RELATÓRIO FINAL DA AUTOAVALIAÇÃO DA UNIABC                       ...
UNIVERSIDADE DO GRANDE ABC ‐ UNIABC                                                     Reitor                            ...
                               A avaliação não é uma tarefa para os que têm medo de ir além das        aparências e de bus...
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Resumo   Este  relatório  apresenta  os  resultados  referentes  à    Avaliação  Institucional  realizada  pela  CPA  no  ...
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Sumário	INTRODUÇÃO  _______________________________________________________________________  9           _1.1.        Crit...
2.3. Dimensão III ‐ Responsabilidade Social da Universidade  ________________________________  56    2.3.1. Síntese qualit...
Introdução   Construir  uma  avaliação  institucional  interna  efetiva,  envolvente,  democrática  e  legítima,  abrangen...
alunos, ex‐alunos, colaboradores e comunidade externa), deixando a critério das instituições a definição do modo de organi...
Anualmente o MEC / INEP publica                                                                                      lista...
processo,  principalmente,  nos  modos  de  operacionalização,  instrumentos  e  técnicas  de  coleta  dados, divulgação e...
Visando atender os objetivos descritos o relatório as ações da CPA foram direcionadas para os processos acadêmicos e admin...
                1.2.  A Universidade do Grande ABC A Universidade do Grande ABC – UniABC – é caracterizada como instituiçã...
A  autorização  para  funcionamento  dos  cursos  de  Ciências  (licenciatura  curta),  Ciências  Biológicas (licenciatura...
No  ano  de  2000,  em  14  de  fevereiro,  entrou  em  funcionamento  o  novo  Campus  da  UniABC,  que  já contava com m...
conduz  o  sistema  didático‐administrativo  da  instituição  é  composta,  hierarquicamente,  pelo  CONSUN (Conselho  Uni...
controle e de intervenção externa, com pouco ou nenhum valor, e acrescenta, ainda, que a natureza da avaliação depende da ...
Para  tanto,  recorremos  regularmente  aos  mecanismos  institucionais  de  comunicação  para  projetar informações,  con...
Entende‐se que a comunicação formal e informal nestas circunstâncias desempenha um papel crucial na disseminação  da  aval...
A  legitimação  do  grupo  de  dirigente  da  UniABC  valida  às  ações  previstas  no  planejamento  da  CPA, mesmo  que ...
Indubitavelmente, a avaliação institucional (interna ou externa) realizada pela CPA da UniABC é sempre polêmica, e por vez...
esta  aprendizagem  necessita  ser  incluída  desde  logo  nos  processos  de  formação                            docente...
Atualmente a CPA possui diversos mecanismos e ambientes de compartilhamento de informações com a  comunidade  acadêmica  d...
a) Caracterização  da  instituição  avaliada  –  onde  se  apresenta  a  instituição,  seus                             hi...
1.3.6. Construção da Autoavaliação na UNIABC.  A Universidade do Grande ABC realiza a avaliação institucional desde 2002 q...
mensurar sugestões e ações de melhoria no processo de avaliação institucional,  operacionalizados no ano de 2009.   Sendo ...
(Vetrinária) e Sandra Lucia Bevevino (Direito).   administrativos;               docente.               Representante Disc...
  Tabela 3: Cronograma de atividades da CPA para 2010 (primeiro semestre)                      ETAPAS                     ...
 Tabela 4: Segundo Semestre  de 2010 ETAPAS                                          AGOSTO        SETEMBRO        OUTUBRO...
Ressaltam‐se  os  prazos  previstos  para  as  etapas,  que  em  ambos  os  cronogramas  foram  atendidos  com  o  rigor n...
     Divulgação dos resultados e ações da CPA na    Área reservada para CPA no site institucional.            Central do A...
Perfil criado da CPA na Rede Social Orkut para      Perfil criado da CPA na Rede Social Facebook   estimular a participaçã...
TEXTO BOLETO BANCÁRIO                PREZADO ALUNO,                De 01/10 a 30/11/10, a CPA realizará a Avaliação dos Pr...
Interface da Avaliação Docente disposta na    Interface da Avaliação Docente disposta na  Central do Aluno no período de c...
Além das estratégias mencionadas, a CPA da UniABC também adotou como estratégia de divulgação e sensibilização as seguinte...
C – Todos os dados foram compilados em MySQL e, posteriormente, tratados em Acess e Excel;  D – Todas as médias demonstrad...
II.   Considerou satisfatórios os quesitos cujas incidências oscilaram entre 45% e 69%, na somatória         dos  conceito...
VII.    Analise  todos  os  projetos  pedagógicos  de  curso  com  o  propósito  de  verificar  sua  aderência  as        ...
2. Avaliação Institucional à luz do SINAES  2.1. Dimensão I ‐ Missão e o Plano de Desenvolvimento Institucional Grupos de ...
Tanto  o  PDI  como  o  PPI  da  UniABC  convergem,  em  seus  objetivos  fundamentais,  na  formação  e  no oferecimento ...
Relatório final da cpa ciclo avaliativo 2010
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Este relatório apresenta os resultados referentes à Avaliação Institucional realizada pela CPA no ano letivo de 2010 sobre a Universidade do Grande ABC a luz da Lei 10.861/04 do SINAES - Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - que versa sobre as 10 Dimensões que as Instituições de Ensino Superior devem observar para realizar o processo avaliativo, bem como o PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional 2007-2011), o PPI (Projeto Político Institucional) e os PPC’s (Projetos Pedagógicos de Curso). Os resultados apresentados ao longo do documento são fruto de pesquisas realizadas, consultas públicas à comunidade acadêmica da UniABC e informações coletadas ao longo do ano de 2010.

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  1. 1.       RELATÓRIO FINAL DA AUTOAVALIAÇÃO DA UNIABC    Relatório final da Avaliação Institucional  realizada no decorrer do ano letivo de  2010 da Universidade do Grande ABC.          Santo André  2011 
  2. 2. UNIVERSIDADE DO GRANDE ABC ‐ UNIABC  Reitor  Prof. Azurem Ferreira Pinto  Vice‐Reitora  Profa. Ana Gracinda Queluz Garci  Pró‐reitor acadêmico  Prof. Ms. Marcos Júlio    COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO 2010    Coordenador: Prof. Claudemir Martins da Silva  Vice‐coordenador: Profa. Eneida Yuri Suda  Secretário Geral: Prof. Alexandre Manduca e Eleandra Ap. Lelli  Representantes Docentes: Profa. Lucirene Ap. Carignato, Profa. Danielle G. Lima, Prof. Odeir Rizo,   Representante dos Coordenadores: Patrícia Santiago Improta  e Prof. Ricardo C. Moreira   Representantes Discentes das Graduações: Fabio Luigi Di Credico (Mecatrônica), Tatiane Nery Martins  (Veterinária) e Sandra Lucia Bevevino (Direito).  Representante Discente Pós‐graduação: Fabio Almeida Franco.  Representante do Corpo Técnico Administrativo: Renato César Parolin e Maria de Fátima M. Batista.   Representa comunidade externa: Ceila Regina Pereira Anhaia de Lemos. (CIEE)      Março   2011     2 
  3. 3.                      A avaliação não é uma tarefa para os que têm medo de ir além das aparências e de buscar o sentido e a gênese da universidade “pública” que temos nem para os que acomodam diante dos problemas e das dificuldades, preferindo lamuriar a falta de verbas, o descompromisso do Estado para com a educação pública, as “crises” da instituição, sem se comprometer com o pensamento, nem romper com o corporativismo, com o individualismo e a partidarização da vida universitária. Pelo contrário, é um trabalho, isto é, um processo de superação do existente e de produção do novo, um desafio para quem não tem medo do questionamento e da crítica, de enfrentar os interesses privados presentes na instituição que se diz pública, nem de fazer história, de se constituir como homem, intelectual, cidadão, ser livre e responsável pelo presente e o futuro da humanidade, da sociedade, da universidade. Ildeu Moreira Coêlho
  4. 4.      4 
  5. 5. Resumo   Este  relatório  apresenta  os  resultados  referentes  à    Avaliação  Institucional  realizada  pela  CPA  no  ano letivo de 2010 sobre a Universidade do Grande ABC a luz da Lei 10.861/04 do SINAES ‐ Sistema Nacional de  Avaliação  da  Educação  Superior  ‐  que  versa  sobre  as  10  Dimensões  que  as  Instituições  de  Ensino Superior  devem  observar  para  realizar  o  processo  avaliativo,  bem  como  o  PDI  (Plano  de Desenvolvimento  Institucional  2007‐2011),  o  PPI  (Projeto  Político  Institucional)  e  os  PPC’s  (Projetos Pedagógicos  de  Curso).  Os  resultados  apresentados  ao  longo  do  documento  são  fruto  de  pesquisas realizadas, consultas públicas à comunidade acadêmica da UniABC e informações coletadas ao longo do ano de 2010.    Palavras‐chave: Avaliação Institucional, Comissão Própria de Avaliação e Universidade do Grande ABC.   
  6. 6.     6 
  7. 7. Sumário INTRODUÇÃO  _______________________________________________________________________  9  _1.1.  Critérios de avaliação interna e externa MEC. ______________________________________  10 1.2.  A Universidade do Grande ABC __________________________________________________  14 1.3.  Pré‐requisitos da Avaliação Institucional na UniABC _________________________________  17  1.3.1.  Divulgação  ________________________________________________________________________ 18  1.3.2.  Envolvimento dos dirigentes __________________________________________________________ 20  1.3.3.  Dificuldades  _______________________________________________________________________ 21  1.3.4.  Formas de acesso ___________________________________________________________________ 23  1.3.5.  Construção de relatórios da avaliação  __________________________________________________ 24  1.3.6.  Construção da Autoavaliação na UNIABC. _______________________________________________ 26 1.4.  Sensibilização da Comunidade Acadêmica _________________________________________  31 1.5.  A Avaliação Institucional quantitativa realizada em 2010_____________________________  36 1.6.  Critérios adotados para a análise dos resultados quantitativos ________________________  37 1.7.  Critérios adotados para a análise dos resultados qualitativos  _________________________  38 2.  AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL À LUZ DO SINAES ________________________________________  40 2.1. Dimensão I ‐ Missão e o Plano de Desenvolvimento Institucional _________________________  40  2.1.1. Síntese qualitativa da CPA sobre a dimensão em análise. ______________________________________ 40 2.2. Dimensão II‐ Política para o Ensino, a Pesquisa, a Pós‐Graduação e Extensão  _______________  45  2.2.1. Síntese qualitativa da CPA sobre a dimensão em análise. ______________________________________ 45 
  8. 8. 2.3. Dimensão III ‐ Responsabilidade Social da Universidade  ________________________________  56  2.3.1. Síntese qualitativa da CPA sobre a dimensão em análise. ______________________________________ 56 2.4.  Dimensão IV – Comunicação com a Sociedade  _____________________________________  62  2.4.1.  Síntese qualitativa da CPA sobre a dimensão em análise. ___________________________________ 63 2.5.  Dimensão V ‐ Políticas de Pessoal ________________________________________________  68  2.5.1.  Síntese qualitativa da CPA sobre a dimensão em análise. ___________________________________ 68 2.6.  Dimensão VI ‐ Organização e Gestão da Instituição  _________________________________  74  _ 2.6.1.  Síntese qualitativa da CPA sobre a dimensão em análise. ___________________________________ 74 2.7.  Dimensão VII‐ Infraestrutura da Universidade  _____________________________________  77  _ 2.7.1.  Síntese qualitativa da CPA sobre a dimensão em análise. ___________________________________ 77 2.8.  Dimensão VIII – Autoavaliação __________________________________________________  88  2.8.1.  Síntese qualitativa da CPA sobre a dimensão em análise. ___________________________________ 88 DADOS DA MANTENEDORA E MANTIDA _________________________________________________  96 2.9.  Dimensão IX ‐ Políticas de Atendimento aos estudantes  _____________________________  98  2.9.1.  Síntese qualitativa da CPA sobre a dimensão em análise. ___________________________________ 98  2.9.2.  Outros aspectos importantes mensurados no levantamento _______________________________ 104 2.10.  Dimensão X ‐ Sustentabilidade Financeira ________________________________________  105  2.10.1.  Síntese qualitativa da CPA sobre a dimensão em análise. __________________________________ 106 CONSIDERAÇÕES FINAIS _____________________________________________________________  109 REFERÊNCIAS ______________________________________________________________________  110     8 
  9. 9. Introdução   Construir  uma  avaliação  institucional  interna  efetiva,  envolvente,  democrática  e  legítima,  abrangendo toda a comunidade acadêmica, não é uma tarefa fácil, pois demanda um olhar apurado das comissões de avaliação sobre a instituição e seus processos, para que possa contribuir efetivamente na melhoria dos aspectos acadêmicos e administrativos da instituição. A autoavaliação institucional é o processo que envolve a Universidade em se conhecer e ser conhecida pela sua comunidade acadêmica e que, articulada à gestão acadêmica, demonstra ter grande potencial para contribuir com as estratégicas institucionais, na busca da melhoria contínua e nos direcionamentos da atividade fim da universidade e na formação de cidadãos críticos, detentores de saberes, capazes de transformar sua realidade social e econômica.  Segundo  a  Comissão  Nacional  de  Avaliação  da  Educação  Superior  –  CONAES  (2004),  a  avaliação institucional interna e externa tem como propósito promover o olhar global das instituições de ensino superior (IES), buscando identificar o grau de coerência entre suas propostas educacionais e sua efetiva realização. Com a publicação da lei nº. 10.861, de 14 de Abril de 2004, que criou o Sistema Nacional de Avaliação da Educação  Superior  –  SINAES  –,  coordenada  pelo  Ministério  da  Educação  (MEC),  Instituto  Nacional  de Estudos  e  Pesquisas  (INEP)  e  CONAES,  que  versa  sobre  as  dez  dimensões,  a  saber:  1.  Missão  e desenvolvimento  institucional;  2.  Políticas  para  o  ensino,  pesquisa  e  extensão;  3.  Responsabilidade social;  4.  Comunicação;  5.  Políticas  de  carreira;  6.  Gestão  institucional;  7.  infraestrutura;  8. Planejamento  e  avaliação;  9.  Atendimento  e  10.  Sustentabilidade  financeira,  obrigando  as  IES  a implantar  a  avaliação  institucional  interna  (autoavaliação)  que  corroborasse  com  os  mecanismos avaliativos externos praticados pelos órgãos reguladores (BRASIL, 2004). Não  obstante,  a  lei  também  fornece  os  parâmetros  para  as  IES,  sobre  como  todos  (avaliados  e avaliadores)  devem  se  portar  diante  de  processos  avaliativos,  visando  a  imprimir  transparência  nas avaliações  e  convergir  para  os  demais  mecanismos  avaliativos  que  regulam  tais  atividades  e  suas responsabilidades (BRASIL, 2004). Ainda, segundo a lei 10.861/04, especificamente, no Art. 11, as IES deveriam, a partir daquele momento, constituir  sua  Comissão  Própria  de  Avaliação  (CPA)  para  proceder  à  autoavaliação  institucional,  e  sua composição deveria ter a representação de todos os segmentos da comunidade acadêmica (professores, 
  10. 10. alunos, ex‐alunos, colaboradores e comunidade externa), deixando a critério das instituições a definição do modo de organização e dinâmica de funcionamento (BRASIL, 2004). O  propósito  das  CPAs  é  executar  diversas  modalidades  de  avaliação  no  âmbito  da  instituição,  tendo como parâmetro as dez dimensões sugeridas pelo SINAES (2009) e, em consonância com os critérios de avaliação  externa,  realizada  pelo  Ministério  da  Educação  cujo  escopo  é  regulatório,  é  procedida  por especialistas previamente designados.   1.1.  Critérios de avaliação interna e externa MEC. Segundo as diretrizes do MEC/CONAES (2004) no documento intitulado Diretrizes para a Avaliação das Instituições  de  Educação  Superior,  tanto  a  autoavaliação,  como  a  avaliação  externa  deve  ter característica pedagógica, formativa e reflexiva. Segue quadro resumo dos processos avaliativos (interno e externo) a que as IES estão sujeitas. Tabela 1: Modalidades de avaliação que as IES são submetidas. TIPO DE AVALIAÇÃO  QUEM AVALIA?  QUANDO ACONTECE?  No credenciamento e  MEC (externa)  recredenciamento de instituições de  ensino superior. Avaliação Institucional (interna e  Pelo menos uma vez ao ano, tendo externa)  como parâmetro as 10 dimensões  CPA (interna)  propostas na lei 10.861/04 do  SINAES. Avaliação do Desempenho dos  Há cada 3 anos (trienal) os cursos são  MEC / Inep Estudantes (ENADE)  avaliados por meio de prova única.  Na autorização de novos cursos, Avaliação dos Cursos de Graduação  reconhecimento de curso e  MEC / Inep (ACG)  renovação de e reconhecimento de  curso*  10 
  11. 11. Anualmente o MEC / INEP publica  lista das IES e seus respectivos  desempenhos nos seguintes Índice Geral de Cursos da Instituição  indicadores: desempenho do alunado  MEC / Inep / SINAES e CAPES. (IGC)  no Enade, Indicador de Diferença  Entre os Desempenhos Observado e  Esperado (IDD), Censo da Educação  Superior e CAPES. Fonte: BRASIL (2003) e CONAES (2004). * as IES que obtém nota superior a 3 no ENADE são isentas da avaliação externa ou in loco. No  entanto,  cada  modalidade  avaliativa  sugerida  ou  imposta  pelos  órgãos  reguladores  demanda  uma abordagem  diferenciada  da  IES  avaliada,  e  todas  relacionam‐se  diretamente,  com  a  autoavaliação executada  pela  Comissão  Própria  de  Autoavaliação  ou  CPA,  pela  sua  capacidade  e  obrigação  de  gerar informações que contribuam com a IES na melhoria dos serviços prestados à sociedade. Passados seis anos após a publicação dos parâmetros versados no SINAES e CONAES para a implantação da avaliação institucional nas IES, ainda se discute os métodos, procedimentos e operacionalização da avaliação  institucional,  propostos  naquele  momento  pelo  governo  brasileiro  às  universidades.  Diante desta incongruência, as IES construíram a avaliação institucional, cada qual a seu modo, optando pelos enfoques: burocrático, consultivo ou participativo (CAVALIERI, MACEDO‐SOARES E THIOLLENT, 2004). Ao  relacionar  os  enfoques  com  as  diretrizes  propostas  na  lei  10861/04  e  as  orientações  do  CONAES, pode‐se  dizer  que  as  três  abordagens  apresentadas  estão  corretas,  pois  segundo  as  instruções  desses órgãos,  as  IES  devem  cumprir  com  as  exigências  legais  dos  órgãos  reguladores  (burocrático),  buscar resultados tácitos para melhorar seus processos (consultivo) e criar um ambiente em que a formação do indivíduo seja um imperativo para o êxito e validade do processo (participativo). O que fazer então? O fato é que conduzir um processo avaliativo contemplando os três enfoques propostos por Cavalieri, Macedo‐Soares  e  Thiollent  (2004)  alinhados  às  dez  dimensões  propostas  pelo  CONAES,  tem  exigido muitos esforços das instituições em compreender a avaliação institucional em profundidade e adequar suas especificidades a esta nova realidade para as instituições de ensino superior brasileiras. Por outro lado, é consenso que a avaliação institucional seja referida como um ‘mal necessário’, e todas as IES reconhecem, em escalas diferentes, o seu potencial educativo, formador e transformador, ainda assim, verifica‐se que é praticamente impossível obter‐se o consenso junto à comunidade acadêmica no 
  12. 12. processo,  principalmente,  nos  modos  de  operacionalização,  instrumentos  e  técnicas  de  coleta  dados, divulgação e formato de relatórios, dentre outros. (DIAS SOBRINHO, 2004). Sousa (2008) e Dias Sobrinho (2000) sugerem que, para construir a avaliação institucional, a IES precisa transpor  as  barreiras  culturais  incutidas  na  instituição,  pois  a  avaliação  institucional  deve  ser emancipatória, formativa e pedagógica, visando à identificação dos valores predominantes nas práticas institucionais, evitando o controle ou a punição, não se limitando em apenas operacionalizar pesquisas quantitativas ou qualitativas, mas organizar e sugerir ações que contribuam com as IES no processo de tomada de decisão, correção de falhas ou canalização de forças. Há  que  se  considerar  também,  que  a  apropriação  do  processo  avaliativo  necessita  de  tempo, envolvimento e entendimento das IES para ser introjetado e incorporado à cultura da instituição, pois a avaliação ultrapassa o limite entre a conformidade e a inconformidade; entre o certo e o errado; entre o realizado  e  o  não  realizado;  desempenhando  um  papel  de  mediadora  entre  o  que  a  comunidade acadêmica almeja e o que a IES avaliada pode oferecer. Assim sendo, considera‐se que seus efeitos não atingem somente o sistema de educação superior, mas têm impactos diretos sobre a sociedade (DIAS SOBRINHO, 2004).  Isto  posto,  nos  últimos  anos  a  Comissão  de  Própria  de  Avaliação  da  UniABC  tem  direcionado  seus trabalhos  na  construção  de  um  processo  avaliativo  útil,  tácito,  emancipatório,  permanente  e transparente,  como  previsto  nos  parâmetros  sugeridos  pelos  órgãos  reguladores,  buscando  entender em  profundidade  as  práticas  organizacionais  vigentes  na  universidade  tanto  nos  aspectos  acadêmicos quanto  administrativos.  Portanto,  o  relatório,  ora  apresentado,  trata,  sobretudo,  de  discorrer  sobre  a universidade  a  luz  das  10  dimensões  macro  propostas  pelo  SINAES,  tendo  como  focos  os  seguintes objetivos:   1. Investigar o cumprimento de cada dimensão no âmbito acadêmico;  2. Analisar o grau de satisfação do alunado em relação ao processo ensino aprendizagem;  3. Verificar  a  coerência  entre  as  políticas  institucionais  e  as  ações  efetivamente  realizadas  no  decorrer de 2010;  4. Identificar as principais demandas acadêmicas institucionais; e  5. Sugerir ações de melhorias para sinalizar para os dirigentes as ações corretivas que devem ser  realizadas.   12 
  13. 13. Visando atender os objetivos descritos o relatório as ações da CPA foram direcionadas para os processos acadêmicos e administrativos da universidade. Para tanto, foi necessário definir os fluxos institucionais (acadêmicos e administrativos) para proceder o acompanhamento dos desdobramentos da avaliação na universidade,  bem  como  a  compilação  da  percepção  da  comunidade  acadêmica  sobre  os  processos institucionais:                
  14. 14.                 1.2.  A Universidade do Grande ABC A Universidade do Grande ABC – UniABC – é caracterizada como instituição privada de ensino superior com fins lucrativos e localiza‐se no município de Santo André, estado de São Paulo. A Instituição teve seu início com o funcionamento da então denominada Faculdade de Filosofia, Ciências e  Letras  de  São  Caetano  do  Sul,  autorizada  pelo  Ministério  da  Educação,  por  meio  do  Parecer  CFE  nº 766/99  e  do  Decreto  nº  65672,  de  29/10/69,  para  abertura  dos  cursos  de  Matemática,  Letras  e Pedagogia,  tendo  como  Entidade  Mantenedora  a  União  para  Formação,  Educação  e  Cultura  do  ABC (UNIFEC).  Em  1971,  sob  CFE  nº  240/71  e  sob  Decreto  nº  68994,  foi  autorizado  o  funcionamento  da Escola Superior de Educação Física e, em 1973, o do curso de Psicologia, sob CFE nº 700 e Decreto nº 72490/73.  14 
  15. 15. A  autorização  para  funcionamento  dos  cursos  de  Ciências  (licenciatura  curta),  Ciências  Biológicas (licenciatura  plena)  e  Estudos  Sociais  (licenciatura  curta  e  licenciatura  plena,  com  habilitação  em Educação Moral e Cívica) ocorreu em 05/11/1973, com CFE nº 2153/73 e Decreto nº 73675/74. O curso de  Fisioterapia,  sediado  na  Faculdade  de  Fisioterapia  de  São  Caetano  do  Sul,  foi  autorizado  em  1986, sob Parecer do CFE nº 355/86 e Decreto nº 93177/86. O curso de Estudos Sociais foi transformado em curso de História e Geografia, com durações plenas, em 1992, com CFE nº 605/91 e Portaria Ministerial nº 1155/92. Os cursos de Ciências Biológicas e Matemática foram autorizados pelo Parecer nº766/91 e pela Resolução nº08/98, do CONSUN. As alterações da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Caetano do Sul, da Escola Superior de Educação Física e da Faculdade de Fisioterapia na Universidade de Formação, Educação e Cultura, com a mesma entidade mantenedora, foram aprovadas pelo Parecer do CFE nº 652/92 e pela Portaria do MEC nº 1868/92. Após  a  criação  da  Universidade,  que  teve  seu  funcionamento  no  início  do  ano  letivo  de  1993,  foram aprovados pelo CONSUN os seguintes cursos: Direito, Ciências Contábeis, Administração, Arquitetura e Urbanismo, Nutrição, Enfermagem, Engenharia de Produção Mecânica, Turismo e Engenharia Mecânica, este, criado em 1994. Em  1996,  o  CONSUN  aprovou  o  funcionamento  dos  cursos  de:  Medicina  Veterinária,  Farmácia,  com habilitação em Farmacêutico Bioquímico e Farmacêutico Industrial, Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda e a habilitação em Tradutor, no curso de Letras (português/inglês). Em  1995,  a  Universidade  de  Formação,  Educação  e  Cultura  (UNIFEC)  passou  a  denominar‐se Universidade do Grande ABC (UniABC), por meio de autorização fixada em Portaria Ministerial nº 1401. Tal mudança surgiu da percepção de que havia potencial para o crescimento de toda a região do Grande ABC e da própria inserção na comunidade desta região. Em  1999,  foram  criados  os  cursos  de  Ciências  da  Computação,  Administração  de  Sistemas  de Informação,  Administração  em  Comércio  Exterior,  Administração  em  Marketing,  Engenharia  Mecânica (modalidade de Automação e Controle), Hotelaria, Propaganda e Marketing e as novas habilitações do curso de Pedagogia. Em 2001, foi aprovado pelo Conselho Universitário o funcionamento dos cursos de graduação  em:  Licenciatura  em  Computação  e  Sistemas  de  Informação,  Química  e  também  os  cursos sequenciais  em  Web‐Sites  e  Gestão  Imobiliária.  No  ano  de  2000,  a  UniABC  mudou  suas  instalações  e sede  para  o  novo  campus,  na  Avenida  Industrial  no.  3.330,  em  Santo  André,  com  modernas  e  amplas instalações, mediante autorização da Portaria de nº 268, de 03 de março, do Ministério da Educação. 
  16. 16. No  ano  de  2000,  em  14  de  fevereiro,  entrou  em  funcionamento  o  novo  Campus  da  UniABC,  que  já contava com mais de 10 mil alunos matriculados;  a UniABC foi escolhida como um dos 79 Destaques do Ano,  pela  Revista  Livre  Mercado,  integrou  o  anuário  Vencedores  2000,  além  de  concorrer  ao  Prêmio Desempenho Cultural; a atleta da Seleção Brasileira de Ginástica Olímpica: Marisa Motta Ficarelli, então aluna  do  curso  de  Fisioterapia  da  UniABC;  e  estréia  da  Banda  UniABC,  sob  a  batuta  do  maestro  Celso Moreira. Pouco  tempo  depois,  em  2001,  foi  aprovado  o  funcionamento  dos  cursos  de  Licenciatura  em Computação,  Bacharelados  em  Sistemas  de  Informação,  e  Licenciatura  e  Bacharelado  em  Química. Também foram aprovados os cursos sequenciais de Web‐Sites e Gestão Imobiliária.  Em  2002,  a  Universidade  do  Grande  ABC  ‐  UniABC  adquiriu,  também  na  cidade  de  Santo  André,  um Centro Esportivo, com treze mil metros quadrados de área, com quadras, ginásios, campo de futebol e salas  esportivas,  destinado  às  aulas  do  curso  de  Educação  Física,    atualmente  neste  espaço  estão concentradas as clínicas escolas Existe  uma  projeção  para  ampliação  do  campus  da  Avenida  Industrial  em  mais  quatorze  mil  metros quadrados,  que  abrigará  uma  nova  biblioteca,  além  de  um  auditório  para  mil  pessoas  e  mais  vinte  e cinco salas de aula. Em 2008, a UniABC conquista os Prêmios GENDRIC (Nutrição), Cidadania sem Fronteiras, Desempenho Cultural (Grupo de Escritores), IES Socialmente Responsável (Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior) e Prêmio Top of Mind (2007 e 2008).   A  UniABC  comprometida  com  a  região  realiza  uma  série  de  eventos  voltados  para  a  comunidade,  tais como: Expo Profissões da UniABC, Simpósio de Empreendedorismo e Fórum de Educação Interdisciplinar, Saúde em Ação (serviços gratuitos, mais de mil atendimentos à comunidade).  Neste  ano  de  2009,  a  UniABC  comemorou  40  anos  de  existência,  com  52  cursos  de  graduação, articulados com os 26 cursos de pós‐graduação e inúmeros cursos e projetos de extensão, ratificando o seu  compromisso  com  a  região  do  Grande  ABC  e  assumindo  a  tarefa  de  ser  um  pólo  de  construção  e reconstrução do conhecimento. Para  tanto conta com 18 grupos de pesquisas cadastrados no CNPq e vários laboratórios de pesquisas que foram organizados para favorecer, por meio da busca contínua do saber, o desenvolvimento desta imensa região que necessita de formação com qualidade.  A IES tem por missão desenvolver o ensino, integrando produção científica, extensão e atendimento à comunidade,  no  sentido  de  formar  profissionais  competentes,  éticos,  conscientes  de  sua responsabilidade  cidadã  e  de  seu  compromisso  com  a  humanidade.  A  estrutura  organizacional  que  16 
  17. 17. conduz  o  sistema  didático‐administrativo  da  instituição  é  composta,  hierarquicamente,  pelo  CONSUN (Conselho  Universitário),  CONSEPE  (Conselho  de  Ensino  Pesquisa  e  Extensão),  Reitoria  (Reitor,  Vice‐Reitor Acadêmico, Pró‐Reitor Acadêmico, Pró‐Reitoria Administrativa Adjunta, Pró‐Reitoria de Pesquisa e Pós‐Graduação e Pró‐Reitoria de Extensão e Relações Comunitárias) e Coordenadorias de Cursos. O  Grande  ABC  é  a  base  e  o  suporte  do  desenvolvimento  dos  estudos  nos  cursos  oferecidos  pela Universidade. A região, além de caracterizar‐se por um grande número de indústrias de manufatura e de empresas  de  serviços,  apresenta  conflitos  básicos  de  gestão,  qualidade  de  apropriação  urbana  e ordenação espacial, cuja problemática passa por soluções municipais conjuntas. Mediante a estes fatos, a formação de profissionais das áreas de Exatas, Humanas, Saúde e Tecnológicas é fundamental para o desenvolvimento da região. Atualmente, a IES conta com 42 (quarenta e um) cursos de graduação nas áreas de Ciências da Saúde, Ciências  Exatas,  Ciências  Humanas  e  Tecnologia,  todos  reconhecidos  ou  autorizados  pelos  órgãos competentes. A Universidade conta ainda com o oferecimento de cursos de pós‐graduação, nos níveis lato‐sensu e MBA e cursos de extensão universitária. Até o fechamento deste relatório, a Universidade contabiliza,  aproximadamente,  350  professores,  380  colaboradores  técnico‐administrativos  e  cerca  de 8.500 discentes.  1.3.  Pré‐requisitos da Avaliação Institucional na UniABC Para se construir um processo de autoavaliação institucional nos moldes sugeridos pelo SINAES, deve‐se considerar aspectos importantes como: ética, métodos, técnicas, infraestrutura, cultura organizacional, dentre outros (DIAS SOBRINHO, 2000). Para  tornar  o  relatório  inteligível  a  CPA  realizou  profundo  estudo  na  literatura  que  trata  da  avaliação institucional  e  elencou,  seis  aspectos  essenciais  que  as  comissões  de  avaliação  devem  observar  ao implantar  ou  operacionalizar  a  Avaliação  Institucional  conforme  segue:  a)  ‐  na  divulgação,  b)  ‐  no envolvimento  dos  dirigentes,  c)  ‐  nas  dificuldades  para  operacionalizar  a  avaliação  institucional,  d)  ‐ formas de acesso as informações, e e) – construção dos relatórios.  Considera‐se  que  esses  aspectos  quando  observados  com  o  rigor  necessário  pelas  comissões,  podem contribui  diretamente,  para  a  consolidação  da  avaliação  no  âmbito  da  instituição  (DIAS  SOBRINHO; BALZAN, 2008; ROUCHY; DESROCHE, 2005; PIRES, 2002).  Segundo Dias Sobrinho (2003, p.148), quando os “objetos e objetivos da avaliação e suas relações” não são  levados em  conta,  a  avaliação  institucional  acaba  por  se  reduzir  a  um  instrumento  de  medida,  de 
  18. 18. controle e de intervenção externa, com pouco ou nenhum valor, e acrescenta, ainda, que a natureza da avaliação depende da forma como foi concebida e estruturada. Ainda,  segundo  o  autor  as  comissões  devem  pautar  suas  atividades  com  base  nos  parâmetros  dos órgãos reguladores e na demanda evidenciadas na avaliação institucional, sempre com vistas a incutir a cultura da avaliação na IES, corroborando com Pires (2002).  [...] a auto‐avaliação favorece a construção de uma cultura de avaliação na Instituição,  contribuindo  para  que  esta  se  prepare  mais  adequadamente  para  as  diversas  avaliações externas a que são submetidas. Neste sentido, segundo o SINAES (2004), os  processos  de  auto‐avaliação  devem  ser  permanentes,  isto  é,  constituir  se  como  uma  cultura internalizada nas estruturas e nas ações institucionais [...] (FREITAS, 2008, p.4). Nesse  sentido,  a  CPA  da  UniABC  procurou  articular  a  avaliação  interna  à  avaliação  externa  de  modo transversal ao SINAES, que está pautado, segundo Dilvo I. Ristoff (apud; SOBRINHO‐BALZAN, 2008, pp. 27‐51),  professor  da  Universidade  Federal  de  Santa  Catarina,  em  sete  princípios,  conforme  segue: “Globalidade; Comparabilidade; Respeito à identidade institucional; Não‐premiação ou punição; Adesão voluntária; Legitimidade e; Continuidade” . A  partir  desses  princípios  pode‐se  afirmar  que  avaliação  ultrapassa  amplamente  os  âmbitos  mais restritos do objeto a que se dirige, ou seja, a IES. Seus efeitos atingem não só o sistema de educação superior  como  também  impactam  a  comunidade  acadêmica  e  a  sociedade  de  forma  geral  (CHAUÍ, 2001). A  avaliação  instrumentaliza  as  instituições,  produzindo  mudanças  nos  currículos,  na  gestão,  nas estruturas gerenciais, nas configurações gerais do processo educativo, nas concepções e prioridades da pesquisa, nas noções de responsabilidade social, enfim, tem a ver com as transformações desejadas não somente  para  a  instituição  melhorar  seu  desempenho  e  a  qualidade  do  conhecimento  que  gera,  mas para contribuir efetivamente com as necessidades sociais. (DIAS SOBRINHO, 2004). 1.3.1. Divulgação O processo de divulgação é um elemento chave para a concretização da avaliação institucional interna, pois  é  o  momento  em  que  a  comunidade  acadêmica  passa  a  apropriar‐se  da  avaliação  institucional como instrumento de vazão aos seus anseios ou de consulta na tomada de decisão, no caso de gestores (SANCHES, 2009).    18 
  19. 19. Para  tanto,  recorremos  regularmente  aos  mecanismos  institucionais  de  comunicação  para  projetar informações,  conclamar  a  comunidade  acadêmica  ou  publicizar  os  relatórios  (KUSNCH,  2002; UNIVERSIDADE DO GRANDE ABC, 2010).  Tais  recursos  variam  de  um  ciclo  avaliativo  para  outro,  mas  via  de  regra  são  eles:  intranet,  sítio institucional, extranet, informativos, jornal, murais, faixas e banners, novas tecnologias da informação e da comunicação (TICs) (RECUERO, 2009).  Além  destes,  são  organizadas  reuniões  segmentadas  e  coletivas  com  alunos,  professores, coordenadores,  colaboradores  e  comunidade  externa,  a  fim  de  discutir  estratégias  de  aplicação, divulgação  dos  resultados  e  metodologias  da  pesquisa  para  aprimorar  o  processo  avaliativo  e  obter  a devolutiva,  tanto  de  avaliadores  como  de  avaliados.  Alguns  autores  chamam  esse  momento  de  meta‐avaliação, ou seja, a avaliação da avaliação (SANCHES, 2009). Nesse cenário a idéia de divulgação traz em seu bojo o aspecto da imparcialidade, pois a mensagem será revestida  de  intencionalidades  persuasivas  e  com  vistas  a  convencer  nossa  comunidade  acadêmica sobre sua relevância da avaliação institucional. Tanto os autores referenciados relatório, como os órgãos reguladores  como  o  CONAES,  SINAES,  MEC  e  INEP,  denominam  esse  processo  de  sensibilização, conforme:  [...]  No  processo  de  auto‐avaliação,  a  sensibilização  busca  o  envolvimento  da  comunidade  acadêmica  na  construção  da  proposta  avaliativa  por  meio  da  realização  de  reuniões,  palestras,  seminários,  entre  outros.  Cabe  ressaltar  que  a  sensibilização  deve  estar  presente  tanto  nos  momentos  iniciais  quanto  na  continuidade  das  ações  avaliativas, pois sempre haverá sujeitos novos iniciando sua participação no processo:  sejam  estudantes,  sejam  membros  do  corpo  docente  ou  técnico‐administrativo  [...]  (MEC/CONAES, 2004). Bem como:  [...]  A  divulgação,  como  continuidade  do  processo  de  avaliação  interna,  deve  oportunizar a apresentação pública e a discussão dos resultados alcançados nas etapas  anteriores.  Para  tanto,  podem  ser  utilizados  diversos  meios,  tais  como:  reuniões,  documentos informativos (impressos e eletrônicos), seminários e outros. A divulgação  deve  propiciar,  ainda,  oportunidades  para  que  as  ações  concretas  oriundas  dos  resultados  do  processo  avaliativo  sejam  tornadas  públicas  à  comunidade  interna  [...]   (p.11‐12). 
  20. 20. Entende‐se que a comunicação formal e informal nestas circunstâncias desempenha um papel crucial na disseminação  da  avaliação  institucional  na  UniABC,  porque  é  por  intermédio  dela  que  a  comunidade acadêmica passar a conhecer a intenção, os resultados e as finalidades (BUENO, 2009).   1.3.2. Envolvimento dos dirigentes Para Belloni (1989) a construção coletiva e democrática da avaliação, deve contar com o envolvimento da gestão superior da IES (reitores, diretores, membros com poder de decisão), desde a proposta inicial, passando  pela  execução  até  a  divulgação  dos  resultados,  para  legitimar  a  CPA  e  todas  as  etapas  do processo avaliativo proposto no planejamento, pois entendemos que a avaliação que visa a mudanças e transformações nas práticas administrativas e acadêmicas, precisa e deve contar com vontade política, por parte do grupo dirigente da instituição (Pinto, 2005). Nesse sentido, a avaliação institucional operacionalizada pela CPA da UniABC constitui‐se em condição básica  para  o  necessário  aprimoramento  do  planejamento  e  da  gestão  da  instituição,  uma  vez  que propicia a constante reorientação de suas ações como assinala Sanches (2009):  [...] conduzir um, processo de avaliação interna, deve‐se favorecer a articulação entre  concepções,  objetivos  e  metodologias  para  promover  processos  de  avaliações  construídos coletivamente, com vistas a levantar informação para tomadas de decisão  de  caráter  político,  pedagógico  e  administrativo,  que  resultem  em  melhorias  institucionais (p.83). Como dito anteriormente, ainda há a falta de entendimento, tanto dos avaliadores, como dos avaliados pela  CPA,  pois  ainda  é  vista  como  instrumento  meritocrático  ou  punitivo.  Com  essa  perspectiva  Pires (2002) tece o seguinte comentário:  Percebe‐se  muito  dentro  das  organizações  acadêmicas  uma  simulada  resistência  em  relação  ao  processo  de  avaliação,  nitidamente  assentada  na  preocupação  deste  instrumento  ser  punitivo,  ou  até  por  evidenciar  mazelas  corporativas  de  interesses  pessoais ou de grupos, em prejuízo dos interesses maiores da instituição. Este prejuízo,  alicerçado na premissa da ação para punição, tem sido registrado como um dos fatores  emperradores  da  alavancagem  e  da  aplicação  deste  instrumento  dentro  das  organizações.  A  cultura  organizacional  de  resistência  às  mudanças,  o  que  fatalmente  ocorrerá com a implantação da avaliação (p.43).  20 
  21. 21. A  legitimação  do  grupo  de  dirigente  da  UniABC  valida  às  ações  previstas  no  planejamento  da  CPA, mesmo  que  de  forma  indireta,  e  sinaliza  para  a  comunidade  acadêmica  a  seriedade  e  importância  do processo na busca da  melhoria da instituição. Conforme especificado no documento  do MEC/CONAES (2004), o qual trata dos requisitos para implantação da autoavaliação institucional.  (c) compromisso explícito dos dirigentes das IES em relação ao processo avaliativo. No  entanto,  isto  não  significa  que  os  dirigentes  devam  ser  os  principais  membros  das  comissões instaladas. O importante é ficar evidenciado que há um apoio institucional  para que o processo ocorra com a profundidade e seriedade necessárias (p.7). A  relevância  do  envolvimento  direto  da  alta  administração  na  avaliação  institucional  concede  à  CPA  a condição de instância política, pois será por intermédio de seus processos avaliativos que a comunidade acadêmica ecoará seus anseios e desejos.  1.3.3. Dificuldades Avaliar  é  um  ato  que  se  exerce  constantemente  em  todo  o  cotidiano.  Toda  vez  que  se  precisa  tomar alguma  decisão  se  avalia  os  prós  e  contras,  sempre  atribuindo  juízos  de  valores.  Podemos  fazê‐lo  por meio de um diálogo construtivo ou, ao contrário, transformar a avaliação em um momento específico, com  espaço  e  tempo  previamente  definidos.  Esta  ou  aquela  opção  dependerá  da  concepção  e  dos objetivos desejados, como observam Sordi e Ludke (2009):  [...]  Segundo  Lima  (2008),  o  estudo  da  escola  é  processo  complexo,  mas  muito  estimulante,  pois  transita  entre  olhares  macroanalíticos  que  desprezaram  as  dimensões  organizacionais  dos  fenômenos  educativos  e  pedagógicos  e  olhares  microanalíticos,  exclusivamente  centrados  no  estudo  da  sala  de  aula  e  das  práticas  pedagógico‐didáticas. Ambos os olhares carecem de um elo que permita compreendê‐ los em relação [...] (p.317). Notadamente, qualquer processo avaliativo deveria ocorrer sob a égide dessa ótica, em função de suas características e princípios norteadores que justificam sua existência, e em teoria, não deveria encontrar muitas dificuldades em sua operacionalização. Mas não é o que acontece! (GADOTTI, 2009). A avaliação institucional tem sido executada em muitas instituições de ensino superior distribuídas pelo país, face sua obrigatoriedade, mas ainda encontra diversas dificuldades por razões políticas, ideológicas ou  até  mesmo  econômicas.  Não  se  discute  mais,  se  a  avaliação  deve  ou  não  ser  efetuada,  mas  como deve se processar e como romper as resistências que ela desencadeia (GADOTTI, 2009). 
  22. 22. Indubitavelmente, a avaliação institucional (interna ou externa) realizada pela CPA da UniABC é sempre polêmica, e por vezes,  causa insegurança em todos os envolvidos, seja na condição de avaliadores ou avaliados.  Não  se  questiona  se  deve  ou  não  deve  ser  feita,  mas  como  deve  ser  feita  de  modo  a minimizar as dificuldades (ROUCHY; DESROCHE, 2005).  Sendo  assim,  a  avaliação  não  pode  ser  vista  como  um  instrumento  de  controle  burocrático  e centralização,  em  conflito  com  a  autonomia,  mas  como  uma  busca  a  ser  institucionalizada  como  um processo  necessário  de  melhoria  da  instituição  nos  aspectos  de  ensino,  pesquisa,  extensão  e  de processos internos. Busca ser instituída até tornar‐se uma necessidade explícita na UniABC. (GADOTTI, 2009). A identificação das dificuldades tornou‐se condição sine qua nom para a operacionalização da avaliação institucional, pois será a partir desses ‘gargalos’ que a CPA da UniABC pode amenizar as resistências em relação ao processo avaliativo. Como sinalizam Sordi E Ludke (2009):  [...] Incorporar novos atores no processo de avaliação da escola e novos ângulos para  análise dos fenômenos educativos implica mudança substantiva na forma de conceber  a avaliação e, mais ainda, na forma de praticá‐la, sobretudo quando se toma a escola e  seus  atores  locais  como  espaço  e  interlocutores  preferenciais  para  gerar  conseqüências aos dados obtidos. A aprendizagem da participação passa a ser realçada  como expressão do reconhecimento dos múltiplos saberes dos atores envolvidos com  o  projeto  pedagógico,  devidamente  trabalhados  para  que  não  se  reproduzam  as  hierarquias entre eles [...] (p.322). Autores  como  Dias  Sobrinho  (2008;  2000;),  Silva  (2010),  Demo  (2005)  e  Pires  (2002)  indicam  que  o público que mais resiste a incorporar a avaliação institucional é o dos professores e dos coordenadores de  curso,  pois  não  acreditam  que  os  resultados  do  processo  de  avaliação  podem  ser  efetivamente utilizados para melhoria da qualidade de programas e projetos institucionais. Sordi  e  Ludke  (2009)  ao  abordar  a  questão  da  resistência  dos  públicos  em  relação  à  avaliação institucional, sugerem que o processo de sensibilização deve começar na formação do docente, ou seja, quando este estabelece o primeiro contato com a instituição.  Esta cultura da avaliação ajuda a entender (não a justificar) as recusas freqüentes de  alguns  professores  de  discutir  suas  práticas  pedagógicas  o  que  se  confronta  com  o  discurso  de  trabalho coletivo  presente na escola.  A  autonomia  do  docente  não pode  ser confundida com autonomização. Não tem ele a prerrogativa de decidir, por si só,  algo  que  afeta  o  bem  comum  e  marca  o  projeto  pedagógico  da  escola.  Certamente  22 
  23. 23. esta  aprendizagem  necessita  ser  incluída  desde  logo  nos  processos  de  formação  docente  para  promover  mudanças  na  cultura  escolar,  sobretudo  no  tocante  á  avaliação (p.316). Já  Demo  (2005),  infere  que  essas  resistências  podem  ser  justificadas  na  prerrogativa  da  avaliação  ao mensurar  os  processos  instituídos  na  IES,  inclusive  de  ensino‐aprendizagem  e  práticas  pedagógicas executadas pelos docentes dentro de sala de aula.  Independente  da  posição  dos  autores,  o  fato  é  que  a  CPA  da  UniBAC  busca  suplantar  os  focos  de resistências para poder dar continuidade do processo avaliativo e as estratégias depende basicamente do feedback obtido em cada ciclo avaliativo demandando tempo para que o fantasma da punição e da meritocracia, que permeia a avaliação, seja banido da nossa atmosfera acadêmica.  1.3.4. Formas de acesso Um processo avaliativo assemelha‐se a uma história que tem começo, meio e nunca tem fim devido seu caráter permanente. E como toda boa história, ela precisa ser contada repetidas vezes, pois sempre terá um  novo  ouvinte  fazendo  novos  e,  velhos  questionamentos,  sobre  como  começou,  quem  são  os principais personagens, quem são os vilões, os mocinhos, os neutros e assim por diante.  Trazendo  a  metáfora  para  o  foco  do  relatório,  notadamente  a  continuidade  da  avaliação  institucional depende  de  como  ela  é  apresentada  para  o  ouvinte/leitor.  A  comunidade  acadêmica  deve  ter elementos  suficientes,  para  entender  preliminarmente  a  história  e  seu  enredo.  (DIAS  SOBRINHO  E RISTOFF, 2000). Cientes dessa pré‐condição a CPA da UniABC tem se esforçado, na medida do possível, na prestação de contas de todas as suas atividades à comunidade acadêmica. Para  propiciar  esse  momento,  a  CPA  recorre  aos  canais  comunicativos  da  UniABC,  tradicional  ou  não, buscando  fornecer  esses  elementos  e  estimular  as  discussões  necessárias  ao  processo,  pois  considera que a avaliação só se justifica se a comunidade acadêmica participar efetivamente de todas as etapas do processo (KUNSCH, 2002). Dias Sobrinho e Ristoff (2000) e Silva (2010) quando tratam da avaliação institucional, sugerem para as instituições disponibilizar previamente os documentos e relatórios produzidos na avaliação institucional para  sua  comunidade  acadêmica,  com  vistas  a  estimular  a  discussão  internamente  e  posteriormente transcender os ‘muros’ da instituição. 
  24. 24. Atualmente a CPA possui diversos mecanismos e ambientes de compartilhamento de informações com a  comunidade  acadêmica  da  universidade,  seja  por  canais  tradicionais  ou  meios  eletrônicos  e, geralmente, os resultados da avaliação institucional são tornados públicos em um desses formatos.  Tal postura justifica‐se, visto que a CPA entende que possibilitar o acesso da comunidade acadêmica às informações e documentos (preliminares) sobre o processo avaliativo contribui, substancialmente, com a construção da avaliação institucional, além de imprimir a conotação democrática e participativa (DIAS SOBRINHO e BALZAN, 2008). Para tanto coube a CPA debruçar‐se sobre a comunicação organizacional da UniABC, para verificar suas possibilidades, entender seus fluxos comunicativos, conforme assinala Kunsch (2003), para utilizá‐los de acordo com a estrutura e cultura organizacional dominante na universidade.   1.3.5. Construção de relatórios da avaliação A atividade avaliativa desemboca naturalmente em relatórios, que podem ser impressos ou eletrônicos cujo  objetivo  principal  é  comunicar  os  resultados  da  avaliação  a  grupos  de  interesse  tais  como: avaliadores  externos,  alunos,  professores,  coordenadores,  funcionários,  dirigentes,  sociedade, comunidade,  enfim  todos  aqueles  que  estabelecem  alguma  relação  com  a  instituição  de  ensino  (DIAS SOBRINHO E RISTOFF, 2000).  Os  relatórios  devem  ser  construídos  com  foco  nessa  diversidade  de  grupos  e  leitores,  portanto  sua clareza  é  fundamental  na  comunicação  das  informações  e  no  caráter  analítico  e  interpretativo  dos resultados obtidos. Além disso, é desejável que o relatório apresente sugestões para ações de natureza administrativa, política, pedagógica e técnico‐científica a serem implementada (SINAES, 2004). Segundo  Dias  Sobrinho  e  Ristoff  (2000)  o  relatório,  entre  outras  coisas,  explicita  os  instrumentos utilizados na coleta de dados, os métodos, as técnicas, os achados, as sugestões de melhorias, enfim os pontos fortes e fracos da instituição avaliada, devendo expressar o resultado do processo de discussão, de  análise  e  interpretação  dos  dados  advindos,  principalmente,  do  processo  de  autoavaliação  e  ser capaz  de  incorporar,  quando  estiverem  disponíveis,  os  resultados  da  avaliação  de  cursos  e  de desempenho de estudantes. O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP, 2004), sugere em seus documentos oficiais  que  os  relatórios  da  avaliação  institucional  devem  atender,  minimamente,  aos  seguintes requisitos:  24 
  25. 25. a) Caracterização  da  instituição  avaliada  –  onde  se  apresenta  a  instituição,  seus  histórico, sua inserção na comunidade local e sua evolução no quadro social.  b) Apresentação  da  avaliação  ‐  Relato  do  processo  do  trabalho  desenvolvido,  destacando,  a  metodologia,  os  instrumentos  utilizados  para  operacionalizar  a  proposta  de  autoavaliação,  as  formas  de  análise  e  de  tratamento  dos  dados,  de  acordo  com  a  missão  e  os  objetivos  da  IES,  a  divulgação  e  seus  possíveis  desdobramentos no âmbito institucional.  c) Desenvolvimento  ‐  Explicitar  as  ações  planejadas  para  a  realização  da  avaliação  institucional;  as  ações  realizadas  pela  IES  no  decorrer  do  processo  avaliativo;  os  resultados  alcançados,  destacando  as  fragilidades  e  as  potencialidades;  como  são  incorporados  estes  resultados  no  planejamento  da  gestão  acadêmico‐ administrativa.   d) Aderência ao SINAES – Sugere também que os relatórios devem conter a descrição  das ações e resultados relativos a cada uma das dez dimensões contidas na Lei que  institui o SINAES (2004).  A  confecção  de  um  relatório  que  trata  da  avaliação  institucional  exigiu  da  CPA  um  alto  grau  de discernimento,  pois  as  informações  relacionados  nesses  documentos  representam  os  anseios  e necessidades da comunidade acadêmica em relação à UniABC. Entendemos assim, que este documento deve contribuir com a instituição em seu planejamento institucional e na priorização das ações técnicas, pedagógicas e administrativas (FREITAS, 2003). Michael Panton (apud; Dias Sobrinho e Ristoff, 2000) diz que os relatórios devem ter equilíbrio entre a descrição e análise e complementa:   [...]  ao  considerar  o  que  omitir,  é  preciso  decidir  quanta  descrição  deve  ser  incluída.  Descrição  detalhada  e  citações  são  qualidades  essenciais  de  relatórios  qualitativos.  Descrições  suficientes  e  citações  diretas  devem  ser  incluídas  para  permitir  que  os  leitores  entendam  plenamente  um  programa  ou  uma  instituição  bem  como  os  pensamentos das pessoas representadas no relatório [...](p.124). Ademais, com a apresentação dos pré requisitos, devidamente justificados, nos parágrafos anteriores, para  a  realização  da  avaliação  institucional  na  UNIABC  partilharemos  de  agora  em  diante  um  breve histórico sobre as etapas macro da construção do processo no âmbito institucional.     
  26. 26. 1.3.6. Construção da Autoavaliação na UNIABC.  A Universidade do Grande ABC realiza a avaliação institucional desde 2002 que, inicialmente, envolvia apenas  o  corpo  técnico‐administrativo,  o  docente  e  o  discente.  O  processo  consistia  em  realizar  a avaliação  semestralmente,  contando  com  a  participação  da  totalidade  de  alunos  da  Instituição,  que avaliavam  itens  como  a  infraestrutura  da  Universidade,  biblioteca,  laboratórios,  áreas  de  convivência, bem como, o atendimento dos setores: financeiro, secretaria e protocolo.  Em  2004,  com  a  promulgação  da  Lei  10.861/04  do  SINAES,  a  UniABC  criou  sua  primeira  Comissão Própria  de  Avaliação  (CPA)  composta  com  representantes  dos  segmentos  que  compõem  sua comunidade  acadêmica  (ver  tabela  abaixo)  e  com  o    propósito  de  elaborar  seu  projeto  de  avaliação institucional, de acordo com os preceitos da lei em vigor. Com  a  elaboração  do  projeto  de  avaliação  institucional,  a  partir  de  2005,  a  UniABC  passou  a  fazer  a autoavaliação de forma sistemática, data em que também foi constituída sua segunda CPA. Deste ano em diante, a Universidade passou a executar aprimorar o processo de coleta, análise e divulgação dos resultados. Em  2006,  a  CPA  reformulou  os  instrumentos  de  coleta  de  dados  e  realizou  a  avaliação  institucional, visando à totalidade da Universidade, os relatórios desta avaliação foram encaminhados para a análise dos dirigentes que, após análise, autorizaram a divulgação dos resultados nas reuniões de planejamento para o segundo semestre daquele ano. Em  2007/1,  2007/2  e  2008/1,  o  procedimento  foi  o  mesmo,  porém  estas  CPA’s  não  desenvolveram atividades  de  acompanhamento  das  melhorias  ou  divulgação  dos  resultados  para  a  comunidade acadêmica. Saliente‐se que as referidas comissões alteraram as formas de coleta, análise e tratamento dos  dados.  Após  muitos  questionamentos  da  comunidade  acadêmica  dos  critérios,  operacionalização, legitimidade  e  divulgação  dos  resultados  apurados,  a  UniABC  procedeu  à  troca  de  coordenador    e membros da Comissão Própria de Avaliação. A partir do segundo semestre de 2008, os trabalhos da CPA foram redimensionados visando a aprimorar o processo autoavaliativo institucional, os procedimentos foram revistos com a comunidade acadêmica e os instrumentos reformulados. Todos os resultados da pesquisa foram divulgados por meio impresso e eletrônico. Apesar de todos os esforços promovidos pelas comissões anteriores, a CPA de 2009 diagnosticou que, ainda,  havia  ajustes  para  fazer  e,  novamente,  conclamou  a  comunidade  acadêmica  da  UniABC  para  26 
  27. 27. mensurar sugestões e ações de melhoria no processo de avaliação institucional,  operacionalizados no ano de 2009.   Sendo  assim,  em  2009  a  comissão  de  avaliação  no  uso  de  suas  prerrogativas  promoveu  uma  série  de encontros, palestras e reuniões com os segmentos da comunidade acadêmica para validar as alterações do processo avaliativo.  Como  resultado  desse  esforço  a  CPA,  desde  então,  passou  a  implementar  paulatinamente  ações  que pudessem convergir com as diretrizes do SINAES e ao mesmo tempo satisfazer a comunidade acadêmica de modo geral.  Ao  final  do  ciclo  avaliativo  de  2009  novamente  a  CPA  deparou‐se  com  a  necessidade  de  promover  a meta‐avaliação, pois identificou alguns gargalos que necessitavam de ajustes para que o ciclo avaliativo posterior decorresse de modo satisfatório. No processo de meta‐avaliação a Comissão de Avaliação deliberou que a Avaliação Institucional Global da Universidade deveria ser realizada, ainda, no primeiro semestre do ano letivo para que a divulgação e acompanhamento das ações corretivas pudessem ser verificadas in loco.   Sendo assim, no início de 2010 a CPA redefiniu seu cronograma de trabalho, prevendo duas avaliações docentes  e  uma  com  a  comunidade  externa(empresas).  Segue  tabela  contendo  os  membros  das comissões, as atividades, o tipo de estudo realizado no ano letivo e os cronogramas de atividades. Tabela 2: Comissões e atividades realizadas em 2010.  Ano  Comissão de Avaliação  Atividades  Tipo de estudo realizado  Coordenador: Claudemir Martins da Silva   Avaliação dos Docentes da  Divulgação dos resultados  Universidade.  Vice‐coordenador: Eneida Yuri Suda.  Elaboração e publicação do    Secretária geral : Eleandra Ap. Lelli.   relatório final da avaliação  Levantamento das  Representantes Docentes: Odeir Rizo e  institucional;  fragilidades e 20101   Alexandre Manduca.  Avaliação do corpo docente  potencialidades  institucionais.  Representante Coordenador: Patrícia Santiago  da UniABC;    Improta.  Reuniões setorizadas para  54%  Alunos da UniABC  Representantes Discentes Graduações: Fabio  acompanhamento das  responderam  Luigi Di Credico (Mecatrônica), Marcio de  ações corretivas nos níveis  espontaneamente o  Menezes Alves (Logística), Tatiane Nery Martins  acadêmicos e  questionário de avaliação 
  28. 28. (Vetrinária) e Sandra Lucia Bevevino (Direito). administrativos; docente.  Representante Discente Pós graduação: Fabio  Publicização dos relatórios    Almeida Franco.  da avaliação institucional;  Estudo dos referenciais  teóricos que trata da  Representante Técnico Administrativo: Renato  Reformulação do  avaliação institucional.  César Parolin e Maria de Fátima Marques  instrumento de coleta de    Batista.  dados dos professores.  Representante Comunidade externa: Ceila    Regina Pereira Anhaia de Lemos.    Coordenador: Claudemir Martins da Silva     Vice‐Coordenador: Eneida Yuri Suda.  Execução da Avaliação    Secretário Geral : Alexandre Manduca   Docente;  Avaliação dos Docentes da  Representantes Docentes: Lucirene Ap.  Execução da Avaliação com  Universidade.  Carignato e Danielle G. Lima                      a Comunidade externa    (empresas da região);  Análise dos PPCs de cursos  Representante Coordenador: Ricardo C.  de graduação.  Moreira               Atualização das 10    dimensões do SINAES;  Representantes Discentes Graduações: Fabio  Estudo dos referenciais 20102   Desenvolvimento de plano  teóricos que trata da  Luigi Di Credico (Mecatrônica), Tatiane Nery  Martins (Veterinária) e Sandra Lucia Bevevino  estratégico de  avaliação institucional.  (Direito).  comunicação;    Representante Discente Pós Graduação: Fabio  Estruturação de grupo de  56%  Alunos da UniABC  Almeida Franco.  pesquisa da CPA;  responderam  espontaneamente o  Representante Técnico Administrativo: Renato  Avaliação dos PPCs de todos  questionário de avaliação  César Parolin e Maria de Fátima Marques  os cursos de graduação da  docente.  Batista.  UniABC.    Representante Comunidade Externa: Ceila  Regina Pereira Anhaia de Lemos.  Fonte: Comissão Própria de Avaliação da UniABC, 2010.  28 
  29. 29.   Tabela 3: Cronograma de atividades da CPA para 2010 (primeiro semestre)  ETAPAS  FEVEREIRO  MARÇO  ABRIL  MAIO  JUNHO 1. Formação da CPA.                     2. Entrega dos resultados da pesquisa realizada                    em 2009/2 para os dirigentes institucionais. 3. Definição das estratégias de divulgação dos  resultados da pesquisa realizada em 2009/2.  3.1. Elaboração do cronograma de                  divulgação;  3.2. Elaboração do cronograma de reuniões. 4. Distribuição dos trabalhos entre os membros                      da CPA. 5. Levantamento das informações pertinentes  as 10 dimensões previstas no SINAES e                      executadas pela UniABC. 6. Elaboração dos relatórios parciais (discentes,                    docentes e colaboradores). 7. Elaboração do relatório final da auto‐ avaliação do ano de 2009 para ser postado                    no Inep. (prazo limite até 30/03/2010) 8. Reunião de revisão dos questionários da  pesquisa com a comunidade acadêmica.                8.1. Elaboração de cronograma de execução 9. Revisão das ferramentas de coletas de dados                  com o CPD da UniABC. 10. Implementação da “oficina” renovação de                  reconhecimento. 11. Organização do I Fórum das Comissões de                    Avaliação do ABC. 12. Planejamento da CPA 2010/2.                     
  30. 30.  Tabela 4: Segundo Semestre  de 2010 ETAPAS  AGOSTO  SETEMBRO  OUTUBRO  NOVEMBRO  DEZEMBRO 1. Formação da CPA.                     1.1. Planejamento e organização dos trabalhos a serem executados no decorrer do semestre letivo. 2. Distribuição dos trabalhos a serem                   executados no decorrer do semestre letivo, entre os membros. 3. Coleta de informações institucionais     para serem analisadas pela CPA. 3.1.  Confecção do Relatório final do ciclo avaliativo 2008‐2010. 4. Pré‐teste e validação do                   questionário de avaliação docente. 5.  Definição das estratégias de         sensibilização.     5.1. Colocar o Blog da CPA no “ar”.  6. Inicio da coleta de dados previsão               01/10/10. 7.  Tabulação dos dados alunos,                     professores, coordenadores, funcionários, egressos e comunidade externa. 8. Elaboração e entrega dos relatórios                   parciais e finais para dirigentes e coordenadores. 9. Entrega dos relatórios aos dirigentes                     e coordenadores da universidade. 10. Planejamento das atividades da                     CPA para 2011/1 e revisão de todos os questionários da avaliação institucional global a ser realizada em 2011. Fonte: Comissão Própria de Avaliação, 2010.    30 
  31. 31. Ressaltam‐se  os  prazos  previstos  para  as  etapas,  que  em  ambos  os  cronogramas  foram  atendidos  com  o  rigor necessário para mensurar os indícios e indicadores que subsidiaram o relatório que ora se apresenta.    1.4. Sensibilização da Comunidade Acadêmica  Considerando  que  a  Avaliação  Institucional  deve  contemplar  número  expressivo  da  comunidade acadêmica da UniABC para validar as percepções quantitativas e qualitativas das instâncias previstas nos diversos instrumentos de coletas de dados.   A  CPA  adotou  uma  série  de  estratégias  comunicativas,  de  forma  que  toda  comunidade  acadêmica pudesse participar e se manifestar no decorrer do processo avaliativo. Segue exemplos das modalidades comunicativas adotadas nos dois períodos:       Inserção dos relatórios e endereço eletrônico do  Inserção dos relatórios na Central do Professor. Blog da CPA na intranet da UniABC. 
  32. 32.   Divulgação dos resultados e ações da CPA na  Área reservada para CPA no site institucional. Central do Aluno da UniABC.  Blog da CPA onde são divulgadas todas as  Divulgação do Blog da CPA no site  ações realizadas pela CPA.  institucional.  32 
  33. 33. Perfil criado da CPA na Rede Social Orkut para  Perfil criado da CPA na Rede Social Facebook  estimular a participação de ex‐alunos da  para compartilhar informações da UniABC.  UniABC. Perfil criado da CPA na Rede Social Twitter para Prestação de contas sobre a performance do  compartilhar informações da UniABC.  Blog da CPA. 
  34. 34. TEXTO BOLETO BANCÁRIO  PREZADO ALUNO,  De 01/10 a 30/11/10, a CPA realizará a Avaliação dos Professores. Não deixe  de  participar,  basta  acessar  a  Central  do  Aluno.  A  sua  opinião  é  muito  importante para UNIABC aprimorar os serviços prestados a VOCÊ.  Contamos com sua participação!  COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO   www.cpauniabc.blogspot.comDisponibilização do Relatório Final da UniABC em  Informe tratando da Avaliação de Docentes,ambientes colaborativos (Scribd, Slideshare entre  afixados nos murais de cada sala de aula.  outros).  34 
  35. 35. Interface da Avaliação Docente disposta na  Interface da Avaliação Docente disposta na  Central do Aluno no período de coleta de  Central do Aluno no período de coleta de  dados.  dados. Interface da Avaliação Docente disposta na  Interface da Avaliação Docente disposta na  Central do Aluno no período de coleta de  Central do Aluno no período de coleta de  dados.  dados. 
  36. 36. Além das estratégias mencionadas, a CPA da UniABC também adotou como estratégia de divulgação e sensibilização as seguintes ações:  1. Inserção  de  textos  antes,  durante  e  depois  da  pesquisa  no  Comunicado  Institucional,  com  periodicidade  semanal  e  são  lidos  pelos  professores  em  salas  de  aula,  no  primeiro  dia  da  semana;  2. Publicação,  em  conjunto  com  departamento  de  marketing,  um  informativo,  denominado  “Notícias no Campus”, divulgando a avaliação institucional;  3. Envio de‐mails segmentados para coordenadores de cursos, chefes de departamentos, parceiros  e egressos. O esforço em divulgar a avaliação institucional justifica‐se na crença de que esta comissão tem no uso dos canais de comunicação como mediador das relações e anseios da comunidade acadêmica.   1.5.  A Avaliação Institucional quantitativa realizada em 2010  Por  se  tratar  de  uma  avaliação  exploratória  quantitativa,  indicial,  de  método  dedutivo,  tendo  como instrumento de coleta de dados questionários eletrônicos, definiram‐se os seguintes critérios para fins de tratamento, análise e interpretação dos dados coletados, a saber: A  ‐  Validação  de  todos  os  questionários  aplicados  no  decorrer  da  pesquisa  para  mensurar  a funcionalidade  do  sistema  e  o  tempo  médio  que  cada  respondente  levaria  para  completar  o questionário;  1. Alunos, de 7 a 15 minutos.   2. Professores, de 10 a 15 minutos.   3. Coordenadores, de 10 a 15 minutos.   4. Pós‐graduação, de 6 a 10 minutos.   5. Funcionários, de 10 a 15 minutos.   6. Egressos, de 6 a 10 minutos.   7. Comunidade, de 5 a 8 minutos.  B ‐ Exclusão dos questionários que apresentaram as seguintes características:   1. Não respondidos em sua completude;  2. Cujo respondente optou por atribuir apenas um conceito para todos os itens;  3. Respondidos em duplicidade;  4. Respondidos no tempo inferior a 6 minutos;  5. Cujo respondente optou por atribuir apenas 01 conceito para cada grupo.  36 
  37. 37. C – Todos os dados foram compilados em MySQL e, posteriormente, tratados em Acess e Excel;  D – Todas as médias demonstradas estatisticamente utilizaram de aritmética simples, pois consideramos os  resultados  da  pesquisa  como  indiciais,  devendo,  portanto,  o  tomador  de  decisão  de  realizar  as inferências necessárias acerca dos dados.  Tais  critérios  foram  adotados  para  minimizar  os  possíveis  vieses  que  as  pesquisas,  naturalmente, apresentariam no ato da coleta de dados, cujas variáveis, muitas vezes, extrapolam os trabalhos desta comissão. O esforço desta ação justifica‐se em municiar os tomadores de decisão com dados legítimos, o mais próximo possível de sua realidade. Dessa  forma,  consideramos  que  as  proporções  foram  geradas  apenas  com  base  nas  respostas  válidas para cada questão, sendo definida a seguinte escala de valores para as questões: 1 Péssimo, 2 Ruim, 3 Regular,  4  Bom,  5  Ótimo  e  Sem  Opinião,  para  aqueles  que  não  quisessem  se  manifestar  ou desconhecessem  o  conteúdo  da  questão.  Sendo  este,  último,  desconsiderado  no  cálculo  da  média aritmética. Exemplo de fórmula utilizada =((1*C5)+(2*D5)+(3*E5)+(4*F5)+(5*G5))/H5.  Para  facilitar  o  entendimento  dos  respondentes,  optou‐se  por  categorizar  todos  os  instrumentos  de coleta de dados (questionários) em grupos de referência e considerou‐se, também, que alguns grupos deveriam  ser  comuns  a  todos  os  públicos  para  fins  do  estabelecimento  de  comparativos  com  as pesquisas  vindouras  e  de  auxiliar  a  Universidade  no  processo  de  avaliação  institucional,  a  saber: informações  gerais;  infraestrutura;  avaliação  do  curso;  atendimento;  avaliação  dos  serviços universidade; serviços e comunicação institucional. Outras  categorias  foram  utilizadas,  visando  a  contemplar  os  aspectos  específicos  que  circundam  os universos  pesquisados  e,  ao  final  de  cada  grupo,  foi  disponibilizada  uma  questão  aberta,  de  caráter qualitativo,  de  modo  que  o  respondente  pudesse  manifestar  suas  opiniões,  críticas  e/ou  sugestões acerca do processo ou do item avaliado.  1.6.  Critérios adotados para a análise dos resultados quantitativos Com o propósito de melhorar o entendimento de todos, a comissão adotou os seguintes critérios para analisar os resultados da pesquisa:  I. Classificou como POTENCIALIDADE as perguntas que obtiveram incidências superiores a 70% na  somatória  dos  conceitos  BONS  e  ÓTIMOS,  pois  entendemos  que  existe  um  alto  grau  de  satisfação em relação ao quesito; 
  38. 38. II. Considerou satisfatórios os quesitos cujas incidências oscilaram entre 45% e 69%, na somatória  dos  conceitos  BONS  e  ÓTIMOS,  portanto  não  caracterizando  POTENCIALIDADE  ou   FRAGILIDADE;  III. Considerou  frágeis  os  quesitos  que  obtiveram  índices  superiores  a  40%  na  somatória  dos  conceitos  PÉSSIMO,  RUIM  e  REGULAR,  visto  que  os  aspectos  encontram‐se  no  limiar  da  satisfação e insatisfação;  IV. Omitiu  nomes  de  professores,  coordenadores  ou  funcionários  técnico‐administrativos  para  preservar os profissionais e para fins de publicação dos relatórios, pois consideramos que estes  recebem a devolutiva da avaliação de suas respectivas chefias imediatas;   V. Desconsiderou  a  resposta  SEM  OPINIÃO,  pois  para  fins  da  análise,  em  alguns  quesitos,  entendemos  que  quem  optou  por  esta  resposta  desconhecia  o  assunto  ou  simplesmente  quis  abster‐se do questionamento;  VI. Formatou todos os dados quantitativos e os apresentou gráfica e descritivamente.  1.7.  Critérios adotados para a análise dos resultados qualitativos Considerando que a análise qualitativa demanda um olhar apurado sobre as áreas, a CPA no uso de suas atribuições, definiu os seguintes procedimentos para fazer suas objeções:  I. Compilação  do  instrumento  de  ações  preventivas  e,  ou  corretivas,  preenchidos  pelos  departamentos e coordenadores de curso a partir da ciência de seu desempenho na avaliação  institucional.  II. Exercício realizado junto aos coordenadores que foram submetidos a processos de renovação de  reconhecimento e reconhecimento pelo mec.  III. Visitação  às  empresas  parceiras  da  universidade  afim  de  mensurar  a  aderência  dos  cursos  oferecidos pela universidade a sua comunidade de origem. IV. Participação  nas  reuniões  setoriais  com  coordenadores,  dirigentes,  colaboradores  e  discentes,  para sensibilizá‐los quanto à importância dos processos de avaliação institucional.  V. Acompanhamento das ações institucionais de cunho acadêmico tais como: eventos, simpósios e  semanas de cursos. VI. Ao  final  de  cada  grupo  de  questões  nos  instrumentos  de  pesquisas,  disponibilizou  algumas  questões  abertas  para  que  alunos,  professores,  coordenadores,  colaboradores,  egressos  e  comunidade externa pudessem manifestar suas opiniões.  38 
  39. 39. VII. Analise  todos  os  projetos  pedagógicos  de  curso  com  o  propósito  de  verificar  sua  aderência  as  diretrizes institucionais e SINAES. VIII. Criação  de  diversos  ‘espaços  virtuais’  em  ambientes  colaborativos  para  aferir  o  impacto  das  ações institucionais sobre a comunidade acadêmica em geral. Portanto,  o  resultado  demonstrado  neste  relatório  configura  todos  os  esforços  já  descritos,  pois  a proposta dos trabalhos realizados pela CPA sempre foi e será a de auxiliar a  Universidade a atingir os requisitos  de  qualidade  exigidos  pelos  órgãos  reguladores  do  ensino  superior,  pela  sua  comunidade acadêmica e pelo mercado de trabalho. Ressalta‐se  que  no  decorrer  ciclo  avaliativo  2010,  outras  atividades  forma  realizadas,  buscando estimular  a  comunidade  acadêmica  ao  autoconhecimento  e  acreditando  ter  obtido  significativos avanços,  tendo  contado  com  o  apoio  incondicional  dos  dirigentes  e  de  profissionais  que  atuam  em diversos departamentos da Universidade, dentre eles: CPD, Núcleo de Estágio, Marketing, Reitoria, Vice‐Reitoria acadêmica e adjunta, Segurança, entre outros.  O  desafio  de  pensar  mecanismos  para  promover  uma  avaliação  dessa  envergadura  exigiu  esforços, ética, maturidade e concessões de todos os envolvidos seja na condição de avaliadores ou de avaliados. Sendo assim, é legitimo afirmar que a cultura avaliativa na UniABC consolidou‐se, pois toda comunidade acadêmica  percebeu  sua  importância  na  melhoria  nos  aspectos  acadêmicos  e  administrativos  da universidade. Destarte,  segue  a  compilação  dos  resultados  (quantitativos  e  qualitativos)  apurados  a  partir  das pesquisas,  acompanhamentos  e  análises  realizadas  pela  CPA  da  UniABC,  no  decorrer  do  ano  letivo  de 2010.     
  40. 40. 2. Avaliação Institucional à luz do SINAES  2.1. Dimensão I ‐ Missão e o Plano de Desenvolvimento Institucional Grupos de indicadores  Fontes de consultas  1. Organização didático pedagógica.  2. Coerência entre objetivos, diretrizes e formação profissional.  PDI,  PPC,  Regimento  geral  da  3. Integração do ensino com a pesquisa e a extensão.  Universidade  e  resultados  da  4. Interdisciplinaridade.  Avaliação Institucional.  5. Flexibilidade curricular.  2.1.1. Síntese qualitativa da CPA sobre a dimensão em análise. Para realizar a análise desta dimensão a CPA utilizou como fonte de consulta os seguintes documentos: PDI, PPCs, Regimento Geral da UniABC e os resultados qualitativos apurados na Avaliação Institucional.  Os documentos institucionais (PDI e PPI) apresentam‐se devidamente articulados, como já descrito no relatório avaliativo do ciclo de 2009‐2010, porém com a finitude do atual PDI (2007‐2011) recomenda‐se que as comissões vindouras promovam o acareamento desses documentos quando publicados.  De qualquer  forma procedeu à avaliação dos referidos documentos e os resultados forma compilados em tabelas, visando facilitar o entendimento do público e categorizados de acordo com a realidade da universidade. Os  objetivos  gerais  da  Universidade,  traçados  para  o  quinquênio  2007‐  2011,  constituem  uma  parte integrante  tanto  do  PPI  quanto  do  PDI  e  estão  categorizados  nas  seguintes  instâncias:  I.  Ensino;  II. Pesquisa e Pós Graduação; III. Extensão; IV Administração; V Corpo Discente; VI Recursos Humanos.  Em consulta aos documentos pertinentes do indicador mencionado, verifica‐se a articulação unilateral entre  o  PDI,  PPI,  Regimento  Geral  da  Universidade  e  PPC,  a  conversão  das  ações  no  que  tange  às Políticas de Ensino para graduação, pesquisa e extensão estão em conformidade com os preceitos legais propostos pelo MEC e SINAES.    40 
  41. 41. Tanto  o  PDI  como  o  PPI  da  UniABC  convergem,  em  seus  objetivos  fundamentais,  na  formação  e  no oferecimento do ensino superior em suas diferentes instâncias. Ambos os documentos demonstram  a preocupação e o esforço da UniABC em legitimar a tríade ensino, pesquisa e extensão. Neste  sentido,  a  Universidade  vem  desenvolvendo  mecanismos  para  incentivar  seu  corpo  docente  e discente  no  engajamento  de  projetos  de  pesquisa  proposto,  em  seu  PDI  e  PPI.  Seguem  as  políticas institucionais para extensão.  I. Consolidar  o  Programa  de  Extensão  da  UniABC  atrelado  ao  Plano  Nacional  de  Extensão  Universitária.  II. Desenvolver e consolidar o incentivo às atividades de extensão, de cultura, de desporto e de  atendimento estudantil, integrados ao ensino e à pesquisa.  III. Aprimorar  os  serviços  de  atendimento  prestados  à  comunidade  pelo  Centro  Policlínico,  Assistência Jurídica e Empresa Júnior da UniABC.  IV. Aprimorar  o  atendimento  psicopedagógico  para  o  corpo  docente,  discente  e  técnico‐ administrativo da UniABC. Esta  comissão  entende  que  tanto  o  PDI  como  o  PPI  institucional  estão  alinhados  com  a  gestão acadêmica da Universidade, uma vez que esta implanta, desde sua concepção, Conselhos Deliberativos e  Consultivos  como  o  CONSUN  e  CONSEPE,  além  de  Colegiados  de  Cursos,  Comitê  de  Ética,  Núcleos Estruturantes e Comissão de Autoavaliação. As articulações desses mecanismos promovem um processo tácito, consubstanciando às diretrizes institucionais de gestão e responsabilidades no ensino superior. Os  objetivos  e  metas  propostos  no  PDI  institucional  são  operacionalizados  de  acordo  com  a  realidade institucional  e  contemplam  as  seguintes  áreas  da  instituição:  ensino,  pesquisa,  pós‐graduação  e extensão, corpo docente, recursos humanos e administração. Para cada instância contemplada, foram definidos os objetivos a serem implantados obedecendo ao cronograma abaixo: Tabela 5: Cronograma de execução do PDI da UniABC  2007  2008  2009  2010  2011    X  X  X  X Fonte: PDI da UniABC. Dimensões contempladas no planejamento da Universidade que têm sido operacionalizadas cada qual a seu tempo e acompanhadas pela CPA. Conforme tabela abaixo: 

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