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Narcotráfico   S.A.               3
CONTEUDODEDICATÓRIAPREFÁCIO: YURI ANDROPOV COLOCA A KGB SOVIÉTICA NOS NEGÓCIOS DO NARCOTRÁFICOINTRODUÇÃO: O TRÁFICO DE DRO...
PROTEGENDO O MERCADO DE ÓPIO2- A “NOBRE EXPERIÊNCIA” BRITÂNICAMONTANDO A INVASÃO DAS DROGASA GUERRA DE NIXON CONTRA AS DRO...
CRIAÇÃO DA CONEXÃO DAS DROGAS DE HONG KONGO SURGIMENTO DA “CARTA CHINESA”9- CANADÁ: HONG KONG DA AMÉRICA DO NORTETRÊS CASO...
PARTE 6: A MÁFIA NAZI-COMUNISTA1- QUEM DIRIGE O NAZISMO INTERNACIONAL HOJE?DOS ARQUIVOSO CASO DE FRANÇOIS GENOUD2- STIPAM,...
PERMINDEX MUDA PARA A RUA BAY (BAY STREET)5- MAX FISHER: DISTRIBUIDOR E VAREJISTASONNEBORN E O SINDICATOSAINDO DAS SOMBRAS...
PENETRAÇÃO DA ADL NA POLÍCIAADL: ISRAEL E A CONSPIRAÇÃO DO MONTE DO TEMPLOESPIONANDO PARA OS SERVIÇOS DE INTELIGÊNCIA ESTR...
AGRADECIMENTOSAgradecimentos especiais aos seguintes indivíduos:Jeffrey Steinberg, Editor de Contra-inteligência deEIR (Ex...
DEDICATÓRIADedicamos este livro ao nosso amigo Lara Bonilla, Ministro da Justiça colombiano e soldado abnegado na guerra c...
PREFÁCIO: YURI ANDROPOV  COLOCA A KGB SOVIÉTICA NOSNEGÓCIOS DE NARCO-TERRORISMO.O tráfico internacional de drogas entrou p...
Contudo, destruir as plantações e derrubar os aviões com carregamento de drogas não é o bastante. A menos que ascentenas d...
INTRODUÇÃOO TRÁFICO DE DROGAS HOJE                           14
1O livro que enraiveceu Henry KissingerHá treze anos atrás, foi lançada a primeira edição de Narcotráfico S. A. . Autoriza...
o assessor do Conselho de Segurança Nacional, Oliver North, espalhavam drogas para às escondidas financiarem suasmissões s...
O caso do seguidor de LaRouche, Lewis Du Pont Smith, ilustra o desespero dos esforços de Kissinger e da Força Tarefa“Pegue...
que ele e uma quantidade de outros americanos de vida pública tinham sido sujeitos a repetidos embaraços porLaRouche, e im...
Em outubro de 1986, um exército de mais de 400 policiais federais e estaduais, acompanhados por helicópteros, aviõese um c...
A agenda pessoal de North, que catalogava a maioria de suas reuniões, telefonemas e observações nos dias da CasaBranca, pr...
uma transação carreou 1,5 milhão de dólares em pagamento para al-Kassar da conta de North-Secord no banco suíçoLake Resour...
Sem surpresa, em 1989, enquanto a história Shakarchi-Safra ganhava as manchetes na Europa e nos Estados Unidos, obanqueiro...
Colômbia, Luis Carlos Galán. Se houvesse sobrevivido ao atentado a tiros contra si na campanha eleitoral, Galáncertamente ...
a entrega das armas fora feita ao cartel de Medellín. De volta à terra seca na cidade do Panamá, Endara era co-proprietári...
surgimento da maconha como colheita mais lucrativa da América. Finalmente, atualizamos o apêndice C, sobre a LigaAnti-Difa...
2NARCOTRÁFICO S. A. DOBRA A CADA                         5 ANOSEm fevereiro de 1991, a Casa Branca de Bush publicou seu te...
Estes são cálculos conservadores, baseados principalmente em estatísticas oficiais de produção da DEA, assumindo-seque 10%...
Estes dificilmente são sinais de uma guerra vitoriosa às drogas.Historicamente, a maior parte da cocaína ibero-americana t...
O quadro não melhora quando nos voltamos para a maconha. Como a figura 9 mostra, a Ibero-América é não somente oúnico prod...
Embora a maior parte do ópio seja consumido na área de produção, com a heroína refinada sucede exatamente o oposto,por ter...
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  1. 1. 1
  2. 2. 2
  3. 3. Narcotráfico S.A. 3
  4. 4. CONTEUDODEDICATÓRIAPREFÁCIO: YURI ANDROPOV COLOCA A KGB SOVIÉTICA NOS NEGÓCIOS DO NARCOTRÁFICOINTRODUÇÃO: O TRÁFICO DE DROGAS HOJE 1- O LIVRO QUE ENRAIVECEU KISSINGER ATAQUE AO APARATO DE LAVAGEM DE DINHEIRO A ADL E KISSINGER REAGEM KISSINGER: AGENTE DA INFLUÊNCIA BRITÂNICA FORMADA A FORÇA-TAREFA “PEGUEM LAROUCHE” LAROUCHE CONTESTA A POLÍTICA PARA OS CONTRAS OS BARÕES DAS DROGAS NÃO PODEM SER PATRIOTAS LIGAÇÕES DA CASA BRANCA COM OS TERRORISTAS O DINHEIRO DAS DRODAS FINANCIA A ADL A NARCOTRÁFICO S. A. INSTALA GOVERNOS POR QUE UMA TERCEIRA EDIÇÃO? 2- NARCOTRÁFICO S.A. DOBRA A CADA CINCO ANOS COCAÍNA: INDÚSTRIA CRESCENTE MACONHA E HASHISHE ÓPIO E HEROÍNA CONSUMO PRENDAM OS BANQUEIROS DAS DROGAS 3- HOJE A MACONHA É A MAIOR PLANTAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS ONDE A MACONHA É A PRINCIPAL PRODUÇÃO LUCRATIVA FAZENDEIROS DESESPERADOS VOLTAM-SE PARA A MACONHA PARTE 1: NOSSOS INIMIGOS PROVARAM QUE ESTÁVAMOS CERTOS 1- POR QUE ESTE LIVRO SE TORNOU FAMOSO? “VISÃO APOCALÍTICA” OU REALIDADE DIÁRIA? A NARCOTRÁFICO S. A. RESPONDE ÀS ACUSAÇÕES OS LOBISTAS DAS DROGAS INVADEM OS PALÁCIOS DE JUSTIÇA MARVIN WARNER COMPRA UM PROCURADOR FEDERAL O CASO DO FIRST FIDELITY 2- ESTRUTURA DE COMANDO DA NARCOTRÁFICO S.A. A REDE LONDRINA COMO A NARCOTRÁFICO S.A. COMPROU AS FINANÇAS AMERICANAS HONG KONG, OPPENHEIMER E BANCO AMBROSIANO: ONDE O CAPITAL ESPECULATIVO REINA KISSINGER E A NOVA DIRETORIA DA NARCOTRÁFICO S. A. PARTE 2: A PRIMEIRA GUERRA DO ÓPIO DA GRÃ-BRETANHA INTRODUÇÃO: ENFRAQUECENDO A VITALIDADE DE UMA NAÇÃO 1- A GUERRA DA COMPANHIA DAS ÍNDIAS ORIENTAIS CONTRA A CHINA OS CHINESES CAÍRAM NA ARMADILHA DIPLOMACIA BRITÂNICA DO ÓPIO CABEÇA DE PRAIA NOS ESTADOS UNIDOS A ENTRADA DA CHINA 4
  5. 5. PROTEGENDO O MERCADO DE ÓPIO2- A “NOBRE EXPERIÊNCIA” BRITÂNICAMONTANDO A INVASÃO DAS DROGASA GUERRA DE NIXON CONTRA AS DROGASPARTE 3: COMO FUNCIONA O IMPÉRIO DAS DROGASINTRODUÇÃO: A BASE DESTA INVESTIGAÇÃO1- OS BANCOS E O MAIOR NEGÓCIO DO MUNDOPARA ONDE VAI A HEROÍNA?ANÁLISE DE MERCADOQUAL É O TAMANHO DA INDÚSTRIA?PARA ONDE VAI O DINHEIRO?A COBERTURA OFFSHORE (PARAÍSOS FISCAIS)ESTRANGULAMENTO NO EXTREMO ORIENTEO CICLO DA LAVAGEM2- COMO ESCONDER 200 BILHÕES DE DÓLARESO ESTRANHO CASO DA MIDWEST AIR (AEROLÍNEAS MIDWEST)O COVIL DOS BANQUEIROSCOMO COMPUTADORES PODEM MENTIRDO CAMPO AO BANCO3- DO ÓPIO AO DINHEIRO SUJO4- COMO O COMÉRCIO DAS DROGAS É FINANCIADOO HSBC (HONG KONG AND SHANGAI BANKING CORPORATION- HONG SHANG)OS INTERMEDIARIOS CHINESESA CONEXÃO CHINESA COM O HSBC5- AS OPERAÇÕES BRITÂNICAS SUJAS COM OURO E DIAMANTESCOMO O OURO ILEGAL VIAJAUMA SUBESTIMAÇÃOUM GRANDE MERCADO DE OUROMERCADO NEGRO DE DIAMANTES6- HONG KONG, CAPITAL DO FINANCIAMENTO DA HEROINAA MAIS ALTA TAXA DE LIQUIDEZA MAIOR TAXA DE SUBORNO1986: HONG KONG E O “LIVRE COMÉRCIO”7- A CONEXÃO PEQUIMLIGAÇÕES ANTIGAS SÃO MAIS FORTESA ARMA DO ÓPIO DE PEQUIMDE HONG KONGA CONEXÃO CH’AO CHOUFORJANDO A LIGAÇÃO HONK KONG- PEQUIM8- COMO O REAL INSTITUTO PARA ASSUNTOS INTERNACIONAIS (ROYAL INSTITUTE OFINTERNATIONAL AFFAIRS-RIIA) DIRIGE AS DROGAS E O DINHEIRO SUJOMETA: RECONSTRUIR O IMPÉRIO1949: ACORDO PEQUIM-BRITÂNICOSJOGO DE PRESSÕES 5
  6. 6. CRIAÇÃO DA CONEXÃO DAS DROGAS DE HONG KONGO SURGIMENTO DA “CARTA CHINESA”9- CANADÁ: HONG KONG DA AMÉRICA DO NORTETRÊS CASOS CRUCIAISWALTER LOCKHART GORDONSEGURADORA EAGLE STARA COMPANHIA DA BAÍA DE HUDSONDROGA ENTRA, DINHEIRO SUJO SAIO TRIÂNGULO PRATEADO DO CANADÁA CONEXÃO CANADÁ-PEQUIMQUEM DIRIGE O CANADÁ10- AS FAMÍLIAS POR TRÁS DO IMPÉRIO DAS DROGASA RELIGIÃO DA FAMÍLIAO INÍCIO: OS CAVALEIROS DE SÃO JOÃO DE JERUSALÉMAS GUERRAS DO ÓPIO DA FAMÍLIAOS ADORADORES DO IMPÉRIO E O ÓPIOA ATUAL DINASTIA DO ÓPIOPARTE 4: ENTRADA DE MOSCOU1- FUNDAMENTALISMO ISLÂMICO E CRESCENTE DOURADOSUPERANDO O TRIÂNGULOO CASO DE SADEGH TABATABAIO PROJETO ALIYEVO CRESCENTE DOURADOPARTE 5: NARCOTRÁFICO S.A. : FMI RECOLONIZA IBERO-AMÉRICAINTRODUÇÃO: DROGA E DÍVIDADESTRUINDO O OTIMISMO CULTURALCRIMES CONTRA A HUMANIDADE1- A CONEXÃO TRILATERAL2- JAMAICA: FMI CRIA PERFEITA ECONOMIA DE LIVRE MERCADO3- COLÔMBIA: PODE A NARCOTRÁFICO S. A. COMPRAR UM PAÍS?SE NÃO PUDER COMPRAR QUEIME4- A CONEXÃO DO DINHEIRO5- COMO AS FUNDAÇÕES CONTROLAM O TRÁFICO IBERO-AMERICANO6- FAMÍLIA CISNEROS: OS BRONFMANS DA VENEZUELAA CONEXÃO CISNEROSO IMPÉRIO FAMILIAROPERAÇÕES NA FLÓRIDAWFC (WORLD FINANCE CORPORATION) E A CONEXÃO CUBANADROGAS E TERRORISMOTINOCO, SÓCIO DE CISNEROSPOSFÁCIO: FAMÍLIA CISNEROS RESPONDE7- VESCO E CASTRO 6
  7. 7. PARTE 6: A MÁFIA NAZI-COMUNISTA1- QUEM DIRIGE O NAZISMO INTERNACIONAL HOJE?DOS ARQUIVOSO CASO DE FRANÇOIS GENOUD2- STIPAM, VERDADEIRA CONEXÃO BÚLGARAHISTÓRIA DO CASOHENRI ARSANSURGE MEHMET ALI AGCAPETRÓLEO POR ARMASTRADIÇÃO, FAMÍLIA E PARRICÍDIOO CRESCENTE DOURADO3- OS NARCO-TERRORISTAS4- SENDERO LUMINOSO: ASSASSINOS INDÍGENASANTROPOLOGIA E ALIANÇA NAZI-COMUNISTACONEXÃO NARCO-FASCISTA5- A VERDADEIRA HISTÓRIA DE HORROR DOS GNÓSTICOSA IGREJA GNÓSTICA UNIVERSAL CRISTÃPARTE 7: CRIME ORGANIZADOINTRODUÇÃO: A INTERNACIONAL DO CRIMEEXECUTIVA DE OPERAÇÕES ESPECIAISOS INTERMEDIÁRIOS1- A GANGUE BRONFMANO CRIME ORGANIZADO CHEGA A MAIORIDADECONEXÃO ROTHSTEIN-HONG KONGLEGITIMAÇÃOESTÃO ELES REALMENTE LIMPOS?2- OS KENNEDYS: CRIME ORGANIZADO NO GOVERNOSUBIDA AO PODERPOR QUE OS BRITÂNICOS ASSASSINARAM KENNEDY?DUPLA ENGANAÇÃO3- ESCRITÓRIO BRITÂNICO INTERNACIONAL DE ASSASSINATOS: PERMINDEXLOUIS MORTIMER BLOOMFIELDCONSELHO DE DIRETORES DA PERMINDEXFINANCIANDO UM ASSASSINATODR. TIBOR ROSENBAUM, BCI, E PERMINDEXCORONEL CLAY SHAWHISTÓRIA DE UM ASSASSINATOGARRISON FAZ UMA ACUSAÇÃOOS SOLIDARISTASCONSELHO AMERICANO DAS IGREJAS CRISTÃSA CONEXÃO DA CORPORAÇÃO LIONELO ENCOBRIMENTO4- PERMINDEX REVELADA: RESORTS INTERNATIONAL-INTERTEL 7
  8. 8. PERMINDEX MUDA PARA A RUA BAY (BAY STREET)5- MAX FISHER: DISTRIBUIDOR E VAREJISTASONNEBORN E O SINDICATOSAINDO DAS SOMBRASUNITED BRANDS: UMA HISTÓRIA DE CRIMESA UNITED BRANDS DO GENOCÍDIO6- A EMPRESA DA FAMÍLIA JACOBS: ESPORTES E CRIMESA INVESTIGAÇÃO DE STEIGERJACOBS E A COROA REALTRABALHANDO PARA O HSBCJACOBS SE LIGA A INTERTELPARTE 8: ORIGENS DA CONRACULTURA1- A CONSPIRAÇÃO AQUARIANAO MODELOO SUPREMO SACERDÓCIOLSD: VISITA DOS DEUSESHUXLEY NO TRABALHORAÍZES DO PESSOAL DAS FLORES (HIPPIES)O SOM DOS TAMBORESGUERRA DO VIETNÃ E ARMADILHA PACIFISTAIMAGENS MUTANTESA CONEXÃO LSDPARTE 9: LOBBY NAS DROGAS: CRIMINOSOS VEM A LUZ1- INCENTIVADORES DAS DROGAS NO GOVERNOO CULTO DA MORTE POR DROGAS DOS KENNEDYSCOMO NOVA YORK SE TORNOU FORTALEZA DA NARCOTRÁFICO S. A.A NORML DE KENNEDYO PREÇO APÊNDICESAPÊNDICE AAPÊNDICE BAPÊNDICE C: ADL: EMPRESA DE RELAÇÕES PÚBLICAS DA NARCOTRÁFICO S.A.QUE É A ADL?ESTRUTURA ORGANIZACIONAL E PESSOAL CHAVEOS AGENTES ATIVOSA ADL E O CRIME ORGANIZADOMALAS DE DINHEIRO NO STERLING NATIONALO BARÃO DAS BEBIDASA ADL E A UNIÃO SOVIÉTICAESCRAVOS JUDEUS PARA ISRAELADL ESTAVA NA LISTA DE VIGILÂNCIA AMERICANAADL E O PROJETO DEMOCRACIAA ADL E O TERRORISMO DOMÉSTICOPONDO ISCAS PARA OS PANTERAS NEGRASFAZENDO O TRABALHO SUJO DO FBIMANIPULAÇÃO DE JURADOSA ADL E O TERRORISMO INTERNACIONALO ENCOBRIMENTO DO ASSASSINATO DE OLOF PALMEADL SUBVERTE A JUSTIÇA: A OSITRAVESSURAS DE ARTHUR RUDOLPH E KURT WALDHEIM 8
  9. 9. PENETRAÇÃO DA ADL NA POLÍCIAADL: ISRAEL E A CONSPIRAÇÃO DO MONTE DO TEMPLOESPIONANDO PARA OS SERVIÇOS DE INTELIGÊNCIA ESTRANGEIROSPOR TRÁS DO CASO DO ESPIÃO POLLARDADL SUBVERTE O MOVIMENTO DOS FAZENDEIROSADL ALVEJA MOVIMENTO PRÓ-VIDA E VATICANOPERSEGUINDO O PAPAADL DEFENDE SATÃO “FILHO DE SAM”E DENNIS KING NOTAS 9
  10. 10. AGRADECIMENTOSAgradecimentos especiais aos seguintes indivíduos:Jeffrey Steinberg, Editor de Contra-inteligência deEIR (Executive Intelligence Review)Linda de HoyosRobyn QuijanoMarcia MerryDennis SmallPaul GoldsteinMichael MinnicinoGretchen SmallJohn HoefleKathy WolfeScott ThompsonJoseph BrewdaRoger MooreMichele SteinbergKaren SteinherzCarlos Wesley 10
  11. 11. DEDICATÓRIADedicamos este livro ao nosso amigo Lara Bonilla, Ministro da Justiça colombiano e soldado abnegado na guerra contraas drogas, assassinado pelas mãos da máfia das drogas colombiana em 30 de abril de 1984, por ordem da diretoria daNarcotráfico S. A.Após agosto de 1983, quando se tornou Ministro, Lara começou a reunir as reservas morais de sua nação paradesencadear uma ofensiva contra o comércio de narcóticos e contra os “cidadãos acima de qualquer suspeita”, osmercadores da morte que compram poder político com suas “respeitáveis” fortunas.Rodrigo Lara Bonilla ousou dizer “basta!” Em um ambiente no qual os czares da droga eram capazes de comprarpessoas e cargos políticos à vontade, no qual antigos presidentes e ganhadores de prêmio Nobel entoavam loas aosnarcodólares e à legalização das drogas, Lara Bonilla prometeu: “Não vou parar minha guerra contra as drogas... háriscos que se deve correr na vida...”Desde a trágica morte de Lara Bonilla, infelizmente, a máfia das drogas deslanchou, e virtualmente ganhou, a guerrapor poder político dentro da Colômbia. Incontáveis cidadãos colombianos tem sido mortos e violentados em tiroteios,explosões e outras ações terroristas, pelos gangsters das drogas, planejando trazer as autoridades civis à seus joelhos.Dúzias de líderes oficiais tem sido assassinados pela máfia das drogas, inclusive o antigo Procurador-Geral CarlosMauro Hoyos e onze ministros da Suprema Corte da nação, os quais encontraram suas mortes durante a invasão, em1985, do Ministério da Justiça da Colômbia pelos guerrilheiros do M-19. Talvez o mais corajoso tenha sido o candidatopresidencial de 1989, Luis Carlos Galán, dedicando-se ele próprio a vencer a guerra contra os reis das drogas, antes deseu assassinato durante a campanha eleitoral.Rodrigo Lara Bonilla morreu em vão? Serão, as milhares de mortes de pessoas que lutam contra as drogas na Colômbiaem vão? A resposta à esta questão será determinada em grande parte por você, leitor, e milhões de outros americanos,juntando-se a nós para esmagarmos os líderes da Narcotráfico S. A. – Os “cidadãos acima de qualquer suspeita”. 11
  12. 12. PREFÁCIO: YURI ANDROPOV COLOCA A KGB SOVIÉTICA NOSNEGÓCIOS DE NARCO-TERRORISMO.O tráfico internacional de drogas entrou para os livros de história com o surgimento dos místicos Sufi, os síriosHashishins do sheik al-Jabal, (Syrian Hasshishins of shaykh al-Jabal – ordem secreta dos Assassinos), nos tempos daaliança entre a Ordem dos Assassinos e a Ordem dos Templários. Ela se espalhou através do litoral asiático com osárabes mercadores de escravos. Foi tirado destes pelos mercadores de escravos venezianos da Companhia do Levante(Levanty Company) (Levante: países do mediterrâneo oriental; nativos destes países ou desta região – N.T.). Quando aCompanhia do Levante mudou-se para a Inglaterra e Países Baixos, assumiu o novo nome de “Companhia das ÍndiasOrientais” da Inglaterra e dos Paises Baixos. Os diretores desta, patrões de Adam Smith, estabeleceram monopóliomundial do tráfico de ópio durante o século XVIII, passando então a Grã-Bretanha, a dirigir o tráfico internacional deópio, até que, Yuri Andropov, da KGB soviética, entrasse para esse tráfico, iniciando então, no intervalo de 1967 –1969 o narco-terrorismo internacional dos dias de hoje contra o ocidente.Desta forma, hoje, as principais famílias financistas da Nova Inglaterra e de Nova York, abriram caminho à transição docontrole do tráfico internacional de drogas da Grã-Bretanha para a União Soviética. O Sindicato Perkins de Salem(Perkins Syndicate of Salem), Massachussets, era o parceiro americano do tráfico de drogas da Companhia das ÍndiasOrientais Britânica durante o final do século XVIII e no século XIX: estabelecendo as fortunas dos traficantes de drogasas quais são o fundamento da riqueza do assim chamado “Establishment Liberal da Costa Leste (Eastern LiberalEstablishment) (diga-se Wall Street – N.T.), o Conselho de Relações Exteriores ( Council of Foreing Relations) deNova York, de hoje. Essencialmente, essas mesmas famílias do Reino Unido e dos Estados Unidos, exemplificadas pelocírculo de McGeorge Bundy, são os principais cúmplices da ditadura soviética, tanto em suas conexões com os bancoslavadores de dinheiro das drogas, quanto em seu esforço para que os Estados Unidos curvem-se às exigênciasestratégicas soviéticas atuais. Conseqüentemente, não é por acidente, que David Rockefeller, fundador da pró-soviéticaComissão Trilateral, entrasse em parceria com o falecido traficante de drogas Meyer Lansky, para converter a MaryCarter Paint Company na confusa conexão Resorts Internacional e Intertel, ligadas à máfia. Tanto no Reino Unidoquanto nos Estados Unidos, as “famílias” que construíram suas fortunas baseadas no tráfico de ópio no século XIX,estão no centro de uma organização conhecida pelos Insiders (aqueles da elite que agem por dentro – N.T.) como o“Trust”, o canal principal da influência política da KGB soviética nos círculos políticos da Europa Ocidental e dasAméricas. Não é por acaso que o Procurador Federal de Boston Willian Weld, ligado aos interesses da White Weld,intercedesse para encobrir a organização de lavagem de dinheiro, criada pelo Chefe de Pessoal da Casa Branca (WhiteHouse Chef of Staff) Donald T. Regan, pela Merrill Lynch, Crédit Suisse e White Weld, antes que Regan se tornsseSecretário do Tesouro dos Estados Unidos. Não é por acaso, que Donald Regan se tornasse o principal aliado doSecretário de Estado George Shultz, e do camarada deste, Henry Kissinger, no suporte de operações estrategicamentedecisivas para Moscou, e contrárias aos mais vitais interesses estratégicos dos Estados Unidos.A primeira edição de Narcotráfico S.A. apontou quatro dos principais aspectos do tráfico internacional de drogas:(1) A criação do moderno tráfico de drogas internacional do governo britânico.(2) Provas reunidas pelo antigo Escritório Federal de Narcóticos americano (U. S. Federal Burean of Narcotics- FBN) ea Agência Central de Inteligência (CIA – N.T.) sobre o Tráfico Internacional de Drogas.(3) O papel da operação especial, cognominada “MK-Ultra”, em expandir o maciço mercado de drogas dentro dosEstados Unidos.(4) O papel crucial das instituições financeiras “off-shore” (fora do continente – N.T.) da comunidade britânica, como oHong Shang Bank (HSBC – Hong Kong And Shangai Banking Corporation – N.T.), na lavagem do que, no ano de1978, representou uma receita anual de US$ 200 bilhões proveniente do tráfico de drogas.Esta nova edição (1992), trás um quadro atualizado, enfatizando o papel dominante da soviética KGB em tomar otráfico dos britânicos, e em assegurar papel dominante no tráfico internacional de drogas e nas operações narco-terroristas do início dos anos 1970 e 1980.Os americanos, e outros, estão cada vez mais temerosos com o terrorismo internacional. Poucos, infelizmente,compreendem que o terrorismo está tão firmemente integrado ao o tráfico internacional de drogas, que não podem serseparados um do outro. Se destruirmos o tráfico de narcóticos, a base logística essencial do terrorismo será destruída. 12
  13. 13. Contudo, destruir as plantações e derrubar os aviões com carregamento de drogas não é o bastante. A menos que ascentenas de bilhões de dólares dos traficantes de drogas sejam confiscadas, e os banqueiros e financistas envolvidossejam enviados à prisão, os Estados Unidos e a Europa Ocidental estarão desamparados contra terrorismo. Enquantotais criadores do sistema de lavagem de dinheiro, como Donald T. Regan, tenham liberdade de exercer influência sobreas políticas de nosso próprio governo, e aliados à ele, não haverá “Guerra Contra as Drogas” séria, nem tão poucoqualquer ação séria contra o terrorismo internacional.As páginas seguintes lhes mostrarão os fatos. Lyndon H. LaRouche Jr. Leesburg, Virgínia 10 de abril de 1986 13
  14. 14. INTRODUÇÃOO TRÁFICO DE DROGAS HOJE 14
  15. 15. 1O livro que enraiveceu Henry KissingerHá treze anos atrás, foi lançada a primeira edição de Narcotráfico S. A. . Autorizada pelo estadista americano anti-drogas Lyndon H. La Rouche Jr., foi o primeiro livro a revelar que o cartel de drogas ilegais tornara-se o maiornegócio do mundo; o primeiro a apontar as causas da guerra que a “Narcotráfico S. A.” mantinha contra todas asnações do mundo; e o primeiro a revelar os nomes das figuras “intocáveis” que a protegiam , incluindo os monarcaseuropeus, os quais, a nossa mídia de Hollywood os vendia ao público como verdadeiros deuses. O livro, desde entãofoi traduzido para vários idiomas, e com várias edições, permanece único.Sua eficácia é atestada, acima de tudo, pelo fato de que chefões do braço americano do cartel de drogas - liderados porHenry A. Kissinger e a Liga Anti-Difamação de B’nai B’rith (Anti-Defamation League of B’nai B’rith ) –iniciaram háanos esforços para silenciar os autores, começando por La Rouche, o qual, foi levado direto para a prisão Federal no anode 1988, por acusações forjadas de “conspiração”, e agora luta nos tribunais para derrubar esta justiça travestida.Lyndon La Rouche foi preso nos dias em que George Bush assumia a presidência dos Estados Unidos, em janeiro de1989, e Bush o manteve preso, por razões que incluíam medo dele e de seus partidários, acerca da informação contidaneste livro.O Secretário de Estado Henry A. Kissinger correu o risco de sofrer processo criminal federal como resultado de suapersistente interferência nas atribuições do departamento de Justiça dos Estados Unidos, no FBI, e na Casa Branca comvistas a atiçar a campanha do governo para silenciar La Rouche.A histeria do Lobby dos narcóticos contra a campanha de La Rouche para colocá-lo fora destes assuntos não foi restritaaos Estados Unidos. Na Venezuela, a edição de língua Espanhola, Narcotráfico S. A., tem sido censurada desde 1985,porque os banqueiros locais ligados a Kinssinger e a Rockefeller estão aterrorizados pelo fato de que leves referências,expostas na segunda edição, relativas as sujas empresas mantidas por eles, possam levar à exposição pública de crimesmuito maiores. Recentemente, alguns dos agentes da Narcotráfico S. A., da Venezuela, foram publicamente ligados aduas grandes explosões terroristas (uma em Washington, D. C.) e pelo menos a uma apreensão de cocaína em Miami.Como resultado, grupos de parlamentares por toda a Ibero-América pedem publicamente o levantamento da censuradeste livro.Foi em 1977 que Lyndon La Rouche compreendeu que os americanos precisam ser mobilizados contra a praga dasdrogas ilegais que se espalhava durante a administração Carter. A campanha juntou uma larga coalisão de cidadãosenvolvidos, nos Estados Unidos e outros países. Na primavera de 1978, as informações da coalisão sobre os maioraispor trás do cartel dos narcóticos cresceram a ponto de LaRouche autorizar um grupo investigador do Partido Trabalhistaamericano a esboçar um amplo perfil do comércio internacional de drogas. LaRouche avisou que, a menos que osEstados Unidos participassem da guerra não declarada que a Narcotráfico S.A. movia contra si, a nação seria destruídaem uma geração.Não poderia haver “segurança nacional” sem o compromisso de destruir a Narcotráfico S.A , argumentava ele.Ao invés disso, três sucessivas administrações estiveram em paz com o cartel das drogas e, como resultado, a Américanada em drogas que viciam. E a economia americana se afoga em narcodólares.A administração Carter-Mondale (1977-1981) abraçou abertamente a agenda do lobby das drogas para a sualegalização. O assessor para narcóticos da Casa Branca, Dr. Peter Bourne, não somente apoiava a “descriminalização”da maconha, como proclamava desde 1978 que a cocaína não era narcótico. O Vice-presidente Walter Mondale deviamuito de sua carreira política aos camaradas do crime organizado de Minnesota, de Meyer Lansky.O Partido Trabalhista americano, braço eleitoral nos anos 70 do movimento político de LaRouche, publicou a primeiraedição de Narcotráfico S.A , e conduziu uma campanha nacional para derrotar o esforço da Casa Branca de Carter paralegalizar a maconha estado por estado. Da campanha emergiu a Coalisão Nacional Anti-Drogas, que ajudou a moldar oclima político que levou à derrota do grupo Carter-Mondale nas eleições americanas de 1980. Nestas, LaRouchedesafiou Carter para a indicação presidencial dentro do Partido Democrata, e começou a construir a ala do sistemaamericano anti-drogas do Partido.Tanto o presidente Ronald Reagan quanto o Vice-presidente George Bush, refletindo a rejeição popular às políticaspermissivas sobre drogas de seus antecessores, usavam slogans anti-drogas. Mas enquanto seus lábios pronunciavam“guerra às drogas” e à ameaça do “narcoterroriso”, por trás dos bastidores, funcionários da Casa Branca e da CIA, como 15
  16. 16. o assessor do Conselho de Segurança Nacional, Oliver North, espalhavam drogas para às escondidas financiarem suasmissões secretas favoritas. ATAQUE AO APARATO DE LAVAGEM DE DINHEIROE ninguém na Casa Branca ou no Congresso ousou apontar a mensagem mais essencial do livro Narcotráfico S.A :Acabem com a lavagem do dinheiro das drogas, feita pelos grandes bancos anglo-americanos, e o cartel das drogas sesufocará em seus próprios lucros!Quando George Bush sucedeu Ronald Reagan na Presidência, tudo se tornou pior do que sob Jimmy Carter. Nãosomente Bush conservou o inimigo mais temido pelo cartel das drogas, Lyndon LaRouche, na prisão, mas, como doisnovos capítulos da terceira edição detalharão, a Narcotráfico S.A se duplicava a cada cinco anos e a maconhasubstituira os alimentos como a colheita americana número um em rendimento. George Bush falava em acabar com ocomércio das drogas, e secretamente entregava o governo da Colômbia ao cartel da cocaína e se juntava ao regimenarcoterrorista do sírio Hafez al-Assad em um abraço obsceno.Na primeira edição de Narcotráfico S.A , Lyndon LaRouche também avisara que o Fundo Monetário Internacional e oBanco Mundial estavam autorizados a impor narco-economias a muitas nações em desenvolvimento, como parte deuma política consciente de genocídio em escala muito pior que a de Adolf Hitler. LaRouche identificou o FMI e oBanco Mundial como sinônomos de Narcotráfico S.A . Estas palavras foram confirmadas com o tempo. A ADL E KISSINGER REAGEMAntes mesmo que as primeiras cópias da primeira edição de Narcotráfico S.A --- A GERRA DO ÓPIO BRITÂNICACONTRA OS ESTADOS UNIDOS ---saísse das máquinas em dezembro de 1978, os líderes dos negócios dosnarcóticos se ocupavam tentando parar LaRouche. A partir do verão de 1978, a Liga Anti-Difamação (ADL), conhecidapelos bem informados como o “Lobby Americano da Droga”, lançou uma campanha multililionária para rotularLaRouche e seus associados políticos como “anti-semitas” por ousarem expor o envolvimento de gangsters, comoMeyer Lansky, e líderes do lobby sionista, como Edgard Bronfman e Max Fisher, com o negócio das drogas. O fato deque LaRouche também identificou os poderosos banqueiros da coroa britânica como sócios do comércio das drogas,junto com o sindicato judeu do crime, marcou-o como um dos mais perigosos homens vivos, aos olhos da NarcotráficoS.A. .O ataque “anti-semita” da ADL contra LaRouche era puro terrorismo da Grande Mentira, conforme a tradição domembro da propaganda nazista Joseph Goebbels. Qualquer um que se preocupasse em estudar o assunto sabia que acarreira política de LaRouche fora construída sobre suas descobertas em economia física, e que em 1978 ele jáescrevera centenas de artigos e vários livros expondo as políticas econômicas de austeridade fascista por trás doholocausto nazista, que mataram milhões de judeus e outras vítimas. A difamação bizarra da ADL incitou osinvestigadores da EIR (Executive Intelligence Review) a estudarem a história da suposta organização dos “direitos civisjudeus”.Surgiu assim a prova de um legado de setenta anos de intimidade da ADL com os gangsters judeus, de Meyer Lansky eseu pupilo Arnold Rothstein, patrocinador da “Nossa Gente”, às figuras mais contemporâneas da Narcotráfico S.A.como Max Fisher, Edgar Bronfman, Edmond Safra, Meshulan Riklis, e o próprio chefe nacional da ADL, KennethBialkin, advogado de Robert Vesco da “conexão americana”do Cartel de Medellín. Também descobrimos que muito doapoio financeiro à ADL vinha das principais famílias do establishment anglo-americano, cujas fortunas começaram comos bancos e companhias comerciais britânicos, donos dos navios clippers transportadores de ópio da china no séculopassado.Devido à herança do crime organizado da ADL, também não foi surpresa que uma das primeiras e piores difamações amando desta contra LaRouche fosse publicada na revista HIGH TIMES (Na Hora), o órgão não oficial do lobby dasdrogas. O artigo de Chip Barlet era intitulado “Guerra às Drogas : a estranha história de Lyndon LaRouche: o cérebrosinistro da Coalisão Nacional Anti-Drogas-eles querem tirar suas drodas!”.Até hoje, a ADL tem poder sobre a corrupção da política e do sistema judiciário americanos, comprada e paga com oslucros do comércio internacional de drogas. Lyndon LaRouche foi levado à prisão por uma orquestração do dinheirodas drogas, apoiada por funcionários governamentais e agências privadas por ordem da Narcotráfico S.A. .No verão de 1982, a ADL foi apoiada em seus esforços no grupo “Peguem LaRouche” por Henry A. Kissinger, antigoSecretário de Estado e aquinhoado com o prêmio de “Homem do Ano da ADL”. Kissinger lançou a vendeta paraconseguir do governo federal que acabasse com o movimento de LaRouche. 16
  17. 17. O caso do seguidor de LaRouche, Lewis Du Pont Smith, ilustra o desespero dos esforços de Kissinger e da Força Tarefa“Peguem LaRouche” para suspender a organização, pelo movimento de LaRouche, de uma guerra nacional às drogas.Herdeiro da fortuna da família industrial du Pont, Smith contribuiu com 212.000 dólares para aquele movimento em1985, a maior parte para a publicação da segunda edição deste livro. Em alguns meses, os pais de Smith- aconselhadospor ninguém menos que Kissinger- conseguiram um julgamento no condado Chester, na Corte de Apelações daPensilvânia, tirando seu filho do controle de sua herança, e suspendendo seus direitos humanos básicos- como o deassinar contratos e se casar, sob a acusação de que Smith era “mentalmente incompetente”. Smith é o primeiro caso nahistória americana em que um indivíduo foi declarado incompetente pelo tribunal com base em sua filiação política. KISSINGER: AGENTE DA INFLUÊNCIA BRITÂNICAEmbora Kissinger seja historicamente íntimo aliado das mais fanáticas facções em Israel e no establishment sionista dosEstados Unidos, sua aliança primeira, em toda a sua carreira política, tem sido com a coroa britânica e seus tentáculosfinanceiros e de inteligência.Em 10 de maio de 1982, discursando em uma celebração no Real Instituto para Assuntos Internacionais ( RoyalInstitute of International Affairs-RIIA), na Chatham House de Londres, Kissinger gabou-se de que, em sua carreira nasadministrações Nixon e Ford, ele tinha sido mais íntimo do Ministro do Exterior britânico do que de seus colegasamericanos, e que tinha recebido todas as suas principais linhas políticas de Londres. Kissinger fundou a “firma deconsultoria” internacional Kissinger Assossiates em sociedade com o britânico Lord Peter Carrington, logo após aquelediscurso na Chathan House.Esta é sucessora da antiga Companhia Britânica das Índias Ocidentais, e serve como think-thank (ninho de idéias-N.E.)e braço de inteligência estrangeira da coroa britânica. As raízes da Chathan House estão fincadas na política da guerrado ópio britânica do século XIX.Kissinger não é estranho ao mundo do tráfico internacional de drogas. A edição de 1978 de Narcotráfico S.A. publicouque Kissinger teve um papel principal ao encobrir o envolvimento da República Popular da China no comércio deHeroína do Triângulo Dourado do sudeste asiático, no começo dos anos 70, quando ele voava entre Washington ePequin armando a política de “carta chinesa”. Dezenas de milhares de veteranos americanos, que se viciaram em drogasno sudeste asiático durante a guerra do Vietnã, devem encarar Kissinger como ao menos parcialmente responsável porseu vício. Mais tarde, durante os anos 80, pela Kissinger Assossiates, Henry Kissinger tornou-se sócio comercial dealguns dos mesmos senhores chineses do ópio a quem protegera das sanções americanas por mais de uma década.Kissinger enfureceu-se quando LaRouche e seus associados espalharam largamente o texto oficial de seu discurso naChathan House para documentar que Kissinger é um leal servidor da coroa britânica. Ele opôs-se a LaRouche napolítica da administração Reagan. Em 1982, uma grande batalha explodiu dentro da administração a respeito daemergente crise da dívida ibero-americana, da qual LaRouche estivera avisando os altos funcionários da Casa Brancapor meses. A confrontação evoluiu entre LaRouche e Kissinger sobre se Washington negociaria uma solução eqüitativada crise da dívida, em bases governamentais, ou se apoiariam as políticas do FMI visando maior pilhagem dos vizinhosdo nosso hemisfério.Um conjunto de cartas pessoais de Kissinger ao então diretor do FBI, William Webster, durante o verão e o outono de1982, documenta o papel de Kissinger. FORMADA A FORÇA-TAREFA “PEGUEM LAROUCHE”Em 19 de agosto de 1982, Henry Kissinger escreveu a então infame carta “Prezado Bill”a Webster, exigindo açãocontra o movimento de LaRouche: “Porque estas pessoas se tornaram crescentemente detestáveis, tomei a liberdade depedir a meu advogado, Bill Rogers, para procurar você e pedir seu conselho, especialmente com respeito à segurança.Foi bom ver você no Bosque (Boemian Grove-Bosque Boêmio, onde convidados masculinos se vestiam de mulher e alibrincavam ruidosamente N.E.) ... calorosas saudações”.Os esforços pessoais de Kissinger, ajudado pela chamada Divisão de Direitos Civis da ADL, foram aumentados emjaneiro de 1983, a pedido de Kissinger, pela intervenção de vários membros da chefia do Conselho de InteligênciaEstrangeira (PFIAB) do Presidente Ronald Reagan, conduzidos por Edward Bennett Williams, David Abshire e LeoCherne. Estas exigiram que o FBI iniciasse uma investigação internacional sobre Lyndon LaRouche, clamando que apublicação por LaRouche da afirmação de Kissinger da venda dos Estados Unidos aos interesses britânicos, soviéticos eda Narcotráfico S.A. era de certa forma “subversiva”.Os documentos governamentais catalogam o papel dos camaradas de Kissinger no PFIAB. Um memorando de Webstera seu principal representante Oliver Revell, datado de 12 de janeiro de 1983, dizia em parte: Na reunião do PFIAB hoje,(nome censurado) levantou a questão das atividades do Partido Trabalhista americano e de Lyndon laRouche. Notou 17
  18. 18. que ele e uma quantidade de outros americanos de vida pública tinham sido sujeitos a repetidos embaraços porLaRouche, e imaginava se o FBI tinha base para investigar estas atividades SOB CONTROLE OU DE OUTRAFORMA. Um grupo de membros presentes, incluindo Edward Bennett Williams, levantou a questão das fontes paraestas atividades do Partido Trabalhista americano. Em vistas das grandes quantias obviamente gastas no mundo,levantou-se a questão se o Partido Trabalhista americano poderia estar recebendo fundos de agências de inteligênciahostis (grifado).”O pedido do PFIAB levou, no começo de 1983, à abertura de uma investigação formal do FBI sobre Lyndon LaRouchee seus associados. Aquele pedido forneceu a cobertura legal para uma ofensiva total a fim de tirar LaRouche e seusassociados de circulação e leva-los à prisão. O “controle” sob o qual a campanha inconstitucional “Peguem LaRouche”foi conduzida estava contido em um documento da Casa Branca pouco conhecido, a ordem executiva 12333, assinadapelo Presidente Reagan em dezembro de 1981. Esta dava ao FBI e às agências de inteligência americanas um amplomandato para espionar e conduzir ações secretas contra cidadãos americanos julgados opositores da administração emvigor. A mesma ordem também permitia às agências usarem cidadãos particulares como seus agentes ao realizarem asações. Aqui, a ADL tornou-se componente integral da Força-Tarefa governamental “Peguem LaRouche”.A ADL e Kissinger encontraram seus mais dispostos colaboradores, dentro da administração Reagan-Bush, entre osfantasmas e os funcionários da Casa Branca envolvidos no ilegal e secreto programa Irã-Contras. Mais uma vez, aspegadas da Narcotráfico S.A. estavam em toda parte. LAROUCHE CONTESTA A POLÍTICA PARA OS CONTRASNos primeiros anos da administração Reagan, LaRouche colaborara com vários altos funcionários ao desenvolvimentoda Iniciativa de Defesa Estratégica (“Guerra nas Estrelas”) e outras políticas de segurança nacional.Durante o período 1982-83, LaRouche e seus colegas tinham sido sem alarde contactados e chamados a tambémcooperarem com os esforços da administração para apoiar a gerrilha dos contras que lutava para derrubar o regimesandinista na Nicarágua. LaRouche avisou a administração Reagan que os contras eram um grupo inteiramente nasmãos das organizações internacionais de tráfico de drogas e armas, e que todo o programa anti-sandinista---e osesforços anti-drogas da administração Reagan, amplamente alardeados, com ele--- estava fadado ao desastre se aadministração continuasse com seu programa de apoio aos Contras. Como plano alternativo de ação, LaRouchepropunha que a administração focalizasse seus esforços na América Central em uma guerra total às drogas que exporia,entre outras coisas, o envolvimento soviético, cubano e sandinista nesse comércio.Por esta época, sob pressão de Wall Street e do lobby sionista, Henry Kissinger tinha sido nomeado chefe da comissão“Fita Azul” da administração Reagan para a política da América Central. Um ex-empregado da ADL, Carl Ghershman,foi nomeado chefe da Doações Nacionais para a Democracia (NED), uma agência de recolhimento de fundos paraoperações secretas, sediada na Agência de Informação Americana do Departamento de Estado, que estava no centro doapoio secreto aos Contras.Para Kissinger e a NED, dirigida pela ADL, negociar com traficantes de cocaína não era problema. Mas a exposiçãopública, por LaRouche, da colocação dos principais traficantes de drogas na folha de pagamentos do governo eraproblema.Um memorando de maio de 1986, do agente Richard Secord, do programa Irã-Contras da Casa Branca, ao membro doConselho de Segurança Nacional Oliver North confirma que o sistema de apoio aos Contras--- que o Senador DavidBoren (democrata de Oklahoma) apelidou de “governo secreto paralelo”--- estava coletando informação contraLaRouche.Na primavera de 1986, em seguida as dramáticas vitórias eleitorais, nas primárias do Partido Democrata em Illinois, dedois candidatos laruchistas a Vice-governador e Secretário de Estado, as forças “Peguem LaRouche” dentro do governoganharam velocidade, especialmente dentro do profundamente corrompido Departamento de Justiça e do FBI.Dois dos mais zelosos ativistas no Departamento de Justiça eram William Weld e Arnold Burns. Weld era o ProcuradorFederal em Boston, e deu o golpe pioneiro contra LaRouche. Tornou-se chefe da Divisão Criminal do Departamento deJustiça em setembro de 1986, o número dois na hierarquia. Agora Governador de Massachussets, Weld é o rebento deuma família proeminente de sangue azul que fez sua fortuna no comércio de ópio da China.Arnold Burns, representante do Procurador Geral, era diretor do Banco Sterling National da ADL, um grupo fundadopelos camaradas da máfia de Meyer Lansky, e implicado nos negócios de dinheiro quente nos Estados Unidos, Itália eIsrael. O próprio Burns quase fora acusado em um esquema de lavagem de dinheiro conduzido pelo serviço secretoisraelense, o Mossad. Mais tarde se saberia que os sócios de Burns no esquema eram parte da gangue de espionagemisraelense-soviética de Jonathan Jay Pollard. 18
  19. 19. Em outubro de 1986, um exército de mais de 400 policiais federais e estaduais, acompanhados por helicópteros, aviõese um caminhão blindado de transporte de tropas, invadiu os escritórios de várias publicações associadas a LaRouche emLeesburg, na Virgínia. Esta foi a maior ação paramilitar doméstica feita pelo governo federal desde os distúrbiosestudantis e urbanos de fins dos anos 60 e começo dos 70. O propósito era simplesmente executar dois mandatos debusca e fazer quatro prisões de pessoas sem ficha criminal!Nos anos seguintes, LaRouche e dúzias de associados foram presos e julgados. Uma acusação a LaRouche e uma dúziade co-réus em uma corte federal de Boston terminou em um “julgamento incorreto” em 4 de maio de 1988. O júri deBoston ouviu 92 dias de depoimentos de testemunhas governamentais. O réu nunca pode apresentar sua versão.Entretanto, os jurados, de acordo com notícias da imprensa, estavam com tanta raiva do comportamento do governoque, ao se reunirem após dissolvido o júri pelo juiz, votaram que LaRouche e os outros eram “não culpados” em todasas 125 acusações. Um jurado disse ao Boston Herald, em 5 de maio de 1988, que ele e seus colegas estavamconvencidos que o governo havia cometido crimes contra LaRouche. Este, disse a imprensa que lhe haviam negado overedito de inocente.Seis meses mais tarde, o Departamento de Justiça novamente acusou LaRouche em uma corte federal distrital deAlexandria, em Virginia, com acusações quase idênticas. O juiz e o júri foram manipulados. O primeiro jurado, ofuncionário do Departamento de Agricultura chamado Buster Horton, tinha sido membro de uma força-tarefagovernamental secreta que incluía Oliver North. O juiz, Albert V. Bryan Jr. , tinha sido sócio comercial do comerciantesecreto de armas Sam Cummings. Neste julgamento federal e nos estaduais subseqüentes em Virginia, altos empregadosda ADL trabalharam como membros de fato do grupo governamental de acusação. Em um incidente significativo, aADL foi apanhada tentando subornar um juiz da Commonwealth da Virginia com promessa de um posto na supremacorte estadual, em recompensa pela condenação dos réus e LaRouche.Em 27 de janeiro de 1989, alguns dias após George Bush tomar posse como Presidente, LaRouche teve negada suaapelação pendente por fiança e foi jogado em uma prisão federal, com seis colegas. LaRouche foi sentenciado a 15 anosde prisão--- sentença perpétua para um homem já com 60 e tantos anos. Bush pôs sua aprovação à prisão ao recusarliberar milhares de páginas de provas de inocência sob controle da Casa Branca. De todos os seus adversários políticose críticos, Lyndon LaRouche era aquele a quem George Bush desesperadamente queria fora do caminho.Mas a prisão de LaRouche e alguns de seus colegas mais próximos não era suficiente para satisfazer a NarcotráficoS.A.. Duas das publicações ligadas a LaRouche, New Solidarity (Nova Solidariedade), um jornal quinzenal com maisde 100.000 assinantes, e Fusion (Fusão), uma revista de ciência com mais de 114.000 assinantes, foram invadidas pelogoverno em 21 de abril de 1987 e fechadas, em uma ação que côrtes federais depois declararam ter sido ilegal. MartinV. B. Bostetter, juiz federal de falências, escreveu em sua decisão de 25 de outubro de 1989, sustentada em apelação,que a ação governamental tinha sido de “má-fé” e que o governo tinha cometido uma “fraude à côrte”. OS BARÕES DAS DROGAS NÃO PODEM SER PATRIOTASQuando Lyndon LaRouche primeiro avisou altos funcionários da admnistração Reagan sobre as ligações dos Contrasnicaragüenses com o cartel das drogas, não era ainda publicamente sabido que o governo americano vendia drogas aosseus jovens cidadãos americanos para financiar a guerra secreta daqueles Contras (mesmo que à época alguns bemintencionados funcionários governamentais pensassem que eles verdadeiramente combatessem as drogas). Dias após ainvasão em Leesburg, os primeiros detalhes do escândalo Irã-Contras apareceram, em seguida à queda de um aviãoamericano de abastecimento em território nicaragüense e a prisão de Eugene Hasenfus, membro da tripulação. Nosmeses seguintes, mais e mais peças da corrupção secreta do governo apareceram.O caso do Tenente-Coronel Oliver North é bom exemplo desta corrupção, especialmente porque a mídia se empenhoumuito em construir a imagem do super-espião da Marinha e da Casa Branca como modelo de patriota americano.Provas tornadas públicas nas audiências sobre Irã-Contras no Congresso, por casos nas cortes federal e estaduais eacusações penais internacionais, revelam que Oliver North estava no meio de uma enorme operação internacional detráfico de armas por drogas, dirigida de seu escritório do Conselho de Segurança Nacional no antigo edifício deescritórios ao lado da Casa Branca.O Coronel North era o principal funcionário do programa de suprimento aos Contras. Mas era o Vice-presidente GeorgeBush, antigo diretor da CIA, que estava formalmente encarregado de todo o programa de ações secretas para a AméricaCentral, na administração Reagan. Pela Direção da Diretiva de Segurança Nacional 3 (NSDD 3) assinada por RonaldReagan em maio de 1982, Bush foi colocado dirigindo dois comitês secretos pouco conhecidos da Casa Branca: oGrupo de Situações Especiais (SSG) e o Grupo de Pré-Planejamento de Crises (CPPG). Oliver North era o secretáriodeste e dirigia o show fantasma da América Central--- sob George Bush. 19
  20. 20. A agenda pessoal de North, que catalogava a maioria de suas reuniões, telefonemas e observações nos dias da CasaBranca, provam que ele bem sabia que os Contras estavam sendo fortemente financiados pelos traficantes de cocaínabaseados em Miami. Por exemplo, a anotação à mão de 26 de março de 1985 na agenda de North diz; “Rafael Quintero--- agente de Secord deve estar no litoral quando chegarem--- como ligação w/APLICANO...Quintero...”Vários diasdepois, em 3 de abril, uma nota subseqüente diz: “0600--- RAFAEL QUINTERO--- (preso)---conhecido traficante denarcóticos--- Enrique Camarena...”Este foi o agente da Administração Policial contra Drogas (DEA) em Guadalajara, no México, seqüestrado e torturadoaté a morte em fevereiro de 1985. Em 1990, Juan Ramón Matta Ballesteros, um hondurenho que ajudou a estabelecerrotas de cocaína pelo México, foi condenado com vários outros homens na corte federal de Los Angeles porconspiração para seqüestrar e matar Camarena. Ao tempo desse caso, Matta Ballesteros era o proprietário de umaempresa de aviação charter hondurenha, SETCO Air, que recebeu mais de meio milhão de dólares do Departamento deEstado americano para levar “ajuda humanitária” aos Contras do programa de Oliver North na Casa Branca. Outrosfundos, tirados diretamente das contas secretas de North-Secord na Suíça, foram também passados a SETCO Air.Pior ainda, de acordo com um relatório publicado no Washington Post em 5 de julho de 1990, um rancho perto deVeracruz, no México, de propriedade de Rafael Caro Quintero, o mentor da tortura e morte de Camarena e cabeça damáfia mexicana das drogas, era usado pela CIA para treinar as guerrilhas centro-americanas, como ainda outro aspectode North na Casa Branca. De acordo com o informante da DEA, Laurence Victor Harrison, a CIA usava a Diretoria deSegurança Federal mexicana (DFS) como cobertura no caso de surgirem questões quanto a quem dirigia o treinamento.Representantes da DFS, que estavam à frente do campo de treino, estavam na verdade agindo em conluio com osgrandes senhores das drogas para assegurar o fluxo de narcóticos pelo México para os Estados Unidos.Outra anotação na agenda de North em 9 de agosto de 1985, remove qualquer dúvida quanto a Oliver North saber tudoda conexão Contras-cocaína: “O DC-6 hondurenho usado para saídas de Nova Orleans provavelmente é usado paraentrada de drogas nos Estados Unidos”. O avião hondurenho em questão era o de Matta Ballesteros.North e companhia estavam bem a par da conexão da cocaína a mais tempo, de acordo com outros relatóriosgovernamentais. Em 26 de setembro de 1984, o Departamento de Polícia de Miami forneceu ao agente especial do FBI,George Kiszynski, um relatório de investigação, identificando uma rede de traficantes de cocaína de Miami que estavacarreando dinheiro para os cofres dos Contras. Dias após esta entrega, de acordo com depoimento no Congresso, foraele passado para Oliver Revell, personagem importante na força-tarefa “Peguem LaRouche” e ligação North-FBI para oprograma da América Central da Casa Branca.Esse documento dizia em termos claros; “Frank Castro é um associado íntimo de um indivíduo chamado FranciscoChanes...Este é um traficante de narcóticos...Chanes dá apoio financeiro a grupos anti-castristas e às guerrilhas doscontras nicaragüenses; o dinheiro vem das transações com narcóticos...Frank Castro contatou Mr. Coutin para dar àLegião Cubana apoio financeiro para lutar contra o governo marxista-sandinista da Nicarágua...e apoio financeiro vemdas drogas.” LIGAÇÕES DA CASA BRANCA COM OS TERRORISTASO conluio de North com os traficantes de drogas não se limitava à América Central. Na primavera de 1986, de acordocom a investigação do Congresso sobre o caso Irã-Contras, North, o então Conselheiro de Segurança Nacional, RobertMcFarlane e outros funcionários da administração abriram um chamado “segundo canal” para negociar secretamente atroca de armas por reféns com os terroristas, baseados no Líbano, que tinham reféns americanos. Este “segundo canal”era um sírio chamado Mansur al-Kassar, um contrabandista internacional de heroína, hashishe e cocaína muitoconhecido, também implicado em uma série de ataques terroristas e seqüestros no Oriente Médio, inclusive a infameinvasão do navio Achille Lauro, no qual o americano Leon Klinghoffer foi morto. Al-Kassar forneceu armas à Frente deLibertação da Palestina (FLP), grupo responsável pelo ataque do Achille Lauro, e durante anos dirigiu uma ganguemercenária de seqüestros no Líbano com Abul Abbas, chefe da FLP. Al-Kassar também vendeu armas soviéticas aogrupo Setembro Negro de Abu Nidal e ao comando geral de Ahmed Jibril da Frente Popular para Libertação daPalestina apoiada pela Síria.Al-Kassr era o sócio no mercado negro do Vice-presidente da Síria, Rifaat al-Assad, irmão do Presidente Hafez al-Assad. Em 1986, autoridades espanholas obtiveram fotos do encontro de al-Kassar e Rifaat al-Assad em Marbella como chefe do cartel de Medellín Pablo Escobar Gaviria. O objetivo do encontro era estabelecer operações para expandir otráfico de cocaína para a Europa continental. Al-Kassar durante este período foi identificado nos arquivos da CIA comoagente da KGB soviética e importante contrabandista de armas soviéticas para o Ocidente.Nada disto dissuadiu North e companhia de trazer al-Kassar para a “empresa” na Casa Branca. Ele nunca conseguiulibertar qualquer refém, mas conseguiu tornar-se um dos fornecedores de armas soviéticas para os Contras. Em 1986, só 20
  21. 21. uma transação carreou 1,5 milhão de dólares em pagamento para al-Kassar da conta de North-Secord no banco suíçoLake Resources.Em troca desses favores, as atividades terroristas e com drogas de al-Kassar receberam proteção do Conselho deSegurança Nacional, que continuou até muito tempo após o escândalo Irã-Contras haver explodido nas mãos de North,Secord, do diretor da CIA William Casey e outros. De acordo com um relatório, as estreitas ligações de al-Kassar com aCasa Branca podem ter levado à morte 270 pessoas.Em 21 de dezembro de 1988, semanas antes da posse de George Bush como Presidente, uma bomba explodiu ederrubou o vôo 103 da PANAM em Lockerbie, na Escócia, quando 259 passageiros e tripulantes do avião, e 11 pessoasem terra, morreram.Ainda não se sabe exatamente como a bomba foi colocada a bordo do avião. A história completa pode nunca vir à tona.Advogados e investigadores da empresa, tanto quanto o Deputado James Traficant (democrata de Ohio), já sugeriramque Mansur al-Kassar pode estar envolvido. Aparentemente, contrabandistas de heroína empregados no aeroportointernacional de Frankfurt, na Alemanha, colocaram a bomba no vôo 103, e os homens de al-Kassar foram protegidospelo pessoal da CIA em Frankfurt como parte do acordo de libertação de reféns e outros aspectos da nova“aproximação sírio-americana”.De acordo com o colunista Jack Anderson, em abril de 1989, o Presidente Bush conferenciou com a Primeira-ministraMargaret Thatcher, e os dois ordenaram que as inteligências britânica e americana escondessem o alegadoenvolvimento de al-Kassar na explosão de Lockerbie. Se as acusações de Anderson forem verdadeiras, o massacre deLockerbie foi completamente encoberto, como foi o papel da Síria no florescente e multibilionário comércio de heroínae hashishe no Oriente Médio.Uma razão para o encobrimento foi que o uso das redes de contrabando de drogas do Oriente Médio era braço geral dodespistamento da era Irã-Contras da época Reagn-Bush, como foi o uso de pilotos do cartel de cocaína colombiano elavadores de dinheiro para suprir os Contras. De fato, as conexões das drogas colombiana e do Oriente Médio tem umdenominador comum repetido: um componente israelense muito importante.No próprio mês, abril de 1989, em que o Presidente Bush e a Primeira-ministra Thatcher estavam aparentementeordenando o encobrimento da explosão do vôo 103 da PANAM, um relatório da DEA e da Alfândega foi censurado,pois dizia que o banco Republic National de Nova York (Republic National Bank of New York) estava servindo comolocal de lavagem de dinheiro para as organizações de tráfico de narcóticos ibero-americanas e do Oriente Médio. Essebanco é de Edmond Safra, proeminente banqueiro judeu de descendência libanesa, cujas operações bancárias mundiaisse estendem de Allepo, na Síria, ao Rio de Janeiro, no Brasil, e Manhattan.De acordo com um memorando de 13 páginas, escrito por agentes da DEA em Berna, na Suíça, e datado de 3 dejaneiro de 1989, Safra e o banco Republic National estavam implicados em uma rede de lavagem de dinheiro das drogasbaseada na Suíça e dirigida pela Shakarchi Trading Company, de Zurich. Os investigadores americanos ligaramShakarchi a uma gangue de contrabando de heroína que gozava da proteção da polícia secreta búlgara e da estatal deexportação-importação Globus (anteriormente chamada Kintex). Um relatório anterior da DEA implicara o diretor daKintex na tentativa de assassinato do Papa João Paulo II por Mehmet Ali Agca em maio de 1981. Kintex foiidentificada como o centro da “conexão búlgara” da rede internacional de contrabando de drogas.Forneceremos visãodesta gangue de drogas soviética-búlgara em um capítulo seguinte. Por agora, é suficiente anotar que: A ShakarchiTrading Company de Zurich, na Suíça, opera com uma casa de câmbio e é usada por algumas das maiores organizaçõesmundiais de tráfico de drogas para lavar os lucros destas suas atividades...Ela mantém contas no banco RepublicNational de Nova York, que apareceu em várias investigações anteriores de lavagem de dinheiro...Enquanto vivia,Mahmoud Shakarchi manteve estreita relação com Edmond Safra e as instituições bancárias nas quais Safra tinhainteresses, inclusive o banco Republic National. Desde a morte de Mahmoud, Mohammed Shakarchi, negociando pelaempresa , manteve o relacionamento com o banco Republic National. O DINHEIRO DAS DROGAS FINANCIA A ADLOs investigadores da DEA e da Alfândega, seguindo o fluxo dos lucros da heroína do Líbano pela Turquia e Bulgáriaaté a firma Shakarchi em Zurich, acharam milhões de dólares depositados na conta número 606347712, na principalfilial de Nova York do banco Republic National. Enquanto isto, agentes da DEA na Colômbia e na costa ocidentalamericana estouraram o maior esquema de lavagem de dinheiro da cocaína do cartel de Medellín já descoberto comoparte da Operação Gorro Polar da DEA. Conhecida como “La Mina (A Mina)”, o circuito de lavagem de dinheiroenvolvia uma lista de bancos na Colômbia e Uruguai e uma companhia atacadista de jóias em Los Angeles chamadaRopex. Milhões de dólares em depósitos da Ropex foram identificados pelo grupo do Gorro Polar na conta número606347712 do banco Republic National--- a mesma conta da Shakarchi Trading Company! 21
  22. 22. Sem surpresa, em 1989, enquanto a história Shakarchi-Safra ganhava as manchetes na Europa e nos Estados Unidos, obanqueiro Safra fazia uma doação de aparentemente 1 milhão de dólares como sua caridade favorita--- para a Liga Anti-Difamação (ADL)!As ligações do banqueiro Safra com a lavagem de dinheiro da Narcotráfico S.A. recuam ao menos até os meados dosanos 70, quando o banco Republic National levou o negociante de carros argentino David Graiver para dentro dossantuários de Wall Street. Graiver comprou o American Bank and Trust em 1975 e, em menos de um ano, pilhou obanco de Nova York em aproximadamente 40 milhões de dólares. Graiver convenientemente “morreu” em desastre deavião no México, justamente quando os fiscais bancários descobriram que o banco estava vazio, durante uma auditoria.Houve tal ceticismo a respeito do desaparecimento que durante anos os procuradores estaduais de Nova Yorkcontinuaram a listar Graiver como réu no caso de fraude do banco.Naturalmente, Graiver era um simples “laranja” de uma rede de lavagem de dinheiro do Mossad na Suíça, chamadaCentrade Group, do qual uma das principais figuras, Tibor Rosenbaum, é retratada em profundidade neste livro. Oessencial é que, nos últimos 20 anos, um grande e crescente componente da Narcotráfico S.A. tem sido a ligação dogangster Meyer Lansky com o Mossad israelense.Se houvesse qualquer dúvida sobre o papel principal exercido por esses elementos nebulosos dentro do serviço deinteligência israelense, em sociedade com britânicos e americanos no bazar mundial de drogas por armas, ela seriadesfeita pela chuva de balas em um canto desolado da Colômbia, em 15 de dezembro de 1989.Nesta data, unidades do Exército colombiano invadiram o conjunto do capo do cartel de Medellín José GonzaloRodrígues Gacha, perto da cidade de Pacho. Em um tiroteio no esconderijo-bunker de Gacha, este e vários guarda-costas foram mortos. Em 24 e 28 de janeiro, em invasões em dois outros ranchos de Gacha, o Exército apoderou-se deenorme estoque de armas--- a maioria fabricada em Israel. O rifle Galil usado para assassinar o candidato presidencialcolombiano Luis Carlos Galán em agosto de 1989 era parte do carregamento.A descoberta dos esconderijos de armas israelenses impeliu o governo colombiano a fazer uma interpelação formal aTel Aviv: A quem aquelas armas em particular foram vendidas? A resposta veio do Ministro da Defesa israelense: asarmas haviam sido vendidas ao governo da pequenina ilha-nação caribenha de Antigua, em um negócio bancado por umisraelense chamado Maurice Sarfati. De acordo com a versão original israelense, Sarfati, morador de Antigua, haviasupostamente bancado o negócio para o “Conselheiro de Segurança Nacional” antiguano--- um posto não existente.Muitos meses e histórias secretas mais tarde, ao menos uma aparência de verdade surgiu. A inteligência israelense---através de uma lista de companhias “laranjas”--- estivera fornecendo armas e treinamento terrorista aos esquadrões damorte do cartel de Medellín em colaboração com mercenários britânicos. E o programa inteiro tinha sido dirigido poraltos funcionários da Casa Branca de Reagan-Bush e administrado pela CIA e pelo Projeto Democracia.De fato, os fundos para a compra das armas achadas na fazenda de Gacha tinham sido fornecidos pelo Departamento deEstado americano através de um programa dirigido pessoalmente pelo Secretário assistente de Estado Elliott Abrams,que alegou culpa em 7 de outubro no julgamento dos crimes Irã-Contras. As armas foram ostensivamente compradaspara armar um fictício “governo panamenho no exílio”, nominalmente chefiado pelo antigo Presidente panamenho EricDelvalle.Este programa, parte do esforço anti-Noriega de Reagan-Bush, também envolvia membros muito poderosos do PartidoRepublicano, incluindo John Zagame e Richard Bond. Zagame, antigo assessor do Senador Alfonse D’Amato(republicano de Nova York), montou firma de consultoria e alugou-se como conselheiro do grupo Delvalle por 15.000dólares mensais. Os fundos vinham das mesmas contas que compraram as Uzi, os Galil e outras armas israelensesdescobertas nos ranchos de Gacha. Zagame, na última vez em que foi visto, dirigia uma firma de relações públicaschamada Pan Americana, com um só grande cliente, Oliver North.Ao mesmo tempo em que Zagame participava do programa anti-Noriega, os mesmos fundos também iam para outrafirma de “consultoria” , Bond Donatelli, que partilhava escritórios com Zagame em Alexandria, Virginia. Richard Bondfoi representante do chefe de pessoal do Vice-presidente Bush e antigo representante do presidente do Comitê NacionalRepublicano (RNC). Em 1991, foi convidado a se tornar presidente do mesmo por George Bush, mas recusou o convite.Frank Donatelli foi certa vez assessor político da Casa Branca de Reagan.Entre as baixas causadas pelo casamento do cartel da cocaína com a CIA e o serviço de inteligência israelense estavammilhares de inocentes colombianos vítimas dos atiradores e das bombas do cartel. Em uma semana particularmentesangrenta de junho de 1990, de acordo com relatórios do governo colombiano, mais de 640 pessoas tiveram morteviolenta, a vasta maioria às mãos do cartel. Em um avião que explodiu em novembro de 1989, fato ligado aos terroristasdo cartel treinados pelos israelenses, 117 pessoas morreram. Como já relatamos, uma das armas fornecidas pelosmercadores da morte israelenses foi usada em agosto de 1989 para assassinar o candidato presidencial favorito da 22
  23. 23. Colômbia, Luis Carlos Galán. Se houvesse sobrevivido ao atentado a tiros contra si na campanha eleitoral, Galáncertamente seria eleito Presidente da Colômbia, e estava comprometido com uma política anti-drogas dramaticamenteem contraste com a capitulação total que ocorreu como resultado de sua morte.O treinador dos esquadrões da morte de Gacha era um coronel da reserva do Exército israelense chamado Yair Klein.Sua companhia, Ponta-de-Lança Ltda. (Hod Hahanit em hebreu), abriu filiais na Colômbia no final dos anos 80. Alémdos israelenses, em operação paralela, um grupo de mercenários britânicos também treinou os esquadrões do cartel, eaté participou de operações paramilitares no interior da Colômbia. Entre eles estavam David Tomkins e PeterMcAleese, um veterano do Exército rodesiano. A maioria deles era de antigos oficiais dos Serviços Aéreos Especiais(SAS).O envolvimento da inteligência britânica, da CIA e do Mossad nos negócios colombianos foi posteriormenteconfirmado quando Louis Blom-Cooper e Geoffrey Robertson, ambos empregados da Anistia Internacional, que recebefundos da inteligência britânica, foram usados para encobrir o patrocínio oficial dos governos americano, britânico eisraelense à operação Klein e para colocar a culpa somente nos funcionários da pequena ilha de Antigua, uma colôniada coroa britânica.Logo após a escola de assassinos do cartel de Medellín começar a funcionar, Klein foi levado para um programadelicado e secreto que estava sendo montado pela administração Reagan-Bush, a conspiração para derrubar o GeneralManuel Antonio Noriega do Panamá. Em 1988, Klein foi trazido a Miami para uma série de reuniões secretas com oCoronel Eduardo Herrera, antigo embaixador panamenho em Israel. Herrera foi tirado da embaixada em Tel Aviv apóso General Noriega descobrir que ele trabalhava para o Mossad e a CIA. Então foi transferido para os Estados Unidospor Elliott Abrams e colocado formalmente na lista de pagamentos da CIA. O Coronel Klein foi designado paratrabalhar com Herrera em um plano para criar uma força panamenha de Contras que poderia ser patrocinada pelosEstados Unidos para derrubar o General panamenho, que se tornara um espinho na carne de George Bush.Como representante deste projeto secreto, Klein visitou Antigua no começo de 1989, para solicitar permissão dasautoridades locais para estabelecer uma academia de treinamento de “guardas de segurança VIP”. Sarfati--- há muitoum agente do Mossad, que comprara uma fazenda de melões em Antigua com fundos governamentais americanosarranjados por Bruce Rapaport, um suíço-israelense do esquema Irã-Contras e que era parceiro de Golf do falecidoWilliam Casey--- fez os contatos locais.De acordo com o Coronel Clyde Walker, à época chefe da minúscula força de defesa nacional de Antigua, após haver-se encontrado com o Coronel Klein e Sarfati em janeiro de 1989, dirigiu ele perguntas formais aos funcionários da CIAa cargo do leste caribenho. Em uma declaração juramentada, Walker declarou: “Preparei um relatório de inteligênciasobre o Coronel Klein e todos os outros nomes nos panfletos da Ponta-de-Lança Ltda. ... e dei o relatório ao agente daCIA americana Robert Hogan em seu quarto de hotel do Club St. James, e pedi dele investigação da firma, do Coronel ede seus treinadores.Também discuti sobre a firma e o Coronel com o chefe da CIA para o leste caribenho Sr. GeorgeKenning, na embaixada em Barbados, em meu escritório e também na sala VIP do aeroporto Grantley-Adams.” Algunsmeses depois, diz Walker em seu depoimento, o chefe da CIA para o leste caribenho George Kenning “me disse que aPonta-de-Lança parecia estar OK.”Não obstante a luz verde da CIA, os governantes de então em Antigua decidiram, em março de 1989, não aprovar opedido de Klein para a escola de treino.Neste momento, uma carga de armas israelenses atravessava o Atlântico a bordo do navio de bandeira dinamarquesaElse TH. Em 24 de abril de 1989, as armas foram transferidas no porto de Antigua para um navio panamenho, SeaPoint, e enviadas para Gacha na Colômbia.O dinheiro para pagar o carregamento de armas de 1989 veio de uma conta administrada pelo Departamento de Estadoamericano, sob controle do Secretário Assistente para Assuntos Internacionais Elliott Abrams. O recibo para assegurarque centenas de armas deixassem Israel a tempo viera por uma filial em Miami do banco israelense Hapoalim. A NARCOTRÁFIO S.A. INSTALA GOVERNOSSe ainda há qualquer dúvida de que o armamento dos esquadrões da morte do cartel de Medellín era parte do mesmoprograma que incluía a invasão, em 20 de setembro de 1989, do Panamá e derrubada do General Noriega, considere oseguinte: Após a fumaça clarear no Panamá--- milhares de cadáveres e bilhões de dólares em propriedadesbombardeadas--- a administração Bush conseguiu instalar na presidência panamenha um advogado local, Guillermo“Gordo” Endara. Uma pesquisa nos registros policiais mostra que este e vários de seus sócios advogados eram osproprietários do navio Sea Point em abril de 1989, quando o navio levou as armas israelenses para Gacha! Eles aindapossuíam o navio em fins de 1989 quando este foi parado no litoral do México e apreendido por levar uma carga maciçade cocaína. Mais ainda, mais de metade da tripulação presa pelas autoridades mexicanas estava também a bordo quando 23
  24. 24. a entrega das armas fora feita ao cartel de Medellín. De volta à terra seca na cidade do Panamá, Endara era co-proprietário, com Gacha, do Banco Interoceânico, lavador de dinheiro das drogas.Quando explodiu a conexão Mossad-Medellín no começo de 1990, o governo israelense lutou para negar que Kleinestivesse em “missão oficial” quando treinou e armou os narcoterroristas. Infelizmente para a credibilidade de suahistória, Klein não só estava ligado a Sarfati em suas aventuras caribenhas mas, em Miami, a Ponta-de-Lança Ltda. deKlein fora administrada por dois agentes muito importantes de Israel, o General Pinchas Sachar e Pesach Bem-Or.Ambos estavam oficialmente designados representantes da indústria estatal militar israelense, e era a conta de Sachar noBanco Hapoalim que recebera os fundos de Elliott Abrams para comprar as armas enviadas à Colômbia.Pesach Bem-Or fora designado anteriormente, na administração Carter, como o principal mercador de armas doMossad na cidade da Guatemala, importante centro para o posterior suprimento dos Contras. De acordo com relatóriosde testemunhas visuais, o Assessor de Segurança Nacional de Carter, Zbigniew Brzezinski, calmamente informou ajunta guatemalteca em 1978---após Carter suspender toda ajuda militar americana ao país por supostas violações dedireitos humanos---que Bem-Or forneceria todas as armas e o necessário treinamento militar com as bênçãos secretas deWashington. Bem-Or fez isto---com superfaturamento de 600%. Uma década mais tarde, Bem-Or ainda negocia com aGuatemala--- dos escritórios que partilha em Miami com o General Sachar e o Coronel Klein. POR QUE UMA TERCEIRA EDIÇÃO ?Desde que a segunda edição de Narcotráfico S.A. foi publicada por EIR em 1986, o cartel internacional de narcóticoscontinuou firmemente a ganhar terreno, especialmente dentro dos Estados Unidos. Por causa disto, o mais fortecombatente anti-drogas da nação, Lyndon LaRouche, foi levado à prisão e o povo americano deixou isto acontecer. Ëuma falha moral.Mas, voltando ao assunto, os editores de EIR decidiram que a véspera das eleições presidenciais de 1992 era ummomento apropriado para lançar a terceira edição de Narcotráfico S.A.. Os acontecimentos da época davam umaoportunidade histórica única de derrotar o cartel das drogas, uma chance que não podíamos ignorar.A fraude da “recuperação econômica” de Reagan-Bush está sendo exposta ao mundo inteiro--- especialmente dentrodos Estados Unidos, onde o controle da Narcotráfico S.A. sobre as mais poderosas instituições financeiras levou osEstados Unidos a uma segunda Grande Depressão. Estas instituições falidas estão agora maduras para seremsubstituídas por novas, livres da corrupção da Narcotráfico S.A..Além disso, as revoluções pacíficas no leste da Europa e na antiga União Soviética demonstram que não é maisautomático que “cidadãos acima de qualquer suspeita” possam livremente agir fora da lei. As imagens de Ceausescu naRomênia ou Honecker na antiga Alemanha Oriental sendo executados ou julgados por traição podem ser claro aviso,àqueles que ainda se agarram ao poder, de que seu tempo de lugar ao sol está chegando ao fim.Em 1985, poderosas famílias puderam suprimir de circulação Narcotráfico S.A.---o clã Cisneros da Venezuela ordenoua censura da edição em língua espanhola na Venezuela. Hoje entretanto dúzias de parlamentares da Venezuela, Peru,República Dominicana e outra nações latino-americanas pedem publicamente que a censura seja levantada. Velhosassociados do grupo Cisneros e do Presidente Carlos Andrés Pérez estão sendo acusados em audiências congressuais deterrorismo, tráfico de drogas e negócios com o mercado negro de armas. Estes desenvolvimentos viraram a políticavenezuelana de cabeça para baixo.A falência do poder da Narcotráfico S.A., evidenciada por estes acontecimentos externos, pode também ocorrer nosEstados Unidos.Este livro é uma munição para lutar, e ganhar, a guerra contra a Narcotráfico S.A..Nesta terceira edição, reproduzimos quase todos os capítulos publicados na edição espanhola de 1985 e na inglesa de1986 (segunda). Parte deste material vem da histórica primeira edição de Narcotráfico S.A. , com o subtítulo “GuerraBritânica do Ópio Contra os Estados Unidos”, que vendeu quase imediatamente 50 mil cópias quando foi publicado em1978. Em detalhes, partes do texto contém dados ultrapassados, especialmente nas seções discutindo o tamanho docomércio global de drogas e as maiores áreas de produção e consumo. Não obstante, a metodologia de nosso trabalhooriginal---que identifica as instituições e os indivíduos que dirigem a Narcotráfico S.A. , traçando o fluxo dos lucros dasdrogas pelo sistema bancário internacional--- permanece válido hoje. E continua verdade que, quando este volume foiprimeiramente publicado há treze anos, uma guerra competente às drogas deveria ter começado contra as instituiçõesbancárias e banqueiros que “lavam” os lucros mal ganhos da Narcotráfico S.A..Para esta terceira edição acrescentamos, com a nova introdução, um capítulo detalhando as taxas fenomenais decrescimento da Narcotráfico S.A. , que dobram de tamanho a cada cinco anos, e um capítulo documentando o 24
  25. 25. surgimento da maconha como colheita mais lucrativa da América. Finalmente, atualizamos o apêndice C, sobre a LigaAnti-Difamação de B’Nai B’rith (ADL) e juntamos um novo apêndice sobre o papel da República Popular da China notráfico global de drogas. 25
  26. 26. 2NARCOTRÁFICO S. A. DOBRA A CADA 5 ANOSEm fevereiro de 1991, a Casa Branca de Bush publicou seu terceiro relatório anual “Estratégia Nacional de Controle deDrogas”. O documento é um compêndio de estatísticas adulteradas e conclusões não comprovadas. Na entrevisttacoletiva em que o relatório foi apresentado, o Presidente Bush, acompanhado pelo Procurador Geral RichardThornburgh e o recém designado czar das drogas Bob Martinez, declarou que os Estados Unidos haviam ganho umavitória quase total na guerra às drogas.Foi um dos casos mais vergonhosos de fraude governamental registrados. Até na capa, o relatório admitia que não haviaestatísticas disponíveis sobre o volume total de drogas ilegais circulando nas ruas dos Estados Unidos, ou a quantidadede maconha produzida domesticammente e distribuída. A afirmação Presidencial de que as admissões por overdosesnas emergências hospitalares estavam caindo é exemplo clássico de duplo sentido. As estatísticas caíram porque asemergências, atingidas por cortes orçamentários, simplesmente pararam de compilar dados à Rede de Aviso de Abusode Drogas (DAWN), o órgão federal responsável pela organização destas estatísticas.A entrevista à imprensa de Bush-Thornburgh-Martinez foi, sob qualquer aspecto, pura hipocrisia. Martinez era antigoGovernador da Flórida, o ponto favorito de entrada de cocaína nos Estados Unidos para os contrabandistas do cartelcolombiano de Medellín. O Procurador Geral Thornburgh, estava naquele mesmo momento envolvido em um grandeescândalo de uso generalizado de cocaína por vários de seus mais antigos e confiáveis assessores. Henry Barr, o contatodo Procurador Geral com todos os Procuradores Federais a cargo de importantes acusações por narcóticos, logo seriaindiciado e condenado por uso de cocaína e perjúrio. Richard Guida, que servira como assessor de Thornburgh quandoo Procurador Geral era Governador da Pensilvânia, foi indiciado por tráfico de cocaína pelo mesmo Grande Júri federalque indiciou Barr. Guida confesou-se culpado para evitar acusação e condenação a 100 anos por tráfico. As testemunhasna Pensilvânia apontaram o próprio filho do Procurador Geral como a personagem principal na gangue “yuppie” decocaína operando dentro e fora do Palácio do Governo Estadual da Pensilvânia.Dois meses depois desse espetáculo lamentável, a DEA (Drug Enforcement Agency-Agência de Esforço ContraDrogas) publicou um relatório de circulação limitada, negada ao público em geral. O relatório avisava que os EstadosUnidos estavam sendo inundados com heroína barata e de grande pureza, vinda do Triângulo Dourado no sudesteasiático. Mesmo no relatório, atento à política da “carta chinesa” da Casa Branca e do Departamento de Estado, foivastamente subestimado o papel do regime de Pequim na produção daquela droga.A administração Bush não podia explicar sua Grande Mentira sobre a “vitória” na guerra às drogas, alegando que adocumentação adequada não pudera ser obtida. Justamente três meses antes que a “Estratégia Nacional de Controle dasDrogas” fosse apresentada ao público, a revista EIR publicou uma análise detalhada da epidemia das drogas. Conclusãoda EIR: Narcotráfico S. A. estavva dobrando a cada 5 anos! Os detalhes eram chocantes.Ao contrário da propaganda em causa própria da administração Bush, o consumo de drogas destruidoras da mente,como maconha e cocaína, Não está declinando nos Estados Unidos, Não está contido, sua taxa de crescimento NEMMESMO ESTÁ DECRESCENDO. Está subindo a jato. Há atualmente cerca de 70 milhões de americanos queconsomem drogas- quase 1/3 da população total.Mais ainda, o cartel único, integrado e multinacional que conduz o comércio, e que é chamado propriamente de“Narcotráfico S.A.”, está agora atarefado em expandir vastamente seus mercadoos na Europa e no Japão o que, se nãofor impedido, fará às suas juventudes, suas cidades e suas economias, o que já foi feito a nós na América.Na segunda edição deste livro em 1986, os pesquisadores da EIR concluíram que o comércio de drogas nos EstadosUnidos aumenta no mínimo 250 bilhões de dólares anualmente, e que, se suas outras atividades e aspectos da“economia negra” (como armas ilegais e o comércio de ouro) fossem levados em conta, a soma total seria 500 bilhõesde dólares anuais.Pode-se agora demonstrar que estes algarismos eram baixos demais. Em 1986, somente o tráfico mundial de drogasestava perto de 400 bilhões. Em 1989, o último ano em que os algarismos estão disponíveis, aquele total pulara para 558bilhões. Isto é muito mais que o consumo anual do mundo em petróleo. É mais de 50% maior que o PNB (ProdutoNacional Bruto-N.T) do Brasil, a maior nação da Ibero-América, e a oitava maior economia do mundo capitalista. Écerca de metade do PNB da Alemanha, a mais forte economia de Europa ocidental (figura 1). 26
  27. 27. Estes são cálculos conservadores, baseados principalmente em estatísticas oficiais de produção da DEA, assumindo-seque 10% da quantidade produzida é perdida para a polícia e por desperdício. Se formos também considerar outras áreasda chamada “economia negra” – armas ilegais, ouro e transações relacionadas ao tráfico de drogas- é possível que ototal chegue a 1 trilhão de dólares em 1989.Tudo isto é um câncer, uma doença que está destruindo as economias produtivas dos setores avançado e dedesenvolvimento do mundo.O comércio de drogas está crescendo exponencialmente nos últimos 10-15 anos. O Quadro 1, baseado em estimativasde produção, mostra que os lucros anuais da Narcotráfico S. A. vindos da venda de drogas nas ruas cresceu de 175bilhões em 1977, para cerca de 400 bilhões em 1987 e 558 bilhões de dólares em 1989.Está subindo a uma percentagemde cerca de 18% anuais nos últimos anos-mais rapidamente que qualquer economia produtiva na face da Terra. NESTAVELOCIDADE, O TAMANHO DA NARCOTRÁFICO S. A. DOBRA A CADA 5 ANOS!!!Seus principais componentes são a cocaína (da qual a Ibero-América é o único produtor mundial), maconha e hashishe(dos quais a Ibero-América e os Estados Unidos são os maiores produtores), ópio e heroína (dos quais as maioresquantidades sem dúvida são produzidas no sudeste e sudoeste asiáticos), e outras drogas químicas sintéticas como asanfetaminas, LSD, etc. Veremos cada um desses componentes mais detalhadamente a seguir, mas agora note que aIbero-América produz cerca de 55% do valor total das drogas no mundo-quando era de 43% há doze anos.Isto não justifica que as nações Ibero-Americanas recebam este dinheiro das drogas. Bem ao contrário: Os maioresbancos internacionais que financiam este comércio recebem, lavam e usam o dinheiro para sustentar seu sistemafinanceiro internacional falido. A figura 2 mostra que, nos últimos doze anos, o lucro total acumulado que os bancosreceberam, somente da Ibero-América, do comércio de drogas é quase de 2 trilhões de dólares. Isto torna pequena até agigantesca dívida externa ibero-americana de 430 trilhões de dólares.Em face disto, a chamada “Guerra às Drogas” da administração Bush é uma piada cruel. Seu propósito oficial é, quandomuito, reduzir o comércio de drogas em 50% em um período de dez anos. Na prática, significa que Washington estáescolhendo qual máfia das drogas sobreviverá e florescerá, e qual será riscada do mapa-enquanto isso,confessando quea melhor solução seria legalizar o comércio por inteiro. Do começo ao fim, os controladores financeiros da NarcotráficoS.A estão protegidos de qualquer acusação. É necessário um tipo muito diferente de guerra às drogas. COCAÍNA: INDÚSTRIA CRESCENTEOnde as drogas ilegais são produzidas e processadas no mundo? Quais são as rotas de distribuição? Começemos com acocaina.Como já foi mencionado, a cocaina é a única droga quase totalmente produzida na Ibero-América, como vemos nafigura 3. As folhas de coca crescem aqui e os laboratórios de processamento, que produzem a pasta básica e a refinam,se localizam aqui.Em 1989, o continentte como um todo produziu 703 toneladas de hidroclorido de cocaína, medidas em termos deprodução potencial máxima (se todas as folhas de coca colhidas fossem refinadas em cocaína). Esta é a unidadeinternacional para se medir a cocaina. Como mostra o mapa, em 1989 o Peru assumira a parte do leão na produção decoca (373t), seguido pela Bolívia e Colômbia. Entretanto, o grosso do refino da pasta de coca em cocaína pura ocorre naColômbia, seguida pela Bolívia e Peru, que refinam somente uma pequena porção de sua pasta básica. Portanto, osalgarismos não devem ser mal compreendidos, dando-se um papel menor à Colômbia no comércio de cocaína. Elessimplesmente indicam que a produção local de folhas de coca é menor que no Peru e Bolívia.Um insumo crítico para a transformação das folhas de coca em cocaína são certos produtos químicos como éter eacetona. Embora sejam legais, com uso industrial válido, são obtidos ilegalmente, pelos traficantes de drogas, emgrandes quantidades principalmente nos Estados Unidos, Europa ocidental e também no Brasil.A figura 4 mostra o crescimento chocante do volume de produção de cocaína na Ibero-América. Aumentou quase seisvezes na década de 1977 a 1987 (de 90 para 513t), e cresceu outros 37% desde então, até o total em 1989 de 703t. Ototal estimado para 1990 são abaladorras 876t. Estes aumentos se devem à maior quantidade de hectares cultivados e àmaior produtividade dos que já estão em uso.Vemos na figura 5 o que isto significa em taxas médias de crescimento anual. Nos cinco anos de 1982-87, a produçãode cocaína cresceu em média 15% ao ano. Em 1988-89, 16 e 18% respectivamente. E para 1990, tudo indica que aprodução de cocaína puulará outros 25%. 27
  28. 28. Estes dificilmente são sinais de uma guerra vitoriosa às drogas.Historicamente, a maior parte da cocaína ibero-americana tem sido enviada aos Estados Unidos desde os laboratórios daColômbia, e desde o triângulo trinacional na selva onde Peru, Brasil e Colômbia se encontram. Até há poucos anosatrás, a rota principal era para a área de Miami, por ar e por mar. Mas o aumento da fiscalização e interdição ao longoda rota forçaram a máfia a desenvolver uma segunda rota pela América Central e México, antes de entrar pelo ocidentedos Estados Unidos.A cocaína para o mercado europeu é enviada diretamente da Colômbia, tanto pelo Brasil quanto pela Argentina. OBrasil, segundo se diz, está se tornando um importante centro de refino também, e produziu 144t de cocaína no anopassado (1991), de acordo com um relatório. A Espanha é o principal porto de entrada e área logística de apoio para acoca destinada a toda Europa, pela óbvia razão dos laços comerciais, lingüísticos e mafiosos historicamente fortes entrea Espanha e a Ibero-América.Os investigadores anti-drogas relatam que a Nigéria tornou-se recentemente um ponto importante de passagem na rotaeuropéia.O que reserva o futuro para o mercado de coca?Olhe a figura 6, que mostra como o mercado americano de cocaína foi criado. O leitor pode ver que o preço médio devenda da tonelada de cocaina foi de 640 milhões de dólares em 1977, caindo dramaticamente para 182 milhões em1987, uma década mais tarde. Em outras palavras, o preço de 1977 era mais de três vezes superior ao de 1987.Como resultado desta DECISÃO DELIBERADA DE MARKETING pela Narcotráfico S.A., a quantidade de cocavendida aos jovens americanos aumentou quase seis vezes no mesmo período! Este corte nos preços é forma típica pelaqual qualquer cartel cria e se apodera de um mercado (dumping). Assim, a cocaína transformou-se de uma droga carapara a classe média superior em 1977, em uma dose barata de morte, especialmente na forma de crack, para ummercado de milhões de trabalhadores e jovens pobres nos anos 80. Naturalmente, o lucro total da cocaína para aNarcotráfiico S. A. também aumentou substancialmente neste processo.Mas o quadro é ainda pior. Como o mercado americano começa a alcançar níveis de “saturação”, já que uma geraçãointeira foi destruída pela epidemia, a Narcotráfico S. A. volta sua atenção para o que espera sejam os mercados dofuturo: Europa e Japão.A figura 7 mostra o preço da cocaína e os seus níveis de quantidade para a Europa nos últimos cinco anos, uma réplicaprecisa da tragédia que varreu os Estados Unidos.Em 1987, o preço no varejo da cocaína na Europa era 510 milhões de dólares a tonelada, mais ou menos o que fora nosEstados Unidos entre 1979-80. Nos últimos dois anos, baixou para 262 milhões a tonelada, metade do que era em 1987.O que levou uma década para se conseguir nos Estados Unidos, está sendo executado na Europa, pela máfia das drogasem 1/3 deste tempo.As conseqüências são idênticas. O consumo europeu de cocaína está subindo como foguete, como se pode ver nográfico.Se compararmos as figuras 6 e 7, a semelhança do processo é surpreendente-somente que está ocorrendo muito maisrapidamente na Europa.A figura 8 compara as taxas de declínio do preço e as taxas de aumento de quantidade, nos Estados Unidos e na Europanos anos indicados.Note que, quando nos referimos a Europa, até 1989 pensamos na Europa ocidental. Mas agora, com as revoluçõespacíficas que varreram a Europa oriental, e especialmente com a unificação da Alemanha, há uma nova situação.Justamente quando esta nova Europa é a maior esperança da humanidade para o desenvolvimento econômico empotencial, também ela é encarada pela Narcotráfico S. A. como o novo e maior mercado potencial para as drogas. E asmáfias tradicionais da Europa participam deste projeto.O Japão é também um alvo potencial da máfia das drogas, embora até agora os traficantes tenham sido incapazes denegociar com o esquema tradicional de crime organizado do país (Yakuza-N. Ed.). MACONHA E HASHISHE 28
  29. 29. O quadro não melhora quando nos voltamos para a maconha. Como a figura 9 mostra, a Ibero-América é não somente oúnico produtor-mas o maior. México e Colômbiia são os maiores produtores, mas a Jamaica também é importante, e oBrasil, segundo se diz, começou a cultivar grande, mas não especificada quantidade. Os algarismos mexicanosempregados neste estudo são particularmente altos, refletindo tanto as descobertas do Comitê do Congresso americanoquanto uma nova metodologia do governo dos Estados Unidos para calcular a produção baseado na deteção por satélitedas áreas de cultivvo.A parte do leão da produção da maconha ibero-americana é exportada para os Estados Unidos, mas uma percentagemrapidamente crescente deste mercado é agora suprida pela maconha cultivada no próprio país. De fato, fontes da DEAindicam que a produção americana de maconha triplicou de 5 mil para 15 mil toneladas nos últimos três anos.O sudeste asiático é o terceiro produtor mas é muito menor em tamanho e parece suprir principalmente o mercadoasiático.O total de produção mundial de maconha cresceu cerca de 13% anualmente de 1987 a 1989.As proporções relativas da produção mundial de maconha podem ser vistas na figura 10 para 1987 a 89. Deve-se notar ocrescimento da parte dos Estados Unidos, ao ponto de ser agora mais de 25% do total.Note-se também as áreas do mundo onde o hashishe é produzido- um derivado da mesma planta Cannabis Sativa queproduz a maconha. A maior parte da produção de hashishe ocorre no Afeganistão, Paquistão e Líbano (especialmenteno vale do Bekaa sírio).Repare o leitor nas rotas de distribuição da maconha e do hashishe. Devido ao fato da maconha ser mais incorpada quea caoaina e ter menor valor em dólares por tonelada, a maioria das áreas de produção supre os consumidores próximos.Assim, a maior parte da produção ibero-americana é enviada aos Estados Unidos, com somente uma pequena parte indopara a Europa.O hashishe para a Europa é fornecido pelos produtores do Oriente Médio e sudoeste asiático, como Afeganistão,Paquistão e Líbano, usando-se a Turquia e a Bulgária como pontos de passagem. A maconha do sudeste asiático éprincipalmente consumida na região. ÓPIO E HEROÍNAO ópio é uma droga que pode ser consumida tanto diretamente, ao ser fumada, quanto pode ser refinada em heroína, queé geralmente injetada nas veias do viciado. A maior parte do ópio mundial cresce em duas áreas da Ásia: a primeira seespalhando da China para o sudoeste pelo Afeganistão, Paquistão, Irã e Líbano, e a segunda da China para as nações dosudeste asiático, Birmânia, Tailândia e Laos --- o infame “Triângulo Dourado” (figura 11). Embora as estatísticas daDEA mostrem a Birmânia produzindo a parte do leão, é fato que a maior parte é produzida na China comunista, ou emáreas da Birmânia e Laos sob controle dos chineses comunistas.O outro produtor mundial significativo de heroína é o México, com a Guatemala começando a se tornar importante.Podemos ver no Quadro 2 que a quantidade de ópio cultivada no México em 1989 (85t) é uma pequena fração daprodução mundial de quase 5.000 toneladas. A maior parte (mais de 3.000 toneladas ou 60% do total) vem da naçãochamada “Birmânia” – isto é, China. Mas a produção mexicana é atualmente de maior significado do que a tonelagemindica, porque 100% dela é convertida em heroína e assim seu valor nas ruas foram colossais 18,7 bilhões de dólares em1989.As melhores estimativas são as de que somente 10% do ópio asiático é convertido em heroína para exportação para oocidente, e os restantes 90% são consumidos na área, tanto na forma de ópio quanto na de uma heroína “marrom” debaixa qualidade, cujo preço no varejo é somente uma fração da heroína ocidental. Assim, em 1989 o México foiresponsável por 17% do valor total no mundo da produção de ópio e heroína, o sudoeste asiático foi de 32% e o sudesteasiático 51%. Se considerarmos somente a heroína, algumas fontes relatam que 3/4 de toda a heroína de alta qualidadeconsumida no ocidente vem de áreas controladas pelos chineses comunistas, fato deliberadamente encoberto pelogoverno americano desde o começo dos anos 70, quando Henry Kissinger insistiu neste disfarce como parte de suafamosa “diplomacia secreta” com aquele país.O outro fato chocante visto neste quadro é o pulo gigantesco na produção de ópio de 1988 a 89, principalmente comoresultado de uma colheita extra na “ Birmânia”. É também digno de nota que a produção mexicana de ópio subiu de 55para 85t naquele ano- subida maior que 50% em um ano. 29
  30. 30. Embora a maior parte do ópio seja consumido na área de produção, com a heroína refinada sucede exatamente o oposto,por ter um preço unitário extremamente alto e ser mais facilmente transportada. Assim, os Estados Unidos recebemalguma heroína do México e da Guatemala, mas a maior parte é asiática ou do Oriente Médio, e transportada para ascostas ocidental e oriental dos Estados Unidos.A rota do sudeste asiático, ou o Triângulo Dourado da heroína é especialmente interessante. A colônia da coroabritânica, Hong Kong, é o maior entreposto, e a heroína chega lá pelas rotas terrrestres da China comunista e tambémpela Tailândia e Malásia- uma perfeita simbiose entre os comunistas chineses e seus sócios oligarcas ocidentais.Como o hashishe, a heroína do sudoeste asiático é enviada à Europa e aos Estados Unidos pelo Irã, Turquia e Bulgária. CONSUMOQuase não há estatísticas confiáveis quanto ao número de usuários de drogas no mundo ou quanto à quantidade queconsomem. Na melhor hipótese, a evidência é fragmentária.As agências governamentais americanas tentaram apresentar uma aparência de estatísticas de consumo por um sistemaconhecido como DAWN (Rede de Aviso de Abuso de Drogas), que usa os casos REGISTRADOS de hospitalização porabuso de diferentes espécies de drogas. Mas esta medição é notoriamente incorreta, pois (1) lida somente com oconsumo que requer hospitalização, e (2) depende dos casos serem registrados. Fontes bem informadas da DEAconfidenciaram à (revista) EIR que a última estatística da DAWN era particularmente imprecisa: a queda nosalgarismos reflete mais que nada o declínio no ORÇAMENTO da DAWN, e portanto de sua habilidade para detectarmesmo uma fração do consumo. Os mesmos erros metodológicos e totais declinantes contaminam a recente avaliaçãodo consumo , muito elogiada, que propositalmente mostra uma queda no consumo americano de certas drogas.Os Estados Unidos inquestionavelmente tem a maior população viciada, com cerca de 70 milhões de americanos queusaram drogas em certa época de suas vidas. Muitos, se não a maior parte, são agora viciados.A Europa é outro enorme mercado para todos os tipos de drogas, com um número desconhecido de consumidores.A Ibero-América costumava estar relativamente livre do uso indiscriminado de drogas, e muitos políticos seconvenceram de que seus países poderiam continuar produzindo drogas sem se preocuparem com o problema doconsumo. Não mais. Nos últimos cinco anos, período das medidas mais fortes de austeridade já impostas pelo FMI(Fundo Monetário Internacional), o consumo de drogas subiu como foguete por toda a Ibero-América ---- das cultivadasem cada área. Assim, o Brasil relata um pulo sério na produção doméstica de maconha --- e consumo. Fontes peruanasdizem que há agora uso indiscriminado da pasta básica de cocaína, em feitio de cigarros. “Bazuko”, outra forma decocaína semi-refinada, é endêmica na Colômbia, etc., etc.Talvez menos conhecidos sejam os algarismos chocantes da Ásia. Publicações governamentais americanas admitem quehá cinco milhões de viciados em ópio na Índia, e dois milhões de viciados em heroína no Irã, 1,2 milhões no Paquistão e1 milhão de usuários de ópio no Egito. Não há algarismos disponíveis para a China, mas pesquisadores acreditam que oópio e a heroína tem uso extremamente disseminado, talvez alcançando dezenas de milhões. PRENDAM OS BANQUEIROS DAS DROGASHoje, o tráfico internacional de drogas acumulou tal poder, riqueza e força militar que quase pode constituir umgoverno em si, mais forte e melhor suprido que os governos legítimos de muitas nações. Entretanto, com todo o seupoder, a única arma mais efetiva no arsenal dos traficantes de drogas é a GRANDE MENTIRA de que é grande epoderoso demais para ser parado. Ele pode ser derrotado. Todos os instrumentos miilitares podem ser uusados na guerraàs drogas. Os meios e métodos de guerra devem ser aplicados em todos os sentidos. Os traficantes, e especialmente osbanqueiros das drogas, devem ser tratados como traidores em tempo de guerra. Os consumidores e os advogados dalegislação das drogas são culpados de dar ajuda e conforto ao inimigo em tempo de guerra, e devem ser acusados de taiscrimes.O flanco vulnerável da Narcotráfico S. A. é a rrede internacional de bancos e outras instituições financeiras que“lavam” os 558 bilhões de dólares anuais em lucros brutos do cartel. Este é o problema logístico mais sério encaradopelo tráfico de drogas, onde é mais vulnerável. A ação dos governos contra os banqueiros das drogas pode fecharrapidamente a Narcotráfico S. A.Comecemos pelo começo. Um vendedor cobra pela cocaína nas ruas dos Estados Unidos, a dinheiro, 100 dólares agrama. Daí ele paga seu fornecedor, que pode suprir uma rede de 100 ou mais vendedores. Este fornecedor podeacumular dezenas ou centenas de milhares de dólares por semana, a maior parte em notas de 20, 50, e 100 dólares. Mas 30

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