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“CRISE INTERNACIONAL, OPORTUNIDADES E DESAFIOS PARA A RETOMADA DO CRESCIMENTO ECONÔMICO BRASILEIRO”

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  • 1. DECOMTEC DECOMTEC - Departamento de Competitividade e Tecnologia“CRISE INTERNACIONAL, OPORTUNIDADES E DESAFIOSPARA A RETOMADA DO CRESCIMENTO ECONÔMICOBRASILEIRO”CONVENÇÃO - CIESP José Ricardo Roriz Coelho Agosto de 2012 1
  • 2. DECOMTEC1. Quais as perspectivas para o crescimento econômico mundial nos próximos anos e a situação das principais economias? Qual o principal drive para o crescimento?2. Quais as principais oportunidades para acelerar o crescimento do PIB brasileiro nos próximos anos? Quais as cadeias produtivas com maior potencial de crescimento?3. O Brasil tem aproveitado e está preparado para aproveitar tais oportunidades?4. De que maneira alguns países converteram oportunidades em crescimento econômico? O que seria um crescimento razoável para o Brasil nos próximos anos?5. Qual estratégia o Brasil precisa seguir para crescer novamente? 2
  • 3. A crise financeira internacional afetou o crescimento econômico mundialem 2008-09. Houve recuperação em 2010-11, mas até 2014 a economia DECOMTECglobal terá nova desaceleração Crescimento do PIB (%a.a.) 12,0 10,0 8,0 6,0 Mundo: 3,5% 4,0 2,9% 2,0 0,0 -2,0 60´s 70´s 80´s 90´s 2000-07 2008-09 2010-11 2012-2014 Área do Euro Mundo Brasil China Índia Estados UnidosFonte: Banco Mundial. Elaboração:DECOMTEC/FIESP. 3
  • 4. A crise financeira internacional afetou o crescimento econômico mundialem 2008-09. Houve recuperação em 2010-11, mas até 2014 a economia DECOMTECglobal terá nova desaceleração Crescimento do PIB (%a.a.) 12,0 10,0 8,4% 8,0 6,9% 6,0 3,7% 4,0 2,9% 2,0 2,4% 0,0 0,6% -2,0 60´s 70´s 80´s 90´s 2000-07 2008-09 2010-11 2012-2014 Área do Euro Mundo Brasil China Índia Estados UnidosFonte: Banco Mundial. Elaboração:DECOMTEC/FIESP. 4
  • 5. Principais características da crise nas maioreseconomias mundiais: Europa, EUA e China DECOMTEC Europa: o Elevado endividamento público e privado com aumento expressivo nas taxas de juros da dívida (por exemplo, Espanha acima de 7,0%a.a. para 10 anos); o Políticas fiscais recessivas (contração do gasto público) e queda da demanda interna; o Indefinições na política monetária levando à insuficiência de políticas anticíclicas; o Estagnação ou retração do mercado interno e retração no comércio externo. EUA: o Alto endividamento das famílias; o Deflação de ativos (imóveis) e insolvência de empresas e famílias; o Baixo nível de confiança do consumidor, em economia cuja base é o consumo; o Paralisia nas decisões de política econômica de reação à crise; o Baixo crescimento do mercado interno, do PIB e retração no comércio externo. China: o Menor capacidade de exportação (queda da demanda nos mercados: EUA e UE); o Mercado interno ainda insuficiente para sustentar crescimento econômico recente; o Possíveis pressões por redução no superávit comercial chinês de manufaturados; o Regime político tem baixa eficácia na resolução de conflitos, o que é especialmente problemático em épocas de redução do crescimento. o Alguns trabalhos indicam tendência a significativa redução no crescimento da renda per capita no nível que a China deverá atingir em quatro anos. 5
  • 6. Cenário econômico Mundo X Brasil DECOMTECo Os prognósticos indicam que a expansão das exportações deve dar menor contribuição ao crescimento da economia mundial até 2014, se comparado às últimas décadas.o Reduzido crescimento das exportações e queda da demanda interna dos países têm contribuído para elevação das taxas de desemprego. O Brasil é exceção, com diminuição do desemprego.o O aumento do desemprego é agravado pelo crescimento do endividamento do setor privado, limitando a recuperação das economias centrais. Apesar do crescimento recente, o crédito no Brasil é relativamente reduzido.o O endividamento público alto e crescente é mais um fator negativo nas perspectivas de recuperação do crescimento da economia mundial. Já no Brasil, o endividamento público tem diminuído.Mundo = (-) Mercado Interno (+)Endividamento (+)Desemprego (-)ExportaçõesNesse quadro, o crescimento com base na demanda externa tem menor potencial...logo: os países que quiserem crescer, nestes próximos anos, vão depender daexpansão do mercado interno. O Brasil possui mercado interno com crescimento relevante, e a curto e médio prazo não existem alternativas Além disso, o Brasil ainda possui outros aspectos que podem contribuir para a retomada do crescimento econômico nos próximos anos. 6
  • 7. O processo de mudança na composição de classes (aumento de rendade parte da população das classes C, D, E + Bônus demográfico), comconsequente crescimento da participação das classes C, bem como A e DECOMTECB, projeta mais crescimento do consumo interno nos próximos anosPopulação Brasileira por Classes Sociais* (milhões de pessoas) Classes A e B Classe C 23 31 Classes D e E 20 13 9 13 66 46 95 106 57% da 57% da 55 113 população população Elevada propensão ao 93 96 consumo de 83 73 64 56 produtos industriais 1993 1995 2003 2009 2011 2014PBoa parte da população cuja renda tem crescido está ingressando no mercadoconsumidor, sobretudo de bens de consumo não duráveis e duráveis.Fonte: FGV. BC e MF. Elaboração Decomtec/FIESP. *Baseado em dados da PNAD (IBGE) 7
  • 8. No ESTADO DE SÃO PAULO, avalia-se que nove cadeiasprodutivas têm potencial de crescimento, favorecendo a realização DECOMTECde significativo volume de investimentos nos próximos anos. • Cadeias produtivas estruturantes no Estado de São Paulo Petróleo e gás Aeroespacial Aço-intensiva - E&P - Aviação/Defesa - Bens de capital • Outros setores da - Refino - Automotiva economia brasileira Química - Produtos - Positivamente Têxtil - Fertilizantes de metal impactados pelo - Confecção - Petroquímica aumento da renda e - Química fina / fármacos dos investimentos Constr. civil - Plástico - Infraestrutura - Química verde / biodiversidade - Habitação Alimentos - Processamento de alimentos • Viabilizadores: Agropecuária - Política industrial - Agro: açúcar/ - Fundamentos macroeconômicos etanol, laranja Eletrônica - Inovação e tecnologia - Pecuária: bovino, -TIC´s frango, suíno, lácteos - Semicondutores 8
  • 9. Foram identificados os setores potencialmente mais dinâmicos,com papel indutor no desenvolvimento de suas cadeias no DECOMTECESTADO DE SÃO PAULO + Grau de dinamismo -Setores vetoresancorados na demandaexterna: Petróleo e gás Alimentos Aeroespacial AutopeçasSetores vetoresancorados nademanda interna: Automotiva Construção Civil Química Etanol Eletrônicos + Grau de dinamismo - Fonte: análise Bain 9
  • 10. Foram identificados os setores potencialmente mais dinâmicos,com papel indutor no desenvolvimento de suas cadeias no DECOMTECESTADO DE SÃO PAULO + Grau de dinamismo -Setores vetoresancorados na demandaexterna: Petróleo e gás Alimentos Aeroespacial Autopeças Bens de capitalSetores vetoresancorados nademanda interna: Automotiva Construção Civil Química Etanol Eletrônicos + Grau de dinamismo - Fonte: análise Bain 10
  • 11. Foram identificados os setores potencialmente mais dinâmicos,com papel indutor no desenvolvimento de suas cadeias no DECOMTECESTADO DE SÃO PAULO + Grau de dinamismo -Setores vetoresancorados na demandaexterna: Petróleo e gás Alimentos Aeroespacial Autopeças Bens de capital FertilizantesSetores vetoresancorados nademanda interna: Automotiva Construção Civil Química Etanol Eletrônicos + Grau de dinamismo - Fonte: análise Bain 11
  • 12. Foram identificados os setores potencialmente mais dinâmicos,com papel indutor no desenvolvimento de suas cadeias no DECOMTECESTADO DE SÃO PAULO + Grau de dinamismo -Setores vetoresancorados na demandaexterna: Petróleo e gás Alimentos Aeroespacial Autopeças Bens de capital Fertilizantes EngenhariaSetores vetoresancorados nademanda interna: Automotiva Construção Civil Química Etanol Eletrônicos + Grau de dinamismo - Fonte: análise Bain 12
  • 13. Foram identificados os setores potencialmente mais dinâmicos,com papel indutor no desenvolvimento de suas cadeias no DECOMTECESTADO DE SÃO PAULO + Grau de dinamismo -Setores vetoresancorados na demandaexterna: Petróleo e gás Alimentos Aeroespacial Autopeças Bens de capital Fertilizantes Engenharia LogísticaSetores vetoresancorados nademanda interna: Automotiva Construção Civil Química Etanol Eletrônicos + Grau de dinamismo - Fonte: análise Bain 13
  • 14. Foram identificados os setores potencialmente mais dinâmicos,com papel indutor no desenvolvimento de suas cadeias no DECOMTECESTADO DE SÃO PAULO + Grau de dinamismo -Setores vetoresancorados na demandaexterna: Petróleo e gás Alimentos Aeroespacial Autopeças Bens de capital Fertilizantes Engenharia Logística Energia/TICSetores vetoresancorados nademanda interna: Automotiva Construção Civil Química Etanol Eletrônicos + Grau de dinamismo - Fonte: análise Bain 14
  • 15. As cadeias indicadas correspondem a parcela expressiva doPIB, dos investimentos e do emprego nos últimos anos no DECOMTECEstado de São Paulo Representatividade das cadeias produtivas selecionadas no ESP, 2009 (%) 100% 8% 80% 40% 69% 69% 60% 92% 40% Demais 60% cadeias 20% 31% 31% Cadeias selecionadas 0% PIB PIB indústria Investimento* Emprego transformação *Investimento ponderado pela participação dos setores selecionados nas Contas Regionais e PIA-IBGE, SEADE. Fonte: SCN-IBGE, PIA-IBGE, Rais-MTE, SEADE, Análise Bain. 15
  • 16. Uma das cadeias com maior potencial é de O&G. Com a E&P em águasprofundas, o Brasil pode se tornar um dos poucos países que combina DECOMTECgrandes reservas com estabilidade institucional Brasil será um dos países mais estáveis Bacia de Santos – Pré Sal dentre os 10 maiores detentores de reservas Reservas de petróleo, 2010 Estabilidade política (Bboe) comparada ao Brasil Estima-se que os Santos investimentos projetados em 9o E&P (US$ 528 bilhões até 2020) tem o potencial de gerar 3,9 milhões de pré-sal Efeito do empregos na economia nas reservas brasileiras nesse período (~40% no ESP) 23o Estabilidade política Estabilidade política pior melhor que o Brasil que o Brasil 16
  • 17. Valor Adicionado Fiscal* do Setor Industrial (Proxi PIB) DECOMTEC Segmentado por RA (Região Administrativa) RA Araçatuba RA Barretos 1,2% VA Fiscal 1,0% VA Fiscal• Alimentos 47,9% • Alimentos 63,3%• Etanol 27,8% • Etanol 28,6%• Couro Calçados 8,7% • Máquinas 2,5% Acumulado 84,4% Acumulado 94,4% RA Campinas 27,7% VA Fiscal • Combustível 18,4% • Auto-Peças 14,3% • Alimentos 9,4% • Químicos 7,7% • Maquinas Equip. 7,1% • Papel Celulose 5,0% • Farmacêuticos 4,2% • Informática 3,6% Acumulado 69,7% RA Registro 0,2% VA Fiscal Estado • Químicos 67,4% • Minerais Não Metálicos 16,9% • Extrativo 5,0% 17 (*) VA Fiscal 2009 Fonte Secretaria da Fazenda Acumulado 89,3% 17
  • 18. Valor Adicionado Fiscal* do Setor Industrial (Proxi PIB) DECOMTEC Segmentado por RA (Região Administrativa)Presidente Prudente RA Ribeirão Preto 0,9% VA Fiscal 3,1% VA Fiscal• Alimentos 63,8% • Alimentos 37,2%• Etanol 22,5% • Etanol 20,8% Acumulado 86,3% • Máquinas Equip. 13,2% Acumulado 71,2% RA Sorocaba 6,5% VA Fiscal• Alimentos 16,9%• Transporte 11,2%• Maquinas Equip. 10,9%• Químicos 7,9% RA SANTOS• Minerais Ñ Metal 5,4%• Equip. Elétrico 5,1% 3,3% VA Fiscal• Bebidas 4,7% • Combustível 32,6%• Metalurgia Basica 4,3% • Químicos 21,0%• Prod Metal 4,1% • Metalúrgica Básica 19,9% 18 Acumulado 70,5% (*) VA Fiscal 2009 Fonte Secretaria da Fazenda Acumulado 73,5% 18
  • 19. Valor Adicionado Fiscal* do Setor Industrial (Proxi PIB) DECOMTEC Segmentado por RA (Região Administrativa) RA Central 2,1% VA Fiscal RA FrancaAlimentos 41,4% 1,3% VA FiscalMáquinas Equip. 11,3% • Alimentos 50,5%Eletrodomésticos 8,7% • Etanol 17,7%Vestuário 5,1% Acumulado 68,2%Minerais Não Metálico 4,7% Acumulado 71,2% RA RMSP 37,2% VA Fiscal • Equip Transporte 19,8% • Químicos 11,7% • Farmacêutico 9,1% RA Marília • Máquina Equip 7,1% 1,5% VA Fiscal • Produtos Metal 6,5%• Alimentos 61,3% • Edição Impressão 5,4%• Maq Equipamentos 9,8 % • Plástico 4,8%• Etanol 8,3% Acumulado 64,4% 19 Acumulado 79,4% (*) VA Fiscal 2009 Fonte Secretaria da Fazenda 19
  • 20. Valor Adicionado Fiscal* do Setor Industrial (Proxi PIB) DECOMTEC Segmentado por RA (Região Administrativa) RA S. J. Rio Preto RA S. J. Campos 2,1% VA Fiscal 9,7% VA Fiscal• Alimentos 59,6% • Alimentos 16,9%• Etanol 9,4% • Transporte 11,2% Acumulado 69,0% • Maquinas Equip 10,9% • Químicos 7,9% • Minerais Ñ Metal 5,4% • Equip Elétrico 5,1% • Bebidas 4,7% • Metalurgia Básica 4,3% • Produtos Metal 4,1% Acumulado 71,2% VA Bauru 2,1% VA Fiscal• Alimentos 38,2%• Bebidas 14,8%• Etanol 11,2%• Máquinas Equip. 7,3% Acumulado 71,5% 20 (*) VA Fiscal 2009 Fonte Secretaria da Fazenda 20
  • 21. Por que o aumento do consumo no mercado interno (visto pelo volumede vendas no varejo ampliado) não foi capturado em crescimento daprodução da ind. de transformação? DECOMTEC Produção Industrial e Volume de Vendas no Varejo (jan/2004 = 100)Obs: Varejo Ampliado considera Veículos, motocicletas, partes e peças" e "Material de construção"Fonte: IBGE. Elaboração: DECOMTEC/FIESP. 21
  • 22. Como indicado, a expansão do consumo doméstico tem sido absorvidasobretudo pelas importações. Entre 2003 e 2011 o coeficiente de DECOMTECimportação da ind. de transformação aumentou de 10,5% para 21,9%Coeficiente de Importação da Indústria de Transformação Aumento de 11,4p. p. no 21,9% coeficiente, o que 20,4% equivale a US$ 102,8 bi ou 18,3% R$ 171,7 bi (efeito 16,4% 16,6% direto). Contando os 14,4% efeitos direto e indireto 12,6% em toda economia, isso 11,6%10,5% significou R$ 381 bi a menos na produção R$ 1,00 de aumento na produção da indústria de transformação eleva em R$ 2,22 a produção da economia. Dessa forma, 4,5 milhões de empregos 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 deixaram de ser gerados na economia 22Fonte: DEREX/FIESP. Elaboração: DECOMTEC/FIESP. 22
  • 23. O aumento recente e previsto para o consumo, o excesso de oferta demanufaturados no mercado internacional, associados a competição emcondições não isonômicas com importados, podem levar a maior DECOMTECelevação do coeficiente de penetração de importações Produção Industrial, Volume de Vendas no Varejo e coeficiente de penetração de importações 300 Ativ. ind. transf. e vendas no varejo, (jan04=100) Coeficiente de penetração de importações (%) 1°tri/2015: 1°tri/2012: 26,5% 30 250 21,6% 25 Tendência de piora para a Coef. Import. 200indústria nacional (e paulista) no mercado interno provocado 20 Vol. Vendas pelo redirecionamento das Varejo Ampliado 150 exportações mundiais (chinesas): de países com 15 fraco desempenho (EUA e UE) Indústria de 100 para países com melhor 10 Transformação desempenho (Brasil) 50 5Fonte: FUNCEX, IBGE, FIESP. Elaboração: DECOMTEC/FIESP. 23
  • 24. O que há em comum entre países com alto e prolongado aumentodo PIB per capita? (acima de 4,5% a.a. por 30 anos ou mais) DECOMTECCrescimento anual do PIB per capita dos países (%)Fonte: Rodrik, 2012. Elaboração: DECOMTEC/FIESP. 24
  • 25. Quais foram as principais políticas adotadas por essespaíses? DECOMTECO elevado desempenho desses países se deveu, em boa medida, a generalizadaaplicação de políticas macroeconômicas e industriais com foco na industrializaçãoacelerada. Tais países utilizaram, com variações, tais instrumentos de política: o Coerência da política macroeconômica favorecendo a estratégia de desenvolvimento industrial; o Alto nível de investimento em educação; o Taxas de câmbio administradas e competitivas internacionalmente; o Estrutura tributária racional, proporcionando isonomia vis-à-vis competidores internacionais; o Financiamento com baixo custo, para capital de giro, investimento e exportações; o Insumos básicos com custos muito competitivos e oferta abundante, favorecendo a agregação de valor nos elos a jusante das cadeias de valor; o Regras de conteúdo local e outros instrumentos de adensamento de cadeias produtivas; o Incentivos tributários e subvenção econômica a atividades de P&D; o Incentivos diversos a exportações e formação e expansão de empresas de capital nacional; o Institucionalização da Política Industrial como política de Estado, com eficazes mecanismos de coordenação. A Coréia do Sul foi exemplar na aplicação dessas políticas, com resultados excepcionais 25
  • 26. Aumento do investimento produtivo:O crescimento econômico dos países que aumentaram seu PIB per DECOMTECcapita com maior rapidez foi apoiado em altas taxas de investimento. 26
  • 27. O investimento fixo deve contemplar a infraestrutura. Outros aspectosfundamentais são os investimentos em educação e inovação/P&D. O DECOMTECBrasil tem desempenho muito deficiente nesses fatores. Infraestrutura: os investimentos em infraestrutura no Brasil ainda não são suficientes para gerar as condições necessárias tanto ao crescimento econômico como para ganhos sustentados de competitividade. O país tem baixa classificação quando comparado a demais países. Educação: o nível de escolaridade no Brasil é inferior aos alcançados por países com praticamente mesmo gasto como, por exemplo: Colômbia, Chile e Argentina. Ainda, a China gasta o correspondente a 48,5% do gasto do Brasil, mas tem anos de escolaridade 19% superior além de menor taxa de analfabetismo. Ou seja, é preciso dar maior eficiência aos investimentos em educação. Inovação/P&D: o Brasil tem contribuído muito pouco com o gasto mundial de P&D: em 2007, contribuiu com 1,8%; enquanto a China com 8,9%, Alemanha 6,3%, Coréia do Sul 3,6%, Japão 12,9% e EUA 32,6%. O Investimento bem direcionado é a grande alavanca da Inovação. Fonte: Banco Mundial, IBGE 27
  • 28. Os principais entraves ao desenvolvimento da Indústria deTransformação no país estão relacionados ao “Custo Brasil”. DECOMTECFicou muito caro produzir no Brasil, principalmente devido a: 28
  • 29. O câmbio se tornou um dos principais instrumentos de competitividadeentre os países. A perda de competitividade do Brasil é em parte devidoà fortíssima valorização do real. Entre jan/04 e mai/12, o real foi a mais DECOMTECvalorizada ante o dólar (78,5%) dentre várias moedas relevantes Câmbio Real - Evolução em relação ao Dólar Americano - jan/2004 a mai/2012 base: jan 2004 = 100140120100 80 60 Valorização real das moedas em relação ao Dólar Americano - mai12/jan04 Brasil 78,5% 40 Russia 61,5% China 34,8% India 27,0% 20 Coreia do Sul 5,5% Africa do Sul 5,5% Euro 2,2% 0 jan-04 jan-05 jan-06 jan-07 jan-08 jan-09 jan-10 jan-11 jan-12 Brasil EUA Coreia do Sul Russia India China Euro Africa do SulFonte: OCDE e BCB. Elaboração: DECOMTEC/FIESP 29
  • 30. Juros e spread elevados / Tributação e burocracia DECOMTEC Os juros básicos e spread bancário implicam em custo de R$ 156 bilhões com financiamento para capital de giro da indústria de transformação. Considerando a cumulatividade na cadeia, em 2011, 7,5% do preço dos produtos industriais na porta da fábrica se deveram ao custo de capital de giro. O spread brasileiro é 11,5 vezes maior do que os países que calculam com critério idêntico ao nosso (*). A indústria de transformação é o setor que mais contribui com a arrecadação dentre todos os setores (33,9% do total da carga em 2010), mas sua participação no PIB foi de 16,2%; A carga tributária da indústria de transformação é de 59,5% do seu PIB, representando 40,3% dos preços dos produtos industriais. Os custos da burocracia para pagar os tributos existentes no país representam R$ 19,7 bilhões do faturamento da indústria de transformação. Considerando o carregamento na cadeia à montante, totaliza um custo anual de 2,6% do preço dos produtos industriais(*) Malásia, Japão, Chile e Itália 30
  • 31. Encargos trabalhistas elevadosQuando medidos em % do custo da mão de obra, o Brasil é DECOMTECcampeão em encargos sobre folha de pagamento Os encargos trabalhistas representam 32,4% do total dos custos de mão de obra na indústria, aumentando o custo de produção O problema é mais grave na indústria de transformação, que compete em mercados com escala global Encargos trabalhistas (% do custo da mão de obra industrial)• XX encargos de nossos competidores são muito Os menores: 14,7% em Taiwan, 17% na Argentina e• XX do Sul e 27% no México Coréia 31 31
  • 32. Energia caraA tarifa de energia elétrica para a indústria no Brasil é uma das DECOMTECmais caras do mundoTarifa de energia elétrica para a indústria (US$/MWh) Nossa elevada tarifa não se justifica pela matriz energética. O Canadá é o país que tem a matriz mais semelhante à do Brasil, mas sua tarifa é 64% menorFonte: EIA - Energy Information Administration. Elaboração: DECOMTEC/FIESP 32
  • 33. Infraestrutura deficiente DECOMTEC Classificação do Brasil entre 142 países 104º Geral 66º Telefonia celular 124º Procedimentos alfandegários 91º Ferrovias 122º Aeroportos 118º Estradas 130º Portos Os produtos industriais são encarecidos em R$ 17,1 bilhões pelos custos de um sistema logístico deficiente, que não faz jus aos tributos arrecadados pelo Estado. Considerando o carregamento de custo na cadeia à montante, as deficiências da infraestrutura logística representam 1,8% do preço desses produtos.Fonte: Word Economic Forum- The Global Competitiviness Report 2011-2012 33
  • 34. Custo Brasil DECOMTEC Em síntese, produzir no Brasil é muito caro, especialmente devido aos seis fatores a seguir:1. Câmbio valorizado Valorização de 78,5% ante o dólar desde jan/04 Custo do capital de giro é 7,5% do preço dos2. Juros e spreads elevados produtos industrializados (2011) Carga tributária do setor é 40,3% dos preços dos3. Tributação e burocracia produtos. Custos da burocracia = 2,6% dos preços4. Encargos trabalhistas Igual a 32,4% do total dos custos de mão deelevados obra Uma das mais caras do mundo. O Canadá, com5. Energia cara matriz semelhante, tem tarifa 64% menor Muito ruim. Custos das deficiências da6. Infraestrutura deficiente infraestrutura logística = 1,8% do preço dos produtos industriais 34
  • 35. Qual a estratégia a seguir, de modo a atingir essa meta decrescimento? DECOMTEC Manter controle sobre as principais variáveis macroeconômicas é importante, mas não suficiente... O Brasil precisa de uma estratégia de desenvolvimento, na qual os seguintes aspectos são fundamentais: • Expressivo aumento do investimento produtivo; • Reindustrialização, readensando as cadeias produtivas comprometidas no período de valorização cambial, e outras com maior intensidade tecnológica; • Programa de redução do Custo Brasil 35
  • 36. DECOMTEC José Ricardo Roriz Coelho jrroriz@fiesp.org.br Vice-Presidente – FIESPDiretor Titular – Departamento de Competitividade e Tecnologia Coordenador - Comite de Petroleo e Gas Presidente - Abiplast 36