Custos Ocultos e a Execução do Planeado nas Organizações, José Correia

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  • “ Custos da qualidade e da Não qualidade”, QUAL – Formação e Serviços em Gestão da Qualidade, Lda (1996) A UTILIZAÇÃO DA FUNÇÃO PERDA DE TAGUCHI NA PRÁTICA DO CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSO
  • http://www.micpm.com/content.asp?areaid1=3&areaid2=1&areaid3=31&areaid4=0&pagid=6
  • Custos Ocultos e a Execução do Planeado nas Organizações, José Correia

    1. 1. Abordagem Socioeconómica das Organizações Custos Ocultos José Manuel Correia Dezembro 2011 Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11
    2. 2. Índice <ul><li>1. Os custos de uma organização </li></ul><ul><li>2. Custos Ocultos </li></ul><ul><li>2.1 Absentismo </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>2.2 Acidentes </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>2.3 Não Qualidade </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>2.4 Não Produção </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>2.5 Rotação de Pessoal </li></ul></ul></ul></ul><ul><li>3. Quantificação </li></ul><ul><li>4. Conclusões </li></ul>Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11
    3. 3. 1. Os custos de uma organização A importância de os conhecer <ul><li>O apuramento da globalidade dos custos e a sua imputação às actividades, processos, produtos e serviços, constituem um instrumento essencial no apuramento da Economia, Eficiência e Eficácia de qualquer organização. </li></ul>Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 <ul><li>Custos de oportunidade e despesas monetárias </li></ul><ul><li>Correntes e de capital </li></ul><ul><li>Particularidades e custos sociais </li></ul><ul><li>Fixos e variáveis </li></ul><ul><li>Totais, médios e marginais </li></ul>Vectores de análise complementares No entanto estes vectores revelam-se muitas vezes insuficiente
    4. 4. 2. Custos ocultos A génese <ul><li>A origem dos custos ocultos resulta da interacção complexa entre dois grupos de variáveis, ou seja, há uma interacção permanente entre as estruturas da empresa e os comportamentos humanos, aqueles criados a partir do orto funcionamento, “funcionamento adequado” e dos disfuncionamentos, “funcionamento inadequado” (SAVALL & ZARDET). </li></ul>Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 A complexidade desta interacção faz com que nem sempre ocorre o funcionamento conforme o esperado, criando disfuncionamentos que exigem ser regulados Físicas Tecnológicas Demográficas Comportamentais Mentais Culturais
    5. 5. 2. Custos ocultos O conceito Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 Resultam das regulações dos disfuncionamentos Não são apurados ou referenciados adequadamente Não são controlados pelos instrumentos de informação contabilística Os custos ocultos caracterizam-se por : Sobre salários Remunerações pagas mas sem contrapartidas em trabalho Modo ou tempo de regulação Remuneração correspondente ao tempo gasto ou de serviços a pagar para regular e suprir os disfuncionamentos Os custos ocultos são compostos por: Sobre consumos Consumos de energia ou materiais que seriam menores se não existissem disfuncionamentos a regular Não produção ou inibição de potencial Podem em último representar custos de oportunidade, embora não confundir os conceitos
    6. 6. 2. Custos ocultos As Estruturas das Organizações Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 O conceito de estrutura é um conceito alargado, até porque se assume, em rigor, que as estruturas também interagem entre si, já que o que suportam ou promovem só tem significado dentro de um quadro global e total de funcionamento. Durabilidade As suas presenças são permanentes Principais atributos Uma certa inércia Evoluem de um modo lento e progressivo Pregnância Possuem a capacidade de influenciar os comportamentos, que se manifesta na relativa constância dos mesmos. 1. Estruturas Físicas Conjunto dos imóveis e dos espaços onde estão implantados. Este conjunto, com a sua configuração e características (local, ruído, calor, toxidade e iluminação), influencia a forma de estar do elemento humano que vive dentro de si. Tipologias de Estruturas 2. Estruturas Tecnológicas Conjunto de todos os meios, materiais e equipamentos, que a organização possui 3. Estruturas Organizacionais conjunto que expressa a natureza e a qualidade das relações de trabalho. É composto por todas as normas, informações, processos ou sistemas. 4. Estruturas Demográficas conjunto que define as características da população da organização. 5. Estruturas Mentais ou Socioculturais É a expressão da personalidade colectiva da organização, emergentes de: Estilo de gestão, Cultura da Organização, Microclimas Culturais, concepções socioculturais dominantes, ideologias profissionais.
    7. 7. 2. Custos ocultos O Comportamento nas Organizações Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 H.Savall define cinco lógicas enquadradoras dos comportamentos dos indivíduos dentro das organizações: Tipos de lógica Descrição 1. Lógica Individual A personalidade do indivíduo, aliada às suas características profissionais e/ou funcionais, levam-no a comportar-se como uma unidade com relativa autonomia; 2. Lógica de Grupo de Actividade A sua integração num determinado grupo tem como um dos seus resultados a existência de condicionamentos ao seu comportamento; 3. Lógica de Categoria O comportamento do indivíduo traduz-se em função das problemáticas da categoria profissional ou funcional (encarada na sua vertente de importância hierárquica e/ou funcional dentro da organização) a que pertence; 4. Lógica de Grupo de Afinidade Muitos dos comportamentos do indivíduo são explicados pela sua adesão a grupos existentes dentro ou fora da organização; caso dos sindicais, políticos, culturais, amizade, etc.; 5. Lógica Colectiva Com base em fenómenos oriundos da matriz sociocultural da comunidade onde se insere, ou por razões de sobrevivência, ou de adesão/confrontação a estratégias da organização, o comportamento dos indivíduos enquadra-se totalmente em acções colectivas.
    8. 8. 2. Custos ocultos O Comportamento nas Organizações Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11
    9. 9. 2. Custos ocultos O Comportamento nas Organizações Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 <ul><li>Mas, como já vimos, os comportamentos: </li></ul><ul><li>Estão em interacção permanente com as estruturas e tanto podem condicionar os seus atributos como estas influenciarem o tipo ou nível das suas realizações. </li></ul><ul><li>São interacções complexas e permanentes , sobretudo desejáveis, norteadas pelo desejo de concretização dos objectivos da organização, que serão tanto ou mais conseguidos, quanto maior e mais eficaz concertação existir entre estes dois elementos. </li></ul><ul><li>É, então, fácil de concluir que as balizas entre comportamentos e estruturas são muito ténues , pois os comportamentos também podem ser caracterizados pela sua conjunturalidade e/ou pela sua estabilidade e persistência, o que leva muitas vezes a serem verdadeiras estruturas que vão impregnar fortemente outras, ou que pela sua importância (decisões estratégicas, tácticas ou operativas) influenciam, também, qualquer estrutura. </li></ul>
    10. 10. 2. Custos ocultos Domínios de Funcionamento das Organizações Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 A análise socioeconómica considera que as organizações possuem seis domínios de funcionamento, interactivos entre si, a saber: Domínios de Funcionamento:
    11. 11. 2. Custos ocultos Domínios de Funcionamento das Organizações Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 Os custos ocultos são expressos através de um conjunto de indicadores : Absentismo Acidentes Não qualidade Não produção Rotação de pessoal
    12. 12. 2.1 Absentismo Conceito <ul><li>Absentismo é : </li></ul><ul><li>Tempo trabalhável ou esperado que não foi utilizado. </li></ul><ul><li>Aceita-se que não pode nem deve existir uma taxa zero de absentismo. </li></ul>Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 Tipos de absentismo Descrição Redutível Decorre das condições e organização do trabalho e que pode ser reduzido por melhoria destas (representa a maior parte do absentismo) Não redutível Não pode ser reduzido, mesmo com a melhoria destas condições De interesse socioeconómico Investimento na formação ou o cumprimento de acordos contratuais legais Absentismo Acidentes Não qualidade Não produção Rotação de pessoal
    13. 13. 2.1 Absentismo Onde devemos actuar? Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 Tipo Campos de Actuação Formas de Actuação Absentismo Redutível <ul><li>Doenças profissionais </li></ul><ul><li>Melhoria das condições de trabalho </li></ul><ul><li>Acidentes de trabalho </li></ul><ul><li>Melhoria das condições de trabalho </li></ul><ul><li>Faltas casuísticas ou não, justificadas ou injustificadas </li></ul><ul><li>Motivação, incentivos, formação, espírito de equipa </li></ul><ul><li>Sanções disciplinares e greves internas </li></ul><ul><li>Todas as acima, bom planeamento do trabalho, boa gestão de equipa, horários de trabalho que compatibilizem vida pessoal e profissional, mobilidade </li></ul><ul><li>Atrasos e ausências </li></ul><ul><li>Todas as acima e flexibilidade de horário </li></ul>Absentismo Acidentes Não qualidade Não produção Rotação de pessoal
    14. 14. 2.1 Absentismo Onde devemos actuar? Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 Tipo Campos de Actuação Formas de Actuação Absentismo Não Redutível <ul><li>Doenças civilizacionais </li></ul><ul><li>Não sendo redutível, há no entanto que estimá-lo, apurá-lo e imputá-lo seja em sede de mão de obra directa seja como qualquer custo de Gastos Gerais </li></ul><ul><li>Situações familiares (assistência inadiável, luto, casamento, parto, etc.) </li></ul><ul><li>Serviços de justiça e militares </li></ul>Absentismo Socioeconómico <ul><li>Formação e actividades em organismos representativos dos grupos organizacionais </li></ul><ul><li>Com objectivos definidos e aferição de resultados na produtividade </li></ul><ul><li>Acções sobre os diferentes actores e grupos organizacionais promotoras de mudanças comportamentais </li></ul><ul><li>Sobre trabalhadores dos níveis de decisão mais baixos de forma a diminuir, por exemplo, as faltas, </li></ul><ul><li>Sobre responsáveis por níveis de decisão superior no que diz respeito, ao exercício de gestão e liderança, à promoção da formação contínua </li></ul>Absentismo Acidentes Não qualidade Não produção Rotação de pessoal
    15. 15. 2.2 Acidentes Conceito <ul><li>Acidente de trabalho é: </li></ul><ul><li>“ o sinistro, entendido como acontecimento súbito e imprevisto , sofrido pelo trabalhador que se verifique no local e no tempo de trabalho” (DL nº 99/2003) produzindo lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte redução na capacidade de trabalho, ou de ganho, ou a morte. </li></ul><ul><li>É ainda acidente de trabalho o ocorrido no trajecto de ida e de regresso para e do local de trabalho nos termos definidos em regulamentação específica e fora do local ou do tempo de trabalho, quando verificado na execução de serviços determinados pela entidade empregadora ou por esta consentidos </li></ul><ul><li>Tem-se verificado que a melhoria da segurança e da saúde no local de trabalho traz vantagens económicas para as organizações. </li></ul><ul><li>Os acidentes de trabalho e as doenças profissionais têm custos elevados sobretudo por os acidentes de trabalho terem repercussões financeiras significativas </li></ul>Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 Absentismo Acidentes Não qualidade Não produção Rotação de pessoal
    16. 16. 2.3 Não Qualidade Conceito <ul><li>Qualidade é : </li></ul><ul><li>o conjunto de características, intrínsecas ou extrínsecas, concretas ou abstractas que fazem com que o consumidor prefira determinado produto ou serviço. </li></ul><ul><li>Assim, definir Qualidade como a ausência de defeitos (não conformidades) ou adequação ao uso, é uma visão redutora. </li></ul><ul><li>Por exemplo, a percepção relativa à Qualidade de uma mala Luis Viton com defeito é tipicamente muito superior a uma mala indiferenciada sem defeito </li></ul><ul><li>A Não Qualidade é a ausência de Qualidade . </li></ul>Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 Absentismo Acidentes Não qualidade Não produção Rotação de pessoal
    17. 17. 2.3 Não Qualidade As cinco dimensões da qualidade (1/2) <ul><li>Pela própria definição a Qualidade é um conceito subjectivo e pessoal. </li></ul>Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 1. Qualidade intrínseca 2. Custo <ul><li>Define-se pelas características que podem ser medidas directamente. </li></ul><ul><li>Para um serviço, as características de qualidade intrínsecas podem ser, por exemplo: condições físicas e tecnológicas de atendimento, apoio técnico à solução ou compreensão do problema e tempo de resolução </li></ul><ul><li>O custo é dado pelo preço e custo de acesso, sempre em comparação com o custo de oportunidade de bem ou serviço sucedâneo </li></ul><ul><li>De nada adianta ter o melhor produto ou serviço do mundo se o cliente não puder pagá-lo </li></ul><ul><li>O cliente só pagará pelo produto ou serviço que custar igual ou menos que o valor que ele considerar melhor (mesmo nas situações em que o valor é dado pelo próprio preço a par a dificuldade de acesso e indiferentemente da sua qualidade) </li></ul><ul><li>Assim, todo o esforço deve ser empreendido pelas pessoas da organização para reduzir as componentes de custo dos produtos ou serviços que prestam </li></ul>Absentismo Acidentes Não qualidade Não produção Rotação de pessoal
    18. 18. 2.3 Não Qualidade As cinco dimensões da qualidade (2/2) Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 3. Atendimento 4. Satisfação 5. Segurança <ul><li>O atendimento pode ser medido em termos de quantidade, acessibilidade, condições do local e prazo de entrega (incluindo os tempos intermédios de atendimento) </li></ul><ul><li>Nível de Satisfação é dado tanto pelas qualidades intrínsecas como extrínsecas do produto/serviço, o qual deve ser recolhido de forma sistemática </li></ul><ul><li>Um modo directo de medição é através de diagnósticos motivacionais, realizados de forma anónima e com um questionário elaborado com a participação dos próprios colaboradores </li></ul><ul><li>Pode ser avaliada a satisfação média dos colaboradores, expressa em sugestões apresentadas, ausências ao trabalho, rotatividade, etc. </li></ul><ul><li>O produto ou o serviço não coloca em causa a integridade do consumidor ou utilizador: </li></ul><ul><ul><li>física </li></ul></ul><ul><ul><li>financeira </li></ul></ul><ul><ul><li>ética e </li></ul></ul><ul><ul><li>emocional </li></ul></ul>Absentismo Acidentes Não qualidade Não produção Rotação de pessoal
    19. 19. 2.4 Não Produção Conceito <ul><li>Produção é : </li></ul><ul><li>Toda a actividade de que resulta a criação ou o aumento de utilidades a qual depende assim da quantidade de recursos (factores) utilizados nessa produção. </li></ul><ul><li>A Não Produção (ou inibição de produção) traduz-se no que se deixa de produzir por: </li></ul><ul><li>ineficiente utilização dos recursos disponíveis (im produtividade) ou </li></ul><ul><li>transferência dos recursos disponíveis para outras tarefas </li></ul><ul><li>Não confundamos a não-produção em sede de Custos Ocultos com o conceito mais lato utilizado por vezes na contabilidade analítica que equipara custos de não-produção a Custos Indirectos: Administrativos, I&D, Vendas, Distribuição e Comercial </li></ul><ul><li>Consideramos assim apenas os directos de produção e custos de apoio à produção não registados como tal. </li></ul>Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 Absentismo Acidentes Não qualidade Não produção Rotação de pessoal
    20. 20. 2.4 Não Produção Indicadores de Produtividade Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 <ul><li>Tempo </li></ul><ul><li>Esforço </li></ul><ul><li>Preço e custo externo </li></ul><ul><li>Simplicidade do processo </li></ul><ul><li>Poupança de recursos (Mantendo a qualidade intrínseca e extrínseca dos bens ou serviços) </li></ul>Os indicadores de produtividade dividem-se em: <ul><li>Podemos considerar indicadores de produtividade quaisquer que melhorem os rácios: </li></ul><ul><li>Tempo / quantidade de output; </li></ul><ul><li>Tempo / quantidade de input; </li></ul><ul><li>Custos / quantidade de output; </li></ul><ul><li>Capacidade / quantidade de output. </li></ul>Podemos considerar indicadores com impacto nos seguintes rácios: Absentismo Acidentes Não qualidade Não produção Rotação de pessoal
    21. 21. 2.4 Não Produção Factores e causas da variação da produtividade Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 Os dois grupos de causas da variação da produtividade são: <ul><li>Atitude perante o trabalho </li></ul><ul><li>Propensão para a poupança e o investimento </li></ul><ul><li>Propensão para a inovação e a assunção de riscos </li></ul><ul><li>Formação cientifica e tecnológica </li></ul><ul><li>Cultura e Valores </li></ul><ul><li>A eficiência operativa: motivação e incentivos </li></ul><ul><li>Mercado: pressão da procura e sazonalidade </li></ul><ul><li>A organização e as tecnologias </li></ul><ul><li>Investigação e Desenvolvimento </li></ul><ul><li>Economias de escala, qualidade e redução de custos </li></ul><ul><li>A formação profissional </li></ul><ul><li>A legislação e os sindicatos </li></ul><ul><li>Diversificação dos produtos. </li></ul><ul><li>Causas Próximas </li></ul>Absentismo Acidentes Não qualidade Não produção Rotação de pessoal
    22. 22. 2.5 Rotação de Pessoal Conceito <ul><li>A Rotação de Pessoal é classificável em : </li></ul><ul><li>Natural – resulta da saída das pessoas por morte, reforma, incapacidade, doença, etc.; </li></ul><ul><li>Iniciativa da organização – despedimento; </li></ul><ul><li>Iniciativa do trabalhador – pedido de rescisão de contrato por parte do trabalhador; </li></ul><ul><li>Resultante de transferências internas de pessoal – é a que tem lugar quando existe um movimento persistente de trabalhadores, entre um e outro departamento, ou entre a sede e pólos, que obrigam às suas substituições. </li></ul><ul><li>De entre estas várias espécies de rotação, a atenção dos decisores deve concentrar-se nas 2 últimas, que são as mais perigosas para a organização. </li></ul>Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 Absentismo Acidentes Não qualidade Não produção Rotação de pessoal
    23. 23. 2.5 Rotação de Pessoal Tipologias de rotação de pessoal mais grave <ul><li>Quais os indicíos? </li></ul><ul><li>A rotação por iniciativa do trabalhador é normalmente estudada de per si, e as suas causas procuram ser analisadas através de entrevistas de saída, estruturadas a todos os que abandonam a empresa. </li></ul><ul><li>A rotação interna , embora menos grave (a organização não perde talentos), indicia normalmente um desequilíbrio entre o conjunto de salários e regalias oferecido para diversas funções dentro da entidade, que deve ser eliminado ou, pelo menos, atenuado. </li></ul><ul><li>O desejável é ter uma taxa de rotação média ao sector de actividade . Se a nossa taxa de rotação disparar tem um conjunto de causas que deve levar à avaliação do sistema de recompensas. Mas é bom ter em conta que se a nossa taxa é de 100 % - ninguém sai – é mau (não entra “sangue novo”), mas se é de 0% - não há qualquer retenção pois existe uma em permanente rotação -, é muito pior! </li></ul>Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 Absentismo Acidentes Não qualidade Não produção Rotação de pessoal
    24. 24. 3. Quantificação Custos de Funcionamento Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 <ul><li>Custos de Funcionamento (a) </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>Fornecimentos e Serviços externos </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Amortizações e provisões do exercício </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Impostos </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Encargos financeiros </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Outros custos operacionais </li></ul></ul></ul></ul><ul><li>Total de horas de funcionamento (b) </li></ul><ul><li>Total de dias de funcionamento x Nº horas de funcionamento diário </li></ul><ul><li>Custo de Funcionamento por hora = (a) / (b) </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul>Custos de funcionamento anual Valor (€) Fornecimentos e Serviços externos 320.000€ Amortizações e provisões do exercício 25.000€ <ul><ul><ul><ul><li>Impostos </li></ul></ul></ul></ul>45.000€ <ul><ul><ul><ul><li>Encargos financeiros </li></ul></ul></ul></ul>30.000€ <ul><ul><ul><ul><li>Outros custos operacionais </li></ul></ul></ul></ul>15.000€ Total (a) 435.000€ Horas de funcionamento anual Horas Total de dias de funcionamento 251 Nº horas diárias de funcionamento 8 Total (b) 2.008 Custo de funcionamento por hora Valor (€) (a) / (b) 217€
    25. 25. 3. Quantificação Custos com Pessoal Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 <ul><li>Custos com pessoal (a) </li></ul><ul><li>Ordenados durante o período de trabalho (11 meses x salário) </li></ul><ul><li>Encargos periódicos: </li></ul><ul><li>Remunerações durante as férias (1mês) </li></ul><ul><li>Subsídio de férias (1mês) </li></ul><ul><li>Subsídio de Natal (1mês) </li></ul><ul><li>Segurança Social (23,75%) </li></ul><ul><li>Seguros de acidentes de trabalho </li></ul><ul><li>Outros encargos (refeições, formação, etc) </li></ul><ul><li>Total de horas de trabalho (b) </li></ul><ul><li>Total de dias de trabalho x Nº horas de trabalho diárias </li></ul><ul><li>Custo de pessoal por hora = (a) / (b) </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul>Custos com pessoal anual Valor (€) Ordenados 1.320.000€ Remuneração em férias 120.000€ Subsídio de férias 120.000€ Subsídio de Natal 120.000€ Segurança Social 399.000€ Seguro acidentes de trabalho 25.000€ Outros encargos 103.960€ Total (a) 2.207.960€ Horas de trabalho anual Horas Total de dias de trabalho 226 Nº horas diárias de trabalho 8 Nº de funcionários 100 Total (b) 108.800 Custo por pessoa / hora Valor (€) (a) / (b) 12,21€
    26. 26. 3. Quantificação Acções de regulação dos disfuncionamentos Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 Sobre Salários Modo ou tempo de regulação Sobre Consumos Não produção ou inibição de potencial Absentismo <ul><li>Custo com pessoal devido ao pagamento de remuneração por baixa </li></ul><ul><li>Custo com pessoal devido ao processo administrativo do tratamento das faltas </li></ul><ul><li>Custo de funcionamento do processo administrativo do tratamento de faltas </li></ul><ul><li>Trabalho que fica por realizar por falta da pessoa e/ou sua substituição </li></ul>Acidentes <ul><li>Pagamento de despesas de saúde , seguro de acidente, etc. </li></ul><ul><li>Custo com pessoal devido ao pagamento de remuneração por baixa </li></ul><ul><li>Custo com pessoal devido ao processo administrativo do tratamento de acidentes </li></ul><ul><li>Custo de funcionamento do processo administrativo do tratamento de faltas </li></ul><ul><li>Trabalho que fica por realizar por falta da pessoa e/ou sua substituição </li></ul>Não Qualidade <ul><li>Custo com pessoal sem retribuição de trabalho conforme esperado </li></ul><ul><li>Custo com pessoal devido à repetição da tarefa </li></ul><ul><li>Custo com pessoal devido ao tempo de avaliação e regulação da situação </li></ul><ul><li>Custo de funcionamento adicional por repetição da tarefa </li></ul><ul><li>Trabalho que ficou por realizar em virtude da repetição da tarefa </li></ul>Não Produção <ul><li>Custo com pessoal sem retribuição de trabalho </li></ul><ul><li>Custo com pessoal para actividades de manutenção ou avarias </li></ul><ul><li>Custo com pessoal devido ao tempo de avaliação e regulação da situação </li></ul><ul><li>Custo de funcionamento fixo constante sem que haja lugar a produção </li></ul><ul><li>Trabalho que poderia ter sido realizado e não foi por inexistência de produção </li></ul>Rotação de Pessoal <ul><li>Custo com pessoal sem retribuição de trabalho conforme esperado </li></ul><ul><li>Acompanhamento prestado por responsável da formação </li></ul><ul><li>Custos de formação </li></ul><ul><li>Custos de funcionamento devido a repetição de tarefas em fase de aprendizagem </li></ul><ul><li>Trabalho que poderia ter sido realizado devido a inexperiência </li></ul>
    27. 27. 3. Quantificação Absentismo Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 O Absentismo advém do tempo de trabalho esperado não utilizado. É possível avaliar o impacto destas intervenções através de indicadores do tipo: N.º H. ou Dias de Ausência ------------------------------------- X 100 N.º H. ou Dias Trabalháveis Custo médio por hora de trabalho X Nº Hora Úteis de Ausência <ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>Atestado médico durante 2 semanas </li></ul>Exemplo - Versão tradicional : Atestado médico = (12,21€X 80%) X 80h = 781,58 € Exemplo – Versão Custos Ocultos: Absentismo Acidentes Não qualidade Não produção Rotação de pessoal Indicador Descrição Cálculo Valor Sobre Salários Remuneração de baixa 12,21€ x 80% x 80h 781,58€ Modo ou tempo de regulação Processo administrativo 12,21€ x 3h 36,64€ Sobre Consumos Processo administrativo 217€ x 3h 650,00€ Não produção ou inibição de potencial Trabalho realizado por colaborador mais qualificado em 50% 12,21€ x150% x 80h 1.465,46€ TOTAL 2.933,68€
    28. 28. 3. Quantificação Acidentes Grande parte dos custos em que a empresa incorre e que deve considerar não é coberta pelo seguro de acidentes de trabalho, contudo estes raramente são quantificados. Exemplo - versão tradicional: Acidente = 2500€ + (12,21 € x 80% x 240h) = 4.844,74€ Exemplo – versão custos ocultos: Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 <ul><li>Exemplo : </li></ul><ul><li>Lesão de um membro superior </li></ul><ul><li>Atestado médico durante 6 semanas </li></ul><ul><li>Despesas de saúde: 2500€ </li></ul>Absentismo Acidentes Não qualidade Não produção Rotação de pessoal Indicador Descrição Cálculo Valor Sobre Salários Pagamento de despesas de saúde Remuneração de baixa 2500€ 12,21€ x 80% x 240h 2.500,00€ 2.344,74€ Modo ou tempo de regulação Processo administrativo 12,21€ x 4,5h 48,85€ Sobre Consumos Processo administrativo 217€ x 4,5h 976,50€ Não produção ou inibição de potencial Trabalho 12,21€ x 240h 2.930,40€ TOTAL 8.800,48€
    29. 29. 3. Quantificação Não Qualidade L = k (y – T) 2 Onde: L = perda devido ao desvio da característica k = coeficiente de perda y = valor da característica de qualidade T = valor nominal ou valor alvo Um dos mecanismos para calcular o custo da não qualidade é a Função Perda de Taguchi que estabelece uma medida financeira para o cálculo do desvio de uma característica do produto com relação ao valor nominal. Exemplo – versão custos ocultos: Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 <ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>Serviço administrativo de duração média de 5 min </li></ul><ul><li>Serviço duplicado </li></ul><ul><li>Custo pessoal 5min: 1,02€ </li></ul><ul><li>Limite de Especificação: 2min </li></ul><ul><li>Exemplo – versão Taguchi: </li></ul><ul><li>k = 1,02/(2) 2 = 0,26 </li></ul><ul><li>L(10) =0,26(10-5) 2 = 6,50€ </li></ul>Absentismo Acidentes Não Qualidade Não produção Rotação de pessoal T Limites de Especificação € LIE LSE Perda Indicador Descrição Cálculo Valor Sobre Salários Custo com pessoal duplicado 12,21€ x (5/60)h 1,02€ Modo ou tempo de regulação Identificação e regulação 39,55€ x (8/60) 5,27€ Sobre Consumos Custo de funcionamento 217€ x (5/60)h 18,08€ Não produção ou inibição potencial Trabalho que ficou por realizar 39,55€ x (5/60)h 3,30€ TOTAL 21,75€
    30. 30. 3. Quantificação Não Produção <ul><li>Para o apuramento dos custos resultantes da não produção, que pode se pode traduzir em ineficiência ou transferência de recursos, é importante salientar que são apenas considerados: </li></ul><ul><li>Custos directos de produção </li></ul><ul><li>Custos de apoio à produção </li></ul><ul><li>Exemplo - custos ocultos: </li></ul>Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 <ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>Avaria de computador por 2h </li></ul>Absentismo Acidentes Não Qualidade Não produção Rotação de pessoal Indicador Descrição Cálculo Valor Sobre Salários Custo com pessoal 12,21€ x 2h 24,42€ Modo ou tempo de regulação Identificação da situação contacto serviços de informática 12,21€ x (10/60)h 2,04€ Sobre Consumos Sistema de manutenção informática 217€ x 2h 434,00€ Não produção ou inibição potencial Trabalho que ficou por realizar 12,21€ x 2h 24,42€ TOTAL 484,88€
    31. 31. 3. Quantificação Rotação de Pessoal A rotação de pessoal tem consequências negativas a diversos níveis sendo um deles representado pelos custos económicos (custos administrativos, emprego temporário, horas extraordinárias, etc.), custos de substituição (custos de recrutamento e selecção), e custos de formação. Exemplo – Custos Ocultos : Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 <ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>Período de formação do profissional </li></ul><ul><li>Tarefa com duração 60min com atraso de 15min e auxílio de outro colaborador por 10min </li></ul>Absentismo Acidentes Não Qualidade Não produção Rotação de pessoal Taxa de Rotação N.º total de efectivos ---------------------------------------------------------- N.º de efectivos (n-1) + Admissões - Saídas Índice de Estabilidade N.º efectivos > 1ano de serviço ---------------------------------------------------- X 100 N.º de efectivos > 1ano de serviço (n-1) Indicador Descrição Cálculo Valor Sobre Salários Custo com pessoal tempo a mais na realização da tarefa 12,21€ x (15/60)h 9,89€ Modo ou tempo de regulação Auxílio na realização da tarefa 12,21€ x (10/60)h 6,59€ Sobre Consumos Custo de funcionamento 217€ x (15/60)h 54,25€ Não produção ou inibição potencial Tempo de trabalho que poderia ter sido realizado para ambos 12,21€ x (25/60)h 16,48€ TOTAL 64,43€
    32. 32. 4. Conclusões Abordagem Socioeconómica das organizações Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11 <ul><li>Redução de tempo da gestão gasto a derimir  conflitos com fornecedores ou clientes </li></ul><ul><li>Redução de tempo da gestão com conflitos internos e problemas disciplinares </li></ul><ul><li>Redução de custos financeiros (por exemplo com serviços jurídicos) </li></ul><ul><li>Redução do absentismo voluntário </li></ul>Benefícios da abordagem Áreas de actuação <ul><li>Análise de processos, identificando estrangulamentos ou situações causadoras de erros, atrasos ou absentismo voluntário </li></ul><ul><li>Definição de modelos de custeio, identificando formas de imputar directamente custos como os jurídicos, intervenção da Administração na gestão de conflitos </li></ul><ul><li>Definição de um modelo de performance (potenciando a produtividade individual) </li></ul><ul><li>Definição de programas de formação consistentes (orientada à eficiência da actividade) </li></ul>Conclusões
    33. 33. Bibliografia Básica Abordagem Socioeconómica das organizações <ul><li>Savall, Henri; Zardet, Véronique; Bonnet, Marc . (2008) Mejorar los desempeños ocultos de las empresas a través da gestión socioeconômica . </li></ul><ul><li>2ª Ed. Lyón: OIT/ISEOR. </li></ul>Abordagem Socioeconómica das Organizações – Custos Ocultos José Manuel Correia - Out.11

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