• Share
  • Email
  • Embed
  • Like
  • Save
  • Private Content
A INFLUÊNCIA DO ACESSO LIVRE À INTERNET NO TRABALHO NO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL:  Um estudo comparativo em duas empresas de Salvador
 

A INFLUÊNCIA DO ACESSO LIVRE À INTERNET NO TRABALHO NO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL: Um estudo comparativo em duas empresas de Salvador

on

  • 814 views

O tema central deste trabalho é a influência da utilização livre da internet na manifestação do comprometimento organizacional. O desenvolvimento deste estudo teve como principal objetivo ...

O tema central deste trabalho é a influência da utilização livre da internet na manifestação do comprometimento organizacional. O desenvolvimento deste estudo teve como principal objetivo identificar se a utilização livre da internet ocasiona a predominância de algum tipo específico de comprometimento. Para o alcance deste objetivo, foi primeiramente realizada uma revisão de literatura que apresenta conceitualmente a internet e a sua crescente aderência à vida das pessoas, bem como o conceito de comprometimento organizacional e suas ramificações, a fim de introduzir as duas variáveis relacionadas no estudo. Como metodologia para se atingir o objetivo traçado, duas empresas com características de acesso à internet opostas foram selecionadas para que o comprometimento fosse comparado, sendo que na empresa A o acesso à internet é livre e na empresa B é restrito. Realizou-se uma pesquisa exploratória e descritiva, com uma abordagem quantitativa utilizando-se um questionário composto por três partes, sendo a primeira para caracterização dos respondentes, a segunda para identificação do comprometimento e a terceira para correlacionar o comprometimento com o acesso livre à internet no trabalho. Verificou-se que os níveis de comprometimento encontrados na empresa onde o acesso à internet é livre é bem maior do que na empresa que restringe o acesso através de bloqueio de conteúdos, principalmente aqueles que permitem que as pessoas interajam com outras, como as redes sociais. Concluiu-se que o acesso livre à internet de fato influencia um tipo específico de comprometimento.

Statistics

Views

Total Views
814
Views on SlideShare
814
Embed Views
0

Actions

Likes
1
Downloads
0
Comments
0

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

    A INFLUÊNCIA DO ACESSO LIVRE À INTERNET NO TRABALHO NO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL:  Um estudo comparativo em duas empresas de Salvador A INFLUÊNCIA DO ACESSO LIVRE À INTERNET NO TRABALHO NO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL: Um estudo comparativo em duas empresas de Salvador Document Transcript

    • FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO CLEBSON DOS SANTOS COSTA A INFLUÊNCIA DO ACESSO LIVRE À INTERNET NOTRABALHO NO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL: Um estudo comparativo em duas empresas de Salvador Salvador/BA 2013
    • CLEBSON DOS SANTOS COSTA A INFLUÊNCIA DO ACESSO LIVRE À INTERNET NOTRABALHO NO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL: Um estudo comparativo em duas empresas de Salvador Monografia apresentada ao Departamento de Administração do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia, como requisito parcial para a obtenção do título de bacharel em Administração. Orientadora: Profª. Dra. Mírian Rocha Vázquez Salvador/BA 2013
    • CLEBSON DOS SANTOS COSTA A INFLUÊNCIA DO ACESSO LIVRE À INTERNET NOTRABALHO NO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL: Um estudo comparativo em duas empresas de Salvador Monografia apresentada ao Departamento de Administração do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia, como requisito parcial para a obtenção do título de bacharel em Administração. Orientadora: Profª. Dra. Mírian Rocha Vázquez Aprovado em ______ de ____________________ de __________. Banca Examinadora Profª. Dra. Mírian Rocha Vázquez Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia Prof. XXXXXXXXX XXXXXXXXX XXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Prof. XXXXXXXXX XXXXXXXXX XXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
    • Este trabalho é dedicado a minha mãe, MarlenePereira e a minha vovó, Maria Celeste. A dedicação emminha criação e o suporte dado em toda a minha vidaforam os alicerces necessários para que eu pudesse,hoje, apresentar este trabalho que representa ovestibular para uma nova e importante etapa deminha carreira.
    • AGRADECIMENTOS A todos que se fizeram presentes em minha vida e de alguma formacontribuiu para o meu desenvolvimento gradativo semestre a semestre da faculdade,devo os mais sinceros agradecimentos. Uma palavra de conforto, uma conversadescontraída, um momento feliz que foi guardado e involuntariamente contribuiupara aliviar as tensões que o trabalho necessário para estudar requer. Deus e minha família são minha base e meu alicerce e a eles eu devo emmaior grau agradecer simplesmente por existirem para mim. A minha mãe, Marlene,a minha irmã, Janile, e a meu padrasto, Otávio, muito obrigado pelo suporte dadonesta jornada, mesmo que às vezes de forma involuntária. Aos amigos de faculdade, especialmente Andrea Santos, devo agradecê-lospor me fornecer o sentimento de pertencimento a um grupo de vencedores, grupoeste que apesar dos diversos obstáculos enfrentados durante esta jornada semprese manteve de pé e com o único objetivo de vencê-los e chegar, agora, olhando pratrás e sentir que tudo valeu a pena. Aos amigos em geral, especialmente a Waldson Capinan, muito obrigado porter dividido bons momentos comigo sempre e pelo conforto de sua companhia,mesmo que já no momento final de minha graduação. Devo meus sinceros agradecimentos também às pessoas que acreditaramem mim para me entregar desafios, que foram e sempre serão grande diferencial emminha carreira, especialmente à Profª Lívia Simões e sua equipe, que meselecionaram para concorrer à bolsa de estudos do governo Canadense, o queocasionou a realização de parte de minha formação em um país estrangeiro. Alémdisto, meus sinceros agradecimentos também à Profª. Mírian Vázquez por teraceitado me orientar neste trabalho e ter me dado suporte para concluí-lo com êxito. Finalmente, agradeço às empresas que confiaram em meu profissionalismopara me concederem a oportunidade de aprender a ciência na prática e dedesenvolver as competências necessárias para uma vida profissional. Neste quesito,meu especial obrigado a Carolina Barbosa, que me ensinou a forma correta deliderar e entregar resultados apenas com o seu exemplo de tolerância, simplicidade,seriedade e profissionalismo.
    • RESUMO O tema central deste trabalho é a influência da utilização livre da internet namanifestação do comprometimento organizacional. O desenvolvimento deste estudoteve como principal objetivo identificar se a utilização livre da internet ocasiona apredominância de algum tipo específico de comprometimento. Para o alcance desteobjetivo, foi primeiramente realizada uma revisão de literatura que apresentaconceitualmente a internet e a sua crescente aderência à vida das pessoas, bemcomo o conceito de comprometimento organizacional e suas ramificações, a fim deintroduzir as duas variáveis relacionadas no estudo. Como metodologia para seatingir o objetivo traçado, duas empresas com características de acesso à internetopostas foram selecionadas para que o comprometimento fosse comparado, sendoque na empresa A o acesso à internet é livre e na empresa B é restrito. Realizou-seuma pesquisa exploratória e descritiva, com uma abordagem quantitativa utilizando-se um questionário composto por três partes, sendo a primeira para caracterizaçãodos respondentes, a segunda para identificação do comprometimento e a terceirapara correlacionar o comprometimento com o acesso livre à internet no trabalho.Verificou-se que os níveis de comprometimento encontrados na empresa onde oacesso à internet é livre é bem maior do que na empresa que restringe o acessoatravés de bloqueio de conteúdos, principalmente aqueles que permitem que aspessoas interajam com outras, como as redes sociais. Concluiu-se que o acessolivre à internet de fato influencia um tipo específico de comprometimento.Palavras-chave: comprometimento organizacional, internet, contemporaneidade,recursos humanos.
    • ABSTRACT The central theme of this work is the influence of the free access to theinternet in the manifestation of the organizational commitment. The development ofthis study aimed to identify whether the free access to internet causes thepredominance of a particular type of commitment. To reach this objective, it was firstperformed a literature review that shows conceptually the internet and its increasingadherence to people lives as well as the concept of organizational commitment andits ramifications, in order to introduce the two related variables of the study. Asmethodology used to achieve the objective set, two companies with opposedcharacteristics of Internet access were selected for comparing the commitment, beingthe company A the one with free access to internet and the company B the one thatrestricts the access to the web. It was performed an exploratory and descriptiveresearch with a quantitative approach using a questionnaire consisting of three parts,the first being aimed to characterize the respondents, the second to identify thecommitment and the third to correlate the commitment to the free access to internetin the workplace. It was verified that the levels of commitment found in the companywhere the access to internet is free are higher than those found in the company whorestricts the access by blocking contents, especially those contents that allow peopleto interact with others, like social networks. It was concluded that the free access tointernet indeed influences a specific type of commitment.Keywords: organizational commitment, internet, contemporaneity, human resources.
    • LISTA DE FIGURASFIGURA 1 – O MODELO CLIENTE – SERVIDOR DA WORLD WIDE WEB..................................................14FIGURA 2 – GRÁFICOS DE DISTRIBUIÇÃO DOS PARTICIPANTES POR SEXO...........................................35FIGURA 3 – DISTRIBUIÇÃO DOS RESPONDENTES POR RENDA FAMILIAR..............................................38FIGURA 4 – QUANTIDADE DE FILHOS....................................................................................................39FIGURA 5 – STATUS DO ACESSO À INTERNET........................................................................................42FIGURA 6 – DISTRIBUIÇÃO DOS PARTICIPANTES DE ACORDO SEU COMPROMETIMENTO COM AORGANIZAÇÃO.......................................................................................................................................44FIGURA 6 – GRÁFICOS DE DISTRIBUIÇÃO DE ACORDO COMPROMETIMENTO COM AORGANIZAÇÃO.......................................................................................................................................46FIGURA 7 – GRÁFICO DAS MÉDIAS DAS DIMENSÕES DO COMPROMETIMENTO..................................47FIGURA 8 – EMPRESA A QUANTIDADE DE COMPROMETIDOS POR DIMENSÃO...................................49FIGURA 9 – EMPRESA B QUANTIDADE DE COMPROMETIDOS POR DIMENSÃO...................................49FIGURA 10 – AVALIAÇÃO DA RELAÇÃO ACESSO À INTERNET X COMPROMETIMENTO........................50FIGURA 11 – A INFLUÊNCIA DO ACESSO À INTERNET NO COMPROMETIMENTO NA EMPRESAA.............................................................................................................................................................52FIGURA 12 – A INFLUÊNCIA DO ACESSO À INTERNET NO COMPROMETIMENTO NA EMPRESAB.............................................................................................................................................................53FIGURA 13 – MÉDIA DOS ESCORES DA INFLUÊNCIA DA INTERNET NO COMPROMETIMENTO............54
    • LISTA DE TABELASTABELA 1 - DISTRIBUIÇÃO DOS PARTICIPANTES POR SEXO ..................................................................35TABELA 2 - DISTRIBUIÇÃO DOS PARTICIPANTES POR FAIXA ETÁRIA.....................................................36TABELA 3 - DISTRIBUIÇÃO POR ESTADO CIVIL.......................................................................................36TABELA 4 - DISTRIBUIÇÃO POR NÍVEL DE ESCOLARIDADE.....................................................................37TABELA 5 - DISTRIBUIÇÃO POR RENDA FAMILIAR.................................................................................38TABELA 6 - RESPONDENTES COM E SEM FILHOS...................................................................................39TABELA 7 - DISTRIBUIÇÃO DOS RESPONDENTES POR CARGO...............................................................40TABELA 8 - DISTRIBUIÇÃO DOS RESPONDENTES POR TEMPO NO CARGO............................................41TABELA 9 - STATUS DO ACESSO À INTERNET.........................................................................................42TABELA 10 - DISTRIBUIÇÃO DOS PARTICIPANTES DE ACORDO COM SEU COMPROMETIMENTO COM AORGANIZAÇÃO.......................................................................................................................................44TABELA 11 - DISTRIBUIÇÃO DOS PARTICIPANTES DE ACORDO COM SEU COMPROMETIMENTO COM AORGANIZAÇÃO.......................................................................................................................................45TABELA 12 - MÉDIAS DAS DIMENSÕES DO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL.........................47TABELA 13 - A INFLUÊNCIA DO ACESSO À INTERNET NO COMPROMETIMENTO POR DIMENSÃO -EMPRESA A............................................................................................................................................52TABELA 14 - A INFLUÊNCIA DO ACESSO À INTERNET NO COMPROMETIMENTO POR DIMENSÃO -EMPRESA B............................................................................................................................................52TABELA 15 - MÉDIA DOS ESCORES DA INFLUÊNCIA DA INTERNET NO COMPROMETIMENTO, PORDIMENSÃO.............................................................................................................................................54
    • SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................................... 122 MARCO TEÓRICO CONCEITUAL .................................................................................................. 162.1 A INTERNET .................................................................................................................................. 16 2.1.1 BREVE HISTÓRICO SOBRE A INTERNET ....................................................................................... 16 2.1.2 A ADERÊNCIA DA INTERNET NA VIDA DAS PESSOAS ..................................................................... 18 2.1.3 OS PRÓS E CONTRAS DO ACESSO À INTERNET NO TRABALHO ....................................................... 192.2 O COMPROMETIMENTO ................................................................................................................ 21 2.2.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL................................................ 21 2.2.2 DEFINIÇÕES DE COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL ............................................................. 23 2.2.3 AS DIFERENTES BASES OU DIMENSÕES DO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL ....................... 26 2.2.3.1 O ENFOQUE AFETIVO DO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL ....................................... 26 2.2.3.2 O ENFOQUE INSTRUMENTAL DO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL ............................. 27 2.2.3.3 O ENFOQUE NORMATIVO DO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL ................................. 28 2.2.3.4 O MODELO DE CONCEITUALIZAÇÃO DE TRÊS COMPONENTES DO COMPROMETIMENTOORGANIZACIONAL ..................................................................................................................................... 29 2.2.4 ANTECEDENTES E CONSEQUENTES DO COMPROMETIMENTO ....................................................... 303 METODOLOGIA ............................................................................................................................ 323.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA .............................................................................................................. 323.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA ..................................................................................................................... 333.3 INSTRUMENTO DE PESQUISA ............................................................................................................... 343.4 COLETA DE DADOS ............................................................................................................................. 353.5 TRATAMENTO DE DADOS .................................................................................................................... 364 DESCRIÇÃO, ANÁLISE E INTERPREAÇÃO DOS DADOS ................................................................... 374.1 CARACTERIZAÇÃO DOS RESPONDENTES ................................................................................................. 374.2 CARACTERIZAÇÃO DO COMPROMETIMENTO E SUA RELAÇÃO COM O ACESSO LIVRE À INTERNET NAS EMPRESASPESQUISADAS. .......................................................................................................................................... 46 4.2.1 COMPROMETIDOS X NÃO-COMPROMETIDOS ............................................................................ 47 4.2.2 DISTRIBUIÇÃO DOS PARTICIPANTES SEGUNDO AS DIMENSÕES QUE COMPÕEM SEUCOMPROMETIMENTO ................................................................................................................................ 48 4.2.3 ANÁLISE DAS DIMENSÕES DO COMPROMETIMENTO POR EMPRESA .............................................. 51 4.2.4 ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DO ACESSO LIVRE À INTERNET X COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL .. 53 4.2.4.1 A INFLUÊNCIA DO ACESO À INTERNET NO COMPROMETIMENTO POR DIMENSÃO – ANÁLISE 1. 54
    • 4.2.4.2 A INFLUÊNCIA DO ACESO À INTERNET NO COMPROMETIMENTO POR DIMENSÃO – ANÁLISE 2. 564.3 INTERPRETAÇÃO DOS DADOS ............................................................................................................... 58CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................................................... 61REFERÊNCIAS ....................................................................................................................................... 63APÊNDICE I - QUESTIONÁRIO DE PESQUISA PARA TRABALHO MONOGRÁFICO ........................... 67APÊNDICE II - OFÍCIO ÀS EMPRESAS .................................................................................................. 70
    • 121 INTRODUÇÃO O advento e a evolução da informática modificaram em diversos aspectos asformas de como as pessoas realizam suas atividades cotidianas, sejam elas emcasa ou no trabalho. Diante disto, inclusive as relações humanas passaram a se daratravés de novos meios proporcionados pela evolução da informática,principalmente com o surgimento da internet, a rede mundial de computadores queinterliga pessoas e organizações ao redor do mundo. Aliado a isto, uma série defatores tornou-se relevante na análise das novas formas de realizar tarefas, comocomunicar-se e informar-se, que passou a ser comum às pessoas nacontemporaneidade. Tais fatores tomam proporções de considerável importânciaprincipalmente no ambiente de trabalho, onde tais tipos de prática dos dias atuais,como comunicar-se e informar-se através da internet, põem em dúvida apossibilidade de conciliação das mesmas com o provimento de resultadossignificativos para as organizações inseridas no sistema capitalista. O surgimento das redes sociais digitais, como o Orkut e o Facebook, porexemplo, iniciou um processo no qual as pessoas transferem boa parte de suacomunicação para o ambiente virtual e através dele interage e socializa com osseus, adquire conhecimento, produz e se informa sob um novo paradigma quepouco a pouco vem ganhando espaço cada vez maior no cotidiano das pessoas. Por outro lado, as formas de utilização de ferramentas da era digital einformacional, como a internet, constantemente são alvo de críticas, hora positivas,hora negativas, principalmente no ambiente de trabalho. Neste exemplo do acesso àinternet no trabalho, é comum haver críticas negativas, sendo um dos principaisargumentos a ociosidade na produção laboral quando da utilização deste recurso emhorário de trabalho. Neste ponto, no entanto, é perceptível certa dose de conservadorismoconsolidado pelo senso comum e esta afirmação se deve à propagação de umaideia ou prática sem que esta seja comprovadamente boa ou ruim. É desta formaque aparentemente configura-se o julgamento sobre o acesso à internet nasempresas, ou seja, condena-se uma prática indissociável da vida contemporânea no
    • 13ambiente de trabalho sem que se haja conhecimento científico que aborde de formacontundente os benefícios ou malefícios da mesma. Estando esta relação internet-trabalho atrelada a um tema da ciência dasorganizações, pois envolve pessoas e resultados organizacionais, é oportuno que omesmo seja estudado sob a ótica das organizações para que se possa compreendernos moldes da cientificidade as influências desta relação nos resultadosorganizacionais. Tal relação é passível de ser objeto de análises distintas, porém há anecessidade de se balizar tal análise de forma a dissertar sobre um tema específiconesta relação, tema este que simbolize de forma objetiva a criação de argumentosque comprovem ou iniciem uma comprovação científica dos benefícios ou malefíciosdo acesso à internet no trabalho. Este trabalho, assim, busca inserir a cientificidadena análise da relação internet-trabalho e para isto irá se utilizar da análise da relaçãodo acesso à internet com o comprometimento organizacional. Isto posto, o tema central deste estudo é a influência da utilização livre dainternet nas manifestações do comprometimento organizacional, o qual foiembasado em uma problemática de pesquisa motivada por este julgamentoapercebido do senso comum em relação ao acesso livre da internet no trabalho(hora condenando, hora defendendo, sem embasamento científico), pelanecessidade apontada na literatura sobre comprometimento organizacional em seestudar progressivamente os antecedentes do comprometimento e pelapossibilidade de se relacionar a utilização livre da internet no trabalho e amanifestação do comprometimento organizacional. Assim, o problema de pesquisalevando em conta esta problemática centra-se na seguinte questão: a utilização dainternet livremente no ambiente de trabalho ocasiona a manifestação de algum tipoespecífico de comprometimento? A pesquisa desenvolvida tendo em vista este problema foi motivada pelacrença de que a resposta a esta pergunta seja positiva, ou seja, acredita-se que ofato de acessar a internet livremente no trabalho, nos casos oportunos, de fatoinfluencia um tipo específico de comprometimento. Assim sendo, foi traçado umobjetivo geral para a pesquisa, que é o de identificar, em estudo de caso, se autilização livre da internet ocasiona a predominância de algum tipo específico de
    • 14comprometimento. Também foram traçados alguns objetivos específicos para oestudo, como aplicar instrumento de pesquisa de comprometimento organizacionalcientificamente validado e Identificar como se apresenta o comprometimento com aorganização nas empresas pesquisadas, só para exemplificar alguns objetivosespecíficos. Ademais, é importante salientar que o presente estudo encontra justificativaem diversos aspectos, os quais sinalizam uma necessidade emergente de suarealização para suprimento de alguns dos gaps que o justifica. Antes de tudo,aponta-se a inquietação do pesquisador ao observar ao longo da vida acadêmica oambiente organizacional. Segundo, há uma necessidade apontada na literatura paraa realização de estudos em que se faça a correlação de variáveis conforme aconfiguração realizada neste trabalho. Por fim, o estudo se encontra bem delimitado,com objetivos bem definidos, além de ser extremamente relevante para a ciência daAdministração e perfeitamente viável para atingir, no período devido, os objetivostraçados. Ao longo da vida acadêmica e da atuação profissional, ambas não tãorelativamente longas porém suficientes para despertar o olhar crítico voltado para apesquisa, diversos foram os problemas observados pelo autor deste estudo e paraos quais ainda não se encontram, na ciência da Administração, respostas comrespaldo nos rigores da ciência. É o que se verifica em relação à internet notrabalho, isto é, o senso comum hora condena hora defende a utilização destaferramenta no ambiente de trabalho, porém são poucas as comprovações dosimpactos positivos ou negativos dessa prática. Estudando a relação entrecomprometimento organizacional e acesso livre à internet no trabalho, haverá umprecedente na literatura da Administração onde se possa fornecer subsídio parajulgamento dessa prática baseado na cientificidade. Junta-se a isto o fato de que em diversas agendas na literatura docomprometimento organizacional é traçado como fator importante para o avanço nosestudos do comprometimento o desenvolvimento de pesquisas com foco nosantecedentes do comprometimento, ou seja, nos fatores que “despertam” ocomprometimento nas pessoas no ambiente de trabalho, conforme afirmamMEDEIROS et al. (2003, apud MOWDAY, 1998) ao dizerem que é necessário
    • 15“avançar na compreensão do processo por meio do qual determinados trabalhos epráticas organizacionais produzem comprometimento”. Em outras palavras, opresente trabalho contribui significativamente para o desenvolvimento da literaturado tema estudado ao se propor em estudar uma correlação de variáveisestabelecida em uma agenda pré-definida. Ademais, o estudo se propõe a realizar uma pesquisa bastante delimitada, emAdministração, na área de Recursos Humanos, possuindo objetivos claros ecoerentes. Tais objetivos, além de serem bastante relevantes para a literatura dotema do comprometimento como supracitado, são completamente factíveis selevados em conta, em conjunto, o período de um semestre letivo e a metodologiautilizada que será oportunamente descrita no decorrer do trabalho. Desta forma, ao se avaliar as motivações que conduziram ao delineamentodeste trabalho de conclusão de curso, bem como o seu alinhamento com asnecessidades da literatura da área e, em adição, a sua avaliação positiva em relaçãoà relevância e viabilidade, fica evidenciado o fundamento no qual se embasa estetrabalho e que, em demasia, o justifica. Portanto, espera-se que as conclusões deste estudo possam inserir umjulgamento sobre a relação internet-trabalho que tenha embasamento científico, oque poderá servir de base não apenas para compreender algum benefício oumalefício do uso da web pelos funcionários nas organizações, mas também paraindicar um potencial de melhoria nos resultados organizacionais que atualmente érejeitado pelas empresas, caso esta prática realmente se mostre como promotora decomprometimento nas pessoas.
    • 162 MARCO TEÓRICO CONCEITUAL2.1 A INTERNET2.1.1 BREVE HISTÓRICO SOBRE A INTERNET É importante iniciar as discussões acerca deste trabalho compreendendo deforma objetiva o que é a internet e qual sua importância para as pessoas nasociedade contemporânea. Para tanto, nos seguintes parágrafos serão explanadosum breve resumo da história da internet desde o início até os dias atuais, bem comoa relação da mesma com o ambiente de trabalho, ressaltando seus prós e contras. A internet como se conhece hoje, amplamente utilizada pela populaçãomundial para diversas finalidades, tem suas origens nos Estados Unidos com acriação da ARPA - Advanced Research Project Agency [Agência para Projeto dePesquisa Avançado], no final dos anos 50, tendo como objetivo “a implantação deuma rede de comunicações entre os locais mais críticos do sistema de defesaamericano” (GOETHALS et al.,2000). A esta rede de comunicação deu-se o nomede ARPANET. GOETHALS et al. (2000) sinalizam que o nome “internet” passa a serconhecido para designar este tipo de rede de comunicação em 1973 em decorrênciade uma investigação da ARPA iniciada no ano anterior sobre o conceito de“internetworking”, que se trata de uma forma de interligação de redes. Após alguns anos de evolução no desenvolvimento da internet,principalmente com a interação entre militares, universidades e cientistas, surge oprotocolo padronizado TCP-IP, passando a internet a ser definida como “o conjuntodas redes que utilizavam protocolos TCP-IP para se comunicar” (GOETHALS etal.,2000), entendendo-se o termo protocolo como “uma convenção que controla e
    • 17possibilita uma conexão, comunicação, transferência de dados entre dois sistemascomputacionais”1. Mais à frente, em 1991, Tim Berners Lee apresenta um novo sistema deinformação baseado na internet que permitiria a possibilidade de criar servidores deinformação incluindo textos, imagens e multimídia, o que dotaria o mundo da internetde meios para “a construção de uma verdadeira teia de informação” (GOETHALS etal.,2000). GOETHALS et al. (2000) informam que este novo sistema de informaçãofoi chamado de World Wide Web (WWW) e se utiliza de comunicação de dados queoperam sob o modelo cliente-servidor através do protocolo Hyper Text TransportProtocol (HTTP), utilizando como linguagem o Hyper Text Markup LanguageProtocol (HTML). Em resumo, o WWW trata-se de uma rede virtual dentro dainternet na qual clientes solicitam informações que serão originadas de um servidorque se utilizará do protocolo HTTP para a transferência dos dados em linguagemHTML, conforme sintetiza a FIGURA 1. FIGURA 1: O modelo cliente – servidor da World Wide Web. Fonte: paginas.fe.up.pt/~mgi99022/goii/M1/final.doc A criação do WWW iniciou um processo de disseminação da utilização dainternet para diversas finalidades, principalmente para fins comerciais. Ao sercompreendida como uma forma global de divulgação de mensagens, a internetpassa a despertar grande interesse em pessoas e organizações, ocasionando uma“explosão no consumo de informação WWW” (GOETHALS et al.,2000). A partir deentão, com a difusão desta nova forma de se comunicar por todas as partes do1 Definição apresentada no artigo de internet “Protocolo (ciência da computação)”, Disponível em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Protocolo_(ci%C3%AAncia_da_computa%C3%A7%C3%A3o)
    • 18planeta, interligando pessoas entre os países, “a Terra vem se consolidando comouma verdadeira ‘Aldeia Global’”, conforme afirmam GOETHALS et al. (2000),representando para as empresas uma nova e promissora forma de fazer negócios epara o público em geral um veículo privilegiado para a comunicação e difusão deinformação.2.1.2 A ADERÊNCIA DA INTERNET NA VIDA DAS PESSOAS A internet, com o passar dos anos, veio se tornando importante ferramentapara interligar as pessoas em meio digital e um fator determinante para estefenômeno foi o que SANTOS (2011) chama de “estouro da Bolha da Internet”, quese caracterizou pelo colapso financeiro de algumas empresas que haviamconseguido obter êxito com investimentos na internet entre 1995 e 2000 devido aoscilações no plano macroeconômico, com algumas fechando e outras decretandofalência. A partir deste acontecimento, SANTOS (2011) afirma que algumasempresas que sobreviveram a este colapso, como a O’Reilly e a Media LiveInternational, passaram a repensar uma melhor forma de utilização da internet ecomo primeiro passo rumo a este objetivo iniciaram uma conferência debrainstorming a fim de discutir a relevância do investimento em internet. A partirdesta reunião de brainstorming foi identificado que poderia ser explorado um grandepotencial na internet, que é o da interatividade, o que deu origem ao que SANTOS(2011) sinaliza como sendo a Web 2.0, a qual “diz respeito a outras formas deutilização que introduziram novas maneiras de interação (...), a web da participação,onde os seus usuários a utilizam como uma plataforma para todo tipo deinteração...” (SANTOS, 2011). É a partir da idealização da Web 2.0, tendo a interatividade comocaracterística marcante, que a internet começa a ganhar espaço cada vez maior navida das pessoas, isto porque “a mesma interação social que o ser humanodesenvolve no dia-a-dia passa a ser percebida também na internet” (SANTOS,2011). Tal interação, de importância fundamental para o relacionamento entre aspessoas, começa a ser propiciada online pela criação de ferramentas na web
    • 19idealizadas com o intuito de promover laços sociais representados por novas redescriadas através de plataformas digitais: as redes sociais online. Falar em redes sociais não implica necessariamente em falar de internet,apesar de este termo ter passado a ser conhecido pela população em geral após dadisseminação das redes sociais online. “Redes sociais surgem da necessidadenatural do ser humano de compartilhar com o outro, criar laços sociais que sãoembasados por afinidades entre eles” 2. ALBERNAZ e MEIRA (2010) dizem que “asrelações humanas e de sociedade são estudadas há muito tempo e por isso osconceitos de redes sociais não são novos” e a internet se trata de uma das principaisferramentas de inovação sobre o tema, ou seja, a internet representa, com achegada das redes sociais online, “a possibilidade de relação e sociabilizaçãoatravés das ferramentas mediadas por computador”. Com o exposto até aqui, é evidente a percepção de que a evolução dainternet foi caracterizada principalmente pela sua presença cada vez maior na vidacotidiana das pessoas, de forma que atualmente inclusive a comunicação, que é abase dos relacionamentos entre os seres humanos, é algo comumente realizadotendo a internet como meio para tal, sendo as redes sociais online, os e-mails, oschats3, etc. exemplos incontestáveis desta afirmação. RECUERO (2004) adicionaque redes sociais online como o Orkut “funcionam através de interação social,buscando conectar pessoas e proporcionar comunicação e, portanto, podem serutilizadas para forjar laços sociais”.2.1.3 OS PRÓS E CONTRAS DO ACESSO À INTERNET NO TRABALHO É indiscutível, portanto, a importância da internet nos dias atuais para aspessoas que a utilizam, entre outros fins, para a simples tarefa de se relacionar. Emalguns contextos, no entanto, sua utilização ainda sofre diversas críticas, como é ocaso do acesso à internet no trabalho. Entre as críticas, as de que há desperdício de2 Passagem extraída do artigo publicado na internet “A história das Redes Sociais”, disponível em<http://www.natanaeloliveira.com.br/a-historia-das-redes-sociais/>.3 Definição de chat: “Um chat, que em português significa conversação, ou bate-papo (termo usado no Brasil),é um neologismo para designar aplicações de conversação em tempo real.” Disponível em:<http://pt.wikipedia.org/wiki/Chat>.
    • 20horas de trabalho com atividades não correlatas e a possibilidade de infecção dossistemas da empresa por malwares4 são as mais frequentemente verificadas. Marlí Bertoldi5 afirma que a utilização da internet no trabalho pode ocasionaralguns malefícios como perda de concentração, segurança, qualidade dos trabalhosque são desenvolvidos e ainda pode comprometer a rede da corporação comconteúdos e acessos pessoais a sistemas que já estão um tanto carregados, o quepode comprometer o funcionamento normal da rede de comunicação. Além disto,sinaliza a possibilidade de ocorrer desvio de informações estratégicas dasempresas, o que pode comprometer a imagem e causar prejuízo institucional. DON CHEN e VIVIEN LIM (2011) afirmam, por outro lado, que o acesso àinternet no trabalho não apenas é inofensivo como também aumenta a produtividadedos funcionários. Através de um estudo intitulado Impact of Cyberloafing onPsychological Engagement, os autores identificaram que a liberdade de acessarsites na Internet oferece uma recompensa imediata e ajuda os trabalhadores arestaurar recursos drenados pelo trabalho, ou seja, navegar na internet como umaimportante função restauradora [browsing the Internet serves an importantrestorative function]. Os mesmos adicionam, ainda, que os funcionários precisam deliberdade para navegar na internet e que os malefícios clássicos apresentados destaatividade, alguns citados acima, podem ser minimizados com políticas claras eeficazes para os usuários. Desta forma, percebe-se que o uso livre da internet no trabalho é algo quedivide opiniões tanto na literatura quanto no senso comum, apresentandopossibilidades de resultados benéficos ou insatisfatórios para as organizações.VIERSA e RALL (2009) dizem que “o melhor sempre é ponderar, ou seja, preparar,analisar e incorporar um conjunto de regras que sejam razoáveis ao ambiente e aomodo de trabalho dos funcionários.” A depender da função ou do serviço doempregado, provavelmente este não será prejudicado se utilizar a internetlivremente para se manter informado, comunicar-se e se relacionar com mais4 Definição de malware: “Códigos maliciosos (malware) são programas especificamente desenvolvidos paraexecutar ações danosas e atividades maliciosas em um computador.” Disponível em:<http://cartilha.cert.br/malware/>.5 Advogada autora do artigo online “Consequências pelo uso inadequado da internet no ambiente de trabalho”utilizado para consulta, disponível em: <http://goo.gl/Sve8o>
    • 21facilidade, etc., principalmente quando o acesso à internet fornece eficiência aotrâmite de informações corporativas (VIERSA e RALL, 2009). A partir de então, com uma compreensão objetiva do que de fato é a internet,de qual é a sua importância para a vida das pessoas nos dias atuais eprincipalmente de quais são, em suma, algumas das principais implicações dautilização desta ferramenta no ambiente de trabalho, incluindo seus prós e contras, épossível que seja dado prosseguimento ao desenvolvimento das ideias necessáriaspara o entendimento claro da pesquisa em questão. Conforme já brevemente explanado, o objetivo principal deste estudo éestabelecer uma relação entre o acesso livre à internet nas organizações e ocomprometimento organizacional. Para tanto, faz-se necessário sobremaneiradiscorrer em seguida sobre esse conceito-chave para o desenvolvimento desteestudo, que é o conceito de comprometimento organizacional. Portanto, nosseguintes parágrafos serão apresentados, em linhas gerais e de forma objetiva ecoerente, os pontos principais relacionados a este tema. Assim, espera-se que, aose articular o entendimento dos aspectos pontuados sobre internet ecomprometimento organizacional, haja subsídio suficiente para uma compreensãomais clara tanto da problemática deste estudo quando dos resultados advindos domesmo.2.2 O COMPROMETIMENTO2.2.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL A partir daqui dar-se-á início ao desenvolvimento da literatura relacionada aocomprometimento organizacional de forma coerente e objetiva, conforme jáexplicado, buscando fornecer bases para a compreensão da pesquisa e dadiscussão de seus resultados. Para tanto, em seguida apresenta-se os diferentesconceitos de comprometimento organizacional encontrados na literatura atualmente,bem como uma explanação sobre a sua importância para o contexto organizacional.
    • 22Além disto, será apresentada uma discussão sobre os antecedentes e asconsequências do comprometimento organizacional, ou seja, os fatores que são os“causadores” e os que são decorrentes do mesmo; na sequência, uma apresentaçãodas bases do comprometimento organizacional, que irão caracterizar os diferentestipos de comprometimento presentes na literatura. O processo de globalização, conforme se verifica e já se tinha previsto, trouxepara as empresas um ambiente de instabilidade e de acirrada competição, o queocasionou uma certa fragilidade dos indivíduos frente às organizações no que dizrespeito à adaptabilidade às novas exigências das mesmas, quadro este que fezemergir conceitos como empregabilidade e competências no estudo dasorganizações, conforme afirma MEDEIROS et al. (2003). De acordo, Pfeffer e Veigaapud MEDEIROS et al. (2003), a década de 1980 representou o ressurgimento dagestão de recursos humanos como elemento essencial para a melhoria dosresultados de desempenho empresarial, tendo em vista o quadro apresentado acimasobre as mudanças advindas com a globalização, o que deu origem a um dispêndiode grande esforço das empresas para selecionar e reter pessoas que fossem melhorqualificadas e mais predispostas a se comprometer com as organizações. É neste cenário que emerge a pesquisa do comprometimento organizacional,buscando compreender diversos processos relacionados ao comprometimento daspessoas nas organizações, servindo de ferramenta efetiva na gestão de recursoshumanos para o provimento da melhoria do desempenho empresarial neste novocenário advindo com as mudanças ambientais decorrentes de processosdesencadeados pela globalização. MEDEIROS et al. (2003) afirmam que as pesquisas sobre comprometimentoorganizacional no Brasil tiveram início em torno de 1992, tendo como principalacontecimento a apresentação do trabalho de Antônio Virgílio Bittencourt Bastos6 noXVI Encontro Anual da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação emAdministração (ENANPAD) e posteriormente ampliado e publicado na Revista deAdministraçãode Empresas (RAE), em 1993. A nível internacional, no entanto, oestudo do comprometimento já vinha se desenvolvendo desde muito antes, como6 Doutor em Psicologia pela Universidade de Brasília e Professor Titular do Departamentode Psicologia da UFBa.
    • 23por exemplo através de Mowday, Steers e Porter, em 1979, criadores do artigo quevalidou o Organizational Commitment Questionnaire – OCQ [Questionário sobreComprometimento Organizacional], instrumento utilizado para a mensuração docomprometimento organizacional. Hoje em dia é sabido que os trabalhadores no ambiente de trabalho nãoapenas podem se comprometer com a organização, mas também com outrasentidades, como sindicatos e a sua própria carreira. Deste entendimento, emergeconsolidação de que o comprometimento possui um constructo multidimensional,sendo este o consenso atual na literatura, de que o comprometimento do trabalhadorpossui múltiplos focos (MEDEIROS et al., 2003). No entanto, para odesenvolvimento deste estudo foi levado em conta o comprometimento do indivíduocom a organização.2.2.2 DEFINIÇÕES DE COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL Tendo apresentado o contexto no qual emerge a pesquisa docomprometimento organizacional na literatura, é necessário compreender o que defato significa esta expressão. O que é comprometimento ou o que é umapessoa/trabalhador comprometido com a organização? Para que se chegue a esteentendimento, é necessário antes compreender alguns aspectos fundamentaisrelacionados a este conceito. O primeiro é que o comprometimento tendo como focoa organização possui duas dimensões diferentes, ou seja, duas linhas depensamento, duas escolas distintas, conforme afirmam SCHEIBLE e BASTOS(2005); e depois que o comprometimento possui diferentes bases, ou seja, conformeresume CERVO (2007 apud Cohen, 2003, p.24), distintas “formas de avaliar osprocessos psicológicos que sustentam o vínculo do trabalhador com a empresa”. Aimportância de levar em conta tais aspectos para a compreensão posterior doconceito de comprometimento é que o mesmo varia a depender da dimensão ou dabase à qual é abordado. No tocante às bases do comprometimento do indivíduo com a organização,haverá uma seção na sequência a fim de apresentar de forma mais detalhada o querepresenta cada base, mas à priori faz-se necessário informar que na literatura atual
    • 24do comprometimento organizacional são três as bases predominantementeestudadas: a base afetiva, a base instrumental e a base normativa. Quanto às escolas ou dimensões do comprometimento, outro componenteimportante para o entendimento da definição deste conceito, SCHEIBLE e BASTOS(2005) distinguem a dimensão comportamental da atitudinal da seguinte maneira: “...comprometimento atitudinal focaliza o processo através do qual as pessoas pensam sobre sua relação com a organização. Ou seja, o comprometimento com a organização se desenvolve a partir de experiências vividas no trabalho, percepções e características pessoais, que levam a sentimentos positivos em relação à organização. Já o comprometimento comportamental está relacionado com o processo através do qual as pessoas se ligam a uma organização e como lidam com isso. Ou seja, os indivíduos se comprometem como resultado de terem se engajado em comportamentos de difícil reversibilidade, tendendo a repeti- los. (SCHEIBLE e BASTOS, 2005). De posse do exposto, tendo em vista que a definição de comprometimentoorganizacional varia de acordo diferentes aspectos, é possível apresentar em sumaalgumas definições para este termo encontradas na literatura. MÜLLER et al. (2005) apresentam a definição de um conceito importante parao entendimento do comprometimento organizacional, que se trata do significado de“comprometer-se”. Para as autoras, comprometer-se significa “sentir-se vinculado eter desejo de permanecer naquele curso de ação”. Portanto, tendo em vista estadefinição, ao se comprometerem as pessoas se percebem efetivamente como parteintegrante do sistema para a qual se compromete (como a organização, porexemplo) e assim permanecerão até quando este estado psicológico se fizerpresente. MYER e ALLEN (1991) balizam que apesar de existirem múltiplas e variadasdefinições de comprometimento, “eles aparentemente refletem no mínimo três temasgerais” [they appear to reflect at least three general themes (MYER e ALLEN, 1991,p. 63)], que são o apego afetivo com a organização, os custos associados com asaída da organização e a obrigação de permanecer na organização. No que se refere à definição de comprometimento entendendo-o comooriundo de um apego afetivo com a organização, MÜLLER et al. (2005, apud
    • 25MOWDAY et al. 1982, p. 27) explanam que o comprometimento organizacionalneste caso é uma força que se relaciona com a identificação e o envolvimento daspessoas com uma organização específica, afirmando ser o comprometimentocaracterizado por no mínimo três fatores, a saber: a) uma forte crença e a aceitaçãodos objetivos e valores da organização; b) estar disposto em exercer um esforçoconsiderável em benefício da organização; e c) um forte desejo de se mantermembro da organização. Desta forma, esta conceituação de comprometimentosinaliza que as pessoas estão vinculadas e permanecem na organização porquedesejam isto. Em relação ao comprometimento organizacional tendo como origem os custosassociados à saída da empresa, BECKER (1960) define como sendo uma tendênciado indivíduo a se engajar em “linhas consistentes de atividade”. O autor atribui ocomprometimento dos indivíduos às chamadas “trocas laterais” [side bets], referindo-se à avaliação do custo-benefício do desligamento da organização. Neste caso, ocomprometimento do empregado tem origem na necessidade, ou seja, o mesmosente que é necessário permanecer na organização porque tem conhecimento doscustos associados a sua saída da mesma. Por fim, a definição do comprometimento organizacional como sendooriginado do sentimento de obrigação de permanecer na organização é apresentadapor Wiener (1982, p. 426) ao afirmar que o comportamento no trabalho pode serdeterminado por pressões normativas como padrões de moral pessoais, porexemplo. O autor afirma que tais pressões internalizadas exercem influênciasestáveis e de longo prazo no comportamento que independem de circunstânciassituacionais ou que estejam ligadas a prêmios ou punições. Assim como influênciada moral pessoal, as normas organizacionais também exercem pressões similares esão capazes de influenciar o comportamento do indivíduo no trabalho, inclusive emdireção ao comprometimento do mesmo com a organização. Desta forma, este tipode comprometimento se caracteriza pelo fato dos indivíduos se comprometerem porachar que é certo e moral comportar-se desta forma (Wiener, 1982). É importante salientar que na literatura existem algumas outras variações nadefinição de comprometimento organizacional, normalmente definições quemesclam duas ou mais das aqui apresentadas. As definições que aqui foram
    • 26mostradas, no entanto, são definições de base na literatura do comprometimentoorganizacional e as quais serviram como instrumento da pesquisa relacionada a esteestudo. De posse das de tais definições, parte importante para a compreensão doestudo em questão, passa-se agora para a explanação das bases docomprometimento organizacional, buscando deixar mais clara a compreensão dotema e então prosseguir com o desenvolvimento do estudo.2.2.3 AS DIFERENTES BASES OU DIMENSÕES DO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL O comprometimento organizacional, conforme já pôde ser verificado, podeapresentar-se de diferentes formas, por diferentes motivações. Conforme afirmaMEDEIROS et al. (2003), existem três enfoques conceituais que são predominantesno estudo do comprometimento organizacional e é com essa referência que seráembasado este estudo. As três bases predominantes do comprometimentoorganizacional são a afetiva, instrumental/calculativa e normativa. MEDEIROS et al. (2003) aborda que essas três bases foram tradadasisoladamente em algumas pesquisas na área de comprometimento organizacional,mas que porém é verificado o tratamento de enfoques multidimensionais, citandopara tanto o modelo de conceitualização de três componentes do comprometimentoorganizacional de John Meyer e Natalie Allen, ambos canadenses pioneiros naspesquisas na área.Na sequência, serão apresentadas individualmente as três bases apontadas porMEDEIROS et al. (2003) de forma breve, bem como o modelo proposto por MEYERe ALLEN (1991) de conceitualização de três componentes do comprometimentoorganizacional.2.2.3.1 O ENFOQUE AFETIVO DO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL Os trabalhos pioneiros que iniciaram as pesquisas sobre o comprometimentoorganizacional se utilizaram deste enfoque para o desenvolvimento do estudo docomprometimento nas organizações, o qual é realizado através de uma visão do
    • 27comprometimento na dimensão atitudinal, conforme já descrito anteriormente,apesar de existir um reconhecimento por parte de tais autores pioneiros daexistência de uma corrente comportamental para definir o comprometimento(MEDEIROS et al., 2003). No enfoque afetivo há um processo de comprometimento que sugereidentificação e envolvimento do empegado com a organização, revelando aintrojeção dos valores da mesma que são assumidos como próprios, bem como delealdade com a organização. Tal lealdade que contribui para a promoção e a atitudede querer contribuir para que a organização alcance os seus objetivos, conformeafirma DINIZ (2001, p. 28 apud Bastos, 1993). MEDEIROS (2003, apud Mowday et al, 1979 p. 226.) apontam que ocomprometimento de base afetiva caracteriza-se da seguinte forma? “O comprometimento é uma relação forte entre um indivíduo identificado com e envolvido numa organização, em particular, e pode ser caracterizado por pelo menos três fatores: (1) estar disposto a exercer esforço considerável em benefício da organização; (2) forte crença e aceitação dos objetivos e valores da organização; e (3) forte desejo de se manter membro da organização.” (MEDEIROS 2003, apud Mowday et al., 1979 p. 226). A mensuração do comprometimento afetivo se dá através de um instrumentochamado Organizational Commitment Questionnaire – OCQ, já citado aquianteriormente, e foi desenvolvido pelos autores Mowday, Steers e Porter no começoda década de 70, tendo como base a definição de comprometimento no enfoqueafetivo aqui apresentada (MEDEIROS 2003, apud Mowday et al. 1979). 2.2.3.2 O ENFOQUE INSTRUMENTAL DO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL O comprometimento tendo um enfoque instrumental é originado dos estudosde Becker (1960), que descreve o comprometimento como sendo uma tendência doindivíduo de se engajar em linhas consistentes de atividades, conforme jáapresentado aqui. O autor sinaliza que o indivíduo continua na organização emvirtude da análise dos custos e benefícios associados a sua saída da mesma(MEDEIROS et al. 1999) ou ainda, conforme descreve BASTOS (1983, p. 56), o
    • 28comprometimento com base instrumental é visto como função das recompensas ecustos associados com a condição de integrante da organização. Em uma definição clara, BASTOS (1983) descreve o comprometimento debase instrumental da seguinte forma: “Comprometimento ‘de base instrumental’ seria, então, um mecanismo psicossocial cujos elementos side-bets ou consequências de ações prévias (recompensas e custos) que impõem limites ou restringem ações futuras. No caso, uma linha consistente de ação seria, por exemplo, a permanência do indivíduo na organização; side-bets (ou trocas laterais) seriam os múltiplos investimentos feitos pelo indivíduo (desenvolvimento de habilidades, contribuições para fundos de pensão, por exemplo) que tornam custoso o abandono da organização .” (BASTOS, 1983 p. 56). Segundo MEDEIROS et al. (1999, apud BASTOS, 1994 ), o comprometimentode acordo o enfoque instrumental é um conceito que demarca formas de ações quesão características em certos tipos de pessoas, sendo que este foi operacionalizadopelas escalas desenvolvidas em 1969 por Ritzer e Trice e por Hrebiniak, Alluto eAlonso. Com o instrumento elaborado por estes três últimos autores, BASTOS(1983) afirma que é possível avaliar de forma quantitativa a probabilidade dotrabalhador deixar a organização caso recebesse alguns incentivos de fora, comoum melhor salário, maior status ou maior liberdade. 2.2.3.3 O ENFOQUE NORMATIVO DO COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL O comprometimento de base normativa é fruto da articulação de dois planosde análise, um de ordem organizacional através do conceito de culturaorganizacional; e o individual, através dos conceitos de motivação e comportamento(BASTOS, 1993). Isto quer dizer, em suma, que o comportamento do indivíduo podetambém ser um fator relacionado ao sistema cultural e motivacional, ou seja, osindivíduos se comprometem com a organização por estarem de um ladopressionados pelo conjunto de valores partilhados na organização, e de outro por seassociar a este fator o sistema de recompensas representando uma motivaçãoinstrumental, o que contribui, finalmente, para que o indivíduo se comprometa com a
    • 29organização em virtude de pressões normativas da cultura somado à motivaçãopropiciada pelo sistema de recompensas. Wiener (1982, p. 419) afirma esta visão do comportamento do indivíduo serinfluenciado por fatores organizacionais e individuais, utilizando-se daexemplificação do modelo de Fishbein para tal explanação: “...o comportamento de um indivíduo é uma função da intenção de se efetuar esse comportamento. Sua intenção comportamental, por sua vez, é determinada por dois fatores básicos: (a) a sua atitude para com a realização do ato ‘(de se comprometer, por exemplo)’, isto é, a sua avaliação ou efeitos em relação ao ato, e (b) a sua norma subjetiva, ou sua percepção do totalidade das pressões normativas sobre o comportamento.” (Wiener, 1982 p. 419). Desta forma, conforme afirma BASTOS (1993, p. 58), o construto docomprometimento neste enfoque é conceitualizado como o “conjunto de pressõesnormativas internalizadas pelo indivíduo para que se comporte congruentementecom os objetivos e interesses da organização”. Em suma, conforme afirma BORGES-ANDRADE e PILATI (2001, p. 88), noenfoque normativo “o comprometimento é associado à internalização de normassociais e padrões de conduta”. Ou seja, a presença do comprometimento com aorganização se dá essencialmente porque o funcionário, ao internalizar as normassociais e padrões de conduta na cultura organizacional na qual está inserido passa aencarar o fato de comprometer-se como algo certo e moral a ser feito. CERVO (2007apud MOWDAY, 1989) resume afirmando que o comprometimento normativo podeser entendido como uma percepção de obrigação moral por parte do empregado empermanecer na organização. 2.2.3.4 O MODELO DE CONCEITUALIZAÇÃO DE TRÊS COMPONENTES DOCOMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL O modelo de conceitualização do comprometimento organizacional em trêsdimensões é uma decorrência dos estudos de Meyer e Allen (MEDEIROS eENDERS, 1998). Meyer e Allen inicialmente identificaram em estudos que asescalas Ritzer-Trice e Hrebiniak-Alluto não serviam para mensurar o
    • 30comprometimento instrumental como BECKER (1960) tinha conceitualizado e emdecorrência disto desenvolveram dois questionários distintos, um para mensurar ocomprometimento afetivo e outro para mensurar o comprometimento instrumental,respectivamente: ACS – Affective Commitment Scale e CCS – ContinuanceCommitment Scale (MEDEIROS e ENDERS, 1998). MCGEE e FORD (1987) foram os pioneiros na identificação do componentenormativo do comprometimento e após a conceitualização da dimensão normativado comprometimento, através do trabalho de WIENER (1982), passou-se a umconhecimento das três bases do comprometimento, já supracitadas. ALLEN e MEYER (1990) agregam a dimensão normativa e conceitualizam ostrês componentes que definem o comprometimento organizacional: 1) affectivecommitment ou comprometimento como um apego afetivo com a organização; 2)continuance/instrumental commitment ou comprometimento percebido como custosassociados a deixar a organização; e 3) normative commitment ou comprometimentocomo uma obrigação de permanecer na organização. MEDEIROS e ENDERS (1998, p. 71 apud ALLEN e MEYER, 1990 p. 3)resumem o modelo de conceitualização de três componentes do comprometimentoorganizacional afirmando que “empregados com um forte comprometimento afetivopermanecem na organização porque eles querem; aqueles com comprometimentoinstrumental permanecem porque eles precisam; e aqueles com comprometimentonormativo permanecem porque eles sentem que são obrigados”.2.2.3 ANTECEDENTES E CONSEQUENTES DO COMPROMETIMENTO O comprometimento organizacional, conforme já explanado, é um construtoque possui diferentes bases (afetiva, instrumental, etc), múltiplos focos (organização,carreira, sindicatos, etc.) e também, como será visto nos seguintes parágrafos,diferentes antecedentes e consequências. Antecedentes do comprometimentoseriam, em linhas gerais, fatores que contribuem para que haja comprometimento eas consequências, como prediz o termo, os resultados decorrentes da presença docomprometimento.
    • 31 Através dos estudos de MATHIEU e ZAJAC (1990) foram identificados algunsantecedentes do comprometimento bem como algumas consequências do mesmo.O estudo, segundo os autores, contou com um total de 48 pesquisas publicadas,que resultaram na identificação de características pessoais (posição na empresa,sexo, estado civil, idade, etc.), características do trabalho (oportunidades notrabalho, variedade de habilidades e desafios, tarefas, etc.), relações com o grupo,o líder e características organizacionais (dimensão da empresa, empresacentralizadora, etc.) como sendo fatores que são antecedentes aocomprometimento. Da mesma forma, os autores apontam a pouca intenção dos trabalhadoresem procurar novos empregos, a baixa rotatividade de pessoal, melhores indicadoresde desempenho, baixa percepção de alternativas de emprego e maior produtividade,etc. como sendo resultados ou consequências do comprometimento nasorganizações (MATHIEU e ZAJAC, 1990). Em adição, são apresentados, além dos antecedentes e das consequênciasdo comprometimento, alguns fatores que os autores denominam de conceitoscorrelatos ao comprometimento. Através do estudo realizado foi identificado o fatorsatisfação no trabalho e motivação como se tratando de conceitos correlatos aocomprometimento (MATHIEU e ZAJAC, 1990). “Motivação é constituída peloenvolvimento com o trabalho, comprometimento com a ocupação, baixo nível deestresse e motivação intrínseca; satisfação no trabalho compreende contentamentocom o trabalho, os colegas, supervisores, promoções, bem como indicadoresintrínsecos de satisfação”. “Motivação é constituída pelo envolvimento com o trabalho, comprometimento com a ocupação, baixo nível de estresse e motivação intrínseca; satisfação no trabalho compreende contentamento com o trabalho, os colegas, supervisores, promoções, bem como indicadores intrínsecos de satisfação.” (CERVO, 2007).
    • 323 METODOLOGIA3.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA A pesquisa é de caráter exploratório porque buscou coletar informações quelevassem à identificação do comprometimento dos funcionários em uma amostra deduas empresas, sendo uma na qual os funcionários podem acessar livremente ainternet no trabalho, e outra que não libera o acesso ou impõe restrições e bloqueiosa conteúdos específicos. Essa classificação sobre pesquisa exploratóriacorresponde à definição de RICAHRDSON (1999, p.66), que afirma que "pesquisaexploratória é quando não se tem informação sobre determinado tema e se desejaconhecer o fenômeno". Também é descritiva, pois buscou descrever característicasdo fenômeno em estudo. A abordagem utilizada é a quantitativa, com o instrumentode pesquisa de comprometimento organizacional validado por MEDEIROS eENDERS (1998) no Brasil, acrescentando-se a este instrumento questões deresposta objetiva que relacionem as respostas sobre comprometimentoorganizacional com o acesso à internet no trabalho, além de questões de cunhosocioeconômico, a fim de traçar o perfil dos respondentes. A pesquisa foi realizada em duas empresas selecionadas, uma possuindo acaracterística de permitir o acesso à internet no trabalho, sem restrições, bloqueiosde conteúdo, etc.; e a outra com a característica de não permitir o acesso ou fazê-lo com restrições ou bloqueios de conteúdo. Não houve nenhum outro critério paraa escolha das empresas pesquisadas neste estudo senão este mencionado.Acredita-se que este número de empresas seja suficiente para subtrair conclusõesque darão subsídios para um entendimento inicial da relação existente entrecomprometimento com a organização e o uso da internet. Nas empresas selecionadas, foram pesquisados apenas os funcionários quese enquadravam no perfil de acessar a internet no trabalho sem restrições,bloqueios de conteúdo, etc. na empresa que libera o acesso e o contrário na outraempresa, sendo permitido, para a empresa que permite o acesso com restrições, aparticipação de funcionários que por algum motivo tinham acesso livre,diferenciando-se da maioria no setor. Estando enquadrado neste critério, não haveráobjeção para a participação dos mesmos no estudo.
    • 33 Em suma, este trabalho buscará extrair conclusões baseadas na comparaçãoentre estas duas empresas, uma em que os funcionários usam e outra em que osfuncionários não usam internet livremente, ou seja, o instrumento de pesquisa decomprometimento organizacional reportará como se configura o comprometimentonestas duas organizações através do instrumento validado por MEDEIROS eENDERS (1998) e como os próprios respondentes relacionam este estado com oacesso ou não à internet no trabalho.3.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA A amostra será composta por 7 funcionários de uma empresa, a partir deagora tratada como empresa A e 19 funcionários de outra, a partir de agora tratadacomo empresa B sendo os funcionários da primeira empresa pertencentes aodepartamento administrativo-financeiro e da segunda ao setor de recursos humanos. A população do departamento administrativo-financeiro da empresa A écomposta por 17 funcionários, incluindo estagiários, analistas, gerentes e diretores.Já a população do departamento de recursos humanos da empresa B é compostapor 50 funcionários, incluindo estagiários, instrutores de treinamento, técnicos eengenheiros de segurança do trabalho, assistentes, analistas, coordenadores egerentes. A amostra selecionada é representativa da população estudada, pois,conforme afirma GIL (2008), o estudo de um caso em profundidade pode serconsiderado representativo de muitos outros ou mesmo de todos os casossemelhantes, podendo estes casos serem indivíduos, instituições, grupos,comunidades, etc. Não houve critérios muito rigorosos para a seleção da amostra, que foialeatória simples. Apenas optou-se por utilizar componentes de um setor específicodentro da organização, excluindo-se funcionários com cargo de gestão comocoordenadores, gerentes e diretores apenas para que a amostra ficasse situada nonível operacional e desta forma propiciasse maior homogeneidade aoscomponentes. Ademais, nenhuma outra restrição para a participação foi imposta,
    • 34como sexo, faixa etária, estado civil, tempo no trabalho, etc., apesar destes dadosterem sido levados em conta para a caracterização da amostra.3.3 INSTRUMENTO DE PESQUISA O instrumento de pesquisa será composto por três partes. A primeira parteserá elaborada para a avaliação do perfil socioeconômico da população estudada; asegunda parte constará das 18 questões do questionário utilizado por MEYER,ALLEN e SMITH (1993) e validado no Brasil por MEDEIROS e ENDERS (1998) paraavaliação do tipo do comprometimento; e finalmente a terceira parte, com trêsquestões do tipo Likert, que serão indicadores da relação entre a utilização doacesso livre à internet e as três dimensões do comprometimento organizacional. Na parte de identificação socioeconômica dos respondentes haverá questõesque distingam o sexo, a idade, o estado civil, a escolaridade, a renda mensal, se temfilhos, etc. dos participantes da pesquisa. A segunda parte do instrumento é onde será mensurado o comprometimentodos funcionários, através do instrumento baseado no modelo de conceitualização docomprometimento em três componentes, de MEYER e ALLEN (1991). Das 18questões desta secção, 6 indicadores são de comprometimento afetivo, 6 decomprometimento instrumental e 6 de comprometimento normativo. Através destaparte do questionário será identificado qual o tipo de comprometimentopredominante nos funcionários de cada organização. A partir da análise da segunda parte do questionário de pesquisa já poderá seestabelecer um parâmetro sobre o panorama do comprometimento em cada umadas organizações, identificando como o mesmo se comporta em cada uma, porémuma relação mais clara entre como se apresenta o comprometimento e a influênciada internet será possível a com a análise das repostas à terceira parte. A terceira e última parte do instrumento constará de três questões querelacionem o acesso livre à internet e as três dimensões do comprometimentoorganizacional. O objetivo desta parte é reforçar os resultados encontrados nasegunda parte quando relacionados ao fator “acesso livre à internet”, o que serámuito importante para identificar se os respondentes acreditam que a internet pode
    • 35ou não influenciar no comprometimento que eles têm com a organização, julgamentoeste feito pelos próprios funcionários. Desta forma, é de extrema importância este questionário de pesquisa, pois éatravés dele que será possível obter conclusões que propiciem o atingimento doobjetivo geral deste estudo, que é o de identificar se a utilização livre da internetocasiona a predominância de algum tipo específico de comprometimento com aorganização.3.4 COLETA DE DADOS A coleta de dados ocorreu no período de 28 de Janeiro a 10 de Fevereiro de2013 e foi feita in loco durante o horário de expediente dos funcionários, uma vezque o instrumento de pesquisa é bastante coeso e pôde ser respondido de formarápida, não ocasionando ociosidade no trabalho. Na empresa B, no entanto, osquestionários foram deixados em um dia e recolhidos em outro para fornecer tempomaior aos funcionários e à responsável pelo recolhimento devido ao maior númerode pessoas. Houve um contato prévio com as empresas que aceitaram participar doestudo, a fim de agendar um ou mais datas dentro do período citado para quehouvesse a aplicação do questionário. Na data agendada, o autor deste estudo foi até às empresas selecionadas nodepartamento específico e lá efetuou a distribuição dos questionários impressos,realizando também, quando houve necessidade, uma breve introdução para osrespondentes, apesar do próprio questionário já constar de uma descrição sobre seuteor e com informações correlatas e úteis aos respondentes. Na empresa A, como a abordagem foi in loco e os questionários foramrecolhidos no mesmo dia da aplicação, o retorno foi de 100% do material distribuído,totalizando 7 questionários. Na empresa B, no entanto, foram distribuídos 31questionários e retornados apenas 19, o que ainda representa grande parcela derespondentes do setor pesquisado, ou seja, cerca de 50% do setor de RecursosHumanos, uma vez que o mesmo na empresa supracitada tem um quadro deaproximadamente 45 funcionários. Assim, após esta etapa de coleta dos dados pôde
    • 36ser dado início de imediato ao tratamento dos dados e ações posteriores como aanálise dos mesmos e conclusões do estudo, conforme segue.3.5 TRATAMENTO DE DADOS Após o recebimento do questionário, as perguntas contidas no mesmo foramagrupadas em três diferentes categorias de acordo a sua natureza, sendo a primeiracategoria dedicada à caracterização dos respondentes (perguntas de 1 a 9 da ParteI do questionário de pesquisa), a segunda categoria dedicada à avaliação docomprometimento organizacional em cada uma das empresas pesquisadas(perguntas de 1 a 18 da Parte II do questionário de pesquisa), e finalmente acategoria dedicada à análise da correlação entre o acesso à internet com asdiferentes dimensões do comprometimento organizacional propostas no modelo deconceitualização de três componentes de MEYER, ALLEN e SMITH (1993). Em seguida, as respostas foram cruzadas entre as categorias para que sepudesse identificar informações e características que servissem de base paraconclusões acerca da análise dos dados em relação ao objetivo da pesquisa, que éo de fazer uma verificação da influência do acesso livre à internet nocomprometimento organizacional. Foi utilizado o programa estatístico IBM SPSS Statistics 21em conjunto com oMicrosoft Excel para a elaboração de planilhas e gráficos para o tratamento dosdados em todas as categorias citadas.
    • 374 DESCRIÇÃO, ANÁLISE E INTERPREAÇÃO DOS DADOS Nesta parte serão apresentados os dados coletados através do questionáriode pesquisa, bem como a análise e interpretação dos mesmos. Primeiramente seráapresentada a caracterização dos respondentes de acordo suas dimensõessocioeconômicas e funcionais. Em seguida será apresentada uma parte na qualserão analisados os constructos pesquisados, ou seja, a forma como se configura ocomprometimento organizacional em cada uma das empresas pesquisadas bemcomo a relação do mesmo com o acesso à internet no trabalho. Finalmente, serãoapresentadas as correlações existentes entre os diferentes dados, que servirá desubsídio para tirar conclusões acerta do estudo realizado.4.1 CARACTERIZAÇÃO DOS RESPONDENTES A Parte I do questionário de pesquisa foi composta por nove perguntas, a fimde identificar as características sócio-econômico-demográficas da populaçãoestudada, sendo composta pelas questões: sexo, idade, estado civil, escolaridade,renda familiar, número de filhos, cargo, tempo no cargo e status do acesso à internetna empresa, variando de livre até proibido. Conforme apresentado na metodologia, 24 respondentes representam o totalda amostra pesquisada nas duas empresas, sendo 7 do departamentoadministrativo-financeiro da empresa A e 19 do departamento de recursos humanosda empresa B. A quantidade de respondentes na empresa A representou 100% dosfuncionários do departamento que não possuíam cargo de gestão e trabalhavamcom computador, e na empresa B aproximadamente 50% dos funcionários com asmesmas características de não ser gestores e trabalharem, mesmo queparcialmente, com computador. Abaixo apresenta-se a caracterização dos respondentes de cada empresa,que será apresentada por item numa apresentação simultânea das duas empresaspara melhor visualização das diferenças entre uma e outra. A mesma técnica seráutilizada para apresentação dos dados nas outras categorias.
    • 38 Foi identificada predominância de respondentes do sexo feminino em relaçãoao sexo masculino nas duas empresas pesquisadas, conforme pode ser observadoclaramente nos gráficos apresentados. Na empresa A, verificou-se maior percentualde pessoas do sexo feminino sendo de 71,4%, enquanto na empresa B o percentualfoi mais equitativo, em torno de 57,9% da amostra. O total de participantes do sexofeminino na pesquisa foi, portanto, de 64,7%, enquanto os do sexo masculino foi de35,3%. TABELA 1 - Distribuição dos participantes por sexo Cumulative Empresa A Frequência (%) Percent F 5 71,4 71,4 M 2 28,6 100,0 Total 7 100,0 Cumulative Empresa B Frequência (% Percent F 11 57,9 57,9 M 8 42,1 100,0 Total 19 100,0 Fonte: Dados da pesquisa FIGURA 2 – Gráficos de distribuição dos participantes por sexo Fonte: Dados da pesquisa No que se refere à faixa etária, foi identificado que os participantes dapesquisa possuem grande variabilidade de idade, porém com predominância de
    • 39pessoas com idade até 35 anos. A empresa A possui maior concentração depessoas situadas na faixa dos 31 aos 35 anos, cerca de 42,9%, enquanto naempresa B é maior o número de pessoas com idades entre 26 e 30 anos,representando 47,4% dos participantes. Desta forma, fica claro que nas duasempresas é maior o número de adultos em detrimento de jovens no ambiente detrabalho, ressaltando-se um número maior de jovens, na faixa de 18 a 25 anos, naempresa A. TABELA 2 - Distribuição dos participantes por faixa etária Empresa A Frequência (%) Valid 18 a 25 anos 2 28,6 26 a 30 anos 1 14,3 31 a 35 anos 3 42,9 36 a 40 anos 0 0,0 41 a 50 anos 1 14,3 Acim a de 50 anos 0 0,0 Total 7 100,0 Empresa B Frequência (%) Valid 18 a 25 anos 4 21,1 26 a 30 anos 9 47,4 31 a 35 anos 5 26,3 36 a 40 anos 1 5,3 41 a 50 anos 0 0,0 Acim a de 50 anos 0 0,0 Total 19 100,0 Fonte: Dados da pesquisa Entre todos os participantes da pesquisa, o estado civil ou era casado ousolteiro, não havendo ninguém separado, divorciado ou viúvo. Nas duas empresas,o grupo dos solteiros foi maior que o de casados, com 57,1% de solteiros naempresa A e 63,2% de solteiros na empresa B. TABELA 3 - Distribuição por estado civil Empresa A Frequência (%) Valid Casado 3 42,9 Solteiro 4 57,1 Total 7 100,0 Empresa B Frequência (%) Valid Casado 7 36,8 Solteiro 12 63,2 Total 19 100,0 Fonte: Dados da pesquisa
    • 40 No tocante à escolaridade, foi verificado que a maioria dos respondentesconcluiu ou está cursando o nível superior, sendo que na empresa A o grupo maior éde pessoas com ensino superior incompleto, representando 42,9% o que se justificaprovavelmente pelo maior número de jovens em relação à outra empresa. Naempresa B, o maior grupo é de pessoas com ensino superior completo, cerca de52,6%. Na empresa A, nenhum dos respondentes possuía apenas o Ensino Médio,enquanto na empresa B 15,8% dos respondentes possuíam apenas este nível deescolaridade. Em ambas havia a presença de pessoas com pós-graduaçãoconcluída, com maior proporção na empresa A (28,6% na empresa A contra 10,5%na empresa B) e em nenhuma das empresas houve pessoas com nível deMestrado/Doutorado. TABELA 4 - Distribuição por nível de escolaridade Empresa A Frequência (%) Valid E. Médio 0 0,0 Sup. Incomp. 3 42,9 Sup. Comp. 2 28,6 Pós 2 28,6 Mest./Dout. 0 0,0 Total 7 100,0 Empresa B Frequência (%) Valid E. Médio 3 15,8 Sup. Incomp. 4 21,1 Sup. Comp. 10 52,6 Pós 2 10,5 Mest./Dout. 0 0,0 Total 19 100,0 Fonte: Dados da pesquisa Nas duas empresas, a maioria dos participantes se concentrava nas classesC e D, de acordo classificação do IBGE7 por faixa de renda familiar em número desalários mínimos. Na empresa A, foi predominante o número de pessoaspertencentes à classe D, representando cerca de 85,7%, enquanto na empresa B apredominância foi de pessoas da classe C, em torno de 52,6% do total. Não houve,em nenhuma das empresas, representantes das classes A e B, e na empresa B um7 Informação disponível em: <http://blog.thiagorodrigo.com.br/index.php/faixas-salariais-classe-social-abep-ibge?blog=5> Acesso em: 18/02/2013
    • 41percentual de 15,8% pertence à classe E, a qual não tem representantes naempresa A. É importante salientar que 5,3% dos respondentes da empresa B nãoinformaram a renda familiar, fato que não ocorreu na empresa A, onde todosresponderam à questão. TABELA 5 - Distribuição por Renda Familiar Empresa A Frequência (%) Valid Até 2 0 0,0 2 A4 6 85,7 4 A 10 1 14,3 10 A 20 0 0,0 Acima de 20 0 0,0 N/R 0 0,0 Total 7 100,0 Empresa B Frequência (%) Valid Até 2 3 15,8 2 A4 5 26,3 4 A 10 10 52,6 10 A 20 0 0,0 Acima de 20 0 0,0 N/R 1 5,3 Total 7 100,0 Fonte: Dados da PesquisaFIGURA 3 – Distribuição dos respondentes por Renda FamiliarFonte: Dados da pesquisa No que sito filhos, em ambas as empresas é maior o número de pessoas queainda não tiveram nenhum (71,4% na empresa A e 78,9% na empresa B). Na
    • 42empresa A, cerca de 28,6% dos participantes já são mães ou pais contra 21,1 % naempresa B. Das pessoas que já têm filhos, a totalidade na empresa A possui apenasum filho, enquanto na empresa B 75% tem apenas um filho e 25% tem dois filhos. TABELA 6 - Respondentes com e sem filhos Empresa A Frequência (%) Valid Não 5 71,4 Sim 2 28,6 Total 7 100,0 Empresa B Frequência (%) Valid Não 15 78,9 Sim 4 21,1 Total 19 100,0 Fonte: Dados da Pesquisa FIGURA 4 – Quantidade de Filhos Fonte: Dados da Pesquisa Quanto ao cargo, as opções foram colocadas no questionário de acordo oscargos típicos do nível operacional de um setor administrativo (estagiário, auxiliar,assistente e analista), como os pesquisados; e como dito anteriormente, pessoascom cargo de gestão não deveriam participar da pesquisa. O que se apresentaneste item é que nas duas empresas há predominância do cargo de assistente, com71,4% na empresa A e 36,8% na empresa B. Na empresa A, além do cargo de
    • 43assistente, 28,6% é composto de estagiários, sendo estes dois cargos os únicosocupados pelos respondentes da pesquisa nesta empresa. Já na empresa B, alémdo cargo de assistente, 5,3% é formado de analista e outros 5,1% de estagiário.Fator importante a ser notado na empresa B é que 52,6% dos respondentesdeixaram em branco o item sobre seus cargos, isto por que o mesmo não seencaixava em nenhum dos listados (estagiário, auxiliar, assistente ou analista). Istose deve provavelmente ao fato de que a maior parte dos respondentes eraminstrutores de treinamento, que trabalham preparando e ministrando treinamentospara novos funcionários e funcionários antigos. TABELA 7 - Distribuição dos respondentes por cargo Empresa A Frequência (%) Valid Estagiário 2 28,6 Auxiliar 0 0 Assistente 5 71,4 Analista 0 0,0 N/A 0 0,0 Total 7 100,0 Empresa B Frequência (%) Valid Estagiário 1 5,3 Auxiliar 0 0 Assistente 7 36,8 Analista 1 5,3 N/A 10 52,6 Total 19 100,0 Fonte: Dados da pesquisa. No que se refere ao tempo que estão no cargo, a faixa em que se encontrammais participantes é a de 6 meses a 2 anos, cerca de 57,1% na empresa A e 42,1%na empresa B. Na empresa A, nenhum dos respondentes possui mais de 4 anos nocargo e isto se dá provavelmente pela empresa ter sido fundada no Brasil há apenas5 anos. Cerca de 28,6% dos respondentes têm menos de 6 meses no cargo e 14,3%tem entre 2 e 4 anos. Já na empresa B, nenhum dos respondentes possui mais de 6anos no cargo e isto ocorre provavelmente pelo fato de pessoas com tempo maiorde experiência terem ascendido a cargos de gestão (cargos estes que não foramconsiderados para a pesquisa) na própria empresa ou em outras empresas. Apenas
    • 445,3% dos respondentes tinham menos de 6 meses no cargo, 31,6% de 2 a 4 anos e10,5% na faixa de 4 a 6 anos trabalhando no cargo. TABELA 8 - Distribuição dos respondentes por tempo no cargo Empresa A Frequência (%) Valid <6M 2 28,6 6M a 2A 4 57,1 2A a 4A 1 14,3 4A a 6A 0 0,0 6A a 8A 0 0,0 >8A 0 0,0 N/A 0 0,0 Total 7 100,0 Empresa B Frequência (%) Valid <6M 1 5,3 6M a 2A 8 42,1 2A a 4A 6 31,6 4A a 6A 2 10,5 6A a 8A 0 0,0 >8A 0 0,0 N/A 2 10,5 Total 19 100,0 Fonte: Dados da pesquisa A escolha das empresas para participação na pesquisa obedeceu ao critériode ter em uma o acesso livre à internet e na outra o acesso proibido ou combloqueio de conteúdo. Mesmo sabendo-se do status do acesso em cada uma, foiincluso este item no questionário para validar a informação. Na empresa A, 100% dos participantes responderam que possuíam acessolivre à internet no trabalho, confirmando a informação dada no momento dasondagem para seleção da empresa para participar da pesquisa. Na empresa B,89,5% dos participantes declararam ter acesso restrito à internet, ou seja, combloqueio de alguns conteúdos; 5,3% afirmou ter acesso proibido à internet notrabalho, o que significa não ter acesso a nenhum à internet; e também 5,3% (querepresenta 1 pessoa) respondeu ter acesso livre, sem nenhum tipo de bloqueio. Ofato de esta pessoa ter acesso livre provavelmente tem a ver com as permissõespara diferentes cargos. Coincidentemente, este respondente foi o único com o cargo
    • 45de analista, o mais alto entre os cargos operacionais do setor, o que pode dá-la oprivilégio, por necessidades do cargo ou pela hierarquia, de acessar a internetlivremente, diferente da maioria. TABELA 9 - Status do acesso à internet Empresa A Frequência (%) Valid Livre 7 100,0 Restrito 0 0,0 Proibido 0 0,0 Total 7 100,0 Empresa B Frequência (%) Valid Livre 1 5,3 Restrito 17 89,5 Proibido 1 5,3 Total 19 100,0 Fonte: Dados da pesquisa FIGURA 5 – Status do acesso à internet Fonte: Dados da pesquisa Desta forma, fica apresentada a descrição dos dados recolhidos através doquestionário de pesquisa, que mostra em linhas gerais as características sócio-econômico-demográficas dos participantes da pesquisa. A seguir apresenta-se adescrição do comprometimento organizacional nas duas organizações, bem como arelação apresentada pelos funcionários entre o comprometimento dos mesmos coma organização e o acesso livre à internet no trabalho.
    • 464.2 CARACTERIZAÇÃO DO COMPROMETIMENTO E SUA RELAÇÃO COM O ACESSO LIVRE À INTERNET NAS EMPRESAS PESQUISADAS. Nesta parte será descrito como o comprometimento organizacional secaracterizou nas duas empresas pesquisadas. Inicialmente será apresentado oquadro de funcionários comprometidos e dos não comprometidos nas duasempresas. Em seguida, será apresentado por categoria em quais dimensões osparticipantes se encontravam comprometidos, se em uma, duas ou nas trêsdimensões. Dando sequência, será feita a análise do comprometimento pordimensão para as duas empresas e, por fim, o panorama reportado peloquestionário sobre a relação que os funcionários fizeram entre o comprometimento eo acesso livre à internet no trabalho. É importante salientar que a resposta aos itens do questionário sobrecomprometimento foi dada de acordo a escala de Likert variando de 1 a 5 níveis deconcordância, desde “discordo totalmente” a “concordo totalmente”. Para os itensque foram deixados em branco pelos respondentes por desatenção ou qualqueroutro motivo, vou considerada a média das respostas aos outros itens da mesmadimensão para responder à pergunta em branco; por exemplo: se o participantedeixou de responder à questão 8 da Parte II (sobre o seu comprometimento com aorganização), a resposta para o item 8 foi dada pela média entre as respostas queeste mesmo participante deu para os itens de 7 a 12, que correspondem aos itenspara avaliação da dimensão instrumental do comprometimento, conforme afirmadona parte da metodologia.Outro ponto importante a ser exposto é que o método utilizado para analisar asrespostas foi a média aritmética, sendo que escores menores que 3 significariamdiscordância e exatamente iguais ou maiores que 3 significariam concordância coma afirmação do item. Dito isto, seguem-se as análises do comprometimento para asduas empresas pesquisadas.
    • 474.2.1 COMPROMETIDOS X NÃO-COMPROMETIDOS Foram consideradas comprometidos os respondentes que se encontravamcomprometidos em pelo menos uma das dimensões e não comprometidos, por outrolado, aqueles que não se encontravam comprometidos em nenhuma das dimensões. O número de funcionários comprometidos com a organização foi excelente naempresa A, onde a totalidade dos respondentes demonstrou estar comprometidapelo menos em uma das dimensões. Na empresa B, no entanto, cerca de 26% dosfuncionários encontravam-se descomprometidos com a empresa, ou seja, nãoapresentavam comprometimentos em nenhuma das três dimensões. A maioria naempresa B, no entanto, apresentou comprometimento em pelo menos uma dasdimensões. TABELA 10 - Distribuição dos participantes de acordo com seu comprometimento com a organização Empresa A Frequência (%) Comprometido 7 100 Não comprometido 0 0 Total 7 100 Empresa B Frequência (%) Comprometido 14 73,69 Não comprometido 5 26,31 Total 19 100 Fonte: Dados da pesquisa FIGURA 6 – Distribuição dos participantes de acordo seu comprometimento com a organização. Fonte: Dados da pesquisa
    • 484.2.2 DISTRIBUIÇÃO DOS PARTICIPANTES SEGUNDO AS DIMENSÕES QUE COMPÕEM SEUCOMPROMETIMENTO Os participantes de cada empresa foram agrupados em diferentespossibilidades de comprometimento com a organização, variando em oito possíveiscategorias, desde comprometido nas três dimensões até comprometido em apenasuma das dimensões, incluindo também os participantes não comprometidos. Na empresa A, onde o acesso à internet é livre, todos os funcionáriosencontram-se comprometidos com a organização. Das possibilidades possíveis, 3delas possuem representações no grupo estudado, a saber: 28,57% comprometidosem todas as dimensões, 28,57% com comprometimento instrumental e normativo e42,86% comprometimento afetivo e normativo. Na empresa B, onde o acesso a internet possui bloqueio de conteúdos, umpercentual expressivo de 26,31% dos funcionários não está comprometido com aorganização. O restante dos funcionários encontram-se distribuídos em outras 5possibilidades de comprometimento, a saber: 10,53% comprometidos em todas asdimensões; 10,53% com comprometimento afetivo e normativo; 15,79% comcomprometimento afetivo e instrumental; 15,79% com comprometimento apenasinstrumental e 21,5% com comprometimento apenas afetivo.TABELA 11 - Distribuição dos participantes de acordo com seu comprometimento com a organizaçãoEmpresa A Frequência (%) Empresa B Frequência (%)Não comprometidos 0 0 Não comprometidos 5 26,31Comprometido Afetiva, Comprometido Afetiva,Instrumental e Instrumental eNormativamente 2 28,57 Normativamente 2 10,53Comprometido Afetiva e Comprometido Afetiva eInstrumentalmente 0 0 Instrumentalmente 3 15,79Comprometido Afetiva e Comprometido Afetiva eNormativamente 3 42,86 Normativamente 2 10,53Comprometidos ComprometidosInstrumentalmente e Instrumentalmente eNormativamente 2 28,57 Normativamente 0Apenas Afetivamente 0 0 Apenas Afetivamente 4 21,05Apenas ApenasInstrumentalmente 0 0 Instrumentalmente 3 15,79Apenas Normativamente 0 0 Apenas Normativamente 0 0Total 7 100 Total 19 100Fonte: Dados da pesquisa
    • 49FIGURA 7 – Gráficos de distribuição de acordo comprometimento com a organizaçãoFonte: Dados da pesquisa Através desta análise inicial já é possível perceber que existe um quadro maisfavorável do comprometimento organizacional na empresa A em relação à empresaB, isto porque primeiro na primeira todos os funcionários encontram-secomprometidos de alguma forma e na segunda, um percentual de quase um terço seencontra descomprometido com a organização; e depois porque a empresa A possuimaior percentual de funcionários comprometidos em todas as dimensões em relaçãoà empresa B. Desta forma, começa a delinear-se um quadro comparativo docomprometimento organizacional entre a empresa onde o funcionário pode acessara internet livremente no trabalho e aquela onde a internet tem seu acesso bloqueadopara alguns conteúdos, principalmente o de redes sociais. Segue-se agora a análiseindividual de cada empresa de acordo cada dimensão do comprometimento. Antesdisto, no entanto, apresenta-se na sequência as médias obtidas para cada dimensãodo comprometimento em cada empresa.
    • 50 TABELA 12 - Média das dimensões do comprometimento organizacional Empresa A Dimensão Média Afetiva 3,83 Instrumental 2,88 Normativa 4,02 Empresa B Dimensão Média Afetiva 3,35 Instrumental 2,73 Normativa 2,45 Fonte: Dados da pesquisa FIGURA 8 – Gráfico das médias das dimensões do comprometimento Fonte: Dados da pesquisa Os dados da tabela e da figura acima, com as médias obtidas para cadadimensão do comprometimento nas empresas pesquisadas, apresenta umpanorama no qual a organização onde os funcionários podem acessar a internetlivremente no trabalho possui maiores escores de comprometimento em todas asdimensões em relação àquela que restringe o acesso com bloqueio de conteúdo.Fica também evidenciado que o comprometimento normativo representa maiorescore quando comparado aos outros, o que significa que na empresa onde osfuncionários acessam a internet livremente, há em predominância um
    • 51comprometimento com a organização proporcionado pela internalização de valoresculturais da instituição e da motivação individual através do sistema de recompensasofertado pela mesma. Neste ponto, os dados começam a introduzir conclusões importantes para oatingimento do objetivo geral do estudo em questão, porém ainda não é o suficiente.É necessário prosseguir correlacionando os dados para que se possa obterinformações que, juntas, irão concluir de forma contundente o estudo, com respostasque atendam aos objetivos estabelecidos. Assim sendo, segue-se a análiseindividual de cada dimensão do comprometimento por empresa.4.2.2 ANÁLISE DAS DIMENSÕES DO COMPROMETIMENTO POR EMPRESA Anteriormente foram feitas análises do comprometimento nas empresaspesquisadas levando em conta diferentes aspectos, como as médias dos escoresobtidos por dimensão e por categoria de quais dimensões compunham ocomprometimento dos indivíduos. Esta parte visa analisar o número de pessoascomprometidas em cada dimensão do comprometimento nas duas empresas. Apósesta parte, apresentar-se á as correlações entre o comprometimento e o acesso àinternet no trabalho realizado pelos participantes e, finalmente será feita ainterpretação dos dados e a conclusão do trabalho. Na empresa A, onde se acessa livremente a internet, um fato é notável: todasas pessoas estão comprometidas de acordo a dimensão normativa. Em seguida,cerca de 71,43% está comprometida de acordo a dimensão afetiva e 57,14% deacordo a dimensão instrumental. A FIGURA 8 apresenta em resumo estes dados. Na empresa B, onde o acesso à internet é feito com bloqueios e restrições deconteúdo, o resultado é praticamente inverso. O número de pessoas comprometidasde acordo a dimensão normativa é o menor de todos, com apenas 21,05%. Adimensão em que mais pessoas se encontram comprometidas é a afetiva, comcerca de 57,89% das pessoas, sendo ainda muito menor do que na empresa A. Adimensão instrumental, nos dois casos, ficou em posição intermediária. Estasinformações ficam claras nas figuras abaixo.
    • 52 Quantidade de Comprometidos por Dimensão do Comprometimento 100,00% 80,00% 60,00% Nº de Pessoas 40,00% 20,00% 0,00% Afetiva Instrumental Normativa FIGURA 9 – Empresa A quantidade de comprometidos por dimensão. Fonte: Dados da pesquisa FIGURA 10 – Empresa B quantidade de comprometidos por dimensão. Fonte: Dados da pesquisa As análises do comprometimento realizadas até então para as duas empresaspermite a observação de que o quadro do comprometimento para a empresa ondese acessa a internet livremente é bem mais favorável do que para a outra, istoporque essencialmente existem mais pessoas comprometidas na primeira do que nasegunda em todas as dimensões. Esta análise é extremamente útil, porém ainda não é necessária para que seatinja o objetivo do estudo em questão, que é identificar se o acesso livre à internet
    • 53influencia algum tipo específico de comprometimento. Para tanto, a análise feita atéentão será combinada com a correlação feita pelos próprios respondentes entre oacesso livre à internet e o comprometimento. Tal análise encontra-se de formaobjetiva a seguir. Após isto, haverá todos os subsídios suficientes para a conclusãodo estudo.4.2.3 ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DO ACESSO LIVRE À INTERNET X COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL A análise da influência do acesso livre à internet no comprometimentoorganizacional foi feita através da Parte III do questionário de pesquisa. Nesta parte,constavam três questões, sendo a primeira onde os funcionários expressariam o seusentimento sobre a relação da internet e o comprometimento afetivo, a segunda emrelação ao comprometimento instrumental e a terceira em relação aocomprometimento normativo, questões estas adaptadas para cada uma dasempresas, conforme mostra a FIGURA 10 abaixo:FIGURA 11 – Avaliação da relação acesso à internet x comprometimentoFonte: Dados da pesquisa
    • 54 A primeira questão envolve acessar a internet com o “desejo” de permanecerna empresa, a segunda o envolve acessar internet com a “necessidade” depermanecer na empresa pela falta deste privilégio em outra e a terceira envolveacessar a internet e o sentimento de “obrigação moral” de permanecer na empresaque essa permissão não comum insere no funcionário. Desta forma, cada questãocaracteriza o cerne de cada dimensão do comprometimento. Assim sendo, duas análises foram feitas com as respostas ao questionário. Aprimeira mostra os níveis de concordância e discordância dos funcionários das duasempresas em relação às afirmações do questionário. As respostas cujo escore foiexatamente 3 não foram consideradas nesta parte do questionário, pois expressariaindecisão e falta de posicionamento sobre a afirmação feita no questionário. Asegunda apresenta os escores obtidos para cada dimensão nesta parte doquestionário. Abaixo se apresenta as duas análises descritas e em seguida a partefinal deste estudo, que é a interpretação dos dados obtidos.4.2.4.1 A INFLUÊNCIA DO ACESO À INTERNET NO COMPROMETIMENTO POR DIMENSÃO– ANÁLISE 1. As tabelas e figuras abaixo mostram a primeira análise da Parte III doquestionário de pesquisa e busca apresentar o grau de concordância e discordânciados funcionários sobre a influência da internet em seu comprometimento para astrês dimensões. Conforme já informado, foi considerado como concordante oparticipante que forneceu resposta maior que 3 na escala utilizada e discordante oque forneceu resposta menor que 3. Na empresa A, mais da metade dos respondentes concordam que o acessolivre à internet influencia seu comprometimento afetivo ou normativo com aorganização, pois afirmaram que o acesso à internet desenvolve nelas o “desejo” depermanecer na empresa, bem como “uma obrigação moral” de permanecer namesma. A grande maioria, cerca de 71,43% dos respondentes, no entanto, discordaque o comprometimento instrumental seja influenciado pelo acesso livre à internet. Atabela 13 e a figura 11 abaixo apresentam o panorama descrito neste parágrafo.
    • 55 TABELA 13 - A influência do acesso à internet no comprometimento por dimensão Empresa A Concordância Discordância Afetivo 57,14% 28,57% Instrumental 14,29% 71,43% Normativo 57,14% 14,29% Fonte: Dados da pesquisa FIGURA 12 – A influência do acesso à internet no comprometimento na empresa A Fonte: Dados da pesquisa Na empresa B, onde o acesso à internet é restrito, a grande maioria discordaque a internet fosse capaz de influenciar o seu comprometimento, isto em todas asdimensões. Uma pequena parcela, no entanto, concorda que se acessassemlivremente a internet no trabalho isto influenciaria a se comprometer afetivamentecom a empresa. TABELA 14 - A influência do acesso à internet no comprometimento por dimensão Empresa B Concordância Discordância Afetivo 10,53% 84,21% Instrumental 0,00% 94,74% Normativo 0,00% 94,74% Fonte: Dados da pesquisa
    • 56 FIGURA 13 – A influência do acesso à internet no comprometimento na empresa B Fonte: Dados da pesquisa Percebe-se, assim, que quem tem o privilégio do acesso à web livrementeafirma que isto influencia seu comprometimento de forma normativa e afetiva,enquanto quem não tem esse privilégio discorda da possibilidade desta influência.Esta dicotomia se dá provavelmente pelo fator experiência, ou seja, os respondentesda empresa A, que experimentam o acesso livre à internet, apreciam e sentem osbenefícios deste privilégio, enquanto os participantes da empresa B, por não teremtido tal experiência, não conseguem associá-la ao constructo do comprometimento.A análise que se apresenta a seguir busca analisar a média dos escores de cadaconstructo para as duas empresas. Através dela, em conjunto com as realizadas atéentão, ter-se-á subsídio suficiente para que conclusões sejam tiradas deste estudo,reportando-se ao objetivo proposto.4.2.4.2 A INFLUÊNCIA DO ACESO À INTERNET NO COMPROMETIMENTO POR DIMENSÃO– ANÁLISE 2. Os dados resumidos na tabela e na figura abaixo mostram a análise da médiados escores obtidos para a Parte III do questionário de pesquisa. Para a elaboraçãodos dados que se apresentam, foi extraída a média aritmética das respostas dadaspor todos os participantes para cada item da Parte III do questionário, as quaispoderiam variar de 1 a 5 na escala de Likert, conforme já supracitado. Da mesma
    • 57forma que nas outras análises, escores abaixo de 3, que é o ponto médio, sinalizamdiscordância e acima de 3 representam concordância com o que se afirma. O que se percebe nitidamente através dos dados desta análise éprimeiramente que a Empresa A, onde é livre à internet, as médias dos escores sãosuperiores em relação à empresa B, o que significa que para quem acessa a internetlivremente a mesma de fato influencia no comprometimento dos mesmos com aorganização, pelo menos em duas dimensões nas quais as médias dos escores foisuperior a 3. Segundo, é claro nesta análise que em nenhuma das empresas ocomprometimento instrumental se mostrou como sendo influenciado pela fatoracesso livre à internet, haja vista as médias dos escores abaixo de 3 obtidos paraesta dimensão. Por último, é evidente que o comprometimento normativo possui amaior média entre todos na empresa A, e a menor média entre todos na empresa B.A tabela e a figura abaixo apresentam sistematicamente esta análise. TABELA 15 - Média dos escores da influência da internet no comprometimento, por dimensão. Empresa A Empresa B Afetivo 3,28 1,58 Instrumental 1,86 1,42 Normativo 3,43 1,16 Fonte: Dados da pesquisa FIGURA 14 – Média dos escores da influência da internet no comprometimento. Fonte: Dados da pesquisa
    • 58 De posse dos dados apresentados e das análises realizadas, é possívelagora interpretar os dados de forma sintética e apresentar as conclusões às quais sechegou com este estudo. O embasamento adquirido em todas as partes anterioresdeste trabalho, incluindo referencial teórico, metodologia, descrição dos dados eanálise dos mesmos serão demasiado importantes para o que se segue.4.3 INTERPRETAÇÃO DOS DADOS No decorrer deste trabalho foram apresentados elementos necessários para oembasamento teórico do tema, bem como todas as etapas na condução da pesquisaem busca de atingir o objetivo geral do estudo que é, conforme supracitado,“identificar, em estudo de caso, se a utilização livre da internet ocasiona apredominância de algum tipo específico de comprometimento”. Após percorrer todo o caminho traçado pela pesquisa, desde o seuplanejamento até a descrição e análise dos dados, elementos foram reunidos ejuntos reforçam a tese de que é evidente que o acesso livre à internet no trabalhoinfluencia um tipo específico de comprometimento, e a confirmação disto seconsolida nos parágrafos subsequentes. Conforme apresentado, a primeira análise importante para se extrair estaconclusão foi a da Parte II do questionário, onde seria identificado o padrão decomprometimento nas duas empresas. Através das quatro análises realizadas destaparte, foi identificado que o nível de comprometimento dos funcionários na empresaonde o acesso à internet é livre (empresa A) é bem maior do que na empresa querestringe o acesso a esta ferramenta (empresa B). Isto porque, primeiro, na empresaA nenhum dos participantes estava descomprometido com a organização, enquantoque na empresa B quase um terço das pessoas estavam descomprometidas; esegundo, na empresa A, as médias dos escores para cada dimensão docomprometimento foram notoriamente maiores que na empresa B (analisarFIGURAS 6 e 8). Outro fator importante a ser salientado na análise da Parte II do questionário,é que o comprometimento normativo é predominantemente maior que as outrasdimensões na empresa A e predominantemente menor na empresa B, ou seja,
    • 59configura-se uma situação inversa em relação ao comprometimento normativo(analisar FIGURAS 7, 8, 9 e 10). Assim, com a análise da Parte II já é percebido que na empresa onde seacessa livremente a internet os níveis de comprometimento são maiores emdetrimento da outra empresa e também que no primeiro caso o comprometimentonormativo se apresenta em níveis maiores que nas outras dimensões, enquanto queno segundo caso o mesmo se apresenta em níveis menores que nas outrasdimensões. Com isto já se tem um panorama do comprometimento para as duasempresas, mas seria arbitrário afirmar que esta configuração do mesmo é devida aoacesso livre ou não à internet. Para isto, foi necessária a análise da Parte III doquestionário. Com a análise da Parte III, que se propunha a correlacionarcomprometimento x acesso livre à internet, em conjunto com a Parte II, foi possívelextrair uma conclusão que atingisse o objetivo geral deste estudo. A análise da Parte III confirma que a internet influencia o comprometimento,pelo menos na maioria dos funcionários que a utilizam livremente, e efetiva estainfluência majoritariamente através do comprometimento afetivo e normativo(analisar FIGURAS 12 e 13). Porém, em uma análise mais generalista da Parte III doquestionário de pesquisa, que leva em conta a média dos escores para cada item,evidenciou-se que a internet influencia predominantemente o comprometimentonormativo (analisar FIGURA 14 e TABELA 15). Assim como na Parte II doquestionário, na Parte III a média dos escores para a dimensão normativa é inversaentre as duas empresas; a empresa A apresenta o comprometimento normativo coma maior média de concordância e a empresa B apresenta esta mesma dimensãocom a menor média. Em suma, o que se tem com este estudo é que: • O comprometimento na empresa onde o acesso é livre é maior do que onde o acesso é restrito; • O comprometimento normativo é maior onde se acessa a internet livremente e menor onde o acesso é restrito; • E, finalmente, o acesso livre à internet mostrou-se exercendo influência em uma dimensão específica do comprometimento dos funcionários para com a organização, que foi a dimensão normativa. Salienta-se, finalmente, que os dados sócio-econômico-demográficos dosrespondentes das duas empresas apresentam uma situação relativamente
    • 60equitativa, desde a faixa etária dos participantes até o nível de renda dos mesmos.Devido a isto, é válido entender que as diferenças sócio-econômico-demográficasaparentemente não influenciaram de forma significativa as respostas dosparticipantes de modo a serem diametralmente diferentes de uma empresa paraoutra, o que reafirma uma característica homogênea da amostra, conferindo-lhe emcerto grau maior confiabilidade para afirmação das conclusões que seapresentaram.
    • 61CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo teve como objetivo, conforme constantemente reiterado,verificar se a o acesso livre à internet no ambiente de trabalho influencia algum tipoespecífico de comprometimento entre as três possibilidades do modelo deconceituação de três componentes de Meyer e Aller. Para se alcançar este objetivo,foi empreendida uma pesquisa quantitativa com métodos bem claros e análisesestatísticas simples, bem como uma amostra relativamente pequena masrepresentativa para se tirar conclusões esclarecedoras relacionadas ao tema.Algumas ponderações são necessárias, no entanto, e devido a isto, é recomendávelque outros estudos sejam desenvolvidos sobre esta temática, com o intuito deconsolidar as conclusões aqui obtidas. Conforme visto, os dados reportaram conclusões que permitiram oatingimento do objetivo proposto, ou seja, a pesquisa mostrou que acessarlivremente a internet no trabalho influencia um tipo específico de comprometimentoem maior grau, sendo este o comprometimento normativo. Através destainterpretação e de posse do que se apresenta sobre este tipo de comprometimentono referencial teórico deste trabalho, é correto afirmar que permitir que osfuncionários acessem a internet livremente no trabalho é uma forma de contribuirpara que a cultura e os valores da empresa sejam mais facilmente internalizados eisto, junto a um sistema de recompensas justo na percepção dos funcionários, é achave para que os mesmos apresentem-se comprometidos com a empresa deacordo esta dimensão, pois, conforme afirma BASTOS (1993, p. 58), esta vertenteteórica articula o plano organizacional (a cultura e as normas, as mesmas queliberam ou proíbem o acesso à internet, por exemplo) e o plano individual (atravésda motivação advinda pelo privilégio incomum de poder acessar a internetlivremente, e da remuneração, por exemplo). Há que se ponderar, no entanto, que o privilégio de acessar a internet notrabalho livremente não é algo que pode ser concedido a todos os cargos. Porexemplo, seria discrepante permitir a um operador de guindaste acessar o Facebookenquanto carrega containers de milhares de toneladas, ou mesmo que umcontrolador de voo pudesse conversar com os amigos no Skype enquanto monitorauma aeronave. Entretanto, o que impede um operador de telemarketing de entreter-
    • 62se na internet ou desenvolver laços sociais entre uma ligação e outra? E a umassistente administrativo? Só para citar alguns exemplos. A chave para a corretautilização e aproveitamento desta ferramenta pelas organizações está no bomsenso, tanto da parte dos funcionários quanto da parte da empresa. Um estudo,inclusive referenciado neste trabalho, mostrou que a internet aumenta aprodutividade dos funcionários e o presente trabalho salienta que esta ferramentainfluencia o comprometimento organizacional, dois argumentos suficientementemotivadores para que a internet no trabalho deixe de ser tabu e passe a ser objetode estudo científico no âmbito organizacional, pois só assim, haverá de fato provasconcretas que indiquem o potencial positivo ou negativo, isenta do julgamentopreconceituoso e leigo do senso comum. Recomenda-se que em pesquisas posteriores sobre este tema,correlacionando o acesso à internet e o comprometimento organizacional, sejamrealizadas com um universo amostral cada vez maior, buscando adquirir maiorrepresentatividade das conclusões para um universo populacional mais amplo.Recomenda-se ainda que a metodologia seja revista com o intuito de aprimorar cadavez mais a qualidade desta linha de pesquisa e aumentar a consistência dasconclusões a ela relacionadas. Finalmente, é de importância sine qua non reafirmar o espaço que a internetvem ganhando na vida das pessoas e a importância que deve ser dada a isto para aadaptação das empresas. Na revisão de literatura deste trabalho fica evidente que aevolução da web modificou a forma com que as pessoas se relacionam e o adventodas redes sociais digitais vem transferindo em certo grau as relações interpessoaispara o ambiente virtual. Relacionamento interpessoal é algo inerente ao ser humanoe privar as pessoas de algo que lhe é natural sem motivos contundentes é um fatorque pode trazer consequências desagradáveis. Este estudo mostra que acessar ainternet livremente no trabalho pode trazer benefícios e isto só tende a ser cada vezmais evidente devido ao maior espaço que esta ferramenta ganha na vida daspessoas na contemporaneidade. Assim, acredita-se que empresas visionáriasconsiderariam utilizar esta ferramenta a favor da melhoria de seus resultados e nãodo contrário.
    • 63 REFERÊNCIASALBERNAZ, H. S.; MEIRA, P. R. Marketing Digital e Redes Sociais: Um Estudo deCaso Sobre as Promoções de Vendas do Submarino no Twitter. In: XXXIIICONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 2010. Caxias doSul, RS.ALLEN, N. J.; MEYER, J. P. The measurement and antecedents of affective,continuance and normative commitment to the organization. Journal ofOccupational Psychology, v. 63, p. 01-18, 1990.BASTOS, Antônio Virgílio B. Comprometimento Organizacional: Um balanço dosresultados e desafios que cercam essa tradição de pesquisa. Revista deAdministração de Empresas. 1983, 33(3), 52-64.BECKER, Howard S. Notes on the concept of commitment. The American Journalof Sociology, v. 66, p. 32-40, 1960.BASTOS, Antônio Virgílio B. Comprometimento Organizacional: Um balanço dosresultados e desafios que cercam essa tradição de pesquisa. Revista deAdministração de Empresas. 1983, 33(3), 52-64.BORGES-ANDRADE, Jairo Eduardo and PILATI, Ronaldo. Comprometimentoatitudinal e comportamental: relações com suporte e imagem nasorganizações. Rev. adm. contemp.[online]. 2001, vol.5, n.3, pp. 85-106. ISSN 1982-7849.CERVO, Clarissa Socal. Característica de personalidade e comprometimentoorganizacional. 2007. 107f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Instituto dePsicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.DINIZ, Regina Célia François. Comprometimento organizacional afetivo: umestudo na câmara dos deputados. 2001. 66 f. Monografia (Especialização emDesenvolvimento Gerencial) - Departamento de Administração, Universidade deBrasília, Brasília. 2001
    • 64Divisão das Classes Sociais. IBGE. Disponível em<http://blog.thiagorodrigo.com.br/index.php/faixas-salariais-classe-social-abep-ibge?blog=5> Acesso em: 18/02/2013.DON CHEN, J.Q. and VIVIEN LIM, K.G. Impact of Cyberloafing on PsychologicalEngagement. In: ANNUAL MEETING OF THE ACADEMY OF MANAGEMENT,2011. San Antonio, Texas, USA.GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 6 ed. São Paulo:Editora Atlas, 2008. 220 p.GOETHALS, Karen; AGUIAR, Antónia and ALMEIDA, Eugénia. Módulo sobreHistória da Internet. Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.Disponível em: <paginas.fe.up.pt/~mgi99022/goii/M1/final.doc>. Acesso em: 15 denov. 2012.MATHIEU, J. E.; ZAJAC, D. M. A review and meta-analysis of the antecedents,correlates, and consequences of organizational commitment. PsychologicalBulletin, v. 108, n. 2, p. 171-194, 1990.MCGEE, G. W.; FORD, R. C. Two (or more?) dimensions of organizationalcommitment: reexamination of the affective and continuance commitmentscales. Journal of Applied Psychology, v. 72, n. 4, p. 638-641, 1987.MEDEIROS, Carlos Alberto Freire; ALBUQUERQUE, Lindolfo Galvão de;SIQUEIRA, Michella and MARQUES, Glenda Michelle. Comprometimentoorganizacional: o estado da arte da pesquisa no Brasil. Rev. adm.contemp. [online]. 2003, vol.7, n.4, pp. 187-209. ISSN 1982-7849.MEDEIROS, Carlos Alberto Freire; ENDERS, Wayne Thomas; SALES, Iraci deOliveira; OLIVEIRA, Dora Lúcia Flôr; and MONTEIRO, Tatiana Câmara de Carvalho.Três (ou quatro?) componentes do comprometimento organizacional?. InAnais, 23. Encontro da ANPAD, 1999, Foz do Iguaçu, PR. 1 CD.MEDEIROS, Carlos Alberto Freire and ENDERS, Wayne Thomas. Validação domodelo de conceitualização de três componentes do comprometimento
    • 65organizacional (Meyer e Allen, 1991). Rev. adm. contemp. [online]. 1998, vol.2,n.3, pp. 67-87. ISSN 1982-7849.MEYER, John P. and ALLEN, Natalie J. A three-component conceptualization oforganizational commitment. Human Resources Management Review. 1991, v. 01,n. 01: pp. 61-89. ISSN 1053-4822.MÜLLER, Michele; RAUSKI, Eliane de Fátima; EYNG, Ivanilde Scussiatto; andMOREIRA, Joelma. Comprometimento Organizacional: Um estudo de caso noSupermercado “Beta”. Revista Gestão Industrial [online]. 2005, v. 01, n. 04: pp. 93-100. ISSN 1808-0448.RECUERO, R. C. Teoria das redes e redes sociais na internet: Consideraçõessobre o Orkut, os Weblogs e os Fotologs. Universidade Federal do Rio Grande doSul e Universidade Católica de Pelotas. 2004. Disponível em:<http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/121985795651418859729998795470196200751.pdf>. Acesso em: 02 de dez. 2012.RICCHADSON, Roberto Jarry. Pesquisa Social - Métodos e Técnicas. 3 ed. SãoPaulo: Atlas, 1999.SANTOS, N. O. O Twitter como ferramenta de marketing para gerar relacionamentoe promover vendas. 2011. 79 f. Monografia – Curso de Publicidade e Propaganda,Faculdade Cearense, Fortaleza. 2011.SCHEIBLE, Alba Couto Falcão and BASTOS, Antônio Virgílio B. Práticas de gestãodemocrática como mediador da relação entre comprometimento edesempenho. Revista Eletrônica de Ciência Administrativa (RECADM) [online].2007, v. 6, n. 1. ISSN 1677-7387.VIERSA, M. J. and RALL, R. A utilizaçao inadequada da internet nas empresas eseu impacto na produtividade. [Editorial]. ETIC – Encontro de Iniciação Científica,Vol. 5, Nº 5, 2009.
    • 66WIENER, Yoash. Commitment in organizations: a normative view. Academy ofManagement Review, v. 7, n. 3, p. 418-428, 1982.
    • 67 APÊNDICE I - QUESTIONÁRIO DE PESQUISA PARA TRABALHO MONOGRÁFICO QUESTIONÁRIO DE PESQUISA PARA TRABALHO MONOGRÁFICO Prezado(a) colega, este questionário faz parte de uma pesquisa que estou realizando, com afinalidade de elaborar minha monografia final para a Faculdade de Administração do IFBA - InstitutoFederal da Bahia. O questionário abaixo está divido em três partes: a primeira refere-se a dadospessoais e funcionais; a segunda diz respeito à sua relação com a organização; e a terceira trata-se desua relação com o acesso à internet no trabalho. As informações prestadas serão analisadas de forma conjunta e por isto você não precisa seidentificar, garantindo o sigilo e o anonimato. Portanto, pense bem nas respostas e seja o maissincero(a) possível. Por favor, devolva até o dia 07 de Fevereiro para que sua contribuição sejaincluída na minha pesquisa. Sua colaboração é imprescindível para que possa atingir, com precisão, oobjetivo ao qual me propus. Portanto, suas respostas deverão ser bastante autênticas. Não deixe deresponder a nenhuma das questões e, novamente, você não precisa se identificar. Agradeço sinceramente sua atenção no atendimento ao meu pedido. Clebson Costa Orientação geral: ao término do preenchimento do questionário, favor depositardiretamente no “envelope de devolução”. PARTE I 1 - Sexo: Masculino Feminino 2 - Idade: _________ anos. 3 - Estado Civil: Solteiro(a) Casado(a) Viúvo(a) ou Divorciado(a) 4 - Escolaridade: Ensino Médio Superior Incompleto Superior Completo Pós-graduação Mestrado/Doutorado 5 - Renda Familiar: Até 2 SM* De 2 a 4 SM De 4 a 10 SM De 10 a 20 SM Acima de 20 SM *SM = Salário Mínimo 6 - Tem filhos? Sim, tenho ____ filhos. Não 7 - Cargo/Função: Estagiário Auxiliar Assistente Analista 8 - Tempo de trabalho nesse cargo/função nesta empresa: - de 6 meses De 6 meses a 2 anos De 2 a 4 anos De 4 a 6 anos De 6 a 8 anos + de 8 anos 9 - O seu acesso à internet no trabalho para uso pessoal é: Livre Com bloqueios de alguns conteúdos Proibído
    • 68 PARTE IINos itens a seguir, marque com um X o número que melhor corresponda à sua avaliação. Use osseguintes critérios: Discordo Totalmente Discordo Pouco Em dúvida Concordo Pouco Concordo Totalmente 1 2 3 4 5
    • 69 PARTE IIINos itens a seguir, marque com um X o número que melhor corresponda à sua avaliação. Use osseguintes critérios: Discordo Totalmente Discordo Pouco Em dúvida Concordo Pouco Concordo Totalmente 1 2 3 4 5EMPRESA AEMPRESA B Muito obrigado pela colaboração!
    • 70 APÊNDICE II - OFÍCIO ÀS EMPRESASPrezado Sr.(a) Gerente/coordenador(a) da empresaxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, venho por meio destamensagem solicitar a sua permissão para realizar uma pesquisa com o quadro defuncionários desta empresa/setor. A pesquisa é de cunho acadêmico e será utilizadapara composição de um trabalho de conclusão de curso da faculdade deAdministração do Instituto Federal da Bahia, sito à Rua Emidio dos Santos, S/N,Barbalho, Salvador-Ba. O objetivo da pesquisa é relacionar o comprometimento dos funcionários coma organização e a utilização livre da internet no ambiente do trabalho. Deseja-seaveriguar se o acesso livre à internet influencia na forma como o funcionário secompromete com a empresa e com o seu trabalho. A empresa não será em nenhum momento identificada no estudo e osresultados obtidos da avaliação decorrente da pesquisa em sua empresa serãoreportados a V.S.ª, caso assim deseje, com a análise geral do comprometimentoorganizacional do quadro de funcionários da empresa/setor e a respectivainterpretação da análise realizada. A pesquisa tratar-se-á da aplicação de um questionário objetivo, o qual serárespondido individualmente por cada funcionário. O tempo de duração da pesquisaserá mínimo, em torno de 15 minutos no máximo, devido à concisão e objetividadedo instrumento de pesquisa. Saliento, por fim, que as organizações são o campo de estudo dosacadêmicos em Administração e desta forma a contribuição de sua empresa comeste trabalho é de extrema importância para o desenvolvimento da ciência dasorganizações, a qual vem passo a passo contribuindo para a criação deconhecimento necessário para o atingimento de resultados efetivos nas empresas,ou seja, com mais eficiência, eficácia, qualidade e sustentabilidade. Desde já agradeço pela atenção e espero poder contar com sua participação. Atenciosamente, Clebson dos Santos Costa (graduando/pesquisador) E-mail: clebson_18@hotmail.com Cel.: (71) 9232-1473 Prof. Dra. Mírian Rocha Vázquez (Orientadora) E-mail: mrvazquez@terra.com.br Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Bahia –IFBA