Isabel Lança - OE 10 Nov 2010 LEIRIA

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No âmbito da Parceria Público Privada com a AGÊNCIA PORTUGUESA DO AMBIENTE e com a AGÊNCIA PARA A ENERGIA (ADENE) a Iniciativa CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL coordena a realização de SEMINÁRIOS que colocam ao alcance de um público predominantemente técnico a informação relevante para o alargamento de boas práticas na construção.

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Isabel Lança - OE 10 Nov 2010 LEIRIA

  1. 1. Os poluentes do ambiente interior Poluentes decorrentes da presença das pessoas • produtos do metabolismo – dióxido de carbono (CO 2 ), vapor de água, aerossóis biológicos, compostos orgânicos voláteis, • matéria particulada, escamas de pele, pelos e cabelos, • microorganismos liberados por espirros e/ou a respiração, Poluentes originados no recinto • poeira, fibras desprendidas de móveis, forros ou revestimentos acústicos, • mofo, pó de traças, dejectos de ácaros, que podem se acumulados em móveis, carpetes, cortinas, papeis velhos, e ser posteriormente dispersos no ambiente. • compostos orgânicos voláteis, formaldeído, emitidos de resinas, pinturas, vernizes, produtos de limpeza e desinfetantes, toners de copiadora, • ozono produzido por copiadoras e impressoras a laser, • fumo de tabaco. Poluentes provenientes do ar exterior • poeiras e fuligem em suspensão, emissões de chaminés, • gazes produtos de combustão, veículos motores • pólen de plantas, • esporos de fungos e bactérias.
  2. 2. Composto Fontes Efeitos no homem Benzeno Solvente habitualmente utilizado, também se encontra em combustíveis. Tintas, óleos, plásticos, borracha, gasolina, detergentes, produtos farmacêuticos, corantes, fumo do tabaco e fibras sintéticas. Pele e irritação dos olhos (incluindo a secagem, inflamação, bolhas e dermatite), tonturas, fraqueza, dor de cabeça, náuseas, visão turva, problemas respiratórios, tremores, batimentos cardíacos irregulares, danos no fígado e rins, perda de apetite, sonolência, nervosismo, distúrbios psicológicos, doenças do sistema sanguíneo e carcinogenicidade. Formaldeído Desinfectante, preservativo e agente de cura. Painéis de partículas, madeira prensada, espumas isolantes, sacos de papel, papel encerado, lenços faciais, alisadores e produtos anti- rugas, repelentes de água, retardantes de fogo, capas de revestimento de pisos, tapetes, roupas com impressões permanentes, gás natural, querosene e fumo de cigarro. Irritação das mucosas dos olhos, nariz e garganta, dermatite de contato alérgica, problemas respiratórios, irritação dos olhos, dores de cabeça, asma e carcinogenicidade para a garganta. * Tricloroetileno Um produto comercial para uso industrial. Desengordurantes para metal, limpeza a seco, tintas de impressão, lacam, vernizes e adesivos. Carcinogenicidade potente para o fígado. COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS * Cancerígeno para animais.
  3. 3. Fonte Composto Tintas, revestimentos, acabamentos, removedor de tinta, solvente, calafetagem Acetona Tinta, cola, gasolina, fontes de combustão, fotocopiadora com processamento de líquidos, tapetes, linóleo, compostos de calafetagem Hidrocarbonetos alifáticos (octano, decano, hexano undecano, isodecano, misturas, etc) Forro acústico, linóleo, compostos de calafetagem acetato de n-butilo Tapetes, traças cristal, purificadores de ar Diclorobenzeno Carpete, pinturas 4-Phenylcyclohexene (4-PC) Desinfectantes, agentes de limpeza, polimentos, tecidos, amaciadores de roupas, cigarros. Naftalina, fumo de tabaco, Terpenos (limoneno, a-pineno) Irritação dos olhos, , sistema respiratório
  4. 4. Dec Lei nº 79/2006 de 4 de Abril REGULAMENTO DOS SISTEMAS ENERGÉTICOS DE CLIMATIZAÇÃO EM EDIFÍCIOS (RSECE)
  5. 5. O Regulamento estabelece: a) As condições a observar no projecto de novos sistemas de climatização, nomeadamente: i) Os requisitos em termos de conforto térmico e de qualidade do ar interior e os requisitos mínimos de renovação e tratamento de ar que devem ser assegurado sem condições de eficiência energética, mediante a selecção adequada de equipamentos e a sua organização em sistemas; ii) Os requisitos em termos da concepção, da instalação e do estabelecimento das condições de manutenção a que devem obedecer os sistemas de climatização, para garantia de qualidade e segurança durante o seu funcionamento normal; iii) A observância dos princípios da utilização racional da energia e da utilização de materiais e tecnologias adequados em todos os sistemas energéticos do edifício, na óptica da sustentabilidade ambiental; e) As condições de monitorização e de auditoria de funcionamento dos edifícios em termos dos consumos de energia e da qualidade do ar interior; f) Os requisitos, em termos de formação profissional, a que devem obedecer os técnicos responsáveis pelo projecto, instalação e manutenção dos sistemas de climatização, quer em termos da eficiência energética, quer da qualidade do ar interior (QAI).
  6. 6. Artigo 4.o Requisitos exigenciais 2—Os requisitos exigenciais da QAI são definidos e actualizáveis periodicamente por portaria conjunta dos ministros responsáveis pelas áreas da economia, das obras públicas, do ambiente, do ordenamento do território e habitação e da saúde em função dos progressos técnicos e das normas nacionais ou europeias aplicáveis e assentam em critérios de sucessivo maior rigor, conforme o que determinarem as seguintes circunstâncias: a) Valor mínimo de renovação do ar por espaço, em função da sua utilização e do tipo de fontes poluentes nele existentes, nomeadamente as derivadas dos materiais de construção aplicados; b) Valores máximos das concentrações de algumas substâncias poluentes do ar interior, seja porque estas são reconhecidas como poluentes prioritários, seja porque podem funcionar como indicadores gerais do nível da QAI.
  7. 7. Artigo 29º Requisitos de qualidade do ar 8—Até à publicação da portaria referida no n.º 2 do artigo 4.º, para satisfação do disposto na respectiva alínea b), as concentrações máximas de referência de poluentes no interior dos edifícios existentes abrangidos pelo presente Regulamento são: a)  As que constam da lista publicada como anexo VII ao presente Regulamento e que dele faz parte integrante; b) Para microorganismos, 500 unidades formadoras de colónias (UFC), sendo detectados bactérias e fungos; c) 400 Bq/m3 de Radon, sendo a sua pesquisa obrigatória apenas em edifícios construídos em zonas graníticas, nomeadamente nos distritos de Braga, Vila Real, Porto, Guarda, Viseu e Castelo Branco.
  8. 8. 2 – Monóxido de Carbono - Valor Guia - 10 mg/ m3 (9 ppm) (a) - Acima de concentrações de 12 mg/ m3 (b) possibilidade de ocorrência de efeitos cardiovasculares. Fonte: (a) – Guidelines for Good Indoor Air Quality in Office Premises, Institute of Environmental Epidemiology, Singapore, (1996) (b) CCMS Report nº 183 – The North Atlantic Treaty Organization’s Committeeon the Challenge of Modern Society (NATO/CCMS)
  9. 9. Aparecimento de queixas pontuais 600 Potenciais queixas sem causa observável 600-1000 Provável ventilação deficiente, existência de queixas (dor de cabeça,fadiga, irritação do aparelho respiratório) >1000 Fonte: D. Jeff Burton, “IAQ and HVAC Woorkbook”, library of Congress Cataloging in Publication Data, 2nd ed, US /1995)
  10. 10. Concentração sem efeitos para a saúde – Valor guia < 0,1 Concentração acima da qual podem existir efeitos na saúde, implicando identificação e controle da fonte de emissão >0,2
  11. 11. 1 - Fungos e Bactérias Valores de referência Parâmetro Limite para uma qualidade de ar interior aceitável (UFC/m3) *, ** Contagem de fungos totais 500 Contagem de bactérias totais 500 ( UFC – unidades formadoras de colónias) *- A contagem de microorganismos viáveis depende da época do ano e da situação geográfica do local. No Verão a quantidade e variedade de organismos é superior. ** - Em ambientes interiores a contagem total de organismos viáveis não deve exceder as 1000 UFC/m3. Fonte: * - American Conference of Governmental Industrial Hygienists Guidelines for Assessment of bioaerosols in the indoor environmental. ACGIH, Cincinnati, 1989,. ** - NATO/CCMS Pilot Study on Indoor Air Quality – Managing Indoor Air Quality Risks. U.S. Environmental Protection Agency (EPA).
  12. 12. ufc/ml – unidades formadoras de colónias /ml
  13. 13. Efeitos Concentração (nanograma/m3) Sem sintomatologia associada < 10 Inflamação das vias aéreas 10 – 20 Quadro de bronquite 20 – 50 Sintomas agudos ( Bronquite) 50 – 100 Quadros de Pneumonia > 100 Fonte: Rylander, R., Evaluation of the risks of exposures, Int. J. Occup. Environ. Health, 3, 1, S32-S36
  14. 14. Englobado nos objectivos do Milenium
  15. 15. Status of evidence The table summarizes the status of evidence on the health effects of indoor air pollution.

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