NEWSLETTER LICINIA DE CAMPOS
SEMANA 33

SETE ERROS MAIS COMUNS A RESPEITO DA NUTRIÇÃO

A pessoa lê todas as revistas, comp...
perde algumas propriedades saudáveis como resultado do processo de extração. É recomendável para
quem tem o hábito de cons...
carboidratos não muda seu valor calórico: 4 kcal/ grama). Mas antes de reconstruir sua pirâmide
nutricional personalizada,...
4. Não consumir o suficiente

Mesmo que o superconsumo e o subconsumo pareçam ser contraditórios em questão de erros
nutri...
Solução: torne o ato de se exercitar parte regular de sua vida. E não trave se não puder fazê-lo todos os
dias a mesma hor...
Faculdade Paschoal Dantas; Consultora e Ass
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

Newsletter licinia de campos 33 mitos sobre nutricao

507
-1

Published on

Published in: Education
0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
507
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
5
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Newsletter licinia de campos 33 mitos sobre nutricao

  1. 1. NEWSLETTER LICINIA DE CAMPOS SEMANA 33 SETE ERROS MAIS COMUNS A RESPEITO DA NUTRIÇÃO A pessoa lê todas as revistas, compra todas as vitaminas certas, conhece todas as palavras de referência nos rótulos dos alimentos. Com certeza, pelos padrões, esse indivíduo conseguiria preencher um relatório de nutrição obtendo nota 10. Mas antes da pessoa começar a comprar produtos nutricionalmente estrelados para colocar na sua despensa, deveria saber que poucos de nós estamos realmente fazendo melhores escolhas alimentares do que antes.... É fácil adquirir produtos populares com concepções distorcidas a respeito de Nutrição – mitos e meias- verdades ultimamente nos levam a fazer escolhas alimentares menos saudáveis do que imaginamos. Por esse motivo, hoje vamos citar 7 erros nutricionais cometidos pela maioria das pessoas e nem imaginam que estão caindo nesse engodo, nem na maneira de evitá-los. 1. Assumir suas escolhas como melhores do que realmente são Desde sucos de frutas a barrinhas de cereais, pães multi-grãos e produtos light, é fácil se iludir pensando que suas escolhas alimentares são mais saudáveis do que realmente são. A propaganda voltada para nos dar a impressão de alimentos saudáveis tem funcionado a cada dia mais. Quando um rótulo afirma: “Pão multi-grão” soa bem saudável, não é? Mas a menos que este mesmo rótulo diga “grãos integrais”, não significa necessariamente ser a escolha de pão mais saudável que se possa fazer. Da mesma forma, muitos pensam que o consumo de uma sopa de legumes é mais nutritiva que um prato de hortaliças – não se conscientizando das poucas hortaliças utilizadas para a sopa (ou mesmo hortaliças ricas em feculosos), e nem em quantos nutrientes são perdidos durante o processamento (descascar, cozinhar, triturar, etc). Outro erro comum é substituir frutas in natura por sucos de frutas. Os sucos com certeza são mais saudáveis que refrigerantes. Mas também são fonte concentrada de açúcar (frutose) e não chegam nem perto do mesmo nível em nutrientes obtidos pelo consumo da fruta inteira. Um copo de 250ml de suco de laranja fornece ao organismo cerca de 3 vezes mais frutose que uma laranja inteira, e sem dúvida se
  2. 2. perde algumas propriedades saudáveis como resultado do processo de extração. É recomendável para quem tem o hábito de consumir um copo de suco de frutas de manhã, trocá-lo por um pedaço de fruta inteira. Se estiver tentando perder peso, é certo que o senso de saciedade obtido com um copo de suco não é o mesmo que se obtém com um pedaço de fruta. Ao contrário, consome-se um lote inteiro rico em calorias – e ainda se passa fome. Recomendação diária de ingestão de frutas* Crianças 2-3 anos 1 xícara** 4-8 anos 1 to 1 ½ xícaras** Meninas 9-13 anos 1 ½ xícaras** 14-18 anos 1 ½ xícaras** Meninos 9-13 anos 1 ½ xícaras** 14-18 anos 2 xícaras** Mulheres 19-30 anos 2 xícaras** 31-50 anos 1 ½ xícaras** 51+ anos 1 ½ xícaras** Homens 19-30 anos 2 xícaras** 31-50 anos 2 xícaras** 51+ anos 2 xícaras** *estas quantidades são apropriadas para indíviduos com menos de 30 minutos de atividade física moderada por dia. As pessoas com níveis de atividade física maiores estão aptas a consumir mais enquanto perdurar a necessidade calórica. A frutose é o açúcar presente naturalmente nas frutas, com poder adoçante superior ao açúcar comum. Estudos têm associado o consumo excessivo de frutose ao aumento de triglicerídeos (gorduras) na corrente sanguínea. Contudo, o metabolismo da frutose no organismo humano não é totalmente conhecido. Assim, não se deve extrapolar as quantidades listadas acima no consumo de frutas. Solução: sempre que possível, consuma alimentos frescos, naturais, não processados. Mesmo quando se consome uma porção menor, é mais fácil obter um bom grupo recheado de nutrientes. Ao comprar alimentos embalados, leve algum tempo lendo os rótulos, com o mesmo cuidado que se toma ao selecionar um xampú ou um creme hidratante. Não assuma de cara que o produto é mais saudável – mesmo estando na seção de alimentos saudáveis (ou orgânicos, ou naturais, ou dietéticos) do supermercado. Acostume-se a ler os rótulos. 2. A confusão sobre carboidratos Ultimamente virou moda adotar dietas com baixo teor em carboidratos. Ou se ouve dizer com frequência que o consumo de carboidratos à noite deve ser evitado. (A hora de consumo dos
  3. 3. carboidratos não muda seu valor calórico: 4 kcal/ grama). Mas antes de reconstruir sua pirâmide nutricional personalizada, há alguns pontos a conhecer. Há carboidratos excelentes para a saúde, outros “menos bons”, mas tanto seu cérebro quanto seu organismo devem obter alguma fonte de carboidratos TODOS os dias. Além disso, os carboidratos complexos (aqueles ricos em grãos integrais e fibras) mantêm a pessoa mais saciada por tempo mais longo, e ajudam a consumir menos comida – e por consequência a PERDER peso! Eliminar este importante grupo alimentar não é o único engano relacionado às dietas ou ao bom equilíbrio nutricional. Tão problemático quanto, é acreditar que dietas com baixo teor em carboidratos ou sem carboidratos são saudáveis, ou ao contrário, que se pode consumi-los em qualquer quantidade! Da mesma forma, age o mito das dietas pobres em gorduras, imaginando que se uma refeição não tem gorduras, não tem calorias (ou pelo menos quase). Algumas pessoas também pensam que se a dieta for pobre em carboidratos, pode-se consumir o quanto quiser dos demais alimentos e não ganhar peso. E isto simplesmente não é verdade. O consumo de QUALQUER tipo de alimento à vontade, indiscriminadamente, conduz ao ganho de peso. Solução: nunca se deve cortar nenhum grupo alimentar da dieta – inclusive os carboidratos. Igualmente importante é aprender quais carboidratos otimizam seu aporte dietético. É muito mais difícil se descontrolar quando se inclui carboidratos do tipo frutas frescas e hortaliças (carboidratos também) e grãos integrais na dieta. 3. Comer demais Super estimar o quanto de alimentos seu organismo necessita está entre os enganos mais comuns, seja preenchendo o prato com alimentos de baixo teor gorduroso, ou de baixo teor em carboidratos, ou mesmo alimentos saudáveis, nutricionalmente equilibrados (tipo prato cheio de salada). Muitas pessoas acham que devem se sentir não somente saciadas após uma refeição, mas repletas. A maioria das pessoas perdeu o contato com a sensação de ter consumido alimentos suficientes. Pensam que podem consumir porções maiores se todos os alimentos do prato cumprirem as regras da dieta adotada – como as citadas acima – o que, é claro, não é verdade. Um prato colorido e com pelo menos um ingredientes de cada grupo alimentar da pirâmide nutricional tem mais chances de cumprir o seu papel em nutrir e não só em alimentar. Solução: estar consciente dos tamanhos das porções. Pese e mensure as porções padronizadas, ao menos no começo, para saber quais quantidades devem ter (e parecer). Nunca use porções de restaurantes como guia – eles sempre super-dimensionam-nas.
  4. 4. 4. Não consumir o suficiente Mesmo que o superconsumo e o subconsumo pareçam ser contraditórios em questão de erros nutricionais, eles estão relacionados. Se a pessoa não come a intervalos regulares por todo o dia, arrisca-se romper os níveis de glicemia e de insulina, o que no final pode promover armazenamento de gorduras e retardar o metabolismo – e por sua vez levar ao ganho de peso. Solução: coma a cada 4 horas (pequenas porções) e nunca deixe seu organismo “ficar esfomeado” entre uma refeição e outra. 5. Ingerir muitos suplementos As pessoas tendem a esquecer este conceito: uma pílula de vitamina é um suplemento – ou seja ela complementa a dieta, e não serve para substituir os alimentos não consumidos. Além disso, o consumo excessivo de vitaminas pode terminar sabotando a boa saúde. Cada vitamina, cada mineral, cada fitoquímico no organismo trabalha em conjunto, uns com os outros, e é fácil pertubar este equilíbrio, se a pessoa estiver tomando doses concentradas de nutrientes individuais, ou mesmo grupos de nutrientes. Bandeira vermelha para qualquer plano de dieta que solicite suplementos de alta potência para cumprir as necessidades nutricionais. Significa que este plano alimentar não é saudável e que a pessoa pode perder os efeitos sinergéticos saudáveis, advindos dos alimentos integrais – inclusive não ajuda a se sentir saciado por mais tempo, evitando também a quebra celular, importante para a prevenção de doenças. Solução: recomenda-se não tomar mais que uma dose de multivitaminas por dia. Não suplemente a dieta com nutrientes individuais sem a orientação de um médico, nutricionista ou outro especialista em saúde. Mantenha em mente que o balconista da farmácia geralmente não é um especialista em saúde. E como já dizia Hipócrates: “ Faça do alimento o seu remédio”. 6. Excluir exercícios Embora a maioria das pessoas acredite que nutrição trata somente de alimentos, na verdade a nutrição está mais relacionada em COMO seu organismo utiliza os alimentos – e aí é onde o exercício regular entra. Sem exercícios adequados, não se pode manter taxa metabólica suficientemente alta para queimar os alimentos com eficiência. Uma pílula não pode fazer isso por ninguém, os alimentos por si só também não podem realizar esse propósito. Exercício é a única maneira de se ativar o metabolismo.
  5. 5. Solução: torne o ato de se exercitar parte regular de sua vida. E não trave se não puder fazê-lo todos os dias a mesma hora. Se perder sua rotina de manhã, não espere até o dia seguinte, para então compensar fazendo o dobro. Ao invés disso, tente exercitar-se um pouco – mesmo um pouquinho que seja – todos os dias. 7. Acreditar em tudo o que se lê a respeito de nutrição e perda de peso Só porque alguém escreveu um livro de dietas ou um guia nutricional não significa que é um especialista. Se estiver tomando um livro por guia, olhe as credenciais do autor e se pergunte: esta pessoa é um dietista? Possui algum grau avançado em nutrição? Ou vc está entrando na onda do livro porque foi escrito por uma celebridade com boa aparência? Mesmo se um “especialista” estiver atrás do plano dietético ou nutricional, é importante certificar-se de que esse plano está baseado em pesquisas sólidas. Este plano foi testado em 20 pessoas ou 200? Os resultados foram publicados em revistas médicas ou científicas – ou estão baseados somente em relatórios anedotários? São estas coisas que metem medo: o modo como as pessoas não prestam atenção antes de seguir os ditos, de seguir o que está sendo popular – e este é o maior erro. Talvez mais importante ainda: NÃO HÁ UMA DIETA OU PLANO NUTRICIONAL QUE SEJA CORRETO PARA TODAS AS PESSOAS. As pessoas precisam parar de reclamar quando um plano dietético não funciona para elas. Talvez não seja a dieta correta para essa pessoa em particular, e não o plano de dieta em si. Trata-se somente de achar o plano mais aconselhável para cada um, pois nem todos os organismos reagem da mesma forma mediante um plano de sucesso. Cada caso é um caso isolado e precisa ser bem analisado para a adequação da dieta correta. Solução: antes de seguir um plano nutricional ou dietético, verifique as credenciais do autor ou criador. Procure planos fundamentados por dados científicos publicados, e com suporte em opiniões de muitos especialistas da área. Dra Licinia de Campos Graduada em Nutrição (Universidade São Judas Tadeu) com formação autodidata em Gastronomia; pós-graduada em Gestão de Negócios de Serviços de Alimentação (SENAC); curso de especialização em Docência e Didática para Ensino Superior em Turismo e Hotelaria (SENAC); curso de Auditor Líder ISO 22000 (Food Design); ex-redatora do Suplemento Feminino do jornal “O Estado de SP” (1984- 1989); especialização em Antropologia Alimentar através de premiação para o Seminário: “Alimentation et hiérarchies sociales et culturelles” pelo IEHCA na Universidade de Tours, França; participante do programa “Com Sabor” da Rede Mulher por 3 anos; tradutora de diversos fascículos e livros para a Editora Globo; consultora gastronômica- nutricional do site www.sic.org.br (Serviço de Informação da Carne) e do site www.lacteabrasil.org.br; palestrante especializada em Gastronomia e Nutrição; redatora da revista NutriNews há mais de 10 anos com premio Destaque Food Service 2008; docente em vários cursos das unidades SENAC desde 1998; Coordenadora do curso de Gastronomia da
  6. 6. Faculdade Paschoal Dantas; Consultora e Ass

×