Fortaleza, Ceará, 21 e 22 de novembro de 2013
Campus do Benfica da Universidade Federal do Ceará

ANAIS DO
II COLOQUIO DO ...
II Colóquio do GEPPELE
Políticas Linguísticas e Formação de professores
de E/LE: Saberes e Fazeres no Brasil

ANAIS

Cícer...
APRESENTAÇÃO

O

GEPPELE (Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino de Formação
de Professores de Língua Espan...
do Benfica e à UFC Virtual; palestras de professores do curso; apresentando as possibilidades de
formação e atuação no mer...
COMISSÕES

Coordenação Geral
Cícero Anastácio Araújo de Miranda – UFC

Comitê Organizador
Lucineudo Machado – UERN
Germana...
EXPEDIENTE

©Universidade Federal do Ceará
Universidade Federal do Ceará

Revisão geral
Cícero Miranda
Revisão de texto
Ge...
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SUMÁRIO
RESUMOS
TÍTULO

PÁG.

A DURAÇÃO COMO CORRELATO ACÚSTICO DO ACENTO DE PALAVRA
NO PORTUGUÊS BRASILEIRO E NO ESPA...
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APRENDIZAGEM DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA POR
MEIO DE MIDIAS DIGITAIS .............................................
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COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA: REFLEXÕES SOBRE AS PRÁTICAS DE UM
PROFESSOR INTERCULTURAL ......................................
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REFLEXÕES SOBRE O ENSINO/APRENDIZAGEM DA PRODUÇÃO ORAL.
HISTÓRIAS, VIDAS E CAMINHOS DIFERENTES: REFLEXÕES SOBRE O
PROC...
12

RESUMOS
Grupos de trabalhos – GT

Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ens...
13

A DURAÇÃO COMO CORRELATO ACÚSTICO DO ACENTO DE PALAVRA NO
PORTUGUÊS BRASILEIRO E NO ESPANHOL E O ENSINO DE SUPRASEGMEN...
14

A INFLUÊNCIA DA CULTURA NO PROCESSO DE AQUISIÇÃO DO ESPANHOL
COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA

Natan Gonçalves Fraga
Universida...
15

A LITERATURANO ENSINO DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA: O
CONTO COMO RECURSO DIDÁCTICO

Luma Almeida De Freitas (UF...
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ANÁLISE DA ABORDAGEM DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
DIATÓPICA NO LIVRO DIDÁTICO SÍNTESIS 1

Isabel Maria Da Franca (UFC)
Suza...
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ANÁLISE DO COMPONENTE CULTURAL NA COLEÇÃO DIDÁTICA
INTERACCIÓN EN ESPAÑOL

Gerlylson Rubens dos Santos Silva (UFC)
Cíc...
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ANÁLISIS DE MATERIAL DIDÁCTICO: LIBRO ESPAÑOL EN MARCHA

Livya Lea de Oliveira Pereira (UFC)
Jéssika de Oliveira Brasi...
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A PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS DE ELE PELO PROFESSOR E SUA
IMPORTÂNCIA NA SALA DE AULA

Tatiana Silva Alves (UFC)
C...
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AS NOVAS TECNOLOGIAS COMO FERRAMENTAS DE APRENDIZAGEM: O
USO DO COMPUTADOR E DA INTERNET NO ENSINO DE LÍNGUA ESPANHOLA...
21

AS REPRESENTAÇÕES DE LÍNGUA DOS ALUNOS CONCLUEDENTES DO
CURSO DE LETRAS ESPANHOL: UMA ANÁLISE DO COMPONENTE LEXICAL

J...
22

ANÁLISE DOS FOOTINGS EMPREGADOS PELOS MODERADORES
PRESENCIAIS E VIRTUAIS EM GRUPOS DE ESTUDO

Tatiana Silva Alves
Mari...
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A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DAS MINORIAS ÉTNICAS COMO TEMA
TRANSVERSAL NAS AULAS DE E/LE

Carla Dameane Pereira de Souza
UF...
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APRENDIZAGEM DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA POR MEIO
DE MIDIAS DIGITAIS

André Silva Oliveira (UFC)
Germana da Cr...
25

A TEMÁTICA DA INCLUSÃO NA GRADE CURRICULAR DA FORMAÇÃO DE
PROFESSORES DE E/LE
Débora Karina de Araújo Santana (UFC)
Be...
26

AVALIAÇÃO E FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE ELE

Maria Valdênia Falcão do Nascimento (UFC)

As atividades de avaliação a se...
27

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Fernanda Almeida Freitas (UFC)
...
28

EL USO DEL LIBRO DIDÁTICO COMO AUXILIO EN LA SALA DE CLASE DE
ELE
Elisângela Maria da Silva
Vivian Valeska Guimarães T...
29

HISTÓRIAS, VIDAS E CAMINHOS DIFERENTES: REFLEXÕES SOBRE O
PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM EM LÍNGUA ESPANHOLA NA
EDU...
30

O ENSINO DA HABILIDADE ORAL EM CLASSES DE ESPANHOL COMO
LÍNGUA ESTRANGEIRA

Elisângela Maria da Silva (UFC)
Maria Vald...
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TURISMO
Suzany Silva Batista Ferreira
Instituto Federal de Ed...
32

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FORMAÇÃO ACADÊMICA

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Jéss...
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OS OBJETOS EDUCACIONAIS DO BANCO INTERNACIONAL DE OBJETOS
EDUCACIONAIS (BIOE) COMO RECURSOS AUXILIADORES NA COMPOSIÇÃO...
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DOCENTE DE E/LE NA EDUCAÇÃO BÁSICA.

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DO CURSO DE LÍNGUA ESPANHOLA: UMA SISTEMATIZAÇÃO DE
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MULTIMODALIDADE E DO LETRAMENTO CRÍTICO E VISUAL

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YO, TÚ, ÉL: OS PRONOMES SUJEITO E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE
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¿Y USTED? ¿Y USTED? – QUANDO OS USOS NÃO CORRESPONDEM ÀS
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Completos

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45

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ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA
NATAN GONÇALVES FRAGA
FURB

RESUM...
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cultura da língua estudada, para que haja uma compreensão real dos léxicos e das estruturas
gramaticais de determinada...
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A língua é, pois, não apenas a condição de transmissibilidade, mas antes de tudo a
condição de realização do pensament...
48

O processo de aquisição da língua estrangeira se distingue do processo de aquisição de
língua materna, pois quando se ...
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A língua materna é tão onipresente na vida do indivíduo que se tem a sensação de
jamais tê-la aprendido, por isso o co...
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  1. 1. Fortaleza, Ceará, 21 e 22 de novembro de 2013 Campus do Benfica da Universidade Federal do Ceará ANAIS DO II COLOQUIO DO GEPPELE Cícero A. A. Miranda Tatiana S. Alves Gerlylson R. Santos (org.) Fortaleza 2013
  2. 2. II Colóquio do GEPPELE Políticas Linguísticas e Formação de professores de E/LE: Saberes e Fazeres no Brasil ANAIS Cícero A. A. Miranda Tatiana S. Alves Gerlylson R. Santos (org.) Organização: Realização: Apoio:
  3. 3. APRESENTAÇÃO O GEPPELE (Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino de Formação de Professores de Língua Espanhola) é um grupo de estudo e pesquisa ligado ao CNPQ e também um Programa de Extensão da UFC. Temos como público alvo alunos graduandos e/ou pós-graduados em Letras/Espanhol e professores de língua espanhola. Objetivamos promover o encontro entre profissionais que já atuam e aqueles que estão em processo de formação em ensino de língua espanhola, de forma que nessa interação possam ser levados e estimulados a refletir a respeito de sua prática, bem como acerca dos sujeitos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem e sobre a relevância de sua atuação no e para o contexto educacional brasileiro. Nesse sentido, o GEPPELE tem como objetivo manter um espaço de discussão em torno da formação de professores de Língua Espanhola e do ensino e aprendizagem desse idioma, nas escolas, cursos e universidades brasileiras. Vale ressaltar que o grupo conta, em novembro de 2013, com mais de cem participantes, em todas as ações que desenvolvem, cujas atividades detalhamos a seguir. Projeto MOVE – Movimentando o Espanhol: vinculado ao programa de Extensão GEPPELE, através de suas ações de informações têm o intuito de combater a evasão dos alunos dos Cursos de Letras-Espanhol da UFC, através de várias atividades informadoras, tais como: Palestras de Recepção de Novos Alunos, Elaboração e veiculação de um ―Manual do Estudante de Letras Espanhol Diurno e Noturno‖, a manutenção de um Blog como canal de informação e marketing do projeto e a realização de Pesquisa de Satisfação e Necessidades dos alunos para a melhoria do curso. Projeto TÂMIS DA CIÊNCIA: O projeto prevê a integração com outras atividades já desenvolvidas, no âmbito dos cursos de Letras da UFC, que têm sofrido com a evasão de seus cursos, entre outras razões pela desinformação dos alunos das possibilidades de sua formação, inclusive voltada para a pesquisa. Dentro de suas atividades, o projeto promove a realização de encontros entre os alunos, através das ações integrativas de estudos dirigidos, realizados pelo GEPPELE, através da plataforma SOLAR, seleção de trabalhos para a publicação em periódicos e revistas, divulgação da formação junto aos alunos das linhas de pesquisa e as várias modalidades de investigação possíveis na formação de Letras, com campanhas publicitárias internas ao campus
  4. 4. do Benfica e à UFC Virtual; palestras de professores do curso; apresentando as possibilidades de formação e atuação no mercado de trabalho; realização de pesquisas de satisfação e necessidades dos alunos para a melhoria do curso, no que diz respeito à formação para a ciência. Grupo de estudo online: Trata-se de um Fórum permanente de discussão no qual, os debates dos textos disponibilizados para estudo são realizados com o apoio do Instituto UFC Virtual através da Plataforma SOLAR (Sistema On-line de Aprendizagem). Os textos ficam em um espaço de, no mínimo, 10 dias cada um e a mediação é feita por um dos membros ou professores colaboradores do projeto. Deste grupo, participam professores cuja contribuição é inestimável, pois contribuem com sua especialização para considerações que só elevam o nível das discussões. Fazem parte dele: Beatriz Furtado Alencar – UFC, Germana Cruz – UFC, Kélvya Freitas – IFSPE, Lucineudo Machado – UERN, Márcia Ferreira – UERN, Regiane Cabral de Paiva – UERN, Valdênia Falcão – UFC, Tatiana Carvalho – UERN, Lívia Baptista – UFC. Revista Eletrônica do GEPPELE – Todas essas atividades têm gerado uma produção científica sobre as leituras e publicações realizadas pelos participantes do grupo. No ano de 2011, com a realização do I Colóquio do grupo, publicamos os textos produzidos no encontro. Este ano, dada a necessidade de abrir mais um espaço para a discussão e divulgação das pesquisas da área de espanhol, realizamos o lançamento da Revista Eletrônica do GEPPELE. O periódico possui publicação semestral e tem o objetivo de publicar textos originais e inéditos de professores, pesquisadores, alunos (vinculados à graduação ou pós-graduação) e professores da rede pública e particular cujas pesquisas e trabalhos acadêmicos tratem de questões relacionadas ao ensino de Espanhol como língua estrangeira, políticas linguísticas e formação de professores de E/LE. Somada a todas essas ações, bienalmente, realizamos o Colóquio do GEPPELE, que está em sua segunda edição, reunindo, mais uma vez pesquisadores de várias partes do país. Estes são os anais do evento, que inclui os resumos das apresentações orais e pôsteres, os trabalhos completos de alguns desses trabalhos e os resumos das comunicações realizadas em mesa-redonda e palestras. Esperamos, com o material produzido no encontro, contribuir com a ampliação da discussão em torno das duas principais linhas da atuação do GEPPELE: a formação de professores e o ensino e aprendizagem de Língua Espanhola. Tenham todos uma excelente leitura! Cícero Miranda
  5. 5. COMISSÕES Coordenação Geral Cícero Anastácio Araújo de Miranda – UFC Comitê Organizador Lucineudo Machado – UERN Germana Cruz – UFC Valdênia Falcão – UFC Comissão Científica Ana Lourdes Fernández – UFPelotas Lívia Baptista – UFC Ana Mariza Benedetti – UNESP Lucineudo Machado – UERN Beatriz Furtado Alencar – UFC Massília Dias – UFC Cícero Miranda – UFC Márcia Ferreira – UERN Cristiano Silva de Barros - UFMG Maria Luisa Ortiz – UNB Elena Godoi – UFPR Neide González – USP Elzimar Costa – UFMG Regiane Cabral de Paiva - UERN Germana Cruz – UFC Simone Rinaldi – UEL Gretel Fernández – USP Valdênia Falcão – UFC Kélvya Freitas – IFPE Tatiana Carvalho – UERN Equipe de monitores: Tatiana Alves, Jéssika Brasil, Livya Pereira, Elisangela Silva, Gerlylson Rubens, Lúcio Gondim, Geise Castro, Luiz Amorim.
  6. 6. EXPEDIENTE ©Universidade Federal do Ceará Universidade Federal do Ceará Revisão geral Cícero Miranda Revisão de texto Gerlylson Rubens dos Santos Silva Cícero Miranda Projeto editorial GEPPELE Projeto gráfico e diagramação Cícero Miranda Ficha Catalográfica: Lucineudo Machado Capa: GEPPELE MIRANDA, C. A. A; ALVES, T. S.; SANTOS, G. R. Anais do II Colóquio GEPPELE: novos rumos na formação do professor de espanhol – políticas linguísticas e ensino de E/LE na escola. Departamento de Letras Estrangeira – DLE / Universidade Federal do Ceará. Fortaleza, Novembro de 2011. CD-ROM Textos em português e espanhol Inclui referencias ISSN: 2237-8979 Formação de professores de espanhol – Colóquios. II. MIRANDA, C. A. A; II. ALVES, T. S.;III. SANTOS, G. R.
  7. 7. 8 SUMÁRIO RESUMOS TÍTULO PÁG. A DURAÇÃO COMO CORRELATO ACÚSTICO DO ACENTO DE PALAVRA NO PORTUGUÊS BRASILEIRO E NO ESPANHOL E O ENSINO DE SUPRASEGMENTAIS......................................................................................................... 13 A INFLUÊNCIA DA CULTURA NO PROCESSO DE AQUISIÇÃO DO ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA ................................................... 14 A LITERATURANO ENSINO DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA: O CONTO COMO RECURSO DIDÁCTICO............................ 15 ANÁLISE DA ABORDAGEM DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA DIATÓPICA NO LIVRO DIDÁTICO SÍNTESIS 1..................................................................................... 16 ANÁLISE DO COMPONENTE CULTURAL NA COLEÇÃO DIDÁTICA INTERACCIÓN EN ESPAÑOL 17 ANÁLISIS DE MATERIAL DIDÁCTICO: LIBRO ESPAÑOL EN MARCHA 18 A PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS DE ELE PELO PROFESSOR E SUA IMPORTÂNCIA NA SALA DE AULA 19 AS NOVAS TECNOLOGIAS COMO FERRAMENTAS DE APRENDIZAGEM: O USO DO COMPUTADOR E DA INTERNET NO ENSINO DE LÍNGUA ESPANHOLA 20 AS REPRESENTAÇÕES DE LÍNGUA DOS ALUNOS CONCLUEDENTES DO CURSO DE LETRAS ESPANHOL: UMA ANÁLISE DO COMPONENTE LEXICAL 21 ANÁLISE DOS FOOTINGS EMPREGADOS PELOS MODERADORES PRESENCIAIS E VIRTUAIS EM GRUPOS DE ESTUDO......................................... 22 A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DAS MINORIAS ÉTNICAS COMO TEMA TRANSVERSAL NAS AULAS DE E/LE..................................................................... 23  Os TRABALHOS aqui apresentados são de inteira responsabilidade dos autores, ficando, portanto, a equipe organizadora dos Anais isenta de qualquer responsabilidade decorrente da revisão e do conteúdo dos textos publicados. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  8. 8. 9 APRENDIZAGEM DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA POR MEIO DE MIDIAS DIGITAIS ...................................................................................... 24 A TEMÁTICA DA INCLUSÃO NA GRADE CURRICULAR DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE E/LE........................................................................................ 25 AVALIAÇÃO E FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE ELE.................................. 26 ENSINO DE ESPANHOL A DISTÂNCIA: REFLEXÕES SOBRE O ENSINOAPRENDIZAGEM DA PRODUÇÃO ORAL ............................................................... 27 EL USO DEL LIBRO DIDÁTICO COMO AUXILIO EN LA SALA DE CLASE DE ELE 28 HISTÓRIAS, VIDAS E CAMINHOS DIFERENTES: REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA NA PERSPECTIVA DA APRENDIZAGEM COLABORATIVA .................................................................... 29 O ENSINO DA HABILIDADE ORAL EM CLASSES DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA ............................................................................................ 30 O ESTUDO DA LÍNGUA ESPANHOLA APLICADA AO PROFISSIONAL DE TURISMO ..................................................................................................................... 31 OPINIÃO DE GRADUANDOS EM LETRAS ESPANHOL SOBRE PESQUISA E FORMAÇÃO ACADÊMICA ....................................................................................... 32 OS OBJETOS EDUCACIONAIS DO BANCO INTERNACIONAL DE OBJETOS EDUCACIONAIS (BIOE) COMO RECURSOS AUXILIADORES NA COMPOSIÇÃO DAS AULAS DE LÍNGUA ESPANHOLA ....................................... 33 PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO: UM OLHAR CRÍTICO DA PRÁTICA DOCENTE DE E/LE NA EDUCAÇÃO BÁSICA........................................................ 34 POTENCIAL DAS AÇÕES DE INFORMAÇÃO DO PROJETO MOVE NO COMBATE À EVASÃO NOS CURSOS DE LETRAS ESPANHOL .......................... 35 PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA EM LE: O PERFIL DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO TECNOLÓGICO ........................................................................... 36 PROJETO FOCOELE: DESAFIOS E CAMINHOS DA FORMAÇÃO CONTINUADA ............................................................................................................. 37 QUESTÕES DE INTERCULTURALIDADE NAS AULAS DE ESPANHOL Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  9. 9. 10 COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA: REFLEXÕES SOBRE AS PRÁTICAS DE UM PROFESSOR INTERCULTURAL ................................................................................ 38 RELATOS DE EXPERIÊNCIA DOCENTE DE ELE A DISTÂNCIA ..................... 39 REPRESENTAÇÕES SOBRE LÍNGUA ESPANHOLA POR ALUNOS INICIANTES DO CURSO DE LÍNGUA ESPANHOLA: UMA SISTEMATIZAÇÃO DE SIGNIFICADOS .................................................................. 40 TIRAS EM QUADRINHO: UMA ANÁLISE NA PERSPECTIVA DA MULTIMODALIDADE E DO LETRAMENTO CRÍTICO E VISUAL ...................... 41 YO, TÚ, ÉL: OS PRONOMES SUJEITO E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE ESPANHOL ............................................................................................................ 42 ¿Y USTED? ¿Y USTED? – QUANDO OS USOS NÃO CORRESPONDEM ÀS EXPLICAÇÕES TRADICIONAIS .......................................................................... 43 ARTIGOS COMPLETOS Título Pág. A INFLUÊNCIA DA CULTURA NO PROCESSO DE AQUISIÇÃO DO ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA.......................................................... A LITERATURANO ENSINO DE ESPANHOL COMO ESTRANGEIRA: O CONTO COMO RECURSO DIDÁCTICO 45 LÍNGUA 57 ANÁLISE DA ABORDAGEM DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA DIATÓPICA NO LIVRO DIDÁTICO SÍNTESIS 1 ................................................................................... 69 ANÁLISE DOS FOOTINGS EMPREGADOS PELOS MODERADORES PRESENCIAIS E VIRTUAIS EM GRUPOS DE ESTUDO ......................................... 85 APRENDIZAGEM DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA POR MEIO DE MIDIAS DIGITAIS ...................................................................................... 103 AS NOVAS TECNOLOGIAS COMO FERRAMENTAS DE APRENDIZAGEM: O USO DO COMPUTADOR E DA INTERNET NO ENSINO DE LÍNGUA ESPANHOLA 119 ENSINO DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA A DISTÂNCIA: 128 Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  10. 10. 11 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO/APRENDIZAGEM DA PRODUÇÃO ORAL. HISTÓRIAS, VIDAS E CAMINHOS DIFERENTES: REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA NA PERSPECTIVA DA APRENDIZAGEM COLABORATIVA ..................................................................... 140 OS OBJETOS EDUCACIONAIS DO BANCO INTERNACIONAL DE OBJETOS EDUCACIONAIS (BIOE) COMO RECURSOS AUXILIADORES NA COMPOSIÇÃO DAS AULAS DE LÍNGUA ESPANHOLA ....................................... 155 PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO: UM OLHAR CRÍTICO DA PRÁTICA DOCENTE DE E/LE NA EDUCAÇÃO BÁSICA........................................................ 170 PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA EM LE: O PERFIL DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO TECNOLÓGICO .............................................................................. 185 RELATOS DE EXPERIÊNCIA DOCENTE DE ELE A DISTÂNCIA ........................ 201 REPRESENTAÇÕES SOBRE LÍNGUA ESPANHOLA POR ALUNOS INICIANTES DO CURSO DE LÍNGUA ESPANHOLA: UMA SISTEMATIZAÇÃO DE SIGNIFICADOS .................................................................. 214 POTENCIAL DAS AÇÕES DE INFORMAÇÃO DO PROJETO MOVE NO COMBATE À EVASÃO NOS CURSOS DE LETRAS ESPANHOL .......................... 226 Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  11. 11. 12 RESUMOS Grupos de trabalhos – GT Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  12. 12. 13 A DURAÇÃO COMO CORRELATO ACÚSTICO DO ACENTO DE PALAVRA NO PORTUGUÊS BRASILEIRO E NO ESPANHOL E O ENSINO DE SUPRASEGMENTAIS Letânia Ferreira FACEPE/UFPE Estudos mostram que a duração é um correlato acústico importante para a expressão do acento de palavra tanto no Português como no Espanhol (MAJOR, 1995; MASSINI, 1991; QUILIS, 1983; ORTEGA, 2006, entre outros). No presente estudo perguntamos, porém, se o papel da duração como correlato de sílabas tônicas e átonas segue os mesmos padrões em ambas as línguas ou se o comportamento desse parâmetro acústico indica diferentes tendências entre o Português e o Espanhol. Para verificar se o mecanismo de contraste entre sílabas tônicas e átonas nessas duas línguas funciona da mesma maneira analisamos a duração como correlato acústico do acento de palavra. Medimos a duração de determinadas sílabas em posição átona e comparamos com a posição tônica, total 1152 palavras. Os resultados mostram que, embora o aumento na duração esteja significativamente associado às sílabas acentuadas em ambos idiomas é notável o comportamento mais uniforme e robusto da duração no Português tanto com relação à variação entre sujeitos quanto com relação às características intrínsecas dos segmentos.Os resultados trazem uma contribuição fundamental para o Ensino do Espanhol a falantes nativos de Português. Metodologias recentes no de ensino de Línguas Estrangeiras defendem o aprendizado das características supra-segmentais para promover mais autonomia na comunicação e inteligibilidade. Faz-se necessária a melhor compreensão de como operam as características prosódicas desses idiomas tanto por parte de alunos como de professores. O incentivo ao aprendizado de supra-segmentais pede a disponibilização de informação sobre as características dessas línguas. É crucial a inclusão no material didático de atividades e exercícios que incentivem a prática e o conhecimento tanto explicito como implícito dessas características. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  13. 13. 14 A INFLUÊNCIA DA CULTURA NO PROCESSO DE AQUISIÇÃO DO ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA Natan Gonçalves Fraga Universidade Regional de Blumenau O tema analisado nesse artigo trata-se da função que os aspectos culturais têm no processo de aquisição da Língua Espanhola como Língua Estrangeira, e também da influência do imaginário que os alunos tem nesse processo de aquisição do Espanhol. O objetivo dessa pesquisa é a de compreender o papel da cultura da língua estudada, tanto no processo de aquisição dessa língua, como no imaginário do aluno. Para tanto, a pesquisa realiza uma análise bibliográfica-documental onde busca discutir com autores como Saussure (1976), Chomsky (1996) e Revuz (2001). É feita uma análise sobre a concepção de língua e sua relação com a cultura; sobre o processo de aquisição da língua materna e estrangeira; e sobre a influência do imaginário que se tem sobre essa língua estrangeira no processo de aquisição da mesma. Para isso é apresentado uma pesquisa que tem como público específico alunos brasileiros que estudam a Língua Espanhola como Língua Estrangeira. Ao decorrer das análises essa pesquisa evidencia que a língua é uma construção social e que por isso língua e cultura são indissociáveis. Ademais, que o trabalho com os aspectos culturais em sala de aula é uma maneira de romper qualquer visão errônea e eliminar preconceitos e estereótipos construídos no imaginário do aluno para que haja um resultado efetivo no processo de ensinoaprendizagem da língua estrangeira. Conclui-se que a influência cultural é fundamental no aprendizado da língua, pois é através da cultura que se compreende melhor a forma de pensar e ser da sociedade falante da língua estrangeira. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  14. 14. 15 A LITERATURANO ENSINO DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA: O CONTO COMO RECURSO DIDÁCTICO Luma Almeida De Freitas (UFC) José Victor Melo de Lima (UFC) Maria Valdênia Falcão Do Nascimento (Orientadora/UFC) Considerando que o desenvolvimento da competência leitora em uma língua estrangeira é fundamental para formação de sujeitos críticos e a democratização da cultura, no presente trabalho, objetivamos refletir sobre o uso do gênero conto para o desenvolvimento da compreensão leitora de alunos de espanhol como língua estrangeira. Com esse fim, analisaremos a experiência vivida no projeto ―Encontros de Leitura‖, desenvolvido pela monitora das disciplinas iniciais de ―Espanhol: Língua e Cultura‖ do Curso de LetrasEspanhol da Universidade Federal do Ceará durante o segundo semestre de 2013. Decidimos pela utilização do gênero conto por este ser uma narrativa curta e por em geral trabalhar temáticas cotidianas, além de já haver uma tradição do uso de textos literários como recurso didático para o ensino de línguas estrangeiras. Vale ressaltar que se trata de uma mostra de língua real, o que está de acordo com a proposta de ensino comunicativo de LE. Fundamentamo-nos no trabalho de pesquisadores como Cestaro (2009), Llosa (2009) e Sampaio (2005) que destacam como os textos literários podem ser usados para estimular o prazer pela leitura e consequentemente como ferramenta para ajudar o aluno a desenvolver sua competência leitora, uma vez que com esse tipo de narrativa é possível trabalhar múltiplos aspectos, como os socioculturais, linguísticos, literários, etc., além de ser uma maneira de familiarizar o aluno com textos que possuem um maior grau estético em sua elaboração. Os resultados parciais demonstram que os alunos da monitoria mostram-se bastante receptivos ao trabalho proposto. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  15. 15. 16 ANÁLISE DA ABORDAGEM DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA DIATÓPICA NO LIVRO DIDÁTICO SÍNTESIS 1 Isabel Maria Da Franca (UFC) Suzane Hensley Pessoa Oliveira (UFC) NeylaDenize de Sousa Soares (UFC) El proceso de enseñanza y aprendizaje de una lengua extranjera requiere mucho más que una simple comprensión y reconocimiento de las palabras, reglas gramaticales, cuestiones relativas al léxico, a la fonología, a la morfología y a la sintaxis. Más que eso, requiere también un conocimiento cultural, histórico y social de ese idioma. Con el fin de reflexionar sobre el enfoque adoptado sobre la cuestión de la variación lingüística en la enseñanza de español como lengua extranjera, ese trabajo presenta ese tema de gran importancia para la enseñanza y el aprendizaje de LE. Inicialmente, se presentaran algunos conceptos básicos relacionados con el tema, como la variación lingüística, las diferencias dialectales y el sesgolingüístico, con base en los siguientes autores: Nascimento, 2007; Bagno, 2007; y Rodríguez, 2005. Después, se presenta la metodología de trabajo que consiste en el análisis del enfoque dado a la cuestión de la variación lingüística en el libro didáctico Síntesis1, seguida de un análisis de los datos colectados. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  16. 16. 17 ANÁLISE DO COMPONENTE CULTURAL NA COLEÇÃO DIDÁTICA INTERACCIÓN EN ESPAÑOL Gerlylson Rubens dos Santos Silva (UFC) Cícero Anastácio Araújo de Miranda (Orientador/UFC) Uma língua é considerada heterogênea por formar um extenso conjunto de variedades tais como aspectos lingüísticos e socioculturais. Cada uma dessas variantes são resultados da experiência histórica e cultural peculiar ao grupo que a usa. Portanto, é necessário considerar importantes os aspectos socioculturais para o ensino/aprendizagem de uma língua estrangeira, pois esse fenômeno ocorre, na maioria das vezes, no espaço distinto do ambiente nativo do idioma, de forma que os estudantes não estão inseridos na sociedade pertencente à língua estudada. Dessa forma, o implante cultural no sistema metodológico do ensino de uma língua estrangeira colabora de maneira efetiva no aprendizado de outra língua, no qual o professor fica responsável por possibilitar esta introdução cultural em sala de aula. Nesta apresentação, trabalharemos especificamente com o ensino de espanhol como Língua Estrangeira e por isso devemos considerar ainda a pluralidade do mundo hispânico que é formado por mais de vinte países e que consequentemente tem uma grande diversidade cultural. Assim, consideramos o livro didático como um auxiliar do professor nessa difícil tarefa de abordar o componente cultural e, por esse motivo, nosso trabalho propõe-se a fazer uma análise crítica da coleção didática Interacción en Español– Volumenes 1, 2, 3 e 4 utilizada em quatro escolas da rede privada da cidade de Fortaleza. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  17. 17. 18 ANÁLISIS DE MATERIAL DIDÁCTICO: LIBRO ESPAÑOL EN MARCHA Livya Lea de Oliveira Pereira (UFC) Jéssika de Oliveira Brasil (UFC) Cícero Anastácio Araújo de Miranda (Orientador) Al enseñar una lengua extranjera utilizamos materiales que facilitan la tarea docente, tradicionalmente entre los más utilizados, encontramos el libro didáctico. Este, según Geraldi (1991), facilitó el trabajo del profesor, pues disminuyó la responsabilidad por la selección de contenidos de enseñanza y elaboración de actividades. De esta forma, al seleccionar un libro didáctico es importante tener una visión crítica hacia su orientación metodológica, actividades, formato etc. Pues, según Santos Gargallo (2004), los materiales reflejan modos específicos de comprender el lenguaje y el proceso de enseñanza-aprendizaje de una lengua. Asimismo, cabe al profesor analizar el material que utilizará en sus clases, ya que él conoce el perfil de sus alumnos. En este contexto, tenemos el objetivo de analizar uno de los libros de la colección Español en Marcha, ya que se trata de una colección basada en el Marco Común Europeo de Referencia de Lenguas; y es el material utilizado por la Casa de Cultura Hispánica de la Universidade Federal do Ceará. Para el análisis adaptamos la herramienta de evaluación de materiales impresos diseñado por el Grupo de Investigación de Tecnología Educativa (G.I.T.E.), de la Universidad de Murcia (España), el cual fue fabricado considerando la tradición del uso del libro didáctico impreso en la enseñanza de lenguas. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  18. 18. 19 A PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS DE ELE PELO PROFESSOR E SUA IMPORTÂNCIA NA SALA DE AULA Tatiana Silva Alves (UFC) Cícero Anastácio Araújo de Miranda (Orientador) Ao pensarmos em material didático, é difícil não estabelecermos relação com os livros e manuais adotados para uso em sala de aula, muitas vezes, esquecendo que material didático representa qualquer instrumento ou recurso (impresso, sonoro, visual, lúdico etc.) que possa ser utilizado como meio para ensinar, aprender, praticar ou aprofundar algum conteúdo e limitar o ensino de E/LE ao simples uso do livro didático torna as aulas pouco proveitosas e cansativas, a interação e o professor acaba se distanciando um pouco dos alunos. Neste trabalho, objetivamos investigar a importância da produção de materiais didáticos pelo professor, para o ensino de E/LE, nas séries do Ensino Fundamental II e Médio, onde a qualidade do material produzido pelo professor influenciará diretamente o ensino e aprendizagem dos alunos. Os resultados iniciais deste estudo nos mostraram que ao produzir os próprios materiais didáticos para complementar suas aulas e os manuais, o professor inevitavelmente aproxima-se das diferentes realidades vivenciadas pelos alunos, e também se familiariza com os diferentes tipos de aprendizado deles, podendo assim, facilitar e estimular seus alunos a fim de garantir um bom desempenho além de ter a possibilidade de colocar o aluno em contato direto com a heterogeneidade linguística e a pluralidade cultural da língua espanhola e dos povos que a falam. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  19. 19. 20 AS NOVAS TECNOLOGIAS COMO FERRAMENTAS DE APRENDIZAGEM: O USO DO COMPUTADOR E DA INTERNET NO ENSINO DE LÍNGUA ESPANHOLA Carlos Roberto Bezerra Costa (UFC) O uso das novas tecnologias já é uma realidade entre os alunos. Compete ao professor de Língua Estrangeira descobrir como transformar esse espaço virtual também como espaço pedagógico de excelência para o aprendizado de Língua Estrangeira. Se as tecnologias digitais já fazem parte do contexto social e histórico, não se justifica a ausência das mesmas no processo de formação. A preocupação básica deste estudo é fazer uma reflexão sobre o uso das novas tecnologias no ensino de Língua Espanhola. Assim sendo, esta pesquisa tem como objetivo refletir sobre o uso do computador e da Internet como ferramentas pedagógicas nas aulas de Espanhol como Língua Estrangeira (LE). Realizou-se uma investigação bibliográfica a partir de contribuições de autores como ALMEIDA FILHO (2005), GASPARETTI (2001), CASTRO (2001) e FIGUEIREDO (2006), entre outros, procurando destacar a importância do uso do computador e da internet como ferramentas do ensino e do aprendizado da Língua Espanhola. A investigação desenvolveu-se ainda, através da observação e de entrevistas com professores de espanhol do Ensino Médio da rede pública da cidade de Quixadá. Como resultado, percebe-se que são muitas as vantagens do uso do computador e da internet no ensino de LE: (1) são meios atraentes, visto que além de palavras, imagens, cores e sons, envolvem muitas novas descobertas; (2) há a possibilidade de se trabalhar uma diversidade de atividade, desde o trabalho com músicas até a conversação com nativos de uma língua; (3) possibilita o conhecimento e o contato com outras culturas – no caso do Espanhol, com países hispânicos; (4) transforma a simples busca de informações em conhecimento; (5) proporciona a integração entre professor e alunos e entre aluno e alunos; (6) proporciona dinamismo metodológico, facilitando o aprendizado da língua. Concluiu-se que são vários os recursos pedagógicos possibilitados pelo computador e pela Internet e, se bem conduzidos, tornam-se um forte aliado do professor e do aluno de Língua Espanhola como LE. Dentre as possibilidades do uso do computador e da internet como ferramentas no Ensino de Língua Espanhola, o presente estudo destaca as pesquisas em sites de buscas, o uso de e-mails e mensagens, os blogs, o Youtube, os chats e as redes sociais. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  20. 20. 21 AS REPRESENTAÇÕES DE LÍNGUA DOS ALUNOS CONCLUEDENTES DO CURSO DE LETRAS ESPANHOL: UMA ANÁLISE DO COMPONENTE LEXICAL Jéssika de Oliveira Brasil (UFC) Cícero Anastácio de Araújo de Miranda (Orientador /UFC) Desde da criação do Curso de Letras Espanhol Noturno no ano de 2010, a UFC e a comunidade em geral conta com mais um curso de licenciatura para formação de professores de língua espanhola. Baseando-se no projeto político pedagógico do curso Letras Espanhol Noturno, um dos seus objetivos é implementar a concepção de professor-pesquisador de sua prática, como veículo de reformulação de concepções, rupturas com percepções tradicionais, mudanças das ações escolares e das práticas pedagógicas de sala de aula. Por esta razão, este trabalho se deterá em investigar quais as representações de língua possuem os alunos concludentes do curso de Letras, uma vez que o desvelo dessas concepções nos ajudará a compreender a relação existente entre a concepção teorica de língua e seus eflexos nas práticas docentes futuras. Igualmente, o resultado poderá dá subsídio ao processo de formação docente, uma vez que se faz necessário compreender o que esses futuros professores entendem pela definição do seu principal objeto de trabalho: a língua. Justifica-se este trabalho, pois seu desenvolvimento, poderá traçar um perfil do aluno do Curso de Letras Espanhol, nos quesitos referenciados e promover uma reflexão, sobre se as concepções de língua apresentadas pelos alunos investigados, refletem a proposta teórica do curso, ao aproximar-se do termino da vida acadêmica do aluno conseguiu ser alcançada. Diante do exposto, o presente estudo tem como objetivo principal analisar as concepções de língua dos alunos do curso de Letras Espanhol Noturno, reveladas em seu discurso, através do componente lexical. Como referencial teórico-metodológico, seguimos os postulados por Moscovici (1978, 2009) e Miranda (2012) em articulação com as propostas de Van Dijk (2008), na área dos Estudos Críticos do Discurso (ECD). A metodologia propõe a aplicação de formulários, complementados com entrevistas dos participantes da pesquisa, configurando uma pesquisa quanti-qualitativa. Os resultados, contudo ainda são parciais, considerando que a pesquisa encontra-se em fase de conclusão. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  21. 21. 22 ANÁLISE DOS FOOTINGS EMPREGADOS PELOS MODERADORES PRESENCIAIS E VIRTUAIS EM GRUPOS DE ESTUDO Tatiana Silva Alves Maria Valdênia Falcão do Nascimento (Orientadora) UFC No ambiente universitário, os grupos de estudo são de grande importância para a formação estudantil, pois, dão aos participantes a oportunidade de aprofundar o conhecimento adquirido durante os estudos, a troca de experiências entre professores e alunos e a oportunidade de desenvolver pesquisas acadêmicas. Estes grupos, podem se desenvolver de maneira presencial ou virtual, com a possibilidade de abranger diversos tipos de alunos e cabe ao moderador, receber esses membros, facilitar a aprendizagem e estimular a interação. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo analisar os footings adotados pelos moderadores durante as interações em grupos de estudo em ambos os ambientes, presencial e virtual, focando nas características que aproximam e distanciam os dois grupos. O grupo de estudos em ambiente virtual, GEPPELE (Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola), realizou suas atividades em fóruns on-line de discussão no ambiente SOLAR (Plataforma virtual utilizada pela Universidade Federal do Ceará para os cursos semipresenciais) e o presencial, Espanha-Nordeste brasileiro: ecos literários de convergências culturais, manteve encontros quinzenais com seus membros, em sala de aula da universidade. A metodologia empregada constituiu na observação e análise das intervenções feitas pelos moderadores durante os dois processos de interação: O virtual e o face a face. Tomamos como referencial teórico os estudos sobre footing (Goffman, 2002). Como conclusão parcial, assinalamos a presença de vários tipos de footings entre as duas formas de interação que as aproximam ou distanciam de acordo com o enquadre comunicativo. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  22. 22. 23 A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DAS MINORIAS ÉTNICAS COMO TEMA TRANSVERSAL NAS AULAS DE E/LE Carla Dameane Pereira de Souza UFBA Esta comunicação tem o objetivo de refletir sobre a necessidade e a possibilidade de se introduzir, nas aulas de Espanhol como Língua Estrangeira (E/LE), o tema da organização política das minorias étnicas, chamando atenção para a relação entre racismo e linguagem. Lembrando que nos documentos oficiais do Ministério da Educação (MEC) – quais sejam os PCNEM, PCN e OCEM – os temas transversais possuem uma importância central no caráter formador da cidadania de nossos alunos do ensino básico, apresentarei uma sequência didática que ao trabalhar competências linguísticas integradas e, tendo como foco central a ideia de letramento crítico de Daniel Cassany (2008), desenvolva, principalmente, a competência intercultural, no sentido em que propõe Marcia Paraquett (2010) em seu texto sobre interculturalismo e ensino de espanhol para brasileiros. Ao trazer para a sala de aula um tema transversal que envolve um panorama interdisciplinar, que remete a conceitos mais amplos como o de História, Cultura e Identidade, chamarei atenção para os desafios e as possibilidades de realçarmos, de maneira consciente, a pluralidade da língua espanhola em contextos específicos de uso e de aprendizagem. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  23. 23. 24 APRENDIZAGEM DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA POR MEIO DE MIDIAS DIGITAIS André Silva Oliveira (UFC) Germana da Cruz Pereira (UFC) O presente trabalho toma como ponto de partida as atividades desenvolvidas durante o semestre de 2013.1, como parte do projeto de Monitoria dos Semestres Iniciais do curso de Letras Espanhol da Universidade Federal do Ceará (UFC), o qual tem por objetivo auxiliar os discentes dos semestres I e II no aprendizado de língua espanhola por meio de atividades orais e escritas em espanhol. Esta investigação sustenta-se sob os princípios básicos de autores como Gomes (2006), Fisher (2007) e Baesso (2007) em relação ao uso das mídias digitais e do letramento digital dessas mídias em relação ao ensino de língua estrangeira. De acordo com Baesso (2007), letramento digital se define como um conjunto de práticas de cunho social em que se usa a escrita, enquanto sistema simbólico ou enquanto tecnologia, em contextos específicos e para fins específicos. Para a realização deste estudo e constituição do corpus, foram selecionadas algumas atividades escritas desenvolvidas durante as aulas de monitoria referentes a filmes, curtas-metragens (legendados e não legendados), videoclipes de cantores espanhóis e ibero-americanos, programas de TV, telejornais e anúncios publicitários no intuito de avaliar os conteúdos gramaticais estudados. Dessa forma, foi possível averiguar o desempenho dos alunos nas quatro habilidades linguísticas (fala, escuta, leitura e escrita) por meio do uso dessas mídias em aulas de E/LE. A partir da correção dessas atividades propostas, realizadas no inicio e após o término do semestre, pudemos constatar que houve um melhora em relação às quatro habilidades linguísticas dos alunos que compunham a monitoria. Tendo em vista, que eles apresentaram no que se refere às atividades realizadas, 32% de acerto no inicio do semestre e 78% de acerto ao término do semestre. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  24. 24. 25 A TEMÁTICA DA INCLUSÃO NA GRADE CURRICULAR DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE E/LE Débora Karina de Araújo Santana (UFC) Beatriz Furtado Alencar Lima (UFC) A atual perspectiva do sistema de ensino Brasileiro é garantir o acesso e a permanência de todo e qualquer aluno nos diferentes níveis de ensino das esferas pública e privada. Pensando num contexto educacional que atenda a todos sem distinção, fazem-se necessários professores preparados para lidar com a diversidade existente entre os alunos. Na LDB 96, lei magna da educação, são previstos ―professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns‖ (art. 58, III). No entanto, tal capacitação não acontece no processo de formação dos professores, em especial, os de línguas estrangeiras. Estes saem da academia muitas vezes sem conhecer determinadas técnicas, habilidades e recursos que podem ser desenvolvidos por eles caso recebam no decorrer de sua atuação profissional alunos com deficiência. Segundo o parecer CNE/CP Nº 9/2001 que determina as ―Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena‖ a formação dos professores ainda é dada num formato tradicional que acaba não contemplando muitas das características consideradas, na atualidade, como inerentes à atividade docente. Nossa justificativa encontra-se na necessidade de observarmos que existe um déficit na organização da grade das universidades e instituições de ensino superior, sendo de suma importância que as mesmas atentem a essa nova realidade de formação dos professores de línguas estrangeiras. Considerando todas as questões tratadas até aqui, nossa metodologia consiste em analisar a grade curricular do curso de Letras – Espanhol de algumas universidades públicas da nossa região com o intuito de verificar se há a oferta nos cursos de algum componente curricular relacionado com a educação inclusiva. Nosso objetivo é apresentar a importância e necessidade da abordagem desta temática no processo de formação dos futuros docentes. Esperamos que com esta pesquisa os docentes percebam a necessidade de que seus discentes conheçam estratégias e ferramentas que possam nortear e viabilizar, num contexto de inclusão, o ensino e a aprendizagem de uma língua estrangeira: em nosso caso, a língua espanhola. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  25. 25. 26 AVALIAÇÃO E FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE ELE Maria Valdênia Falcão do Nascimento (UFC) As atividades de avaliação a serem desenvolvidas pelos professores em classe, quer de língua materna quer de língua estrangeira, contam com um considerável número de estudos, no entanto, observa-se, ainda, a necessidade de aprofundar as orientações nos cursos de formação de professores de LE sobre esse aspecto tão importante do desenvolvimento das práticas escolares. Neste trabalho, propomos uma reflexão sobre a avaliação educacional como uma das formas de acompanhamento das atividades do aluno com o objetivo de promover a sua progressão. Para tanto, importa-nos responder a alguns questionamentos: 1. Qual a relação que se estabelece entre ensino e avaliação? 2. Que práticas de avaliação são desenvolvidas em sala de aula de ELE e com que objetivo? 3. Que papéis desempenham professores e alunos no processo de avaliação? Como fundamentação teórica, baseamo-nos, especialmente, nos trabalhos de autores como Nascimento (2012), Luckesi (2010), Hadji (2001), Saul (1999), Perrenoud (1999), Richards e Lockhart (1998), entre outros autores que investigam a avaliação em contexto escolar. Interessa-nos, ainda, destacar o funcionamento do processo avaliativo como mecanismo de controle e de exclusão, tendo em vista promover uma compreensão crítica dos fatores ideológicos e sociológicos que perpassam tanto o discurso sobre a avaliação, como as condições em que essa é produzida. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  26. 26. 27 ENSINO DE ESPANHOL A DISTÂNCIA: REFLEXÕES SOBRE O ENSINOAPRENDIZAGEM DA PRODUÇÃO ORAL Fernanda Almeida Freitas (UFC) Maria Valdênia Falcão do Nascimento (UFC) São muitos os questionamentos sobre o processo de ensino-aprendizagem da produção oral de uma língua estrangeira por meio da EaD. O principal deles é compreender como os alunos desenvolverão a fluência na língua alvo sem o modelo dado pela presença física do professor. Pensando nessa problemática, o presente artigo tem a finalidade de relatar minha experiência como tutora da disciplina de Práticas Orais do curso de Letras-Espanhol, na modalidade à distância, ofertada pela Universidade Aberta do Brasil em parceria com o Instituto UFC virtual. Para tanto, tomamos como base os trabalhos de Sacristán (2008), Aragonés (2004) e Giovanniniet al (1996) entre outros sobre o ensino-aprendizagem da produção oral em contexto de ensino de E/LE. A metodologia utilizada para a análise dos dados nesta pesquisa em andamento foi a qualitativa, uma vez que interpreta o processo de ensino e aprendizagem da produção oral mediado pelo computador por meio da análise da descrição das situações vividas pelo sujeito pesquisador em sua atuação como tutor a distância. Atividades de portfólio cujo objetivo foi gravar arquivos de áudio com a produção oral dos alunos, maior número de encontros presenciais e chats pelo Skype foram algumas das estratégias utilizadas para superar os problemas decorrentes da distância física entre os agentes do processo de ensino-aprendizagem. Os resultados observados apontam para a relevância do emprego de variadas estratégias de desenvolvimento da produção oral, na modalidade à distância, que enfatizem a autonomia do aluno com vistas a uma ampliação da sua competência comunicativa. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  27. 27. 28 EL USO DEL LIBRO DIDÁTICO COMO AUXILIO EN LA SALA DE CLASE DE ELE Elisângela Maria da Silva Vivian Valeska Guimarães Trajano Cícero Anastácio de Araújo de Miranda (orientador) UFC En el desarrollo de las actividades diarias en la sala de clase, el libro didáctico es un soporte, y tiene la función de auxiliar el profesor con respecto a la enseñanza y el aprendizaje de una lengua meta. Vilaça (2001) define material didáctico como toda creación que ayude en la enseñanza aprendizaje de una lengua. En este trabajo, tenemos como objetivo comprobar, a través de búsquedas teóricas, que el profesor de lenguas no debe utilizar solamente el libro como recurso para enseñanza aprendizaje. La metodología de este trabajo es realizar búsquedas de investigaciones que confirmen la utilización del libro didáctico como auxilio para el profesor y no como la única herramienta de enseñanza aprendizaje en el aula de clase de una lengua extranjera. ¿Cómo desarrollar el crecimiento del alumnado, si el profesor utiliza solamente el libro didáctico como herramienta de aprendizaje? ¿Por qué el profesor no suele utilizar otras herramientas didácticas? Es importante que un profesor de ELE no fije sus clases solamente en el libro adoptado por la institución, es necesario que el profesor de lenguas busque otros materiales didácticos que le den soporte para el proceso de enseñanza aprendizaje. Una vez definidos los objetivos del profesor para sus clases, lo mismo puede utilizarse de materiales tales como aparatos de sonido, proyector, juegos, y hasta otros materiales que puedan darle soporte en sus clases. La opción por uno de estos aspectos es determinada por una filosofía de aprendizaje a que se fija el profesor (LEFFA, 2003, p.24). Como auxilio en este trabajo contamos con las contribuciones teóricas de Leffa, (2003), Villaça (2001), Santos (2012). Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  28. 28. 29 HISTÓRIAS, VIDAS E CAMINHOS DIFERENTES: REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA NA PERSPECTIVA DA APRENDIZAGEM COLABORATIVA Ivan Vale de Sousa Unidade Educacional Jonas Pereira de Melo As relações sociais são fundamentais para a construção da identidade e da história de cada indivíduo, podendo ser escrita e reescrita a partir das oportunidades que lhes são oferecidas, a começar pelo aprendizado de uma segunda língua. Adquirir as habilidades linguísticas necessárias para se comunicar em outro idioma, significa na atualidade fazer parte do convívio social e da transformação de realidade distintas. Para tanto, é fundamental que as práticas de aprendizagens linguísticas tenham ligação com a realidade daqueles que se propõem ao desafio de aprender, ou seja, fundamentam-se na intencionalidade da aprendizagem colaborativa no contexto da Educação de Jovens e Adultos – EJA, a qual é uma modalidade educacional composta por pessoas com especificidades e motivações diferentes, que por algumas razões não tiveram a oportunidade de frequentar a escola na idade certa. A EJA deve priorizar o processo de ensino e aprendizagem na perspectiva do acolhimento motivacional à diversidade etária, assim como tem a finalidade de complementação dos estudos e o exercício da cidadania, facilitando a entrada e a permanência no mercado de trabalho desses estudantes. Instigar-se-á com o presente artigo, reflexões sobre as ações de ensino e aprendizagem em Língua Espanhola no processo de letramento para a Educação de Jovens e Adultos - EJA. Vale ressaltar, que a presente produção, constitui-se a partir de uma metodologia de investigação bibliográfica entre a língua estrangeira, especificamente, a língua espanhola e a EJA, logo, objetiva-se discutir, refletir e nortear outras produções científicas sobre o processo de letramento na aquisição das habilidades linguísticas no contexto de jovens e adultos com distorção de idade/série. Assim, recorre-se às contribuições teóricas de autores, como: Barbato (2005), Benedetti (2005), Goellenauer (2005), Junger (2005), Sedycias (2005) dentre outros, os quais contribuem e enaltecem a discussão na perspectiva de um ensino no qual os anseios dos envolvidos na Educação de Jovens e Adultos – EJA sejam contemplados. Espera-se que a presente produção possa também contribuir com reflexões acerca do processo de aquisição de uma segunda língua na perspectiva da aprendizagem colaborativa e no trabalho pedagógico com a diversidade etária, social, cultural, étnico-racial, sexual entre outras com o público em questão. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  29. 29. 30 O ENSINO DA HABILIDADE ORAL EM CLASSES DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA Elisângela Maria da Silva (UFC) Maria Valdênia Falcão do Nascimento (Orientadora/ UFC) No desenvolvimento das habilidades leitora, auditiva, oral e escrita, um aspecto importante refere-se à abordagem do professor, uma vez que ele desempenha um papel fundamental no processo de ensino e aprendizagem da língua meta. Nesse sentido, consideramos de máxima relevância desenvolver pesquisas sobre aspectos que tratam das práticas que os professores levam a cabo na tentativa de obter êxito no processo de ensino. A proposta deste trabalho baseia-se no projeto de pesquisa de nossa monografia em andamento para fins de obtenção do título de Licenciado em Letras/Espanhol. Nosso objetivo consiste, principalmente, em identificar e analisar as estratégiasque o professor emprega no ensino da habilidade oral em uma sala de espanhol como língua estrangeira. Segundo Almeida Filho (2010), língua estrangeira se trata de um conceito complexo em que o professor precisa comtemplar, e, sobre ele refletir, no exercício da profissão. Nesse sentido vale questionar como desenvolver a habilidade oral dos alunos, considerando-se diferentes situações de uso, dentro do contexto de sala de aula? É necessário que o aluno pratique a segunda língua em questão para que possa vivenciá-la com segurança nas diferentes situações comunicativas. Tendo em vista o objetivo proposto, observaremos como um professor de ELE elabora e aplica estratégias que visem a desenvolver a habilidade oral de seus alunos em sala de aula. Para fundamentação teórica foram abordados estudos de Almeida Filho (2010), Martínez (2002), Cesteros (2004), Moreno (2002), dentre outros importantes investigadores da área A metodologia consiste na realização de uma pesquisa bibliográfica sobre o tema e na aplicação de diferentes técnicas para geração de dados: entrevista semi-estruturada e produção de um diário de campo com registro das aulas observadas. Os resultados parciais reforçam posicionamentos de autores como Almeida Filho (2010) para quem é imprescindível que o professor não seja só comunicativo, mas que adote uma postura profissional para aperfeiçoar-se linguística e teoricamente com um exame contínuo de suas aulas. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  30. 30. 31 O ESTUDO DA LÍNGUA ESPANHOLA APLICADA AO PROFISSIONAL DE TURISMO Suzany Silva Batista Ferreira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão Com a incorporação dos acordos entre os países latino americanos, tais como o Mercosul, o ensino da língua espanhola adquire espaço importante no Brasil. Nesse contexto, ocorre um avanço os estudos linguísticos devido à grande demanda e às necessidades específicas do ensino de idiomas. O ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras para fins profissionais é decorrente do novo modelo de sociedade, a denominada Sociedade da Informação e do Conhecimento, se tornou imprescindível o fator informação-conhecimento cujos reflexos se vem nas áreas das ciências e tecnologias e que são de suma importância para o desenvolvimento econômico dos países. A partir deste contexto o acesso às línguas estrangeiras se faz necessário nos níveis de relações pessoais, profissionais, acadêmicos e comerciais com uma exigência explícita de qualidade e eficiência. É importante ressaltar que no trabalho dos profissionais de turismo a atividade verbal é o essencial na tarefa (LACOSTE, 1998, p.15) e todo o fazer material se estrutura em torno, seja oral, seja escrita. A metodologia utilizada é fenomenológica, na qual se preocupa com a descrição direta da experiência, construindo a realidade entendida não como únicaexistente, mas tantas quantas forem as suas interpretações e comunicações. O sujeito/ator é reconhecidamente importante no processo de construção do conhecimento (GIL, 1999; TRIVIÑOS, 1992). Emprega a pesquisa qualitativa e descritiva na Fase de Tratamento dos Dados dos questionários e entrevistas à profissionais com formação na área turística, além dos próprios turistas, a fim de analisar as reais necessidades no que diz respeito aoespanhol.Desta forma, a pesquisa pretende verificar se as informações turísticas sobre a cidade de Alcântara chegam ao turista hispânico em sua língua materna com clareza, ou seja, investigar se os profissionais que atuam nas áreas de turismo usam o espanhol como língua de acesso ao público hispânico e em que níveis de competência linguística, detectando em que setores existem maiores carências visando uma intervenção relacionada à proposta para uma formação continuada dos profissionais que atuam nas áreas de turismo.Os resultados apresentados neste artigo são parciais, mas servem como indicadores preliminares da situação do turismo na cidade de Alcântara/MApara os falantes de espanhol, podendo, assim, proporcionar ações, tais como oficinas de língua espanhola que venham assessorar na divulgação do município e na prestação de serviços turísticos ao público hispanofalante. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  31. 31. 32 OPINIÃO DE GRADUANDOS EM LETRAS ESPANHOL SOBRE PESQUISA E FORMAÇÃO ACADÊMICA Livya Lea de Oliveira Pereira (UFC) Jéssika de Oliveira Brasil Moura (UFC) Atualmente, a formação docente não se restringe ao repasse de saberes produzidos por especialistas-pesquisadores. Com a sociedade globalizada, o avance tecnológico e os diversos conhecimentos científicos, a autonomia e reflexão crítica parecem ser fundamentais para a formação do professor na atualidade, assim como afirma Bortolini (2009). Neste contexto, esta investigação objetiva verificar o que os discentes do curso Letras Espanhol (noturno), da Universidade Federal do Ceará, pensam acerca da pesquisa e formação acadêmica, já que, a pesquisa é entendida como um dos três pilares sustentadores da educação no ensino superior (POFFO;WEIDUSCHAT, 2009). Além disso, a pesquisa junto ao ensino é um importante elemento na produção do conhecimento. Por meio de um questionário aplicado a alunos dos semestres iniciais do citado curso, poder-se-á compreender melhor o que pensam sobre a sua formação acadêmica, possibilidades de atuação profissional, áreas da investigação e produção científica. Como base teórica, levaremos em consideração as investigações de Bortolini (2009), Donatoni e Coelho (2007), Poffo e Weiduschat (2009), Werneck (2006), entre outros, pois trata sobre a relação entre pesquisa e formação de professores, a importância da formação de docentes críticos - reflexivos, além de trazer reflexões sobre a importância da pesquisa na construção do sujeito edo conhecimento. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  32. 32. 33 OS OBJETOS EDUCACIONAIS DO BANCO INTERNACIONAL DE OBJETOS EDUCACIONAIS (BIOE) COMO RECURSOS AUXILIADORES NA COMPOSIÇÃO DAS AULAS DE LÍNGUA ESPANHOLA Gerlylson Rubens dos Santos Silva (UFC) Cícero Anastácio Araújo Miranda (UFC) Diante de um contexto educacional, no qual se verifica um maior interesse na utilização de recursos tecnológicos para o desenvolvimento do sistema metodológico da atual grade curricular de ensino, tem-se evidenciado constantes avanços no processo de ensinoaprendizagem escolar com a inserção de recursos digitais e interativos. Dessa forma, o presente trabalho tem por objetivo demonstrar e verificar se os objetos educacionais utilizados no âmbito escolar são recursos eficazes para prática pedagógica do professor de Espanhol como Língua Estrangeira. O estudo foi realizado com objetos educacionais disponibilizados peloBanco Internacional de Objetos Educacionais (BIOE) oferecidos pelo Ministério da Educação (MEC). Na sessão de Língua Estrangeira, mais especificamente no tópico de Língua Espanhola foram analisados, durante seis meses, recursos oferecidos que pudessem dar um suporte pedagógico para que o docente realizasse estratégias didáticas nas suas práticas de ensino. Os recursos foram inseridos no contexto curricular de alunos do sexto ano de uma escola pública estadual da cidade de Fortaleza e foram avaliados criticamente quanto a sua relevância no processo de formação do estudante. Com isso, os alunos demonstraram uma maior capacidade de apreensão do conteúdo apresentado pelo professor. Além da manifestação de um maior interesse, os alunos conseguiram mostrar uma maior seguridade quanto ao seu próprio aprendizado. Dessa forma, inferimos do estudo que os objetos educacionais midiáticos do Banco Internacional de Objetos Educacionais, se utilizados de maneira planejada em sala de aula, auxiliam de maneira eficaz na prática docente e integram as novas tecnologias aos conceitos educacionais, estando, então, de acordo com as orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN´s) Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  33. 33. 34 PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO: UM OLHAR CRÍTICO DA PRÁTICA DOCENTE DE E/LE NA EDUCAÇÃO BÁSICA. Aline Oliveira Arruda Ákyla Mayara Araujo Camelo Universidade Federal de Campina Grande O planejamento é a realização do que vai ser construído ao longo do ano, é um conjunto de ações que conduz a certo resultado desejado e a avaliação no processo de ensino e aprendizagem, permite a reflexão e a investigação da ação do aluno, auxiliando na construção do ser social em sala de aula para a sociedade. Assim, planejamento e avaliação estão interligados. Neste sentido, nosso trabalho objetiva pesquisar como as práticas de planejar e avaliar estão sendo desenvolvidas no âmbito escolar e a maneira que se realiza em sala de aula de língua espanhola E/LE, compreendendo assim a teoria versus prática. Para fins metodológicos, pesquisamos e coletamos dados através de entrevistas, anotações de campo e exercícios realizados em sala de aula de uma escola pública da cidade de Campina Grande/PB, no período de julho a agosto de 2013. Em termos teóricos nos basearemos em Hoffmann (2010), em Kleiman (2001), Zarala (1998), como também nas contribuições de Luckesi (2011) dentre outros que defendem uma avaliação essencial à educação, visando o questionamento e a reflexão sobre a ação. Portanto, a explanação do nosso trabalho, estará sempre relacionando a teoria e a prática no âmbito escolar, com o propósito de verificar para quais fins o planejamento e a avaliação se destinam. Uma vez que a avaliação não existe se não for prevista no planejamento, para isso, apontaremos sugestões de ações que podem contribuir para a melhoria da ação de planejar e avaliar, uma vez que a cultura do planejamento deve estar presente em todas as ações da escola. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  34. 34. 35 POTENCIAL DAS AÇÕES DE INFORMAÇÃO DO PROJETO MOVE NO COMBATE À EVASÃO NOS CURSOS DE LETRAS ESPANHOL Jéssika de Oliveira Brasil (UFC) Cícero Anastácio Araújo de Miranda (orientador/ UFC) O Projeto MOVE (Movimentando o Espanhol), vinculado ao programa de Extensão GEPPELE, através de suas ações de informações tem como um dos seus principais intuitos combater a evasão dos alunos dos Cursos de Letras Espanhol, através das principais atividades informadoras: Palestra de Recepção de Novos Alunos, Manual do Estudante de Letras Espanhol Diurno e Noturno, Blog como canal de informação e marketing do projeto e a Pesquisa de Satisfação e Necessidades dos alunos para a melhoria do curso. Tais ações primam o conhecimento da estrutura da Universidade e seus pilares: Pesquisa, Ensino e Extensão, que por sua vez, auxiliam ao aluno recém-ingresso na condução de seus passos na Instituição de Nível Superior, pois a partir das ações de informação que integram os novos alunos, o discente sente-se estimulado na jornada acadêmica devido o conhecimento do objetivo do seu curso e das possibilidades de formação e atuação no mercado de trabalho. Diante do exposto, retomando o discorrido por Andriola (2009), Ristoff (1995), Bueno (1993, p.12) à respeito da evasão e suas causas, iremos expor o potencial dessas ações do projeto no combate a evasão e apontar novos rumos e expectativa na postergação do mencionado projeto. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  35. 35. 36 PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA EM LE: O PERFIL DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO TECNOLÓGICO Everaldo Vital Benvenuto (IFSPE) Kélvya Freitas Abreu (IFSPE) Compreender as práticas letradas em língua estrangeira (LE) que futuros técnicos em edificações, agropecuária e informática de nível médio da educação básica possuem, tomando como base a sua formação é o principal objetivo deste estudo. Uma vez que ao aproximar-se da cultura do outro, do contexto social do outro, da língua do outro, faz dos sujeitos cidadãos do mundo (OCNEM, BRASIL, 2006). Portanto, o presente estudo apresenta resultados obtidos através de pesquisa qualiquantitativa por meio de questionários aplicados, cujo escopo seria diagnosticar os hábitos de leitura e de escrita em língua estrangeira dos discentes do ensino médio integrado do Campus Salgueiro (IFSertão/PE), com ênfase na língua espanhola. Para tal, faz-se necessário destacar que esta investigação trata-se de um recorte de pesquisa PIBIC Jr - Agência de letramento(s): Diagnóstico das práticas de leitura e de escrita em língua estrangeira no IF Sertão Pernambucano. Assim, para esta investigação, concebeu-se a definição de Letramento (CASSANY, 2006; ROJO, 2005), entendendo-a como o contato que o sujeito faz com diferentes gêneros e com diferentes funções que a leitura e a escrita desempenham em nossa vida (SOARES, 2005). Além de sinalizar a proposta sugerida por documentos governamentais ao entenderem que aprender um idioma o aprendiz passa por processos de alteridade, de engajamento discursivo, e de cidadania (OCNEM, BRASIL, 2006). Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  36. 36. 37 PROJETO FOCOELE: DESAFIOS E CAMINHOS DA FORMAÇÃO CONTINUADA Thayane Silva Campos (UFMG) O Projeto de Formação Continuada de Professores de Espanhol como Língua Estrangeira – FOCOELE – é um curso de extensão da UFMG voltado para Licenciados em Espanhol ou Português/Espanhol. O curso é anual, semipresencial, com 120h de carga horária, das quais 90 horas são à distância, por meio do ambiente virtual Teleduc, e 30 horas, presenciais. O projeto tem como objetivos: discutir práticas pedagógicas e perspectivas teóricas do ensino e da aprendizagem de espanhol na escola, buscando não reduzir a língua a estereótipos, falsas crenças e hegemonia de uma variante linguística e uma cultura específicas; propiciar a reflexão crítica e a autonomia na prática docente; estimular o uso de tecnologias tanto na própria formação, quanto no ensino; avaliar, complementar e produzir materiais didáticos (ALMEIDA; BARROS; COSTA, 2012, p. 52-53). Tais objetivos estão em consonância com os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998) e as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (2006), que nos têm guiado como um suporte teórico-metodológico. Em 2013 estamos no 4º ano de projeto e desde sua primeira edição muitas mudanças foram feitas para que esse curso de educação continuada pudesse se adequar ao perfil dos professores inscritos. Essa trajetória nos possibilitou reflexões importantes e constantes sobre a atuação do professor na escola, fazendo-nos redimensionar os propósitos e a complexidade da educação continuada, já que em muitos casos funciona como uma formação inicial. O objetivo deste trabalho é apresentar o percurso seguido pelo FOCOELE nesses 4 anos, mostrando as mudanças feitas curso para se adequar às necessidades dos professores. Dessa forma, pretendemos demonstrar a importância da educação continuada, que ajuda não só oprofessor da Educação Básica, mas também os coordenadores e monitores do FOCOELE, já que a cada ano o curso nos permite reavaliar o papel da universidade na formação dos profissionais que atuam/atuarão na escola e repensar o lugar que ocupam e a forma como se dão o ensino e a aprendizagem de espanhol no ensino regular. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  37. 37. 38 QUESTÕES DE INTERCULTURALIDADE NAS AULAS DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA: REFLEXÕES SOBRE AS PRÁTICAS DE UM PROFESSOR INTERCULTURAL Sandra Roza da Cruz da Silva (UFBA) Universidade Federal da Bahia Atualmente a Interculturalidade está entre os principais requisitos básicos para que o ensino/aprendizagem de uma Língua Estrangeira (LE) obtenha sucesso em sua aplicação. Esta vertente pedagógica preza por uma educação baseada no conhecimento à diversidade, no respeito mútuo e, antes de tudo, no autoconhecimento identitário. Partindo desta reflexão, o trabalho proposto sugere uma análise focada na prática docente de um ―suposto professor(a) intercultural‖, questionando criticamente sua abordagem em sala de aula, o trato com o aluno, a metodologia de ensino empregada e seu posicionamento quanto aos materiais didáticos utilizados. Levando em conta a realidade do ensino/aprendizagem do Espanhol como LE no país, serão levantadas questões do tipo se é possível ser intercultural dentro da realidade da educação pública; como esta prática pode (ou não) ser desenvolvida dentro do contexto atual de ensino; e, como um(a) professor(a) intercultural se constitui. Este trabalho está respaldado, entre outros autores, nos estudos de Flor Cabrera, Margarita Bartolomé, Teresinha Machado Maher, Edleise Mandes e Reinaldo Matias Fleuri. A partir da base teórica apresentada pelos autores, partiremos em busca de respostas e/ou reflexões que contribuam para ajudar professores e alunos que se dedicam a ensinar e aprender uma LE, em nosso caso, especialmente, a Língua Espanhola. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  38. 38. 39 RELATOS DE EXPERIÊNCIA DOCENTE DE ELE A DISTÂNCIA Ana Lourdes da Rosa Nieves Fernández Juliana Lübke Castro Luiza Machado da Silva Universidade Federal de Pelotas O objetivo do presente trabalho é apresentar uma série de considerações que emergiram a partir da experiência com o espanhol como LE (Língua Estrangeira) a distância, na primeira turma formada por um projeto realizado em rede com universidades do Rio Grande do Sul. O motivo que levou as pesquisadoras a compartilhar essas vivências foi dialogar com outras pesquisas da área de forma a contribuir com o ensino de línguas a distância demonstrando a possibilidade de se aprender línguas através das novas tecnologias de forma, tão eficaz quanto no ensino presencial, desde que haja uma equipe comprometida. Para isso, foram analisados trabalhos de conclusão de curso dos alunos egressos apresentados em forma de memorial de formação, em que foi possível verificar por meio das narrativas dos alunos aspectos do processo que foram extremamente relevantes para sua formação. Para legitimar as análises e interpretações, usou-se como fundamentação teórica, artigos de linguistas aplicados que trabalham com a Teoria do Caos, aquisição da segunda língua na perspectiva dos Sistemas Complexos, com o Emergentismo, Aquisição de Segunda Língua mediada por computador, como Paiva (2005, 2007, 2010, 2011) e Leffa (2006, 2012). O levantamento de dados da pesquisa aponta para uma diminuição de preconceitos em relação ao ensino de línguas à distância e põe em evidência a possibilidade de formar docentes de Língua Espanhola como LE a distância com a mesma qualidade dos cursos de licenciatura da modalidade presencial. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  39. 39. 40 REPRESENTAÇÕES SOBRE LÍNGUA ESPANHOLA POR ALUNOS INICIANTES DO CURSO DE LÍNGUA ESPANHOLA: UMA SISTEMATIZAÇÃO DE SIGNIFICADOS Lucineudo Machado Irineu Mikaeli Cristina Macêdo Costa UERN/UFC O presente estudo investigou as representações sociais sobre língua espanhola por alunos do primeiro período do curso de Letras/Espanhol do CAMEAM-UERN no ano de 2011. Os dados foram coletados por meio de um questionário, composto por oito questões referentes à língua espanhola. Participaram da pesquisa 20 alunos, homens e mulheres com idades entre 17 e 31 anos. Considerando a representação social como um saber que se organiza socialmente sobre a influência das experiências partilhadas pelos indivíduos na coletividade e em contextos sociais diversos, objetivamos neste trabalho analisar que representações os alunos do curso de graduação em Letras (Espanhol), enquanto membros de grupo social constroem sobre a língua espanhola, na tentativa de compreendermos o sentido que este grupo atribui a esse objeto social. Para tanto, fizemos uma sistematização de significados que estes alunos dão a língua espanhola, com base nos dados obtidos por meio de um questionário. Como fundamento teórico-metodológico utilizamos a Teoria das Representações Sociais, elaborada por SèrgeMoscovici (1976) e complementada por Denise Jodelet (2001), Jean Claude-Abric (2001) e WillenDoise (2001). As análises mostraram que estes alunos construíram suas representações com base nas crenças e imagens consensuais que circulam na sociedade sobre a língua espanhola, como uma língua fácil, de gramática difícil, mas que encanta a todos com seu sotaque. Estes elementos temáticos, por sua vez, orientam os posicionamentos e as atitudes deste grupo em relação ao objeto de representação, a língua espanhola. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  40. 40. 41 TIRAS EM QUADRINHO: UMA ANÁLISE NA PERSPECTIVA DA MULTIMODALIDADE E DO LETRAMENTO CRÍTICO E VISUAL Hiran Nogueira Moreira (UECE) Muitas pesquisas têm sido feitas sobre o gênero textual tiras em quadrinho sob uma gama de perspectivas e abordagens teórico-metodológicas. Queremos contribuir com esta diversidade de estudos ao propormos com esta pesquisa relacionar conceitos da Multimodalidade e do Letramento Visual e Crítico em uma análise do modo como às tiras em quadrinhos são propostas em livros didáticos de Espanhol escolhidos pelo PNLD 2012 (Programa Nacional do Livro Didático) para o ensino médio. Relacionamos estas duas abordagens porque defendemos que as modalidades semióticas, verbal e visual, não podem ser dissociadas. Isso só traria prejuízos à construção de sentido para o leitor. Afinal, cada modo semiótico tem sua especificidade no processo de construção do sentido. E não se trata apenas de apresentar imagens, mas de abordá-las criticamente na busca de promover a prática social de leitura na perspectiva do Letramento Visual e Crítico. Além de que, defendemos a pertinência das OCEM (Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio) ao propor um papel educacional do ensino de línguas estrangeiras a partir da formação cidadã dos estudantes. Como resultado, encontramos que das três coleções didáticas de Espanhol do PNLD 2012, somente uma se aproxima das considerações pedagógicas do Letramento Visual e Crítico, visto que utilizam as tirinhas quase que exclusivamente para o ensino de conteúdo gramatical e interpretação textual. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  41. 41. 42 YO, TÚ, ÉL: OS PRONOMES SUJEITO E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE ESPANHOL Cristiano Silva De Barros (UFMG) Os documentos que orientam o ensino de línguas estrangeiras na Educação Básica (LDB, 1996; PCN, 1998; OCEM, 2006) sugerem que os alunos aprendam outro idioma através de experiências de uso e interação na língua estrangeira, construindo, de maneira diversificada, plural e heterogênea, discursos e formas de expressão e de ver/estar no mundo, através da reflexão crítica em relação aos diferentes modos de atuação linguística. A concepção de linguagem que fundamenta tal perspectiva de ensino e de trabalho com a língua estrangeira na escola é de natureza sociointeracional (BRASIL, 1998, p. 27), definida por Travaglia como ―lugar de interação humana, de interação comunicativa pela produção de efeitos de sentido entre interlocutores, em uma dada situação de comunicação e em um contexto sócio-histórico e ideológico‖ (2005, p. 23). Assim, nesse contexto, ―o foco da gramática deve voltar-se para o papel que ela desempenha nas relações interpessoais e discursivas‖ (BRASIL, 2006, p. 144) e entre os vários fatores que podem contribuir para a implantação de um processo de ensinoaprendizagem nessa linha (materiais didáticos, recursos disponíveis, orientação metodológica adotada etc.), a formação linguística dos professores que irão concretizá-la se configura como elemento fundamental. A partir da análise das respostas dadas pelos professores participantes do Projeto de Formação Continuada de Professores de Espanhol (FOCOELE) a uma atividade diagnóstica sobre o uso dos pronomes sujeito em espanhol, o objetivo do presente trabalho é evidenciar lacunas na formação linguística desses professores, mostrando a necessidade de que a formação docente contemple, também, e de forma organizada e sistemática, uma linha de trabalho com a língua que privilegie o uso e a reflexão e associe forma e discurso, vinculando o funcionamento sintático da língua à produção de sentido nas dimensões semântica, textual, discursiva e pragmática (GUIMARÃES, 2009, p. 55). Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  42. 42. 43 ¿Y USTED? ¿Y USTED? – QUANDO OS USOS NÃO CORRESPONDEM ÀS EXPLICAÇÕES TRADICIONAIS Elzimar Goettenauer de Marins Costa (UFMG) Em quais aspectos deve incidir a formação continuada de professores de espanhol? Essa interrogação tem servido de base para a definição do planejamento do projeto FOCOELE (FALE/UFMG), que, nas três edições anteriores (2010 a 2012), tratou de questões metodológicas relativas ao desenvolvimento das habilidades de compreensão e produção oral e escrita, à análise de livros didáticos e à elaboração de atividades. Este ano, atendendo à demanda dos próprios professores, optou-se pelo aprofundamento de temas gramaticais. No segundo módulo, abordou-se o tema ―PronombresPersonales‖, assunto que, embora presente nos livros didáticos e nas gramáticas dirigidas ao ensino/aprendizagem de espanhol como língua estrangeira, constitui-se como um tópico gramatical complexo, devido principalmente à inversa assimetria dos usos dos pronomes na função de sujeito e de complemento em espanhol e português (GONZÁLEZ, 2008). Nesta comunicação, será apresentada a proposta de estudo dos pronombrespersonalessujeto –destacando-se o emprego de vos e usted –, realizada no curso, tomando como fundamento o princípio de que a aprendizagem de uma língua deve propiciar que ―o aprendiz se situe no discurso do outro‖ e ao mesmo tempo ―possa expressar suas idéias e sua identidade no idioma do outro‖ (OCEM, p. 151; 152). Sendo assim, a formação de um professor como profissional crítico passa pela superação da crença inocente de que sistematizações gramaticais simplificadas são mais compreensíveis do que reflexões mais profundas sobre a gramática em funcionamento (NEVES, 2012). Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  43. 43. 44 Artigos Completos Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  44. 44. 45 A INFLUÊNCIA DA CULTURA NO PROCESSO DE AQUISIÇÃO DO ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA NATAN GONÇALVES FRAGA FURB RESUMEN: El tema tratado en este artículo es el papel que los aspectos culturales en el proceso de adquisición del idioma Español como lengua extranjera, así como la influencia de la imaginación que tienen los estudiantes en el proceso de adquisición del Español. El objetivo de esta investigación es comprender el papel de la cultura en la lengua objeto de estudio, tanto en la adquisición de ese idioma, y en la imaginación de los estudiantes. Por lo tanto, el estudio realiza una revisión bibliográfica y documental que trata de discutir con autores como Saussure (1976), Chomsky (1996) y Revuz (2001). Se hace un análisis sobre la concepción de lengua y su relación con la cultura; sobre el proceso adquisición de la lengua materna y extranjera; y sobre la influencia de las imágenes que tenemos de la lengua extranjera en el proceso de adquisición de la misma. Para ello se presenta un estudio cuyo público específico son estudiantes brasileños que estudian Idioma Español como Lengua Extranjera. En el curso de este análisis, la investigación muestra que el lenguaje es una construcción social y por lo tanto lengua y cultura son inseparables. Además, que el trabajo con los aspectos culturales en el aula es una manera de romper cualquier visión errónea y eliminar los prejuicios y estereotipos construidos en la imaginación de los estudiantes para que haya un resultado eficaz en la enseñanza y el aprendizaje de lenguas extranjeras. Llegamos a la conclusión de que la influencia cultural es fundamental en el aprendizaje de la lengua, ya que es a través de la cultura que podamos entender mejor la forma de pensar y de ser de la sociedad hablante de la lengua extranjera. INTRODUÇÃO Não podemos limitar o processo de aquisição de Língua Espanhola somente a aprender regras gramaticais, pronúncia e vocabulário. É insuficiente, se necessita muitomais. Aprender uma língua estrangeira implica na forma de ver, pensar, acreditar e agir na língua, pois por mais que haja tamanha semelhança entre as línguas Espanhola e Portuguesa, o processo de aquisição não deixa de ser complexo. O conceito de certo, de errado, de educação, de grosseria, de violência, de amável, e de tantas outras características muda de uma cultura para outra, de uma sociedade para outra e isso influencia muito no valor e no significado das palavras de uma língua, já que a língua expressa a visão de mundo de determinado povo, sociedade, cultura. Mesmo no caso do português do Brasil e o português de Portugal que são línguas iguais, vemos palavras iguais na sua grafia, mas senão um pouco, totalmente diferentes em sua significação ou em sua função. Por isso faz parte do processo de aquisição de uma língua estrangeira o contato com a Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  45. 45. 46 cultura da língua estudada, para que haja uma compreensão real dos léxicos e das estruturas gramaticais de determinada língua. Hoje essa visão é muito aplicada no ensino de Língua Espanhola, já que, ao contrário da Língua Inglesa, a cultura da Língua Espanhola não influencia e nem está presente em nossa cultura. Porisso, o objetivo dessa pesquisa é analisar a função do conteúdo sociocultural nas aulas de Língua Espanhola. Para isso será necessário explorar o conceito de língua e a sua relação com o sociocultural; o processo de aquisição da língua materna e língua estrangeira, evidenciando semelhanças e distinções em ambos os processos; o imaginário que os brasileiros tem sobre a língua e cultura espanhola, e a importância do estudo da cultura na formação desse imaginário. LÍNGUA Saussure (1976), responsável por definir a Linguística como Ciência, define a língua como sistema de signos, como um conjunto de unidades que estão organizadas e que forma um todo. Diz que a língua não é definida por um indivíduo, mas sim pelo grupo social ao qual esse indivíduo pertence, ou seja, a língua é um conceito social, imperativa, interativa, um patrimônio social abstrato. Em suma, Saussure (1976) mostra através de sua definição que a língua expressa a cosmovisão de uma sociedade, e assim que a língua está intimamente ligada ao pensamento. Por mais abstratas ou particulares que sejam as operações do pensamento, elas são expressas através da língua. Podemos dizer tudo, e podemos dizê-lo como queremos. Daí procede esta convicção de que pensar e falar são duas atividades distintas por essência, que são acionadas pela prática da comunicação, mas que têm cada uma o seu domínio e suas possibilidades independentes. Mas isso a que chamamos "o que queremos dizer" ou "o nosso pensamento" é um conteúdo de pensamento, bem difícil de definir em si mesmo. Recebe forma da língua e na língua, que é o molde de toda expressão possível; e que não pode dissociar-se dela. Essa língua configura-se no seu conjunto e enquanto totalidade. Essa grande estrutura, que encerra estruturas menores e de muitos níveis, dá a sua forma ao conteúdo de pensamento. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  46. 46. 47 A língua é, pois, não apenas a condição de transmissibilidade, mas antes de tudo a condição de realização do pensamento. Não captamos o pensamento a não ser já adequado aos quadros da língua. Portanto, a língua numa sociedade expressa o pensamento e faz a estrutura sociocultural de uma comunidade, organiza e constitui o meio. A língua interpreta a experiência de tal forma que as categorias mais profundas do pensamento são diferentes nas diferentes culturas, ou seja, cada cultura pensa diferente porque cada cultura tem uma língua diferente. A língua de uma comunidade, além de materializar os aspectos sociais, geográficos, políticos, econômicos e culturais que formam as ideias, visões e experiências vividas por tal povo, que é singular,também a ter estas características como significado de seus signos. E assim nessa interação e complementação de língua x pensamento, voltamos ao que Saussure (1976) diz, que a língua é definida pelo pensamento sociocultural e por isso é um fato e conceito social. A LÍNGUA MATERNA E A LÍNGUA ESTRANGEIRA A língua materna é adquirida por um processo cognitivo universal, relativo à condição humana. Essa aquisição da língua materna é uma habilidade complexa e especializada, que se desenvolve de forma espontânea, sem esforço consciente e sem instrução formal e que é igual para todos os indivíduos. Essa aquisição materializa a capacidade de linguagem dos indivíduos, ou seja, no processo de aquisição de língua materna o indivíduo desenvolve a capacidade de interagir com seu próximo, construir seu mundo interior, organizar seu pensamento e se desenvolver como ser humano. Essa aquisição ocorre de maneira natural, em situações reais do cotidiano do indivíduo (CHOMSKY, 1981 apud BARALO, 1996, p.11). As características do processo de aquisição da língua materna e os valores e conceitos do meio do indivíduo dão significado às palavras (REVUZ, 2001). A linguagem do meio do indivíduo o influencia antes de seu ser falar, a construção do sistema linguístico do indivíduo se baseia no sistema de valores e a relação de sua linguagem se tece a partir do desejo do outro, enquanto ela própria é modelada a partir desse desejo. Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  47. 47. 48 O processo de aquisição da língua estrangeira se distingue do processo de aquisição de língua materna, pois quando se adquire a língua estrangeira já se tem o conhecimento e a experiência da língua materna (REVUZ, 2001). Os conhecimentos da língua materna por vezes são usados como referência no aprendizado da língua estrangeira, já que o indivíduo tem sua identidade formada na L11. Sobre a influência da língua materna no processo de aquisição da língua estrangeira, Revuz (2001, p. 217), esclarece que Toda tentativa para aprender uma outra vem perturbar, questionar, modificar aquilo que está inscrito em nós com as palavras dessa primeira língua. Muito antes de ser objeto de conhecimento, a língua é o material fundador de nosso psiquismo e de nossa vida relacional. Se não se escamoteia essa dimensão, é claro que não se pode conceber a língua como um simples ‗instrumento de comunicação‘. É justamente porque a língua não é um princípio, e nunca, só um ‗instrumento‘, que o encontro com uma outra língua é tão problemático, e que ela suscita reações tão vivas, diversificadas e enigmáticas. Essas reações se esclarecem um pouco se for levado em consideração que o aprendiz, em seu primeiro curso de língua, já traz consigo uma longa história com sua língua. Essa história interferirásempre em sua maneira de abordar a língua estrangeira. Além do processo de aquisição de língua estrangeira se distinguir do da língua materna por já ter o conhecimento de uma língua, há também o contexto que se pode ser artificial ou natural e a variação de idade que pode influenciar no sotaque. Por essas características, podemos dizer que estudar uma língua estrangeira é se colocar em uma situação de não saber absoluto, voltar a ser bebê, fazer a experiência da importância de se fazer entender. É entrar num mundo artificial, imaginário. Se o meio em que o convive não tem a língua estrangeira como língua nativa, e mesmo se for o ambiente o da língua estrangeira, um meio natural, há o exercício de se colocar como um ser sem o saber da língua materna para a formação de seu ser nesse mundo novo que traz a língua estrangeira. O exercício é árduo, pois na sua prática vemos fortemente a presença da língua materna na prática do entendimento das significações da língua estrangeira e no aparelho fonador que foi formado para os sons da língua materna e com isso encontra-se dificuldade na adaptação para novos sons da língua estrangeira. 1 Língua Materna Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979
  48. 48. 49 A língua materna é tão onipresente na vida do indivíduo que se tem a sensação de jamais tê-la aprendido, por isso o contato com a língua estrangeira parece uma experiência totalmente nova, experiência que não tem haver com o fenômeno linguístico, mas sim com as modalidades(REVUZ, 2001). A presença da língua materna é obvia e é impossível extinguila, já que o indivíduo se forma e se desenvolve como ser humano sob a estrutura de sua língua materna, mas isso não impede seu sucesso com a língua estrangeira, ao contrário, são muitos os que conseguem a fluência e domínio na língua estrangeira mais que os próprios nativos. Sobre a aquisição do conhecimento sintático da língua estrangeira, Chomsky (apud BARALO, 1996, p.9) diz que ―o indivíduo, no seu processo de aquisição da língua estrangeira sabe construir orações gramaticais, ou seja, sabe as regras de estruturas sintáticas sem que alguém o tenha ensinado‖. Essa prática natural e esse conhecimento inconsciente das categorias das palavras, das regras de dependência estrutural dos sintagmas, da estrutura dos sintagmas que sempre se projetam a partir de seu núcleo, da regra de construção das interrogativas entre outros muitos aspectos ocorrem por consequência da existência da Gramática Universal. Teóricos da aquisição de língua estrangeira afirmam que a Gramática Universal permanece disponível, mesmo que parcialmente, ao indivíduo que adquire uma língua estrangeira. Os processos de aquisição da língua materna e estrangeira se diferem, segundo Baralo (1996) por consequência do contexto e da situação. A aprendizagem da língua estrangeira normalmente ocorre dentro de um contexto institucional, que proporciona um meio artificial e que não proporciona uma necessidade comunicativa autêntica, como ocorre no caso da língua materna. Para o indivíduo que adquire a língua materna, o conhecimento da mesma ocorre sem esforços, naturalmente, já o indivíduo que adquire a língua estrangeira deve estudar, repetir, memorizar, praticar exercícios, enfim, deve fazer esforços. O caminho percorrido pelo indivíduo que aprendeu uma língua estrangeira para chegar ao domínio da mesma, é bem diferente do caminho percorrido pelo indivíduo que aprendeu sua língua materna. A língua materna incorpora-se no indivíduo de tal maneira fazendo-o um interlocutor ativo muito antes que o pudesse ser e sua comunicação é mudada mediante as novas palavras e estruturas da língua que o indivíduo aprende e utiliza. Esse processo de aquisição se torna bem diferente quando ocorre em um contexto institucional, com algumas Anais do II Colóquio do GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola Universidade Federal do Ceará – 21 e 22 de Novembro de 2013 Campus Benfica – Centro de Humanidades – Fortaleza – Ceará ISSN: 2237-8979

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