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  • 1. Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Conjuntura Macroeconômica Semanal 18 de maio de 2012 Indicadores do primeiro trimestre e começo do segundo evidenciam crescimento menor do que o imaginado até poucos meses atrás Robson Rodrigues Pereira • A síntese do que vimos no primeiro trimestre pode ser capturada nos dados do IBC-Br, uma proxy mensal de PIB estimada pelo Banco Central. O dado de março surpreendeu negativamente ao apontar recuo de 0,35% na margem (esperávamos alta de 0,42%; mercado contava com expansão de 0,49%, segundo coleta da Bloomberg). Trata-se da terceira queda mensal consecutiva. O resultado aponta para uma leitura realmente fraca dos dados, o que fica claro quando notamos que a variação interanual, de apenas 0,9%, ocorreu sobre uma base de comparação bastante fraca (março de 2011). Com isso, o IBC-Br registrou alta de 0,15% no primeiro trimestre ante o anterior. Uma vez que há diferenças entre o dado do Banco Central e o resultado efetivo do PIB, devemos ler essa variação com cuidado. Contudo, ela sugere um crescimento da economia de no máximo 0,5% ante o quarto trimestre (depois da alta de 0,3% observada entre outubro e dezembro). • Os dados mais recentes têm reforçado a percepção de que a atividade econômica como um todoCONJUNTURA MACROECONÔMICA SEMANAL apresentou desempenho aquém do esperado no primeiro trimestre. É sabido que a política econômica, principalmente a monetária, opera com defasagens – muitas vezes longas e variáveis –, mas acreditávamos que alguns dos vários estímulos que começaram a ser aplicados a partir de agosto surtiriam efeito mais evidente nos primeiros meses do ano. O panorama global – mais volátil e com riscos intensificados – e a incorporação dos últimos dados domésticos impõem a necessidade de uma revisão em nosso cenário, o que será feito em breve. Continuamos avaliando que o segundo semestre será melhor do que o atual, mas diante do exposto, será necessário revisarmos a nossa projeção de crescimento para este ano, inevitavelmente para baixo. Magnitude da desaceleração da economia chinesa nos próximos meses será dada pela disposição do governo em lançar novas políticas de estímulo Fabiana D’Atri • Após a frustração com os indicadores de atividade de abril, divulgados na semana passada, novas perguntas voltaram-se para a economia chinesa. Rapidamente, as apostas mais otimistas de uma aceleração da atividade do país se reverteram em expectativas de uma desaceleração mais brusca. Da mesma forma que não acreditávamos em uma aceleração forte no segundo trimestre, também não apostamos em um cenário de hard landing. Ainda assim, este cenário tem que ser condicionado aos desdobramentos da nova rodada da crise europeia e à expectativa para a condução da política econômica daqui para frente. • Ainda enxergamos importantes fatores a serem observados nos próximos meses, que nos dão um viés de baixa para o crescimento do segundo trimestre. Acreditamos que o governo continuará relutante em adotar uma política agressiva de estímulos, como a observada em 2008, mas mesmo assim, no curto prazo será importante dar sinais mais emblemáticos de que, a despeito da maior tolerância com taxas de expansão mais moderadas, não colocará em risco a estabilidade do crescimento. • Das poucas opções que o governo tem na mão, além da continuidade das políticas de ajuste fino, concentramos nossas apostas de recuperação nos investimentos públicos, cujo impacto é mais rápido sobre a economia e que está reprimido há bastante tempo. Mas o risco deste instrumento de estímulo reside na possível deterioração das condições fiscais e/ou a necessidade de financiamentos bancários, que constituirão o funding dessas obras. Ao mesmo tempo, não esperamos a retirada das medidas restritivas voltadas ao setor imobiliário, já que o processo de ajustes dos preços para baixo ainda está em curso. Com isso, reforçamos nossa expectativa de que o crescimento será menor neste ano, ao redor de 8%, com as políticas de estímulo agindo para limitar uma desaceleração adicional. 1
  • 2. Indicadores do primeiro trimestre e começo do segundo evidenciam crescimento menor do que o imaginado até poucos meses atrás Robson Rodrigues Pereira No primeiro trimestre, a produção industrial registrou dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) na queda de 0,5% ante o período anterior, já descontados sua versão ampliada (que considera as vendas de os efeitos sazonais. É claro que alguns fatores de todos os segmentos) mostram uma expansão de natureza pontual contribuíram para esse desempenho 3% entre janeiro e março. Essa taxa, que é a maior fraco, mas o que chama a atenção é que essa deste o terceiro trimestre de 2010, constitui uma queda foi a quarta consecutiva na série da Pesquisa aceleração expressiva ante o período anterior, o que Industrial Mensal (PIM), algo inédito até então. ocorreu a despeito dos fracos resultados de vendas Desde 2010 notamos um baixo dinamismo do setor, no segmento de veículos, cujos estoques estão bem a despeito do bom desempenho do consumo de bens elevados. Essa aceleração, a nosso ver, deve ser lida por parte das famílias. Já mencionamos em outras à luz da retomada no crescimento da massa salarial oportunidades que há fatores conjunturais que têm nos últimos meses. Cabe destacar que o hiato entre potencializado os problemas estruturais do setor as taxas de variação da indústria e do comércio no manufatureiro, resultando em pressão para baixo primeiro trimestre é o maior desde o terceiro trimestre nas margens de lucros de várias empresas. Já os de 2010. 8,0% 7,17% 6,71% PIM Crescimento trimestral 5,12% PMC Ampliada 4,75% 4,99% 4,26% 4,32% da produção industrial 3,90% 4,0% 2,78% 2,97% 3,05% (PIM) e do volume de 2,21% 2,43% 1,26% 1,67% 1,29% 1,21% 1,09% 1,82% 1,14% vendas no comércio 0,67% 0,28% 0,47% varejista ampliado 0,0% -0,33% -0,36% -0,57% -0,54% (PMC ampliada) -0,80% -1,69% -1,61% -4,0% -6,58% -8,0% -7,58% -10,42% -12,0% 2008q01 2008q02 2008q03 2008q04 2009q01 2009q02 2009q03 2009q04 2010q01 2010q02 2010q03 2010q04 2011q01 2011q02 2011q03 2011q04 2012q01 Fonte: IBGE Elaboração: BRADESCO 19,0% Crescimento trimestral 16,2% Trimestral e semestral da massa 15,0% 14,6% Semestral salarial ampliada de rendimentos emCenário Doméstico 11,9% 10,4% termos reais (dados 11,0% 9,8% 9,6% 10,5% dessazonalizados e 7,6% 9,1% anualizados) (*) 7,0% 6,4% 5,6% 4,6% 4,2% 3,6% (*) A massa ampliada é construída a 3,0% 4,0% partir da soma da massa do trabalho 3,0% 2,3% com as despesas do governo com benefícios previdenciários, benefícios -1,0% -1,1% sociais (LOAS e Bolsa Família) e -0,3% seguro-desemprego. -3,3% -5,0% Fonte: IBGE, Tesouro jan/10 mar/10 jun/10 jun/11 fev/10 out/10 jan/11 mar/11 abr/10 set/10 fev/11 set/11 out/11 jan/12 mar/12 jul/10 abr/11 fev/12 jul/11 mai/10 ago/10 nov/10 dez/10 mai/11 ago/11 nov/11 dez/11 Elaboração: BRADESCO DEPEC 2
  • 3. Diante dessas tendências distintas entre indústria histórica (uma proxy de crescimento potencial); e comércio, a qual conclusão podemos chegar? A resultados negativos, por outro lado, indicam expansão resposta pode ser encontrada através da observação abaixo da tendência. Conforme ilustrado no gráfico a do Índice Bradesco de Atividade Econômica (IBAE), seguir, houve a interrupção temporária da trajetória elaborado a partir da mesma metodologia utilizada de deterioração entre novembro e dezembro, o que pelo Federal Reserve de Chicago, para construir o nos fez supor à época que poderia ser uma inflexão. CFNAI (Chicago Fed National Activity Index). O IBAE, Contudo, a atualização dos dados até abril nos revela construído a partir da utilização de 64 séries de atividade que aquela trajetória foi retomada, o que reflete, de econômica, não tem unidade de medida e deve ser forma agregada, o menor percentual de componentes lido da seguinte forma: números positivos indicam que que apresentaram alta na margem na média dos últimos a economia cresce em ritmo superior ao da tendência três meses diminuiu de forma considerável. 14,0 11,19 Evolução do Índice 10,0 7,38 Bradesco de 6,0 Atividade Econômica 4,96 3,53 2,95 (IBAE) - média móvel 2,25 2,0 de 3 meses -2,0 -0,98 -2,94 -1,97 -4,00 -4,28 -6,0 -10,0 -14,0 -14,66 -18,0 out/03 jan/04 out/04 jan/05 jan/06 jan/07 out/07 jan/08 out/08 jan/09 out/09 jan/10 out/10 jan/11 jan/12 abr/03 jul/03 abr/04 out/05 out/06 jul/04 abr/05 jul/05 abr/06 jul/06 abr/07 jul/07 abr/08 jul/08 abr/09 jul/09 abr/10 jul/10 abr/11 out/11 jul/11 abr/12 Fonte e elaboração: BRADESCO 90,0% Percentual de 80,7% indicadores do 75,5% IBAE apresentando expansão na margem 70,0% 66,7% 67,2% 63,0% - média móvel de 3 62,0% meses 54,2% 58,9% 55,2% 50,0% 47,4% 43,8% 43,2% 39,6% 30,0% 30,7% 19,8% 10,0% dez/99 abr/00 abr/03 abr/07 abr/08 abr/10 abr/11 abr/12 ago/00 dez/00 abr/01 ago/01 dez/01 abr/02 ago/02 dez/02 ago/03 dez/03 abr/04 ago/04 dez/04 abr/05 ago/05 dez/05 abr/06 ago/06 dez/06 ago/07 dez/07 ago/08 dez/08 abr/09 ago/09 dez/09 ago/10 dez/10 ago/11 dez/11 Fonte e elaboração: BRADESCO A síntese do que vimos no primeiro trimestre pode interanual, de apenas 0,9%, ocorreu sobre umaCenário Doméstico ser capturada nos dados do IBC-Br, uma proxy base de comparação bastante fraca (março de mensal de PIB estimada pelo Banco Central. O 2011). Com isso, o IBC-Br registrou alta de 0,15% dado de março surpreendeu negativamente ao no primeiro trimestre ante o anterior. Uma vez que apontar recuo de 0,35% na margem (esperávamos há diferenças entre o dado do Banco Central e o alta de 0,42%; mercado contava com expansão de resultado efetivo do PIB, devemos ler essa variação 0,49%, segundo coleta da Bloomberg). Trata-se da com cuidado. Contudo, ela sugere um crescimento terceira queda mensal consecutiva. O resultado da economia de no máximo 0,5% ante o quarto aponta para uma leitura realmente fraca dos dados, trimestre (depois da alta de 0,3% observada entre o que fica claro quando notamos que a variação outubro e dezembro). DEPEC 3
  • 4. 1,5% 1,22% Índice de Atividade Econômica 1,06% 1,00% do Banco Central - crescimento 1,0% em relação ao mês anterior - 0,74% 0,69% 0,60%0,60% 0,56% com ajuste sazonal 0,5% 0,27% 0,21% 0,19% 0,11% 0,0% -0,03% -0,03% -0,24% -0,26% -0,33% -0,5% -0,38% -0,35% -0,56% -0,56% -0,65% -1,0% -0,89% mar/10 jun/10 mar/11 jun/11 mar/12 abr/10 set/10 out/10 jan/11 fev/11 set/11 out/11 jan/12 fev/12 jul/10 abr/11 mai/10 ago/10 nov/10 dez/10 jul/11 mai/11 ago/11 nov/11 dez/11 Fonte: BCB Elaboração: BRADESCO Não devemos ignorar que há sinais mais favoráveis Cadastro Geral de Empregados e Desempregados em maio, como os que têm sido apontados pelos (Caged). À exceção dos setores de construção civil dados de vendas de veículos, após vários meses (provavelmente refletindo contratações para obras de recuo. Contudo, reconhecemos que a incerteza iniciadas no passado e ainda não concluídas) e de em relação ao segundo trimestre também aumentou, comércio, os demais têm mostrado desaceleração ainda mais diante do quadro global mais adverso no ritmo de criação líquida de vagas. Até mesmo o e de sinais emitidos pelo mercado de trabalho. setor de serviços, cujo desempenho recente estava Continuamos avaliando que o mercado laboral relativamente insulado da desaceleração dos últimos está aquecido, mas há sinais de desaceleração no trimestres, já mostra sinais de inflexão, ainda que ritmo de geração de vagas, conforme apontado pelo a criação de vagas continue elevada. 250.000 211.495 Geração líquida de emprego 200.000 200.606 179.247 formal dessazonalizada - 169.221 148.949 153.430 Média Móvel 3 meses 150.000 156.859 131.588 123.342 100.000 103.309 80.989 98.973 93.360 79.040 50.000 40.040 36.111 0 -50.000 -100.000 -83.565 abr/01 abr/02 abr/03 abr/04 abr/05 abr/06 abr/07 abr/08 abr/10 abr/11 abr/12 ago/01 dez/01 ago/02 dez/02 ago/03 dez/03 ago/04 dez/04 ago/05 dez/05 ago/06 dez/06 ago/07 dez/07 ago/08 dez/08 abr/09 ago/09 dez/09 ago/10 dez/10 ago/11 dez/11 Fonte: Caged Elaboração: BRADESCO Mantemos nossa visão de que o mercado de trabalho (1) O ritmo atual de geração de vagas segundo o continuará bem nos próximos meses, mas acreditamos Caged está abaixo do patamar neutro para manter que o espaço para queda adicional da taxa de a taxa de desemprego estável (segundo nossas desemprego é menor hoje do que foi no passado estimativas, algo entre 120 e 140 mil vagas na série recente. Esse ponto fica claro com dois argumentos: com ajuste sazonal); 240.000 Corrrelação entre a geraçãoCenário Doméstico 210.000 líquida de emprego média Geração líquida de emprego 180.000 e variação da taxa de 150.000 desemprego no trimestre 2005 - 2011 120.000 y = -71268x + 125287 R² = 0,2096 90.000 60.000 30.000 0 -0,70 -0,60 -0,50 -0,40 -0,30 -0,20 -0,10 0,00 0,10 0,20 0,30 0,40 0,50 0,60 0,70 Fonte: IBGE, MTE Variação da taxa de desemprego Elaboração: BRADESCO DEPEC 4
  • 5. (2)O percentual de respostas de consumidores históricos da Sondagem do Consumidor da que dizem que está “difícil encontrar FGV, mas aumentou um pouco nos últimos emprego” continua baixo para os padrões meses. 11,5 87,8 84,4 Taxa Desemprego PME (dessaz) 85,0 Taxa de desemprego Percentual de respostas "está difícil (PME) e percentual 10,5 78,7 77,2 encontrar emprego no momento atual" de pessoas que 73,2 75,0 consideram estar 9,3 73,1 9,5 9,6 71,5 difícil encontrar 9,2 8,8 emprego no momento 8,5 65,0 8,4 62,6 8,5 65,8 atual - dados 8,4 8,0 dessazonalizados 8,3 53,2 55,0 7,5 7,7 7,4 46,5 7,0 43,8 6,8 45,0 6,5 6,1 41,8 6,2 5,7 5,5 35,0 jun/07 jun/09 jun/10 fev/07 out/07 jun/08 out/10 jun/11 abr/07 fev/08 out/08 fev/09 out/09 abr/09 fev/10 abr/10 fev/11 out/11 fev/12 ago/07 dez/07 abr/08 ago/08 dez/08 ago/09 dez/09 ago/10 dez/10 abr/11 ago/11 dez/11 abr/12 Fonte: IBGE, FGV Elaboração: BRADESCO Os dados mais recentes têm reforçado a percepção de primeiros meses do ano. O panorama global – mais que a atividade econômica como um todo apresentou volátil e com riscos intensificados – e a incorporação desempenho aquém do esperado no primeiro trimestre. dos últimos dados domésticos impõem a necessidade É sabido que a política econômica, principalmente a de uma revisão em nosso cenário, o que será feito em monetária, opera com defasagens – muitas vezes breve. Continuamos avaliando que o segundo semestre longas e variáveis –, mas acreditávamos que alguns será melhor do que o atual, mas diante do exposto, dos vários estímulos que começaram a ser aplicados será necessário revisarmos a nossa projeção de a partir de agosto surtiriam efeito mais evidente nos crescimento para este ano, inevitavelmente para baixo.Cenário Doméstico DEPEC 5
  • 6. Magnitude da desaceleração da economia chinesa nos próximos meses será limitada pela disposição do governo em lançar novas políticas de estímulo Fabiana D’Atri Após a frustração com os indicadores de atividade de curso, com indicadores importantes sugerindo que abril, divulgados na semana passada, novas perguntas este ajuste ainda levará alguns meses: as vendas voltaram-se para a economia chinesa. Rapidamente, de terras, as obras iniciadas e as vendas de imóveis as apostas mais otimistas de uma aceleração da acumularam quedas respectivas de quase 20%, 5% e atividade do país se reverteram em expectativas de 15% nos primeiros quatro meses deste ano em relação uma desaceleração mais brusca. Da mesma forma ao mesmo período do ano passado. Notícias recentes que não acreditávamos em uma aceleração forte no sugerem medidas adicionais de restrição, como por segundo trimestre, também não apostamos em um exemplo, (i)a decisão de Shanghai de proibir a venda cenário de hard landing. Ainda assim, este cenário do segundo imóvel para pessoas solteiras, (ii) alguns tem que ser condicionado aos desdobramentos da descontos para a taxa de financiamento imobiliário para nova rodada da crise europeia e à expectativa para os compradores de primeiros imóveis foram suspensos a condução da política econômica daqui para frente. por grandes bancos e (iii) o governo trouxe de volta a discussão de ampliar o número de cidades, em fase de Nossa visão de acomodação reside na combinação de teste, que terão uma taxação sobre a propriedade como forças ainda de desaceleração com novos vetores que forma de conter a especulação, especialmente nas impulsionarão a atividade, especialmente no segundo grandes cidades. Ao mesmo tempo, reconhecemos que semestre. Tanto as exportações (e a cadeia industrial a recente deterioração do cenário externo, concentrada ligada ao setor exportador) como os investimentos na Zona do Euro – que respondeu por 17% das voltados ao setor imobiliário ainda deverão mostrar vendas externas chinesas neste ano – também deve deterioração adicional antes de mostrar estabilização. postergar uma reação mais favorável das exportações O governo segue determinando em ajustar os preços e diretamente da indústria e dos investimentos ligados dos imóveis, mantendo as políticas restritivas em a esta cadeia. exportações para Europa 60,0% 60,1% China: variação exportações excluindo Europa 50,2% anual das 41,1% exportações - para 40,0% 39,4% 34,9% União Europeia e 24,9% 22,2% demais regiões do 20,0% mundo 19,8% 19,8% 15,5% 11,4% 6,5% 0,0% 1,2% -2,4% -3,2% -8,0% -16,4% -20,0% -30,2% -40,0%Cenário Externo jun/07 out/07 jun/08 jun/10 abr/07 fev/08 out/08 jun/09 fev/09 out/09 fev/10 out/10 jun/11 fev/11 out/11 fev/12 ago/07 dez/07 abr/08 abr/09 ago/08 dez/08 ago/09 dez/09 abr/10 ago/10 dez/10 abr/11 ago/11 dez/11 abr/12 Fonte: CEIC Elaboração: BRADESCO Analisando o desempenho recente da indústria, que metodologia da coleta de informações, sendo que mostrou crescimento de apenas 9,3% em abril, em anteriormente os dados relativos à produção industrial relação ao mesmo período do ano passado, notamos eram obtidos pelas províncias e depois reportados que esta desaceleração se concentrou na indústria ao escritório de estatísticas chinesas. Atualmente, as pesada, que cresceu 8,9% enquanto que a o segmento empresas reportam diretamente para o escritório, o da indústria leve mostrou expansão de 10,3%. Vale que poderia explicar o tamanho da surpresa negativa dizer que abril foi o primeiro mês de mudança de com este resultado. Ainda assim, acompanhando DEPEC 6
  • 7. outros indicadores, como movimento de cargas em de energia elétrica, verificamos que a tendência de ferrovias, importação de commodities e consumo enfraquecimento do setor industrial se confirma. 1T11 2T11 3T11 4T11 jan- China: Indicadores abril/12 selecionados - Produção industrial 14,8% 13,9% 13,7% 12,8% 11,0% variação anual do Vendas da indústria para o setor externo 18,1% 12,9% 12,1% 8,4% 8,4% trimestre Movimento de cargas em ferrovias 9,3% 7,3% 9,3% 5,8% 4,1% Fonte: CEIC Consumo de energia elétrica 11,1% 12,5% 11,1% 13,7% 6,0% Elaboração: BRADESCO Vale também analisar diversos indicadores que mostram que os consumidores acreditam em quedas podem nos ajudar a antecipar os investimentos. adicionais dos preços dos imóveis, o que explica a Há uma percepção de cautela por parte do setor desaceleração ainda em curso. É interessante notar privado. Neste sentido, chega-se, atualmente, a também a composição das concessões bancárias de acreditar que parte do enfraquecimento do crédito crédito, cada vez mais concentradas em linhas de resida na demanda que está avançando em ritmo curto prazo, em detrimento das linhas de médio e lento. A taxa interbancária – importante indicador de longo prazo, mais ligadas ao ciclo de investimento. liquidez – segue em patamares baixos, sugerindo Na mesma direção, pesquisas de confiança do que as condições da oferta de crédito não estão empresário ainda apontam para cautela nos meses tão restritivas. Do lado do consumo, pesquisas a seguir. 153 índice de confiança do empresário 146,9 China: índice de índice de confiança do empresário industrial 143 clima de negócios 140,2 140,3 138,9 137,4 135,0 133 130,7 131,0 130,9 127,3 123 123,2 114,4 118,6 116,6 113 107,7 103 98,5 93 mar/99 jun/99 mar/00 jun/00 mar/01 jun/01 mar/02 jun/02 mar/03 jun/03 mar/04 jun/04 mar/05 jun/05 mar/06 jun/06 mar/07 jun/07 mar/08 jun/08 mar/09 jun/09 mar/10 jun/10 mar/11 jun/11 mar/12 set/99 set/00 set/01 set/02 set/03 set/04 set/05 set/06 set/07 set/08 set/09 set/10 set/11 dez/99 dez/00 dez/01 dez/02 dez/03 dez/04 dez/05 dez/06 dez/07 dez/08 dez/09 dez/10 dez/11 Fonte: CEIC Elaboração: BRADESCO 100% China: concessões 97,3% linhas de curto prazo 90% linhas de longo prazo de crédito - 79,8% participação das 80% linhas de curto prazo 68,4% 70% e de médio e longo 59,2% 57,2% 63,0% 60% prazo (média móvel dos últimos 12 50% 42,8% meses) 40% 40,8% 37,0% 30%Cenário Externo 24,0% 20% 16,5% 10% 0% out/10 jun/11 fev/11 out/11 fev/12 ago/10 dez/10 abr/11 ago/11 dez/11 abr/12 Fonte: CEIC Elaboração: BRADESCO Diante desses sinais, acreditamos que o governo do compulsório anunciado no sábado passado, logo limitará esta desaceleração, impulsionando o crédito após a divulgação dos dados, revela a disposição e ampliando a liquidez do sistema financeiro. O corte de o governo também não deixar as coisas saírem DEPEC 7
  • 8. do controle. Além disso, diversas notícias dão conta consideráveis. Nos primeiros quatro meses deste ano, que o governo voltou a aprovar diversas obras notamos aceleração dos gastos públicos (ao crescer de infraestrutura, antecipando inclusive algumas 26% no acumulado de janeiro a abril), a despeito programadas para o ano que vem. Este movimento da moderação da expansão da arrecadação (que acontece após quase dois anos marcados pela avançou 12,5% neste mesmo período), reforçando restrição impostas aos investimentos, que estavam nossa percepção de que o governo dará início a um se ajustando após o forte impulso na saída da novo ciclo de reaquecimento dos investimentos, ainda crise. O segmento de casas populares e as obras mais quando se leva em conta a recente deterioração de saneamento também têm mostrado avanços do cenário externo. 21.5 China: compulsório bancos grandes 21.0 21,0 bancos pequenos 20.5 bancário (%) 20.0 19.5 20,0 19.0 19.0 19.0 19,0 18.5 18.5 18.0 17,5 18.0 17,0 17.0 17,0 16,5 16,5 16,0 16,0 15,5 15,5 15,0 15,0 14,5 14,0 13,5 13,0 jun/09 set/09 out/09 jan/10 mar/10 jun/10 jan/11 mar/11 jun/11 jan/12 mar/12 fev/10 jul/09 abr/10 set/10 out/10 fev/11 fev/12 jul/10 abr/11 set/11 out/11 jul/11 dez/11 abr/12 mai/09 ago/09 nov/09 dez/09 mai/10 ago/10 nov/10 dez/10 mai/11 ago/11 nov/11 mai/12 Fonte: CEIC Elaboração: BRADESCO Investimentos em 55,0% infraestrutura 52,8% total ativos fixos urbanos indústria 48,3% (variação em relação 45,0% setor imobiliário 40,4% ao mesmo período 37,9% 38,8% do ano anterior) 35,0% 28,0% 25,0% 24,2% 20,3% 21,9% 20,9% 15,0% 17,9% 13,9% 8,5% 8,0% 5,0% 3,5% -5,0% -9,8% -15,0% out/06 jan/07 out/07 jan/08 out/08 jan/09 out/09 jan/10 out/10 jan/11 out/11 jan/12 abr/06 jul/06 abr/07 jul/07 abr/08 jul/08 abr/09 jul/09 abr/10 jul/10 abr/11 jul/11 abr/12 Fonte: CEIC Elaboração: BRADESCO Outro fator importante que se refere aos embates mas mesmo assim, no curto prazo será importante políticos presentes nos últimos meses, culminando dar sinais mais emblemáticos de que, a despeito com a expulsão do importante membro Bo Xilai do da maior tolerância com taxas de expansão mais partido comunista. De forma resumida, este atrito moderadas, não colocará em risco a estabilidade pode ter contribuído para a redução das atenções do crescimento. do partido para o crescimento e ao mesmo tempoCenário Externo revela a disposição do atual governo em não provocar Das poucas opções que o governo tem na mão, importantes rupturas nesta transição dos principais além da continuidade das políticas de ajuste fino, líderes do partido, que acontecerá no final deste ano. concentramos nossas apostas de recuperação nos investimentos públicos, cujo impacto é mais rápido Em suma, ainda enxergamos importantes fatores sobre a economia e que está reprimido há bastante a serem observados nos próximos meses, que tempo. Mas o risco deste instrumento de estímulo nos dão um viés de baixa para o crescimento do reside na possível deterioração das condições fiscais segundo trimestre. Acreditamos que o governo e/ou a necessidade de financiamentos bancários, que continuará relutante em adotar uma política constituirão o funding dessas obras. Ao mesmo tempo, agressiva de estímulos, como a observada em 2008, não esperamos a retirada das medidas restritivas DEPEC 8
  • 9. voltadas ao setor imobiliário, já que o processo de crescimento será menor neste ano, ao redor de 8%, ajustes dos preços para baixo ainda está em curso. com as políticas de estímulo agindo para limitar uma Com isso, reforçamos nossa expectativa de que o desaceleração adicional. Instrumentos condição atual impacto para PIB China: resumo políticas econômicas Compulsório em queda: expansionista importante alívio para as em curso condições de liquidez importante alívio para as Taxa interbancária em queda: expansionista condições de liquidez não esperamos queda da taxa Taxa de juros estável de juros Restrições para compra de seguem em curso: vetor de desaceleração da imóveis contracionista economia vetor de aceleração para Gastos fiscais em aprovações de obras a economia no segundo infraestrutura reacelerando: expansionista semestre seguem em curso: vetor de sustentação da Segmento de casas populares expansionista atividade imobiliária redução tributação sobre a Estímulo ao consumo das vetor de sustentação do renda e outras medidas em famílias consumo Elaboração: BRADESCO discussão: expansionistaCenário Externo DEPEC 9
  • 10. Quadro de Projeções - PIB real Mundial e países selecionados 2003-2012 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012p Países Desenvolvidos 1,8 3,0 2,5 2,8 2,5 0,4 -3,3 2,5 1,5 1,1 Estados Unidos 2,5 3,6 3,1 2,7 1,9 0,0 -2,6 2,8 1,7 2,2 Zona do Euro 0,8 2,2 1,7 3,0 2,8 0,6 -4,1 1,8 1,5 -0,5 Alemanha -0,2 0,7 0,9 3,6 2,8 0,7 -4,7 3,5 3,0 0,2 França 1,1 2,3 2,0 2,4 2,3 0,1 -2,5 1,5 1,6 0,0 Itália 0,0 1,5 0,7 2,0 1,5 -1,3 -5,2 1,3 0,5 -1,2 Reino Unido 2,8 3,0 2,2 2,8 2,7 -0,1 -4,9 1,3 0,8 0,5 Japão 1,4 2,7 1,9 2,0 2,4 -1,2 -6,3 3,9 -0,9 2,2 Países Emergentes 6,0 7,3 6,9 7,7 8,1 5,8 2,1 7,3 6,4 5,7 China 10,0 10,1 11,3 12,7 14,2 9,6 9,2 10,3 8,8 8,2 Coréia 2,8 4,6 4,0 5,2 5,1 2,3 0,2 6,1 3,5 3,0 Rússia 7,3 7,2 6,4 8,2 8,5 5,2 -7,8 4,0 3,0 3,2 Índia* 8,5 7,5 9,5 9,7 9,0 6,8 8,4 8,5 7,8 7,8 América Latina 2,9 5,7 4,5 5,4 5,9 4,3 -1,9 6,7 4,1 3,6 Brasil 1,1 5,7 3,2 4,0 6,1 5,2 -0,3 7,5 2,7 3,4 Argentina 9,0 8,9 9,2 8,5 8,6 6,8 0,8 9,2 8,9 3,0 Chile 7,0 6,0 5,5 4,6 4,6 3,7 -1,7 5,3 6,0 3,9 Colômbia 3,9 5,3 4,7 6,7 6,9 3,5 1,5 4,3 5,9 4,6 México 1,4 4,0 3,2 5,2 3,2 1,5 -6,1 5,5 4,0 2,6 Peru 4,0 5,0 6,8 7,7 8,9 9,8 0,9 8,8 6,9 5,3 Mundo 3,6 4,9 4,6 5,2 5,4 2,9 -0,5 5,0 3,8 3,3 p = (projeção). (*) projeção referente ao ano fiscal. Fonte: FMIQuadro de Projeções Macroeconômicas Externas Elaboração e estimativas: BRADESCO DEPEC 10
  • 11. Quadro de Projeções Macroeconômicas - Ano base 2003-2012 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012* ATIVIDADE, INFLAÇÃO E JUROS PIB (%) 1,1 5,7 3,2 4,0 6,1 5,1 -0,3 7,5 2,7 3,4 Agropecuária (%) 5,8 2,3 0,3 4,8 4,8 5,7 -3,1 6,3 3,9 1,5 Indústria (%) 1,3 7,9 2,1 2,2 5,3 4,4 -5,6 10,4 1,6 2,3 Serviços (%) 0,8 5,0 3,7 4,2 6,1 4,8 2,1 5,5 2,7 3,5 Consumo Privado (%) -0,8 3,8 4,5 5,2 6,1 7,0 4,4 6,9 4,1 4,5 Consumo da Adm. Pública (%) 1,2 4,1 2,3 2,6 5,1 1,6 3,1 4,2 1,9 3,7 Investimento (FBKF) (%) -4,6 9,1 3,6 9,8 13,9 13,4 -6,7 21,3 4,7 5,6 Exportações Bens e Serviços Não Fatores (%) 10,4 15,3 9,3 5,0 6,2 -0,6 -9,1 11,5 4,5 6,5 Importações Bens e Serviços Não Fatores (%) -1,6 13,3 8,5 18,4 19,9 18,0 -7,6 35,8 9,7 6,6 PIB (R$) - bilhões (Preços Correntes) 1.700 1.941 2.147 2.369 2.661 3.032 3.239 3.770 4.135 4.474 PIB (US$) - bilhões 552,3 663,5 881,8 1.088,9 1.366,3 1.652,8 1.621,7 2.141,9 2.468,7 2.420,2 População - milhões 178,7 181,1 183,4 185,6 187,6 189,6 191,5 193,3 194,9 196,5 PIB per capita - US$ 3.086 3.654 4.789 5.715 7.281 8.717 8.469 11.084 12.664 12.315 Produção Industrial - IBGE (%) 0,1 8,3 3,1 2,8 6,0 3,1 -7,4 10,5 0,3 1,5 Taxa de Desemprego Aberto (30 dias) - IBGE (1) 12,3 11,5 9,9 10,0 9,3 7,9 8,1 6,7 6,0 5,5 Vendas no Comércio Varejista - Restrita (%) -3,7 9,2 4,8 6,2 9,7 9,1 5,9 10,9 6,7 8,0 IPCA - IBGE (%) 9,3 7,6 5,7 3,1 4,5 5,9 4,3 5,9 6,5 5,2 IPC - FIPE (%) 8,2 6,6 4,5 2,5 4,4 6,2 3,7 6,4 5,8 4,7 IGP-M - FGV (%) 8,7 12,4 1,2 3,8 7,8 9,8 -1,7 11,3 5,1 4,6 IGP-DI - FGV (%) 7,7 12,1 1,2 3,8 7,9 9,1 -1,4 11,3 5,0 4,8 Taxa Selic (final de período) % 16,50 17,75 18,00 13,25 11,25 13,75 8,75 10,75 11,00 8,00 Taxa Selic nominal (acumulado 12 meses) % 23,33 16,24 19,04 15,08 11,85 12,48 9,92 9,78 11,62 9,38 Taxa Selic real / IPCA (acumulado 12 meses) % 12,6 8,0 12,6 11,6 7,1 6,2 5,4 3,7 4,8 4,0 Taxa Selic real / IGP-M (acumulado 12 meses) % 13,5 3,4 17,6 10,8 3,8 2,4 11,8 -1,4 6,2 4,6 EXTERNO, CÂMBIO, RISCO E BOLSAQuadro de Projeções Macroeconômicas Domésticas Balança Comercial (US$ bilhões) 24,8 33,7 44,8 46,5 40,0 24,7 25,3 20,2 29,8 21,2 Exportações (US$ bilhões) 73,1 96,5 118,3 137,8 160,6 197,9 153,0 201,9 256,0 268,3 Importações (US$ bilhões) 48,3 62,8 73,5 91,4 120,6 173,2 127,7 181,7 226,2 247,1 Corrente de Comércio (% PIB) 24,0 26,4 24,1 21,0 20,6 22,5 17,3 17,9 19,5 21,3 Déficit em serviços e rendas (US$ bilhões) 23,5 25,2 34,3 37,1 42,5 57,3 52,9 70,4 85,2 85,9 Saldo em conta-corrente (US$ bilhões) 4,2 11,7 14,0 13,6 3,6 -28,2 -19,9 -64,7 -52,6 -63,3 Saldo em conta-corrente (% PIB) 0,75 1,75 1,57 1,25 0,11 -1,70 -1,55 -2,27 -2,13 -2,47 Investimento Direto Estrangeiro (US$ bilhões) 10,1 18,1 15,1 18,8 34,6 45,1 25,9 48,5 66,7 55,0 Risco País (EMBI+) final de período 463 382 311 192 221 428 197 189 190 150 Taxa de câmbio (final de período) R$ / US$ 2,89 2,65 2,34 2,14 1,77 2,34 1,74 1,67 1,88 1,85 Taxa de câmbio (média anual) R$ / US$ 3,07 2,93 2,43 2,18 1,95 1,83 2,00 1,76 1,67 1,86 Desvalorização nominal ponta (%) -18,38 -8,13 -11,82 -8,66 -17,15 31,94 -25,49 -4,09 12,32 -1,38 Desvalorização nominal média (%) 4,78 -4,75 -16,80 -10,56 -10,53 -5,82 8,89 -11,89 -4,85 11,06 Reservas internacionais (US$ bilhões) - liquidez 47,1 54,0 62,1 85,8 180,3 206,8 239,1 288,6 352,0 384,8 Dívida Externa Total Médio e Longo Prazo (US$ bilhões) 214,9 201,4 168,9 172,5 193,2 198,4 202,3 255,2 261,5 296,4 Dívida Externa Líquida / Exportações 2,3 1,5 0,9 0,6 0,1 0,0 -0,2 -0,2 -0,4 -0,3 Reservas Internacionais / Importações 1,0 0,9 0,8 0,9 1,5 1,2 1,9 1,6 1,6 1,6 Rating Soberano Moodys B2 B1 Ba3 Ba2 Ba1 Ba1 Baa3 Baa3 Baa2 - Rating Soberano S&P B+ BB- BB- BB BB+ BBB- BBB- BBB- BBB - IBOVESPA - Pontos 22.236 26.196 33.456 44.474 63.886 37.550 68.588 69.305 56.754 - Resultado primário do setor público (R$ bilhões) 55,6 72,2 81,3 75,9 88,1 103,6 64,8 69,5 128,7 111,4 Resultado primário do setor público (% PIB) 3,3 3,7 3,8 3,2 3,3 3,4 2,0 2,7 3,1 2,5 Resultado nominal do setor público - sem câmbio (% PIB) -5,2 -2,9 -3,6 -3,6 -2,8 -2,0 -3,4 -2,5 -2,6 -2,0 Dívida Líquida do Setor Público (R$ bilhões) 934 982 1.035 1.113 1.201 1.154 1.345 1.457 1.509 1.625 Dívida Líquida do Setor Público (% PIB) 54,8 50,6 48,4 47,3 45,5 38,5 42,1 39,1 36,4 36,4 (1): A partir de 2002 com dados calculados de acordo com a nova metodologia da Pesquisa Mensal de Emprego. Atualizado com dados até 18/maio/2012 (*) Projeções. (**) Este número exclui as receitas extraordinárias do processo de capitalização da Petrobras. nd = não disponível. Fonte: Dados oficiais para números efetivos Elaboração: BRADESCO DEPEC 11
  • 12. Equipe Técnica Octavio de Barros - Diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos Marcelo Cirne de Toledo - Superintendente executivo Economia Internacional: Fabiana D’Atri / Leandro de Oliveira Almeida / Daniela Cunha de Lima /Igor Velecico / Thomas Henrique Schreurs Pires / Matheus Ribeiro MachadoEquipe Técnica Economia Doméstica: Robson Rodrigues Pereira / Andréa Bastos Damico / Ellen Regina Steter / Myriã Bast / Andrea Marcos Angelo / Priscila Pereira Deliberalli Análise Setorial: Regina Helena Couto Silva / Priscila Pacheco Trigo / Rita de Cassia Milani Pesquisa Proprietária: Fernando Freitas / Ana Maria Bonomi Barufi / Leandro Câmara Negrão Estagiários: Mirella P. Amaro Hirakawa / Priscila Monteiro Ortega / Ricardo Romano / Ana Beatriz Ract Pousada / Thiago Chaves-Scarelli / Andre Kengi Alves Hirata O DEPEC – BRADESCO não se responsabiliza por quaisquer atos/decisões tomadas com base nas informações disponibilizadas por suas publicações e projeções. Todos os dados ou opiniões dos informativos aqui presentes são rigorosamente apurados e elaborados por profissionais plenamente qualificados, mas não devem ser tomados, em nenhuma hipótese, como base, balizamento, guia ou norma para qualquer documento, avaliações, julgamentos ou tomadas de decisões, sejam de natureza formal ou informal. Desse modo, ressaltamos que todas as consequências ou responsabilidades pelo uso de quaisquer dados ou análises desta publicação são assumidas exclusivamente pelo usuário, eximindo o BRADESCO de todas as ações decorrentes do uso deste material. Lembramos ainda que o acesso a essas informações implica a total aceitação deste termo de responsabilidade e uso. A reprodução total ou parcial desta publicação é expressamente proibida, exceto com a autorização do Banco BRADESCO ou a citação por completo da fonte (nomes dos autores, da publicação e do Banco BRADESCO). DEPEC 12