Dissertacao mestrado volcker
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Dissertacao mestrado volcker

on

  • 2,318 views

Claudio Michael Völcker

Claudio Michael Völcker

DETERMINAÇÃO DO POTENCIAL PARA
AQÜICULTURA NA REGIÃO DO BAIXO SÃO JOÃO - RJ, APOIADO EM SIG E SENSORIAMENTO REMOTO.

Statistics

Views

Total Views
2,318
Views on SlideShare
2,316
Embed Views
2

Actions

Likes
0
Downloads
31
Comments
0

2 Embeds 2

http://www.slideshare.net 1
http://www.slashdocs.com 1

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Dissertacao mestrado volcker Dissertacao mestrado volcker Document Transcript

  • UNIVERSIDADE SANTA ÚRSULA INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E AMBIENTAIS MESTRADO EM CIÊNCIAS DO MAR ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: OCEANOGRAFIA BIOLÓGICA DETERMINAÇÃO DO POTENCIAL PARAAQÜICULTURA NA REGIÃO DO BAIXO SÃO JOÃO -RJ, APOIADO EM SIG E SENSORIAMENTO REMOTO CLAUDIO MICHAEL VÖLCKER Dissertação apresentada à Coordenação do Mestrado em Ciências do Mar como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre. Rio de Janeiro 2007
  • UNIVERSIDADE SANTA ÚRSULA INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E AMBIENTAIS MESTRADO EM CIÊNCIAS DO MAR ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: OCEANOGRAFIA BIOLÓGICA DETERMINAÇÃO DO POTENCIAL PARAAQÜICULTURA NA REGIÃO DO BAIXO SÃO JOÃO - RJ, APOIADO EM SIG E SENSORIAMENTO REMOTO. CLAUDIO MICHAEL VÖLCKER Banca Examinadora: Dr. Júlio César de Faria A. Wasserman Dr. Claudio Belmonte de Athayde Bohrer Dr. Ricardo Pollery Rio de Janeiro 2007
  • VÖLCKER, Claudio M.Determinação do Potencial para Aqüicultura na Região do BaixoSão João – RJ, Apoiado em SIG e Sensoriamento Remoto. /Claudio Michael Völcker. – Rio de Janeiro : USU, 2007.148 p.Dissertação (Mestrado) - Universidade Santa Úrsula. Mestradoem Ciências do Mar. Área de Concentração: OceanografiaBiológica.1. Aqüicultura. 2. SIG. 3. Rio São João. 4 Geoprocessamento. I. Título.
  • Orientador:Prof. Dr. Philip C. Scott
  • DEDICATÓRIA Dedico este trabalho à minha esposa Adelina Völcker, aos meus filhos Jean Michael Völcker e Stephan Alexander Völcker, a minha mãe Úrsula Ilse Völcker, os alicerces de minha vida. Aos meus amigos José Branco e Ricardo Pollery, que sempre se dedicaram em oferecer as melhores condições para a viabilização e os maiores motivadores deste trabalho.
  • AGRADECIMENTOS Esta Tese é fruto da colaboração de várias pessoas e Instituições, queapoiaram várias fases deste trabalho tornando possível a sua realização. Agradeço atodos e em especial: Ao Dr. Philip C. Scott pela orientação efetiva, confiança e aprendizado. Ao Dr. Julio Wasserman pela valiosa ajuda orientação e auxílio dasanálises e na interpretação dos dados, e toda a consideração e tempo dispensados. À Cia. Álcalis, em especial ao Wellington Neri que autorizou edisponibilizou o laboratório CDPA - Centro de Desenvolvimento de Pesquisa daÁlcalis, ao Fernando Muzitano, Sione Maria Gonçalves Pessanha Silva e SergioSimões Martins pela realização das inúmeras análises de água. À Universidade Santa Úrsula através do Laboratório de OceanografiaQuímica e Sedimentologia - LOQUIM, pela infra-estrutura cedida para as análiseslaboratoriais das amostras de água e solo em nome do prof. e Dr. Ricardo Pollery,que teve papel fundamental nesta pesquisa, aprendizado e sugestões. Pela infra-estrutura do Laboratório de Aqüicultura e Sistema de Informações Geográficas -LAQUASIG com a disponibilização de hardware e software específicos para oaprendizado do SIG e a manipulação e desenvolvimento das imagens de satélite,destacando os alunos de graduação e pós-graduação em especial Mario Miceli peloaprendizado do IDRSI Kilimanjaro. Ao José Francisco Branco, Secretário de Agricultura e Pesca e JorgeAntonio da Silva, Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável deCasimiro de Abreu pela logística local, da disponibilizarão de embarcações,combustível e piloto, sem o qual seria impraticável a subida quinzenal ao rio SãoJoão, e da equipe da Sub Secretaria de Meio Ambiente em Barra de São João, emespecial Paulo Roberto Bastos, Responsável pela Sub-Secretaria de Meio Ambientee Desenvolvimento Sustentável de Barra de São João e Sergio das Neves Adamespelo seu grande conhecimento de navegação. Ao CILSJ – Consórcio Intermunicipal Lagos São João, em nome doSecretário Executivo Luiz Firmino Pereira pela valiosa colaboração financeira elogística das inúmeras idas e vindas a Barra de São João, Arraial do Cabo e Rio deJaneiro.
  • Ao Sebastião Marcos Werneck da FUNASA, unidade de Barra de SãoJoão pela disponibilização da garrafa van Dorn. Ao IBAMA, unidade Poço das Antas pelos dados meteorológicos daregião e da disponibilização do Plano de Manejo da APA do rio São João. Pelos companheiros que acompanharam e ajudaram na coleta deamostragem e em especial Sival Silva Lima e Paulo Sergio França, Leandro Mattose Dra. Sandra Cunha. À minha família pelo apoio e ajuda em especial a minha mãe e minhaesposa pela paciência, compreensão e por terem me incentivado sempre aprosseguir, e o meu perdão pela ausência nos últimos tempos e que sempre tiverampresentes em mim. A todos os amigos que diretamente ou indiretamente contribuíram paraeste trabalho.
  • SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO............................................................................................... 221.1 JUSTIFICATIVA........................................................................................... 261.2 HIPÓTESE.................................................................................................. 271.3 OBJETIVOS................................................................................................ 271.3.1 Objetivo geral......................................................................................... 271.3.2 Objetivos específicos............................................................................ 272 AQÜICULTURA............................................................................................ 272.1 APRESENTAÇÃO DAS ESPÉCIES........................................................... 322.1.1 Litopenaeus vannamei.......................................................................... 332.1.1.1 Parâmetros ambientais......................................................................... 342.1.2 Macrobrachium rosenbergii.................................................................. 362.1.2.1 Parâmetros ambientais......................................................................... 372.1.3 Oreochromis niloticus........................................................................... 382.1.3.1 Parâmetros ambientais......................................................................... 39 SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS – SIG E SENSORIA- 41 MENTO REMOTO – SR.............................................................................3.1 SIG............................................................................................................. 413.2 SR............................................................................................................... 434 ÁREA DE ESTUDO....................................................................................... 454.1 LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA.................................................................. 454.2 CLIMA........................................................................................................ 464.3 TOPOGRAFIA E ASPECTOS GEOLÓGICOS........................................... 484.4 COBERTURA VEGETAL............................................................................ 494.5 USO DO SOLO........................................................................................... 504.6 HIDROGRAFIA........................................................................................... 525 MATERIAL E MÉTODOS.............................................................................. 575.1 ESCOLHA DAS ESTAÇÕES DE COLETA DE ÁGUA................................ 575.2 METODOLOGIA......................................................................................... 615.2.1 Fatores abióticos................................................................................... 61
  • 5.2.2 Cartografia.............................................................................................. 615.2.3 Tratamento das informações................................................................ 625.2.4 Dados Meteorológicos.......................................................................... 635.2.5 Geoprocessamento............................................................................... 636. RESULTADOS............................................................................................. 696.1 FÍSICO-QUÍMICO DA ÁGUA..................................................................... 706.1.1 Temperatura........................................................................................... 706.1.2 Salinidade............................................................................................... 716.1.3 pH............................................................................................................ 736.1.4 Oxigênio dissolvido.............................................................................. 746.1.5 Colimetria............................................................................................... 756.2 DADOS METEOROLÓGICOS.................................................................... 766.2.1 Temperatura atmosférica...................................................................... 766.2.2 Precipitação........................................................................................... 776.3 SIG............................................................................................................. 776.3.1 Uso e cobertura atual do solo.............................................................. 786.3.2 Canavial e vegetação rasteira............................................................... 806.3.3 Qualidade do solo.................................................................................. 806.3.4 Aptidão agrícola..................................................................................... 836.3.5 Recursos Hídricos – Captação de água.............................................. 856.3.6 Vias de acesso...................................................................................... 886.3.7 Áreas de restrições............................................................................... 906.3.7.1 Relevo.................................................................................................. 906.3.7.2 Áreas de preservação ambiental.......................................................... 936.3.7.3 Faixa ciliar............................................................................................. 956.3.7.4 Margem de segurança – canais e vias de acesso............................... 956.3.7.5 Áreas urbanas...................................................................................... 966.3.7.6 Fontes poluidoras................................................................................ 976.3.7.7 Malha hídrica........................................................................................ 97
  • 6.3.8 Modelagem............................................................................................. 986.3.9 Parâmetros físico-químicos.................................................................. 1006.3.10 Cruzamento das informações............................................................ 1026.3.10.1 Decisão multi-critério uso da terra - áreas planas.............................. 1036.3.10.2 Decisão multi-critério solo................................................................. 1046.3.10.3 Decisão multi-critério água................................................................ 1076.3.10.4 Decisão multi-critério recursos hídricos............................................. 1096.3.10.5 Decisão multi-critério vias de acesso (infraestrutura)........................ 1106.3.10.6 Decisão multi-critério fatores ambientais........................................... 1106.3.10.7 Decisão multi-critério fatores de produção......................................... 1126.3.11 Áreas viáveis........................................................................................ 1176.3.11.1 Litopenaeus vannamei........................................................................ 1176.3.11.2 Macrobrachium rosenbergii e Oreochromis niloticus.......................... 1187. DISCUSSÃO................................................................................................. 1207.1 DADOS FÍSICO-QUÍMICOS....................................................................... 1217.2 AS ESPÉCIES CONSIDERADAS............................................................... 1257.3 SIG.............................................................................................................. 1278 CONCLUSÃO................................................................................................ 1319 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................. 13310 146GLOSSÁRIO................................................................................................11 ANEXOS...................................................................................................... 149
  • LISTA DE FIGURASFig. 1 Evolução da produção e da posição brasileira no ranking da FAO para aqüicultura mundial – 1990/2001................................. 29Fig. 2 Litopenaeus Vannamei................................................................. 35Fig. 3 Macrobrachium Rosenbergii......................................................... 38Fig. 4 Oreochromis niloticus................................................................... 39Fig. 5 Localização da área de estudo.................................................... 45Fig. 6 Localização da Bacia Hidrográfica do rio São João e os municípios que integram............................................................... 46Fig. 7 Distribuição das chuvas na Macro Região Ambiental MRA-4, que inclui a Bacia Hidrográfica do rio São João........................... 48Fig. 8 Assentamentos nas margens do Rio São João - áreas de assentamento............................................................................... 51Fig. 9 Mapa de localização da bacia hidrográfica do rio São João.............................................................................................. 54Fig. 10 Localização das estações na área de estudo.............................. 58Fig. 11 PI da localização de todas as estações de coleta, georeferenciados, na área de estudo........................................... 60Fig. 12 Mapa da região de estudo nas cores RGB 457............................ 64Fig. 13 Mapa da região de estudo nas cores RGB 432............................ 64Fig. 14 Mapa da região de estudo nas cores RGB 542............................ 65Fig. 15 Mapa da região de estudo nas cores RGB 752............................ 65Fig. 16 Mapa da região de estudo nas cores RGB 754............................ 65Fig. 17 Modelo para avaliação de áreas potenciais para aqüicultura...... 67Fig. 18 Temperatura média da água do rio São João no período de coleta............................................................................................ 70Fig. 19 Salinidade na superfície e no fundo na Foz do Rio São João no período de coleta.......................................................................... 71Fig. 20 Salinidade na superfície e no fundo na Vala dos Medeiros no período de coleta.......................................................................... 71Fig. 21 Salinidade na superfície e no fundo no trecho do velho rio São João no período de coleta............................................................ 72Fig. 22 Salinidade na superfície e no fundo em frente à fazenda de camarão no período de coleta...................................................... 72Fig. 23 Valores médios de pH com o desvio padrão no rio São João no período de coleta.......................................................................... 73Fig. 24 Concentração média com o desvio padrão do oxigênio dissolvido no rio São João no período de coleta.......................... 74Fig. 25 Temperatura oC do ar mensal, no período de janeiro a julho de 76
  • 2005, da estação meteorológica da REBio Poço das Antas........Fig. 26 Precipitação mensal (mm), de junho 2005 a julho 2006 do baixo rio São João, da estação meteorológica da Agrisa...................... 77Fig. 27 PI ‘Uso e cobertura atual do solo da região do baixo São João’, na área de estudo......................................................................... 78Fig. 28 PI ‘Áreas viáveis: pasto, agricultura e plantio de cana-de- açúcar’, na área de estudo........................................................... 80Fig. 29 PI ‘Tipos de solo da região do baixo São João’........................... 81Fig. 30 PI ‘Aptidão do terreno para construção de viveiros escavados’, na região de estudo...................................................................... 83Fig. 31 PI ‘Aptidão agrícola da região do baixo São João’....................... 83Fig. 32 PI reclassificado ‘Aptidão agrícola’ na área de estudo................. 85Fig. 33 PI ‘Distância de captação de água doce’ para aqüicultura: a) dos principais tributários e o próprio rio São João na área de estudo; b) dos canais com ligações com rio São João, na área de estudo...................................................................................... 87Fig. 34 PI ‘Distância de captação de água salgada’, na área de estudo.. 88Fig. 35 PI ‘Vias de acesso’, na área de estudo........................................ 89Fig. 36 PI ‘Distância das vias de acesso’ a) acesso primário; b) acesso secundário, na área de estudo..................................................... 90Fig. 37 PI ‘Planimetria da região do baixo São João’, na área de estudo........................................................................................... 92Fig. 38 PI ‘Restrição declividade’ acima de 15m, na área de estudo....... 92Fig. 39 Proposta de zoneamento da APA do rio São João...................... 94Fig. 40 PI ‘Áreas de preservação’ Reserva Biológica Poço das Antas (REBio) e as áreas de preservação de acordo com o Plano de Manejo da APA do Rio São João: mangue, matas e vegetação arbustiva, na área de estudo........................................................ 93Fig. 41 PI ‘Faixa marginal de proteção dos rios’ de acordo com a Lei No 4771, na área de estudo............................................................... 95Fig. 42 PI ‘Margem de segurança’ de 60 m nas vias de acesso e nas margens nos canais e valas do baixo São João, na área de estudo........................................................................................... 96Fig. 43 PI ‘Áreas urbanas’ com área de amortecimento de 1.000 m a partir da área de expansão urbana nos distritos de Unamar e Barra de São João e, nos assentamentos.................................... 96Fig. 44 PI ‘Fontes poluidoras’ com área de amortecimento de 2.000 m em torno dos pontos de alto índice de coliformes fecais e amortecimento de 3.000 m em torno das lagoas de decantação de vinhoto da indústria de álcool local......................................... 97Fig. 45 PI ‘Malha hídrica’: rios, canais, valas, represa de Juturnaíba e mar, na área de estudo................................................................. 98
  • Fig. 46 PI ‘Somatória de todas as áreas restritas’, na área de estudo..... 98Fig. 47 Diagrama sintético do Macro Modeler ilustrando os passos seguidos no modelo para determinação da somatória das áreas restritas......................................................................................... 99Fig. 48 PI ‘Adequação da salinidade para cultivo de L. vannamei‘, na região do baixo São João............................................................. 100Fig. 49 PI ‘Adequação da salinidade para o cultivo de M. rosenbergii e O. niloticus’, na região do baixo São João................................... 100Fig. 50 PI ‘Adequação da temperatura para L. vannamei, M. rosenbergii e O. niloticus’, na região do baixo São João................................ 101Fig. 51 PI ‘Adequação do pH para L. vannamei, M. rosenbergii e O. niloticus’, na região do baixo São João........................................ 101Fig. 52 PI ‘Adequação de oxigênio dissolvido para L. vannamei’, na região do baixo São João............................................................. 102Fig. 53 PI ‘Adequação de oxigênio dissolvido para M. rosenbergii e O. niloticus ‘, na região do baixo São João....................................... 102Fig. 54 Escala contínua, par a par, de nove pontos de importância relativa do módulo Weight do IDRISI®.......................................... 103Fig. 55 PI ‘MCE uso da terra’ na região plana do baixo São João, na área de estudo.............................................................................. 104Fig. 56 PI ‘MCE solos’ na área de estudo................................................ 106Fig. 57 PI ‘MCE L. vannamei x parâmetros físico-químicos da água’, na área de estudo.............................................................................. 108Fig. 58 PI ‘MCE O. niloticus e M. rosenbergii x parâmetros físico- químicos da água’ na área de estudo........................................... 108Fig. 59 PI ‘MCE para captação de água para a espécie L. vannamei’, na área de estudo......................................................................... 109Fig. 60 PI ‘MCE para captação de água para as espécies M. rosenbergii e O. niloticus’, na área de estudo............................... 109Fig. 61 PI ‘MCE para vias de acessos’, na área de estudo...................... 110Fig. 62 PI ‘MCE fatores ambientais para L. vannamei’, na área de estudo........................................................................................... 111Fig. 63 PI ‘MCE fatores ambientais para M. rosenbergii e O. niloticus’, na área de estudo......................................................................... 111Fig. 64 PI ‘MCE das áreas mais viáveis para L. vannamei’, na área de estudo........................................................................................... 112Fig. 65 PI ‘MCE das áreas mais viáveis para M. rosenbergii e O. niloticus’, na área de estudo......................................................... 113Fig. 66 Modelo do potencial do cultivo de L. vannamei, no baixo São João.............................................................................................. 114Fig. 67 Modelo do potencial do cultivo de M. rosenbergii e O. niloticus, no baixo São João........................................................................ 115Fig. 68 Diagrama sintético do Macro Modeler ilustrando os passos seguidos no modelo para determinação do potencial para cultivo de Litopenaeus vannamei................................................. 116Fig. 69 Diagrama sintético do Macro Modeler ilustrando os passos
  • seguidos no modelo para determinação do potencial para cultivo de Oreochromis niloticus e Macrobrachium rosenbergii.... 116Fig. 70 PI ‘Área total viável’ 55,79 km2, que corresponde a 20,41% sobre a área total estudada de 273,33 km2.................................. 117Fig. 71 PI ‘Áreas adequadas para cultivo de L. vannamei’, no baixo curso do rio São João, totalizando 667 ha, excluindo manchas menores que 15 ha....................................................................... 118Fig. 72 PI ‘Áreas adequadas para cultivo de M. rosenbergii’ totalizando 4.697 ha, excluindo manchas menores que 15 ha....................... 119Fig. 73 PI ‘Áreas adequadas para cultivo de O. niloticus’, totalizando 4.905 ha, excluindo manchas menores que 1 ha......................... 119
  • LISTA DE TABELASTab. 1 Produção brasileira da aqüicultura, por modalidade e participação em 2004................................................................... 31Tab. 2 Produção estimada, segundo as regiões e unidades da Federação, de peixes, crustáceos e moluscos – aqüicultura continental.................................................................................... 32Tab. 3 Produção da carcinicultura marinha/estado em 2004.................. 34Tab. 4 Coordenadas geográficas dos pontos de coleta em UTM da área de estudo............................................................................. 59Tab. 5 Fatores abióticos analisados no baixo curso do rio São João.... 61Tab. 6 Faixas espectrais do sensor TM. Modificada por BATISTA & DIAS (2005)................................................................................. 62Tab. 7 Campanhas quinzenais para coleta de água, realizadas no período de junho 2005 a junho 2006, no baixo curso do rio São João............................................................................................. 69Tab. 8 Resultados de colimetria entre agosto 2005 e maio 2006 junto à foz do rio São João................................................................... 75Tab. 9 Ocupação e uso do solo e suas respectivas áreas em km2 e percentual sobre a área total de 273,33 km2............................... 79Tab. 10 Ocupação e uso do solo e suas respectivas classes................... 79Tab. 11 Identificação dos tipos de solos da região do baixo São João e seu peso dado de acordo com a sua plasticidade, granulometria e composição adequada para a construção de viveiros escavados...................................................................... 82Tab 12 Identificação da aptidão agrícola da região do baixo São João e suas classes dado de acordo com as suas características físico-químicas apropriadas para a agricultura........................... 84Tab 13 Captação de água doce: classes x distância, onde: 4- excelente; 3 - muito bom; 2 – bom e 1 – regular...................... 86Tab 14 Captação de água salgada: classes x distância, onde: 4- excelente; 3 - muito bom; 2 - bom e 1 – regular....................... 88Tab 15 Adequação da área em função da distância para as vias de acesso primário e secundário, na área de estudo....................... 89Tab 16 Classificação de adequação de solos para construção de viveiros escavados em função da planimetria, na área de estudo.......................................................................................... 91Tab 17 Classificação da adequação da área em função da variação de parâmetros abióticos, onde: 4 - excelente; 3 - muito bom; 2 - bom e 1 - regular......................................................................... 101Tab 18 Matriz de comparação entre pares para uso da terra.................. 103Tab 19 Matriz de comparação entre pares para tipos de solo................. 106Tab 20 Matriz de comparação entre pares para aptidão agrícola............ 106
  • Tab 21 Matriz de comparação entre pares dos parâmetros físico- químicos para L. vannamei.......................................................... 107Tab 22 Matriz de comparação entre pares dos parâmetros físico- químicos para M. rosenbergii e O. niloticus................................. 107Tab 23 Matriz de decisões utilizada pelo módulo Weight para obter os pesos relativos aos fatores de produção para L. vannamei........ 112Tab 24 Matriz de decisões utilizada pelo módulo Weight para obter os pesos relativos aos fatores de produção para M. rosenbergii e O. niloticus................................................................................... 113Tab 25 Parâmetros físico-químicos: de importância para a aqüicultura 121Tab 26 Capacidade de produção da região do baixo São João com relação à produtividade das espécies e das áreas adequadas disponíveis................................................................................... 129
  • ANEXOS I Temperatura em oC...................................................................... 149II Salinidade.................................................................................... 150III pH................................................................................................ 151IV Oxigênio dissolvido...................................................................... 152V Secchii.......................................................................................... 153VI Resumo da metodologia utilizada para o SIG.............................. 154VII Fotografias da área de estudo..................................................... 155
  • LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASAs principais abreviaturas utilizadas neste trabalho foram as seguintes:ABCC – Associação Brasileira de Criadores de CamarãoAPA – Área de Proteção AmbientalCACAU - Cooperativa Agropecuária de Casimiro de Abreu Ltda.CDPA - Centro de Desenvolvimento de Pesquisa Coronel Rubens de Mattos GomesCEPTA - Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros ContinentaisCILSJ - Consórcio Intermunicipal Lagos São JoãoCONAMA – Conselho Nacional do Meio AmbienteCOOPERCRÃMMA - Cooperativa Regional de Piscicultores e Ranicultores do Vale do Macacu e Adjacências Ltda.DNOCS – Departamento Nacional de Obras Contra a SecaDNOS - Departamento Nacional de Obras e SaneamentoETM+ - Enhanced Thematic Mapper PlusFEEMA – Fundação Estadual de Engenharia do Meio AmbienteFIPERJ - Fundação Estadual de PescaFMP – faixa marginal de proteçãoGeoTIFF - Geographic Tagged Image File FormatIAP – Instituto Ambiental do ParanáLAQUASIG - Laboratório de Aqüicultura e Sistemas de Informações GeográficasLOQUIM - Laboratório de Oceanografia Química e SedimentologiaMCE – Avaliação de multi-critérioMS - MicrosoftOADS - Organização Ambiental para o Desenvolvimento SustentávelPRONAF – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura FamiliarSEAP - Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da RepúblicaSERLA – Superintendência Estadual de Rios e LagoasSIG - Sistema de Informação GeográficaSR - Sensoriamento RemotoSRTM - Shuttle Radar Topography Mission
  • UC - Unidade de ConservaçãoUFF - Universidade Federal FluminenseUSU - Universidade Santa ÚrsulaUTM - Universal Transverse MercatorPI - Planos de InformaçãoZPVS – zona de proteção de vida silvestre
  • RESUMO Apesar do crescimento promissor da aqüicultura no Brasil, ainda nãoexistem regras ou normas de planejamento espacial, ficando evidente a necessidadede estudos que possibilitem o zoneamento desta atividade em função dascaracterísticas ambientais, socioeconômicas e culturais de cada região, de modo aminimizar possíveis conflitos. Este trabalho tem como objetivo principal identificar eavaliar o potencial e as áreas mais apropriadas para o desenvolvimento daaqüicultura terrestre em viveiros escavados na zona costeira, no entorno do baixocurso do rio São João, RJ. Para tal, utilizou-se o Sistema de Informação Geográfica(SIG) compilando e analisando a grande quantidade de informações disponíveis.Este trabalho inclui diferentes processos de análise em mapas digitalizados e ogerenciamento da base de dados em matrizes aplicadas dentro do SIG. A basedeste procedimento foi especialmente desenvolvida em um modelo que integra osdiferentes critérios ambientais para as três espécies eurihalinas já estabelecidas ecriadas no baixo curso do rio São João – Litopenaeus vannamei, Macrobrachiumrosenbergii, e Oreochromis niloticus. Para a escolha das áreas aptas, utilizou-seprocessamento de diversas imagens integradas numa avaliação multicriterial, comcriação de Planos de Informações (PI’s) descrevendo aptidão em função datopografia, tipos de solo e aptidão agrícola, vias de acesso, fontes de captação deágua, variação espacial de parâmetros ambientais como salinidade, temperatura daágua, pH e oxigênio dissolvido. Áreas restritas em função da legislação, uso humanoe poluição, foram identificadas e excluídas. A comparação de fatores com aatribuição de pesos e a subseqüente avaliação multicriterial das matrizes gerou osPI’s das áreas adequadas para cada espécie. A área útil encontrada na região foi de55,79 km2, 20,41% da área total estudada (273,33 km2). As áreas classificadascomo muito boa e boa para a criação de Litopenaeus vannamei totalizaram 667 ha.Para Macrobrachium rosenbergii, a soma das áreas, classificadas como excelentese muito boas totalizou 4.697 ha, excluindo fragmentos aptos menores que 15 ha.Para Oreochromis niloticus a soma das áreas, excelentes e muito boas totalizou4.905 ha, somente considerando áreas contínuas acima de 1 ha. Estas informaçõespoderão ser úteis para o processo de planejamento regional e tomada de decisõesde gestores e investidores locais. Os resultados mostram o potencial aqüícola dobaixo rio São João, com potencial de produção de 3.640 ton/ano de camarão, 9.864ton/ano de pitu e 27.959 ton/ano de tilápia, podendo gerar 9.300 empregos diretos ereceitas para os municípios envolvidos.
  • ABSTRACT Despite the promising growth of aquaculture in Brazil, regulation and rulesfor its spatial planning do not yet exist, and thus, studies that may support the activityas a function of environmental, socio-economic and cultural characteristics onnecessary in each region, hence avoiding potential conflicts. This research has as itsmain objective the identification and evaluation of land-based aquaculture potential,of the most appropriate areas along the coastal zone and surrounding lands alongthe lower stretch of the São João River in the state of Rio de Janeiro. To accomplishthat, a Geographical Information System – GIS was utilized where the availableinformation was compiled and analysed. Different processes and analyses werecarried out using digital maps, and data was managed in a georeferenced database,with matrices applied in GIS modelling. The basis for these procedures wasdeveloped in a model integrating different environmental criteria for the threeeurihaline species already established in the study area – Litopenaeus vannamei,Macrobrachium rosenbergii, and Oreochromis niloticus. In order to select the suitableareas for aquaculture of the aforementioned species, several maps and images wereprocessed and integrated as thematic layers, generating new maps describing relief,soil types, agricultural aptitude, access routes, fresh and seawater sources, spatialvariation of environmental parameters such as salinity, water temperature, pH anddissolved oxygen. Areas where legislation, human use, or pollution were consideredas constraints were identified and excluded. Weights for all factors were developedand the subsequent multicriteria evaluation generated a final suitability map for eachspecies, a total of 55.79 km2 were detected as suitable areas, approximately 20.41%of the whole study area that comprised 273,33 km2. Areas classified as Very Suitableand suitable for farming Litopenaeus vannamei comprised 667 ha. ForMacrobrachium rosenbergii the total area considered Very Suitable and Suitable wasfound to be 4,697 ha, excluding some fragments considered suitable, but inamounting less than 15 ha. For Oreochromis niloticus the sum of all Suitable areascomprised 4,905 ha, considering all continuous areas greater than over 1 ha. Theinformation gathered is believed to be helpful in the regional planning and decisionmaking processes of local managers and investors. The results show that the studyarea has a potential production capacity of 3,640 tons y-1 of shrimp, 9,864 tons y-1prawn and 27,959 tons y-1 of tilapia, with the generation of 9,300 direct jobs for themunicipalities involved.
  • 221 INTRODUÇÃO Zonas costeiras constituem áreas de grande complexidade, nas quaisefluentes são descarregados, recursos naturais são explorados e os sedimentos sãoerodidos, transportados e depositados. Todas essas atividades resultantes dainteração entre processos naturais e antropogênicos, podem ocorrer ou não emharmonia. Os estuários são ambientes nos quais os impactos humanos têm causadouma grande variedade de mudanças. São locais ideais para o desenvolvimento,devido à quantidade abundante de água que dispõem, são regiões que sofremintensas pressões e demandas dos vários setores da sociedade (FRENCH, 1997). A definição de estuário mais aceita baseia-se nos padrões de variação dasalinidade. Um estuário pode ser considerado como uma região de mistura demassas de água de salinidades diferentes. Os fatores dominantes quanto àdistribuição e padrões de circulação nos estuários são: a geomorfologia; o fluxo deágua doce; e a amplitude das marés. A salinidade tem uma importânciapreponderante na distribuição dos organismos, vegetais e animais, que seencontram nos estuários e que vivem na massa de água (DYER, 1973; RÉ, 2000). Em Barra de São João, Município de Casimiro de Abreu localiza-se a fozdo rio São João em forma de “S” com áreas assoreadas formando bancos de areiaque se modificam constantemente pelo efeito das marés e dos ventos, formandoremansos e pequenas praias. A maré avança rio adentro onde podemos observar aformação de manguezais em ambas as margens, cobrindo toda a extensão até oinício do trecho retificado distante mais de 10 km da foz. A vegetação típica demangue é formada por três espécies dos gêneros Laguncularia, Rhizophora eAvicennia, com substrato lodoso com fauna e flora típica de região estuarina. Os rios são sistemas ecológicos complexos que se caracterizam comoescoadouros naturais das áreas de drenagens adjacentes, as microbacias,formando, em seu conjunto, as bacias hídricas. A complexidade destes sistemaslóticos deve-se à sua geologia, tamanho e formas das sub-bacias de drenagem,além das condições climáticas locais e ao uso da terra. A bacia do rio São João é a segunda de importância do Estado do Rio deJaneiro, que sofreu nas décadas de 70 e 80 intervenções de saneamento edrenagem com a construção da represa de Juturnaíba dentro de um grande projeto
  • 23agrícola para a região. O uso da água para a Região dos Lagos se deu no final dadécada de 90. Até então o rio era navegável, servindo de escoamento da produçãolocal, principalmente do carvão extraído da mata da restinga e do Morro de SãoJoão. Na década de 50, o litoral estava ligado diretamente à pesca artesanal, e àfabricação de canoas de pesca com a madeira de lei e, este porto marítimo e fluvialdeu origem, à cidade de Barra de São João. O estuário até então era muito piscosoe uma grande comunidade de pescadores dependiam da pesca (CUNHA, 1995). A ocupação do estuário do rio São João, segundo LAMEGO (1974), datado século XVIII, atuando como via de escoamento de produção através dos rios quea cortavam. Posteriormente, a ocupação da região foi vagarosa, sem haver nenhumgrande ciclo de desenvolvimento econômico. Desde a década de 40, na região foi acelerada a devastação da MataAtlântica com a retirada de lenhas para a fabricação do carvão. Na década de 70foram executadas várias intervenções como desmatamentos, queimadas e plantiode pastagens. Grandes empreiteiras, sob a supervisão do Departamento Nacionalde Obras e Saneamento (DNOS), abriram trilhas, estradas de rodagem, iam daBarragem da Represa de Juturnaíba e canais de drenagem, com o objetivo darecuperação econômica do vale do rio São João. Tais fatos acarretaram emimpactos que interferem substancialmente na dinâmica ambiental do vale e nasfuturas produções agrícolas. Na década de 80 rizicultores experientes vindos do Rio Grande do Sul seestabeleceram na região, arrendando áreas e beneficiando-se da grande extensãoem planícies e canais de drenagem para a irrigação da rizicultura. O usodescontrolado de agrotóxicos na lavoura alterava os componentes dos solos,lixiviado pelas chuvas para o rio São João, causando a mortandade de peixes. Como avanço da cunha salina na maré alta e nas eventuais ressacas, bem como opróprio processo de irrigação, proporcionou a concentração de sais nos pobres solostiomórficos, ricos em enxofre, resultando no fim da rizicultura irrigada no vale. Aagricultura empresarial fracassa, mas o vale mantém a sua estrutura territorialexcludente. O panorama posterior ao fracasso dos arrozais, foi marcado ainda pelarelação da terra como reserva de valor. Nos anos 80 ainda era possível acessarcréditos e manter a terra improdutiva como forma de aplicação. Neste sentido, ogado retornou ao pasto (CUNHA, 1995).
  • 24 Atualmente, na Bacia do rio São João a expansão do turismo se dá sobduas formas: o turismo litorâneo, praticado no distrito de Barra do São João, e oligado à apreciação da natureza, em Casimiro de Abreu. Paralelamente se desenvolveram os movimentos sociais como a reformaagrária, onde no baixo São João se estabeleceu o assentamento de Sebastião Lan Ie o acampamento Sebastião II do lado do rio Indaiaçú. Em Casimiro de Abreu, onde funciona o Pólo de Piscicultura da BaixadaLitorânea, foram desenvolvidos vários programas como a piscicultura familiar, opesque-e-leve e um programa para repovoar o rio São João com espéciesameaçadas de extinção, em conjunto com o Centro de Pesquisa e Gestão deRecursos Pesqueiros Continentais (CEPTA) - IBAMA, que desde 2001 estáreproduzindo artificialmente a piabanha, Brycon insignis (Steindachner, 1876). Em parceria com o PRONAF, Programa Nacional de Fortalecimento daAgricultura Familiar, no Projeto de Aqüicultura das Regiões Serrana, BaixadaLitorânea e Adjacências foi criada a Cooperativa Agropecuária de Casimiro de AbreuLtda. – CACAU, com sede no próprio Município e a Cooperativa Regional dePiscicultores e Ranicultores do Vale do Macacu e Adjacências Ltda. -COOPERCRÃMMA em Cachoeiras de Macacu que envolve os municípios deCachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Rio Bonito e Silva Jardim, com o objetivode promover o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva da aqüicultura daregião. Os cooperados são aproximadamente 100 piscicultores e ranicultores dosmunicípios envolvidos, com ênfase na aqüicultura familiar, a legalização daatividade, viabilização dos canais de comercialização, profissionalização da cadeiaprodutiva e facilitação do acesso ao crédito. As metas estabelecidas no projeto sãoaumentar o volume de vendas em 200%, até dezembro de 2006 e em 100%, atédezembro de 2007 e, ainda, aumentar o número de propriedades legalizadas em30%, até dezembro de 2007, segundo dados fornecidos pela Secretaria deAgricultura e Pesca de Casimiro de Abreu. São parceiros no projeto a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca daPresidência da República (SEAP), a Fundação Estadual de Pesca (FIPERJ), aEmpresa de Assistência Técnica do Governo do Estado (EMATER-Rio), aUniversidade Federal Fluminense (UFF), as Prefeituras de Casimiro de Abreu,Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito e Silva Jardim, o Instituto Anima, o Banco do
  • 25Brasil, a Associação dos Produtores de Peixes do Vale do Macacu (Acquapeixe) e aCooperativa Agropecuária de Casimiro de Abreu (CACAU). A construção da Ponte Presidente Costa e Silva (Rio-Niterói), deu início àmigração mais intensa para a região trazendo conseqüências sócio-econômicas eecológicas, principalmente a poluição (CUNHA, 1995). A pesca no mar e no rio haviasido desenvolvida desde o tempo dos jesuítas, em 1634, onde as primeiras colôniasse fixaram e se desenvolveram junto à foz do rio São João. As conseqüências daconstrução da barragem de Juturnaíba, da retificação do baixo curso do São Joãotiveram um impacto direto sobre a fauna e em especial os peixes, que dependiam dasubida do rio para reprodução. CADDY & GRIFFITHS (1995) descrevem aimportância sócio-econômica da pesca em regiões estuarinas e lagunares ondeocorrem sobrepesca diminuindo o estoque natural do pescado a níveis inferiores aosde segurança. Em Barra de São João, com o desaparecimento da fartura dopescado, os pescadores artesanais remanescentes estão concentrando o seuesforço na pesca costeira e na tentativa do cultivo de ostras junto à foz. Com ocrescimento contínuo da indústria do petróleo em Macaé, houve um novo boom demigração na década de 2000. Isto ocorreu principalmente no Município de Rio dasOstras adjacente ao Município de Casimiro de Abreu, em especial no distrito deBarra de São João, onde a população vem crescendo a cada ano, competindo emespaço e sobrevivência inclusive invadindo as áreas de mangue, ilhas e as dunas darestinga DIAS-NETO (2003) aponta várias causas para a crise pesqueira,principalmente pelo impacto do excesso de esforço de pesca. A FAO - Food andAgriculture Organization of the United Nations, (1995), apud DIAS-NETO (2003),afirma que a comunidade internacional reconhece que o excesso de esforço depesca e de investimentos no setor pesqueiro, afetam negativamente a conservaçãoe ordenamento da pesca em longo prazo. São responsáveis também a degradaçãoambiental e a decadência social. Nesse contexto, a piscicultura marinha surge como uma alternativa.BRANDINI et al., (2000) colocam a maricultura como alternativa para atender ademanda comercial e repovoar os estoques nativos. BARG (1992) cita o benefício sócio-econômico provindo da atividade daaqüicultura sob a forma nutricional e empresarial contribuindo para diminuição do
  • 26declínio dos estoques pesqueiros através da pesca predatória. O desenvolvimentosustentável da aqüicultura pode contribuir para a prevenção e controle da poluiçãoaquática, pois a atividade depende da captação de água de boa qualidade. Assim édo interesse do aqüicultor selecionar áreas adequadas, com boa produtividade equalidade de água e mantê-la em boas condições (SCOTT, 2003). Desde a década de 80 a aqüicultura familiar, realizada em pequenoscorpos de água (lagos naturais e pequenos viveiros escavados), rapidamente virouuma atração devido à disponibilidade de financiamento com juros subsidiados noBrasil. Hoje, existe o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura familiar –PRONAF e do Banco do Brasil para o desenvolvimento da aqüicultura e agriculturapara os pescadores e assentados na região. Na bacia hidrográfica do rio São João, o SIG vem sendogradativamente introduzido como ferramenta, principalmente para o mapeamentodas RPPNs da Mata Atlântica como estudo da preservação de sua biodiversidade(GODOY et al., 2003 e SAUNDERS, 2004) e, do plano de manejo da APA da Baciado rio São João. SCOTT et al., (2002) realizaram um macro estudo da aqüiculturapara o Estado do Rio de Janeiro, indicando a região como muito promissora paraesta atividade.1.1 JUSTIFICATIVA Este trabalho se propõe a complementar informações para auxiliar agestão das bacias costeiras em questão utilizando uma metodologia alternativa paraáreas com precariedade de informações, como as bacias da região norte fluminense,associando informações obtidas em campo com dados morfométricos e dadosespectrais dos sensores do satélite Landsat de forma a identificar de formahierarquizada o potencial da aqüicultura, em áreas sub-explotadas e queapresentam afinidade para esta atividade. A proposição de um estudo dessa natureza justifica-se pelacomplementação de informações que podem auxiliar na gestão de bacias,disponibilizando uma metodologia alternativa para áreas com precariedade deinformações, principalmente das bacias localizadas na região norte fluminense.
  • 271.2 HIPÓTESE Considerando que a área em questão faz parte de uma das baciashidrográficas mais importantes do Estado do Rio de Janeiro pela sua área deabrangência e que o impacto ambiental em decorrência da retificação do leitoprincipal do rio São João resultou no fenômeno de salinização dos solos, aindaassim, esta possui áreas que poderão vir a contribuir, para o desenvolvimento sócio-econômico da região através da aqüicultura.1.3 OBJETIVOS1.3.1 Objetivo Geral • Identificar e avaliar o potencial e as áreas mais apropriadas para o desenvolvimento da aqüicultura terrestre em viveiros escavados na zona costeira do baixo curso do rio São João;1.3.2 Objetivos Específicos • Identificação e localização de fontes poluidoras que possam afetar a prática da aqüicultura; • Observar a influência do mar sobre o rio, principalmente quanto à penetração da cunha salina no trecho retificado e do velho Rio São João e sua estratificação; • Identificação das áreas propícias disponíveis e adequadas para a criação das espécies eurihalinas Litopenaeus vannamei (Boone, 1931), Macrobrachium rosenbergii (De Man, 1879) e Oreochromis niloticus (Linnaeus, 1757).
  • 282 PANORAMA DA AQÜICULTURA Aqüicultura é um dos ramos da produção animal que abrange desdepráticas de propagação de organismos aquáticos sob controle completo do homematé a manipulação de pelo menos um estágio de suas vidas com a finalidade deaumentar a produção (LUND & FIGUEIRA, 1989). A atividade da aqüicultura para países em desenvolvimento não é sóestratégica, mas a solução de uma produção sustentável. Atualmente a expansão daprodução aqüícola baseia-se muito mais no eficiente uso dos recursos naturais, doque em sistemas que possam ameaçar a degradação dos recursos naturaisdisponíveis como a pesca (HILDSDORF & MOREIRA, 2004). Segundo SCORVO, (2004), desde 1970, a aqüicultura mundial vemapresentando índices médios anuais de crescimento de 9,2%, comparados comapenas 1,4% da pesca extrativista, e àquele dos sistemas de produção de proteínade animais terrestres (2,8%), para o mesmo período. A China é o maior produtormundial, com 71% do volume e cerca de 50% do faturamento. Conforme a previsãoda Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - FAO, (2002), apiscicultura será responsável pela produção de 40% dos peixes consumidos nomundo até 2010, em decorrência do aumento da população global e de mudançasde hábito alimentar. A aqüicultura é um dos sistemas de produção de alimentos que maiscresce no mundo, sendo a piscicultura de água doce a atividade que vem semostrando mais promissora no Brasil em decorrência da malha hidrográfica e doclima propício, principalmente no que diz respeito à criação de tilápias (WAGNER etal., 2004). O Brasil possui 8.400km de extensão litorânea, inteiramente diversificada,condições climáticas excelentes, bem como um rico recurso hídrico continental compotencial para aqüicultura. A maricultura, no Brasil, está representada basicamente,pelos cultivos de crustáceos e moluscos. O cultivo de peixes marinhos eequinodermas, ainda estão em fase laboratorial, e o cultivo de algas alcançouprodução comercial significativa nos anos 70 e 80, basicamente para a produção deágar e carageninas para exportação (STREIT et al., 2002).
  • 29 No Brasil, a aqüicultura também vem despontando como atividadepromissora, registrando um crescimento superior à média mundial, passando de20,5 mil toneladas, em 1990, para 210 mil toneladas, em 2001, correspondendo auma receita de US$ 830,3 milhões. No período de 1990-2001, o Brasil apresentouum crescimento de aproximadamente 825%, enquanto a aqüicultura mundialcresceu 187% no mesmo período. O resultado deste crescimento fica evidenciadona classificação mundial estabelecida pela FAO, em que o Brasil se encontrava na36ª colocação em 1990, passando a ocupar a 19ª posição em 2001 (figura 1), e a13ª posição na geração de renda bruta (FAO, 2002). No ranking da América do Sul,o Brasil encontra-se em segundo lugar, com 210 mil toneladas, sendo superadoapenas pelo Chile que apresenta uma produção três vezes superior, com 631,6 miltoneladas.Figura 1 – Evolução da produção e da posição brasileira no ranking da FAO paraaqüicultura mundial – 1990/2001. Fonte: Borghetti et al., 2003. Segundo ROCHA, (2003) enquanto a pesca extrativista vem revelandosintomas de estagnação, a aqüicultura demonstra uma expansão vigorosa. A ofertade pescado, oriundos da pesca e aqüicultura cresceu apenas 35,2% entre 1994 a2002, não contribuindo para melhorar o consumo per capita no Brasil onde emtermos globais a oferta da pesca extrativista (marinha e de água doce) apresentou
  • 30um declínio de 7,2%. Neste mesmo período a aqüicultura revelou um crescimento de712,5%, elevando a sua participação na produção de pescado no Brasil de 4,39%em 1994 para 26,4% em 2002. Segundo CAMARGO & POUEY, (2005), a aqüicultura será o setor dopaís que mais oferecerá possibilidade de aumento da produção de pescado, emmédio prazo já que o Brasil apresenta condições favoráveis ao desenvolvimento dasmais diversas modalidades de aqüicultura, pois possui um grande potencial hídrico,proveniente das bacias hidrográficas, das numerosas represas espalhadas por todopaís e da sua produtiva região costeira. Além disso, por ser um país essencialmenteagrícola, apresenta uma grande disponibilidade de produtos e subprodutos quepodem ser utilizados na formulação de rações a um custo relativamente baixo. Destaforma é necessário um estudo que possibilite a formulação de um programa dedesenvolvimento da aqüicultura, levando-se em conta as diferentes regiõesbrasileiras. A topografia, na maioria das regiões do Brasil, favorece a construção detanques escavados para aqüicultura, bem como a condução da água para oabastecimento por gravidade. Esses fatores, associados com a necessidade deproduzir um produto de qualidade e a procura de mercado, nacional e internacional,têm levado a um aumento no cultivo de organismos aquáticos. O Brasil oferece ampla variedade de alternativas para o desenvolvimentoda aqüicultura tanto marinha como dulcícola. Em termos comerciais, o camarãomarinho cultivado é o principal segmento da aqüicultura brasileira com 60.128toneladas em 2002, principalmente para exportação, seguido pelo cultivo da tilápiacom 45.000 toneladas, de menor valor agregado, destinadas para o mercadonacional (ROCHA, 2003). De acordo com as últimas informações levantadas pelo Instituto Brasileirode Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, a piscicultura, naclassificação nacional por produção, respondeu, em 2002, por uma produção deaproximadamente 158.058 toneladas, correspondendo a 67,1% da produção total daaqüicultura, que foi de 235.640 toneladas (IBAMA, 2004). As outras modalidades deaqüicultura, mesmo com menor produção, tiveram sua importância no contextonacional, como podemos observar na tabela 1. Segundo IBAMA, (2005) e MMA,
  • 31(2005) o Estado do Rio de Janeiro produziu 1.682,5 toneladas em 2005,correspondendo a 0,9% da produção nacional e 5,5% da produção da regiãoSudeste (tabela 2). Tabela 1 - Produção brasileira da aqüicultura, por modalidade e participação em 2004. Fonte: IBAMA, 2004. Modalidade Produção (t) Participação (%) Piscicultura 158.058,0 67,1 Carcinicultura 64.171,5 27,2 Malacocultura 12.813,5 5,4 Ranicultura 597,0 0,2 Total 235.640,0 100,0
  • 32 Tabela 2 – Produção estimada, segundo as regiões e unidades da Federação, de peixes, crustáceos e moluscos – aqüicultura continental. Fonte: IBAMA, (2005). Regiões e Unidades da Total Peixes Crustáceos Federação (t) (t) (t) Brasil 180.730,5 179.737,5 362,5 Norte 17.531,5 17.495,5 35,0 Rondônia 4.041,0 4.040,0 0,0 Acre 1.839,0 1.839,0 0,0 Amazonas 4.775,0 4.775,0 0,0 Roraima 1.710,0 1.710,0 0,0 Pará 2.041,5 2.006,5 35,0 Amapá 235,0 235,0 0,0 Tocantins 2.890,0 2.890,0 0,0 Nordeste 39.153,5 39,088,5 57,5 Maranhão 731,0 731,0 0,0 Piauí 2.116,5 2.116,5 0,0 Ceará 18.185,0 18.181,5 0,0 Rio grande do Norte 83,0 83,0 0,0 Paraíba 228,0 228,0 0,0 Pernambuco 1.057,0 1.009,0 48,0 Alagoas 3.902,5 3.902,5 0,0 Sergipe 2.156,5 2.147,0 9,5 Bahia 10.694,0 10.690,0 0,0 Sudeste 30.723,0 30.017,0 270,0 Minas Gerais 4.972,0 4.914,0 0,0 Espírito Santo 3.209,5 2.924,5 250,0 Rio de Janeiro 1.682,5 1.600,5 20,0 São Paulo 20,859,0 20.578,0 0,0 Sul 61.252,0 61.252,0 0,0 Paraná 16.558,0 16.558,0 0,0 Santa Catarina 18.790,0 18.790,0 0,0 Rio grande do Sul 25.904,0 25.904,0 0,0 Centro Oeste 32.070,5 31.884,5 0,0 Mato Grosso do Sul 6.901,0 6.901,0 0,0 Mato Grosso 16.627,0 16.627,0 0,0 Goiás 8.016,0 7.866,0 0,0 Distrito Federal 526,5 490,5 0,02.1. APRESENTAÇÃO DAS ESPÉCIES As espécies que tradicionalmente vêm sendo usadas na prática daaqüicultura na região nas últimas duas décadas são: Litopenaeus vannamei
  • 33(camarão branco), Macrobrachium rosenbergii (pitu, ou gigante da Malásia) eOreochromis niloticus (tilápia do Nilo).2.1.1 Litopenaeus vannamei A carcinicultura ou cultivo de camarão marinho teve sua origem noMediterrâneo e no século 15 d.C. na Indonésia. Na década de 1930 no Japão, o Dr.Motosaku Fujinaga conseguiu a desova do camarão Marsupenaeus japonicus emcondições controladas, dando início à era moderna da carcinicultura com odesenvolvimento da tecnologia de reprodução de camarões em cativeiro. Na décadade 70 se deu a propagação das técnicas de engorda em temos comerciais empaíses de regiões tropicais e subtropicais. A partir de então, a carcinicultura marinhaevoluiu até ganhar posição de destaque no cenário internacional e é praticada emmais de 50 países (NUNES et al., 2004). Em 2000 99% do L. vannamei encontradono mercado mundial era proveniente da aqüicultura (SEIFFERT et al., 2003). O cultivo comercial de camarões marinhos no Brasil teve início na décadade 70, na Região Nordeste com a espécie Marsupenaeus japonicus, seguido dasespécies Farfantepenaeus brasiliensis, F. subtilis e Litopenaeus schmitti. No inícioda década de 80 foram introduzidas as espécies exóticas Penaeus monodon e L.vannamei, esta última que no início da década de 90 predominou o cultivo no Brasil(BARBIERI Jr. & NETO, 2002). Em 2002, a produção nacional em cativeiro de L. vannamei alcançou umvolume de 60.128 t, um incremento da ordem de 50% em relação ao ano anterior. Aprodutividade média anual passou de 4.706 kg/ha/ciclo para 5.458 kg/ha/ciclo em2003 (ROCHA & RODRIGUES, 2003). Em 2003, o Brasil se destacou no ranking mundial: 6º lugar, com 90.190 t,e em 1º lugar de produtividade com 6.084 kg/ha/ano. No Nordeste, o camarãocultivado chegou à segunda posição das exportações do setor primário da economiada região, logo depois do tradicional açúcar de cana em bruto e à frente de setoresdinâmicos como a fruticultura irrigada da região (ROCHA et al., 2004). Em 2004, o segmento carcinicultura é a atividade mais expressiva damaricultura brasileira, mesmo com uma queda de 15,8 % na produção de camarão.A produtividade média caiu de 6,084 t/ha/ano para 4,573 t/ha/ano no ano de 2004. O
  • 34número de fazendas camaroneiras nos 14 estados produtores aumentou de 905para 997 fazendas. A área inundada das fazendas aumentou de 14.842 hectarespara 16.598 ha. Os laboratórios de larvicultura e as indústrias de processamentomantiveram seus níveis de atividade. Os camarões marinhos têm sua maiorprodução concentrada na região Nordeste, embora ocorra nas regiões Sudeste eSul. Em 2004, a Associação Brasileira de Criadores de Camarões – ABCC realizoupela segunda vez um censo da carcinicultura (ROCHA, 2004), conforme Tabela 3.Tabela 3 – Produção da carcinicultura marinha/estado em 2004. Fonte: ABCC. Fazendas Área Produção Produtividade Estado No % ha % (t) % t/ha/ano RN 381 38,2 6.281 37,8 30.807 40,6 4.905 CE 191 19,2 3.804 22,9 19.405 25,6 5.101 BA 51 5,1 1.850 11,1 7.577 10,0 4.096 PE 98 9,8 1.108 6,7 4.531 6,0 4.089 PB 68 6,8 630 3,8 2.963 3,9 4.703 PI 16 1,6 751 4,5 2.541 3,3 3.383 SC 95 9,5 1.361 8,2 4.267 5,6 3.135 SE 69 6,9 514 3,1 2.543 3,4 4.947 MA 7 0,7 85 0,5 226 0,3 2.659 PR 1 0,1 49 0,3 310 0,4 6.327 ES 12 1,2 103 0,6 370 0,5 3.592 PA 5 0,5 38 0,2 242 0,3 6.368 AL 2 0,2 16 0,1 102 0,1 6.375 RS 1 0,1 8 0,0 20 0,2 2.500 TOTAL 997 100 16.598 100,0 75.904 100,0 4.5732.1.1.1 Parâmetros ambientais Temperatura – Segundo BARBIERI & NETO (2002) esta espécie possuigrande capacidade de adaptação às mais variadas condições de cultivo, podendosuportar ambientes com elevada amplitude térmica, entre 9oC e 34oC, sendodesejáveis valores entre 26oC e 32oC (ABCC, 2005). Salinidade - Embora no cultivo tradicional do L. vannamei emprega-seáguas com salinidade variando entre 15 e 40, em algumas camaroniculturas daRegião Nordeste, o camarão branco pode ser exposto a hipersalinidades acima de
  • 3555 ou a salinidades próximas a 1. Os camarões adultos da espécie L. vannameiconseguem tolerar condições límnicas ou de água completamente doce por váriassemanas. Entretanto, até onde se sabe 0,5 de salinidade é considerado o nívelmínimo aceitável para o cultivo desta espécie (NUNES, 2001). O cultivo do camarão L. vannamei (figura 2) em águas de baixa salinidadeé uma atividade recente no país, mas que já vem despertando o interesse depequenos empreendedores. As extensas faixas de áreas salinizadas localizadas emregiões interiores e a boa adaptação, rusticidade e crescimento do L. vannamei acondições de baixa salinidade, sugerem boas perspectivas de expansão deste novosegmento (NUNES, 2001). Há relatos do cultivo de L. vannamei desde água doce até altassalinidades 45 a 50 (PÁEZ-OSUNA, 2001). Por outro lado, nestas condições há adificuldade de conduzir os cultivos com o mesmo sucesso se comparado comsalinidades próximas do conforto osmótico dos camarões. De acordo com BOYD(1990), a faixa de salinidade melhor para o desenvolvimento dos camarões seencontra entre 15 e 25. Figura 2 - Litopenaeus vannamei. Völcker Oxigênio - Segundo PÁEZ-OSUNA (2001), o oxigênio dissolvido éconsiderado um dos parâmetros de qualidade de água mais críticos, tanto para ossistemas naturais quanto para os viveiros de cultivo. Portanto, sua utilização na
  • 36avaliação das condições dos corpos de água ajuda a entender os processos derenovação e auxilia na compreensão dos processos de mistura. Os valores de oxigênio dissolvido considerados adequados para odesenvolvimento do cultivo de camarões estão entre 4 – 6 mg.L-1 , sendo que arestrição de retardamento de crescimento e estímulo da mortalidade se encontrasomente nos valores abaixo de 2,0 mg.L-1 (BELTRAME, E, 2003) pH - Segundo BOYD (1990) em relação às espécies, quando o pH émenor do que 4,0 se atinge o ponto chamado de morte ácida; em condições de pHentre 4,0 a 6,0 e 9,0 a 11,0 há um crescimento lento, já com pH na faixa de 6,0 a 9,0se alcança a faixa de ótimo crescimento. Por outro lado, para pH acima de 11,0ocorre o chamado processo de morte alcalina.2.1.2 Macrobrachium rosenbergii A criação do camarão de água doce Macrobrachium rosenbergii iniciou-seno Brasil, no final da década de 70, em Pernambuco, pelo Departamento deOceanografia da Universidade Federal de Pernambuco e a partir daí a espécie temsido cultivada em quase todos os estados do país (VALENTI, 1993, 1995, 2000). Segundo os dados da FAO, Organização das Nações Unidas paraAlimentação e Agricultura, entre 1990 e 2000, o volume produzido do gigante daMalásia passou de 21.000 para 118.500 toneladas, correspondendo a umcrescimento de quase 500%, sendo um dos setores da aqüicultura que mais cresceno mundo, embora as estatísticas de produção sejam difíceis de serem obtidas,porque estes crustáceos são geralmente produzidos por pequenos proprietáriosrurais e tem no consumo local seu principal mercado (VALENTI, 1998). Segundo dados da FAO (FAO, 2002), na última década a produçãobrasileira ficou em torno de 500 t anuais. O Grupo de Trabalho em Camarões deÁgua Doce (GTCAD) estimou em cerca de 400 t a produção em 2001. Embora oscamarões de água doce venham sendo cultivados em 20 Estados (VALENTI, 2000),observou que o maior número de criadores está localizado no Espírito Santo. NoEstado do Rio de Janeiro, somente a Fazenda Santa Helena, no Município de SilvaJardim, está produzindo em escala comercial. Atualmente esta entrou com pedido delicenciamento junto aos órgãos ambientais do Estado para ampliar a sua área de
  • 37produção em uma nova unidade localizada próximo à foz do rio São João, noMunicípio de Casimiro de Abreu, dentro da área de estudo deste trabalho. Novas técnicas estão sendo desenvolvidas e incorporadas, como o usode substratos artificiais com manejo alimentar polifásico, que possibilita a elevaçãoda produtividade para 2 600 kg/ha em 3,5 meses, de camarões com peso médiosuperior a 40 g (TIDWELL et al., 2001; 2002). O policultivo consiste na criaçãosimultânea de duas ou mais espécies aquáticas em um mesmo viveiro com oobjetivo de maximizar a produção, utilizando organismos com diferentes hábitosalimentares e distribuição espacial. O policultivo com a tilápia nilótica aumenta aprodutividade e diminui o resíduo de ração no fundo do viveiro. Ambos exigemtemperaturas similares para atingir alta produtividade, podem alcançar o tamanho decomercialização próximo de cinco meses, toleram águas de baixa qualidade e astilápias ocupam a coluna dágua, explorando pouco o fundo, enquanto que oscamarões ocupam apenas o extrato bentônico dos viveiros.2.1.2.1 Parâmetros ambientais Temperatura - O M. rosenbergii, (figura 3) apresenta bons resultados decrescimento quando cultivado a temperaturas da água em torno de 24oC a 35oC(COELHO et al, 1982). Segundo NEW & SINGHOLKA, (1984) esta espécie pode sercultivada entre 18 a 35oC sendo a faixa ótima entre 29 e 31oC e letais abaixo de14oC e acima de 35oC. Salinidade - Para que esta espécie alcance o tamanho ideal para ocomércio em curto espaço de tempo, o seu cultivo é feito em água doce (COELHOet al., 1982). Após anos de pesquisas e testes, atualmente esta espécie também écultivada em água salobra (NEW, M & SINGHOLKA, S., 1984). Em Samoa foidesenvolvida a sua criação em estuários com influência das marés, com salinidadevariando entre 12 e 25 (POOPER & DAVISON, 1982) e, na Carolina do Sul nosEstados Unidos com salinidade de 10 foram obtidos resultados tão bons quantos emágua doce (SMITH et al., 1982). pH – O M. rosenbergii alcança seu melhor crescimento numa faixa de pHentre 7.0 e 8.0, neutro a levemente alcalino (CAVALCANTI et al, 1986).
  • 38 Fig. 3 – Macrobrachium rosenbergii. Mississippi State University2.1.3 Oreochromis niloticus A tilápia é uma espécie exótica e acredita-se que no final da década de 90se tornou o peixe mais cultivado no Brasil, responsável por cerca de 40% do volumeda aqüicultura nacional (ZIMMERMAN, 2004). As tilápias são nativas do continente africano e da Ásia menor (GURGEL& FERNANDO, 1994). No Egito, já se criava a tilápia-do-Nilo (Oreochromis niloticus),em 2500 AC. A tecnologia de cultivo da espécie deu início na China, hoje é criadaem mais de cem países, com uma produção anual estimada em 800.000 toneladas(FITZSIMMONS, 2000). A tilápia-do-Nilo (figura 4) foi introduzida no Brasil em 1950 pelo extintoDNOCS para povoamento em açudes, objetivando ajudar no combate à fome. Alinhagem Bouaké foi introduzida em 1971 (BORGES et al., 2005) e, com o objetivode melhorar geneticamente o plantel, em 1996 foram importadas matrizes dalinhagem tailandesa Chitralada, gerando impactos positivos na produção (KUBITZA,2000; LOVSHIN, 2000). Conhecida principalmente como tailandesa, linhagemdesenvolvida no Japão e melhorada na Tailândia, a Chitralada vem sofrendoprocesso de melhoramento genético em nosso país (ZIMMERMANN, 2000).
  • 39 Figura 4 – Oreochromis niloticus. Trewavas Devido principalmente a sua rusticidade, rápido crescimento, carne deótima qualidade e boa aceitação pelo mercado consumidor, a tilápia-do-Nilo é aespécie de água doce mais utilizada nos cultivos comerciais. Para o controle de sua fecundidade e a sua alta taxa de reprodução foicriada a geração monosexo. O método mais comum para a criação de populaçõesmonosexo é a reversão sexual de larvas com a utilização de rações contendohormônios esteróides sexuais sintéticos (POPMA & GREEN, 1990). O Município deCasimiro de Abreu, através da Secretaria de Agricultura e Pesca, vemdesenvolvendo um programa de produção de alevinos utilizando a reversão sexual,para um programa social para fornecimento a pequenos agricultores para engorda. APrefeitura compra toda a produção de tilápia para a merenda escolar das escolas domunicípio, gerando uma renda adicional aos pequenos produtores locais.2.1.3.1 Parâmetros ambientais Temperatura - De acordo com PROENÇA & BITTENCOURT (1994), ascondições ideais para o cultivo da tilápia são: temperatura da água ideal entre 18 a30oC, pH 6 a 8 e transparência da água de 25 a 45 cm. JÚNIOR & JUNIOR, (2004) demonstraram em seu trabalho a viabilidadede cultivo de tilápia nas regiões frias do estado de Santa Catarina, com temperatura
  • 40média da água em torno de 19 e 24oC e teve seu crescimento afetado comtemperatura de 12oC em dias consecutivos. Salinidade – Muitas espécies e linhagens de tilápias são eurihalinas, comcapacidade de adaptação em ambientes com diferentes salinidades, podendo sercultivada tanto em água doce, salobra e salgada. Nas Filipinas foram realizadosensaios com salinidade entre 14 e 35 com sobrevivência entre 82 e 94% e onde jáse consolidou como cultivo comercial (KUBITZA, 2005). Segundo o mesmo autor, ocultivo de tilápias em tanques-rede em estuários deve ser avaliado, pois pode trazerganhos econômicos, sociais e ambientais para a população local devido ao declínioda pesca extrativista. No sul da Bahia, na Barra do Serinhaém e Canavieiras estãosendo realizados estudos, de cultivo de tilápia em tanques-rede em ambienteestuarino desde 2001 para avaliação de sua viabilidade técnica e (DELL’ORTO etal., 2002).
  • 413 SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS – SIG E SENSORIAMENTO REMOTO - SR3.1 SIG O SIG é uma tecnologia em processo de desenvolvimento, tão intensoque fica difícil chegar a uma definição que satisfaça aos envolvidos com o seu uso eaté mesmo àqueles que fazem seu marketing. Há inclusive os que chegam aconsiderar SIG como uma ciência, e não como uma ferramenta (GOODCHILD, etal., 1997). Assim foram selecionadas algumas definições, mostrando as várias facesdos SIG: “Qualquer conjunto de procedimentos manuais ou baseados em computador destinados a armazenar e manipular dados referenciados geograficamente” (ARONOFF, 1989); “Um caso especial de sistema de informação, em que o banco de dados é formado por características, atividades ou eventos distribuídos espacialmente” (DUEKER, 1979); “Um sistema de apoio à decisão que envolve a integração de dados espacialmente referenciados, em um ambiente para resolução de problemas” (COWEN, 1988); “Um sistema de informações baseado em computador que permite a captura, modelagem, manipulação, recuperação, análise e apresentação de dados georeferenciados" (WORBOYS, 1995). “Os SIG são um poderoso conjunto de ferramentas para coleta, armazenamento, recuperação, transformação e visualização de dados do mundo real, devendo ser vistos, entretanto, como um instrumento capaz de realizar ações que vão além de codificar, armazenar e visualizar dados sobre aspectos da superfície terrestre” (BURROUGH, 1986). Um Sistema de Informação Geográfica integra dados espaciais e deoutros tipos num único sistema. Isto permite combinar dados de uma variedade defontes e tipos, provenientes de muitos bancos de diferentes dados. O processo deconverter mapas e outros tipos de informações espaciais numa forma digital, tornapossíveis métodos novos e inovadores para a manipulação e exibição de dados
  • 42geográficos. Assim, os SIG oferecem uma maneira potente de apoio à tomada dedecisão, espacialmente referenciada, em um contexto de planejamento local a fim desatisfazer propósitos distintos, através de um conjunto de métodos, ferramentas,banco de dados e atividades que atuam de forma coordenada e sistemática paraprocessar informação, tanto gráfica quanto descritiva dos elementos considerados. Em ambiente SIG, para a representação de dados gráficos quedescrevem a localização, as formas geográficas e os relacionamentos espaciaisentre estas formas, são utilizados basicamente dois modelos de dados: o modeloraster ou matricial (representado por um conjunto de células localizadas porcoordenadas), e o modelo vetorial (representado por três entidades geográficasprincipais, a saber, pontos, linhas e áreas). Conforme observa BURROUGH (1986),ambos os modelos de representação do espaço são estruturas de dados válidos. Aescolha do modelo mais adequado depende basicamente da aplicação à qual sedestina os dados e do software disponíveis. Para XAVIER-DA-SILVA (1992), "o uso do Sistema de InformaçõesGeográficos permite ganhar conhecimento sobre as relações entre fenômenosambientais", estimando áreas de risco, potenciais ambientais e definindozoneamentos. O uso de SIG’s permite obter mapas com rapidez e precisão a partir daatualização dos bancos de dados, sendo uma ferramenta importante no estudo depotencialidades do ambiente (VALLADARES & FARIA, 2004) e, no caso daavaliação de áreas com risco de salinização constitui-se etapa importante para adefinição de práticas adequadas de manejo e conservação do solo e recursoshídricos. A utilização de SIG’s aplicado ao planejamento e ordenamento da regiãocosteira e das atividades socioeconômicas existentes na região apresenta diversasvantagens, que incluem o benefício da integração das técnicas de processamentodigital de sensores remotos e a classificação temática com a análise espacial. Issopossibilita subsidiar a otimização e a implantação de novas atividadessocioeconômicas, gerando impacto ambiental de menor proporção, resguardandoáreas de proteção ambiental e beneficiando os investidores com uma melhor
  • 43produtividade e segurança em áreas bem escolhidas para exploração de suasatividades (SOUTO & AMARO, 2005). PÉREZ, et al., (2003, 2005) usou o SIG e tecnologia relacionada para acriação de um banco de dados utilizando as variáveis da qualidade de água queinfluenciam no desenvolvimento do cultivo de peixes marinhos em gaiolas flutuantesem Tenerife, nas Ilhas Canárias. O emprego da metodologia utilizando SIG para aescolha de áreas para a aqüicultura está sendo amplamente explorado e setornando corriqueiro (AGUILAR-MANJARREZ & ROSS, 1995; KAPETSKY & NATH,1997; NATH et al., 2000). A seleção de local é um fator chave para o sucesso esustentabilidade de empreendimentos aqüícolas, podendo minimizar conflitos comatividades diferentes proporcionando o uso racional costeiro. O sistema de informação geográfico oferece um ambiente poderosocapaz de manipular grandes bancos de dados com ferramentas capazes degerenciamento ambiental em áreas aqüícolas, na capacidade de escolha de áreasadequadas (CORNER et al., 2006). O uso do SIG pode auxiliar também a melhorar a capacidade de extraçãode informações de imagens do Sensoriamento Remoto (SR), através do uso dedados ambientais espaciais relacionados, como na análise de padrões espaciais decomunidades florestais e outros elementos da paisagem, cujos resultados podem serimportados e incorporados à base de dados (BOHRER, 2000).3.2 SR Sensoriamento Remoto é a obtenção de informações sobre um objeto,sem contato físico com o mesmo. São exemplos de sensores remotos os sistemasque adquirem imagens da superfície terrestre a bordo de plataformas aéreas(aviões) ou orbitais (satélites). A produção de mapas a partir de imagens desensoriamento remoto é uma simplificação da realidade complexa representada pelaimagem, o que justifica, muitas vezes, incorporá-la ao projeto, deixando-a falar por simesma (THOMAS, et al., 2001). Muitas são as ferramentas que são utilizadas para auxiliar os processosde avaliação ambiental e de gestão e de bacias hidrográficas. O SR é utilizado parafornecer de forma clara, quantificada e circunstanciada o conjunto de impactos
  • 44previsíveis e imprevisíveis de um empreendimento ou atividade (LIBOS &ZEILHOFER, 2005). LUCIA PINTO, et al., (2001) usaram as técnicas de sensoriamentoremoto e SIG para a determinação e caracterização do manguezal do rio Ratones,Santa Catarina, utilizando imagens LANDSAT e Spot Pancromática tratados com osoftware Idrisi. ALCÂNTARA, et al., (2005), utilizou o sensoriamento remoto emambientes que abrangem estudos de características estáticas e dinâmicas, taiscomo morfologia e cartografia costeira, topografia, composição da água (pH,temperatura. Clorofila a, sedimento em suspensão e transparência), batimetria,influência de maré, correntes, recursos pesqueiros e poluição, utilizando imagensLandsat TM 5.
  • 454 ÁREA DE ESTUDO4.1 LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA A bacia hidrográfica do rio São João está compreendida entre as latitudes22°20′ e 22°50′ S longitudes 042°00′ e 042°40’ E, figura 5. Figura 5 - Localização da área de estudo Völcker Compreendendo uma superfície de aproximadamente 2.113 km2 eperímetro de 266 km, oito municípios integram o território da bacia: Cachoeiras deMacacu, Rio Bonito, Casimiro de Abreu, Araruama, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio,Rio das Ostras e Silva Jardim (figura 6). A área de estudo compreende parte da bacia do baixo curso do rio SãoJoão, nas latitudes e longitudes em UTM (Universal Transverse Mercator): 7.505.340e 7.496.460 S e, 162.210 e 194.310 E, zona 23-S, datum South American Datum(SAD-69), com área de 273,33 km2.
  • 46Figura 6 – Localização da Bacia Hidrográfica do rio São João e os municípios queintegram. Fonte: Consórcio Intermunicipal Lagos São João - CILSJ.4.2 CLIMA As características climatológicas, do litoral do sudeste do Brasil têm sidodescritas por BERNADES (1952) e NIMER (1971, 1972 e 1979) e, as característicasclimáticas da bacia hidrográfica do rio São João foram estudadas pela firmaENGENHARIA GALLIOLI (1972), como subsídios para as obras de saneamento eCUNHA (1995) que descreve sobre o regime pluviométrico na região, comparandoas características da precipitação nas diversas estações instaladas na baciahidrográfica do rio São João. Na região predomina o clima tropical úmido com sazonalidade definida e apluviosidade anual varia entre 1.100 a 2.000 mm com temperatura anual média de22oC (KLEIMAN & GREEN, 1988), classificado por Köppen como sendo dos tipos Af(clima úmido, com precipitação mensal superior a 60 mm) e Aw (úmido com invernoseco, com a precipitação média inferior a 60 mm) (COIMBRA-FILHO &MITTERMEIER, 1973). Segundo LAPENTA (2002), a média máxima de temperaturaanual foi de 28,6+2,6oC e a média mínima anual 20,0+2,9oC. A estação seca, deabril a setembro, se caracterizou com médias de temperatura mínima mensal entre15,7 oC e 21,1oC e precipitação mensal entre 3,9 a 169,0 mm. A estação chuvosa,
  • 47de outubro a março apresentou médias de temperatura máximas mensal entre o o25,1 C e 32,4 C e precipitação mensal entre 202,0 a 299,5 mm. A região apresenta um domínio de clima intertropical devido à posiçãogeográfica da bacia do rio São João junto à serra e na borda ocidental do OceanoAtlântico, funcionando como um poderoso regulador térmico e fazendo com que oclima seja quente e úmido. As instabilidades são freqüentes devido à chegada defrentes frias (BARBIERI, 1999). Os dados pluviométricos, de acordo com o Anuário Estatístico do Rio deJaneiro, confirmam o fato de o verão ser a estação de chuvas, onde predomina amassa de ar Continental Equatorial, enquanto o inverno é a estação de estiagemonde prevalece à massa de ar Tropical Atlântica (MTA). A distribuição das chuvas(figura 7) na bacia do rio São João exibe forte variação devido às mudanças demassas de ar que pairam sobre a região, do relevo e ao fenômeno da ressurgênciaem Arraial do Cabo (PRIMO & VÖLCKER, 2002). Observa-se também que nas áreas mais elevadas da bacia do rio SãoJoão, junto à serra e onde nascem os rios que drenam para o rio São João, apluviosidade ultrapassa mais que duas vezes a registrada no litoral (CUNHA, 1995). Como o eixo da bacia hidrográfica está voltado para leste, este recebe osventos alísios, com predominância sudeste e nordeste (ALVARENGA, L. C. F. et al.,1979).
  • 48Figura 7 - Distribuição das chuvas na Macro Região Ambiental MRA-4, que inclui aBacia Hidrográfica do rio São João, segundo Barbieri, (1999).4.3 TOPOGRAFIA E ASPECTOS GEOLÓGICOS Na bacia do rio São João, observa-se três domínios morfológicos: a Serrado mar, o Maciço Litorâneo e a Baixada. Estudos das característicasgeomorfológicas a jusante da barragem, no baixo curso do rio São João, foramrealizados por SANT’ANNA (1975) e AMADOR (1980a, 1980b), formada por colinascom poucas elevações e pela planície aluvial, formada pela sedimentação marinha ealuviões trazidos pelos rios da Serra do Mar e do Maciço Litorâneo. Importantes estudos geológicos regionais do Estado do Rio de Janeiroforam realizados por ROSIER (1957, 1965) enquanto as características geológicasda região costeira do Estado foram descritas por LAMEGO (1945, 1946 e 1955), eda Bacia Hidrográfica do rio São João por CUNHA (1995). Foram realizadostrabalhos pelo INPE/DRM-RJ (1977) e RADAMBRASIL (1983), com interpretação deimagens multiespectrais do satélite LANDSAT-1 e imagem de radar (SLAR) com a
  • 49área inserida em mapas geológicos nas escalas 1:400.000 e 1:1.000.000,respectivamente. Na Bacia Hidrográfica do rio São João, foram identificadas as seguintesunidades metamórficas que ocupam quase a totalidade da bacia hidrográfica comexceção dos setores aluviais, costeiro e das ocorrências intrusivas (Morro de SãoJoão e Serra do Sambê): as unidades intrusivas alcalinas no maciço do Morro deSão João e no maciço de Rio Bonito na Serra do Sambê; as unidades sedimentares,relacionadas aos depósitos aluvionares dos rios São João, Capivari e Bacaxá; e aformação da restinga, na faixa litoral. As variedades de sedimentos foram identificadas e mapeadas porAMADOR (1980a). Os depósitos aluvionares das planícies inundadas do rio SãoJoão são constituídos por material argilo-arenoso com ou sem matéria orgânica. Aosul do Morro de São João são encontrados sedimentos superficiais arenosos finos emédios, de coloração cinza-clara com camadas de conchíferos. As atuais áreas demangue apresentam um substrato de argilas orgânicas finas que se estende da fozaté cerca 15 km rio adentro acompanhando seus meandros (CUNHA, 1995). A turfa no baixo São João ocorre na região junto à barragem da represade Juturnaíba, tem aproximadamente 5.000 ha de área com espessura que varia de1 a 4 m.4.4 COBERTURA VEGETAL A cobertura vegetal na Bacia é constituída por campos de altitude,florestas, brejos, campos inundados, pastagens, mangue e restinga. As florestas,pertencentes aos remanescentes da Mata Atlântica podem ser encontradas nasmatas de topo de montanha, de meia encosta, de baixada e ribeirinhas. Não hágrandes extensões contínuas de florestas, exceto nas serras, mas fragmentos detamanho variados, isolados ou semi-isolados, cercados por pastagens e de cultivos(BENIGNO et al., 2003). No baixo São João, após a construção de valas e canais de drenagempelo extinto Departamento Nacional de Obras e Saneamento - DNOS e porfazendeiros, houve uma drástica redução dos brejos e campos inundados. Existeainda remanescente da mata ribeirinha, com largura variável, com brejos que
  • 50acompanham os meandros do rio São João, entre a foz do rio Lontra até asproximidades do Morro de São João (BENIGNO et al., 2003). Os manguezais se estendem ao longo das margens do rio São João,desde a foz, a partir do rio Guarguá até a base do Morro de São João no início dotrecho retificado, e em alguns pontos do antigo leito, a 15 km da foz. Na margem norte da Represa de Juturnaíba, seguindo a jusante do RioSão João até a desembocadura do rio Aldeia Velha, e seguindo o mesmo até arodovia BR 101 encontra-se a Unidade de Conservação (UC) mais expressiva daBacia, a Reserva Biológica Poço das Antas – REBio, criada por Decreto em 1974.Correspondendo a uma área de preservação de 5.000 ha, com perímetro de 44 km,no Município de Silva Jardim. Nesta Unidade de Conservação (UC), observa-se astrês feições geomorfológicas: a baixada cristalina, composta por patamares queforam à área de transição com a Serra do Mar, os tabuleiros e extensas planícies.4.5 USO DO SOLO A ocupação recente do solo se deu em dois períodos até a década de 70e na década de 80. Desde meados do século XX a bacia Hidrográfica do São Joãovem sofrendo uma rápida mudança do solo, incentivada pelas políticasgovernamentais. Até então a exploração da madeira e o mono cultivo do café,quando o rio era a principal via de escoamento, passou por grandes transformaçõespelo investimento do governo, através do extinto DNOS para uma ocupação efetivana planície do Rio São João, com o incentivo à rizicultura. As obras de aterro edrenagem romperam o equilíbrio natural da região, na fauna, flora e do próprio rio(HELDER, C., 1999). Ainda na década de 70 procedeu-se um forte avanço nodesmatamento em virtude da exploração de madeireira e a produção de carvão.Deu-se o início do plantio da cana-de-açúcar e a destilação de álcool com ainstalação da empresa Agrisa. A partir da década de 80, em substituição à floresta foi sendo implantadaa agricultura de subsistência tendo com a pecuária, gado de corte e leite, a principalatividade na região. A partir da construção da Ponte Presidente Costa e Silva (Rio - Niterói) eda melhoria das estradas que dão acesso à Região Litorânea e da exploração do
  • 51petróleo em Macaé houve um grande avanço demográfico na região, principalmenteem Barra de São João (Casimiro de Abreu) e em Tamoios (Cabo Frio) comocupação desordenada do solo trazendo agressão ao meio ambiente com adevastação das matas na restinga, extração ilegal de areia, areola, desmatamentodo mangue e escoamento de esgoto in natura nos mananciais de água. As ações antrópicas com a intervenção humana antes de 1969 e até aatualidade, e o potencial turístico da bacia do Rio São João, foram descritos porSAUNDERS, (2004). Na área de assentamento agrícola (figura 8) Sebastião Lan I, localizado amargem direita do Rio São João, junto ao trecho retificado e a formação, até opresente momento irregular de um novo assentamento, o Sebastião Lan II, ao ladoda reserva REBio Poço das Antas, pratica-se a lavoura de mandioca, feijão,maracujá, mamão e milho. Ambos os assentamentos estão localizados em áreas deterreno de turfa e com alto risco de inundação. Morro de São João Barra de São João Rio São João Reprêsa JuturnaíbaFigura 8 - Assentamentos nas margens do Rio São João - áreas de assentamento.Fonte: EMATER Silva Jardim. A piscicultura ainda é pouco praticada na região. Pequenas captações deágua da bacia são utilizadas para criatórios de peixe. Na década de 90, no Municípiode Silva Jardim, existiram alguns desses criatórios que produziam tambaquis,carpas, tilápias e bagre africano na localidade de Goiabal. No Município de Casimiro de Abreu podem ser encontrados seisprodutores que criam em 20 ha de viveiros escavados, diversos tipos de peixes
  • 52incluindo tambaquis, pacus, carpas, tambacus, piauçus e pirapitingas, porém combaixa produtividade anual com cerca de 1 tonelada/ano (HELDER, 1999). Atualmente há um programa de fornecimento de alevinos de tilápiadesenvolvido pela Secretaria de Agricultura e Pesca no Município de Casimiro deAbreu para os pequenos produtores rurais e pesque-e-leve da Prefeitura. O pescadorecriado é vendido para a própria Prefeitura que utiliza o mesmo para a merendaescolar. A carcinicultura dulcícola representada pelo camarão da Malásia foicriado, em diversas pequenas fazendas, hoje estão restritos à Fazenda SantaHelena em Silva Jardim. Recentemente, em 2004/5 iniciaram-se testes de criação de camarãomarinho próximo a foz do rio São João, sem sucesso até o presente momento.4.6 HIDROGRAFIA A bacia dista cerca de 70 km da cidade do Rio de Janeiro. O rio São Joãotem suas nascentes na Serra do Sambê, no Município de Cachoeiras de Macacu acerca de 600 m de altitude e percorre 150 km até desembocar no Oceano Atlânticoem Barra de São João, que é o segundo Distrito de Casimiro de Abreu.Aproximadamente a 71 km de sua nascente situa-se a represa de Juturnaíba, cujabarragem foi construída no final da década de 70 e início de 80 (CUNHA, 1995). A Lagoa de Juturnaíba até então era alimentada pelas águas dos riosCapivari, Bacaxá e do Ouro e, tinha uma área de 8 km². Com a construção dabarragem passou a represar também as águas do Rio São João. O reservatóriocobriu a antiga Lagoa de Juturnaíba, criando um ecossistema que, embora aquático,é distinto do original. A área alagada passou a ter uma superfície de 30,6 Km²(CUNHA, 1995). A maior parte da bacia localiza-se a montante da represa tendo osprincipais afluentes que desembocam na represa o rio Bacaxá e o rio Capivari. Ajusante da barragem, o rio São João recebe os afluentes na sua margem esquerdaos rios Aldeia Velha, rio Indaiaçú, rio Lontra e rio Dourado e na margem direita osprincipais rios Cangurupí e Guarguá. Os rios da margem esquerda têm maiores
  • 53vazões que os da margem oposta, pelo fato de drenarem as montanhas, onde asprecipitações são superiores às demais áreas da bacia, (figura 9).
  • 54Figura 9 – Mapa de localização da bacia hidrográfica do rio São João. Fonte: CILSJ
  • 55 A bacia do Rio São João teve seu ecossistema profundamente alteradopelo Programa Especial para o Norte Fluminense, do Ministério do Interior, atravésde obras hidráulicas executadas pelo extinto DNOS entre as décadas de 50 e 80com construção de inúmeras valas e canais para drenagem da imensa área de brejoa jusante da barragem e retificações dos rios. A porção retificada do rio São João àjusante da barragem apresenta uma calha retangular, com largura média que variade 50 a 80 m e profundidade entre 0,8 e 4,5 m em direção à foz. A calha retificada,em alguns trechos, apresenta assoreamento dificultando a navegação na baixa-mar,praticamente dividindo o canal em dois canais paralelos. É constituído de 3segmentos, o primeiro, saindo em frente ao vertedouro com 2 km no sentido leste,seguido pelo segmento que se prolonga por 7 km em direção nordeste onde recebena sua extremidade final o rio Indaiaçú e finalmente o último segmento com 15,5 km,rumo leste, terminando no leito natural do rio São João (BENIGNO, et al., 2003). Aporção retificada recebe em seu trajeto águas de inúmeras valas cavadas porfazendeiros. As margens são na maior parte de sua extensão, desnudas,desprovidas de faixa ciliar, com gramíneas avançando para dentro do leito. Aságuas, desde a barragem até próximo ao leito natural são barrentas, principalmenteentre os rios Aldeia Velha e Indaiaçú. O curso natural do rio São João segue sinuoso à direita do canal, comlargura variando entre 20 e 40 m e profundidade podendo atingir 9 m e calha emforma de “V”. Apresenta mata ciliar ainda bem preservada ao longo de seu trechoaté se encontrar no final do canal do DNOS rente ao sopé do Morro de São João.Em época de estiagem as águas são claras de cor profundamente esverdeadadevido à afloração de algas. A partir deste ponto o rio São João segue sinuosamenteaté a foz (13,5 km) já sob influência da maré e com manguezais ocupando ambas asmargens (BENIGNO, et al., 2003; PRIMO & VÖLCKER, 2002). Os principais canais de drenagem são pela margem esquerda: vala dosMeros, vala dos Medeiros, vala da Fazenda São João e vala da fazenda Carioca e,pela margem direita: as valas da Agrisa, vala do Consórcio, vala do Jacaré e vala daPedra. Além de sua importância como ecossistema fluvial o Rio São João, depoisque passou a alimentar a Lagoa de Juturnaíba, tornou-se de fundamental
  • 56importância para o abastecimento das cidades de Silva Jardim, Araruama, SãoPedro da Aldeia, Cabo Frio, Armação dos Búzios, Iguaba Grande, Arraial do Cabo eSaquarema. As águas do Rio São João e afluentes também são de grande importânciapara as atividades humanas, como irrigação de lavouras consumo industrial,extração de areia, criação de peixes e pitus, pesca, recreação e navegação e, paradessedentação animal e a manutenção da biodiversidade.
  • 575 MATERIAL E MÉTODOS O presente trabalho foi realizado a partir de informações de levantamentode dados in situ e na literatura, relativo às propriedades físico-químicas da água e dosolo, dados de sensoriamento remoto no formato de imagens multiespectrais quetrazem informações indiretas sobre a bacia hidrográfica e suas características derelevo, geologia e cobertura vegetal, e dados cartográficos no formato de cartastopográficas, mapas temáticos, em diferentes escalas e fotografiasaerofotogramétricas.5.1 ESCOLHA DAS ESTAÇÕES DE COLETA DE ÁGUA Para avaliar a qualidade ambiental para a aqüicultura, foram selecionadospontos para a coleta de água para análises e determinação de sua qualidade. Aescolha dos pontos de coleta foi feita de maneira a incluir locais julgados maisrepresentativos, como: a proximidade das desembocaduras de rios e canais;próximos aos assentamentos, e locais de maior densidade demográfica. A posiçãode cada estação foi fixada com GPS em coordenadas planas. Assim, foramescolhidas sete estações de coleta (figura 10), no sentido foz até a barragem: a)estação I situada na foz do Rio São João, após a ponte caída; b) estação II, entre adesembocadura do Canal dos Medeiros e a criação de ostras; c) estação III, ajusante do ponto de captação de água da fazenda de camarão, pertencente àfazenda Tosana; d) a estação IV, no antigo leito nos meandros do Rio São João; e)estação V localizada no primeiro terço do canal do São João retificado, próximo aorio Cangurupí; f) estação VI localizada a jusante da desembocadura do rio Indaiaçú eabaixo do assentamento Sebastião Lan I; g) estação VII próxima à barragem daRepresa de Juturnaíba, onde foi fixada uma régua limimétrica. As coletas do material ocorreram entre julho de 2005 a julho de 2006sendo realizadas em intervalos de aproximadamente 15 dias, com embarcação dealumínio, tipo voadeira com motor de popa de 25 Hp. Além dos sete pontos fixos, foram escolhidos mais 18 pontos de coletasextras nos principais afluentes e valas do Rio São João, para determinação daqualidade da água de possíveis pontos de captação para a aqüicultura, assim como
  • 58 Ia VII g VI f II b IV V III c d e Figura 10 - Localização das estações na área de estudo: a) estação I Foz; b) estação II Vala dos Medeiros; c) estação III Fazenda Camarão; d) estação IV Velho São João, e) estação V Cangurupí; f) estação VI Indaiaçú; g) estação VII Barragem Juturnaíba.
  • 59mapear possíveis pontos de poluição: Rio da Aldeia Velha (N); Rio Indaiaçú (M); RioLontra (J); Rio Dourado (G); Rio Cangurupí (I) e Rio Guarguá (B); e dos seguintescanais e valas: Vala do Consórcio (H); Vala do Jacaré I (F); Vala do Jacaré II (O);Vala da Pedra (E); Canal dos Meros (D); Vala dos Medeiros (C); Agrisa I (L); AgrisaII (K); Vala da Fazenda Carioca (P); Vala da Fazenda São João (Q); canal decaptação de água da Fazenda Tosana; e, uma estação no mar (A). Todos os pontosforam georeferenciados, (tabela 4) e a distribuição espacial dos mesmos ilustradosna figura 11. Tabela 4 - Coordenadas geográficas dos pontos de coleta em UTM na área de estudo. Coordenadas em Profundidade Estação Local UTM em m I Foz do Rio São João 0192159 S 7498125 W 2,5 II Jusante Vala dos Medeiros 0192328 S 7500156 W 7,5 Jusante do ponto de captação 7,5 III 0806383 S 7501157 W fazenda Tosana IV Velho curso do São João 0800326 S 7500599 W 6,4 V Primeiro terço do canal retificado 0798596 S 7502429 W 4,5 VI Jusante do rio Indaiaçú 0789396 S 7502972 W 4,9 VII Jusante da Barragem 0781607 S 7499667 W 2,4 A Área oceânica costeira 0192502 S 7497687 W 5,0 B Rio Guarguá 0191832 S 7498690 W 0,5 C Vala dos Medeiros 0192444 S 7500431W 1,2 D Canal dos Meros 0808503 S 7500653 W 1,3 E Vala Fazenda São João 0807174 S 7501032 W 1,1 F Vala da Pedra 0806453 S 7499652 W 0,8 G Canal de captação Fazenda Tosana 0805549 S 7500792 W 2,4 H Vala do Jacaré I 0804088 S 7501065 W 1,0 I Vala do Jacaré II 0799029 S 7500781 W 1,5 J Vala do Consórcio 0798886 S 7500717 W 0,7 K Rio Dourado 0801707 S 7502534 W 2,9 L Vala Fazenda Carioca 0800539 S 7502467 W 1.0 M Rio Cangurupí 0795714 S 7501838 W 6,4 N Rio Lontra 0794225 S 7504581 W 2,1 O Agrisa I 0792944 S 7502625 W 2,5 P Agrisa II 0793187 S 7502703 W 1,9 Q Rio Indaiaçú 0788943 S 7503174 W 3,3 R Rio da Aldeia Velha 0784703 S 7500416 W 0,6
  • 60Figura 11 – PI da localização de todas as estações de coleta de água para análise, georeferenciados, na área de estudo.
  • 615.2 METODOLOGIA5.2.1 Fatores abióticos Nas sete estações fixas foram coletadas amostras de água na superfície eno fundo em período quinzenal. Nas 18 estações pontuais foram coletadas amostrasem profundidade de meia água. Utilizou-se para a coleta uma Garrafa de Nansencom termômetro de inversão acoplado e uma garrafa tipo Van Dorn com 2 L decapacidade. Na tabela 5 encontram-se os fatores abióticos analisados.Tabela 5 – Fatores abióticos analisados no baixo curso do rio São JoãoFatores abióticos Unidade Metodologia/Equipamento Referência o Temperatura da C Termômetro de bulbo e - água inversão Salinidade - Refratômetro / - Potenciometria Condutividade mS/cm Potenciometria - Transparência m Disco de Secchii Pompêo, M.L.M. (1999 a, b) pH - Potenciometria -Oxigênio Dissolvido mg O2/L-1 Método titulométrico Strickland & Parsons (1972) Os dados de colimetria foram obtidos pelo CILSJ, analisadas pelolaboratório da Cia. Álcalis em Arraial do Cabo.5.2.2 Cartografia Para abranger a área de estudo e obtenção da classificação da coberturae uso do solo bem como o uso de Sistema de Informações Geográficas para aobtenção de mapas temáticos, foram obtidas as imagens de satélite(http://glcfapp.umiacs.umd.edu:8080/esdi/index.jsp) Lansat 7-ETM+, bandas: 1, 2, 3,4, 5, 7, obtidas em 28/02/2000 (órbita e ponto 216/076) de 2000, em meio digital,cedida pelo Global Land Cover Facility (GLCF) do Institute for Advanced ComputerStudies (Maryland University, EUA). A imagem foi captada pelo sensor Thematic Mapper (ETM+) do Landsat7, apresenta uma resolução espacial de 30 metros, resolução radiométrica de 8 bits
  • 62(256 níveis de cinza) e resolução espectral com 7 bandas (tabela 6). A projeção daimagem é a Universal Transverse Mercator (UTM) zona 23-S, datum SouthAmerican Datum (SAD-69).Tabela 6 - Faixas espectrais do sensor TM. Modificada por BATISTA & DIAS (2005) Resolução espacial Banda Faixa espectral (metros) 1 0,45 a 0,52 μm - azul 30 2 0,52 a 0,60 μm - verde 30 3 0,63 a 0,69 μm - vermelho 30 4 0,76 a 0,90 μm - infravermelho próximo 30 5 1,55 a 1,75 μm - infravermelho médio 30 6 10,4 a 12,5 μm - infravermelho termal 120 7 2,08 a 2,35 μm - infravermelho distante 30 Para a identificação de posicionamento das estações de coleta, pontos decontrole in situ e navegação, foi utilizado um GPS da Garmin modelo GPSmap 76S,podendo receber sinal de até 12 satélites simultaneamente, com nível de precisãoentre 10-25 m. Foi usado um mapa da área de estudo na escala 1:30.000 constituído porum mosaico de imagens aéreas digitalizadas datadas de 1999 e 2000 no estudo derenaturalização do rio São João, (BENIGNO, et al., 2003).5.2.3 Tratamento das informações A organização e tratamento das diversas informações foram realizadoscom auxílio de diversos softwares (CorelDRAW X3, Adobe Photoshop CS2, GPS ®DrackMaker 13.1) e para o SIG utilizou-se o software de Sistema de Informações ® ® ®Geográficas IDRISI , versões Kilimanjaro e Andes desenvolvidos pela ClarkUniversity, EUA. Este programa organiza as informações em seu banco de dados naforma de Planos de Informações (PI’s) que podem ser manipulados através deoperadores matemáticos e lógicos.
  • 635.2.4 Dados Meteorológicos Foram coletados dados de temperatura do ar em oC (máxima, mínima emédia) e precipitação em mm, mensais, de duas estações meteorológicas: REBioPoço das Antas, de 1983 a 2005, e da Agrisa, Agroindustrial São João Ltda.,somente dados pluviométricos de 2004 a 2006.5.2.5 Geoprocessamento As imagens das 7 bandas foram importadas e processadas utilizando-se o ®software IDRISI . Conforme uma identificação preliminar da área de estudo em cadacena, aplicou-se um recorte na imagem, limitando o espaço geográfico a seranalisado nas latitudes e longitudes: 7.505.340 e 7.496.460 S e, 162.210 e 194.310E, usando o módulo Window e reprojetada para Universal Transverse Mercator(UTM), zona 23-S, através do modulo Project. A correção geométrica de cadaimagem recortada foi realizada através de pontos de controle nas imagens,utilizando confluências e pontos notáveis da rede de canais e vias de acessoprincipal e secundário, digitalizada da bacia, oriunda da imagem Landsat 7 (sistema ®UTM, datum SAD 69), utilizando o módulo Reformat/Resample do IDRISI . Para a realização da classificação supervisionada foi necessária autilização de várias combinações entre as bandas do Landsat 2, 3, 4, 5 e 7. Aanálise de cada classe baseou-se na interpretação visual da imagem, no trabalho decampo e conhecimento adquirido. Para a criação de mapas temáticos em formato Raster, foram utilizados ®imagens e mapas (CIDE e EMBRAPA) digitalizados em CD, no formato Corel Draw ®(CDR). Foi necessário inicialmente transformar estas imagens no Photoshop em ®formato TIF para então serem importada para o IDRISI no módulo Import emGEOTIFF/TIFF. Posteriormente foram recortadas pelo módulo Window e, através demódulo Resample ajustadas à imagem de trabalho georeferenciada, escolhendo, namedida do possível, pelo menos 50 pontos em comum. Como referência de base para a identificação das feições e realçar umadeterminada informação espectral do objeto admitiu-se as composições das bandas
  • 64espectrais LANDSAT, todas sob sistema RGB, usando o módulo Composite do ®IDRISI : 4, 5 e 7 - apresenta uma textura excelente, permitindo interpretações estruturais, e visualização das áreas antrópicas. Esta composição foi usada para a identificação de rios, canais e manguezais, (figura 12); Figura 12 – Mapa da região de estudo nas cores RGB 457. 4, 3 e 2 - composição que ressalta o uso e ocupação do solo e hidrografia, oferece uma boa discriminação entre área urbana (coloração variando de bege a azul) e não urbana e os tipos de cobertura vegetal, principalmente as áreas de mangue em tons de vermelho escuro. Esta composição foi utilizada para a distinção da vegetação rasteira e pasto. A primeira apresenta uma tonalidade vermelho escura, de rugosidade média evidenciada pela utilização da banda 4 no canal vermelho. Utilizou-se também para a identificação das praias e areais que apresentam tonalidade que varia do branco ao amarelo- claro (figura 13); Figura 13 – Mapa da região de estudo nas cores RGB 432 5, 4 e 2 – composição utilizada na identificação de antropismo como zonas urbanas, regiões que sofreram intervenção humana, e solo exposto, representada por coloração rósea com leves tons de cor laranja e
  • 65avermelhado marrom. Esta composição foi utilizada para a identificação depasto e as áreas de expansão urbana, (figura 14);Figura 14 – Mapa da região de estudo nas cores RGB 542.7, 5 e 2 – ressalta a vegetação e as planícies fluviais, pois as tonalidades deverde diferem muito comparadas às regiões estuarinas, campo, pasto e aosecossistemas vizinhos que se apresentam em verde escuro. Mostrou-se muitoeficiente para o mapeamento das zonas urbanas que se distinguem combastante contraste. Esta composição foi utilizada para a digitalização depasto, áreas urbanas e os assentamentos, e manguezais, (figura 15);Figura 15 – Mapa da região de estudo nas cores RGB 752.7, 5 e 4 – Esta composição foi utilizada na identificação da malha hídrica (riose canais) com coloração negra que se contrastam sobre o azul, (figura 16).Figura 16 – Mapa da região de estudo nas cores RGB 754.
  • 66 Para a criação do mapa temático topografia foi utilizada uma imagem doprojeto Brasil em Relevo (http://www.relevobr.cnpm.embrapa.br/) que utilizou comofonte primária os modelos digitais de elevação, com aproximadamente 90 metros deresolução espacial, originários da missão de mapeamento do relevo terrestre SRTM(Shuttle Radar Topography Mission), desenvolvido pela NASA (National Aeronauticsand Space Administration) e NGA (National Geospatial-Intelligence Agency) dosEstados Unidos no ano 2000. Para a criação do mapa temático em formato Raster, ®foram utilizadas imagens digitalizadas, importados para o IDRISI no módulo Importem GEOTIFF/TIFF, recortados pelo módulo Window e, através de módulo Resampleajustadas à imagem de trabalho georeferenciada. Os dados podem ser representados sob duas formas: a representaçãovetorial (pontos, linhas e polígonos, delineados por um conjunto de coordenadas) eem grade (raster, conjunto de células definidas pelas coordenadas x e y em umsistema de grade). Cada célula, (pixel), é independentemente endereçada com ovalor de um atributo. A entrada dos dados é feita por digitalização ou por arquivosdigitais. A estrutura da base de dados é construída na forma de uma série de mapasou planos de informações, definidos por um mesmo sistema de coordenadas. Oatributo é o valor de uma variável geográfica associada com uma dada posiçãotopográfica. Os valores dos atributos podem ser transformados, usando-seprocedimentos lógicos e matemáticos de combinação de diferentes atributos oupolígonos. A saída de dados pode ser feita na forma de gráficos e tabelas, arquivosdigitais e mapas temáticos ou Planos de Informações (PI’s). Nestes PI’s foram utilizados os fatores que influenciam potencialmentesobre a aqüicultura e que serviram como base para a escolha de áreas adequadas.O sistema de classificação adotada para este estudo foi o mesmo usado porKapetsky @ Nath, 1997 e Scott, 2003. Os PI’s foram reclassificados usando-se asseguintes classes e cores para melhor ilustração: 4 excelente (verde); 3 muito bom(azul); 2 bom (amarelo) e 1 regular (vermelho). O cruzamento e sobreposição entre PI’s resultou em novos PI’s através ®de vários procedimentos no IDRISI de acordo com a necessidade utilizando osmódulos Reclass, Overlay, Distance, Area, Buffer, Weight e MCE. Para facilitaralgumas operações usou-se o Macro Modeler, ambiente gráfico (fluxograma) para a
  • 67construção de modelos que mostra as fases do processamento utilizado, com os ®nomes dos arquivos base, os módulos do IDRISI utilizados em cada passo e, aimagem resultado. Para chegar ao PI final das áreas disponíveis e adequadas para aaqüicultura seguiu-se o modelo ilustrado na figura 17.Figura 17 – Modelo para avaliação de áreas potenciais para aqüicultura. O PI para a localização das estações de coletas foram criados arquivos.txt com as coordenadas de cada estação em UTM 23-S (x,y) e o número da ®estação (z). Estes arquivos.txt foram importados para o IDRISI , resultando em umvetor onde os pontos correspondem ao local exato das estações de coletas e,
  • 68posteriormente adicionado a uma base de uma imagem LANDSAT para facilitar asua visualização. Para todos os PI’s como salinidade, temperatura da água, oxigêniodissolvido e pH, foi necessário também a criação de arquivos .txt, onde ascoordenadas representam x e y e os valores de cada parâmetro z, criando assim,os vetores para cada fator analisados. Os valores dos parâmetros físico-químicosacima foram interpolados com o módulo Interpol, mostrando assim a tendência dosvalores intermediários entre as estações de coleta, completando lacunas paramelhor visualização espacial destes parâmetros. O resultado da interpolação foiseguido pela reclassificação com o módulo Reclass, atribuindo novos valores paracada camada, agrupando valores próximos em uma única categoria.
  • 696 RESULTADOS As coletas quinzenais foram realizadas no período de junho 2005 a julho2006, compreenderam a todas as condições de lua e altura das marés e em todasas condições climáticas. Como podemos observar, na Tabela 7, o ventopredominante foi o NE seguido pelo SE na ocasião da entrada das frentes frias.2005 e 2006 foram anos atípicos do regime de chuvas para esta região.Tabela 7 – Campanhas quinzenais para coleta de água, realizadas no período dejunho 2005 a junho 2006, no baixo curso do rio São João. Campanhas Rio São João Data Horário Tempo Chuva Vento Maré Preamar Baixa-mar Maré 1ª 14/6/05 08:20 - 14:00 bom +48hrs NE mode 14:26 0.3 07:08 0.9 V 2ª 5/7/05 09:20 - 15:00 bom +48hrs SE fraco 08:02 0.1 14:38 1.0 E 3ª 21/7/05 09:10 - 15:25 nublado +48hrs NE mode 08:54 0.0 15:30 1.2 E 4ª 16/8/05 bom +48hrs NE forte 07:09 0.2 09:10 - 14:04 13:54 1.0 E 5ª 31/8/05 nublado +48hrs NE fraco 07:26 0.2 09:40 - 13:45 13:53 1.4 E 6ª 19/9/05 nublado +48hrs NE mode 09:53 0.0 08:55 - 15:10 15:23 1.1 E 7ª 30/9/05 bom +48hrs NE fraco 07:06 0.1 09:10 - 13:30 13:45 1.1 E 8ª 11/10/05 bom +48hrs NE fraco 03:09 0.4 08:45 - 12:25 11:58 1.0 E 9ª 25/10/05 bom +48hrs NE mode 02:43 0.4 08:40 - 14:20 11:13 0.8 E 10ª 10/11/05 chuva chuva SE fraco 04:06 0.3 09:00 - 13:15 11:32 1.0 E 11ª 29/11/05 bom -24hrs E forte 07:19 0.2 09:05 - 13:10 13:13 1,1 E 12ª 8/12/05 nublado -24hrs SE fraco 15:06 0.6 09:10 - 13:25 09:02 0.9 V 13ª 28/12/05 bom +48hrs SE fraco 07:19 0.2 09:05 -13:05 13:13 1.1 E 14ª 16/1/06 bom +48hrs NE forte 15:34 1.1 09:35 - 14:00 10:08 0,4 E 15ª 31/1/06 bom -24hrs NE fraco 10:23 0.3 09:25 - 13:45 15:58 1.2 E 16ª 7/2/06 bom +48hrs NE fraco 17:13 0.4 09:20 - 14:55 08:37 0.7 V 17ª 22/2/06 bom +48hrs NE fraco 16:23 0.4 09:05 - 13:40 09:21 0.7 V 18ª 9/3/06 bom +48hrs NE fraco 18:04 0.3 09:55 - 14:25 11:45 0.8 V 19ª 29/3/06 bom +48hrs L fraco 08:54 0.2 08:45 - 14:50 14:43 1.3 E 20ª 11/4/06 bom -24hrs NE fraco 07:41 0.3 09:25 - 13:00 13:30 1.2 E 21ª 27/4/06 nublado -24hrs SE mode 14:21 1.3 08:50 - 13:50 08:23 0.1 E 22ª 9/5/06 nublado -24hrs S mode 06:28 0.4 09:15 - 12:50 12:23 1.0 E 23ª 23/5/06 nublado +48hrs SE fraco 05:58 0.4 09:55 - 14:35 12:02 1.1 E 24ª 8/6/06 09:35 - 13:15 bom +48hrs NE mode 06:23 0.3 12:41 1.1 E 25ª 5/7/06 09:20 - 12:50 bom -24hrs NE mode 16:43 0.5 09:49 0.9 V
  • 706.1. FÍSICO-QUÍMICO DA ÁGUA Os dados aqui apresentados resumem as amostragens das 7 estaçõespermanentes e das 18 estações extras no período entre junho de 2005 a julho de2006, e constitui o maior número de amostragens realizadas recentemente no baixorio São João, para avaliar as características limnológicas e bióticas.6.1.1 Temperatura Valores médios de temperatura 35 30 Temperatura °C 25 20 15 10 5 0 n ul ul o o t t t t v v z z n n v v ar r r r ai ai n ul -ju 5-j 1-j -ag -ag -se -se -ou -ou -no -no -de -de 6-ja 1-ja 7-fe -fe -m -ma -ab -ab -m -m 8-ju 5-j 14 2 6 1 19 30 11 25 11 29 8 28 1 3 1 3 22 9 29 11 27 9 23 DataFigura 18 - Temperatura média da água do rio São João no período de coleta. No que concerne às temperaturas da coluna de água em geral não foiobservada uma estratificação definida durante o período de estudo. No invernoobservou-se uma ligeira queda nas temperaturas, onde os valores apresentaramuma variação de 20°C a 27°C (média 23°C ± 1,75, n=126) em toda a coluna deágua. A diferença máxima entre as temperaturas de superfície e de fundo nãoultrapassaram 1,0oC. Como esperado, as temperaturas no verão foram superioresàs observadas no inverno. Os valores das águas superficiais e de fundos oscilaramentre 20°C e 30°C (média 25,8°C ± 2,52, n=224). Neste período a variação verticalmáxima foi de 0,5°C. Também não foram observadas variações significativos da fozaté a barragem. A média anual girou em torno de 24,53oC, (figura 18).
  • Salinidade Salinidade 14 14 0 5 10 15 20 25 30 35 40 0 5 10 15 20 25 30 35 40 -ju - ju n nde coleta. 5- 5- ju ju 21 l 21 l 16 -jul 16 -jul -a -a 6.1.2 Salinidade 31 go 31 go período de coleta. -a -a 19 go 19 go -s -s 30 et 30 et -s -s 11 et 11 et -o -o 25 ut 25 ut - - 11 out 11 out -n -n 29 ov 29 ov -n -n o o 8- v 8- v de d 28 z 28 ez -d -d 16 ez 16 ez -j -j Superfície Data Data 31 an 31 an Estação I: Foz -ja -ja 7- n 7- n f f 22 ev 22 ev -fe -fe Fundo Superfície Fundo 9- v m Estação II: Vala dos Medeiros 9- v m 29 ar 29 ar -m -m 11 ar 11 ar -a -a 27 br 27 br -a -a 9- br 9- br m m 23 ai 23 ai -m -m a a 8- i 8- i ju ju n n 5- 5- ju ju lFigura 20 - Salinidade na superfície e no fundo na Vala dos Medeiros no período Figura 19 - Salinidade na superfície e no fundo na Foz do Rio São João no l 71
  • 72 Estação III: Fazenda Camarão 40 35 30Salinidade 25 20 15 10 5 0 n l l o o t t t t v v z z n n v v r r r r i i n l ju -ju -ju g g se se ou ou o o e e ja ja fe fe a a ab ab a a ju -ju 14- 5 21 6-a 1-a 19- 30- 11- 25- 1-n 9-n 8-d 8-d 16- 31- 7- 22- 9-m 9-m 11- 27- 9-m 3-m 8- 5 1 3 1 2 2 2 2 Data Superfície FundoFigura 21 - Salinidade na superfície e no fundo em frente à fazenda de camarão,da propriedade Osana, no período de coleta. Estação IV: Velho São João 40 35 30Salinidade 25 20 15 10 5 0 28 ez n 29 ov 8- v 16 ez 22 ev 9- v n 31 go 19 go 31 an 7- n 27 br 9- br 16 -jul 11 ar 21 l 8- i l 30 e t 11 e t 25 ut 11 out 29 a r 23 ai a ju ju o -fe -ju -ja ju -m m -o -s -s -a -a -m m 5- 5- d f -n -n -d -a -a -j - 14 Data Superfície FundoFigura 22 - Salinidade na superfície e no fundo no trecho do velho rio São Joãono período de coleta.
  • 73 A salinidade foi detectada somente nas estações I, II, III e IV, sendo ostrês primeiros localizados próximo à foz e o ponto III a 14 km, no velho São João. Naestação I, junto à foz, devido a pouca profundidade (entre 1,2 a 2,5 m), foi observadauma homogeneidade da salinidade entre a superfície e fundo, exceto em épocas dechuvas, no verão, ou em chuvas mais prolongadas na entrada de frente fria, ondenão se chegou a detectar salinidade. Mesmo nestas condições, sempre foi detectadauma penetração das águas marinhas, mais salgadas e mais densas, emprofundidade na estação II, aonde a profundidade chega a mais de 12 m. Nasestações mais profundas (II, VII e III) observou-se uma ampla variação de salinidadeentre a superfície e o fundo (figuras 19, 20, 21 e 22). Neste período de estudo a “cunha salina” não penetrou além dos 14 kmrio adentro. A presença de salinidade também foi evidenciada pela presença devestígios de mangue ao longo das margens. Pelo que foi observado in situ, apenetração do mar depende da amplitude da maré, e da vazão de água do rio,principalmente no período de estiagem.6.1.3 pH Valores médios de pH 14 13 12 11 10 9 8 pH 7 6 5 4 3 2 1 0 n l l t t t t v v z z n n v v r r r r i i n l ju -ju -ju go go se se ou ou o o e e ja ja fe fe a a b b a a ju -ju 14- 5 21 6-a 1-a 19- 30- 11- 25- 1-n 9-n 8-d 8-d 16- 31- 7- 22- 9-m 9-m 1-a 7-a 9-m 3-m 8- 5 1 3 1 2 2 2 1 2 2 Data Figura 23 - Valores médios de pH com o desvio padrão no rio São João no período de coleta.
  • 74 Junto à foz na estação I, e na estação II na preamar em época deestiagem, a média do pH variou de 7,54 na superfície a 7,81 no fundo e 7,08 nasuperfície a 7,60 no fundo, respectivamente. Quanto mais afastado da foz, sem ainfluência da salinidade, a água doce apresenta tendência de acidez, assim comonas épocas de chuva onde foram registradas as medições mais baixas. No trecho do curso original do rio São João, estação III foramregistrados os valores mais baixos de pH, 2,80 e as maiores variações entre asuperfície e o fundo, 3,93 (7,14 superfície e 3,21 fundo), (figura 23). Observou-se a descarga de água proveniente das inúmeras valas damargem direita do rio, com pH extremamente baixo: vala do Consórcio com pH de3,15 e a vala do Jacaré com pH de 3,70. Já na porção retificada do rio São Joãoforam observados dois pontos que contribuem com água de pH ácido: os canais daAgrisa I e II com pH 3,37 e 3,10 respectivamente e o rio Indaiaçú onde foramefetuadas três medições de pH: 3,86; 4,64 e 6,4 provavelmente devido à poluiçãoproveniente da cidade de Casimiro de Abreu.6.1.4 Oxigênio dissolvido Concentração média de Oxigênio dissolvido 10 9 8 7 6 mg/L 5 4 3 2 1 0 n l l t t t t v v z z n n v v r r r r i i n l ju -ju -ju go go se se ou ou o o e e ja ja fe fe a a b b a a ju -ju 14- 5 21 6-a 1-a 19- 30- 11- 25- 1-n 9-n 8-d 8-d 16- 31- 7- 22- 9-m 9-m 1-a 7-a 9-m 3-m 8- 5 1 3 1 2 2 . 2 1 2 2 Data Figura 24 - Concentração média com o desvio padrão do oxigênio dissolvido no rio São João no período de coleta.
  • 75 Para o oxigênio dissolvido, uma ampla variação foi detectada, em cada dia de coleta e em cada estação (figura 24). A média global de oxigênio dissolvido em 6,94 mg/L. Não há estratificação significativa em cada ponto amostrado. Os níveis mais baixos, durante o período de estudo, foram observados na estação IV, a jusante da desembocadura do rio Indaiaçú onde foram registrados os seguintes níveis nas três medições: 3,30; 1,80 e 6,19 mg/L. Estes resultados mostram que existe um comportamento bemdiferenciado da coluna d’água no que diz respeito à oxigenação. Os valoresencontrados no período abril-outubro são geralmente superiores aos valoresencontrados no verão, provavelmente devido ao regime de ventos na região e afotossíntese, período com pouca nebulosidade. De uma maneira geral, as diferençasnas concentrações de oxigênio dissolvido, entre a superfície e o fundo, nas estaçõesamostradas foram pequenas.6.1.5 Colimetria Os coliformes fecais variaram de 13 a 4.300 NMP/100ml enquanto que nadesembocadura da Vala dos Medeiros foram observados os maiores níveis, quevariaram de 130 a 240.000 NMP/100ml, (tabela 8). Tabela 8 – Resultados de colimetria entre agosto 2005 e maio 2006 junto à foz do rio São João. Fonte: CILSJ. Coliformes fecais NMP/100ml Foz Vala dos Medeiros Data 13 54.000 11/08/05 140 240.000 25/10/05 49 130 10/11/05 130 2.400 29/11/05 130 2.400 08/12/05 1.600 5.400 16/01/06 2.400 24.000 31/01/06 240 24.000 07/02/06 240 24.000 22/02/06 240 240.000 09/03/06 4.300 24.000 29/03/06 23 2.400 11/04/06 13 1.600 27/04/06 24 560 09/05/06
  • 76 Em ambos os pontos as maiores concentrações ocorreram nos meses deverão, coincidindo com a alta temporada de turismo na região.6.2 DADOS METEOROLÓGICOS6.2.1 Temperatura atmosférica No período de janeiro a julho de 2005 as temperaturas variaram de 14oC(junho) a 40oC (janeiro e março) com temperatura média 28,5oC, no verão e de24oC, no inverno, (figura 25). Temperatura 45 40 40 39 40 37 36 34 Tem peratura oC 33 35 30 25 20 18 19 19 18 20 15 14 15 10 5 0 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL mêses mínimo máximoFigura 25 - Temperatura oC do ar mensal, no período de janeiro a julho de 2005, daestação meteorológica da REBio Poço das Antas. Os dados obtidos foram registrados de janeiro a julho de 2005, quando aestação entrou em manutenção.
  • 776.2.2 Precipitação Precipitação baixo rio São João 250 precipitação em mm 200 150 100 50 0 05 05 05 05 0 5 06 05 06 06 06 0 6 i-06 -06 l-06 n- ul- go- et - ut- ov- ez- an- ev- ar- br- a n Ju J A S O N D J F M A M Ju Ju Data precipitação Figura 26 - Precipitação mensal (mm), de junho 2005 a julho 2006 do baixo rio São João, da estação meteorológica da Agrisa. O gráfico do índice de precipitação (figura 26) mostra o período de chuva,nos meses de novembro a março (verão) e o período seco nos meses de maio aagosto (inverno). Durante o período de estudo foi registrado o total de 1.257,5mm. De acordo com os parâmetros acima, os resultados confirmam que osdados físico-químicos estão dentro das possibilidades de fazer a aqüicultura naregião, nas especificações ideais para as espécies em questão, conformereferenciado nas seções 2.1.1.1, 2.1.2.1 e 2.1.3.1, porém o pH é um fator limitantena área IV devido à acidez elevada encontradas.6.3 SIG Através do SIG, tendo como base as imagens de satélite e levantamentocartográfico sistemático observou-se que a área terrestre estudada possui uma áreatotal de 273,33 km2.
  • 786.3.1 Uso e cobertura atual do solo As informações sobre vegetação foram extraídas a partir da fotointerpretação de fotografias aéreas, 1999/2000 e imagens de satélites 2000, Landsat7. Através das composições de bandas descritas na seção 5.2.5 e de cartografiapré-existente foram utilizadas para a identificação, interpretação e digitalização depolígonos referentes a: hidrografia (mar, lagos, rios e canais de drenagem), vias deacesso, área urbana, área de expansão urbana, elevações e morros, vegetaçãorasteira e pasto, canavial, agricultura, mata, vegetação arbustiva, mangue e taboa.A análise espacial foi auxiliada com observações sobre o uso do solo feito emcampo, (figura 27).Figura 27 - PI ‘Uso e cobertura atual do solo da região do baixo São João’, na áreade estudo. Na tabela 9, podemos observar que a área de campo e pastagem, comvegetação predominantemente de gramíneas corresponde a 49,74% da área totalestudada, seguida da mata com 19,93%, vegetação arbustiva com 12,21%, manguecom 1,18% e junco, acompanhando ambos as margens da porção retificada do rioSão João, com 0,58%. A área de agricultura corresponde a 0,44% da área totalestudada. As atividades antrópicas, que correspondem à área urbana e a suaexpansão, foram extraídas a partir das imagens de satélite com a disponibilidade dacombinação de bandas espectrais RGB 321, que correspondem a 9,15% da área
  • 79total. A principal área urbana é o 5º Distrito de Casimiro de Abreu, Barra de SãoJoão, localizada junto à foz do Rio São João e do assentamento Sebastião Lan I e II. Tabela 9 - Ocupação e uso do solo e suas respectivas áreas em km2 e percentual sobre a área total de 273,33 km2. Descrição Área em Km2 % Mata 54,47 19,93 Vegetação arbustiva 33,38 12,21 Mangue 3,22 1.18 Campo / pasto 135,96 49,74 Canavial 18,48 6,76 Taboa 1,59 0,58 Agricultura 1,21 0,44 Morro / elevações 107,82 39,45 Área urbana e expansão 25.02 9,15Este procedimento possibilitou a geração da base espacial de referência para oentrecruzamento com a carta temática de uso da terra, com vistas à quantificação de ®cada tema, usando o modo Database Query: Area, do IDRISI (tabela 10), ondeforam dividendos em classes para as áreas mais aptas para a aqüicultura por seremáreas de solo férteis, produtivos e planos.Tabela 10 - Ocupação e uso do solo e suas respectivas classes. Descrição Descrição Classes Agricultura Áreas produtiva e plana, solo fértil 4 Campo / pasto Áreas produtiva e plana 4 Canavial Áreas produtiva e plana 3 Vegetação arbustiva Áreas não prioritárias 2 Taboa Indica áreas com baixa drenagem 2 mangue Áreas de preservação 1 Mata Áreas de preservação 1 Morro / elevações Topografia 1 Área urbana e expansão Áreas antrópicas 1
  • 806.3.2 Canavial e vegetação rasteira Foram consideradas áreas favoráveis os pastos, canavial e agricultura,por situarem em áreas planas dentro do perímetro da região estudada como tambémo uso agrícola indica facilidade de mecanização e uso para produção jáexperimentada. Os referidos PIs foram reclassificados e adicionados usando omódulo Overlay: first + second sucessivamente (figura 28).Figura 28 - PI ‘Áreas viáveis: pasto, agricultura e plantio de cana-de-açúcar’, na áreade estudo.6.3.3 Qualidade do solo O solo para o propósito de construção de viveiros escavados paraaqüicultura deve apresentar uma textura composta por uma mistura de silte, argila eareia com pH próximo a 7, não contendo mais de 10% de matéria orgânica. Os soloscom característica ácida (pH baixo ou inferior a 5) e com uma alta concentração dematéria orgânica devem ser evitados devido aos custos e tempo associados com acorreção química de tais solos NUNES et al., (2004). Os solos mais aproveitáveis são aqueles com teor de silte argiloso entre30% a 70%. Solos muito arenosos proporcionam excessiva infiltração, dificultando amanutenção da água nos viveiros. Solos muito argilosos provocam rachaduras nasporções emersas dos taludes. Para obter o PI Tipos de Solos para aqüicultura, foi usada como base acarta digitalizada do CD do CPRM – Serviço Geológico do Brasil, 2001, Geologia do
  • 81 ®Estado do Rio de Janeiro. A carta em formato Corel Draw (CDR) foi inicialmente ® ®transformada no Photoshop em TIF e importada para o IDRISI e posteriormenterecortada (Window) e ajustada (Resample) à imagem de trabalho e redigitalizada(figura 29). P = potzólico L = Latossolo G = Gley H =hidromorfoFigura 29 - PI ‘Tipos de solo da região do baixo São João’. Fonte: CPRM, 2001. Na bacia do baixo Rio São João, verifica-se uma grande variação dossolos. Nas cotas próximas ao nível do mar são verificados solos com fortesinfluências das marés aparecendo solos com salinidade e tiomorfismo, pertencendoa diferentes ordens, vide tabela 11, onde estão apresentadas as unidades do mapade solos e divididos em classes conforme a aptidão para a aqüicultura. Os critériosadotados para o estabelecimento e subdivisão das classes de solos e simbologiaestão de acordo com as normas estabelecidas em EMBRAPA (1988, 1999) eSANTOS et al., (1996).
  • 82 Tabela 11 - Identificação dos tipos de solos da região do baixo São João e seu peso dado de acordo com a sua plasticidade, granulometria e composição adequada para a construção de viveiros escavados. Tipo Descrição Classes GLEI POUCO HÚMICO SALINO SOLÓDICO ou não, argila de atividade alta, textura moderada e média argilosa + GLEI HÚMICO SOLÓDICO ou não eutrófico argila de atividade baixa e alta, GPS1 4 húmico ou chernozênico argiloso ou muito argiloso + GLEI HÚMICO TIOMÓRFICO, argila de atividade baixa e alta, húmico ou proeminente argiloso ou muito argiloso. GLEI POUCO HÚMICO ÁLICO ou DISTRÓFICO textura moderada argilosa + GPa2 GLEI HÚMICO ÁLICO ou DISTRÓFICO, argila de atividade baixa, húmico ou 3 proeminente muito argiloso ou argiloso. PODZÓLICO VERMELHO-AMARELO ÁLICO ou DISTRÓFICO, textura média e muito argilosa + PVa4 2 LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO ÁLICO ou DISTRÓFICO, textura média e muito argilosa PODZÓLICO VERMELHO-AMARELO DISTRÓFICO ou ÁLICO, não abrupto ou PVd4 2 abrupto , moderado a médio argiloso e muito argiloso HPd1 PODZOL HIDROMÓRFICO DISTRÓFICO ou ÁLICO, textura arenosa 2 LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO ÁLICO, textura moderada argilosa a LVa4 2 muito argilosa PODZÓLICO AMARELO ÁLICO ou DISTRÓFICO textura média argilosa ou PAa2 textura média e muito argilosa + 1 PODZÓLICO VERMELHO-AMARELO ÁLICO textura médio argiloso PODZÓLICO VERMELHO-AMARELO EUTRÓFICO, textura média argilosa + PEe1 1 CAMBISSOLO DISTRÓFICO, textura média argilosa, fase rochosa De acordo com a tabela acima, a figura tipos de solo foi reclassificada,obedecendo ao critério de classes quanto ao tipo do solo: 4 - excelente; 3 - muitobom 2 - bom e 1 – regular. Os solos argilosos (GPS1 e GPa2) são os queapresentam maior facilidade de serem trabalhados, de serem modelados commelhor compactação dos diques ou barragens, assentamento e compactação dofundo dos viveiros. Apresenta maior plasticidade, (facilidade em ser modelado-moldável), com fácil acomodação do material, resistência à erosão, percolação deágua e rachaduras, com menor capacidade de conduzir a água pelos seus poros,(capilaridade), retendo-a, além de apresentar maior coesão entre suas partículas,facilitando o trabalho de compactação. Os latossolos e podzólicos (PVa4,LVa4,PVd4), com muito argila apresentam restrições, por serem mais pesados, liguentos,e quando secam se partem, racham e ficam muito duros. O solo com texturaarenosa (HPd1) dificulta a retenção de água e não apresentam textura para aconstrução de viveiros. O solo podzólico vermelho e amarelo álico e o cambissolo
  • 83distrófico são solos pedregosos e rochosos e não servem para a aqüicultura(PÁDUA, 2003; ONO & KUBITZA, 2002), vide figura 30.Figura 30 - PI ‘Aptidão do terreno para construção de viveiros escavados’, na regiãode estudo.6.3.4 Aptidão agrícola Para criar o PI ‘Aptidão agrícola’ foi usada como base a carta digitalizadado CD do CPRM – Serviço Geológico do Brasil, 2001, Geologia do Estado do Rio de ®Janeiro. A carta em formato Corel Draw (CDR) foi inicialmente transformada no ® ®Photoshop em TIF e importada para o IDRISI e posteriormente recortada(Window) e ajustada (Resample) à imagem de trabalho e redigitalizada (figura 31).Figura 31 - PI ‘Aptidão agrícola da região do baixo São João’. Fonte: CPRM, 2001.
  • 84 As unidades são classificadas de acordo com o grau de limitação ao uso(BOHRER, 2000), vide tabela 12. Tabela 12 - Identificação da aptidão agrícola da região do baixo São João e suas classes dadas de acordo com as suas características físico- químicas apropriadas para a agricultura. Tipo Descrição Classes 2(b)c LAVOURAS - regular 4 3(bc) LAVOURAS - restrita 3 5(n) SILVICULTURA e/ou PASTAGEM natural 2 6 SEM APTIDÃO AGRÍCOLA - preservação da flora e fauna 1 Usando a classificação da tabela acima, o PI ‘Aptidão agrícola’ foireclassificado, seguindo critério do peso quanto ao tipo do solo: 4 - excelente; 3 -muito bom; 2 - bom e 1 – regular. Terras do tipo 2(b)c e 3(bc) fazem parte as terrasque apresentam poucas ou limitações moderadas para serem utilizadas comolavouras, observando a condição de manejo considerada. As limitações reduzem aprodutividade ou os benefícios, elevando a necessidade de insumos de forma aaumentar as vantagens a serem obtidas do uso. Terras com aptidão restrita paralavouras e boa para pastagem plantada e silvicultura, 5(n), sem limitaçõessignificativas para a produção sustentada com essa prática agrícola mas possuemlimitações fortes para lavouras. Terras sem aptidão agrícola (6) apresentamcondições que excluem a produção sustentada. São as terras que apresentamlimitações muito fortes ao uso agrícola, como solos hidromórficos ou por declivesacentuados. Essas terras têm como alternativa serem indicadas para a preservaçãoda flora e da fauna, (figura 32).
  • 85Figura 32 - PI reclassificado ‘Aptidão agrícola’ na área de estudo.6.3.5 Recursos Hídricos - Captação de água Outro fator de importância para o desenvolvimento da aqüicultura é adistância do ponto de captação de água, doce ou do mar, observando os critérios daperenidade, de modo a minimizar os custos de energia com o bombeamento. Antes da implantação de qualquer sistema de cultivo torna-se importanteuma avaliação quantitativa e qualitativa dos recursos hídricos disponíveis,PROENÇA & BITTENCOURT (1994). O fator quantitativo refere-se ao volume deágua necessário para suprir os viveiros durante todo o período de criação. Normalmente a captação d’água é feita utilizando-se bombas depreferência diretamente do rio (sem correr o risco de secar o leito) e dos grandescanais, para ser distribuída nos viveiros de forma independente, através detubulações e canais de abastecimento, por gravidade. A proximidade do ponto decaptação de água é importante para atender todo o sistema hídrico da fazenda comoo preenchimento dos viveiros, a compensação de perdas por percolação eevaporação e uso emergencial. Portanto, quanto mais próximo dos locais potenciaispara captação, melhor. ANGELL (1998), utilizou o critério de distância dos corpos d’água paraclassificar as áreas com aptidão ao cultivo de camarões. Desta forma, neste estudoforam consideradas como ainda viáveis as áreas com distância inferior a 3.000 mdos corpos d’água, Foi atribuído peso 0 às áreas com distância superior a 3.000 m
  • 86(área imprópria). As áreas de 2.600 a 3.000 m receberam peso 1, de 2.000 a 2.600peso 2, de 1.100 a 2.000 peso 3 e 0 a 1.100 m receberam peso 4. Estas classes,estão representadas nas áreas “buffers” de largura na tese de (BELTRAME, 2003 ). Baseados em ANGELL (1998) e BELTRAME, (2003), foram dados pesosde acordo com a distância dos pontos de captação ao empreendimento: Rio SãoJoão, devido ao seu volume e profundidade, que possibilita a captação da águadurante todo o ano e o seu bombeamento a longa distância devido à poucadeclividade da região de estudo, com desnível de 4,5m da barragem à foz (CUNHA,1995); e dos canais e valas, restritos, pois dependem da amplitude da maré e debombeamento, portanto, quanto mais alto seu peso (4) quanto mais indicado seria olocal, enquanto que os pesos menores à distância dos pontos dos empreendimentostanto menos indicado seria o local, (tabela 13). Através do Macro Modeler do ®IDRISI foi usado o módulo Distance e Reclass. Para o PI ‘Distância de captação deágua doce’ usou-se o módulo Overlay: maximum (figura 33). Tabela 13 - Captação de água doce: classe x distância, onde: 4- excelente; 3 - muito bom; 2 - bom e 1 – regular. Rio São João (m) Canais e valas (m) Classes 0 – 1.000 0 - 500 4 1.000 - 3.000 500 – 1.000 3 3.000 - 6.000 1.000 - 1.500 2 Acima de 6.000 Acima de 1.500 1
  • 87Figura 33 - PI ‘Distância de captação de água doce’ para aqüicultura: a) dosprincipais tributários e o próprio rio São João na área de estudo; b) dos canais comligações com rio São João, na área de estudo. Um pré-requisito básico para o desenvolvimento da carcinicultura comsucesso é a disponibilidade de água salgada, onde a estação de bombeamento deveficar muito próxima do ponto de captação de água. Neste estudo as áreas empotencial foram limitadas a uma distância de 9 km, baseados em observação emcampo. Para gerar o PI ‘Captação de água salgada’, seguiu-se o critério dosresultados das análises de água e da salinidade ideal para a espécie L. vannameibaseado na literatura, BOYD (1990) e (NUNES, 2001), Tabela 14, e figura 34.
  • 88 Tabela 14 - Captação de água salgada: classe x distância, onde: 4 - excelente; 3 - muito bom; 2 - bom e 1 – regular. mar (m) Classes 0 – 1.000 4 1.000 - 4.000 3 4.000 - 6.000 2 6.000 - 9.000 1Figura 34 - PI ‘Distância de captação de água salgada’, na área de estudo.6.3.6 Vias de acesso A distância das vias de acesso terrestre foi considerada um fatorimportante uma vez que a presença de estradas principais e vicinais facilita oescoamento da produção bem como da manutenção das estruturas. A via principalde serviços à região é a Rodovia Amaral Peixoto, RJ 106, as secundárias, asrodovias municipais que dão acesso à Agrisa, à Barragem da Represa de Juturnaíbaà localidade Professor Souza e as vias vicinais que dão acesso às unidadesfuncionais dispersas como aos assentamentos e as fazendas ao longo dos taludesdas principais valas e canais, figura 35.
  • 89Figura 35 - PI ‘Vias de acesso’, na área de estudo. Neste estudo foi arbitrada a distância máxima aceitável de umempreendimento aqüicola para as vias de acesso principal e secundário de 15 km.Foram divididos em classes de acordo com a estrutura e distância da via de acessoao empreendimento: Acesso primário – estrada Estadual ou Municipal quepossibilitam o tráfico de veículos pesados em qualquer condição de tempo e asestradas secundárias ou vicinais restritas devido à sua fragilidade, portanto quantomais alto seu peso (4) quanto mais indicado seria o local, enquanto que os pesosmenores à distância dos pontos dos empreendimentos tanto menos indicado seria olocal, (tabela 15). Para tal foram usados os módulos Distance e Reclass. Para o PI‘Distâncias das vias de acesso’ usou-se o módulo Ovelay: maximum (figura 36). Tabela 15 - Adequação da área em função da distância para as vias de acesso primário, secundários e vicinais, na área de estudo. Acesso Primário e Acesos Vicinais (m) Classes secundário (m) 0 - 2.500 0 - 300 4 2.500 - 5.000 300 - 600 3 5.000 - 15.000 600 - 1.000 2 Acima de 15.000 Acima de 1.000 1
  • 90Figura 36 - PI ‘Distância das vias de acesso’ a) acesso primário; b) acessosecundário, na área de estudo.6.3.7 Áreas de restrições Foram consideradas áreas de restrições àquelas de acordo com ascaracterísticas ambientais, as imposições legais e os aspectos técnicos queenvolvem empreendimentos de aqüicultura.6.3.7.1 Relevo Por razões econômicas, o terreno deve apresentar baixas cotasaltimétricas, com uma topografia plana ou com um leve declive de até 2% e nomáximo 3%. A declividade do terreno deve ser suficiente apenas para permitir o totalesvaziamento de água dos viveiros e situar-se em um plano de forma a requerer omínimo de investimento em termos de captação e elevação de água porbombeamento, (NUNES et al., 2004). Terrenos com altas elevações, acima de 5%devem ser evitados, pois demanda muita movimentação de terra, o que pode serbastante oneroso (COELHO et al., 1982). Inclinações inferiores a 5% evitam grandesdeslocamentos de terra para a construção dos viveiros e facilita também o
  • 91abastecimento e drenagem dos viveiros. Áreas planas sujeitas à inundação devemser evitadas (CAVALCANTI et al., 1986). Para que uma área tenha aptidão ao cultivo de camarão é importante queesteja 1 a 2 m acima do nível da maré e que tenha acesso aos mananciais de águasalobra. Já para as áreas que se encontram ao nível de influência da maré seránecessária a utilização de sistemas de bombeamento tanto para a drenagem comopara o abastecimento dos viveiros. Atualmente encontramos projetos de cultivo decamarões em áreas com altitude de até 10 m do nível da maré. Este critério torna-sebastante restritivo. A topografia é um fator importante para a implantação dasfazendas de cultivo de camarões marinhos. As áreas descritas como viáveis sãoaquelas que apresentam topografia com declividades inferiores a 2% (levementeinclinado) e uma diferença altimétrica em relação ao nível médio da maré inferior a6m (BELTRAME, 2003). A partir da análise de imagem de radar SRTM, na escala 1:250.000 comaproximadamente 90 metros de resolução espacial - Projeto Radam Brasil(MIRANDA, 2005), foi realizado uma interpretação para identificação ecaracterização das formas de relevo de curvas de nível de metro em metro. Aimagem foi recortada no modo Window e no modo Reclass reclassificada, conformetabela 16, onde o peso 4 representa planimetria mais recomendada, de acordo comBELTRAME (2003), gerando o PI Planimetria (figura 37). Tabela 16 - Classificação de adequação de solos para construção de viveiros escavados em função da planimetria, na área de estudo. Faixa (m) Classes 0–6 4 6 – 10 3 10 – 15 2 Acima de 15 1
  • 92Figura 37 - PI ‘Planimetria da região do baixo São João’, na área de estudo.A figura 37 ilustra o resultado da reclassificação utilizando a tabela 16. Foramconsideradas como áreas viáveis, as áreas planas com declividade inferior a 5%,excluindo todas às elevações maiores como morros e montanhas. O PI Planimetria foi reclassificado onde a área plana teve valor 1 e aselevações acima de 5% zero (figura 38)Figura 38 - PI ‘Restrição declividade’ acima de 15m, na área de estudo.
  • 936.3.7.2 Áreas de preservação ambiental Na proposta de zoneamento da APA do rio São João foram criadas áreasde proteção como às zonas de proteção de vida silvestre (ZPVS), as matas evegetação arbustivas para a criação dos corredores biológicos e as áreas demangue que fazem parte da Mata Atlântica, protegidas por lei. Foi incluído comoárea restrita a REBio Poço das Antas, (figura 39). Estas áreas foram reclassificadas, onde as restritas tiveram valor zero eas aptas 1. Foram juntadas todas as áreas pelo módulo Overlay: first + secondsucessivamente (figura 40).Figura 40 - PI ‘Áreas de preservação’ Reserva Biológica Poço das Antas (REBio) eas áreas de preservação de acordo com o Plano de Manejo da APA do Rio SãoJoão: mangue, matas e vegetação arbustiva, na área de estudo.
  • 94Figura 39 – Proposta de zoneamento da APA do rio São João. Fonte: IBAMA Reserva Biológica Poço das Antas.
  • 956.3.7.3 Faixa ciliar De acordo com a Lei No 4771 de 15/09/65 que institui o Código Florestal ea Portaria No 324 de 28/08/04, SERLA, que define a base legal para estabelecimentoda largura da FMP, a faixa marginal varia de acordo com a largura do rio: A – 30 mrios com menos de 10 m de largura; B – 50 m rios com largura entre 10 e 50 m; e C– 100 m rios com largura entre 50 e 200 m e, ainda estabelece uma faixa deproteção de 100 m em torno dos manguezais. De modo a excluir estas faixas marginais de proteção foi criado uma faixade amortecimento, de acordo com sua largura. Todos os rios foram reclassificadospara um mesmo padrão: zero e 1. Para cada categoria foi criada uma faixa de ®acordo com a Lei usando o módulo Buffer do IDRISI e finalmente somados pelomódulo Overlay: first + second sucessivamente resultando na figura 41.Figura 41 - PI ‘Faixa marginal de proteção dos rios’ de acordo com a Lei No 4771, naárea de estudo.6.3.7.4 Margem de segurança – canais e vias de acesso Estipulou-se neste trabalho uma zona de segurança de 60 m de ambos oslados das vias de acesso, canais e valas, para minimizar o assoreamento e mantera integridade dos canais e vias de acesso secundários sobre os taludes. Para ambosos PIs foram utilizados os módulos, Buffer e Overlay: first + second sucessivamente ®do IDRISI (figura 42).
  • 96Figura 42 - PI ‘Margem de segurança’ de 60 m nas vias de acesso e nas margensnos canais e valas do baixo São João, na área de estudo. Esta margem de segurança também está prevista no zoneamento da APAda Bacia Hidrográfica do rio São João como faixa de proteção.6.3.7.5 Áreas urbanas Foi considerada área urbana e de expansão urbana o 5º Distrito deCasimiro de Abreu, Barra de São João e os assentamentos Sebastião Lan I e II. Foicriado um PI, arbitrando uma zona de segurança de 1 km, usando o módulo Buffer ®do IDRISI e, reclassificada onde a área apta teve valor 1 e as restritas zero (figura43).Figura 43 - PI ‘Áreas urbanas’ com área de amortecimento de 1.000 m a partir daárea de expansão urbana nos distritos de Unamar e Barra de São João e, nosassentamentos.
  • 976.3.7.6 Fontes poluidoras A instalação das estruturas para um empreendimento aqüícola não deveser muito distante dos centros urbanos para facilitar o escoamento da produção,porém deve-se tomar precaução quanto à descarga de poluentes. Na foz do rio São João, na desembocadura do rio Guarguá e da vala dosMedeiros foram observado índices elevados de coliformes fecais durante todo operíodo de coleta, devido ao despejo de esgoto nesta região cercada pela áreaurbana, vide Tabela 08, Página 75. De modo a evitar que estas áreas fossemincluídas nas áreas viáveis do estudo, foi criada arbitrariamente uma zona deamortecimento de 2 km em torno dos três pontos amostrados e de outra de 3 km emtorno das lagoas de decantação de vinhoto da indústria de álcool. Assim, estasáreas sob influência de fontes poluentes identificadas foram excluídas das áreaspropícias para a aqüicultura, (figura 44)Figura 44 - PI ‘Fontes poluidoras’ com área de amortecimento de 2.000 m em tornodos pontos de alto índice de coliformes fecais e amortecimento de 3.000 m em tornodas lagoas de decantação de vinhoto da indústria de álcool local.6.3.7.7 Malha hídrica Considerando que o estudo em pauta é apenas para a aqüiculturabaseada em terra, em viveiros escavados, de modo a excluir todas as áreascobertas por recursos d’água (rios, canais, valas, a represa de Juturnaíba e o mar),foi criada esta ‘máscara’ conforme figura 45.
  • 98Figura 45 – PI ‘Malha hídrica’: rios, canais, valas, represa de Juturnaíba e mar, naárea de estudo.6.3.8 Modelagem Foi utilizado o módulo Overlay primeiro PI mais o segundo PI,sucessivamente, para somar todos os PI’s de restrições, (figura 46).Figura 46 - PI ‘Somatória de todas as áreas restritas’, na área de estudo.
  • 99 Para facilitar o procedimento usou-se o Macro Modeler, uma interface ®gráfica que permite utilizar quase todos os comandos do IDRISI para rodar modelosmais complexos (figura 47).Figura 47 - Diagrama sintético do Macro Modeler ilustrando os passos seguidos nomodelo para determinação da somatória das áreas restritas.
  • 1006.3.9 Parâmetros físico-químicos Foram gerados os PI’s para os 4 parâmetros físico-químicos (salinidade,temperatura, pH e oxigênio dissolvido, utilizando-se os arquivos .txt e o módulo ®Interpol do IDRISI e posteriormente reclassificados de acordo com o ideal paracada espécie, L. vannamei, O. niloticus e M. rosenbergii, (tabela 17; figuras, 48, 49,50,51, 52 e 53).Figura 48 - PI ‘Adequação da salinidade para cultivo de L. vannamei‘, na região dobaixo São João.Figura 49 - PI ‘Adequação da salinidade para o cultivo de M. rosenbergii e O.niloticus’, na região do baixo São João.
  • 101Figura 50 - PI ‘Adequação da temperatura para L. vannamei, M. rosenbergii e O.niloticus’, na região do baixo São João.Figura 51 - PI ‘Adequação do pH para L. vannamei, M. rosenbergii e O. niloticus’, naregião do baixo São João.Tabela 17 – Classificação da adequação da área em função da variação deparâmetros abióticos, onde: 4 - excelente; 3 - muito bom; 2 - bom e 1 – regular. Espécie Salinidade Temperatura pH O2 Classe L. vannamei 25 – 35 25– 31 7 – 7,5 8 - 10 4 18 - 25 e 35 - 40 23 – 25 e 31 - 33 6,5 - 7 e 7,5 - 8 5-8 3 5 – 18 e 40 - 50 21 – 23 e 33 - 37 5,5 – 6,5 e 8 – 8,5 4-5 2 < 5 e > 50 < 21 e > 37 < 5,5 e > 8,5 3-4 1 M. rosenbergii e 0-1 28 - 31 7 – 7,5 7 - 10 4 O. niloticus 1-2 22 – 28 e 31 - 33 6,5 - 7 e 7,5 - 8 5-7 3 2 - 10 18 – 22 e 33 - 37 5,5 – 6,5 e 8 – 8,5 4-5 2 > 10 < 18 e > 37 < 5,5 e > 8,5 3-4 1
  • 102Figura 52 - PI ‘Adequação de oxigênio dissolvido para L. vannamei’, na região dobaixo São João.Figura 53 - PI ‘Adequação de oxigênio dissolvido para M. rosenbergii e O. niloticus ‘,na região do baixo São João.6.3.10 Cruzamento das informações O passo seguinte para a decisão consistiu na atribuição de pesos paraos critérios de fatores. Neste trabalho foi utilizado um método de atribuição de pesosapresentado por SAATY (1977, 1980, 1987), o qual se baseia na comparação defatores par a par, (figura 54). A função Weight calcula o peso de cada um dos fatorese uma razão de consistência, permitindo ajustes à comparação, caso necessário.
  • 103Figura 54 – Escala contínua, par a par, de nove pontos de importância relativa do ®módulo Weight do IDRISI . Fonte EASTMAN (2001) O módulo Weight do menu Analysis / Decision Support do Idrisi, utiliza acomparação, de acordo com a importância relativa entre pares de fatores, cujasomatória total de um conjunto de pesos é 1.0, (EASTMAN, 2001). Este módulorequer que sejam indicadas as importâncias relativas de cada fator relativamente acada um dos outros fatores face ao objetivo estipulado. O indicador de consistênciaassinala inconsistências que possam ter ocorrido no processo de comparação dois adois dos fatores. O indicador de consistência deve ser menor que 0,10. As matrizes resultantes foram então utilizadas no módulo MCE, do IDRISI,realizando uma avaliação multi-criterial atribuindo novamente graus de importânciacom relação ao PI da somatória de todas as áreas com restrições dando origem aosPI’s finais, mostrando as áreas excelentes, muito boas, boas e regulares.6.3.10.1 Decisão multi-critério uso da terra – áreas planas O módulo Weight foi aplicado para analisar o uso da terra ideal para aaqüicultura, onde foram dados pesos para cada tipo de uso (tabela 18), ou graus deimportância a cada fator em relação ao outro, em ordem de 1/9 (extremamentemenos importante) até 9 (extremamente mais importante) para cada tipo de solo. Tabela 18 – Matriz de comparação entre pares para uso da terra. Razão de consistência = 0,03 pasto canavial agricultura Peso pasto 1 0,48 canavial 1/5 1 0,11 agricultura 1 3 1 0,41
  • 104 Para a avaliação multi-criterial da terra utilizou-se a importância relativa0,48 para pasto, 0,11 para canavial e 0,41 para agricultura, com o PI ‘Somatória detodas as áreas restritas’, resultando na figura 55.Figura 55 - PI ‘MCE uso da terra’ na região plana do baixo São João, na área deestudo.Assim, a expressão para o submodelo:Aptidão de uso da terra = (Pastos * 0,48 + Canaviais * 0,11 + Agricultura * 0,41)6.3.10.2 Decisão multi-critério solo Para a construção de viveiros o ideal são os solos com baixo índice depermeabilidade (baixa perda de água por percolação). Segundo CAVALCANTI et al,(1986), três tipos de solos são identificados, sob o ponto de vista granulométrico,como propícios à implantação de viveiros, em função de suas propriedades deretenção de água: argilosos, sílico-argilosos ou aqueles constituídos por uma misturade areia, argila, silte e matéria orgânica. Solos arenosos podem ser eventualmenteutilizados, impermeabilizando-os com argila, que resulta em elevação de custos. Ossolos argilosos são aqueles com 35% ou mais de argila, enquanto os solos arenosossão aqueles com 14% ou menos de argila. Os solos intermediários são consideradoscomo médios. Quanto ao aspecto químico, não devem apresentar pH muito baixo(menor que 4,5), principalmente nos solos sulfatados e turfosos.
  • 105 Os solos orgânicos também chamados de turfosos podem atingirprofundidades de mais de 1m de uma camada escura, com fibras orgânicas, sendomenos estáveis, de difícil compactação e resistentes ao deslizamento, portanto nãorecomendados para a aqüicultura. A remoção da camada resulta em elevação decustos. Solos ácido-sulfáticos são originários dos depósitos de aluviões em áreasde inundação, com acúmulo de material orgânico vegetal encharcado, (raízes,folhas, galhos e frutos), que vão se decompondo, depositados em condições deausência de oxigênio, onde determinadas bactérias redutoras de enxofre sedesenvolvem. Ocorrem em áreas de densa vegetação, como alagados denascentes, pântanos e mangues, com formação de sulfetos pela ação das bactériasanaeróbias, acumulando gás sulfídrico-H2S ou dissulfeto de ferro-FeS, que quandodrenados e secos, em contato com o ar formam o ácido sulfúrico- H2SO4, reduzindoem muito o pH do solo. Estas áreas devem ser evitadas (PÁDUA, 2003). Na avaliação da aptidão do solo, são utilizados mapas de unidades demanejo das terras, caracterizados inicialmente pelos seus atributos físicos, eposteriormente avaliadas pela aptidão de uso. O delineamento das unidades demapeamento baseou-se nos atributos considerados de relevância permanente parao uso, como declividade, tipo de rocha e de solo. Subdivisões foram realizadas deacordo com a vegetação e o tipo e grau de erosão. Cada unidade foi avaliada deacordo com a sua capacidade para o uso sustentado, de acordo com as limitaçõesfísicas, demandas de manejo e a necessidade de conservação do solo. O módulo Weight foi usado para analisar o solo ideal para aaqüicultura, onde foram dados pesos para cada tipo de solo para os PI’s Tipos deSolos (tabela 19) e Aptidão Agrícola (tabela 20), ou graus de importância a cadafator em relação ao outro, em ordem de 1/9 (extremamente menos importante) até 9(extremamente mais importante) para cada tipo de solo.
  • 106 Tabela 19 – Matriz de comparação entre pares para tipos de solo. Razão de consistência = 0,00 Podzólico Gps1 Gpa2 podsolo Peso vermelho Gps1 1 0,39 Gpa2 1 1 0,42 Podzólico vermelho 1/3 1/3 1 0,14 podsolo 1/7 1/9 1/3 1 0,05 Tabela 20 – Matriz de comparação entre pares para aptidão agrícola. Razão de consistência = 0,04 2bc 3bc 5n 6 Peso 2bc 1 0,57 3bc 1/3 1 0,28 5n 1/5 1/3 1 0,11 6 1/9 1/9 1/3 1 0,04 Para a avaliação multi-criterial do solo utilizou-se a importância relativa0,60 da matriz Aptidão do Solo e 0,40 da matriz Tipos de Solo, resultando na figura56.Figura 56 - PI ‘MCE solos’ na área de estudo.Assim, a expressão para o submodelo:Aptidão de solos = (Geologia * 0,40 + Aptidão agrícola* 0,60)6.3.10.3 Decisão multi-critério água
  • 107 O módulo Weight foi aplicado para as espécies L. vannamei (tabela 21) eM. rosenbergii com O. niloticus (tabela 22), onde foram dados pesos a cada fator emrelação ao outro, conforme descrito acima, com relação às médias de fundo dosparâmetros físico-químicos (salinidade, temperatura da água, oxigênio dissolvido epH). Tabela 21 - Matriz de comparação entre pares dos parâmetros físico- químicos para L. vannamei. Razão de consistência = 0,03 salinidade temperatura ph oxigênio Peso Salinidade 1 0,58 temperatura 1/3 1 0,15 ph 1/5 1 1 0,11 oxigênio 1/5 1 2 1 0,16 Tabela 22 - Matriz de comparação entre pares dos parâmetros físico- químicos para M. rosenbergii e O. niloticus. Razão de consistência = 0,05 salinidade temperatura pH oxigênio Peso salinidade 1 0,06 temperatura 9 1 0,35 ph 3 1 1 0,27 oxigênio 7 1 1 1 0,32 Para a avaliação multi-criterial da adequação do terreno para o cultivo daespécie L. vannamei utilizou-se a importância relativa 0,58 para salinidade, 0,15temperatura, 0,11 pH e 0,16 oxigênio dissolvido, conforme calculado no móduloWeight. Somando com o PI das somatórias das áreas restritas, resultando na figura57.
  • 108Figura 57 - PI ‘MCE L. vannamei x parâmetros físico-químicos da água’, na área deestudo.Assim, a expressão para o submodelo:Aptidão de Água = (‘Salinidade’ * 0,58 + ‘Temperatura’ * 0.15 + ‘pH’ * 0.11 +Oxigênio dissolvido* 0,16) L. vannameiA avaliação multi-critério da adequação do terreno para o cultivo das espécies O.niloticus e M. rosenbergii, utilizou-se a importância relativa 0,06 para salinidade, 0,35temperatura, 0,27 pH e 0,32 oxigênio dissolvido, conforme calculado no móduloWeight, resultando na figura 58.Figura 58 - PI ‘MCE O. niloticus e M. rosenbergii x parâmetros físico-químicos daágua’ na área de estudo.Assim, a expressão para o submodelo: 6Aptidão de Água = (‘Salinidade’ * 0,06 + ‘Temperatura’ * 0.35 + ‘pH’ * 0.27 +Oxigênio dissolvido* 0,32) M. rosenbergii e O. niloticus
  • 1096.3.10.4 Decisão multi-critério recursos hídricos Na avaliação multi-criterial para a captação de água usou-se aimportância relativa: L. vannamei – água doce 0,05 e distância do mar 0,95, figura59; O. niloticus e M. rosenbergii, utilizou-se a importância relativa 0,90 água doce e0,10 distância do mar, figura 60.Figura 59 - PI ‘MCE para captação de água para a espécie L. vannamei’, na área deestudo.Assim, a expressão para o submodelo:Aptidão recursos hídricos = (Captação de água doce * 0,05 + Distância do mar *0,95) L vannameiFigura 60 - PI ‘MCE para captação de água para as espécies M. rosenbergii e O.niloticus’, na área de estudo.Assim, a expressão para o submodelo:Aptidão recursos hídricos = (Captação de água doce * 0,90 + Distância do mar *0,10) M.rosenbergii e O. niloticus
  • 1106.3.10.5 Decisão multi-critério vias de acesso (infraestrutura) Para a avaliação multi-criterial vias de acesso utilizou-se a importânciarelativa 0,70 para o acesso primário e 0,30 e acesso secundários, resultando nafigura 61.Figura 61 - PI ‘MCE para vias de acessos’, na área de estudo.Assim, a expressão para o submodelo:Aptidão infra-estrutura = (Estradas pavimentadas * 0,70 + Estradas secundárias *0,30)6.3.10.6 Decisão multi-critério fatores ambientais Para a avaliação multi-criterial meio ambiente utilizou-se a importânciarelativa 0,35 solos e 0,65 qualidade da água para L. Vannamei (figura 62) e 0,50solos e 0,50 para qualidade água para M. rosenbergii e O. niloticus, resultando nafigura 63.
  • 111Figura 62 - PI ‘MCE fatores ambientais para L. vannamei’, na área de estudo.Assim, a expressão para o submodelo:Fatores ambientais = (Solos* 0,35 + qualidade da água* 0,65) L vannameiFigura 63 - PI ‘MCE fatores ambientais para M. rosenbergii e O. niloticus’, na área deestudo.Assim, a expressão para o submodelo:Fatores ambientais = (Solos* 0,50 + qualidade da água* 0,50) M.rosenbergii e O.niloticus
  • 1126.3.10.7 Decisão multi-critério fatores de produção Para a decisão multi-critério fatores de produção para as espécies emquestão, foi usado o módulo Weight para L. vannamei (tabela 23) e O. niloticus comM. rosenbergii (tabela 24), onde foram dados pesos a cada fator em relação aooutro, com relação ao uso da terra – áreas planas, vias de acesso, recursos hídricose fatores ambientais. Os PI’s resultantes com a indicação das áreas mais viáveisestão ilustrados nas figuras 64 e 65. Tabela 23 - Matriz de decisões utilizada pelo módulo Weight para obter os pesos relativos aos fatores de produção para L. vannamei. Uso da Vias de Recursos Fatores Peso terra acesso hídricos ambientais Uso da 1 0,06 terra Vias de 1 1 0,07 acesso Recursos 9 9 1 0,72 hídricos Fatores 5 2 1/8 1 0,15 ambientaisFigura 64 - PI ‘MCE das áreas mais viáveis para L. vannamei’, na área de estudo.Assim, a expressão para o submodelo:Aptidão para Aqüicultura = (Uso do solo * 0,06 + Fatores ambientais * 0.07 +Recursos hídricos * 0,72 + Infraestrutura * 0,15) * Restrições L. vannamei.
  • 113 Tabela 24 - Matriz de decisões utilizada pelo módulo Weight para obter os pesos relativos aos fatores de produção para M. rosenbergii e O. niloticus. Uso da Vias de Recursos Fatores Peso terra acesso hídricos ambientais Uso da 1 0,06 Terra Vias de 1 1 0,07 Acesso Recursos 8 9 1 0,67 hídricos Fatores 5 3 1/5 1 0,20 ambientaisFigura 65 - PI ‘MCE das áreas mais viáveis para M. rosenbergii e O. niloticus’, naárea de estudo.Assim, a expressão para o submodelo:Aptidão para Aqüicultura = (Uso do solo * 0,06 + Fatores ambientais * 0.07 +Recursos hídricos * 0,67 + Infraestrutura * 0,20) * Restrições M. rosenbergii e O.niloticus.Os modelos com os pesos atribuídos para cada critério e os sub-modelos deprodução que resultaram nos mapas temáticos das áreas mais viáveis para aespécie L. vannamei e para as espécies M. rosenbergii e O. niloticus estão ilustradosnas figuras 66 e 67 respectivamente.
  • 114Figura 66 - Modelo do potencial do cultivo de L. vannamei, no baixo São João.
  • 115Figura 67 – Modelo do potencial do cultivo de M. rosenbergii e O. niloticus, no baixoSão João.
  • 116 Para calcular as áreas ideais para as três espécies utilizou-se os modelos ®abaixo usando os módulos Group, Reclass e Área do IDRISI . Estas operaçõesforam automatizadas usando-se o Macro Modeler que mantém um registro dospassos utilizados (figuras 68 e 69).Figura 68 - Diagrama sintético do Macro Modeler ilustrando os passos seguidos nomodelo para determinação do potencial para cultivo de Litopenaeus vannamei.Figura 69 - Diagrama sintético do Macro Modeler ilustrando os passos seguidos nomodelo para determinação do potencial para cultivo de Oreochromis niloticus eMacrobrachium rosenbergii.
  • 1176.3.11 Áreas viáveis No PI da somatória total das áreas restritas foi utilizado o módulo Área, naunidade de km2 e posteriormente para hectare, portanto, a área remanescente aptapara a atividade da aqüicultura corresponde a 20,41% sobre a área total com osseus 55,79 km2, (figura 70).Figura 70 – PI ‘Área total viável’ 55,79 km2, que corresponde a 20,41% sobre a áreatotal estudada de 273,33 km2.6.3.11.1 Litopenaeus vannamei Os estudos realizados neste trabalho, dos dados levantados in loco e SIG,fundamentaram o zoneamento das áreas aptas para a atividade da carciniculturamarinha de acordo com o Plano de Zoneamento da APA do rio São João, que estásendo elaborado pelo IBAMA, localizadas próximo ao estuário do rio São João. Através do levantamento do perfil salinidade observou-se salinidade muitobaixa na superfície ao longo do período de estudo, quando se levou em conta com ocritério em consideração a influência da maré e da vazão enchente sobre a calha dorio. A aptidão também levou em conta a declividade do terreno e o tipo de solo,sendo a aptidão mais restrita a solos complexos (organosolos) que dependem desondagem em campo, não havendo restrições quanto aos solos areno-argilosos eargilosos. Considerando a sobreposição dos PI’s de aptidão quanto à salinidade e olocal de captação, relevo, tipo de solo e desconsiderando as áreas de preservaçãopermanente, manguezais a faixa ciliar e, obedecendo a proposta do zoneamento da
  • 118APA da Bacia do Rio São João, o SIG identificou uma área total de 763,47 ha, parao cultivo de camarão marinho. No entanto, para a finalidade deste estudo,convencionou-se que a viabilidade de empreendimentos desta natureza(carcinicultura) deveria ser em áreas com no mínimo 15 ha. Portanto, o total de áreadisponível para o cultivo de L. vannamei é de 667 ha, consideradas muito boas 180ha e boas 487 ha, (figura 71).Figura 71 - PI ‘Áreas adequadas para cultivo de L. vannamei’, no baixo curso do rioSão João, totalizando 667 ha, excluindo manchas menores que 15 ha.6.3.11.2 Macrobrachium rosenbergii e Oreochromis niloticus A aptidão para os cultivos das espécies eurihalinas foi levado em conta aproximidade de captação de água doce dentro dos padrões aceitáveis e descritas naResolução CONAMA 357/2005, a declividade do terreno e o tipo de solo,principalmente os solos areno-argilosos e argilosos. Os solos mais complexos comoorganosolos e solos turfosos dependem de sondagem em campo e uma avaliaçãomais criteriosa. O somatório das áreas restritas totalizou 5.413,59 ha. Desconsiderando manchas de áreas viáveis para cultivo de M.rosenbergii, menores que 15 ha, o modelo identificou 3.819 ha classificadas comoexcelentes e 878 ha classificadas como muito boas, totalizando 4.697 ha (figura 72).
  • 119Figura 72 - PI ‘Áreas adequadas para cultivo de M. rosenbergii’ totalizando4.697 ha, excluindo manchas menores que 15 ha. Para O. niloticus, descontando manchas menores de 1ha ficou disponível4.905 ha, classificada como excelente 3.843 ha e muito boa, 1.062, (figura 73).Figura 73 - PI ‘Áreas adequadas para cultivo de O. niloticus’, totalizando 4.905 ha,excluindo manchas menores que 1 ha.
  • 1207 DISCUSSÃO A planície do baixo curso do rio São João compreende 32.000 ha devárzeas hidromórficas e, segundo BINSZTOK (1993), é um dos últimos segmentoscontínuos da fronteira agrícola em condições de incorporar-se ao processo produtivocom vantagens comparativas, seguindo um modelo de desenvolvimento agrícola debases nitidamente industriais. Um dos fatores que evidencia seu potencial é o eixo-viário litorâneo, formado pela BR-101 e suas variantes localizadas em territóriofluminense, e a disponibilidade de recursos naturais. Em suma, pode-se melhorar odéficit de alimentos e matérias primas agrícolas do Estado do Rio de Janeiro a partirda preconização do vale do rio São João como objeto de intervenção para produçãoagrícola. Este estudo buscou investigar a existência de áreas viáveis para odesenvolvimento da aqüicultura estuarina utilizando um SIG e SensoriamentoRemoto como ferramentas. Dados ambientais e bióticos podem servir comoindicadores que em conjunto integrados em um SIG podem responder a hipóteseinicial, diagnosticando o potencial da região em questão. Para complementar a escassez de dados ambientais sobre o rio SãoJoão, efetuou-se o levantamento de dados físico-químicos quinzenalmente da foz àjusante da represa, incluindo nos seus principais tributários e canais, com o intuitode ter um diagnóstico atual da qualidade da água e da influência da maré sobre o rioe comparar os resultados com a resolução CONAMA No 357 de 2005, paradesenvolver planos de informação independentes, a serem integrados em um SIGcompondo modelos específicos para as três espécies em questão. Uma simulaçãobusca as áreas que atendam às melhores condições e que satisfaçam os critériosdeterminados para a implantação de empreendimentos aqüícolas. A escolha correta pode influenciar na viabilidade econômica nadeterminação do capital e custos, a sua sustentabilidade, produtividade emortandade, (PÉREZ et al., 2003). Foram consideradas as seguintes espécies:
  • 121 • O camarão marinho exótico Litopenaeus vannamei, a espécie mais cultivada em todas as latitudes do Brasil ao longo de sua costa. • O gigante da Malásia Macrobrachium rosenbergii, uma espécie exótica introduzida no Brasil na década de 80, com grande potencial econômico e, • A tilápia, Oreochromis niloticus, uma espécie amplamente difundida em todo o território brasileiro;7.1 DADOS FÍSICO-QUÍMICOS No Brasil é adotado como padrão de referência para fins de critério dequalidade de água a Resolução CONAMA No 357 de 2005. Para a atividade daaqüicultura é permitida para as classes 1 e 2 água doce, 5 água salobra e 7 águasalgada, (CONAMA, 2005). De acordo com SIPAÚBA TAVARES (1994), as variáveis físico–químicas,mais apropriadas à qualificação da água de viveiros são: oxigênio dissolvido, pH,dióxido de carbono livre, alcalinidade total, dureza, condutividade elétrica,temperatura, transparência e nutrientes. A tabela 25 resume os principais parâmetros e sua importância para aaqüicultura, abordados neste trabalho. Tabela 25 – Parâmetros físico-químicos: de importância para a aqüicultura. Parâmetros Importância A temperatura interfere diretamente no metabolismo dos animais, Temperatura acelerando ou retardando o seu desenvolvimento. Variações bruscas podem provocar o surgimento de doenças. A salinidade afeta não apenas a regulagem osmótica, mas também Salinidade influencia a concentração de íons não-ionizados de amônia. Dependendo da espécie, o excesso de oxigênio dissolvido pode Oxigênio provocar a morte dos peixes por embolia e a falta por asfixia. pH Atua no desenvolvimento dos organismos. A temperatura da água é um dos fatores mais importantes no controle dosfenômenos químicos e biológicos existentes em um viveiro. Cada espécie tem umatemperatura na qual melhor se adapta e se desenvolve, sendo essa temperatura
  • 122chamada de temperatura ótima. As temperaturas acima ou abaixo do ótimoinfluenciam de forma a reduzir seu crescimento. Em caso de temperaturas extremas,podem acontecer mortalidades. A faixa ideal das espécies tropicais está entre 20 e 30oC, sendo o nívelótimo para a maioria entre 25 e 28ºC. MEROLA & SOUZA (1988), constataram ainfluência negativa sobre o crescimento e ganho de peso dos peixes devido à quedabrusca da temperatura. A temperatura também influi na concentração de oxigênio,respiração, digestão, reprodução, alimentação, etc. Temperaturas baixas os peixestornam-se suscetíveis a doenças, temperatura elevadas duplicam o efeito desubstâncias tóxicas. Organismos aquáticos possuem limites de tolerância térmica superior einferior, temperaturas ótimas para o seu desenvolvimento. Os dados de temperaturada água obtidos apontam um ciclo anual nítido, com valores mínimos de 20oC noinverno e máximos de 29oC no fim do verão (jul-05/06 e fev/mar-06), o quecaracteriza um ambiente tropical e, portanto dentro dos níveis descrito por MEROLA& SOUZA (1988), vide figura 18 e Anexo I. Observou-se ausência de estratificaçãotérmica da coluna d’água durante o ciclo anual, principalmente no trecho retificado. O rio São João a jusante da barragem recebe águas dos afluentes damargem esquerda, que descem do relevo acidentado, com regime de água durantetodo o ano, (rios Aldeia Velha, Indaiaçú, Lontra e Dourado) trazendo grande aportede água principalmente nas chuvas de verão. Os rios da margem direita, quenascem em relevo de baixa altitude, apresentam uma contribuição hídricainsignificante. O principal aporte de água vem pela represa que é alimentada pelosrios São João, Bacaxá, Capivari e d’Ouro, cujos caudais máximos ocorrem entre osmeses de novembro a fevereiro, quando normalmente se observa a água verter pelovertedouro em zigue-zague da barragem e através de duas comportas laterais,também descritos por CUNHA, (1995), vide fotografias no Anexo VII. Pelo que foi constatado in loco, a cunha salina não chega a ultrapassar oprimeiro terço do canal retificado, e a sua penetração depende da amplitude demaré, da vazão do rio São João e da direção do vento. As maiores amplitudes demarés astronômicas foram de 1,2 a 1,4m (tabela 7). BENIGNO, E. et al., (2003), emseu estudo preliminar, observaram que, na época de estiagem, a dinâmica do rio é
  • 123controlada pela maré e concluíram que as variações de maré observadas até arepresa de Juturnaíba são atribuídas à maré dinâmica e, não ocorre estratificação dasalinidade na coluna d’água. Pelo que foi constatado neste trabalho, existe umaestratificação significante de salinidade na medida em que se afasta da foz. Naestação I, junto à foz, a salinidade de superfície e fundo é praticamente homogênea,sem estratificação, devido a pouca profundidade e agitação constante de marolas,vide figuras 19 a 22 e Anexo II. De acordo com CHANG & OUYANG (1988), em dias claros a taxafotossintética aumenta, elevando a demanda de oxigênio à noite pela respiração dasalgas, acarretando num déficit desse gás pela manhã. Sua concentração tambémdepende da temperatura. Durante o período de estudo, 79,5% das amostras apresentaram teor deoxigênio dissolvido maior ou igual a 6 mg.l-1; e no conjunto das amostras com teoresinferiores a 6 mg.l-1 62,5% foram provenientes das estações com as maioresprofundidades: II e III com 7,5m e IV 6,4m, exceto a estação Q com 3,3m deprofundidade próximo a desembocadura do rio Indaiaçú onde foi detectado o maisbaixo índice: 1,8 mg.l-1, vide figura 24 e Anexo IV. Portanto podemos dizer que noperíodo de estudo as condições de oxigenação foram satisfatórias, e a ausência deestratificação térmica na coluna d’água, fez com que a mesma apresentasse umadistribuição quase homogênea na concentração de oxigênio dissolvido, exceto nasestações acima citadas, onde a profundidade prejudica a sua homogeneização. Inúmeros fatores interferem na qualidade da água, o que exige arealização de estudos detalhados dos processos físicos, químicos e biológicos queocorrem tanto em sistemas naturais quanto em artificiais, destacando-se aimportância dos ciclos biogeoquímicos para o entendimento do ecossistemaaquático (CARMOUZE, 1994). O pH ótimo para o cultivo de peixes tropicais, segundo CECCARELLI etal. (2000), deve permanecer entre 7,0 e 8,0, destacando que grandes concentraçõesde vegetais, algas e fitoplâncton provocam acidificação do meio aquático à noite.Entretanto, GRAEF et al., (1987) e MEROLA & SOUZA (1988), obtiveram bonsresultados cultivando peixes com pH variando de 4,9 a 8,3.
  • 124 O pH é um indicador de transformação química, física e biótica da água.Poluentes e lixiviação de solos ácidos podem alterar o pH da água e causarmortandade dos animais e da vegetação aquática (MATOS, 2005). Altastemperaturas e pH elevado da água o íon amônio se transforma em amônia (NH3livre, gasoso), que pode ser tóxica aos organismos (TRUSSEL, 1972; PEREIRA &MERCANTE, 2005). Em áreas em que os ecossistemas aquáticos continentais são,em diferentes graus de intensidade, influenciados pelo mar (recebem grandescontribuições dos íons alcalinos) apresentam elevados valores de pH, o que foiconstatado durante o período de estudo, nas estações I, II e III, exceto no períodoprolongado de chuvas. No velho curso do rio São João, na estação IV e,principalmente nas valas e canais de sua margem direita, foi constatado pH ácido,principalmente na água de fundo, que deve estar relacionado ao acúmulo dematerial orgânico proveniente das margens onde a mata ciliar ainda se encontrabem preservada e da lixiviação do solo que coincide com a época das chuvas, videfigura 23 e Anexo III. Verifica-se através da média global nos pontos de coleta emestudo que o índice está dentro das especificações estabelecidas para os índices depH, conforme a resolução do CONAMA No 357 de 2005 (classificação das águasdoces, salobras e salinas do território nacional) que estabelece para águas de classe1, 2 e 3 uma faixa com índices de pH entre 6,0 e 9,0. Os baixos valores da transparência pelo disco de Secchii podem seratribuídos ao seston biogênico, representado basicamente pelo fitoplâncton, eabiogênico. No curso original do rio São João, na Estação IV, observou-se baixatransparência, provavelmente relacionados à presença de águas escuras, devido àselevadas concentrações de compostos orgânicos dissolvidos (substâncias húmicas),vide Anexo V. As bactérias do grupo coliforme (Escherichia coli) são os indicadores maisprecisos do grau de contaminação das águas por dejetos humanos e animais desangue quente. Segundo o Conselho Nacional de Meio Ambiente, (CONAMA 357,2005), o teor máximo de coliformes fecais para contato primário é 1000cf/100ml paraáguas salobras e salinas classes 5 e 7 e, 1000cf/100ml a 4000cf/100ml para águadoce classes 1 e 2 respectivamente. Os pontos de análises para coliformes fecaisforam excluídos, e criando um PI de área restrita pontual com zona de
  • 125amortecimento de 2 km, devido ao alto índice de coliformes fecais junto à foz, que éincompatível com a atividade de aqüicultura, vide Tabela 8 e figura 44. O clima é considerado adequado quando a temperatura média anual, nosmeses mais frios, é igual ou superior a 20oC, com ventos moderados e constantes,portanto não constitui fator impeditivo à atividade aqüícola. Como na área estudadanão foram observadas isoietas e a média está dentro das condições ideais para asespécies em questão, não foi feito nenhum PI específico de temperatura ambiental eprecipitação. CUNHA (1995) descreve detalhadamente as características daprecipitação, temperatura e do balanço hídrico da bacia do Rio São João desde1968, dados obtidos de diversas estações meteorológicas, vide figura 25. O índice de precipitação no ano de 2005 manteve-se dentro daexpectativa conforme descrito por CUNHA (1995) e BARBIERI, (1999). As condiçõespluviométricas devem ser consideradas para o planejamento de cultivo. É sabidoque períodos mais prolongados de chuvas ou a intensa precipitação afetam asalinidade dos ecossistemas estuarinos como também incrementa a poluição nasbacias hidrográficas através do seu potencial erosivo e da lixiviação de material dasmargens a montante, vide figura 26.7.2 AS ESPÉCIES CONSIDERADAS O L. vannamei apresenta grande valor de mercado e é hoje a espéciemais produzida no Brasil com grande demanda para o mercado interno e externo. Asua produção em viveiro escavado requer um critério diferenciado na escolha deáreas para o seu cultivo, principalmente quanto à captação de água salgada e a suaqualidade. Neste trabalho foram realizadas análises físico-químicas quinzenalmentedurante o período de dois anos para a identificação da entrada da cunha salina e asua influência na área de estudo. Através do SIG foram identificadas áreas,próximas à foz, determinadas como muito boas e boas totalizando 667 ha, videfigura 71. O gigante-da-Malásia foi introduzido nesta região em meados da décadade 80, onde pequenos e médios produtores realizaram a sua engorda. Hoje somentea Fazenda Santa Helena ainda produz esta espécie comercialmente. A sualarvicultura por depender de água salobra, requer que o laboratório esteja situado
  • 126em região estuarina ou depender do transporte de água salgada ou artificial o queeleva bastante o custo. A engorda pode ser realizada nas mesmas áreas escolhidaspara a tilápia (SANTOS & VALENTI, 2002), como também foi proposto nestetrabalho. A fazenda Santa Helena é a única remanescente na região com aprodução comercial de M. rosenbergii que lentamente vem ampliando a sua área deprodução. O mesmo grupo deu entrada na FEEMA no processo de licenciamentopara a implantação de uma instalação de maior porte na Fazenda Tosana. Foidemonstrado neste trabalho que existem áreas propícias no total de 4.697 ha paraM. rosenbergii, vide figura 72. A espécie favorita para o cultivo intensivo e extensivo, é a tilápia,(SUGUNAN, 1997). Na região da bacia hidrográfica do rio São João, no Estado doRio de Janeiro, o município de Casimiro de Abreu vem incentivando a aqüiculturafamiliar com tilápia, produzindo alevinos, inclusive para os municípios adjacentes,utilizando o filé de peixe para a merenda escolar. Com isso o pequeno agricultor temacesso aos alevinos e ao mercado local. É uma espécie robusta e hoje tambémcultivada em água salobra, (MENA-HERREA, 2001). O Município de Casimiro deAbreu é hoje o principal centro de produção de alevinos de tilápia híbrida paraabastecer a região pelo potencial em áreas disponíveis para a aqúicultura dulcícola.Neste trabalho foram identificadas no total 4.905 ha de áreas ideais para o cultivo deO. niloticus, vide figura 73. Foi demonstrada a viabilidade de policultivo entre Oreochromis niloticus eMacrobrachium rosenbergii, (VALENTI, 2002 e SANTOS & VALENTI, 2002), poisambas as espécies toleram água de baixa qualidade e exigências de temperaturasimilares, (ROUSE & KAHN, 1998). Neste trabalho, através do SIG, as áreasdeterminadas, favorecem o cultivo para ambas as espécies.
  • 1277.3 SIG Existe uma carência generalizada de conhecimento sobre o meio físico dazona costeira para subsidiar os tomadores de decisão e os órgãos de controle nodirecionamento do desenvolvimento da aqüicultura, principalmente no seuplanejamento de curto e médio prazo. Para análise das áreas viáveis para as três espécies consideradasseguiu-se o modelo descrito por SCOTT & ROSS (1998) e SCOTT, (2003), comproposta de uma metodologia de avaliação espacial para a localização de áreaspotenciais para a aqüicultura. O objetivo dos trabalhos acima foi oferecer um mapadas áreas com potencial para o cultivo de moluscos de valor comercial na Baía deSepetiba, Rio de Janeiro, buscando a integração de vários parâmetros comosalinidade, oxigênio dissolvido, temperatura da água, batimetria, clorofila-a, linha decosta, imposição de restrições seja por uso de navegação, pesca, uso militar, malhaviária e localização de cidades. Estes critérios foram transformados em planos deinformações espaciais. Esta base de dados foi processada num SIG, apresentandocomo resultado um mapa com a localização e quantificação das áreas disponíveispara a prática da maricultura. A mesma metodologia aplicada neste trabalho,seguindo os mesmos critérios e etapas do SIG, (SCOTT, 2003), resultou em mapasque também localizaram áreas disponíveis para a aqüicultura, com a diferença damicroregionalidade. SEIFFERT (2003) utilizou o SIG para criar um modelo de gestão para acarcinicultura marinha. Utilizando o software ArcView, e uma metodologia similar autilizada neste trabalho, chegou a resultados semelhantes, porém o seu estudo vaialém, com o objetivo de integrar os dados obtidos na pesquisa com a incorporaçãode dados futuros e, através de monitoramento contínuo do meio ambiente e dasfazendas de carcinicultura já existentes, entender a inter-relação destas atividadespodendo modelar a expansão de novas áreas de cultivo de camarão aumentandoassim a produtividade na região. MEADEN et al., (1991) e ALI et al., (1991) sugerem alguns critérios paraseleção e avaliação de áreas para o desenvolvimento de aqüicultura com base emSIG. Os fatores considerados relevantes foram: qualidade e quantidade de água,temperatura da água, disponibilidade de água do lençol freático, altimetria,
  • 128precipitação, proximidade dos recursos e dos cursos de água, custo da terra, acessoa rodovias e proximidades aos mercados, (BELTRAME, 2003). A esta lista podem-seacrescer outros fatores tais como o tipo de solo, acesso à disponibilidade desementes e ou alevinos, riscos de inundação entre outros. No presente trabalhoalguns fatores não foram considerados como a disponibilidade de lençol freáticodevido à extensa malha hídrica na área de estudos e de rios perenes durante todo oano; e o custo da terra. Uma síntese sobre a aplicação do SIG em aqüicultura foi elaborada porKAPETSKY et al., (1987) da aplicação do SIG em aqüicultura em um ensaioaplicado ao litoral da Costa Rica. Cita as vantagens no uso de combinação deinformações espaciais para o monitoramento de áreas onde a aqüicultura já seencontra implantada ou para a determinação de seleção de novas áreas. Estessistemas permitem o relacionamento entre os planos de informação (por exemplo:precipitação, topografia, solo, temperatura da água, salinidade, etc.) de forma a seobter uma análise integrada dessas variáveis. KAPETSKY et al., (1988), utilizaramum SIG para realizar inventário das áreas viáveis para o cultivo de bagre, naLouisiana, baseando-se nas características fisico-geográfico. POPULUS et al., (1995) realizou trabalho sobre avaliação ambientalrelacionando mapas de uso do solo e imagens de satélite para determinar as áreasde maior aptidão para implantação de atividade de aqüicultura na zona costeira. Esteprocedimento possibilitou uma rápida identificação das áreas de melhor viabilidadepara o desenvolvimento da aqüicultura. Neste trabalho a estruturação do SIGpossibilitou a integração dos dados de produção aos parâmetros ecológicos eambientais e as informações colhidas permitiram a aplicação de análises estatísticase relacioná-las com as representações espaciais. Na escala regional, do baixo cursodo rio São João, foi possível identificar eficientemente as unidades da paisagemviáveis à aqüicultura. Uma dificuldade encontrada neste trabalho foi a falta de dados da regiãode estudo, pela falta de informações pretéritas dos ambientes aquáticos eecossistemas costeiros que são imprescindíveis para o manejo adequado dasvariáveis que fazem parte do sistema de produção aqüícola.
  • 129 Como o sensoriamento remoto oferece uma visão espacial das grandesáreas, necessita da verdade terrestre para que as interpretações possam servalidadas, (BONETTI FILHO, 1996). No presente trabalho foram realizados mais de25 excursões em campo para validar as interpretações das imagens e ogeoreferenciamento de pontos específicos quanto ao mapa de cobertura e uso dosolo. Foi registrado in loco fazendas já existentes e em planejamento nas áreasindicadas como boa e muito boa no modelo empregado neste estudo. O potencial da aqüicultura da área de estudo está expressa na Tabela 26a seguir, que trata dos resultados obtidos neste trabalho das áreas propícias, dosprodutos aqüícolas das espécies em questão, de sua produtividade média e preçosde atacado mínimos encontrados.Tabela 26 – Capacidade de produção da região do baixo São João com relação àprodutividade das espécies e das áreas adequadas disponíveis. Capaci- Preço Receita Produtivi- Área apta 1 dade de Caract. atacado anual Produto dade disponível produção produto Mínimo estimada kg/ha/ano em ha (ton) kg R$ Inteiro L. vannamei 5.458* 667 3.640 8,50 2 30.940.000 resfriado M. Inteiro 2.100*** 4.697 9.864 9,00 4 88.776.000 rosenbergii resfriado Inteiro 3,50 3 97.856.500 tilápia 5.700** 4.905 27.959 filetado 6,00 3 167.754.000*ROCHA & RODRIGUES, 2003**SCOTT et al., 2002*** VALENTI, 20021 somatória das áreas: excelente, muito bom e bom aptas para a aqüicultura das espéciesem questão2 CEASA3 Cooperativa Casimiro de Abreu4 Fazenda Sta. Helena
  • 130Como o consumo médio per capita de pescado no Brasil é de 6,8 kg/ano (FAO,2002), a região estudada teria capacidade de cobrir com mais de meio milhão depessoas com camarão branco, 1,4 milhões com pitu e mais de 4 milhões com tilápia,podendo gerar em torno de 9.300 empregos diretos e 9.100 empregos indiretos.
  • 1318 CONCLUSÃO No Estado do Rio de Janeiro a aqüicultura ainda continua muito aquém doseu real potencial em comparação com o sul e principalmente o nordeste e regiãonorte do país. A falta de profissionais especializados e, principalmente o excesso deburocracia dos órgãos licenciadores, no que se refere à produção de espéciesexóticas, paralisam o setor aqüícola no Estado apesar do interesse empresarial. Asespécies mencionadas neste estudo, L. vannamei, M. rosenbergii e O. niloticus, sãoespécies exóticas introduzidas há décadas no Brasil e hoje totalmente consolidadas,sendo cultivadas principalmente na região Nordeste e Sul do Brasil, devido à suaalta produtividade, colocando o nosso país entre os maiores produtores do mundo. O presente trabalho proporcionou o contato direto com os mais diversostipos de dados da bacia hidrográfica do rio São João, e que com o auxílio detécnicas de geoprocessamento, possibilitaram uma análise consistente que possamsubsidiar posteriores decisões sobre estratégias de gestão e avaliação daaqüicultura e de outras atividades, de maneira sustentável respeitando as limitaçõese os potenciais do meio ambiente. Quanto ao objetivo da influência do mar sobre o rio, principalmente quantoà penetração da cunha salina no trecho retificado e do velho Rio São João, concluiu-se, através dos resultados físico-químicos, que o mar tem influência até na regiãoque compreende o primeiro terço do rio São João, onde a língua salina ainda podeser detectada nas marés altas até 14 km da foz, tanto na porção retificada como novelho São João, na porção mais funda do leito do rio. Nesta região ainda podemosobservar remanescentes de formas vegetais e animais típicos de região estuarinas.Foi demonstrado também, que ocorre uma estratificação bem definida na medida emque se afasta da foz e em áreas mais profundas do leito do rio. Através dos resultados de análises, cedidas pelos CILSJ, foramidentificadas as principais fontes poluidoras e os pontos de ocorrência de coliformesfecais, próximo à foz, principalmente entre o trecho da vala dos Medeiros e o rioGuarguá. O objetivo da avaliação do potencial para a aqüicultura do baixo curso do rioSão João, foi possível através dos dados obtidos em levantamentos em campo e
  • 132 O objetivo da avaliação do potencial para a aqüicultura do baixo curso do rioSão João, foi possível através dos dados obtidos em levantamentos em campo eaqueles adquiridos através de Sensoriamento Remoto, após a integração e análisepor meio de técnicas de geoprocessamento que constituíram uma base eficientepara a seleção de áreas adequadas para aqüicultura com base dos seguintescritérios: possibilidades de captação de água salgada e doce, tipos de solo, aptidãoagrícola, topografia, vegetação e uso atual do solo, e das áreas de restriçõesnaturais e legais. O processamento dos dados em ambiente de SIG permitiuintegrar as variáveis, mantendo a relação de peso entre elas, e demonstrou ser umrecurso adequado para a classificação das áreas com maior ou menor aptidão paraaqúicultura das espécies eurihalinas L. vannamei, M. rosenbergii e O. niloticus nobaixo curso do rio São João. A eficiência dos resultados deste trabalho e da metodologia em SIGutilizado pode ser comprovada in loco, da fazenda de engorda de L. vannamei jáexistente no local e do pedido de licenciamento de novos projetos aqüícolas para aregião, vide fotografias no Anexo VII. A aplicação das técnicas de geoprocessamento contribuiu de formasignificativa para as análises e identificação de áreas propícias para a aqüicultura. Aintegração de diversos tipos de dados, como aqueles oriundos de sensores remotos(satélites), de digitalização de produtos cartográficos e de levantamentos em campo,mostrou-se como uma ferramenta bastante eficiente e precisa que permita alocalização espacial de áreas propícias e viáveis para o cultivo das espéciespropostas. As imagens utilizadas neste trabalho do Satélite LANDSAT 7-ETM+permitiram o mapeamento do uso da terra da bacia de maneira rápida, de acordocom a proposta inicial deste trabalho. ® O SIG IDRISI mostrou-se uma ferramenta eficiente, rápida e confiávelem constatar, por meio de seus diferentes módulos para georeferenciamento,classificação digital do uso da terra e modelo matemático, das áreas propícias para aaqüicultura e de outros planos de informações.
  • 1339 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASABCC. 2005. Programa de biossegurança na fazenda de camarão marinho. Ed. ABCC, 1ª Ed. Recife: 61p.Alcântara, R.H., Mochel, F.R. & Amorim, A.J.E. 2005. Aplicação do Sensoriamento Remoto e da Geoestatística o Estudo de Variáveis Físicoquímicas e Biológicas da Água do Estuário do Rio Anil, São Luís, Maranhão – Brasil. Anais XII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, Goiânia, Brasil, 16- 21 abril 2005, INPE: 2803-2810.Aguilar-Manjarrez, J.A. & Ross, L.G. 1995. Geographical information system (GIS) environmental models for aquaculture development in Sinaloa State, Mexico. Aquaculture International, 3: 103-115.Ali, C.Q., Roos, L.G. & Beveridge, M.C.M. 1991. Microcomputer spreadsheets for the implementation of geographic information systems in aquaculture: a case study on carp in Pakistan. Aquaculture, 92 (1991):199-205.Alvarenga, L. C. F., et al., 1979. Resultados preliminares dos trabalhos ecológicos realizados na Lagoa de Juturnaíba, município de Araruama, Estado do Rio de janeiro, criadouro natural dos bivalves Diplodon besckeanus (Dunker, 1849) (Unionoidea; Hyriidae) e Anodontites trapesialis (Lamarck, 1819) (Meteloidea; Mycetopodidae). Anais do V Encontro de Malacologistas Brasileiros: 33-38.Amador, E. S. 1980a. Considerações sobre as fases de sedimentação dos depósitos continentais pleistocênicos. Anais XXXI Congresso Brasileiro de Geologia, I: 530-541.Amador E.S. 1980b. Traços gerais da evolução quaternária da bacia do rio São João, RJ. Anais XXXI Congresso Brasileiro de Geologia, I: 542-556.Angell, C. L. 1998. Costal Aquaculture Zoning in Siri Lanka. Base don the work of a consultan in application of GIS an remote sensing. FAO consultant on costal aquaculture. Food an Agriculture Organization of the United Nations, Bangkok, april de 1998.Aronoff, S. 1989. Geographic Information Systems: A Management Perspective. Ottawa: WDL Publications: 296p.
  • 134Barbieri, E.B. 1999. Spatial and temporal variation of rainfall of the East Fluminense Coast and Atlantic. Serra do mar, State of Rio de Janeiro. In: Knoppers, B., Bidone, B. and Abrão, J.J. (ed). Environmental Geochemestry of Coastal Lagoon Systems of Rio de Janeiro, Brazil. Niterói, Universidade Federal Fluminense, Série Geoquímica Ambiental, 6:11-23.Barbieri Jr, R.B. & Neto, A.O. 2002. Camarões Marinhos – Engorda. Viçosa. Ed. Aprenda Fácil: 370p.Barg, U. (1992). Guidelines for the promotion of environmental management of coastal aquaculture development. FAO – fisheries technical paper, 328. Rome: 122p.Batista, G. T. & Dias, N. W. 2005. Introdução ao sensoriamento remoto e processamento de imagens. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, São José dos Campos. 54 p.Benigno, E., Saunders, C., & Wasserman, J. C. 2003. Estudo dos Efeitos da Renaturalização no Regime Hídrico do Baixo Curso do Rio São João. Universidade Federal Fluminense - Consórcio Intermunicipal Lagos São João - WWF. Niterói. 2003. http://www.uff.br/remadsuff/Biblioteca%20Virtual.htm Acesso em 04 jan. 2007.Beltrame. E. 2003. Seleção de sítios e planejamento da atividade de cultivo de camarões marinhos com base em geotecnologias. Tese submetida ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFSC para obtenção do título de Doutor. Florianópolis: 197p.Bernades, L. M. C. 1952. Tipos de clima do Estado do Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Geografia, 14 (1): 57-73.Binsztok, J. 1993. Capitalismo Autoritário e a Questão Ambiental no Espaço Agrário do Estado do Rio de Janeiro - Vale do São João. Tese defendida no concurso de Professor Titular de Geografia Humana do Departamento de Geografia da Universidade Federal Fluminense – Niterói.Bohrer, C.B. de A. 2000. Vegetação, paisagem e o planejamento do uso da terra. Geographia, Ano. II (4): 103-120.
  • 135Bonetti Filho, J. 1996. Sensoriamento Remoto Aplicado à Análise de Ambientes Costeiros Impactados - Avaliação Metodológica: Baixada Santista. Tese de Doutorado. Departamento de Geografia, FFLCH/USP. São Paulo.Borges, A.M., Moretti, J.O.C., McManus, C. & Mariante, A.S. 2005. Produção de população monosexo macho de tilápia-do-nilo da linhagem Chiltralada. Pesq. Agropec. Brás. Brasília, 40 (2): 153-159.Borghetti, B.N.R., Ostrenshy, A., Borghetti, J.R. 2003. Aqüicultura Brasileira: 129p.Boyd, C. E. 1990. Water quality in ponds for aquaculture. Auburn Universiyt, Alabama. Birmingham Publishig Co. Alabama: 482p.Brandini, F.P., Silva, A.S. & Proença, L.A.O. 2000. Oceanografia e Maricultura. In: Valenti, W.C. (ed.) Aqüicultura no Brasil: bases para um desenvolvimento sustentável. Brasília: CNPq. Ministério da Ciência e Tecnologia:73-106.Burrough, P.A. 1986. Principles of Geographic Information Systems for Land Resources Assessment. Oxford, Clarendon Press: 193 p.Caddy, J.F. & Griffiths, R.C. 1995. Living marine resources and their sustainable development. FAO – fisheries technical paper, 353. Rome., 167p.Camargo, S.G.O & Pouey, J.L.O.F. 2005. Aqüicultura - um mercado em expansão. R. bras. Agrociência, Pelotas, 11(4): 393-396.Carmouze, J.P. 1994. O metabolismo dos ecossistemas aquáticos. 1. ed. São Paulo: Edgard Blücher / Fapesp: 253p.Cavalcanti, L.B., Correia, E. de S. & Cordeiro, E.A. 1986. Camarão. Manual de cultivo do Macrobrachium rosenbergii (pitu havaiano – gigante da Maslásia). Aquaconsult. Recife:141p.Ceccarelli, P.S., Senhorini, J.A. & Volpato, G.L. 2000. Dicas em Piscicultura: perguntas e respostas. Santana Gráfica Editores, Botucatu: 247 p.Chang, W. & Ouyang, H. 1988. Dynamics of Dissolved Oxigen and Vertical Circulation in Fish Ponds. Aquaculture, 74: 263-276.Coelho, P.A., Porto, M.R. & Soares, C.M.A. 1982. Biologia e cultivo de camarões de água doce. Série Aqüicultura No 1. Univ. Federal de Pernambuco, Dep. de Oceanografia. Recife, 53p, figs.Coimbra-Filho, A.F. & Mittermeier, R.A. 1973. Distribution and ecology of the genus Leontopithecus in Brazil. Primates, 14 (1): 47-66.
  • 136CONAMA. 2005. Resolução no 357 de 2005. Disponível em: http://www.mma.gov.br/ port/conama/res/res05/res35705.pdf. Acesso: 26/03/07.Corner, R.A., Brooker, A.J., Telfer, T.C. & Ross, L.G. 2006. A fully integrated GIS- based model of particulate waste distribution from marine fish-cage sites. Aquaculture, 258 (2006): 299–311.Cowen, D.J. 1988. SIG versus CAD versus DBMS: what are the differences? Photogrammetric Engineering and Remote Sensing, 54: 1551- 1555.Cunha,S.B. da,1995. Impactos das obras de engenharia sobre o ambiente biofísico da Bacia do Rio São João (Rio de Janeiro – Brasil). Edição do autor: 378p.Dell’Orto, L.; Morais, M. & Soledade, D. 2002. Cultivo de Tilápias em Tanques-Rede em Ambiente Estuarino. Panorama da Aqüicultura, 12(72):15-21.Dias-Neto, J. 2003. Gestão do uso dos recursos pesqueiros marinhos no Brasil. Edições IBAMA: 242p.Dueker, K.J. 1979. Land Resources information systems: a review of fifteen years experience. Geo-processing, (1): 105-128.Dyer, K.R. 1973. Estuaries: a physical introduction. John Wiley & Sons. Depart. Ocean. Univ. Southampton, Londos: 140p.Eastman, J.R. 2001. Decision support: decision strategy analysis. Idrisi 32 release 2: Guide to GIS and image processing. Worcester: Clark Labs, Clark University, v.2: 22p.EMBRAPA. 1988. Serviço Nacional de Levantamento e Conservação de Solos (Rio de Janeiro, RJ). Critérios para distinção de classes de solos e de fases de unidades de mapeamento. Normas em uso pelo SNLCS. Rio de Janeiro: EMBRAPA-SNLCS, (EMBRAPA-SNLCS. Documentos, 11): 67p.EMBRAPA. 1999. Centro Nacional de Pesquisa de Solos. Sistema brasileiro de classificação de solos. Rio de Janeiro: Embrapa Solos: 412 p.Engenharia Gallioli. 1972. Bacia do rio São João, saneamento das várzeas, regularização dos deflúvios e águas para a irrigação. Relatório Preliminar. 23p.FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations). 1995. Code of Conduct for Responsible Fisheries. FAO, Roma. Disponível em:
  • 137 http://www.fao.org/ docrep/005/v9878e/v9878e00.htm. Acesso em: 13 de março de 2007.FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations). 2002. Yearbook of fishery statistics: summary table. FAO, Roma. Disponível em: http:/www.fao.org. Acesso em: 22 de junho de 2005.Fitzsimmons, K. 2000. Tilapia: The most important aquaculture species of the 21st Century. In: Symposium on Tilapia Aquaculture, 5., Rio de Janeiro, 2000. Anais. Rio de Janeiro: SRG Gráfica & Editora LTDA, 2000. p.3-8.French, P.W., 1997. Coastal and estuarine management. Routledge, NY: 251p.Godoy, F., Ventorin, L.B. & Fernandes, R.Y. 2003. Mapeamento para a criação de RPPNs no habitat do mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia). Anais III Colóquio Brasileiro de Ciências Geodésicas:11pGoodchild, M. F., Proctor, J. D. & Wright, D. J. 1997. Demystifying the Persistent Ambiguity of GIS as "Tool" Versus "Science". Annals of the Association of American Geographers, Vol. 87, No. 2 (Jun., 1997): 346-362.Graef, E.W.; Resende, E.K.; Petry, P.; Stori Filho, A. 1987. Policultivo de Matrinchã (Brycon sp.) e Jaraqui (Semaprochilodus sp.) em pequenas represas. Acta Amazônica, v. 16/17, nº único (suplemento): 33-42.Gurgel, J.J.S. & Fernando, C.H. 1994. Fisheries in Semi-Arid Northeast Brazil with Special Reference to the Role of Tilapias. Int. Revue Ges. Hydrobiol., 79, 1994, 1:77-94.Helder, C. 1999. Subsídios para gestão dos recursos hídricos das bacias hidrográficas dos rios Macacu, São João, Macaé e Macabu. Rio de Janeiro; SEMA: 280p.Hildsdorf, A.W.S. & Moreira, R.G. 2004. Aqüicultura retoma desafios da revolução verde. Scientific American (Português), 2 (22): 24-29.INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS–IBAMA. 2004. Produção brasileira da aqüicultura e pesca, por Estado e espécie, para o ano de 2002. CEPENE.INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS–IBAMA. 2005. Estatística da Pesca 2004 – Brasil – Grandes e Unidades da federação. Brasília: 136p.
  • 138INPE/DRM-RJ 1977. Texto explicativo do mapa geológico do estado do Rio de janeiro, escala 1: 400.000, Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais / Departamento de Recursos Minerais do estado do Rio de Janeiro: 41p.Júnior, H.M.J. & Junior, W.R.dos S. 2004. Produção de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) em regiões frias do Planalto Serrano de Santa Catarina. Anais I Congresso da Sociedade Brasileira de Aqüicultura e Biologia Aquática – Aqüimerco 2004:p 161.Kapetsky, J.M., McGregor, L. & Nanne, E.H. 1987. A geographical information system and satellite remote sensing to plan for aquaculture development: a FAO – UNEP/GRID cooperative study in Costa Rica. FAO Fisheries Technical Paper, no 287:51p.Kapetsky, J.M. & Nath, S.S. 1997. A strategic assessment of the potential for freshwater fish farming in Latin America. FAO Copescal Technical Paper, 10: 128 p.Kapetsky, J.M.; Hill, J.M. & Worthy, L.D. 1988. A Geographical Information System for Catfish farming Development. Aquaculture, 68 (1998):311-320.Kleiman, D., Hoage, R.J., & Green, H.M. 1988. The lion tamarins, genus Leontopithecus. In: R.A. Mittermeier; A.B. Rylands; A.F. Coibra-Filho; G.A.B. Fonseca (eds). Ecology and Behaviour of Neotropical Primates – II. Worl Wildlife Foun, Washington D.C.: 299-347.Kubitza, F. 2000. Tilápia: tecnologia e planejamento na produção comercial. Jundiaí: 285p.Kubitza, F.2005. Tilápia em água salobra e salgada. Uma boa alternativa de cultivo para estuários e viveiros litorâneos. Panorama da Aqüicultura,15(88):14-18.Lamego, A. R. 1945. Ciclo evolutivo das lagunas fluminenses. Boletim do Serviço Geológico e Mineralógico, 118: 1-52.Lamego, A. R. 1946. O Homem e a Restinga. Rio de Janeiro. Instituto Brasileiro de geografia e Estatística. Conselho nacional de Geografia: 227p.Lamego, A. R. 1955. Geologia das quadrículas de Campos, São Tomé, Lagoa Feia e Xexé. Boletim do Serviço Geológico e Mineralógico, 154: 1-65.
  • 139Lamego, A. R. 1974. O homem e o brejo. Rio de Janeiro. 2ª Ed., Ed. Lidador Ltda., Rio de Janeiro: 230p.Lapenta, M.J. 2002. O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) como dispersor de sementes na Reserva Biológica da União/IBAMA, Rio das Ostras, RJ. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Biociências da Univ. de São Paulo, Dep. de Ecologia. São Paulo: 107p.Lei No 4771, de 15 de setembro de 1965. Institui o novo Código Florestal. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 16 set. 1965.Libos, M., Filho, O.C.R. & Zeilhofer, P. 2005. Sensoriameto remoto (SR) e sistema de informações geográficas (SIG) para modelagem de qualidade da água. Estudo de caso: bacia do rio Cuiabá. Anais XII SBSR, Gioânia: 2219-2227.Lovshin, L.L. 2000. Tilapia culture in Brazil. In: Costa-Pierce, B.A.; Rakocy, J.E. (Ed.). Tilapia aquaculture in the Americas. Louisiana: The World Aquaculture Society, 2000. v.2, p.133-140.Lucia Pinto, C., Joël, P. & Neves, P.I.M. 2001. Caracterização e classificação do manguezal do rio Ratones, através das técncias de sensoriamento remoto do sistema geográfico de informações (SIG). Ilha de Santa Catarina, Brasil. Anais X SBSR, Foz do Iguaçu: 2521-1530.Lund, V. C. X. & Figueira, M.de O. A. 1989. Criação de Tilápias . São Paulo, Livraria Nobel: 63p.Matos, A. T. 2005. Tratamento de resíduos agroindustriais. Departamento de Engenharia Agrícola e Ambiental/UFV: 34p. http://www.ufv.br/dec/simea/ apresentacoes/CursoMatosFEAM2005.pdf. Acesso em: 22 abr. 2007.Meaden, G. J & Kapetsky, J. M. 1991. Geographical information systems and remote sensing in inland fisheries and aquaculture. FAO Fisheries Technical Paper. No 318. Rome, FAO, 262 p.Mena-Herrera, A., Sumano-Lópes, H. & Mácias-Zamora, R. 2001. Efecto de la salinidad em el crecimiento de tilápia hibrida Oreochromis mossambicus (Peters) x Oreochromis niloticus (Linnaeus) cultivadas bajo condiciones de laboratório. Vet. Méx., 33(1): 39-48Merola, N. & Souza, H. 1988. Cage Culture of the Amazon Fish Tambaqui, Colossoma macropomum, at Two Stocking Densities. Aquaculture, 71:15-21.
  • 140Ministério do Meio Ambiente - MMA. 2005. Estatística da pesca 2005. Brasil, grandes regiões e unidades da Federação. Brasília: 98p.Miranda, E.E. 2005. Brasil em Relevo. Campinas: Embrapa Monitoramento por Satélite. Disponível em: http://www.relevobr.cnpm.embrapa.br. Acesso em: 7 de março de 2007.Nath, S.S., Bolte, J.P., Ross, L.G. & Aguilar-Manjarrez, J.A. 2000. Application of geographical informatin systems (GIS) for spatial decision support in aquaculture. Aquaculture Engeenering, 23: 233-278.New, M. & Singholka, S. 1984. Cultivo Del camarón de água Dulce. Manual para el cultivo de Macrobrachium rosenbergii. FAO Documento Técnico de Pesca 224. Roma: 118p.Nimer, E. 1971. Análise dinâmica da precipitação pluviométrica na região serrana do sudeste do Brasil, especialmente na Serra do Mar. Revista Brasileira de Geografia. 33 (3): 53-162.Nimer, E., 1972. Climatologia da região sudeste do Brasil. Introdução à climatologia dinâmica. Subsídios à Geografia Regional do Brasil. Revista Brasileira de Geografia, 34:3-48.Nimer, E. 1979. Climatologia do Brasil. Rio de Janeiro, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística: 421p.Nunes, A.J.B. 2001.O cultivo do Camarão Litopenaeus vannamei em águas oligohalinas. Panorama Aqüicultura ,11 (65): 26-33.Nunes, A.J.B.; Santana Jr, A.L.V.; Borba Jr, C.G & Waldige, V. 2004. Fundamentos da engorda de camarões marinhos. 2ª Ed. Purina do Brasil, São Lourenço da Mata, PE: 42p.Ono, E.A. & Kubitza, F. 2002. Construção de viveiros e de estruturas hidráulicas para o cultivo de peixes. Panorama da Aqüicultura, 12(72): 35-48.Pádua, H.B. 2003. O solo na aqüicultura. Composição e gradiente das partículas do solo. Métodos práticos de identificação: 8p. Disponível em: http://www.serrano.neves.nom.br/helcias/017_helcias.pdf. Acesso em: 04 jan. 2007.
  • 141Paez-Osuna, F. 2001. Camaronicultura y Médio Ambiente. Unidad Acadêmica Maztlán. Instituto de Ciências Del Mar y Limnologia, Universidad Nacional Autônoma de México, Mazatlán, Sinaloa, México. 450 p.Pereira, L.P.F. & Mercante, C.T.J. 2005. A amônia nos sistemas de criação de peixes e seus efeitos sobre a qualidade da água. Uma revisão. B. Inst. Pesca, São Paulo, 31(1): 81 – 88.Pérez, O.M.; Ross, L.G.; Telfer, T.C. & Del Campo Barquin, 2003. Water quality requirements for marine fish cage site selection in Tenerife (Canary Islands): predictive modeling and analysis using GIS. Aquaculture, 225:51-68.Pérez, O.M., Telfer, T.C. & Ross, L.G. 2005. Geographical information systems- based models for offshore floating marine fish cage aquaculture site selection in Tenerife, Canary Islands. Aquaculture Research, 36: 946-961.Pompêo, M.L.M. 1999a . O disco de Secchii. Bioikos, 13(1/2): 40-45.Pompêo, M.L.M. 1999b. O disco de Secchii: usos e implicações ecológicas. In: Pompêo, M.L.M. (ed.) Divulgações Científicas em Limnologia, Série 2, Métodos em Limnologia, 1, DEOLI/UFMA.Pooper, D.M. & Davison, R. 1982. An experiment in rearing freshwater prawns in brackish water. In Giant prawn farming, ed. M.B.New. Amsterdam, Elsevier: 161-172.Popma, T.J. & Green, B.W. 1990. Sex reversal of tilapia in earthen ponds: aquaculture production manual. Alabama: Auburn University. Research and Development Series, 35: 15p.Populus, J., Hastuti, W., Martin, J.-L.M., Guelorget, O., Sumartono, B. & Wibowo A. 1995. Remote sensing as a tool for diagnosis of water quality in Indonesian seas. Ocean and coastal management. Barking, 27(3):197-215.Portaria No 324, de 28 de agosto de 2003, SERLA. Define a base legal para estabelecimento da largura mínima da FMP e dá outras providências.Primo, P. B. da S. & Völcker, C.M., 2002. Bacias Hidrográficas dos rios São João e das Ostras. Águas, terra e conservação ambiental: 170p.Proença, C.E.M. & Bittencourt, P.R.L. 1994. Manual de Piscicultura Tropical. Brasília: IBAMA, DIREN, DEPAQ/DIPEA:196 p.
  • 142RADAMBRASIL 1983. Levantamento dos Recursos Naturais, Folhas SF.23/24 Rio de Janeiro /Vitória. Rio de Janeiro. Ministério das Minas e Energia, 32: 775p.Ré, P.M.A.B. 2000. Biologia Marinha. Faculdade Ciências, Universidade, Lisboa: 94p.Rocha, I.P. 2003. A carcinicultura no contexto do setor pesqueiro brasileiro. Panorama da Aqüicultura, 13(80):49-53.Rocha, I.P. 2004. Impactos Sócio-econômicos e ambientais da carcinicultura brasileira: Mitos e Verdades. ABCC: 8p. Disponível em: www.abccam.com.br/ Acesso em: 12 fev. 2007.Rocha, I.P. e Rodrigues, J. 2003. A carcinicultura brasileira em 2002. Revista da ABCC, 5(1): 30-45.Rocha, I.P., Rodrigues, J. & Amorim, L. 2004. A carcinicultura brasileira em 2003. Disponível em: http://www.mcraquacultura.com.br/arquivos/A%20CARCINICULTURA%20EM %202003.pdf. Acesso em: 04 jan. 2007.Rosier, G. F. 1957. Geologia da Serra do Mar entre os picos de Maria Comprida e Desengano. Boletim do Serviço Geológico e Mineralógico, 166: 1-58.Rosier, G. F. 1965. Pesquisas geológicas na parte oriental do Estado do Rio de Janeiro e na parte vizinha do Estado de Minas Gerais. Boletim do Serviço Geológico e Mineralógico, v222: 1- 40.Rouse, D.B. & Kahn, B.M. 1998. Production of Australian red claw Cherax quadricarinatus in polyculture with Nile tilapia Oreochromis niloticus. Journal of the World Aquaculture Society, 29 (3): 340-344.Saaty, T.L. 1977. A scaling method for priorities in hierarachical structures. Journal of Mathematical Psycology, vol. 15 (3): 234-281.Saaty, T.L.1980. The Analytical Hierarchy Process: planning, prioritary setting, resource allocation. New York: MacGraw-Hill.Saaty, T.L.1987. Concepts theory and techniques: rank generation, preservation, and reversal in the analytic hierarchy decision process. Decision Sciences, Vol. 18 (2): 9-26.Sant’Anna, E. M. 1975. Estudos geomorfológicos da área de Barra de São João e Morro de São João. Revista Brasileira de Geografia, 37 (3): 3-15.
  • 143Santos, H.G. dos; Olmos Iturri Larach, J. & Mothci, E.P. 1996. Símbolos e convenções para identificação de classes de solos. Boletim informativo da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, set./dez, Campinas, v. 21, (3): 119- 122.Santos, M.J. M. & Valenti, W.C. 2002. Production of Nile tilapia Oreochromis niloticus and freshwater prawn Macrobrachium rosenbergii stocked at different densities in polyculture systems in Brazil. Journal of the World Aquaculture Society, 37(3) (no prelo).Saunders, C.A.B. 2004. As Unidades de Conservação existentes no Interior da Bacia Hidrográficas do Rio São João, Rio de Janeiro – RJ. COBRAC 2004 · Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário · UFSC Florianópolis: 7pScorvo, J.D.F. 2004. O Agronegócio da aqüicultura: perspectivas e tendências. Zootecnia e o Agronegócio – Zootec. Brasília, 28 a 31 de maio de 2004. Disponível em: www.pesca.sp.gov.br. Acesso: 22/07/05.Scott, P.C. (2003). GIS and Remote Sensing – based models for development of aquaculture and fisheries in the coastal zone: a case study in Baía de Sepetiba, Brasil. Tese de Doutorado. Institue of Aqualculture, University of Stirling, Stirling. Scotland: 244p.Scott, P. And Ross, L. G. 1998. O Potencial da Mitilicultura na Baía de Sepetiba. Panorama da Aqüicultura, (setembro/outubro): 13-19.Scott, P.C. Vianna, L.F. & Mathias, M.A.D.C. 2002. Diagnóstico da Cadeia Aqüicola para o Desenvolvimento da Atividade no Estado do Rio de Janeiro. Panorama da Aqüicultura, 12(71):15-25.Seiffert, W.Q. 2003. Modelo de planejamento para a gestão territorial da carcinicultura marinha. Tese apresentada para o curso de Pós-Graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para a obtenção do título de Doutor em Engenharia Civil. Santa Catarina: 230 p.Seiffert, W.Q., Foes, G.K., Andreatta, E. & Beltrame, E. 2003. Cultivo de juvenis de L. vannamei em viveiros berçários traz flexibilidade ao produtor. Panorama da Aqüicultura, 13(75): 45-51.
  • 144Sipauba Tavares, L.H. 1994. Limnologia Aplicada a Aqüicultura. Jaboticabal: FUNEP: 70 p.Smith, T.I.J., Sandifer, P.A. & Jenkins, W.E. 1982. Growht and survival of prawns, Macrobrachium rosenbergii, pond reared in different salinities. In: Giant prawn farming, ed. M.B.New. Amsterdam, Elsevier: 191-202.Souto, M.V.da S. & Amaro, V.E. 2005. Aplicação das técnicas de geoprocessamento para o mapeamento da Vulnerabilidade Natural para a região da Ponta do Tubarão, litoral setentrional do Estado do Rio Grande do Norte, município de Macau. Anais XII SBSR, Gioânia: 2773-2778.Streit, D. P., Lupchinski, E., Moreira, H.L.M., Ribeiro, R.P., Moraes, G.V. & Vargas, L.D. 2002. Perspectivas atuais da aqüicultura marinha no Brasil. Revista Acadêmica Multidisciplinar - URUTÁGUA, ano I, n. 04, Maringá, mai. 2002. Disponível em: www.urutagua.uem.br//04zoo_streit.htm. Acesso: 02/03/07.Strickland, J. D. H., Parsons. 1972 T. R. A Practical Handbook of Seawater analysis. Bull. Fish. Res. Bd. Can. 167: 331 p.Sugunan, V.V. 1997. Fisheries management of small water bodies in seven countries in Africa, Asia and Latin America. FAO fisheries Circular, 933. Rome. 149 p.Thomas, J.A., Bueno, L.S. & Lapolli, E.M. 2001. A utilização do Sensoriamento Remoto e o Geoprocessamento na Classificação de Áreas Urbanas, Joaçaba- SC. Anais X Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, Foz do Iguaçu, 21-26 abril 2001, INPE: 1183-1190.Tidwell, J. H.; Coyle, S. D.; Arnum, A.V.; Weibel, C.; D’Abramo, L. 2001. Use of artificial substrates to maximizing production of freshwater prawns in temperate climates. World Aquaculture, 32(3):40-42 + 60.Tidwell, J. H., Coyle, S. D., Arnum, A.V., Weibel, C. 2002. Effects of substrate amount and orientation on production and population structure of freshwater prawns Macrobrachium rosenbergii in ponds. Journal of the World Aquaculture Society, 33(1):63-69.Trussel, R.P. 1972. The percent un-ionized ammonia in aqueous ammonia solutions at different pH level and temperatures. J. Fish. Res. Board Can.: 29:10.Valladares, G.S. & Faria, A.L.L. 2004. SIG na análise do risco de salinização na Bacia do Rio Coruripe, AL. Engevista, 6 (3): 86-98.
  • 145Valenti, W.C.1993. Freshwater prawn culture in Brazil. World Aquacult., Baton Rouge,.24 (1):.30-34.Valenti, W. C. 1998. Carcinicultura de água doce no Brasil: mitos, realidade e perspectivas. In: I Congresso Sul-Americano de Aqüicultura, X Simpósio Brasileiro de Aaüicultura, V Simpósio Brasileiro sobre Cultivo de Camarões, Recife, 1998 Anais: 199-206.Valenti, W.C. 1995. Situação atual e perspectivas da carcinicultura no Brasil e no mundo. In: I. Simpósio Internacional sobre Nutrição de Peixes e Crustáceos, 1994. Campos do Jordão. Anais Campos do Jordão: 8-18.Valenti, W.C. 2000. Aquaculture for sustainable development. In: VALENTI, W.C. et al. Aqüicultura no Brasil: bases para um desenvolvimento sustentável. Brasília. CNPq/MCT: 17-24.Valenti, W.C. 2002. Criação de camarões de água doce. In: 12º Congresso de Zootecnia, Vila Real, Portugal, 2002,Vila Real: Associação Portuguesa dos Engenheiros Zootécnicos. Anais: 229-237.Wagner, P. M., Ribeiro, R. P., Moreira, H. L. M., Vargas, L. & Povh, J. A. 2004. Avaliação do desempenho produtivo de linhagens de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) em diferentes fases de criação. Acta Scientiarum. Animal Sciences, 26 (2), Maringá: 187-196.Worboys, M.F. 1995. GIS: A Computing Perspective. Londres. 2ª Ed. Taylor and Francis: 426p.Xavier-da-Silva, J. 1992. Geoprocessamento e Análise Ambiental. Revista Brasileira de Geografia. Rio de Janeiro, 54 (3): 47-61.Zimmerman, S. 2000. Bom desempenho das Chitraladas no Brasil. Revista Panorama da Aqüicultura, 10 (60): 15-19.Zimmerman, S. 2004. Desafios da produção intensiva de tilápias (Oreochromis spp) no Brasil. Anais I Congresso da Sociedade Brasileira de Aqüicultura e Biologia Aquática – Aqüimerco 2004: p. 65.
  • 14610 - GLOSSÁRIOCarta - É a representação de uma porção da superfície terrestre no plano,geralmente em escala média ou grande, oferecendo-se a diversos usos, como porexemplo, a avaliação precisa de distâncias, direções e localização geográfica dosaspectos naturais e artificiais. São documentos mais complexos e detalhados.Geoprocessamento - Conjunto de tecnologias voltadas a coleta e tratamento deinformações espaciais para um objetivo específico. Essas atividades são executadaspor sistemas chamados de Sistemas Cartográficos de Informações. Eles sãodestinados ao processamento de dados georeferenciados desde a sua coleta até ageração de produtos como mapas, relatórios e arquivos digitais.Georeferenciamento – refere-se à localização de um plano no espaço definida porum sistema de referênciamento de coordenadas.GPS - Global Positioning System / Sistema Global de Posicionamento - Constelaçãode satélites desenvolvidos pelo Departamento de Defesa dos EUA, utilizada emlevantamentos geodésicos e outras atividades que necessitem de posicionamentopreciso. Os satélites transmitem sinais que podem ser decodificados por receptoresespecialmente projetados para determinar com precisão, posicionamento no mar, noar e sobre a superfície terrestre.Imagem - Registro permanente em material fotográfico de acidentes naturais,artificiais, objetos e atividades obtidos por sensores como infravermelhopancromático e o radar de alta resolução.Imagens de radar - Imagens resultantes da combinação de processos fotográficos etécnicas de radar. Impulsos elétricos ou microondas são emitidos (antena) e usadospara fornecer imagens registradas em filme ou fitas magnéticas.Imagens multiespectral - Imagem de múltiplas bandas, isto é, obtida por múltiplossensores que detectam a energia em bandas de diferentes comprimentos de onda.Importância relativa - importância relativa de cada fator é uma comparação aospares entre os fatores. A combinação aos pares é um processo de análise dehierarquia baseada no trabalho de Saaty (1977), acerca de um método deprioridades em estruturas hierárquicas.Informações georeferenciadas - Dados alfanuméricos geograficamentereferenciados às informações gráficas de um mapa.Landsat - Um dos programas americanos de imageamento da superfície terrestrepor satélites, iniciado pela NASA em meados dos anos 70. Também usado paradesignar um ou mais satélites do programa (landsat 4, Landsat 5) e os dados(imagens) por eles enviados.
  • 147Latitude e longitude - Componente de um sistema de coordenadas geográficas, noqual as posições são expressas em função de medidas angulares feitas sobre oelipsóide terrestre.Levantamento aerofotogramétrico - Método de levantamento fotográfico queutiliza como sensor uma câmera fotogramétrica instalada em aeronaves, parafotografar a área de interesse de forma sistemática compondo faixas de fotos aéreascom especificações que permitam a construção de modelos esteroscópicos.Mapa - Desenho ou representação visual que mostra diversos lugares e seusrelacionamentos. Um mapa também simboliza as feições e condições desseslugares.Mapa plani-altimétrico – Mapa com informações sobre relevo.Mapas temáticos - Trata-se de documentos em quaisquer escalas, em que, sobreum fundo geográfico básico, são representados os fenômenos geográficos,geológicos, demográficos, econômicos, agrícolas, etc., visando ao estudo, à análisee à pesquisa dos temas, no seu aspecto especial. Um mapa temático geralmentecontém dados generalizados ou informações simplificadas para torna-lo mais fácil deler.Mosaico - Conjunto de fotografias aéreas, superpostas, recortadas artisticamente emontadas pelos detalhes comuns. Permite uma visão contínua da superfíciefotografadaPeso – é um valor consensual para um determinado critério.Plano de Informação - é um mapa (isto é verdade para as Categorias Imagem,Numérico, Cadastral. Temático e Redes). Cada Plano de Informação é umainstância direta da Categoria a que pertence, p. ex.: “MapaBasico” da Categoria“Mapa solos”.Raster – a representação gráfica das feições e os atributos que elas possuem sãofundidos em arquivos de dados unificados.Sensoriamento remoto – Conjunto bastante complexo de técnicas que utilizasensores na captação e no registro da energia refletida ou emitida pela superfície daTerra, com o objetivo de obter informações, imagens e/ou sinais elétricos, para oestudo do ambiente terrestre.SIG - Sistema de informação que permite ao usuário coletar, manusear, analisar eexibir dados referenciados espacialmente. Um SIG pode ser visto como acombinação de hardwares, sofwares, dados, metodologias e recursos humanos, queoperaram de forma harmônica para produzir e analisar informação geográfica.
  • 148Vetorial – uma representação vetorial os limites ou o curso das feições são definidospor uma série de pontos que, quando unidos com linhas retas, formam arepresentação gráfica de cada feição. Os pontos são representados por um par denúmeros representando as coordenadas X e Y em um sistema comolatitude/longitude ou a grade de coordenadas Universal Transversa de Mercador.
  • 14911 - ANEXOS ANEXO 1 – TEMPERATURA em oC Estações Fixas: I foz do rio São João Estações Pontuais: A área oceânica costeira B rio Guarguá C vala dos Medeiros II jusante vala dos Medeiros D canal dos Meros E vala fazenda São João F vala da Pedra III jusante captação de água Fazenda Tosana G canal captação faz. Tosana H canal do Jacaré I I canal do Jacaré II IV velo São curso do São João J vala do Consórcio K rio Dourado L vala Fazenda Carioca V primeiro terço do canal retificado M rio Cangurupí N rio Lontra O Agrisa I VI jusante do Rio Indaiaçú P Agrisa II Q rio Indaiaçú R rio da Aldeia Velha VII jusante da Barragem Juturnaíba
  • 150 ANEXO II - SALINIDADEEstações Fixas: I foz do rio São João Estações Pontuais: A área oceânica costeira B rio Guarguá C vala dos Medeiros II jusante vala dos Medeiros D canal dos Meros E vala fazenda São João F vala da Pedra III jusante captação de água Fazenda Tosana G canal captação faz. Tosana H canal do Jacaré I I canal do Jacaré II IV velo São curso do São João J vala do Consórcio K rio Dourado L vala Fazenda Carioca V primeiro terço do canal retificado M rio Cangurupí N rio Lontra O Agrisa I VI jusante do Rio Indaiaçú P Agrisa II Q rio Indaiaçú R rio da Aldeia Velha VII jusante da Barragem Juturnaíba
  • 151 ANEXO III – pHEstações Fixas: I foz do rio São João Estações Pontuais: A área oceânica costeira B rio Guarguá C vala dos Medeiros II jusante vala dos Medeiros D canal dos Meros E vala fazenda São João F vala da Pedra III jusante captação de água Fazenda Tosana G canal captação faz. Tosana H canal do Jacaré I I canal do Jacaré II IV velo São curso do São João J vala do Consórcio K rio Dourado L vala Fazenda Carioca V primeiro terço do canal retificado M rio Cangurupí N rio Lontra O Agrisa I VI jusante do Rio Indaiaçú P Agrisa II Q rio Indaiaçú R rio da Aldeia Velha VII jusante da Barragem Juturnaíba
  • 152 ANEXO IV – OXIGÊNIO DISSOLVIDO em mg/LEstações Fixas: I foz do rio São João Estações Pontuais: A área oceânica costeira B rio Guarguá C vala dos Medeiros II jusante vala dos Medeiros D canal dos Meros E vala fazenda São João F vala da Pedra III jusante captação de água Fazenda Tosana G canal captação faz. Tosana H canal do Jacaré I I canal do Jacaré II IV velo São curso do São João J vala do Consórcio K rio Dourado L vala Fazenda Carioca V primeiro terço do canal retificado M rio Cangurupí N rio Lontra O Agrisa I VI jusante do Rio Indaiaçú P Agrisa II Q rio Indaiaçú R rio da Aldeia Velha VII jusante da Barragem Juturnaíba
  • 153 ANEXO V – SECCHII em mEstações Fixas: I foz do rio São João Estações Pontuais: A área oceânica costeira B rio Guarguá C vala dos Medeiros II jusante vala dos Medeiros D canal dos Meros E vala fazenda São João F vala da Pedra III jusante captação de água Fazenda Tosana G canal captação faz. Tosana H canal do Jacaré I I canal do Jacaré II IV velo São curso do São João J vala do Consórcio K rio Dourado L vala Fazenda Carioca V primeiro terço do canal retificado M rio Cangurupí N rio Lontra O Agrisa I VI jusante do Rio Indaiaçú P Agrisa II Q rio Indaiaçú R rio da Aldeia Velha VII jusante da Barragem Juturnaíba
  • 154 ANEXO VI – Resumo da metodologia utilizada para o SIG Mosaico imagens aéreas obs. in loco uso da terra digitalização 457 Recursos hídricos Mapa da proposta zoneamento APA Rio São João 432 542Tipos solo Vias de acessos 752Aptidão agrícolaMapas da EMBRAPA 754Mapa relevo SRTM Fatores ambientais L. vannamei Estações de coleta; Result. Análises: salinidade pH M. rosenbergii temperatura O2 dissolvidoImagens satélite Landsat 7-ETM+Bandas: 1,2,3,4,5 e 7 O. niloticus
  • 155ANEXO VII – Fotografias da área de estudo
  • 156TABELA VII – Fotografias da área de estudo – continuação
  • 157TABELA VII – Fotografias da área de estudo - continuação