Segurança do Paciente em Serviços de SaúdeLimpeza e Desinfecçãode Super ícies
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – ANVISASegurança do paciente em serviços de saúde:limpeza e desinfecção de super...
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SUMÁRIOSIGLÁRIO  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  ...
4.3.2 Profissionais de limpeza e desinfecção de superfícies . . . . . . . . . . . . .                                     ...
6.1.1 Máquinas lavadoras e extratoras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .                                        .   ....
7.3.2.1 Passo a Passo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .                                .   .    . ...
9.5 Considerações da Anvisa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93Referências bibliográf...
10.6.2.1 Acidentes com material perfurocortante ou contato com sangue e                         outros fluidos corporais e...
A P R E S E N TA Ç Ã OAs infecções relacionadas à assistência à saúde representam um risco substancial à segurança dopacie...
INTRODUÇÃOA limpeza e a desinfecção de superfícies são elementos que convergem para a sensação de bem--estar, segurança e ...
Capítulo 1O AMBIE NTE E A TRANSMISSãODE IN F E CçõE S RE LACIONADAS àASSISTêNCIA à SAúDE                         Ad r ian ...
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISAAtualmente, o ambiente em serviços de saúde      1.1 Fatores que favorece...
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AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISAReferências bibliográficasAmerican National Standard Association for the ...
Capítulo 2C L ASSIFICAçãO DE ÁRE AS EMSERVIçOS DE SAúDE                Mar ia K eiko Asaku ra
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AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISAReferências bibliográficasAPECIH – Associação Paulista de Estudos e Contr...
Capítulo 3O SERVIçO DE LIMP Ez A EDESIN F ECçãO DE SUP ERFíCIES                        Ad r ian a C esár i o              ...
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AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISAƒ Deve-se utilizar um sistema compatível  entre equipamento e produto de ...
Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfíciesReferências bibliográficasAPECIH – Associa...
Capítulo 4REC URSOS HUM ANOS                     Silvan a To r r es
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA4.1 Atribuições                                     sites educativos. Val...
Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfíciesƒ Utilizar calçados profissionais: fechado...
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA4.3.1.2 Quanto aos equipamentos e materiais         4.3.1.3 Quanto aos Eq...
Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfícies4.3.1.4 Outras atribuiçõesƒ Focar suas açõ...
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISAƒ Definir com a chefia de setor, tempo neces-  sário e ideal para conclui...
Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfíciesƒ Utilizar somente produtos que estejam em...
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA  32 – NR 32 (BRASIL, 2005), devem ser res-         materiais relacionado...
Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfícies4.5 Perfil                                ...
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA4.5.3 Perfil comportamental                        (BRASIL, 2005), da cap...
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  1. 1. Segurança do Paciente em Serviços de SaúdeLimpeza e Desinfecçãode Super ícies
  2. 2. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – ANVISASegurança do paciente em serviços de saúde:limpeza e desinfecção de superfícies Brasília, 2010
  3. 3. Copyright © 2010 Agência Nacional de Vigilância Sanitária.Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total dessa obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial.A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens dessa obra é da área técnica.A Anvisa, igualmente, não se responsabiliza pelas idéias contidas nessa publicação.1ª edição – 2010Elaboração, distribuição e informações: Revisão técnica externa:AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA Adriana Cesário – Hospital Umimed – PESIA Trecho 5, Área Especial 57 Ana Paula Capinzaiki Silveira Martins – Secretaria de Saúde do DistritalCEP: 71205-050 Brasília – DF Federal – DFTel.: (61) 3462-6000 Carla Assad – Companhia Municipal de Limpeza Urbana – COMLURBHome page: www.anvisa.gov.br Claudia Benjamim Moreira Borges – Secretaria de Saúde do Distrital Federal – DFCoordenação Técnica: Claudia Dutra Andrino – Secretaria de Saúde do Distrital Federal – DFFabiana Cristina de Sousa Glória Costa – Companhia Municipal de Limpeza Urbana – COMLURBHeiko Thereza Santana Maria da Conceição Lira – Universidade Federal de Pernambuco – PE Rogério da Silva Lima – Organização Pan-Americana da Saúde- OPAS/OMSRedação: – BrasilAdriana Cesário – Hospital Unimed – PE Sylvia Lemos Hinrichsen – Universidade Federal de Pernambuco – PECarla Assad – Companhia Municipal de Limpeza Urbana – Comlurb Valeska Stempliuk – Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS/OMS –Elenildes Silva Amorim – Anvisa WDCElisabete Reinehr Pontes – Instituto de Cardiologia de Porto Alegre – RSErci Maria Onzi Siliprandi – Instituto de Cardiologia de Porto Alegre – RS CapaFabiana Cristina de Sousa – Anvisa Camila Medeiros Contarato BurnsGizelma de Azevedo Simões Rodrigues – Hospital Sírio-Libanês – SP Projeto Gráfico e DiagramaçãoGlória Costa – Companhia Municipal de Limpeza Urbana – Comlurb All Type Assessoria Editorial LtdaHeiko Thereza Santana – AnvisaMaria da Conceição Lira – Universidade Federal de Pernambuco – PE Ilustrações:Maria Keiko Asakura – Hospital do Coração – SP Paulo Roberto Gonçalves CoimbraRosa Aires Borba Mesiano – AnvisaSilvana Torres – Assessoria e Treinamento em Serviços de Saúde Fotos:Sylvia Lemos Hinrichsen – Universidade Federal de Pernambuco – PE AudioVisual – Anvisa Almir WanzellerRevisão técnica – Anvisa: José Carlos de Jesus GomesMagda Machado de Miranda Luiz Henrique Alves PintoRegina Maria Goncalves BarcellosSandro Martins Dolghi Agradecimentos:Rosa Aires Borba Mesiano Companhia Municipal de Limpeza Urbana – COMLURB – RJ Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação – DF Hospital Municipal Souza Aguiar – RJ Organização Pan-Americana da Saúde Ficha CatalográficaBrasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfícies/Agência Nacional de Vigilância Sani-tária. – Brasília: Anvisa, 2010. 116 p. – ISBN 1. Vigilância Sanitária. 2. Saúde Pública. I. Título.
  4. 4. Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfíciesSIGLÁRIOANVISA – Agência Nacional de Vigilância SanitáriaCA – Certificado de AprovaçãoCAT – Comunicação de Acidente de TrabalhoCC – Centro CirúrgicoCFT – Comissão de Farmácia e TerapêuticaCME – Centro de Material e EsterilizaçãoCNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa JurídicaCNBS – Conselho Nacional de BiossegurançaCTNBio – Comissão Técnica Nacional de BiossegurançaCO – Centro ObstétricoCPM – Comissão de Padronização de MateriaisDCCA – Ácido DicloroisocianúricoDNA – Ácido DesoxirribonucleicoDML – Depósito de Material de LimpezaDORT – Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao TrabalhoEAS – Estabelecimentos Assistenciais de SaúdeEPC – Equipamentos de Proteção ColetivaEPI – Equipamento de Proteção IndividualFISPQ – Ficha de Informação de Segurança de Produtos QuímicosHIV – Vírus da Imunodeficiência HumanaHS – High SpeedINCQS – Instituto Nacional de Controle de Qualidade em SaúdeLER – Lesão por Esforço RepetitivoMRSA – Staphylococcus aureus Resistente à MeticilinaNR – Norma RegulamentadoraPGRSS – Programa de Gerenciamento de Resíduos em Serviços de SaúdePPD – Derivado Proteico PurificadoPVC – Cloreto de PolivinilaRDC – Resolução da Diretoria ColegiadaRPM – Rotação Por MinutoSCIH – Serviço de Controle de Infecção HospitalarSESMT – Serviço de Medicina e Segurança do TrabalhoTCCA – Ácido TricloroisocianúricoUF – Unidade FederativaUHS – Ultra High SpeedUTI – Unidade de Terapia IntensivaVRE – Enterococos resistente à vancomicina 3
  5. 5. SUMÁRIOSIGLÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3APRESENTAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13CAPíTULO 1O ambiente e a transmissão de infecções relacionadas à assistência à saúde . . . . . . 151.1 Fatores que favorecem a contaminação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161.2 Prevenção da transmissão de infecções relacionadas à assistência à saúde . . . . . . . . . . 17Referências bibliográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18CAPíTULO 2Classificação de áreas em serviços de saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 192.1 Áreas dos serviços de saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20Referências bibliográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22CAPíTULO 3O serviço de limpeza e desinfecção de superfícies . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 233.1 Conceito, objetivos e finalidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 243.2 Princípios básicos para a limpeza e desinfecção de superfícies em serviços de saúde. . . . . . 25 3.2.1 Princípios gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25Referências bibliográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27CAPíTULO 4Recursos humanos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 294.1 Atribuições . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 304.2 Atribuições administrativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 4.2.1 Quanto à apresentação pessoal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 4.2.2 Quanto às normas institucionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 314.3 Atribuições técnicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 4.3.1 Líderes, supervisores ou encarregados de limpeza e desinfecção de superfícies. . . . . 31 4.3.1.1 Quanto à aquisição de produtos saneantes . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 4.3.1.2 Quanto aos equipamentos e materiais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32 4.3.1.3 Quanto aos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC):. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32 4.3.1.4 Outras atribuições. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
  6. 6. 4.3.2 Profissionais de limpeza e desinfecção de superfícies . . . . . . . . . . . . . . . . . 34 4.3.2.1 Quanto aos equipamentos, materiais e instalações . . . . . . . . . . . . . 34 4.3.2.2 Quanto à preservação ambiental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34 4.3.2.3 Quanto à utilização de produtos saneantes . . . . . . . . . . . . . . . . . 34 4.3.2.4 Quanto ao recolhimento dos resíduos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 4.3.2.5 Quanto aos EPI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 4.3.2.6 Quanto aos processos de limpeza e desinfecção de superfícies. . . . . . . . 354.4 Atribuições que não competem ao profissional de limpeza e desinfecção de superfícies . . . . 354.5 Perfil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 4.5.1 Perfil da equipe . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 4.5.2 Perfil profissional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 4.5.3 Perfil comportamental. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 384.6 Capacitação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 4.6.1 A NR 32 e a capacitação contínua preventiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 4.6.2 Capacitação técnica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 4.6.3 Capacitação técnica e preventiva: participação da equipe multidisciplinar . . . . . . . 40 4.6.4 A capacitação e a terceirização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40Referências bibliográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41CAPíTULO 5Produtos saneantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 435.1 Legislações e critérios de compra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 445.2 Principais produtos utilizados na limpeza de superfícies . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 5.2.1 Sabões e detergentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 465.3 Principais produtos utilizados na desinfecção de superfícies . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 5.3.1 Álcool . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 5.3.2 Compostos fenólicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 5.3.3 Compostos liberadores de cloro ativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 5.3.3.1 Inorgânicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 5.3.3.2 Orgânicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 5.3.4 Compostos quaternários de amônio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48 5.3.5 Monopersulfato de potássio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48 5.3.6 Oxidantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48 5.3.6.1 Ácido peracético . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48Referências bibliográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50CAPíTULO 6Equipamentos e materiais utilizados na limpeza e desinfecção de superfícies . . . . . . 516.1 Equipamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52
  7. 7. 6.1.1 Máquinas lavadoras e extratoras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52 6.1.2 Máquinas lavadoras com injeção automática de solução . . . . . . . . . . . . . . . 52 6.1.3 Aspiradores de pó e líquidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52 6.1.4 Enceradeiras de baixa rotação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53 6.1.5 Enceradeiras de alta rotação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 536.2 Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53 6.2.1 Conjunto mop . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53 6.2.1.1 Cabo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54 6.2.1.2 Luva do tipo cabeleira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54 6.2.1.3 Luva do tipo cabeleira plana – Função úmida . . . . . . . . . . . . . . . . 54 6.2.1.4 Luva do tipo cabeleira plana – Função pó . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54 6.2.1.5 Conjunto mop x pano para limpeza de piso e rodo: vantagens e desvantagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54 6.2.2 Rodos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 6.2.3 Panos para limpeza de mobília e pisos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56 6.2.4 Baldes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56 6.2.5 Kits para limpeza de vidros e tetos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56 6.2.6 Escadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56 6.2.7 Discos abrasivos para enceradeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 6.2.8 Escova de cerdas duras com cabo longo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 6.2.9 Carro funcional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 6.2.10 Carros para transporte de resíduos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58 6.2.11 Placa de sinalização. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59Referências bibliográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60CAPíTULO 7Limpeza e desinfecção de superfícies . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 617.1 Limpeza . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 627.2 Processos de limpeza de superfícies . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62 7.2.1 Limpeza concorrente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62 7.2.2 Limpeza terminal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 637.3 Técnicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 7.3.1 Técnica de dois baldes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 7.3.1.1 Varredura úmida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65 7.3.1.2 Ensaboar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65 7.3.1.3 Enxaguar e secar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65 7.3.1.4 Passo a Passo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65 7.3.1.5 Outros aspectos da limpeza . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66 7.3.2 Técnica de limpeza de piso com mop . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
  8. 8. 7.3.2.1 Passo a Passo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67 7.3.2.2 Recomendações. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68 7.3.3 Limpeza com máquinas de rotação – Enceradeiras . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68 7.3.4 Limpeza com máquinas lavadoras e extratoras automáticas . . . . . . . . . . . . . . 69 7.3.5 Limpeza com máquina de vapor quente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 697.4 Desinfecção. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69 7.4.1 Técnica de desinfecção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70 7.4.1.1 Técnica de desinfecção com pequena quantidade de matéria orgânica. . . . 70 7.4.1.2 Técnica de desinfecção com grande quantidade matéria orgânica . . . . . . 707.5 Limpeza e desinfecção de superfícies das áreas internas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 727.6 Limpeza de superfícies das áreas externas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76Referências bibliográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77CAPíTULO 8Produtos e sistemas utilizados no tratamento de pisos . . . . . . . . . . . . . . . . . . 798.1 Ceras lustráveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 808.2 Ceras semilustráveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 808.3 Ceras autobrilhantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 808.4 Ceras impermeabilizante High Speed – HS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 808.5 Ceras Ultra High Speed – UHS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 818.6 Etapas do tratamento de pisos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81 8.6.1 Preparação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81 8.6.2 Acabamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82 8.6.2.1 Selamento das porosidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82 8.6.2.2 Impermeabilização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82 8.6.2.3 Polimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82 8.6.3 Manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 828.7 Definição do produto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83Referências bibliográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84CAPíTULO 9Higienização das mãos em serviços de saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 859.1 Indicações – Higienização das Mãos com Água e Sabonete Líquido . . . . . . . . . . . . . . 86 9.1.1 Técnica “Higienização simples das mãos com água e sabonete”. . . . . . . . . . . . 86 9.1.2 Passo a Passo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 869.2 Indicações – Higienização das mãos com preparação alcoólica para as mãos . . . . . . . . . 89 9.2.1 Técnica “Fricção Antisséptica das Mãos” (com preparações alcoólicas). . . . . . . . . 899.3 Outros aspectos da higienização das mãos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 929.4 Recomendações para dispensadores de sabonete e antissépticos . . . . . . . . . . . . . . . 92
  9. 9. 9.5 Considerações da Anvisa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93Referências bibliográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94CAPíTULO 10Medidas de biossegurança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9510.1 Os riscos a que estão expostos os profissionais de limpeza e desinfecção de superfícies em serviços de saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 10.1.1 Risco biológico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 10.1.1.1 Classificação de risco de agentes biológicos . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 10.1.2 Risco químico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 10.1.2.1 Recomendações para produtos químicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 10.1.2.1.1 Na aquisição do produto químico . . . . . . . . . . . . . . . 97 10.1.2.1.2 Prerrogativas para o uso do produto . . . . . . . . . . . . . . 98 10.1.2.1.3 EPI. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98 10.1.2.1.4 Proibições . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98 10.1.3 Risco de natureza físico-química . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98 10.1.4 Risco tóxico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98 10.1.5 Drogas citotóxicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98 10.1.6 Risco ergonômico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9910.2 Material perfurocortante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9910.3 Sinalização de segurança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9910.4 Equipamentos de segurança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99 10.4.1 Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Uniforme . . . . . . . . . . . . . . . . 99 10.4.1.1 Luvas de borracha. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 10.4.1.2 Máscaras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 10.4.1.3 Óculos de proteção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101 10.4.1.4 Botas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101 10.4.1.5 Sapatos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101 10.4.1.6 Avental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102 10.4.1.7 Gorro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102 10.4.2 Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102 10.4.3 Aquisição de novos equipamentos de proteção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10310.5 Proteção ambiental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103 10.5.1 Limpeza concorrente e terminal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103 10.5.2 Programa de Gerenciamento de Resíduos em Serviços de Saúde (PGRSS) . . . . . . 103 10.5.3 Sistema de ventilação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10310.6 Saúde ocupacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103 10.6.1 Imunização do profissional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103 10.6.2 Ações emergenciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104
  10. 10. 10.6.2.1 Acidentes com material perfurocortante ou contato com sangue e outros fluidos corporais em mucosa ou pele não íntegra . . . . . . . . . . 104 10.6.2.2 Respingo em pele íntegra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104 10.6.2.3 Derramamento ou extravasamento com contaminação ambiental . . . . . 104 10.6.2.3.1 Conteúdo mínimo do kit para químico perigoso . . . . . . . 104 10.6.2.3.2 Passo a passo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10510.7 Considerações finais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105Referências bibliográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106GLOSSÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107ANEXOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109ANEXO I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110 Roteiro de Observação Diária/Semanal – Condições de Limpeza e Conservação . . . . . . . 110ANEXO II . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111 Roteiro de Observação Diária/Semanal – Biossegurança Durante os Procedimentos . . . . . 111ANEXO III . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 112 Roteiro de Observação Diária/Semanal – Resíduos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 112ANEXO IV . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113 Formulário Troca de EPI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113ANEXO V . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114 Formulário de Solicitação de Serviços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114ANEXO VI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116 Modelo de Etiqueta para Saneantes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116
  11. 11. A P R E S E N TA Ç Ã OAs infecções relacionadas à assistência à saúde representam um risco substancial à segurança dopaciente em serviços de saúde. Há evidências mostrando que vários patógenos como Staphylo-coccus aureus resistente à meticilina, Enterococos resistente à vancomicina e outros contami-nam superfícies e equipamentos (bombas de infusão, barras protetoras das camas e estetoscópioe outros) mais frequentemente manuseados pelos profissionais e pacientes.Sendo assim, falhas nos processos de limpeza e desinfecção de superfícies podem ter como con-sequência a disseminação e transferência de microrganismos nos ambientes dos serviços de saú-de, colocando em risco a segurança dos pacientes e dos profissionais que atuam nesses serviços.No sentido de contribuir com a correta limpeza e desinfecção de superfícies em serviços de saú-de, a Anvisa publica o presente manual, disponibilizando informações atualizadas sobre o tema.Espera-se que essa publicação proporcione aos gestores públicos, administradores, educadores,líderes, supervisores e encarregados de limpeza e desinfecção de superfícies e profissionais desaúde, melhor uso e aprimoramento desses processos, de forma a racionalizar esforços, recursose tempo, garantindo, assim, a segurança de pacientes e profissionais. Dirceu Raposo de Mello Diretor da Anvisa 11
  12. 12. INTRODUÇÃOA limpeza e a desinfecção de superfícies são elementos que convergem para a sensação de bem--estar, segurança e conforto dos pacientes, profissionais e familiares nos serviços de saúde. Cor-robora também para o controle das infecções relacionadas à assistência à saúde, por garantir umambiente com superfícies limpas, com redução do número de microrganismos, e apropriadaspara a realização das atividades desenvolvidas nesses serviços.O ambiente é apontado como importante reservatório de microrganismos nos serviços de saú-de, especialmente os multirresistentes. Ainda, a presença de matéria orgânica favorece a proli-feração de microrganismos e o aparecimento de insetos, roedores e outros, que podem veicularmicrorganismos nos serviços de saúde.Dessa forma, o aparecimento de infecções nos ambientes de assistência à saúde pode estar rela-cionado ao uso de técnicas incorretas de limpeza e desinfecção de superfícies e manejo inade-quado dos resíduos em serviços de saúde.Assim, o Serviço de Limpeza e Desinfecção de Superfícies em Serviços de Saúde apresenta rele-vante papel na prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde, sendo imprescindívelo aperfeiçoamento do uso de técnicas eficazes para promover a limpeza e desinfecção de super-fícies. 13
  13. 13. Capítulo 1O AMBIE NTE E A TRANSMISSãODE IN F E CçõE S RE LACIONADAS àASSISTêNCIA à SAúDE Ad r ian a C esár i o Mar ia d a C o n ceição Lira Sylvia Lem o s Hin r ich se n
  14. 14. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISAAtualmente, o ambiente em serviços de saúde 1.1 Fatores que favorecem atem sido foco de especial atenção para a mini- contaminaçãomização da disseminação de microrganismos,pois pode atuar como fonte de recuperação Dentre os fatores que favorecem a contamina-de patógenos potencialmente causadores de ção do ambiente dos serviços de saúde, citam-infecções relacionadas à assistência à saúde, -se (GARNER, 1996; OLIVEIRA, 2005):como os microrganismos multirresistentes.Segundo Rutala (2004), as superfícies limpas ƒ Mãos dos profissionais de saúde em conta-e desinfetadas conseguem reduzir em cerca de to com as superfícies.99% o número de microrganismos, enquanto ƒ Ausência da utilização de técnicas básicasas superfícies que foram apenas limpas os re- pelos profissionais de saúde.duzem em 80%. ƒ Manutenção de superfícies úmidas ou mo- lhadas.As superfícies carreiam um risco mínimo de ƒ Manutenção de superfícies empoeiradas.transmissão direta de infecção, mas pode con- ƒ Condições precárias de revestimentos.tribuir para a contaminação cruzada secun- ƒ Manutenção de matéria orgânica.dária, por meio das mãos dos profissionais Há evidências da existência da transmissão dede saúde e de instrumentos ou produtos que infecções por rotavírus e Candida spp. pelopoderão ser contaminados ao entrar em con- meio ambiente, pois o período de sobrevivên-tato com essas superfícies e posteriormente, cia no meio ambiente do rotavírus é maior quecontaminar os pacientes ou outras superfícies 12 dias, e o da Candida spp., de horas. Já o ví-(ANSI/AAMI, 2006). rus da imunodeficiência humana (HIV) con- segue sobreviver em superfície com matériaAssim, a higienização das mãos dos profissio- orgânica ressequida até três dias, e o vírus danais de saúde e a limpeza e a desinfecção de hepatite, nas mesmas condições, até uma se-superfícies são fundamentais para a prevenção mana (HINRICHSEN, 2004).e redução das infecções relacionadas à assis-tência à saúde. Portanto, a presença de sujidade, principal- mente matéria orgânica de origem humana, pode servir como substrato para a proliferação de microrganismos ou favorecer a presença de vetores, com a possibilidade de transportar passivamente esses agentes (PELCZAR, 1997; FERNANDES et al., 2000). Sendo assim, toda área com presença de matéria orgânica deverá ser rapidamente limpa e desinfetada, indepen- dentemente da área do hospital.16
  15. 15. Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfíciesStaphylococcus aureus resistente à meticilina ƒ evitar atividades que favoreçam o levanta-(MRSA, methicillin-resistant Staphylococcus mento das partículas em suspensão, comoaureus) e Enterococos resistente à vancomi- o uso de aspiradores de pó (permitidos so-cina (VRE, vancomycin-resistant enterococci) mente em áreas administrativas);são capazes de sobreviver dias ou até semanas ƒ não realizar a varredura seca nas áreas in-nas superfícies de ambientes de serviços de ternas dos serviços de saúde;saúde (BOYCE, 2007). Estudos têm demons- ƒ as superfícies (mobiliários em geral, pisos,trado a presença de microrganismos multir- paredes e equipamentos, dentre outras) de-resistentes aos antimicrobianos em superfí- vem estar sempre limpas e secas;cies de leitos e equipamentos, após limpeza ƒ remover rapidamente matéria orgânica dase desinfecção inapropriadas (NOSKIN et al., superfícies;2000; RAY et al., 2002; SAMPLE et al., 2002; ƒ isolar áreas em reformas ou em construção,DENTON et al., 2004). Ressalta-se, portanto, utilizando tapumes e plástico.a importância da elaboração de protocolosrigorosos de limpeza e desinfecção de super-fícies, pelos serviços de saúde, para o contro- Nota: No caso de reformas internas nas proxi-le desses microrganismos. midades de áreas críticas de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) deve-se realizarAlém dos microrganismos multirresistentes, o isolamento da obra por meio de barreirasoutros de relevância epidemiológica nas in- herméticas devido à grande quantidade de de-fecções relacionadas à assistência à saúde es- tritos, poeira e fungos (ABNT, 2005).tão ligados à contaminação ambiental comoClostridium difficile, Legionella e Aspergillus. Esses procedimentos visam evitar a formação ou piora de processos alérgicos, surtos de as-1.2 Prevenção da transmissão de pergiloses e a disseminação de determinadas doenças (tuberculose e outras). No sentido de evitar fontes de fungos é impor- tante retirar vasos com flores e plantas dos quar- tos ou áreas assistenciais dos serviços de saúde. Além da limpeza e desinfecção, a instituição das medidas de precauções também é impor- tante na prevenção da transmissão de infec-infecções relacionadas à assistência ções relacionadas à assistência à saúde, de-à saúde vendo ser adotadas, quando necessárias, pelosAs medidas utilizadas para diminuir a interfe- profissionais de saúde e de limpeza e desinfec-rência do ambiente nas infecções relacionadas ção de superfícies em serviços de saúde.à assistência à saúde envolvem (HINRICH-SEN, 2004; ASSAD & COSTA, 2010): 17
  16. 16. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISAReferências bibliográficasAmerican National Standard Association for the advancement of medical Instrumentation – ANSI/AAMI. ST 79:2006. Disponível em: http://marketplace.aami.org/eseries/scriptcontent/docs/Preview%20Files%5CST790607-preview.pdf. Acesso em: maio 2008.ASSAD, C.; COSTA, G. Manual Técnico de Limpeza e Desinfecção de Superfícies Hospitalares e Manejo deResíduos. Rio de Janeiro: IBAM/COMLURB, 2010. 28 p. Disponível em: http://comlurb.rio.rj.gov.br/download/MANUAL%20DO%20FUNCIONÁRIO%202%20-%20HOSPITALAR.pdf. Acesso em: janeiro 2009.ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7256. Tratamento de ar em estabelecimentosassistenciais de saúde (EAS) – requisitos para projetos e execução de instalações. Rio de Janeiro, 2005.BOYCE, J.M. Environmental contamination makes an important contribution to hospital infection. J Hosp Infect,v. 65, p.50-54, 2007.DENTON, M.; WILCOX, M.H.; PARNELL, P.; GREEN, D.; KEER, V.; HAWKEY, P.M.; EVANS, I.; MURPHY, P.Role of environmental cleaning in controlling an outbreak of Acinetobacter baumannii on a neurosurgical intensivecare unit. J Hosp Infect., v.56, p. 106-110, 2004.FERNANDES, A.T. et al. Infecção Hospitalar e suas interfaces na Área da Saúde. São Paulo: Atheneu, 2000.GARNER, J.S. The hospital infection control practices advisory committee. Guideline for isolation precautions inhospital. Infect. Control Hosp. Epidemiol., v.17, p. 54-80, 1996.HINRICHSEN, S.L. et al. Limpeza Hospitalar: Importância no Controle de Infecções. In: HINRICHSEN, S.L.Biossegurança e Controle de Infecções. Risco Sanitário Hospitalar. Rio de Janeiro: Medsi, 2004, p. 175-203.NOSKIN, G.A.; BEDNARZ, P.; SURIANO, T.; REINER, S.; PETERSON, L.R. Persistent contamination of fabriccovered furniture by vancomycin-resistant enterococci: implications for upholstery selection in hospitals. Am JInfect Control, v.28, p.311-313, 2000.OLIVEIRA, A. Infecções Hospitalares, Epidemiologia, Prevenção e Controle. Rio de Janeiro: Medsi, 2005. p. 290.PELCZAR, M.J. et al. Microbiologia, conceitos e aplicações. São Paulo: Makron Books, 1997.RAY A.J; HOYEN C.K; DAS S.M; TAUB, T.F; ECKSTEIN, E.C; DONSKEY, C.J. Nosocomial transmission ofvancomycin-resistant enterococci from surfaces. JAMA, v. 287, p. 1400-1401, 2002.RUTALA, W.A.; WERBER, D.J. The benefits of surface disinfection. American Journal Infection Control, v.32, p.226-231, 2004.SAMPLE, M.L.; GRAVEL, D.; OXLEY, C.; BALDWIN, T.; GARBER, G.; RAMOTAR, K. An Outbreak ofVancomycin-Resistant Enterococci in a Hematology–Oncology Unit: Control by Patient Cohorting and TerminalCleaning of the Environment. Infection Control and Hospital Epidemiology, v.23, p.468 – 469, 2002.18
  17. 17. Capítulo 2C L ASSIFICAçãO DE ÁRE AS EMSERVIçOS DE SAúDE Mar ia K eiko Asaku ra
  18. 18. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISAA evolução tecnológica aplicada à medicinavem revolucionando a arquitetura dos servi-ços de saúde, que tem sido modificada visandoà melhoria do atendimento ao paciente (MU-NHOZ & SOARES, 2000). Para se adequaremàs novas tecnologias, muitos serviços de saúdenecessitaram de reformas ou ampliação dasáreas construídas, resultando em construçõesque nem parecem estabelecimentos de assis-tência à saúde. A aparência do ambiente pro-porcionada pela limpeza é um importante cri-tério de qualidade de atendimento do serviçode saúde. 2.1 Áreas dos serviços de saúdeConsiderando-se a variedade das atividadesdesenvolvidas em um serviço de saúde, há As áreas dos serviços de saúde são classifi-necessidade de áreas específicas para o de- cadas em relação ao risco de transmissão desenvolvimento de atividades administrativas e infecções com base nas atividades realizadasoperacionais. São exemplos dessas atividades: em cada local. Essa classificação auxilia emreceber o paciente e sua família no momento algumas estratégias contra a transmissão deda internação; acomodar o paciente; realizar infecções, além de facilitar a elaboração deexames de rotina e exames diagnósticos inva- procedimentos para limpeza e desinfecção desivos e realizar procedimentos cirúrgicos sim- superfícies em serviços de saúde.ples ou de alta complexidade. O objetivo da classificação das áreas dos ser- viços de saúde é orientar as complexidades, a minuciosidade e o detalhamento dos serviços a serem executados nesses setores, de modo que o processo de limpeza e desinfecção de superfícies esteja adequado ao risco. Portanto, a definição das áreas dos serviços de saúde foi feita considerando o risco potencial para a transmissão de infecções, sendo classi- ficadas em áreas críticas, semicríticas e não- -críticas (YAMAUSHI et al., 2000; BRASIL, 2002; APECIH, 2004), conforme descrito a seguir:20
  19. 19. Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfíciesƒ Áreas críticas: são os ambientes onde exis- ƒ Áreas semicríticas: são todos os comparti- te risco aumentado de transmissão de in- mentos ocupados por pacientes com doen- fecção, onde se realizam procedimentos de ças infecciosas de baixa transmissibilidade risco, com ou sem pacientes ou onde se en- e doenças não infecciosas. São exemplos contram pacientes imunodeprimidos. São desse tipo de área: enfermarias e aparta- exemplos desse tipo de área: Centro Cirúr- mentos, ambulatórios, banheiros, posto de gico (CC), Centro Obstétrico (CO), Unida- enfermagem, elevador e corredores. de de Terapia Intensiva (UTI), Unidade de ƒ Áreas não-críticas: são todos os demais Diálise, Laboratório de Análises Clínicas, compartimentos dos estabelecimentos as- Banco de Sangue, Setor de Hemodinâmica, sistenciais de saúde não ocupados por pa- Unidade de Transplante, Unidade de Quei- cientes e onde não se realizam procedimen- mados, Unidades de Isolamento, Berçário tos de risco. São exemplos desse tipo de de Alto Risco, Central de Material e Este- área: vestiário, copa, áreas administrativas, rilização (CME), Lactário, Serviço de Nu- almoxarifados, secretaria, sala de costura. trição e Dietética (SND), Farmácia e Área suja da Lavanderia. Atualmente, essa classificação é questiona- da, pois o risco de infecção ao paciente está relacionado aos procedimentos aos quais ele é submetido, independentemente da área em que ele se encontra. Entretanto, essa classifica- ção pode nortear o líder, supervisor ou encar- regado do Serviço de Limpeza e Desinfecção de Superfícies em Serviços de Saúde na divi- são de atividades, dimensionamento de equi- pamentos, profissionais e materiais. 21
  20. 20. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISAReferências bibliográficasAPECIH – Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar. Monografia: Limpeza, Desinfecçãode Artigos e Áreas Hospitalares e Anti-sepsia, São Paulo 2004.BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº. 50, de 21 de fevereirode 2002. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetosfísicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Diário Oficial da União [da União da República Federativa doBrasil], Brasília, 20 mar. 2002.MUNHOZ, M.M; SOARES, F. Arquitetura Hospitalar. In FERNANDES, A.T. editor. Infecção Hospitalar e suasinterfaces na área da saúde. São Paulo: Atheneu, 2000. p.1278-1286.YAMAUSHI, N.I; LACERDA, R.A; GABRIELLONI, M.C. Limpeza Hospitalar. In: FERNANDES, A.T. editor.Infecção Hospitalar e suas interfaces na área da saúde. São Paulo: Atheneu, 2000. p.1141-1155.22
  21. 21. Capítulo 3O SERVIçO DE LIMP Ez A EDESIN F ECçãO DE SUP ERFíCIES Ad r ian a C esár i o Mar ia d a C o n ceição Lira Sylvia Lem o s Hin r ich se n
  22. 22. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISAA limpeza e desinfecção de superfícies em ser- O Serviço de Limpeza e Desinfecção de Super-viços de saúde são elementos primários e efi- fícies em Serviços de Saúde deverá contribuircazes nas medidas de controle para romper a para prevenir a deterioração de superfícies,cadeia epidemiológica das infecções. objetos e materiais, promovendo conforto e segurança aos pacientes, acompanhantes eO Serviço de Limpeza e Desinfecção de Su- aos funcionários, por intermédio de um meioperfícies em Serviços de Saúde visa garantir limpo. Deverá também sempre considerar aaos usuários dos serviços de saúde uma per- importância de manter as superfícies limpasmanência em local limpo e em ambiente com (diminuindo o número de microrganismosmenor carga de contaminação possível, con- dessas) com otimização de custos.tribuindo com a redução da possibilidade detransmissão de infecções oriundas de fontes Atualmente, o interesse por parte dos profis-inanimadas. sionais de saúde nas áreas de apoio, incluindo o Serviço de Limpeza e Desinfecção de Super-3.1 Conceito, objetivos e finalidades fícies em Serviços de Saúde, deve-se à atual percepção da existência do ambiente e de suaO Serviço de Limpeza e Desinfecção de Su- importância na prevenção de infecções rela-perfícies em Serviços de Saúde compreende a cionadas à assistência à saúde.limpeza, desinfecção e conservação das super-fícies fixas e equipamentos permanentes dasdiferentes áreas.Tem a finalidade de preparar o ambiente parasuas atividades, mantendo a ordem e conser-vando equipamentos e instalações, evitandoprincipalmente a disseminação de microrga-nismos responsáveis pelas infecções relacio-nadas à assistência à saúde.As superfícies em serviços de saúde compreen-dem (BRASIL, 1994; PREFEITURA..., 2006):mobiliários, pisos, paredes, divisórias, portase maçanetas, tetos, janelas, equipamentos paraa saúde, bancadas, pias, macas, divãs, suportepara soro, balança, computadores, instalaçõessanitárias, grades de aparelho de condiciona-dor de ar, ventilador, exaustor, luminárias, be-bedouro, aparelho telefônico e outros.24
  23. 23. Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfícies ƒ Proceder à frequente higienização das mãos. ƒ Não utilizar adornos (anéis, pulseiras, re- lógios, colares, piercing, brincos) durante o período de trabalho. ƒ Manter os cabelos presos e arrumados e unhas limpas, aparadas e sem esmalte. ƒ Os profissionais do sexo masculino devem manter os cabelos curtos e barba feita. ƒ O uso de Equipamento de Proteção Indivi- dual (EPI) deve ser apropriado para a ativi- dade a ser exercida. ƒ Nunca varrer superfícies a seco, pois esse ato favorece a dispersão de microrganis- mos que são veiculados pelas partículas de pó. Utilizar a varredura úmida, que pode ser realizada com mops ou rodo e panos de limpeza de pisos. ƒ Para a limpeza de pisos, devem ser seguidas as técnicas de varredura úmida, ensaboar,O Serviço de Limpeza e Desinfecção de Super- enxaguar e secar.fícies em Serviços de Saúde poderá ser próprio ƒ O uso de desinfetantes ficam reservadosou terceirizado pelo serviço de saúde. Sendo apenas para as superfícies que contenhampróprio ou terceirizado, é importante que o matéria orgânica ou indicação do Serviçonúmero de profissionais atenda à demanda de de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH).trabalho em todos os turnos, buscando a exce- ƒ Todos os produtos saneantes utilizados de-lência dos serviços prestados nos serviços de vem estar devidamente registrados ou noti-saúde. ficados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).3.2 Princípios básicos para a limpeza ƒ A responsabilidade do Serviço de Limpezae desinfecção de superfícies em e Desinfecção de Superfícies em Serviçosserviços de saúde de Saúde na escolha e aquisições dos pro- dutos saneantes deve ser realizada conjun-3.2.1 Princípios gerais tamente pelo Setor de Compras e HotelariaOs princípios básicos para a limpeza e desin- Hospitalar (SCIH).fecção de superfícies em serviços de saúde são ƒ É importante avaliar o produto fornecidoa seguir descritos (APECIH, 2004; HINRI- aos profissionais. São exemplos: testes mi-CHSEN, 2004; MOZACHI, 2005; TORRES & crobiológicos do papel toalha e sabonete lí-LISBOA, 2007; ASSAD & COSTA, 2010): quido, principalmente quando se tratar de fornecedor desconhecido. 25
  24. 24. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISAƒ Deve-se utilizar um sistema compatível entre equipamento e produto de limpeza e desinfecção de superfícies (apresentação do produto, diluição e aplicação).ƒ O profissional de limpeza sempre deverá certificar se os produtos de higiene, como sa- bonete e papel toalha e outros são suficientes para atender às necessidades do setor.ƒ Cada setor deverá ter a quantidade neces- sária de equipamentos e materiais para lim- peza e desinfecção de superfícies.ƒ Para pacientes em isolamento de contato, recomenda-se exclusividade no kit de lim- peza e desinfecção de superfícies. Utilizar, preferencialmente, pano de limpeza des- cartável. minhados à lavanderia para processamentoƒ O sucesso das atividades de limpeza e de- ou lavados manualmente no expurgo. sinfecção de superfícies depende da garan- ƒ Os discos das enceradeiras devem ser lava- tia e disponibilização de panos ou cabelei- dos e deixados em suporte para facilitar a ras alvejados e limpeza das soluções dos secagem e evitar mau cheiro proporciona- baldes, bem como de todos equipamentos do pela umidade. de trabalho. ƒ Todos os equipamentos deverão ser limposƒ Os panos de limpeza de piso e panos de a cada término da jornada de trabalho. mobília devem ser preferencialmente enca- ƒ Sempre sinalizar os corredores, deixando um lado livre para o trânsito de pessoal, enquanto se procede à limpeza do outro lado. Utilizar placas sinalizadoras e manter os materiais organizados, a fim de evitar acidentes e poluição visual. ƒ A frequência de limpeza das superfícies pode ser estabelecida para cada serviço, de acordo com o protocolo da instituição. ƒ A desinsetização periódica deve ser reali- zada de acordo com a necessidade de cada instituição. O cronograma semestral para a desinsetização deve estar disponível para consulta, assim como a relação dos produ- tos utilizados no decorrer do semestre.26
  25. 25. Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfíciesReferências bibliográficasAPECIH – Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar. Monografia: Limpeza, Desinfecçãode Artigos e Áreas Hospitalares e Anti-sepsia. São Paulo, 2004.ASSAD, C.; COSTA, G. Manual Técnico de Limpeza e Desinfecção de Superfícies Hospitalares e Manejo deResíduos. Rio de Janeiro: IBAM/COMLURB, 2010. 28 p. Disponível em: <http://comlurb.rio.rj.gov.br/download/MANUAL%20DO%20FUNCIONÁRIO%202%20-%20HOSPITALAR.pdf>. Acesso em: janeiro 2009.BRASIL. Ministério da saúde. Coordenação de Controle de Infecção. Processamento de Artigos e Superfícies emEstabelecimentos de Saúde. Brasília, 1994.HINRICHSEN, S.L. et al. Limpeza Hospitalar: Importância no Controle de Infecções. In: HINRICHSEN, S.L.Biossegurança e Controle de Infecções. Risco Sanitário Hospitalar. Medsi: Rio de Janeiro, 2004. pp. 175-203.MOZACHI, N. O Hospital: Manual do Ambiente Hospitalar. Curitiba: Os Autores, 2005.PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO – SP. Secretaria Municipal de Saúde. Comissão de Controle deInfecção – CCI – SMS. Limpeza e Desinfecção de Superfícies em Serviços de Saúde. Ribeirão Preto; SMS-RP, 2006.Disponível em: <http://www.saude.ribeiraopreto.sp.gov.br/ssaude/comissao/desin/i16limpdesinfecsuperficie.pdf>.Acesso em: dez.2008.TORRES, S.; LISBOA, T. Gestão dos Serviços de Limpeza, Higiene e Lavanderia em Estabelecimentos de Saúde.São Paulo: Sarvier, 3 ed., 2008. 27
  26. 26. Capítulo 4REC URSOS HUM ANOS Silvan a To r r es
  27. 27. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA4.1 Atribuições sites educativos. Vale à pena contemplar essa ferramenta em futuros planejamentos de edu-As atribuições da equipe do Serviço de Lim- cação continuada que, além de ser uma práticapeza e Desinfecção de Superfícies em Serviços contemporânea, facilita as necessárias revisõesde Saúde podem variar de acordo com a área e sistemáticas.as características do local onde a limpeza serárealizada, além do modelo de gestão em vigor Ressalta-se que uma atribuição por si só podeaplicado ao serviço em questão. não ser esclarecedora e não dar todas as respos- tas para um determinado tipo de procedimen-Embora as atribuições possam apresentar va- to: Quais os equipamentos de proteção indivi-riações entre diferentes instituições, o objetivo dual necessários para esse processo de limpeza?alvo deve ser comum, ou seja, a remoção de O que deve ser limpo? Onde limpar? Quandosujidades de superfícies do ambiente, mate- limpar? Em qual horário? Quais equipamentosriais e equipamentos, mediante a aplicação e e materiais utilizar? Onde encontrar?ação de produtos químicos, ação física, aplica-ção de temperatura ou combinação de proces- Daí a necessidade de um embasamento pré-sos. Ao limpar superfícies de serviços de saú- vio, por meio de treinamentos de capaci-de, pretende-se proporcionar aos usuários um tação, também acompanhados de manuaisambiente com menor carga de contaminação técnicos.possível, contribuindo na redução da possibi-lidade de transmissão de patógenos oriundos 4.2 Atribuições administrativasde fontes inanimadas, por meio das boas prá-ticas de limpeza e desinfecção de superfícies 4.2.1 Quanto à apresentação pessoal(TORRES & LISBOA, 2007). ƒ Apresentar-se com uniforme completo, limpo, passado, sem manchas, portando aA clareza das atribuições tem papel funda- identificação do funcionário.mental para seu cumprimento e, para tanto,se faz necessário um manual contendo todasas tarefas a serem realizadas, especificadas porcargo. O manual deve ser apresentado e estarà disposição de todos os colaboradores paraconsulta no local de trabalho, em local de fácilacesso. Sua revisão deve ser periódica e sem-pre que houver mudança de rotinas.A informatização do manual viabiliza treina-mentos de capacitação técnica, mais práticos emotivadores, possibilitando inserções de ilus-trações, fotos, esquemas, links para filmes ou30
  28. 28. Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfíciesƒ Utilizar calçados profissionais: fechados, ƒ Cumprir tarefas operacionais estabelecidas impermeáveis e com sola antiderrapante. previamente em suas atribuições designadas.ƒ Manter cabelos penteados e presos. ƒ Participar de programas ou campanhasƒ Manter unhas curtas, limpas, sem esmalte institucionais que contribuam para a mini- ou unhas postiças. mização de riscos ocupacionais, ambientaisƒ Desprover-se de adornos (BRASIL, 2005), e que estimulem a responsabilidade social, como pulseiras, anéis, brincos, colares e como, por exemplo, programas de biosse- piercing. gurança, prevenção de incêndio, campanhaƒ Manter higiene corporal. de vacinação e outros.4.2.2 Quanto às normas institucionais 4.3 Atribuições técnicasƒ Apresentar-se no horário estabelecido no contrato de trabalho. Todas as atribuições técnicas serão descritas aƒ Comunicar e justificar ausências. seguir.ƒ Respeitar clientes internos e externos à ins- tituição: superiores, colegas de trabalho, 4.3.1 Líderes, supervisores ou encarregados pacientes, visitantes e outros. de limpeza e desinfecção de superfíciesƒ Adotar postura profissional compatível 4.3.1.1 Quanto à aquisição de produtos com as regras institucionais: saneantes – falar em tom baixo. ƒ Utilizar somente produtos saneantes pa- – evitar gargalhadas. dronizados, na concentração e tempo reco- – evitar diálogos desnecessários com mendados pelo fabricante e SCIH. clientes, sem que seja questionado pre- ƒ Avaliar junto ao fabricante a compatibilida- viamente. de do tipo de superfícies com o produto a – não fumar e não guardar ou consumir ser empregado, a fim de preservar a integri- alimentos e bebidas nos postos de traba- dade do mobiliário, de revestimentos e dos lho (BRASIL, 2005). equipamentos pertencentes ao patrimônio institucional. Orientar os funcionários so- bre qual produto utilizar em cada tipo de superfície e quando utilizá-lo. ƒ Oferecer sabão ou detergente para realizar os processos de limpeza, restringindo o uso de desinfetantes apenas para situações es- pecíficas recomendadas pelo SCIH. ƒ Padronizar a aquisição de detergentes com tensoativo biodegradáveis que atendam à legislação pertinente e suas atualizações (BRASIL, 1988). 31
  29. 29. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA4.3.1.2 Quanto aos equipamentos e materiais 4.3.1.3 Quanto aos Equipamentos de Proteçãoƒ Providenciar a aquisição de equipamentos Individual (EPI) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC): e materiais necessários para a realização de boas práticas de limpeza que atendam às ƒ Adquirir EPI com certificação de aprova- exigências ergonômicas e que preservem a ção, pois se refere ao CA. do Ministério do integridade física do trabalhador (BRASIL, Trabalho e disponibilizá-los em quantidade 2005), como a disponibilização de car- suficiente para uso e reposição (BRASIL, ros funcionais em número suficiente para 2005). que todos os colaboradores tenham acesso ƒ Capacitar ou direcionar a capacitação sobre quando precisarem. EPI para um profissional que esteja habi-ƒ Fornecer equipamentos e materiais aprova- litado para desenvolver treinamentos com dos previamente pelo SCIH. abordagens como: tipos, onde e quandoƒ Capacitar os profissionais de limpeza e utilizar, importância da utilização, técnicas desinfecção de superfícies a operar e zelar de utilização correta e adequada, riscos da pela manutenção dos equipamentos e ma- não utilização e outros. teriais pertencentes ao serviço. ƒ Supervisionar o uso correto dos EPI.ƒ Substituir os equipamentos que possam re- ƒ Providenciar e disponibilizar Equipamen- presentar risco à integridade física do pro- tos de Proteção Coletiva (EPC) e orientar fissional de limpeza ou que não atendam às os colaboradores para sua utilização. necessidades do serviço.A análise de alguns critérios auxilia no mo-mento da aquisição de um novo equipamen-to:ƒ Nível mínimo de ruídos.ƒ Uso de equipamentos industriais e nunca domésticos.ƒ Consumo mínimo de energia e água, pre- servando assim, os recursos ambientais na- turais esgotáveis.ƒ Possibilidade de manutenção ou reposição rápida quando danificados.ƒ Compatibilidade com as áreas às quais se pretende utilizá-los.ƒ Qualidade e tecnologia adequadas e compa- tíveis com revestimentos institucionais e que não ofereçam riscos à saúde ocupacional.ƒ Preferencialmente com referências de utili- zação em outro serviço de saúde.32
  30. 30. Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfícies4.3.1.4 Outras atribuiçõesƒ Focar suas ações em consonância com a missão, visão, filosofia e objetivos da ins- tituição.ƒ Participar e acompanhar os processos sele- tivos da equipe de limpeza e desinfecção de superfícies por meio de estabelecimento de requisitos pertinentes ao cargo, participa- ção em entrevistas e avaliações.ƒ Planejar, coordenar, implementar e supervi- sionar as atividades pertinentes ao serviço.ƒ Dimensionar pessoal, equipamentos, uten- sabonete líquido e preparações alcoólicas sílios e materiais de limpeza e desinfecção para as mãos e outros. de superfícies. ƒ Estender e implementar programas ins-ƒ Desenvolver e implementar programas de titucionais de racionamento de recursos educação contínua sobre processos de lim- naturais, como hídricos e energéticos, para peza e desinfecção de superfícies e conser- o Serviço de Limpeza e Desinfecção de Su- vação. A principal vantagem da educação perfícies em Serviços de Saúde. contínua está no fato de possibilitar uma ƒ Encaminhar os resíduos poluidores para intervenção no momento em que o erro o setor de manutenção, tais como pilhas, acontece, por meio da orientação e acom- lâmpadas fluorescentes e outros decorren- panhamento, possibilitando que falhas téc- tes da manutenção. Quanto aos demais re- nicas sejam corrigidas imediatamente após síduos, acondicionar, manejar, armazenar e sua ocorrência, ao invés de aguardar um encaminhar para o destino que conste no cronograma preestabelecido de reciclagem Plano de Gerenciamento de Resíduos em programada. Serviços de Saúde (PGRSS) da instituição.ƒ Planejar supervisão contínua das ativida- ƒ Interferir nos processos de limpeza e desin- des de limpeza de forma que os três turnos fecção de superfícies com o objetivo de agi- de trabalho sejam assegurados. lizar as atividades, por meio de ações comoƒ Realizar avaliações de desempenho. remanejamento, substituições e orienta-ƒ Estabelecer o cronograma de periodicida- ções, sempre que necessário. de e de frequência dos diferentes tipos de ƒ Criar interfaces com os serviços relaciona- limpeza em todos ambientes e superfícies dos direta ou indiretamente com o Serviço sob responsabilidade da equipe de limpeza de Limpeza e Desinfecção de Superfícies e desinfecção. em Serviços de Saúde, a fim de promover aƒ Liberar apartamentos ou enfermarias, após integração e a harmonia, por meio de alian- vistoria. ças que possam fortalecer a cumplicidadeƒ Dimensionar e disponibilizar os materiais entre diferentes serviços almejando objeti- de reposição: papel toalha, papel higiênico, vos comuns. 33
  31. 31. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISAƒ Definir com a chefia de setor, tempo neces- sário e ideal para concluir as limpezas ter- minais por desocupação. Ainda, por meio de um cronograma, definir horários e datas para as terminais programadas.ƒ Encaminhar notificações de manutenção ao serviço específico.ƒ Desenvolver indicadores de qualidade do serviço, de pessoal, de equipamentos e ma- teriais, assim como do cumprimento dos cronogramas de frequências dos diferentes tipos de limpeza de superfícies, como for- ma de avaliação dos serviços prestados.ƒ Realizar diagnóstico dos colaboradores baseando-se nas necessidades de cada membro da equipe, que poderá resultar em estratégias efetivas de motivação (HEL- LER, 1998).4.3.2 Profissionais de limpeza edesinfecção de superfícies 4.3.2.2 Quanto à preservação ambiental4.3.2.1 Quanto aos equipamentos, materiais e ƒ Utilizar racionalmente recursos como águainstalações e energia, evitando desperdícios e colabo-ƒ Zelar por equipamentos e materiais do ser- rando com programas internos de preser- viço durante e após sua utilização, obede- vação ambiental e responsabilidade social. cendo as regras de utilização, limpeza ou ƒ Segregar produtos poluidores como pilhas, desinfecção, de acordo com a necessidade baterias, lâmpadas fluorescentes e outros, e guardar em local designado após a utili- em recipientes próprios pré-designados no zação. PGRSS da instituição, quando esses não es-ƒ Notificar mau funcionamento ou extravios tiverem sido acondicionados pelo gerador de equipamentos e materiais, em impresso em local apropriado. Posteriormente, enca- próprio ou intranet. minhar ao setor de manutenção ou confor-ƒ Notificar danos em mobiliário, acessórios, me PGRSS da instituição. instalações e revestimentos que necessitem de reparo ou substituição, em impresso 4.3.2.3 Quanto à utilização de produtos próprio. saneantesƒ Realizar a limpeza de materiais e equipa- ƒ Utilizar somente produtos saneantes pa- mentos após sua utilização, em salas pró- dronizados, na concentração e tempo reco- prias designadas na instituição para esse mendados pelo fabricante e SCIH. fim.34
  32. 32. Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfíciesƒ Utilizar somente produtos que estejam em embalagens rotuladas e dentro do prazo de validade.ƒ Utilizar rotineiramente sabão ou detergen- te para os processos de limpeza de super- fícies, sendo os desinfetantes restritos às situações específicas como, por exemplo, presença de matéria orgânica e microrga- nismos multirresistentes.ƒ Não misturar produtos saneantes, exceto quando indicado pelo fabricante, pois essas misturas podem ser perigosas quando inala- das, causam danos ao meio ambiente e seus princípios ativos podem ser neutralizados e inativados. Preparar soluções somente para uso imediato, evitando armazenamento por longos períodos. 4.3.2.6 Quanto aos processos de limpeza e desinfecção de superfícies4.3.2.4 Quanto ao recolhimento dos resíduos ƒ Comunicar ao líder do serviço as interfe-ƒ Recolher sacos de resíduos dos recipien- rências ou questionamentos de outros pro- tes próprios quando 80% de sua capaci- fissionais nas rotinas realizadas. dade estiverem preenchidos ou sempre ƒ Realizar a limpeza e a desinfecção de su- que necessário, evitando coroamento ou perfícies do ambiente que contenham ma- transborde. Nesse caso, uma frequência téria orgânica. de recolhimento deve ser estabelecida, ƒ Realizar as limpezas concorrente, terminal de acordo com o volume gerado em cada e imediata de áreas internas e externas per- unidade. tencentes ao serviço de saúde em questão,ƒ Transportar os resíduos recolhidos em car- que estejam sob responsabilidade do Servi- ros próprios, mantendo a tampa fechada ço de Limpeza e Desinfecção de Superfícies sem que haja coroamento, não sendo per- em Serviços de Saúde. mitido que os sacos encostem-se ao corpo do profissional ou que sejam arrastados. 4.4 Atribuições que não competem ao profissional de limpeza e4.3.2.5 Quanto aos EPI desinfecção de superfíciesƒ Utilizar EPI apenas para a finalidade a que se destinam, responsabilizando-se pela lim- ƒ Recolhimento de perfurocortantes de lo- peza, guarda e conservação, substituindo- cais inadequados, como por exemplo, lei- -os quando houver qualquer alteração que tos de pacientes, pisos, bancadas e outros. os tornem impróprios para uso. De acordo com a Norma Regulamentadora 35
  33. 33. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA 32 – NR 32 (BRASIL, 2005), devem ser res- materiais relacionados à assistência ao pa- ponsabilizados pelo descarte de perfuro- ciente. cortantes, somente os trabalhadores que os ƒ Atendimento de telefone ou campainha de utilizarem, estando, portanto, os profissio- quarto ou enfermarias durante o período nais de limpeza e desinfecção, isentos dessa de internação de pacientes. Vários proble- responsabilidade. mas são gerados quando a equipe de lim-ƒ Fechamento de coletores de perfurocor- peza e desinfecção de superfícies assume tantes. O fechamento de coletores está sob indevidamente essa tarefa, tais como: a responsabilidade de quem manipula e – Perda de tempo com a retirada de luvas descarta os perfurocortantes, não cabendo para atender telefone ou campainha; ne- essa tarefa à equipe de limpeza e desinfec- cessidade de higienização das mãos após ção de superfícies. retirada de luvas; dirigir-se ao posto deƒ Retirada de materiais ou equipamentos enfermagem quando for necessário que provenientes da assistência ao paciente nos algum recado seja dado. quartos, enfermarias ou qualquer outra – Quando o funcionário não retira as lu- unidade, antes de realizar a limpeza, seja vas ou não realiza a higienização das concorrente ou terminal. São exemplos: mãos, há a contaminação do telefone ou bolsas ou frascos de soro, equipos, bom- campainha, por meio das mãos. bas de infusão, comadres, papagaios, reci- Portanto, nada justifica qualquer um dos dois pientes de drenagens e outros. Essas tarefas tipos de condutas, já que não faz parte das cabem à equipe de enfermagem, já que são atribuições da equipe de limpeza e desinfecção de superfícies. ƒ Realização de processos de controle de pragas, como desinsetização, desratização, descupinização, e outros. O controle integrado de pragas deve ser reali- zado por empresa e profissionais especializa- dos. ƒ Compra de EPI com recursos próprios. Os EPI devem ser fornecidos gratuitamente pelo empregador e nunca pelo empregado (BRASIL, 1978). ƒ Realização de limpeza do leito do pacien- te, enquanto o mesmo encontra-se ocupa- do. Essa tarefa compete à enfermagem, já que a manipulação indevida na cama pode causar prejuízos à saúde do paciente, como, por exemplo, deslocamento de drenos e ca- teteres.36
  34. 34. Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfícies4.5 Perfil profissionais da instituição.4.5.1 Perfil da equipe Segundo Taraboulsi (TARABOULSI, 2003), asEmbora as oportunidades de cursos específi- habilidades e a formação não são suficientescos nessa área sejam limitadas, os líderes do em situações práticas, onde se deve encontrarserviço, assim como supervisores e encarre- uma saída ou contornar situações inesperadasgados, devem se mobilizar no sentido de par- e difíceis. Surge então outro diferencial profis-ticipar de congressos, simpósios, encontros sional, a atitude. Segundo o autor, profissio-regionais, acompanhar publicações, realizar nais com atitude são imprescindíveis na linhaintercâmbio institucional, contribuir para a de frente do comando de equipes, pois têmpesquisa e fomentar a produção científica. iniciativa e espontaneidade para agir no mo- mento certo e solucionar o problema, possibi-Através de esforços individuais e pró-ativida- litando que as promessas de qualidade sejamde, consegue-se elevar o grau de conhecimen- cumpridas com sintonia entre o que é espera-to e evidências científicas para esse represen- do pela alta administração que esse profissio-tativo segmento de mercado. A capacitação nal está autorizado a fazer.profissional é fundamental para que o gestorsinta-se seguro e capaz de transmitir informa- Características como liderança, flexibilidade,ções embasadas para sua equipe. pensamento estratégico, bom relacionamento, ética, imparcialidade, bom senso e honestida-Com a franca expansão dos processos de cer- de são esperados de um líder, seja ele gerente,tificação, não existe espaço para profissionais supervisor ou encarregado do serviço, poisacomodados que aguardam boas oportuni- todos têm responsabilidade frente ao corpodades de crescimento sem nada fazerem para operacional.reverter o quadro; esses estão fadados à subs-tituição. Já para a equipe operacional, o ensino fun- damental completo com disponibilidade eSendo assim, torna-se imprescindível a existên- compromisso de continuidade dos estudoscia de profissionais qualificados e com grande vem sendo cada vez mais exigido, visto quebagagem de experiências nesse segmento. a ausência de alfabetização dificulta e re- tarda os treinamentos, além de inviabilizar4.5.2 Perfil profissional determinadas práticas que podem expor oPara o líder da equipe, as exigências quanto à trabalhador a riscos desnecessários, como,sua formação são isoladas, não existindo um por exemplo, a leitura de rótulos de produ-perfil padrão definido. Entretanto, a tendência tos saneantes antes de sua utilização. Cabedo padrão de exigência é de nível de forma- às instituições oferecerem condições queção universitária com diferencial técnico, que possibilitem essa categoria dar continuidadecontribua de forma mais abrangente nas ne- aos estudos por meio de horários especiaiscessárias interfaces do serviço com os demais de trabalho. 37
  35. 35. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA4.5.3 Perfil comportamental (BRASIL, 2005), da capacitação técnica neces-Antes de colocar regras de conduta e postu- sária para qualquer atividade desenvolvida pelora aos colaboradores, a liderança deve avaliar trabalhador do segmento de limpeza e desin-seu próprio perfil, pois, na maioria das vezes, fecção em superfícies em serviços de saúde.a equipe é o reflexo do líder e o treinamentonão terá êxito. Como nem sempre líderes têm 4.6.1 A NR 32 e a capacitação contínuaciência dos próprios defeitos, faz-se necessário preventivauma avaliação da alta administração de seus A NR 32 (BRASIL, 2005) volta-se exclusiva-gestores. mente para a segurança do trabalhador de ser- viços de saúde, independentemente da funçãoAlgumas atitudes e postura são esperadas de que exerça. Tem-se aqui um grande avançoambos, tanto do líder como dos demais cola- para a saúde ocupacional e ao mesmo tempoboradores: um grande desafio para os gestores do Serviçoƒ Higiene corporal e boa apresentação pes- de Limpeza e Desinfecção de Superfícies em soal. Serviços de Saúde, pois trata-se de um seg-ƒ Discrição com relação a assuntos internos, mento com trabalhadores com baixa escola- que só dizem respeito à instituição e ao ser- ridade e na maioria das vezes com formação viço. rudimentar, salvo exceções.ƒ Gentileza, educação e respeito com clientes internos e externos. Os líderes devem se empenhar para conscien-ƒ Colaboração. tizá-los quanto aos riscos a que estão expostosƒ Interesse em novos aprendizados e por no- diariamente, oferecendo treinamentos teóri- vas oportunidades. cos e práticos de fácil compreensão. Recursosƒ Postura profissional frente a pacientes, visi- como cartilhas, cartazes, dinâmicas de grupo, tantes e demais colaboradores. peças teatrais e outros podem auxiliar na re- tenção do aprendizado, mais do que explana-4.6 Capacitação ções teóricas monótonas. A teoria ministrada de forma ilustrada, combinada com muitosA NR 32 (BRASIL, 2005) coloca a capacitação exemplos práticos e filmes de impacto emo-contínua como item obrigatório para todas as cional, costuma trazer bons resultados.categorias profissionais, tendo como objetivoprincipal a segurança e proteção do trabalha- É importante lembrar que a abordagem sobredor com relação aos riscos inerentes a sua fun- riscos e formas de prevenção deve ser feitação, por meio de treinamentos que os cons- por profissionais familiarizados com os riscoscientizem e os preparem para agir de forma inerentes aos agentes biológicos, e, portanto,segura frente aos riscos ocupacionais. habilitados para realização desse tipo de trei- namento, como enfermeiros do trabalho e deEntretanto, é necessário distinguir a capaci- controle de infecção. Enfim, é importante quetação voltada para riscos exigida pela NR 32 o líder tenha consciência de que nem sempre38

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