilidade um relatório de produção contendo os seguintes dados: I. Posição dos Estoques Iniciais, em 01.06.2006: Estoques Iniciais: Valores em R$ Matéria Prima 50.000 Produtos em Elaboração A 150.000 Produtos em Elaboração B 80.000 100 unidades acabadas do Produto A 20.000 40 unidades acabadas do Produto B 5.000 II. Itens inventariados ao final do mês: Estoques Finais: Totais Matéria Prima R$ 150.000 Produtos em Elaboração A R$ 100.000 Produto em Elaboração B R$ 50.000 Unidades Acabadas do Produto A 200 unidades Unidades Acabadas do Produto B 100 unidades III. Itens requisitados, consumidos, gastos ou desembolsados no mês: Gastos e desembolsos no mês: Valores em R$ Compras efetivas de Matéria Prima 900.000 Compra de Insumos Fabris 200.000 Mão-de-Obra 720.000 Custos Indiretos de Fabricação 1.800.000 Prof. José Jayme Moraes Junior 62 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos IV. Demais dados de produção: Outros Dados Fabris Produto A Produto B Atribuição dos custos: Materiais diretos 60% 40% Mão-de-Obra 50% 50% CIF 80% 20% Quantidades Produzidas 10.000 Unidades 8.000 Unidades Levando em conta os dados anteriormente fornecidos, responda os questionamentos relativos aos produtos no mês de junho de 2006. 67. O custo unitário de produção dos produtos “A” e “B” é, respectivamente: (a) R$ 245,00 e R$ 143,75 (b) R$ 240,75 e R$ 143,00 (c) R$ 220,05 e R$ 135,00 (d) R$ 200,00 e R$ 125,00 (e) R$ 143,75 e R$ 115,25 68. No período, o total custo dos produtos vendidos pelo critério PEPS – Primeiro que entra primeiro que sai é: (a) R$ 3.265.565 (b) R$ 3.600.025 (c) R$ 3.625.105 (d) R$ 3.561.625 (e) R$ 3.651.005 Com base nas informações abaixo, responda as questões 69 e 70. A empresa Boas Festas produz painéis artísticos natalinos que tradicionalmente são vendidos no final do ano, na loja da própria fábrica a R$ 700,00/por unidade. Para fabricar esse produto a empresa incorre nos seguintes custos e despesas: Custos e Despesas Variáveis R$ 500,00/ por unidade Custos e Despesas Fixas R$ 400.000,00/ por período O produto tem excelente aceitação no mercado e normalmente a empresa produz e vende 2.500 unidades por período, com muita tranqüilidade. Neste ano a empresa recebe uma proposta de vender também seus produtos, em um shopping no centro da cidade e aumentar suas vendas em 40%. A plataforma produtiva existente na empresa é suficiente para suportar o aumento previsto, sem necessidade de alteração; no entanto é necessário investir em capital de giro, providenciar instalações comerciais e a locação por dois meses de um ponto comercial. O orçamento desses gastos adicionais é de R$ 100.000,00. 69. Aceitando a proposta, quantas unidades a empresa deverá vender para equilibrar o seu resultado? (a) 3.500 unidades (b) 3.000 unidades (c) 2.500 unidades (d) 1.000 unidades (e) 500 unidades Prof. José Jayme Moraes Junior 63 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 70. Se a empresa restringir suas vendas apenas à loja da fábrica, pode-se afirmar que (a) operaria com uma margem de segurança de 20%. (b) apuraria um lucro de R$ 50.000. (c) registraria prejuízo, se vender 2.200 unidades. (d) trabalharia com equilíbrio, se vender 2.300 unidades. (e) obteria uma alavancagem operacional de 1,15 vezes. contas R$ Estoque inicial de produtos em elaboração 0 Estoque inicial de produtos acabados 0 Receita líquida 92.000 Materiais diretos consumidos 16.320 Mão-de-obra direta 9.800 Depreciação dos equipamentos utilizados na área de 3.460 produção Mão-de-obra indireta 6.600 Energia elétrica consumida na área de produção 2.900 Comissão de vendedores 920 Outros custos indiretos 4.300 Frete sobre vendas 2.200 Impostos sobre vendas 18.000 Estoque final de produtos acabados 0 Lucro bruto 48.620 Considerando os dados referentes a uma empresa apresentados na tabela acima, julgue os itens a seguir. 71. Considerando que a empresa utiliza o custeio por absorção, a conta estoque de produtos em elaboração apresentará, no final do período, saldo zero. 72. Em ambos os métodos de custeio, absorção e variável, o lucro operacional, para esta empresa, apresenta o mesmo valor. 73. Considerando que os custos e despesas variáveis totalizam R$ 32.140,00 então o valor da margem de contribuição evidenciada na demonstração de resultado pelo método do custeio variável será de R$ 41.860,00. 74. No custeio baseado por atividades, por meio dos direcionadores de custos, os custos indiretos são atribuídos às atividades, para posteriormente serem atribuídos aos objetos de custos. 75. Apesar das diferenças existentes entre o custeio por absorção e o custeio baseado por atividades, o resultado operacional da empresa deverá apresentar o mesmo valor em ambos os métodos, havendo ou não estoque final. Prof. José Jayme Moraes Junior 64 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Enunciado das questões 76 e 77 Componentes diretos Valor (R$) Matéria-prima consumida 10.000 Componentes diretos 8.000 Custos indiretos de fabricação 3.500 Despesas de salários 3.135 Despesas financeiras 4.052 Despesas operacionais 3.500 Eletricidade da fábrica 6.549 Estoque final de produtos acabados 6.352 Estoque final de produtos em elaboração 2.248 Estoque inicial de produtos acabados 8.137 Estoque inicial de produtos em elaboração 10.541 Gastos com a segurança eletrônica do escritório 3.780 Gastos com marketing e propaganda 3.691 Gastos com o setor de manutenção da fábrica 4.578 Gastos com salário dos motoristas do escritório 5.241 Manutenção das máquinas da fábrica 2.147 Mão-de-obra direta 8.500 Mão-de-obra indireta 6.500 Receita do período 150.000 Telecomunicações do departamento de vendas 3.749 Uma empresa que fabrica um único produto e que apresenta carga tributária de 18% sobre a receita e de 24% sobre o lucro expôs as informações de seu departamento de produção, que estão listadas no quadro acima. 76. Nessa empresa, o valor do custo da produção acabada é igual a (a) R$ 49.774 (b) R$ 49.371 (c) R$ 58.067 (d) R$ 66.204. 77. Na empresa, o valor do custo dos produtos vendidos é igual a (a) R$ 53.127. (b) R$ 63.352. (c) R$ 59.852. (d) R$ 55.274. 78. Qual das relações abaixo inclui, somente custos indiretos? (a) Material indireto, manutenção e mão-de-obra direta. (b) Material indireto, honorários da diretoria e comissão de vendedores. (c) Material indireto, salários da supervisão e aluguel da fábrica. (d) Combustível, energia elétrica e matéria-prima. (e) Salários da supervisão, depreciação de máquinas e mão-de-obra direta. Prof. José Jayme Moraes Junior 65 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 79. Dados extraídos da contabilidade da empresa Amarelo & Verde Ltda., em reais: Vendas 200.000,00 Mão-de-obra Direta 24.000,00 Mão-de-obra Indireta 25.000,00 Luz e Força da Fábrica 8.500,00 Materiais Diversos da Fábrica 1.500,00 Seguro de Fábrica 1.300,00 Salários de Vendedores 10.500,00 Depreciação das Máquinas da Fábrica 9.200,00 Despesas de Viagens 10.000,00 Publicidade e Propaganda 8.500,00 Salários do Escritório Central 15.000,00 Despesas Diversas do Escritório 2.400,00 Lucro Operacional do Exercício 18.000,00 INVENTÁRIOS INICIAL FINAL Matéria-prima 8.000,00 7.000,00 Produtos em Processo 6.000,00 5.000,00 Produtos Acabados 5.000,00 4.000,00 Com base nos dados acima, o valor das compras de matéria-prima no período, em reais, foi (a) 45.500,00 (b) 63.100,00 (c) 65.500,00 (d) 73.600,00 (e) 88.500,00 80. Dados extraídos da contabilidade de custos da Empresa Areia & Pedra Ltda., em reais: • Preço de venda unitário R$ 10,00 • Custo e despesa variável unitária R$ 5,00 • Custo e despesas fixas mensais R$ 500.000,00 • Volume de vendas médio mensal 150.000 unidades Com base nos dados acima, a margem de segurança da empresa é de (a) 10,00% (b) 23,66% (c) 25,75% (d) 33,33% (e) 36,67% Prof. José Jayme Moraes Junior 66 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 81. Dados extraídos da contabilidade de custos da Empresa Neve & Geada Ltda.: Itens Custo-Padrão Custo Real Matéria-prima X 2,50kg a 3,00kg = 7,50 2.55kg a 3,10kg = 7,905 Mão-de-Obra Direta 0,5h a 8,00h = 4,00 0,6h a 7,90h =4,74 Custos Indiretos de Produção 2,00 por unidade 2,10 por unidade Variáveis Custos Indiretos de Produção 1.200.000,00 1.150.000,00 Fixos Unidades Produzidas 60.000U 58.500U Sabe-se que o estudo das variações do custo-padrão em relação aos custos indiretos de produção (CIP) contempla a variação de volume e a variação de custos. Com base nos dados acima, a variação de volume, identificada nos custos indiretos de produção variáveis, em reais, foi (a) 3.000,00 desfavorável (b) 2.850,00 desfavorável (c) 2.850,00 favorável (d) 3.000,00 favorável (e) 5.850,00 favorável 82. O Gerente de Custos da Cia. Industrial Tamoio S/A, durante a apuração do custo dos produtos do mês, chegou aos seguintes números, em reais: Custos Produto A Produto B Produto C Total dos Custos Diretos Matéria-Prima 80.000,00 120.000,00 200.000,00 400.000,00 Mão-de-Obra Direta 22.000,00 47.000,00 21.000,00 90.000,00 Energia Elétrica 18.000,00 23.000,00 9.000,00 50.000,00 Direta Soma 120.000,00 190.000,00 230.000,00 540.000,00 Sabendo-se que os custos indiretos usualmente alocado aos produtos por rateio, com base no custo da matéria-prima, totalizaram o valor de R$ 250.000,00 no mês, pode-se afirmar que o custo total do Produto C, em reais, é (a) 170.000,00 (b) 265.000,00 (c) 325.000,00 (d) 355.000,00 (e) 450.000,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 67 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 83. Determinada empresa industrial produz e vende somente três produtos diferentes: A, B e C, os quais são normalmente vendidos por R$ 10,00; R$ 15,00 e R$ 20,00, respectivamente. Os custos variáveis unitários dos produtos A, B e C costumam ser R$ 6,00; R$ 8,00 e R$ 15,00, respectivamente. A empresa ainda incorre em custos fixos de R$ 400,00 por mês; despesas fixas administrativas e de vendas no valor de R$ 350,00 por mês; comissão variável aos vendedores de 3% da receita auferida. O gerente da produção constatou, com o responsável pelo almoxarifado, que a matéria-prima X, comum aos três produtos, está com o estoque muito baixo – só se dispõe de 700kg desse recurso. Constatou-se, ainda, que só se dispõe de 60kg da matéria-prima Y. O gerente da produção sabe que cada unidade do produto A consome 2kg da matéria-prima X; que cada unidade do produto B consome 3kg da matéria-prima X e que cada unidade do produto C consome 5kg da matéria-prima X, além de 4kg da matéria-prima Y (que é exclusiva do produto C). O gerente de produção verificou com a equipe de vendas que a demanda mensal pelos produtos da empresa tem se mantido em 220 unidades do produto A, 100 unidades do produto B e 150 do produto C. O gerente de produção procurou a equipe de compras e verificou que não é viável adquirir mais matérias-primas até o fim deste mês. Sabe-se que no almoxarifado há 45 unidades da mercadoria A e 78 unidades da mercadoria C, prontas para serem vendidas, embora não haja qualquer unidade da mercadoria B. Para se maximizar o resultado da empresa neste período, devem ser produzidas, ainda este mês, das mercadorias A, B e C, respectivamente: (a) zero unidade, 100 unidades e 150 unidades. (b) 175 unidades, 100 unidades e 10 unidades. (c) 175 unidades, 300 unidades e 72 unidades. (d) 200 unidades, 100 unidades e zero unidade. (e) 220 unidades, 100 unidades e 150 unidades. 84. Analise as afirmativas a seguir: I. Os co-produtos são todos os produtos secundários, isto é, deles se espera a geração esporádica de receita que é relevante para a entidade. II. Dos subprodutos se espera a geração de receita regular ou esporádica para a entidade, sendo seu valor irrelevante para a entidade, em relação ao valor de venda dos produtos principais. III. Os subprodutos são avaliados, contabilmente, pelo valor líquido de realização. IV. A receita auferida com a venda de sucatas é reconhecida como “Receita Não-Operacional”. Assinale: (a) se somente as afirmativas I e II forem corretas. (b) se somente as afirmativas I, II e IV forem corretas. (c) se somente as afirmativas II e III forem corretas. (d) se somente as afirmativas II e IV forem corretas. (e) se somente a afirmativa III for correta. Prof. José Jayme Moraes Junior 68 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos O enunciado a seguir se refere às questões de números 85 a 87. A empresa industrial Grasse fabrica e vende 2 tipos de perfume: X e Y. A fabricação do produto X consome 2,75kg de matéria-prima por unidade e 2h de mão-de-obra direta por unidade, ao passo que a fabricação do produto Y consome 10kg de matéria-prima por unidade e 3h de mão-de-obra direta por unidade. Sabe-se que a matéria-prima e a mão-de-obra direta podem ser utilizadas indistintamente nos dois produtos. O quilo da matéria-prima custa R$ 2,00 e a taxa da mãode- obra R$ 3,00/h. A empresa incorre em custos fixos mensais (comuns aos dois produtos) de R$ 9.400 e em despesas fixas mensais de R$ 4.000, além de despesas variáveis correspondentes a 10% da receita. Considere que, em agosto próximo passado, a empresa Grasse produziu 100 unidades do produto X e 90 unidades do produto Y. Considere, ainda, que em agosto os estoques iniciais estavam vazios e que a empresa vendeu 80 unidades de cada produto, sendo o produto X ao preço unitário de R$ 150 e o produto Y por R$ 250. 85. O resultado que a empresa industrial Grasse apurou em agosto próximo passado, pelo custeio por Absorção (utilizando-se as horas totais de mão-de-obra direta como critério de rateio), foi: (a) R$ 20.760,00. (b) R$ 13.400,00. (c) R$ 13.538,67. (d) R$ 13.560,00. (e) R$ 12.160,00. 86. O ponto de equilíbrio contábil da empresa industrial Grasse, em valores arredondados, é: (a) R$ 5.007,82. (b) R$ 14.909,60. (c) R$ 11.768,39. (d) R$ 10.458,97. (e) R$ 16.776,21. 87. Admitindo que, para setembro, todas as variáveis de agosto próximo passado permanecem válidas (inclusive a demanda: 80 unidades de cada produto), salvo a disponibilidade de matérias-primas, pois, em função da greve dos transportadores, a empresa industrial Grasse só dispõe de 605kg dessa matéria-prima. Considerando que a única decisão viável diz respeito ao volume a ser produzido, determine quantas unidades de cada produto deverão ser produzidas e vendidas a fim de a empresa industrial Grasse apurar o maior lucro possível em setembro. (Perfume X e Perfume Y, respectivamente – valores arredondados.) (a) zero unidade e 76,7 unidades (b) 10 unidades e 70 unidades (c) 100 unidades e 33 unidades (d) 80 unidades e 38,5 unidades (e) 60 unidades e 44 unidades Prof. José Jayme Moraes Junior 69 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 88. Determinada empresa industrial fabrica e vende dois produtos: M e C. Observe os dados desses dois produtos: Produto M C Preço de venda 25,00 15,00 Matéria-prima A (em kg/unid.) 1 1,2 Matéria-prima B (em kg/unid.) 2 0,5 Horas-máquina 1 (em h/unid.) 2 2 Horas-máquina 2 (em h/unid.) 3 1 Demanda (em unid./mês) 50 80 Sabe-se que os recursos são onerosos e limitados, conforme a tabela a seguir: Recursos custo unitário disponibilidade Matéria-prima A $ 1,00/kg 140kg Matéria-prima B $ 2,00/kg 150kg Máquina 1 $ 3,00/h 300h Máquina 2 $ 4,00/h 300h Sabe-se, ainda, que: I. a empresa não tem como aumentar as suas disponibilidades no próximo mês; portanto, precisa gerenciar aquelas restrições; II. a empresa tem por política trabalhar sem estoque final de produtos acabados. Assinale a alternativa que indique quantas unidades a empresa precisa produzir e vender de cada produto no próximo mês para maximizar seu resultado nesse próximo mês. (a) M = 25; C = 0 (b) M = 0; C = 116,67 (c) M = 44; C = 80 (d) M = 44; C =96 (e) M = 50; C = 80 89. Determinada empresa industrial é monoprodutora. Nos meses de março e abril passados, apurou o seguinte: março abril Estoque inicial(em unidades) - - Produção (em unidades) 1.000 1.200 Vendas (em unidades) 1.000 1.000 Custo total de fabricação (em $) 15.000,00 17.000,00 Receita bruta de vendas (em $) 25.000,00 25.000,00 Sabe-se que: • a empresa controla seus estoques permanentemente e os avalia pelo método PEPS; • a empresa incorre, ainda, em despesas fixas de $3.000,00 por mês e em despesas variáveis equivalentes a 10% da receita bruta mensal; • a empresa não pretende acabar o mês de maio com produtos acabados em estoque; • a empresa é contribuinte do imposto de renda sobre o lucro à alíquota de 20%; e • não houve variação de preços no período. Prof. José Jayme Moraes Junior 70 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Assinale a alternativa que indique quantas unidades a empresa precisa produzir em maio para que o lucro líquido de maio, pelo custeio por absorção, seja $5.000,00. (a) mais de 1.150 unidades (b) entre 1.101 unidades e 1.150 unidades (c) entre 801 unidades e 950 unidades (d) entre 951 unidades e 1.100 unidades (e) menos de 800 unidades 90. Determinada empresa industrial fabrica e vende dois produtos: N e L. Fase significativa da produção é comum a esses dois produtos. Durante a fase de produção conjunta, incorre-se em custos de transformação no valor de $200.000,00, e mais em custos básicos conforme a tabela a seguir: recursos produção conjunta quantidade consumida (em kg) custo unitário (em $/kg) Matéria-prima 1 8.000 12,50 Matéria-prima 2 2.000 100,00 No ponto de separação, identificou-se que a produção conjunta pesava 10.000kg, dos quais 1.000kg eram de produtos N semi-elaborados e 9.000kg eram de produto L semi-elaborado. Para terminar a produção, incorreu-se em mais custos de transformação, sendo $20.000,00 na produção de N e $150.000,00 na produção de L. Sabe-se que: • os preços de venda são: N = $72,00/kg e L = $70,00/kg; • nesse mês a empresa vendeu: N = 600 kg e L = 8.100kg; • não havia estoques iniciais; • toda a produção iniciada foi encerrada no mesmo período; • a empresa trabalha com o controle periódico de estoques e os avalia pelo custo médio ponderado; e • nesse mês a empresa incorreu em despesas comerciais e administrativas que totalizaram $25.000,00. Desconsiderando-se qualquer tributo, é correto afirmar que o lucro bruto, pelo custeio por absorção, dessa empresa nesse mês foi: (a) de mais de $7.000,00. (b) entre $5.001,00 e $7.000,00. (c) entre $3.001,00 e $5.000,00. (d) entre $1.001,00 e $3.000,00. (e) de menos de $1.000,00. Prof. José Jayme Moraes Junior 71 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 91. A Cia. Industrial 501 S/A só fabrica o produto JSC, tem uma capacidade instalada que lhe permite produzir, no máximo, 2.000 unidades do produto JSC, por mês. Em janeiro de 2006, a Cia. Industrial 501 S/A incorreu nos seguintes gastos: I - matéria-prima direta: $ 7,00 por unidade de JSC fabricada; II - mão-de-obra direta: $ 3,00 por unidade de JSC fabricada; III - aluguel do parque fabril: $ 9.000,00 por mês; IV - salário dos diretores: $ 12.000,00 por mês; V - força, luz, água e esgoto: $ 16.000,00 por mês. Sabendo-se que o preço de venda de cada unidade do produto JSC é $ 40,00 e considerando, somente, essas informações, e sem considerar, portanto, a legislação tributária, determine a quantidade de produtos JSC que a Cia. Industrial 501 S/A precisa fabricar e vender por mês para ter um lucro operacional mensal de $ 20.000,00. (a) Não adianta, sempre vai apurar prejuízo. (b) 1.234 unidades (valor arredondado) (c) 1.728 unidades (valor arredondado) (d) 1.900 unidades (e) 2.000 unidades 92. Com relação à classificação dos custos quanto ao volume (também chamada de classificação quanto à formação), analise as afirmativas a seguir: I. Quanto ao volume, os custos são classificados em direto e indireto. II. O custo fixo unitário varia inversamente ao volume produzido. III. O custo variável total varia proporcionalmente ao volume produzido. Assinale: (a) se somente a afirmativa I estiver correta. (b) se somente a afirmativa II estiver correta. (c) se somente a afirmativa III estiver correta. (d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. Prof. José Jayme Moraes Junior 72 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 3.7. Gabarito 1–C 2–B 3–C 4–C 5–A 6–D 7–E 8 – E, C, C, C, C 9 – C, C, C, C, E 10 - E, C, E, E, E 11 – E 12 – C 13 – A 14 – D 15 – C, E, C, E, E 16 – E, C, C 17 – E 18 – E, C, C, E, C 19 – D 20 – C 21 – E 22 – D 23 – D 24 – D 25 – A 26 – A 27 – C 28 – B 29 – C 30 – B 31 – D 32 – E 33 – E, E, E, C, C 34 – E, C, E, C, E 35 – E 36 – A 37 – B 38 – D 39 – C 40 – A 41 – E 42 – C 43 – E 44 – E 45 – E 46 – E 47 – E 48 – E 49 – C 50 – D Prof. José Jayme Moraes Junior 73 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 51 – B 52 – E 53 – E 54 – D 55 – B 56 – C 57 – C 58 – E 59 – E 60 – E 61 – E 62 – ANULADA 63 – C 64 – D 65 – B 66 – E 67 – A 68 – D 69 – C 70 – A 71 – C 72 – C 73 – E 74 – C 75 – E 76 – C 77 – C 78 – C 79 – B 80 –D 81 – D 82 – D 83 – B 84 – E 85 – D 86 – E 87 – E 88 – C 89 – D 90 - A 91 – D 92 – E Prof. José Jayme Moraes Junior 74 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 3.8. Gabarito Comentado 1. Uma empresa fabril, em certo período, aplicou no processo produtivo: R$ 50.000,00 de materiais diretos, R$ 50.000,00 de mão-de-obra direta e R$ 50.000,00 de gastos gerais de fabricação. O saldo inicial da conta Produtos em Elaboração também foi de R$ 50.000,00, enquanto seu saldo final foi zero. Sabendo-se que: 1. O custo dos produtos vendidos no período foi de R$ 200.000,00; 2. O saldo inicial da conta Produtos Acabados foi de R$ 0,00. Assinale, com base nos dados fornecidos acima, a alternativa que contém o saldo final da conta Produtos Acabados (em R$): (a) 200.000,00 (b) 150.000,00 (c) 0,00 (d) 50.000,00 (e) 250.000,00 Resolução Estoque inicial de materiais diretos (EIMD) (+) Custo de Aquisição das compras de materiais diretos (C) (-) Estoque final de materiais diretos (EFMD) (=) Materiais Diretos Consumidos (MD) 50.000 (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) 50.000 (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) 50.000 (=) Custo de Produção do Período (CPP) 150.000 (+) Estoque inicial de produtos em elaboração (EIPE) 50.000 (-) Estoque final de produtos em elaboração (EFPE) 0 (=) Custo da Produção Acabada (CPA) 200.000 (+) Estoque inicial de produtos acabados (EIPA) 0 (-) Estoque final de produtos acabados (EFPA) EFPA Custo dos Produtos Vendidos (CPV) 200.000 CPA + EIPA – EFPA = CPV => 200.000 + 0 – EFPA = 200.000 => EFPA = 0 GABARITO: C Prof. José Jayme Moraes Junior 75 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 2. Num determinado mês, a escrituração contábil de uma empresa industrial registrou os seguintes dados: 1) Estoque de matérias-primas no início do mês = R$ 60.000,00 2) Compras efetuadas durante o mês = R$ 120.000,00 3) Estoque de matérias-primas no final do mês = R$ 120.000,00 4) Despesas com mão-de-obra direta = R$ 40.000,00 5) Gastos gerais de fabricação = R$ 50.000,00 6) Produção em andamento no início do mês = R$ 24.000,00 7) Produção em andamento no final do mês = R$ 34.000,00 O custo dos produtos elaborados foi, portanto, de (R$): (a) 60.000,00 (b) 140.000,00 (c) 150.000,00 (d) 174.000,00 (e) 180.000,00 Resolução Estoque inicial de materiais diretos (EIMD) 60.000 (+) Custo de Aquisição das compras de materiais diretos (C) 120.000 (-) Estoque final de materiais diretos (EFMD) (120.000) (=) Materiais Diretos Consumidos (MD) 60.000 (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) 40.000 (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) 50.000 (=) Custo de Produção do Período (CPP) 150.000 (+) Estoque inicial de produtos em elaboração (EIPE) 24.000 (-) Estoque final de produtos em elaboração (EFPE) (34.000) (=) Custo da Produção Acabada (CPA) 140.000 GABARITO: B Baseando-se nos dados abaixo, responda as questões 3 a 7 Compra de materiais diretos = 100.000 Arrendamento mercantil de máquinas industriais = 80.000 Mão-de-obra direta (MOD) = 110.000 Estoque inicial de produtos acabados = 20.000 Energia elétrica da fábrica = 30.000 Despesas pós-fabricação = 150.000 Vendas líquidas = 726.000 Estoque final de materiais diretos = 15.000 Estoque inicial de produtos em elaboração = 40.000 Mão-de-obra indireta (MOI) = 35.000 Depreciação de máquinas industriais = 55.000 Estoque final de produtos acabados = 28.000 Estoque inicial de materiais diretos = 23.000 Constituição de Provisão para Férias e Décimo-Terceiro para MOD e MOI = 17.000 Estoque final de produtos em elaboração = 62.000 Demais custos indiretos de fabricação = 19.000 Prof. José Jayme Moraes Junior 76 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 3. O custo de produção do período foi de: (a) 432.000 (b) 424.000 (c) 454.000 (d) 354.000 (e) 469.000 Resolução Estoque inicial de materiais diretos (EIMD) 23.000 (+) Custo de Aquisição das compras de materiais diretos (C) 100.000 (-) Estoque final de materiais diretos (EFMD) (15.000) (=) Materiais Diretos Consumidos (MD) 108.000 (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) 110.000 (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) (+) Energia Elétrica da Fábrica 30.000 (+) Arrendamento mercantil de máquinas industriais 80.000 (+) Mão-de-obra indireta (MOI) 35.000 (+) Depreciação de máquinas industriais 55.000 (+) Const. de Prov. para Férias e 13o para MOD e MOI 17.000 (+) Demais custos indiretos de fabricação 19.000 (=) Custo de Produção do Período (CPP) 454.000 GABARITO: C 4. O custo da produção acabada do período foi de (em R$): (a) 482.000 (b) 442.000 (c) 432.000 (d) 479.000 (e) 494.000 Resolução (=) Custo de Produção do Período (CPP) 454.000 (+) Estoque inicial de produtos em elaboração (EIPE) 40.000 (-) Estoque final de produtos em elaboração (EFPE) (62.000) (=) Custo da Produção Acabada (CPA) 432.000 GABARITO: C 5. O custo dos produtos vendidos foi equivalente a: (a) 424.000 (b) 452.000 (c) 454.000 (d) 432.000 (e) 447.000 Prof. José Jayme Moraes Junior 77 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Resolução (=) Custo da Produção Acabada (CPA) 432.000 (+) Estoque inicial de produtos acabados (EIPA) 20.000 (-) Estoque final de produtos acabados (EFPA) (28.000) Custo dos Produtos Vendidos (CPV) 424.000 GABARITO: A 6. O resultado bruto industrial corresponde a: (a) 310.000 (b) 272.000 (c) 290.000 (d) 302.000 (e) 424.000 Resolução Vendas Líquidas 726.000 (-) CPV (424.000) Resultado Bruto 302.000 GABARITO: D 7. O lucro operacional líquido da companhia, supondo-se que não houve outras receitas e despesas operacionais além das mencionadas, foi de: (a) 160.000 (b) 182.000 (c) 302.000 (d) 312.000 (e) 152.000 Resultado Resultado Bruto 302.000 (-) Despesas Pós-Fabricação (150.000) Lucro Operacional Líquido 152.000 GABARITO: E Prof. José Jayme Moraes Junior 78 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 8. A respeito de contabilidade avançada e dos dados da empresa Z, apresentados no quadro acima, julgue os itens que se seguem. 1. A margem de contribuição unitária para a empresa Z menor que R$ 1,30. 2. Para a empresa Z, o ponto de equilíbrio é alcançado com menos de 230.000 unidades. 3. Caso a empresa Z apresente um crescimento de 20% nas suas vendas e de 10% nas suas despesas, deverá, certamente, apresentar lucro no período. 4. A empresa Z poderia vender as 50.000 unidades correspondentes à sua capacidade ociosa por R$ 3,00 e, ainda assim, aumentaria o seu resultado positivo. 5. Caso a empresa Z apresente um giro do ativo (vendas brutas sobre o ativo operacional) de 120% e uma margem líquida (lucro líquido antes das despesas financeiras sobre as vendas brutas) de 20% terá um retorno do ativo operacional de 24%. Resolução 1. A margem de contribuição unitária para a empresa Z menor que R$ 1,30. Margem de Contribuição Unitária = Preço de Venda Unitário – Custos Variáveis Unitários Preço de Venda Unitário = 4,20 Custos e Despesas Unitários Variáveis = 2,80 Margem de Contribuição Unitária = 4,20 – 2,80 = 1,40 Logo, o item está ERRADO. 2. Para a empresa Z, o ponto de equilíbrio é alcançado com menos de 230.000 unidades. Ponto de Equilíbrio = Custos Fixos/Margem de Contribuição Unitária Custo e Despesa Fixo Total = 320.000 Ponto de Equilíbrio = 320.000/1,40 = 228.571 unidades Logo, o item está CORRETO. 3. Caso a empresa Z apresente um crescimento de 20% nas suas vendas e de 10% nas suas despesas, deverá, certamente, apresentar lucro no período. (I) Supondo que a empresa venda toda a sua produção, teríamos: Prof. José Jayme Moraes Junior 79 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (=) Receita Líquida = 350.000 unidades x R$ 4,20 1.470.000 (-) Custo dos Produtos Vendidos = 350.000 unidades x R$ 2,80 (980.000) (=) Margem de Contribuição 490.000 (-) Custos e Despesas Fixos (320.000) (=) LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 170.000 (II) Crescimento de 20% das vendas e 10% das despesas: Vendas = 350.000 + 350.000 x 20% = 420.000 Contudo, como a capacidade de produção é de 400.000 unidades, limitaremos as vendas em 400.000 Despesas Variáveis Unitárias = 2,80 + 2,80 x 10% = R$ 3,08 Custos e Despesas Fixos = 320.000 + 320.000 x 10% = 352.000 (=) Receita Líquida = 400.000 unidades x R$ 4,20 1.680.000 (-) Custo dos Produtos Vendidos = 400.000 unidades x R$ 3,08 (1.232.000) (=) Margem de Contribuição 448.000 (-) Custos e Despesas Fixos (352.000) (=) LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 96.000 Logo, o item está CORRETO. 4. A empresa Z poderia vender as 50.000 unidades correspondentes à sua capacidade ociosa por R$ 3,00 e, ainda assim, aumentaria o seu resultado positivo. (=) Receita Líquida = 350.000 um. x R$ 4,20 + 50.000 x 3,00 1.620.000 (-) Custo dos Produtos Vendidos = 400.000 unidades x R$ 2,80 (1.120.000) (=) Margem de Contribuição 500.000 (-) Custos e Despesas Fixos (320.000) (=) LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 180.000 Ou seja, mesmo vendendo as 50.000 unidades por R$ 3,00, a empresa aumentou seu lucro. Logo, o item está CORRETO. 5. Caso a empresa Z apresente um giro do ativo (vendas brutas sobre o ativo operacional) de 120% e uma margem líquida (lucro líquido antes das despesas financeiras sobre as vendas brutas) de 20% terá um retorno do ativo operacional de 24%. Giro do Ativo = Vendas Brutas/Ativo Opercional = 120% Margem Líquida = Lucro Líquido antes das Despesas Financeiras/Vendas Brutas = 20% Retorno sobre o Ativo Operacional = Giro do Ativo x Margem Líquida Retorno sobre o Ativo Operacional = 1,20 x 0,2 = 0,24 = 24% Logo, o item está CORRETO. Prof. José Jayme Moraes Junior 80 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos GABARITO: E, C, C, C, C 9. Julgue os itens abaixo: 1. Custeio por Absorção é um processo de apuração de custos que rateia todos os custos, fixos ou variáveis, em cada fase de produção. 2. Um custo é considerado absorvido quando for atribuído a um produto ou unidade de produção. 3. No Custeio por Absorção, cada produto receberá sua parcela no custo no custo até que o valor total dos custos seja absorvido pelo Custo dos Produtos Vendidos ou pelo Estoque Final de Produtos Acabados e em Elaboração. 4. No Custeio por Absorção, o valor dos Estoques Iniciais de Produtos Acabados e em Elaboração somados ao Custo de Produção do Período será igual ao somatório do Custo dos Produtos Vendidos com os Estoques Finais de Produtos Acabados e em Elaboração. 5. Custeio por absorção refere-se apenas a um processo para determinação do valor dos Estoques Finais de Produtos Acabados e em Elaboração, não podendo ser, portanto, aplicado à obtenção do valor dos Custos dos Produtos Vendidos por contrariar o Princípio Contábil da Competência. Resolução 1. Custeio por Absorção é um processo de apuração de custos que rateia todos os custos, fixos ou variáveis, em cada fase de produção. O item está CORRETO. 2. Um custo é considerado absorvido quando for atribuído a um produto ou unidade de produção. O item está CORRETO. 3. No Custeio por Absorção, cada produto receberá sua parcela no custo no custo até que o valor total dos custos seja absorvido pelo Custo dos Produtos Vendidos ou pelo Estoque Final de Produtos Acabados e em Elaboração. O item está CORRETO. 4. No Custeio por Absorção, o valor dos Estoques Iniciais de Produtos Acabados e em Elaboração somados ao Custo de Produção do Período será igual ao somatório do Custo dos Produtos Vendidos com os Estoques Finais de Produtos Acabados e em Elaboração. Estoque inicial de materiais diretos (EIMD) (+) Custo de Aquisição das compras de materiais diretos (C) (-) Estoque final de materiais diretos (EFMD) (=) Materiais Diretos Consumidos (MD) (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) (=) Custo de Produção do Período (CPP) (+) Estoque inicial de produtos em elaboração (EIPE) (-) Estoque final de produtos em elaboração (EFPE) (=) Custo da Produção Acabada (CPA) Prof. José Jayme Moraes Junior 81 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (+) Estoque inicial de produtos acabados (EIPA) (-) Estoque final de produtos acabados (EFPA) Custo dos Produtos Vendidos (CPV) Transformando para o formato de fórmula, teríamos: MD = EIMD + C – EFMD CPP = MD + MOD + CIF CPA = CPP + EIPE – EFPE (I) CPV = CPA + EIPA – EFPA (II) Substituindo (I) em (II): CPV = CPP + EIPE – EFPE + EIPA – EFPA CPV + EFPE + EFPA = CPP + EIPE + EIPA Ou seja, o valor dos Estoques Iniciais de Produtos Acabados e em Elaboração somados ao Custo de Produção do Período é igual ao somatório do Custo dos Produtos Vendidos com os Estoques Finais de Produtos Acabados e em Elaboração. Logo, o item está CORRETO. 5. Custeio por absorção refere-se apenas a um processo para determinação do valor dos Estoques Finais de Produtos Acabados e em Elaboração, não podendo ser, portanto, aplicado à obtenção do valor dos Custos dos Produtos Vendidos por contrariar o Princípio Contábil da Competência. Custeio por absorção é um processo de apuração de custos que rateia todos os custos fixos ou variáveis em cada fase da produção, atribuindo ao produto vendido ou que permanecer em estoque sua parcela na apuração do custo total. Além disso, o custeio por absorção obedece ao Princípio da Competência. Logo, o item está ERRADO. GABARITO: C, C, C, C, E 10. Julgue os itens abaixo: 1. O método do custo variável agrega os custos fixos aos custos de produção pelo emprego de critérios variáveis de rateio. 2. O método do custeio por absorção leva em conta, na apuração do custo de produção, todos os custos incorridos no período. 3. O método do custeio por absorção exige que a avaliação dos estoques seja feita pelo critério do custo médio ponderado. 4. Para efeito de apuração de resultados industriais é indiferente qual o método de custeio adotado, seja variável ou por absorção. Prof. José Jayme Moraes Junior 82 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 5. A diferença fundamental entre o custeio variável e o custeio por absorção é que este admite a avaliação de estoques por método diferente do custo médio ponderado, ao contrário do custeio variável. Resolução 1. O método do custo variável agrega os custos fixos aos custos de produção pelo emprego de critérios variáveis de rateio. O método de custeio variável só leva em consideração os custos variáveis. Logo, o item está ERRADO. 2. O método do custeio por absorção leva em conta, na apuração do custo de produção, todos os custos incorridos no período. Custeio por absorção é um processo de apuração de custos que rateia todos os custos fixos ou variáveis em cada fase da produção, atribuindo ao produto vendido ou que permanecer em estoque sua parcela na apuração do custo total. Logo, o item está CORRETO. 3. O método do custeio por absorção exige que a avaliação dos estoques seja feita pelo critério do custo médio ponderado. A avaliação dos estoques no método de custeio por absorção pode ser realizada pelo método PEPS, UEPS ou custo médio ponderado. Métodos de Apuração do Custo do Estoque: Preço específico, PEPS ou FIFO, UEPS ou LIFO e Custo Médio Ponderado Móvel (utilizados no sistema de inventário permanente, onde, a cada venda, é possível saber o custo das mercadorias vendidas). a. Preço Específico: o custo de cada unidade do estoque é o preço efetivamente pago para cada item. Normalmente, este método é utilizado para mercadorias de valor significativo, distinguíveis entre si, como por exemplo, em uma revenda de automóveis usados; b. PEPS ou FIFO (Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai, First-In-First-Out): por este método, à medida que ocorrem as vendas, vai-se dando baixa no estoque a partir das primeiras compras (mercadorias mais antigas), ou seja, vendem-se ou consomem- se antes as primeiras mercadorias compradas; c. UEPS ou LIFO (Último que Entra é o Primeiro que Sai, Last-In-First-Out): ao contrário do método PEPS, dá-se primeiro a saída da mercadorias mais recentes, ou seja, das últimas mercadorias que foram adquiridas; e d. Custo Médio Ponderado Móvel: através deste método, o custo médio de cada unidade em estoque é alterado pelas compras de outras unidades por um preço diferente (a cada nova aquisição de mercadorias, uma nova média é calculada). Prof. José Jayme Moraes Junior 83 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Legislação do Imposto de Renda: permite, apenas, a utilização dos métodos do preço específico, do custo médio ponderado móvel ou do PEPS, não permitindo, para fins fiscais, a utilização do UEPS. Logo, o item está ERRADO. 4. Para efeito de apuração de resultados industriais é indiferente qual o método de custeio adotado, seja variável ou por absorção. A apuração de resultados industriais apresenta resultados diferentes, dependendo do método de custeio adotado. Logo, o item está ERRADO. 5. A diferença fundamental entre o custeio variável e o custeio por absorção é que este admite a avaliação de estoques por método diferente do custo médio ponderado, ao contrário do custeio variável. A diferença fundamental entre o custeio variável e o custeio por absorção é que o custeio variável não leva em consideração os custos fixos (que são debitados em conta de resultado), enquanto que o custeio por absorção leva em consideração todos os custos incorridos na produção. Logo, o item está ERRADO. GABARITO: E, C, E, E, E 11. A empresa industrial PVSN apresentava em 01/03/03 os seguintes saldos em suas contas de estoque: Estoque de Material Direto = 100,0 Estoque de Produtos em Elaboração = 120,00 Estoque de Produtos Acabados = 80,00 No decorrer do mês, os seguintes fatos ocorreram: 1) Compra de material direto pelo valor de 200,00; 2) Apropriação do consumo de energia elétrica do mês: Fábrica (25,00) e Administração (15,00); 3) Requisição de R$ 150,00 de material direto pela Produção; 4) Apropriação de serviços de limpeza executados por terceiros: Fábrica (5,00) e Administração (3,00); 5) Apropriação de parcela vencida de seguro contra incêndio: Fábrica (10,00) e Administração (2,00); 6) Folha de Pagamento do Mês (inclui encargos): Pessoal da Fábrica: Mão-de-Obra Direta 42,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 84 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Mão-de-Obra Indireta 30,00 72,00 Pessoal da Área Administrativa e Comercial 50,00 7) Apropriação dos Encargos de Depreciação: Fábrica (18,00) e Administração (5,00); 8) Foram transferidos dos seguintes valores: a. De MOD e CIF para Produtos em Elaboração = 42,00 e 88,00 respectivamente; b. De Produtos em Elaboração para Produtos Acabados, correspondente à produção acabada no período = 350,00 c. De Produtos Acabados para Custo dos Produtos Vendidos, correspondente ao custo dos produtos vendidos no período = 400,00 Pede-se contabilizar e calcular o Lucro Operacional Líquido, correspondente ao mês de março de 2003, sabendo-se que as vendas líquidas neste mês totalizaram R$ 800,00, pagas à vista, é igual a: (a) R$ 355,00 (b) R$ 415,00 (c) R$ 305,00 (d) R$ 445,00 (e) R$ 325,00 Resolução Supondo, para fins de simplificação, que todos os gastos tenham sido efetuados sem desembolso e em contrapartida à conta “Contas a Pagar” e que todas as despesas sejam lançadas na conta “Despesas Operacionais”, os lançamentos seriam: 1) Compra de material direto pelo valor de 200,00; Materiais Diretos a Contas a Pagar 200 Materiais Diretos Contas a Pagar EI = 100 200 (1) 200 (1) 200 300 2) Apropriação do consumo de energia elétrica do mês: Fábrica (25,00) e Administração (15,00); Diversos a Contas a Pagar Custos Indiretos de Fabricação 25 Despesas Operacionais 15 40 Custos Indiretos de Fabricação Contas a Pagar 25 (2) 200 (1) 40 (2) 240 Despesas Operacionais 15 (2) Prof. José Jayme Moraes Junior 85 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 3) Requisição de R$ 150,00 de material direto pela Produção; Produtos em Elaboração a Materiais Diretos 150 Materiais Diretos Produtos em Elaboração EI = 100 150 (3) EI = 120 200 (1) 150 (3) 150 270 4) Apropriação de serviços de limpeza executados por terceiros: Fábrica (5,00) e Administração (3,00); Diversos a Contas a Pagar Custos Indiretos de Fabricação 5 Despesas Operacionais 3 8 Custos Indiretos de Fabricação Contas a Pagar 25 (2) 200 (1) 5 (4) 40 (2) 30 8 (4) 248 Despesas Operacionais 15 (2) 3 (4) 18 5) Apropriação de parcela vencida de seguro contra incêndio: Fábrica (10,00) e Administração (2,00); Diversos a Seguros a Vencer Custos Indiretos de Fabricação 10 Despesas Operacionais 2 12 Custos Indiretos de Fabricação Seguros a Vencer 25 (2) 12 (5) 5 (4) 10 (5) 40 Despesas Operacionais 15 (2) 3 (4) 2 (5) 20 Prof. José Jayme Moraes Junior 86 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 6) Folha de Pagamento do Mês (inclui encargos): Pessoal da Fábrica: Mão-de-Obra Direta 42,00 Mão-de-Obra Indireta 30,00 72,00 Pessoal da Área Administrativa e Comercial 50,00 Diversos a Contas a Pagar Mão-de-Obra Direta 42 Custos Indiretos de Fabricação 30 Despesas Operacionais 50 122 Custos Indiretos de Fabricação Contas a Pagar 25 (2) 200 (1) 5 (4) 40 (2) 10 (5) 8 (4) 30 (6) 122 (6) 70 370 Despesas Operacionais Mão-de-Obra Direta 15 (2) 42 (6) 3 (4) 42 2 (5) 50 (6) 70 7) Apropriação dos Encargos de Depreciação: Fábrica (18,00) e Administração (5,00); Diversos a Depreciação Acumulada Custos Indiretos de Fabricação 18 Despesas Operacionais 5 23 Custos Indiretos de Fabricação Depreciação Acumulada 25 (2) 23 (7) 5 (4) 23 (7) 10 (5) 30 (6) 18 (7) 88 Despesas Operacionais 15 (2) 3 (4) 2 (5) 50 (6) 5 (7) 75 Prof. José Jayme Moraes Junior 87 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 8) Foram transferidos dos seguintes valores: a. De MOD e CIF para Produtos em Elaboração = 42,00 e 88,00 respectivamente; Produtos em Elaboração a Diversos a Mão-de-Obra Direta 42 a Custos Indiretos de Fabricação 88 130 Mão-de-Obra Direta Produtos em Elaboração 42 (6) 42 (8.a) EI = 120 0 150 (3) 130 (8.a) Custos Indiretos de Fabricação 400 25 (2) 88 (8.a) 5 (4) 10 (5) 30 (6) 18 (7) 0 b. De Produtos em Elaboração para Produtos Acabados, correspondente à produção acabada no período = 350,00 Produtos Acabados a Produtos em Elaboração 350 Produtos em Elaboração Produtos Acabados EI = 120 350 (8.b) EI = 80 150 (3) 350 (8.b) 130 (8.a) 430 50 c. De Produtos Acabados para Custo dos Produtos Vendidos, correspondente ao custo dos produtos vendidos no período = 400,00 Custo dos Produtos Vendidos a Produtos Acabados 400 Custo dos Produtos Vendidos Produtos Acabados 400 (8.c) EI = 80 400 (8.c) 400 350 (8.b) 30 Prof. José Jayme Moraes Junior 88 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 9) Vendas Líquidas de R$ 800,00, à vista. Bancos Conta Movimento a Vendas Líquidas 800 Vendas Líquidas Bancos Conta Movimetnto 800 (9) 800 (9) 800 800 10) Apuração do Resultado Vendas Líquidas a Apuração do Resultado do Exercício 800 Apuração do Resultado do Exercício a Diversos a Despesas Operacionais 75 a Custo dos Produtos Vendidos 400 475 Vendas Líquidas 800 (9) 800 (10.1) 800 Apuração do Resultado do Exercício Despesas Operacionais 75 (10.2) 800 (10.1) 15 (2) 400 (10.2) 3 (4) 325 2 (5) 50 (6) 5 (7) 75 75 (10.2) Custo dos Produtos Vendidos 400 (8.c) 400 400 (10.2) Logo, o Lucro Operacional Líquido é igual a R$ 325,00. GABARITO: E Prof. José Jayme Moraes Junior 89 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 12. Na relação de custos abaixo estão incluídos todos os gastos gerais de fabricação do segundo trimestre de 2002, ocorridos na empresa Comércio & Indústria Ltda. Seguro contra incêndio incorrido R$ 2.100,00 Imposto predial R$ 2.400,00 Iluminação do prédio R$ 2.100,00 Depreciação do edifício R$ 2.400,00 Mão-de-Obra Direta R$ 5.400,00 Mão-de-Obra Indireta R$ 2.100,00 Encargos sociais do período R$ 0,00 Com base nas informações acima, pode-se dizer que o valor dos gastos gerais de fabricação na conta Produtos em Processo foi de (em R$): (a) 9.000,00 (b) 9.900,00 (c) 11.100,00 (d) 12.000,00 (e) 13.500,00 Resolução Material Direto 0 (+) Mão-de-Obra Direta 5.400 Custo Primário 5.400 (+) Custos Indiretos de Fabricação (Gastos Gerais de Fabricação) (+) Seguro contra incêndio incorrido 2.100 (+) Imposto predial 2.400 (+) Iluminação do prédio 2.100 (+) Depreciação do edifício 2.400 (+) Mão-de-Obra Indireta 2.100 Gastos Gerais de Fabricação 11.100 Custo de Produção 16.500 GABARITO: C 13. Uma indústria produz leite longa vida, coalhada e iogurte natural, tendo gerado as seguintes informações ao fim de um período: Quantidades: 1. Leite 5.000 litros 33,33% 2. Coalhada 4.000 litros 26,67% 3. Iogurte 6.000 litros 40,00% Total 15.000 litros 100,00% Receita de Vendas: 1. Leite R$ 7.500,00 30% 2. Coalhada R$ 5.000,00 20% 3. Iogurte R$ 12.500,00 50% Total R$ 25.000,00 100% Prof. José Jayme Moraes Junior 90 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Produto Leite Coalhada Iogurte Total em R$ Materiais Diretos 1.200 800 1.600 3.600 Mão-de-Obra Direta 1.200 900 2.400 4.500 Custos Indiretos de Fabricação 2.025 Custo de Produção 10.125 Caso a empresa adotasse como base de rateio a quantidade produzida, assinale a alternativa correta: (a) Os custos indiretos de fabricação apropriados ao leite são de R$ 675,00. (b) Os custos indiretos de fabricação apropriados ao iogurte são de R$ 540,00. (c) Os custos indiretos de fabricação apropriados à coalhada são de R$ 810,00. (d) O custo total de produção apropriado ao leite é de R$ 2.240,00. (e) O custo total de produção apropriado ao iogurte é de R$ 3.075,00. Resolução Produto Leite Coalhada Iogurte Total em R$ Materiais Diretos 1.200 800 1.600 3.600 Mão-de-Obra Direta 1.200 900 2.400 4.500 Custos Indiretos de 2.025 x 5.000/15.000 2.025 x 4.000/15.000 = 2.025 x 6.000/15.000 2.025 Fabricação = 675 540 = 810 Custo de Produção 3.075 2.240 4.810 10.125 GABARITO: A 14. Considerando os dados da questão “13”, caso o critério de rateio fosse a receita gerada, assinale a alternativa correta: (a) Os custos indiretos de fabricação apropriados ao leite são de R$ 405,00. (b) Os custos indiretos de fabricação apropriados ao iogurte são de R$ 607,50. (c) Os custos indiretos de fabricação apropriados à coalhada são de R$ 1.012,50. (d) O custo total de produção apropriado ao leite é de R$ 3.007,50. (e) O custo total de produção apropriado ao iogurte é de R$ 2.105,00. Resolução Produto Leite Coalhada Iogurte Total em R$ Materiais Diretos 1.200 800 1.600 3.600 Mão-de-Obra Direta 1.200 900 2.400 4.500 Custos Indiretos de 2.025 x 7.500/25.000 2.025 x 5.000/25.000 = 2.025 x 12.500/25.000 2.025 Fabricação = 607,50 405,00 = 1.012,50 Custo de Produção 3.007,50 2.105,00 5.012,50 10.125 GABARITO: D Prof. José Jayme Moraes Junior 91 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 15. Em relação aos custos, julgue os itens que se seguem: 1. Os custos fixos totais mantêm-se estáveis, independentemente do volume da atividade fabril. 2. Os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida, em razão inversa. 3. Os custos fixos unitários crescem ou decrescem, de conformidade com a quantidade produzida. 4. Os custos variáveis unitários crescem ou decrescem, de conformidade com a quantidade produzida. 5. O custo industrial unitário, pela diluição dos custos fixos, tende a afastar-se do custo variável unitário, á medida que o volume da produção aumenta. Resolução 1. Os custos fixos totais mantêm-se estáveis, independentemente do volume da atividade fabril. O item está CORRETO. 2. Os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida, em razão inversa. Os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida, em razão direta. Logo, o item está ERRADO. 3. Os custos fixos unitários crescem ou decrescem, de conformidade com a quantidade produzida. Os custos fixos unitários conforme a quantidade aumenta e crescem conforme a quantidade diminui. Logo, o item está CORRETO. 4. Os custos variáveis unitários crescem ou decrescem, de conformidade com a quantidade produzida. Os custos variáveis unitários são constantes conforme a quantidade produzida. O que cresce ou decresce com a quantidade produzida são os custos variáveis totais. Logo, o item está ERRADO. 5. O custo industrial unitário, pela diluição dos custos fixos, tende a afastar-se do custo variável unitário, á medida que o volume da produção aumenta. O custo industrial unitário, pela diluição dos custos fixos, tende a aproximar-se do custo variável unitário, á medida que o volume da produção aumenta.Logo, o item está ERRADO. GABARITO: C, E, C, E, E Prof. José Jayme Moraes Junior 92 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 16. Observe as informações abaixo, extraídas da escrituração de uma empresa industrial e julgue os itens que se seguem.  Materiais requisitados do almoxarifado: o Diretos R$ 300.000,00 o Indiretos R$ 50.000,00  Mão-de-obra: o Direta R$ 200.000,00 o Indireta R$ 30.000,00  Aluguel da fábrica R$ 40.000,00  Seguro da fábrica R$ 20.000,00  Depreciação das máquinas R$ 60.000,00 1. O custo de fabricação da empresa industrial é de R$ 580.000,00 2. O custo primário da empresa industrial é de R$ 500.000,00 3. O custo de transformação da empresa industrial é de R$ 400.000,00 Resolução 1. O custo de fabricação da empresa industrial é de R$ 580.000,00 Material Direto 300.000 Mão-de obra direta 200.000 Custos Indiretos de Fabricação (+) Material indireto 50.000 (+) Mão-de-obra indireta 30.000 (+) Aluguel da fábrica 40.000 (+) Seguro da fábrica 20.000 (+) Depreciação das máquinas 60.000 Custo de Fabricação 700.000 Logo, o item está ERRADO. 2. O custo primário da empresa industrial é de R$ 500.000,00 Material Direto 300.000 Mão-de obra direta 200.000 Custo Primário 500.000 Logo, o item está CORRETO. 3. O custo de transformação da empresa industrial é de R$ 400.000,00 Mão-de obra direta 200.000 Custos Indiretos de Fabricação (+) Material indireto 50.000 (+) Mão-de-obra indireta 30.000 (+) Aluguel da fábrica 40.000 (+) Seguro da fábrica 20.000 (+) Depreciação das máquinas 60.000 Custo de Transformação 400.000 Logo, o item está CORRETO. GABARITO: E, C, C Prof. José Jayme Moraes Junior 93 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 17. Observe os dados abaixo, representativos dos custos de uma empresa industrial (fábrica de calçados) e julgue os itens que se seguem:  Matérias-primas = R$ 2.100.000,00  Encargos de depreciação (método linear) = R$ 27.000,00  Material de embalagem = R$ 30.000,00  Aluguéis de fábrica = R$ 80.000,00  Administração da fábrica = R$ 100.000,00  Mão-de-Obra direta = R$ 1.500.000,00  Energia elétrica (fábrica) = R$ 50.000,00 1. Os custos fixos dessa empresa, no período considerado, atingiram o valor de R$ 237.000,00. Resolução 1. Os custos fixos dessa empresa, no período considerado, atingiram o valor de R$ 237.000,00. Custos fixos: são aqueles cujo valor permanece constante, qualquer que seja o volume de produção. Custos fixos: Encargos de depreciação (método linear) 27.000 (+) Aluguel da fábrica 80.000 (+) Gastos com administração 100.000 Custos Fixos 207.000 Os gastos com matéria-prima, material de embalagem, mão-de-obra direta e energia elétrica da fábrica são custos variáveis, pois o seu valor depende da quantidade produzida. Logo, o item está ERRADO. GABARITO: E 18. Julgue os itens que se seguem: 1. a depreciação das máquinas é uma despesa direta, em geral, porque se relaciona com a mão-de- obra direta aplicada. 2. o aluguel do prédio fabril é item apropriável pela Contabilidade de Custos. 3. matéria-prima e embalagens são custos diretos, porque podem ser apropriados perfeitamente aos diversos produtos que são fabricados. 4. materiais de consumo, tais como graxa ou cola, são custos diretos pelas mesmas razões apontadas para a matéria-prima e embalagens. 5. os pagamentos e comissões de vendedores, por guardarem estrita proporcionalidade com o volume de vendas, são considerados despesas fixas. Prof. José Jayme Moraes Junior 94 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Resolução 1. a depreciação das máquinas é uma despesa direta, em geral, porque se relaciona com a mão-de- obra direta aplicada. A depreciação, por ser normalmente calculada pelo método linear, é uma despesa indireta. Logo, o item está ERRADO. 2. o aluguel do prédio fabril é item apropriável pela Contabilidade de Custos. O aluguel do prédio fabril é item apropriável pela Contabilidade de Custos porque é um custo e não uma despesa. Logo, o item está CORRETO. 3. matéria-prima e embalagens são custos diretos, porque podem ser apropriados perfeitamente aos diversos produtos que são fabricados. O item está CORRETO. 4. materiais de consumo, tais como graxa ou cola, são custos diretos pelas mesmas razões apontadas para a matéria-prima e embalagens. Embora estes materiais possam ser apropriados diretamente aos produtos, seu valor é tão pequeno que o custo de controlá-los não compensa o benefício da exatidão do cálculo. Logo, são classificados como custos indiretos. Por essa razão, o item está ERRADO. 5. os pagamentos e comissões de vendedores, por guardarem estrita proporcionalidade com o volume de vendas, são considerados despesas variáveis. O item está CORRETO. GABARITO: E, C, C, E, C 19. A firma Indústria & Comércio de Coisas forneceu ao contador as seguintes informações sobre um de seus processos de fabricação (em R$): Estoque inicial de materiais 2.000 Estoque inicial de produtos em processo não havia Estoque inicial de produtos acabados 4.500 Compras de materiais 2.000 Mão-de-obra direta 5.000 Custos indiretos de fabricação 70% da mão-de-obra ICMS sobre compras e vendas 15% IPI sobre compra alíquota zero Preço de venda 80 Estoque final de materiais 1.400 Estoque inicial de produtos acabados 75 unidades Produção completa 150 unidades Produção iniciada 200 unidades Fase atual da produção 60% Produção vendida 100 unidades Prof. José Jayme Moraes Junior 95 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Fazendo-se os cálculos corretos atinentes à produção acima exemplificada, podemos dizer que: (a) A margem de lucro sobre o preço líquido foi de 10%. (b) O lucro alcançado sobre as vendas foi de 1.400 (c) O lucro bruto alcançado sobre as vendas foi de 8.000 (d) O custo dos produtos vendidos foi de 6.000 (e) O custo dos produtos vendidos foi de 7.200 Resolução Custo Indiretos de Fabricação = 70% x Mão-de-Obra = 70% x 5.000 = 3.500 Demonstração dos Custos em R$ Estoque inicial de materiais 2.000 (+) Compras 2.000 (-) ICMS s/ Compras = 15% x 2.000 (300) (-) Estoque final de materiais (1.400) (=) Materiais consumidos 2.300 (+) Mão-de-obra direta 5.000 (+) Custos indiretos de fabricação 3.500 (=) Custo de Produção do Período 10.800 Custo de Produção do Período = 10.800, aplicados na produção de 200 unidades (150 acabadas e 50 foram levadas ao estágio de produção equivalente a 60%). Deste modo, em relação aos produtos acabados (150 unidades), ainda haverá mais 60% x 50 unidades = 30 unidades. O custo de unitário de produtos acabados e dos 60% em processamento será de: Custo unitário = 10.800/180 = 60 Analisando cada uma das alternativas: (a) A margem de lucro sobre o preço líquido foi de 10%. Demonstração do Resultado do Exercício Vendas Brutas (100 x R$ 80,00) 8.000 (-) ICMS s/ Vendas = 15% x 8.000 (1.200) Vendas Líquidas 6.800 (-) Custo dos Produtos Vendidos = 100 x R$ 60,00 (6.000) Lucro Bruto 800 Margem de Lucro = Lucro Bruto/Vendas Líquidas = 800/6.800 = 11,76% Logo, a alternativa está ERRADA. (b) O lucro alcançado sobre as vendas foi de 1.400 Lucro Bruto = 800 Logo, a alternativa está ERRADA. (c) O lucro bruto alcançado sobre as vendas foi de 8.000 Prof. José Jayme Moraes Junior 96 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Lucro Bruto = 800 Logo, a alternativa está ERRADA. (d) O custo dos produtos vendidos foi de 6.000 Custo dos Produtos Vendidos = 100 x R$ 60,00 = R$ 6.000,00 Logo, a alternativa está CORRETA. (e) O custo dos produtos vendidos foi de 7.200 Custo dos Produtos Vendidos = 100 x R$ 60,00 = R$ 6.000,00 Logo, a alternativa está ERRADA. GABARITO: D 20. A fábrica de Sorvetes Spuma, iniciando o período produtivo, adquiriu materiais no valor de R$ 10.000,00, registrou as despesas de mão-de-obra direta à base de 60% dos materiais consumidos, aplicou custos indiretos estimados em R$ 6.000,00 e realizou despesas de R$ 3.000,00 com vendas. No período, a fábrica vendeu 70% da produção, na qual usara 90% dos materiais comprados. Sabendo-se que toda a produção iniciada foi concluída, podemos dizer que: (a) O custo de transformação foi de R$ 12.000,00. (b) O custo por absorção foi de R$ 14.280,00. (c) O custo primário foi de R$ 14.400,00. (d) O custo dos produtos vendidos foi de R$ 17.280,00. (e) O custo total do período foi de R$ 20.500,00. Resolução Aquisição de Materiais = 10.000 Materiais utilizados na produção = 90% x 10.000 = 9.000 Mão-de-Obra Direta = 60% x Materiais Consumidos = 60% x 9.000 = 5.400 Custo indiretos = 6.000 (totalmente apropriados) Despesas = 3.000 (não fazem parte da apuração dos custos por absorção, pois vão direto para a apuração do resultado). Cálculos: Material Direto 9.000 (+) Mão-de-Obra Direta 5.400 Custo Primário 14.400 Mão-de-Obra Direta 5.400 (+) Custos Indiretos de Fabricação 6.000 Custo de Transformação 11.400 Custo Primário 14.400 (+) Custos Indiretos de Fabricação 6.000 Custo de Produção 20.400 Prof. José Jayme Moraes Junior 97 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Custo dos Produtos Vendidos = 70% x 20.400 = 14.280 GABARITO: C 21. O garoto Francisco de Assis largou o emprego para fazer um cursinho de treinamento durante 60 dias corridos. A mensalidade será de R$ 130,00 mais apostilas de R$ 35,00 e condução e alimentação de R$ 3,00 diários. O salário de Francisco no emprego abandonado era de R$ 180,00 mensais, com encargos de previdência de 11%. Analisando-se gerencialmente a atitude de Francisco, com base exclusivamente nos dados fornecidos, verifica-se que nesses dois meses, haverá: (a) Custo econômico de R$ 874,60. (b) Custo econômico de R$ 795,40. (c) Despesa efetiva de R$ 835,00. (d) Custo de oportunidade de R$ 475,00. (e) Custo de oportunidade de R$ 360,00. Resolução Custo de Oportunidade: lucro máximo que poderia ser obtido em um investimento alternativo se comparado com o investimento aplicado. No caso concreto em questão, Francisco resolveu largar o emprego para estudar. Logo. O custo de oportunidade de Francisco corresponde ao valor que ele deixou de receber de salário nos dois meses de cursinho, ou seja: Custo de Oportunidade = 180 x 2 = R$ 360,00 (repare que os encargos previdenciários não foram descontos, visto que trazem benefícios ao trabalhador). Sua despesa efetiva no período foi: Despesa Efetiva = 130 x 2 meses + 35 + 3 x 60 dias = 260 + 35 + 180 = R$ 475,00 Seu custo econômico corresponde à despesa efetiva somada ao custo de oportunidade: Custo Econômico = 360 + 475 = R$ 835,00 GABARITO: E Prof. José Jayme Moraes Junior 98 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 22. A Industriazinha Ltda adquiriu matérias-primas para serem utilizadas na fabricação de seus produtos no mês de agosto, exigindo entrega em domicílio, mesmo que onerosa. A nota fiscal dessa compra espelhou os seguintes dados: Quantidade 500 unidades Preço Unitário R$ 8,00 IPI 10% ICMS 17% Despesas Acessórias/Frete R$ 240,00 No mês de agosto a empresa utilizou 60% desse material na produção. Os fretes não sofreram tributação. Com base nas informações fornecidas e sabendo-se que a empresa é contribuinte tanto do IPI como do ICMS, assinale o lançamento correto para contabilizar a apropriação de matéria-prima ao produto (desconsiderar históricos). (a) Produtos em Processo a Matéria-Prima 1.896,00 (b) Produtos Acabados a Matéria-Prima 1.896,00 (c) Produtos em Processo a Matéria-Prima 2.376,00 (d) Produtos em Processo a Matéria-Prima 2.136,00 (e) Produtos Acabados a Matéria-Prima 2.136,00 Resolução Compras = 500 unidades x R$ 8,00 R$ 4.000,00 (+) IPI sobre Compras (10%) 400,00 (+) Frete sobre Compras 240,00 Valor Total d Nota Fiscal 4.640,00 (*) IPI = tributo por fora (somado ao valor da compra) (*) ICMS = tributo por dentro (já incluído no valor da nota fiscal) O custo das matérias-primas compradas, tendo em vista que a empresa é contribuinte do IPI e do ICMS, será de: Valor Total d Nota Fiscal 4.640,00 (-) IPI sobre Compras (10%) (400,00) (-) ICMS sobre Compras (17% x 4.000) (680,00) Custo das Matérias-Primas 3.560,00 Como houve uma requisição de 60% dessas matérias-primas na produção: Produtos em Processo = 60% x 3.560 = 2.136 Prof. José Jayme Moraes Junior 99 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Logo, o lançamento seria: Produtos em Processo a Matéria-Prima 2.136,00 GABARITO: D 23. Supondo que a indústria de café, que toma a mão-de-obra aplicada como base de rateio, apresente os custos indiretos e mão-de-obra por departamento dos quadros abaixo, assinale a alternativa correta: Custos Indiretos a Ratear R$ Energia 250.000,00 Depreciação 900.000,00 Manutenção de Máquinas 100.000,00 Controle de Qualidade 200.000,00 Total 1.450.000,00 Separação de Torrefação Moagem Empacotamento Total Grãos Mão-de-Obra 83.250,00 31.450,00 55.500,00 14.800,00 185.000,00 Direta (a) A energia consumida pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 15.000,00. (b) A energia consumida pelo departamento de torrefação é de R$ 75.000,00. (c) A energia consumida pelo departamento de moagem é de R$ 10.000,00. (d) A energia consumida pelo departamento de empacotamento é de R$ 20.000,00. (e) A energia consumida pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 8.000,00. Resolução Separação de Torrefação Moagem Empacotamento Total Grãos Mão-de-Obra 83.250,00 31.450,00 55.500,00 14.800,00 185.000,00 Direta Mão-de-Obra 83.250/185.000 31.450/185.000 55.500/185.000 14.800/185.000 100% Direta = 45% = 17% = 30% = 8% Energia 250.000 x 45% 250.000 x 17% 250.000 x 30% 250.000 x 8% = 250.000 = 112.500 = 42.500 = 75.000 20.000 GABARITO: D Prof. José Jayme Moraes Junior 100 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 24. Considerando os dados da questão “23”, assinale a alternativa correta: (a) A depreciação apropriada pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 150.000,00. (b) A depreciação apropriada pelo departamento de moagem é de $ 153.000,00. (c) A depreciação apropriada pelo departamento de torrefação é de R$ 270.000,00. (d) A depreciação apropriada pelo departamento de empacotamento é de R$ 72.000,00. (e) A depreciação apropriada pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 80.000,00. Resolução Separação de Torrefação Moagem Empacotamento Total Grãos Mão-de-Obra 83.250,00 31.450,00 55.500,00 14.800,00 185.000,00 Direta Mão-de-Obra 83.250/185.000 31.450/185.000 55.500/185.000 14.800/185.000 100% Direta = 45% = 17% = 30% = 8% Depreciação 900.000 x 45% 900.000 x 17% 900.000 x 30% 900.000 x 8% = 900.000 = 405.000 = 153.000 = 270.000 72.000 GABARITO: D 25. Considerando os dados da questão “23”, assinale a alternativa correta: (a) A manutenção apropriada pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 45.000,00. (b) A manutenção apropriada pelo departamento de torrefação é de R$ 30.000,00. (c) A manutenção apropriada pelo departamento de empacotamento é de R$ 17.000,00. (d) A manutenção apropriada pelo departamento de moagem é de R$ 8.000,00. (e) A manutenção apropriada pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 40.000,00. Resolução Separação de Torrefação Moagem Empacotamento Total Grãos Mão-de-Obra 83.250,00 31.450,00 55.500,00 14.800,00 185.000,00 Direta Mão-de-Obra 83.250/185.000 31.450/185.000 55.500/185.000 14.800/185.000 100% Direta = 45% = 17% = 30% = 8% Manutenção 100.000 x 45% 100.000 x 17% 100.000 x 30% 100.000 x 8% = 100.000 = 45.000 = 17.000 = 30.000 8.000 GABARITO: A 26. Considerando os dados da questão “23”, assinale a alternativa correta: (a) O controle de qualidade apropriado pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 90.000,00. (b) O controle de qualidade apropriado pelo departamento de torrefação é de R$ 60.000,00. (c) O controle de qualidade apropriado pelo departamento de empacotamento é de R$ 34.000,00. (d) O controle de qualidade apropriado pelo departamento de moagem é de R$ 16.000,00. (e) O controle de qualidade apropriado pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 80.000,00. Prof. José Jayme Moraes Junior 101 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Resolução Separação de Torrefação Moagem Empacotamento Total Grãos Mão-de-Obra 83.250,00 31.450,00 55.500,00 14.800,00 185.000,00 Direta Mão-de-Obra 83.250/185.000 31.450/185.000 55.500/185.000 14.800/185.000 100% Direta = 45% = 17% = 30% = 8% Controle de 200.000 x 45% 200.000 x 17% 200.000 x 30% 200.000 x 8% = 200.000 Qualidade = 90.000 = 34.000 = 60.000 16.000 GABARITO: A 27. Considerando os dados da questão “23”, assinale a alternativa correta: (a) O custo indireto total apropriado pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 246.500,00. (b) O custo indireto total apropriado pelo departamento de torrefação é de R$ 652.500,00. (c) O custo indireto total apropriado pelo departamento de moagem é de R$ 435.000,00. (d) O custo indireto total apropriado pelo departamento de empacotamento é de R$ 160.000,00. (e) O custo indireto total apropriado pelo departamento de segregação de grãos é de R$ 116.000,00. Resolução Separação de Torrefação Moagem Empacotamento Total Grãos Mão-de-Obra 83.250,00 31.450,00 55.500,00 14.800,00 185.000,00 Direta Mão-de-Obra 83.250/185.000 31.450/185.000 55.500/185.000 14.800/185.000 100% Direta = 45% = 17% = 30% = 8% Energia 250.000 x 45% 250.000 x 17% 250.000 x 30% 250.000 x 8% = 250.000 = 112.500 = 42.500 = 75.000 20.000 Depreciação 900.000 x 45% 900.000 x 17% 900.000 x 30% 900.000 x 8% = 900.000 = 405.000 = 153.000 = 270.000 72.000 Manutenção 100.000 x 45% 100.000 x 17% 100.000 x 30% 100.000 x 8% = 100.000 = 45.000 = 17.000 = 30.000 8.000 Controle de 200.000 x 45% 200.000 x 17% 200.000 x 30% 200.000 x 8% = 200.000 Qualidade = 90.000 = 34.000 = 60.000 16.000 Total dos CIF 652.500 246.500 435.000 116.000 1.450.000 rateados GABARITO: C Prof. José Jayme Moraes Junior 102 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 28. A Cia. Soleira produz botas e botinas clássicas. Estima que irá produzir no período seguinte 30.000 botas e 20.000 botinas, para o que serão necessárias 12.000 horas-máquina, que por estimativa, devem ser consumidas na razão de 60% e 40%, respectivamente para botas e botinas. Os custos indiretos de fabricação são os seguintes: Depreciação de Máquinas 15.000 Aluguel do Galpão de Produção 9.000 Total 24.000 A empresa pretende alocar os custos indiretos de fabricação de acordo com o volume de horas- máquina utilizadas na produção. Considerando os dados acima, assinale a alternativa correta: (a) Os custos indiretos de fabricação apropriados nas botas foram de R$ 24.000,00. (b) Os custos indiretos de fabricação apropriados nas botinas foram de R$ 9.600,00. (c) Os custos indiretos de fabricação apropriados nas botas foram de R$ 14.000,00. (d) Os custos indiretos de fabricação apropriados nas botinas foram de R$ 14.400,00. (e) Os custos indiretos de fabricação apropriados nas botas foram de R$ 9.600,00. Resolução Taxa de Aplicação do CIF = 24.000/12.000 horas-máquina = R$ 2,00 a hora-máquina (I) Botas: Horas-máquina = 60% x 12.000 horas-máquina = 7.200 horas-máquina CIF = R$ 2,00 x 7.200 = R$ 14.400,00 (II) Botinas: Horas-máquina = 40% x 12.000 horas-máquina = 4.800 horas-máquina CIF = R$ 2,00 x 4.800 = R$ 9.600,00 GABARITO: B Prof. José Jayme Moraes Junior 103 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 29. Considere os seguintes dados da companhia ABC Ltda: 1) Produção da Companhia: Produtos Preço de Venda Produção Mensal Custos Diretos Unitários X 8,00 10.000 2,00 Y 14,00 5.000 3,00 Z 24,00 4.000 5,00 2) Custos Indiretos de Fabricação: Aluguel e seguro da fábrica R$ 40.000,00 Mão-de-obra indireta R$ 90.000,00 Material de consumo R$ 20.000,00 Total R$ 150.000,00 3) Atividades desenvolvidas pela empresa: Departamento Atividades Compras Compras Produção Atividade Industrial 1 Atividade Industrial 2 Acabamento Acabar Despachar 4) Atribuição de custos às atividades: Custos Indiretos de Fabricação Critérios Aluguel e Seguro Área utilizada pela atividade Mão-de-Obra Indireta Atribuição direta por atividade: Compras = R$ 10.000,00 Atividade Industrial 1 = R$ 30.000,00 Atividade Industrial 2 = R$ 40.000,00 Acabamento = R$ 8.000,00 Despacho = R$ 2.000,00 Material de Consumo Atribuição direta por atividade: Compras = R$ 2.000,00 Atividade Industrial 1 = R$ 5.000,00 Atividade Industrial 2 = R$ 8.000,00 Acabamento = R$ 3.000,00 Despacho = R$ 2.000,00 5) Áreas Ocupadas por cada atividade, em percentual: Atividades Área Compras 20% Atividade Industrial 1 25% Atividade Industrial 2 30% Acabar 15% Despachar 10% Prof. José Jayme Moraes Junior 104 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 6) Direcionador de atividades por produto: Atividades Direcionador de Atividades X Y Z Compras Número de pedidos 30% 20% 50% Atividade Industrial 1 Tempo de produção 5% 50% 45% Atividade Industrial 2 Tempo de produção 25% 35% 40% Acabar Tempo de operação 35% 30% 35% Despachar Tempo de operação 40% 30% 30% Baseando-se nos dados acima, determine o custo unitário total do produto “X” utilizando o método de custeio ABC: (a) 3,24 (b) 14,00 (c) 5,24 (d) 20,65 (e) 15,65 Resolução (I) Determinação dos custos indiretos totais por atividade: Atividades Aluguel e Seguros Mão-de-Obra Material de Total Indireta Consumo Compras 20% x 40.000 = 8.000 10.000 2.000 20.000 Atividade Industrial 1 25% x 40.000 = 10.000 30.000 5.000 45.000 Atividade Industrial 2 30% x 40.000 = 12.000 40.000 8.000 60.000 Acabar 15% x 40.000 = 6.000 8.000 3.000 17.000 Despachar 10% x 40.000 = 4.000 2.000 2.000 8.000 Total 40.000 90.000 20.000 150.000 (II) Determinação dos custos indiretos por produto: Atividades X Y Z Total Compras 30% x 20.000 = 20% x 20.000 = 50% x 20.000 = 20.000 6.000 4.000 10.000 Atividade Industrial 1 5% x 45.000 = 50% x 45.000 = 45% x 45.000 = 45.000 2.250 22.500 20.250 Atividade Industrial 2 25% x 60.000 = 35% x 60.000 = 40% x 60.000 = 60.000 15.000 21.000 24.000 Acabar 35% x 17.000 = 30% x 17.000 = 35% x 17.000 = 17.000 5.950 5.100 5.950 Despachar 40% x 8.000 = 30% x 8.000 = 30% x 8.000 = 8.000 3.200 2.400 2.400 Total 32.400 55.000 62.600 150.000 Prof. José Jayme Moraes Junior 105 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (III) Determinação do custo unitário por produto: Atividades X Y Z Custos Indiretos 32.400 55.000 62.600 Quantidade Produzida 10.000 5.000 4.000 Custo Indireto Unitário 32.400/10.000 = 55.000/5.000 = 62.400/4.000 = 3,24 11,00 15,65 Custo Direto Unitário 2,00 3,00 5,00 Custo Unitário 5,24 14,00 20,65 Total GABARITO: C 30. Baseando-se nos dados da questão “29”, determine o custo unitário total do produto “Y” utilizando o método de custeio ABC: (a) 3,24 (b) 14,00 (c) 5,24 (d) 20,65 (e) 15,65 Resolução Calculado na questão “29”. GABARITO: B 31. Baseando-se nos dados da questão “29”, determine o custo unitário total do produto “Z” utilizando o método de custeio ABC: (a) 3,24 (b) 14,00 (c) 5,24 (d) 20,65 (e) 15,65 Resolução Calculado na questão “29”. GABARITO: D 32. Entre os chamados custos indiretos, há aqueles que são considerados diretos em relação ao departamento de produção ou serviço em que se originam. Entre eles, pode ser citado: (a) aluguel da fábrica (b) depreciação de edifícios (c) seguro contra acidentes de trabalho (d) iluminação da fábrica (e) depreciação de equipamentos Prof. José Jayme Moraes Junior 106 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Resolução A depreciação de equipamentos, apesar de ser considerada um custo indireto em relação aos produtos fabricados, corresponde a um custo direto em relação ao departamento a que o equipamento pertence. Entretanto, o aluguel da fábrica, a depreciação de edifícios, o seguro contra acidentes de trabalho e a iluminação da fábrica não podem ser considerados custos diretos em relação aos departamentos e aos produtos, ou seja, são custos indiretos em ambos os casos. GABARITO: E 33. Na contabilidade de custos por absorção de uma empresa “X”, os custos de manutenção são rateados para os centros de custos de produção, almoxarifado e controle de qualidade, proporcionalmente às horas trabalhadas para esses centros: 70 horas para a produção, 20 horas para o almoxarifado e 30 horas para o controle de qualidade. O total de gastos da manutenção a ratear foi de R$ 5.500.000,00 no período em apuração. Julgue os itens abaixo. 1. A parcela da manutenção rateada para o centro de controle de qualidade foi menor que R$ 1.375.000,00. 2. A parcela da manutenção rateada para o centro de controle de qualidade foi maior que R$ 1.375.000,00. 3. A parcela da manutenção rateada para o centro de produção foi menor que R$ 1.375.000,00. 4. A parcela da manutenção rateada para o centro de almoxarifado foi menor que R$ 1.375.000,00. 5. A parcela da manutenção rateada para o centro de produção foi maior que R$ 1.375.000,00. Resolução Total de horas trabalhadas = 70 + 20 + 30 = 120 horas Gastos de Manutenção = 5.500.000 Base de Rateio = 5.500.000/120 horas = R$ 45.833,33 Rateio Produção = 70 horas x R$ 45.833,33 = R$ 3.208.333,33 Almoxarifado = 20 horas x R$ 45.833,33 = 916.666,67 Controle de Qualidade = 30 horas x R$ 45.833,33 = 1.375.000 1. A parcela da manutenção rateada para o centro de controle de qualidade foi menor que R$ 1.375.000,00. O item está ERRADO. 2. A parcela da manutenção rateada para o centro de controle de qualidade foi maior que R$ 1.375.000,00. O item está ERRADO. Prof. José Jayme Moraes Junior 107 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 3. A parcela da manutenção rateada para o centro de produção foi menor que R$ 1.375.000,00. O item está ERRADO. 4. A parcela da manutenção rateada para o centro de almoxarifado foi menor que R$ 1.375.000,00. O item está CORRETO. 5. A parcela da manutenção rateada para o centro de produção foi maior que R$ 1.375.000,00. O item está CORRETO. GABARITO: E, E, E, C, C 34. A Cia. Pasil trabalha com sistema de custeamento por ordem de produção. Num determinado período predeterminou seus custos indiretos de fabricação (CIF) em R$ 250.000,00. Sabendo-se que: 1) Os CIF efetivos foram de R$ 210.000,00 2) Não existiam, no início do período, estoques de produtos em elaboração e produtos acabados; 3) No decorrer do período, toda a produção iniciada foi acabada desta, 80% foi vendida; 4) A empresa encerra a conta Variação do CIF no final do período. Com base nos dados acima, julgue os itens a seguir: 1. A variação desfavorável do CIF foi de R$ 40.000,00. 2. O custo dos produtos vendidos no período foi maior de R$ 167.000,00. 3. O custo do estoque final dos produtos acabados no período foi maior que R$ 100.000,00. 4. Se os custos indiretos de fabricação são menores que o custo indireto de fabricação estimado, haverá um lançamento a crédito nas contas dos estoques e dos custos dos produtos vendidos. 5. Se os custos indiretos de fabricação são menores que o custo indireto de fabricação estimado, haverá um lançamento a débito nas contas dos estoques e dos custos dos produtos vendidos. Resolução 1. A variação desfavorável do CIF foi de R$ 40.000,00. Variação Favorável do CIF = CIF Estimado – CIF Efetivo = 250.000 – 210.000 = 40.000 Logo, o item está ERRADO. 2. O custo dos produtos vendidos no período foi maior de R$ 167.000,00. Rateio entre os produtos acabados e o custo dos produtos vendidos: Custo dos Produtos Vendidos = 80% x 210.000 = 168.000 Logo, o item está CORRETO. Prof. José Jayme Moraes Junior 108 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 3. O custo do estoque final dos produtos acabados no período foi maior que R$ 100.000,00. Rateio entre os produtos acabados e o custo dos produtos vendidos: Custo do Estoque Final dos Produtos Acabados = 20% x 210.000 = 42.000 Logo, o item está ERRADO. 4. Se os custos indiretos de fabricação são menores que o custo indireto de fabricação estimado, haverá um lançamento a crédito nas contas dos estoques e dos custos dos produtos vendidos. Cálculo das diferenças (CIF Favorável = 40.000); Custo dos Produtos Vendidos = 80% x 40.000 = 32.000 Custo dos Produtos Acabados = 20% x 40.000 = 8.000 Lançamento: haverá um lançamento a crédito de R$ 32.000,00 na conta de custo dos produtos vendidos e um lançamento a crédito de R$ 8.000,00 na conta de estoques de produtos acabados. Logo, o item está CORRETO. 5. Se os custos indiretos de fabricação são menores que o custo indireto de fabricação estimado, haverá um lançamento a débito nas contas dos estoques e dos custos dos produtos vendidos. O item está ERRADO. GABARITO: E, C, E, C, E 35. Considere as seguintes informações: 1) Ordens de produção existentes em 01/03/2000 Ordem Matéria-Prima Mão-de-Obra Direta Gastos Gerais de Produção 94.140 20.000,00 15.000,00 4.500,00 94.145 9.000,00 14.000,00 4.200,00 94.146 2.000,00 1.000,00 300,00 2) Os gastos de março foram: Ordem Matéria-Prima Mão-de-Obra Direta 94.140 6.000,00 3.000,00 94.145 5.000,00 7.000,00 94.146 3.000,00 2.000,00 94.147 10.000,00 2.000,00 94.148 8.000,00 6.000,00 3) Os gastos gerais de produção, no mês, foram de R$ 6.000,00 e foram apropriados proporcionalmente aos gastos com mão-de-obra direta. 4) As ordens de produção 94.145, 94.146 e 94.148 foram completadas e entregues durante o mês. Prof. José Jayme Moraes Junior 109 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Na apuração do resultado, em 31/03/2000, os gastos gerais de produção apropriados na ordem 94.147 foram de (em R$): (a) 6.000,00 (b) 2.100,00 (c) 1.800,00 (d) 900,00 (e) 600,00 Resolução (I) Rateio dos gastos gerais de produção: Ordem Mão-de-Obra Direta Rateio Gastos Gerais de Produção 94.140 3.000 3.000/20.000 = 15% 15% x 6.000 = 900 94.145 7.000 7.000/20.000 = 35% 35% x 6.000 = 2.100 94.146 2.000 2.000/20.000 = 10 % 10% x 6.000 = 600 94.147 2.000 2.000/20.000 = 10 % 10% x 6.000 = 600 94.148 6.000 6.000/20.000 = 30 % 30% x 6.000 = 1.800 Total 20.000 100% 6.000 GABARITO: E 36. Considerando os dados da questão “35”, o custo dos produtos vendidos na ordem 94.145, na apuração do resultado, foram de (em R$): (a) 41.300,00 (b) 8.900,00 (c) 12.000,00 (d) 15.800,00 (e) 12.500,00 Resolução Ordem 94.145: foi completada e entregue durante o mês. Materiais Diretos Consumidos (MD) = Saldo Inicial + Consumo do Período = 9.000 + 5.000 =14.000 Mão-de-Obra Direta (MOD) = Saldo Inicial + Consumo do Período = 14.000 + 7.000 = 21.000 Custos Indiretos de Fabricação (CIF) = Saldo Inicial + Consumo do Período = 4.200 + 2.100 = 6.300 (=) Materiais Diretos Consumidos (MD) 14.000 (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) 21.000 (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) 6.300 (=) Custo dos Produtos Vendidos 41.300 GABARITO: A Prof. José Jayme Moraes Junior 110 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 37. Considerando os dados da questão “35”, o custo dos produtos vendidos na ordem 94.146, na apuração do resultado, foram de (em R$): (a) 41.300,00 (b) 8.900,00 (c) 12.000,00 (d) 15.800,00 (e) 12.500,00 Resolução Ordem 94.146: foi completada e entregue durante o mês. Materiais Diretos Consumidos (MD) = Saldo Inicial + Consumo do Período = 2.000 + 3.000 =5.000 Mão-de-Obra Direta (MOD) = Saldo Inicial + Consumo do Período = 1.000 + 2.000 = 3.000 Custos Indiretos de Fabricação (CIF) = Saldo Inicial + Consumo do Período = 300 + 600 = 900 (=) Materiais Diretos Consumidos (MD) 5.000 (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) 3.000 (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) 900 (=) Custo dos Produtos Vendidos 8.900 GABARITO: B 38. Considerando os dados da questão “35”, o custo dos produtos vendidos na ordem 94.148, na apuração do resultado, foram de (em R$): (a) 41.300,00 (b) 8.900,00 (c) 12.000,00 (d) 15.800,00 (e) 12.500,00 Resolução Ordem 94.146: foi completada e entregue durante o mês. (=) Materiais Diretos Consumidos (MD) 8.000 (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) 6.000 (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) 1.800 (=) Custo dos Produtos Vendidos 15.800 GABARITO: D Prof. José Jayme Moraes Junior 111 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 39. Considerando os dados da questão “35”, o custo dos produtos em elaboração na ordem 94.140, em 31/03/2000, foram de (em R$): (a) 41.300,00 (b) 48.900,00 (c) 49.400,00 (d) 45.800,00 (e) 42.500,00 Resolução Ordem 94.140: produtos ainda em elaboração. Materiais Diretos Consumidos (MD) = Saldo Inicial + Consumo do Período = 20.000 + 6.000 =26.000 Mão-de-Obra Direta (MOD) = Saldo Inicial + Consumo do Período = 15.000 + 3.000 = 18.000 Custos Indiretos de Fabricação (CIF) = Saldo Inicial + Consumo do Período = 4.500 + 900 = 5.400 (=) Materiais Diretos Consumidos (MD) 26.000 (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) 18.000 (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) 5.400 (=) Custo dos Produtos em Elaboração 49.400 GABARITO: C 40. Considerando os dados da questão “35”, na apuração de resultados em 31/03/2000, foi levado a custo dos produtos vendidos o valor de (em R$): (a) 66.000,00 (b) 58.000,00 (c) 80.000,00 (d) 70.800,00 (e) 82.500,00 Resolução Somente as ordens terminadas são baixadas a débito de Custo dos Produtos Vendidos. Logo: Ordem 94.145 41.300 Ordem 94.146 8.900 Ordem 94.148 15.800 Custo dos Produtos Vendidos 66.000 GABARITO: A Prof. José Jayme Moraes Junior 112 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Utilize os dados abaixo para responder as questões 41 a 48: A Cia. Barretos produziu 8.000 unidades de seu produto durante o período. Nesse período, foram vendidas 6.000 dessas unidades, ao preço unitário de R$ 10,00. As informações relativas às operações do período são as seguintes: Materiais Diretos = R$ 2,00 por unidade Mão-de-Obra Direta = R$ 1,00 por unidade Os custos indiretos de fabricação fixos correspondem a 60% do total dos custos indiretos de fabricação. Os custos e despesas fixos do período foram os seguintes: Aquecimento = R$ 1.000,00 Força = R$ 3.000,00 Manutenção = R$ 3.500,00 Depreciação de Equipamentos = R$ 2.500,00 Aluguel da Fábrica = R$ 6.000,00 Seguro da Fábrica = R$ 1.500,00 Mão-de-Obra Indireta = R$ 4.000,00 Reparos = R$ 2.500,00 Despesas com Vendas e Administrativas = R$ 10.000,00 A empresa não possuía estoque inicial de produtos. 41. Utilizando o custeio por absorção, o valor do custo dos produtos vendidos apurados no período foi de R$ 30.000,00. 42. Utilizando o custeio por absorção, o valor do lucro bruto apurado no período foi de R$ 12.000,00. 43. Utilizando o custeio por absorção, o resultado líquido apurado no período foi um prejuízo de R$ 4.000,00. 44. Utilizando o custeio por absorção, o valor do estoque final de produtos apurado no período foi de R$ 10.000,00. 45. Utilizando o custeio variável, o valor do custo dos produtos vendidos apurados no período foi de R$ 48.000,00. 46. Utilizando o custeio variável, o valor do lucro bruto apurado no período foi de R$ 12.000,00. 47. Utilizando o custeio variável, o resultado líquido apurado no período foi um lucro de R$ 2.000,00. 48. Utilizando o custeio variável, o valor do estoque final de produtos apurado no período foi de R$ 16.000,00. Prof. José Jayme Moraes Junior 113 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Resolução 41. Utilizando o custeio por absorção, o valor do custo dos produtos vendidos apurados no período foi de R$ 30.000,00. (I) Cálculo dos Custos Indiretos Variáveis: Custos Indiretos Fixos (60% do total) Aquecimento 1.000 Força 3.000 Manutenção 3.500 Depreciação de Equipamentos 2.500 Aluguel da Fábrica 6.000 Seguro da Fábrica 1.500 Mão-de-Obra Indireta 4.000 Reparos 2.500 24.000 Total dos Custos Indiretos = 24.000/60% = 40.000 Custos Indiretos Variáveis = 40% x 40.000 = 16.000 (II) Custeio por Absorção: Matéria-Prima Consumida = 8.000 unidades x R$ 2,00 16.000 Mão-de-Obra Direta = 8.000 x R$ 1,00 8.000 Custos Indiretos de Fabricação Custos Indiretos Fixos (60% do total) Aquecimento 1.000 Força 3.000 Manutenção 3.500 Depreciação de Equipamentos 2.500 Aluguel da Fábrica 6.000 Seguro da Fábrica 1.500 Mão-de-Obra Indireta 4.000 Reparos 2.500 24.000 Custos Indiretos Variáveis (40% do total) 16.000 Custo de Produção do Período 64.000 Como não há estoques iniciais e finais de produtos em elaboração, o custo de produção do período é igual ao custo da produção acabada no período: Custo Unitário da Produção Acabada no Período = 64.000/8.000 unidades Custo Unitário da Produção Acabada no Período = R$ 8,00 Custo dos Produtos Vendidos = 6.000 unidades vendidas x R$ 8,00 Custo dos Produtos Vendidos (CPV) = 48.000 Logo, o item está ERRADO. Prof. José Jayme Moraes Junior 114 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 42. Utilizando o custeio por absorção, o valor do lucro bruto apurado no período foi de R$ 12.000,00. Custeio por Absorção: Vendas = 6.000 unidades x R$ 10,00 60.000 (-) CPV (48.000) Lucro Bruto 12.000 Logo, o item está CORRETO. 43. Utilizando o custeio por absorção, o resultado líquido apurado no período foi um prejuízo de R$ 4.000,00. Custeio por Absorção: Vendas = 6.000 unidades x R$ 10,00 60.000 (-) CPV (48.000) Lucro Bruto 12.000 (-) Despesas de Vendas e Administrativas (10.000) Lucro Operacional Líquido 2.000 Logo, o item está ERRADO. 44. Utilizando o custeio por absorção, o valor do estoque final de produtos apurado no período foi de R$ 10.000,00. Custeio por Absorção: Estoque Final de Produtos Acabados = 2.000 unidades não vendidas x R$ 8,00 Estoque Final de Produtos Acabados = 16.000 Logo, o item está ERRADO. 45. Utilizando o custeio variável, o valor do custo dos produtos vendidos apurados no período foi de R$ 48.000,00. (I) Cálculo dos Custos Indiretos Variáveis: Custos Indiretos Fixos (60% do total) Aquecimento 1.000 Força 3.000 Manutenção 3.500 Depreciação de Equipamentos 2.500 Aluguel da Fábrica 6.000 Seguro da Fábrica 1.500 Mão-de-Obra Indireta 4.000 Reparos 2.500 24.000 Total dos Custos Indiretos = 24.000/60% = 40.000 Custos Indiretos Variáveis = 40% x 40.000 = 16.000 Prof. José Jayme Moraes Junior 115 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (II) Custeio Variável: Matéria-Prima Consumida = 8.000 unidades x R$ 2,00 16.000 Mão-de-Obra Direta = 8.000 x R$ 1,00 8.000 Custos Indiretos Variáveis (40% do total) 16.000 Custo de Produção do Período 40.000 Como não há estoques iniciais e finais de produtos em elaboração, o custo de produção do período é igual ao custo da produção acabada no período: Custo Unitário da Produção Acabada no Período = 40.000/8.000 unidades Custo Unitário da Produção Acabada no Período = R$ 5,00 Custo dos Produtos Vendidos = 6.000 unidades vendidas x R$ 5,00 Custo dos Produtos Vendidos (CPV) = 30.000 Logo, o item está ERRADO. 46. Utilizando o custeio variável, o valor do lucro bruto marginal apurado no período foi de R$ 12.000,00. Custeio por Absorção: Vendas = 6.000 unidades x R$ 10,00 60.000 (-) CPV (30.000) Lucro Bruto Marginal (Margem de Contribuição) 30.000 Logo, o item está ERRADO. 47. Utilizando o custeio variável, o resultado líquido apurado no período foi um lucro de R$ 2.000,00. Custeio por Absorção: Vendas = 6.000 unidades x R$ 10,00 60.000 (-) CPV (30.000) Lucro Bruto Marginal (Margem de Contribuição) 30.000 (-) Custos Indiretos Fixos (60% do total) Aquecimento 1.000 Força 3.000 Manutenção 3.500 Depreciação de Equipamentos 2.500 Aluguel da Fábrica 6.000 Seguro da Fábrica 1.500 Mão-de-Obra Indireta 4.000 Reparos 2.500 (24.000) (-) Despesas de Vendas e Administrativas (10.000) Prejuízo Operacional Líquido (4.000) Logo, o item está ERRADO. Prof. José Jayme Moraes Junior 116 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 48. Utilizando o custeio variável, o valor do estoque final de produtos apurado no período foi de R$ 16.000,00. Custeio por Absorção: Estoque Final de Produtos Acabados = 2.000 unidades não vendidas x R$ 5,00 Estoque Final de Produtos Acabados = 10.000 Logo, o item está ERRADO. 49. No segundo trimestre de 2002, a Indústria Esse de Produtos Fabris concluiu a produção de 600 unidades do item X2, tendo logrado vender 400 dessas unidades, ao preço unitário de R$ 120,00. No mesmo período foram coletadas as informações abaixo: - Custo Variável unitário R$ 20,00. - Total de Custos Fixos R$ 18.000,00. - Despesas variáveis de vendas de R$ 2,00 por unidade. - Inexistência de Estoque Inicial de Produtos no período. Com base nas informações acima, feitas as devidas apurações, pode-se dizer que: - Custo dos Produtos Vendidos; - Estoque Final de Produtos e - Lucro Líquido do período, calculados, respectivamente, por meio do Custeio por Absorção e do Custeio Variável, alcançaram os seguintes valores: (a) R$ 18.000,00; R$6.000,00; R$ 8.000,00; R$ 6.000,00; R$ 27.000,00; R$ 21.000,00. (b) R$ 16.000,00; R$ 4.000,00; R$ 12.000,00; R$ 3.000,00; R$ 26.500,00; R$ 20.500,00. (c) R$ 20.000,00; R$ 8.000,00; R$ 10.000,00; R$ 4.000,00; R$ 27.200,00; R$ 21.200,00. (d) R$15.000,00; R$ 5.000,00; R$ 14.000,00; R$ 8.000,00; R$ 25.400,00; R$ 23.200,00. (e) R$ 12.000,00; R$ 10.000,00; R$ 16.000,00; R$ 6.000,00; R$ 22.200,00; R$ 20.200,00. Resolução A) Custeio por Absorção: (I) Cálculo do Custo Total: Custo Variável Unitário = R$ 20,00 Custo Variável Total = R$ 20,00 x Unidades Produzidas Custo Variável Total = R$ 20,00 x 600 = R$ 12.000,00 Custo Total = Custos Fixos + Custos Variáveis Custo Total = 18.000 + 12.000 = R$ 30.000,00 Custo Unitário = Custo Total/Unidades Produzidas = 30.000/600 = R$ 50,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 117 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (II) Cálculo do Estoque Final: Estoque Inicial 0 Unidades Produzidas 600 (-) Unidades Vendidas (400) Estoque Final (EF) 200 Estoque Final (EF) = 200 x Custo Unitário = 200 x 50 = R$ 10.000,00 (III) Cálculo do Custo dos Produtos Vendidos (CPV): Custo dos Produtos Vendidos (CPV) = Custo Unitário x Unidades Vendidas Custo dos Produtos Vendidos (CPV) = 50 x 400 = R$ 20.000,00 (IV) Elaboração da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE): Receita de Vendas = 400 x R$ 120,00 48.000 (-) CPV (20.000) Lucro Bruto 28.000 (-) Despesas Variáveis = 400 x R$ 2,00 (800) Lucro Líquido do Período 27.200 B) Custeio Variável: custos fixos são tratados como despesas (I) Cálculo do Custo Total: Custo Variável Unitário = R$ 20,00 Custo Variável Total = R$ 20,00 x Unidades Produzidas Custo Variável Total = R$ 20,00 x 600 = R$ 12.000,00 Custo Total = Custos Variáveis = R$ 12.000,00 Custo Unitário = Custo Total/Unidades Produzidas = 12.000/600 = R$ 20,00 (II) Cálculo do Estoque Final: Estoque Inicial 0 Unidades Produzidas 600 (-) Unidades Vendidas (400) Estoque Final (EF) 200 Estoque Final (EF) = 200 x Custo Unitário = 200 x 20 = R$ 4.000,00 (III) Cálculo do Custo dos Produtos Vendidos (CPV): Custo dos Produtos Vendidos (CPV) = Custo Unitário x Unidades Vendidas Custo dos Produtos Vendidos (CPV) = 20 x 400 = R$ 8.000,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 118 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (IV) Elaboração da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE): Receita de Vendas = 400 x R$ 120,00 48.000 (-) Despesas Variáveis (800) (-) CPV (8.000) Margem de Contribuição 39.200 (-) Custos Fixos (18.000) Lucro Líquido do Período 21.200 GABARITO: C 50. A Fábrica de Coisas de Plástico trabalhava sua produção com base nos seguintes dados: - Capacidade de produção: 10.000 unidades. - Vendas: 8.000 unidades. - Preço de Venda: R$ 100,00 por unidade. Os custos incorridos na produção eram os seguintes: - Matéria-Prima: R$ 32,00 por unidade. - Mão-de-obra Direta: R$ 24,00 por unidade. - Custo indireto variável: R$ 8,00 por unidade. - Custo indireto fixo: R$ 80.000,00 por mês. As despesas administrativas e de vendas são: - Fixas: R$120.000,00 por mês. - Variáveis: 3% da receita bruta. A empresa trabalhava com estes indicadores quando recebeu uma proposta para fornecimento de 1.200 unidades durante os próximos 2 meses, ao preço unitário de R$ 70,00. A empresa convocou o Contador de Custos para decidir se poderia aceitar a proposta, mesmo sabendo que as despesas variáveis de vendas para esse pedido seriam de 5% da respectiva receita. Utilizando o conceito da margem de contribuição, pode-se concluir que (a) o pedido não deve ser aceito, pois o preço de venda da proposta é menor que o já praticado pela empresa. (b) o pedido não deve ser aceito, pois além de o preço de venda ser inferior ao já praticado pela empresa, o lucro diminuirá em função do aumento das despesas variáveis de 3% para 5%. (c) o pedido deve ser aceito, pois significará um aumento da ordem de R$ 1.000,00 no lucro final da empresa. (d) o pedido deve ser aceito, pois significará um aumento da ordem de R$ 3.000,00 no lucro final da empresa. (e) o pedido deve ser aceito, pois significará um aumento da ordem de R$ 4.000,00 no lucro final da empresa. Prof. José Jayme Moraes Junior 119 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Resolução Para analisar se a proposta de venda deve ser aceita ou não, deve-se calcular a Margem de Contribuição da referida proposta, conforme os passos abaixo: (I) Cálculo da Receita Bruta de Vendas: Receita Bruta de Vendas = Preço Unitário de Venda x Unidades Vendidas Receita Bruta de Vendas = R$ 70,00 x 1.200 unidades Receita Bruta de Vendas = R$ 84.000,00 (II) Cálculo dos custos variáveis: Matéria-Prima = Custo por unidade x Unidades Vendidas Matéria-Prima = 32 x 1.200 Matéria-Prima = R$ 38.400,00 Mão-de-Obra Direta = Custo por unidade x Unidades Vendidas Mão-de-Obra Direta = 24 x 1.200 Mão-de-Obra Direta = R$ 28.800,00 Custo Indireto Variável = Custo por unidade x Unidades Vendidas Custo Indireto Variável = 8 x 1.200 Custo Indireto Variável = R$ 9.600,00 Matéria-Prima R$ 38.400,00 Mão-de-Obra Direta R$ 28.800,00 Custo Indireto Variável R$ 9.600,00 Total R$ 76.800,00 (III) Cálculo das despesas variáveis: Despesas Variáveis = 5% x Receita Bruta de Vendas Despesas Variáveis = 5% x 84.000 Despesas Variáveis = R$ 4.200,00 (IV) Cálculo da Margem de Contribuição: Receita Bruta de Vendas 84.000 (-) Custos Variáveis (76.800) (-) Despesas Variáveis (4.200) Margem de Contribuição 3.000 GABARITO: D Prof. José Jayme Moraes Junior 120 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 51. A Marcenaria Greenwood S/A está produzindo mesas. No fim de setembro a linha de produção mantinha 300 unidades inacabadas, em fase média de processamento de 30%. No referido mês, o custo unitário de fabricação alcançou R$ 2.500,00. No mês seguinte, outubro de 2002, a fábrica conseguiu concluir 2.100 unidades e iniciar outras 500 unidades, deixando-as em fase de processamento com 50% de execução. O custo total desse mês foi de R$ 5.763.000,00. Com base nestas informações e sabendo-se que a empresa utiliza o critério PEPS para avaliação de custos e estoques, é correto afirmar que os elementos abaixo têm os valores respectivamente indicados. (a) Produção Acabada de outubro R$ 4.590.000,00; Produção em Andamento de setembro R$ 750.000,00; e Produção em Andamento de outubro R$ 657.500,00. (b) Produção Acabada de outubro R$ 5.350.500,00; Produção em Andamento de setembro R$ 225.000,00; e Produção em Andamento de outubro R$ 637.500,00. (c) Produção Acabada de outubro R$ 5.125.500,00; Produção em Andamento de setembro R$ 450.000,00; e Produção em Andamento de outubro R$ 687.500,00. (d) Produção Acabada de outubro R$ 4.815.000,00; Produção em Andamento de setembro R$ 350.000,00; e Produção em Andamento de outubro R$ 727.500,00. (e) Produção Acabada de outubro R$ 5.500.350,00; Produção em Andamento de setembro R$ 325.000,00; e Produção em Andamento de outubro R$ 673.500,00. Resolução (I) Cálculo da produção equivalente em setembro: Equivalente de Produção em Setembro = Percentual de Processamento x Quantidade de Unidades Inacabadas Equivalente de Produção em Setembro = 30% x 300 Equivalente de Produção em Setembro = 90 unidades (II) Cálculo da produção em Andamento de setembro: Produção em Andamento de Setembro = Equivalente de Produção x Custo Unitário de Fabricação Produção em Andamento de Setembro = 90 x 2.500 Produção em Andamento de Setembro = R$ 225.000,00 (III) Cálculo da produção equivalente em outubro (método PEPS): Equivalente de Produção em Outubro = Percentual de Processamento x Quantidade de Unidades Inacabadas Equivalente de Produção em Outubro = 70% x 300 + 100% x (2.100 – 300) + 50% x 500 Equivalente de Produção em Outubro = 210 + 1.800 + 250 Prof. José Jayme Moraes Junior 121 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Equivalente de Produção em Outubro = 2.260 unidades (IV) Cálculo do custo unitário em outubro: Custo Unitário de Fabricação = Custo Total de Fabricação em Outubro/Equivalente de Produção em Outubro Custo Unitário de Fabricação = 5.763.000/2.260 Custo Unitário de Fabricação = R$ 2.550,00 (V) Cálculo do custo do produto acabado em outubro: Produção em Andamento de Setembro 225.000 (+) Produção de Outubro = (210 + 1.800) x 2.550 5.125.500 Custo dos Produtos Acabados 5.350.500 (VI) Cálculo do custo dos produtos em elaboração em outubro: Custo dos Produtos em Elaboração = Unidades em Elaboração x Custo Unitário de Fabricação Custo dos Produtos em Elaboração = (50% x 500) x 2.55 Custo dos Produtos em Elaboração = R$ 637.500,00 GABARITO: B 52. A empresa Tarefeoir Ltda. fabrica seu principal produto por encomendas antecipadas. Nesse tipo de atividade, os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem de produção (ou encomenda). A apuração só ocorre quando do encerramento de cada ordem. Em 31.01.01 estavam em andamento as seguintes ordens de produção Ordem Produto Mat. Prima M. Obra CIF Total 001 R$ 30.000,00 R$ 12.000,00 R$ 20.000,00 R$ 62.000,00 002 R$ 100.000,00 R$ 40.000,00 R$ 50.000,00 R$ 190,000,00 Em fevereiro de 2001 os gastos com matéria-prima e mão-de-obra foram de: Ordem Produção Matéria-Prima Mão-de-obra 001 R$ 45.000,00 R$ 28.800,00 002 R$ 135.000,00 R$ 50.400,00 003 R$ 297.000,00 R$ 64.800,00 Total R$ 477.000,00 R$ 144.000,00 Os custos indiretos de fabricação no mês de fevereiro de 2001 totalizaram R$ 225.000,00 e foram apropriados proporcionalmente aos custos com a mão-de-obra. Sabendo-se que as Ordens 001 e 002 foram concluídas em fevereiro e foram faturadas aos clientes por R$ 350.000,00 e R$ 580.000,00, respectivamente, e que os produtos são isentos de tributação, pode-se afirmar, com certeza, que as referidas ordens geraram, respectivamente, Lucro Bruto no valor de Prof. José Jayme Moraes Junior 122 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (a) R$ 150.200,00 e R$ 130.350,00 (b) R$ 174.500,00 e R$ 140.300,00 (c) R$ 190.000,00 e R$ 173.800,00 (d) R$ 184.250,00 e R$ 148.300,00 (e) R$ 169.200,00 e R$ 125.850,00 Resolução: (I) Custeio por Absorção – Cálculo do Rateio dos Custos Indiretos: o rateio será proporcional aos custos da mão-de-obra Ordem 001: R$ 144.000,00 (total de mão-de-obra) ------ 100% R$ 28.800,00 (mão-de-obra da ordem 001) ------ X X = 28.800 x 100%/144.000 = 20% Custo Indireto (Ordem 001) = 20% x Valor Total dos Custos Indiretos Custo Indireto (Ordem 001) = 20% x 225.000 Custo Indireto (Ordem 001) = R$ 45.000,00 Ordem 002: R$ 144.000,00 (total de mão-de-obra) ------ 100% R$ 50.400,00 (mão-de-obra da ordem 001) ------ X X = 50.400 x 100%/144.000 = 35% Custo Indireto (Ordem 002) = 35% x Valor Total dos Custos Indiretos Custo Indireto (Ordem 002) = 35% x 225.000 Custo Indireto (Ordem 002) = R$ 78.750,00 (II) Cálculo dos Custos Totais das Ordens 001 e 002: Ordem 001: Matéria-Prima (Janeiro) 30.000 Mão-de-Obra (Janeiro) 12.000 CIF (Janeiro) 20.000 Matéria-Prima (Fevereiro) 45.000 Mão-de-Obra (Fevereiro) 28.800 CIF (Fevereiro) 45.000 Custo Total (Ordem 001) 180.800 Prof. José Jayme Moraes Junior 123 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Ordem 002: Matéria-Prima (Janeiro) 100.000 Mão-de-Obra (Janeiro) 40.000 CIF (Janeiro) 50.000 Matéria-Prima (Fevereiro) 135.000 Mão-de-Obra (Fevereiro) 50.400 CIF (Fevereiro) 78.750 Custo Total (Ordem 001) 454.150 (III) Cálculo do Lucro Bruto por Ordem: Ordem 001: Receita de Vendas 350.000 (-) Custo dos Produtos Vendidos (180.800) Lucro Bruto (Ordem 001) 169.200 Ordem 002: Receita de Vendas 580.000 (-) Custo dos Produtos Vendidos (454.150) Lucro Bruto (Ordem 001) 125.850 GABARITO: E 53. Para um ponto de equilíbrio financeiro de 2.000 unidades serão necessários, na seqüência, custos e despesas variáveis, custos e despesas fixas,preço unitário de venda,depreciação: (a) R$700,00 unitários; R$4.000.000,00; R$1.200,00 unitário; R$800.000,00 (b) R$750,00 unitários; R$1.400.000,00; R$1.050,00 unitário; R$845.000,00 (c) R$600,00 unitários; R$2.600.000,00; R$1.350,00 unitário; R$750.000,00 (d) R$650,00 unitários; R$3.900.000,00; R$1.225,00 unitário; R$625.000,00 (e) R$725,00 unitários; R$2.500.000,00; R$1.500,00 unitário; R$950.000,00 Resolução (I) Ponto de equilíbrio: é o nível de atividade da indústria no qual os custos e despesas totais se igualam às receitas totais. Ponto de Equilíbrio Contábil: corresponde à quantidade que equilibra a receita total com a soma dos custos e despesas relativos aos produtos vendidos. Ponto de Equilíbrio Econômico: corresponde à quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas acrescidos de uma remuneração sobre o capital investido pela empresa, que, normalmente, corresponde à taxa de juros de mercado multiplicada pelo capital (Custo de Oportunidade). Prof. José Jayme Moraes Junior 124 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Ponto de Equilíbrio Financeiro: corresponde à quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas que representam desembolso financeiro para a empresa. Por exemplo, os encargos de depreciação são excluídos do cálculo do ponto de equilíbrio financeiro. Ponto de Equilíbrio Contábil = lucro contábil da empresa é igual a zero. Receita de Vendas (-) Custos Variáveis (-) Despesas variáveis (=) Margem de contribuição (-) Custos Fixos (-) Despesas Fixas (=) zero. Ponto de Equilíbrio Financeiro = para calcular o ponto de equilíbrio financeiro a depreciação deve ser somada ao valor dos custos/despesas fixas, visto que, não saiu dinheiro para esta despesa. (II) Análise das Alternativas: Quantidade Calculada = 2.000 unidades (a) R$700,00 unitários; R$4.000.000,00; R$1.200,00 unitário; R$800.000,00 Custos e Despesas Variáveis = R$ 700,00 por unidade Custos Fixos = R$ 4.000.000,00 Preço de Venda = R$ 1.200,00 por unidade Depreciação = R$ 800.000,00 Receita de Vendas = 2.000 x 1.200 2.400.000 (-) Custos e Despesas Variáveis = 2.000 x 700 (1.400.000) (=) Margem de contribuição 1.000.000 (-) Custos Fixos (4.000.000) (+) Depreciação 800.000 (=) Prejuízo do Período (2.200.000) Ou seja, nesta alternativa a empresa estaria atuando abaixo do ponto de equilíbrio financeiro. Logo, a alternativa é FALSA. (b) R$750,00 unitários; R$1.400.000,00; R$1.050,00 unitário; R$845.000,00 Custos e Despesas Variáveis = R$ 750,00 por unidade Custos Fixos = R$ 1.400.000,00 Preço de Venda = R$ 1.050,00 por unidade Depreciação = R$ 845.000,00 Receita de Vendas = 2.000 x 1.050 2.100.000 (-) Custos e Despesas Variáveis = 2.000 x 750 (1.500.000) (=) Margem de contribuição 600.000 (-) Custos Fixos (1.400.000) (-) Despesas Fixas 845.000 (=) Lucro do Período 45.000 Prof. José Jayme Moraes Junior 125 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Ou seja, nesta alternativa a empresa estaria atuando acima do ponto de equilíbrio financeiro. Logo, a alternativa é FALSA. (c) R$600,00 unitários; R$2.600.000,00; R$1.350,00 unitário; R$750.000,00 Custos e Despesas Variáveis = R$ 600,00 por unidade Custos Fixos = R$ 2.600.000,00 Preço de Venda = R$ 1.350,00 por unidade Depreciação = R$ 750.000,00 Receita de Vendas = 2.000 x 1.350 2.700.000 (-) Custos e Despesas Variáveis = 2.000 x 600 (1.200.000) (=) Margem de contribuição 1.500.000 (-) Custos Fixos (2.600.000) (-) Despesas Fixas 750.000 (=) Prejuízo do Período (350.000) Ou seja, nesta alternativa a empresa estaria atuando abaixo do ponto de equilíbrio financeiro. Logo, a alternativa é FALSA. (d) R$650,00 unitários; R$3.900.000,00; R$1.225,00 unitário; R$625.000,00 Custos e Despesas Variáveis = R$ 650,00 por unidade Custos Fixos = R$ 3.900.000,00 Preço de Venda = R$ 1.225,00 por unidade Depreciação = R$ 625.000,00 Receita de Vendas = 2.000 x 1.225 2.450.000 (-) Custos e Despesas Variáveis = 2.000 x 650 (1.300.000) (=) Margem de contribuição 1.150.000 (-) Custos Fixos (3.900.000) (-) Despesas Fixas 625.000 (=) Prejuízo do Período (2.125.000) Ou seja, nesta alternativa a empresa estaria atuando abaixo do ponto de equilíbrio financeiro. Logo, a alternativa é FALSA. (e) R$725,00 unitários; R$2.500.000,00; R$1.500,00 unitário; R$950.000,00 Custos e Despesas Variáveis = R$ 725,00 por unidade Custos Fixos = R$ 2.500.000,00 Preço de Venda = R$ 1.500,00 por unidade Depreciação = R$ 950.000,00 (despesa fixa) Receita de Vendas = 2.000 x 1.500 3.000.000 Prof. José Jayme Moraes Junior 126 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (-) Custos e Despesas Variáveis = 2.000 x 725 (1.450.000) (=) Margem de contribuição 1.550.000 (-) Custos Fixos (2.500.000) (+) Depreciação 950.000 (=) Resultado do Período 0 Ou seja, esta alternativa atende aos requisitos do ponto de equilíbrio financeiro. Logo, a alternativa é VERDADEIRA. GABARITO: E Instruções: Considere as informações abaixo para responder as questões de número 54 e 55. Uma empresa inicia suas operações no mês de março de 2006. No final do mês produziu 12.100 unidades, sendo que 8.500 foram acabadas e 3.600 não foram acabadas. Os custos de matéria prima foram R$ 3.200.450,00. Os custos de mão-de-obra direta foram R$ 749.920,00 e os custos indiretos de fabricação foram R$ 624.960,00. A produção não-acabada recebeu os seguintes custos: 100% da matéria-prima, 2/3 da mão-de-obra e 3/4 dos custos indiretos de fabricação. Enunciado 54. Aplicando-se a técnica do equivalente de produção, o custo médio unitário do mês é: (a) R$ 544,80 (b) R$ 455,20 (c) R$ 410,25 (d) R$ 389,10 (e) R$ 355,20 Resolução Equivalente de produção: é utilizado no caso de produção contínua, que ocorre quando a empresa produz em série, para estoque e não para o atendimento de encomendas. Exemplos: indústria têxtil, indústria de produtos farmacêuticos, etc. (I) Dados da questão: Percentual de acabamento Materiais Diretos R$ 3.200.450,00 100% MOD R$ 749.920,00 67% (2/3) CIF R$ 624.960,00 75% (3/4) Total de custos R$ 4.575.330,00 (II) Cálculo do equivalente de produção de cada item: Materiais Diretos: Unidades Acabadas = 8.500 Prof. José Jayme Moraes Junior 127 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Unidades em Elaboração = 3.600 Produção Não Acabada recebeu 100% de materiais diretos Equivalente de Produção de Materiais Diretos = 8.500 + 100% x 3.600 = 12.100 Mão-de-Obra Direta (MOD): Unidades Acabadas = 8.500 Unidades em Elaboração = 3.600 Produção Não Acabada recebeu 67% de MOD Equivalente de Produção de Materiais Diretos = 8.500 + 67% x 3.600 Equivalente de Produção de Materiais Diretos = 8.500 + 2.400 = 10.900 Custos Indiretos de Fabricação (CIF): Unidades Acabadas = 8.500 Unidades em Elaboração = 3.600 Produção Não Acabada recebeu 75% de CIF Equivalente de Produção de Materiais Diretos = 8.500 + 75% x 3.600 Equivalente de Produção de Materiais Diretos = 8.500 + 2.700 = 11.200 (III) Cálculo do custo unitário de cada item: Materiais Diretos: Equivalente de Produção de Materiais Diretos = 12.100 Custo Total = R$ 3.200.450,00 Custo Unitário de Materiais Diretos = Equivalente de Produção de Materiais Diretos/Custo Total Custo Unitário de Materiais Diretos = 3.200.450/12.100 = R$ 264,50 Mão-de-Obra Direta (MOD): Equivalente de Produção de MOD = 10.900 Custo Total = R$ 749.920,00 Custo Unitário de MOD = Equivalente de Produção de MOD/Custo Total Custo Unitário de MOD = 749.920/10.900 = R$ 68,80 Custos Indiretos de Fabricação (CIF): Equivalente de Produção de CIF = 11.200 Custo Total = R$ 624.960,00 Custo Unitário de CIF = Equivalente de Produção de CIF/Custo Total Prof. José Jayme Moraes Junior 128 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Custo Unitário de CIF = 624.960/11.200 = R$ 55,80 (IV) Cálculo do custo unitário total médio do período: Custo Unitário de Materiais Diretos R$ 264,50 Custo Unitário de MOD R$ 68,80 Custo Unitário de CIF R$ 55,80 Custo Unitário Total Médio R$ 389,10 GABARITO: D 55. O valor da produção em processo no final do mês será: (a) R$ 1.125.432,00 (b) R$ 1.267.980,00 (c) R$ 1.380.444,00 (d) R$ 1.400.760,00 (e) R$ 1.525.740,00 Resolução (I) Cálculo do custo das unidades em elaboração por item Materiais Diretos: Equivalente de Produção de Materiais Diretos = 12.100 Unidades Acabadas = 8.500 Custo Total = R$ 3.200.450,00 Custo das Unidades Acabadas = Custo Total x Unidades Acabadas/ Equivalente de Produção de Materiais Diretos Custo das Unidades Acabadas = 3.200.450 x 8.500/12.100 Custo das Unidades Acabadas = R$ 2.248.250,00 Custo das Unidades em Elaboração = Custo Total – Custo das Unidades Acabadas Custo das Unidades em Elaboração = 3.200.450 – 2.248.250 Custo das Unidades em Elaboração (Materiais Diretos) = 952.200 Mão-de-Obra Direta (MOD): Equivalente de Produção de MOD = 10.900 Unidades Acabadas = 8.500 Custo Total = R$ 749.920,00 Custo das Unidades Acabadas = Custo Total x Unidades Acabadas/ Equivalente de Produção de MOD Custo das Unidades Acabadas = 749.920 x 8.500/10.900 Custo das Unidades Acabadas = R$ 584.800,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 129 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Custo das Unidades em Elaboração = Custo Total – Custo das Unidades Acabadas Custo das Unidades em Elaboração = 749.920 – 584.800 Custo das Unidades em Elaboração (MOD) = 165.120 Custos Indiretos de Fabricação (CIF): Equivalente de Produção de CIF = 11.200 Unidades Acabadas = 8.500 Custo Total = R$ 624.960,00 Custo das Unidades Acabadas = Custo Total x Unidades Acabadas/ Equivalente de Produção de CIF Custo das Unidades Acabadas = 624.960 x 8.500/11.200 Custo das Unidades Acabadas = R$ 474.300,00 Custo das Unidades em Elaboração = Custo Total – Custo das Unidades Acabadas Custo das Unidades em Elaboração = 624.960 – 474.300 Custo das Unidades em Elaboração (CIF) = 150.660 (II) Cálculo do custo total das unidades em elaboração Custo das Unidades em Elaboração (Materiais Diretos) 952.200 Custo das Unidades em Elaboração (MOD) 165.120 Custo das Unidades em Elaboração (CIF) 150.660 Custo Total das Unidades em Elaboração 1.267.980 GABARITO: B Com base nos dados abaixo responda as questões 56 a 61. A Cia. Maracanã apresenta os seguintes saldos, em seus livros contábeis e registros auxiliares de custos: Custos de despesas fixos durante o ano: - Depreciação de Equipamentos R$ 18.000,00 - Mão-de-Obra Direta e Indireta R$ 70.000,00 - Impostos e Seguros da Fábrica R$ 7.000,00 - Despesas com Vendas R$ 25.000,00 Custos e despesas variáveis por unidades: - Materiais Diretos R$ 450,00 - Embalagens R$ 105,00 - Comissões de Vendedores R$ 30,00 - Outros Custos e Despesas R$ 15,00 O preço de venda de cada unidade é de R$ 1.000,00. Prof. José Jayme Moraes Junior 130 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 56. Para se atingir o ponto de equilíbrio, devem ser produzidas e vendidas mais de 295 unidades por ano. 57. O valor da receita no ponto de equilíbrio é maior que R$ 250.000,00. 58. Caso a empresa queira obter um lucro de 25% sobre as receitas totais, deve produzir e vender mais de 850 unidades durante o ano. 59. O lucro obtido de 25% é maior que R$ 200.000,00. 60. O ponto de equilíbrio financeiro da companhia é maior que R$ 260.000,00. 61. Se a taxa de juros de mercado for de 20% ao ano e o patrimônio líquido da companhia corresponder a R$ 200.000,00, o ponto de equilíbrio econômico será maior que R$ 405.000,00. Resolução 56. Para se atingir o ponto de equilíbrio, devem ser produzidas e vendidas mais de 295 unidades por ano. (I) Cálculo do ponto de equilíbrio, em unidades: Ponto de Equilíbrio = (Custos Fixos + Despesas Fixas)/Margem de Contribuição Unitária Custos e Despesas Fixos: Depreciação de Equipamentos 18.000,00 Mão-de-Obra Direta e Indireta 70.000,00 Impostos e Seguros da Fábrica 7.000,00 Despesas com Vendas 25.000,00 Total 120.000,00 Custos e despesas variáveis por unidades: Materiais Diretos 450,00 Embalagens 105,00 Comissões de Vendedores 30,00 Outros Custos e Despesas 15,00 Total 600,00 Margem de Contribuição Unitária = Preço de Venda Unitário – (Custos Variáveis Unitários + Despesas Variáveis Unitárias) Margem de Contribuição Unitária = 1.000 – 600 = 400 Ponto de Equilíbrio = 120.000/400 = 300 unidades Logo, o item está CORRETO. Prof. José Jayme Moraes Junior 131 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 57. O valor da receita no ponto de equilíbrio é maior que R$ 250.000,00. Receita do Ponto de Equilíbrio = Preço de Venda x Quantidade Receita do Ponto de Equilíbrio = 1.000 x 300 = R$ 300.000,00. Logo, o item está CORRETO. 58. Caso a empresa queira obter um lucro de 25% sobre as receitas totais, deve produzir e vender mais de 850 unidades durante o ano. Para obter um lucro de 25% sobre as receitas totais, teríamos: Lucro Total = Receita Total – (Custos Totais + Despesas Totais) = 25% x Receita Total Receita Total = Preço de Venda x Quantidade = 1.000 x Quantidade Custos Totais + Despesas Totais = Custos Fixos + Despesas Fixas + Custos Variáveis + Despesas Variáveis Custos Totais + Despesas Totais = 120.000 + 600 x Quantidade 1.000 x Quantidade – (120.000 + 600 x Quantidade) = 0,25 x 1.000 x Quantidade 1.000 x Q – 120.000 – 600 x Q = 250 x Q 400 x Q – 250 x Q = 120.000 150 x Q = 120.000 Q = 800 unidades Logo, o item está ERRADO. 59. O lucro obtido de 25% é maior que R$ 200.000,00. Receita Total = 800 x 1.000 800.000 (-) Custo Total = 120.000 + 600 x 800 (600.000) Lucro Total 200.000 Logo, o item está ERRADO. 60. O ponto de equilíbrio financeiro da companhia é maior que R$ 260.000,00. Para calcular o ponto de equilíbrio financeiro, deve-se subtrair dos custos fixos o valor da depreciação, uma vez que não implica em desembolso. Custos Financeiros = Custos Fixos – Depreciação Custos Financeiros = 120.000 – 18.000 Custos Financeiros = 102.000 Margem de Contribuição Unitária = R$ 400,00 Preço de Venda = R$ 1.000,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 132 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Ponto de Equilíbrio Financeiro = Custos Financeiros/(Margem de Contribuição Unitária/Preço de Venda) Ponto de Equilíbrio Financeiro = 102.000/(400/1.000) Ponto de Equilíbrio Financeiro = R$ 255.000,00. Logo, o item está ERRADO. 61. Se a taxa de juros de mercado for de 20% ao ano e o patrimônio líquido da companhia corresponder a R$ 200.000,00, o ponto de equilíbrio econômico será maior que R$ 405.000,00. Capital Próprio 200.000 (x) Taxa de Juros do Mercado 20% Juros sobre o Capital Próprio 40.000 (+) Custos e Despesas Fixos 120.000 Custos Econômicos 160.000 Ponto de Equilíbrio Econômico = Custos Econômicos/(Margem de Contribuição Unitária/Preço de Venda) Ponto de Equilíbrio Econômico = 160.000/(400/1.000) Ponto de Equilíbrio Econômico = R$ 400.000,00. Logo, o item está ERRADO. 62. Assinale a opção correta com relação à análise custo versus volume lucro aplicada a empresas industriais. (a) A capacidade produtiva de uma empresa proporciona a quantidade máxima de produção de seus bens. Caso a empresa iguale a capacidade máxima de produção com a quantidade vendida, há a maximização do lucro, que corresponde ao valor máximo de lucro que a empresa poderá obter, independentemente de suas políticas de venda. (b) A receita e os custos variáveis podem apresentar uma função matemática linear ou uma função matemática não-linear. (c) Os custos variáveis não influenciam diretamente a margem de contribuição unitária, mas a margem de contribuição total ou plena. (d) O crescimento dos custos variáveis proporcionará um acréscimo na quantidade a ser produzida/vendida para manter o ponto de equilíbrio, desde que as demais variáveis permaneçam com seus valores imutáveis. (e) Os custos fixos são alocados aos produtos de maneira proporcional; assim, o custo de cada produto será menor em função da capacidade produtiva da empresa. Independentemente da venda das mercadorias/produtos, a indústria apropriará os custos fixos ao valor de seu estoque de mercadorias disponíveis para revenda. Prof. José Jayme Moraes Junior 133 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Resolução (a) A capacidade produtiva de uma empresa proporciona a quantidade máxima de produção de seus bens. Caso a empresa iguale a capacidade máxima de produção com a quantidade vendida, há a maximização do lucro, que corresponde ao valor máximo de lucro que a empresa poderá obter, independentemente de suas políticas de venda. O item está ERRADO, pois se a empresa iguala a capacidade máxima de produção com a quantidade vendida, há a maximização das vendas. Para haver a maximização dos lucros dependerá da política de vendas. (b) A receita e os custos variáveis podem apresentar uma função matemática linear ou uma função matemática não-linear. O item está CORRETO, pois as receitas e custos variáveis podem apresentar uma função matemática linear ou não-linear. (c) Os custos variáveis não influenciam diretamente a margem de contribuição unitária, mas a margem de contribuição total ou plena. O item está ERRADO, pois os custos variáveis influenciam a margem de contribuição unitária (receita bruta de vendas - custos e despesas variáveis = margem de contribuição). (d) O crescimento dos custos variáveis proporcionará um acréscimo na quantidade a ser produzida/vendida para manter o ponto de equilíbrio, desde que as demais variáveis permaneçam com seus valores imutáveis. Cálculo do Ponto de Equilíbrio: RT = CT = CF + CV PVu x Q = CF + CV () Q PVu = CFu + CVu CFu = PVu - CVu Logo: MCu = PVu – CVu = CFu  MCu = CFu Ponto de Equilíbrio em Quantidades: MCu = CFu = CF/Qpe  Qpe = CF/MCu Onde: Qpe = Quantidade no Ponto de Equilíbrio; CF = Custos Fixos; MCu = Margem de Contribuição Unitária Logo, se os custos variáveis aumentam, mantendo as demais variáveis constantes, a margem de contribuição diminui e, conseqüentemente, a quantidade de unidades produzidas/vendidas para manter o ponto de equilíbrio aumenta. Logo, o item está CORRETO. Prof. José Jayme Moraes Junior 134 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (e) Os custos fixos são alocados aos produtos de maneira proporcional; assim, o custo de cada produto será menor em função da capacidade produtiva da empresa. Independentemente da venda das mercadorias/produtos, a indústria apropriará os custos fixos ao valor de seu estoque de mercadorias disponíveis para revenda. Portanto, quanto maior for o custo fixo, menor será a necessidade de produção para a redução do custo fixo por unidade produzida. O item está ERRADO. Quanto maior o custo fixo, maior será a necessidade de produção para a redução do custo fixo por unidade produzida. GABARITO: ANULADA 63. Considere-se que a margem de contribuição de determinada entidade é de 30% em relação às suas vendas líquidas. Supondo-se que o imposto sobre as vendas seja de 25% e o imposto sobre o lucro, de 30%, caso essa entidade tenha custo fixo de R$ 30.000, ela deverá vender R$ 400.000, para que seu lucro líquido seja superior a 1 vez e meia ao seu custo fixo. Resolução Considerando os dados da questão e que a empresa venda R$ 400.000,00, teríamos: (=) Receita Operacional Bruta 400.000 (-) Imposto sobre Vendas = 25% x 400.000 (100.000) (=) Receita Líquida RL Logo, Receita Líquida = 400.000 – 100.000 = 300.000 Continuando: (-) Custo dos Produtos Vendidos (não é necessário, pois já foi informado que a margem de contribuição corresponde a 30% da Receita Líquida). (=) Margem de Contribuição = 0,3 x RL = 0,3 x 300.000 90.000 (-) Custos Fixos (30.000) (=) Lucro antes do IR 60.000 (-) IR = 30% x 60.000 (18.000) Lucro Líquido do Exercício (LLEx) 42.000 LLEx/Custos Fixos = 42.000/30.000 = 1,4 < 1,5 Logo, o item está ERRADO (entretanto, o gabarito definitivo da banca examinadora foi CORRETO). GABARITO: C Prof. José Jayme Moraes Junior 135 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 64. A firma Indústria & Comércio de Coisas forneceu ao Contador as seguintes informações sobre um de seus processos de fabricação: Estoque inicial de materiais R$ 2.000,00 Estoque inicial de produtos em processo R$ 0,00 Estoque inicial de produtos acabados R$ 4.500,00 Compras de materiais R$ 2.000,00 Mão-de-obra direta R$ 5.000,00 Custos indiretos de fabricação 70% da mão-de-obra direta ICMS sobre compras e vendas 15% IPI sobre a produção alíquota zero Preço unitário de venda R$ 80,00 Estoque final de materiais R$ 1.400,00 Estoque inicial de produtos acabados 75 unidades Produção completada 150 unidades Produção iniciada 200 unidades Fase atual de produção 60% Produção vendida 100 unidades Fazendo-se os cálculos corretos atinentes à produção acima exemplificada podemos dizer que: (a) a margem de lucro sobre o preço líquido foi de 10% (b) o lucro bruto alcançado sobre as vendas foi de R$ 1.400,00 (c) o lucro bruto alcançado sobre as vendas foi de R$ 8.000,00 (d) o custo dos produtos vendidos foi de R$ 6.000,00 (e) o custo dos produtos vendidos foi de R$ 7.200,00 Resolução I – Cálculo do Custo dos Produtos Vendidos Dados da Questão: Estoque Inicial de Produtos Acabados = R$ 4.500,00 (em valores monetários) Estoque Inicial de Produtos Acabados = 75 unidades (em quantidades) Com essa informação é possível calcular o custo unitário dos produtos acabados, que é de R$ 60,00 (4.500/75). Como a quantidade vendida foi de 100 unidades, o CPV é de R$ 6.000 (60 x 100). II – Cálculo do Lucro Bruto Receita Bruta de Vendas = 100 unidades x R$ 80,00 8.000 (-) ICMS s/ Vendas = 15% x 8.000 (1.200) Receita Líquida de Vendas 6.800 (-) CPV (6.000) Lucro Bruto 800 III – Cálculo da Margem Bruta: Margem Bruta = Lucro Bruto/Vendas Líquidas = 800/6.800 = 11,8 % Prof. José Jayme Moraes Junior 136 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Solução inicial (sem resposta): que considero mais correta: I – Cálculo do custo de aquisição das compras de materiais diretos Compras de materiais 2.000 (-) ICMS = 15% x 2.000 (300) Custo das Compras 1.700 II – Cálculo do custo da produção do período Estoque inicial de materiais diretos 2.000 (+) Custo de Aquisição das compras de materiais diretos 1.700 (-) Estoque final de materiais diretos (1.400) (=) Materiais Diretos Consumidos (MD) 2.300 (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) 5.000 (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) = 70% x 5.000 3.500 (=) Custo de Produção do Período (CPP) 10.800 III - Determinação do Equivalente de Produção: Produtos Acabados 150 unidades Produtos em Elaboração 200 unidades x 60% (fase atual de produção) Equivalente de Produção do Período 270 unidades Cálculo do custo médio por unidade acabada: Custo Médio = 10.800/270 unidades = R$ 40,00 por unidade III – Cálculo do estoque final dos produtos em elaboração Quantidade de Produtos em Elaboração = 200 x 60% = 120 Estoque Final de Produtos em Elaboração = 120 unidades x R$ 40,00 = R$ 4.800,00 IV – Cálculo do estoque final dos produtos acabados Estoque Final de Produtos Acabados = EI + Produtos Acabados – Vendas = 75 + 150 – 100 Estoque Final de Produtos Acabados = 225 –100 = 125 Estoque Final de Produtos Acabados = 125 x 40 = R$ 5.000,00 V – Cálculo do custo dos produtos vendidos (=) Custo de Produção do Período (CPP) 10.800 (+) Estoque inicial de produtos em elaboração 0 (-) Estoque final de produtos em elaboração (4.800) (=) Custo da Produção Acabada 6.000 (+) Estoque inicial de produtos acabados 4.500 (-) Estoque final de produtos acabados (5.000) Custo dos Produtos Vendidos (CPV) 5.500 Prof. José Jayme Moraes Junior 137 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos VI – Cálculo do Lucro Bruto Receita Bruta de Vendas = 100 unidades x R$ 80,00 8.000 (-) ICMS s/ Vendas = 15% x 8.000 (1.200) Receita Líquida de Vendas 6.800 (-) CPV (5.500) Lucro Bruto 1.300 GABARITO: D 65. A Cia. Roupas de Festa coloca no mercado seu produto principal ao preço unitário de R$ 86,75, isento de IPI, mas com ICMS de 17%. O custo variável nessa produção alcança R$ 54,00. A Cia. está conseguindo vender 1.200 peças mensais, mas com isto não tem obtido lucros, apenas tem alcançado o ponto de equilíbrio. A firma acaba de obter uma redução de R$ 9,00 por unidade fabricada no custo da mão-de-obra direta, mas só conseguirá reduzir o preço de venda para R$ 79,52. Se esta empresa produzir e vender, no mesmo mês, duas mil unidades de seu produto nas condições especificadas, podemos dizer que obterá um lucro bruto de (a) R$ 2.400,00 (b) R$ 20.400,00 (c) R$ 21.600,00 (d) R$ 29.440,00 (e) R$ 42.000,00 Resolução I – Cálculo dos custos variáveis (CV) e custos fixos (CF) Preço Unitário 86,75 (-) ICMS = 17% x 86.75 (14,75) 72,00 CV = 54 x 1.200 unidades = 64.800 CF = 18 x 1.200 unidades = 21.600 Novo Preço de Venda 79,52 (-) ICMS = 17% x 79,52 (13.52) 66,00 CPV = 66,00 x 2.000 unidades = 132.000 Nova situação: CV = 54 – 9 = 45,00 CVT = 45 x 2.000 = 90.000 (+) CF 21.600 (=) CT............................... 111.600 Lucro = 132.000 – 111.600 = 20.400 GABARITO: B Prof. José Jayme Moraes Junior 138 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 66. A Cia. Boa Vista fabrica e vende os produtos A e B, durante um determinado mês, o departamento fabril reporta para a contabilidade o seguinte relatório da produção: CUSTOS PRODUTO A PRODUTO B VALOR TOTAL Matéria Prima 1.600.000 2.000.000 3.600.000 Mão-de-Obra Direta 1.200.000 800.000 2.000.000 Unidades Produzidas no Período 10.000 Und. 8.000 Und. 18.000 Und. CIF - Custos Indiretos de Produção 5.000.000 Se a empresa distribui os CIF com base nos custos diretos de produção, os custos unitários dos produtos “A” e “B” são respectivamente: (a) R$ 675,25 e R$ 705,00 (b) R$ 670,50 e R$ 675,25 (c) R$ 662,50 e R$ 570,50 (d) R$ 545,25 e R$ 530,00 (e) R$ 530,00 e R$ 662,50 Resolução Custos Diretos de Produção (Valor Total) = 3.600.000 + 2.000.000 Custos Diretos de Produção (Valor Total) = 5.600.000 Proporção do Custo do Produto A = (1.600.000 + 1.200.000)/5.600.000 Proporção do Custo do Produto A = 50% Proporção do Custo do Produto B = (2.000.000 + 800.000)/5.600.000 Proporção do Custo do Produto B = 50% Custo Unitário do Produto A = (1.600.000 + 1.200.000 + CIF x 50%)/10.000 unidades Custo Unitário do Produto A = (2.800.000 + 2.500.000)/10.000 = R$ 530,00 Custo Unitário do Produto B = (2.000.000 + 800.000 + CIF x 50%)/10.000 unidades Custo Unitário do Produto B = (2.800.000 + 2.500.000)/8.000 = R$ 662,50 GABARITO: E Enunciado para a resolução das questões 67 e 68. A Cia. Jurema fabrica e vende os produtos “A” e “B”; no mês de junho do corrente ano, o departamento fabril da empresa reporta internamente para a contabilidade um relatório de produção contendo os seguintes dados: I. Posição dos Estoques Iniciais, em 01.06.2006: Estoques Iniciais: Valores em R$ Matéria Prima 50.000 Produtos em Elaboração A 150.000 Produtos em Elaboração B 80.000 100 unidades acabadas do Produto A 20.000 40 unidades acabadas do Produto B 5.000 Prof. José Jayme Moraes Junior 139 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos II. Itens inventariados ao final do mês: Estoques Finais: Totais Matéria Prima R$ 150.000 Produtos em Elaboração A R$ 100.000 Produto em Elaboração B R$ 50.000 Unidades Acabadas do Produto A 200 unidades Unidades Acabadas do Produto B 100 unidades III. Itens requisitados, consumidos, gastos ou desembolsados no mês: Gastos e desembolsos no mês: Valores em R$ Compras efetivas de Matéria Prima 900.000 Compra de Insumos Fabris 200.000 Mão-de-Obra 720.000 Custos Indiretos de Fabricação 1.800.000 IV. Demais dados de produção: Outros Dados Fabris Produto A Produto B Atribuição dos custos: Materiais diretos 60% 40% Mão-de-Obra 50% 50% CIF 80% 20% Quantidades Produzidas 10.000 Unidades 8.000 Unidades Levando em conta os dados anteriormente fornecidos, responda os questionamentos relativos aos produtos no mês de junho de 2006. 67. O custo unitário de produção dos produtos “A” e “B” é, respectivamente: (a) R$ 245,00 e R$ 143,75 (b) R$ 240,75 e R$ 143,00 (c) R$ 220,05 e R$ 135,00 (d) R$ 200,00 e R$ 125,00 (e) R$ 143,75 e R$ 115,25 Resolução I – Produto A: Outros Dados Fabris Produto A Atribuição dos custos: Materiais diretos 60% x (900.000 + 200.000) = 660.000 Mão-de-Obra 50% x 720.000 = 360.000 CIF 80% x 1.800.000 = 1.440.000 Quantidades Produzidas 10.000 unidades Estoque inicial de materiais diretos = 60% x 50.000 30.000 (+) Custo de Aquisição das compras de materiais diretos 660.000 (-) Estoque final de materiais diretos = 60% x 150.000 (90.000) (=) Materiais Diretos Consumidos (MD) 600.000 Prof. José Jayme Moraes Junior 140 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) 360.000 (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) 1.440.000 (=) Custo de Produção do Período (CPP) 2.400.000 (+) Estoque inicial de produtos em elaboração 150.000 (-) Estoque final de produtos em elaboração (100.000) (=) Custo da Produção Acabada 2.450.000 Custo Unitário da Produção Acabada de “A” = 2.450.000/10.000 = 245 II – Produto B: Outros Dados Fabris Produto B Atribuição dos custos: Materiais diretos 40% x (900.000 + 200.000) = 440.000 Mão-de-Obra 50% x 720.000 = 360.000 CIF 20% x 1.800.000 = 360.000 Quantidades Produzidas 8.000 unidades Estoque inicial de materiais diretos = 40% x 50.000 20.000 (+) Custo de Aquisição das compras de materiais diretos 440.000 (-) Estoque final de materiais diretos = 40% x 150.000 (60.000) (=) Materiais Diretos Consumidos (MD) 400.000 (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) 360.000 (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) 360.000 (=) Custo de Produção do Período (CPP) 1.120.000 (+) Estoque inicial de produtos em elaboração 80.000 (-) Estoque final de produtos em elaboração (50.000) (=) Custo da Produção Acabada 1.150.000 Custo Unitário da Produção Acabada de “B” = 1.150.000/8.000 = 143,75 GABARITO: A 68. No período, o total custo dos produtos vendidos pelo critério PEPS – Primeiro que entra primeiro que sai é: (a) R$ 3.265.565 (b) R$ 3.600.025 (c) R$ 3.625.105 (d) R$ 3.561.625 (e) R$ 3.651.005 Resolução (+) 100 unidades acabadas do Produto A 20.000 (+) Quantidades produzidas do Produto A 245 x 10.000 (-) Estoque Final de unidades acabadas do Produto A (245 x 200) (+) 40 unidades acabadas do Produto B 5.000 (+) Quantidades produzidas do Produto B 143,75 x 8.000 (-) Estoque Final de unidades acabadas do Produto B (143,75 x 100) Custo dos Produtos Vendidos 3.561.625 Prof. José Jayme Moraes Junior 141 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos GABARITO: D Com base nas informações abaixo, responda as questões 69 e 70. A empresa Boas Festas produz painéis artísticos natalinos que tradicionalmente são vendidos no final do ano, na loja da própria fábrica a R$ 700,00/por unidade. Para fabricar esse produto a empresa incorre nos seguintes custos e despesas: Custos e Despesas Variáveis R$ 500,00/ por unidade Custos e Despesas Fixas R$ 400.000,00/ por período O produto tem excelente aceitação no mercado e normalmente a empresa produz e vende 2.500 unidades por período, com muita tranqüilidade. Neste ano a empresa recebe uma proposta de vender também seus produtos, em um shopping no centro da cidade e aumentar suas vendas em 40%. A plataforma produtiva existente na empresa é suficiente para suportar o aumento previsto, sem necessidade de alteração; no entanto é necessário investir em capital de giro, providenciar instalações comerciais e a locação por dois meses de um ponto comercial. O orçamento desses gastos adicionais é de R$ 100.000,00. 69. Aceitando a proposta, quantas unidades a empresa deverá vender para equilibrar o seu resultado? (a) 3.500 unidades (b) 3.000 unidades (c) 2.500 unidades (d) 1.000 unidades (e) 500 unidades Resolução Preço de Venda = 700 Custos variáveis +Despesas variáveis = 500 por unidade Custos fixos + Despesas fixas = 400.000 Preço de Equilíbrio = 400.000/700 – 500 = 2000 Aumentando as vendas em 40% e aplicando os custos adicionais: Preço de Venda = 700 Custos variáveis +Despesas variáveis = 500 por unidade Custos fixos + Despesas fixas = 400.000 + 100.000 = 500.000 Preço de Equilíbrio Final =500.000/700 – 500 = 2500 GABARITO: C 70. Se a empresa restringir suas vendas apenas à loja da fábrica, pode-se afirmar que (a) operaria com uma margem de segurança de 20%. (b) apuraria um lucro de R$ 50.000. (c) registraria prejuízo, se vender 2.200 unidades. (d) trabalharia com equilíbrio, se vender 2.300 unidades. (e) obteria uma alavancagem operacional de 1,15 vezes. Prof. José Jayme Moraes Junior 142 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Resolução (a) Margem de Seguranção = (Quantidade –Quantidade de Equilíbrio)/Quantidade =(2500- 2000)/2500= 500/2500 = 20% (b) Lucro =Margem de Contribuição Unitária x Quantidade – Custos Fixos Lucro =(700-500) x 2500 – 400.000 Lucro =200 x 2500 - 400.000 Lucro =100.000 (c) Como vimos na questão anterior, o ponto de equilíbrio é igual a 2.000. Logo, só haveria prejuízo se as vendas estivessem abaixo disso. (d) O equilíbrio se dá na venda de 2000 unidades. (e) Grau de Alavancagem Operacional = 1/Margem de Segurança = 1/0,20 = 5 GABARITO: A contas R$ Estoque inicial de produtos em elaboração 0 Estoque inicial de produtos acabados 0 Receita líquida 92.000 Materiais diretos consumidos 16.320 Mão-de-obra direta 9.800 Depreciação dos equipamentos utilizados na área de 3.460 produção Mão-de-obra indireta 6.600 Energia elétrica consumida na área de produção 2.900 Comissão de vendedores 920 Outros custos indiretos 4.300 Frete sobre vendas 2.200 Impostos sobre vendas 18.000 Estoque final de produtos acabados 0 Lucro bruto 48.620 Considerando os dados referentes a uma empresa apresentados na tabela acima, julgue os itens a seguir. 71. Considerando que a empresa utiliza o custeio por absorção, a conta estoque de produtos em elaboração apresentará, no final do período, saldo zero. I – Cálculo do Custo dos Produtos Vendidos (CPV): Receita Líquida de Vendas 92.000 (-) CPV CPV Lucro Bruto 48.620 92.000 – CPV = 48.620 => CPV = 92.000 – 48.620 = 43.380 Prof. José Jayme Moraes Junior 143 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Estoque inicial de materiais diretos (+) Custo de Aquisição das compras de materiais diretos (-) Estoque final de materiais diretos (=) Materiais Diretos Consumidos (MD) 16.320 (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) 9.800 (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) (+) Mão-de-obra Indireta 6.600 (+) Energia Elétrica Consumida na Produção 2.900 (+) Depreciação de Eqptos da Produção 3.460 (+) Outros custos indiretos 4.300 (=) Custo de Produção do Período (CPP) 43.380 (+) Estoque inicial de produtos em elaboração 0 (-) Estoque final de produtos em elaboração EFPE (=) Custo da Produção Acabada (+) Estoque inicial de produtos acabados 0 (-) Estoque final de produtos acabados 0 Custo dos Produtos Vendidos (CPV) 43.380 43.380 – EFPE = 43.380 => EFPE = 0 O item está CORRETO. (*) Comissão de Vendedores e Frete sobre Vendas são despesas. 72. Em ambos os métodos de custeio, absorção e variável, o lucro operacional, para esta empresa, apresenta o mesmo valor. I – Método de Custeio por Absorção Lucro Bruto 48.620 (-) Frete sobre Vendas (2.200) (-) Comissões de Vendedores (920) Lucro Operacional 45.500 II – Método de Custeio Variável (+) Insumos Consumidos 16.320 (+) Custos Variáveis (+) Energia Elétrica Consumida na Produção 2.900 (+) Despesas Variáveis (+) Comissão de Vendedores 920 (+) Frete sobre Vendas 2.200 (+) Estoque inicial de produtos em elaboração 0 (-) Estoque final de produtos em elaboração 0 (+) Estoque inicial de produtos acabados 0 (-) Estoque final de produtos acabados 0 Custo dos Produtos Vendidos 22.340 Prof. José Jayme Moraes Junior 144 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Receita Líquida 92.000 (-) Custo dos Produtos Vendidos (22.340) (=) Margem de Contribuição 69.660 (-) Custos Fixos (-) Mão-de-Obra Direta (MOD) (9.800) (-) Mão-de-obra Indireta (6.600) (-) Depreciação de Eqptos da Produção (3.460) (-) Outros custos indiretos (4.300) Lucro Operacional 45.500 O item está CORRETO. 73. Considerando que os custos e despesas variáveis totalizam R$ 32.140,00 então o valor da margem de contribuição evidenciada na demonstração de resultado pelo método do custeio variável será de R$ 41.860,00. Materiais diretos consumidos: 16.320 Mão-de-obra direta: 9.800 Energia elétrica: 2.900 Comissão vendedores: 920 Frete sobre vendas: 2.200 TOTAL: 32.140 (+) Custos e Despesas Variáveis 32.140 (+) Estoque inicial de produtos em elaboração 0 (-) Estoque final de produtos em elaboração 0 (+) Estoque inicial de produtos acabados 0 (-) Estoque final de produtos acabados 0 Custo dos Produtos Vendidos 32.140 Receita Líquida 92.000 (-) Custo dos Produtos Vendidos (32.140) (=) Margem de Contribuição 59.860 O item está ERRADO. Julgue os itens a seguir, relativos a métodos de custeio. 74. No custeio baseado por atividades, por meio dos direcionadores de custos, os custos indiretos são atribuídos às atividades, para posteriormente serem atribuídos aos objetos de custos. O item está CORRETO. 75. Apesar das diferenças existentes entre o custeio por absorção e o custeio baseado por atividades, o resultado operacional da empresa deverá apresentar o mesmo valor em ambos os métodos, havendo ou não estoque final. A afirmativa somente é válida para estoque final nulo. O item está ERRADO. Prof. José Jayme Moraes Junior 145 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Enunciado das questões 76 e 77 Componentes diretos Valor (R$) Matéria-prima consumida 10.000 Componentes diretos 8.000 Custos indiretos de fabricação 3.500 Despesas de salários 3.135 Despesas financeiras 4.052 Despesas operacionais 3.500 Eletricidade da fábrica 6.549 Estoque final de produtos acabados 6.352 Estoque final de produtos em elaboração 2.248 Estoque inicial de produtos acabados 8.137 Estoque inicial de produtos em elaboração 10.541 Gastos com a segurança eletrônica do escritório 3.780 Gastos com marketing e propaganda 3.691 Gastos com o setor de manutenção da fábrica 4.578 Gastos com salário dos motoristas do escritório 5.241 Manutenção das máquinas da fábrica 2.147 Mão-de-obra direta 8.500 Mão-de-obra indireta 6.500 Receita do período 150.000 Telecomunicações do departamento de vendas 3.749 Uma empresa que fabrica um único produto e que apresenta carga tributária de 18% sobre a receita e de 24% sobre o lucro expôs as informações de seu departamento de produção, que estão listadas no quadro acima. 76. Nessa empresa, o valor do custo da produção acabada é igual a (a) R$ 49.774 (b) R$ 49.371 (c) R$ 58.067 (d) R$ 66.204. Resolução Como nada foi dito, deveremos utilizar o método de custeio por absorção. (=) Materiais Diretos Consumidos (MD) Matéria-prima consumida 10.000 Componentes diretos 8.000 (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) 8.500 (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) 3.500 Eletricidade da fábrica 6.549 Gastos com setor manutenção da fábrica 4.578 Manutenção das máquinas da fábrica 2.147 Mão-de-obra indireta 6.500 (=) Custo de Produção do Período (CPP) 49.774 (+) Estoque inicial de produtos em elaboração 10.541 (-) Estoque final de produtos em elaboração (2.248) (=) Custo da Produção Acabada 58.067 Prof. José Jayme Moraes Junior 146 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos GABARITO: C 77. Na empresa, o valor do custo dos produtos vendidos é igual a (a) R$ 53.127. (b) R$ 63.352. (c) R$ 59.852. (d) R$ 55.274. Resolução (=) Custo da Produção Acabada 58.067 (+) Estoque inicial de produtos acabados 8.137 (-) Estoque final de produtos acabados (6.352) Custo dos Produtos Vendidos (CPV) 59.852 GABARITO: C 78. Qual das relações abaixo inclui, somente custos indiretos? (a) Material indireto, manutenção e mão-de-obra direta. (b) Material indireto, honorários da diretoria e comissão de vendedores. (c) Material indireto, salários da supervisão e aluguel da fábrica. (d) Combustível, energia elétrica e matéria-prima. (e) Salários da supervisão, depreciação de máquinas e mão-de-obra direta. Resolução (a) Material indireto, manutenção e mão-de-obra direta. Material indireto: custo indireto Manutenção e Mão-de-Obras Direta: custo direto (b) Material indireto, honorários da diretoria e comissão de vendedores. Material indireto: custo indireto Honorários da diretoria: despesas operacionais Comissão de vendedores: despesas operacionais (c) Material indireto, salários da supervisão e aluguel da fábrica. Todos são custos indiretos. (d) Combustível, energia elétrica e matéria-prima. Se considerarmos que são todos consumidos na produção: custos diretos (e) Salários da supervisão, depreciação de máquinas e mão-de-obra direta. Salários da Supervisão: custo indireto Depreciação de Máquinas: custo direto Mão-de-Obra Direta: custo direto GABARITO: C Prof. José Jayme Moraes Junior 147 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 79. Dados extraídos da contabilidade da empresa Amarelo & Verde Ltda., em reais: Vendas 200.000,00 Mão-de-obra Direta 24.000,00 Mão-de-obra Indireta 25.000,00 Luz e Força da Fábrica 8.500,00 Materiais Diversos da Fábrica 1.500,00 Seguro de Fábrica 1.300,00 Salários de Vendedores 10.500,00 Depreciação das Máquinas da Fábrica 9.200,00 Despesas de Viagens 10.000,00 Publicidade e Propaganda 8.500,00 Salários do Escritório Central 15.000,00 Despesas Diversas do Escritório 2.400,00 Lucro Operacional do Exercício 18.000,00 INVENTÁRIOS INICIAL FINAL Matéria-prima 8.000,00 7.000,00 Produtos em Processo 6.000,00 5.000,00 Produtos Acabados 5.000,00 4.000,00 Com base nos dados acima, o valor das compras de matéria-prima no período, em reais, foi (a) 45.500,00 (b) 63.100,00 (c) 65.500,00 (d) 73.600,00 (e) 88.500,00 Resolução Estoque Inicial de Matérias-Primas 8.000 (+) Compras do Período C (-) Estoque Final de Matérias-Primas (7.000) Materiais Diretos Consumidos (MD) 1.000 + C (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) 24.000 (+) Custos Indiretos de Fabricação Mão-de-obra Indireta 25.000 Materiais Diversos da Fábrica 1.500 (+) Luz e Força da Fábrica 8.500 (+) Deprec. das Máq. da Fábrica 9.200 (+) Seguro de Fábrica 1.300 Custo de Produção do Período 70.500 + C (+) EI de Prod. em Elaboração 6.000 (-) EF de Prod. em Elaboração (5.000) Custo da Produção Acabada 71.500 + C (-) EI de Prod. Acabados 5.000 (-) EF de Prod. Acabados (4.000) Custo dos Produtos Vendidos (CPV)72.500 + C Prof. José Jayme Moraes Junior 148 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Agora, vamos elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício: Vendas 200.000 (-) CPV (72.500 + C) Lucro Bruto 127.500 - C (-) Despesas de Viagens (10.000) (-) Publicidade e Propaganda (8.500) (-) Salários do Escritório Central (15.000) (-) Salários dos Vendedores (10.500) (-) Despesas Diversas do Escritório (2.400) Lucro Operacional do Exercício 18.000 => 117.000 – C – 10.000 – 8.500 – 15.000 – 2.400 = 18.000 => => C = 63.100 GABARITO: B 80. Dados extraídos da contabilidade de custos da Empresa Areia & Pedra Ltda., em reais: • Preço de venda unitário R$ 10,00 • Custo e despesa variável unitária R$ 5,00 • Custo e despesas fixas mensais R$ 500.000,00 • Volume de vendas médio mensal 150.000 unidades Com base nos dados acima, a margem de segurança da empresa é de (a) 10,00% (b) 23,66% (c) 25,75% (d) 33,33% (e) 36,67% Resolução I – Cálculo do Ponto de Equilíbrio (em quantidades): No ponto de equilíbrio, temos: Receita Total = Custo Total Qpe = quantidade no ponto de equilíbrio => Preço de Vendas x Qpe = Custos e Desp. Variáveis Unitários x Qpe + Custos e Despesas Fixas Mensais => => 10 x Qpe = 5 x Qpe + 500.000 => 5 x Qpe = 500.000 => Qpe = 100.000 II – Cálculo da Margem de Segurança: Margem de Segurança = (Volume de Vendas Médio Mensal – Qpe)/Volume de Vendas Médio Mensal Margem de Segurança = (150.000 – 100.000)/150.000 = 33,33% GABARITO: D Prof. José Jayme Moraes Junior 149 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 81. Dados extraídos da contabilidade de custos da Empresa Neve & Geada Ltda.: Itens Custo-Padrão Custo Real Matéria-prima X 2,50kg a 3,00kg = 7,50 2.55kg a 3,10kg = 7,905 Mão-de-Obra Direta 0,5h a 8,00h = 4,00 0,6h a 7,90h =4,74 Custos Indiretos de Produção 2,00 por unidade 2,10 por unidade Variáveis Custos Indiretos de Produção 1.200.000,00 1.150.000,00 Fixos Unidades Produzidas 60.000U 58.500U Sabe-se que o estudo das variações do custo-padrão em relação aos custos indiretos de produção (CIP) contempla a variação de volume e a variação de custos. Com base nos dados acima, a variação de volume, identificada nos custos indiretos de produção variáveis, em reais, foi (a) 3.000,00 desfavorável (b) 2.850,00 desfavorável (c) 2.850,00 favorável (d) 3.000,00 favorável (e) 5.850,00 favorável Resolução A questão deseja saber a variação de volume identificada nos custos indiretos variáveis: Custo-Padrão = Custos Indiretos Variáveis x Unidades Produzidas Custo-Padrão = 2,00 x 60.000 = 120.000 Custo Real = Custos Indiretos Variáveis x Unidades Produzidas Custo Real = 2,10 x 58.500 = 122.850 Entendo que a resposta deveria ser 2.850 desfavorável (alternativa “b”), pois houve um custo real de 122.850, contra um custo-padrão de 120.000. Contudo, a questão não foi anulada. GABARITO: D 82. O Gerente de Custos da Cia. Industrial Tamoio S/A, durante a apuração do custo dos produtos do mês, chegou aos seguintes números, em reais: Custos Produto A Produto B Produto C Total dos Custos Diretos Matéria-Prima 80.000,00 120.000,00 200.000,00 400.000,00 Mão-de-Obra Direta 22.000,00 47.000,00 21.000,00 90.000,00 Energia Elétrica 18.000,00 23.000,00 9.000,00 50.000,00 Direta Soma 120.000,00 190.000,00 230.000,00 540.000,00 Sabendo-se que os custos indiretos usualmente alocado aos produtos por rateio, com base no custo da matéria-prima, totalizaram o valor de R$ 250.000,00 no mês, pode-se afirmar que o custo total do Produto C, em reais, é (a) 170.000,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 150 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (b) 265.000,00 (c) 325.000,00 (d) 355.000,00 (e) 450.000,00 Resolução I – Cálculo do Custo Indireto para o Produto C: Matéria-Prima Total (MP Total) = 400.000 Custos Indiretos Totais = 250.000 Custo Indireto do Produto C = (Matéria-Prima C/MP Total) x R$ 250.000,00 =>  Custo Indireto do Produto C = (200.000/400.000) x 250.000 =>  Custo Indireto do Produto C = 250.000/2 = 125.000 II – Cálculo do Custo Total para o Produto C: Custo Total C = Custos Diretos + Custos Indiretos = 230.000 + 125.000 => => Custo Total do Produto C = 355.000 GABARITO: D 83. Determinada empresa industrial produz e vende somente três produtos diferentes: A, B e C, os quais são normalmente vendidos por R$ 10,00; R$ 15,00 e R$ 20,00, respectivamente. Os custos variáveis unitários dos produtos A, B e C costumam ser R$ 6,00; R$ 8,00 e R$ 15,00, respectivamente. A empresa ainda incorre em custos fixos de R$ 400,00 por mês; despesas fixas administrativas e de vendas no valor de R$ 350,00 por mês; comissão variável aos vendedores de 3% da receita auferida. O gerente da produção constatou, com o responsável pelo almoxarifado, que a matéria-prima X, comum aos três produtos, está com o estoque muito baixo – só se dispõe de 700kg desse recurso. Constatou-se, ainda, que só se dispõe de 60kg da matéria-prima Y. O gerente da produção sabe que cada unidade do produto A consome 2kg da matéria-prima X; que cada unidade do produto B consome 3kg da matéria-prima X e que cada unidade do produto C consome 5kg da matéria-prima X, além de 4kg da matéria-prima Y (que é exclusiva do produto C). O gerente de produção verificou com a equipe de vendas que a demanda mensal pelos produtos da empresa tem se mantido em 220 unidades do produto A, 100 unidades do produto B e 150 do produto C. O gerente de produção procurou a equipe de compras e verificou que não é viável adquirir mais matérias-primas até o fim deste mês. Sabe-se que no almoxarifado há 45 unidades da mercadoria A e 78 unidades da mercadoria C, prontas para serem vendidas, embora não haja qualquer unidade da mercadoria B. Para se maximizar o resultado da empresa neste período, devem ser produzidas, ainda este mês, das mercadorias A, B e C, respectivamente: Prof. José Jayme Moraes Junior 151 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (a) zero unidade, 100 unidades e 150 unidades. (b) 175 unidades, 100 unidades e 10 unidades. (c) 175 unidades, 300 unidades e 72 unidades. (d) 200 unidades, 100 unidades e zero unidade. (e) 220 unidades, 100 unidades e 150 unidades. Resolução Empresa industrial: Produtos: A => Preço de Venda = R$ 10,00; Custo Variável Unitário (CVu) = R$ 6,00 B => Preço de Venda = R$ 15,00; Custo Variável Unitário (CVu) = R$ 8,00 C => Preço de Venda = R$ 20,00; Custo Variável Unitário (CVu) = R$ 15,00 Custos Fixos da Empresa = R$ 400,00 por mês Despesas Administrativas e Vendas (Fixas) = R$ 350,00 por mês Comissão Variável aos Vendedores = 3% x Receita Auferida Matérias-Primas: X => comum aos três produtos => Estoque = 700 kg Y => exclusiva do produto C => Estoque = 60 kg A => consome 2 kg de X B => consome 3 kg de X C => consome 5 kg de X e 4 kg de Y Demanda mensal pelos produtos: A => 220 unidades B => 100 unidades C => 150 unidades Estoques de Produtos Acabados: A = 45 unidades B=0 C = 78 unidades Ufa!!! Acabaram os dados da questão. A questão pede a quantidade de unidades produzidas de A, B e C no período para maximizar o resultado da empresa. Vamos lá: I – Produto A: Comissão Variável aos Vendedores (3% da Receita Auferida) = 3% x PV (também é custo variável). Margem de Contribuição Unitária A = Preço de Venda – (CVu + 3% x PV) =>  Margem de Contribuição Unitária A = 10 – (6 + 3% x 10) =>  Margem de Contribuição Unitária A = 10 – (6 + 0,3) =>  Margem de Contribuição Unitária A = 10 – 6,3 = 3,7 Margem de Contribuição Unitária A/Kg de Matéria-Prima X = 3,7/2 = 1,85 Prof. José Jayme Moraes Junior 152 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos II – Produto B: Comissão Variável aos Vendedores (3% da Receita Auferida) = 3% x PV (também é custo variável). Margem de Contribuição Unitária B = Preço de Venda – (CVu + 3% x PV) =>  Margem de Contribuição Unitária B = 15 – (8 + 3% x 15) =>  Margem de Contribuição Unitária B = 15 – (8 + 0,45) =>  Margem de Contribuição Unitária B = 15 – 8,45 = 6,55 Margem de Contribuição Unitária B/Kg de Matéria-Prima X = 6,55/3 = 2,18 III – Produto C: Comissão Variável aos Vendedores (3% da Receita Auferida) = 3% x PV (também é custo variável). Margem de Contribuição Unitária C = Preço de Venda – (CVu + 3% x PV) =>  Margem de Contribuição Unitária C = 20 – (15 + 3% x 15) =>  Margem de Contribuição Unitária C = 20 – (15 + 0,6) =>  Margem de Contribuição Unitária C = 20 – 15,6 = 4,4 Margem de Contribuição Unitária C/Kg de Matéria-Prima X = 6,55/5 = 0,88 Pelos valores obtidos, percebe-se que o produto B apresenta uma maior margem de contribuição em relação à matéria-prima X, seguido do produto A e do produto C. IV – Maximização do Resultado: IV.1 – Produto B: Estoque Inicial = 0 Produzir 100 unidades de B (demanda)  consumo de 3 kg x 100 unidades = 300 kg de X  como havia 700 kg de X em estoque, ainda sobram 400 kg IV.2 – Produto A: Estoque Inicial = 45 unidades Produzir 175 unidades de A (demanda = 220 unidades => 220 unidades – 45 unidades = 175 unidades)  consumo de 2 kg x 175 unidades = 350 kg de X  como havia 400 kg de X em estoque, ainda sobram 50 kg IV.3 – Produto C: Estoque Inicial = 78 unidades Produção Possível = 50 kg de X/5 kg consumidos no produto C = 10 unidades de C Repare que o produto C também consome 4 kg de Y por unidade, mas há estoque suficiente de Y para a produção das 10 unidades, ou seja, haverá um consumo de 40 kg de Y na produção de C (o estoque de Y é de 60 kg). GABARITO: B Prof. José Jayme Moraes Junior 153 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 84. Analise as afirmativas a seguir: I. Os co-produtos são todos os produtos secundários, isto é, deles se espera a geração esporádica de receita que é relevante para a entidade. II. Dos subprodutos se espera a geração de receita regular ou esporádica para a entidade, sendo seu valor irrelevante para a entidade, em relação ao valor de venda dos produtos principais. III. Os subprodutos são avaliados, contabilmente, pelo valor líquido de realização. IV. A receita auferida com a venda de sucatas é reconhecida como “Receita Não-Operacional”. Assinale: (a) se somente as afirmativas I e II forem corretas. (b) se somente as afirmativas I, II e IV forem corretas. (c) se somente as afirmativas II e III forem corretas. (d) se somente as afirmativas II e IV forem corretas. (e) se somente a afirmativa III for correta. Resolução I. Os co-produtos são todos os produtos secundários, isto é, deles se espera a geração esporádica de receita que é relevante para a entidade. Co-Produtos: são os produtos resultantes de um mesmo processo de produção, onde o faturamento é substancial para a empresa, derivando de um único conjunto de custos de produção. A geração de receita não é esporádica. A alternativa está incorreta. II. Dos subprodutos se espera a geração de receita regular ou esporádica para a entidade, sendo seu valor irrelevante para a entidade, em relação ao valor de venda dos produtos principais. Subprodutos: correspondem aos materiais não utilizados no processo de fabricação que são comercializados com certa regularidade. O seu valor representa uma pequena parcela do valor de venda dos produtos fabricados pela empresa. O erro da questão diz respeito à receita regular ou esporádica, tendo em vista que os subprodutos com venda regular não geram receita e sim uma redução do custo de produção. Por outro lado, a comercialização esporádica de subprodutos ou sucata deve ser contabilizada como “Outras Receitas Operacionais”. A alternativa está incorreta. III. Os subprodutos são avaliados, contabilmente, pelo valor líquido de realização. A alternativa está correta. IV. A receita auferida com a venda de sucatas é reconhecida como “Receita Não-Operacional”. Sucatas: compreendem os materiais desperdiçados durante o procede de fabricação. Sua venda é esporádica. As sucatas não devem ser contabilizadas em conta de estoque, ainda que apareçam em quantidades razoáveis. Ocorrendo vendas as Receitas devem ser contabilizadas como Receitas Eventuais, pelo valor alcançado no mercado. Caixa a Receitas Eventuais (Outras Receitas Operacionais) A alternativa está incorreta. Prof. José Jayme Moraes Junior 154 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos GABARITO: E O enunciado a seguir se refere às questões de números 85 a 87. A empresa industrial Grasse fabrica e vende 2 tipos de perfume: X e Y. A fabricação do produto X consome 2,75kg de matéria-prima por unidade e 2h de mão-de-obra direta por unidade, ao passo que a fabricação do produto Y consome 10kg de matéria-prima por unidade e 3h de mão-de-obra direta por unidade. Sabe-se que a matéria-prima e a mão-de-obra direta podem ser utilizadas indistintamente nos dois produtos. O quilo da matéria-prima custa R$ 2,00 e a taxa da mãode- obra R$ 3,00/h. A empresa incorre em custos fixos mensais (comuns aos dois produtos) de R$ 9.400 e em despesas fixas mensais de R$ 4.000, além de despesas variáveis correspondentes a 10% da receita. Considere que, em agosto próximo passado, a empresa Grasse produziu 100 unidades do produto X e 90 unidades do produto Y. Considere, ainda, que em agosto os estoques iniciais estavam vazios e que a empresa vendeu 80 unidades de cada produto, sendo o produto X ao preço unitário de R$ 150 e o produto Y por R$ 250. 85. O resultado que a empresa industrial Grasse apurou em agosto próximo passado, pelo custeio por Absorção (utilizando-se as horas totais de mão-de-obra direta como critério de rateio), foi: (a) R$ 20.760,00. (b) R$ 13.400,00. (c) R$ 13.538,67. (d) R$ 13.560,00. (e) R$ 12.160,00. Resolução I – Cálculo do Custo Variável Unitário do Produto X (CVux): Matéria-Prima = 2,75 Kg/un x R$ 2,00/Kg = R$ 5,50 por unidade Mão-de-Obra Direta = 2 h/un x R$ 3,00/h = R$ 6,00 por unidade Custo Variável Unitário do Produto X (Cvux) = R$ 11,50 por unidade II – Cálculo do Custo Variável Unitário do Produto Y (CVuy): Matéria-Prima = 10 Kg/un x R$ 2,00/Kg = R$ 20,00 por unidade Mão-de-Obra Direta = 3 h/un x R$ 3,00/h = R$ 9,00 por unidade Custo Variável Unitário do Produto Y (CVuy) = R$ 29,00 por unidade II – Cálculo do Custo Fixo rateado pela Mão-de-Obra Direta (MOD): Custo Fixo Total Mensal = R$ 9.400,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 155 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Custo Fixo do Produto X (CFx) em MOD = 100 unidades x 2h/unid. = 200 h Custo Fixo do Produto Y (CFy) em MOD = 90 unidades x 3h/unid. = 270 h Custo Fixo Total em MOD = 470 h Rateio: Custo Fixo de X = R$ 9.400,00 x 200h/470h = R$ 4.000,00 Custo Fixo de Y = R$ 9.400,00 x 270h/470h = R$ 5.400,00 Custo Fixo Unitário de X (CFux) = 4.000/100 unidades = R$ 40,00 por unidade Custo Fixo Unitário de Y (CFuy) = 5.400/90 unidades = R$ 60,00 por unidade III – Cálculo do Custo Total por unidade: Custo Total por Unidade de X = CVux + CFux = R$ 11,50 + R$ 40,00 =>  Custo Total por Unidade de X = R$ 51,50 por unidade Custo Total por Unidade de Y = CVuy + CFuy = R$ 29,00 + R$ 60,00 =>  Custo Total por Unidade de Y = R$ 89,00 por unidade IV – Cálculo do Resultado: Receita de Vendas Produto X = R$ 150,00 x 80 unidades 12.000 Produto Y = R$ 250,00 x 80 unidades 20.000 32.000 (-) Custo Total de X = R$ 51,50 x 80 unidades (4.120) (-) Custo Total de Y = R$ 80,00 x 80 unidades (7.120) Lucro Bruto 20.760 (-) Despesas Fixas (4.000) (-) Despesas Variáveis (3.200) Lucro Líquido do Exercício 13.560 GABARITO: D 86. O ponto de equilíbrio contábil da empresa industrial Grasse, em valores arredondados, é: (a) R$ 5.007,82. (b) R$ 14.909,60. (c) R$ 11.768,39. (d) R$ 10.458,97. (e) R$ 16.776,21. Resolução I – Cálculo dos Custos e Despesas Variáveis: PVx + PVy = R$ 150,00 + R$ 250,00 = R$ 400,00 PVx = Preço de Venda de X PVy = Preço de Venda de Y Prof. José Jayme Moraes Junior 156 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos R$ 11,50 por unid. de X x Qpe unidades 11,50 x Qpe R$ 29,00 por unid. de Y x Qpe unidades 29,00 x Qpe 10% x Receita Bruta de Vendas = 10% x (PVx + PVy) x Qpe 40,00 x Qpe Custos e Despesas Variáveis 80,50 x Qpe (*) Qpe = Quantidade do Ponto de Equilíbrio Contábil II – Cálculo do Ponto de Equilíbrio Contábil: Receita Total = Custos + Despesas CV = Custos e Despesas Variáveis = 80,50 x Qpe CF = Custos e Despesas Fixas = 9.400 + 4.000 = 13.400  Qpe x (PVx + PVy) = CV + CF =>  Qpe x 400 = 80,50 x Qpe + 13.400 =>  319,50 x Qpe = 9.400 => Qpe = 41,94 Receita (Ponto de Eq. Contábil) = 41,94 unid. x (PVx + PVy) => => Receita (P. de Eq. Cont.) = 41,94 unid. x R$ 400,00 = R$ 16.776,21 GABARITO: E 87. Admitindo que, para setembro, todas as variáveis de agosto próximo passado permanecem válidas (inclusive a demanda: 80 unidades de cada produto), salvo a disponibilidade de matérias-primas, pois, em função da greve dos transportadores, a empresa industrial Grasse só dispõe de 605kg dessa matéria-prima. Considerando que a única decisão viável diz respeito ao volume a ser produzido, determine quantas unidades de cada produto deverão ser produzidas e vendidas a fim de a empresa industrial Grasse apurar o maior lucro possível em setembro. (Perfume X e Perfume Y, respectivamente – valores arredondados.) (a) zero unidade e 76,7 unidades (b) 10 unidades e 70 unidades (c) 100 unidades e 33 unidades (d) 80 unidades e 38,5 unidades (e) 60 unidades e 44 unidades Resolução Para resolver esta questão precisamos calcular a Margem de Contribuição por Kg de matéria-prima. I – Cálculo da Margem de Contribuição por Kg de matéria-prima para o perfume X (MCx/Kg): MCx = (Preço de Venda – Custos e Despesas Variáveis) =>  MCx = 150 – 11,50 – 10% x 150 = R$ 123,50 por unidade MCx/Kg = R$ 123,50/2,75 = R$ 44,9/Kg II – Cálculo da Margem de Contribuição por Kg de matéria-prima para o perfume Y (MCy/Kg): MCy = (Preço de Venda – Custos e Despesas Variáveis) =>  MCy = 250 – 29 – 10% x 250 = R$ 196,00 por unidade Prof. José Jayme Moraes Junior 157 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos MCy/Kg = R$ 196,00/10 = R$ 19,6/Kg III – Cálculo do volume a ser produzido de cada unidade: Produção no Período: X => 100 unidades e vendidas 80 unidades => Estoque de X = 20 unidades Y => 90 unidades e vendidas 80 unidades => Estoque de Y = 10 unidades Como “X” possui uma margem contribuição maior que “Y” e a demanda dos dois perfumes é de 80 unidades, sendo que há 20 unidades de “X” no estoque e 10 unidades de “Y” no estoque, deve ser produzido: 1. 60 unidades de X: Consumo de matéria-prima = 60 unid. x 2,75 Kg = 165 Kg Sobra de Matéria-prima = 605 Kg – 165 Kg = 440 Kg 2. 44 unidades de Y, visto que Y utiliza 10 Kg de matéria-prima por unidade e temos ainda 440 Kg. GABARITO: E 88. Determinada empresa industrial fabrica e vende dois produtos: M e C. Observe os dados desses dois produtos: Produto M C Preço de venda 25,00 15,00 Matéria-prima A (em kg/unid.) 1 1,2 Matéria-prima B (em kg/unid.) 2 0,5 Horas-máquina 1 (em h/unid.) 2 2 Horas-máquina 2 (em h/unid.) 3 1 Demanda (em unid./mês) 50 80 Sabe-se que os recursos são onerosos e limitados, conforme a tabela a seguir: Recursos custo unitário disponibilidade Matéria-prima A $ 1,00/kg 140kg Matéria-prima B $ 2,00/kg 150kg Máquina 1 $ 3,00/h 300h Máquina 2 $ 4,00/h 300h Sabe-se, ainda, que: I. a empresa não tem como aumentar as suas disponibilidades no próximo mês; portanto, precisa gerenciar aquelas restrições; II. a empresa tem por política trabalhar sem estoque final de produtos acabados. Assinale a alternativa que indique quantas unidades a empresa precisa produzir e vender de cada produto no próximo mês para maximizar seu resultado nesse próximo mês. (a) M = 25; C = 0 (b) M = 0; C = 116,67 (c) M = 44; C = 80 Prof. José Jayme Moraes Junior 158 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos (d) M = 44; C =96 (e) M = 50; C = 80 Resolução I – Cálculo da Margem de Contribuição Unitária do Produto “M” (MCUm): MCUm = Preço de Venda Unitário – Custos Variáveis Unitários Custos Variáveis Unitários do Produto “M”: Matéria-Prima A = 1 kg/unid. x R$ 1,00/kg R$ 1,00 Matéria-Prima B = 2 kg/unid. x R$ 2,00/kg R$ 4,00 Horas-Máquina 1 = 2 h/unid. x R$ 3,00/h R$ 6,00 Horas-Máquina 2 = 3 h/unid. x R$ 4,00/h R$ 12,00 Custos Variáveis Unitários de “M” R$ 23,00 MCUm = R$ 25,00 – R$ 23,00 = R$ 2,00 por unidade II – Cálculo da Margem de Contribuição Unitária do Produto “C” (MCUc): MCUc = Preço de Venda Unitário – Custos Variáveis Unitários Custos Variáveis Unitários do Produto “C”: Matéria-Prima A = 1,2 kg/unid. x R$ 1,00/kg R$ 1,20 Matéria-Prima B = 0,5 kg/unid. x R$ 2,00/kg R$ 1,00 Horas-Máquina 1 = 2 h/unid. x R$ 3,00/h R$ 6,00 Horas-Máquina 2 = 1 h/unid. x R$ 4,00/h R$ 4,00 Custos Variáveis Unitários de “C” R$ 12,20 MCUc = R$ 15,00 – R$ 12,20 = R$ 2,80 por unidade III – Quantidade de “C” Produzida: Como a empresa tem por política trabalhar sem estoque final de produtos acabados, devem ser produzidas, no máximo, as unidades demandadas no mês. Logo, como MCUc > MCUm, temos que primeiramente, tentar produzir a quantidade máxima do produto “C”. Demanda de “C” no mês = 80 unidades Consumo de recursos: Matéria-Prima A = 1,2 kg/unid. x 80 unidades = 96 kg Matéria-Prima B = 0,5 kg/unid. x 80 unidades = 40 kg Horas-Máquina 1 = 2 h/unid. x 80 unidades = 160 h Horas-Máquina 2 = 1 h/unid. x 80 unidades = 80 h Logo, há recursos suficientes para produzir as 80 unidades do produto “C”. IV – Quantidade de “M” Produzida: Prof. José Jayme Moraes Junior 159 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Saldo dos recursos disponíveis: Matéria-Prima A = 140 kg - 96 kg = 44 kg Matéria-Prima B = 150 kg - 40 kg = 110 kg Horas-Máquina 1 = 300 h - 160 h = 140 h Horas-Máquina 2 = 300 h - 80 h = 220 h Consumo máximo de recursos para produção de “M” Matéria-Prima A = 44 kg/1 kg/unid. = 44 unidades Matéria-Prima B = 110 kg/2 kg/unid. = 55 unidades Horas-Máquina 1 = 140 h/2 h/unid. = 70 unidades Horas-Máquina 2 = 220/3 h/unid. = 73,3 unidades Logo, só é possível produzir, no máximo, 44 unidades do produto “M”. GABARITO: C 89. Determinada empresa industrial é monoprodutora. Nos meses de março e abril passados, apurou o seguinte: março abril Estoque inicial(em unidades) - - Produção (em unidades) 1.000 1.200 Vendas (em unidades) 1.000 1.000 Custo total de fabricação (em $) 15.000,00 17.000,00 Receita bruta de vendas (em $) 25.000,00 25.000,00 Sabe-se que: • a empresa controla seus estoques permanentemente e os avalia pelo método PEPS; • a empresa incorre, ainda, em despesas fixas de $3.000,00 por mês e em despesas variáveis equivalentes a 10% da receita bruta mensal; • a empresa não pretende acabar o mês de maio com produtos acabados em estoque; • a empresa é contribuinte do imposto de renda sobre o lucro à alíquota de 20%; e • não houve variação de preços no período. Assinale a alternativa que indique quantas unidades a empresa precisa produzir em maio para que o lucro líquido de maio, pelo custeio por absorção, seja $5.000,00. (a) mais de 1.150 unidades (b) entre 1.101 unidades e 1.150 unidades (c) entre 801 unidades e 950 unidades (d) entre 951 unidades e 1.100 unidades (e) menos de 800 unidades Resolução Primeiramente, é preciso descobrir o que são custos fixos e o que são custos variáveis. De acordo com os dados da questão: Março: Produção de 1.000 unidades a um custo total de R$ 15.000,00 Abril: Produção de 1.200 unidades a um custo total de R$ 17.000,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 160 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos Logo, as 200 unidades a mais produzidas em abril (1.200 – 1.000) geraram um custo a mais de R$ 2.000,00 (R$ 17.000,00 – R$ 15.000,00). Com isso, tem-se: Custo Variável = R$ 2.000,00 Custo Variável Unitário = R$ 2.000,00/200 unidades = R$ 10,00/unidade Tendo o custo variável unitário, é possível determinar o custo fixo: Em Março => Produção de 1.000 unidades a um custo total de R$ 15.000,00 Custo Total = Custos Variáveis + Custos Fixos =>  15.000 = 10 x 1.000 + Custos Fixos => Custos Fixos = 5.000 Agora, como a questão parte do lucro líquido, temos que fazê-la começando pelo resultado do exercício: Lucro Líquido do Exercício 5.000 (+) Provisão para o Imposto de Renda 20% x LAIR Lucro Antes do Imposto de Renda LAIR LAIR = 5.000 + 20% x LAIR => 0,8 x LAIR = 5.000 => LAIR = 6.250 Como não houve variação de preços no período, deve ser considerada, como Preço de Venda Unitário (PVu) do mês de maio, o mesmo valor obtido em março e abril: PVu = 25.000/1.000 = R$ 25,00 Além disso, a questão fala que não há estoque final em maio. Há que se ressaltar, também, que, da produção de abril sobraram 200 unidades (produziu 1.200 unidades e vendeu 1.000 unidades). Logo, a Receita Bruta de Vendas (RBV) do mês de maio será: RBV = (200 unid + Qpm) x 25 = 5.000 + 25 x Qpm Qpm = quantidade produzida em maio Lucro Antes do Imposto de Renda 6.250 (+) Despesas Fixas 3.000 (+) Despesas Variáveis = 10% x (5.000 + 25 x Qpm) 500 + 2,5 x Qpm Lucro Bruto 9.750 + 2,5 x Qpm (+) Custo dos Produtos Vendidos (CPV) CPV Receita Bruta de Vendas 5.000 x 25 x Qpm  9.750 + 2,5 x Qpm + CPV = 5.000 + 25 x Qpm =>  CPV = 22,5 x Qpm – 4.750 No CPV, temos que considerar também o custo das 200 unidades que foram produzidas em abri, mas que serão vendidas somente em maio: CPV (abril) = Custo Total de Fabricação/Produção = 17.000/1.200 = 14,17 CPV (Maio) = Custos Fixos + Custos Variáveis + 200 x 14,17 (sobra de abril)=> Prof. José Jayme Moraes Junior 161 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos  22,5 x Qpm – 4.750 = 5.000 + 10 x Qpm + 2.833,33 =>  12,5 x Qpm = 12.583,33 =>  Qpm = 12.583,33/12,5 ≈ 1006 unidades GABARITO: D 90. Determinada empresa industrial fabrica e vende dois produtos: N e L. Fase significativa da produção é comum a esses dois produtos. Durante a fase de produção conjunta, incorre-se em custos de transformação no valor de $200.000,00, e mais em custos básicos conforme a tabela a seguir: recursos produção conjunta quantidade consumida (em kg) custo unitário (em $/kg) Matéria-prima 1 8.000 12,50 Matéria-prima 2 2.000 100,00 No ponto de separação, identificou-se que a produção conjunta pesava 10.000kg, dos quais 1.000kg eram de produtos N semi-elaborados e 9.000kg eram de produto L semi-elaborado. Para terminar a produção, incorreu-se em mais custos de transformação, sendo $20.000,00 na produção de N e $150.000,00 na produção de L. Sabe-se que: • os preços de venda são: N = $72,00/kg e L = $70,00/kg; • nesse mês a empresa vendeu: N = 600 kg e L = 8.100kg; • não havia estoques iniciais; • toda a produção iniciada foi encerrada no mesmo período; • a empresa trabalha com o controle periódico de estoques e os avalia pelo custo médio ponderado; e • nesse mês a empresa incorreu em despesas comerciais e administrativas que totalizaram $25.000,00. Desconsiderando-se qualquer tributo, é correto afirmar que o lucro bruto, pelo custeio por absorção, dessa empresa nesse mês foi: (a) de mais de $7.000,00. (b) entre $5.001,00 e $7.000,00. (c) entre $3.001,00 e $5.000,00. (d) entre $1.001,00 e $3.000,00. (e) de menos de $1.000,00. Resolução I – Custos de produção de N e L : I.1 – Produção Conjunta Custos de Transformação = $ 200.000,00 Peso = 10.000 kg (1.000 kg de N e 9.000 kg de L) Matéria-Prima 1 = 8.000 kg x $ 12,50/kg = $ 100.000,00 Matéria-Prima 2 = 2.000 kg x $ 100,00/kg = $ 200.000,00 Custo Total da Produção Conjunta = 200.000 + 100.000 + 200.000 =>  Custo Total da Produção Conjunta = 500.000 Custo da Produção de N = Custo Total x quantidade de “N”/quantidade total Prof. José Jayme Moraes Junior 162 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos  Custo da Produção de N = 500.000 x 1.000 kg/(1.000 kg + 9.000 kg)  Custo da Produção de N = 500.000/10 = 50.000 Custo da Produção de L = 500.000 – 50.000 = 450.000 I.2 – Produção em separado: Custo Total da Produção de N = 50.000 + 20.000 = 70.000 (1.000 kg) Custo Total da Produção de L = 450.000 + 150.000 = 600.000 (9.000 kg) II – Cálculo do Lucro Bruto: II.1 – Custo dos Produtos Vendidos (CPV): primeiramente, há que se ressaltar que é adotado o custo médio ponderado dos estoques. Logo: Custo Médio Ponderado = (CTn + CTl)/(Qn + Ql) Qn = Quantidade produzida de “N” = 1.000 kg CTn = Custo Total da Produção de “N” = $ 70.000,00 Ql = Quantidade produzida de “L” = 9.000 kg CTl = Custo Total da Produção de “L” = $ 600.000,00 Custo Médio Ponderado = (70.000 + 600.000)/10.000 => => Custo Médio Ponderado = $ 67,00/kg CPVn = 600 kg x $ 67,00 = $ 40.200,00 CPVl = 8.100 kg x 67,00 = $ 542.700,00 II.2 – Lucro Bruto: Receita Bruta de Vendas (RBV) RBVn = $ 72,00/kg x 600 kg 43.200 RBVl = $ 70,00/kg x 8.100 kg 567.000 RBV 610.200 (-) CPV = 542.700 + 40.200 (582.900) Lucro Bruto 27.300 (*) ATENÇÃO!!! As despesas comerciais e administrativas são colocadas, na Demonstração do Resultado do Exercício, após o Lucro Bruto, para apurar o Lucro Operacional Líquido. GABARITO: A Prof. José Jayme Moraes Junior 163 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos 91. A Cia. Industrial 501 S/A só fabrica o produto JSC, tem uma capacidade instalada que lhe permite produzir, no máximo, 2.000 unidades do produto JSC, por mês. Em janeiro de 2006, a Cia. Industrial 501 S/A incorreu nos seguintes gastos: I - matéria-prima direta: $ 7,00 por unidade de JSC fabricada; II - mão-de-obra direta: $ 3,00 por unidade de JSC fabricada; III - aluguel do parque fabril: $ 9.000,00 por mês; IV - salário dos diretores: $ 12.000,00 por mês; V - força, luz, água e esgoto: $ 16.000,00 por mês. Sabendo-se que o preço de venda de cada unidade do produto JSC é $ 40,00 e considerando, somente, essas informações, e sem considerar, portanto, a legislação tributária, determine a quantidade de produtos JSC que a Cia. Industrial 501 S/A precisa fabricar e vender por mês para ter um lucro operacional mensal de $ 20.000,00. (a) Não adianta, sempre vai apurar prejuízo. (b) 1.234 unidades (valor arredondado) (c) 1.728 unidades (valor arredondado) (d) 1.900 unidades (e) 2.000 unidades Resolução Custo Indiretos de Fabricação (CIF) Aluguel do parque fabril 9.000 força, luz, água e esgoto (*) 16.000 25.000 (*) Como nada foi dito se a força, luz, água e esgoto era do parque fabril ou não, considera-se como um custo de produção. Logo, “Salários de Diretores” é uma despesa e vai direto para a DRE. A questão pede a quantidade a ser produzida e vendida no período (Q) para obter um lucro operacional de R$ 20.000,00. Como toda a quantidade produzida será vendida e não houve informação dos estoques iniciais de produtos em elaboração e de produtos acabados, podemos considerar que: Estoque Inicial de Produtos em Elaboração = 0 Estoque Final de Produtos em Elaboração = 0 Estoque Inicial de Produtos Acabados = 0 Estoque Final de Produtos Acabados = 0 (=) Materiais Diretos Consumidos (MD) 7xQ (+) Mão-de-Obra Direta (MOD) 3xQ (+) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) 25.000 (=) Custo de Produção do Período (CPP) 25.000 + 10 x Q (+) Estoque inicial de produtos em elaboração 0 (-) Estoque final de produtos em elaboração 0 (=) Custo da Produção Acabada 25.000 + 10 x Q (+) Estoque inicial de produtos acabados 0 (-) Estoque final de produtos acabados 0 Custo dos Produtos Vendidos (CPV) 25.000 + 10 x Q Prof. José Jayme Moraes Junior 164 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos II – Cálculo da quantidade a ser produzida e vendida: Receita Bruta de Vendas = Preço de Vendas x Quantidade = 40 x Q Receita Bruta de Vendas 40 x Q (-) Deduções da Receita Bruta 0 Receita Líquida de Vendas 40 x Q (-) CPV (25.000 + 10 x Q) Lucro Bruto 30 x Q – 25.000 (-) Salários dos Diretores (12.000) Lucro Operacional 20.000 30 x Q – 37.000 = 20.000  30 x Q = 57.000  Q = 1.900 unidades GABARITO: D 92. Com relação à classificação dos custos quanto ao volume (também chamada de classificação quanto à formação), analise as afirmativas a seguir: I. Quanto ao volume, os custos são classificados em direto e indireto. II. O custo fixo unitário varia inversamente ao volume produzido. III. O custo variável total varia proporcionalmente ao volume produzido. Assinale: (a) se somente a afirmativa I estiver correta. (b) se somente a afirmativa II estiver correta. (c) se somente a afirmativa III estiver correta. (d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. Resolução Vamos analisar as alternativas: I. Quanto ao volume, os custos são classificados em direto e indireto. Os custos, em relação à apropriação aos produtos fabricados, podem ser divididos em custos diretos e custos indiretos. Os custos, em relação aos níveis de produção (volume), podem ser divididos em custos fixos, custos variáveis, custos semivariáveis e custos semifixos. A afirmativa é FALSA. II. O custo fixo unitário varia inversamente ao volume produzido. Custos fixos são aqueles cujos valores permanecem inalterados, independentemente do volume de produção da empresa. O custo fixo unitário é calculado dividindo-se os custos fixos pela quantidade produzida. Logo, o custo fixo unitário varia inversamente ao volume produzido, ou seja, quanto maior o volume produzido, menor o custo fixo unitário, e vice-versa. A afirmativa está CORRETA. Prof. José Jayme Moraes Junior 165 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos III. O custo variável total varia proporcionalmente ao volume produzido. Os custos variáveis são aqueles cujos valores são alterados em função do volume de produção da empresa, ou seja, quanto maior o volume de produção, no período, maior será o custo variável (os custo variáveis variam direta e proporcionalmente com o volume). A afirmativa está CORRETA. GABARITO: E Prof. José Jayme Moraes Junior 166 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados
    • Apostila – Contabilidade de Custos BIBLIOGRAFIA FIPECAFI, Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações (aplicável às demais sociedades). 6a Edição. São Paulo. Editora Atlas. 2003. Coleção Saraiva de Legislação. Lei das Sociedades Anônimas. 8a Edição. São Paulo. Editora Saraiva. 2004. MOURA RIBEIRO, Osni. Contabilidade Geral Fácil – Para cursos de contabilidade e concursos em geral. 4a Edição. 4a Tiragem (2005). São Paulo. Editora Saraiva. 2002. LUIZ FERRARI, Ed. Contabilidade Geral – Série Provas e Concursos. 5a Edição. 3a Tiragem. Elsevier Editora. 2005. VICECONTI, Paulo Eduardo Vilchez & NEVES, Silvério das. Contabilidade Avançada e Análise das Demonstrações Financeiras. 12a Edição. São Paulo. Editora Frase. 2003. FERREIRA, Ricardo J. Contabilidade Avançada e Intermediária. Rio de Janeiro. Editora Ferreira. FERREIRA, Ricardo J. Contabilidade Básica. 3a Edição. Rio de Janeiro. Editora Ferreira. 2004. VICECONTI, Paulo Eduardo Vilchez & NEVES, Silvério das. Contabilidade de Custos. 7 a Edição. São Paulo. Editora Frase. 2003. FAGUNDES, Jair Antônio, Apostila de Contabilidade de Custos. Prof. José Jayme Moraes Junior 167 Cathedra Competências Profissionais – Todos os direitos reservados