Aline Usp Defeitos Tecidos Planos
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Aline Usp Defeitos Tecidos Planos

on

  • 8,943 views

 

Statistics

Views

Total Views
8,943
Views on SlideShare
8,943
Embed Views
0

Actions

Likes
1
Downloads
110
Comments
1

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
  • Muito bom.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Aline Usp Defeitos Tecidos Planos Aline Usp Defeitos Tecidos Planos Document Transcript

  • 1 Análise de Defeitos em Tecidos Planos Aline Julia Maia Leal, Regina Aparecida Sanches, Waldir Mantovani, Júlia Baruque Ramos Universidade de São Paulo; Curso de Têxtil e Moda (EACH-USP); Av. Arlindo Béttio, 1000, São Paulo-SP, 03828-000. E-mail: aline.leal@usp.br RESUMO No mercado de hoje, altamente competitivo, os fabricantes estão sujeitos a exigências cada vez maiores para melhorar a qualidade, aumentar a produtividade e oferecer produtos certificados sem defeitos. Qualidade é o critério decisivo pelo qual a indústria têxtil é medida na competição internacional. O objetivo dos Testes de Comportamento é simular as condições em que o produto vai ser submetido tanto na sua utilização quanto aos seus cuidados de conservação. A freqüência desses testes deve acompanhar todas as remessas de materiais entregues na empresa. Dentre os critérios apresentados neste trabalho estão o de inspeção visual com classificação de defeitos pelo sistema dos quatro pontos e testes de comportamento, os quais simulam situação de uso, a saber: teste do encolhimento; de solidez à lavagem, ferro de passar e desbotamento; e de costurabilidade. Palavras-chave: Indústria têxtil; danos, qualidade, defeitos, testes de comportamento. 1) Têxteis Um têxtil é qualquer filamento, fibra ou fio que pode ser transformado em tecido ou pano, mas a palavra “têxtil” é também utilizada para denominar o próprio tecido ou pano. Têxteis são importantes para nós e por toda sua história as pessoas os usaram como meio de expressar personalidade e status. Eles são utilizados no vestuário, na decoração de acomodações, bandeiras e cartazes, nos interiores de automóveis e de muitas outras formas.
  • 2 Têxteis podem ter também funções protetoras muito importantes – por exemplo, para bombeiros, que necessitam de uniformes não inflamáveis; membros das forças armadas, que freqüentemente dependem de roupas à prova de bala para protegê-los quando eles estão no trabalho. Os têxteis são uma parte importante da nossa cultura. Futuros historiadores irão analisar os têxteis de hoje para saberem mais sobre quem fomos, como vivemos e aquilo que valorizamos, assim como olhamos para os têxteis de gerações anteriores para saber acerca deles. A maioria dos têxteis, no entanto, não é concebida para durar para sempre. Muitos provêm de animais ou plantas, bem como podem ser atacados por bactérias, traças e bolores. Alguns podem ser degradados ou destruídos por contato prolongado com o ar. Alguns dos materiais mais difíceis de cuidar são as fibras sintéticas, como o PVC, Nylon™ (poliamida) e o poliéster, que têm sido desenvolvidos nos últimos 80 anos. É falso o pensamento de que esses materiais duram para sempre. Eles degradam-se após um período de tempo. No entanto, a química da forma como esses materiais degradam é menos compreendida do que os processos pelos quais materiais mais tradicionais como linho, algodão, seda e lã degradam. 2) Danos em Têxteis Os danos em têxteis podem ocorrer por uma ampla variedade de modos. Algumas das causas destes danos são coisas que parecem inofensivas a primeira vista. 2.1) Umidade A quantidade de água na atmosfera pode ter um enorme impacto sobre os têxteis, particularmente aqueles de origem natural. A maioria das fibras, particularmente as naturais, já contém água, mas se há em abundância na atmosfera, elas absorvem mais ainda. 2.2) Temperatura Se o ar em torno dos têxteis é quente, assim como a umidade, logo, mofo (fungos) pode crescer sobre eles. Esses fungos podem manchar e marcas feias podem aparecer sendo às vezes impossível de eliminar.
  • 3 Por outro lado, um ambiente muito seco não é a resposta da causa de como as fibras liberam (perdem) sua água, o que as deixa secas e quebradiças. Têxteis mudam, da mesma forma que outros objetos, quando a temperatura sobe e cai. A estrutura de têxteis pode mostrar que este comportamento tem mais efeito devastador sobre eles do que sobre outras coisas. Os têxteis são normalmente tecidos. As fibras são muito próximas entre si. Elas se movem conforme a temperatura muda e elas se esfregam umas contra as outras. Eventualmente, esta fricção pode fazer com que as fibras se desgastem e caiam aos pedaços. Um aumento de temperatura também pode causar o ressecamento das fibras. 2.3) Poeira Poeira pode fazer uma grande quantidade de danos causados aos têxteis. Poeira é feita de coisas como grãos de areia, partículas poluentes, células da pele e pedaços de roupas (flocos de fibras). Isso pode penetrar por entre as fibras dos tecidos e provocar uma enorme quantidade de danos causados por abrasão da superfície, especialmente se houver também uma mudança de temperatura. Isto é um pouco parecido com o que acontece se você esfregar os dedos com lixa – a pele se dilacera (em flocos) e isto pode provocar danos graves se manter a fricção durante demasiado tempo. 2.4) Luz A luz é um problema para a indústria têxtil em si, mas principalmente ela danifica os corantes utilizados para decorar (beneficiar) o material têxtil. Para que possamos ver uma cor específica, um corante deve absorver algumas partes do espectro eletromagnético visível e refletir outras. Quando a luz é absorvida, a energia é absorvida pelos têxteis. Isto pode causar rupturas e assim prejudicar a estrutura do material. Isto ocorre principalmente nos corantes e podem causar-lhes mudanças de coloração. Várias centenas de anos atrás era uma prática comum para as pessoas pendurarem em suas paredes grandes tapeçarias para ajudar a manter os seus quartos quentes. Muitas destas tapeçarias agora parecem bastante estranhas, porque os corantes nelas desbotou aleatoriamente com o passar do tempo. É bastante comum ver campos azuis em tapeçarias antigas. Estes campos eram originalmente verdes.
  • 4 O corante verde era feito através mistura de corantes azuis e amarelos juntos, mas a coloração amarela desaparece mais rápido do que a maioria das outras colorações, então os campos azuis foram deixados para trás assim como as tapeçarias antigas. 2.5) Outras causas de danos Têxteis também podem ser danificados por uma variedade de coisas vivas. Mariposas e traças desfrutam comendo têxteis. Ácaros destroem tapetes e qualquer coisa que contenha lã, ratos, camundongos e outros pequenos animais também comem têxteis e levam pedaços para usarem em seus ninhos. Muitos desses animais preferem materiais têxteis que têm os resíduos humanos sobre os mesmos, tais como suores e óleos da pele. Tocar em materiais têxteis pode danificá-los, tanto por abrasão quanto porque óleos e secreções da pele são muitas vezes ácidos. Tocar freqüentemente pode causar uma enorme quantidade de danos conforme se manuseia e move-se um produto - mesmo quando luvas são utilizadas. (TEXTILE CONSERVATION) 3) A indústria têxtil e a necessidade do controle de qualidade “A indústria têxtil sempre teve um papel importante na história da economia mundial. Não importa a época, o vestuário, ao lado da alimentação, sempre foi considerado um ponto fundamental nas necessidades básicas do ser humano.” (PEREIRA, M.J., sem ano). Comparada com à dos países mais desenvolvidos, a história da industrialização brasileira é muito nova. Mas seus primeiros passos vêm de longe, marcando uma trajetória de crescimento e modernização desde meados do século XIX. (TEIXEIRA, 2007) O processo de industrialização no Brasil teve seu início com a indústria têxtil. Suas raízes precedem a chegada e a ocupação do País pelos portugueses porquanto os índios que aqui habitavam já exerciam atividades artesanais, utilizando-se de técnicas primitivas de entrelaçamento manual de fibras vegetais e produzindo telas grosseiras para várias finalidades, inclusive para proteção corporal. Em 1844, esboçou-se a primeira política industrial brasileira, quando foram elevadas as tarifas alfandegárias para a média de 30%, fato que provocou protestos de várias nações
  • 5 européias. A medida propiciou realmente um estímulo à industrialização, especialmente para o ramo têxtil, que foi o pioneiro desse processo. (FASHIONBUBBLES, 2006) O setor têxtil é um dos segmentos de maior tradição dentro do segmento industrial. Conta com uma posição de destaque na economia dos países mais desenvolvidos e carro- chefe do desenvolvimento de muitos dos chamados países emergentes, que devem à sua indústria têxtil o papel de destaque que exercem hoje no comércio mundial de manufaturas. No Brasil, a sua importância não é menor, tendo desempenhado um papel de grande relevância no processo de desenvolvimento econômico e social do País. Atualmente, pode-se verificar que o mercado têxtil mundial vem registrando uma significativa expansão, tanto no que se refere aos montantes produzidos, quanto ao comércio entre os grandes países produtores e consumidores. Isto tem sido possibilitado pela expansão do número de consumidores em todo o mundo, tanto pelo aumento da renda em alguns países mais desenvolvidos quanto pela abertura dos mercados ao comércio internacional. Outros fatores importantes neste crescimento devem ser considerados, como o uso de novas matérias- primas e processos de acabamento, possibilitando maior uso de fibras artificiais e sintéticas, que, dentre outras vantagens, têm sua produção livre de problemas relativos a safras e climas. (TEXTILIA, 2002). Um dos processos mais importantes dentro do setor têxtil o é da Tecelagem, o qual produz o tecido plano. Os tecidos planos são artigos produzidos em teares e formados pelo entrelaçamento perpendicular alternativo dos fios de urdume e de trama, segundo um desenho denominado padronagem (MALUF e KOLBE, 2003). O processo de tecer pode ser resumido em três operações: 1) Abertura da cala: operação para selecionar os fios de urdume formando uma manta de fios mais baixa e uma manta mais alta; 2) Inserção da trama; 3) Batida do pente (WIKIPEDIA). A definição de tecido plano é a de produto têxtil constituído do entrelaçamento de dois conjuntos de fios que se cruzam em ângulo reto. A trama constitui-se dos fios dispostos
  • 6 na direção transversal do tecido, representando sua largura e o urdume, dos fios dispostos na direção do comprimento do tecido. Os tecidos são subdivididos em dois tipos: Tecidos simples – tecidos formados por um conjunto de fios de urdume e um conjunto de fios de trama; Tecidos compostos – mais de um conjunto de fios de urdume e um ou mais conjuntos de trama (PEREIRA, M. J., sem ano). Ocupando a sétima posição no ranking dos propulsores da economia, o setor têxtil brasileiro luta para se manter competitivo e preservar mais de 1,5 milhões de empregos. De forma incessante, a indústria têxtil vem buscando soluções rápidas e não paliativas. Considerando a quantidade de empregos que as confecções são capazes de gerar – com muito menos investimento do que qualquer outro setor da economia é imperativo que se tome atitudes urgentes em relação à concorrência desleal e implementação de critérios de qualidade que assegurem seu mercado. (REVISTACLICKFASHION) No mercado de hoje, altamente competitivo, os fabricantes estão sujeitos a exigências cada vez maiores para melhorar a qualidade, aumentar a produtividade e oferecer produtos certificados sem defeitos. Hoje em dia, este tipo de informação sobre a qualidade do produto é essencial quando se quer maximizar o rendimento de uma linha qualquer de produção. (COGNEX) Qualidade é o critério decisivo pelo qual a indústria têxtil é medida na competição internacional. Progressos tecnológicos requerem adaptações de processos produtivos e, acima de tudo a qualidade constante dos têxteis continua a ser um requisito indispensável. Hoje, a qualidade já não é (mal) entendida como o resultado do controle de qualidade ou uma bem sucedida correção de falhas, mas sim como resultado lógico de todas as intervenções humanas químicas ou físicas nos processos produtivos. Seus registros e representações sob a forma de sistema de gestão da qualidade tornam-se cada vez mais e mais importantes, especialmente nas várias fases do processo de produção e acabamento têxtil, freqüentemente levada a cabo por várias empresas especializadas, pois é muito difícil rastrear deficiências de qualidade em
  • 7 têxteis e sua verdadeira causa o que são chamadas: falhas ocultas. Portanto a qualidade é uma precondição para eliminar falhas eficientemente e garantir processos corretos. Para a detecção de defeitos em tecidos é muito importante saber os efeitos que tem ações danosas específicas em tipos individuais de fibras. Tratamentos inapropriados de têxteis durante a produção e o uso podem causar danos químicos, mecânicos e térmicos ou danos devidos a microorganismos. Cada um destes danos tem efeitos diferentes e reduz drasticamente a qualidade dos tecidos. Normalmente as causas de defeitos não podem ser determinadas por uma avaliação exclusivamente visual. A microscopia têxtil, em contrapartida, muitas vezes oferece resultados exatos em um curto período de tempo e isto pode ser decisivo em correções de futuras produções. A prática da microscopia têxtil pode ser utilizada a fim de esclarecer inúmeras dificuldades que ocorrem durante a produção e acabamento de têxteis. A identificação de fibras químicas torna-se cada vez mais complicada devido ao crescimento da variedade de novos tipos de fibras e sua utilização para a produção amplamente. Hoje já não é possível distinguir as diferentes fibras produzidas pelo homem, especialmente no caso de artigos tingidos, sem um exame microscópico em combinação com reações de dissolução, inchaço e manchamento. (MAHALL, K. 1993) Não há melhor método de aprovação de Qualidade para tecidos planos, no que diz respeito à detecção de defeitos, do que a revisão das peças em máquina apropriada. Para tanto, devemos utilizar um método de avaliação padronizado, especificado na norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) – “NBR 13.484: Classificação e Padrões de Controle de Qualidade de Defeitos por 100 m²”. Ela normaliza “a utilização do método de quatro pontos” para a revisão de tecidos planos, bem como suas particularidades e tolerâncias, e o critério de classificação qualitativa do tecido. 4) Sistema de 4 Pontos Esse sistema é emitido pela Sociedade de Provas e Materiais dos EUA, no que se refere à designação: ASTM D5430-93. Os defeitos são classificados por pontos de penalidade de 1, 2, 3 e 4, de acordo com seu grau de importância e tamanho.
  • 8 Tamanho de defeito (em polegadas) Pontos de Penalidade Até 3 polegadas 1 Mais de 3 polegadas e menos de 6 2 Mais de 6 polegadas e menos de 9 3 Mais de 9 polegadas 4 Fonte: INTERTEK, 2009 (adaptado) Os resultados decorrentes da aplicação dessa norma técnica, desde que aplicada corretamente, tem valor legal até em processos judiciais. (INTERTEK) Entretanto, não é só neste aspecto que o tecido deve ser testado. Existem outros problemas que podem vir a se apresentar. Os tecidos planos devem, no mínimo, além da marcação ou retirada de defeitos, serem testados quanto ao esgarçamento, ao encolhimento e à solidez à lavagem. Há muitas normas técnicas ABNT para orientar a qualificação do tecido. (WALTERPORTEIRO) 5) Inspeção e Testes de Comportamento A indústria têxtil está a tornar-se um ambiente cada vez mais competitivo. Diferenciar produtos de qualidade é particularmente importante. Os testes podem ser realizados tanto para melhorar a qualidade dos produtos e o cumprimento a nível internacional ou regional de normas específicas. (WOODHEADPUBLUSHING) O objetivo dos Testes de Comportamento é simular as condições em que o produto vai ser submetido tanto na sua utilização quanto aos seus cuidados de conservação. 5.1) Matéria-Prima – Tecidos 1. Verifica-se primeiro em que estado encontra-se a peça de tecido, ela pode estar acondicionada (enrolada), fora do que foi pedido (as peças de tecido devem estar acondicionadas em rolos, e não em tabuleiros, o que pode dificultar o seu manuseio); 2. Guarda-se a etiqueta de identificação da peça (que deve vir presa na mesma), para posterior conferencia; 3. Um dos itens mais importantes a serem checados é a metragem da peça. Para tanto se utiliza um equipamento denominado “máquina de inspeção de tecidos” ou
  • 9 simplesmente “tribunal”. Este equipamento é muito simples e pode ser até construído pela própria confecção, bastando para tanto conhecer, uma boa oficina mecânica. No esquema a seguir mostraremos o funcionamento do tribunal: Onde: O rolo de tecido (1) é desenrolado pela máquina, passando por um cilindro guia (2), que vai tornar o desenrolamento uniforme. Na seqüência o tecido passa por uma mesa iluminada (4), para que seja possível observar através do mesmo, irregularidades do fio. O inspetor tem que observar a superfície do tecido (3), buscando identificar eventuais defeitos, registrando-os na ourela do próprio tecido, para que fique fácil encontrá-lo durante o enfesto. Um relógio metrador (5) registra o comprimento em metros do tecido, que é enrolado de novo (6), para ser esticado ou devolvido ao fornecedor se for o caso. Ressalta-se que todo tecido quando observado através da luz apresenta enormes irregularidades, não representando, contudo que o mesmo esteja repleto de defeitos. Há que se estabelecer, o que pode e deve ser considerado como defeito. Quem deve julgar o que é defeito, é quem compra o produto final. 4. Durante a inspeção do tecido, recolhe-se uma amostra (1) na ponta de uma peça (2), para que se possam realizar alguns testes. Figura 1: Inspeção (INSTITUTODACOSTURA) 5.2) Testes de Situação de Uso A seguir relacionaremos os testes mais importantes, que deverão ser feitos nos tecidos, que simulam condições a serem submetidos, quando da utilização dos mesmos pelos consumidores.
  • 10 5.2.1) Teste de Encolhimento Conforme descrito no item 4, recorte uma a mostra da extremidade da peça de tecido, e faça com caneta esferográfica, a marcação de um quadrado de 10 cm X 10 cm, especificando o que é o sentido do comprimento da peça (urdume no tecido plano ou coluna no tecido de malha), e o que é a largura da peça (trama no tecido plano). Lave a amostra em condições normais (como se costuma fazer em casa para lavar uma roupa), seque passe, e depois meça o quadrado de novo, em cima das marcas da caneta, verificando se as mesmas aumentaram ou diminuíram de dimensão. Isto prevê se houve encolhimento ou alongamento do tecido. Esta distorção de dimensões se deve ao fato, dos fios não estarem totalmente acomodados em seus respectivos lugares. 5.2.2) Testes de Solidez Enquanto se faz a lavagem da amostra para o teste de encolhimento, pode-se aproveitar e realizar os seguintes testes de solidez: 1. Teste de solidez à lavagem Colocar junto ao banho um pedaço de tecido branco, e avaliar, no caso de haver desprendimento de corante, se o mesmo vai manchar ou não o tecido branco; 2. Teste de solidez ao ferro de passar Depois de secar a amostra do encolhimento, colocar encima da mesma, outro pedaço de tecido branco, e passar normalmente com ferro, avaliando se esta havendo migração de corante de um tecido para outro. 3. Teste de desbotamento Compare a amostra do encolhimento, com a peça de tecido verificando se houve alteração de cor, e se a mesma é significativa. Esta observação deve ser feita sob a luz do sol. 5.2.3) Teste de Costurabilidade. Este teste consiste em costurar um pedaço da amostra de tecido nela mesma, verificando o comportamento da linha de costura e do ponto da máquina. (INSTITUTODACOSTURA).
  • 11 5.3) Freqüência dos Testes Os testes devem ser feitos em todas as remessas de materiais que forem entregues na empresa, sendo que a verificação de defeitos e metragem deve ser executada em todas as peças de tecido. Lembra-se também que devem ser montadas tabelas com padrões e tolerâncias para todos os artigos. 6) Referências bibliográficas MAHALL, Karl. Quality Assssment of Textiles – Damage Detection by Microscopy. Springer-Verlag. (foreword). Berlin Heidelberg 1993. MALUF, Eraldo e KOLBE, Wolfgang. Dados Técnicos Para a Indústria Têxtil. IPT (instituto de pesquisas tecnológicas) e ABIT (associação brasileira da indústria têxtil e de confecção). Edição de Páginas e Letras, São Paulo, 2003. PEREIRA, Mauro José. Tecnologia Têxtil Básica. Edição de PLANO, consultoria têxtil avançada, (data não especificada). Págs. 1 a 3 e 112 a 115. TEIXEIRA, Francisco.– A história da Indústria Têxtil Paulista - SINDITÊXTIL-SP. Ed. Bilíngüe: Português/Inglês. Editora Artemeios, São Paulo, 2007. COGNEX http://www.cognex.com/ (acessado em setembro de 2009) FASHIONBUBBLES http://www.fashionbubbles.com/2006/historia-da-industria-textil-no- brasil/ (08/09/2006) – (acessado em novembro de 2008) INSTITUTODACOSTURA http://www.institutodacostura.com.br/imagens/doc_do_confeccionista.pdf (acessado em maio de 2009) INTERTEK http://www.intertek.com/consumergoods - (Acessado em julho de 2009) REVISTACLICKFASHION http://www.revistaclickfashion.com.br/content/view/33/27/ (escrito por Célio Costa, 2008)
  • 12 TEXTILE CONSERVATION http://www.rsc.org/education/teachers/learnnet/inspirational/resources/3.3.1.pdf - (acessado em junho de 2009) TEXTILIA http://www.textilia.net/ (2002) (acessado em junho de 2008) WALTERPORTEIRO http://www.walterporteiro.com.br/pt/news/35 (acessado em junho de 2009) WIKIPEDIA http://pt.wikipedia.org/wiki/Tecelagem (2008) - (acessado em junho de 2009) WOODHEADPUBLISHING http://www.woodheadpublishing.com/en/book.aspx?bookID=1348&printer=yes – (acessado em julho de 2009)