4o Dia Tp5 Os PrincíPios Da Textualidade

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4o Dia Tp5 Os PrincíPios Da Textualidade

  1. 1. Os princípios da textualidade Organização: Caroline Rodrigues Cardoso - UnB
  2. 2. Um texto é uma unidade de linguagem em uso.
  3. 3. Um texto é uma unidade semântica, constitui um todo significativo.
  4. 4. Um texto tem uma unidade formal, pois apresenta características que lhe dão coesão.
  5. 5. ENTÃO:
  6. 6. TEXTO : ocorrência lingüística falada ou escrita que deve apresentar 3 propriedades básicas:   <ul><li>Unidade Sociocomunicativa : o texto é uma unidade de linguagem em uso; Unidade Semântica : o texto é um todo significativo;e Unidade Formal : as palavras devem se integrar para formar um todo coeso. </li></ul>
  7. 7. Beaugrande e Dressler (1983) apontam sete fatores de textualidade:
  8. 8. coerência, coesão, intencionalidade, aceitabilidade, situacionalidade, informatividade e intertextualidade.
  9. 9. é responsável pela unidade semântica, pelo sentido do texto, envolvendo não só aspectos lógicos e semânticos, mas também cognitivos. A coerência
  10. 10. é responsável pela unidade formal do texto, que se dá por mecanismos gramaticais e lexicais. A coesão
  11. 11. é o empenho do autor em construir um texto coerente, coeso, e que atinja o objetivo que ele tem em mente. Isso diz respeito ao valor ilocutório do texto, ou seja, o que o texto pretende falar. A intencionalidade
  12. 12. é a expectativa do recebedor de que o texto tenha coerência e coesão, além de lhe ser útil e relevante. Grice (apud Costa Val: 1991) estabelece estratégias para o autor alcançar aceitabilidade: cooperação (para o autor responder às necessidades do recebedor), qualidade (autenticidade) e quantidade (informatividade). A aceitabilidade
  13. 13. diz respeito à pertinência e à relevância do texto no contexto . Situar o texto é adequá-lo à situação sociocomunicativa. A situacionalidade
  14. 14. quanto menos previsível se apresentar o texto, mais informatividade. Tanto a falta quanto o excesso de previsibilidade, de informatividade, são prejudiciais à aceitação do texto por parte do leitor. Um bom índice de informatividade atende à suficiência de dados. A informatividade
  15. 15. concerne aos fatores que fazem a utilização de um texto dependente do conhecimento de outro(s) texto(s). Um texto constrói-se em cima do &quot;já-dito. A intertextualidade
  16. 16. A produção e a recepção de um texto condicionam-se à situação ou à ambiência, ou seja, ao conhecimento circunstancial ou ambiental que motivam os signos e a ambiência em que se inserem, gerando um texto cuja coerência e unidade são suscitados diretamente pelo referente. Contexto
  17. 17. Contexto Percebido em duas dimensões: <ul><li>A leitura de superfície é percebida pelos elementos do enunciado, organizados hierarquicamente. </li></ul><ul><li>A estrutura de profundidade é a interpretação semântica das relações sintáticas, permitindo vasculhar o ânimo do autor. </li></ul>
  18. 18. Tipos de contextos: <ul><li>Contexto imediato : refere-se aos elementos que seguem ou precedem o texto imediatamente, incluindo as circunstâncias que o motivam. (título de um livro, nome do autor, tipo de capa... Já podem nos trazer alguma informação sobre...) </li></ul><ul><li>Contexto situacional : trata-se do contexto estabelecido pelos elementos fora do texto que lhe abrem possibilidades de maior entendimento. (experiências, informações históricas, geográficas, psíquicas... para ser realizada uma leitura ativa, íntima) </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Os princípios da textualidade nos mostram como cada texto é conectado ao nosso conhecimento do mundo e da nossa sociedade. </li></ul><ul><li>Os princípios da textualidade devem abranger qualquer tipo de texto. Eles devem nos ajudar a fazer múltiplas conexões não só dentro de um texto, mas também entre o texto e os contextos humanos nos quais ele ocorre, bem como determinar que conexões são relevantes. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Mesmo sendo os dois princípios de textualidade mais ‘lingüísticos’, a coesão e a coerência são afetadas por nossas crenças culturais e atitudes. </li></ul><ul><li>A ‘competência comunicativa’ deve ser vista como um potencial aberto e dinâmico que pode sempre ser enriquecido. Para Beaugrande, as pessoas são ‘competentes’ em graus bastante diferentes e podem encontrar severas limitações na sua liberdade de acessar o conhecimento e buscar objetivos sociais. </li></ul>
  21. 21. Do que a terra mais garrida Teus risonhos, lindos campos têm mais flores; “ Nossos bosques têm mais vida” “ Nossa vida”, no teu seio, “mais amores”. (Hino Nacional Brasileiro)   EXERCÍCIO
  22. 22. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. (MENDES, Murilo. Canção do exílio )  
  23. 23. Nosso céu tem mais estrelas. Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores.  (DIAS, Gonçalves. Canção do exílio )
  24. 24. <ul><li>Um texto cita outro com, basicamente, duas finalidades distintas: </li></ul><ul><li>para reafirmar alguns dos sentidos do texto citado; </li></ul><ul><li>para inverter, contestar e deformar alguns dos sentidos do texto citado; para polemizar com ele. </li></ul>
  25. 25. Em relação ao texto de Gonçalves Dias, o Hino Nacional enquadra-se no primeiro caso, enquanto o de Murilo Mendes encaixa-se no segundo. Quando um texto cita outro invertendo seu sentido, temos uma paródia. Os versos do Hino Nacional, colocados no princípio desta lição, parafraseiam versos de Gonçalves Dias; os de Murilo Mendes parodiam-nos.
  26. 26. A percepção das relações intertextuais, das referências de um texto a outro, depende do repertório do leitor, do seu acervo de conhecimentos literários e de outras manifestações culturais. Daí a importância da leitura, principalmente daquelas obras que constituem as grandes fontes da literatura universal. Quanto mais se lê, mais se amplia a competência para apreender o diálogo que os textos travam entre si por meio de referências, citações e alusões. Por isso cada livro que se lê torna maior a capacidade de apreender, de maneira mais completa, o sentido dos textos.
  27. 27. Não são as chuvas escassas o principal problema dos que vivem no Sertão. O maior empecilho é a falta de interesse político, haja vista a conveniência de existirem eleitores miseráveis e persuasíveis, que se tornam presas fáceis aos objetivos meramente eleitoreiros dos candidatos da região. Não é preciso ir longe para comprovar que o “polígono das secas” pode ser transformado em uma área rentável, sem causar grandes gastos no orçamento dos Estados ou da União. A região do Vale do Rio São Francisco, em Petrolina e Juazeiro, é o melhor exemplo de desenvolvimento, aplicando-se métodos simples de irrigação. Seca: escassez de água ou de decoro político? Rafael dos Anjos - estudante  
  28. 28. As ações emergenciais como as frentes de trabalho e a distribuição de carros-pipas, são as medidas mais utilizadas pelos políticos, principalmente, em anos eleitorais. Projetos como o “Dnocs” (implantação de açudes no Sertão), a transposição do Rio São Francisco e tantos outros que visam a uma regularização da situação no “polígono das secas”, são barrados, devido a superfaturamentos e desfalques nas verbas destinadas ao combate à seca. Não é apenas por água que clama o nordestino, mas por uma oportunidade de se desenvolver. Não é a terra árida ou a escassez de chuvas que determinam a “vida Severina” do sertanejo, mas sim, a ausência de decoro político que persuade esses tantos “severinos”.
  29. 29. COSTA VAL, M. Graça. Texto e textualidade. In: ____. Redação e Textualidade . São Paulo: Martins Fontes, 1991. PLATÃO, Francisco; FIORIN, José Luiz. Para entender o texto: leitura e redação. 16. ed. 5. imp . São Paulo: Ática, 2004. XAVIER, Antonio Carlos dos S. Como se faz um texto: a construção da dissertação-argumentativa. Campinas: Ed. do autor, 2001. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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