PRIMEIRA PARTE                                                                  PREÇO: R$ 4,00                            ...
CADERNOS DE DEBATE                                                                                      3                 ...
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CADERNOS DE DEBATE                                                                                         5E isto é assim...
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16                                                                 CADERNOS DE DEBATEMas isto não era suficiente para cria...
CADERNOS DE DEBATE                                                                                        15exterior como ...
CADERNOS DE DEBATE                                                                                          17 e seu regim...
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  1. 1. PRIMEIRA PARTE PREÇO: R$ 4,00 Comitê Pela Refundação da IV Internacional São Paulo, Brasil. Integrante da FLTI. Blog: www.comitepelarefundacaoiv.blogspot.com SUPLEMENTO ESPECIAL E-mail: comitepelarefundacaoiv@yahoo.com.br DOCUMENTO DO COMITÊ EXECUTIVO INTERNACIONAL DA FLTITESES SOBRE A CHAVE DO MOMENTO DA SITUAÇÃOMUNDIAL E O PROGRAMA DOS REVOLUCIONÁRIOSFuneral dos mártires da Síria Aprofunda-se a bancarrota do sistema capitalista mundial. Em resposta aos 2011: ataques dos capitalistas e seus governos, uma ascensão revolucionária de massas comoveu ao mundo. Apoiados nas direções traidoras do proletariado, o imperialismo e seus 2012: governos iniciam uma contraofensiva. Eles têm concentrado seu ataque na Síria martirizada, Grécia, China e conquistando novos saltos na restauração capitalista em Cuba.Ou a classe operária dá uma saída com o triunfo da revoluçãosocialista ou o capitalismo, para sobreviver, lançará como já estáfazendo, toda sua crise às massas
  2. 2. CADERNOS DE DEBATE 3 CAPÍTULO I 25/04/12 A CHAVE DO MOMENTO DA SITUAÇÃO MUNDIAL E DO PROGRAMA DOS REVOLUCIONÁRIOSApresentamos a seguir as resoluções do Comitê Executivo Internacionalrealizado na primeira semana de março deste ano. Um dos principais debatesesteve centrado no momento da situação mundial, de como se molda e serefrata em cada país e, a propósito do programa dos revolucionários.Tunísia: dezembro 2010-janeiro 2011, as massas revolucionárias tomam as ruas 2011- Ante os golpes da crise capitalista: uma ascensão revolucionária de massas que comoveu ao mundo1 - Em 2011 vivemos uma fenomenal ascensão de na greve geral de Nigéria ou África do Sul e na massas que ameaçou sincronizar a revolução corrente de revoltas das massas na China. Este proletária do mundo colonial e semicolonial processo ameaçava a abertura de uma situação prélevando ao coração das potências imperialistas. revolucionária mundial e de uma ascensãoA corrente de revoluções operárias e socialistas revolucionária de massas como foi o período de 1968-abertas no Norte da África e Oriente Médio 1974, a nível mundial.demonstraram ao proletariado mundial como 2enfrentar a crise e fizeram estourar pelos ares, em - O jovem tunisino, profissional desempregado,focos revolucionários do planeta, os estorvos de que em dezembro de 2010 se sacrificava porquecontenção das direções reformistas que controlavam a polícia lhe tirava sua carroça, com a qualà classe operária mundial. vendia verduras em uma praça, concentrava em suaEste foi um ano que comoveu ao mundo. A ascensão tragédia as condições de um capitalismo emempurrava não só ao combate à classe operária bancarrota e os padecimentos inauditos doseuropeia, que estava dando duras lutas contra a explorados do mundo. Ao aumento insuportável dobancarrota do Maastricht imperialista, senão também preço do alimento em todo o Norte da África, aoà classe operária norte-americana que voltava a tomar saque desenfreado do imperialismo na região, àsos portos de Oakland e seus elementos mais autocracias assassinas assentadas em suasavançados cercavam Wall Street. Enquanto que, na baionetas respondeu o poder dos explorados comAmérica Latina, África do sul e na China escravizada uma corrente de insurreições que primeiro cobrou aas massas ameaçavam com ofensivas cabeça de Ben Alí na Tunísia, depois de Mubarak norevolucionárias. Assim vimos na greve geral boliviana, Egito e se expandiu até o Oriente Médio em chamas.no combate dos trabalhadores e da juventude chilena,
  3. 3. 4 CADERNOS DE DEBATETratou-se de uma poderosa revolução pelo pão, todos os exploradores do mundo.contra o imperialismo e as autocracias, com Operários da Hyundai, Mitsubishi, Foxxconn, comodiferentes episódios desde Tunísia a Síria, desde antes em Tonghua e Lingzou, e como parte deEgito a Líbia, desde Bahréin a Iêmen. milhares de lutas operárias pela fábrica e pela região, negavam-se a seguir suportando os salários deDerrotando governos e regimes, desarmando à maquila e as condições de escravatura e cativeiropolícia e rompendo ao exército burguês, conquistando operário que impõe as multinacionais.o armamento de massas, pondo em pé suasorganizações de luta e de poder, ocupando as praças A classe operária China já vinha exercitando seuse transformando-as em parlamentos dos explorados e músculos na luta, quando em 2007-08 caiu a bolsa deatacando a propriedade privada, a revolução operária Shangai e fechou centenas de milhares de fábricas dee socialista no Norte da África e Oriente Médio patrões coreanos e chineses, empresas do estado erompeu todos os estorvos de contenção das das multinacionais que, pela valorização da força dodireções reformistas do proletariado mundial. trabalho na China, mandavam parte de suasNa Líbia, a revolução mundial encontrava a sua sucursais a Indonésia, Tailândia, Vietnã, Egito evanguarda: as milícias operárias e populares que, outras zonas do planeta buscando novas fontes decom o método da insurreição de massas esmagaram mão de obra escrava ainda mais barata que a China.ao regime, deixando milhares de mártires no caminho, Ante esta situação, o método de luta que impôs ae justiçaram ao chacal Khadafy. Na Síria já classe operária China durante todo 2008-2009 foi: “Secomeçavam abertos choques entre revolução e fecham as fábricas, queimam as Municipalidades econtra-revolução. Assim demonstrou a invasão das Prefeituras e o governo deve pagar os salários. Nãoburguesias árabes e o imperialismo para esmagar às há salários? Pois como em Tonghua e Lingzou rodammassas insurrectas de Bahréin. as cabeças dos patrões das fábricas”.Estas ações contra-revolucionárias pré-anunciavamque as classes dominantes por nada iriam entregar Um dos proletariados mais numerosos do planetabondosamente seu poder. tencionava seus músculos e ameaçava irromper com uma ofensiva revolucionária fazendo voar pelos aresA política de colaboração de classes e os desvios esse paraíso das multinacionais que é China paraparlamentares foram e são para adormecer às explorar mão de obra escrava. O Partido dosmassas e preparar as melhores condições para mandarines chineses de Hu Jintao e demais lacaiosesmaga-las com putch e golpes contra- das multinacionais, começava a dividir-se ao redor derevolucionários como vimos não só em Bahréin, como controlar melhor esta tendência à ascensão docomo também Iêmen, Egito com a Junta Militar e movimento operário na China. Mas o que em si todosagora com o massacre da Síria. O imperialismo não estiveram de acordo foi em alistar a sua casta depode permitir nem deixar que as massas terminem de oficiais do exército assassino chinês para voltar avarrer com todos seus dispositivos contra- massacrar, como o fizeram ontem em Tiananmen,revolucionários na região. para tentar conter a ascensão de massas que estava desenvolvendo-se.Esta ofensiva de massas pôs em sua dinâmica à 4ordem do dia e em perspectiva uma luta generalizada - Na América Latina, a tendência era romper odos explorados de toda a região para terminar com o cerco e controle dos governos bolivarianosestado de Israel como assim também para voltar a expropriadores da revolução operária einsurgir às massas do Iraque e Afeganistão contra o camponesa dos primeiros anos do século XXI. Aimperialismo. Para nada as multinacionais iriam classe operária e os camponeses pobres na Bolíviadeixar nas mãos das massas insurreccionadas as ultrapassavam à burocracia da COB, e enfrentavamrotas do petróleo e de seus fabulosos negócios na nas ruas a Evo Morales e seu “tarifazo” -ao serviço dasregião. Até ali, tão longe, chegou a ofensiva multinacionais- ao grito de “Evo e Goni, a mesmarevolucionária dos explorados, apesar e na porcaria! Fora as Multinacionais!”. Este combate foicontramão de todas as direções contra- contido pela burocracia colaboracionista da COB, darevolucionárias do planeta, agentes do capital. qual o POR não é mais que uma ala, que sustentou aos “ministros operários” no governo repressor e3 - Em 2011 a corrente de revoluções do Norte assassino de Evo Morales. Em 28 e 29 de setembro, da África e Oriente Médio ameaçava chegar à enquanto Evo Morales massacrava aos camponeses Europa imperialista. Assim, vimos às massas do TIPNIS, as massas respondiam com uma greveexploradas da China protagonizar milhares de geral. As direções da COB e o POR conspiraram pararevoltas em todo o interior do país contra as que esta tendência à ascensão revolucionária dasmultinacionais, contra a expropriação das terras aos massas bolivianas não terminassem por varrer com ocamponeses e contra os governantes corruptos e governo de Evo Morales, que à cada passo demonstraassassinos do PC e a patronal escravista, que que é tão repressor e esfomeador como os governoscaracterizavam estas revoltas como “selvagens”. O da Rosca.combate defensivo das massas Chinas começava ater fortes elementos de ofensiva da classe operária,que tendia a se unir com milhões de camponesesfamintos, configurando uma situação explosiva para
  4. 4. CADERNOS DE DEBATE 5E isto é assim, porque é ogoverno do pacto dasmultinacionais, a oligarquiade Santa Cruz e EvoMorales, abençoado pelaOEA e sustentado pelasburguesias nativas docontinente. As direções dasmassas, com o “pão” e pausda “nacionalização damineração” que nuncachega, colaboraram paraseparar ao movimentomineiro do resto dosoperários e camponesesque insurgiam na Bolívia.No Chile, uma luta anti-imperialista da juventudeestudantil e da classeoperária generalizava-se Bolívia: greve geral contra o governo de Evo Moralesmarcando que paraconquistar o salário e a educação gratuita para os seu combate começaram a identificar com absolutafilhos da classe operária tinha que expropriar o cobre, clareza a seus inimigos. Irrompiam os Indignados doderrocar ao governo de Piñera e demolir ao regime Estado Espanhol, com a juventude operária, oscívico-militar pinochetista. Uma situação pré- trabalhadores desempregados, os estudantesrevolucionária abria-se nesse país. combativos e as classes médias arruinadas tomando as praças da Espanha, como o ensinaram osInsurgia-se o Peru profundo com revoltas e explorados do Egito. Seu grito era “República doslevantamentos operários e camponeses contra o Indignados!”, voltando a moção da classe operáriasaque imperialista. espanhola nos ´30, silenciada pelo reformismo: Fora o Rei! Viva a República!Estes combates na zona andina da América Latina,ameaçavam, como o fizeram, em voltar a insurgir à Na Inglaterra, a juventude explorada paralisouclasse operária latino-americana que tinha jogado um durante dois dias as principais cidades, com umapapel de vanguarda no primeiro lustro do século XXI. revolta que arrasou tudo a seu passo, incendiando a Tottenham das multinacionais.5 - Como um verdadeiro choque elétrico, os combates do Magreb e Oriente Médio empurraram às massas da Europa a uma nova esuperior onda de combate, marcando que a única Nos EUA os trabalhadores de Wisconsin enfrentavam o ajuste de Obama com bandeiras e cartazes marcando “Lutemos como no Egito!”. Os portuários de Oakland novamente paralisavam o porto e surgiamsaída possível era a luta política de massas contra os os Indignados de Wall Street que cercavam aogovernos e o capital financeiro. capital financeiro ianques, marcando à classe operária mundial que esses são seus principaisJá para as duas últimas greves gerais de agosto- inimigos.outubro na Grécia, as direções stalinistas eburocráticas dos sindicatos não podiam impedir que a A revolução no Magreb ameaçava em cruzar o Marclasse operária rompessem o estreito marco de lutas Mediterrâneo e penetrar na Europa imperialista deeconômicas impotentes, que a burocracia tentava Maastricht dando um golpe qualitativo ao capitallevar à cada passo. É que o governo do capital financeiro. O proletariado e a juventude gregafinanceiro atacava generalizado sob as ordens do pareciam tomar como vanguarda esta tarefa,chicote do Bundesbank e o FMI à classe operária, aos encabeçando uma onda de luta política de massascamponeses pobres e a todos os explorados da superior à que o proletariado europeu já tinhaGrécia. Abaixo Papandreu! Dissolução do Parlamento protagonizado. O capital financeiro não podia permitir.fantoche! É preciso fazer como na Argentina em 2001 O reformismo saiu em seu socorro.para “Que se vão todos e não fique nem um só”!,começava ser o grito de guerra da classe operáriagrega, abrindo a perspectiva de que os processosrevolucionários do mundo colonial e semicolonialcheguem às metrópoles. Neste caso a Grécia, comoum dos elos mais débeis do domino imperialista.Com os aparelhos reformistas e as burocraciasoperárias revolcadas ante a revolução, as massas em
  5. 5. 6 CADERNOS DE DEBATE Uma nova geração do proletariado decantou novos processos de radicalização de massas6 - Desta maneira, os explorados a nível indignaram-se e chegaram a cercar Wall Street. mundial começavam a por de pé em posição Europa foi sacudida desde seus alicerces. Apesar e na de contra ofensiva para derrotar o ataque dos contramão de um enorme batalhão de direçõescapitalistas. traidoras, que foram superadas pelas massas, aA monção da classe operária e os oprimidos do Norte classe operária comoveu ao mundo como em décadasda África, a todo o proletariado mundial, foi que para não se comovia. Isso foi 2011.derrotar o ataque dos capitalistas teria que lutar portudo, com os métodos da revolução proletária, contra As primeiras respostas ante o brutal ataque quea cidadela do poder dos exploradores e jogar fora os lançou o capital imperialista em bancarrota, já as tinhagovernos e regimes esfomeadores e assassinos das dado a classe operária em 2007-08. Estes combatesmassas. de massas foram rapidamente cercados comoA cada passo, o proletariado tende a coordenar Guadalupe, Madagascar, Kirguistán, a palestinaseu combate a nível internacional e ameaçam em martirizada e massacrada pelo estado sionista sob oprotagonizar um verdadeiro ascenso comando de Obama e sua “Operação Chumborevolucionário, sincronizando as lutas das Fundido” ou Grécia, onde as massas nas ruasmassas do mundo colonial e semicolonial, com os ameaçavam com derrocar ao governo de Karamanlis.combates do proletariado dos países Mas desta vez, o cerco que tentaram pôr aosimperialistas. Abria-se a possibilidade concreta da processos revolucionários foi superado e as massasabertura de uma situação pré-revolucionária mundial tenderam a generalizar seus combates já que de. forma certeira distinguiram quem eram seus inimigos: os superbancos e seus governos e regimes que7 - Uma nova geração do proletariado decantava um verdadeiro processo de radicalização no coração das massas exploradas. Eles foram osque encabeçaram as mobilizações, as insurreições, estavam atacando violentamente às massas para que estas paguem sua crise. 8as milícias operárias e populares que não distinguiram - O reformismo tinha sido reagrupado efronteiras de uma única revolução no Norte da África e concentrado pelo grande capital para sustentá-loOriente Médio. Foram quem cercaram Wall Street, e defender do ódio das massas no meio de suaocuparam as praças do Estado Espanhol, justiçaram bancarrota. Com a ofensiva de 2011, o cerco doos patrões na China e romperam com os governos reformismo foi perfurado aqui e lá pelas massas quebolivarianos. Foram os que, como no Japão, fizeram ameaçavam, com seus embates, à cidadela do podermarcos de internacionalismo com a vanguarda dos exploradores, a seus regimes, governos eoperária e juvenil antiimperialista que, enfrentando a estados. Por isso, para controlar este processo, já nãocatástrofe nuclear imposta às massas pelas bastou com as traições e as facadas pelas costas dotransnacionais niponas, mobilizavam-se em defesa reformismo, senão que a burguesia e o imperialismodos estudantes chilenos reprimidos e cercavam a se viram obrigadas a ter que pôr nas ruas também aembaixada desse país, no Japão imperialista. seu agente fascista e contra-revolucionário, assim como vemos em Bahréin e nos massacres da Síria eO proletariado mundial chegou bem longe em seu China atualmente, com as que tem iniciado uma brutalcombate e sua espontaneidade. Inclusive com um contraofensiva contra as massas. Grécia povoada deimportante grau de consciência, partindo das lutas bandas fascistas antecipa que a resolução de quemanteriores, fazendo marcos de socialismo e paga a crise mundial, se a classe operária e osinternacionalismo proletário. A corrente de revoluções explorados ou o capital imperialista, se definiráno Magreb enlouqueceu à burguesia, os explorados historicamente com guerras e em choques decisivos entre fascismo e comunismo. Espanha: assembléia dos indignados na Praça do Sol
  6. 6. CADERNOS DE DEBATE 7 2012: apoiado nas direções traidoras do proletariado, o imperialismo inicia uma contraofensiva para conter a ofensiva de massas de 2011A contra-revolução tem concentrado suas forças golpeando duramente na Síria, tem largado um brutal ataque na Grécia e China, e está dando saltos qualitativos na restauração capitalista em Cuba.9 - Como podemos ver hoje, no inicio de março de 2012 começou uma contraofensiva imperialista que centratodas suas forças na Síria. As tropas do Al-Assad, a mando região e que se assentassem em armadilhas, desvios e expropriações da revolução em todo o Norte da África e Oriente Médio. Este golpe contra-revolucionário do Al-da OTAN, as potências imperialistas e com o apoio da Assad e os generais lacaios do imperialismo tenta ser umaburguesia do Iran e do Líbano, entraram a Homs e a todas as ação contra-revolucionária exemplificadora para todas ascidades insurreccionadas da Síria, provocando um massas do mundo que queiram seguir seu caminho.verdadeiro massacre com seus mercenários e impondo, naszonas operárias, a política fascista de terra arrasada. Aburguesia, o imperialismo e seus agentes, as direçõestraidoras, concentraram ali todas suas forças para que o 11- Afirmamos que esta contraofensiva imperialista é, em última instância, produto do acionarchacal Al- Assad faça o “trabalho sujo” de todos de esmagar das direções traidoras do proletariado mundial quea insurreição de massas. cercaram a revolução do Norte da África e Oriente Médio,Tinha que impedir que a Síria transforma-se em uma nova deixando isolado o duplo poder armado das massas líbias eLíbia, com as massas armadas derrocando ao Al- Assad e dessincronizando estes processos da luta dos explorados natomando justiça com sua própria mão em sua luta pelo pão. Europa e as potências imperialistas. Isto é o que deixou asIsso teria significado um novo salto da revolução demolindo mãos livres ao imperialismo para centralizar suas forças emao estado e ao governo que garante ao imperialismo as um ponto do avanço revolucionário e massacrar aos“fronteiras de paz” do estado sionista fascista de Israel. Isso explorados. As aristocracias e burocracias operárias e seusteria significado também que as massas palestinas, as mais partidos de Europa, primeiro tinham descentralizado erespeitadas da região, se erigiriam como o caudilho de uma descoordenado a luta do proletariado europeu levando aúnica revolução esmagando ao estado fascista de Israel e mesas de negociações impotentes com os governos ecom isso, derrotando as armadilhas de desvios, contenção e regimes imperialistas, já decididos a lhes tirar até a últimagolpes na Tunísia e Egito. Assim também, as massas gota de sangue aos explorados para que estes paguem suaarmadas da Líbia teriam derrotado ao CNT pró-imperialista. crise.É por estes motivos que o stalinismo e o FSM sustentaram opacto de Hamas e Al Fatah na Palestina, que Assim, impulsionaram uma campanha internacionalvergonhosamente lutam pela existência de dois estados na venenosa, lançada por todas as burguesias nativas lacaiasPalestina ocupada, segundo as fronteiras prévias ao ´67 que do imperialismo, sustentadas por stalinistas e renegados doimpulsiona o assassino Obama. Isto equivale a sustentar ao trotskismo. Esta campanha impulsionada por todos osestado sionista fascista de Israel para que siga ocupando à membros do FSM se expandiu em todo mundo. Estanação palestina e mantendo às massas escravizadas desse campanha afirmava que as massas da Líbia “eram tropaspaís em guetos e campos de concentração, como o são Gaza terrestres da OTAN”. Assim, deixava a sua sorte ao duploe Cisjordânia. poder armado das massas da Líbia para que o CNT e os10 generais khadafistas tentassem desarma-los. Mas sobretudo, esta campanha foi para deixar isoladas às - No início de março de 2012, o imperialismo massas revolucionárias da Síria que ameaçavam seguir essecentralizou todas suas forças e agentes para aplicar uma mesmo caminho.feroz ação contra-revolucionária de extermínio contra asheroicas massas sírias insurrectas. Às tropas de ocupaçãodo Al- Assad as comandou Obama e o imperialismo, quemoveu a Putin daRússia e Hu Jintao da China para que as 12 - Nesta situação e nesses momentos, as massas exploradas do Egito tentavam voltar à Praça Tahrir paraarme; à burguesia Iraniana dos Aiatolas e Hezbollah do enfrentar abertamente à Junta Militar e a seus lacaios queLíbano, para atuar como Quinta Coluna apoiada pelos tinham expropriado sua heroica e magnifica revolução.bolivarianos; e aos reformistas para cercar e caluniar às Foram tentar um choque decisivo com a casta de oficiais domassas sírias, com o objetivo de que o proletariado mundial exército assassino de Mubarak. Mas o cerco aos processosnão as defenda. Assim pôde entrar em Homs e esmagar à revolucionários já tinha começado. Líbia estava isolada, eresistência, fuzilando e degolando aos novos mártires da sua vanguarda denigrada ante a classe operária mundial. Oclasse operária mundial. massacre na Síria tinha começado. Na Grécia a burocracia stalinista tinha retomado o controle da ação das massas.Trata-se de uma resposta contra-revolucionáriaimperialista ao mesmo nível da ofensiva de massas que Esta nova maré de luta da classe operária do Egitodesenvolveu-se em 2011. O golpe busca estabilizar Síria encontrou uma Junta Militar fortalecida pelo isolamentocomo um enclave contra-revolucionário estabilizador da das massas e de seus processos revolucionários, e pelo
  7. 7. 8 CADERNOS DE DEBATEretrocesso deles, qüestão que permitiu umnovo massacre contra-revolucionário sobre omelhor da vanguarda que tentava reeditar olevantamento revolucionário de fevereiro de2011, retomando a Praça Tahrir.Toda a esquerda mundial tinha dito aosexplorados do Egito que tinha sido uma“revolução democrática” e uma “primaverados povos”. Às massas disseram que seusproblemas se resolviam na AssembléiasConstituintes, com Parlamentos fantoches efraudes eleitorais; e não com as armas na mãopara conquistar o pão e impedir a respostacontra-revolucionária da burguesia. Aí estão osresultados: um inferno para os povos e uminverno cinza e temerário para as heroicas Síria: milhares de refugiados nas fronteirasmassas da Síria.Seria bom que todos esses charlatões 14-estivessem em Homs com sua “primavera” e na “revoluçãodemocrática” da Praça Tahrir recebendo os balaços do Em 2011 sobravam condições para coordenar eexército e os cassetetes na cabeça dos pogroms fascistas.Lamentável para as massas, as traições e as facadas pelas centralizar o combate dos explorados no mundocostas destas direções pagam elas. Senão, fixemo-nos como semicolonial com o levantamento da classe operária dasnesta segunda ofensiva revolucionária no Egito, que potências imperialistas. Para evitar esta perspectivabuscava de forma “bonachona” recuperar a revolução que concentrou-se o pérfido acionar das direções traidoras.os generais expropriaram, as massas deixaram mais mortos Como dissemos antes, as condições para uma lutanas ruas que na ofensiva anterior contra Mubarak. generalizada do proletariado mundial já estavam postas no tapete da situação mundial. E mais, quando as direções13- deixavam isolados a cada processo revolucionário do Norte da África, este tendeu a estender para o centro e o sul do Esta é a verdade. Depois de clamar vivas às continente. A greve revolucionária da Nigéria colocava de“primaveras árabes” e às “primaveras dos povos” todo o pé ao proletariado em um dos países chaves exportadoresreformismo terminou, de uma ou outra maneira, aos de petróleo da África martirizada, como era e o segue sendofaldones das potências imperialistas para deixar isoladas às Líbia. Mas as massas líbias já estavam cercadas quandomassas massacradas da Síria e guardou o silêncio mais milhões se levantavam na Nigéria ao grito de: “Saíaescandaloso que poderia provocar qualquer Caín do Jonathan ou morrerás como Khadafy!”movimento operário mundial ante o massacre de nossos Uma onda de lutas operárias sacudiu Zimbabue, inclusive airmãos de classe. Enquanto, juntos estavam apoiando, África do Sul. Os regimes políticos de Malí, o Chade e Sudão,como já vimos, as fraudes das eleições organizadas pela começavam a entrar em crise expressando as tendênciasClinton e seus lacaios, continuadores de Mubarak e Ben Alí, das massas a entrar ao combate e a ofensiva que iniciou ona Tunísia e no Egito. Negociavam nos depósitos com o imperialismo para controlar e sustentar a esses debilitados“CNT” tunisino para que as massas aceitem uma das estados ante as perspectivas de novas lutas revolucionáriasfraudes eleitorais mais escandalosas das últimas décadas. como Nigéria.Enquanto, alguns como os “Socialistas Revolucionários” do O FSM concentrou todas suas forças no “super Fórum SocialEgito saíam pressurosos das reuniões secretas que tinham Mundial” que se realizou em Zambia. Em todos os países dacom a junta militar do Egito para que esta legalize seus região organizaram “fóruns sociais” prévios para controlar e“partidos socialistas”. Mas essas negociações espúrias disciplinar todas as burocracias e partidos reformistas,terminaram quando as massas voltaram pela revolução à stalinistas e desfeitos dos renegados do trotskismo.praça Tahrir e foram massacradas por centenas, como antes Assim, isolando a cada processo revolucionário, inclusivetinha feito Mubarak. impediu que a revolução do Norte da África estendesseO acionar das direções traidoras ao interior do movimento como uma maré para o centro e o sul do continente.operário, é o que permitiu ao imperialismo impor esta As direções reformistas do FSM compreenderam muitoverdadeira “Korniloveada” na Síria, contra a revolução no bem que o que vinha depois, não era tão só uma novaNorte da África e Oriente Médio, como primeiro passo da “primavera democrática” ou “revoluções de veludo”.contraofensiva imperialista para estabilizar a situação a Deram-se conta rapidamente que não só estava posto ànível mundial. ordem do dia a intervenção ofensiva do proletariado europeu, ou um ressurgir da revolução no Oriente Médio, senão também que o combate da classe operária norte-
  8. 8. CADERNOS DE DEBATE 9africana começou a pôr na cena mundial ao aguerrido e África em 2011. E fechar essas brechas, dessincronizandomartirizado movimento operário de cor no coração da os processos revolucionários e esmagando na Síria, foram eÁfrica. O levantamento da Nigéria -como ontem de são parte de um elo da contraofensiva imperialista paraMadagascar-, as revoltas pelo pão em Moçambique, as que não estourem revoluções em todo o continentelutas operárias em Zimbabue e as greves gerais como na africano.África do Sul, ameaçavam com a irrupção das massas A ameaça de Mugabe de Zimbabwe de massacrar a todooperárias de cor do continente africano. aquele que lhe ocorra fazer “uma nova Líbia” nesse país, e os golpes e ações militares em Mali e Guiné Bissau,A classe operária de cor jogou, e está destinada a jogar, um adiantam, em última instância, que se blindarão ainda maispapel de vanguarda no proletariado mundial. Na ascensão todos os governos e regimes bonapartistas e contra-revolucionária do 68-74 a classe operária de cor nos E.U.A revolucionários desse continente, todos agentes da Anglofoi um fator finque para a derrota ianques em Vietnã. American e das potências imperialistas que saqueiamÉ que nos E.U.A, o movimento operário de cor foi a todas as riquezas da África, desde o cacau aos diamantes,vanguarda da luta anti-imperialista e contra a guerra que do litio ao ouro, e do petróleo ao níquel, entre outros.insurgiu à classe operária e à juventude norte-americana Nesse continente E.U.A tem instalado o AfriCom, oque se negavam a ir morrer no Vietnã em defesa dos comando militar ianque para África. Todas as potênciasinteresses dos capangas imperialistas ianques. Com suas imperialistas têm redobrado e fortificado, como França,ofensivas revolucionárias em todas as colônias Inglaterra e E.U.A, todas suas bases militares em ditoportuguesas, como na Angola, Guiné Bissau e continente. Não foi nem será pacífica a luta contra o saqueMoçambique, os operários de cor foram a faísca que imperialista e pela revolução socialista no continenteacendeu a revolução portuguesa ao fazer voltar derrotado africano.Portugal a esse exército imperialista. A classe operária de cor também tem suas bases para a lutaO levantamento revolucionário dos operários africanos foi e seu combate a nível internacional. Os operários de cor sãoestrangulado na década de 80 pela traição do stalinismo o coração da classe operária norte-americana, jogam umque entregou o combate contra o Apartheid e a Anglo papel central no proletariado europeu e de formaAmerican a um “pacto de reconciliação” que impulsionou a fundamental, na Inglaterra e França onde a juventudereacionária burguesia negra, sustentada pelo stalinismo, operária, desde as Cités francesas até Tottenham, tempara salvar a vida e as propriedades aos governos contra- demonstrado que o proletariado de cor é, foi e será um dosrevolucionários alvos do Apartheid. destacamentos mais avançados do proletariado mundial.A política de colaboração e reconciliação de classes, como Por isso tanto cerco, bases militares, repressão,assim também as ferozes ditaduras dos Khadafy, os Ben Alí, perseguição e genocídios contra ele.etc., tinham começado a derrubar-se desta vez no Norte da Hu Jintao alistou aos generais assassinos de Tiananmen para esmagar as revoltas operárias e camponesas na China junto ao chacal da Síria, aliado incondicional de Hu Jintao,15- Nestas condições, os chefes do FSM, ante os do massacre da classe operária e dos camponeses da China. Tinha que conter rapidamente a ofensiva revolucionáriaque se ajoelham, restos do stalinismo, social-democratas e que começava na China. As massas atacavam diretamenterenegados do trotskismo, encabeçaram com seus generais às multinacionais e os super lucros que estas obtêm dee seus sabres uma contraofensiva de massacre na China. milhares de maquilas ali instaladas. A ofensiva de massasNovamente como em Tiananmen foi alistada a fração ameaçava derrubar o pacto submetido da China aomilitar dos mandarines chineses e seus oficiais corruptos e imperialismo. É que com os milhares de milhões de dólaresassassinos, que saíram a massacrar abertamente em mais das exportações da China se financiam aos parasitas dede uma dezena de províncias Chinas os levantamentos Wall Street enquanto centenas de milhões de exploradoscamponeses e de operários insurreccionados. Estas ações chineses são levados não só à escravatura de “fábricasforam ovacionadas e aplaudidas por toda a imprensa cárceres”, senão também às piores das misérias e inclusive,imperialista e silenciadas pelos setores autoproclamados à fome crônica como sucede na China profunda.“anticapitalistas” da esquerda mundial. Tinha que silenciar 16-que seus dirigentes como Hu Jintao, amigo e aliado dosCastro, Al- Assad e dos maiores ladeiros de Obama no Por enquanto, com massacres em diferentesmundo, era o que tinha armado até os dentes, junto com oassassino Putin, às tropas contra-revolucionárias que a províncias da China, iguais ou superiores à da Síria,mando do imperialismo e a OTAN assaltaram Homs e Deraa conseguiu conter a ofensiva revolucionária do proletariadona Síria. desse país. O resultado disso é que Obama e oTodas as correntes fio-stalinistas dos renegados do imperialismo anglo ianque já estão impondo suas novastrotskismo, que deixou isoladas às massas insurrectas da condições para recolonizar China, com uma nova volta fixaSíria para que as massacre Al- Assad, são corresponsáveis
  9. 9. 10 CADERNOS DE DEBATE pertencentes às 42 Obama e Hu Jintao províncias Chinas. Todos estes são bancos provinciais. O capital imperialista possui 25 % da cada um deles. Isto é, ao ser a banca estatal China provincial, 25% s o m a d o d o c a p i ta l financeiro internacional da cada um desses bancos, permite a este ser o maior acionista da banca China, tomando a esta de conjunto. Mas isto já não é suficiente. Agora o imperialismo exige bem mais: levantar toda restrição parade domínio imperialista. combinar com toda a banca China. Isto significa manejar o crédito e os cartõesNa China está desenvolvendo-se um processo de para o consumo de um mercado de 300-400 milhões dedesaceleração da economia e de agregado de borbulhas consumidores, ainda que estes estejam rodeados por maisque, como em 2007-2008, anunciam uma brutal queda da de 1.200 milhões de famintos. É que em esta crise mundialtaxa de lucro do capital financeiro que não volta a ir ao as ligas imperialistas disputam a dentadas os nichos doprocesso produtivo e precisa imperiosamente devorar às mercado mundial para obter super lucros, como assimempresas nacionalizadas que dão lucro, e fechar as que dão também para amortecer a crise de super produção queperda. E isto farão inclusive a custa de liquidar à fração dos sacode à economia mundial. Os endividados bancos“príncipes” que comandam o “Partido Comunista” chinês, chineses deixarão ao estado suas dívidas que rondam paraque está assentada nos negócios das empresas que ainda se perto de os 900.000 milhões de dólares, enquanto o capitalmantêm estatizadas nesse país. Assim têm caído “em financeiro ficará com uma banco sem dívida e com essedesgraça” Bo Xilai e sua mulher, que são os dirigentes da novo mercado para seu benefício.fração que comanda aos barones da indústria nacionalChina no Comitê Executivo do partido comunista e que Insistimos, a crise imperialista impõe, junto a sede detinham altíssima popularidade nas massas por sua “luta lucros insaciáveis do capital financeiro, uma nova voltacontra a corrupção”. Agora terminaram presos e destituídos fixa na recolonização da China.com a desculpa de “ter assassinado a um empresárioinglês”. Hoje esta fração “nacionalista” dos mandarines Em resumo, libertar os bancos, subvalorizar o yuan, liquidarchineses está desvalorizada. ou apropriar das empresas nacionais Chinas para favorecer as exportações ianques e voltar a China compradora, depoisEntão, o imperialismo precisa avariar as empresas estatais de que as multinacionais saquearam sua força de trabalhoque dão perda e, com uma nova onda privatizadora, escravo durante décadas, é a garantia de que E.U.A e ascombinar com as que dão lucro. E precisa abrir mais as demais potências imperialistas que aceitem sua disciplinabarreiras alfandegárias da China para meter seus produtos no Pacífico, são os que ficarão com o mercado interno dosde tecnologia e maquinaria, com o yuan sobrevalorizando e “novos ricos” da China.o dólar desvalorizado. Os novos golpes dados às massas Chinas seguem comoÉ que não só se trata de usar a mão de obra escrava China, alma ao corpo a estas novas ofensivas recolonizadoras dosenão também de combinar com o mercado de consumo de imperialismo nesse país.milhões de “novos ricos” que surgiram como subprodutodo saque, a fome e a miséria de centenas de milhões deexplorados desse país. Para isso, E.U.A, enquantodesvaloriza o dólar, impõe a China que valorize o yuan parafavorecer suas exportações. E agora também Obama temdado a ordem de que China deve terminar com o limite deinvestimento em seu capital bancário. China desde o ano2001 abriu seus bancos ao capital financeiro internacional,mas havia limitado a um 25 % as ações que podia ter ditocapital em seus bancos. Hoje existem 42 bancos
  10. 10. CADERNOS DE DEBATE 11 Na Grécia as massas combateram à cada passo por abrir a revolução como no Egito, Tunísia e Líbia mas sua direção o impediu Com os cassetetes da burocracia stalinista dos sindicatos atacando à base operária, puseram às massas à defensiva e se abriu o caminho a um putch dos banqueiros, sob as ordens da Merkel e Obama17- Na Europa, estacontraofensiva assentou-se na Gréciacom os cassetetes do PC rompendoas cabeças dos trabalhadores helenosque rodeavam o parlamento ao gritode “que se vão todos, que não fiquenem um só” (como foi na revoluçãoargentina de 2001). Desta maneira,impediram que uma açãoinsurrecional de massas derrocasseao governo de Papandreu e abrisse arevolução na Grécia.Isto teria mudado toda a situação doconjunto da Europa e a nívelinternacional já que era o primeiropasso para que a revolução no mundocolonial e semicolonial sincronizassecom o início da revolução socialista nocoração das potências imperialistas.Sob as condições de semelhantetraição, o ataque imperialista longe deminguar aprofundou-se, e estálevando à classe operária grega e Grécia: 2011, os capangas do PC protegemeuropeia, cada vez mais, a padecer as o parlamento do ódio das massascondições de seus irmãos de classeda África, Oriente Médio ou América impotente porque sua direção levou as enormesLatina. energias de combate das massas a lutas de pressão e não ao derrocamento nas ruas do18- Em 2008-09 as direções stalinistas epseudo-trotskistas, junto aos anarquistas, desviaram governo e do regime da banca grega e seus sócios maiores da Goldman Sachs, como primeiro passo para conseguir a mais mínima das demandas.a luta revolucionária pela derrota nas ruas do “de Papandreu, salvo ontem pelo stalinismo, foi depoisdireita” Karamanlis e levaram à via morta da armadilha substituído implacavelmente e sem nenhuma eleiçãoeleitoral. Ganhou o “socialista” e “progressista” por meio, com um golpe palacego organizado pelaPapandreu que aplicou um plano de ataque superior Troika (Alemanha, França, FMI-E.U.A) que tomou oao do mesmo Karamanlis. Toda a esquerda mundial e comando do governo heleno com os gerentes diretoseuropeia chamou a submeter à direção do Partido da Goldman Sachs, como é o atual governo deComunista que dirige os sindicatos gregos. O Papademos. Este relançou um novo e superior ataquestalinismo, que estava chamando “agentes da CIA” às contra a classe operária deixando em estado demassas revolucionárias que combatiam por derrotar desespero e relativa impotência às massas. Hoje nanas ruas a Karamanlis, retomou a direção dos Grécia começam a surgir bandas fascistas e o capitalsindicatos e impôs, sustentado por todo o reformismo está atirando toda sua crise às massas, submersa naeuropeu e mundial, que a luta não era por derrotar a pior das catástrofes. A classe operária resistePapandreu (já que este tinha legalidade eleitoral, que aguerridamente ao ataque do capital, mas o faz naspor outra parte eles mesmos tinham dado) senão que piores condições impostas pelas direções traidorasa luta era por “pressionar e negociar” “melhores que a levou ao último lugar da trincheira. O suicídio docondições de vida” para os trabalhadores. Isto foi aposentado que em sua nota dizia que “se alguémcolocar aos operários gregos de mendigos de um tivesse tomado um kalashnikov ele teria sido ocapital financeiro em bancarrota que só pode sonhar segundo” se concentra toda a tragédia da luta dascom subsistir controlando a esse país arrebatando massas na Grécia.todas as conquistas históricas à classe operária grega.Os trabalhadores gregos fizeram mais de 15 grevesgerais, cada uma para tentar deter um ataque depoisde outro dos exploradores. Esta luta resultou
  11. 11. 12 CADERNOS DE DEBATE Hoje têm levado à classe operária grega a retroceder19- Ainda em outras condições, a lutacontinua. Em duríssimas greves parciais como a dos em seu combate. Mas para nada esta se rendeu nem na Grécia, nem também em Homs, China nem nenhum outro lugar do planeta. Os que há tempos se renderam e se entregaram ao capital, são asmetalúrgicos ou da saúde se mantêm vivos os focos direções traidoras do movimento operário,da situação pré-revolucionária. Isto demonstra que, assentadas nas aristocracias e as burocraciascom a atual direção, a classe operária não pode operárias, e seus partidos.lutar e muito menos triunfar. Os explorados É preciso dizer a verdade: as direções que a classedevem “mudar o cavalo no meio do rio” e sob o operária tem a sua frente têm levado às massas afogo graneado do capital. Conquistar uma direção lutar nas piores condições frente à atual ofensivarevolucionária à altura do ataque dos capitalistas é a do imperialismo. E mais, é por estas direçõesprimeira e fundamental tarefa das massas de Grécia e reformistas e contra-revolucionárias, que otodo mundo. imperialismo tem conseguido largar, com seusPôr em pé milícias operárias para esmagar ao governos e regimes, esta brutal contraofensiva nosfascismo deve ser o primeiro ponto da agenda da luta focos e lugares chaves do planeta.da classe operária grega. É que depois de que aoproletariado obrigou a retroceder com pauladas e a A tarefa mais imediata para preparar uma ofensivacassetetes do stalinismo e da burocracia dos vitoriosa da classe operária grega passa por seusindicatos, as bandas fascistas surgem como fungos armamento, pela derrota do stalinismo ao interior deapós a chuva, produto de que o grande capital desta suas filas e pela posta em pé de comitês de fábricavez tenta aproveitar o desespero da classe média junto aos desempregados e imigrantes e os comitêsarruinada para atirar contra a classe operária, fazendo de camponeses pobres, para levantar seu próprioresponsável a esta a sua crise. Se o proletariado não poder e atacar a propriedade, o estado e o regime dosdá uma resposta, lutando decididamente por tomar o exploradores. Se a classe operária não dá umapoder e por expropriar aos expropriadores para alternativa revolucionária, a dará, com as classesresolver a ruína das classes médias e dos setores médias desesperadas girando à direita, o grandemais esfomeadores e desesperados da própria classe capital com novos putch contra-revolucionários e comoperária, o fascismo ou os putch bonapartistas o fascismo. Assim é grave a situação na Grécia, queesmagaram ao proletariado. compromete à luta de toda a classe operária europeia e a nível mundial.As bandas fascistas surgem quando mais e mais a O proletariado internacional deve saber que na Gréciaburocracia e o stalinismo, a “polícia interna” do se prepara um novo massacre como em Homs e todamovimento operário, e seus paus impõem um Síria, para estrangular em um ponto decisivo à classeretrocesso e refluxo às massas. Este é um indício para operária europeia e a deixar inerme e sujeita aoas classes médias arruinadas de que o proletariado ataque dos capitalistas país por país.não dá uma alternativa para sair de sua ruína. E esta a Não está dito que isto vá suceder. As massas seguemcada vez serão mais incentivadas pelo grande capital apresentando batalha. A greve geral espanhola, umacontra o movimento operário, fazendo responsável a verdadeira resposta política de massas ao ataque doseste e a suas lutas de que Grécia não sai da crise. exploradores, é um exemplo disso.Desde ali impõe ao proletariado uma políticareformista de colaboração de classes, o afasta depoder resolver, expropriando ao grande capital, acrise e bancarrota da pequeno-burguesia. Assimmesmo esta política não permite à classe operária se 20- Da corrente de domínio do sistema capitalista mundial do planeta desprendiam-se ospôr de pé em ações abertamente revolucionárias. É elos de seu domínio no Norte da África e Orienteque às classes médias ou as ganha a burguesia, que Médio, enquanto nos países centrais se deslocavaas arroja contra a classe operária, ou o proletariado Grécia e com ela ameaçava e ameaça em fazer, todoganha às camadas mais baixas da pequeno- o sul da Europa. A sincronização dos combates daburguesia com seus combates nas ruas, para a dirigir Síria e Líbia com Grécia teria significado um saltocomo seu aliado à tomada do poder. qualitativo para adiante da revolução socialista mundial e uma verdadeira derrota para asA situação na Grécia já é crítica. A direção traidora ata direções contra-revolucionárias e reformistas dasas mãos ao proletariado para lutar abertamente por massas.derrocar ao governo dos exploradores. Esta situaçãocria as condições para novos putch bonapartistas e Hoje estas respiram aliviadas junto às classesgolpes contra-revolucionários do fascismo. O pêndulo possuidoras. É que o início de uma revolução dosà esquerda das classes médias, que acompanhou ao operários e explorados como a da Síria, Líbia ouproletariado a enfrentar o ataque da burguesia e seu Egito, na Grécia, Espanha, Portugal ou França teriagoverno, pode ser voltado perigosamente à direita. comovido toda a situação mundial e teria significadoEm seu desespero, as classes médias arruinadas um salto qualitativo para adiante da revoluçãoserão utilizadas como carne de canhão pelo fascismo socialista internacional. Aos partidos social-contra o proletariado. imperialistas e às burocracias sindicais de toda
  12. 12. CADERNOS DE DEBATE 13pelagem teria acabado o verso de que aclasse operária só pode fazer“primaveras dos povos” e “revoluçõesdemocráticas”, sempre submetida às“burguesias democráticas e liberais dospovos atrasados e bárbaros”. Teriaacabado o verso dos lacaios do capital,porque teria ficado demonstrado quelevantamentos revolucionários damassas do Norte da África e OrienteMédio não são mais que elos de umamesma revolução operária e socialistacontra a fome e a escravatura da classeoperária dos países imperialistas.O início de revoluções nas potênciasimperialistas são golpes estratégicosda revolução socialista mundialcontra as ligas imperialistas quedominam o planeta. Se dão ao interiorde suas próprias guaridas e em suas Putin e Merkelpróprias entranhas; ali podem serderrotadas definitiva e historicamente. Como teria pelo imperialismo, questão que as direções traidoraschamado os renegados do marxismo a um novo Maio que pregam a “unidade europeia de um MaastrichtFrancês, como o que sacudiu Europa em ´68 com um social”, tentam ocultar de forma vergonhosa. Chamammês de greve geral revolucionária contra De Gaulle? a fazer “primaveras dos povos”, “revoluçõesComo teriam chamado os reformistas de hoje a uma democráticas” e demais estupidezes pelo estilo, masrevolução na Espanha ou Grécia como foi a calam e silenciam que a maioria dos habitantes daportuguesa no ´74? É preciso recordar que ali a classe Europa está no Leste do continente, de Berlim àsoperária derrotou à casta de oficiais, pôs em pé os estepes russas, com sua classe operáriacomitês de soldados, os conselhos operários e os submetida não só às maiores das exploraçõescomitês de aluguel, impondo um duplo poder em senão também a regimes totalmentePortugal, depois de que as tropas imperialistas foi bonapartistas e contra-revolucionários, cujaesmagada com o levantamento revolucionário dos máxima expressão é o governo assassino dopovos oprimidos de Angola e Guiné Bissau. Que não “czar” Putin.se coordene o combate da Líbia com a luta naEspanha ou França permite ocultar que se isto teria Os partidos social-imperialistas e as direçõessucedido teria significado um palco “tipo Vietnã” para traidoras que enchem a boca falando da “unidadeas potências imperialistas que, como Inglaterra, Itália europeia”, demonstram defender só os negóciosou França, saqueiam Líbia e seu petróleo. Isto é, a comuns das ligas imperialistas a expensas da imensarevolução líbia já teria resolvido nas ruas de Paris, maioria da classe operária europeia e dos povos queRoma e Londres. estas potências oprimem no mesmo continente. E este não é só o caso do Oriente, senão que também seJá Basta! Basta de mentir! O social-imperialismo e o dá no Ocidente Europeu, por exemplo, com os povosreformismo são todos lacaios do grande capital. Seu oprimidos pela monarquia espanhola, com oobjetivo é, foi e será, que as revoluções e as castigado povo basco, e com o feroz ataque que hojeinsurreições como no Egito, Tunísia e Líbia não sofre a classe operária irlandesa com sua naçãocheguem e triunfem jamais em Paris, Londres, Berlim, duplamente oprimida por Inglaterra.Madri, Roma, e muito menos em Washington e NovaYork. 22- Esta contraofensiva imperialista na21- Por sua direção a classe operáriaeuropeia não pôde atar sua sorte ao combate de seus Grécia estendeu-se a toda Europa e o fez pelo pérfido acionar das direções traidoras. Por isso para sustentar a esta “Europa social”, estairmãos de classe do Norte da África e Oriente Médio, Europa unitária das transnacionais e os banqueirosquando grande parte deles são o coração da própria imperialistas, tinha que romper a unidade na luta declasse operária da Europa. todo o proletariado europeu.Assim mesmo, a classe operária do Ocidente na Para as ligas imperialistas sustentar Maastricht é umaEuropa não pôde centralizar seu combate com os conveniência, que a dissolverão e destroçarãotrabalhadores do Leste da Europa, submetido por quando já não lhe sirva para seus negócios. Nessedobros e triplos correntes pelas maquilas imperialistas momento a “unidade europeia” será uma “boae o saque de seus recursos naturais e do FMI. lembrança”. E quando se trata de atirar potênciasEste saque apoia-se em regimes contra- imperialistas em bancarrota pela janela, as mesmasrevolucionários e bonapartistas, sustentados todos direções social-imperialistas que hoje sustentam “a
  13. 13. 14 CADERNOS DE DEBATEunidade de Maastricht”, chamarão a sustentar a sua nações transformadas em “republiquetas” pelasprópria burguesia imperialista, não tremerá o pulso multinacionais, estão sendo submetidas pelo FMI apara levar à classe operária europeia ao choque entre uma ofensiva de usura e empréstimos leoninos, parasi, e sem lugar a dúvidas, alentarão toda aventura os submeter e os saquear, como fizeram na década dechovinista de sua própria burguesia na Europa ´80 e nos ´90 com as dívidas externas na Américaimperialista, como já começaram fazer, tentando fazer latina, África ou Ásia. Esta é a contraofensivacrer aos operários gregos que seus inimigos são os imperialista que se assenta no acionar das direçõesoperários alemães, e a estes últimos, que os operários reformistas da aristocracia e da burocracia operária.gregos são responsáveis por suas penúrias já que Essa lacra da burocracia e a aristocracia operária e“Alemanha deve sacar da ruína a Grécia”. Não nos seus partidos afogaram o grito dos operários rumanosesqueçamos da miserável política dos chefes das da Renault que mencionavam lutar juntos e ganhar osTrade Union e a TUC da Inglaterra e sua demanda de mesmos salários que seus irmãos de classe da“trabalho inglês, para os ingleses”, questão que tem Renault de França. Esse grito ficou afogado e hoje osdeixado ao proletariado inglês como um dos mais operários da Renault de França estão pior que osdebilitados de todo o continente. operários rumanos. É que o capital financeiro só pode sair de sua bancarrota se transforma Europa, deEstas direções fizeram dezenas de chamados a Portugal à Sibéria, em uma grande maquiladora comogreves gerais que nunca realizaram, salvo marchas de China.alguma centena de burocratas a Bruxelas. Dividiramao movimento operário europeu e puseram como O reformismo, assentado na aristocracia operária,mendigos de suas próprias burguesias imperialistas. quer manter o “Estado benfeitor”… que só osDeixaram livre a sua sorte, como já dissemos, aos beneficiava a eles e não à ampla maioria dosoperários de Europa do Leste. De Polônia às estepes trabalhadores europeus.Russas, de Lituânia aos Balcanes, todas essas Na América Latina tentam ser contidas as novas ondas revolucionárias das massas bolivianas e chilenasenquanto, o castrismo, sustentado pelas burguesias bolivarianas e os renegados do trotskismo, dá um salto aberto à restauração capitalista em Cuba23- Depois deestrangular os processos deofensiva de massas nocontinente americano daprimeira década do séculoXXI, a partir das traições docastrismo (que têmsustentado às burguesiasbolivarianas e a Obama,com a ajuda dos renegadosdo trotskismo), oimperialismo temconquistado as condições Chile: 2011, repressão aos estudantespara largar uma brutal en luta pela educação gratuitaofensiva contra as massas processos revolucionários em todo o continentecom um salto na restauração do capitalismo em Cuba. americano e mais e mais criou saltos qualitativos naO objetivo imperialista é impor às massas do restauração capitalista na ilha.continente um novo “89” com a queda do estado Justamente, para tentar sacar de cena definitivamenteoperário cubano a mãos da burocracia ao proletariado dos Estados Unidos e aos combativosrestauracionista cubana, que já está em aberto trabalhadores da América Latina, o imperialismo temprocesso de metamorfose, sócia ao imperialismo, em preparado um golpe mortal pelas costas aosuma nova classe possuidora na ilha. explorados: a restauração capitalista em Cuba.Desta vez a restauração não é empurrada de formadireta pelos vermes de Miami, senão por essaburocracia castrista devinda, cada vez mais, emburguesia nativa. É que esta protoburguesia, 24- No primeiro lustro do século XXI a burocracia castrista estabeleceu uma dupla moeda naemergente das entranhas da burocracia stalinista- ilha: uma, medida em dólares para garantir a entrada ecastrista, está associada com múltiplos negócios com retiro de capitais das transnacionais da ilha nosas multinacionais do níquel e o turismo e com as investimentos destas em joint ventures com aburguesias nativas bolivarianas, nos negócios da burocracia castrista, e outra moeda, em pesosvenda de franquias do sistema de saúde cubano. Mais cubanos, que garantisse uma força de trabalho baratae mais a burocracia castrista estrangulou os de 18 dólares de salário.
  14. 14. 16 CADERNOS DE DEBATEMas isto não era suficiente para criar as “condições de defender o estado operário “a sua maneira”,Chinas” de restauração capitalista: tinha que restituir isto é, defendendo seus interesses de administraro direito de herança e a propriedade privada dos o estado operário, ao que o parasita, o afundando.meios de produção. Isto é o que acaba de impor a E para isso têm tido, junto a seus sócios dasburocracia cubana no último Congresso do PC e das burguesias “bolivarianas” e como lacaios de Obama,Juventudes Comunistas deste ano. que estrangular todos os processos revolucionáriosMas isso, também não era suficiente para dinamizar no continente americano e encurralar ao proletariadoos elementos cada vez mais desenvolvidos de cubano, propondo que não pode ter “uma nova Cuba”capitalismo em Cuba. O imperialismo ianque em nenhum lugar do mundo, nem na América Latina,sustentava “seu bloqueio” contra Cuba, enquanto então “ou aceitam as medidas capitalistas, ou osentrava aos negócios na ilha associado às oficiais do exército cubano e sua polícia saldarammultinacionais francesas, espanholas, etc. E mais, contas com eles”.com o bloqueio disciplinava, esfomeando as massas, Em Cuba a burocracia stalinista já nem sequermais e mais à burocracia restauracionista para que “defende ao estado operário a sua maneira”, isto é, ocumpra todas suas obrigações de restaurar o afundando. Este último já o fez. Agora tem surgido umcapitalismo, sob a ameaça de que não fizessem isto, governo que, ou é esmagado pelas massas, ounão seriam eles a nova burguesia florescente na ilha, desenvolverá até o final todos os elementossenão que seriam os vermes de Miami com seus capitalistas destruindo todo vestígio do estadotítulos de propriedade os que voltaria à ilha à operário, e preparará novos golpes contra-recuperar. Assim, ajoelhadas, as camadas mais revolucionários contra as massas cubanas e novosávidas da burocracia restauracionista avançaram em estrangulamentos dos processos revolucionários noconquistar um exército industrial de reserva que continente americano. É por isso que Cuba temgarantiu a existência de um proletariado apto para devindo em um estado operário moribundo em abertaa exploração capitalista. Estes elementos já se transição ao capitalismo.desenvolveram e avançaram ao calor da cada golpe e Como afirmava Trotsky, o socialismo não se reproduztraição pelas costas levadas adiante pela burocracia automaticamente nos estados onde o proletariadocastrista à revolução socialista no continente tomou o poder. Se um governo burguês instala-se, osamericano. 500 mil operários despedidos são um fato elementos socialistas da economia de transiçãoirrefutável do que aqui propomos. interrompem-se primeiro para depois destruir-se totalmente.25 - As correntes que propõem que já faz tempo,desde os 90, está restaurado o capitalismo em Cuba, 26- Hoje muitos defensores, não dascomo a LIT, por exemplo, têm desertado de lutar à “conquistas do estado operário”, senão da canalha dacada um destes ataques diretos à classe operária nova protoburguesia castrista, se perguntam por quecubana, que têm sido a base para avançar a passos afirmamos que se iniciou em Cuba um processo deacelerados à restauração capitalista. Se já tudo restauração capitalista aberto, quando “Cuba aindaestava restaurado e derrotado em Cuba, por que no mantém nacionalizado o comércio exterior”. Háúltimo ano ou ano e meio pôde ser jogado a 500.000 correntes que estão seguindo aos irmãos Castro até atrabalhadores das empresas do estado e impor o tumba, como o PTS de Argentina (partido mãe dadireito a herança? É que justamente em Cuba existia LER-QI do Brasil), que propõem que “é evidente queuma enorme conquista do estado operário que era se mantém o monopólio do comércio exterior na ilha”.que todos os operários tinham trabalho. Isto não Mas aqui o único evidente é que às “furtadelas” aexiste nem pode existir em nenhum país protoburguesia castrista - bem às furtadelas e àscapitalista. Esse sistema precisa não somente do escondidas, e o PTS sabe disto -, com seus sócios, asdireito de herança para que os capitalistas herdam “boliburguesias” do continente latino americano, foia propriedade privada dos meios de produção, liquidando esta conquista da revolução cubana.senão que devem ter um enorme exército É que Cuba, junto às “boliburguesias” de Equador,industrial de reserva a seu interior ou recrutado Venezuela, Bolívia, Nicarágua e inclusive danos países vizinhos, sem o qual não pode ser Colômbia, faz tempo que tem criado um mercadoregulado a força de trabalho como mercadoria comum capitalista: o ALBA.fundamental de toda a sociedade e criadora de O ingresso de Cuba no ALBA, que é um mercadotodos os valores existentes. capitalista, significa o levantamento absoluto dePor outro lado, os que ainda seguem sustentando a todas as barreiras alfandegárias com os países“defesa” dos irmãos Castro e das conquistas do capitalistas da América Latina por parte de Cuba.“socialismo cubano” teriam que ser um desses Salvo que os renegados do trotskismo considerem500.000 trabalhadores demitidos, vendendo que ainda existe o monopólio do comércio exterior nacaldinhos de sopa em um carrinho de um ilha porque opinam que na Venezuela rege osupermercado ou cortando o cabelo em sua casa “socialismo do século XXI”, que Correa é o governoenquanto todo o dia está desempregado. dos sovietes na URSS de 17 e o de Morales é oUm novo salto na restauração capitalista já tem “socialismo indígena”, e que todos fizeram umasido dado até o final. A burocracia castrista tem Federação de Repúblicas Socialistas de Américadevindo em um governo dessa protoburguesia Latina. Faz o favor! Cuba tem dissolvido suasnascente, cujo objetivo já deixou de ser inclusive o barreiras alfandegárias e tem liquidado seu comércio
  15. 15. CADERNOS DE DEBATE 15exterior como monopólio, porque tem entrado ao que não podia ter nenhuma revolução socialista e queALBA que é um mercado capitalista e das a classe operária, que vinham de fazer grandesmultinacionais como é o MERCOSUl. gestas revolucionárias, deviam manter ao capitalismo e seus governos e regimes.27- Isso significa que as empresasimperialistas podem investir diretamente em Cuba Mas agora também a demanda de que “não pode ter nenhuma Cuba mais, em nenhum lugar, nem sequer em Cuba”, expressa que, sob estas novas condições de restauração aberta na ilha, se “novas Cubas” seatravés do ALBA e, em nome da “unidade latino- impõem em Bolívia, Venezuela, Colômbia, etc., seamericana” de Martí, Sandino e Fidel, a expropriaria aos capitalistas e com isso, seprotoburguesia cubana o aceita e o impulsiona firme e nacionalizariam as franquias cubanas de educação eansiosamente porque ali também faz bons negócios saúde que estão sob o comando e são gerenciadasburgueses. E para isso, sim utiliza “seu monopólio do por 15.000 novos “boliburgueses” cubanos instaladoscomércio exterior”, o monopólio da nova na América Latina.protoburguesia cubana. Como funciona? Todos o Como sucede com toda franquia no capitalismo, ossabem e os cínicos dos renegados do trotskismo o irmãos Castro e seus amigos se encheram comquerem ocultar. Serão sócios deles, talvez? Porque é milhões de dólares o bolso, e têm a desfaçatez deevidente. Os irmãos Castro vendem todo o sistema querer demitir a centenas de milhares de operários dade saúde cubano como franquias, com pessoal produção em Cuba, quando os que sobram são oscapacitado, a todos os países do ALBA, incluso para parasitas de uma burocracia ávida de fazer novosColômbia. Instalam o sistema cubano de saúde em negócios e de devir em nova burguesia.ditos países e por isso recebem vários milhões de Um sintoma de tudo isto emergiu na última grevedólares. O mesmo fazem vendendo como franquias geral da Bolívia de 12 de abril. Ali 2.000seu sistema de alfabetização. Isto é, têm trabalhadores da saúde, superexplorados,transformado num grande negócio da burocracia marchavam com mineiros e fabris por La Paz aorestauracionista e de suas alas já burguesas as grito de “FORA OS MÉDICOS, CAPANGAS,maiores conquistas da revolução cubana: a saúde e a PARASITAS E EXPLORADORES CUBANOS DAeducação. É que em Cuba sucede o que com toda BOLÍVIA”. Dias atrás novamente têm paralisado emburocracia: se os burocratas seguem à frente das uma enorme greve e luta todos os trabalhadores daorganizações operárias, a classe operária perde suas saúde de Bolívia, e de La Paz em particular. Comoconquistas. Para mantê-las, os trabalhadores de funcionaram os postos e os hospitais?... com seusCuba devem derrotar à burocracia e impulsionar a “administradores”, isto é, com os médicos cubanos,revolução internacional. verdadeiros diretores burgueses das administraçõesPara alguns dos liquidadores do trotskismo se trata de hospitalárias nos países do ALBA. E como se tudo isto“defender a Cuba do bloqueio”, quando é já a mesma fosse pouco, são pelegos e fura-greves da heroicaburocracia restauracionista, devinda em nova luta dos trabalhadores bolivianos da saúde.burguesia, a que está bloqueando com fome e miséria Na Bolívia as enfermeiras armam seus braseiros paraà classe operária da ilha e a todos os elementos cozinhar com bosta de lhama e os “médicos” cubanossocialistas em sua economia conquistados pela vivem em hotéis cinco estrelas de La Paz. Estesrevolução cubana. capangas, admiradores de escravistas como Hu Jintao, sustentadores em nome da “paz” do assassino28- Que quer dizer então o programa dosCastro de que não “pode ter nenhuma Cuba” na Al Assad, vêm a lhe fazer crer à classe operária mundial que sobram trabalhadores improdutivos em Cuba. O que sobram são corruptos e parasitas de uma nova protoburguesia cubana surgida das entranhasBolívia, Venezuela, Colômbia, etc.? Em primeiro dessa casta pequeno-burguesa que é e foi alugar, esta foi uma resposta para estrangular os burocracia stalinista.processos revolucionários do continente americanodos últimos anos. Em última instância significava dizer 29- Milhões de operários de América Latina e o mundo receberam, nas últimas semanas, um verdadeiro golpe em suas cabeças e em seu espírito de luta. Bento XVI foi a Cuba a “abençoar” à camarilha castrista e fazer de garante de que será ela [a burocracia] a nova usurpadora da propriedade dos meios de produção em Cuba, aliada ao imperialismo mundial, e que por agora não serão os vermes de Miami os que o façam. Uma onda reacionária golpeou ao continente. Os lacaios serventes dos irmãos Castro chamaram-se ao silêncio. Alguns discutiram que isto que sucedeu era uma medida incorreta dos “revolucionários cubanos”. No entanto, negaram-se a pôr como demanda fundamental da classe operária Papa junto a Raul Castro em sua visita a Cuba americana, a derrota dos irmãos Castro, seu governo
  16. 16. CADERNOS DE DEBATE 17 e seu regime de restauração capitalista. cresces no final do século XX) a burocracia castristaNegaram-se a denunciar que Bento XVI foi para levantou até o final a consigna de que não podia terCuba porque em última instância, foi abençoar o “uma nova Cuba” em nenhum país do continenteprivilégio que ganhou o castrismo de encabeçar a americano.restauração do capitalismo na ilha, junto a seus O castrismo foi o encarregado de fazer o trabalho sujosócios os “bolivarianos”, estrangulando a para que a burguesia pudesse desviar e estrangularrevolução proletária no continente americano a os processos revolucionários no continente.submetendo à burguesia. Impulsionou o pacto de Evo Morales com a MeiaA igreja foi posta assim na ilha como o outro Lua fascista com a bênção da OEA, quando erampartido político que já tem legalidade e massacrados uma centena de operários ejuridicidade no regime restaurador do capitalismo camponeses pobres da Bolívia. No México chamou aoem Cuba. zapatismo a que desarticule a comuna revolucionáriaEm última instância, é a garante, posto ali pelos dos operários e estudantes que puseram em pé airmãos Castro, para que todo investimento capitalista Comuna de Oaxaca permitindo que as forças dena ilha seja respeitado. O governo de Castro e a repressão a retomassem a sangue e fogo.igreja é o verdadeiro regime que tenta se levantar Desde Venezuela os irmãos Castro golpearam a mesapara retrotrair a Cuba novamente como prostíbulo da ao grito de “Colômbia não pode ser uma novaburguesia, desta vez com hotéis de luxo e operários Cuba” e se abraçaram na UNASUR com o fascistaescravos como o eram os operários da safra do açúcar Uribe, lhe entregando a resistência colombiana a essecubana, prévio à revolução. regime assassino para que seja massacrada pelasAssim o Partido Comunista e a Igreja são as duas costas. O grito dessas burguesias nativas, com oinstituições deste novo governo “boliburguês” de sangue ainda quente da resistência colombiana foi “háHavana para avançar à decomposição definitiva do muitos negócios para fazer”, e os fizeram com asEstado Operário. Para isso põem o sabre dos multinacionais saqueando o gás e petróleo dogenerais do partido exército castrista e o crucifixo, continente.para que os explorados cubanos se rendam sem Na Argentina chamaram aos trabalhadores, combrigar. Questão que para nada está ainda resolvida na Fidel em pessoa, a apoiar ao governo assassino ehistória. Nem em Cuba nem nos combates da classe repressor dos Kirchner com a farsa de que tinha queoperária do continente americano. produzir porque este depois “repartiria a riqueza”, e oO proletariado cubano e do continente americano único que repartiu foi fome, repressão, cárcere eainda não têm dito sua última palavra para que esta saqueio da nação.política contra-revolucionária se assente. Mas, o que Chamaram a sustentar aos governossim tem conseguido e está conseguindo esta nicaraguenses e salvadorenhos dos Sandinistas econtraofensiva imperialista, assentada na burocracia do Farabundo Martí que são verdadeiros yuppiescastrista devinda cada vez mais em uma nova de Wall Street, sustentados nas forças das marasburguesia, é desmoralizar e tentar avariar a contra-revolucionárias, como todos os governosresistência do proletariado cubano, demonstrando em centro americanos que massacram junto ao exércitosua carne e em seu sangue, que o socialismo já não é mexicano a mais de 50 mil trabalhadores imigrantesmais possível em Cuba, com a demissão de 500.000 que, desesperados pela fome, tentam passar aoperários. Esta é uma medida contra-revolucionária fronteira para EUA.assentada em um regime de terror contra a classe E, o que é mais grave ainda, chamaram a toda aoperária, para que o proletariado termine tirando a classe operária norte-americana, e em particularconclusão que o “socialismo” são 18 dólares ao movimento negro e imigrante desse país, amiseráveis por mês, raciones de comida que não sustentar Obama… um Bush tisnado. Diziam queatingem nem uma semana, milhares de demissões, assim “defendiam a democracia contra o fascistahotéis de luxos para os “burocratas”… Se isto é assim, Bush”. Como “não podia ser feito uma nova Cuba”que conquista defenderá a classe operária para (sem falar nos EUA), alinharam-se com Obama.defender o socialismo? Disso se trata a pérfida política Puseram-lhe um revólver na têmpora à classecontra-revolucionária da burocracia devinda em nova operária norte-americana e também cubana. Eburguesia: destruir as forças produtivas na economia Obama respondeu aprofundando o ataque de Bushde transição do estado operário, estrangulando a contra a classe operária nos EUA, salvando aosrevolução socialista internacional e esmagando toda banqueiros, redobrando sua ofensiva contra-resistência da classe operária em seu interior. revolucionária no planeta, e conservando o cárcere deO papel da restauração capitalista é não deixar pedra Guantánamo em Cuba, onde mantém presos esobre pedra das conquistas da enorme revolução que tortura, ao melhor estilo dos generais de Hitler, aosprotagonizaram as massas cubanas 50 anos atrás, e lutadores anti-imperialistas de Oriente Médio. Nesseque fosse uma conquista para toda a classe operária cárcere da CIA, EUA tem uma cabeceira de praia. Ado continente e a nível mundial. outra tem no Haiti, com bases militares para atacar a ilha se o proletariado cubano ousa insurgir-se em30- Para devir em nova burguesia,estrangulando os processos revolucionários que ações ofensivas revolucionárias contra a burocracia devinda em uma protoburguesia restauracionista. Assim o imperialismo ianque defende, também em seu quintal, quem será a potência imperialista quegolpearam ao continente americano nos primeiros ficará, em última instância, com a Cuba capitalista.anos do século XXI (como já o tinha feito antes com

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