Apostila de-gerenciamento-de-risco

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Apostila de-gerenciamento-de-risco

  1. 1. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho APOSTILA DE GERENCIAMENTO DE RISCOProfessor: Roberto Portela de Castro
  2. 2. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castro1 PLANO DE CURSO ........................................................................................................................................... 6 1.1 EMENTA .............................................................................................................................................................. 6 1.2 CARGA HORÁRIA ................................................................................................................................................ 6 1.3 OBJETIVOS GERAIS ............................................................................................................................................ 6 1.4 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ................................................................................................................................... 6 1.5 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO .............................................................................................................................. 6 1.6 ESTRATÉGIA DE TRABALHO................................................................................................................................ 6 1.7 AVALIAÇÃO: ........................................................................................................................................................ 6 1.8 BIBLIOGRAFIA: .................................................................................................................................................... 62 CONCEITUAÇÃO, EVOLUÇÃO HISTÓRICA: DA PREVENÇÃO DE LESÕES À SEGURANÇA DE SISTEMAS ................... 7 2.1 CONCEITUAÇÃO .................................................................................................................................................. 8 ANTES DE PROSSEGUIRMOS EM NOSSOS ESTUDOS, VAMOS TRABALHAR ALGUNS CONCEITOS QUE SERÃO DE EXTREMA IMPORTÂNCIA AO LONGO DE NOSSO TRABALHO. ................................................................................................................ 8 2.1.1 Risco ............................................................................................................................................................. 11 2.1.2 Gerenciamento de Risco .............................................................................................................................. 12 2.2 EVOLUÇÃO HISTÓRICA ..................................................................................................................................... 15 SEGUEM A SEGUIR ALGUNS MARCOS QUE PODEM SER RESSALTADOS AO LONGO DESSA EVOLUÇÃO: ............................... 163 - A EMPRESA COMO SISTEMA, SUB-SISTEMAS EMPRESARIAIS, NATUREZA DOS RISCOS EMPRESARIAIS, RISCOSPUROS E ESPECULATIVOS. ..................................................................................................................................... 20 3.1 A EMPRESA COMO SISTEMA ............................................................................................................................ 20 3.1.1 O Processo Decisório segundo uma abordagem Sistêmica .......................................................................... 22 3.2 SUB-SISTEMAS EMPRESARIAIS ......................................................................................................................... 23 3.3 NATUREZA DOS RISCOS EMPRESARIAIS .......................................................................................................... 25 3.3.1 Riscos Puros ................................................................................................................................................. 26 3.3.2 Riscos Especulativos ..................................................................................................................................... 27 3.3.3 Outras Classificações ................................................................................................................................... 28 3.4 MAPEAMENTO DE RISCO................................................................................................................. 29 3.5 SINALIZAÇÃO E ROTULAGEM ........................................................................................................... 31 3.6 EXERCÍCIOS .................................................................................................................................. 334 - FUNDAMENTOS MATEMÁTICOS: PREVISÃO DE PERDAS POR ESTATÍSTICA, PROBABILIDADE, CONFIABILIDADE,ÁLGEBRA BOOLEANA E A AVALIAÇÃO DO RISCO. ................................................................................................... 34 4.1 APLICAÇÃO DA ESTATÍSTICA Á PREVISÃO DE PERDAS .................................................................................... 34 4.1.1 Conceitos de Estatística ............................................................................................................................... 34 4.1.2 Distribuição de Freqüência........................................................................................................................... 37 4.1.3 Exercícios...................................................................................................................................................... 40 4.1.4 Medidas de Tendência Central ..................................................................................................................... 41 4.1.5 Medidas de Dispersão .................................................................................................................................. 43 4.1.6 Conceitos de Engenharia de Segurança com aplicação estatística .............................................................. 47 4.1.7 Exercícios...................................................................................................................................................... 48 4.2 APLICAÇÃO DA PROBABILIDADE Á PREVISÃO DE PERDAS ............................................................................... 48 4.2.1 Conceitos ...................................................................................................................................................... 49 4.2.2 Técnicas de Contagem ................................................................................................................................. 50 4.2.3 Exercícios...................................................................................................................................................... 51 4.2.4 Distribuição de Probabilidade ...................................................................................................................... 53 4.3 APLICAÇÃO DA CONFIABILIDADE Á PREVISÃO DE PERDAS .............................................................................. 60 4.3.1 Tipos de Falhas............................................................................................................................................. 62 4.3.2 Falhas Operacionais ..................................................................................................................................... 63 4.3.3 Exercício ....................................................................................................................................................... 64castrorpc@yahoo.com.br 2
  3. 3. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castro 4.3.4 Funções de Confiabilidade ........................................................................................................................... 64 4.3.5 Variáveis Quantitativas ................................................................................................................................ 65 4.3.6 Análise de Sistemas de Confiabilidade ......................................................................................................... 66 4.3.7 Tratamento de Falhas .................................................................................................................................. 67 4.3.8 Exercícios...................................................................................................................................................... 67 4.4 AVALIAÇÃO DE RISCO ....................................................................................................................................... 705 - TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCOS: ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS. ANÁLISE DE MODOS DE FALHAS E EFEITO.SÉRIE DE RISCO. ANÁLISE DE ÁRVORE DE FALHAS. .................................................................................................. 70 5.1 TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃO DE PERIGO ........................................................................................................ 72 5.1.1 Técnica de Incidentes Críticos (TIC) .............................................................................................................. 72 5.1.2 What-If (WI) ou E se...? ................................................................................................................................ 73 5.1.3 Análise e Revisão de Critérios (ARC)............................................................................................................. 74 5.2 TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCOS .................................................................................................................. 75 5.2.1 Análise Preliminar de Riscos (APR) ou Análise Preliminar de Perigos (APP) ou Preliminary Hazard Analysis (PHA) ..................................................................................................................................................................... 75 5.2.2 Análise de Modos de Falha e Efeitos (AMFE) ou Failure Modes and Effects Analysis (FMEA) ..................... 77 5.2.3 Análise de Operabilidade de Perigos (HAZOP) ............................................................................................. 84 5.3 TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO DE RISCOS .............................................................................................................. 91 5.3.1 Análise de Árvore de Falhas (AAF) ............................................................................................................... 91 5.3.2 Série de Risco (SR) ........................................................................................................................................ 96 5.3.3 Análise de Árvore de Eventos (AAE) ............................................................................................................. 97 5.3.4 Análise por Diagrama de Blocos (ADB) ........................................................................................................ 99 5.3.5 Análise de Causas e Conseqüências (ACC) ................................................................................................. 100 5.4 EXERCÍCIOS .................................................................................................................................................... 1026 - RESPONSABILIDADES PELO PRODUTO ........................................................................................................108 6.1 RESPONSABILIDADE E QUALIDADE ................................................................................................................ 108 6.2 RESPONSABILIDADE CÍVIL PELO PRODUTO ................................................................................................... 111 6.3 RESPONSABILIDADE CRIMINAL PELO PRODUTO ............................................................................................ 112 6.3.1 Tipos de danos e responsabilidade criminal............................................................................................... 113 6.3.2 Alguns conceitos e definições de Direito .................................................................................................... 114 6.3.3 Alguns crimes e penas ................................................................................................................................ 114 6.4 PERÍCIAS TRABALHISTAS ............................................................................................................................... 115 6.5 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL PELO PRODUTO ......................................................................................... 1167 AVALIAÇÃO DE PERDAS DE UM SISTEMA: RECURSOS HUMANOS MATERIAIS E OPERACIONAIS. CONTROLE DEDANOS E CONTROLE TOTAL DE PERDAS ................................................................................................................116 7.1 INTRODUÇÃO AO SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE PERDAS ................................................................................. 116 7.1.1 Alguns Conceitos importantes ................................................................................................................... 117 7.1.2 Circunstâncias que levam às perdas .......................................................................................................... 118 7.2 AVALIAÇÃO DE PERDAS DE UM SISTEMA ....................................................................................................... 118 7.2.1 Ausentismo ................................................................................................................................................ 119 7.2.2 Paralisação de Equipamentos .................................................................................................................... 119 7.2.3 Exercício ..................................................................................................................................................... 119 7.3 SISTEMA DE CONTROLE DE DANOS ............................................................................................................... 120 7.4 CONTROLE DE PERDAS .................................................................................................................................. 1228 - METODOLOGIA PARA ANÁLISE DE CUSTO DE ACIDENTES ............................................................................123 8.1 ANÁLISE HISTÓRICA ....................................................................................................................................... 123 8.2 DADOS ESTATÍSTICOS .................................................................................................................................... 123 8.3 PANORAMA NACIONAL E INTERNACIONAL ...................................................................................................... 124castrorpc@yahoo.com.br 3
  4. 4. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castro 8.4 QUEM PERDE COM OS ACIDENTES DE TRABALHO? ........................................................................................ 124 8.5 CONCEITOS I MPORTANTES............................................................................................................................. 125 8.6 TIPOS DE CUSTOS .......................................................................................................................................... 127 8.6.1 Custos Diretos e Indiretos .......................................................................................................................... 127 8.6.2 Custos Fixos e Variáveis ............................................................................................................................. 129 8.6.3 Custos Quantificável e Não-quantificável .................................................................................................. 129 8.7 FATOR ACIDENTÁRIO PREVIDENCIÁRIO ......................................................................................................... 130 8.8 CUSTOS COM INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE ....................................................................................... 131 8.9 CUSTO DE ACIDENTE DE TRABALHO X INVESTIMENTO EM SEGURANÇA ....................................................... 131 8.10 MÉTODOS DE CÁLCULO.................................................................................................................................. 132 8.11 MÉTODOS EXISTENTES .................................................................................................................................. 132 8.11.1 Método de Heinrich para o cálculo dos custos dos acidentes ............................................................... 132 8.11.2 Método de Simonds para o cálculo dos custos dos acidentes ............................................................... 133 8.11.3 Método de Bird para o cálculo dos custos dos acidentes ...................................................................... 133 8.11.4 Método de Pharm para o cálculo dos custos indiretos dos acidentes................................................... 134 8.11.5 Método de Manuel Bestratén Bellovi para o cálculo dos custos dos acidentes .................................... 135 8.11.6 Método desenvolvido pelo Health & Safety executive (HSE) para o cálculo dos custos dos acidentes . 135 8.12 MÉTODO DA FUNDACENTRO .......................................................................................................................... 136 8.13 MODELO DE FICHA PARA CÁLCULO DO CUSTO EFETIVO DE ACIDENTES ..................................................... 1379 - PROGRAMAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE DE PERDAS ...............................................................................139 9.1 PROGRAMA DE CONTROLE DE ACIDENTES COM DANOS À PROPRIEDADE ..................................................... 139 9.1.1 Benefícios do Programa ............................................................................................................................. 140 9.2 PROGRAMA DE PREVENÇÃO E CONTROLE DE PERDAS ................................................................................ 140 9.2.1 Elementos Básicos de um Programa de Prevenção de Perdas ................................................................... 141 9.2.2 Estrutura de um Programa de Prevenção de Perdas ................................................................................. 143 9.2.3 Implantação de um Programa de Controle Total de Perdas ...................................................................... 14410 - NOÇÕES BÁSICAS DE SEGURO E PRINCÍPIOS DE ADMINISTRAÇÃO DE SEGUROS ...........................................147 10.1 CONCEITO ....................................................................................................................................................... 147 10.2 FINALIDADE E CARACTERÍSTICAS................................................................................................................... 147 10.3 CONCEITOS IMPORTANTES ............................................................................................................................. 148 10.4 PRINCÍPIOS ..................................................................................................................................................... 148 10.5 FRANQUIA ....................................................................................................................................................... 149 10.5.1 Tipos de Franquia .................................................................................................................................. 149 10.6 SEGUROS PROPORCIONAIS E NÃO PROPORCIONAIS .................................................................................... 149 10.6.1 Seguros Proporcionais ........................................................................................................................... 149 10.6.2 Seguros Não Proporcionais ................................................................................................................... 149 10.7 VANTAGENS E DESVANTAGENS ..................................................................................................................... 14911 - RETENÇÃO E TRANSFERÊNCIA DE RISCOS ...................................................................................................150 11.1 RETENÇÃO DE RISCOS ................................................................................................................................... 151 11.1.1 Auto-adoção .......................................................................................................................................... 151 11.1.2 Auto-seguro........................................................................................................................................... 152 11.2 TRANSFERÊNCIA DE RISCOS .......................................................................................................................... 152 11.3 DECISÃO ENTRE SEGURO E AUTO-SEGURO .................................................................................................. 153 11.4 DEFINIÇÃO DO VALOR DA FRANQUIA ............................................................................................................. 154 11.4.1 Regra do Menor Custo .......................................................................................................................... 154 11.4.2 Modelo de Houston ............................................................................................................................... 15412 - PLANOS DE EMERGÊNCIA ..........................................................................................................................155 12.1 NOÇÕES E CONCEITOS .................................................................................................................................. 155castrorpc@yahoo.com.br 4
  5. 5. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castro 12.2 GRANDES ACIDENTES .................................................................................................................................... 156 12.3 PLANO DE EMERGÊNCIA ................................................................................................................................. 157 12.3.1 Interferências do ambiente de trabalho................................................................................................ 158 12.3.2 Metodologia .......................................................................................................................................... 158 12.3.3 Objetivo ................................................................................................................................................. 158 12.3.4 Características ....................................................................................................................................... 158 12.3.5 Razões para a elaboração de um Plano de Emergência ....................................................................... 159 12.3.6 Estrutura Organizacional ...................................................................................................................... 159 12.3.7 Zonas de Trabalho ................................................................................................................................. 160 12.3.8 Implantação e Manutenção .................................................................................................................. 160 12.4 ESTRUTURA DE UM PLANO DE AÇÃO DE EMERGÊNCIA ................................................................................. 161 12.4.1 Estrutura estabelecida pela CETESB ...................................................................................................... 161 12.4.2 Estrutura estabelecida pelo CONAMA................................................................................................... 162 12.4.3 Estrutura estabelecida pela ABNT ......................................................................................................... 162 12.4.4 Estrutura estabelecida pelas NR´s ......................................................................................................... 163 12.5 GUIA PARA ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE EMERGÊNCIA ............................................................................ 163 12.6 SUB – PLANOS DO PLANO DE EMERGÊNCIA .................................................................................................. 171 12.7 DIRETRIZES PARA PLANOS DE EMERGÊNCIA ................................................................................................. 17313 - MODELO DE UM PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS ...................................................................178 13.1 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO E DA REGIÃO ................................................................................ 179 13.2 IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS E CONSOLIDAÇÃO DAS HIPÓTESES ACIDENTAIS ............................................... 180 13.3 ESTIMATIVA DOS EFEITOS FÍSICOS ANÁLISE DE VULNERABILIDADE ............................................................... 180 13.4 ESTIMATIVA DE FREQÜÊNCIA .......................................................................................................................... 182 13.5 ESTIMATIVA E AVALIAÇÃO DE RISCOS ............................................................................................................ 182 13.6 TRATAMENTO DOS RISCOS ............................................................................................................................. 182castrorpc@yahoo.com.br 5
  6. 6. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castro1 Plano de Curso1.1 Ementa: Apresentar e discutir aspectos teóricos e práticos sobre gerenciamento de riscos, quandoassumi-los com recursos próprios e quando transferi-los para terceiros sob a ótica secundária.1.2 Carga Horária: 60 h/a1.3 Objetivos Gerais:- Conhecer e interpretar corretamente a natureza dos riscos empresariais; utilizar corretamente as modernastécnicas de análise de riscos.- Saber quando e como fazer um retenção ou transferência de riscos.1.4 Objetivos Específicos:- Analisar corretamente os fundamentos matemáticos e administrativos utilizados na avaliação de riscos eperdas.- Ter conhecimento das técnicas básicas de seguro.- Ter condições de planejar e executar um “programa de segurança de sistemas”.1.5 Conteúdo Programático:- Conceituação, Evolução Histórica: Da Prevenção de Lesões à Segurança de Sistemas.- A empresa como sistema, sub-sistemas empresariais, natureza dos riscos empresariais, Riscos Puros eEspeculativos.- Fundamentos Matemáticos: Previsão de Perdas por Estatística, Probabilidade, Confiabilidade, ÁlgebraBooleana e a Avaliação do Risco.- Técnicas de Análise de Riscos: Análise Preliminar de Riscos. Análise de Modos de Falhas e Efeito. Série deRisco. Análise de Árvore de Falhas.- Responsabilidades pelo Produto.- Avaliação de Perdas de um Sistema: Recursos Humanos Materiais e Operacionais. Controle de Danos eControle Total de Perdas.- Metodologia para Análise de Custo de Acidentes.- Programas de Prevenção e Controle de Perdas.- Noções Básicas de Seguro e Princípios de Administração de Seguros.- Retenção e Transferência de Riscos: Auto Adoção e Auto Seguro.- Planos de Emergência.- Modelo de Um Programa de Gerenciamento de Riscos.1.6 Estratégia de Trabalho- Aulas Expositivas com Apoio de Data Show, Diapositivos e Vídeos Relacionados ao Assunto.- Discussão de Casos.- Apostila Resumo das Aulas.- Bibliografia Básica.- Tabelas do Cronograma das Aulas.- Apresentação de um Programa de Gerenciamento de Risco.- Execução de Exercícios Práticos.1.7 Avaliação:- Elaboração de um Programa de Gerenciamento de Riscos.- Execução de exercícios práticos dados em aula.- Prova escrita embasada em questões (sem consulta) ou embasada em casos práticos (com consulta).1.8 Bibliografia:- Apostila de Gerenciamento de Risco do Professor Antônio Castellar, 2008.- http://www.eps.ufsc.br/disserta96/anete/cap1/cap1_ane.htm- http://www.eps.ufsc.br/disserta/evandro/capit_1/cap1_eva.htmcastrorpc@yahoo.com.br 6
  7. 7. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castro- Araújo,Vagner Pereira. Gestão de Riscos Operacionais. São Paulo – 2006.- Tavares, J. C., Noções de prevenção e controle de perdas em Segurança do Trabalho, Senac, SãoPaulo, 2007.- De Cicco, Francesco M. G. A. F. & Fantazzini, Fundacentro, 3ed, 1994.2 Conceituação, Evolução Histórica: Da Prevenção de Lesões à Segurança de Sistemas Para as antigas civilizações gregas, romanas e judaicas, o privilégio de antever o futuro era umdom destinado apenas aos oráculos e adivinhos que detinham um monopólio sobre todo oconhecimento humano e possuíam a capacidade de realizar previsões sobre possíveis eventos futuros.Porém uma idéia revolucionária que define a fronteira entre os tempos modernos e o passado foi acapacidade do ser humano em pensar, analisar e tomar suas próprias decisões e assumir asresponsabilidades pelas conseqüências, fazendo com que o futuro da humanidade deixasse de ser umfruto do capricho dos deuses. O processo racional de enfrentar riscos mostrou ao mundo como compreender, medir e avaliarsuas conseqüências, convertendo o ato de correr riscos em dos principais catalisadores dodesenvolvimento. No mundo de hoje, sabe-se que com exceção da existência de impostos e da imutabilidade dasleis fundamentais do universo, a única coisa realmente previsível é que tudo se modifica no decorrerdo tempo. A disciplina de Gerenciamento de Risco está intimamente ligada aos conceitos de "Qualidade eCompetitividade", que vem sendo difundidos e empregados por um número cada vez maior deempresas que descobriram aí uma fonte de ganhos sociais, econômicos e financeiros, e acima de tudouma excelente forma de competitividade empresarial. Dentre todas as vertentes associadas à qualidade, existe uma que é a qualidade do públicointerno, dos colaboradores, e dentro desta categoria se encontra o aspecto da segurança no trabalho. Equem viabiliza a qualidade neste ambiente é a adoção de uma Política de Segurança no Trabalho quebusque proteger e preservar a saúde e a integridade física dos trabalhadores. O foco dessa políticadeve ser um Sistema de Prevenção, ou seja, a minimização dos erros e falhas (acidentes). Então, o que Gerenciamento de Risco busca é administrar as possibilidades de falhas, buscandoevitar que essas aconteçam; caso aconteçam, que não se propaguem; caso as possibilidades de falhassejam de difícil controle, decidir entre reter ou transferir. Resultados de investigações de grandes acidentes mostram que as falhas responsáveis pelosmesmos estão associadas a quatro fatores principais, a saber: tecnologia, sistemas de gerenciamento,fatores humanos e agentes externos. Deste modo, muitas indústrias têm se preocupado com aconfiabilidade de seus equipamentos e investido em melhores tecnologias. Porém, uma análise maisdetalhada acerca das causas que precedem estas situações mostra que o erro humano e a falta desistemas de gerenciamento de riscos adequados são os contribuintes mais significativos para aconcretização dos acidentes. O aumento dos riscos de acidentes industriais de grande periculosidade, provenientes dautilização de tecnologias mais avançadas e complexas, maior número de matérias primas e insumos,criação de novos processos e produtos, grandes capacidades de armazenamento e transporte deprodutos perigosos, fez com que aumentasse a pressão sobre as empresas no sentido de reduziremcastrorpc@yahoo.com.br 7
  8. 8. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castroseus riscos, esclarecerem os cidadãos sobre os mesmos e adotarem medidas de emergência econtenção de riscos eficientes. Além do mais, com a evolução do tecido social, temas notadamenteligados às áreas ecológicas e de acidentes do trabalho passaram a preocupar o público ao redor dasindústrias e, conseqüentemente, as autoridades governamentais. Como consequência, as indústriasforam obrigadas a examinar com mais acuidade os efeitos de suas operações intra e extra-muros. O grande número de variáveis que interagem dinamicamente no decurso de um processooperacional atribui uma elevada complexidade aos sistemas industriais atuais que, apesar dealtamente automatizados, continuam dependentes do desempenho humano em diversos aspectos.Portanto, o desconhecimento dos riscos associados ao uso de novas tecnologias e a velocidade comque determinadas ações devem ser tomadas frente a problemas operacionais conduzem ao aumentoda probabilidade de falha humana, podendo comprometer o bom andamento operacional e resultarem acidentes catastróficos, com elevadas perdas tanto materiais quanto humanas. Neste sentido, o gerenciamento de riscos surgiu como instrumento de mitigação e administraçãode riscos presentes no meio industrial, oferencendo filosofias e ferramental técnico que visamotimizar o uso da tecnologia, a qual sofre avanço acelerado e, não raramente, inconsistente com ospadrões mínimos de segurança que devem estar presentes dentro de atividades industriais. Ogerenciamento de riscos dentro de uma empresa representa a possibilidade de se atribuir segurança econfiabilidade aos processos e procedimentos, constituintes do seu ambiente operacional, permitindoa integração de dois pólos que, até então, se relacionavam indiretamente: a segurança do trabalho e asegurança patrimonial.2.1 Conceituação Antes de prosseguirmos em nossos estudos, vamos trabalhar alguns conceitos que serão deextrema importância ao longo de nosso trabalho.a) Perigo: Fonte ou situação (condição) com potencial para provocar danos em termos de lesão,doença, dano à propriedade, dano ao meio ambiente, ou uma combinação destes. Uma ou mais condições de uma variável com potencial necessário para causar danos taiscomo: lesões pessoais, danos a equipamentos e instalações, meio ambiente, perda de material emprocessos ou redução da capacidade produtiva.b) Desvio: é qualquer ação ou condição que tem potencial para conduzir, direta ou indiretamente, adanos a pessoas, ao patrimônio ou causar impacto ambiental, que se encontre desconforme com asnormas de trabalho, procedimentos, requisitos legais ou normativos, requisitos do sistema de gestão,ou boas práticas. O conceito de desvio é similar ao de perigo, mas com uma diferença sutil: umdesvio está associado a uma não conformidade com requisitos pré-definidos, ou seja, é algodesconforme com o adequado. Todo desvio é um perigo, mas alguns perigos, no entanto, não são desvios: perigos naturais,ou aqueles oriundos de mudanças e processos inovadores, que (ainda) não estejam desconformes anormas e/ou requisitos. Desvios são usualmente evidenciados por inspeções in loco, sendo um importante conceitonas chamadas auditorias comportamental. Perigos podem ser identificados tanto in loco quanto por análise a priori (técnicas de análisesde risco), que será vista nos próximos capítulos.castrorpc@yahoo.com.br 8
  9. 9. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castro Quando ocorre um acidente, perigos ou desvios se tornam as causas do mesmo, que seencadeiam desde a origem das seqüências até o acidente em si e seus efeitos (danos ou perdas).c) Segurança: é a garantia de um estado de bem-estar físico e mental, traduzindo por saúde, paz eharmonia. Segurança do Trabalho: é a garantia de um estado de bem-estar físico e mental doempregado, no trabalho para a empresa e se possível, fora do ambiente dela (viagem de trabalho, lar,lazer, etc.). É um compromisso acerca de uma relativa proteção da exposição a perigos.d) Dano: É a conseqüência negativa do acidentes, ou seja, é o produto ou resultado negativo doacidente (prejuízo). Gravidade da perda humana, material ou financeira que pode resultar se ocontrole sobre um risco é perdido. A probabilidade e a exposição podem manter-se inalterados, emesmo assim, existir diferença na gravidade do dano.Os danos podem ser:- Pessoais: lesões, ferimentos, perturbação mental- Materiais: danos em aparelhos, equipamentos- Administrativo: prejuízo monetário, desemprego em massae) Causa: Origem, de caráter humano ou material, relacionada com o evento catastrófico (acidente)pela materialização de um perigo, resultando em danos. É aquilo que provocou o acidente, sendoresponsável por sua ocorrência, permitindo que o risco se transformasse em danos. Antes do acidenteexiste o risco. Após o acidente existe a causa. Existem três tipos de causas: Atos inseguros, Condições Inseguras e Fator Pessoal deInsegurança.f) Sinistro: Prejuízo sofrido por uma organização, com garantia de ressarcimento por seguro ou poroutros meios.g) Incidente: Qualquer evento ou fato negativo com potencial para provocar danos, mas por algumfator não satisfeito, não ocorre o esperado acidente. Também denominado de “quase-acidente”.Muitas vezes atribuída ao anjo-da-guarda. Os estudos dos incidentes trazem um conhecimento maior sobre as causas, que poderiam vir atornar-se acidentes, além de conter estes. h) Perdas: é o prejuízo sofrido por uma organização, sem garantia de ressarcimento através deseguros ou outros meios. Prejuízos (materiais e/ou humano) ocorridos em uma organização, os quaissão ressarcidos através de seguros ou de outros meios. Freqüentemente é associado com: desperdício,sobras, refugos, retrabalhos. As perdas podem ser tangíveis, quando se referem a prejuízos mensuráveis, ou intangíveis,quando se referem a elementos de difícil mensuração como a imagem da empresa.i) Ato inseguro: É todo ato, consciente ou não, emitidos pelo trabalhador ou empresa, capaz deprovocar dano ao trabalhador, a seus companheiros ou a máquinas, materiais e equipamentos,estando diretamente relacionado a falha humana. Os atos inseguros são cometidos por imprudência,imperícia ou negligência. Exemplo: A falta de treinamento, excesso de trabalho / pressa, teimosia,curiosidade, improvisação, autoconfiança, entre outros são fatores que levam à prática do atoinseguro.castrorpc@yahoo.com.br 9
  10. 10. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castroj) Condição Insegura: Consiste em irregularidades ou deficiências existentes no ambiente detrabalho que constituem riscos para a integridade física do trabalhador e para a sua saúde, bem comopara os bens materiais da empresa. A falta de limpeza e ordem no ambiente de trabalho, bem comomáquinas e equipamentos sem proteção ou a segurança “jampeada” são fatores que produzem acondição insegura.l) Fator pessoal de Insegurança: Problema pessoal do indivíduo que pode vir a provocar acidentes:Problemas de saúde, Problemas familiares, Dívidas, Alcoolismo, Uso de Substâncias Tóxicas, etc.m) Nível de exposição: Relativa exposição a um risco que favorece a materialização do risco comocausa de um acidente e dos danos resultantes deste. O nível de severidade varia de acordo com asmedidas de controle adotadas, ou seja: Nível de Exposição = Risco/Medidas de Controle adotadasn) Acidente: toda ocorrência não programada que pode produzir danos. É um acontecimento que nãoprevemos, ou se prevemos, não sabemos precisar quando acontecer. Temos diferentes conceitos paraacidente, os principais são o legal e o prevencionista.Conceito Legal: Acidente é aquele que ocorrer pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesãocorporal ou perturbação funcional que cause morte, perda ou redução permanente ou temporária dacapacidade laboral para o trabalho.Conceito Prevencionista: Acidente é uma ocorrência não programada, inesperada ou não, que interrompe ou interfere noprocesso normal de uma atividade, ocasionando perda de tempo útil, lesões nos trabalhadores oudanos materiais.Outros Conceitos de Acidente do Trabalho É a ocorrência, uma perturbação no sistema de trabalho que, ocasionando danos pessoais oumateriais, impede o alcance do objetivo do trabalho. Qualquer evento não programado que interfere negativamente na atividade produtiva e quetem cobertura da seguradora.OBS: Em geral um acidente acontece em decorrência da conjunção de várias falhas, que possuemcausa ou modo de falhas. Estas falhas possuem probabilidade ou chance de acontecerem, quandoacontecem geram incidentes, também chamados de quase-acidente (sem danos tangíveis), ouacidentes que causam danos. Se os danos estão segurados chama-se de sinistro, quando não, houveperda para a empresa. A associação dos danos (efeitos adversos) com a probabilidade deacontecerem chama-se risco. Quando o acidente acontece o risco passa a chamar-se de causa. Aexposição relativa ao risco é denominada perigo. Quando o perigo refere-se a procedimentos eregulamentos não atendidos, chama-se de desvio.o) Segurança e Prevenção de Acidentes Tradicional Segurança vista como sinônimo de Moderna Segurança voltada para prevenção de prevenção de lesões pessoais perdas e danos castrorpc@yahoo.com.br 10
  11. 11. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de CastroAções voltadas somente para a prevenção de Ações voltadas não só para acidentes comacidentes fatais ou com lesões incapacitantes; pessoas, mas também com equipamentos,Acidentes que não envolviam pessoas não máquinas, instalações, meio ambiente, etc., outinham valor nenhum seja, tudo o que interfira no processo produtivop) Definição dos Acidentes Tradicional Abordagem Corretiva Moderna Abordagem Preventiva Acidentes considerados como fatos indesejáveis,Acidentes considerados como fatos inesperados, com a maior partes das causas sendo conhecidas,com causas fortuitas e/ou desconhecidas. previsíveis e controláveis. Os acidentes comOcorrências inevitáveis e incontroláveis. causas fortuitas ou desconhecidas devem-se geralmente a fatores incontroláveis da natureza como terremotos, maremotos, raios, etc.q) Programas de SST Tradicional Abordagem Corretiva Moderna Abordagem PreventivaEnfoque corretivo, Espera pela ocorrência do Enfoque preventivo, Conceitos de ato e condiçãoacidentes para depois atacar as conseqüências ou insegura, Maior preocupação com os acidentesevitar acidentes semelhantes pessoais e perdas a eles associadosr) Atividades de Segurança Tradicional Responsabilidade centralizada Moderna Responsabilidade compartilhada Integração da organização, Aumento da eficáciaExecutantes com pouca informação e poder de das medidas corretivas e preventivas, Maioração preventiva, Impossibilidade de prevenção conhecimento dos trabalhadores sobre os riscosdos riscos inerentes aos processos produtivos, aos quais estão expostos, bem como sobre suaFalta de compromisso por parte dos executantes redução ou eliminação Após a apresentação destes conceitos básicos iremos detalhar um pouco mais os dois conceitosbases desta disciplina. O que é Risco? O que é Gerenciamento de Risco?2.1.1 Risco Como base na origem etmológica da palavra, “risco”, é uma derivação da antiga língua italianadenominada “risicare”, que representa evolução social, científica e tecnológica do ser humano em“ousar”, que possibilita uma “escolha” do homem e não um destino divinamente determinado. Alguns autores costumam definir risco como a possibilidade de um evento adverso que possaafetar negativamente a capacidade de uma organização para alcançar seus objetivos. Dentro dessaacepção o risco é considerado um evento indesejável. No entanto, dentro de uma visão macro,sabemos que ao apostar na Mega-Sena estamos correndo o risco de ganhar, o que, de forma alguma,é algo negativo ou indesejável. Para esses autores a possibilidade de um evento conduzir a umresultado favorável é chamada de Chance, enquanto a Possibilidade de um evento conduzir a umresultado desfavorável é de Risco. castrorpc@yahoo.com.br 11
  12. 12. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castro O risco poderá ter pelo menos três significados:- Hazard: Uma ou mais condições de uma variável com potencial necessário para causar danoscomo: lesões pessoais, danos a equipamentos e instalações, danos ao meio-ambiente, perda dematerial em processo ou redução da capacidade de produção. A existência do risco implica napossibilidade de existência de efeitos adversos.- Risk: Expressa uma probabilidade de possíveis danos dentro de um período específico de tempo ounúmero de ciclos operacionais, podendo ser indicado pela probabilidade de um acidente multiplicadopelo dano em valores monetários, vidas ou unidades operacionais.- Incerteza: Quanto à ocorrência de um determinado acidente. Para a Segurança do Trabalho o risco expressa uma probabilidade de possíveis danos dentro deum período específico de tempo ou número de ciclos operacionais, ou seja, representa o potencial deocorrência de conseqüências indesejáveis. O Risco pode ser calculado através da identificação dos efeitos adversos potenciais de umfenômeno a ser analisado, com a compreensão da estimativa de sua probabilidade e da magnitude deseus efeitos. Risco = Probabilidade x Impacto2.1.2 Gerenciamento de Risco A gerência de riscos pode ser definida como a ciência, a arte e a função que visa proteger aempresa (recursos humanos, materiais e financeiros) das conseqüências de eventos aleatórios quepossam reduzir sua rentabilidade, sob forma de danos físicos, financeiros ou responsabilidades paracom terceiros. A proteção fornecida pela Gerência de Risco compreende esforços na tentativa deeliminar, reduzir, controlar ou ainda financiar os riscos, caso seja economicamente viável. O gerenciamento de riscos pode, ainda, ser definido como um processo formal no qual fatores deincerteza presentes em determinado contexto são sistematicamente identificados, analisados,estimados, categorizados e tratados. Procura-se alcançar um equilíbrio entre a concretização deoportunidades de ganhos e a minimização de perdas. Trata-se de atividade interativa que permite oaprimoramento contínuo do processo de decisão e a melhora crescente do desempenho daorganização. O processo envolve a criação de infra-estrutura e cultura adequadas, com aplicação de métodosistemático, a fim de permitir que as decisões sejam tomadas mediante o conhecimento dos riscosassociados às atividades da organização. O Gerenciamento de Risco é ainda definido como a área de atuação que busca administrar aspossibilidades de falhas, buscando evitar que essas aconteçam; caso aconteçam, que não sepropaguem; caso as possibilidades de falhas sejam de difícil controle, decidir entre reter ou transferir. Compreende toda uma metodologia que visa aumentar a confiança na capacidade de umaorganização de prever, priorizar e superar obstáculos para obtenção de suas metas, e visa, ainda,proteger a empresa das conseqüências de eventos aleatórios que possam reduzir sua rentabilidade,sob forma de danos físicos, financeiros ou responsabilidades para com terceiros. castrorpc@yahoo.com.br 12
  13. 13. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castro A finalidade da Gerência de Riscos é prevenir todos os fatos negativos que distorcem umprocesso de trabalho, impedindo que se cumpra o programado, podendo provocar danos e/ou perdasàs pessoas, materiais, instalações, equipamentos e meio ambiente. Outra forma de compreender o Gerenciamento de Risco é através dos seus objetivos, entre osquais, podemos citar fornecer orientações a fim de possibilitar que as organizações:- tomadas de decisão com confiabilidade;- identificar melhor as ameaças, oportunidades, pontos fortes e fracos (matriz swot);- tirar proveito de incertezas e variabilidade;- gestão pró-ativa e não reativa;- torna a alocação de recursos mais eficaz;- reduzir perdas e custos (prêmios, indenizações, etc.);- atender as exigências legais;- melhorar a qualidade de vida através da redução de acidentes.2.1.2.1 Conceitos Além dos conceitos básicos já vistos anteriormente referentes à disciplina, veremos a seguiroutros conceitos, mais específicos, referentes à metodologia de gerenciamento de risco.a) Análise de riscos: processo sistemático de entendimento da natureza e do nível de risco.b) Avaliação do risco: processo de comparação do nível de risco em relação a determinadoscritérios.c) Conseqüência: resultado ou impacto de um evento.d) Critério de risco: termo de referência pelo qual a significância do risco é estimada.e) Estimativa de risco: processo global de identificação, análise e avaliação do risco.f) Evento: ocorrência de um conjunto particular de circunstâncias.g) Evitar o risco: decisão de não se envolver ou de se retirar de uma situação de risco.h) Freqüência: medida do número de ocorrências por unidade de tempo.i) Identificação do risco: processo para determinar o que, onde, quando, por que e como algopoderia ocorrer.j) Expectativa de ocorrência de evento: chance de algo ocorrer, seja ela definida, medida ouestimada de modo objetivo ou subjetivo. É expressa em termos de freqüência, de probabilidade oupor meio de um descritor.k) Monitorar: verificar, supervisionar, observar criticamente e medir o progresso de uma atividade,ação ou sistema de maneira regular, a fim de identificar mudanças no nível de desempenho requeridoou esperado.l) Organização: grupo de pessoas e de instalações submetidos a um arranjo de responsabilidades,autoridades e relacionamentos. castrorpc@yahoo.com.br 13
  14. 14. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castrom) Perigo: fonte de dano em potencial.n) Perda: qualquer conseqüência negativa.o) Probabilidade: medida da chance de ocorrência expressa por um número entre 0 e 1.p) Processo de gerenciamento de riscos: aplicação sistemática de gerenciamento de políticas,procedimentos e práticas às tarefas de comunicar, estabelecer o contexto, identificar, estimar, tratar,monitorar e rever os riscos.q) Risco: chance de que algo ocorra, causando impacto nos objetivos.r) Risco residual: risco remanescente após implementação do tratamento.s) Stakeholders: pessoas e organizações que podem afetar, serem afetadas ou possuírem a percepçãode serem afetadas por uma decisão, atividade ou risco.t) Tratamento do risco: processo de seleção e implementação de ações para modificar o risco.u) Risco aceitável: é o que foi reduzido a um nível aceito pela organização.2.1.2.2 Metodologia As melhores práticas indicam que o gerenciamento de riscos se dá por meio de métodosistemático que estabelece um contexto para depois identificar, analisar, estimar, tratar, monitorar ecomunicar os riscos associados a alguma atividade, função ou processo da organização (Figura 1).Tal gerenciamento deve ser visto como parte da cultura interna, tomando lugar em sua filosofia,práticas e processos, a fim de se tornar parte da gestão estratégica. Organizações que gerenciamriscos de maneira eficaz e eficiente tendem a alcançar seus objetivos com menores custos. Figura 1 – Processo de Gerenciamento de Risco Simplificadamente, o processo envolve a definição do contexto no qual a organização atua, ouseja, objetivos, estratégias, valores e cultura, estabelecendo-se, assim, a estrutura sobre a qual asdecisões se apóiam. Então, passa-se à identificação dos Perigos análise dos riscos, estimando-se a castrorpc@yahoo.com.br 14
  15. 15. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castroexpectativa de ocorrência dos eventos e os impactos que estes causam à organização. Concluída aanálise, os riscos são avaliados e categorizados para que lhes seja dado o tratamento adequado. Essa abordagem exige que os administradores da organização conheçam a natureza e amagnitude dos riscos, identificados e analisados em um processo sistemático, evitando-se abstraçõesee complexidades que dificultem seu entendimento. Entenda-se que, em alguns casos, se tornanecessário utilizar técnicas mais sofisticadas para a adequada análise dos riscos. A fase de análise dos riscos pode ser feita de forma quantitativa ou qualitativa. Em muitassituações, quantificar os riscos é uma tarefa árdua e incerta, até mesmo para especialistas. Nessescasos, a solução adotada é o emprego de métodos qualitativos. Um consenso para a análisequalitativa dos riscos pode ser obtido por meio de técnicas adequadas, como o método Delphi. Após a categorização dos riscos, deve-se decidir qual tratamento a dar e quais recursos alocar.Conceitualmente, quatro opções estão disponíveis: evitar o risco, pela modificação do sistema, de modo que desapareça; reduzir o risco, atuando-se sobre os fatores que influenciam a expectativa de ocorrência ou asconseqüências; transferir o risco, por meio de seguros, cooperação ou outro ato; e reter o risco, quando for impossível ou economicamente inviável tratá-lo de modo diferente. As três primeiras opções são medidas preventivas, enquanto a última é de caráter contingencialou mitigatório.2.2 Evolução Histórica A origem da Gerência de Riscos se confunde com a própria evolução do prevencionismo. Dentroda gerência de riscos estão aglutinados todos os aspectos apresentados por diversas filosofiasprevencionistas que surgiram ao longo dos tempos, sob uma ótica gerencial e objetiva. Nos EstadosUnidos e em alguns países europeus, a Gerência de Riscos (Risk Management) surgiu háaproximadamente 40 anos, logo após a Segunda Guerra Mundial, e vem sendo sustentada eaprimorada pela ação conjunta de empresários, trabalhadores e organizações governamentais. Na América Latina, os primeiros sinais do prevencionismo foram motivados pelos movimentossociais iniciados na década de 20. Em 1947, vários países implantaram serviços de higiene esegurança, incentivados pelo programa de ajuda norte-americana, iniciado em Lima e dirigido peloengenheiro John J. Bloomfield. No Brasil, os primeiros passos prevencionistas surgiram com a criação do Ministério doTrabalho, na década de 30. No entanto, desde 1919, com Rui Barbosa, o país contava com uma lei deacidentes do trabalho, a qual foi reformulada em 1934, mas continuou deficiente em termosprevencionistas, pois preocupava-se apenas com a compensação do acidentado e não com aprevenção de lesões. Apenas em 1941 foi incluído um capítulo sobre prevenção de acidentes e, em1943, foi lançada a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes. Porém, somente em fins dadécada de 70 e início da década de 80, é que trabalhos sobre prevenção e controle de perdascomeçaram a ser divulgados, impulsionados por órgãos como a Fundacentro. castrorpc@yahoo.com.br 15
  16. 16. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castro Já a Gerência de Riscos foi introduzida, no Brasil, pelas filiais de empresas multinacionais com oobjetivo de reduzir os custos relativos ao pagamento de seguros e, ao mesmo tempo, aumentar aproteção do patrimônio e dos trabalhadores. Porém, somente em finais da década de 80 e início daatual década é que o gerenciamento de riscos começou a ser divulgado e utilizado de forma maisampla por um número maior de empresas. Com a evolução das políticas prevencionistas, passou-se a analisar mais criteriosamente os riscosindustriais e os métodos para reduzir os mesmos, valendo-se da filosofia de prevenção de perdas paraa tomada de decisões técnicas e gerenciais, tanto a nível de prevenção de acidentes do trabalho, comode acidentes catastróficos envolvendo as instalações, o meio ambiente e o público em geral. Sob esta ótica, a prevenção de perdas e, consequentemente, a Gerência de Riscos, sãocaracterizadas pelo seu envolvimento com a evolução da tecnologia e com os riscos associados a estedesenvolvimento, conferindo uma abordagem gerencial e sistêmica ao tratamento de problemasrelativos a acidentes e riscos industriais. Seguem a seguir alguns marcos que podem ser ressaltados ao longo dessa evolução: O cenário que permitiu o surgimento dos primeiros estudos de risco aconteceu entre os séculosXIV e XVI, época do Renascimento. Nesse período histórico ocorreram grandes transformaçõessociais, científicas, culturais, religiosas e políticas, as pessoas começassem a se libertar e desafiar ascrenças consagradas, prevalecendo uma época de grande turbulência religiosa, de capitalismonascente e uma abordagem vigorosa da ciência e do futuro. Com o renascimento, o desenvolvimento das civilizações foi ganhando mais força, fazendo comque o misticismo cedesse espaço ao desenvolvimento científico e lógico, abrindo as portas para aReforma Protestante, que enfraqueceu o domínio da Igreja Católica sobre os povos, o que significoumais que uma mera mudança da relação da humanidade com Deus. Com a extinção da confissão, aspessoas dali em diante, tiveram que caminhar com os próprios pés e se responsabilizar pelasconseqüências das próprias decisões. A partir de então os conceitos de fragilidade e abstinênciaforam substituídos pela importância crescente sobre o futuro em relação ao presente, abrindo umasérie de opções e decisões, fazendo com que os povos reconhecessem que o futuro oferecia, além deperigos, grandes oportunidades, e que era ilimitado e cheio de promessas. O resultado de tudo isso,não poderia ser diferente, trouxe a era do capitalismo, a necessidade de correr riscos. Em 1760, surgem os primeiros indícios de ações prevencionistas na Inglaterra, após onascimento da Revolução Industrial. As profundas alterações tecnológicas provocadas pela revoluçãoindustrial, lançada com o aparecimento da primeira máquina de tear e marcada pela invenção damáquina a vapor (em 1781) por James Watts, deram início aos grandes processos de industrialização,que prosseguiram até nossos dias, substituindo o trabalho humano pela máquina. A existência de duas novas classes sociais caracterizou as sociedades pós-revolução industrial: aclasse dos patrões (empregadores) e a classe dos trabalhadores, que se enfrentavam direta eindividualmente, não existindo qualquer organização, por parte dos trabalhadores, para proteger osseus interesses. Portanto, as massas trabalhadoras foram impiedosamente exploradas durante o inícioda revolução industrial, pagando o custo social desta mudança. Ainda no século XVIII, Através da publicação do livro “De Morbis Artificum Diatriba” (ADoença dos Trabalhadores), o médico Bernadino Ramazzini relaciona as doenças desenvolvidas portrabalhadores de 50 profissões. castrorpc@yahoo.com.br 16
  17. 17. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castro No entanto, nesta fase inicial, a segurança foi criada e desenvolvida para fazer frente aosexcessos praticados pelas empresas contra a força de trabalho. A preocupação em termos desegurança era totalmente voltada para morte ou lesões incapacitantes permanentes dos trabalhadores.A partir de acordos e algumas leis específicas foram criados alguns planos de assistência,beneficiando o empregado e sua família. Porém, essa legislação não resolvia senão uma parcelamínima dos problemas e, portanto, foi seguida por leis complementares, em geral pouco eficientesdevido à pressão dos empregadores. Com o passar do tempo e com os avanços das lutas sociais, além dos planos de assistência, ostrabalhadores passaram a ser cobertos por seguros e outros dispositivos que os protegia não apenascontra as lesões incapacitantes permanentes, mas também pela perda momentânea da capacidade detrabalho. Mais tarde, tiveram atenção especial outras formas de lesões pessoais, inclusive as que nãoafastavam o indivíduo do trabalho. Foram necessárias gerações para que estes homens começassem a se organizar. Porém, emmeados do século XIX, quase meio século após o início da revolução industrial, ainda na Inglaterra, apreocupação com a prevenção de acidentes do trabalho e de outros fatores de risco, que eramfreqüentes no ambiente das primeiras fábricas, gerou a união de trabalhadores e homens públicospara a concretização das bases da política prevencionista. Através das campanhas de melhoramentosocial, que surgiram com as leis de segurança social, foram introduzidos o trabalho sistemático e alegislação fabril. O fato das empresas adotarem planos para reduzir as lesões dos trabalhadores não aconteceu deforma voluntária, mas devido à pressão dos altos gastos financeiros oriundos das indenizações eseguros, às reivindicações sociais e à discriminação caso não acompanhassem os novos rumos dasegurança. Desta forma, apesar dos avanços, os acidentes que não envolvessem pessoas não tinham valornenhum, embora muitos destes acidentes possuíssem as mesmas causas ou causas semelhantes aosacidentes com pessoas. O motivo deste desinteresse, talvez fosse devido ao simples desconhecimentodo alto índice de ocorrência dos acidentes, bem como dos custos que acarretavam. Apesar da evolução em que chegamos atualmente, em termos de engenharia e segurança dotrabalho, esta filosofia perdura até hoje em grande parte das empresas e órgãos do governo,principalmente nos países subdesenvolvidos, sendo que grande parte dos acidentes como: quebra deequipamentos, interrupção do processo produtivo e agressões ao meio ambiente, não são nem mesmoregistrados e muito menos analisados ou divulgados. Após seu surgimento na Inglaterra, a revolução industrial espalhou-se pela Europa Ocidental e,atravessando o Atlântico, desembarcou nos Estados Unidos da América, país este onde o movimentoprevencionista se radicou e se desenvolveu devido às ações conjuntas entre governo, empresários eespecialistas. Em 1928, o American Engineering Councill já fazia referência à relação existente entre os custosindiretos (não segurados) e os custos diretos (segurados) dos acidentes, e atribuía aos custos indiretoso pagamento de salários improdutivos, perdas financeiras, redução de rendimento da produção, falhasno cumprimento de prazos de entrega de produtos, etc. Em 1931, o americano H. W. Heinrich, que pertencia a uma companhia de seguros dos EstadosUnidos, publicou um estudo onde afirmava existir uma relação de 4:1 entre os custos indiretos e os castrorpc@yahoo.com.br 17
  18. 18. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castrocustos diretos dos acidentes, sendo sua pesquisa fundamentada em dados médios da indústriaamericana da década de 20, demonstrou ainda que o desenvolvimento de ações prevencionistas seriaa saída para redução desses custos. No mesmo estudo, Heinrich lançou a idéia de acidentes comdanos à propriedade, ou melhor, acidentes sem lesão. Heinrich é considerado o pai doprevencionismo, e foi ele quem definiu acidente como todo evento não planejado, não controlado enão desejado que interrompe uma atividade ou função. Posteriormente, R.P. Blake analisou os resultados e, junto com Heinrich, formulou algunsprincípios e sugestões, dentre elas a de que as empresas deveriam promover medidas tão importantesou mais do que aquelas que visassem apenas à proteção social dos seus empregados, ou seja, asempresas deveriam, efetivamente, partir para evitar a ocorrência de acidentes. Em 1947, R.H. Simonds propôs um método para cálculo do custo de acidentes, que enfatizava anecessidade de se realizar estudos-pilotos, em todas as empresas, sobre os custos associados a quatrotipos de acidentes: lesões incapacitantes, casos de assistência médica, casos de primeiros socorros eacidentes sem lesões. Simonds também propôs a substituição dos termos custo direto e custo indiretopor custo segurado e custo não-segurado, respectivamente, muito utilizados hoje em dia emgerenciamento de riscos. Durante a década de 50, desenvolveu-se, nos Estados Unidos, uma conscientização no sentido dese valorizar os programas de prevenção de riscos de danos materiais procurando reduzir suasdespesas com seguros passam a definir metodologias no sentido de aumentar o seu grau de proteçãoem relação aos seus riscos associados. Esta idéia de aumentar a proteção e diminuir as despesas comseguros, foi chamada de Gerência de Riscos. Em 1965, o Conselho Nacional de Segurança dos EUA concluiu que o país havia perdido U$ 7,2bilhões em acidentes com danos materiais e U$ 7,1 bilhões em acidentes com danos pessoais nosúltimos dois anos, sendo que, em 1964, os danos materiais resultantes de acidentes no trânsito e, em1965, os danos materiais resultantes de acidentes nas empresas somavam juntos U$ 2,8 bilhões. Em 1966 o engenheiro americano Frank Bird Jr., propõe o Loss Control ou Controle de Perdas,que era uma visão mais abrangente da prevenção, que tinha como objetivo principal a redução dasperdas oriundas de danos materiais, sem no entanto se descuidar dos acidentes com danos pessoais.Os quatro aspectos principais em que se baseava o desenvolvimento de programas de controle deperdas eram: informação, investigação, análise e revisão do processo. Mais tarde, Bird, já com fortesinfluências do trabalho apresentado por J.A.Fletcher e H.M.Douglas, nomeou a sua teoria comoControle de Perdas e o procedimento gerencial como Administração do Controle de Perdas. Após os estudos anteriores, Frank Bird foi nomeado diretor de segurança de serviços deengenharia da ICNA. Introduziu o conceito de “quase acidentes”, que demonstram que, se o acidentequase ocorreu , também a perda ou dano quase ocorreu , e poderia ser tanto material quanto pessoal. Em 1970, os engenheiros canadenses John Fletcher e Hugh M. apresentaram um trabalho,baseado nos estudos de Bird, onde aplicavam os princípios do Controle de Danos de forma extensivaa todos os acidentes passíveis de ocorrência dentro de um sistema, ou seja, acidentes com máquinas,materiais, instalações, meio ambiente, etc. E acabam por acrescentar a palavra total e propõe o TotalLoss Control, Controle Total de Perdas. Os programas de Controle Total de Perdas têm o objetivo dereduzir ou eliminar todos os acidentes que possam interferir ou paralisar o processo produtivo, castrorpc@yahoo.com.br 18
  19. 19. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castroabordam todo e qualquer tipo de evento que interfira negativamente no mesmo, prejudicando autilização plena de pessoal, máquinas, materiais e instalações. Os estudos desenvolvidos, até então, tanto por Bird quanto por Fletcher, constituíam-se apenasde práticas administrativas, sendo negligenciados os problemas que exigiam uma análise técnica maisacurada. Partindo desta observação, em 1972, Willie Hammer, engenheiro especialista em Segurança deSistemas, área intimamente relacionada à Engenharia de Confiabilidade, e com larga experiência emprojetos aeroespaciais dos EUA, ampliou os conceitos, com relação ao estabelecimento de segurançade sistemas, defendendo a previsão de acontecimentos para organizar a identificação e o manejo deriscos, ao invés da análise de eventos a posteriori. Desta forma, Hammer alertou para a necessidadede se incluir um reforço complementar, do ponto de vista da engenharia, nos programas deadministração e controle de riscos desenvolvidos até então. Segundo Hammer, as atividadesadministrativas eram muito importantes, mas existiam problemas técnicos que teriamobrigatoriamente que ter soluções técnicas. Os estudos de Hammer ajudaram a compreender melhoros chamados erros humanos, muitas vezes provocados por projetos deficientes e que, por isso,deveriam ser debitados à organização e não ao executante. O enfoque sistêmico apresentado porHammer estabelece a responsabilidade, quando da elaboração de um produto, para prevenir riscosinerentes aos bens e serviços que farão uso deste produto, evitando o transpasse de possíveis danosaos usuários do mesmo. A corrida espacial e a guerra fria criam na década de 70 a Engenharia de Segurança de Sistemas.Esta engenharia desenvolveu várias técnicas de avaliação de riscos através de metodologias oriundasda indústria militar e aeroespacial americanas. Willie Hammer foi o responsável por trazer e adaptarestas metodologias para a área da indústria civil. A Grã-Bretanha, através do BSI – British Standards Instituction, que é o organismo normalizadorque produz as normas naquele país, equivalente à nossa ABNT – Associação Brasileira de NormasTécnicas, publica em 1979 a BS 5750, sobre sistemas de qualidade. Esta norma deu origem à sérieISO 9000, que foi editada oficialmente em 1987. Em 1992 o BSI edita a norma BS 7750 revisada em 1994, que dá origem à série ISO 1400 sobresistemas de gestão ambiental, editada oficialmente em 1996. Em 1994, sai a primeira revisão da ISO 9000, já incorporando a visão de gestão. Na área de Segurança e Saúde Ocupacional é publicada em 1995 a BS 8750, revisada em 1996 epublicada como BS 8800. Devido a questões econômicas e políticas a BS 8800 ainda não setransformou em ISO 18000. Porém em 1999, após um acordo entre várias instituições de diversos países ( National StandardsAuthority of Ireland; South African Bureau of Standards; British Standards Institution; BureauVeritas Quality International; Det Norske Veritas; Lloyds Register Quality Assurance; NationalQuality Assurance; SFS Certification; SGS Yarsley International Services; Asociación Española deNormalización y Certificación; International Safety Management Organisation Ltd; Standards andIndustry Resaerch Institute of Malasya; International Certification Services) e a urgente demanda declientes por uma norma reconhecida para Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho sãopublicadas as diretrizes OHSAS– Occupational Helth and Safety Assessment Series, OHSAS 18001- castrorpc@yahoo.com.br 19
  20. 20. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de CastroEspecificações para Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho e OHSAS 18002 –Diretrizes para Implantação da OHSAS 18001. A OHSAS 18001 é um padrão internacional que estabelece requisitos relacionados à Gestão daSegurança e Saúde Ocupacional, por meio do qual é possível melhorar o conhecimento dos riscosexistentes na organização, atuando no seu controle em situações normais e anômalas. Este padrão éaplicáveis aos mais diversos setores e atividades econômicas, orientando tais organizações sobrecomo promover a melhoria contínua do desempenho de Segurança e Saúde Ocupacional, com osbenefícios para as organizações: Melhoria na cultura de segurança, na eficiência e, conseqüente redução de acidentes na produção; Incremento no controle de perigos e redução de riscos; Demonstração do atendimento das exigências legais e aumento da reputação no gestão da SSO; Redução de prêmios de seguros; Constituição de uma parte integral de sua estratégia de desenvolvimento sustentável; Demonstração do seu compromisso com a proteção do seu pessoal e dos ativos fixos; Promoção das comunicações internas e externas. Em 2004, na área de Gestão de Risco foi publicada a primeira norma do mundo sobre Gestão deRiscos: a AS/NZS 4360:2004. Ela fornece um modelo genérico do processo de Gestão de Riscos, quepode ser utilizado por organizações de qualquer tipo, tamanho e setor de atividade. A AS/NZS 4360:2004 (base da futura ISO 31000) dá ênfase à inserção da Gestão de Riscos nafilosofia, nas práticas e nos processos de negócio da organização, em vez de ser vista ou praticadacomo uma atividade separada. Embora o conceito de risco seja freqüentemente interpretado emtermos de perigo ou impacto negativo, a norma vê os riscos como a exposição às conseqüências daincerteza ou como potenciais desvios do que foi planejado ou do que é esperado.3 - A empresa como sistema, sub-sistemas empresariais, natureza dos riscosempresariais, Riscos Puros e Especulativos.3.1 A Empresa como Sistema É comum nos dias de hoje a divisão do trabalho dentro de uma organização. Porém é necessáriaa completa integração entre os vários elementos. Esta integração, por sua vez, pode ser realizadaeficazmente ao se adotar uma abordagem sistêmica. Visão sistêmica significa entender e interligar todos os processos empresariais (cadeia desuprimento, produção, distribuição e planejamento) de forma que a tomada de decisão leve emconsideração a otimização de todo o sistema. A soma dos resultados de áreas isoladas (marketing,finanças, produção...) não é o resultado do todo. Sob o ponto de vista sistêmico, qualquer organização é um sistema composto de partes, cadauma com metas próprias. Para alcançar as metas globais, deve-se visualizar todo o sistema e procurarcompreender e medir as inter-relações e integrá-las de modo que capacite a organização a buscar suasmetas eficientemente. Um sistema pode ser considerado como um conjunto de elementos inter-relacionados queinteragem entre si e com outros sistemas, de modo a cumprir um certo objetivo que evolui no tempo castrorpc@yahoo.com.br 20
  21. 21. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castronum determinado ambiente. Pode ser definido, literalmente, como um todo organizado ou complexo,um agrupamento ou combinação de coisas ou partes que formam um todo complexo ou unitário. A empresa na concepção sistêmica (Figura 2) é tratada como um sistema de entradas e saídas,que transforma e combina os fatores de produção, suas entradas, através de um processo tecnológicode produção, dando origem a outros produtos ou serviços, que se constituem nas saídas. As entradassão os insumos necessários à produção (materiais, informação, recursos financeiros e humanos), oprocessamento são as operações necessárias à construção de um bem ou serviço (manufatura,atendimento, logística...) e as saídas são os bens e serviços ofertados aos mercados consumidores. Figura 2 – Ambiente Sistêmico A abordagem sistêmica teve sua origem na junção dos estudos de dois pesquisadores: Oamericano, Norbert Wiener, em 1946 e o alemão Von Bertallanfy. Enquanto este, desenvolveu estudona forma de abordagem dos estudos de todas as ciências; aquele, desenvolveu o conceito de feedbackou retroalimentação. Teoricamente os sistemas podem ser considerados abertos ou fechados. Os fechados são aquelescuja seu desenvolvimento ao longo do tempo e do espaço compreende apenas variáveis controláveis;enquanto os fechados sofrem influências de variáveis externas e incontroláveis. Os sistemas de interesse à Segurança do Trabalho são os produtivos que são do tipo aberto, poissão tantas as variáveis e tamanha a velocidade de modificação da realidade, que se consideraimpossível ter um controle completo do sistema produtivo, o que leva a um interação entre o sistemae meio-ambiente externo, onde recebe e causa influência. Os elementos fundamentais de um sistema são: objetivo, entrada, processamento, saída,controles e retroalimentação e as formas de interação entre elas, sendo uma conjunção de RecursosHumanos (RH), Recursos Financeiros (RF) e Recursos Materiais (RM) que interagem tendoobjetivos específicos, amplos e diversificados, conforme Figura 3 acima. castrorpc@yahoo.com.br 21
  22. 22. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castro Figura 3 – Elementos de um Sistema As mudanças no ambiente externo também provocam alterações na empresa e em seussubsistemas. Assim, as organizações devem monitorar e compreender as mudanças no ambiente,adequando seus sistemas e subsistemas de modo a maximizar os resultados (saídas). A fronteira da empresa, enquanto sistema é uma delimitação calcada nas áreas próprias deinfluência dos recursos e subsistemas envolvidos, por onde flui a interação e o relacionamento comoutros sistemas, dentro do conceito de empresa, não como um sistema fechado, mas sim, como partede um sistema maior do qual participa e sofre influências.3.1.1 O Processo Decisório segundo uma abordagem Sistêmica No mundo atual a modernização, o desenvolvimento tecnológico e a globalização exigem cadavez mais a execução de projetos com qualidade e rapidez para satisfazer a necessidade dos clientes. A velocidade com que a dinâmica do ambiente se altera e o aumento da competitividade exigemtomadas de decisões oportunas, precisas e de baixo custo. No entanto, a tomada de decisões tem porbase a existência de alternativas que possam promover o estado de coisas que ele deseja alcançar.Essas alternativas disponíveis constituem o centro de qualquer problema de decisão. Para que a melhor decisão seja tomada é preciso compreender o ambiente de trabalho, como elefunciona, quais suas peculariedades, sua cultura organizacional, sua visão, suas restrições, seuspontos fortes e fracos. Isso no âmbito global como a nível departamental. A análise de sistemas auxilia o profissional que toma decisões a compreender melhor a estruturado problema, possibilitando definir a solução deste, com a escolha da melhor dentre um conjunto deações alternativas. Ao abordar-se a análise de sistemas é importante ter-se a consciência que, além da necessidadede conhecer-se a fundo o sistema e o meio atuante, criar alternativas viáveis requer uma variedade dehabilidades técnicas. Comumente nenhum único indivíduo possui todas as habilidades requeridas.Assim sendo, o conceito de equipe interdisciplinar é benéfico à análise de sistemas. Uma equipeinterdisciplinar é um grupo de trabalho, composto de pessoas com formações e habilidades variadas,cada uma delas trazendo seu próprio ponto de vista e experiências para atuar sobre o problema,conseguindo freqüentemente resultados significativamente superiores àqueles que se poderia esperarde um único indivíduo. castrorpc@yahoo.com.br 22
  23. 23. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castro Sinteticamente, uma forma de estabelecer as fases do processo decisório a partir da abordagemsistêmica, pode ser esquematizado de acordo com a Figura 4. Figura 4 – Visão Sistêmica e o Processo Decisório De acordo com SELL (1995), "num sistema de trabalho, em seu estado ideal, os fatores técnicos,organizacionais e humanos estão em harmonia. Por ocasião de um acidente ou quase-acidente essaharmonia é perturbada, sendo assim, é de fundamental importância que no planejamento e projeto desistemas de trabalho, sejam eliminadas ou ao menos restringidas as condições de risco, aumentando-se assim a segurança do trabalhador". De forma enfática o risco está associado à probabilidade de perdas durante a realização de umaatividade dentro do sistema, e todos os elementos de um sistema apresentam potencial de riscos quepodem resultar na destruição do próprio sistema.3.2 Sub-sistemas empresariais É possível que um sistema seja constituído por vários subsistemas ou ainda, que faça parte de umsistema mais amplo, participando ele próprio como subsistema de um sistema maior. Os subsistemas empresariais são suas áreas/departamentos e/ou suas unidades de negócios(marketing, financeiro, contabilidade, produção, RH, vendas, etc). Qualquer alteração em um de seussubsistemas poderá provocar reações em outras áreas, bem como em toda a empresa. Exemplo: Aempresa decide alterar o sistema de distribuição de seus produtos, passando a ter entregas menosfreqüentes no intuito de reduzir seus custos com fretes. Como conseqüência, esta medida poderáacarretar maior formação de estoques, maiores custos com a manutenção destes, como tambémalterações nas relações com seus clientes externos. Dentro da concepção de sub-sistemas uma forma de mapear os processos é através doplanejamento e controle dos fluxos de: matérias; recursos financeiros; mão-de-obra; máquinas eequipamentos; e informação. castrorpc@yahoo.com.br 23
  24. 24. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castro O Fluxo de materiais interliga fornecedores e consumidores, na logística de compra de matéria-prima e na distribuição de produtos acabados. O fluxo de recursos financeiros compreende: as atividades de financiamento junto a bancos,acionistas e governo; das atividades de compra com respeito a fornecedores; das atividades decomercialização junto a clientes; e das atividades de contabilidade dos direitos trabalhistas. Uma forma de representar esses fluxos é através de representação gráfica com o uso defluxogramas produtivos, que podem ser usados para representar sistemas produtivos ou fluxosespecíficos. As Figuras 5 e 6 abaixo apresentam alguns fluxogramas. Figura 5 – Processo Sistêmico Empresarial castrorpc@yahoo.com.br 24
  25. 25. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castro Figura 6 – Processo da Atividade de Colheita3.3 Natureza dos Riscos Empresariais A identificação dos riscos potenciais e inerentes a cada atividade numa empresa é uma questãofundamental, principalmente no início do gerenciamento de riscos. Existem diferentes tipos de riscoscom características diferenciadas em função do ambiente de atuação da empresa e das suas própriascaracterísticas operacionais. Novos riscos surgem com novos tipos de estruturas corporativas emudanças na tecnologia da informação (Vanca, 1998, p.21).Os tradicionais estudiosos da Gerência de Riscos, entre eles De Cicco, os classificam em: riscos especulativos (ou dinâmicos) riscos puros (ou estáticos)- à propriedades, pessoas e materiais A principal diferença entre essas duas categorias é que os riscos especulativos envolvem umapossibilidade de ganho ou de perda; ao passo que os riscos puros envolvem somente possibilidade deperda, não existindo nenhuma possibilidade de ganho ou de lucro. O confronto entre os Riscos Especulativos e Puros e seus respectivos gerenciamentos associados,no âmbito de cada empresa, pode ser evidenciado por meio da Figura 7. Para uma Gestão Global ser eficiente, temos que considerar a conjunção dos doisgerenciamentos: Empresarial e de Riscos, em que este último está a serviço do primeiro. No entanto, como os Riscos Puros não geram ganhos, acaba sendo colocado em segundo planoem relação aos Riscos Especulativos. castrorpc@yahoo.com.br 25
  26. 26. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castro No tratamento dos riscos, perante a probabilidade de ocorrência e magnitude de cada perdavirtual deve-se verificar a suportabilidade da empresa e em função dos recursos disponíveis emedidas serão aplicadas para se enfrentamento. Na área de segurança os riscos são basicamente puros e são relativos aos perigos. As técnicas deanálise valem para ambos. Figura 7 – Revista Eletronica | Brasiliano&Associados Julho – Agosto 2007|Edição 31ª3.3.1 Riscos Puros Os riscos puros serão nosso campo de atuação na Higiene e Segurança do Trabalho ecompreendem os prejuízos decorrentes de danos à propriedade são provenientes de incêndios e/ouexplosões, vandalismo, roubo, sabotagem, danos aos equipamentos, ações naturais (ventos,inundações, etc.), etc. Os riscos às pessoas são aqueles que podem resultar em doenças ou acidentesdo trabalho (morte, invalidez permanente, etc.). Por último, mas de grande importância nos diasatuais, encontram-se os riscos por responsabilidade, que são aqueles que resultam em prejuízos por castrorpc@yahoo.com.br 26
  27. 27. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho Disciplina: Gerenciamento de Risco Professor: Roberto Portela de Castrodanos a terceiros (pagamento de indenizações por lesões ou morte, pensões, etc.) e por danos ao meioambiente. A classificação dos riscos puros envolve também a avaliação de sua probabilidade de ocorrênciae dos seus possíveis impactos estratégicos, operacionais, financeiros, etc. A magnitude do impacto decada risco precisa ser identificada, para que assim se tenha um adequado grau de controle. Cada riscopode ser classificado como: catastrófico, alto, médio ou baixo. Já com relação a tendência o riscopode ser: estável, crescente ou decrescente. Os riscos baixos (leves) são aqueles cujo prejuízo financeiro resultante é baixo, podendo serassimilado integralmente pela empresa, obrigando a adoção de outros meios para o alcance dosobjetivos da empresa. Um risco médio é aquele que o seu acontecimento impede o alcance dosobjetivos da empresa. Os riscos graves são aqueles cuja perda é significativa para a empresa e sópodem ser assumidos sob determinadas condições que assegurem a mitigação de seus resultados. Osriscos puros considerados catastróficos são aqueles que, caso venham a se concretizar, resultam emprejuízos de grande monta para a empresa com possibilidade de colapso financeiro, sendo, portanto,transferidos a terceiros. De um modo geral, uma organização possuem bens tangíveis e intagíveis expostos à perda. Asperdas podem ser tangíveis, quando se referem a prejuízos mensuráveis, ou intangíveis, quando sereferem a elementos de difícil mensuração como a imagem da empresa. As principais perdas resultantes da materialização dos riscos puros numa empresa são: perdas decorrentes de morte, invalidez ou afastamento de funcionários. Tanto ao acidentado, comoa dependentes (indenizações), inclusive advogado; perdas de tempo e produtividade por profissional não treinado, equipamento danificado, baixa namoral da equipe; perdas por danos à propriedade e a bens em geral não cobertos por seguros, tais como: reposiçãode produto e/ou itens danificados; perdas decorrentes de fraudes ou atos criminosos; custos com: investigação de acidentes, perito de defesa, ações corretivas, honorários comadvogados, assistência emergencial; perdas por danos causados a terceiros (responsabilidades da empresa por poluir o meio ambiente,responsabilidade pela qualidade e segurança do produto fabricado ou do serviço prestado). Normalmente, considera-se que a Gerência de Riscos trata apenas das questões relativas àprevenção e ao financiamento dos riscos puros. Entretanto, vale mencionar que muitas de suastécnicas podem ser igualmente aplicadas aos riscos especulativos.3.3.2 Riscos Especulativos Os riscos especulativos são chamados de riscos de negócio podem ser divididos em três tipos:1. riscos administrativos - relacionados ao processo de tomada de decisões gerenciais. Uma decisãoerrada poderá perdas consideráveis, uma decisão correta pode trazer lucros para a empresa. castrorpc@yahoo.com.br 27

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