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Modernismo

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Panorama sobre o Movimento modernista (visão geral sobre as gerações)

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  • 1. Modernismo Chama-se genericamente modernismo (ou movimento moderno) o conjunto de movimentos culturais, escolas e estilos que permearam as artes e o design da primeira metade do século XX. A palavra moderno também é utilizada em contraponto ao que é ultrapassado. Neste sentido, ela é sinônimo de contemporâneo, embora, do ponto de vista histórico-cultural, moderno e contemporâneo abranjam contextos bastante diversos. Vanguardas Artísticas Futurismo Cubismo Expressionismo Dadaísmo Surrealismo
  • 2. Uma nova mentalidade emergiu nesse período. Diante de novos conhecimentos, possibilidades e percepções do mundo, o ser humano teve de encarar uma vida muito mais complexa e contraditória do que a de seus ancestrais. O efêmero, o gosto pelo novo e a renovação constante passaram a fazer parte da rotina das pessoas. Para expressar e responder aos anseios e às angústias dessa nova etapa da modernidade, a arte respondeu com experimentações radicais principalmente na literatura, nas artes visuais, na arquitetura, no teatro, na dança e na música.
  • 3. Pablo Picasso Cubismo
  • 4. Henry Matisse Fauvismo
  • 5. Henri Cartier-Bresson
  • 6. O foco é quase obsessivo nos detalhes exteriores num livro em que muito da ação relevante ocorre dentro das mentes dos personagens. Dublin, 1882-1941
  • 7. The Waste Land (1922) Thomas Stearns Eliot (USA, 1888- 1965) “Não deixaremos de explorar e,ao término da nossa exploração deveremos chegar ao ponto de partida e conhecer esse lugar pela primeira vez.” T. S. Eliot Tornou-se referencial da literatura moderna, sendo considerado o reflexo poético de um romance publicada no mesmo ano: Ulysses, de James Joyce. Prêmio Nobel de Literatura em 1948.
  • 8. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1969, utiliza em suas obras, traduzidas em mais de trinta línguas, uma riqueza metafórica imensa, privilegiando uma visão pessimista acerca do fenômeno humano. É considerado um dos principais autores do denominado teatro do absurdo. Sua obra mais famosa no Brasil é a peça Esperando Godot. Samuel Beckett Instante Que faria eu sem este mundo sem rosto sem questões Quando o ser só dura um instante onde cada instante Se deita sobre o vazio dentro do esquecimento de ter sido Sem esta onda onde por fim Corpo e sombra juntos se dissipam Que faria eu sem este silêncio abismo de murmúrios Arquejando furiosos em direção ao socorro em direção ao amor Sem este céu que se eleva Sobre o pó dos seus lastros Que faria eu eu faria como ontem como hoje Olhando para a minha janela vendo se não serei o único A errar e a mudar distante de toda a vida preso num espaço-marioneta Sem voz entre as vozes Que se fecham comigo.Dublin, 1906 - 1989
  • 9. A metamorfose A metamorfose de Kafka não conta apenas a história de um homem que se transformou num inseto. É sobretudo uma história de alerta à sociedade e aos comportamentos humanos. Nesta história, Kafka presenteia-nos com a sua escrita sui generis, retratando o desespero do homem perante o absurdo do mundo. "Há esperanças, só não para nós." “Gregor Samsa reproduz a sensação do homem que virou o inseto insignificante das cidades modernas e que, quando em vez, morre aos milhões nos campos de guerra. Nenhum autor representou de forma tão contundente a modernidade.” (Renato Roschel para o Almanaque Folha)
  • 10. Orson Welles USA 1915 - 1985 Em 1938, Orson Welles produziu uma transmissão radiofônica intitulada A Guerra dos Mundos, adaptação da obra homônima de Herbert George Wells e que ficou famosa mundialmente por provocar pânico nos ouvintes, que imaginavam estar enfrentando uma invasão de extraterrestres.
  • 11. “(...) a Semana da Arte Moderna serviu como uma redescoberta estética do Brasil, mostrando-o fruto de uma cultura mestiça, vacilando sempre entre a rusticidade e a civilização, em perpétuas dúvidas hamletianas sobre ser ou não ser do Terceiro Mundo.” (Voltaire Schilling)
  • 12. http://www.youtube.com/watch?v=IZnQj9yWTlo Trenzinho Caipira
  • 13. Operários - Tarsila do Amaral
  • 14. 1ª fase Fase Heróica (1922-1930) 2ª fase Fase de Consolidação (1930 – 1945) 3ª fase pós modernismo? 1945 até 1978
  • 15. 1ª geração (Heroica) (1922-1930) Este é o período mais radical do movimento modernista, justamente em conseqüência da necessidade de definições e do rompimento com todas as estruturas do passado. Daí o caráter anárquico dessa primeira fase e seu forte sentido destruidor, assim definido por Mário de Andrade: ICONOCLASTAS!!! “(...) se alastrou pelo Brasil o espírito destruidor do movimento modernista. Isto é, o seu sentido verdadeiramente específico. Porque, embora lançando inúmeros processos e idéias novas, o movimento modernista foi essencialmente destruidor. (...)”
  • 16. Mário de Andrade publica Macunaíma A partir da figura de Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, temos o choque do índio amazônico com a tradição e a cultura européia. O romance pode ser assim resumido: Macunaíma nasce sem pai, na tribo dos índios Tapanhumas. Após a morte da mãe, ele e os irmãos (Maamape e Jinguê), partem em busca de aventuras. Após inúmeras aventuras em sua caminhada, o herói recupera o amuleto, matando Piaimã. Em seguida, Macunaíma volta para o Amazonas e, após uma série de aventuras finais, sobe aos céus, transformando-se na constelação da Ursa Maior.
  • 17. Antônio de Alcântara Machado Cassiano Ricardo Guilherme de Almeida Manuel Bandeira Menotti del Picchia
  • 18. Oswald de Andrade Em 1924 publica, pela primeira vez, no jornal "Correio da manhã", na edição de 18 de março de 1924, o Manifesto da Poesia Pau-Brasil. Em 1926, Oswald casa-se com a Tarsila do Amaral e os dois tornam-se o casal mais importante das artes brasileiras. Apelidados carinhosamente por Mário de Andrade como "Tarsiwald", o casal funda, dois anos depois, o Movimento Antropófago. A crise de 29 abalou as suas finanças, ele rompe com Mário de Andrade, separa-se de Tarsila do Amaral e apaixona-se pela escritora comunista Patrícia Galvão (Pagu). A principal proposta desse Movimento era que o Brasil devorasse a cultura estrangeira e criasse uma cultura revolucionária própria.
  • 19. "Memórias sentimentais de João Miramar" O livro chama a atenção pela linguagem e pela montagem inédita. O romance apresenta uma técnica de composição revolucionária, se comparado aos romances tradicionais: são 163 episódios numerados e intitulados, que constituem capítulos-relâmpagos (tudo muito influenciado pela linguagem do cinema) ou, mais precisamente, como se os fragmentos estivessem dispostos num álbum, tal qual fotos que mantêm relação entre si. Cada episódio narra, com ironia e humor, um fragmento da vida de Miramar. "Recorte, colagem, montagem", resume o crítico Décio Pignatari.
  • 20. Manifestos e revistas Klaxon foi inovadora em todos os sentidos: desde o projeto gráfico (tanto da capa como das páginas internas) até a publicidade das contracapas e da quarta capa (propagandas sérias, como a dos chocolates Lacta, e propagandas satíricas, como a da "Panuosopho, Pateromnium & Cia." - uma grande fábrica internacional de... sonetos!). Na oposição entre o velho e o novo, era uma revista que anunciava a modernidade: o século XX buzinando (Klaxon era o termo empregado para designar a buzina externa dos automóveis), pedindo passagem. 1922/1923
  • 21. Manifesto da Poesia Pau-Brasil No manifesto Oswald de Andrade propõe uma literatura extremamente vinculada à realidade brasileira, a partir de uma redescoberta do Brasil.. "A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos. A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos. (...) Só não se inventou uma máquina de fazer versos - já havia o poeta parnasiano. (...) A Poesia Pau-Brasil é uma sala de jantar domingueira, com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas, um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e a Maricota lendo o jornal. No jornal anda todo o presente. Nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. Ver com olhos livres." 1925
  • 22. bucólica Agora vamos correr o pomar antigo Bicos aéreos de patos selvagens Tetas verdes entre folhagens E uma passarinhada nos vaia Num tamarindo Que decola para o anil Árvores sentadas Quitandas vivas de laranjas maduras Vespas A poesia pastoril, em versão modernista, começa exatamente por dissolver o plano narrativo, pela sua substituição por elementos da paisagem descrita, dispersos nos versos como dispersos na natureza. O efeito é originado da ausência de proporções na arte popular, primitiva ou ingênua, ou no cubismo sintético com seu ajuste de elementos díspares na superfície da tela, ou seja, uma percepção sensualista do espaço, aqui reforçada pela carga erótica de parte do material discursivo apresentado: “bicos”, “tetas verdes entre folhas”, “árvores sentadas”, “quitandas vivas de laranjas maduras”, “vespas”. Uma certa reapresentação do mundo quase física aos nossos olhos e sentidos todos.
  • 23. Verde-Amarelismo 1926 Escola da Anta Foi uma resposta ao nacionalismo do Pau-Brasil, e era formado por Plínio Salgado, Menotti del Picchia, Guilherme de Almeida e Cassiano Ricardo. O grupo criticava o "nacionalismo afrancesado" de Oswald de Andrade e apresentava como proposta um nacionalismo primitivista, ufanista e identificado com o fascismo. Parte-se para a idolatria do tupi e elege-se a anta como símbolo nacional. "O grupo 'verdamarelo', cuja regra é a liberdade plena de cada um ser brasileiro como quiser e puder; cuja condição é cada um interpretar o seu país e o seu povo através de si mesmo, da própria determinação instintiva; - o grupo `verdamarelo', à tirania das sistematizações ideológicas, responde com a sua alforria e a amplitude sem obstáculo de sua ação brasileira (...) Nosso nacionalismo é `verdamarelo' e tupi. (...)"
  • 24. Revista de Antropofagia A Revista de Antropofagia teve duas fases (ou "dentições", segundo o antropófagos). A primeira contou com 10 números e foi uma miscelânea de ideologias. A segunda apareceu nas páginas do jornal Diário de S. Paulo (foram 16 números publicados) e deixava claro o rompimento entre os modernistas, já que Oswald atacava seus antigos amigos Mário de Andrade, Guilherme de Almeida e Menotti del Picchia 1928/1929
  • 25. Abaporu Tarsila do Amaral (aba, "homem"; poru, "que come"),
  • 26. Antropofagia, Tarsila do Amaral "Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz. Tupy or not tupy, that is the question.(...) Oswald de Andrade
  • 27. Minha terra tem palmares Onde gorjeia o mar Os passarinhos daqui Não cantam como os de lá Minha terra tem mais rosas E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha terra tem mais terra Ouro terra amor e rosas Eu quero tudo de lá Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá Não permita Deus que eu morra Sem que volte pra São Paulo Sem que veja a Rua 15 E o progresso de São Paulo. Canto de Regresso à Pátria Uma das características dessa geração é o gosto pela paródia
  • 28. Filmografia Indicada
  • 29. 2ª geração em plena Era Vargas (1930-1945)
  • 30. Fase de Consolidação (1930-1945) Na década de 30, temos o início do período conhecido como Segunda Fase do Modernismo ou Fase de Consolidação que é caracterizado pelo predomínio da prosa de ficção. A partir deste período, os ideais difundidos em 1922 se espalham e se normalizam.Os esforços anteriores para redefinir a linguagem artística se unem a um forte interesse pelas temáticas nacionalistas, percebe-se um amadurecimento nas obras dos autores da primeira fase, que continuam produzindo, e também o surgimento de novos poetas, entre eles Carlos Drummond de Andrade.
  • 31. O amadurecimento da prosa O universo temático amplia-se com a preocupação dos artistas com o destino do Homem e no estar- no-mundo. Ao contrário da 1ª geração, foi construtiva. •Preocupações novas de ordem política, social, econômica, humana e espiritual. •A piada deu lugar à gravidade de espírito, a seriedade da alma, propósitos e meios. Essa geração foi grave, assumindo uma postura séria em relação ao mundo, cujas dores, considerava-se responsável. Também caracterizou o romance dessa época, o encontro do autor com seu povo, havendo uma busca do homem brasileiro em diversas regiões. Portinari,O lavrador de café (1939)
  • 32. A identidade brasileira (ainda) A inquietação diante do homem brasileiro que não conhecia a si mesmo surgiu durante a 1ª geração modernista. Porém, nesta 2ª geração, os intelectuais de várias regiões começaram a manifestar-se de modo mais crítico: a verdadeira arte moderna devia retratar um Brasil mais abrangente, que mal se conhecia, cujas desigualdades sociais fossem retratadas com vigor num realismo próprio do século XX. É dessas primeiras manifestações que surgirá um dos momentos mais AUTÊNTICOS da literatura brasileira: o Romance de 30.
  • 33. O Romance de 30 Graciliano Ramos: São Bernardo, de (1934); Angústia ( 1936);Vidas Secas (1938). Rachel de Queiroz: O quinze, (1930); O caminho das pedras (1937). Jorge Amado: O país do Carnaval (1931); Capitães da areia (1937). José Lins do Rego: Menino de engenho, (1932); Riacho Doce ( 1939); Fogo Morto (1943).
  • 34. Filmografia Indicada
  • 35. Poesia A poesia da geração de 22 e 30 foram contemporâneas. A maioria dos poetas de 30 absorveram experiências de 22: Fim ao academicismo. Gosto pela expressão inventiva verso livre liberdade temática Poesia de 30
  • 36. Principais Poetas Vinícius de Moraes Jorge de Lima Augusto Frederico Schmidt Murilo Mendes Carlos Drummond de Andrade Cecília Meireles Cassiano Ricardo Manuel Bandeira “Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros. (...)” (Drummond)
  • 37. Vinícius de Moraes Ternura Eu te peço perdão por te amar de repente Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos Das horas que passei à sombra dos teus gestos Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos Das noites que vivi acalentado Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente. E posso te dizer que o grande afeto que te deixo Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas Nem as misteriosas palavras dos véus da alma... É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias E só te pede que te repouses quieta, muito quieta E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar [extático da aurora. Didaticamente sua produção poética é dividida em duas fases. Na primeira, mostrou-se intimamente ligado às características simbolistas. Os textos dessa época apresentam temas ligados a aspectos religiosos, à angústia, ao conflito entre o carnal e o espiritual.
  • 38. Jorge de Lima Mulher Proletária Mulher proletária - única fábrica que o operário tem, (fabrica filhos) tu na tua superprodução de máquina humana forneces anjos para o Senhor Jesus, forneces braços para o senhor burguês. Mulher proletária, o operário, teu proprietário há de ver, há de ver: a tua produção, a tua superprodução, ao contrário das máquinas burguesas salvar o teu proprietário. A carreira poética de Jorge de Lima apresenta uma evolução contínua, fazendo que se possa dividi-la em três momentos ou fases. A primeira – e a de menor importância – se estabelece a partir de rígidos princípios parnasianos. A segunda é a fase nordestina por se vincular ao universo regional alagoano. E a terceira é a fase religiosa, já que o autor impregna seus poemas de conteúdos místicos e metafísicos.
  • 39. Augusto Frederico Schmidt “Quando eu morrer o mundo continuará o mesmo, A doçura das tardes continuará a envolver as coisas todas. Como as envolve agora neste instante. O vento fresco dobrará as árvores esguias E levantará as nuvens de poesia nas estradas... Quando eu morrer as águas claras dos rios rolarão ainda, Rolarão sempre, alvas de espuma Quando eu morrer as estrelas não cessarão de acender-se no lindo céu noturno, E nos vergéis onde os pássaros cantam as frutas continuarão a ser doces e boas. Quando eu morrer os homens continuarão sempre os mesmos. E hão de esquecer-se do meu caminho silencioso entre eles, Quando eu morrer os prantos e as alegrias permanecerão Todas as ânsias e inquietudes do mundo não se modificarão. Quando eu morrer os prantos e as alegrias permanecerão. Todas as ânsias e inquietudes do mundo não se modificarão. Quando eu morrer a humanidade continuará a mesma. Porque nada sou, nada conto e nada tenho. Porque sou um grão de poeira perdido no infinito. Sinto porém, agora, que o mundo sou eu mesmo E que a sombra descerá por sobre o universo vazio de mim Quando eu morrer..." Frederico Schmidt tematizou em sua obra a morte, a perda, a ausência. Para Manuel Bandeira, o poeta quebrou os clichês gastos do modernismo da primeira geração.
  • 40. Murilo Mendes O homem, a luta e a eternidade Adivinho nos planos da consciência dois arcanjos lutando com esferas e pensamentos mundo de planetas em fogo vertigem desequilíbrio de forças, matéria em convulsão ardendo pra se definir. Ó alma que não conhece todas as suas possibilidades, o mundo ainda é pequeno pra te encher. Abala as colunas da realidade, desperta os ritmos que estão dormindo. À guerra! Olha os arcanjos se esfacelando! Um dia a morte devolverá meu corpo, minha cabeça devolverá meus pensamentos ruins meus olhos verão a luz da perfeição e não haverá mais tempo. Murilo Mendes, assim como Cecília Meireles também pertenceu à corrente espiritualista do Modernismo. A religiosidade voltada para a crítica das injustiças sociais é uma de suas características.
  • 41. Carlos Drummond de Andrade “A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.” Drummond é considerado o grande representante da poesia brasileira. Seus textos, embora partindo da realidade brasileira, refletem os problemas universais do ser humano, apresentando textos com uma temática variada: o amor, a saudade, a metalinguagem, a, o cotidiano e uma forte preocupação política e social. Drummond, influenciado pelo contexto histórico de seu tempo (2ª Guerra Mundial, sistemas políticos autoritários), mostrou-se sempre preocupado com a transformação da sociedade a partir da compreensão do tempo presente. “Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira.”
  • 42. Cecília Meireles Motivo Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou poeta. Irmão das coisas fugidias, não sinto gozo nem tormento. Atravesso noites e dias no vento. Se desmorono ou se edifico, se permaneço ou me desfaço, — não sei, não sei. Não sei se fico ou passo. Sei que canto. E a canção é tudo. Tem sangue eterno a asa ritmada. E um dia sei que estarei mudo: — mais nada. Cecília Meireles voltou-se para uma poesia mais espiritualista, com fortes marcas religiosas e místicas É uma poesia mais intimista, que segue um caminho muito particular, o que dificulta sua classificação numa estética literária determinada. Seus versos apresentam características de vários movimentos, em especial do Simbolismo.São curtos e cheios de musicalidade, refletem sobre a brevidade da vida, as razões da existência, a solidão e a morte, imprimindo um caráter intimista em toda sua produção poética.
  • 43. Homenagens - 1989
  • 44. Pesquisa e Organização • http://educaterra.terra.com.br/voltaire/500br/modernismo2.htm • http://almanaque.folha.uol.com.br/kafka.htm • Wikipedia • CEREJA, W. Roberto. Literatura Brasileira. • http://www.mundocultural.com.br/index.asp? url=http://www.mundocultural.com.br/literatura1/modernismo/brasil/1_fase/mario_andrade.html • http://educacao.uol.com.br/literatura/modernismo-romance-30.jhtm • www.projetotimoteo.org.br/Livros/CarlosDrummond. • www.releituras.com/biofotos/murilomendes • http://www.jornaldepoesia.jor.br/afs02.html • PRADO, Edna. Disponível em www.scribd.com/document_downloads/3373920? extension=pdf&secret_password= Fontes Profa. Cláudia Heloísa Cunha Andria Contato: clauheloisa@yahoo.com.br

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