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17 09-2010 - relatório anual 2009
 

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    17 09-2010 - relatório anual 2009 17 09-2010 - relatório anual 2009 Document Transcript

    • Relatório Anual 2009
    • A VISANETAGORA É CIELO!
    • Relatório Anual 2009 1A partir de 1º de julho de 2010, termina a exclusividade da Cielo com a bandeiraVisa e passaremos a trabalhar com todas as principais bandeiras.Há algum tempo, estamos nos preparando para atuar nesse novo cenário de mercado, demodo a aproveitar todo o seu potencial e manter a nossa liderança. Realizamos mudançasna estrutura organizacional da Companhia, revisamos o planejamento estratégico,desenvolvemos novos talentos, consolidamos a cultura e o bom clima organizacional,alteramos nossa missão e reforçamos as práticas de governança corporativa.Buscamos, com isso, maximizar o conhecimento que temos do negócio paracontinuar a crescer, oferecendo aos clientes a confiabilidade de nossa rede, produtosinovadores que agregam valor aos seus negócios e uma presença constante no seudia a dia, para consolidar o relacionamento e conquistar a sua fidelidade.Com a mudança da razão social, promovemos uma campanha publicitária de caráterinstitucional, veiculada em todos os meios de comunicação, ressaltando nossapresença e capacidade de entrega com eficiência e qualidade.Sentimo-nos, agora, preparados para enfrentar os desafios de crescer de maneirasustentável no novo cenário e, ao mesmo, tempo manter a liderança, de gerarretornos crescentes para os acionistas e produzir riqueza para a sociedade.
    • 2Principais indicadoresIndicadores operacionais 2006 2007 2008 2009 � 09/08Volume Financeiro Total (R$ milhões) 110.749 136.500 175.552 213.958 +21,9%Quantidade Total de Transações (milhões) 1.978 2.389 2.952 3.427 +16,1%Nº de Estabelecimentos Credenciados (mil) 997 1.180 1.408 1.706 +21,1%Indicadores econômico-financeiros BR GAAP (4) IFRS (5)(valores em R$ milhões) 2006 2007 2008 2008 2009 Δ 09/08Receita Operacional Líquida (ROL) * 1.945 2.402 2.875 2.893 3.628 +25%Lucro Bruto (LB) 1.255 1.631 2.024 2.041 2.692 +32%Margem Bruta (LB/ROL) 64,5% 67,9% 70,4% 70,6% 74,2% +3,6 ppLucro Operacional Antes Res. Financeiro (LOARF) 903 1.277 2.019 1.958 2.286 +17%Margem Operacional Antes Res. Fin. (LOARF/ROL) 46,4% 53,2% 70,2% 67,7% 63,0% -4,7 ppLucro Líquido (LL) 658 884 1.394 1.342 1.534 +14%Margem Líquida (LL/ROL) 33,8% 36,8% 48,5% 46,4% 42,3% -4,4 ppDividendos (D) 593 670 1.369 1.369 1.205 -12%Pay-out (D/LL) 90% 76% 98% 102% 79% -23 ppEBITDA Ajustado (E) (1) 1.039 1.410 1.764 1.764 2.451 +39%Margem EBITDA Ajustado (E/ROL) 53% 59% 61% 61% 68% +7 ppFluxo de Caixa Livre (FCL) (2) 602 (6) 695 786 718 716 -9%Patrimônio Líquido (PL) 103 611 159 702 860 +23%Dívida Líquida (DL) (3) 58 -471 -581 -581 -305 -48%Retorno Sobre Capital Total [FCL/(PL+DL)] 438% 496% (7) – 593% 129% –Indicadores sociais 2006 2007 2008 2009 Δ 09/08Número de colaboradores diretos 785 935 1.117 1.089 -2,5%Valor investido em treinamento (R$ mil) 4.339 5.467 5.302 3.591 -32%Rotatividade da força de trabalho 7,1% 15,6% 23,1% 16,7% -6,4ppMenor salário pago/Salário mínimo nacional 3,27 3,13 2,85 2,39 -16%Indicadores ambientais 2006 2007 2008 2009 Δ 09/08Resíduos não perigosos gerados (t) 142,55 123,67 124,95 120,13 -4%% de resíduos não perigosos destinados à reciclagem: % 16:84 11:89 11:89 10:89 0%resíduos não perigosos destinados ao aterro sanitárioConsumo de eletricidade (MWh) 2.126 2.635 2.351 2.195 -7%Consumo de óleo combustível (litros) 15.540 32.496 63.524 35.851 -44%Consumo de água (m ) 3 8.408 9.519 8.246 6.957 -16% EBITDA = Lucro antes do Resultado financeiro e dos Impostos + Depreciação e Amortização. EBITDA ajustado = EBITDA + Receita de antecipação de recebíveis (considerada como(1)operacional e não como financeira). (2) Fluxo de caixa livre = Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais – Caixa aplicado nas atividades de investimento (3) Dívida líquida =Dívida bruta – Caixa e equivalentes de caixa (quando negativo, o Caixa é maior do que a Dívida bruta) (4) BR GAAP = padrão de contabilidade brasileiro (5) IFRS = padrão de contabilidadeinternacional (6) Reclassificado em 2007 (anterior = 705) (7) Não calculado; capital total é negativo porque o Caixa supera a soma do Patrimônio Líquido com a Dívida bruta. * incluireceita líquida com antecipação de recebíveis.
    • Relatório Anual 2009 3Quantidade de transações 133%milhões 836 Cartões de débito2006 1.142 Cartões de crédito 1.978 Total 9862007 1.402 2.389 1.232 Evolução do EBITDA2008 1.720 2.952 1.4242009 86% 2.003 3.427Volume financeiro de transaçõesR$ bilhões 40 Cartões de débito2006 71 111 Cartões de crédito Receita Operacional Total 492007 88 137 113% 652008 111 176 792009 135 214 Patrimônio LíquidoReceita líquida, Lucro líquido e Margem líquida*R$ milhões e % Receita líquida 1.9452006 33,8% Lucro líquido 658 111% Margem líquida 2.4022007 36,8% 884 2.8932008 46,4% 1.342 3.628 Ativos Totais2009 42,3% 1.5342005-2007 = BR GAAP e 2008-2009 = IFRS* Margem líquida = Lucro líquido/Receita operacional líquidaEBITDA ajustado1 e Margem EBITDA ajustado2R$ milhões e %200620072008 1.039 1.410 1.764 53% 59% 61% EBITDA Ajustado M  argem EBITDA Ajustado 105% Mercado Interno2009 2.451 68%2005-2007 = BR GAAP e 2008-2009 = IFRS.1 EBITDA = Lucro antes do Resultado financeiro e dos Impostos + Depreciação eAmortização. EBITDA ajustado = EBITDA + Receita de antecipação de recebíveis(considerada como operacional e não como financeira).2 Margem EBITDA ajustado = EBITDA ajustado/Receita operacional líquida.
    • 4Destaques do Exercício•  volume financeiro de transações cresceu 22% e atingiu R$ 214 bilhões em 2009. Esse aumento O significa ganho de participação de mercado, uma vez que o setor cresceu 18%.•  receita líquida incluindo antecipação de recebíveis cresceu 25% e atingiu R$ 3,6 bilhões, A enquanto o EBITDA ajustado foi 39% maior e alcançou R$ 2,4 bilhões. O lucro líquido de R$ 1,5 bilhão superou em 14% o de 2008 (padrão IFRS).•  s ações da Cielo, inicialmente como Visanet, começaram a ser negociadas no Novo Mercado A da BM&FBovespa, depois da maior abertura de capital da história da Bolsa.•  reparamo-nos para manter a trajetória de sucesso em um ambiente mais competitivo, P reformulando a estrutura organizacional, mudando a razão social e criando uma nova marca. Investimos em pessoas e em tecnologia de ponta.•  ecebemos a certificação de Data Security Standard (DDS) ou Padrão de Segurança de Dados, do R Payment Card Industry Council (PCI Council), a mais importante da indústria mundial de cartões.•  elo nono ano consecutivo, mativemo-nos no ranking das “150 Melhores Empresas para Você P Trabalhar” da revista Exame.Eventos Subsequentes•  o primeiro trimestre de 2010, o volume financeiro de transações cresceu 23% sobre igual período N do ano anterior, atingindo R$ 58 bilhões. A receita operacional líquida foi 25% maior e superou R$ 1,0 bilhão, enquanto o EBITDA ajustado atingiu R$ 713 milhões, com crescimento de 33%. O lucro líquido de R$ 440 milhões superou em 32% o de igual período de 2009.•  ançamos o programa de American Depositary Receipts (ADR) “nível I” para negociação de ações L no mercado de balcão norte-americano sob código CIOXY e, até 31 de março, já haviam sido emitidos 3,6 milhões de títulos (1 ADR = 1 ação).•  ossos acionistas ligados às instituições Bradesco e Banco do Brasil apresentaram proposta para N aquisição da participação do grupo Santander na Companhia, passando a deter, cada um deles, 26,65% do capital da Cielo, após a conclusão da operação.•  esde final de março, a Cielo já estava pronta para processar transações com cartões D da bandeira Mastercard a partir de 1° de julho de 2010, data que marcou o início das operações de multi-adquirência.•  ançada ao final de março a nova campanha de marketing institucional com o tema L “Cielo, Nada Supera esta Máquina”. IPO A  maior oferta pública inicial da história da BM&FBovespa. da Cielo
    • Relatório Anual 2009 5 Mensagem da Administração 06 Visão, Valores e Competência Corporativa 09 Perfil 10 Expertise Prêmios 14 Governança Corporativa 15 Estratégia 20 Confiança Gestão de Risco 24 Desempenho Operacional 28 Desempenho Econômico-Financeiro 34 Abrangência Mercado de Capitais 40 Intangíveis 43 Desempenho Socioambiental 44 Envolvimento Glossário 114 Informações Corporativas 117
    • 6Mensagem daAdministraçãoO ano de 2009 foi marcado pela abertura do capitale o início de negociação das ações da Cielo no NovoMercado da BM&FBovespa, após a maior oferta públicainicial da história da Bolsa. A transferência de R$ 8,4bilhões em ações para o mercado garantiu um free float(parcela do capital em circulação no mercado) de 42,4%,significando um grande passo para a democratização docapital da Companhia.
    • Relatório Anual 2009 7Antes mesmo de nossas ações começarem a ser negociadas, É digno de nota que, no período do Natal, nossa redeiniciamos um trabalho para estreitar o relacionamento com apresentou disponibilidade de 100% e conquistamos um novoanalistas e investidores, a fim de tornar nosso negócio o mais recorde, com mais de 35 milhões de transações processadastransparente possível para o mercado. E, com o início das nos dias 23 e 24 de dezembro, quantidade 18% maior do quenegociações, aumentamos nossa proximidade com eles, no período correspondente do ano anterior. Embora o impactoprocurando evidenciar, por meio de reuniões patrocinadas de dois dias no faturamento do ano seja pouco relevante, essapela Associação de Analistas e Profissionais de Investimento do disponibilidade reforça a imagem da Cielo de maior e melhorMercado de Capitais (Apimec), road shows com investidores, rede de pagamentos no Brasil, atuando com redundância nareuniões na empresa e outros eventos, as características de operação e mobilizando suas equipes de forma a garantir maiorliderança, inovação, alto desempenho e forte governança confiabilidade para o lojista.corporativa que fazem parte da Cielo. O ano também foi marcado pela alteração da razão social deJá em 2009, passamos a seguir os padrões contábeis adotados Companhia Brasileira de Meios de Pagamentos para Cielo S.A.,pelo International Financial Reporting Standards (IFRS), um como parte do plano estratégico para preparar a empresa parapadrão internacional que busca uniformizar critérios e adequar operar em um cenário multibandeira, que vigorará a partir de 1ºa contabilidade das empresas às regras de mercado. de julho de 2010. Com nova razão social e nova marca, a Cielo adquire também uma nova identidade visual e não incorrerá emNosso desempenho em 2009 superou as expectativas, royalties pelo uso da antiga marca VisaNet.num ano que se iniciou sob efeitos de uma das piores crisesfinanceiras mundiais, com expressiva queda das atividades A regulamentação do setor de meios de pagamentos no Brasileconômicas, mas transcorreu na recuperação resultante das foi discutida pelas autoridades competentes, que, em outubro,medidas governamentais de incentivo ao consumo interno. divulgaram uma nota por meio do Banco Central com cincoAo concluir o ano, enquanto o PIB do País caiu 0,2%, o volume recomendações: 1ª) abertura da atividade de credenciamento;financeiro de transações capturadas pela Cielo aumentou 22%, 2ª) interoperabilidade de redes e de POS (terminal de captura deatingindo R$ 214 bilhões, um valor equivalente a 7% do PIB. Esse transações); 3ª) neutralidade nas atividades de compensação ecrescimento superou o do setor, que foi de 18%, o que reflete liquidação; 4ª) fortalecimento de esquemas nacionais de cartõesganho de participação de mercado. de débito e 5ª) transparência na definição da tarifa de intercâmbio.Nossa receita operacional líquida, acrescida da receita líquida Durante o ano, preparamo-nos para o novo cenário competitivode antecipação de recebíveis, foi de R$ 3.628 milhões, 25% que terá início em julho de 2010, reforçando o compromissosuperior à de 2008. O EBITDA ajustado atingiu R$ 2.451 milhões em relação à confiabilidade de nossa rede, consolidando nossa(+39%) e o lucro líquido de R$ 1.534 milhão (+14%), sobre o qual posição de liderança em distribuição, investindo em inovação eforam distribuídos ou provisionados R$ 1.201 milhão (-12%) de desenvolvendo um relacionamento diferenciado para conquistardividendos aos acionistas. a fidelidade do cliente.Esse bom resultado só foi possível graças à forte penetração Confiabilidade da rede — Trabalhamos com redundânciae capacidade de distribuição da Cielo, à confiabilidade de sua de sistemas de rede e elevados critérios de monitoraçãorede, ao bom relacionamento de sua área comercial com os do negócio, resultando em 99,995% de disponibilidade dosestabelecimentos credenciados, à constante oferta de produtos sistemas. Esse índice corresponde a apenas 26 minutos porinovadores e à expansão de sua rede de estabelecimentos ativos. ano de sistemas indisponíveis. Recebemos a certificação internacional PCI DSS que, em conjunto com o Lynx, nosso Sistema Neural para detecção e monitoramento de fraudes, proporciona maior nível de segurança aos estabelecimentos, bancos e portadores de cartão. Além disso, oferecemos o parque de POS mais moderno do Brasil, com idade média de apenas 2,3 anos.
    • 8Liderança em distribuição — Realizamos um trabalho próximo Mudanças na composição do capital social — Os acionistasà nossa rede de bancos parceiros e conseguimos afiliar mais dos grupos Bradesco e Banco do Brasil apresentaram propostade 380 mil novos estabelecimentos, o que nos garante a maior para aquisição da participação do acionista do grupo Santander,base de estabelecimentos comerciais do Brasil. passando a deter, cada um deles, 28,65% do capital, uma vez que a operação estiver concluída.Inovação — Continuamos a inovar com lançamentos deprodutos diferenciados, que, além de aumentarem a receita Conscientes de nossa responsabilidade social, continuamos ado cliente, atendem às suas necessidades de garantir tráfego investir em projetos sociais e a desenvolver ações de preservaçãono estabelecimento e conquistar a fidelidade do comprador. ambiental ao longo de 2009. Realizamos investimentos comAlguns projetos de destaque são o correspondente bancário, recursos próprios e de incentivos fiscais em projetos culturais,o pagamento por proximidade ou sem contato (contactless), o sociais e esportivos, buscando programas que tenham comopagamento via celular e a plataforma promocional. foco educação, saúde infantil e capacitação de jovens para o trabalho, privilegiando a inclusão socioeconômica. DuranteRelacionamento diferenciado — Nossa força de vendas o ano, aplicamos recursos em assistência à família (Hospitalmais do que nunca passou a estar presente no dia a dia dos Pequeno Príncipe), cultura (Instituto Brasil Leitor), sociabilizaçãoestabelecimentos comerciais, ofertando um amplo portfólio por meio do esporte (Fundação Gol de Letra e Instituto Esporte ede produtos inovadores, incluindo antecipação de recebíveis, Educação), capacitação de jovens para o trabalho (Instituto Criarsegmento que vem apresentando crescente contribuição ao de TV e Cinema) e educação (Instituto Ayrton Senna).resultado da Companhia. Obtivemos em 2009 o reconhecimento de instituições emAlguns eventos importantes ocorreram após o encerramento diferentes áreas de atuação, como o prêmio “Valor Carreira” pelado exercício, dentre os quais dois são dignos de nota. excelência na gestão de pessoas (pesquisa da Hewitt indicou a Cielo como detentora do 5º melhor clima organizacionalLançamento do programa de American Depositary Receipts entre as empresas de 1001 a 2000 funcionários), o prêmio “As(ADR) “nível I“ — A iniciativa, que não representa aumento de 150 Melhores empresas para Você Trabalhar” recebido pelocapital social ou emissão de novas ações, colocará a Cielo nono ano consecutivo da revista Exame, o prêmio “Melhores eno seleto grupo de empresas brasileiras que possuem DR Maiores”, também da Exame, o prêmio de “Melhor Empresa denegociados nos Estados Unidos, sendo que ao final de 2009 Serviços Especializados do Brasil” do jornal Valor Econômico e oapenas 67 das 420 empresas nacionais listadas na BM&FBovespa prêmio “As 200 Maiores Empresas em TI” da Revista InfoExame.estavam nessa condição. Tal iniciativa cria mais uma alternativa Queremos agradecer a todos os nossos colaboradores, clientes,para investidores no mercado norte-americano e aumenta a parceiros, fornecedores e aos nossos acionistas, em especial osvisibilidade da Cielo fora do Brasil. Até 31 de março, já haviam novos, que deram seu apoio à bem sucedida abertura de capital.sido emitidos 3,6 milhões de ADRs. Rômulo de Mello Dias Diretor-Presidente Arnaldo Vieira Presidente do Conselho de Administração
    • Relatório Anual 2009 9Missão e ValoresMissãoSer a referência internacional em soluçõestransacionais e serviços de rede.Valores•  olaboradores com atitude, espírito C de equipe e paixão em tudo o que fazem• Cliente encantado• Atitude de dono• Ética em todas as relações• Excelência na execução• Inovação com resultados• Sustentabilidade e responsabilidade corporativa
    • 10PerfilA Cielo S.A. (ex-Companhia Brasileira de Meios de Pagamento, A diversidade de seu portfólio de produtos e serviços é resultadoconhecida como Visanet) é a adquirente líder do mercado de constantes esforços na identificação de outros ramos debrasileiro de cartões de crédito e serviços. Com atuação em negócios que possam maximizar o uso de sua rede e de seustodo o território nacional, a Cielo atende a mais de 1,7 milhão de ativos. Nos últimos dois anos, firmou parcerias com emissores eestabelecimentos credenciados e sua cobertura abrange 97,6% empresas para a captura e o processamento de transações comdos municípios brasileiros. cartões Private Label híbridos com a bandeira Visa, contando, atualmente, com cerca de 89 parceiros. A partir de setembro deSerá, até 30 de junho de 2010, a única adquirente, no Brasil, da 2008, passou a oferecer, também, a antecipação de recebíveisbandeira Visa, marca líder entre os cartões de pagamento no para estabelecimentos de sua rede de credenciados.País, de acordo com The Nilson Report (2008). Com o fim daexclusividade da bandeira Visa, passará a atuar como adquirente É companhia aberta por listada no Novo Mercado, o nível maisde outras bandeiras. elevado de governança corporativa da BMF&Bovespa. Suas ações são negociadas com o código CIEL3 e fazem parteSuas atividades compreendem o credenciamento de do Índice de Governança Corporativa Diferenciada (IGC),estabelecimentos e a gestão de rede para aceitação de cartões do Índice de Ações Tag Along Diferenciada (ITAG), do Índicede pagamento, além da captura, transmissão, processamento e Financeiro (IFN), do Ibovespa, do IBrX-50 e IBrX-100 (carteiraliquidação financeira das transações realizadas com cartões de válida para o quadrimestre maio/10 - agosto/10). Do seucrédito e débito. A Companhia também aluga e faz instalação capital, composto exclusivamente por ações ordinárias come manutenção dos equipamentos Point of Sales (POS) para direito a voto, 42,4% estão em livre circulação no mercadoestabelecimentos credenciados. (free float). Além das ações negociadas no mercado brasileiro, a empresa possui American Depositary Receipts (ADR) “nível I”Além dos produtos e serviços tradicionalmente oferecidos ao negociados no mercado de balcão norte-americano (Over Themercado de meios eletrônicos de pagamento, sempre procura Counter, ou simplesmente OTC) com o código CIOXY, tendodesenvolver soluções inovadoras em segmentos que tenham como instituição depositária o Deutsche Bank Trust Companysinergia com suas atividades, tendo sido pioneira na oferta de Americas. Cada ADR equivale a uma ação.infraestrutura de rede para correspondente bancário, recargade celular, voucher eletrônico e saque, e na captura e no Entre seus principais acionistas estão instituições ligadas aprocessamento de transações eletrônicas que não envolvem dois dos três maiores bancos brasileiros: o Banco do Brasil e opagamento, como conectividade e autorização de transações Bradesco, que estão também entre os maiores emissores deno segmento de saúde. cartões no País. A presença dessas instituições como principais acionistas confere à empresa uma condição privilegiada na aceitação de seus serviços e tem contribuído para sua posição de liderança no setor. Com receita líquida da ordem de R$ 3,7 bilhões e lucro líquido de R$ 1,5 bilhão em 2009, a Cielo tem apresentado uma evolução histórica positiva e contínua de seus resultados, registrando crescimento médio anual composto (CAGR) de 27,6% de receita líquida e 44,0% de lucro líquido entre 2006 e 2009.
    • Relatório Anual 2009 11Participações em outras empresas Cielo SERVNET SERVREDE CBGS 99,99% 99,99% 40,95%Servinet (99,99%) — A Servinet Serviços Ltda. presta serviços de CBGS (40,95%) — A Companhia Brasileira de Gestão demanutenção e contatos com estabelecimentos comerciais e Serviços presta serviços de consultoria e processamento deprestadores de serviços para a aceitação de cartões de crédito informações para empresas da área médica em geral, gestãoe débito e outros meios de pagamento e de instalação e de serviços de suporte para operadoras de saúde, interconexãomanutenção de terminais eletrônicos POS. de rede eletrônica entre operadoras de saúde e prestadores de serviços médico-hospitalares, digitalização e automatização deServrede (99,99%) — A Servrede Serviços S.A., quando iniciar processos, emissão de cartões, atendimento em call center,operações, prestará serviços de gerenciamento de tecnologia leitura de informações de cartões e roteamento de transaçõesde rede, incluindo a transmissão de dados e informações, não financeiras, locação e comercialização de leitoras desoluções corporativas, sistemas de comunicação privada e de cartões, equipamentos e sistemas de informática utilizadosprocessamento eletrônico de pagamentos, além da prestação na prestação de seus serviços e presta assistência técnica dosde serviços de aplicativos e data center. referidos equipamentos.Nota: para mais informações sobre controladas e coligadas, veja Notas Explicativas nºs 1 e 11 das Demonstrações Financeiras.
    • 12Usar aexpertiseDesenvolver tecnologia para formatar soluçõesque agilizem e impulsionem as transações e osrelacionamentos. Dominar questões complexase oferecer respostas robustas, porém simples. Peris doloria voloreque
    • Relatório Anual 2009 13
    • 14PrêmiosNossa busca por qualidade, eficiência e confiabilidade temrecebido amplo reconhecimento de mercado. Com mais de50 prêmios conquistados, a Cielo é uma das empresas maispremiadas do setor. Ao longo dos últimos nove anos, estevesempre incluída entre as “150 Melhores Empresas Para seTrabalhar no Brasil”, no ranking publicado pela revista Exame.Em 2009, a Cielo foi agraciada com:•  rêmio: “Melhores em Gestão de Pessoas” P Conferido por: Hewitt e Jornal Valor Econômico.•  rêmio: “As 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar” P Conferido por: Revista Exame.•  rêmio: “Melhores e Maiores” P Conferido por: Revista Exame.•  rêmio: “Valor 1000” P Conferido por: Jornal Valor Econômico.•  rêmio: “As 200 Maiores Empresas em TI” P Conferido por: InfoExame.•  rêmio: “Valor Carreira” P Conferido por: Jornal Valor Econômico.
    • Relatório Anual 2009 15Governança CorporativaPrincípios gerais AcionistasA Cielo adota as melhores práticas de governança corporativa Os principais acionistas são mostrados no quadro seguinte,recomendadas pelo Instituto Brasileiro de Governança que retrata duas situações distintas: a do final do exercício deCorporativa (IBGC) e considera prestação de contas, 2009 e a do final de abril de 2010 em diante, quando o Bancotransparência, equidade e responsabilidade corporativa valores do Brasil e o Banco Bradesco fecharam acordo para adquirir,essenciais para a sustentabilidade de seus negócios. Ao abrir o por meio de empresas subsidiárias, a participação remanescentecapital, optou por negociar suas ações no Novo Mercado da do Banco Santander na Companhia. Ao mesmo tempo, essasBM&FBovespa, o mais elevado nível de governança corporativa, duas instituições firmaram memorando de entendimento para apor ser esse o caminho para consolidar seus princípios e garantir criação de uma holding para a gestão conjunta de seus negóciosaos novos acionistas maior segurança em seus investimentos. no mercado de cartões, incluindo o estudo da possibilidade de transferência das participações acionárias da Cielo S.A para aO modelo de governança que segue cumpre as exigências do nova holding a ser criada.Novo Mercado e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) eestá alinhado com as regras do IBGC, um modelo consagrado Os acionistas minoritários da Cielo gozam dos mesmos direitos dosque procura garantir a adoção efetiva e o monitoramento dos acionistas majoritários, inclusive o de receber igual valor por suasprincípios de governança nos relacionamentos entre Acionistas, ações em caso de alienação do controle (tag along de 100%).Conselho de Administração, Diretoria, Auditores Independentes,Conselho Fiscal, Investidores do mercado e todos osdemais stakeholders.Composição do capital socialCapital realizado: 1.364.783.800 de ações ordináriasCapital autorizado: 6.000.000.000 de ações ordinárias Posição em Posição após Principais acionistas 31/12/2009 27/04/2010 �Acionistas controladores 57,30% 57,30% 0% Columbus Holdings S.A. (Bradesco) 26,56% 28,65% +2,09% BB Banco de Investimentos S.A. (Banco do Brasil) 23,54% 28,65% +5,11% Santusa Holdings S L (Banco Santander Espanha) 7,20% 0% -7,20%Mercado – free float 42,40% 42,40% 0%Tesouraria 0,3% 0,3% 0%Total 100,00% 100,00% 0%Nota: tanto as regras do Novo Mercado da BM&FBovespa, quanto as de governança corporativa do IBGC podem ser acessadas por meio dos sítios dessas  instituições, nos endereços www.bmfbovespa.com.br e www.ibgc.org.br.Nota: para mais informações, veja o capítulo Mercado de Capitais.
    • 16Acordo de Acionistas O acordo de acionistas também prevê que: (1) durante o prazoOs acionistas que formam o grupo controlador têm celebrado, de dois anos, contados a partir da data do anúncio da ofertaentre si, acordo de acionistas, que estabelece as regras de inicial de ações (9 de junho de 2009), nenhum acionista poderárelacionamento de seus interesses junto à empresa. Esse acordo alienar as ações remanescentes em Bolsa, mercado de balcãotem como signatários a Columbus Holdings S.A. (Bradesco), BB ou em operações privadas (o acordo reza que os acionistas doBanco de Investimentos S.A. (Banco do Brasil), Banco Santander bloco deverão deter 50,1% das ações pelo prazo de dois anos,(Brasil) S.A., Santander Investimentos e Participações S.A. (Banco após o IPO); (2) qualquer transferência ou alienação de açõesSantander) e Cielo S.A. detidas pelos signatários do acordo, salvo transferências para controladas ou sob controle comum, deverá ser precedida deO acordo de acionistas prevê a realização de reuniões prévias às notificação para os demais acionistas do bloco de controle,reuniões do Conselho de Administração (CA) e Assembleias. As que terão preferência para a aquisição das ações ofertadas,reuniões prévias que deliberarem sobre os assuntos seguintes informando sobre o potencial adquirente, preço por ação esomente serão instaladas com a presença da totalidade dos condições de pagamento. O direito de preferência deveráacionistas signatários: (1) aquisição de ações de emissão da ser exercido em 30 dias e (3) após o período de dois anos, osCompanhia para manutenção em tesouraria ou cancelamento; acionistas poderão solicitar à Companhia a realização de(2) fixação de pautas de Assembleias; (3) proposta de alteração oferta subsequente, sendo facultado ao Santander a adesãodo objeto social; (4) outorga de opção de ações para à oferta subsequente ou a alienação de suas ações em leilãoadministradores e funcionários; e (5) definição da lista tríplice de na BM&FBovespa.empresas que poderão realizar o valuation para cancelamentodo registro de companhia aberta. As deliberações em reunião Caso um dos acionistas signatários do acordo de acionistas,prévia serão tomadas por consenso dos acionistas presentes, durante o prazo de vigência do documento, venha a adquirircom previsão quanto à necessidade de registro formal da direta ou indiretamente posição significativa do capital socialreunião. As decisões vincularão todos os acionistas signatários, de empresa que preste serviços de cadastramento de ECs einclusive os acionistas ausentes. adquirência de transações de pagamento de mesma bandeira operada pela Companhia, passando a ter influência diretaSobre a composição do Conselho de Administração, o na administração do concorrente, deverá tomar as medidasacordo define: necessárias para se abster do exercício dos direitos do acordo ou•  Santander terá direito a indicar um membro do CA enquanto O alienar as ações de emissão do concorrente, no prazo de 90 dias. detiver direta ou indiretamente ações que representem, pelo menos, 7,20% do capital social; O acordo de acionistas vigorará pelo prazo de 10 anos, contados•  onsiderando o CA com nove membros, no mínimo dois C do anúncio de início da oferta e será prorrogado por períodos serão indicados pelo Bradesco, no mínimo dois pelo BB; adicionais e sucessivos de cinco anos, com possibilidade de e um indicado pelo Santander; denúncia com antecedência de seis meses do término do prazo.•  onsiderando o CA com 10 membros (atual), no mínimo dois C indicados pelo Bradesco, no mínimo dois pelo BB, um pelo Para a solução de controvérsias decorrentes da interpretação dos Santander e um indicado em comum acordo por Bradesco e BB; termos do documento, violação a seus preceitos ou execução•  e houver redução da participação de qualquer acionista S das obrigações nele estabelecidas, o acordo prevê a utilização do bloco de controle que implique redução do número de do centro de arbitragem da Câmara Americana de Comércio. conselheiros que este poderia indicar ou perda do direito, o referido acionista deverá providenciar em cinco dias a(s) destituição(ões) do(s) conselheiro(s) indicado(s);•  eleição de conselheiros independentes deverá ser apreciada A e decidida em reunião prévia;•  eleição dos membros da Diretoria Estatutária deverá ser A apreciada e decidida em reunião prévia.
    • Relatório Anual 2009 17Conselho de AdministraçãoO Conselho de Administração é composto por no mínimo sete e traçada pelo Conselho de Administração, dar cumprimento àsno máximo dez membros, todos acionistas, eleitos pela Assembleia deliberações do Conselho de Administração e às disposiçõesGeral, com mandato unificado de dois anos, permitida a reeleição. estatutárias e aprovar o Regimento Interno da Diretoria.Os membros do Conselho de Administração podem ser destituídos •  o Diretor de Relações com Investidores, entre outras Ae substituídos a qualquer tempo por decisão da Assembleia Geral. atribuições, compete prestar informações ao públicoDois conselheiros são escolhidos pelo colegiado para ocupar as investidor, à CVM e às bolsas de valores e mercados de balcãofunções de Presidente e Vice-Presidente do Conselho. No mínimo organizados em que a Companhia estiver registrada.20% dos membros do Conselho de Administração devem ser •  s demais Diretores exercerão as funções estipuladas pelo Oconselheiros independentes. Conselho de Administração quando de sua eleição.Diretoria A Diretoria é composta por no mínimo dois e no máximo oitoAs funções e os poderes dos diretores são definidos pelo membros, sendo um Diretor-Presidente, um Diretor de RelaçõesConselho de Administração, dentre os quais se destacam: com Investidores e até seis diretores sem designação específica,•  o Diretor-Presidente compete, entre outras atribuições, A eleitos pelo Conselho de Administração. Os diretores podem estabelecer o modelo de gestão e fazê-lo cumprir, dirigir os acumular cargos. negócios e fixar as diretrizes gerais de acordo com a orientaçãoConselho de AdministraçãoNome Cargo Eleição MandatoArnaldo Alves Vieira Presidente 30/04/2010 30/04/2012Jair Delgado Scalco Conselheiro 30/04/2010 30/04/2012Raul Francisco Moreira Conselheiro 30/04/2010 30/04/2012José Maurício Pereira Coelho Conselheiro 30/04/2010 30/04/2012Denilson Gonçalves Molina Conselheiro 30/04/2010 30/04/2012Paulo Rogério Caffarelli Conselheiro 30/04/2010 30/04/2012Milton Almicar Silva Vargas Conselheiro 30/04/2010 30/04/2012Norberto Pinto Barbedo Conselheiro 30/04/2010 30/04/2012Francisco Augusto da Costa e Silva Conselheiro independente 30/04/2010 30/04/2012Gilberto Mifano Conselheiro independente 30/04/2010 30/04/2012Nota: os currículos dos Conselheiros estão disponíveis no sítio da empresa, no endereço www.cielo.com.br/riDiretoriaDiretor Cargo Eleição MandatoRômulo de Mello Dias Diretor Presidente 20/05/2009 mai/2012Marcos Grodetzky Diretor Financeiro e de RI 20/03/2010 mai/2012Eduardo Campozana Gouveia* Diretor 20/05/2009 mai/2012Eduardo Chedid Simões Diretor 20/05/2009 mai/2012Paulo Guzzo Neto Diretor 20/05/2009 mai/2012Roberto Menezes Dumani Diretor 02/12/2009 mai/2012Nota: os currículos dos Diretores estão disponíveis no sítio da empresa, no endereço www.cielo.com.br/ri* A partir de maio/2010, foi substituído por Dilson Ribeiro.
    • 18Conselho FiscalO Conselho Fiscal funciona de modo não permanente, com Quando instalado, o Conselho Fiscal é composto por no mínimoas atribuições e poderes que a lei lhe confere e é instalado por três e no máximo cinco membros titulares, com suplentes emdeliberação da Assembleia Geral ou a pedido dos acionistas, nas igual número, eleitos pela Assembleia Geral.hipóteses previstas em lei. O Conselho Fiscal funciona de acordo com o Regimento Interno aprovado na Assembleia Geral que deliberar a sua instalação.Conselho FiscalNome Posição Eleição MandatoKléber do Espírito Santo Membro Efetivo 30/04/2010 ago/2011Marcio Hamilton Ferreira Membro Efetivo 30/04/2010 ago/2011Haroldo Reginaldo Levy Neto Membro Efetivo 30/04/2010 ago/2011Marcelo Santos Dall’occo Membro Suplente 30/04/2010 ago/2011André Luis Dantas Furtado Membro Suplente 30/04/2010 ago/2011Nota: o cargo do terceiro suplente encontra-se temporariamente vago.Comitês de Apoio Remuneração dos AdministradoresOs comitês são órgãos auxiliares à gestão, com funções técnicas Os diretores estatutários e os membros do Conselho dee consultivas. Têm por finalidade tornar a atuação dos órgãos Administração recebem como remuneração global, em cadade administração da Companhia mais eficientes, de forma a exercício, o valor aprovado pela Assembleia Geral Ordinária (AGO).maximizar o seu valor e o retorno dos acionistas, respeitadas asmelhores práticas de governança corporativa. Na AGO de 13 de abril de 2009, esse valor foi de R$ 14,5 milhões. O total aprovado foi dividido em remuneração fixa eSua instalação compete ao Conselho de Administração, sendo variável, participação no lucro e opções de ações outorgadas,que o Comitê de Auditoria tem funcionamento permanente. conforme descrito em detalhes nas Notas Explicativas nºs 28 eAlém deste, estão em funcionamento atualmente os seguintes 29 das Demonstrações Financeiras.comitês de assessoramento ao Conselho de Administração: Na AGO de 30 de abril de 2010, o valor aprovado• Comitê de Finanças; foi de até R$ 19,0 milhões.• Comitê de Risco Emissor;• Comitê de Governança Corporativa;• Comitê de Remuneração e Benefícios.
    • Relatório Anual 2009 19Código de ÉticaO Código de Conduta da Cielo foi revisado em 2009 e passou •  ssociações de classe; Aa se chamar Código de Ética. Todos os colaboradores foram •  ancos; Bchamados para participar das reuniões para a construção do •  lientes; Cnovo texto, que tem o objetivo de traduzir os valores e os •  olaboradores; Cprincípios da empresa. •  omunidade e sociedade; C •  oncorrentes; CÉ um documento de referência, não só para a Cielo e seus •  ornecedores; Fcolaboradores, como também para outros públicos com os •  overno; Gquais a empresa se relaciona. São esses diferentes públicos • mprensa; Ienvolvidos no negócio que, ao fazerem suas escolhas cotidianas • nvestidores; Ie agirem de acordo com elas, ratificam a conduta ética •  suários de meios eletrônicos de pagamento. Uesperada pela Cielo, capaz de assegurar relações significativas,sustentáveis e compatíveis com os interesses e as aspirações Comitê de Éticamais legítimas dos envolvidos e da sociedade. O Comitê de Ética é formado pelos membros da Diretoria Executiva e mais três profissionais seniores. Sua função é receberO Código de Ética define os princípios básicos que deverão e analisar denúncias de infração do Código de Ética e aplicar asnortear a conduta de todos e abrange, além da própria gestão penas cabíveis.do código, três grandes áreas de interesse: Para que essas denúncias cheguem ao Comitê, foi criado umMissão e Valores Corporativos — São eles os responsáveis Canal de Ética administrado por empresa externa. O acessopela definição da identidade, do jeito de ser e agir da empresa. pode ser feito pela Internet 24 horas por dia, durante os sete diasAo expressá-los em iniciativas e relações cotidianas, os da semana, ou por telefone, de segundas a sextas-feiras, das 9hcolaboradores estão contribuindo para a criação de valor às 20h. A identificação do denunciante é opcional.nos relacionamentos. Câmara de arbitragemAspectos primordiais de conduta — Esses aspectos são e outras disposiçõesfundamentais para o negócio e devem ser observados por todos A Cielo está vinculada à arbitragem na Câmara de Arbitragemos colaboradores da Cielo. do Mercado, conforme cláusula compromissória constante do seu Estatuto Social.Aspectos relevantes de conduta por público — Consideram ascaracterísticas próprias da relação da empresa com cada público Enquanto a Companhia estiver no Novo Mercado, não poderácom o qual a empresa se relaciona. São levados em conta, emitir ações preferenciais ou partes beneficiárias e, para sair doparticularmente, os seguintes públicos: Novo Mercado, deverá efetivar uma oferta pública.Nota: o Código de Ética está disponível no sítio de Relações com Investidores da empresa, no endereço www.cielo.com.br/ri. 
    • 20EstratégiaO planejamento estratégico de longo prazo leva em Expansão da Base de Emissoresconsideração as variáveis de mercado relevantes, frente às Pretendemos incrementar os resultados por meio da ampliaçãocircunstâncias atuais e projetadas, e tem por objetivo manter do número de emissões de cartões e assim obter um maiora posição de liderança da Companhia no mercado brasileiro volume financeiro de transações. Para tanto, desenvolvemosde cartões de pagamento. ações para aprofundar o relacionamento com as instituições financeiras emissoras e os estabelecimentos emissores dePara atingir esse objetivo, adotamos como linhas de ação cartões Private Label híbrido e criamos uma solução específicafundamentais a diversificação dos serviços prestados, o maior de captura e processamento de transações para cartõesaproveitamento da rede de captura e a constante introdução desse segmento, o qual tem demonstrado alto potencial dede novas tecnologias de meios de pagamento. Essas linhas crescimento junto à população de menor renda.de ação desdobram-se em vários eixos estratégicos, que sãodiscutidos a seguir. Já contamos com cerca de 89 parcerias para prestação de serviços de captura e processamento de transações com cartõesUniversalização do Uso e Aceitação de Private Label híbrido, dentre elas o Boticário, BR Postos, CasasMultibandeiras pelos Estabelecimentos Bahia, Carrefour, Centauro, Dicico, Leader, Livraria Saraiva, LojasTemos como meta aumentar continuamente o número Colombo, Lojas Maia e Porto Seguro.de estabelecimentos credenciados para a aceitação demultibandeiras a partir de 1º de julho, quando termina nossa Ampliação do Uso dos Equipamentos de Capturaexclusividade com a bandeira Visa. Para tanto, contamos Pretendemos incrementar os negócios realizados emcom uma estrutura própria de vendas com capacidade para nossa rede de aceitação, oferecendo soluções de capturadar suporte ao credenciamento de novos estabelecimentos, e serviços pioneiros em segmentos que gerem valor paravalendo também do apoio das redes de agências das instituições o estabelecimento credenciado. Para consolidar o uso dosfinanceiras com as quais temos parceria firmada. equipamentos de captura como plataformas diversificadas de serviços, temos agregado novos serviços, como, por exemplo,Como regra, procuramos manter estreito relacionamento correspondente bancário, recarga de celular pré-pago ecom os estabelecimentos, oferecendo suporte permanente e fornecimento de troco em dinheiro nas transações comsoluções diferenciadas de produtos e serviços de qualidade, cartões de débito.além de incentivos às vendas dos estabelecimentos, por meiode promoções conjuntas nos pontos de venda. A diversificação do portfólio de serviços oferecidos por meio desses equipamentos aumentará o uso da rede de aceitação,Pretendemos também continuar a investir em soluções de fortalecerá a base de negócios e o relacionamento com oscaptura para expandir a aceitação em novos segmentos estabelecimentos credenciados, aumentando o faturamento eeconômicos ligados à prestação de serviços, como táxis, consolidando a posição de liderança de nossa Empresa.estádios de futebol, feiras livres, serviços de entrega e outros.
    • Relatório Anual 2009 21Ingresso em Novos Negócios que Incremento de Eficiência OperacionalApresentem Sinergia com a Atividade Principal Nosso modelo de gestão coloca foco em resultados, aliando oDesenvolvemos constantemente projetos e pesquisas de crescimento de receitas a uma cultura de eficiência operacional.mercado com o propósito de identificar ramos de negócios Ao lado das iniciativas voltadas para o aumento da quantidadeque possam criar sinergia com nossa atividade principal. Uma de transações e do volume financeiro, pretendemos continuardas oportunidades identificadas foi a aplicação do negócio a obter ganhos de produtividade, com redução do custode rede para a conectividade e autorização de transações no médio por transação capturada, por meio de iniciativas quesegmento de saúde. contemplem o incremento da eficiência operacional.O objetivo é integrar soluções e facilitar as interações dos Impacto daagentes do segmento de saúde, oferecendo serviços de estratégia nos resultadosconexão e autorização na área de saúde. Nossas metas de resultados foram plenamente atingidas em 2009 e no primeiro trimestre de 2010. Durante esse período,A inserção da Companhia na captura eletrônica de a gestão estratégica do desempenho no curto-médio prazotransações, nesse e em outros ramos de negócio, mediante esteve dirigida para a obtenção de retornos por meio doo aproveitamento da rede e plataforma tecnológica, permitirá desenvolvimento e da exploração dos eixos estratégicosdesenvolver novas linhas de serviços e oportunidades de escolhidos pela Companhia. Por outro lado, estivemos comgeração de receita. nossa visão de médio e longo prazo voltada para a preparação da Companhia para as mudanças que ocorrerão no mercado aOferta de Novos Serviços para os partir do segundo semestre de 2010 e nos sentimos confiantesEstabelecimentos Credenciados com os resultados dessa preparação, que incluiu, desdePretendemos continuar a oferecer novos serviços que a alteração de nossa razão social e missão, até a aberturaagreguem valor para os estabelecimentos credenciados e de capital, com a oferta pública de ações, passando porincentivar sua fidelização. Em resposta à demanda desses importantes remodelações na estrutura de gestão e comercialestabelecimentos, desde 1º de setembro de 2008, oferecemos da Companhia.antecipação de recebíveis para parte de nossa rede deestabelecimentos credenciados.Desenvolvemos, atualmente, dois projetos-piloto: um paraa utilização do telefone celular e da Internet para a capturaeletrônica de transações feitas por estabelecimentos queoferecem entrega em domicílio e outro para o desenvolvimentode uma plataforma tecnológica que possibilita a realizaçãode promoções que fortaleçam o relacionamento dosestabelecimentos com seus clientes portadores de cartõesde pagamento.
    • 22Merecer aconfiançaSustentar no tempo a confiança de todos aquelescom os quais nos relacionamos. Empregar os maisexigentes protocolos de segurança para garantira integridade das transações. Perseguir, sempre, aeficiência e a infalibilidade dos processos. Preservar aconfidencialidade das informações com rigidez extrema,mas ser transparente e aberta nas relações e na gestão.
    • Relatório Anual 2009 23
    • 24Gestão de RiscoRisco regulatórioLeis e regulamentos que vierem a ser editados para (iii)  proibição de cláusulas de exclusividade entre bandeiras Aregulamentar o setor de cartões de pagamento no Brasil e adquirentes no mercado de cartões de crédito e débito,podem causar um efeito adverso na Companhia. notadamente o projeto de lei nº 680/07, de 28 de novembro de 2007, que desde 05 de março de 2009 encontra-seTramitam no Congresso Nacional diversos projetos de lei com sob análise na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação,o intuito de regulamentar o setor de meios de pagamento com Comunicação e Informática;cartões. As principais iniciativas versam principalmente sobre: (iv)  equiparação das empresas do setor de meios de A(i) A limitação das taxas de administração cobradas dos  pagamento à condição de instituição financeira, Estabelecimentos e prazos de pagamento, notadamente os notadamente o projeto de lei nº 678/07, datado de 28 projetos de lei: de novembro de 2007, que desde 29 de maio de 2009 (a) 4.818/98, datado de 04 de novembro de 1998, que desde  encontra-se sob análise na Comissão de Constituição, 25 de março de 2009 encontra-se sob análise na Comissão Justiça e Cidadania, sendo que, neste caso, a Companhia de Constituição e Justiça e de Cidadania; passaria a estar sujeita a normas adicionais e, potencialmente, (b) 4.804/01, datado de 05 de junho de 2001, que desde 29  à fiscalização do Banco Central. de abril de 2009 encontra-se sob análise na Comissão de Finanças e Tributação; Em março de 2009, o Banco Central, a Secretaria de Direito (c) 3.499/08, datado de 03 de junho de 2008, cujo pedido de  Econômico (SDE) do Ministério da Justiça e a Secretaria de apensado ao projeto de lei nº 4.818/98 foi deferido em 04 Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda de novembro de 2008; disponibilizaram o Relatório sobre a Indústria de Cartões de Pagamentos, que analisa o setor de meios de pagamento com(ii) O compartilhamento de infraestrutura de coleta e  cartões no Brasil, demonstrando as mesmas preocupações processamento de informações no mercado de cartões de que levaram à elaboração dos projetos de lei acima descritos, crédito e débito, notadamente o projeto de lei nº 677/07, e versando principalmente, sobre: (i) o cenário competitivo e datado de 28 de novembro de 2007, que desde 05 de março das barreiras de entrada do setor; (ii) o mecanismo de cobrança de 2009 encontra-se sob análise na Comissão de Ciência, tarifária adotado pelos adquirentes e (iii) como tal mecanismo Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática; de cobrança pode afetar o consumidor final de bens e serviços, além da sugestão de medidas regulatórias para o setor de cartões de pagamento. Embora este estudo por si só não tenha poder para regulamentar o setor de cartões de pagamento, pois essa regulamentação dependeria da aprovação de leis pelo Poder Legislativo, suas conclusões poderiam acelerar a tramitação dos
    • Relatório Anual 2009 25projetos de lei mencionados acima, além de estimular a discussão Em vista dessas incertezas em relação ao contexto regulatóriode outras iniciativas legislativas que visem a regulamentar a ser enfrentado pela Companhia, não é possível prever se oseste setor e as atividades da Companhia. Em maio de 2010, a projetos de lei atualmente em tramitação no Congresso Nacional,versão final deste relatório foi divulgada e embora o teor das ou ainda outros que venham a ser propostos, serão ou nãopreocupações não tenha sido alterado, o grupo de estudo do aprovados e, caso aprovados, qual será o texto legislativo final.Governo focou em cinco recomendações para o setor, que nocurto prazo serão endereçadas. A saber: (i) abertura da atividade Portanto, não é possível prever se as atividades de captura ede credenciamento; (ii) interoperabilidade de redes e de POS adquirência de transações, credenciamento de estabelecimentos(terminal de captura de transações); (iii) neutralidade nas atividades e antecipação de recebíveis a estabelecimentos serão reguladas.de compensação e liquidação; (iv) fortalecimento de esquemas Caso o sejam, não é possível prever como o serão, e tampouconacionais de cartões de débito e (v) transparência na definição da assegurar que a Companhia não será afetada de forma adversatarifa de intercâmbio. e relevante por eventuais novas leis e regulamentos.Caso o projeto de lei relativo à limitação das taxas de Risco de mercadoadministração cobradas dos estabelecimentos e prazos Embora acredite-se que o mercado brasileiro de cartões dede pagamento seja aprovado, a receita da Companhia e, crédito e débito continue com grande potencial de crescimento,consequentemente, seu resultado operacional, poderão ser uma possível regulamentação do setor ou o simples fim dasafetados adversamente. Em relação ao projeto de lei relativo ao exclusividades poderia provocar mudanças, inclusive com acompartilhamento de infraestrutura, caso este seja aprovado, possibilidade de entrada de novos concorrentes. Por outro lado,a receita decorrente do aluguel de equipamentos de captura as novas regras seriam para fortalecer o setor e agregar maiorpoderá ser afetada negativamente, com impacto nos resultados número de bandeiras, emissores, portadores e estabelecimentos,da Companhia que poderiam ser adversos. Por sua vez, a o que poderia contribuir para acelerar o crescimento doeventual aprovação do projeto de lei que proíbe cláusulas de número de transações e do volume financeiro transacionado,exclusividade entre bandeiras e adquirentes no mercado de favorecendo a atuação dos adquirentes.cartões de crédito e débito poderia gerar um estímulo adicionalà entrada de novos participantes no mercado, com potencial Para lidar com esse tipo de risco e ao mesmo tempo manter suaimpacto na participação de mercado da Companhia, que posição de liderança, a Cielo vem se preparando já há algumpoderia ser adverso. tempo para oferecer o melhor em termos de confiabilidade de seus sistemas de rede, facilidade de serviços, produtosPor fim, caso o projeto de lei que visa a equiparação das inovadores, capacidade de distribuição e relacionamentoempresas do setor de meios de pagamento à condição de diferenciado com os estabelecimentos. Ao mesmo tempo, parainstituição financeira seja aprovado, a Companhia poderá ser garantir a entrega, reestruturou-se internamente, desenvolveuafetada de forma adversa e relevante, dependendo da extensão equipes competentes e consolidou uma cultura organizacionaldas restrições e condições a serem impostas pelo Banco Central, apropriada a essa potencial realidade.que passaria a ser o responsável pela regulação das empresas dosetor de meios de pagamento, incluindo a Companhia.
    • 26Risco de crédito* Risco de fraude**A Cielo dispõe de instrumento para mitigação de risco de créditodos bancos emissores dos cartões Visa, com o intuito de proteger- Riscos associados à Conjuntura Econômicase de um eventual risco de default dessas intituições. Esse Crescimento do PIB, taxa de juros e taxa de câmbio sãoinstrumento de proteção está respaldado na obrigação assumida devidamente monitorados, embora sejam relativamente menospela bandeira Visa, conforme estabelecido no regulamento relevantes para a empresa.internacional, em garantir o repasse aos estabelecimentos afiliadosà Companhia de todas as vendas realizadas com cartões Visa nas Crescimento do PIBrespectivas datas de vencimento, caso ocorra inadimplência de No que se refere ao crescimento do PIB, os setores em queum determinado emissor. atuamos, pelas características do mercado brasileiro, têm apresentado alto crescimento e mostrado ser menos suscetíveisRisco tecnológico às variações do PIB do que a média dos outros setores. NosOs sistemas de tecnologia da informação e de telecomunicação últimos três anos, o PIB cresceu a uma taxa média compostautilizados pela Companhia em suas atividades podem falhar de 3,6% ao ano, mas o volume financeiro de nossas transaçõesdevido a fatores alheios ao seu controle. Para mitigar este risco, cresceu em média 24,6% ao ano. Em 2009, o PIB caiu 0,2%, masa Cielo adota redundância de sistemas e usa tecnologia de o nosso volume financeiro cresceu 21,9%. A comparação do usoponta, tanto para o tráfego, quanto para o armazenamento de cartões como meio de pagamento no Brasil com o uso emde informações. outros países emergentes e desenvolvidos mostra que o nosso mercado ainda tem potencial para continuar crescendo a taxasOutra questão é a da segurança dos sistemas de informação, superiores às do PIB por muitos anos.pois a divulgação não autorizada de dados que constem emseus sistemas poderia causar um efeito adverso. Neste caso, Taxa de Jurosa Cielo utiliza o que há de mais avançado em criptografia e Quanto à taxa de juros, sua principal influência recai sobre asbarreiras de acesso para evitar fraudes ocasionadas por hackers. aplicações financeiras, já que, em nosso caso, estas superam oA empresa possui a mais importante certificação de segurança passivo financeiro. Os recursos estão aplicados em instituiçõesda indústria mundial de cartões: o padrão de segurança de financeiras de primeira linha e a empresa não realiza operaçõesdados (DSS) do Payment Card Industry Council (PCI Council). de cunho especulativo. Dentre seus acionistas indiretos, estão dois dos maiores e mais seguros bancos do País.*  ota: Para maiores detalhes de como este tipo de risco é mitigado, veja N Nota Explicativa nº 26.b das Demonstrações Financeiras. Taxa de Câmbio Os gastos de estrangeiros no Brasil com cartões Visa são creditados pela Visa Internacional à empresa no dia seguinte, convertidos em dólares pela taxa de compra do Banco Central (PTAX) na data da realização do gasto. Como proteção contra a oscilação de moedas, a Cielo realiza a pré-venda dos dólares a receber, convertidos pela mesma taxa de câmbio. Fora esses gastos, não existem outras operações significativas que possam causar variações relevantes nos resultados da empresa. **  ota: Veja Nota Explicativa nº 26.c das Demonstrações Financeiras. N N  ota: Para informação sobre outros fatores de risco, veja Nota Explicativa nº 26 das Demonstrações Financeiras constantes deste relatório.
    • Relatório Anual 2009 27
    • 28Desempenho OperacionalCaracterísticas da atividade Desse modo, os participantes do setor de cartões de pagamentoO modelo adotado pelas empresas participantes do setor de no mercado brasileiro podem ser categorizados conformecartões de pagamento no Brasil é o de associação, no qual demonstrado abaixo:as bandeiras, as adquirentes e os emissores, cada um compapéis específicos, atuam de forma integrada sob as regras Bandeirasestabelecidas pelas bandeiras. Nesse modelo, as adquirentes, As bandeiras estabelecem e administram as regras geraiscomo a Cielo, detêm a licença de uso das marcas das bandeiras de organização e funcionamento do sistema de cartões dee são responsáveis pelo credenciamento dos estabelecimentos, pagamento e são as garantidoras finais da liquidação financeiracomo também por captura, transmissão, processamento e das transações junto aos estabelecimentos. Pela prestação deliquidação financeira das transações. tais serviços, as bandeiras cobram uma taxa de administração, com lastro nas transações realizadas nos estabelecimentos, das adquirentes representantes de sua marca.Em 1995 Bandeiras Bancos Bancos Adquirentes Emissores Estabelecimentos Portadores ComerciaisA partirde 1996 Bandeiras Bancos CIELO Emissores Estabelecimentos Portadores Comerciais
    • Relatório Anual 2009 29Adquirentes PortadoresAs adquirentes, como a Cielo, são responsáveis pelo Os portadores são os detentores dos cartões concedidos peloscredenciamento dos estabelecimentos, pela captura, emissores, usuários e/ou consumidores de produtos e serviços.transmissão, processamento e liquidação financeira dastransações e garantem essa liquidação caso o emissor sofra Emissoresintervenção do Banco Central. Como regra, as adquirentes Os emissores concedem crédito aos portadores para utilizaçãocobram uma taxa de administração dos estabelecimentos pela de cartões de crédito no Brasil e/ou no exterior e efetuam aprestação dos serviços de captura, transmissão, processamento cobrança dos valores gastos pelos portadores. Os emissorese liquidação das transações realizadas com cartões de crédito assumem o risco de crédito dos portadores perante ase de débito. Na maioria dos casos, a taxa de administração é adquirentes e garantem o pagamento às mesmas. Para tanto,calculada mediante a aplicação de um percentual negociado os emissores cobram dos adquirentes uma taxa de intercâmbiocom os estabelecimentos incidente sobre o valor da transação que consiste na parcela da taxa de administração recebidano estabelecimento. dos estabelecimentos que é repassada aos emissores, como remuneração pela aprovação das transações realizadas com osAs adquirentes são proprietárias de equipamentos, como POS cartões de sua emissão. A taxa de intercâmbio é determinadafixo e POS móvel. As adquirentes, na maioria dos casos, alugam os geralmente pelas bandeiras de acordo com o tipo de cartãoequipamentos aos estabelecimentos, cobrando desses um aluguel utilizado na transação e do segmento do estabelecimento emfixado de acordo com a tecnologia de cada tipo de equipamento, que a transação foi realizada.o ramo de atividade e a localidade do estabelecimento. Algunsestabelecimentos, como grandes lojas e supermercados, possuem Conjuntura econômicaseus próprios equipamentos de captura. O ano de 2009 iniciou-se imerso em uma das maiores crises financeiras globais de que se tem notícia desde a grandeAs adquirentes também oferecem o serviço de antecipação de depressão de 1929. Diante da enorme perda de riquezarecebíveis à sua rede de estabelecimentos. Nessas operações, financeira e não financeira do setor privado, em especial nosos estabelecimentos solicitam ao adquirente o recebimento países desenvolvidos, os esforços das autoridades monetáriascorrespondente às transações realizadas com cartões de crédito mundiais para injetar liquidez nos mercados de crédito nãoantes do período negociado e contratado com cada um. Os foram suficientes para reduzir incertezas e permitir uma voltaestabelecimentos que contratam este serviço pagam uma taxa à normalidade. Esse cenário negativo afetou expectativas ede desconto, calculada com base no valor antecipado. ocasionou deterioração dos mercados de trabalho, retração dos investimentos e queda do consumo em todas as economias.As adquirentes podem ainda oferecer aos estabelecimentosserviços adicionais relativos à captura de transações de cartões, Apesar dos bons fundamentos de sua economia antes da crise, ocomo, por exemplo, serviços vinculados às transações com Brasil não passou incólume ao brusco encolhimento do créditocartões Private Label realizadas nos próprios estabelecimentos internacional e à rápida retração dos mercados consumidoresemissores. Para usufruir desses serviços, os estabelecimentos de suas exportações. Dados do Instituto Brasileiro de Geografiavia de regra pagam às adquirentes tarifas estipuladas de acordo e Estatística (IBGE) mostram que o PIB registrou uma queda decom o tipo de serviço prestado. 0,2% em 2009, enquanto, antes da crise (setembro de 2008), crescia 6,6% ao ano.EstabelecimentosOs estabelecimentos são os fornecedores de bens e serviçoscredenciados pelas adquirentes para aceitar cartões de créditoe de débito como meio de pagamento.
    • 30Para conter o impacto interno da crise mundial, as autoridades Para as exportações brasileiras, já retraídas com a recessão doseconômicas brasileiras optaram por amenizar a queda do mercados mundiais (exceto China e Índia, que apenas passaramconsumo por meio do aumento do crédito ao consumidor e a crescer menos), isso criou dificuldades adicionais e houve umado crédito à habitação realizado pelos bancos controlados pelo queda de 22% do valor exportado, segundo dados do BancoGoverno, da redução de impostos sobre bens de consumo e, Central. Essa queda não chegou a comprometer a balançatambém, pela redução da taxa básica de juros, já que, com a comercial em 2009, uma vez que, com a internação da crise, ascrise, a inflação passou a indicar tendência de queda. importações sofreram uma queda de 25% no ano, pelo mesmo critério, e o saldo comercial manteve-se em patamar idêntico aoAs operações de crédito do sistema financeiro aumentaram de um ano atrás (US$ 26,5 bilhões).cerca de 19% sua participação no PIB, as intituições públicascontribuíram com mais de 60% desse aumento, segundo dados Contudo, a saída mais rápida da crise passou a preocupar asdo Banco Central do Brasil. Em termos absolutos, o crédito do autoridades econômicas que, antevendo uma recuperaçãosetor privado a pessoas físicas cresceu 16,2%, no mesmo período das importações antes que as exportações voltassem a ganhare o crédito do setor público à habitação, 27,5%. Enquanto isso, o fôlego, decidiram ampliar o alcance do regime de drawback,crédito público ao setor industrial ficou praticamente estagnado mediante a isenção de impostos na importação de insumos deno período (+ 0,3%, segundo o Banco Central) e o investimento, produtos de exportação.que crescia a uma taxa anual de 16,9% no terceiro trimestre de2008, encerrou 2009 com uma queda de 10,2% (taxa anual), Para os setores ligados diretamente ao consumo, ainda quesegundo o IBGE. do lado das exportações o desempenho tenha sido negativo, as vendas no mercado interno foram boas. A indústriaNo âmbito da renúncia fiscal, o governo reduziu ou eliminou automobilística, por exemplo, amargou uma queda de 40,5% emtemporariamente alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos suas vendas para o exterior, mas registrou um recorde histórico deIndustrializados) para produtos de consumo — no caso dos 3,14 milhões de veículos vendidos no mercado interno em 2009,carros populares, por exemplo, a alíquota de 7% foi reduzida com crescimento de 11% sobre 2008, segundo a Associaçãotemporariamente a zero —, diminuiu a alíquota do Imposto Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).sobre Operações Financeiras para empréstimos a pessoas físicase alterou a tabela do Imposto de Renda de Pessoas Físicas O Indicador do Nível de Atividade (INA) da Federação dasde modo a favorecer o contribuinte com uma transferência Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), que mede o nívelestimada em R$ 4,9 bilhões ao longo de 2009. de atividade da economia paulista, mostra que, apesar da profundidade da crise (queda de 32,4% do índice mensal entreA taxa Selic passou de 13,66% a.a. ao final de 2008 para 8,65% outubro de 2008 e fevereiro de 2009), a recuperação tema.a. ao fim de 2009, enquanto a inflação, medida pelo Índice de sido rápida e chegou-se a dezembro de 2009 com um valorPreços ao Consumidor – Ampliado (IPC-A), acumulou 3,9% em apenas 4,6% abaixo do valor de dezembro de 2008. Todavia,2009, contra 5,9% em 2008, de acordo com dados do Banco no acumulado do ano, a queda foi de 11,6% em relação a 2008.Central e do IBGE. O INA é composto principalmente por nível de utilização da capacidade instalada, nível médio de horas trabalhadas porComo o epicentro da crise foi a economia norte-americana, o empregado e vendas reais dos meses de referência e anterior.dólar sofreu fortes desvalorizações em todos os mercados domundo, inclusive no Brasil, onde perdeu um quarto do seu valor Pesquisa realizada ao final do ano pela Fundação Getúlio Vargasem relação ao real (a cotação do dólar comercial para venda (FGV) sobre intenções de investimentos mostra que, depois depassou de R$ 2,333 em dezembro de 2008 para R$ 1,743 um ano de forte retração do investimento na indústria, váriosem dezembro de 2009, com uma queda de 25,3%). setores importantes têm intenção de voltar a investir em 2010, o que poderá abrir maior espaço para a recuperação.
    • Relatório Anual 2009 31Evolução mensal do nº de cartões – 2009 Conjuntura setorial(milhões) Apesar da queda do PIB, ligada mais diretamente à queda da produção industrial do setor exportador, o consumo e o comércio570 varejista, mesmo com os percalços do início do ano, encerraram560 2009 com crescimento suficiente para que o volume financeiro de550 transações com cartões de crédito e débito aumentasse 18% no ano.540530 Segundo a ABECS, o número total de cartões de crédito e débito520 cresceu 10% em relação a 2008 e o número de transações com510 cartões aumentou 15%.500 J F M A M J J A S O N D Há várias razões, algumas estruturais, para justificar esse crescimento.Fonte: ABECS O relativamente bom desempenho do comércio varejista, insuflado pelas medidas governamentais de incentivo ao consumo, é apenasFaturamento mensal com cartões – 2009 uma delas.(milhões) Já há algum tempo, tem havido crescimento de renda das classes 50 C e D, que resulta simultaneamente em maior consumo desta categoria e maior uso do cartão como meio de pagamento por 40 seus integrantes. 30 Há, também, a presença de uma tendência secular de substituição 20 do cheque e do dinheiro vivo pelo cartão de crédito e débito, mais seguro e com elevada aceitação. Essa tendência é mundial, mas o 10 Brasil ainda corre atrás, não só de países do primeiro mundo, mas 0 também de várias nações emergentes. Há também uma política J F M A M J J A S O N D agressiva de marketing por parte dos participantes do setor que Total de cartões Cartões de débito contribui para disseminar o uso do cartão. Cartões de crédito Cartão de rede e loja Os gráficos ao lado destacam o crescimento mensal do númeroFonte: ABECS de transações e do faturamento com cartões ao longo de 2009 e neles percebe-se o acentuado avanço ocorrido nos doisNº de transações mensais com cartões – 2009 últimos meses do ano.(milhões) Em termos de transações, houve maior crescimento dos cartões700 de crédito (16%), seguidos de cartões de débito (15%) e cartões600 de rede e loja (14%). Em faturamento, o maior crescimento foi de500 cartões de débito (20%), seguidos de cartões de crédito (19%) e cartões de rede e loja (12%).400300 O quadro seguinte apresenta o ticket médio e o gasto médio por tipo200 de cartão, considerando a média do ano de 2009 e somente o mês100 de dezembro. Nele percebe-se que ambas variáveis apresentaram 0 aumentos em 2009 e que esses aumentos foram mais acentuados J F M A M J J A S O N D no final do ano. Somente cartões de rede e loja registraram Total de cartões Cartões de débito diminuição do gasto médio por cartão. Para esta variável, os cartões Cartões de crédito Cartão de rede e loja de crédito e débito apresentaram crescimento significativo, tendo emFonte: ABECS vista a conjuntura macroeconômica.
    • 32Mercado brasileiro de cartões – 2009 +9 ano de 2009 dezembro de 2009 Dados setoriais (ABECS) R$ % cresc. R$ % cresc.* Ticket médio: % Total 73 3% 78 5% Crédito 100 3% 112 5% Débito 53 3% 58 4% Rede e loja 52 0% 53 3% Gasto médio Gasto médio por cartão: por cartão Total 820 6% 92 9% Crédito 1.952 4% 212 12% em 2009 Débito 573 12% 69 11% Rede e loja 320 -3% 36 -1% * em relação a dezembro de 2008.Operações da Cielo Tecnologia da InformaçãoForam credenciados mais 298 mil estabelecimentos comerciais Para realizar o credenciamento e, principalmente, asem 2009, o que representa um crescimento de 21%. O número operações de captura, transmissão, processamento ede estabelecimentos ativos aumentou 14%, tanto os ativos em liquidação financeira das transações, a empresa necessita180 quanto os em 60 dias. E o número de equipamentos POS garantir que equipamentos e sistemas de tecnologia dacresceu 20%. informação, redes e datacenters mantenham a continuidade dessas operações, sem qualquer interrupção.A quantidade total de transações foi 16,1% maior e o volumefinanceiro total, 21,9%. O bom desempenho operacional está A Cielo dispõe de tecnologia de ponta, tanto para vendedoresatrelado aos bons desempenhos dos setores de cartões e de feiras livres, engraxates e microempresários, quanto parade comércio varejista, mas também é resultado do esforço grandes redes varejistas. Suas operações cobrem a quaseda empresa para ampliar sua presença de mercado com o totalidade do território nacional e, mesmo com o crescimentolançamento de produtos adequados a segmentos específicos. acelerado do mercado de cartões durante o Natal de 2009, obteve 100% de disponibilidade de rede, processando quaseO quadro seguinte apresenta a evolução dos principais dois milhões de transações em uma única hora, umindicadores operacionais da Cielo. Considerando o volume verdadeiro recorde.financeiro, houve maior crescimento das operações comcartões de débito (22,4%) do que com cartões de crédito Seus equipamentos POS são cada vez mais “centrais(21,5%), embora a diferença seja pequena e os cartões de inteligentes de serviços” e já estão prontos para operardébito representem 37% do volume total, contra 63% dos em um sistema multibandeira.cartões de crédito.
    • Relatório Anual 2009 33No início de 2010, a Cielo realizou uma grande conquista suscetível ao vazamento de dados. Para obter tal certificação,com a certificação do seu Padrão de Segurança de Dados a Cielo precisou atender a uma série de exigências, fazer(Data Security Standard ou DSS) pelo Payment Card Industry adaptações em sete sítios onde nossos sistemas estãoCouncil (PCI Council), a mais importante da indústria mundial localizados e adequar 11 mil processos internos. O trabalhode cartões. Trata-se de um padrão de segurança definido pelas levou um ano e meio para ser concluído e envolveumaiores bandeiras internacionais, cujo objetivo é evitar fraudes investimentos em equipamentos, com a atualização do seuelevando o nível de segurança na indústria de pagamentos parque de POS (o mais moderno do País), em sistemas de altaeletrônicos. Na prática, a conquista do padrão tecnologia e em treinamento de mais de três mil pessoas. APCI DSS significa maior proteção para os portadores de certificação da Cielo foi a maior concedida na América Latinacartões, estabelecimentos comerciais e bancos emissores, pelo PCI Council.o que torna toda a indústria ainda mais confiável e menos +21Indicadores operacionais – I(milhares) Total de estabelecimentos comerciais credenciados (ECs) 2008 1.408 2009 Δ 09/08 1.706 21% % ECs ativos em 180 dias 1.055 1.207 14% Base de ECs ativos em 60 dias 996 1.133 14% estabelecimentos Número total de POS 1.362 1.630 20% comerciaisIndicadores operacionais – II +22 2008 2009 Δ 09/08Cartões de crédito e de débito Volume financeiro de transações (R$ milhões) 175.552 213.958 21,9% % Quantidade de transações (milhões) 2.952 3.427 16,1% Taxa líquida de desconto (bps) 124 124 0Cartões de crédito Volume financeiro de transações (R$ milhões) 110.897 134.792 21,5% Quantidade de transações (milhões) 1.720 2.003 16,5% Volume financeiro Taxa líquida de desconto (bps) 150 149 -1 de transaçõesCartões de débito Volume financeiro de transações (R$ milhões) 64.655 79.166 22,4% Quantidade de transações (milhões) 1.232 1.424 15,5% Taxa líquida de desconto (bps) 80 81 1
    • 34Desempenho Econômico-FinanceiroComposição da Receita As receitas provenientes de transações com cartões de crédito e aluguel de equipamentos, somadas, representaram cerca de três quartos da receita total da Companhia. Houve crescimento 2008 de participação da receita com antecipação de recebíveis, que no ano de 2009 respondeu por 5% da receita total. 52% Cartão de Crédito 16% Cartão de Débito Resultados 28% Aluguel de POS A receita bruta e a receita operacional líquida cresceram, 4% Outras ambas, 25%, acompanhando o aumento do volume financeiro de operações. Com a elevação das receitas, houve diluição de custos fixos e a margem bruta aumentou 3,6 pontos percentuais, passando de 70,6% para 74,2%. Ao lado da redução das despesas gerais e administrativas e 2009 das despesas de marketing, destaca-se, dentre as despesas operacionais, o aumento de 28% das despesas com pessoal, 50% Cartão de Crédito resultante das mudanças estruturais feitas na Organização, a 16% Cartão de Débito fim de prepará-la para operar em novas condições de mercado. 26% Aluguel de POS Também é destaque a evolução de outras despesas e receitas 5% Antecipação de Recebíveis operacionais, cujo valor positivo (receita) transformou-se em 3% Outras despesa, onerando os resultados com uma diferença de R$ 316 milhões entre 2008 e 2009.Resultados (consolidado – valores em R$ milhões)Itens selecionados de resultados 2008 2009 � 09/08Receita bruta 3.233 4.036 25% +25Receita operacional líquida 2.893 3.628 25%Lucro bruto 2.042 2.692 +32% Despesas operacionais: (84) (406) 384% Pessoal (96) (122) 28% Gerais e administrativas Remuneração administradores e executivos Marketing (162) (10) (78) (147) (8) (73) -9% -16% -6% % Outras (despesas) receitas operacionais Lucro operacional antes do res. financeiro 262 1.958 (55) 2.286 17% - Receita bruta Resultado financeiro 94 45 -52%Lucro antes do IR&CS 2.052 2.331 14%Lucro líquido 1.342 1.534 14%
    • Relatório Anual 2009 35Por outro lado, o resultado financeiro sem a antecipação Investimentosde recebíveis caiu 52% com a redução da receita financeira Foram investidos R$ 256 milhões em 2009, 45% a mais do queproveniente da aplicação de caixa. em 2008, fundamentalmente em equipamentos de POS para atualização tecnológica.Em consequência dos fatores expostos, o lucro líquido cresceu14% no ano e atingiu R$ 1,5 bilhão, produzindo um lucro poração básico de R$ 1,1242 (R$ 0,9841 em 2008) e diluído deR$ 1,1237 (R$ 0,9841 em 2008). Com base no resultadoapurado, foram pagos ou propostos dividendos no montantede R$ 1,2 bilhão, represeando um pay-out (relação entredividendos e lucro) de 80%. Estrutura de CapitalO lucro obtido no exercício de 2009 também representa 178% (em 31/12, consolidado – valores em R$ milhões)do patrimônio líquido final (191% em 2008). Capital total investido 2008 2009 � 09/08Estrutura de Capital Patrimônio líquido (PL) 702 860 23%A relação entre dívida bruta e patrimônio líquido é de 20%:80% Dívida bruta 491 209 -57%(41%:59% em 2008), mas quando se considera a relação entre (-) Caixa e equivalentes de caixa 1.072 514 -52%dívida líquida e patrimônio líquido esses percentuais caem para Dívida líquida (DL) (581) (305) -48% Capital total investido (CT = PL+DL) 121 555 475%-55%:155% (-480%:580% em 2008).A manutenção de uma estrutura de capital com endividamentonegativo decorre da acumulação de caixa ao longo do anopara pagamento de dividendos aos acionistas numa proporçãoque tem variado entre 47% e 102% (média de 79%) do lucro nosúltimos cinco anos (o dividendo estatutário mínimo é de 50% dolucro líquido ajustado). Posição financeira (em 31/12, consolidado)Posição financeiraOs índices de liquidez mantiveram-se praticamente estáveis em Índices financeiros 2008 2009 � 09/082009 e retratam uma situação de liquidez e solvência adequada Liquidez Corrente 1,26 1,21 -3% Liquidez Geral 1,22 1,24 2%às atividades e aos objetivos da Companhia. A quase totalidade Imobilização (Permanente/dos exigíveis circulantes configuram “passivo espontâneo”, isto é, Patrimônio líquido) 43% 42% -1 ppobrigações não onerosas, decorrentes da própria operação doempreendimento, como contas a pagar, salários e dividendos.
    • 36Fluxo de caixa Valor adicionado no exercícioO lucro tem sido o principal fator gerador de caixa para O valor adicionado representa a riqueza gerada pela produçãoa Companhia. Além das aplicações em capital de giro e venda de bens ou serviços. É a diferença entre a receita brutaoperacional e dos investimentos em capital fixo, essenciais da empresa e o valor pago pelos bens e serviços adquiridos depara a manutenção dos padrões de crescimento do negócio, terceiros, descontadas as retenções (depreciação, amortizaçãoos dividendos e juros sobre capital próprio, que remuneram os e exaustão) e somado o valor adicionado eventualmenteacionistas, têm sido a principal destinação do caixa, não havendo recebido em transferência, como as receitas financeiras.outras similarmente relevantes. Mesmo com a redução líquidade caixa ocorrida no exercício, a empresa fechou o ano com Nesse sentido, em 2009, a riqueza gerada pela Companhiaum saldo de caixa de R$ 514 milhões, superior ao da maioria das cresceu 10%, em grande parte devido ao aumento daempresas do seu porte. contribuição das receitas financeiras, que, em princípio, representam valor adicionado “recebido em transferência”. Essas receitas cresceram 66% em 2009, fundamentalmente porque nelas estão incluídas as receitas líquidas com antecipação de recebíveis, uma atividade que passou a fazer parte das operações da Cielo e que, eventualmente, deveria ser considerada como parte da “riqueza gerada” pela produção e venda de serviços, e não como recebida em transferência.Fluxo de caixa (consolidado – valores em R$ milhões)Itens selecionados de fluxo de caixa 2008 2009 � 09/08Lucro antes de imposto de renda e contrib. social 2.052 2.331 14% Imposto de renda e contribuição social pagos (732) (715) -2%Lucro depois de imposto de renda e contrib. social 1.321 1.616 22% Depreciações e amortizações 150 160 7% Provisão para contingências 120 141 18% Ganho com alienação de investimentos (503) - - Outras despesas (receitas) não caixa 52 75 43%Geração operacional de caixa 1.140 1.993 75% Investimento em capital de giro operacional (244) (1.020) 317% Investimento em capital fixo (177) (256) 45%Fluxo de caixa livre (free cash flow) * 718 716 0% Alienação de investimentos 503 - - Arrendamento mercantil (1) (0) -37% Subscrição e contribuição de capital 225 - - Aquisição de ações para tesouraria - (69) - Dividendos pagos (1.369) (1.205) -12%Aumento (redução) de caixa no exercício 77 (558) - Saldo de caixa inicial 995 1.072 8% Saldo de caixa final 1.072 514 -52%* calculado.
    • Relatório Anual 2009 37O valor adicionado a distribuir atingiu R$ 2,6 bilhões, em 2009, e Distribuição do valor adicionado em 2009coube aos acionistas da Companhia a maior parcela da distribuição, Valor adicionado = R$ 2,6 bilhões (consolidado)sob a forma de dividendos, juros sobre capital próprio e lucrosretidos, com 58% do total, seguidos do governo (governo federal,governos estaduais e prefeituras), sob a forma de impostos 58 Acionistarecolhidos aos cofres públicos para financiar as contas públicas e 32 Governoos investimentos sociais, com 32%, dos funcionários, sob a forma 7 Funcionáriosde salários, encargos e participação nos lucros, com 7%, e terceiros, 3 Terceirossob a forma de juros e aluguéis, com 3%.A importância da empresa para as atividades econômicas e asociedade pode ser avaliada pela dimensão relativa da riquezagerada, mais do que três vezes o valor do patrimônio líquido emais do que 88% do ativo total.Demonstração do valor adicionado (consolidado) 2008 2009 R$ milhões % R$ milhões % � 09/08Apuração do valor adicionadoReceitas: 3.221 135% 3.430 131% 6% Prestação de serviços, líquida 2.876 121% 3.445 131% 20% Perda com aluguel de equipamentos (10) 0% (15) -1% 50% Outras receitas operacionais 356 15% 399 15% 12%Insumos adquiridos de terceiros: (872) -37% (942) -36% 8% Gastos com serviços prestados (650) -27% (695) -27% 7% Materiais, energia e serviços de terceiros (202) -8% (198) -8% -2% Outras despesas operacionais - - 65 2% - Ganhos (perdas) na realização de ativos (21) -1% 15 1% -171%Valor adicionado bruto 2.349 98% 2.488 95% 6%Retenções: (135) -6% (151) -6% 12% Depreciações e amortizações (135) -6% (151) -6% 12%Valor adicionado líquido produzido 2.214 93% 2.337 89% 6%Valor adicionado recebido em transferência: 172 7% 285 11% 66% Receitas financeiras (incluindo var. cambial) 172 7% 285 11% 66%Valor adicionado a distribuir 2.386 100% 2.622 100% 10%Distribuição do valor adicionadoFuncionários: (153) -6% (193) -7% 26% Pessoal e encargos (134) -6% (164) -6% 22% Participação no resultado (19) -1% (29) -1% 53%Governo: (769) -32% (827) -32% 8% Impostos, taxas e contribuições (769) -32% (827) -32% 8%Terceiros: (70) -3% (68) -3% -3% Juros provisionados e aluguéis (70) -3% (68) -3% -3%Acionistas: (1.563) -66% (1.534) -59% -2% Reserva legal (169) -7% - - - Dividendos pagos (851) -36% (662) -25% -22% Dividendos propostos (543) -23% (105) -4% -81% Retenção de lucros - - (767) -29% -Valor adicionado distribuído (2.386) -100% (2.622) -100% 10%
    • 38SerAbrangentePercorrer grandes extensões em uma multiplicidade deterritórios. Atender demandas que venham de negóciosde qualquer porte, setor econômico ou lugar. Ter umolhar de 360 graus para captar movimentos e identificartendências. Vivenciar intensamente a diversidade,construindo com isso um repertório único, quequalifica a entrega.
    • Relatório Anual 2009 39
    • 40Mercado de CapitaisOferta Inicial de Ações (IPO) Desempenho das AçõesEm 29 de junho de 2009, a Cielo (então como VisaNet) realizou Nos cinco meses contados do primeiro dia de negociação atésua oferta inicial de ações (IPO) por meio de uma colocação 30 de dezembro de 2009, as ações da Cielo estiveram presentessecundária em que foram vendedores conjuntos as instituições em 100% dos pregões, o volume negociado no período de julhoColumbus Holdings S.A. (Bradesco), BB Banco de Investimento a dezembro de 2009 atingiu 1,1 bilhão de ações CIEL3, em 841,8S.A. Banco do Brasil), Banco Santander S.A., Santander mil negócios, com um volume médio diário de R$ 147,7 milhõesInvestimentos em Participações S.A., Visa International Service (1,7% do free float capitalization). Tomando como base o preçoAssociation, massa falida do Banco Santos S.A., HSBC Bank Brasil de emissão de R$ 15,00, a lucratividade da ação nos pouco maisS.A. – Banco Múltiplo, PanAmericano Administradora de Cartões de cinco meses de negociação em 2009 foi de +2,3% (+3,8%de Crédito Ltda., Banco Fininvest S.A., Bemge Administradora de considerando os proventos), enquanto a do Índice Bovespa foiCartões de Crédito Ltda., Banestado Administradora de Cartões positiva de 31,5%.de Crédito Ltda., Banco Itaubank S.A., Unicard Banco MúltiploS.A., Cartão BRB S.A., Financeira Alfa S.A. Crédito, Financiamento Em 30 de dezembro de 2009, o valor de mercado dae Investimento e Banco Rural S.A. Tratando-se de colocação Companhia era de R$ 20,9 bilhões, com valor de mercado dassecundária, não houve entrada de recursos para a Companhia. ações em circulação de R$ 8,8 bilhões. Outros indicadores são mostrados no quadro seguinte.Lançadas a R$ 15,00, as ações da Cielo passaram a ser negociadasno Novo Mercado da BM&FBovespa, inicialmente sob o códigoVNET3 e, a partir de 18 de dezembro de 2009, sob o atual código CIEL3 x IbovespaCIEL3. Elas integram as carteiras teóricas do índice de Governança Índice: base 100 = 29/06/09Corporativa Diferenciada (IGC) do Índice de Ações com Tag Along (cotações ajustadas por proventos)Diferenciado (ITAG), do Índice Financeiro (IFN), do Ibovespa e 140dos índices IBrx-50 e IBrx-100 (carteira válida para o quadrimestre 130Maio/10–Agosto/10). Do total de 1.364,8 milhões de ações que 120 31,5%compõem o capital social, 578,4 milhões estão em circulação no 110mercado, o que representa um free-float da ordem de 42%. 100 3,8% 90 80 70 03/08 28/09 29/06 20/07 06/07 07/09 05/10 10/08 27/08 14/09 21/09 26/10 27/07 31/08 28/12 17/08 07/12 12/10 02/11 19/10 09/11 13/07 30/11 14/12 21/12 23/11 16/11 CIEL3 Índice Bovespa
    • Relatório Anual 2009 41Recompra de Ações Relações com InvestidoresCom o objetivo de atender ao exercício das opções outorgadas A Cielo adota “Políticas de Divulgação de Informações, deno âmbito do Plano de Opção de Compra de Ações oferecido Negociação de Ações” e segue um “Código de Ética” quea seus administradores e executivos, foi aprovado em Reunião estabelece normas de conduta no relacionamento com todas asdo Conselho de Administração de 23 de novembro de 2009 partes interessadas, o que inclui acionistas e investidores.o Programa de Recompra de Ações de emissão da própriaCompanhia. O Programa, com duração de 180 dias, permite Para estreitar o relacionamento com esses, criou uma área dea aquisição de no máximo seis milhões de ações ordinárias. Relações com Investidores (RI), que tem como objetivo darAs corretoras autorizadas a atuar como intermediárias na total transparência e preservar a equidade na divulgação derecompra são a Bradesco S.A. CTVM e a Votorantim CTVM Ltda. informações para o mercado de capitais. A área de RI possui um sítio na Internet no endereço www.cielo.com.br/ri, comO Programa fechou em 21 de maio de 2010 e totalizou um informações sempre atualizadas, e sua equipe pode ser acessadamontante de 4.720.300 ações ordinárias de própria emissão por meio do endereço eletrônico ri@cielo.com.br para esclarecerao preço médio de R$ 15,55/ação. dúvidas e prestar informações aos analistas, investidores e todos os interessados. A área de RI tem conduzido reuniões com analistas de mercado e investidores, além de participar de teleconferências nacionais e internacionais para divulgação de resultados. Periodicamente realiza reuniões públicas com a Associação de Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais de São Paulo (APIMEC-SP), tendo sido a última realizada em novembro de 2009. Atualmente, a Cielo é acompanhada por 19 corretoras locais e internacionais.Mercado de CapitaisCotação em 30/12/2009 (R$) 15,34 Lucro líquido do exercício de 2009 (R$ milhões) 1.534 Nº total de ações do capital em 30/12/2009 (milhões) 1.365Lucro por ação apurado em 2009 (R$) 1,12Índice Preço/Lucro (P/L) histórico em 30/12/2009 13,7Valor de mercado em 30/12/2009 (R$ milhões) 20.939 (+) Valor da dívida líquida em 30/12/2009 (305) Valor da empresa em 30/12/2009 20.634EBITDA ajustado apurado no exercício de 2009 (R$ milhões) 2.451Índice Valor da empresa/EBITDA (VE/EBITDA) histórico em 30/12/2009 8,4
    • 42Política de Distribuição de Dividendos Programa de ADRO Estatuto Social prevê a distribuição de dividendos mínimos Em Reunião do Conselho de Administração de 22 de dezembrode 50% do lucro líquido ajustado. Entretanto, historicamente, a de 2009, foi aprovada a criação do programa de AmericanCompanhia tem adotado uma política de distribuir dividendos Depositary Receipts (ADR) “nível I” para negociação no mercadoe juros sobre capital próprio equivalentes a 80-90% do lucro de balcão norte-americano (Over The Counter – OTC), tendolíquido (não ajustado), sempre que há disponibilidade de caixa e sido contratada como instituição depositária o Deustche Banko equilíbrio financeiro é preservado. Trust Company Americas. Cada ADR equivale a uma ação e os títulos serão negociados com o código CIOXY.A partir de 2010, os pagamentos serão feitos semestralmente,em março e setembro, com base, respectivamente, nos O programa não representa aumento do capital social ouresultados do segundo semestre do ano anterior e do primeiro emissão de novas ações e contempla potenciais vantagens desemestre do ano corrente. aumento de liquidez das ações, aumento da visibilidade externa da Companhia, com possibilidades de valorização de suas ações. No início de 2010, a Cielo recebeu aprovação para negociação de seus ADRs pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no Brasil, e pela Securities and Exchange Commission (SEC), nos Estados Unidos, e, durante o primeiro trimestre, já foram emitidos mais de 3,1 milhões de títulos para negociação no mercado de balcão norte-americano.Dividendos e JCP pagos Exercício Tipo Data de pagto. Valor por ação (R$) Valor total (R$ mil) 2006 Dividendos 28/04/2006 19,5811 263.921 Dividendos 30/08/2006 24,3736 328.851 2007 Dividendos 18/04/2007 23,9750 323.473 Dividendos 31/08/2007 0,5576 376.181 2008 Dividendos 05/05/2008 0,7400 508.670 Dividendos 05/05/2008 0,4800 331.909 Dividendos 29/08/2008 0,7600 528.061 2009 Dividendos 27/02/2009 0,3978 542.984 Dividendos 22/06/2009 0,2441 333.199 Dividendos 31/08/2009 0,2406 328.332 2010 Dividendos 31/03/2010 0,5213 709.142 JSCP 31/03/2010 0,0072 9.741
    • Relatório Anual 2009 43IntangíveisA Cielo possui ativos intangíveis contabilizados no valor de Para chegar a essa posição, foi necessário muito trabalho criativoR$ 41 milhões (dezembro de 2009), a maioria relativa a licenças e inovação para modelar a construção de uma plataformade uso de softwares de sua propriedade. Entretanto, seus ativos tecnológica com sistemas de primeira linha. Com inovação,intangíveis verdadeiramente relevantes não estão contabilizados, também desenvolveu produtos que agregam valor para seusembora certamente devam fazer parte do valor da Companhia clientes e ampliou suas fontes de receita.em qualquer avaliação. Para preparar-se para o futuro e fazer a maior oferta públicaUm valor que é evidente para todos é a sua penetração de inicial (IPO) do mercado brasileiro, a Cielo construiu uma fortemercado, que lhe garante a liderança como adquirente no governança corporativa e aperfeiçou seus valores éticos, quesetor de cartões de crédito e débito no Brasil, com uma dão maior segurança aos acionistas e à gestão. Tornou-secobertura geográfica que abrange 97,6% do território brasileiro uma empresa aberta, listada e negociada no Novo Mercado dae penetração em quase todos os segmentos de atividade BM&FBovespa.econômica que comercializam produtos ou serviços. E, finalmente, quando olha para o futuro, a Cielo vê um mercadoPara conquistar e manter essa liderança, a Cielo desenvolveu que ainda apresenta enorme potencial de crescimento, quegrande conhecimento e expertise em sua atividade de combina de forma positiva diferentes fatores e causas que lheadquirente, o que é reconhecido, não só no Brasil, mas são favoráveis, mesmo em situações de conjuntura econômicainternacionalmente, tendo sido escolhida pela Visa International difícil, como foi 2009, um ano em que o PIB caiu 0,2% mas ocomo modelo em diversos projetos. número de cartões cresceu 10%, o volume de transações do mercado 18% e o da empresa, 22%.Para adquirir esse grande conhecimento e expertise em suaatividade, foi necessário formar talentos e criar uma cultura eum clima organizacional favoráveis ao seu desenvolvimento,uma cultura que “dá vida” aos valores corporativos e, ao mesmotempo que depende das equipes, independe do indivíduo.Para manter-se líder, a Cielo precisa oferecer confiabilidade emseu sistema de rede e disponibilidade próxima a 100%, o quejá foi comprovado na prática, com o recorde de transaçõesprocessadas no último Natal.
    • 44Desempenho Socioambiental Relacionamento com Clientes e ConsumidoresCom a criação da Gerência de Sustentabilidade, anos atrás, Ao final de 2009, a Cielo mantinha uma carteira de 1.133 mil clientesiniciamos a construção de um diálogo permanente com os ativos, um crescimento de 14% em relação ao ano anterior.diversos públicos da empresa, o qual se tornou fundamentalna formulação de nossa estratégia de negócios. Acreditamosque é por meio desse diálogo que definimos a qualidade dos Nº de clientes ativos – Cielorelacionamentos estabelecidos pela Empresa. 2006 672Exercitar permanentemente o reconhecimento de diferentes 2007 824interesses foi a maneira encontrada pela Cielo para tratar os 2008 996aspectos de sustentabilidade relacionados ao seu negócio. 2009 1.133Esse exercício, alinhado ao posicionamento estratégico, viabilizaa gestão adequada dos impactos socioambientais de nossas Procuramos ter uma atuação transparente com nossos clientesoperações. Por serem complexas, entendemos a necessidade da e consumidores. Uma de nossas preocupações é com relaçãobusca de soluções em conjunto com os diversos stakeholders. ao esclarecimento a respeito dos produtos e serviços queAlém disso, reconhecemos a importância de que as questões de oferecemos, por isso estamos sempre realizando melhorias nossustentabilidade, complexas e de natureza sistêmica, permeiem canais de comunicação com esses públicos.o cotidiano da empresa, integrando um cenário dinâmico, emcontínua transformação – pois sempre traz à tona novas questões. Por meio de pesquisas de satisfação, identificamos que os estabelecimentos comerciais esperam que o uso de cartõesEsse entendimento é o que possibilita o compromisso da Visa pelos consumidores contribua para aumentar seu volumeempresa com uma maneira de atuar que visa à apropriação de de vendas e faturamento, diminua a inadimplência e possibiliteoportunidades de negócios duradouros, que possam contribuir o recebimento de valores de forma ágil e segura. Identificamoscom a geração de riqueza e, ao mesmo tempo, proporcionar também que os estabelecimentos comerciais, por consideraremtransformações sociais relevantes. o uso de cartões pelo consumidor final um atrativo no mercado, acham importante que a Cielo invista ainda mais em ações dePor acreditar na diversidade e na pluralidade do Brasil, a Cielo relacionamento e promoção.está presente em quase todo o território nacional e vem, acada ano, aumentando o número de transações processadas Comunicação sobre Produtos e Serviçose o número de estabelecimentos comerciais afiliados à sua Nenhum dos produtos ou serviços vendidos pela empresa é banidorede, colaborando constantemente para o desenvolvimento de algum mercado. No entanto, há estabelecimentos comerciaiseconômico do País, com uma combinação da tecnologia de que questionam as taxas cobradas pelo serviço e demandamponta, credibilidade e a segurança oferecida aos clientes. equipamentos compartilhados entre as diversas bandeiras.Em parceria com organizações governamentais e nãogovernamentais, a empresa investe em ações sociais poracreditar que é possível contribuir para uma efetiva mudança daestrutura social, por meio da educação e da cultura.
    • Relatório Anual 2009 45Internamente, existe uma linha de comunicação definida com Entre as práticas relacionadas à satisfação do cliente, realizamoso objetivo de evidenciar as características de diversidade e anualmente, desde 1999, a Pesquisa de Satisfação Anual comabrangência presentes no negócio. Externamente, a Empresa Estabelecimentos Comerciais. Essa pesquisa é realizada com oscomunica-se com a mídia por meio de sua assessoria de imprensa responsáveis pelos estabelecimentos comerciais que operame realiza anúncios pontuais voltados ao comércio ou sobre tópicos produtos e serviços oferecidos pela empresa, selecionados aespecíficos, geralmente em veículos de maior alcance, mas partir de uma amostra aleatória obtida por sorteio. Os principaistambém em veículos direcionados para públicos específicos. objetivos da pesquisa são: •  valiar os serviços prestados pela Cielo; ATemos dialogado com grupos da sociedade, participando de •  valiar a imagem da Cielo em comparação Adebates e reuniões por meio da ABECS, associação de classe aos principais concorrentes;do setor, na qual estamos representados por nosso Diretor •  valiar a satisfação dos estabelecimentos comerciais diante APresidente, que ocupa uma posição na diretoria na entidade. dos serviços da Cielo e da concorrência (benchmarking); •  edir a correlação dos atributos com a satisfação geral; MCanais de Comunicação com Cientes e Consumidores •  onstruir mapas de percepção em relação aos atributos; CPara atender às necessidades e diferentes demandas de nossos •  ropiciar avaliações comparativas; Pclientes mantemos e monitoramos três canais de comunicação: • dentificar pontos fortes e fracos da marca (antes VisaNet Ia Central de Autorização, a Central de Atendimento e a Central e agora Cielo) e concorrentes;de Help Desk. • dentificar ameaças e oportunidades. IA Central de Autorização é responsável pelas autorizações Com base nos resultados da pesquisa, as áreas envolvidasnão eletrônicas de vendas, a vista ou a prazo. A Central de elaboram um plano de ação para o ano subsequente.Atendimento é responsável pelo recebimento de dúvidas,informações, sugestões e reclamações. A Central de Help Relacionamento com ColaboradoresDesk recebe as solicitações de manutenção técnica e dúvidas Procuramos atender às necessidades de nossos colaboradoressobre a operação dos terminais. criando oportunidades internas para o seu desenvolvimento profissional, oferecendo treinamento, educação continuada,Há, ainda, o serviço de Ombudsman, desenvolvido para oportunidades de ascenção por mérito e um ambiente deaproximar o diálogo e garantir um relacionamento mais trabalho saudável e seguro. Os benefícios que a empresatransparente entre os clientes e a Cielo. Esse serviço tem proporciona a seus empregados estão em linha com os dasexpressiva atuação em casos em que o cliente, por algum melhores e mais avançadas empresas do mercado, o que temmotivo, não teve resposta ou solução para os problemas contribuído para mantê-la por nove anos consecutivos emenfrentados. O canal atende a toda a rede de estabelecimentos posição destacada no ranking das “150 Melhores Empresas paraafiliados e é também uma das áreas responsáveis por sugestões Você Trabalhar”, da revista Exame.de melhorias nos processos internos da empresa, visando àexcelência nos produtos ou serviços oferecidos aos clientes. Grande parte dos esforços realizados em 2009, com o intuito de preparar a empresa para o novo cenário de competição que virá a partir de 1º de julho de 2010, concentrou-se na preparação e no fortalecimento de nossa equipe e de elementos de nossa cultura organizacional.
    • 46
    • Relatório Anual 2009 47Nos tópicos que se seguem, são abordados os principais O funcionário também pode contribuir numa conta voluntária notemas que descrevem o relacionamento da empresa percentual máximo de até 12% do salário base, que é somada àscom seus colaboradores. contribuições do plano, sendo que essa contribuição não tem a contrapartida da Empresa.Política de Remuneração e BenefíciosA política salarial utilizada na Cielo foi desenhada segundo a A contribuição da empresa varia de acordo com a idade dometodologia Hay. Existem regras definidas para valores mínimos empregado. Até 40 anos de idade, a contribuição é de umae máximos das remunerações por cargos, evitando-se que haja, vez a contribuição do funcionário; entre 41 e 50 anos, anesse sentido, distinções quanto a cor, raça, gênero etc. contribuição é de uma vez e meia e, acima dos 50 anos, a contribuição é de duas vezes.Com o objetivo de aumentar a produtividade e incrementara eficiência, a Companhia tem uma política de remuneração A aposentadoria normal ocorre com 60 anos de idade, 10 anosvariável que inclui bônus e distribuição de lucros e também de empresa e cinco anos de contribuição; a aposentadoriarealiza campanhas de incentivos às vendas para funcionários da antecipada ocorre com 55 anos de idade, 10 anos de empresaDiretoria Comercial e de Marketing. e cinco anos de contribuição; e casos de morte e invalidez são cobertos a partir de um ano de Empresa.A Companhia e seus empregados firmaram acordo parapagamento de participação nos lucros e resultados da Além disso, o funcionário com 40 anos de idade e 10 anosempresa (PLR), conforme plano de metas. A periodicidade de empresa tem o Vesting, que é o benefício proporcionaldo pagamento é anual e o valor pago a título de participação diferido, isto é, se o funcionário se desligar da empresa depoisnos resultados em 2009 foi equivalente a 9,7% da folha de de já estar no plano há pelo menos três anos, pode continuarpagamento do ano de 2008. no plano na qualidade de Participante Vinculado, até ter o direito de pedir aposentadoria, permanecendo os direitos deBenefícios resgate e portabilidade.São oferecidos como benefícios a todos os empregados: planode saúde, plano odontológico, auxílio refeição, previdência As obrigações para com os pagamentos das pensões definidasprivada, seguro de vida, transporte em ônibus fretado, auxílio ao pelo plano de aposentadoria são cobertas por recursos depagamento de estacionamento e concessão de empréstimos. um fundo reservado e mantido separadamente dos recursosAlém destes, outros benefícios são assegurados para cada da Organização. As entidades que assumem os riscos doscategoria de acordo com a função exercida, como auxílio ao pagamentos dos benefícios são o Bradesco Previdência, opedágio e combustível ou veículo da Empresa. RealPrev e o BrasilPrev.Plano de Previdência Sindicatos, Liberdade de Associação e Negociação ColetivaA Cielo oferece a todos seus empregados um plano de A Cielo garante a seus empregados o direito de associar-seprevidência privada de contribuição definida (PGBL), ou seja, o livremente aos sindicatos que os representam, seguindo todas asvalor pago na aposentadoria depende da contribuição feita ao convenções coletivas de trabalho pertinentes, negociadas entrelongo do período de trabalho na empresa, que irá formar o saldo os Sindicatos patronais e os Sindicatos dos empregados. Nastotal. A participação do empregado é voluntária e são feitas 13 negociações relacionadas a Acordos Coletivos de Participaçãocontribuições anuais (a contribuição de dezembro é dobrada). nos Lucros e Resultados, é feita a indicação de um grupoDe acordo com as regras do plano, a contribuição do empregado de funcionários que referenda com a Cielo os critérios e osé de 2% do salário, limitada a 15 UPVs; sobre o excedente a este múltiplos de salários, antes da aprovação final do Sindicato.valor, o percentual é de até 7,8%, conforme opção do funcionário.
    • 48Em razão de as operações da empresa estarem dispersas pelo Treinamento e DesenvolvimentoBrasil, seus colaboradores são representados por 28 sindicatos, Procuramos incentivar o crescimento profissional e pessoalsendo que todos os empregados são sindicalizados. A Cielo dos nossos colaboradores, estimulando constantemente o seuacredita ter uma relação produtiva e harmoniosa com estes aprimoramento e abrindo oportunidades de mobilidade quesindicatos, tendo em vista a ausência, em sua história, de greve, representem real desenvolvimento de talentos.parada, protesto ou qualquer outra forma de interrupção dotrabalho feita por seus empregados. Em fóruns anuais realizados para tal fim, discutimos de forma colegiada, com os colaboradores, as principais ações dePlano de Opção de Compra de Ações desenvolvimento e possibilidades de carreira ou movimentaçãoDesde setembro de 2008, possuímos um plano de opção no curto e médio prazo. Esse processo favorece o planejamentode compra de ações que beneficia os administradores e de carreira e sucessão e a adequada administração dos recursosempregados com desempenhos extraordinários. O plano destinados ao treinamento e desenvolvimento.tem vigência de 10 anos, a partir da primeira outorga e podeser extinto a qualquer tempo, por decisão da Assembleia O quadro seguinte mostra os investimentos em treinamentoGeral. Sua administração é feita pelo Conselho de e desenvolvimento realizados em 2009 e previstos para 2010.Administração, que recebe as recomendações do Comitê deRemuneração e Benefícios. Destacam-se os seguintes programas de treinamento realizados em 2009:O Conselho de Administração pode estabelecer programas •  rograma de Desenvolvimento da Liderança; Pde opção de compra de ações de emissão da Companhia •  rograma de Finanças Aplicada para a Área Comercial; Paté o limite de 2% do total de ações do capital, à razão de •  rograma de Team Building; P0,3% ao ano, computando-se nesse cálculo todas as opções •  rograma de Educação Formal. Pjá outorgadas nos termos do Plano, exercidas ou não, excetoaquelas que tenham sido extintas e não exercidas. Foram também investidos R$ 900 mil em subsídios à educação, que contemplaram 220 funcionários.As opções outorgadas são pessoais e intransferíveis. Cabe aoConselho de Administração aprovar o preço de exercício das Saúde e Segurançaopções, respeitado o preço mínimo equivalente à média da Existe uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA),cotação das ações da Companhia durante a quantidade de criada para auxiliar no monitoramento e aconselhamentopregões na BM&FBOVESPA que o Conselho de Administração de programas de saúde e segurança ocupacional dosfixar, devendo ser ratificado pela Assembleia Geral subsequente. colaboradores. Um percentual de 1,61% da força de trabalho estáExcepcionalmente, na primeira outorga, o preço de exercício representada nesta Comissão, e este dimensionamento refere-sedas opções foi o equivalente a 75% do preço por ação. ao escritório da matriz.No caso de exercício da opção de compra de ações, o A empresa não possui outros comitês formais de saúde eConselho de Administração deverá aprovar a emissão de novas segurança com representação conjunta da Administração eações, dentro do limite do capital autorizado ou autorizar a dos trabalhadores, porém há na estrutura organizacional formalalienação de ações mantidas em tesouraria. Caso o exercício um especialista em segurança do trabalho que faz a gestão dosda opção de compra de ações ocorra por meio da emissão de programas de saúde e segurança ocupacional, juntamente comnovas ações, haverá aumento do capital social da Companhia e os serviços médicos da empresa (médico do trabalho e técnicoos acionistas não terão direito de preferência para a subscrição em enfermagem do trabalho).de tais ações, conforme previsto na Lei das Sociedades porAções e no Estatuto Social, tendo, portanto, suas respectivasparticipações no capital diluídas.
    • Relatório Anual 2009 49 R$ 5.400milInvestimentos emtreinamento e desenvolvimentoInvestimento em 2009 R$ 3.500 mil Treinamento técnico específico R$ 819 mil Treinamento e programas corporativos R$ 1.100 mil Educação continuada R$ 900 mil Previsão de investimento Infraestrutura R$ 714 mil em 2010Previsão de investimento em 2010 R$ 5.400 milSubsídios à educaçãoModalidade Graduação Idiomas MBA Nº de participantes 31 43 23 R$ 900mil Foram investidos em subsídios Pós-graduação e especialização Total 123 220 à educação que contemplaram 220 funcionáriosA área de Segurança e Saúde Ocupacional mantém programas Pesquisa de clima – Cieloque visam informar, sanar e mitigar os riscos de acidentes, % de adesãopromovendo saúde, bem-estar e qualidade de vida aos 2005 84colaboradores. Entre elas estão a Semana Interna de Prevenção 2006 94do Acidente do Trabalho (SIPAT), o Programa de Prevenção deRiscos Ambientais (PPRA), o Programa de Controle Médico de 2007 97Saúde Ocupacional, o Programa Antitabagismo, os programas 2008 88da Gestão Ambulatorial, com atendimento nutricional, 2009 95psicológico e médico ocupacional, entre outros. Alémdisso, a Cielo mantém programas relacionados a educação,treinamento, prevenção e controle de risco de doenças graves. Pesquisa de clima – CieloDurante o ano, também foram desenvolvidas ativades pontuais % de favorabilidadeligadas à saúde, segurança e, também, ao lazer, como eventos, 2005 79palestras e campanhas. 2006 81Realizamos, todos os anos, a pesquisa de clima entre os 2007 80funcionários e temos obtido elevada adesão e bons percentuais 2008 76de favorabilidade, conforme mostrado nos gráficos seguintes, 2009que também revelam o aumento de ambos em 2009. 78
    • 50 Relacionamento com a SociedadeContingente Direitos HumanosEncerramos 2009 com um quadro de 1.089 colaboradores, 28 Para garantir a integração dos interesses comerciais com osa menos do que no ano anterior. Ao final do primeiro trimestre interesses mais amplos da sociedade, implementamos em 2004de 2010, esse número foi de 1.047. A média de idade dos nosso Código de Conduta que, na atualização de 2009, passoucolaboradores é de 36 anos e os do sexo feminino representam a se chamar Código de Ética.41% da força de trabalho. O Código de Ética estabelece o posicionamento da empresaA Cielo é membro executivo do Fórum Permanente de contrário ao trabalho forçado e ao trabalho infantil e seEmpresas para a Inclusão Econômica de Pessoas com compromete a monitorar e encaminhar situações queDeficiência juntamente com a Editora Abril, PwC, Vivo, HP, potencialmente envolvam:Serasa e Schering. A coordenação técnica deste Fórum érealizada pelo Instituto Paradigma e a coordenação executiva é •  oerção, castigos a qualquer pretexto, medidas disciplinares Cda Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). Este degradantes ou punição pelo exercício de qualquerFórum tem como objetivo contribuir para a inclusão de pessoas direito fundamental;com deficiência no mercado de trabalho, por meio da realização •  rabalho irregular de adolescentes menores de 16 anos, exceto Tde seminários e da divulgação das boas práticas. na condição de aprendizes a partir de 14 anos; •  ondições inadequadas ao trabalho e ao desenvolvimento do CRelacionamento com adolescente de 16 a 18 anos;Fornecedores e Parceiros •  aracterização de qualquer forma de discriminação ou CPara seleção e avaliação de fornecedores são considerados os atentado ao direitos fundamentais da criança e do adolescente;critérios tradicionais de custo, qualidade e prazo. No entanto, •  utros temas relativos a direitos humanos e relações humanas Opriorizamos o fornecimento de produtos por empresas de capital no trabalho.nacional e, além disso, consideramos que a construção dascondições para enfrentamento das questões de sustentabilidadeassociadas aos negócios e aos interesses dos diversos públicosda empresa, só é possível a partir da construção de relaçõesde parceria. Assim, temos nos empenhado para estabelecerjunto a nossos fornecedores uma agenda conjunta de atuaçãoque amplie o potencial de contribuição das empresas aodesenvolvimento de um ambiente de negócios que incorporeprincípios de sustentabilidade. ÉTICA em todas as relações
    • Relatório Anual 2009 51Investimento Social Privado Unicirco — Trata-se de um investimento na forma de co-Apesar de não avaliarmos formalmente os impactos das patrocínio, que visa formar uma nova geração de técnicosoperações da empresa nas comunidades locais, procuramos e artistas circenses, descobrindo novos talentos, novasrealizar investimentos socioculturais que contribuam estrelas, contribuindo socialmente para o desenvolvimentoefetivamente para a transformação social do País. Esses profissional, educacional, artístico e cultural da comunidadeinvestimentos são feitos principalmente por meio de leis de ao redor do parque Hopi Hari localizado no município deincentivo, como a Lei Rouanet e o Fundo da Infância e do Vinhedo, Estado de São Paulo. Comandado pelo ator MarcosAdolescente (FIA) em projetos culturais que possuem caráter Frota, o projeto incentiva a formação sociocultural de jovenseducacional e os recursos são destinados, por meio do FIA, a de baixa renda de cidades da região. A UniCirco ministraconselhos dos direitos da criança e do adolescente de cidades aulas para crianças e adolescentes desenvolverem suasdo entorno da matriz e para hospitais infantis. Como critérios de habilidades, com diversão, arte e educação, de forma queseleção dos projetos, consideramos: seus potenciais sejam descobertos e trabalhados, permitindo um melhor encaminhamento para a vida• Benefício obtido versus investimento realizado; (www.unicirco.com.br).• Regionalização;• Inclusão social; Dorina Nowill — Investimento para a publicação de livros para• Diversidade racial, cultural e de gênero. cegos por meio da Fundação Dorina Nowill. São editados títulos em Braille, Falados e Digitais para distribuição pela FundaçãoOs investimentos sociais realizados em 2009 foram feitos Dorina a bibliotecas cadastradas na Instituiçãocom a marca VisaNet, dado que a alteração da razão social (www.fundacaodorina.org.br).ocorreu somente no último mês do ano. Desses investimentos,destacam-se: Ler é uma Viagem — O projeto leva leitura de textos do autor Hans Christian Andersen a crianças do ensino fundamental deBibliotecas Circulantes em Metrôs — O projeto realiza a 10 escolas públicas de seis cidades do Estado de São Paulo. Ainstalação de bibliotecas circulantes em locais de grande leitura e distribuição dos textos do autor é feita com a presençacirculação, como em estações de metrô, onde qualquer pessoa de músicos que executam a trilha sonora de cada história. Alémpode retirar, gratuitamente, livros (www.brasilleitor.org.br). dos livros distribuídos a crianças distribuem-se também livros aos professores com propostas pedagógicas para aplicação dosProjeto Muda Mundo — O projeto compreende a publicação textos (www.lereumaviagem.com.br).de uma série de quatro livros infantis para alunos da 1ª a 4ªséries, que apresentam conceitos e valores fundamentais Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) — A FLIP é umna formação das crianças como cidadãos críticos e festival literário anual que conta com a presença de autorescomprometidos com a transformação social. Também se mundialmente respeitados. A Casa Azul, uma organização daproduz um livro adicional de orientação sobre a aplicação dos sociedade civil de interesse público (OSCIP) que atua na regiãoquatro livros em sala de aula, destinado aos professores desses de Paraty, Estado do Rio de janeiro, é responsável pela FLIPalunos (www.mudamundo.com.br). e também pelo Programa Educativo Cirandas de Paraty, que atua permanentemente ao longo do ano junto às escolas eAteliê de Gravura — Em conjunto com o Instituto Tomie Ohtake instituições pedagógicas locais, incentivando a qualificação doforam realizados investimentos na capacitação de professores e ensino por meio da formação de grupos de leitura, capacitaçãoeducadores de arte, no ensino da arte da Gravura, de tal modo de professores e mediadores de leitura, criação de bibliotecas,que o aprendizado possa ser transferido aos alunos destes organização de oficinas literárias e artísticas, entre outrasprofessores e educadores (www.institutotomieohtake.org.br). atividades. O trabalho realizado pelas crianças ao longo do ano é condensado e exposto ao público durante a Flipinha, a programação infantil da FLIP (www.flip.org.br).
    • 52 Impactos Ambientais e Medidas de CompensaçãoProjeto Arrebol — Em parceria com o Colégio Santo Américo, Apesar de não atuar diretamente em atividades de alto impactode São Paulo, ensina-se música a jovens de baixa renda ambiental as empresas do setor integram cadeias de negócioresidentes em bairros localizados no entorno do colégio, tais complexas. Uma visão fragmentada sobre a atuação de cadacomo Paraisópolis, Jardim Colombo e Vila Morse. um dos seus componentes não proporciona o entendimento adequado sobre a relação das atividades econômicas comMuseu do Futebol — A Cielo é uma das patrocinadoras do o meio ambiente, sobretudo quando se procura tornar essaMuseu do Futebol, localizado no Estádio do Pacaembu, em relação mais harmoniosa.São Paulo. O Museu é uma realização da Fundação RobertoMarinho e da Prefeitura Municipal de São Paulo. Nossa visão de sustentabilidade e responsabilidade corporativa aponta para a construção de soluções compartilhadas. Assim,Alguns investimentos em patrocínio foram destinados para temos nos empenhado em desenvolver ações, em conjuntoos projetos ou eventos discriminados a seguir: com outros agentes de nossa cadeia de negócios, que visem monitorar e gerir adequadamente os impactos ambientais• Bienal do Rio de Janeiro; decorrentes de nossas operações.• Feira do Livro de Ribeirão Preto;• Biblioteca Infantil no Hospital Pequeno Príncipe de Curitiba; Uso de Materiais e Geração e Disposição de Resíduos• “Cada um com seus Pobrema” – peça teatral; Ao longo dos últimos anos foram realizadas diversas ações• Grupo Corpo – Breu – apresentação de dança. pontuais relacionadas ao uso de materiais, com destaque para a utilização de quase 100% de papel reciclado na impressãoA Cielo também realiza investimentos em Fundos da Infância de documentos.e do Adolescente como estabelecido no Estatuto da Criança edo Adolescente (Lei nº 8.069/1990), que destina recursos para O total de resíduos gerados vem registrando queda nosvárias instituições, dentre elas: últimos anos, segundo o acompanhamento feito por meio dos manifestos de carga emitidos pela empresa prestadora de• Hospital Pequeno Príncipe (Curitiba – PR); serviço (American Trash), responsável pela coleta dos mesmos.• Hospital Boldrini (Campinas – SP);• CMDCA (Carapicuíba – SP); Com relação à destinação, entre 11% e 18% do total de resíduos• CMDCA (Barueri – SP); não perigosos são destinados à reciclagem e o restante, a• CMDCA (Pirapora do Bom Jesus – SP); aterros sanitários. Na categoria de resíduos perigosos estão os• Ação Comunitária (São Paulo – SP). descartes de ambulatório, porém não há um monitoramento do peso ou volume dos descartes realizados.O Instituto Ayrton Senna também recebeu apoio da Cielo, comdoação em dinheiro, sem benefício fiscal.
    • Relatório Anual 2009 53Consumo de Energia Visando reduzir o número de saídas de veículos, criou-se umA partir de 2006, quando se começou a utilizar geradores de plano de ligações anteriores aos chamados de atendimentosenergia no horário de ponta (das 17h25 às 20h35) para reduzir os de desinstalação para que seja feito um agendamento com ocustos com o consumo de energia elétrica, houve um aumento estabelecimento comercial.no consumo de óleo combustível. A partir daí, com implantaçãode medidas de redução do consumo final de eletricidade, Impactos Ambientais do Transporte de Colaboradoreshouve redução do consumo per capita desse tipo de energia e A Cielo oferece transporte a seus funcionários em ônibusestabilização do consumo total de óleo combustível. fretados. Esse serviço consome fundamentalmente óleo diesel, percorrendo aproximadamente 452 mil quilômetros/ano paraConsumo de Água transportar cerca de 500 usuários/dia. Além do diálogo comO consumo de água na unidade de Alphaville aumentou até os transportadores, não existem iniciativas para redução do2008 em função do aumento do número de funcionários da impacto ambiental causado pelos serviços de transporte deCielo, um reflexo do crescimento da empresa, mas diminuiu em colaboradores, especialmente com relação à redução do2009, pois, desde aquele ano, a Cielo vem adotando todas as consumo de combustíveis fósseis.formas possíveis de redução do consumo de insumos tais comoágua, papel e plásticos. Iniciativas para Mitigar Impactos Ambientais Algumas iniciativas foram desenvolvidas nos últimos anos,Impactos Ambientais do Transporte de Produtos e Materiais visando mitigar os impactos ambientais provocados pelosA atividade operacional da área de logística da Cielo é processos da empresa. Uma dessas iniciativas foi a conduçãointegralmente terceirizada. Os parceiros logísticos realizam de diálogos com fornecedores de logística, com a intenção dediversas atividades que envolvem o transporte de bens, tais minimizar impactos socioambientais gerados pelas demandas dacomo: instalação, troca e desinstalação de terminais, alteração Cielo. Entre os temas ambientais discutidos destacam-se:de tecnologias, entrega de suprimentos e participação em feirase eventos. Além disso, são realizados transportes de terminais das • A minimização de emissões decorrentes da atividade logística;Centrais de Distribuição, em Barueri e Atibaia para os laboratórios, •  estão de resíduos produzidos pelo uso de materiais e de Gas bases avançadas e para diversos pontos do Brasil. São embalagens em atividades logísticas;realizadas cerca de 200 mil ordens de serviço ao mês. •  estão e adequada disposição de resíduos produzidos nas G atividades de manutenção de equipamentos.Os dois maiores impactos observados nestes processos são aemissão de gases do efeito estufa e o impacto no trânsito pelo Além disso, foi refeito o isolamento acústico da sala dos gruposvolume de veículos colocados nas ruas. geradores, atenuando os ruídos gerados pela utilização desses equipamentos. Com relação a outros impactos, como uso de materiais, uso de água, emissões, efluentes e resíduos, não houve uma iniciativa específica.
    • 54Envolver-seAssumir compromissos que impactempositivamente nosso entorno e realizar ações quepromovam desenvolvimento social sustentável.Contribuir par ao sucesso dos negócios e vibrar junto!Oferecer apoio na medida certa. Compreender asnecessidades de nossos clientes e ter prontidão paradar respostas factíveis, alinhadas e criativas.
    • 56 CieloBALANÇOS PATRIMONIAISLEVANTADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E DE 2008(Em milhares de reais – R$) NotaATIVO 2009 2008 01.01.08 ExplicativaCIRCULANTECaixa e equivalentes de caixa 6 514.280 1.072.157 995.224Contas a receber operacional 7 1.178.784 162.943 14.703Contas a receber de controlada – 177 –Impostos antecipados e a recuperar 2.503 1.219 877Outros valores a receber 18.448 4.941 6.674Direitos a receber – securitização no exterior 8 163.850 207.979 149.119Juros pagos antecipadamente – securitização no exterior 8 2.914 6.341 6.544Despesas pagas antecipadamente 5.896 4.488 1.950Total do ativo circulante 1.886.675 1.460.245 1.175.091NÃO CIRCULANTERealizável a longo prazo: Direitos a receber – securitização no exterior 8 42.445 277.000 367.516 Imposto de renda e contribuição social diferidos 9 222.000 169.398 156.763 Depósitos judiciais 18 455.292 323.073 221.687 Outros valores a receber 1.597 1.703 249Imobilizado 10 296.121 213.295 210.483Intangível 12 41.284 69.841 43.813Ágio 11 22.198 17.795 41.157Outros investimentos 214 174 288Total do ativo não circulante 1.081.151 1.072.279 1.041.956TOTAL DO ATIVO 2.967.826 2.532.524 2.217.047As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
    • Demonstrações Financeiras 2009 57 NotaPASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2009 2008 01.01.08 ExplicativaCIRCULANTEFinanciamentos – arrendamento mercantil – 401 1.034Contas a pagar a estabelecimentos 14 667.522 487.628 437.487Fornecedores 15 116.443 96.604 85.595Impostos e contribuições a recolher 16 416.945 275.066 227.803Contas a pagar para joint ventures – 20.766 –Provisão para contingências – – 2.520Obrigações a pagar – securitização no exterior 19 163.911 207.943 148.941Juros recebidos antecipadamente – securitização no exterior 19 2.914 6.341 6.544Dividendos a pagar 20 105.365 – –Outras obrigações 17 80.041 66.526 98.632Total do passivo circulante 1.553.141 1.161.275 1.008.556NÃO CIRCULANTEObrigações a pagar – securitização no exterior 19 42.445 277.000 367.516Provisão para contingências 18 511.578 391.463 282.460Outras obrigações 17 233 740 868Total do passivo não circulante 554.256 669.203 650.844PATRIMÔNIO LÍQUIDOCapital social 20 75.379 75.379 74.534Reserva de capital 20 72.305 68.606 3.627Reserva de lucros – legal 20 15.076 15.076 14.907Lucros acumulados 766.897 542.985 464.579Ações em tesouraria 20 (69.228) – –Total do patrimônio líquido 860.429 702.046 557.647TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.967.826 2.532.524 2.217.047As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
    • 58 CieloDEMONSTRAÇÕES DO RESULTADOPARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E DE 2008(Em milhares de reais – R$, exceto o lucro líquido por ação) Nota 2009 2008 ExplicativaRECEITA BRUTAReceita de comissões 2.649.860 2.184.840Receita de aluguel 1.067.136 903.061Outras receitas 135.456 127.652Impostos sobre serviços (407.531) (340.087)RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 3.444.921 2.875.466CUSTO DOS SERVIÇOS PRESTADOS (936.312) (851.119)LUCRO BRUTO 2.508.609 2.024.347(DESPESAS) RECEITAS OPERACIONAISPessoal (122.239) (95.613)Gerais e administrativas (147.145) (162.484)Remuneração de administradores e executivos (7.970) (9.520)Marketing (72.960) (77.948)Outras (despesas) receitas operacionais, líquidas (55.216) 261.757LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO 2.103.079 1.940.539RESULTADO FINANCEIROReceitas financeiras 30 99.751 153.405Despesas financeiras 30 (56.519) (59.875)Antecipação de recebíveis 30 218.150 17.388Ajuste a valor presente 30 (35.266) –Variação cambial, líquida 30 1.903 947 228.019 111.865LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 2.331.098 2.052.404IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIALCorrentes 25 (853.151) (774.180)Diferidos 25 55.847 63.848LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 1.533.794 1.342.072LUCRO LÍQUIDO POR AÇÃO (EM R$) – BÁSICO 21 1,1242 0,9841LUCRO LÍQUIDO POR AÇÃO (EM R$) – DILUÍDO 21 1,1237 0,9841As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
    • Demonstrações Financeiras 2009 59DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTEPARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E DE 2008(Em milhares de reais – R$) Nota 2009 2008 ExplicativaLUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 1.533.794 1.342.072Outros resultados abrangentes: Ativos financeiros disponíveis para venda - (344.827) Reclassificação para o resultado dos ativos financeiros disponíveis para venda - 344.827 Imposto sobre a renda relacionado a componentes de outros resultados abrangentes - - Outros resultados abrangentes do exercício, líquidos de impostos - -RESULTADO ABRANGENTE TOTAL DO EXERCÍCIO 1.533.794 1.342.072As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
    • 60 CieloDEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDOPARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E DE 2008(Em milhares de reais – R$) Reserva Nota Capital Reserva Lucros Ações em de lucros – Total Explicativa social de capital acumulados tesouraria legalSALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 74.534 3.627 14.907 464.579 - 557.647Dividendos sobre lucros acumulados - - - (508.671) - (508.671)(R$ 0,75 por ação)Aumento de capital por subscrição de ações 846 64.979 - - - 65.825Contribuição de capital 20 - 592.202 - - - 592.202Distribuição de dividendos com transferência de 20 - - - (487.058) - (487.058)ativos financeiros, líquida de efeitos tributáriosTransferência de reservas para distribuição 20 - (592.202) - 592.202 - -de dividendosRedução de capital (1) - - - - (1)Resultado abrangente total do exercício - - - 1.342.072 - 1.342.072Constituição de reserva legal 20 - - 169 (169) - -Dividendos pagos (R$ 1,26 por ação) 20 - - - (859.970) - (859.970)SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 75.379 68.606 15.076 542.985 - 702.046Dividendos sobre lucros acumulados - - - (542.985) - (542.985)(R$ 0,40 por ação)Resultado abrangente total do exercício - - - 1.533.794 - 1.533.794Dividendos pagos (R$ 0,24 por ação) 20 - - - (661.532) - (661.532)Dividendos mínimos obrigatórios 20 - - - (105.365) - (105.365)(R$ 0,07 por ação)Opções de ações outorgadas 34 - 3.699 - - - 3.699Ações em tesouraria 20 - - - - (69.228) (69.228)SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 75.379 72.305 15.076 766.897 (69.228) 860.429As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
    • Demonstrações Financeiras 2009 61DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXAPARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E DE 2008(Em milhares de reais – R$) Nota 2009 2008 ExplicativaFLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAISLucro antes do imposto de renda e da contribuição social 2.331.098 2.052.404Ajustes para conciliar o lucro antes do imposto de renda e da contribuição socialao caixa líquido gerado pelas atividades operacionais:Depreciações e amortizações 160.271 150.002 Custo residual de imobilizado e intangível baixados ou alienados 7.274 20.518 Provisão para perdas com intangíveis 11.197 35.445 "Perda de capital na troca de participações em joint venture” 4.431 - "Baixa de ágio em joint venture" - 1.956 Reversão de provisão para perdas com imobilizado e intangível, líquidas (1.810) (2.455) Opções de ações outorgadas 34 3.699 - Ganhos com alienação de investimentos, líquidos - (502.893)Perda com aluguel de equipamentos 14.753 9.721Provisão para contingências 18 141.116 119.521Ajuste a valor presente do contas a receber 30 35.266 -Ganho de capital na transferência de investimentos - (12.848)(Aumento) redução nos ativos operacionais: Contas a receber operacional (1.051.107) (148.240) Contas a receber de controlada 177 (177) Impostos antecipados e a recuperar (1.284) (342) Outros valores a receber (circulante e não circulante) 268.707 32.138 Depósitos judiciais (132.219) (101.386) Despesas pagas antecipadamente (1.408) (2.538)Aumento (redução) nos passivos operacionais: – Contas a pagar a estabelecimentos 165.141 40.420 Fornecedores 19.839 11.009Impostos e contribuições a recolher 2.114 1.927Outras obrigações (circulante e não circulante) (268.959) (64.188)Provisão para contingências (circulante e não circulante) (21.001) (13.038)Caixa proveniente das operações 1.687.295 1.626.956Juros recebidos 22.208 28.804Juros pagos (22.208) (28.804)Imposto de renda e contribuição social pagos (714.609) (731.793)Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 972.686 895.163FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO"Aquisição de participação em joint venture" 1 (20.813) (18.961)"Aquisição de controladas pela joint venture, líquida de caixa adquirido" (4.403) -Recursos obtidos na venda de investimentos - 502.894Adições ao imobilizado e intangível (231.201) (158.023)Caixa líquido (aplicado nas) gerado pelas atividades de investimento (256.417) 325.910FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOFinanciamentos – arrendamento mercantil (401) (633)Aumento de capital por subscrição de ações 20 - 65.825Contribuição de capital 20 - 159.310Redução de capital 20 - (1)Dividendos pagos 20 (1.204.517) (1.368.641)Ações em tesouraria (69.228) -Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamento (1.274.146) (1.144.140)(REDUÇÃO) AUMENTO DO SALDO DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (557.877) 76.933CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXASaldo final 514.280 1.072.157Saldo inicial 1.072.157 995.224REDUÇÃO (AUMENTO) DO SALDO DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (557.877) 76.933As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
    • 62 CieloNOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADASPARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E DE 2008(Em milhares de reais – R$, exceto quando indicado de outra forma)1. Contexto operacionalA Companhia Brasileira de Meios de Pagamento, que teve sua razão social alterada para Cielo S.A. (“Sociedade”), conformeaprovação em Assembleia Geral Extraordinária de 14 de dezembro de 2009, foi constituída em 23 de novembro de 1995 no Brasil etem como objetivo principal a prestação de serviços relacionados a cartões de crédito e de débito e outros meios de pagamento,bem como a prestação de serviços correlatos, tais como o credenciamento de estabelecimentos comerciais e de prestadores deserviços, o aluguel, a instalação e a manutenção de terminais eletrônicos e a captura de dados e de processamento de transaçõeseletrônicas e manuais.Em 23 de janeiro de 2003, a Sociedade constituiu uma filial em Grand Cayman, Ilhas Britânicas Ocidentais, (Nota Explicativanº 23), com o propósito específico da realização no exterior de uma operação de securitização do fluxo de direitos creditóriosdenominados em moeda estrangeira (notas explicativas nº 8, nº 19 e nº 26).O contexto operacional das controladas, controladas em conjunto e de forma indireta é como segue:Controladas:• Servinet Serviços Ltda. (“Servinet”) – o objeto social da Servinet consiste na prestação de serviços de manutenção e contatos com estabelecimentos comerciais e estabelecimentos prestadores de serviços para a aceitação de cartões de crédito e de débito, bem como outros meios de pagamento; na prestação de serviços de instalação e manutenção de terminais eletrônicos (Point of Sales Equipment – POS) para a captura de dados e o processamento de transações com cartões de crédito e de débito, bem como outros meios de pagamento; no desenvolvimento de atividades correlatas no setor de serviços julgadas de interesse da Servinet; e na participação em outras sociedades como sócia ou acionista.• Servrede Serviços S.A. (“Servrede”) – o objeto social da Servrede é a prestação de serviços de gerenciamento de tecnologia de rede, incluindo a transmissão de dados e informações, soluções corporativas, sistemas de comunicação privada e de processamento eletrônico de pagamentos, além de prestação de serviços de aplicativos e data center, bem como o desenvolvimento de outras atividades correlatas no setor de serviços julgadas de seu interesse e a participação em outras sociedades como sócia ou acionista. A Servrede permanece sem operações em 31 de dezembro de 2009.• CBGS – Gestão e Processamento de Informações de Saúde Ltda. (“CBGS Ltda.”) – tem como objeto social a prestação de serviços de interconexão de rede eletrônica entre operadoras de saúde e prestadoras de serviços médicos e hospitalares e quaisquer outros agentes do sistema de saúde, em plataforma tecnológica única; a prestação de serviços de digitalização e automatização de processos, emissão de cartões, atendimentos de call center e outras soluções; a prestação de serviços de leitura de informações de cartões e roteamento de transações não financeiras; a locação ou comercialização de leitores de cartões, outros equipamentos de informática utilizados na prestação de seus serviços e assistência técnica; e a participação em outras sociedades como sócia, acionista ou cotista. Em novembro de 2009, a CBGS Ltda. foi incorporada pela CBGS, então sua controlada em conjunto, a valores contábeis e com data base 31 de outubro de 2009.
    • Demonstrações Financeiras 2009 63Controladas indiretas:• Companhia Brasileira de Gestão de Serviços (“CBGS”) – o objeto social da CBGS era a prestação de serviços de interconexão de rede eletrônica e outros serviços correlatos entre operadoras de saúde e prestadores de serviços médicos e hospitalares (como hospitais, clínicas médicas e laboratórios), quaisquer outros agentes do sistema de saúde suplementar, indústrias farmacêuticas, laboratórios, distribuidores, atacadistas, empresas do gênero, estipulantes, empresas usuárias de planos de saúde e drogarias, entre outros, e seguradoras em plataforma tecnológica; e a participação em outras sociedades, nacionais ou estrangeiras, como sócia, acionista ou cotista. Em dezembro de 2009, a CBGS foi incorporada pela Orizon, então sua controlada em conjunto, a valores contábeis e com data base 30 de novembro de 2009.• Orizon Brasil Processamento de Informações de Saúde Ltda. (“Orizon”), atualmente denominada Companhia Brasileira de Gestão de Serviços – o objeto social da CBGS consiste na consultoria e no processamento de informações para as empresas da área médica em geral; na gestão de serviços de suporte (back office) para empresas operadoras de saúde em geral; na prestação de serviços de interconexão de rede eletrônica entre operadoras de saúde e prestadores de serviços médicos e hospitalares (como hospitais, clínicas médicas e laboratórios) e quaisquer outros agentes do sistema de saúde suplementar e drogarias, em plataforma tecnológica única; na prestação de serviços de digitalização e automatização de processos, emissão de cartões, atendimento em call center e outras soluções; na prestação de serviços de leitura de informações de cartões e roteamento de transações não financeiras; na locação ou comercialização de leitoras de cartões, outros equipamentos e sistemas de informática utilizados na prestação de seus serviços, bem como na prestação de assistência técnica a referidos equipamentos; e na participação em outras sociedades, nacionais ou estrangeiras, como sócia, acionista ou cotista.• Dativa Conectividade em Saúde Ltda. (“Dativa”) – o objeto social da Dativa era a prestação de serviços de interconexão de rede eletrônica para a troca de informações entre operadoras de plano privado de assistência à saúde e prestadores de serviços de saúde, médicos e hospitalares e quaisquer outros agentes do sistema de saúde complementar; a elaboração de programas de computador (software); o licenciamento ou a cessão de direito de uso de programas de computador, inclusive distribuição; e a prestação de serviços de pesquisa e desenvolvimento de qualquer natureza. Conforme protocolo de incorporação de 29 de maio de 2008, a Dativa foi incorporada pela Orizon, a valores contábeis. O objetivo da incorporação é a maior integração e unidade administrativa, comercial e financeira, com a consequente redução de custos operacionais, administrativos e financeiros dessas sociedades.• Prevsaúde Comercial de Produtos e de Benefícios de Farmácia Ltda. (“Prevsaúde”) – o objeto social da Prevsaúde consiste na prestação de serviços de benefício farmacêutico, voltados para o atendimento de clientes corporativos, planos de saúde, clientes públicos e grandes laboratórios. A Prevsaúde administra a relação dos funcionários de seus clientes com as farmácias, os médicos e com a própria empresa contratante.• Precisa Comercialização de Medicamentos Ltda. (“Precisa”) – o objeto social da Precisa é a comercialização de medicamentos em geral, com foco na prevenção e manutenção do estado de saúde, com sistema de entrega programada. A Precisa é uma “farmácia” voltada para atender aos clientes da Prevsaúde, com foco principal nos pacientes crônicos. Ela é responsável pela entrega de medicamentos de administração recorrente aos clientes da Prevsaúde com doenças crônicas, como diabetes, câncer, problemas cardíacos e de pressão. Permite monitorar a entrega e o consumo do medicamento, aumentando a efetividade do tratamento.
    • 64 CieloReestruturação em controladas – Projeto SaúdeEm 28 de agosto de 2006, a Sociedade constituiu a CBGS Ltda., que atua no setor de saúde.Em 8 de novembro de 2006, a Sociedade, através de sua controlada CBGS Ltda., a Bradesco Saúde S.A. (“Bradesco Saúde”) e aCaixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (“Cassi”) assinaram Acordo de Investimentos, visando à atuação emconjunto no segmento de prestação de serviços de interconexão de rede eletrônica e outros entre operadores e prestadores deserviços de saúde. Por esse acordo, a Bradesco Saúde e a Cassi constituíram a CBGS e garantiram a essa nova empresa o acessoao seu cadastro de clientes para prestação dos referidos serviços com exclusividade. A controlada CBGS Ltda. comprometeu-se aadquirir participação equivalente a 40,95% do capital social da CBGS por R$ 139.045, por meio de novos aportes de capital atravésda conferência de bens.Em 23 de novembro de 2006 e 26 de julho de 2007, a controlada CBGS Ltda. adquiriu a totalidade das cotas representativas docapital social da Polimed e da Dativa.Em 28 de dezembro de 2006, foi constituída pela Bradesco Saúde (70,87%) e pela Cassi (29,13%) a CBGS, com capital social de R$1.000, totalmente subscrito e integralizado em dinheiro. O capital social da CBGS está dividido em 1.000.000 de ações ordinárias enominativas, sem valor nominal.Em 2 de janeiro de 2008, a CBGS subscreveu, em favor da controlada CBGS Ltda., 693.480 novas ações ordinárias, sem valornominal, pelo montante de R$ 139.045.A integralização desse montante, que dá direito à controlada CBGS Ltda. de deter 40,95% de participação naquela companhia,ocorreu através da transferência de participações em companhias e em dinheiro. Dessa forma, considerando que a formação dejoint venture é especificamente excluída do escopo do IFRS 3 – Business Combination, a transferência de participação acionáriapara a CBGS (joint venture) foi contabilizada pelos mesmos valores contábeis que estavam registrados na CBGS Ltda. (venturer),tendo o ganho de capital sido contabilizado no consolidado da Sociedade de acordo com IAS 31 – Participações em Joint Venturese SIC 13 – Entidades de Controles Compartilhados – Contribuições de Ativos Não Monetários pelo Venturer. Portanto, essespronunciamentos requerem que o reconhecimento do ganho ou da perda reflita a substância da transação, ou seja, quando osativos são retidos pela joint venture e o venturer transferiu significativamente os riscos e benefícios da propriedade para a jointventure, o venturer deve reconhecer somente a porção do ganho ou da perda atribuída à participação dos outros venturers.A integralização pela CBGS Ltda. do montante mencionado ocorreu detalhadamente da seguinte forma:• R$ 60.773 por meio da entrega imediata de 46.661.888 cotas da Polimed, atualmente denominada Orizon, cujo valor patrimonial em 31 de dezembro de 2007 era de R$ 39.339, com a geração de ganho de capital no montante de R$ 21.434. Nas demonstrações financeiras consolidadas, esse ganho de capital foi eliminado na proporção da participação da CBGS Ltda. no capital social da controlada CBGS;• R$ 10.918 por meio da entrega imediata de 1.709.999 cotas da Dativa, cujo valor patrimonial em 31 de dezembro de 2007 era de R$ 11.005, com a geração de perda de capital no montante de R$ 87;• R$ 67.354 a ser integralizado em até dois anos, por meio da entrega de bens suscetíveis de avaliação em dinheiro e/ou moeda corrente nacional, os quais serão corrigidos pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado – IPCA acrescido de 11,85% ao ano, pro rata die, desde a data do presente ato até a data da respectiva integralização, sendo contabilizado pela CBGS Ltda. na rubrica “Contas a pagar para joint venture” e na rubrica “Contas a receber” da CBGS. Em 31 de dezembro de 2009, o saldo está totalmente integralizado.
    • Demonstrações Financeiras 2009 65Após a subscrição de ações, a composição acionária da joint venture CBGS ficou da seguinte forma: %CBGS Ltda. 40,95Bradesco Saúde 41,85Cassi 17,20Conforme o Acordo de Acionistas, as deliberações societárias e a aprovação de novos investimentos requerem a maioriade aprovação pelos acionistas; consequentemente, a CBGS foi classificada como uma controlada em conjunto (jointventure) e suas demonstrações financeiras foram contabilizadas pela Sociedade pelo método de consolidação proporcional,conforme recomendado pelo IAS 31 – Participações em Joint Ventures.Em 16 de março de 2009, a controlada em conjunto CBGS adquiriu a totalidade das cotas representativas do capital da Prevsaúde eda Precisa, conforme apresentado a seguir: Prevsaúde PrecisaAtivos líquidos adquiridos 1.628 (2.381)Preço total de compra considerado 9.000 1.000Ágio 7.372 3.381A Prevsaúde presta serviço de benefício farmacêutico, voltado para o atendimento de clientes corporativos, planos de saúde,clientes públicos e grandes laboratórios. A Empresa administra a relação dos funcionários de seus clientes com as farmácias, osmédicos e a própria empresa contratante.A Precisa é uma “farmácia” voltada para atender aos clientes da Prevsaúde, com foco principal nos pacientes crônicos. Ela éresponsável pela entrega de medicamentos de administração recorrente aos clientes da Prevsaúde com doenças crônicas, comodiabetes, câncer, problemas cardíacos e de pressão. Permite monitorar a entrega e o consumo do medicamento, aumentando aefetividade do tratamento.Essas aquisições estão em linha com a estratégia da Sociedade, de expansão dos negócios no segmento de saúde.Em novembro de 2009, a controlada direta CBGS Ltda. foi incorporada pela controlada indireta CBGS e em 1º de dezembrode 2009 a CBGS foi incorporada pela Orizon. Como resultado das incorporações, todas as operações das incorporadas foramtransferidas para as incorporadoras que sucederão as incorporadas em todos os seus bens, direitos e obrigações, a título universal epara todos os fins de direito, sem qualquer solução de continuidade, com a consequente extinção das incorporadas.
    • 66 Cielo2. Resumo das principais práticas contábeis 2.1. Base de apresentação As demonstrações financeiras consolidadas da Sociedade foram elaboradas de acordo com as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (International Financial Reporting Standards – IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board – IASB, e as interpretações do Comitê de Interpretações das Normas Internacionais de Contabilidade (IFRIC). As demonstrações financeiras consolidadas referentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e de 2008 são as primeiras elaboradas de acordo com o IFRS, sendo 1º de janeiro de 2008 a data da adoção inicial (balanço patrimonial de abertura), e estão de acordo com o IFRS 1 – Adoção Inicial do IFRS. As demonstrações financeiras consolidadas da Sociedade são elaboradas e apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BR GAAP), com base nas disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações e normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM até 31 de dezembro de 2009, e essas práticas diferem, em algumas áreas, do IFRS. Na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas do exercício de 2009, a Sociedade ajustou alguns métodos de contabilização, avaliação e apresentação, aplicados em BR GAAP, no intuito de cumprir as práticas adotadas no IFRS. Os dados comparativos referentes a 2008 foram refeitos para refletir esses ajustes, à exceção daqueles descritos na isenção das práticas contábeis opcionais e obrigatórias, constantes nas Notas Explicativas nº 3.1.2. e nº 3.1.3. Essas demonstrações financeiras consolidadas foram elaboradas de acordo com os IFRS em conformidade com a Instrução CVM nº 457, de 13 de julho de 2007. A reconciliação e a descrição dos efeitos da transição das práticas contábeis adotadas no Brasil para o IFRS, relativas ao patrimônio líquido, ao resultado e aos fluxos de caixa, estão demonstradas na Nota Explicativa nº 3. 2.2. Moeda funcional e de apresentação As demonstrações financeiras consolidadas da Sociedade são apresentadas em reais (R$), que é a moeda funcional e de apresentação. 2.3. Caixa e equivalentes de caixa Incluem caixa, contas bancárias e aplicações financeiras com liquidez imediata e com baixo risco de variação no valor, sendo demonstrados pelo custo acrescido de juros auferidos. 2.4. Contas a receber dos bancos emissores e contas a pagar a estabelecimentos comerciais Esses montantes referem-se aos valores das transações realizadas pelos titulares de cartões de crédito emitidos por instituições financeiras licenciadas pela Visa International Service Association, sendo os saldos de contas a receber dos bancos emissores líquidos das taxas de intercâmbio e os saldos de contas a pagar a estabelecimentos deduzidos das taxas de administração (taxa de desconto), cujos prazos de recebimento dos emissores e de pagamento aos estabelecimentos são inferiores a um ano (vide Nota Explicativa nº 14).
    • Demonstrações Financeiras 2009 67 2.5. Imobilizado Avaliado ao custo histórico, deduzido das respectivas depreciações. A depreciação é calculada pelo método linear, que leva em consideração a vida útil estimada dos bens. Custos subsequentes são incorporados ao valor residual do imobilizado ou reconhecidos como item específico, conforme apropriado, somente se os benefícios econômicos associados a esses itens forem prováveis e os valores mensurados de forma confiável. O saldo residual do item substituído é baixado. Demais reparos e manutenções são reconhecidos diretamente no resultado quando incorridos. O valor residual e a vida útil estimada dos bens são revisados e ajustados, se necessário, nas datas de encerramento dos exercícios. O valor residual dos itens do imobilizado é baixado imediatamente ao seu valor recuperável quando o saldo residual exceder o valor recuperável. 2.6. Intangível Demonstrado pelo custo de aquisição ou formação, deduzido das respectivas amortizações calculadas pelo método linear, às taxas mencionadas na Nota Explicativa nº 12. Os ativos intangíveis são amortizados geralmente levando em conta a sua utilização efetiva ou um método que reflita os benefícios econômicos esperados, considerando que possuem vida útil definida, ou bases sistemáticas de amortização mensal. O valor residual dos itens do intangível é baixado imediatamente ao seu valor recuperável quando o saldo residual exceder o valor recuperável. 2.7. Provisão para recuperação dos ativos de vida longa A Administração revisa o valor contábil dos ativos de vida longa, principalmente o imobilizado e o intangível a ser mantido e utilizado nas operações da Sociedade, com o objetivo de determinar e avaliar a deterioração em bases periódicas ou sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil de um ativo ou grupo de ativos não poderá ser recuperado. São feitas análises para identificar as circunstâncias que possam exigir a avaliação da recuperabilidade dos ativos de vida longa e medir a potencial perda no valor recuperável destes ativos. Os ativos são agrupados e avaliados segundo a possível deterioração, com base nos fluxos futuros de caixa projetados descontados do negócio durante a vida remanescente estimada dos ativos. Nesse caso, uma perda seria reconhecida com base no montante pelo qual o valor contábil excede o valor provável de recuperação de um ativo de vida longa. O valor provável de recuperação é determinado como sendo o maior valor entre: (a) o valor justo dos ativos menos custos estimados para venda, e (b) o valor em uso, determinado pelo valor presente esperado dos fluxos de caixa futuros do ativo ou da unidade geradora de caixa. 2.8. Investimentos em joint ventures (empresas com controle compartilhado) Joint ventures são aquelas nas quais o controle é exercido conjuntamente pela Sociedade e por um ou mais sócios. Os investimentos em joint ventures são reconhecidos pelo método de consolidação proporcional, desde a data em que o controle conjunto é adquirido. De acordo com esse método, os componentes do ativo e passivo e as receitas e despesas das joint ventures são somados às posições contábeis consolidadas, na proporção da participação do investidor em seu capital social.
    • 68 Cielo 2.9. Imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos O imposto de renda foi constituído à alíquota de 15%, acrescida do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente a R$ 240. A contribuição social foi calculada à alíquota de 9% sobre o lucro contábil ajustado. Imposto de renda e contribuição social diferidos são reconhecidos em sua totalidade, conforme o conceito descrito no IAS 12, sobre as diferenças geradas entre os ativos e passivos reconhecidos para fins fiscais e correspondentes valores reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas. Entretanto, o imposto de renda e a contribuição social diferidos não são reconhecidos se forem gerados no registro inicial de ativos e passivos em operações que não afetam as bases tributárias, exceto em operações de combinação de negócios. Imposto de renda e contribuição social diferidos são determinados considerando as alíquotas (e leis) vigentes na data de preparação das demonstrações financeiras e aplicáveis quando o respectivo imposto de renda e contribuição social forem realizados. Imposto de renda e contribuição social diferidos ativos são reconhecidos somente na extensão em que seja provável que existirá base tributável positiva para a qual as diferenças temporárias possam ser utilizadas e prejuízos fiscais possam ser compensados. 2.10. Benefícios a empregados A Sociedade e suas controladas são copatrocinadoras de um plano de previdência privada com contribuições definidas. As contribuições são efetuadas com base em um percentual da remuneração dos colaboradores. Esse benefício é registrado conforme o IAS 19. 2.11. Ativos e passivos financeiros a) Ativos financeiros Os ativos financeiros são classificados nas seguintes categorias: ao valor justo através de lucros ou perdas, mantidos até o vencimento, disponíveis para venda e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da natureza e do propósito dos ativos financeiros e é determinada no reconhecimento inicial. Ativos financeiros ao valor justo através de lucros ou perdas Ativos financeiros são classificados ao valor justo através de lucros ou perdas quando os ativos financeiros são mantidos para negociação ou designados ao valor justo através de lucros ou perdas quando adquiridos. Um ativo financeiro é classificado como mantido para negociação quando: • É adquirido principalmente para o propósito de venda em um futuro próximo; • É parte de uma carteira identificada de instrumentos financeiros que a Sociedade administra conjuntamente e que tenha um padrão recente real de lucros no curto prazo; • É um derivativo que não é designado e efetivo como instrumento de hedge em uma contabilização de hedge. Um ativo financeiro que não seja mantido para negociação pode ser designado ao valor justo através de lucros e perdas no reconhecimento inicial quando: • Essa designação eliminar ou reduzir significativamente uma inconsistência surgida em sua mensuração ou seu reconhecimento;
    • Demonstrações Financeiras 2009 69 • O ativo financeiro for parte de um grupo administrado de ativos ou passivos financeiros ou ambos, seu desempenho for avaliado com base no valor justo de acordo com a gestão dos riscos ou estratégia de investimento documentada pela Sociedade e quando as informações a respeito dela forem fornecidas internamente com a mesma base; • Formar parte de um contrato contendo um ou mais derivativos embutidos, e o IAS 39 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração permitir que o contrato combinado como um todo (ativo ou passivo) seja designado ao valor justo através de lucros ou perdas. Ativos financeiros ao valor justo através de lucros ou perdas são avaliados ao valor justo, com ganhos ou perdas reconhecidos no resultado do exercício. Ganhos ou perdas líquidos reconhecidos no resultado incorporam os dividendos ou juros auferidos pelo ativo financeiro. Mantidos até o vencimento Ativos financeiros que possuem pagamentos fixos ou determináveis e datas de vencimento fixas, os quais a Sociedade tem a intenção e habilidade de manter até o vencimento, são classificados na categoria mantidos até o vencimento. Ativos financeiros mantidos até o vencimento são mensurados pelo custo amortizado utilizando-se do método dos juros efetivos, deduzido de provisão para perda do valor recuperável (impairment). Receita com juros é reconhecida aplicando-se o método da taxa efetiva. Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos e passivos financeiros que possuem pagamentos fixos ou determináveis e não são cotados em um mercado ativo. Empréstimos e recebíveis são mensurados pelo custo amortizado utilizando-se do método dos juros efetivos, deduzido de provisão para perda do valor recuperável (impairment). Receita com juros é reconhecida aplicando-se o método da taxa efetiva, exceto para os recebíveis de curto prazo, quando o reconhecimento dos juros for imaterial. Disponíveis para venda Ativos financeiros disponíveis para venda são ativos financeiros que não são derivativos e que são designados como disponíveis para venda ou que não são classificados nas categorias apresentadas anteriormente. Os ativos financeiros disponíveis para venda são mensurados pelo seu valor justo. Os juros, a correção monetária e a variação cambial, quando aplicável, são reconhecidos no resultado, quando incorridos. As variações decorrentes da avaliação ao valor justo são reconhecidas em conta específica do patrimônio líquido quando incorridas, sendo baixadas para o resultado do exercício no momento em que são realizadas em caixa ou consideradas não recuperáveis. Método dos juros efetivos O método dos juros efetivos é um método de calcular o custo amortizado de um ativo ou passivo financeiro e alocar receita ou despesa dos juros durante o período relevante. A taxa efetiva de juros é a taxa que desconta exatamente os recebimentos ou pagamentos futuros estimados de caixa (incluindo todas as taxas pagas ou recebidas que formam parte integral da taxa efetiva de juros, custos de transação e outros prêmios ou descontos) através da vida esperada do ativo financeiro, ou, onde apropriado, por um período menor.
    • 70 Cielo b) Passivos financeiros Os passivos financeiros são classificados pelo valor justo através de lucros ou perdas ou como outros passivos financeiros. Passivos financeiros ao valor justo através de lucros ou perdas Passivos financeiros são classificados ao valor justo através de lucros ou perdas quando o passivo financeiro é mantido para negociação ou quando designado ao valor justo através de lucros ou perdas. Um passivo financeiro é classificado como mantido para negociação quando: • For incorrido principalmente com propósito de recompra em futuro próximo; • For parte de uma carteira identificada de instrumentos financeiros que a Sociedade administra conjuntamente e que tenha um padrão realizado de lucros no curto prazo; • For um derivativo que não esteja designado como um instrumento de hedge efetivo. Passivos financeiros que não sejam classificados como mantidos para negociação podem ser designados como ao valor justo através de lucros e perdas no reconhecimento inicial quando: • Tal designação eliminar ou reduzir significativamente uma inconsistência na mensuração ou no reconhecimento que poderia surgir; • O passivo financeiro compuser parte de um grupo de ativos financeiros ou passivos financeiros ou de ambos, o qual é administrado e cuja performance é avaliada com base em seu valor justo, de acordo com a administração de risco documentada ou estratégia de investimento da Sociedade, e as informações sobre esse grupo de ativos forem fornecidas nessa base internamente; • Ele formar parte de um contrato contendo um ou mais derivativos embutidos, e o IAS 39 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração permitir que o contrato combinado como um todo (ativo ou passivo) seja designado ao valor justo através de lucros ou perdas. Passivos financeiros ao valor justo através de lucros ou perdas são demonstrados ao valor justo, com ganhos ou perdas reconhecidos em lucros ou perdas. Os ganhos ou perdas líquidos reconhecidos em lucros ou perdas incorporam quaisquer juros pagos no passivo financeiro. Outros passivos financeiros Outros passivos financeiros são inicialmente mensurados ao valor justo, líquido dos custos da transação. Outros passivos financeiros são subsequentemente mensurados pelo custo amortizado usando-se o método dos juros efetivos, com as despesas com juros reconhecidas com base no rendimento efetivo. O método dos juros efetivos é um método que calcula o custo amortizado de um passivo e aloca as despesas com juros durante o período relevante. A taxa de juros efetiva é a taxa que exatamente desconta pagamentos estimados futuros de caixa através da vida esperada do passivo financeiro, ou, quando aplicável, por um período menor.
    • Demonstrações Financeiras 2009 71 2.12. Apuração do resultado O resultado é apurado pelo regime de competência. As receitas decorrentes da captura das transações com cartões de crédito e de débito são apropriadas ao resultado na data do processamento das transações. A receita de serviços prestados para os parceiros e os estabelecimentos é reconhecida no resultado quando da prestação de serviços. 2.13. Provisões Reconhecidas quando um evento passado gerou uma obrigação legal ou implícita, existe a probabilidade de uma saída de recursos e o valor da obrigação pode ser estimado com segurança. O valor constituído como provisão é a melhor estimativa do valor de liquidação na data do encerramento das demonstrações financeiras, levando em consideração os riscos e as incertezas relacionados à obrigação. Quando se espera que o benefício econômico requerido para liquidar uma provisão seja recebido de terceiros, esse valor a receber é registrado como um ativo, quando o reembolso é virtualmente certo e o montante pode ser estimado com segurança. As provisões contabilizadas pela Sociedade decorrem substancialmente de processos judiciais, inerentes ao curso normal dos negócios, movidos por terceiros e ex-funcionários, mediante ações cíveis e trabalhistas. Essas contingências são avaliadas pela Administração da Sociedade e de suas controladas com seus assessores jurídicos e são quantificadas por meio de critérios que permitam a sua mensuração de forma adequada, apesar da incerteza inerente a prazo e valor. As provisões que envolvem processos tributários estão constituídas por valor equivalente à totalidade dos tributos em discussão judicial, atualizados monetariamente e computados os juros moratórios como se devidos fossem, até as datas dos balanços. 2.14. Moeda estrangeira Os ativos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira foram convertidos para reais pela taxa de câmbio da data de fechamento dos balanços e as diferenças decorrentes de conversão de moeda foram reconhecidas no resultado do exercício. 2.15. Uso de estimativas A preparação das demonstrações financeiras requer a adoção de estimativas por parte da Administração da Sociedade e de suas controladas que impactam certos ativos e passivos, divulgações sobre contingências passivas e receitas e despesas nos períodos demonstrados. Ativos e passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem valor residual do ativo imobilizado e intangíveis, provisão para créditos de liquidação duvidosa (aluguel de equipamentos POS), imposto de renda e contribuição social diferidos ativos e provisão para contingências. Uma vez que o julgamento da Administração envolve estimativas referentes à probabilidade de ocorrência de eventos futuros, os montantes reais podem diferir dessas estimativas. A Sociedade e suas controladas revisam as estimativas e premissas anualmente. 2.16. Remuneração com base em ações A Sociedade oferece aos seus administradores e executivos, e aos de sua controlada Servinet, plano de opção de compra de ações. As opções são precificadas pelo valor justo na data de concessão dos planos e são reconhecidas de forma linear ao resultado pelo prazo de concessão da opção em contrapartida ao patrimônio líquido. Nas datas dos balanços a Sociedade revisa suas estimativas da quantidade de opções cujos direitos devem ser adquiridos com base nessas condições e reconhece o impacto da revisão das estimativas iniciais, se houver, na demonstração do resultado, em contrapartida ao patrimônio líquido, de acordo com os critérios estabelecidos no IFRS 2 – Pagamentos Baseados em Ações.
    • 72 Cielo 2.17. Novos IFRS e Interpretações do IFRIC As seguintes normas e interpretações, novas e revisadas, entraram em vigor e foram adotadas nos exercícios de 2009 e/ou 2008 e afetaram os valores divulgados nestas demonstrações financeiras: • Revisão do IAS 1 – Apresentação das Demonstrações Financeiras: introduz determinadas modificações na apresentação das demonstrações financeiras, inclusive modificações nos títulos de cada demonstração financeira. A demonstração de mutações do patrimônio líquido só incluirá mutações do patrimônio líquido decorrentes de transações com acionistas agindo como tais. Quanto a mutações com “não acionistas” (por exemplo, transações com terceiros ou receitas e despesas reconhecidas diretamente no patrimônio líquido), as entidades não podem mais apresentar itens de outro resultado abrangente separadamente nas demonstrações de mutações do patrimônio líquido. Essas movimentações com não acionistas devem ser apresentadas em uma declaração do resultado abrangente e o total transportado para a demonstração das mutações do patrimônio líquido. Todos os itens de receita e despesa (inclusive os reconhecidos fora do resultado) devem ser apresentados em uma única demonstração do resultado abrangente com subtotais ou em duas demonstrações separadas (uma demonstração do resultado e uma demonstração do resultado abrangente). O IAS 1 também introduz novos requisitos de declaração quando a entidade adota uma modificação na prática contábil retrospectivamente, refaz uma demonstração ou reclassifica itens de demonstrações emitidas anteriormente; • IFRS 8 – Segmentos Operacionais: essa norma substitui o IAS 14 e exige que o valor declarado para cada segmento sirva como medida utilizada internamente e seja comunicado ao responsável operacional para fins de alocação de recursos para esse segmento e para avaliação de seu desempenho; • Alteração ao IFRS 2 – Pagamento Baseado em Ações: o objetivo da alteração é basicamente esclarecer a definição de condições de aquisição e o tratamento contábil de cancelamentos pela contraparte em um acordo baseado em ações. As seguintes normas e interpretações, novas e revisadas, entraram em vigor nos exercícios de 2009 e/ou 2008. A adoção não teve impacto significativo nestas demonstrações financeiras, mas podem impactar a contabilização de transações ou contratos futuros: • IAS 16 (emenda) – Ativo Imobilizado; • IAS 19 (emenda) – Benefícios a Empregados; • IAS 32 (emenda) – Instrumentos Financeiros: Apresentação; • IAS 38 (emenda) – Ativos Intangíveis; • IAS 39 (emenda) – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração; • IFRS 1 (emenda) – Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade; • IAS 23 (emenda) – Custos de Empréstimos; • IFRS 5 – Ativos Não Correntes Destinados à Venda e Operações Descontinuadas; • IFRS 7 – Instrumentos Financeiros: Divulgação.
    • Demonstrações Financeiras 2009 73 Os seguintes novos pronunciamentos, emendas ou interpretações foram emitidos, mas não são efetivos para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009 e não foram adotados pela Sociedade antecipadamente: • IFRS 1 (emenda) – Adoção Inicial: efetivo para exercícios iniciando em 1º de janeiro de 2011; • IFRS 2 (emenda) – Pagamentos Baseados em Ações: efetivo para os exercícios iniciando em ou após 1º de julho de 2009 e 1º de janeiro de 2010; • IFRS 7 (emenda) – Apresentação de Instrumentos Financeiros: efetivo para os exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2011; • IAS 1 (emenda) – Apresentação das Demonstrações Financeiras: efetivo para os exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2010 e de 2011; • IAS 7 (emenda) – Fluxo de Caixa: efetivo para os exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2010; • IAS 17 (emenda) – Leasing: efetivo para os exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2010; • IAS 36 (emenda) – Redução ao Valor Recuperável de Ativos: efetivo para os exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2010; • IAS 34 (emenda) – Demonstração Financeira Interina: efetivo para os exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2011; • IAS 39 (emenda) – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração: efetivo para os exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2010; • IAS 40 (emenda) – Investimento em Propriedade: efetivo para os exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2011; • IFRS 3 (emenda) – Combinação de Empresas, e consequentes emendas ao IAS 27 – Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas, IAS 28 – Investimentos em Associadas e IAS 31 – Participações em Joint Ventures, vigentes prospectivamente para combinações de negócios cuja data de aquisição tenha sido em ou após o início do primeiro exercício iniciado em ou após 1º de julho de 2009, 1º de julho de 2010 e 1º de janeiro de 2011. A Administração da Sociedade está analisando o impacto desses novos requerimentos.
    • 74 Cielo3. TRANSIÇÃO PARA O IFRS 3.1. Fundamentação da transição para o IFRS 3.1.1. Aplicação do IFRS 1 As demonstrações financeiras consolidadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009 são as primeiras apresentadas de acordo com o IFRS, conforme descrito na Nota Explicativa nº 2.1. A Sociedade preparou o seu balanço de abertura com a data de transição 1º de janeiro de 2008 de acordo com o IFRS 1; portanto, a Sociedade aplicou as exceções obrigatórias e certas isenções opcionais de aplicação retrospectiva completa do IFRS. 3.1.2. Isenções da aplicação retrospectiva completa escolhidas pela Sociedade A Sociedade adotou a utilização das seguintes isenções opcionais de aplicação retrospectiva completa dos IFRS: a) Isenção para combinação de negócios: a Sociedade optou por não remensurar as aquisições de negócios ocorridas antes da data de transição do IFRS de acordo com o IFRS 3; portanto, os ágios oriundos de aquisições anteriores a essa data foram mantidos pelos saldos líquidos de amortização apurados na data de transição, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BR GAAP). b) Isenção para apresentação do valor justo de imobilizado como custo de aquisição: a Sociedade optou por não remensurar seus ativos imobilizados na data de transição pelo valor justo, optando por manter o custo de aquisição adotado no BR GAAP como valor de imobilizado. c) senção relativa à mensuração dos instrumentos financeiros compostos: a Sociedade não possuía instrumentos I financeiros compostos na data de transição para o IFRS. d) Isenção relativa ao reconhecimento de participação em controladas, joint ventures (empresas com controle compartilhado) e associadas: as controladas, empresas com controle compartilhado e associadas da Sociedade, na data de transição, não apresentam demonstrações financeiras em IFRS; dessa forma, a Sociedade optou por adotar a mesma data de transição para o IFRS, para todas as suas controladas, joint ventures e associadas. e) senção relativa à classificação de instrumentos financeiros: a Sociedade optou pela designação dos ativos e passivos I financeiros na data de transição para o IFRS. 3.1.3. Dispensas obrigatórias da aplicação retrospectiva completa seguidas pela Sociedade Não foram identificados impactos nas demonstrações financeiras consolidadas da Sociedade decorrentes da aplicação das dispensas obrigatórias previstas no IFRS 1.
    • Demonstrações Financeiras 2009 75 3.2. Reconciliação entre o IFRS e o BR GAAP Descrição das principais diferenças entre IFRS e BR GAAP que afetaram as demonstrações financeiras da Sociedade: a.) Ativo intangível: de acordo com o IFRS, os gastos pré-operacionais não se enquadram na definição de um ativo intangível e devem ser contabilizados como gastos. Os custos incorridos para obter um ativo intangível gerado internamente normalmente não são capitalizados. b.) De acordo com o BR GAAP, até o exercício de 2008, os gastos pré-operacionais e com projetos em fase pré-operacional eram contabilizados no ativo pelo custo. As amortizações eram calculadas pelo método linear sobre o custo, em taxas determinadas em virtude da produção dos projetos implantados com relação a suas capacidades instaladas. Durante o exercício de 2008, o BR GAAP foi alterado pelo CPC 04 – Ativos Intangíveis, convergindo para o mesmo tratamento contábil em IFRS, sendo adotado e contabilizado pela Sociedade durante o exercício de 2008 de forma prospectiva. Formação de joint ventures: de acordo com o IFRS, ativos não monetários contribuídos para a formação de joint venture em troca de participação acionária são contabilizados pela joint venture a valor justo ou a valor de livros mais prêmio do venturer. A CBGS (joint venture) contabilizou as participações acionárias contribuídas pela CBGS Ltda. (venturer) pelos mesmos valores contábeis que estavam registrados na CBGS Ltda. (venturer) acrescidos do prêmio. Adicionalmente, a CBGS contabilizou como aporte de capital, a valor justo, os intangíveis contribuídos pelos outros venturers Bradesco e Cassi, e as respectivas amortizações subsequentes desses intangíveis pela vida útil definida pela Administração da joint venture. De acordo com o BR GAAP, os intangíveis contribuídos pelos outros venturers Bradesco e Cassi não foram contabilizados como ativos que formam o capital da joint venture. Sendo assim, todas as contribuições de ativos monetários e não monetários pela CBGS Ltda. na joint venture são consideradas como aumento de investimento na proporção de 40,95% e a participação restante como ágio na integralização, haja vista que os demais venturers não contribuíram com nenhum ativo contabilizável para possuírem o direito de 59,05% de participação acionária. c.) Contribuição de capital das ações da Visa Inc.: de acordo com o IFRS, a contribuição de capital das ações da Visa Inc. foi contabilizada a valor justo na data de recebimento das ações, sendo registrada nas rubricas “Investimentos – ativo financeiro disponível para venda” e “Reservas de capital”, líquida do imposto diferido. Adicionalmente, as alterações do valor justo das ações desde a data de recebimento até as datas de venda e depois até a data de transferência aos acionistas, conforme explicado na Nota Explicativa nº 20, foram contabilizadas na demonstração do resultado abrangente e depois revertidas para o resultado do exercício na rubrica “Outras (despesas) receitas operacionais, líquidas”. De acordo com o BR GAAP, o recebimento dessas ações da Visa Inc. foi contabilizado como doação ao valor de custo de R$ 2, diretamente no resultado do exercício. Posteriormente, na data da venda de parte das ações, foi contabilizado um ganho de capital no resultado do exercício no montante de R$ 502.893. d.) Imposto de renda e contribuição social diferidos: o imposto de renda e a contribuição social diferidos foram contabilizados sobre as diferenças entre o BR GAAP e o IFRS, quando aplicável.
    • 76 Cielo e.) Divulgação de informações por segmento: de acordo com o IFRS, as informações por segmento de negócios são requeridas para as companhias de capital aberto. O IFRS 8 define que os segmentos operacionais sejam identificados com base no relatório interno sobre os resultados da Sociedade que são regularmente revisados pelos responsáveis pelas decisões, objetivando a alocação dos recursos para o segmento e para avaliar sua performance. Um segmento de negócio ou geográfico deve ser divulgado se a maior parte das receitas registradas provier de vendas a clientes externos e representar pelo menos 10% do total das receitas, internas e externas, de todos os segmentos, ou 10% do resultado combinado de todos os segmentos, ou 10% do total dos ativos de todos os segmentos. Segmentos adicionais para divulgação devem ser identificados se o total das receitas externas atribuível aos segmentos divulgados constituir menos de 75% do total das receitas consolidadas ou da companhia. Os relatórios internos da Sociedade são regularmente revisados pelo segmento de adquirência, o qual representa substancialmente o consolidado das operações, e pelo segmento Projeto Saúde, o qual é proveniente do resultado das operações da joint venture CBGS e representa menos que 10% dos parâmetros citados. O Projeto Saúde é contabilizado pelo método de consolidação proporcional e divulgado de forma condensada na Nota Explicativa nº 4.2. Dessa forma, em relação à materialidade, a Sociedade entende que a divulgação por segmento não acrescentará nenhuma informação nestas demonstrações financeiras. As principais receitas de serviços estão sendo divulgadas conforme apresentado nas demonstrações do resultado para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 e são auferidas integralmente no Brasil. De acordo com o BR GAAP, normas específicas que regulem a apresentação de informações por segmento foram emitidas no exercício de 2009 e são aplicáveis para exercícios encerrados a partir de dezembro de 2010. f.) Lucro por ação: de acordo com o IFRS, as entidades de capital aberto devem divulgar o lucro por ação básico e diluído na posição de resultados (vide Nota Explicativa nº 21). O lucro básico por ação deve ser calculado dividindo o lucro líquido do período atribuível aos acionistas pela média ponderada da quantidade de ações em circulação durante o período, incluindo as emissões de direitos e bônus de subscrição. Uma entidade deve calcular o lucro diluído por ação, considerando o lucro líquido atribuível aos acionistas e a quantidade média ponderada de ações em circulação, acrescida dos efeitos de todas as ações potenciais. Todos os instrumentos e contratos que possam resultar na emissão de ações são considerados ações potenciais.
    • Demonstrações Financeiras 2009 77 As cifras comparativas devem ser ajustadas para refletir capitalizações, emissões de bônus de subscrição ou desdobramento de ações. Se essas alterações ocorrerem depois da data do balanço, mas antes da autorização para emissão das demonstrações financeiras, os cálculos por ação daquelas ou de quaisquer demonstrações financeiras de períodos anteriores devem ser baseados no novo número de ações. De acordo com o BR GAAP, o lucro por ação é calculado pela divisão do lucro líquido do exercício pelo número de ações em circulação do capital social no término do exercício. Não existe o conceito de lucro por ação diluído. Não existe a obrigatoriedade de ajustar as cifras de períodos anteriores por desdobramento ou agrupamento de ações ou transações similares. g.) Reclassificações de acordo com o IFRS: foram ainda efetuadas as seguintes principais reclassificações nas demonstrações financeiras consolidadas em IFRS: Em IFRS, os depósitos judiciais estão sendo apresentados de forma bruta no ativo não circulante. Em BR GAAP, os depósitos judiciais foram apresentados de forma líquida das contingências no passivo não circulante. Em IFRS, os saldos de imposto de renda e contribuição social diferidos foram integralmente reclassificados como não circulante. Em BR GAAP, os saldos de imposto de renda e contribuição social diferidos foram apresentados no circulante e não circulante, conforme expectativa de realização. Em IFRS, o saldo de lucros acumulados acima dos dividendos mínimos obrigatórios permanece no patrimônio líquido. Em BR GAAP, o saldo de lucros acumulados foi integralmente provisionado no passivo circulante como dividendos a pagar. h.) Provisão dos dividendos a pagar: o estatuto social da Sociedade assegura aos acionistas o dividendo mínimo de 50% do lucro líquido ajustado de cada exercício. Para fins de IFRS, os dividendos são reconhecidos como passivo no momento em que são aprovados pela Assembleia dos acionistas. Portanto, a Sociedade reconhece como passivo, no encerramento do exercício social, o valor correspondente ao dividendo mínimo que ainda não tenha sido distribuído durante o exercício, até o limite do dividendo mínimo obrigatório descrito anteriormente. Os dividendos excedentes ao estipulado em estatuto, que não se enquadram para registro de acordo com IFRS, são revertidos a crédito do patrimônio líquido, sendo deduzidos dos lucros acumulados somente quando aprovados em Assembleia pelos acionistas. De acordo com o BR GAAP, a Sociedade registra um passivo pelos dividendos propostos pela Administração que, após o encerramento do exercício, são submetidos à aprovação da Assembleia dos acionistas.
    • 78 Cielo 3.2.1. Reconciliação do balanço patrimonial consolidado da Sociedade na data de transição para o IFRS – 1º de janeiro de 2008BALANÇO PATRIMONIAL Efeito da Nota transição ExplicativaATIVO BR GAAP para IFRS nº 3.2.   IFRSCIRCULANTECaixa e equivalentes de caixa 995.224 - 995.224Contas a receber operacional 14.703 - 14.703Impostos antecipados e a recuperar 877 - 877Imposto de renda e contribuição social diferidos 35.118 (35.118) g -Outros valores a receber 6.674 - 6.674Direitos a receber – securitização no exterior 149.119 - 149.119Juros a receber – securitização no exterior 6.544 - 6.544Despesas pagas antecipadamente 1.950 - 1.950Total do ativo circulante 1.210.209 (35.118) 1.175.091NÃO CIRCULANTERealizável a longo prazo: Direitos a receber – securitização no exterior 367.516 367.516 Imposto de renda e contribuição social diferidos 94.150 62.613 a, g 156.763 Depósitos judiciais - 221.687 g 221.687 Outros valores a receber 249 - 249Investimentos: Outros investimentos 288 - 288 Imobilizado 210.483 - 210.483Intangível: Ágio na aquisição de investimentos 41.157 - 41.157 Outros intangíveis 124.681 (80.868) a 43.813Total do ativo não circulante 838.524 203.432 1.041.956  TOTAL DO ATIVO 2.048.733 168.314 2.217.047
    • Demonstrações Financeiras 2009 79BALANÇO PATRIMONIAL Efeito da Nota transição ExplicativaPASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO BR GAAP para IFRS nº 3.2.   IFRSCIRCULANTEFinanciamentos – arrendamento mercantil 1.034 - 1.034Contas a pagar a estabelecimentos 437.487 - 437.487Fornecedores 85.595 - 85.595Impostos e contribuições a recolher 227.803 - 227.803Provisão para contingências 2.520 - 2.520Obrigações a pagar – securitização no exterior 148.941 - 148.941Juros a pagar – securitização no exterior 6.544 - 6.544Dividendos a pagar - - -Outras obrigações 98.632 - 98.632Total do passivo circulante 1.008.556 - 1.008.556NÃO CIRCULANTEObrigações a pagar – securitização no exterior 367.516 367.516Provisão para contingências 60.773 221.687 g 282.460Outras obrigações 868 - 868Total do passivo não circulante 429.157 221.687 650.844PATRIMÔNIO LÍQUIDO -Capital social 74.534 74.534Reserva de capital 3.627 3.627Reserva de lucros – legal 14.907 14.907Lucros acumulados 517.952 (53.373) a, d 464.579Ações em tesouraria - - -Total do patrimônio líquido 611.020 (53.373) 557.647    TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.048.733 168.314 2.217.047Reconciliação do patrimônio líquido de BR GAAP para IFRS na data de transição para o IFRS – 1º de janeiro de 2008 Nota Explicativa nº 3.2.  Patrimônio líquido em BR GAAP 611.020Ajustes em IFRS: Estorno dos efeitos da baixa dos diferidos em IFRS no resultado de 2008 a (80.868) Imposto de renda e contribuição social diferidos d 27.495Patrimônio líquido em IFRS 557.647
    • 80 Cielo 3.2.2. Reconciliação das demonstrações financeiras consolidadas do último exercício apresentado emBR GAAP – 31 de dezembro de 2008 BALANÇO PATRIMONIAL Efeito da Nota transição ExplicativaATIVO BR GAAP para IFRS nº 3.2.   IFRSCIRCULANTECaixa e equivalentes de caixa 1.072.157 - 1.072.157Contas a receber operacional 162.943 - 162.943Contas a receber de controlada 177 - 177Impostos antecipados e a recuperar 1.219 - 1.219Imposto de renda e contribuição social diferidos 37.054 (37.054) g -Outros valores a receber 4.941 - 4.941Direitos a receber – securitização no exterior 207.979 - 207.979Juros a receber – securitização no exterior 6.341 - 6.341Despesas pagas antecipadamente 4.488 - 4.488Total do ativo circulante 1.497.299 (37.054) 1.460.245NÃO CIRCULANTERealizável a longo prazo: Direitos a receber – securitização no exterior 277.000 - 277.000 Imposto de renda e contribuição social diferidos 132.344 37.054 g 169.398 Depósitos judiciais - 323.073 g 323.073 Outros valores a receber 1.703 - 1.703Investimentos: Outros investimentos 174 - 174 Imobilizado 213.295 - 213.295Intangível: Ágio na aquisição de investimentos 17.795 - 17.795 Outros intangíveis 49.075 20.766 b 69.841Total do ativo não circulante 691.386 380.893 1.072.279TOTAL DO ATIVO 2.188.685 343.839 2.532.524
    • Demonstrações Financeiras 2009 81 BALANÇO PATRIMONIAL Efeito da Nota transição ExplicativaPASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO BR GAAP para IFRS nº 3.2.   IFRSCIRCULANTEFinanciamentos – arrendamento mercantil 401 - 401Contas a pagar a estabelecimentos 487.628 - 487.628Fornecedores 96.604 - 96.604Impostos e contribuições a recolher 275.066 - 275.066Dividendos a pagar 542.985 (542.985) h -Contas a pagar a joint venture - 20.766 b 20.766Obrigações a pagar – securitização no exterior 207.943 - 207.943Juros a pagar – securitização no exterior 6.341 - 6.341Outras obrigações 66.526 - 66.526Total do passivo circulante 1.683.494 (522.219) - 1.161.275NÃO CIRCULANTEObrigações a pagar – securitização no exterior 277.000 - 277.000Provisão para contingências 68.390 323.073 g 391.463Outras obrigações 740 - 740Total do passivo não circulante 346.130 323.073 669.203PATRIMÔNIO LÍQUIDOCapital social 75.379 - 75.379Reserva de capital 68.606 - 68.606Reserva de lucros – legal 15.076 - 15.076Lucros acumulados - 542.985 h 542.985Total do patrimônio líquido 159.061 542.985 h 702.046      TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.188.685 343.839 - 2.532.524
    • 82 Cielo DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO 2008 Efeito da Nota BR GAAP transição Explicativa IFRS para IFRS nº 3.2.  RECEITA BRUTAReceita de comissões 2.184.840 2.184.840Receita de aluguel 903.061 903.061Receita de prestação de serviços 127.652 - 127.652Receita de comissões, de aluguel e de prestação de serviços 3.215.553 - 3.215.553Impostos sobre serviços (340.087) - (340.087)  RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 2.875.466 - 2.875.466CUSTO DOS SERVIÇOS PRESTADOS (851.119) - (851.119)  LUCRO BRUTO 2.024.347 - 2.024.347(DESPESAS) RECEITAS OPERACIONAIS Pessoal (95.613) - (95.613) Gerais e administrativas (147.386) (15.098) a, b (162.484) Remuneração de administradores e executivos (9.520) - (9.520) Marketing (77.948) - (77.948) Outras receitas operacionais, líquidas 325.101 (63.344) a, b, c 261.757  LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO 2.018.981 (78.442) 1.940.539RESULTADO FINANCEIROReceitas financeiras 153.405 - 153.405Despesas financeiras (59.875) - (59.875)Antecipação de recebíveis 17.388 - 17.388Variação cambial, líquida 947 - 947 111.865 - 111.865  LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 2.130.846 (78.442) 2.052.404IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIALCorrentes (774.180) - (774.180)Diferidos 37.177 26.671 a, d 63.848  LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 1.393.843 (51.771) 1.342.072Reconciliação do patrimônio líquido de BR GAAP para IFRS em 31 de dezembro de 2008
    • Demonstrações Financeiras 2009 83 Nota Explicativa nº 3.2.  Patrimônio líquido em BR GAAP 159.061Ajustes em IFRS: Reclassificação dos dividendos acima do mínimo obrigatório h 542.985 para o patrimônio líquidoPatrimônio líquido em IFRS 702.046 FLUXOS DE CAIXA Exercício findo em 31 de dezembro de 2008 Efeito da Nota BR GAAP transição Explicativa IFRS para IFRS nº 3.2.  Caixa gerado pelas atividades operacionais 1.067.557 (172.394) c 895.163Caixa gerado pelas atividades de investimento 312.826 13.084 325.910Caixa aplicado nas atividades de financiamento (1.303.450) 159.310 c (1.144.140)  AUMENTO DO SALDO DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 76.933 - 76.933CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Saldo final 1.072.157 - 1.072.157 Saldo inicial 995.224 - 995.224  AUMENTO DO SALDO DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 76.933 - 76.933
    • 84 Cielo4. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADASAs demonstrações financeiras consolidadas incorporam os saldos das contas da Sociedade (controladora), das controladasServinet, Servrede e CBGS Ltda. (até 31 de outubro de 2009) e das joint ventures CBGS (até 30 de novembro de 2009), Orizon,anteriormente denominada Polimed, Dativa (até 29 de maio de 2008), Prevsaúde e Precisa (a partir de 28 de fevereiro de 2009). Naelaboração destas demonstrações financeiras consolidadas foram eliminados os saldos e as transações entre essas Sociedades.Os componentes de ativo, passivo, receitas e despesas das joint ventures CBGS (incorporada em 30 de novembro de 2009),Orizon, Dativa (incorporada em 29 de maio de 2008), Prevsaúde e Precisa foram incluídos proporcionalmente à participação dacontroladora no capital social destas.A conversão para reais das demonstrações financeiras da filial em Grand Cayman, preparadas originalmente em dólares norte-americanos, foi efetuada com base nas taxas correntes do câmbio de fechamento nas datas dos balanços. 4.1. Controladas diretas (controle individual) A lista a seguir apresenta as participações nas subsidiárias consolidadas, como segue: Participação – % Capital total Capital votante 2009 2008 2009 2008Controladas diretas: Servinet 99,99 99,99 99,99 99,99 Servrede 99,99 99,99 99,99 99,99 CBGS Ltda. - 99,99 - 99,99 4.2. Joint ventures (empresas com controle compartilhado) As participações nas joint ventures incluem a CBGS, Orizon, anteriormente denominada Polimed, Dativa (até 29 de maio de 2008), Prevsaúde e Precisa (a partir de 28 de fevereiro de 2009), conforme descrito na tabela a seguir: Participação – % Capital total Capital votante 2009 2008 2009 2008Joint ventures: CBGS 40,95 40,95 40,95 40,95 Orizon 40,95 40,95 40,95 40,95 Prevsaúde 40,95 40,95 40,95 40,95 Precisa 40,95 40,95 40,95 40,95
    • Demonstrações Financeiras 2009 85As informações financeiras condensadas das joint ventures foram consolidadas pelo método de consolidação proporcional. Estádemonstrada a seguir a totalidade dos saldos de ativos e passivos das controladas: CBGS 2009 2008Ativo: Circulante 39.795 20.667 Não circulante 51.395 73.794Total do ativo 91.190 94.461Passivo: Circulante 12.221 6.404 Não circulante 3.585 5.414Patrimônio líquido 75.384 82.643Total do passivo e patrimônio líquido 91.190 94.461Receita bruta 65.841 30.955Lucro bruto 12.098 2.179Prejuízo operacional (32.474) (20.468)Resultado antes dos impostos sobre o lucro (32.474) (20.468)Prejuízo do exercício (34.403) (22.157)5. TRANSAÇÕES SEM EFEITO DE CAIXADurante o exercício findo em 31 de dezembro de 2008, a Sociedade realizou as seguintes atividades de investimento sem efeitosde caixa que não estão refletidas nas demonstrações dos fluxos de caixa:• Conforme descrito na Nota Explicativa nº 1, a controlada CBGS Ltda. adquiriu participação de 40,95% da CBGS, restando o saldo do principal a integralizar em 31 de dezembro de 2008 no montante de R$ 35.166, registrado no contas a pagar do consolidado após eliminação contra o contas a receber na proporção da participação da Sociedade; no exercício findo em 31 de dezembro de 2009, foi integralizado o montante de R$ 35.166;• Conforme descrito na Nota Explicativa nº 20.(a), a Sociedade recebeu 11.990.744 ações da Visa Inc. como contribuição de capital ao valor justo na data no total de R$ 897.276, registrado nas rubricas “Investimentos” e “Reservas de capital”, líquido do imposto de renda e da contribuição social diferidos. Adicionalmente, conforme descrito na Nota Explicativa nº 20.(a) e (b), a Sociedade transferiu 5.253.684 ações da Visa Inc. para os acionistas da Sociedade a título de distribuição de dividendos com transferência de ativos financeiros no valor de R$ 487.058.
    • 86 Cielo6. Caixa e equivalentes de caixa 2009 2008 01.01.2008Caixa e bancos: Moeda nacional 1.945 8.184 22.811 Moeda estrangeira 12.456 6.513 6.196Aplicações financeiras: Debêntures compromissadas (a) 58.085 616.653 416.843 Certificados de Depósito Bancário – CDBs (a) 439.479 436.381 544.017 Money Market Deposit Account – MMDA (b) 2.315 4.426 5.357Total 514.280 1.072.157 995.224Os saldos de caixa e bancos são constituídos por fundo fixo de caixa e valores disponíveis em contas bancárias no Brasil e noexterior, substancialmente representados por montantes depositados pelas instituições financeiras emissoras de cartões de crédito,sendo tais valores utilizados para a liquidação financeira das transações com os estabelecimentos.As aplicações financeiras têm as seguintes características: (a) Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e de 2008, as aplicações financeiras em debêntures e CDBs foram rentabilizadas, em média, a 102,4% e 103,1%, respectivamente, do Certificado de Depósito Interbancário – CDI; (b) Os recursos aplicados no exterior (Nova York – EUA) em MMDA são rentabilizados a uma taxa prefixada de 0,1% ao ano.As aplicações financeiras mencionadas têm liquidez imediata e seus valores de mercado não diferem dos valores contabilizados.7. Contas a receber operacional 2009 2008 01.01.2008Antecipação de recebíveis (a) 1.164.376 146.643 -Trava de domicílio bancário (b) 2.333 6.051 2.275Prestação de serviços de interconexão de rede eletrônica entre operadoras de saúde (c) 4.534 3.943 4.883Companhia Brasileira de Soluções e Serviços – CBSS (d) 3.351 3.353 4.994Outras contas a receber 4.190 2.953 2.551Total 1.178.784 162.943 14.703(a)  Sociedade iniciou em 1º de setembro de 2008 e 5 de janeiro de 2009 a prestação de serviços de antecipação de recebíveis dos créditos à vista e A parcelados, respectivamente, à sua rede de estabelecimentos comerciais credenciados. Em 31 de dezembro de 2009, o saldo corresponde às operações de antecipação de recebíveis realizadas que serão recebidas dos bancos emissores em até 360 dias da data de antecipação aos estabelecimentos comerciais. Em 31 de dezembro de 2009, referido montante está líquido do ajuste a valor presente referente aos encargos incidentes no montante de R$ 35.266, registrado a débito do resultado financeiro (vide Nota Explicativa nº 30). Os dez maiores estabelecimentos comerciais que efetuaram operações de antecipação de recebíveis representaram 27,5% do total da receita de  antecipação de recebíveis no exercício findo em 31 de dezembro de 2009.(b) A Sociedade oferece aos bancos emissores o serviço de trava de domicílio bancário mediante autorização prévia do estabelecimento comercial para  bloquear qualquer transferência de recebíveis desse estabelecimento para outro banco. Por esse serviço, a Sociedade recebe comissão, a qual é liquidada no mês subsequente à solicitação da trava de domicílio bancário pelos bancos emissores.(c)  ontas a receber da controlada em conjunto Orizon decorrentes da prestação de serviços de interconexão de rede eletrônica, em plataforma tecnológica C única, objetivando a troca de informações entre as operadoras de saúde e os prestadores de serviços médicos e hospitalares e quaisquer outros agentes do sistema de saúde suplementar e drogarias.(d) Contas a receber da CBSS (entidade sob controle comum) decorrentes da prestação de serviços de captura e processamento de cartões de vale-refeição e vale-transporte.
    • Demonstrações Financeiras 2009 87O saldo da rubrica “Contas a receber operacional”, por período de vencimento, está apresentado a seguir: 2009 2008 01.01.2008A vencer 1.175.302 160.997 12.641Vencidos até 45 dias 3.482 1.946 2.062 1.178.784 162.943 14.703O saldo registrado na rubrica “Contas a receber operacional” está líquido da provisão para devedores duvidosos no montante deR$ 1.457 em 31 de dezembro de 2009 (R$ 2.164 em 31 de dezembro de 2008).8. Direitos a receber – securitização no exteriorReferem-se aos direitos a receber do Banco Bradesco S.A. e do Banco do Brasil S.A., contratados em julho de 2003, no montantede US$ 500 milhões, dividido em US$ 100 milhões e US$ 400 milhões, respectivamente, com taxas de juros de 4,777% e 5,911% aoano e prazo de vencimento de oito anos com amortizações trimestrais e carência de dois anos.Em 31 de dezembro de 2009, o principal a receber do Banco Bradesco S.A. e do Banco do Brasil S.A. é de R$ 206.295 (R$ 484.979em 31 de dezembro de 2008).Esses saldos foram segregados entre circulante e não circulante de acordo com o cronograma de recebimentos, sendo R$ 163.850(R$ 207.979 em 31 de dezembro de 2008) e R$ 42.445 (R$ 277.000 em 31 de dezembro de 2008), respectivamente.Os juros são recebidos e pagos de forma antecipada, trimestralmente, e estão contabilizados nas rubricas “Juros a receber –securitização no exterior” e “Juros a pagar – securitização no exterior”, no montante de R$ 2.914 (R$ 6.341 em 31 de dezembrode 2008).Esses direitos foram contratados com as mesmas taxas e prazos da obrigação da Sociedade para com a Brazilian Merchant VoucherReceivables Limited, sociedade de propósito específico constituída em Grand Cayman (Nota Explicativa no 19).A parcela de longo prazo, em 31 de dezembro de 2009, será integralmente liquidada durante o exercício de 2011.
    • 88 Cielo9. Imposto de renda e contribuição social diferidosOs valores de imposto de renda e contribuição social diferidos são provenientes de diferenças temporárias ocasionadas,principalmente, por provisões não dedutíveis temporariamente e estão mantidos no circulante e não circulante, considerando aexpectativa de realização.O imposto de renda e a contribuição social diferidos são registrados para refletir os efeitos fiscais futuros atribuíveis àsdiferenças temporárias entre a base fiscal de ativos e passivos e o respectivo valor contábil. Os valores apresentados sãorevisados mensalmente.A composição do imposto de renda e da contribuição social diferidos em 31 de dezembro de 2009 e de 2008 é como segue: Imposto de renda   Contribuição social   2009 2008 01.01.2008 2009 2008 01.01.2008Diferenças temporárias: Provisão para contingências 124.338 97.311 69.228 44.762 35.032 24.922 Provisão para despesas diversas 27.949 24.445 19.010 10.065 8.800 6.843 Baixa do ativo diferido - - 20.217 - - 7.278 Ajuste a valor presente do contas a receber de 8.816 - - 3.174 - - antecipação de recebíveis Provisão para manutenção de equipamentos POS - - 1.296 - - 466 Provisão para perdas com equipamentos POS 713 1.133 772 257 408 278 Provisão para perdas com gastos diferidos 1.416 1.668 4.744 510 601 1.709Total 163.232 124.557 115.267 58.768 44.841 41.496A Administração considera que os ativos diferidos decorrentes de diferenças temporárias serão realizados na proporção da solução finaldas contingências e dos eventos correlatos. A expectativa de realização dos impostos e das contribuições diferidos é como segue:2010 58.2992014 163.701Total 222.000
    • Demonstrações Financeiras 2009 8910. IMOBILIZADO Consolidado 2009 Taxa anual de Depreciação Custo Líquido depreciação – % acumulada Equipamentos POS(*) 33 693.860 (422.466) 271.394Equipamentos de processamento de dados 20 27.214 (18.043) 9.171Máquinas e equipamentos 10 68.612 (64.814) 3.798Instalações 10 17.080 (9.893) 7.187Móveis e utensílios 10 6.584 (2.999) 3.585Veículos 20 1.198 (212) 986Total 814.548 (518.427) 296.121 Consolidado 2008 Taxa anual de Depreciação Custo Líquido depreciação – % acumulada Equipamentos POS(*) 33 550.237 (363.592) 186.645Equipamentos de processamento de dados 20 23.824 (15.742) 8.082Máquinas e equipamentos 10 70.168 (62.991) 7.177Instalações 10 16.244 (8.920) 7.324Móveis e utensílios 10 6.233 (2.595) 3.638Veículos 20 478 (49) 429Total 667.184 (453.889) 213.295(*) Em 31 de dezembro de 2009 e de 2008, está contabilizada a provisão para perdas de equipamentos POS, nos montantes de R$ 2.851 e R$ 520,respectivamente, que está registrada como redutora do saldo da conta.A movimentação do imobilizado no exercício findo em 31 de dezembro de 2009 é como segue: Adições/ Baixas/ 2008 Depreciações 2009 transferências reversõesEquipamentos POS 186.645 215.722 (6.162) (124.811) 271.394Equipamentos de processamento de dados 8.082 4.739 (100) (3.550) 9.171Máquinas e equipamentos 7.177 2.861 (47) (6.193) 3.798Instalações 7.324 1.531 (454) (1.214) 7.187Móveis e utensílios 3.638 898 (287) (664) 3.585Veículos 429 915 (147) (211) 986Total 213.295 226.666 (7.197) (136.643) 296.121Em 31 de dezembro de 2009 e de 2008, existem ativos imobilizados, advindos de operações de arrendamento financeiro,representados apenas por ativos classificados como equipamentos de processamento de dados com valores líquidos de R$ 2.215e R$ 6.203, respectivamente. O prazo médio residual de depreciação desses equipamentos é de aproximadamente três anos. Asdepreciações dos equipamentos de informática adquiridos através de operações de arrendamento mercantil nos exercícios findosem 31 de dezembro de 2009 e de 2008, registradas na rubrica “Despesas gerais e administrativas”, montam a R$ 3.988 e R$ 4.112,respectivamente. Em 31 de dezembro de 2009 e de 2008, a Sociedade não possuía saldos de arrendamento financeiro a pagar.
    • 90 Cielo11. ÁGIOConforme a Nota Explicativa nº 1, em 2 de janeiro de 2008, a CBGS Ltda. subscreveu na controlada em conjunto CBGS 693.480novas ações ordinárias, sem valor nominal, pelo montante de R$ 139.045, representando o valor justo na data.Como parte do pagamento, a CBGS Ltda. entregou a totalidade das cotas representativas do capital social da Orizon e da Dativapelo montante de R$ 71.691, composto pelos ativos líquidos totais de R$ 9.188, transferindo o ágio na aquisição dessas controladasoriginado quando da aquisição de terceiros e gerando um contas a pagar de R$ 67.266 a ser integralizado em até dois anos,conforme detalhes na Nota Explicativa nº 1.O saldo do ágio no consolidado é apresentado líquido do estorno do ganho não realizado no consolidado pela transferência dascotas do capital social da Orizon e da Dativa no montante de R$ 5.880, como também líquido da provisão de impairment do ágioconstituída durante o exercício de 2008, no montante consolidado de R$ 1.956.No final do exercício de 2008, a Companhia avaliou a recuperabilidade do ágio e determinou que o saldo de ágio associado com acontribuição na joint venture estava em excesso ao seu montante recuperável em R$ 1.956. O montante recuperável foi calculadocom base em seu valor em uso. O principal fator que contribuiu para o montante não recuperável foi a avaliação da Administraçãosobre as expectativas de rentabilidade do Projeto Saúde.O montante não recuperável do ágio foi contabilizado na rubrica “Outras (despesas) receitas operacionais, líquidas” nademonstração do resultado do exercício de 2008.A composição analítica dos ágios em 31 de dezembro de 2009 está apresentada a seguir: Ágio Participação – %   LíquidoCBGS 25.631 100,00 25.631Prevsaúde 7.372 40,95 3.019Precisa 3.381 40,95 1.384Lucro não realizado (5.880)Provisão para perda (1.956) (1.956)Total 22.198Conforme a Nota Explicativa nº 1, em 16 de março de 2009 a controlada indireta CBGS adquiriu a totalidade das cotasrepresentativas do capital social das empresas Prevsaúde e Precisa. O valor do investimento registrado contabilmente pela CBGSinclui ágio na aquisição das cotas no montante de R$ 10.753. O referido ágio está fundamentado na expectativa de lucratividadefutura daquelas Sociedades, em face do acréscimo operacional previsto para os próximos anos.A movimentação do ágio no exercício findo em 31 de dezembro de 2009 é como segue: Adições/ Baixas/ 2008 2009 transferências reversõesCBGS 25.631 - - 25.631Prevsaúde - 3.019 - 3.019Precisa - 1.384 - 1.384Provisão de perda (1.956) - - (1.956)Lucro não realizado (5.880) - - (5.880)Total 17.795 4.403 - 22.198
    • Demonstrações Financeiras 2009 9112. INTANGÍVEL 2009 2008 01.01.2008 Taxa anual de Amortização Custo Líquido Líquido Líquido amortização – %  acumulada Software (a) 20 83.124 (55.319) 27.805 35.928 43.685Desenvolvimento de projetos (b) 20 28.543 (15.064) 13.479 19.820 19.109Provisão para perda com projetos (c) - - - - (6.673) (18.981)Relacionamento com clientes (d) 32 35.464 (35.464) - 20.766 - 147.131 (105.847) 41.284 69.841 43.813(a)  efere-se a itens adquiridos de terceiros e utilizados na prestação de serviços de processamento de informações e transações comerciais de clientes. Não R há software individualmente relevante em 31 de dezembro de 2009.(b)  epresentam gastos com desenvolvimento de novos produtos e serviços que visam incrementar o faturamento e a receita da Sociedade e de R suas controladas.(c) Refere-se à provisão para perdas com gastos incorridos no desenvolvimento de projetos e de software pela controlada em conjunto Orizon.(d) Refere-se à consolidação proporcional de 40,95% dos intangíveis contribuídos na joint venture CBGS pelos outros venturers Bradesco e Cassi, e às  respectivas amortizações subsequentes desses intangíveis pela vida útil definida de 38 meses. Adicionalmente, para fins de consolidação, a Administração da Sociedade constituiu provisão de perda desses intangíveis com saldo consolidado de R$ 46.641 em 31 de dezembro de 2009 (R$ 35.444 em 31 de dezembro de 2008), sendo apresentado o montante de custo na tabela anterior líquido dessa provisão.Para fins de consolidação, no final do exercício de 2008 a Sociedade avaliou a recuperabilidade desses intangíveis na joint venturee determinou que seu saldo residual estava em excesso ao seu montante recuperável em R$ 35.444, sendo constituída provisão deperda. Adicionalmente, no final do exercício de 2009 a Sociedade avaliou novamente o montante recuperável desses intangíveis ecomplementou a provisão de perda para um saldo de R$ 46.641.O montante recuperável foi calculado com base em seu valor em uso. O principal fator que contribuiu para o montante nãorecuperável foi a avaliação da Administração sobre as expectativas de rentabilidade do Projeto Saúde.A contrapartida da provisão de perda dos intangíveis foi contabilizada na rubrica “Outras (despesas) receitas operacionais,líquidas” na demonstração do resultado do exercício, no montante de R$ 11.197, em 31 de dezembro de 2009 (R$ 35.444 em31 de dezembro de 2008).As despesas com amortização dos intangíveis foram incluídas na rubrica “Despesas gerais e administrativas” na demonstraçãodo resultado.A movimentação do intangível no exercício findo em 31 de dezembro de 2009 é como segue: Adições/ Baixas/ 2008 Amortizações 2009 transferências reversõesSoftware 35.928 4.457 (74) (12.506) 27.805Desenvolvimento de projetos 19.820 1.888 (6.676) (1.553) 13.479Provisão para perdas com projetos (6.673) - 6.673 - -Relacionamento com clientes 20.766 - (11.197) (9.569) -Total 69.841 6.345 (11.274) (23.628) 41.284
    • 92 Cielo13. TRANSAÇÕES PENDENTES DE REPASSEOs valores devidos pelos portadores de cartões de crédito por intermédio dos bancos emissores e os valores a serem repassadosaos estabelecimentos comerciais estão registrados em contas de compensação. Em 31 de dezembro de 2009, os saldoscorrespondem a R$ 25.963.741 (R$ 20.767.459 em 31 de dezembro de 2008) e R$ 26.631.263 (R$ 21.255.087 em 31 de dezembrode 2008), respectivamente.Adicionalmente à prestação de serviço de repasse dos montantes transacionados nos cartões de crédito entre os bancos emissorese os estabelecimentos comerciais, a Sociedade também garante aos estabelecimentos comerciais afiliados ao sistema que elesreceberão, de qualquer forma, os repasses das transações de cartões de crédito.A Sociedade dispõe de instrumento para mitigação de risco de crédito dos bancos emissores dos cartões da bandeira VISA,com o intuito de proteger-se quanto a eventual risco de default dessas instituições, que prevê a solicitação de garantias (reaisou bancárias) considerando o risco de crédito do banco emissor, os volumes das vendas realizadas com os cartões da bandeiraVISA e o risco residual da inadimplência dos portadores dos cartões de crédito. O fornecimento das garantias é obrigatório paratodos os bancos emissores classificados com risco de crédito e os valores são revistos periodicamente pela bandeira VISA epela Sociedade. Caso não sejam oferecidas as garantias solicitadas, o banco emissor não é aceito como membro do sistema ouperde essa condição. O sistema de garantias do negócio tem a finalidade de assegurar aos estabelecimentos comerciais quereceberão os valores das transações realizadas com cartões da bandeira VISA. Os bancos emissores garantem a Sociedade contraeventual inadimplência dos portadores, e ela garante o estabelecimento contra eventual inadimplência caso o banco emissorsofra intervenção pelo Banco Central do Brasil – BACEN. A Visa International gerencia o sistema de garantias que são exigidas dosbancos emissores nesse processo, bem como é a garantidora final do sistema, inclusive da Sociedade.Com base no valor irrelevante de histórico de perdas da Sociedade com problemas de inadimplência de bancos emissores eatuais riscos de crédito dessas instituições financeiras, a Sociedade estima que o valor justo das garantias aos estabelecimentoscomerciais não é relevante, e, portanto, não é contabilizado como passivo.14. Contas a pagar a ESTABELECIMENTOSO montante de R$ 667.522, em 31 de dezembro de 2009 (R$ 487.628 em 31 de dezembro de 2008), corresponde à diferença entreos valores recebidos dos portadores dos cartões VISA por intermédio dos bancos emissores e os montantes a serem repassadosaos estabelecimentos. De forma geral, o prazo de recebimento dos emissores é de 27 dias e o prazo médio de liquidação aosestabelecimentos comerciais é de 30 dias a partir da data da transação. Portanto, esse saldo a pagar em 31 de dezembro de 2009corresponde ao float de aproximadamente três dias.15. FORNECEDORES 2009 2008 01.01.2008Fornecedores 66.156 22.877 63.065Provisão para pagamento a fornecedores 50.287 73.727 22.530Total 116.443 96.604 85.595
    • Demonstrações Financeiras 2009 9316. Impostos e contribuições a recolher 2009 2008 01.01.2008Imposto de renda e contribuição social, líquidos de antecipações efetuadas 388.289 248.525 203.189Imposto Sobre Serviços – ISS 6.098 5.477 4.466Imposto de Renda Retido na Fonte – IRRF 5.016 5.661 4.487Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS 13.928 12.430 11.163Programa de Integração Social – PIS 3.051 2.798 2.110Outros tributos a recolher 563 175 2.388Total 416.945 275.066 227.80317. Outras obrigações 2009 2008 01.01.2008Passivo circulante: Provisão para despesas diversas 21.861 19.864 25.492 Provisão para férias e 13º salário e encargos 19.503 17.374 13.532 Participação dos funcionários e diretores 36.619 20.743 17.409 Outros valores a pagar 2.058 8.545 42.199Total 80.041 66.526 98.632Passivo não circulante:Valores a pagar 233 740 86818. Provisão para contingências e depósitos judiciaisa) Provisão para contingências A Administração da Sociedade e de suas controladas constituiu, com base nos pareceres apresentados pelos assessores jurídicos, provisão para contingências para cobrir perdas com os processos fiscais, trabalhistas e cíveis em andamento, cuja chance de desfecho desfavorável foi considerada provável. A movimentação das provisões para contingências no exercício findo em 31 de dezembro de 2009 está demonstrada a seguir: Adições Baixas/ Atualização 2008 Pagamentos (c) 2009 (a)   reversões (b)  monetária  Fiscais 369.430  154.047 (21.400) 2.870 (20.501) 484.446 Cíveis 11.196  2.771 (2.102) - (497) 11.368 Trabalhistas 10.837  7.376 (2.446) - (3) 15.764 Total 391.463  164.194 (25.948) 2.870 (21.001) 511.578 (a)  Correspondem substancialmente ao complemento da provisão para contingências no exercício findo em 31 de dezembro de 2009, referente a tributos com exigibilidade suspensa, registrada em contrapartida de “Despesas gerais e administrativas” e “Outras (despesas) receitas operacionais” na demonstração do resultado. (b) Substancialmente representadas por provisão para contingências fiscais, em que a Sociedade desistiu das ações e procedeu à inclusão delas no  programa de parcelamento de débitos federais. (c) Correspondem substancialmente às liquidações à vista dos processos incluídos no programa de parcelamento de débitos federais.
    • 94 Cielo Contingências trabalhistas e previdenciárias – consideram o estágio atual dos processos em andamento em caso de perdas prováveis. Contingências cíveis – são relacionadas a fraudes ocorridas em processos operacionais de cartão de crédito. Contingências fiscais – correspondem a divergências de interpretação em relação à autoridade fiscal, substancialmente quanto a: •  IS – majoração da alíquota – a Sociedade e sua controlada Servinet, desde janeiro de 2003, estão questionando judicialmente P a majoração da alíquota de apuração do PIS para 1,65%. Consequentemente, desde então a diferença entre a alíquota do PIS calculada pela sistemática cumulativa e pela não cumulativa vem sendo registrada como provisão para contingências. Os montantes não recolhidos desse tributo estão sendo depositados judicialmente. Em 31 de dezembro de 2009, o valor dessa provisão para contingências é de R$ 87.458 e do depósito judicial é de R$ 92.244. A ação movida pela Sociedade foi ajuizada na 2ª Vara da Justiça Federal de São Bernardo do Campo, o acórdão transitou em julgado e aguarda-se execução da sentença e conversão do depósito em renda. A ação movida pela controlada foi ajuizada na 7ª Vara da Justiça Federal de São Paulo e está aguardando julgamento do recurso de apelação; •  OFINS – não cumulatividade – a Sociedade e sua controlada Servinet, desde fevereiro de 2004, impetraram mandado de C segurança visando a afastar a exigibilidade da COFINS nos moldes da Lei nº 10.833/03, que introduziu a sistemática de apuração no método não cumulativo à alíquota de 7,60%, e passaram a efetuar o depósito judicial dos valores apurados mensalmente. Como consequência, desde então a diferença de alíquota calculada pela sistemática cumulativa e pela não cumulativa vem sendo registrada como provisão para contingências. Os montantes não recolhidos desse tributo estão sendo depositados judicialmente. Em 31 de dezembro de 2009, o valor dessa provisão para contingências é de R$ 361.833 e o saldo do depósito judicial é de R$ 362.474. A ação encontra-se no Supremo Tribunal Federal aguardando julgamento; • mposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS sobre importação – em 2003, a Sociedade, por meio de mandado I de segurança e da defesa de autos de infração que tratam do desembaraço aduaneiro de equipamentos POS adquiridos no exterior e destinados a integrar o seu ativo imobilizado, pleiteou a não incidência de ICMS. Em 31 de dezembro de 2009, o valor dessa provisão para contingências é de R$ 5.881 e do depósito judicial é de R$ 3.040. As ações movidas pela Sociedade foram ajuizadas na 1ª, 3ª, 6ª, 7ª, 10ª, 13ª e 14ª Varas da Fazenda Pública do Estado de São Paulo e os autos estão aguardando julgamento; •  undo de Investimentos da Amazônia – FINAM – em 2007, a controladora sofreu auto de infração referente ao ano-calendário F 2002, exercício 2003. A Receita Federal do Brasil alega a não apresentação do Pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais – PERC nos prazos requeridos e, assim, não reconhece a parcela do Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ destinado ao FINAM. Aguarda-se distribuição do Recurso Voluntário para Câmara do 1º Conselho de Contribuintes. Em 31 de dezembro de 2009, o valor da provisão para contingências constituída é de R$ 11.080; • RRF – cartões de incentivos – em 2008, a controladora sofreu auto de infração referente ao ano-calendário 2005. A Receita I Federal do Brasil está requerendo os créditos, provenientes de campanhas de marketing de incentivo. Esse processo encontra-se em fase de defesa administrativa. Em 31 de dezembro de 2009, o valor da provisão para contingências constituída é de R$ 390; •  utos de infração sobre créditos não identificados – em 23 de dezembro de 2009, a Sociedade sofreu autos de infração A referentes aos anos-calendário de 2004 a 2007 quanto aos recolhimentos de IRRF, PIS, COFINS e CSLL. A Receita Federal do Brasil está requerendo os créditos que não foram identificados em obrigações acessórias. O processo encontra-se em fase de defesa administrativa, mas, com base na opinião dos assessores jurídicos, a Sociedade efetuou o registro da provisão para perdas no montante de R$ 16.953.
    • Demonstrações Financeiras 2009 95 A Sociedade e suas controladas possuem outras divergências de interpretação em relação às autoridades fiscais e, para isso, têm provisão para contingências constituída em 31 de dezembro de 2009 no montante de R$ 851. A Administração da Sociedade e de suas controladas, fundamentada na opinião de seus assessores jurídicos, entende que o efetivo desembolso de referidas provisões não ocorrerá antes de 2014. Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2009, a Sociedade e suas controladas possuem ações fiscais, cíveis e trabalhistas envolvendo riscos de possíveis perdas, com base na avaliação de seus assessores jurídicos, para as quais não há provisão constituída, como segue: Fiscais 117.816 Cíveis 124.041 Trabalhistas 16.269 Total 258.126 Os riscos com ações cíveis referem-se substancialmente à cobrança de transações realizadas por meio do sistema da Sociedade que não foram repassadas aos estabelecimentos comerciais em virtude do descumprimento de cláusulas que compõem o contrato de afiliação, adicionadas de indenizações pelos prejuízos causados pelas transações não repassadas à época. As ações trabalhistas, quando iniciadas, são consideradas possíveis. Somente após decisão do Tribunal elas são reclassificadas para prováveis ou remotas, dependendo do teor da decisão e considerando o histórico de perdas em ações trabalhistas similares. Em geral, as ações trabalhistas são referentes a equiparação salarial, horas extras, reflexo do bônus anual, enquadramento sindical, reconhecimento de vínculo, estabilidade decorrente de doença profissional e dano moral, considerando o histórico de perda.b) Depósitos judiciais – ativo não circulante A Sociedade mantém depósitos judiciais vinculados às provisões tributárias, trabalhistas e cíveis, os quais estão assim demonstrados: 2009 Fiscais 452.273 Cíveis 1.325 Trabalhistas 1.694 Total 455.292
    • 96 Cielo19. Obrigações a pagar – Securitização no exteriorReferem-se à operação de securitização descrita nas Notas Explicativas nº 1 e nº 8, representando a obrigação de a Sociedadeentregar os direitos creditórios denominados em moeda estrangeira gerados ou a serem gerados por ela contra a Visa InternationalService Association, decorrente, principalmente, de operações de compra de bens/serviços com cartões de crédito e de débito debandeira VISA nos estabelecimentos comerciais brasileiros realizadas por pessoas físicas residentes e domiciliadas no exterior, queforam objeto de contrato de cessão de fluxo futuro de direitos creditórios para a Brazilian Merchant Voucher Receivables Limited,sociedade de propósito específico constituída em Grand Cayman, que emitiu títulos no mercado internacional, lastreados nosrecebíveis cedidos pela Sociedade.Conforme as disposições do contrato multilateral (Indenture) firmado para viabilizar a emissão, a Brazilian Merchant VoucherReceivables Limited pagará a totalidade de suas obrigações referentes à operação de securitização, por meio do fluxo de recebíveisdenominados em moeda estrangeira contra a Visa International Service Association.Os bancos participantes dessa operação (Banco Bradesco S.A. e Banco do Brasil S.A.) firmaram acordo de garantia cruzada emque, no caso de inadimplência de um deles, a outra parte garante a operação, tendo direito a exercer a opção de compra de açõessobre o total ou uma porção da participação do banco inadimplente no capital social da Sociedade.A amortização da parcela registrada no passivo não circulante em 31 de dezembro de 2009 tem vencimento até o ano 2011, sendoo cronograma de pagamentos das parcelas do longo prazo igual ao divulgado na Nota Explicativa nº 8.20. Patrimônio líquidoa)  apital social e reserva de capital C O capital social em 31 de dezembro de 2009 está representado por 1.364.783.800 ações ordinárias, todas subscritas e integralizadas. Conforme mencionado no item (d) a seguir, com a recompra de 4.532.300 ações em 2009, a quantidade de ações em circulação em 31 de dezembro de 2009 é de 1.360.251.500. Em 31 de janeiro de 2008, a Caixa Econômica Federal exerceu o direito de subscrição de ações e, nessa data, foram subscritas 7.690.493 ações pelo valor de R$ 65.825, sendo R$ 846 registrados como aumento de capital e R$ 64.979 registrados como reserva de capital – ágio na subscrição de ações. Em 18 de março de 2008, a Visa Inc. concluiu o seu processo de reestruturação societária. O resultado dessa reestruturação, que teve por objetivo ajustar a participação acionária das empresas-membro de acordo com os resultados financeiros gerados para cada uma das cinco regiões operacionais daquela empresa, foi a concessão de ações de sua titularidade aos membros participantes do Sistema Visa. Naquela data, em virtude desse processo, a Sociedade recebeu 11.990.744 ações ao valor nominal de US$ 0,0001, sendo contabilizadas como contribuição de capital ao valor justo na data no total de R$ 897.276, registrado nas rubricas “Investimentos” e “Reservas de capital”, líquido do imposto de renda e da contribuição social diferidos. Em 28 de março de 2008, o correspondente a 6.737.060 ações da Visa Inc. foi vendido ao valor de mercado da data de abertura de capital da Visa Inc. pelo valor total de R$ 502.893, líquido das respectivas comissões.
    • Demonstrações Financeiras 2009 97 Na Assembleia Geral Extraordinária de 2 de junho de 2008 foi deliberada a redução de capital da Sociedade em R$ 1. Em contrapartida à referida redução de capital, foi transferido o investimento que a Sociedade possuía em 5.253.684 ações ordinárias classe “C” (Série I) da Visa Inc. As ações da Visa Inc. foram entregues aos acionistas na mesma proporção destes no capital da Sociedade. A movimentação no valor justo dessas ações desde a data em que foram recebidas até esta data, a qual estava sendo contabilizada na demonstração do resultado abrangente, foi transferida para o resultado do exercício. Em 25 de junho de 2008, mediante reunião do Conselho de Administração da Sociedade, foi deliberada a emissão de 96.757 ações ordinárias classe “B”, mediante utilização de parte do capital autorizado, as quais foram subscritas pela Caixa Econômica Federal, sem aporte adicional de capital. Na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 25 de agosto de 2008 foi aprovada a conversão da totalidade das 332.391.900 ações ordinárias classe “B” em ações ordinárias classe “A” na mesma proporção, passando o capital social da Sociedade a ser representado por uma única classe de ações ordinárias, sem valor nominal. Na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 22 de setembro de 2008 foi aprovado o desdobramento das ações ordinárias de emissão da Sociedade, passando cada 1 ação ordinária existente a corresponder a 2 ações ordinárias. O capital social da Sociedade passou a ser dividido em 1.364.783.800 ações, todas ordinárias, nominativas e sem valor nominal.b) Dividendos Dividendos são reconhecidos como passivo no momento em que os dividendos são aprovados pelos acionistas da Sociedade. Aos acionistas é assegurado, estatutariamente, dividendo mínimo de 50% sobre os lucros auferidos, após a constituição da reserva legal de 5% do lucro líquido do exercício, até que essa reserva atinja 20% do capital social. O eventual saldo remanescente de lucro líquido do exercício societário será destinado de acordo com a deliberação da Assembleia Geral. A Sociedade registra, no encerramento do exercício social, provisão para o montante de dividendo mínimo que ainda não tenha sido distribuído durante o exercício até o limite do dividendo mínimo obrigatório descrito anteriormente. Em 31 de dezembro de 2009, o montante de dividendos a pagar era de R$ 105.365, já deduzido dos pagamentos de dividendos antecipados e intercalares efetuados no montante de R$ 661.532. Durante reunião do Conselho de Administração realizada em 28 de janeiro de 2009, foi deliberada a distribuição do saldo de lucros acumulados, com base no balanço de 31 de dezembro de 2008, no montante de R$ 542.985. Esse valor foi distribuído aos acionistas, na forma de dividendos, em 27 de fevereiro de 2009. Conforme ata da reunião do Conselho de Administração realizada em 22 de abril de 2009, foi deliberada a distribuição do resultado do trimestre findo em 31 de março, na forma de dividendos intercalares e antecipados, no montante de R$ 333.199. Em 4 de agosto de 2009, conforme ata da reunião do Conselho de Administração, foi deliberada a distribuição do resultado do trimestre findo em 30 de junho de 2009, no montante de R$ 328.333. Em 2 de junho de 2008, foi transferido o investimento que a Sociedade possuía em 5.253.684 ações ordinárias classe “C” (Série I) da Visa Inc. aos acionistas na mesma proporção destes no capital da Sociedade, a título de distribuição de dividendos com transferência de ativos financeiros.c) Reserva de lucros – legal A rubrica “Reserva de lucros – legal” representa os montantes constituídos à razão de 5% do lucro líquido apurado no encerramento de cada exercício, nos termos do artigo 193 da Lei nº 6.404/76, até o limite de 20% do capital social. Em 31 de dezembro de 2009, o saldo dessa reserva é de R$ 15.076.
    • 98 Cielod) Ações em tesouraria Em 23 de novembro de 2009, o Conselho de Administração da Sociedade, em consonância com disposições do artigo 17 do seu Estatuto Social, aprovou a aquisição de até 6.000.000 de ações ordinárias, sem valor nominal, de sua própria emissão, para cancelamento, alienação ou manutenção em tesouraria e, em especial, para atender ao exercício das opções outorgadas no âmbito do Plano de Opção de Compra de Ações da Sociedade, sem redução de capital social, dentro do prazo de 180 dias a partir dessa data, com encerramento, portanto, no dia 21 de maio de 2010. Cabe à Administração da Sociedade definir a oportunidade e a quantidade de ações a ser adquirida, dentro dos limites autorizados. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2009, as recompras de ações ocorreram conforme o quadro a seguir: Custo Mês Quantidade Valor médio – R$ por ação(*)        Novembro 513.100 8.212 16,00 Dezembro 4.019.200 61.016 15,18 Total 4.532.300 69.228 (*) O maior e menor valor pago nessas recompras de ações é de R$ 16,46 e R$ 13,83, respectivamente.21. LUCRO POR AÇÃOa) Movimentação do número de ações ordinárias: Ações emitidas Ordinárias Ações em 31 de dezembro de 2007 1.349.209.300(*) Emissão de novas ações em 23 de janeiro de 2008 15.380.986(*) Emissão de novas ações em 25 de junho de 2008 193.514(*) Ações em 31 de dezembro de 2008 1.364.783.800 Recompra de ações para tesouraria – 26 e 27 de novembro de 2009 (513.100) Recompra de ações para tesouraria – 1º a 15 de dezembro de 2009 (4.013.200) Ações em 31 de dezembro de 2009 1.360.257.500 (*) Considerando desdobramento de ações de 1 para 2, ocorrido em 22 de setembro de 2008.
    • Demonstrações Financeiras 2009 99b) Lucro por ação Conforme requerido pelo IAS 33 – Earnings per Share, as tabelas a seguir reconciliam o lucro líquido e a média ponderada das ações em circulação aos montantes usados para calcular o lucro por ação básico e o diluído. Básico 2009 2008 Lucro líquido do exercício disponível para as ações ordinárias 1.533.794 1.342.072 Média ponderada das ações ordinárias em circulação (em milhares) 1.364.364 1.363.763 Lucro por ação (em R$) – básico 1,1242 0,9841 Diluído 2009 2008 Lucro líquido do exercício disponível para as ações ordinárias 1.533.794 1.342.072 Denominador diluído: Média ponderada das ações ordinárias em circulação (em milhares) 1.364.364 1.363.763 Potencial incremento nas ações ordinárias em virtude do plano de opções de ações 576 - Total (em milhares) 1.364.940 1.363.763 Lucro por ação (em R$) – diluído 1,1237 0,984122. Despesas por naturezaA Sociedade optou por apresentar a demonstração do resultado consolidado por função. Conforme requerido pelo IFRS, odetalhamento da demonstração do resultado consolidado por natureza está apresentado a seguir: 2009 2008Despesas com pessoal (221.722) (180.197)Depreciação e amortização (160.271) (148.635)Serviços profissionais (652.697) (654.630)Ganho de capital com alienação de participação societária - 12.848Ganho de capital com alienação de ações - 343.583Outras despesas (307.152) (307.896)Total (1.341.842) (934.927)Classificado como: Custo dos serviços prestados (936.312) (851.119) Despesas de pessoal (123.380) (95.613) Despesas gerais e administrativas (147.145) (162.484) Remuneração de administradores e executivos (6.829) (9.520) Marketing (72.960) (77.948) Outras despesas operacionais (55.216) 261.757Total (1.341.842) (934.927)
    • 100 Cielo23. Filial no exteriorA Sociedade efetua operações (Nota Explicativa nº 1) por meio de sua filial em Grand Cayman, Ilhas Britânicas Ocidentais. Osaldo das contas patrimoniais e do resultado das operações dessa filial, em 31 de dezembro de 2009, consolidado com as contasda Sociedade (matriz), após eliminações, é o seguinte: ativos circulante e não circulante de R$ 215.800 (R$ 499.213 em 31 dedezembro de 2008), passivos circulante e não circulante de R$ 209.270 (R$ 491.453 em 31 de dezembro de 2008) e patrimôniolíquido deR$ 7.760 (R$ 7.760 em 31 de dezembro de 2008). O resultado do exercício findo em 31 de dezembro de 2009 foi de R$ 1.230 (R$2.248 em 31 de dezembro de 2008).No exercício findo em 31 de dezembro de 2009, o efeito da variação cambial sobre a tradução das demonstrações financeirasda filial em Grand Cayman de R$ 1.824 (R$ 1.587 no exercício findo em 31 de dezembro de 2008) foi registrado na rubrica“Resultado financeiro”.24. Transações e saldos com partes relacionadasNo curso habitual das atividades e em condições de mercado, são mantidas pela Sociedade operações com partes relacionadas,tais como contas a receber dos emissores, que são conglomerados financeiros dos quais os acionistas controladores detêmparticipação social, bem como despesas e receitas com serviços prestados pela Servinet e Orizon.A Sociedade, na realização de seus negócios e contratação de serviços, realiza cotações e pesquisas de mercado, tendo por critérioa busca pelas melhores condições técnicas e de preços, cabendo a decisão da realização das transações, independentemente deesta ser realizada entre partes relacionadas ou não, pelo responsável da área que motivou a contratação do produto ou serviço.Ainda, a natureza das atividades da Sociedade faz com que ela celebre contratos com diversos emissores, sendo alguns dessesemissores seus acionistas diretos ou indiretos. A Sociedade acredita que todos os contratos firmados com suas partes relacionadasobservam condições equânimes de mercado (arms-length basis).As tabelas a seguir incluem o valor, discriminado por modalidades de contrato, acionistas e controladas, das operações com partesrelacionadas em que a Sociedade é parte, relativas aos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2009 e de 2008: 2009 2008 Acionistas Controladas Banco Banco do Banco Outros Servinet Orizon Total Total Bradesco S.A. Brasil S.A. Santander S.A.Ativos (passivos): Aplicações financeiras (a) 58.885 281.694 111.238 47.812 - - 499.629 1.030.395 Contas a receber operacional: Serviços de prevenção à fraude 144 154 137 54 - - 489 1.007 Serviços de trava de domicílio bancário 592 90 330 458 - - 1.470 6.051 Direitos a receber – securitização no 115.863 93.346 - - - - 209.209 491.320 exterior (b) Contas a receber de controlada - - - - 5 2.554 2.559 206 Contas a pagar a controlada - - - - (6.324) - (6.324) (10.398) Outras obrigações – comissão de afiliação (393) (396) (136) (190) - - (1.115) (2.165) e outras obrigações
    • Demonstrações Financeiras 2009 101 2009 2008 Acionistas Controladas Banco Banco do Banco Outros Servinet Orizon Total Total Bradesco S.A. Brasil S.A. Santander S.A.Receitas: Receitas de aplicações financeiras (a) 15.323 14.468 18.117 2.287 - - 50.195 116.127 Receitas de prevenção à fraude 1.752 2.108 1.322 2.889 - - 8.071 6.684 Receitas de trava de domicílio bancário 5.137 902 4.548 16.503 - - 27.090 37.887 Receitas de serviços e aluguel de - - - - - 4.029 4.029 1.569 equipamentos POSDespesas: Outras despesas operacionais – comissão (5.957) (6.137) (2.035) (2.822) - - (16.951) (19.274) de afiliação Contratos de prestação de serviços - - - - (83.991) - (83.991) (82.349) com a Servinet (c) Acordo de investimento com a CBGS - - - - - - - (32.245) Acordo para pagamentos de verba (2.470) - (2.018) (5.180) - - (9.668) (18.386) de incentivo (d) Contrato de seguro coletivo empresarial de (9.453) - - - - - (9.453) (8.340) assistência médica hospitalar e odontológica Contrato de previdência privada (e) (1.209) (1.309) (953) - - - (3.471) (5.069)Contrato de seguro de vida - - (817) (817) (659)coletivo empresarial(a) As aplicações financeiras, quanto a prazos, encargos e taxas de remuneração, foram realizadas em condições semelhantes às que seriam aplicáveis a partes não relacionadas.(b) Vide Nota Explicativa nº 8.(c) A Sociedade contratou a Servinet para prestar serviços de instalação e manutenção dos equipamentos POS nos estabelecimentos comerciais. A remuneração prevista pelos serviços prestados é estabelecida com base nos custos incorridos pela Servinet quando da prestação dos referidos serviços, acrescida de impostos e contribuições, bem como de margem de remuneração.(d) Pagamento de incentivo a emissores de acordo com metas contratadas relacionadas à emissão de cartões com bandeira VISA.(e) Vide Nota Explicativa nº 35.
    • 102 Cielo25. Imposto de renda e contribuição socialA seguir está demonstrada a taxa efetiva do imposto de renda e da contribuição social para os exercícios findos em 31 de dezembrode 2009 e de 2008: 2009 2008Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 2.331.098 2.052.404Imposto de renda e contribuição social às alíquotas vigentes – 34% (792.573) (697.817)Efeito de diferenças permanentes, líquidas (*) (4.731) (12.515)Imposto de renda e contribuição social (797.304) (710.332)Correntes (853.151) (774.180)Diferidos 55.847 63.848(*) Representado substancialmente por provisões para contingências permanentemente indedutíveis na apuração do lucro real e da base negativa da contribuição social.26. Instrumentos financeirosOs valores de realização estimados de ativos e passivos financeiros da Sociedade foram determinados por meio de informaçõesdisponíveis no mercado e metodologias apropriadas de avaliação. Entretanto, considerável julgamento foi requerido nainterpretação dos dados de mercado para produzir a estimativa do valor de realização mais adequada. Como consequência, asestimativas a seguir não indicam, necessariamente, os montantes que poderão ser realizados no mercado. O uso de diferentesmetodologias de mercado pode ter um efeito material nos valores de realização estimados.A administração desses instrumentos é efetuada por meio de estratégias operacionais, visando à liquidez, rentabilidade esegurança. A política de controle consiste em acompanhamento permanente das taxas contratadas versus as vigentes no mercado.A Sociedade não efetua aplicações de caráter especulativo, nem em derivativos nem em nenhum outro ativo de risco.(a) Ativos e passivos Os ativos e passivos financeiros da Sociedade são caixa e equivalentes de caixa, contas a receber operacional, direitos a receber e obrigações a pagar de securitização no exterior, contas a pagar a estabelecimentos e fornecedores. Em 31 de dezembro de 2009, os valores estimados de mercado dos instrumentos financeiros podem ser assim demonstrados: 2009 Valor contábil Valor de mercado Caixa e equivalentes de caixa 514.280 514.280 Contas a receber operacional 1.178.784 1.178.784 Direitos a receber – securitização no exterior 209.209 215.110 Obrigações a pagar – securitização no exterior 209.270 215.110 Fornecedores 116.443 116.443 Contas a pagar a estabelecimento 667.522 667.522 O valor de mercado dos ativos financeiros e dos financiamentos de curto e longo prazos, quando aplicável, foi determinado utilizando taxas de juros correntes disponíveis para operações remanescentes com condições e vencimentos similares.
    • Demonstrações Financeiras 2009 103b) Risco de crédito A Sociedade dispõe de instrumento para mitigação de risco de crédito dos bancos emissores dos cartões VISA, com o intuito de proteger-se quanto a eventual risco de default dessas instituições. Esse instrumento de proteção está respaldado na obrigação assumida pela bandeira VISA, conforme estabelecido no regulamento internacional, em garantir o repasse aos estabelecimentos afiliados à Sociedade de todas as vendas realizadas com os cartões VISA nas respectivas datas de vencimento, caso ocorra inadimplência de um determinado emissor. O modelo de garantia implementado pela bandeira VISA, em conjunto com a Sociedade, prevê a solicitação de garantias (reais ou bancárias) considerando o risco de crédito do emissor, os volumes das vendas realizadas com os cartões VISA e o risco residual da inadimplência dos portadores de cartões. O fornecimento das garantias é obrigatório para todos os emissores classificados com risco de crédito e os valores são revistos periodicamente pela bandeira VISA e pela Sociedade. Caso não sejam oferecidas as garantias solicitadas, o emissor não é aceito como membro do sistema ou perde essa condição. Aos estabelecimentos credenciados que não mantêm sistemas próprios para a captura eletrônica de transações a Sociedade disponibiliza, mediante contrato de locação, o equipamento POS. O valor do aluguel é descontado, no seu vencimento, do montante das transações liquidadas aos estabelecimentos. Entretanto, há a possibilidade de não recebimento do valor do aluguel na data de vencimento em razão da não existência de saldos a serem pagos aos estabelecimentos. Nesses casos, a Sociedade faz a gestão da cobrança desses valores por meio de débito de vendas futuras, conta corrente ou recuperação através de escritórios especializados na recuperação de créditos, podendo haver perdas dos valores de aluguel. O sistema da bandeira VISA também prevê a possibilidade de que as transações efetuadas com cartões de crédito sejam contestadas pelos respectivos portadores, dentro de determinados prazos, contados da data da realização da transação. Para tanto, a Sociedade firma contrato de afiliação com todos os estabelecimentos credenciados no qual estão definidas todas as regras para aceitação dos cartões VISA no ponto-de-venda. Se ocorrerem contestações pelos portadores e o estabelecimento não mais estiver credenciado na data da reclamação ou não tiver valores a receber da Sociedade, será efetuada cobrança por meio de débito em conta corrente ou escritórios especializados na recuperação de créditos, existindo a possibilidade de perdas para a Sociedade.c) Risco de fraude A Sociedade utiliza um sofisticado sistema antifraude no monitoramento das transações efetuadas com cartões de crédito e de débito, que aponta e identifica transações suspeitas de fraude no momento da autorização e envia um alerta ao banco emissor do cartão para que este contate o portador do cartão.
    • 104 Cielod) Risco de taxa de câmbio Os gastos efetuados por estrangeiros no Brasil com os cartões VISA são creditados pela Visa International Service Association à Sociedade no dia seguinte, convertidos em dólares norte-americanos pela PTAX de compra fixada pelo Banco Central do Brasil – BACEN na data de realização dos gastos. A Sociedade dispõe de operação de proteção contra oscilação de moedas, que consiste na pré-venda dos dólares norte-americanos a receber convertidos pela mesma taxa de câmbio, o que reduz significativamente eventuais riscos de exposição de oscilação da moeda. Não existem outras operações significativas em moeda estrangeira que possam causar variações relevantes no resultado da Sociedade, em virtude dos efeitos da volatilidade da taxa de câmbio sobre os demais ativos e passivos atrelados a moedas estrangeiras, principalmente o dólar norte-americano. Em 31 de dezembro de 2009, a exposição líquida ao risco da taxa de câmbio em milhares de dólares norte-americanos é como segue: Ativo: Caixa e bancos 7.148 Aplicações financeiras 1.330 Direitos a receber – securitização no exterior 118.568 127.046 Passivo: Contas a pagar a estabelecimentos comerciais (4.470) Obrigações a pagar – securitização no exterior (118.568) (123.038)   Posição comprada de dólares norte-americanos 4.008e) Risco de taxa de juros Os resultados da Sociedade estão suscetíveis a variações significativas decorrentes das operações de aplicações financeiras contratadas a taxas de juros flutuantes. De acordo com suas políticas financeiras, a Sociedade vem aplicando seus recursos em instituições financeiras de primeira linha, não tendo efetuado operações envolvendo instrumentos financeiros que tenham caráter especulativo.f) Análise sensitiva de variações na taxa de juros – aplicações financeiras Os rendimentos oriundos das aplicações financeiras da Sociedade são afetados pelas variações nas taxas de juros, tais como CDI. Em 31 de dezembro de 2009, estimando um aumento ou uma redução de 25% e 50% nas taxas de juros, haveria um aumento ou uma redução das receitas financeiras de aproximadamente R$ 12.245 e R$ 24.490, respectivamente. Esse montante foi calculado considerando o impacto de aumentos ou reduções hipotéticos nas taxas de juros sobre o saldo médio das aplicações financeiras em 2009.
    • Demonstrações Financeiras 2009 105g) Derivativos Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2009, a Sociedade não manteve operações com instrumentos financeiros derivativos.h) Instrumentos financeiros por categoria 31 de dezembro de 2009 Empréstimos e Ativos:   recebíveis   Caixa e equivalentes de caixa 514.280 Contas a receber operacional 1.178.784 Direitos a receber – securitização no exterior 209.209 Total 1.902.273 Outros passivos Passivos: financeiros Contas a pagar a estabelecimentos 667.522 Fornecedores 116.443 Obrigações a pagar – securitização no exterior 209.270 Total 993.235 31 de dezembro de 2008 Empréstimos e Ativos: recebíveis   Caixa e equivalentes de caixa 1.072.157 Contas a receber operacional 162.943 Direitos a receber – securitização no exterior 491.320 Total 1.726.420 Outros passivos Passivos: financeiros Contas a pagar a estabelecimentos 487.628 Fornecedores 96.604 Obrigações a pagar – securitização no exterior 491.284 Total 1.075.516
    • 106 Cielo27. CompromissosA Sociedade tem como principais atividades os serviços de captura, transmissão, processamento e liquidação financeira dastransações realizadas com cartões de crédito e de débito da bandeira VISA. Para viabilizar tais atividades, a Sociedade celebrou osseguintes contratos:a) Contratos de aluguel Em 31 de dezembro de 2009, com base nos contratos vigentes, são os seguintes os pagamentos anuais futuros estimados de aluguel: Ano 2010 6.239 2011 6.551 Total 12.790 A maioria dos contratos possui cláusula de multa rescisória, com caução de três aluguéis, podendo a devolução parcial ser negociada em cada caso.b) Fornecedores de telecomunicações, tecnologia (processamento de transações) e logística Em 31 de dezembro de 2009, com base nos contratos vigentes, são os seguintes os pagamentos futuros estimados de fornecedores de telecomunicações, tecnologia e logística: Ano 2010 391.472 2011 407.475 Total 798.947 Os contratos de captura e processamento de transações preveem multas rescisórias no valor total de R$ 100.000. Para telecomunicações, os contratos variam conforme a demanda operacional, não sendo possível estabelecer um prazo médio, tendo uma multa rescisória média de R$ 9.300. Os contratos de logística estão vigentes desde junho de 2007, com prazo mínimo de 12 meses, tendo como multa rescisória o valor de R$ 9.068.c) Fianças bancárias Em 31 de dezembro de 2009, com base nos contratos vigentes, as fianças bancárias contratadas apresentam as seguintes composições: Modalidade Garantia para transações com cartões 35 Garantias sobre contratos de aluguel (*) 504 Total 539 (*) Caução cedida por instituições financeiras para garantir o pagamento dos contratos de locação de imóveis.
    • Demonstrações Financeiras 2009 107d) Outros compromissos Conforme descrito na Nota Explicativa nº 1, a Sociedade e a controlada CBGS Ltda. celebraram contrato para futuro aumento de capital e a Sociedade comprometeu-se a aportar recursos financeiros até 2 de janeiro de 2010 no montante de R$ 67.354. Em 31 de dezembro de 2009, o saldo estava totalmente integralizado, tendo a atualização ocorrida no exercício, no montante de R$ 4.363, sido registrada na rubrica “Despesas financeiras”.28. Participação dos colaboradores e administradores no lucroA Sociedade e suas controladas concedem participação nos lucros a seus colaboradores e administradores, vinculada ao alcancede metas operacionais e objetivos específicos, estabelecidos e aprovados no início de cada exercício.Os valores de participação dos colaboradores e administradores no lucro dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e de2008 foram registrados na rubrica “Despesas de pessoal” na demonstração do resultado e estão apresentados como segue: 2009 2008Colaboradores 30.369 19.168Administradores 6.251 1.574Total 36.620 20.74229. Remuneração de administradores e executivosNa Assembleia Geral Extraordinária da controladora de 13 de abril de 2009, foi fixada a remuneração global anual dosadministradores em R$ 14.515. 2009 Remuneração Outorga de opções Saldo Preço de Fixa Variável Total de opções (a) exercício (b)Diretores estatutários 4.114 3.338 7.452 1.611.700 12,80Conselho de Administração 518 - 518 - -Total 4.632 3.338 7.970 1.611.700 12,80(a) Refere-se à quantidade de opções outorgadas e não exercidas até 31 de dezembro de 2009.(b) Refere-se ao preço médio ponderado de exercício das opções à época das outorgas.
    • 108 Cielo30. Resultado financeiro 2009 2008Receitas financeiras: Rendimentos de aplicações financeiras 50.218 116.127 Juros sobre postergação de recebíveis 3.742 7.663 Juros de securitização no exterior 22.208 28.804 Reversão de multa e juros de contingências 4.490 - Reversão de multa e juros no parcelamento de débitos federais (a) 17.712 - Outras receitas financeiras 1.381 811 99.751 153.405Despesas financeiras: Juros de securitização no exterior (22.208) (28.804) Juros de mora e multas (12.206) (8.129) Multas e juros de contingências (2.830) - Multa e juros no parcelamento de débitos federais (a) (11.103) - Juros passivos (2.995) (21.105) Outras despesas financeiras (5.177) (1.837) (56.519) (59.875)Receita com antecipação de recebíveis: Antecipação de recebíveis 218.150 17.388Despesa de ajuste a valor presente: Ajuste a valor presente do contas a receber (b) (35.266) -Variação cambial, líquida (c) 1.903 947Total 228.019 111.865(a) Vide Nota Explicativa nº 32.(b) Conforme descrito na Nota Explicativa nº 7.(a), o ajuste a valor presente registrado nas demonstrações financeiras foi calculado sobre as operações de antecipações de recebíveis. As seguintes premissas foram adotadas no referido cálculo: • As taxas de juros utilizadas foram aquelas contratadas nas operações e são de até 4,2% ao mês; • Os cálculos foram efetuados individualmente, descontando-se os fluxos de caixa de cada um dos recebíveis registrados. A Administração da Sociedade reconheceu o ajuste a valor presente do saldo de contas a receber em virtude da materialidade dos valores objeto do ajuste, das taxas de juros contratadas e dos prazos das operações. Mensalmente, a Administração revisa as premissas mencionadas e as variações são consignadas ao resultado do exercício.(c) Decorre basicamente da operação de securitização de recebíveis no exterior e de ganhos e perdas em contas originalmente registradas em moeda estrangeira, representada por receita no montante de R$ 126.625 (R$ 391.812 em 31 de dezembro de 2008) e despesa no montante de R$ 124.722 (R$ 390.865 em 31 de dezembro de 2008).
    • Demonstrações Financeiras 2009 10931. Outras (despesas) receitas operacionais, líquidasEstão representadas por: 2009 2008Ganho no valor justo das ações da Visa Inc. (a) - 343.583Ganho de capital na alienação de participação societária (b) - 12.848Multa por distrato com prestador de serviços (c) (30.992) -Baixa de créditos incobráveis (15.461) (12.967)Baixa por impairment do intangível (11.197) (35.445)Provisão para contingências (15.496) (6.217)Parcelamento de débitos federais (2.088) -Perda com a incorporação da CBGS Ltda. (4.431) -Provisão para perda com equipamento POS inativo (2.331) (520)Outras receitas (despesas) operacionais (d) 26.780 (39.525)Total (55.216) 261.757(a) Corresponde ao ganho na movimentação do valor justo das ações da Visa Inc., contabilizado como ativos financeiros disponíveis para venda, conforme Nota Explicativa nº 20.(b) Refere-se ao ganho de capital auferido pela controlada CBGS Ltda. na alienação integral de sua participação societária na Orizon, conforme Nota Explicativa nº 1.(c) Refere-se à multa contratual estabelecida por distrato com prestador de serviços.(d) Em 31 de dezembro de 2009, referem-se, substancialmente, ao reembolso de despesas dos bancos acionistas em razão da oferta pública das ações da Sociedade.32. Parcelamento de débitos federaisEm 28 de maio de 2009, foi publicada a Lei nº 11.941, resultado da conversão da Medida Provisória nº 449/08, que, entre outrasquestões, instituiu um novo programa de parcelamento de débitos federais.Com base nessa Lei, em 25 de novembro de 2009 a Administração da Sociedade decidiu pelo pagamento à vista de determinadosdébitos, conforme a seguir: Ganho contábilProcesso Valor contábil Pagamento Controladora ConsolidadoPIS Repique 17.939 (10.026) 7.913  7.913 IRRF – cartões de incentivo 4.073 (629) 3.444  3.444 COFINS – compensação do IPI 3.731 (2.556) 1.175  1.175 IRPJ, CSLL, PIS e COFINS de 1999 - (9.610) (9.610) (9.610)PIS – cumulatividade (*) 7.952 (6.657) -  1.295 COFINS – majoração de alíquota (*) 310 (6) -  304 Total 34.005 (29.484) 2.922  4.521 (*) Corresponde aos efeitos do parcelamento da controlada Servinet.Os ganhos gerados a título de desconto nos juros e nas multas, registrados na controladora e no consolidado, nos montantes deR$ 5.038 e R$ 6.609, respectivamente, estão registrados na rubrica “Resultado financeiro”. Esses ganhos foram parcialmenteliquidados por provisões adicionais registradas na data do parcelamento, nos montantes de R$ 2.116 e R$ 2.088, registrados nacontroladora e no consolidado, respectivamente, na rubrica “Outras (despesas) receitas operacionais, líquidas”.
    • 110 Cielo33. Cobertura de segurosEm 31 de dezembro de 2009, a cobertura de seguros é como segue: ImportânciaModalidade segurada  Responsabilidade civil e executivos 103.785Incêndio 20.000Vendaval e fumaça 1.500Danos elétricos 1.500Equipamentos eletrônicos 1.500Roubo 500Alagamento e inundação 1.500Lucros cessantes 8.500Veículos 1.096Outros 1.40034. Plano de opção de compra de açõesEm 22 de setembro de 2008, foi realizada a Assembleia Geral Extraordinária que aprovou o plano de opções de compra de açõesordinárias de emissão da Sociedade. Esse plano foi ratificado pela Assembleia Geral Extraordinária de 1º de junho de 2009 e temvigência de dez anos a partir da data da primeira outorga aos beneficiários.Poderão ser outorgadas opções de compra de ações de forma que a diluição do capital social não exceda, a qualquer tempodurante a vigência do plano, 0,3% ao ano. O prazo de vigência para o exercício da opção é de cinco anos contados da outorgaaprovada pelo Conselho de Administração. Os beneficiários do plano serão definidos anualmente ou em periodicidade julgadaconveniente pelo Conselho de Administração.Em reuniões do Conselho de Administração de 1º de julho e 23 de setembro de 2009, foram aprovadas a primeira e segundaoutorgas de opção de compra de ações ordinárias, respectivamente, conforme demonstradas em quadro a seguir, não havendo aopção de liquidação das opções em caixa.Os beneficiários, nos termos do Plano e do Contrato de Outorga de Opção de Compra, poderão exercer a primeira parcela,equivalente a 1/3 do total das opções de compra a eles outorgadas após um ano da data da outorga. Valor justo Preço de Prazo deData de Quantidade das opções – exercício R$ carência outorga Outorgadas Canceladas Saldo R$ por ação01/07/09 2.848.700 (242.900) 2.605.800 11,25 (a) 5 anos 3,8623/09/09 551.200 - 551.200 16,84 (b) 5 anos 4,55Total 3.399.900 (242.900) 3.157.000(a) Corresponde a 75% do valor de lançamento das ações da Sociedade na primeira distribuição pública de ações.(b) Corresponde à média ponderada dos pregões compreendidos entre 7 de agosto e 18 de setembro de 2009.
    • Demonstrações Financeiras 2009 111Para determinar o valor justo das opções pelo modelo de precificação Black & Scholes, a Companhia utilizou as seguintespremissas econômicas: Outorga em Outorga em  julho de 2009   setembro de 2009 Dividend yield 6,66% 6,66%Volatilidade do preço da ação 36,67% 36,67%Período esperado para o exercício 4 anos 4 anosO valor justo está sendo apropriado ao resultado do exercício e a contrapartida na reserva de capital de forma linear pelo prazode até 36 meses. No exercício findo em 31 de dezembro de 2009 foi reconhecida despesa de R$ 3.699, registrada na rubrica de“Outras (despesas) receitas operacionais, líquidas”.35. Outras informaçõesa)  Sociedade contribui mensalmente com o Plano Gerador de Benefícios Livres – PGBL (contribuição definida) para os A colaboradores, tendo incorrido, no exercício findo em 31 de dezembro de 2009, em despesas de contribuições no montante de R$ 3.471 (R$ 1.151 em 31 de dezembro de 2008), contabilizadas nas rubricas “Custo dos serviços prestados” e “Despesas com pessoal”.b)  s despesas com Imposto sobre Operações Financeiras – IOF, no exercício findo em 31 de dezembro de 2009, foram no A montante de R$ 368 (R$ 4.091 em 31 de dezembro de 2008), contabilizadas na rubrica “Despesas gerais e administrativas”.36. Assuntos regulamentaresEm 1º de outubro de 2009, o Banco Central do Brasil – BACEN concluiu a análise sobre a indústria de cartões de pagamentosno Brasil, em que as equipes técnicas daquele órgão, da Secretaria de Direito Econômico – SDE do Ministério da Justiça e daSecretaria de Acompanhamento Econômico – SEAE do Ministério da Fazenda encaminharão aos três Ministros um conjunto demedidas a ser adotado no sentido de atender às recomendações do estudo sobre os seguintes pontos:• Abertura da atividade de credenciamento;• Interoperabilidade de redes e de POS (terminal de captura de transações);• Neutralidade nas atividades de compensação e liquidação;• Fortalecimento de esquemas nacionais de cartões de débito;• Transparência na definição da tarifa de intercâmbio.O cronograma de implementação das medidas será definido pelas autoridades. Em paralelo, os reguladores estão discutindo outrasmedidas, que, depois de submetidas aos Ministros, terão encaminhamentos institucionais distintos, dependendo do escopo.
    • 112 Cielo37. Aprovação das demonstrações financeirasAs demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração da Sociedade e autorizadas para emissão em27 de janeiro de 2010.38. INFORMAÇÃO SUPLEMENTAR – RECONCILIAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO ELUCRO LÍQUIDO DA CONTROLADORA (NÃO REQUERIDA PELO IFRS)De acordo com a Instrução CVM nº 457, de 13 de julho de 2007, apresentamos a seguir a reconciliação do patrimônio líquido e dolucro líquido atribuído à controladora entre as práticas contábeis adotadas no Brasil (BR GAAP) e o IFRS, nos períodosapresentados a seguir: Nota Explicativa 3.2.2. 2009 2008Patrimônio líquido atribuído à Controladora em BR GAAP 860.429 159.061Ajustes de IFRS, líquidos de impostosReclassificação dos dividendos acima do mínimo obrigatório para o PL h - 542.985 - -Patrimônio líquido atribuível à Controladora em IFRS 860.429 702.046Lucro líquido atribuído à Controladora em BR GAAP 1.533.794 1.393.843Ajustes de IFRS, líquidos de impostos: - -Ajuste em ganho no valor justo das ações da Visa Inc. c - (105.145)Estorno dos efeitos da baixa dos diferidos em IFRS no resultado de 2008 a - 53.373Lucro líquido atribuído à Controladora em IFRS 1.533.794 1.342.071
    • Demonstrações Financeiras 2009 113Aos Acionistas da Cielo S.A.Barueri – SP1.  xaminamos os balanços patrimoniais consolidados da Cielo S.A. (anteriormente denominada Companhia Brasileira de Meios E de Pagamento) (“Sociedade”) e controladas, levantados em 31 de dezembro de 2009 e de 2008 e 1º de janeiro de 2008, e as respectivas demonstrações consolidadas do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa correspondentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e de 2008, elaborados de acordo com o padrão contábil internacional emitido pelo International Accounting Standards Board – IASB e sob a responsabilidade de sua Administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras consolidadas.2.  ossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil e compreenderam: (a) o N planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e os sistemas contábil e de controles internos da Sociedade e de suas controladas; (b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e (c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela Administração da Sociedade e de suas controladas, bem como da apresentação das demonstrações financeiras consolidadas tomadas em conjunto.3. m nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas referidas no parágrafo 1 representam adequadamente, em todos E os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da Cielo S.A. e controladas em 31 de dezembro de 2009 e de 2008 e 1º de janeiro de 2008, o resultado consolidado de suas operações, o resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e os seus fluxos de caixa consolidados referentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e de 2008, de acordo com o padrão contábil internacional emitido pelo International Accounting Standards Board – IASB.4.  s práticas contábeis adotadas no Brasil diferem, em certos aspectos significativos, das práticas contábeis de acordo com o A padrão contábil internacional emitido pelo International Accounting Standards Board – IASB. As informações relacionadas à natureza e ao efeito dessas diferenças estão apresentadas na Nota Explicativa nº 3 às demonstrações financeiras consolidadas.São Paulo, 27 de janeiro de 2010.DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Walter DalsassoAuditores Independentes ContadorCRC nº 2 SP 011609/O-8 CRC nº 1 SP 077516/O-9
    • 114GLOSSÁRIOABECS: Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Free Float: Ações em circulação no mercado pertencentesCrédito e Serviços (ABECS). a investidores. Ações emitidas pela Companhia, excetuadas as detidas pelos Acionistas Controladores, por pessoas a elesAdquirente: Empresa responsável pela captura, transmissão, vinculadas, por administradores da Companhia e aquelas emprocessamento e liquidação financeira de Transações, tesouraria.pela implementação e gestão da rede de aceitação e pelocredenciamento de Estabelecimentos. Equipamento de Captura: POS e Pin Pad.Bandeira: Empresa, geralmente internacional, detentora dos Estabelecimentos Ativos: Estabelecimentos comerciais quedireitos de propriedade e franqueadora de suas marcas e realizaram pelo menos uma Transação nos 180 (cento e oitenta)logotipos para uso de adquirentes e emissores, entre outros, dias que antecederam a uma determinada verificação.mediante a especificação de regras gerais de organização efuncionamento do sistema de cartões de crédito e débito e IFRS: International Financial Reporting Standards.outros meios de pagamento. PDV: Equipamentos do próprio Estabelecimento, denominadosBandeira Visa: Bandeira Visa International® para cartões de Ponto-de-Venda.crédito e débito. POS (Point-of-Sale): É a sigla utilizada para se referir aosBMVRL: Brazilian Merchant Voucher Receivables Limited, equipamentos para captura eletrônica de Transações.sociedade de propósito específico constituída para emissãono mercado externo de títulos lastreados em recebíveis. A Private Label: Cartões de crédito emitidos por grandes varejistasCompanhia não detém participação societária direta ou indireta com o objetivo de fidelizar seus clientes, sem Bandeira.na BMVRL. Private Label híbrido: Modalidade de cartões de créditoBRGAAP: Práticas contábeis adotadas no Brasil, conforme a Lei emitidos por grandes varejistas com o objetivo de fidelizar seusdas Sociedades por Ações com suas atualizações, as normas e clientes, tendo como vantagem a associação a uma Bandeira.instruções emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM)e pelo Instituto Brasileiro de Contabilidade (IBRACON) e as Regulamento do Novo Mercado: Regulamento de Listagemresoluções do Conselho Federal de Contabilidade. do Novo Mercado que prevê as práticas diferenciadas de governança corporativa a serem adotadas pelas companhiasCAGR: Taxa média composta de crescimento anual. com ações listadas no Novo Mercado.Câmara de Arbitragem: Câmara de Arbitragem do Mercado, Taxa de Administração: Percentual sobre a Transação cobradoinstituída pela BM&FBOVESPA. pela Companhia dos Estabelecimentos pela prestação dos serviços de captura, transmissão, processamento e liquidaçãoCartão: Instrumento de identificação e de pagamentos físicos financeira das Transações realizadas.ou virtuais, emitidos e concedidos pelos Emissores, para usopessoal e intransferível dos Portadores, com funções múltiplas Taxa de Administração Líquida: A Taxa de Administração menosou não, de débito, crédito e crédito direto ao consumidor a Taxa de Intercâmbio. Constitui a receita de comissões auferida(CDC), dentre outras. pela Companhia.
    • 115Taxa de Intercâmbio: É a taxa paga pelo Adquirente ao Emissor.Esta taxa é determinada pela Visa International.Transação: Toda e qualquer aquisição de bens e serviços pormeio de cartões de pagamento realizada por Portadores emEstabelecimentos credenciados no País. No caso das vendasparceladas, a Companhia considera cada parcela como sendouma nova Transação realizada.Trava de Domicílio Bancário: Um Estabelecimento, parareceber o pagamento relativo a suas vendas com cartões etambém realizar operações de antecipação de recebíveis comcartões, requer que um Emissor atue como seu banco dedomicílio. Para tanto, o Estabelecimento concorda em nãomudar seu banco de domicílio por um determinado período,ou seja, o Estabelecimento passa a ter uma Trava de DomicílioBancário com um determinado Emissor.Troco Fácil: Produto que permite aos Portadores dos cartõesVisa Electron realizar saques associados a compras emEstabelecimentos afiliados à Companhia.US GAAP: Práticas contábeis geralmente aceitas nos EstadosUnidos (Generally Accepted Accounting Principles in theUnites States).Visa International: Visa International Service Association.Visa do Brasil: Visa do Brasil Empreendimentos Ltda.Visa Vale: Produto da Bandeira Visa no Brasil associado abenefícios de refeição e alimentação.Volume Financeiro de Transações: Volume financeiro dasTransações capturadas, transmitidas, processadas e liquidadasfinanceiramente por Adquirentes ou qualquer outra sociedadeque realize a liquidação financeira de Transações.
    • 116 Cielo Este material foi impresso usando tinta à base de soja
    • Informações CorporativasA Empresa Informações sobre ADRCielo S.A. Deutsche Bank Trust Company AmericasCNPJ: 01.027.058/0001-91 c/o American Stock Transfer & Trust CompanyCódigo CVM: 02173-3 Peck Slip StationNIRI: 35.300.144.112 P.O. Box 2050 New York, NY 10272-2050Sede e-mail: DB@amstock.comAlameda Grajaú, 219 – Alphaville Serviço de Assistência ao AcionistaBarueri/SP – CEP: 06454-050 Telefone: (866) 249-2593 (grátis)Telefone: (11) 2184-7600 Telefone: (718) 921-8137 (internacional)Escritório em São Paulo Ticker: CIOXYR. Cardoso de Mello, 1184, 7º andar Código Cusip: 171778103São Paulo/SP – CEP: 06454-050 Código ISIN: US171778103Relações com Investidores (RI) Auditores IndependentesDiretor de RI Deloitte Touche TomatsuMarcos Grodetzky Valter DalsassoEquipe de RIRoberta NoronhaDaniela Ueda Calendário de eventos de 2010 – RIAndré Cazotto •  .P. Morgan Brazil Opportunities Conference JEndereço eletrônico: ri@cielo.com.br (Sofitel Jequitimar Hotel in Guarujá) – 14.04Sítio de RI: www.cielo.com.br/ri • Cielo Day (Alphaville) – 05.05 • Bradesco Open Day (Cidade de Deus) 06.05Jornais de Divulgação •  onferência Goldman Sachs BRIC’s (Hotel Landmark – CValor Econômico Londres) – 12/13.05Diário Oficial •  antander Latin American Real Estate, Infrastructure and S Financials Conference (Londres) – 17.05 •  8th Annual J.P. Morgan Global Technology, Media and 3 telecom Conference (Westin Boston Waterfront hotel in Boston, Massachusetts) – 17/18/19.05 •  2º Encontro Nacional de RI (Sheraton WTC Hotel – SP) – 1 14/15.06 • Deutsche Bank Global Emerging Markets One on One • Conference (The Waldorf Astoria) – 15/16/17.09 • Conferência Barclays – Fiel Trip (SP) – 16.11 •  onferência UBS LAT/EMEA One on One Conference C 2010 (NY) – 30.11, 01/02.12
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