Apostila portugues cefet

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Apostila portugues cefet

  1. 1. CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAISC u r s o P r ó - Té c n i c oDisciplina:Língua Portuguesa eLiteratura BrasileiraTexto Experimental – 1a Edição Professora Zelina Márcia Pereira Beato Varginha – Minas Gerais Dezembro de 2006
  2. 2. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha. O Português é a língua oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Macau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Fonte: http://www.linguaportuguesa.ufrn.br/ Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. ii
  3. 3. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha. Sumário1. TEXTOS – LEITURA E PONTUAÇÃO .............................................................. 1 ATIVIDADE DE PONTUAÇÃO I................................................................................... 8 ATIVIDADE DE PONTUAÇÃO II.................................................................................. 92. SINAIS DE PONTUAÇÃO................................................................................ 11 2.1 - Emprego dos dois pontos...................................................................... 11 2.2 - Emprego do ponto de interrogação ....................................................... 11 2.3 - Emprego do ponto de exclamação........................................................ 11 2.4 - Emprego das reticências ....................................................................... 11 2.5 - Emprego das aspas .............................................................................. 11 2.6 - Emprego do Travessão ......................................................................... 11 2.7- Emprego dos Parênteses ....................................................................... 12 2.8 - Emprego do ponto e vírgula .................................................................. 12 2.9 - Emprego da vírgula: .............................................................................. 12 EXERCÍCIOS .................................................................................................... 143. ACENTUAÇÃO GRÁFICA............................................................................... 15 3.1 - Para se acentuar uma palavra .............................................................. 15 3.2 - Oxítonas ................................................................................................ 15 3.3 - Paroxítonas ........................................................................................... 16 3.4 - Proparoxítonas ...................................................................................... 16 3.4.1 – Casos Especiais ................................................................................ 16 3.5 - Acento Diferencial ................................................................................. 17 EXERCÍCIOS .................................................................................................... 174. ESTUDO DE TEXTO........................................................................................ 18 4.1 - Progressão Textual - Fatores que Dão Unidade de Sentido. ................ 18 4.2 - Mecanismos de Coesão Referencial - Coerência Extratextual e Coerência Intratextual ................................................................................... 20 EXERCÍCIOS .................................................................................................... 20 4.3 - Conexões .............................................................................................. 21 4.3.1 - Tipos de Relações.............................................................................. 21 EXERCÍCIOS .................................................................................................... 22 4.4 - Intertextualidade e Metalinguagem ....................................................... 25 4.4.1. Tipos de Intertextualidade ................................................................... 32 4.5 - Figuras de linguagem............................................................................ 35 EXERCÍCIOS .................................................................................................... 375. VARIAÇÃO LINGÜÍSTICA............................................................................... 39 5.1 - PAISES LUSÓFONOS..................................................................................... 39 5.1.2 - Algumas diferenças entre o português europeu e o português do Brasil: ............................................................................................................ 40 5.2 - JARGÕES .................................................................................................... 42 5.3 - DIFERENÇAS REGIONAIS .............................................................................. 44 Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. iii
  4. 4. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.6. ORTOGRAFIA.................................................................................................. 477. ESTUDO DE TEXTO........................................................................................ 49 7.1 - RECURSOS POÉTICOS .................................................................................. 51 7.1.1 - Assonância e aliteração ..................................................................... 51 7.1.2 - Ritmo .................................................................................................. 53 7.1.3 - Recursos Sonoros.............................................................................. 57 7.1.4 - Figuras de linguagem: ........................................................................ 57 7.2 - NEOLOGIA ................................................................................................... 59 7.3 - SEMÂNTICA E PRAGMÁTICA........................................................................... 63 EXERCÍCIOS .................................................................................................... 64 7.4 - COERÊNCIA TEXTUAL ................................................................................... 678. DUPLA POSSIBILIDADE DE LEITURA .......................................................... 71REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................... 86 Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. iv
  5. 5. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.1. Textos – Leitura e PontuaçãoSejam os textos:Pontuação é tudoUm homem rico estava muito mal. Pediu papel e caneta e escreveu assim:Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada douaos pobres.Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.1) O sobrinho fez a seguinte pontuação: Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho.Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito: Deixo meus bens à minha irmã. Não ameu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro.Nada dou aos pobres.4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro?Nada! Dou aos pobres.Assim é a vida. Nós é que colocamos os pontos. E isso faz toda diferença.A MoscaA mosca saiu do açucareiro.Zzzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzzzzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz.Pousou numa xícara. O homem espantou-a com a mão.Zzzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzzzzzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz.Parou perto de outra mosca. Conversaram!- Zzzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz!- Zzzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz? Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 1
  6. 6. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.- Zzzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz...- Zzzzzzzzzz zzzzzzzzz!- Zzzzzzzzz zzzz!- Z.E voltaram as duas.Zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zzzz zz zz zz zz.O homem tornou a afastá-las.Zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz.Elas tornaram a voltar. Agora eram três.Zzz zzz zzz zzz zzz zzz zzz zzz zzz zzz zzz zzz zzz zzz.O homem se levantou e foi embora.Moral: é mais fácil uma mosca espantar um homem do que um homem espantar uma mosca. (ELIACHAR, Leon. O homem ao quadrado. São Paulo: Círculo do Livro, 1960.)1 - Leia o texto em silêncio.2 - Leia-o em voz alta.3 - Você leu todas as seqüências de z do mesmo modo, ou seja, deu alguma pausa entre elas?Por quê?4 - Você leu todas as frases no mesmo tom ou não? Por quê?5 - Qual é a função do uso de z no texto?6 - Comente sobre a moral da história.7 - Imagine que palavras estariam sendo ditas no lugar dos zz e reescreva a história.ElefantesOs elefantes são os maiores dentre os animais terrestres. Há duas espécies de elefantes: oelefante africano e o asiático. Os elefantes vivem em pequenas famílias chamadas de clã. Cadaclã tem algumas fêmeas adultas, com suas crias e outros elefantes ainda jovens. A fêmea maior emais velha é quer-n dirige o clã. Os elefantes machos vivem sozinhos ou têm seus gruposseparados. Juntam-se às fêmeas na época do cio.Depois de dar à luz, a mamãe elefante alimenta seu bebê com seu leite várias vezes ao dia. Estese mantém sempre junto dela durante os primeiros meses de vida, andando quase sempre porentre as duas patas da mãe para maior proteção. Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 2
  7. 7. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.A alimentação do elefante adulto é composta por aproximadamente 250 a 320 quilos de folhas,frutos e raízes. Essa quantidade de alimentos corresponde a mais ou menos um quilômetroquadrado de vegetação rala. Além disso, precisam beber de 110 a 190 litros de água por dia, semfalar na água do banho. É por isso que, para não dizimar a vegetação de um lugar, os elefantesestão sempre viajando.Os elefantes mais velhos e doentes, geralmente, retiram-se do grupo principal e formam suaprópria manada. Com eles vão alguns elefantes jovens, que lhes fornecem ajuda para procurarcomida e proteção contra outros animais.Quando estão quase à morte, esses elefantes velhos e doentes procuram lugares calmos ondepossam conseguir água e comida com mais facilidade. Os mortos ficam por ali, o que deu a falsaimpressão de que existiriam “cemitérios de elefantes.”Os elefantes jamais morrem por ataque de outros animais, sendo o homem o seu maior inimigo. (Como vivem os animais. São Paulo: Abril: [s/d.]. p. 3-4.)1 - Quais são as principais informações que o texto nos traz sobre os elefantes?2 - Quais são as espécies de elefantes que existem?3 - Existem realmente cemitérios de elefantes? Comente, com base nas informações trazidas pelotexto.4 - De que modo os elefantes demonstram respeito à natureza?5 - Na linha 1, os dois pontos estão sendo usados para: ( ) introduzir uma fala de personagem. ( ) introduzir uma explicação.7 - Pontue as frases a seguir, usando os dois pontos com o mesmo objetivo apontado no item 5.a) As famílias de elefantes são formadas por estes componentes algumas fêmeas adultas, suascrias e outros elefantes ainda jovens.b) A alimentação do elefante adulto é composta por três elementos básicos folhas, frutos e raízes. Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 3
  8. 8. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.c) Há bandos de elefantes formados por outros elementos elefantes mais velhos e doentes eelefantes mais jovens.8 - Observe bem as frases a seguir:Depois de dar à luz, a mamãe elefante alimenta seu bebê com seu leite várias vezes ao dia.Várias vezes ao dia, a mamãe elefante alimenta seu bebê seu leite depois de dar à luz.Agora responda.8.1. As expressões sublinhadas dão idéia de lugar ou de tempo?8.2. O que você pôde perceber que aconteceu com o uso da vírgula nas duas frases? Tem algo aver com a posição em que as expressões sublinhadas se encontram? Comente.8.3 - Use a vírgula nas frases a seguir, quando se fizer necessária.a) Os elefantes machos adultos juntam-se às fêmeas na época do cio.b) Na época do cio os elefantes machos adultos juntam-se às fêmeas.c) Durante o período de um dia um elefante precisa beber de 110 a 190 litros de água.d) Um elefante precisa beber de 110 a 190 litros de água durante o período de um dia.9 - Agora observe estas frases:Para não dizimar a vegetação de um lugar, os elefantes estão sempre viajando.Os elefantes, para não dizimar a vegetação de um lugar, estão sempre viajando.Os elefantes estão sempre viajando para não dizimar a vegetação de um lugar.Quando estão quase à morte, esses elefantes velhos e doentes procuram lugares calmos ondepossam conseguir água e comida com mais facilidade. Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 4
  9. 9. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.Esses elefantes velhos e doentes, quando estão quase à morte, procuram lugares calmos ondepossam conseguir água e comida com mais facilidade.Esses elefantes procuram lugares calmos onde possam conseguir água e comida com maisfacilidade quando estão quase à morte.Agora responda:O que você pôde perceber com relação ao uso da vírgula nessas frases? Tem algo a ver de novocom a posição de certas expressões na frase? Comente, procurando dizer que tipos de idéias sãopor elas expressas.10 - Reescreva as frases a seguir, trocando de posição os elementos possíveis e pontuando comvírgula onde for preciso. Procure tomar como base as frases do item 9.a) O bebê elefante anda quase sempre por entre as patas da mãe para que fique mais protegido.b) Os elefantes retiram-se do grupo principal e formam sua própria manada quando ficam maisvelhos e doentes.O primeiro beijo de MarcosMarcos era um adolescente que só pensava em jogar futebol e não ligava pra mais nada, até queum dia ele estava jogando e viu uma linda garota, que estava assistindo o jogo, foi amor a primeiravista, ele não tirava os olhos dela, até então a amiga da garota fazer um sinal para Beti que ummenino estava à observá-la, quando ela percebeu achou que ele era um cara simpático ebonitinho.Depois de ter comentado isso, ela pediu para Vanessa sua amiga para falar que ela queria ficarcom ele. Vanessa chegou e marcou um encontro entre os dois, mas Marcos já estava a pensarpara si mesmo; e agora o que eu vou fazer nunca beijei nenhuma garota, eu não sei beijar só faltaeu passar um vexame.Já estava na hora e Beti já o estava esperando a algum tempo, até que quando ela estava indoembora ele apareceu tímido e embaraçado, Beti que já tinha alguma experiência foi direta aoassunto pois percebeu que ela seria sua primeira namorada. Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 5
  10. 10. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.Ela perguntou a Marcos: - Você já beijou alguém em sua vida, ele não sabia o que falar, até queresolveu encarar a verdade eu nunca beijei uma garota. Beti chega e fala pra ele não existesegredo nisso.E quando ele menos esperava ele já estava à beijá-la, demorou, mas depois do primeiro beijopercebeu que não se tem nada a se temer. o (Texto produzido por um aluno o 1 ano do ensino médio de uma escola pública estadual da Grande Porto Alegre).1 - Se formos pesquisar um conceito para frase, encontraremos algo semelhante a um enunciadolingüístico de sentido completo que começa com letra maiúscula e termina com algum sinal depontuação final. Considerando esse conceito, releia com atenção o primeiro parágrafo. Será quetodo ele se constitui realmente de apenas uma frase? Se você acha que não, reescreva-o,demarcando as frases com a letra maiúscula inicial e o sinal de pontuação final que julgaradequado.2 - Vamos rever uma questão gramatical:Aposto: é o termo da oração que sempre se liga a um nome que o antecede com a função deexplicar, esclarecer, identificar, discriminar esse nome. Geralmente o aposto vem separado donome a que se refere por sinais de pontuação.nome aposto Lúcia, aluna do terceiro colegial, foi bem na prova.nome aposto Desejo-lhe uma coisa: felicidade.nome aposto Roubaram tudo: discos, jóias, dinheiro, documentos.OBS.: Existe um tipo de aposto que normalmente não vem separado por sinais de pontuação,como nos exemplos que seguem:A cidade de São Paulo a rua Altinópolis o rio AmazonasA esse tipo de aposto dá-se o nome de aposto de especificação. (TERRA, Ernani. Curso prático de gramática. 6ª ed. São Paulo: Scipione, 1993. p. 214-215). Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 6
  11. 11. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.Revista essa questão, releia atentamente o segundo parágrafo e procure ver em que situaçãotemos caso de aposto. Constatada tal situação, verifique se há necessidade ou não de pontuar oaposto. Havendo, reescreva a frase em que ele encontrar-se, empregando o sinal de pontuaçãoadequado.3 - Vamos relembrar mais algumas coisas: em um texto, quando aparece a fala de umpersonagem na voz dele mesmo, temos discurso direto. Tal tipo de discurso pode ser marcado, naescrita, por dois sinais de pontuação:Travessão:O empregado entra na sala do patrão e diz:- Sr. Rezende, desculpe-me, mas há três meses não recebo salário.O patrão olha fixamente nos olhos do empregado e diz:- Está desculpado.(Seleções, jun. 2004. p. 45.)Aspas:ANS e seguradoras transferem reuniãoBrasília - As negociações entre a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e asseguradoras de saúde emperram. Depois de afirmar que uma solução para o conflito causadopelos reajustes das mensalidades dos contratos antigos - anteriores a janeiro de 1999 - estavapróxima, a diretora da ANS, Maria Stella Gregori, admitiu ontem que os entendimentos nãoavançaram.Um novo encontro que estava marcado para hoje acabou sendo transferido para a próximasemana. “Não conseguimos avançar”, disse Maria Stella. Nem a agência nem as seguradoras desaúde informaram os motivos do retrocesso nas negociações. As seguradoras querem cobrar dosclientes antigos reajustes médios de 80%, valor considerado abusivo, na avaliação da ANS. (Correio do Povo, 23 jul.2004. p. 11.)a) Com base nesses dois exemplos, responda: como se inserem nos parágrafos desses doistextos os discursos diretos marcados por travessão e os marcados por aspas? Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 7
  12. 12. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.b) Agora atente para o quarto parágrafo do texto do aluno que estamos analisando. Neleaparecem dois discursos diretos. Identifique-os e reescreva o parágrafo com a pontuaçãoadequada.c) Ainda atentando para esses dois discursos diretos, que tipo de frase temos no primeiro? Seráque a pontuação dela está adequada? Se não está, cuide também desse detalhe na re-escriturado parágrafo.d) Identifique um aposto no texto “ANS e seguradoras transferem reunião”.Atividade de Pontuação IQuem não desejou, pelo menos uma vez na vida, fazer um feitiçozinho? Sei lá? Mudar a nota deum teste que correu mal! Fazer calar um professor que fala, fala e nunca mais se cala! Coisasassim, do dia-a-dia! Quer saber como é que as bruxas aprendem? Decodifique a mensagem.1. Leia a mensagem secreta, "Lições de Feitiço”2. Decodifique-a , criando uma mensagem com a seguinte estrutura:3 parágrafos.1º parágrafo (como se faz uma poção mágica.) - um só período (2 vírgulas)2º parágrafo (a formação de uma bruxa) - 3 períodos (8 vírgulas)3º parágrafo (um feitiço simples) - 3 períodos (7 vírgulas, 1 x dois pontos, 1 x aspas)O seu trabalho ficará mais fácil se forem seguidos os seguintes procedimentos:a. Leia tudo uma primeira vez antes de começar a colocar qualquer sinal. É só para apanhar aidéia geral indicada para cada parágrafo.b. Faça uma segunda leitura, se possível em voz alta. Ouvir as palavras ajuda a encontrar o ritmodo texto, porque as palavras puxam-se umas às outras formando frases com sentido.c. Divida os parágrafos.d. Agora, procure os períodos.e. A seguir, coloque as vírgulas. Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 8
  13. 13. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.f. Finalmente coloque a restante pontuação.g. Releia tudo em voz alta, se possível.para produzir uma poção eficaz além de misturar os ingredientes corretos e colocá-los paracozinhar à temperatura adequada a bruxa precisa saber a fórmula que deve ser pronunciada paralançar o feitiço isso exige que a bruxa quando jovem passe por muitas horas de treino exaustivodepois da escola ela precisa ter aulas de culinária estudar receitas aprender taquigrafia datilografiae milhões de canções chamamentos gritos murmúrios e sortilégios para ter sucesso na carreira abruxa precisa de uma boa base de conhecimento os feitiços mais simples referem-se ao tempopara desencadear uma tempestade no mar por exemplo é só a bruxa rodar um gato três vezes emvolta da cabeça e atirá-lo ao mar cantando Raios e trovões bruum bruum catatrá façam milvagalhões erguer-se no mar os feitiços para curar doenças são muito difíceis mas muito mais úteisAtividade de Pontuação IIApesar do ar carrancudo com que aparecem diante de princesas, reis e rainhas, as bruxas sãobem humoradas e gostam de se divertir. Como? Decodifique a mensagem e descubra.1. Leia a mensagem secreta, "Grandes Festas”2. Decodifique-a, criando uma mensagem com a seguinte estrutura:5 parágrafos.1º parágrafo (o ano das bruxas) - 3 períodos (2 vírgulas)2º parágrafo (o dia das bruxas) - 3 períodos (9 vírgulas)3º parágrafo (a festa da Primavera) - 1 período (2 vírgulas)4º parágrafo (o dia dos namorados) - 2 períodos (1 vírgula)5º parágrafo (o dia das colheitas) - 3 períodos (1 vírgula)o ano das bruxas começa no Dia das Bruxas quando em alguns países fantasmas demônios ecrianças saem pedindo dinheiro e fazendo travessuras as casas são enfeitadas com velas dentrode abóboras e morangas acendem-se fogueiras e as pessoas pescam maçãs num grande alguidarno dia das bruxas as bruxas reúnem-se à meia-noite e dançam ardentemente em torno daschamas até ao amanhecer valsam sapateiam dançam de um lado para o outro depressa devagargiram sacodem-se como só elas sabem o dia das bruxas é uma festa em que as roupas asdiversões e os vôos são os mais fantásticos na Festa da Primavera as bruxas jovens dançam em Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 9
  14. 14. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.torno do mastro de fitas cada uma querendo chamar a atenção para ser eleita a Rainha daPrimavera no dia dos Namorados as bruxas mais jovens colocam folhas de louro debaixo dotravesseiro para sonhar com os seus futuros maridos não se sabe se esses sonhos são muitopacíficos a festa da colheita é a última oportunidade da jovem muitas bruxas fazem bolos mágicoscom o trigo recém-recolhido para oferecer aos seus namorados quando não consegue seduzir umhomem com a sua beleza a bruxa acaba por ter de usar os seus encantamentos. Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 10
  15. 15. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.2. Sinais de PontuaçãoOs sinais de pontuação são usados para: • assinalar pausas e inflexões de voz; • separar palavras, expressões e orações em destaque; • esclarecer o sentido da frase, eliminando possíveis ambigüidades.2.1 - Emprego dos dois pontos • enumeração (Tinha duas ambições: sucesso e dinheiro) • introduzindo uma citação ou diálogo (Ele respondeu secamente: "Não vou ao baile!")2.2 - Emprego do ponto de interrogação • após uma frase interrogativa direta (Espera por alguém?)2.3 - Emprego do ponto de exclamação • 2em frases que indiquem surpresa, espanto, admiração, alegria (Que espetáculo!) • após interjeições (Bravo!, Bis!!!)2.4 - Emprego das reticências • marcando interrupção do pensamento (Se for assim...) • deixando o sentido da frase ser interpretado pelo leitor (A resposta dela...) • denotando hesitação (Amanhã... Não sei não...) • realçando palavras ou expressões em ambiente literário (Para fazer pelos meus... ninguém ...)2.5 - Emprego das aspas • indicando citações de outros autores (Disse Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena se a alma não é pequena") • em palavras ou expressões estrangeiras e gírias (Ele foi o "must", "tá"?!)2.6 - Emprego do Travessão • indicando diálogos (— Ele voltará?) Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 11
  16. 16. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha. • destacando algum elemento frasal ou um aposto, podendo aparecer entre travessões (Jomar — primo de minha avó — sorria feliz)2.7- Emprego dos Parênteses • em algum comentário ou explicação, isolando-os da frase2.8 - Emprego do ponto e vírgula • separar itens de uma enumeração (em leis, decretos, portarias, regulamentos etc.) • separar orações com certa extensão, que dificultem a compreensão e respiração • para frisar o sentido adversativo antes da conjunção • separar orações que sejam quebradas por vírgula, para marcar pausa maior entre as orações2.9 - Emprego da vírgula: • Para o emprego correto da vírgula, deve-se considerar a ordem direta da frase: sujeito - verbo - complementos - adj. adverbial • Erros quando a ordem é direta: o não pode haver vírgula entre sujeito e predicado (O supervisor, distribuiu as tarefas - ERRADO) o não pode haver vírgula entre o verbo e seus complementos (Os alunos refizeram, todos os textos - ERRADO) o não pode haver vírgula entre o nome e o complemento nominal ou adjunto adnominal (A extração, do dente foi dolorosa - ERRADO) • Entre os termos da oração: o separar termos coordenados da mesma função e assindéticos, ainda que sejam repetidos. Mas, cuidado: havendo o "e" entre os dois últimos termos, não há necessidade da vírgula. o separar vocativos e o nome do lugar nas datas o indicar inversões: • do adjunto adverbial (se o adjunto for de pequena extensão, torna-se dispensável o uso da vírgula) • do complemento pleonástico antecipado o indicar intercalações: • de expressões explicativas, continuativas e conclusivas • do adjunto adverbial ou aposto (menos o especificativo) • da conjunção o indicar, às vezes, elipse do verbo (Ele virá hoje; eu, amanhã) Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 12
  17. 17. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.• Em período composto: o para separar as orações coordenadas assindéticas (sem conectivos) o para separar as orações coordenadas sindéticas, quando os sujeitos das duas orações forem diferentes o para separar as coordenadas adversativas. É bom saber que não se pode usar vírgula depois do mas e que, quando porém, contudo, todavia, no entanto e entretanto iniciarem a frase, poderão ou não ser seguidos de vírgula. Essas últimas conjunções sempre terão uma vírgula antes e outra depois quando estiverem intercaladas no período o para separar as coordenadas sindéticas alternativas em que haja as conjunções ou....ou, ora.....ora, quer....quer, seja......seja o para separar as coordenadas sindéticas conclusivas (logo, pois, portanto). O pois com valor conclusivo (= portanto) sempre deve vir entre vírgulas Ex.: Não era alfabetizado; não podia, pois, ter carta de habilitação. o para separar as coordenadas sindéticas explicativas (Não fale assim porque estamos ouvindo você) o para separar as adverbiais reduzidas e as adverbiais antepostas ou intercaladas na principal o para separar as orações consecutivas o isolar as subordinadas adjetivas explicativas. As restritivas, geralmente não se separam por vírgula. Podem terminar por vírgula em casos de ter certa extensão ou quando os verbos se sucedem. Entretanto nunca devem começar por vírgula. (O rapaz, que tinha o passo firme, resolvei o problema / O aluno que estuda, aprende)• Vírgula antes do e: o não se emprega nas enumerações do tipo das seguintes: Ex.: Comprei um livro e um caderno / Fui ao supermercado e à farmácia o usa-se quando vier em polissíndeto Ex.: E fala, e resmunga, e chora, e pede socorro. o a vírgula separa elementos com a mesma função sintática, exceto se estiverem ligados pela conjunção e: Ex.: O João, o Antônio, a Maria e o Joaquim foram passear. o pode-se usar a vírgula se os sujeitos forem diferentes Ex.: Eles explicam seus pontos de vista, e a imprensa deturpa-os. o se o e assumir outros valores que não o aditivo, cabe o emprego de vírgula Ex.: Responderam a mãe, e não foram repreendidos (adversidade) Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 13
  18. 18. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.EXERCÍCIOS1. Pontue as frases se necessário:a) Brasília Capital da República foi fundada em 1960b) A poesia a dança a escultura a música tudo é forma de expressãoc) Minha casa tem dois dormitórios dois banheiros uma cozinha uma sala e um pequeno quintald) A poluição ambiental meus senhores tem sido um grave problemae) O senhor Carlos chefe da empresa adiou a decisãof) Maria o chefe da firma vai promover você e eug) Naquele dia porém ninguém se manifestouh) No inverno ela me deixou Felizmente tudo acabou bemi) Quero que você volte ou melhor fique comigo para semprej) O lobo com cautela caçal) Não tenho tudo que amo mas amo tudo que tenhom) O programa quando é bom não trava a operação da máquinan) São Paulo 25de janeiro de 2000o) Eu vou mas volto Ficarei aqui até Lídia a orgulhosa resolver olhar para mimp) O deputado disse o presidente é um safadoq) Minha vaca é igual às outras tem dois chifres em quatro patas sustenta seu corpo tem um raboabaixo dos olhos um focinho dá leite e muge2. Pontue o período abaixo de forma que sejam possíveis dois sentidos opostos: “Irás voltarás não morrerás”a) com sentido de que não vai morrer:R.b) com sentido de que vai morrer:R.2.3. A pontuação pode transformar uma frase relativa restritiva em relativa explicativa, o queinterfere no sentido a ser compreendido. Qual a diferença de sentido que podemos perceber emcada uma das orações relativas?a) os índios brasileiros, que abandonaram suas tradições, estão em fase de extinção.b) os índios brasileiros que abandonaram suas tradições estão em fase de extinção. Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 14
  19. 19. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.3. ACENTUAÇÃO GRÁFICA O português, assim como outras línguas neolatinas, apresenta acento gráfico. Todapalavra da língua portuguesa de duas ou mais sílabas possui uma sílaba tônica. Observe assílabas tônicas das palavras arte, gentil, táxi e mocotó. Você constatou que a tonicidade recaisobre a sílaba inicial em arte, a final em gentil, a inicial em táxi e a final em mocotó. Além disso,você notou que a sílaba tônica nem sempre recebe acento gráfico. Portanto, todas as palavrascom duas ou mais sílabas terão acento tônico, mas nem sempre terão acento gráfico. A tonicidadeestá para a oralidade (fala) assim como o acento gráfico está para a escrita (grafia).3.1 - Para se acentuar uma palavra1º - Divida-a em sílabas;2º - Classifique-a quanto à tonicidade (oxítona, paroxítonas, proparoxítonas);3º - De acordo com sua terminação, encaixe-a nos exemplos abaixo.3.2 - OxítonasSão assinaladas com acento agudo as palavras oxítonas que terminam em a, e e o abertos, e comacento circunflexo as que terminam em e e o fechados, seguidos ou não de s:a........ já, cajá, vatapáas...... ás, ananás, mafuáse....... fé, café, jacarées..... pés, pajés, pontapéso...... pó, cipó, mocotóos..... nós, sós, retróse....... crê, dendê, vêes..... freguês, inglês, lêso....... avô, bordô, metrôos..... os bisavôs, propôs- Incluem-se nesta regra os infinitivos seguidos dos pronomes oblíquos lo, la, los, las: dá-lo, matá-los, vendê-la,fazê-las, compô-lo, pô-los etc.- Cuidado: Nunca se acentuam: (a) as oxítonas terminadas em i e u, e em consoantes — ali,caqui, rubi, bambu, rebu, urubu, sutil, clamor etc.; (b) os infinitivos em i, seguidos dos pronomesoblíquos lo, la, los, las — fi-lo, puni-la, reduzi-los, feri-las. Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 15
  20. 20. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.3.3 - ParoxítonasAssinalam-se com acento agudo ou circunflexo as paroxítonas terminadas em:i....... dândi, júri, táxiis....... lápis, tênis, Clóvisã/ãs.... ímã, órfã, ímãsão/aos .... bênção, órfão, órgãosus....... bônus, ônus, vírusl..... amável, fácil, imóvelum/uns...... álbum, médium, álbunsn...... albúmen, hífen, Níltonos...... bíceps, fórceps, trícepsr......... César, mártir, revólverx........ fênix, látex, tórax, ônix.3.4 - ProparoxítonasTodas as proparoxítonas são acentuadas graficamente: abóbora, bússola, cântaro,dúvida, líquido, mérito, nórdico, política, relâmpago, têmpora etc.3.4.1 – Casos Especiais- Acentuam-se sempre os ditongos tônicos abertos éi, éu, ói: boléia, fiéis, idéia, céu, chapéu, véu,apóio, herói,caracóis etc.- Acentuam-se sempre o i e o u tônicos dos hiatos, quando estes formam sílabas sozinhas ou sãoseguidos de s: aí, balaústre, baú, egoísta, faísca, heroína, saída, saúde, viúvo, etc.- Acentua-se com acento circunflexo o primeiro o do hiato ôo, seguido ou não de s: abençôo,enjôo,corôo, perdôo, vôos etc.- Mantém-se o acento circunflexo do singular crê, dê, lê, vê nas formas do plural desses verbos —crêem, dêem, lêem, vêem — e de seus compostos — descrêem, relêem, revêem.- Acentua-se com acento agudo o u tônico pronunciado precedido de g ou q e seguido de e ou i,com ou sem s: argúi, argúis, averigúe, averigúes.- Acentuam-se graficamente as palavras terminadas em ditongo oral átono, seguido ou não de s:área, ágeis, importância, jóquei, lírios, mágoa, extemporâneo, régua, tênue, túneis.- Emprega-se o trema no u que se pronuncia depois de g ou q, sempre que for seguido de e ou i:agüentar, argüição, ungüento, eloqüência, freqüente, tranqüilizante. Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 16
  21. 21. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.- Emprega-se o til para indicar a nasalização de vogais: afã, coração, devoções, maçã, relação,etc.3.5 - Acento DiferencialO acento diferencial é utilizado para distinguir uma palavra de outra que se grafa de igual maneira.ás (subst.) as (artigo)côa/côas (verbo coar) coa/coas (com + a/as)pára (verbo parar) para (preposição)péla/pélas e péla pela/pelas (verbo pelar e subst.)pêra (subst. fruto da pereira) pêra (preposição)pôde/ (pret. perf. do ind. de poder) pode (pres. do ind. de poder)pólo/pólos norte ou sulpelo, pela (preposição) pêlo (subst.)pôr (verbo) por (preposição)porquê (subst.) porque (conjunção)quê (substantivo ou pronome no fim da frase) que (pronome, conjunção)EXERCÍCIOSA) Assinale a opção em que todas as palavras são acentuadas pelo mesmo motivo de: também, incrível ecaráter. a) alguém, inverossímel, tórax b) hífen, ninguém, possível c) têm, anéis, éter d) há, impossível, crítico e) pólen, magnólias, nósB) Em que série nem todas as palavras se acentuam pelo mesmo motivo: a) juízo, aí, saíste, saúde b) poética, árabes, lírica, metáfora c) glória, apóia, série, inócuo d) réptil, fêmur, contábeis, ímã e) assembléia, dói, papéis, céuC) Assinale a opção em que todos os vocábulos deveriam estar acentuados graficamente: a) perdoo, balaustre, bambu b) itens, assembleia, cafeína Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 17
  22. 22. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha. c) tuneis, juri, pessoa d) aerodromo, estrategia, néctar e) agape, apoio (subst.), nuvens4. ESTUDO DE TEXTO (As Cobras, Luís Fernando Veríssimo, Zero Hora, Segundo Caderno, 13 fev. 1995)Num texto, o sentido de cada parte é definido pela relação que mantém com as demaisconstituintes do todo. Assim como uma receita não é o amontoar dos ingredientes, o sentido dotodo não é mera soma das partes, mas é dado pelas múltiplas relações que se estabelecem entreelas. Eu sabia que você era collorido por fora, mas caiado por dentro. (PRN/PFL) Você tem cores por fora, mas é revestido de cal por dentro. Você apresenta um discurso moderno, de centro-esquerda, mas é reacionário.4.1 - Progressão Textual - Fatores que Dão Unidade de Sentido.Pavloviana - José Paulo Paesa comida a sineta a salivaa sineta a saliva a salivaa saliva a saliva a salivao mistério o rito Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 18
  23. 23. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha. a igrejao rito a igreja a igrejaa igreja a igreja a igrejaa revolta a doutrina o partidoa doutrina o partido o partidoo partido o partido o partidoa emoção a idéia a palavraa idéia a palavra a palavraa palavra a palavra a PALAVRA.(Paes, José P. Um por todos, São Paulo: Brasiliense, 1986, pp. 92-3).Canadá em São PauloParque canadense será inaugurado hoje. São Paulo ganha hoje um parque que reúne duas grandes “paixões” do paulistano: overde e a água. O verde está na farta arborização do novo local de lazer: 2100 árvores de 120espécies diferentes. E a água está no lago que recobre 70% dos 110 mil metros quadrados deárea do parque Cidade de Toronto. A vegetação procura fazer jus ao nome do novo local de lazer. Batizado com este nomegraças ao Programa Municipal de Intercâmbio Profissional firmado entre São Paulo e Toronto – Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 19
  24. 24. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.que doou parte das verbas necessárias à sua construção -, o parque, situado na zona Oeste,presta uma homenagem à cidade canadense através da vegetação típica de clima temperado,como o pinheiro e o plátano, introduzida junto às plantas nativas. (Jornal da Tarde, 1º de Julho de 1992)4.2 - Mecanismos de Coesão Referencial - Coerência Extratextual e Coerência IntratextualCoerência extratextual liga-se ao nosso conhecimento de mundo:a) Portugal, jardim plantado à beira do Pacífico.b) Virgem dá à luz trigêmeos.Coerência intratextual liga-se aos elementos internos ao texto. • 1. As crianças estão viajando. Elas só voltarão no final do mês. • 2. O juiz condenou o réu a dez anos de prisão. Ele achou essa pena condizente com as circunstâncias do crime. • 3. O juiz condenou o réu a dez anos de prisão. Ele não se conforma com o rigor da pena. • 4. Na estação, José avistou o visitante. Ele lhe pareceu cansado e apreensivo. • 5. Na estação, José avistou o visitante. Ele havia esperado ansiosamente pelo reencontro.A coesão referencial também se faz por elipse (omissão de termos).a) André e Pedro são fanáticos torcedores de futebol. Apesar disso, são diferentes. Este não brigacom quem torce para outro time; aquele o faz.b) Ele é meu cunhado. Casou-se com ela há pouco tempo...c) Beth está namorando. Ele parece ser um cara legal.EXERCÍCIOSAs piadas costumam ser engraçadas porque tiram partido da confusão na referenciação. Leia aspiadas abaixo e explique o motivo que as torna engraçadas.Texto 1Juquinha chegou esbaforido e todo sujo, além de atrasado, na primeira aula. A professora seindignou:- Isso é hora? E sujo desse jeito? Isso não tem mesmo uma explicação!- Tem sim, professora: tive que levar a vaca lá de casa pro touro cobrir.- Mas seu pai não podia fazer isso?- Poder, podia, mas acho que a vaca prefere o touro. Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 20
  25. 25. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.Texto 2- Não deixe sua cachorra entrar mais na minha casa. Ela está cheia de pulgas.- Princesa, não entre mais na casa porque ela está cheia de pulgas.4.3 - ConexõesComo vimos anteriormente, os elementos de um texto estão em relação uns com os outros,formando um "tecido" em que os fios se acham tramados. Mas essas relações não dizem respeitosomente aos referentes que aparecem no texto; dizem respeito também às relações entreproposições. É o que veremos neste tópico e que chamamos "coesão seqüencial". Por exemplo,as duas frases "Está chovendo. Vou pegar o guarda-chuva" são ligadas por uma relação decausa-efeito sem a presença de um conectivo. Mas, na maioria dos casos, principalmente emtextos escritos, a ligação entre duas proposições deve ser expressa lingüisticamente.4.3.1 - Tipos de Relações 1. Condição: se, caso, desde que, contanto que etc. 2. Causa/conseqüência: porque, pois, visto que, já que, como (no início do período).../desse modo, (tanto, tão, tamanho) que, por isso, então, portanto etc. 3. Meio/fim: para, para que, a fim de, a fim de que, com o intuito de, com o objetivo de,com o propósito de etc. 4. Disjunção: ou. Esse conector é ambíguo em língua natural, podendo ter um valorexclusivo (isto é um ou outro, mas não ambos), ou inclusivo (ou seja, um ou outro,possivelmente ambos) 5. Tempo: assim que, em seguida, até que, quando, por fim, depois, antes que, à medidaque, etc. 6. Conformidade: conforme, segundo, de acordo com etc 7. Conjunção ("adição"): e, também, não só ... mas também, tanto ... como, além de, alémdisso, ainda, nem (= e não) etc. 8. Contrajunção (oposição): mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto /embora (ainda que, apesar de, apesar de que etc. 9. Explicação ou justificativa: que, pois, porque etc. 10. Conclusão: portanto, logo, por conseguinte, pois etc. 11. Correção/redefinição/reafirmação/exemplificação: isto é, quer dizer, ou seja, emoutras palavras, ou melhor, de fato, pelo contrário, por exemplo etc. (introduzem esclarecimentos,retificações ou desenvolvimentos do que foi dito anteriormente). Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 21
  26. 26. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.EXERCÍCIOSNos dois textos abaixo, preencha as lacunas com os conectivos adequados:Texto 1O mesmo boné que aparecia na cabeça de um homem preso na zona da mata de Pernambuco__________ ele saqueou um caminhão de cargas apareceu na cabeça do Presidente daRepública. Esse fato pode sinalizar uma identidade entre os que usam o mesmo boné.__________ assim interpretarmos, podemos dizer que o Presidente da República e o MSTassumem uma causa comum, __________, eles comungam a idéia de que a reforma agrária énecessária, o que ninguém contesta. ___________, neste episódio particular, há quem veja nogesto do Presidente um apoio aos saques realizados pelo MST. Trata-se, __________, de umfato que pode ter conseqüências políticas negativas. (jornal Folha de S.Paulo em 03/07/2003, cujo título “O boné da insensatez”)Texto 2No segundo semestre, os franceses deverão modificar sua Constituição ___________ introduzir oconceito de proteção ambiental. __________ a proposta do presidente Jacques Chirac foraprovada sem grandes modificações, estará assegurado o direito a um ambiente equilibrado,saudável e protegido. O texto torna a proteção ambiental “norma que se impõe a todos, poderespúblicos, jurisdições e sujeitos de direito”. O projeto também consagra o chamado princípio daprecaução, __________, a noção de que, ____________ houver dúvida, __________ pequena,sobre os efeitos de uma determinada medida, deve-se sempre optar pela solução que resguarde omeio ambiente. (Jornal Folha de São Paulo, 30/06/03)Texto 3 Faça as compras, mas boicote as sacolas. Qualquer saco plástico é um transtorno ecológico; leve sua sacolinha para as compras ouexija embalagem de papel. Do ponto de vista ecológico, o papel é a melhor matéria-prima. É biodegradável,decompondo-se em poucos anos. Sua produção não causa desmatamento porque as principaisfábricas do mundo trabalham com reflorestamento. (A coesão textual, Curso de redação, Prof. Zamponi, Faenquel, 2005) Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 22
  27. 27. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.a) No último parágrafo, encontramos uma relação argumentativa, em que, a partir de doisargumentos se chega uma conclusão. Aponte a conclusão e os argumentos.b) Reescreva o último parágrafo, construindo um único período explicitando as relações por meiodos conectivos adequados.c) O conector “ou” que aparece no primeiro parágrafo tem valor inclusivo ou exclusivo? Por quê?d) Entre os dois segmentos do primeiro parágrafo há idéia(s) implícita(s). Explicite-a(s).Nos períodos abaixo foi empregado o pronome "onde". Em alguns deles, esse emprego éinadequado. Assinale as alternativas ocorre o problema e reescreva o trecho de modo asaná-lo(a) A literatura médica de vários países serviu de base para uma pesquisa, onde o resultadomostrou que dois terços dos cegos do mundo estão concentrados na Índia, China e na África.(b) Para as crianças de países pobres, onde as condições de saúde são precárias, o risco decegueira é dez vezes maior comparativamente ao risco de cegueira que correm as crianças depaíses ricos.(c) Após mais de uma década de controvérsia, os artefatos da caverna sul-africana, onde seencontram também ossadas humanas, já estão sendo aceitos como a mais antiga evidência deque o homem surgiu na África.(d) Talvez por conta de um maior número de pobres, o Nordeste é a região do país onde asmarcas dos produtos estão menos presentes nas cabeças das pessoas.(e) Aqueles produtos da pesquisa Top of Mind onde as marcas estão mais presentes nas cabeçasfemininas são margarina, chocolate e desodorante.(f) Para a Unilever Brasil, fabricante do produto, é mais do que razão para comemorar, já que oBrasil é o país onde mais se vende Omo no mundo.A oração grifada expressa a idéia entre parênteses, EXCETO:a) Trabalhava tanto, que a mulher, a dona Evarista, se chateou. (causa)b) Não ousava fazer-lhe nenhuma queixa, (…) mas ficava calada e emburrada. (contradição) Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 23
  28. 28. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.c) As mulheres, quando os maridos saíam, mandavam acender uma lamparina à Nossa Senhora.(tempo)d) Se quereis emendar a administração da Casa Verde, estou pronto a ouvir-vos. (condição)Os dois trechos que se seguem foram extraídos da letra da música “Último desejo", de NoelRosa.Perto de você me caloTudo penso e nada faloTenho medo de chorarNunca mais quero seu beijoMas meu último desejoVocê não pode negar..............................Às pessoas que eu detestoDiga sempre que eu não prestoQue meu lar é o botequim...Na biografia do autor, Noel Rosa, consta que a cantora Aracy de Almeida andou alterando a letrado ilustre compositor. O amigo de Noel Rosa, Armênio Mesquita Veiga, deu-lhe a notícia nestestermos: “... em vez de ‘Mas meu último desejo’, ela canta ‘Pois meu último desejo’ e em lugar de‘Que meu lar é o botequim’, ela diz ‘que meu lar é um botequim’". Diante da informação do amigo,Noel Rosa reagiu: “Juro que nunca mais dou música minha para ela gravar”. (João Máximo e Carlos Dider. Noel Rosa, uma biografia. Brasília, Ed. UNB, 1990, pp 446-52).O cantor Noel Rosa tem razão de ficar irritado com as alterações que a cantora Aracy de Almeidaintroduziu na letra da canção?a) Por que a conjunção pois é inadequada para exprimir a relação que vem expressa pelaconjunção mas?b) Sob que ponto de vista do significado, que diferença faz trocar o artigo o por um em “meu lar éo botequim”? Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 24
  29. 29. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.4.4 - Intertextualidade e MetalinguagemMetalinguagem é uma das possibilidades de produção de texto - poético ou não, sem perder devista a originalidade de expressão - é ter um ponto de partida referencial. "Em literatura não hágeração espontânea": as linguagens se cruzam, se relacionam, se complementam... dão apossibilidade criativa de fazer nascer obras sempre novas, fortes, únicas e vivas. ÓBOLO (poema experimental de Kakau, acesso em SEM VIÚVA http://www.infonet.com.br/users/experimental/Poesias “...mas esta, da sua pobreza, deitou tudo.” (Mc. 12:41-44) Mas, Estes pedaços marcados e suados, Que morrem (parte de uma fotografia de Sebastião Salgado) Sem febre e sem realidade, Não são nossa fuga... São fantasmas Que velam o nosso silêncioA metalinguagem se caracteriza pela auto-referência, isto é, quando a linguagem se volta para opróprio código de que se constitui. No caso literário, por exemplo, o texto contém uma reflexão –das formas mais variadas possíveis – sobre si mesmo.PoéticaEstou farto do lirismo comedidoDo lirismo bem comportado Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 25
  30. 30. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações [de apreçoao sr. Diretor.(...)Estou farto do lirismo* namoradorPolíticoRaquíticoSifilítico Manuel Bandeira (BANDEIRA, Manuel. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993).*Lirismo é o "fazer poesia".Assinale a opção correta:( ) o lirismo caracterizado no 3º verso é o oposto do lirismo comedido do 1º verso.( ) No 4º verso, o eu lírico repudia o envolvimento amoroso.( ) Raquítico e sifilítico, nesse contexto, são palavras sinônimas.( ) No 3º verso, as expressões que caracterizam o lirismo pertencem a campos semânticos diferentes.( ) a palavra lirismo, no poema, é índice de função metalingüística, isto é, revela que o assunto do poema é o próprio fazer poético.A palavra intertextualidade significa interação entre textos, um diálogo entre eles. E texto nosentido amplo: um conjunto de signos organizados para transmitir uma mensagem, portanto, nomundo atual da multimídia, ela acontece entre textos de signos diferentes.Veja um exemplo de intertextualidade:■ Gonçalves Dias, 1846(DIAS, Gonçalves. In Primeiros Cantos, 1846. Trad. do texto de Goethe: Manuel Bandeira)CANÇÃO DO EXÍLIO Kennst du das Land, wo die Zitronen blühen, Im dunklen Laub die Gold-Orangen glühen? Kennst du es wohl? — Dahin, dahin! Möcht ich... ziehn. [Conheces o país onde florescem as laranjeiras? Ardem na escura fronde os frutos de ouro... Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 26
  31. 31. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha. Conhecê-lo? Para lá, para lá quisera eu ir!]GoetheMinha terra tem palmeiras, Que tais não encontro eu cá;Onde canta o Sabiá; Em cismar — sozinho, à noite —As aves, que aqui gorjeiam, Mais prazer encontro eu lá;Não gorjeiam como lá. Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá.Nosso céu tem mais estrelas,Nossas várzeas têm mais flores, Não permita Deus que eu morra,Nossos bosques têm mais vida, Sem que eu volte para lá;Nossa vida mais amores. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá;Em cismar, sozinho, à noite, Sem quinda aviste as palmeiras,Mais prazer encontro eu lá; Onde canta o Sabiá.Minha terra tem palmeiras,Onde canta o Sabiá. Coimbra, julho de 1843Minha terra tem primores,■ Casimiro de Abreu, 1859 (ABREU, Casimiro de, In Primaveras, 1859)CANÇÃO DO EXÍLIO Oh! Que saudades tamanhas Das montanhas,Eu nasci além dos mares: Daqueles campos natais!Os meus lares, Que se mira,Meus amores ficam lá! Que se mira nos cristais!― Onde canta nos retirosSeus suspiros, Não amo a terra do exílioSuspiros o sabiá! Sou bom filho, Quero a pátria, o meu país,Oh! Que céu, que terra aquela, Quero a terra das mangueirasRica e bela E as palmeirasComo o céu de claro anil! E as palmeiras tão gentis!Que seiva, que luz, que galas,Não exalas, Como a ave dos palmaresNão exalas, meu Brasil! Pelos ares Fugindo do caçador; Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 27
  32. 32. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.Eu vivo longe do ninho; Quem me dera,Sem carinho Quem me dera o meu país!Sem carinho e sem amor! Lisboa, 1855Debalde eu olho e procuro...Tudo escuro ■ Osório Duque Estrada, 1909Só vejo em roda de mim!Falta a luz do lar paterno HINO NACIONAL BRASILEIRODoce e terno,Doce e terno para mim. Do que a terra mais garrida Teus risonhos, lindos campos têm maisDistante do solo amado flores;― Desterrado ― "Nossos bosques têm mais vida",a vida não é feliz. "Nossa vida" no teu seio "mais amores".Nessa eterna primavera■ Oswald de Andrade, 1925 (ANDRADE, Oswald de. In Pau-Brasil, 1925)CANTO DO REGRESSO À PÁTRIAMinha terra tem palmares Ouro terra amor e rosasonde gorjeia o mar Eu quero tudo de láOs passarinhos daqui Não permita Deus que eu morraNão cantam como os de lá Sem que volte para láMinha terra tem mais rosas Não permita Deus que eu morraE quase que mais amores Sem que volte pra São PauloMinha terra tem mais ouro Sem que veja a Rua 15Minha terra tem mais terra E o progresso de São Paulo■ Murilo Mendes, 1930 (MENDES, Murilo. In Poemas, 1930)CANÇÃO DO EXÍLIO os sargentos do exército são monistas, cubistas,Minha terra tem macieiras da Califórnia os filósofos são polacos vendendo aonde cantam gaturamos de Veneza. prestações.Os poetas da minha terra A gente não pode dormirsão pretos que vivem em torres de ametista, com os oradores e os pernilongos. Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 28
  33. 33. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.Os sururus em família têm por testemunha a mas custam cem mil réis a dúzia. [ Gioconda.Eu morro sufocado Ai quem me dera chupar uma carambola deem terra estrangeira. [ verdadeNossas flores são mais bonitas e ouvir um sabiá com certidão de idade!nossas frutas mais gostosas■ Carlos Drummond de Andrade, 1945(ANDRADE, C. D. In A Rosa do Povo, 1945)NOVA CANÇÃO DO EXÍLIOUm sabiá na Onde tudo é belopalmeira, longe. e fantástico,Estas aves cantam só, na noite,um outro canto. seria feliz. (Um sabiá,O céu cintila na palmeira, longe.)sobre flores úmidas.Vozes na mata, Ainda um grito de vida ee o maior amor. voltar para onde tudo é beloSó, na noite, e fantástico:seria feliz: a palmeira, o sabiá,um sabiá, o longe.na palmeira, longe.■ Mario Quintana, 1962 (QUINTANA, Mario, Poesias, 1962)UMA CANÇÃOMinha terra não tem palmeiras...E em vez de um mero sabiá,Cantam aves invisíveisNas palmeiras que não há.Minha terra tem relógios, Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 29
  34. 34. ......................................................... Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.Cada qual com sua horaNos mais diversos instantes...Mas onde o instante de agora?Mas onde a palavra "onde"?Terra ingrata, ingrato filho,Sob os céus da minha terraEu canto a Canção do Exílio!■ José Paulo Paes, 1973 (PAES, José Paulo. In Meia Palavra, 1973)CANÇÃO DO EXÍLIO FACILITADA maná... sofá...lá? sinhá...ah!sabiá... cá?papá... bah!■ Cacaso, 1985 (CACASO. In Beijo na Boca e Outros Poemas, 1985)JOGOS FLORAISJogos Florais IMinha terra tem palmeirasonde canta o tico-ticoEnquanto isso o sabiávive comendo o meu fubáFicou moderno o Brasilficou moderno o milagrea água já não vira vinhavira direto vinagre Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora Zelina Beato. 30
  35. 35. ........................................................ Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.Jogos Florais IIMinha terra tem palmaresmemória cala-te jáPeço licença poéticaBelém capital ParáBem, meus prezados senhoresdado o avanço da horaerrata e efeitos do vinhoo poeta sai de fininho.(será mesmo com esses dois essesque se escreve paçarinho?)■ Ferreira Gullar, 2000 (GULLAR, Ferreira. In O Globo, caderno Prosa & Verso, 02/09/2000)NOVA CANÇÃO DO EXÍLIO Para CláudiaMinha amada tem palmeirasOnde cantam passarinhose as aves que ali gorjeiamem seus seios fazem ninhosAo brincarmos sós à noitenem me dou conta de mim:seu corpo branco na noiteluze mais do que o jasmimMinha amada tem palmeirastem regatos tem cascatae as aves que ali gorjeiam Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora: Zelina Beato. 31
  36. 36. ........................................................ Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.são como flautas de prataNão permita Deus que eu vivaperdido noutros caminhossem gozar das alegriasque se escondem em seus carinhossem me perder nas palmeirasonde cantam os passarinhosGuilherme de AlmeidaCanção do Expedicionário brasileiroPor mais terras que eu percorra,Não permita Deus que eu morraSem que volte para lá;Sem que leve por divisaEsse "V" que simbolizaA vitória que virá:Nossa vitória final,Que é a mira do meu fuzil,A ração do meu bornal,A água do meu cantil,As asas do meu ideal,A glória do meu Brasil.4.4.1. Tipos de IntertextualidadeCitação é a menção, no texto, de uma informação extraída de outra fonte: A citação é a formamais explícita de marcar a reprodução de discurso no discurso. Falamos de citação sempre queum determinado locutor reproduz, no seu ato de enunciação, um outro ato de enunciaçãooriginário de um locutor diferente (ou de si próprio, num outro momento). É raro que as palavrascitadas correspondam textualmente às palavras proferidas. É uma transcrição de texto alheio,marcada por aspas. A música Cinema Novo, de Caetano Veloso, faz citações: Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora: Zelina Beato. 32
  37. 37. ........................................................ Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.O filme quis dizer ‘Eu sou o samba’A voz do morro rasgou a tela do cinemaE começaram a se configurarVisões das coisas grandes pequenasQue nos formaram e estão a nos formarTodos e muitos: Deus e o Diabo, Vidas Secas, os Fuzis,Os Cafajestes, o Padre e a Moça, a Grande Feira, o DesafioOutras conversas, outras conversas sobre os jeitos do Brasil.(Letra e música de Caetano Veloso)Na citação sobre o samba, Caetano Veloso diz que o Cinema Novo quer representar o Brasil,como fez o samba da época de Carmem Miranda.Epígrafe, do grego gráphein (“inscrição”), é um texto breve, em forma de inscrição solene, queabre um livro ou uma composição poética. ver a introdução do texto do Gonçalves Dias; A “cançãodo exílio”, de Gonçalves Dias, apresenta versos introdutórios de Goethe, com a seguinte tradução:“Conheces o país onde florescem as laranjeiras? Ardem na escura fronde os frutos de ouro...Conhecê-lo? Para lá, para lá quisera eu ir!”A epígrafe e o poema mantêm um diálogo, pois os dois têm características românticas, pertencemao gênero lírico e possuem caráter nacionalista.Alusão é uma referência explícita ou implícita a uma obra de arte, um fato histórico ou um autor,para servir de comparação, e que apela à capacidade de associação de idéias do leitor. O recursoà alusão literária torna clara a relação de um autor com a tradição com a qual se identifica. Aalusão é a referência direta ou indireta a um texto preexistente. Machado de Assis, em seu livroDom Casmurro cita Otelo, personagem de Shakespeare, para que o leitor analise o drama deBentinho.Paráfrase, do Gr. paráphrasis, desenvolvimento, s. f., acto ou efeito de parafrasear; explicação outradução mais desenvolvida do que o texto ou enunciado original; tradução livre e desenvolvida;comentário. A paráfrase é a reprodução do texto de outrem com as palavras do autor. Ela nãoconfunde com o plágio porque seu autor explicita a intenção, deixa claro a fonte. Exemplo deparáfrase é o poema Oração, de Jorge de Lima:“- Ave Maria cheia de graças...”A tarde era tão bela, a vida era tão pura, Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora: Zelina Beato. 33
  38. 38. ........................................................ Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.as mãos de minha mãe eram tão doces,havia, lá no azul, um crepúsculo de ouro... lá longe...“- Cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita!” Bendita!Os outros meninos, minha irmã, meus irmãos menores,meus brinquedos, a casaria branca de minha terra, a burrinha do vigáriopastando junto à capela... lá longe...Ave cheia de graça-... “bendita sois entre as mulheres, bendito é o fruto do vosso ventre...”E as mãos do sono sobre os meus olhos,E as mãos de minha mãe sobre o meu sonho,E as estampas de meu catecismoPara o meu sonho de ave!E isto tudo tão longe... tão longe... (LIMA, Jorge de. Poesia. Org. Luiz Santa Cruz. 3.ed. Rio de Janeiro: Agir, 1975)O autor retoma explicitamente a oração Ave Maria e mantém-se fiel a ele, justapõe a figura deMaria à da sua mãe, refere-se à hora do Ângelus.Paródia é uma forma de apropriação que, em lugar de endossar o modelo retomado, rompe comele, sutil ou abertamente”. Ela acontece no famoso poema de Carlos Drummond de Andrade, Nomeio do caminho, que faz uma paródia do soneto Nel Mezzo Del Camin, de Olavo Bilac que, porsua vez, remete ao primeiro verso da Divina comédia, de Dante Alighieri: “Nel mezzo del camin denostra vita”. Além do título, Drummond imitou o esquema retórico do soneto de Bilac, ou seja, emvez de parodiar o significado, promoveu uma paródia na forma: empenhou-se na imitação irônicada estrutura, reproduzindo apenas o quiasmo (repetição invertida) do texto.No meio do caminhoNo meio do caminho tinha uma pedratinha uma pedra no meio do caminhotinha uma pedrano meio do caminho tinha uma pedra.Nunca me esquecerei desse acontecimentoNa vida de minhas retinas tão fatigadas.Nunca me esquecerei que no meio docaminho Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora: Zelina Beato. 34
  39. 39. ........................................................ Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.Tinha uma pedraTinha uma pedra no meio do caminhoNo meio do caminho tinha uma pedra.Carlos Drummond de Andrade (Alguma poesia, 1930)Nel Mezzo del CaminCheguei. Chegaste. Vinhas fatigadaE triste, e triste e fatigado eu vinha.Tinhas a alma de sonhos povoada,E a alma de sonhos povoada eu tinha...E paramos de súbito na estradaDa vida: longos anos, presa à minhaA tua mão, a vista deslumbradaTive da luz que teu olhar continha.Hoje, segues de novo... Na partidaNem o pranto os teus olhos umedece,Nem te comove a dor da despedida.E eu, solitário, volto a face, e tremo,Vendo o teu vulto que desapareceNa extrema curva do caminho extremo.Olavo Bilac ("Poesias", Ediouro - Rio de Janeiro, 1978)4.5 - Figuras de linguagem1) Joana é a estrela da novela.2) Você é burra como uma porta.3) Já li Machado de Assis e Drummond.4) Vivo do suor do meu rosto.5) Tomei um copo d’água.6) “Moça linda, bem tratada Três séculos de família Burra como uma porta: Um amor!” Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora: Zelina Beato. 35
  40. 40. ........................................................ Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.7) “Foi desta para outra melhor” (morreu)8) “As ruas desertas estão tristes”9) “Riu tanto que rasgou a boca”10) “Já falei mil vezes para você parar com isso”11) “Não sou alegre nem triste sou poeta”12) “Na manifestação foram chegando, dez, cem, mil, dez mil pessoas parando o trânsito.”13) “Você sabe o que a cadeira falou para a mesa? Feche as pernas que estou vendo tudo" ou"O que o chão falou para a cama? Você tem as canelas finas mas tem um colchão”14) “Vozes veladas, veludosas vozes, volúpias de violões, vozes veladas”15) “Ó formas alvas, brancas Formas claras”16) “E fala e ri e gesticula e grita”MENTIRASMário QuintanaLili vive no mundo do faz de conta...Faz de conta que isto é um avião.Zzzzzuuu...Depois aterrizou em um piquê e virou um trem.Tuc tuc tuc tuc...Entrou pelo túnel, chispando.Mas debaixo da mesa havia bandidos.Pum! Pum! Pum!O trem descarrilou.E o mocinho?Onde é que está o mocinho?Meu Deus! onde é que está o mocinho?!No auge da confusão, levaram Lili para cama, à força.E o trem ficou tristemente derribado no chão,Fazendo de conta que era mesmo uma lata de sardinha.(QUINTANA, Mario, Poesias, 1962) Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora: Zelina Beato. 36
  41. 41. ........................................................ Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.EXERCÍCIOSAs questões de 1 a 5 referem-se ao texto seguinte:Bruta Flor do QuererQuando era menino, o pintor mexicano Diego Rivera entrou numa loja, numa daquelas antigaslojas cheias de mágicas e surpresas, um lugar encantado para qualquer criança.Parado diante do balcão e tendo na mão apenas alguns centavos, ele examinou todo o universocontido na loja e começou a gritar, desesperado: “O que é que eu quero ???”.Quem nos conta isso é Frida Kahlo, sua companheira por mais de 20 anos. Ela escreveu que aindecisão de Diego Rivera o acompanhou a vida toda. Ao ler isso, me perguntei:quem de nós sabe exatamente o que quer? A gente sabe o que não quer: não queremosmonotonia, não queremos nos endividar, não queremos perder tempo com pessoas mesquinhas,não queremos passar em branco pela vida. Mas a pergunta inicial continua sem resposta: o que agente quer, o que iremos escolher entre tantas coisas interessantes que nos oferece esta lojachamada Futuro? Sério, a loja em que o pequeno Diego entrou chamava-se, ironicamente, Futuro.O que é que você quer? Múltiplas alternativas. Medicina. Arquitetura. Música. Homeopatia. Casar.Ficar solteiro. Escrever um livro. Fazer nada o dia inteiro. Ter dois filhos. Ter nenhum. Cruzar oBrasil de carro. Entrar para a política. Tempo para ler todos os livros do mundo. Conhecer aGrécia. Morrer dormindo. Não morrer. Aprender chinês. Aprender a tocar bateria. Desaprendertudo o que aprendeu errado. Acupuntura. Emagrecer. Ser famoso. Sumir. O que você quer? Morarna praia. Filmar um curta. Arrumar os dentes. Abrir uma pousada. Recuperar a amizade com seupai. Trocar de carro. Meditar. Aprender a cozinhar. Largar o cigarro. Nunca mais sofrer por amor.Nunca mais. O que você quer? Viver mais calmo. Acelerar. Trancar a Faculdade. Cursar umaFaculdade. Alta na terapia. Melhorar o humor. Um tênis novo. Engenharia Mecânica. EngenhariaQuímica. Um mundo justo. Cortar o cabelo. Alegrias. Chorar. Abra a mão, menino, deixe eu verquantos centavos você tem aí. Olha, por esse preço, só uma caixinha vazia, você vai ter queimaginar o que tem dentro. Serve. (MEDEIROS, Marta . Montanha russa. Porto Alegre: LPM, 2003. p.199-200.)1) A idéia expressa pelo título do texto é identificada na frase:a) “Abra a mão, menino, deixe eu ver quantos centavos você tem aí”. (linha 35)b) “Ao ler isso, me perguntei: quem de nós sabe exatamente o que quer?” (linha 9)c) “... antigas lojas cheias de mágica e surpresas, um lugar encantado para qualquer criança.”(linha 2) Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora: Zelina Beato. 37
  42. 42. ........................................................ Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.d) “Parado diante do balcão e tendo na mão apenas alguns centavos, ele examinou todo ouniverso contido na loja...” (linha 4)2) Em relação às possibilidades de experiências de vida, o texto apresentaa) amplitude de perspectivas.b) pessimismo em face do futuro.c) indignação devido à monotonia da vida.d) imparcialidade diante da sociedade atual.3) A expressão “O que é que você quer?”, (linha 19), denota a(o)a) interlocução da autora do texto com o leitor.b) susto da vendedora devido ao desespero de Rivera.c) desinteresse da autora mediante os desejos humanos.d) apreensão da vendedora diante dos questionamentos dos clientes.4) A autora empregou as figuras de linguagem em todas as passagens abaixo, EXCETO em:a) “...não queremos passar em branco pela vida.” (linha 13)b) “ Tempo pra ler todos os livros do mundo.” (linha 23)c) “Quando era menino, o pintor Diego Rivera entrou numa loja...” (linha 1)d) “... tantas coisas interessantes que nos oferece esta loja chamada Futuro?” (linha 15)5) “Abra a mão, menino, deixe eu ver quantos centavos você tem aí.” (linha 35)A função da linguagem predominante, nesse trecho, é aa) poética, pois a mensagem é colocada em realce.b) referencial, porque o trecho está centrado no referente.c) metalingüística, por explicar o conteúdo da mensagem.d) conativa, uma vez que o receptor é posto em destaque.6) A relação de intertextualidade está corretamente determinada ema) “O que é que eu quero ???” (linha 6) (EPÍGRAFE)b) “Quem nos conta isso é Frida ...” (linha 7) (ALUSÃO)c) “O que você quer? Morar na praia.” (linha 27) (METALINGUAGEM)d) “Ela escreveu que a indecisão de Diego Rivera o acompanhoua vida toda.” (linha 8) (PARÓDIA) Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora: Zelina Beato. 38
  43. 43. ........................................................ Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.5. VARIAÇÃO LINGÜÍSTICA A língua não é usada de modo homogêneo por todos os seus falantes. O uso de umalíngua varia de época para época, de região para região, de classe social para classe social, degênero para gênero, idade para idade, e assim por diante. Nem individualmente podemos afirmarque o uso seja uniforme. Dependendo da situação, uma mesma pessoa pode usar diferentesvariedades de uma só forma da língua. Sem nenhum juízo de valor, a norma pode variar no interior de uma comunidadeidiomática, seja de um ponto de vista diatópico (português de Portugal, português do Brasil,português de Angola), seja de um ponto de vista diastrático (linguagem culta, linguagem média,linguagem popular), seja, finalmente, de um ponto de vista diafásico (linguagem poética,linguagem da prosa, situações de comunicação). Tudo isso sem alterar a coesão do sistema, quefaz a unidade fundamental da língua. Sistema e norma são coisas distintas. O que varia é anorma.5.1 - Paises Lusófonos Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe,Timor-Leste. O primeiro passo no processo de criação da CPLP (Comunidade dos Países deLíngua Portuguesa) foi dado em São Luís do Maranhão, em Novembro de 1989, por ocasião darealização do primeiro encontro dos Chefes de Estado e de Governo dos países de LínguaPortuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambiquel, Portugal e São Tomé ePríncipe -, a convite do Presidente brasileiro, José Sarney. Na reunião, decidiu-se criar o InstitutoInternacional da Língua Portuguesa (IILP), que se ocupa da promoção e difusão do idioma comumda Comunidade.EXERCÍCIOObserve o texto que se segue:Em 1983, no decurso de uma visita oficial a Cabo Verde, o então ministro dos NegóciosEstrangeiros de Portugal, Jaime Gama, referiu que:"O processo mais adequado para tornar consistente e descentralizar o diálogo tricontinental dossete países de língua portuguesa espalhados por África, Europa e América seria realizar cimeirasrotativas bienais de Chefes de Estado ou Governo, promover encontros anuais de Ministros de Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora: Zelina Beato. 39
  44. 44. ........................................................ Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.Negócios Estrangeiros, efectivar consultas políticas freqüentes entre directores políticos eencontros regulares de representantes na ONU ou em outras organizações internacionais, bemcomo avançar com a constituição de um grupo de língua portuguesa no seio da UniãoInterparlamentar".1) Aponte as particularidades desse texto, escrito segundo o português lusitano, e o português doBrasil.5.1.2 - Algumas diferenças entre o português europeu e o português do Brasil:Ortografia: “p” e o “n” são muitas vezes sons mudos em português quando antecedem outraconsoante. No Brasil, como não são pronunciadas na linguagem padrão foram eliminadas da Curiosidade O Brasil espera que Portugal e Cabo Verde ratifiquem acordo ortográfico da língua portuguesa. São 21 as bases de mudanças na ortografia da língua portuguesa. Com a reforma, o trema deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados. O alfabeto passará a ter 26 letras, pois incluirá k, y e w. O h inicial e final das palavras também sofrerá alteração e permanecerão com ele apenas as palavras indicadas pela etimologia, por exemplo: homem, que vem do latim, homini. Segundo nota divulgada pelo Itamaraty, "estima-se que a entrada em vigor do Acordo Ortográfico poderá evitar o grande custo de produção de diferentes versões de dicionários e livros em geral. Será também mais fácil estabelecer critérios unificados para todos os países de língua portuguesa, com relação a exames e certificações comuns de proficiência de português para estrangeiros".escrita. Assim, enquanto que em pt-PT se escreve “acção”, “baptismo”, “óptimo”, “Egipto”,“Neptuno” e “connosco”; no Brasil escreve-se “ação”, “batismo”, “ótimo”, “Egito”, “Netuno” e“conosco”.Numerais: O que em Portugal significa “mil milhões” no Brasil significa “bilhões”. Além disso,escreve-se em pt-PT Catorze, dezasseis, dezassete e dezanove para o que se escreve em pt-BRquatorze, dezesseis, dezessete e dezenove.Nacionalidades e lugares. Alguém que nasceu na Polônia é chamado de “polaco” em Portugal ede “polonês” ou de “polaco” no Brasil. O mesmo vale para “israelita”, “canadiano” e “palestiniano”(em pt-PT), que no Brasil se designam como “israelense” (”israelita” no pt-BR é quem professa areligião judaica ou israelita), “canadense” e “palestino”, respectivamente. E “Médio Oriente”, em pt-PT, é escrito no Brasil como “Oriente Médio”, assim como “Singapura”, “Jugoslávia” (actual Sérviae Montenegro) e “Vietname” em pt-PT, são escritos “Cingapura”, “Iugoslávia” e “Vietnã” em pt-BR.Siglas. A “SIDA” lê-se, em ambos pt-BR e pt-PT como “Síndrome da Imonudeficiência Adquirida”.No entanto, no Brasil, a leitura da sigla como “AIDS”, embora proveniente da sigla em línguainglesa (Acquired Immunodeficiency Syndrome), é de uso comum e é perfeitamentecompreensível em um diálogo. De forma similar, a leitura da sigla “ADN” (ácidodesoxirribonucléico) é igual em ambos os países, embora ao menos no Brasil também seja de uso Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora: Zelina Beato. 40
  45. 45. ........................................................ Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII – Varginha.comum a forma inglesa, “DNA”. Ocorre o inverso com a sigla da Organização do Tratado doAtlántico Norte, cuja sigla é preferida no original em inglês (NATO) no pt-PT e traduzida para suaequivalente em português (OTAN) no pt-BR.Uso do trema no Brasil. As sílabas “qüe”, “güe”, “güi” são usadas no Brasil para indicar que o “u”é lido, mas não em Portugal e África (escreve-se simplesmente “que”, “gue” ou “gui”), apesar deser lido da mesma forma. Exemplo: pt-BR “agüentar”, “freqüente”, pt-PT “aguentar”, “frequente”. Éfundamental observar que a regra brasileira determina o uso do trema, mas ela não é seguida pormuitos. Há até veículos de comunicação que aboliram por si próprios o sinal (p. ex.: Revista IstoÉ,por exemplo). O acordo ortográfico de 1990, que talvez seja adotado em breve, prevê a completaabolição do trema na escrita do português.Variações de léxico e sinalização. As placas de trânsito que indicam parada/paragem obrigatóriasão escritas, em Portugal, como no inglês “STOP”, enquanto no Brasil são escritas como “PARE”.“Caminhonete” (ou também “Camioneta” ou “Perua”), em pt-BR, significa, em pt-PT, “carrinha” ou“camioneta”; “Ônibus”, em pt-BR, equivale a “autocarro” em pt-PT. “Equipe”, “console”, “tela”,“câncer” e “terremoto”, em pt-BR, significam “equipa”, “consola”, “ecrã”, “cancro” e “terramoto” empt-PT, respectivamente.Acentuação variável. Devido à pronúncia padrão de cada país, as vogais “o” e “e” antes dasconsoantes nasais “m” e “n”, quando tônicas, são fechadas no Brasil e abertas em Portugal eÁfrica. Ex. pt-BR “Mônica”, “Antônio” e “econômico”, pt-PT “Mónica”, “António” e “económico”. NoBrasil, as palavras terminadas em “éia” têm o “é” do ditongo “ei” acentuado, mas não no portuguêsescrito na África e Portugal. Assim, escreve-se “Assembléia” e “Européia” no pt-BR e “Assembleia”e “Europeia” em Portugal. Também no Brasil utiliza-se o acento circunflexo no penúltimo o(fechado) do hiato oo: “vôo”, “enjôo”, “abençôo”, “perdôo”, etc. Em Portugal: “voo”, “enjoo”,“abençoo”, “perdoo”Significados diferentes. Algumas palavras têm significados diferentes nos dois países. Algunsexemplos: 1. No Brasil, “puto” é uma gíria para prostituto no sentido pejorativo, e em Portugal significa apenas uma criança do sexo masculino. 2. Em Portugal, “bicha” pode ser o que os brasileiros entendem por “fila”, muito embora a palavra também tenha o significado brasileiro de homossexual. 3. No Brasil, “banheiro” é o que em Portugal se chama “casa de banho”; em algumas regiões de Portugal, “banheiro” é o que os brasileiros chamam de “salva-vidas” ou “guarda-vidas”. “Salva-vidas” também é usado em Portugal. Curso Pró-Técnico. Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira - Professora: Zelina Beato. 41

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